Coletânea

Vocação & domínio

Por que somos atraídos pela tragédia e morte?

55:45 · ~44 min de aula10 de outubro de 2023Transcrição automática · em revisão
  • a vocação de dominar a morte
  • concupiscência da carne
  • concupiscência dos olhos
  • a soberba da vida (olhar sozinho)
  • o cheiro de morte (a rachadura)
  • o falso domínio (materialismo)
  • os meus eus e os meus meus (pronome possessivo)
  • a experiência do sétimo dia (descanso)
  • pobre de espírito
  • dominar a casa vs. administrar a empresa do lar

Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 11:28.

Beleza. Aí olha só, olha que experiência estranha então do ser humano. Eu já vi várias palestras, no outro dia eu estava numa, eu vi uma página de neurociências, se eu não me engano, dando algumas explicações por que o ser humano olha para a tragédia.

Citações verbatim

Trechos da aula

Tem um cheiro de morte ali. Aquela morte é a sua morte.
— Prof. Diego Reis
essa inclinação do ser humano para o material que racha e se desgasta, porque agora ele morre, se chama concupiscência da carne
— Prof. Diego Reis
Você é dono de empresa. Você tem empregados.
— Prof. Diego Reis
Palavra por palavra

Transcrição completa

Transcrição automática · em revisão

Eu tô sentado aqui numa cadeira de madeira, né? Tô sentado numa cadeira de madeira. E aí, essa cadeira aqui que eu tô sentado, um dia ela me chamou a atenção, né? Sabe esse desenho aí que tá na capa do meu livro? O desenho das três pessoas com uma bola no meio? um dia apareceu essa cadeira aqui, né? E aí quando ela apareceu na minha personalidade, diante da minha personalidade, aconteceu a expressão normal da vida humana acontecendo, né?

Ou seja, eu a vi, escutei o barulho dela, a toquei, sentei nela, vi textura, não é isso? Utilizei os sentidos para conhecê-la, E depois que esses sentidos se relacionaram com ela, no palco da vida real, no mundo concreto, eu comecei a emitir meus juízos sobre a cadeira. Então, fui lá no passado, na experiência passada, e aí comecei a emitir juízos. Então, a minha parte do presente, ela prova o mundo em busca da beleza.

Não é sobre isso não. Eu sabia, olha o que o Ikenami botou aí, rachadura e duração do bem. Eu sabia que meus alunos iam achar que a aula é essa, mas não é essa. É uma consequência disso aí. Mas vamos lá, eu fiquei muito feliz de alguém ter, só com uma introdução, já ter colocado o desenvolvimento da personalidade toda. É real, né? A ciência da temperança é real, né? Hoje, quando o padre, na missa, falou assim, e a presença de São Tiago na comunidade, aí o meu filho, José Pedro, mais velho, do meu lado esquerdo, falou, soltou assim, né?

Quando ele falou assim, e a presença de São Tiago, meu filho mais velho, soltou assim no meio da missa, que é a graça, aí eu olhei pro lado e falei, é real, essa parada da gente ir se temperando um do outro é real, né? E aí, quando eu tenho esse relacionamento com a cadeira, eu emito meus juízos, então o personagem no palco, que é o assunto da beleza que a gente já deu uma introduzida aqui, já comentou um pouco, o personagem no palco, ele tem essa sede pela beleza das coisas que é captada pelos sentidos.

Então essa face do bem que consegue ferir o personagem no palco e levá-lo para o alto adiante, Na aula sobre... na comunidade, na parte de educação, vocês vão ver como é bonito. Existe uma parte da educação que é falada por aí, sobretudo pelos livros da Katerine Le Couier, que vocês já devem ter ouvido falar, Educar pelo Assombro. É desse tipo de educação, a educação da presença do palco, daquela beleza que assombra a gente. E aí a gente vai no passado para procurar uma outra face, a face que os órgãos do crítico procura e tem a capacidade de achar, que são as sentenças verdadeiras, nossas crenças, a fé.

E aí quando eu olhei essa cadeira aqui, e eu olhei minha experiência passada, Eu comecei a emitir meus juízos e falei assim, caramba, pelos meus juízos e pelos juízos que a Maria emitiu, essa cadeira cabe no nosso roteiro de vida. E aí, o roteirista botou a cadeira no roteiro da nossa vida e a cadeira está aqui na nossa casa. compra alguma coisa nova, conquista alguma coisa nova, aparece uma pessoa nova na nossa personalidade, um relacionamento novo e acontece esse fenômeno do gosto, da beleza, do olhar da verdade.

e de uma imagem, de uma imaginação futura, de uma possibilidade de alguma coisa boa que tem pra frente, não é isso? Então, a beleza, a verdade e a bondade, quando a gente tem essa experiência cotidiana das coisas, a gente faz essa relação completa da personalidade no mundo até que a gente compre a coisa... Dei uma travada aí, né? Voltou? Vocês estão me ouvindo bem? Voltou aí? Tá tudo bem? Aqui deu uma caída pra minha conexão. Tá funcionando aí, mô? Voltou, né? Beleza, voltou. Então, quando a cadeira da loja, o biscoito da loja, a pessoa Quando a gente conseguir colocar essa substância, esse substantivo cadeira, como um pronome possessivo, ou seja, quando a cadeira da loja virar minha cadeira, quando a Maria virar minha Maria, quando a caneta virar minha caneta, então eu tenho a minha personalidade, os meus eus e os meus meus, o que é meu.

E aí, junto com isso, é por isso que a gente tem essa experiência, vocês já viram essa experiência aqui, lá no livro, quem já leu o livro vai conhecer lá a tal da experiência do sétimo dia, né? A experiência do sétimo dia é quando a gente realiza a nossa personalidade, então tem lá os seis passos, né? A criação da personalidade, a obra da criação, e no sétimo dia a gente descansa, ou seja, a cadeira tá na minha casa e ela virou minha cadeira, né? Lembra da aula do macarrão lá do mercado?

Eu paguei por ela. Eu realizei o ritual no mundo. Eu dei de mim pra chamá-la de minha. Aí quando acontece, a gente fica contemplando a nossa casa. A gente entra na sala e olha assim. Caramba, você vê, quando eu terminei de pintar aqui essa parede com as crianças, aí eu fiz um cafezinho e eu ficava aqui parado de pé olhando na sala, minha esposa fica brincando comigo, tá aí admirando a obra, né? Admirando o trabalho. Falei, amor, esse é o sétimo dia, né? Essa é a obra completa no mundo.

Aí a gente passa um tempinho vendo como a obra é muito boa, né? E o Diego viu que a obra era boa. E aí a gente passa pela experiência do descanso. Então, o descanso é essa paz fruto de uma luta, de uma obra realizada no mundo. Isso é bonito pra caramba quando a gente vê, por exemplo, no Evangelho, a diferença de quando Cristo, em vida, fala que ele não veio trazer a paz, mas ele veio trazer o fogo, não é isso? E aí depois que ele ressuscita, ou seja, que a obra da paixão-morte-ressurreição está pronta, não é isso?

Ele aparece ressuscitado e oferece a paz, né? Finalmente ele que em vida veio dizer que não veio trazer a paz, mas a luta, o fogo, aí ele aparece com a obra pronta e oferece a paz. Essa é a experiência nossa do dia-a-dia, realmente da vida, né? E aí... Fala Padre, sua benção, seja bem-vindo, que bom ter o senhor aqui. E aí a gente, diante dessa experiência da cadeira, isso acontece com a gente, né? Diante das várias coisas que acontecem na vida. Aí a gente olha para a cadeira uma vez, duas vezes, três vezes, quatro vezes e a gente até presta um pouco de atenção nela.

Só que depois que ela começa, ela já está na nossa personalidade, ou seja, a gente come aqui, eu estou fazendo live aqui na cadeira e tudo mais, ou seja, ela já é parte de mim, ela é minha cadeira, a cadeira da minha casa. a nossa vida já funciona substancialmente em cima dessa estrutura do que é meu. E aí a gente para de prestar atenção e ter essa experiência da paz, né? Ninguém chega numa cadeira de sete anos, dez anos e fica todo dia, chega em casa e entra, ai minha parede pintada, a minha cadeira, ai a minha prateleira, ai aquela...

Ninguém fica assim, né? Só que aí quando a gente chega em casa, e a cadeira que eu não olhava, não prestava atenção há cinco anos, ela está rachada, aí finalmente você volta a olhar para a cadeira. Putz, a cadeira quebrou. Quem quebrou a cadeira? A gente vai instaurar a sindicância para ver quem que rachou a cadeira. E aí a gente, estranhamente, volta a ter atenção na cadeira, porque a cadeira é minha cadeira, né? Então, perdê-la, deixá-la morrer, deixá-la morrer, é deixar um pedaço de mim ir junto, porque é minha cadeira, é minha, pronome possessivo, tá no centro da minha personalidade, essa eu posso chamar de minha, porque eu ofereci um sacrifício fruto do meu trabalho por ela, né?

Eu sou meus eus e meus meus, é isso, né? A gente está falando de uma maneira diferente do que o Ortega e Gasset também falaram. Eu sou eu e minhas circunstâncias. Aqui a gente está olhando para a nossa estrutura da personalidade e está chamando aquelas bolas do centro ali, que a gente incorpora na personalidade, colocando na linguagem o pronome possessivo e falando, eu sou o meus eu, roteirista, personagem crítico e os meus meus. Aquilo que passou por todo esse processo que eu estou falando para vocês, que a gente teve que oferecer um ritual no mundo para chamá-lo de meu, o preço lá do supermercado, do caixa.

Beleza. Aí olha só, olha que experiência estranha então do ser humano. Eu já vi várias palestras, no outro dia eu estava numa, eu vi uma página de neurociências, se eu não me engano, dando algumas explicações por que o ser humano olha para a tragédia. Eu acho que isso surgiu sobretudo por causa do acidente, daquele acidente recente que teve com o avião, né? Por que a gente olha para a tragédia? E aí eu vi as explicações, sobretudo científicas, biológicas e tal, perfeito, ok, maravilha. Mas eu fico pensando assim, nossa, como essas explicações meio que matam uma curiosidade, mas elas são até meio medonhas, elas meio que não só não servem para muita coisa, como elas deixam a gente numa instabilidade gigante sobre o mundo.

É tipo aquela coisa assim, cara, eu preferia não saber disso, que a gente se apaixona de uma maneira estranha pela tragédia, né? Porque, na verdade, não é isso, né? Essa é uma explicação que, com o olhar biológico, a gente tenta tirar uma explicação filosófica, mas é óbvio que essa explicação está muito longe de ser a nossa realidade. A nossa realidade, na verdade, é muito mais simples do que isso. Como a gente já sabe, sobretudo aqui, nós que nos sentamos aqui domingo para falar sobre essas coisas, como nós já sabemos que a nossa vocação é dominar o mundo, que a gente tem uma ânsia por domínio, toda vez que a gente vê a nossa perda de domínio, a nossa perda de poder real no mundo, que tem...

Olha, quando eu falo isso para vocês, a nossa perda de poder real no mundo. A quantidade de coisas que tem em cima disso, vocês vão ver, eu estou preparando aqui as aulas de filosofia política da comunidade. Então, eu preciso dar uma série de aulas, eu estou fazendo há um tempo uma série de cursos já sobre política, pegando meus cadernos antigos de política, E eu fiquei impressionado como as aulas de Filosofia Política não começam por essas coisas. Você vê, no final dessa aula vocês vão descobrir do que ela é e essa aqui vai ser a segunda ou a terceira aula de um curso de Filosofia Política.

Por que eu lembrei? Porque eu falei de poder, que é um tema central de Filosofia Política. Quando a gente está perdendo Isso é uma perda de domínio. Então vejam, por que os fariseus... Eu vou dar um exemplo aqui meu do cotidiano. Tem umas pessoas que têm me mandado várias mensagens de grandes psicólogos e terapeutas que têm falado da teoria das três pessoas, que têm falado mal. E até aí nenhum problema, porque quem somos nós para não falarem mal das coisas que a gente está fazendo?

Eu sempre peço para o pessoal me mandar. Eu não quero nem saber quem é. Eu quero saber o que é que o pessoal tem de contribuição. Você entende? O que está ruim? Me fala aí para tentar ver aqui o que pode melhorar e tal. E nunca vem essa resposta, né? Não vem essa resposta pra mim. Eu queria de verdade, assim, ó, isso aqui tá ruim, não é assim no mundo real e tal. Só que vem só um espernear, assim, sabe? Ah, não, não concordo, não é assim e tal.

E aí quando a gente vê isso, o que você vê? Por que as pessoas ficam assim, meio que se debatendo com a coisa? Porque isso vai tirando o poder das pessoas, né? Imagine que você tem uma teoria que você usa, explica as coisas e de repente aparece uma teoria que supostamente é mais poderosa. Aí ela parece tirar seu poder, você entende? Agora, para para pensar na época de Cristo. Os poderosos da religião, os homens que tinham todo o poder sobre o sagrado e de repente tem alguém no mundo real que comanda que dá um comando sobre a lépara, sobre a tempestade, sobre a perna manca, sobre a cegueira, que dá um comando sobre a morte.

Para para pensar no coração das pessoas que supunham que tinham algum poder sobre o mundo. Quando elas olham para uma pessoa com esse tipo de poder, só resta para aquelas que não estão buscando verdadeiramente um poder, mesmo que não seja seu, um poder para contemplá-lo, elas vão tentar destruí-lo. Essa é a vocação do homem realizada de maneira torta. Nós nascemos para dominar o mundo no colo do domino. Lembra da semana retrasada? Deu falando da minha filhinha pedindo colo para mim? Nós nascemos para dominar o mundo.

Nós temos essa vocação. E, estranhamente, tem coisas no mundo que a gente não domina e que a gente tem que achar um domínio no mundo para dominar essas coisas com a gente. Então, sem esse fenômeno que eu estou falando para vocês, inclusive, não dá para fazer filosofia política. É por isso que Max Weber o Bob, o italiano, o Vico, o próprio Toynbee, o Toynbee, o historiador, por isso que eles erraram em uma parte do que eles achavam que estava indo certo, Maquiavel nem se fala, porque faltou para eles uns certos detalhes de uns órgãos humanos e materiais, o que esses órgãos buscavam, o que no homem busca o poder, a vocação de dominar.

O Max Weber chegou próximo disso, né? Quando falou sobre domínio. Max Weber falou sobre domínio em filosofia política e sociologia. E aí, quando a gente olha pra isso, a gente entende, porque quando a gente chega em casa, depois de cinco anos, a gente olha pra cadeira rachada, E o nosso olhar que tava desatento pra cadeira, de repente volta a olhar pra ela. Caramba! A cadeira tá rachada. Por quê? Porque você começou a perder o domínio sobre o mundo.

Tem um cheiro de morte ali. Aquela morte é a sua morte. É a sua cadeira. É a sua cadeira. e, obviamente, o teu olhar volta novamente para aquilo. Aí a gente fica se perguntando assim, caramba, por que eu fico olhando para o que é tragédia? Por que meus olhos estão sempre fixos naquilo que parece mal? Por que eu não dou valor para a cadeira que funciona bem e fico olhando para a cadeira que está rachada? Por que é assim? Por que é assim? Por que é assim?

Ora, porque a nossa vocação é dominar o mundo, a morte. vencer aquilo que está se deteriorando e está acabando. Então tudo que tiver esse tipo de experiência vai atrair o nosso olhar, vocês entendem? Então eu estou falando para vocês sobre um outro assunto com a mesma estrutura que eu falo aqui há vários anos na mesma live. Então temos aqui um homem tentando dominar o mundo, e toda vez que ele perdeu um pouco de domínio sobre o mundo, ou seja, perdeu um pouco do seu poder, então veja aqui, eu estou falando dos primórdios da vocação humana, eu estou falando dos primórdios da antropologia humana, e vocês já viram que aqui no primórdio, na primeira vocação, em como está previsto, está prescrito no livro do Gênesis capítulo 1, e de pelo mundo e dominais sobre todas as criaturas, aí inclusive está a fundação da filosofia política, você vai dominar, ou seja, você vai exercer poder, essa é a vocação do homem, dominar, se dominizar, ser um outro domino no mundo.

Entende? por procuração, eu tô te dando uma procuração pra você ir lá e assinar no meu lugar a obra da criação, dominar. Essa é a nossa vocação, tá? Eu já falei mais de uma live pra vocês e já ficamos aqui exaustivamente falando de futebol, do Neymar, da Anitta, dos Fuzileiros Navais, pra vocês perceberem como nós não conseguimos dar um passo no mundo sem que a vocação de domínio esteja completamente atuando dentro de nós, beleza? Então, a partir disso, a partir disso, vai ter aula de direito, sim, vai ter aula de direito.

Eu vou dar as aulas de Filosofia Política e vocês vão ver que em um determinado momento, na terceira aula de Filosofia Política, vai aparecer a palavra direito e eu vou abrir uma nova janela sobre direito pra vocês, tá bom? Só que antes disso vocês vão ter que aprender sobre a personalidade humana, porque a política e o direito são manifestações da vocação do homem no mundo de dominá-lo de acordo com a sua estrutura da personalidade, tá bom? Então isso vai acontecer lá na ordem correta. Então preste atenção que vocês ainda não sabem qual é o tema dessa aula.

Então olha só. Agora eu vou olhar pra personalidade humana, hein? Olhem na cabeça de vocês, na frente de vocês, uma bola do meio com as três pessoas, hein? Olhem. das três pessoas, qual delas, quando vocês botam o olhar de vocês, crítico, roteirista ou personagem no palco? Crítico, um ser imaterial, né? que olha para as coisas a partir do momento que elas já não estão mais no mundo.

Aristóteles, a partir do momento que eu separei o conteúdo fático no mundo real concreto do eidético, do eidos, no mundo das ideias, eu separei o mundo do ente, do ente, do mundo da mente. E aí eu estou olhando para o mundo abstrato o conceito de café, ele tá morrendo ou tá se desfazendo? Não tá, né? Mesmo se nunca mais existisse café no mundo, o conceito de café, agora que ele já foi provado, né? Ele permanece sem se desgastar, sem morrer.

Esse poder não tem rachadura, como falou o Ikenami aí, né? Dá pra mesmo que não existir, se não existir nunca mais café no mundo, dá pra eu fazer, pensar no dia de amanhã, pensar imaginativamente num café, eu tomando café num lugar que eu nunca fui, inclusive, com roteirista, dá pra fazer. O roteirista se desgasta ou ele tá morrendo, o intelecto tá morrendo porque deixou de existir café no mundo? Não tá, né? Só que quando a gente olha pro personagem no palco, pra parte material do mundo, quando eu olho pro mundo concreto, quando eu olho pra esse Diego aqui, ó, pro personagem no palco, o personagem no palco tá morrendo.

O Diego tá envelhecendo. A cadeira tá rachando. A caneta tá perdendo a carga. o lápis tá perdendo grafite. O que que isso significa? Significa que o teu olhar, a tua vocação de dominar o mundo, a partir do exato momento que o ser humano começou a morrer, ou seja, que a morte entrou no mundo, a partir desse exato momento que a morte entrou no mundo, no mundo do personagem no palco, que, por exemplo, se a gente levar para a grande narrativa da nossa grande tradição, de pensar assim, lá no pecado original, de a gente pensar assim, Deus fez um trato com o ser humano, e aí o trato era que o ser humano, se o ser humano comesse do fruto, da árvore, da ciência, do bem e do mal, da árvore e da vida, ele seria retirado do paraíso e morreria, não é isso?

O ser humano morre. Essa parte aqui, ó, morre. O que significa isso para o meu olhar? Significa que eu vou olhar mais. A minha inclinação dos olhos, ela está mais voltada para o crítico, para o roteirista ou para o personagem. para onde está voltado o olhar do ser humano uma vez que ele morre. Não é muito difícil de perceber que o olhar do ser humano está voltado para onde está a rachadura, porque ele está perdendo o domínio e a sua vocação no mundo é de dominar o mundo, é de vencer a morte.

Vocês veem, o nome desse, dessa tara do ser humano, para olhar para a carne dele, para olhar para o personagem no palco, para olhar para o seu umbigo, para essa pessoa aqui de carne e osso que está morrendo, essa inclinação do ser humano para o material que racha e se desgasta, porque agora ele morre, se chama concupiscência da carne, a gente carrega isso com a gente, desde o momento que o ser humano começou a morrer.

São João Evangelista fala de três grandes males no mundo, não é isso? A concupiscência da carne, a concupiscência do olhar, e a soberba da vida, né? A soberba da vida vocês já conhecem, né? O que é a soberba da vida? É olhar para o copo de café sozinho, olhar para a mulher sozinho. Vocês não podem esquecer aquela aula do soberba, porque ela Ela é estrutural da presença daquela bola do meio. Se vocês ouvem as minhas aulas, todas as minhas aulas, até hoje vocês perceberam que ela tem uma estrutura só, né?

Ela é uma coisa só. Vocês já perceberam que todas elas eu falo sobre os mesmos assuntos. Eu vou ensinar direito pra vocês, eu vou ensinar filosofia política, eu vou ensinar os poderes de Montesquieu, Legislativo, Executivo, Judiciário, tudo falando das três pessoas. todas as ciências falando assim, eu vou ensinar o método científico para vocês assim, já ensinei na verdade, já falei várias vezes para vocês, então vejam, sabe por que eu faço questão de vir aqui e falar essas coisas assim da cadeira? Porque eu acho que quando vocês aprendem catecismo, quando vocês aprendem teologia, eu tenho a impressão que vocês não têm a mínima ideia do que está acontecendo com vocês e que aquele negócio está falando do que está acontecendo agora comigo.

É por isso que eu fiz questão de ensinar para vocês as virtudes teologais e cardiais, mostrando como a gente não respira sem elas, né? Porque é uma dispersão, uma falta de capacidade de achar que existem várias ciências e que várias ciências têm seus métodos, e uma doideira só, e a gente fica pulando de galho em galho, né? E a gente... Cara, eu tava separando essa nossa visão que a gente tem pro mundo material, essa nossa tara do mundo material, porque ele tá morrendo, e quanto mais o mundo material morre, mais a gente é tarado por ele, porque a nossa vocação é não deixar as coisas morrerem, né?

A nossa vocação é dominar a morte, inclusive, o domínio da morte. É isso que atrai o nosso olhar fixamente e é isso que faz ser indestrutível a cruz de Cristo. A gente fica fixamente, a humanidade fica fixamente olhando para o homem que é capaz de vencer aquela cruz. É misterioso quando aquele fariseu fala lá de baixo, para Cristo descer da cruz. Imagina o coração daquele homem, né? Putz, será que esse cara pode vencer a morte? Todos os nossos olhares fixos para um homem que combate um combate contra a morte.

Esse nosso olhar fixo e tarado pelo mundo material, ele faz com que a gente fique se justificando, sabe? pra ficar amando, assim, o mundo material, pra ter coisas, pra... Vocês sabem que eu tava separando ainda agora, então, os e-mails e as perguntas que me mandaram pra responder lá na comunidade, né? E aí, nada diferente da vida do atendimento da terapia, né? Vários casos, como as aulas iniciais foi sobre rotina, personalidade, Nada diferente das pessoas falando que não conseguem dominar sua casa, sua rotina, sua vida, né?

Pessoal, eu vou falar uma coisa pra vocês. Não me levem a mal, tá? Assim, ó. O mundo material, ele pode ser usado. A gente tá usando o mundo material aqui, né? Pra tentar fazer uma coisa de decente, né? Mas olha só. Eu tenho vários e-mails para responder sobre rotina da casa. As pessoas querem dar conta da sua casa. por um domínio que as crianças têm que ter, né? Aprender a fazer comida, lavar uma louça, lavar roupa, consertar as coisas dentro de casa, né? E que se alegram de dominar o mundo, porque é a vocação.

Você vê, o meu filho, eu comecei a desmontar uma arara de madeira com ele, e aí como chegou a hora da gente dormir, a gente foi dormir, no dia seguinte ele acordou, E quando eu acordei, depois dele, ele falou assim, papai, já desmontei a arara. Falei, pô, um moleque de oito anos, a arara maior do que ele, de madeira, pô. Ele pegou a chave de fenda, foi fazendo as coisinhas como eu ensinei para ele no dia anterior que fazia e tal, e ele fez tudo. Eu falei, cara, essa é a nossa vocação realmente, dominar as coisas.

Você vê, aí eu estou atendendo uma porrada de gente com essa dificuldade. sem ser grosso, amargurado e botar meu coração pra fora aqui, porque vocês sabem que na comunidade as aulas, elas são todas calmas, né? Tipo, as aulas da comunidade são tipo, eu falei aqui até 9h47, agora eu vou fazer a minha parte da minha terapia, que eu não consigo fazer a terapia. O pessoal perguntou, pô, não vai ter live domingo, professor? Eu falo, mas não, eu preciso vir pra minha terapia agora. Como vocês querem aprender a dominar uma casa, uma casa normal de uma família, de um homem e de uma mulher que vivem dentro de uma casa com criança?

Se as pessoas com as quais vocês fazem cursos e aprendem a dominar a casa, Elas contratam empregados para fazer as coisas da casa, porque elas vão dar curso para vocês sobre como domina a casa. Porra, ou eu estou maluco, meu irmão, ou eu estou maluco, ou eu sou burro pra caraca, ou nós somos animais, animais nessa vida, porra. Olha só, vocês que estão mandando e-mail porque vocês não dominam a casa e não tem dinheiro pra pagar empregado. Eu, quando cheguei na África, tive que morar numa casa funcional, numa casa que estava separada na época lá pro Capitão Reis.

Aí a casa tinha empregada um homem pra lavar o meu carro, um jardineiro, um piscineiro, um... sei lá mais o que, uma porrada de empregados. Aí eu falei para minha esposa, pronto, deixei de ser dona de casa, você deixou de ser dona de casa? Para sermos empresários do lar, porque nós temos empregados. Diego, tem coisa errada em ter empregado? Não tem coisa errada em ter empregado. Só que quase toda a população não tem empregado. Então se você tem empregados, não venha na internet dar um curso sobre administração do lar.

Porque você não é dono de casa. Você é dono de empresa. Você tem empregados. Vocês não conseguem perceber isso na cabeça de vocês, porra? Então as pessoas estão adoecendo na internet porque elas não conseguem dominar a casa, porque elas seguem pessoas que ficam na internet dando curso e não fazem comida em casa, porra? Vocês estão malucos? É difícil perceber isso, porra? que a maioria de vocês todos são pobres, vocês nunca vão pagar empregado, porra? Então vocês tão seguindo gente que ensina a dominar lá com empregado, porra?

Vocês tão maluco? Essa pessoa que ensina vocês não sabe? Ela não faz a comida na casa dela, porra. Ela não sabe o tamanho que tem que ter uma casa pra que uma família domine. Então eu falei pra minha esposa assim, amor, a gente tem que ir pra uma casa menor, porra. Porque a gente não consegue dominar a casa. A nossa casa virou uma empresa, porra. Vocês tão maluco? Preste atenção, eu não tô aqui falando que fulano tá errado ou se clã não tá errado por ter empregado.

Que se dane! Se nego quer ter uma casa que é uma empresa, que se dane, porra! Isso não tá errado, absolutamente! Eu tô falando pra você! Pra você, que não tem empregados, pare com essa babaquice de casarão, de piscina. Porra, vocês acham... Fala assim, cara, ninguém consegue falar com o Diego. O cara é ocupado pra caraca. Vocês querem que eu fale o meu dia, o meu final de semana pra vocês? Ó, o meu final de semana. Eu cortei unha de criança. hoje na parte da manhã eu corri na rua com meus filhos perguntando tabuada, quando meu filho mais velho falou todas as tabuadas de frente para trás, de trás para frente e as aleatórias, eu terminei a corrida e voltei para casa, depois eu fui ali na cozinha olhar as tarefas que a Maria bota na casa, que tem que fazer, aí estava lá, limpar ventiladores, aí eu peguei um curso de filosofia política, Botei alto lá e comecei a limpar os ventiladores, já que não dava pros meus filhos fazerem comigo.

Eles ficaram sentadinhos olhando eu limpar o ventilador. Falei, essa é uma vida normal, porra. Uma vida normal, porra. É isso que o cara... O que vocês acham que acontece no final de semana? Porque nos e-mails aqui tá assim... Diego, eu não tenho dinheiro pra fazer essas coisas com meu filho, as coisas que eu aprendo na internet, eu não tenho dinheiro pra passear, pra não sei o que lá. Falei, porra, eu também não sei o que você quer, porra. Eu não faço isso, porra. Essa não é a minha vida, porra.

Essa não é a minha vida. Vocês estão entendendo? Ah, Diego Maisfor, você aí tá dando curso, você deve ganhar dinheiro pra caraca, meu irmão. Presta atenção, eu vou dar um macete pra vocês. Pra vocês se orientarem na vida e perceberem o que as pessoas querem na vida. O meu carro... custa vinte e poucos mil reais. Custa vinte e poucos mil reais o meu carro. Eu moro no Rio de Janeiro. Eu nunca tive um ar condicionado no meu quarto.

Você sabe que no outro dia eu fui ajudar uma família. Que eu já ajudo com aluguel, né? Aí eu fui ajudar com as contas, pra pagar as contas da família. Quando eu peguei as contas da família que eu ia pagar pra ajudar, porque não tem dinheiro. A conta de luz era o dobro da minha, porra. O dobro da minha conta de luz, porra. Porra, nego tá vivendo vida de internet, meu irmão. Nego quer ter piscina em casa. Eu falei pra você que... Meu irmão, porra, que nego quer...

Eu já tive piscina em casa? Que merda que é ter piscina em casa, porra? Pra que nego quer ter piscina em casa, cara? Vocês já olharam para as crianças, cara, que se elas não tiverem nada, meu irmão, eu tinha que botar vocês uma semana na África, para vocês verem como é que... voltar à vida normal, assim, ó, limpar a cabeça de todas as merdas que vocês veem na internet, de materialismo. E você, caraca, meu irmão, isso aqui que é a vida normal, aqui, ó, a gente jantou agora, no jantar, na oração, agora, antes de entrar aqui, eu estava no quarto, na oração, na oração, as crianças, A gente agradeceu a Maria pelo hambúrguer que ela fez pra nossa família à noite.

Vocês entendem? Domingo, eu quero descansar. Mas domingo é dia de passear. Eu falei, porra, meu irmão. É isso mesmo que vocês acham da vida? Se foi isso, cara, vocês estão no lugar errado, porra. Porque eu limpei o ventilador pra cacete hoje, porra. Vocês estão entendendo? Eu queria saber, cara. Quem é que vocês seguem na internet? Eu já falei pra vocês, né? Eu não fico seguindo ninguém pra ficar livre aqui de falar. Pra vocês... Não adianta nunca vocês virem aqui. Ah, você tá falando de fulano ciclano, irmão.

Eu sigo zero gente na internet. Mas como é que eu sei que é assim? Porque eu atendo gente todo dia. Porque eu tenho... Carta pra caraca com o trauma de vocês. E eu olho assim, eu falei, cara, de onde vocês estão tirando isso? Aí falam, ah, não, é fulano na internet que eu acompanho. É ciclano na internet que eu acompanho. Aí eu falo, porra. Porra. Vocês estão igual o falo do Neymar. vocês olham pra pessoa assim ó, eu quero jogar futebol, eu quero dominar o mundo do futebol, aí quem que domina?

Neymar, Messi, aí você fala, caramba, então eu vou ficar olhando pra eles, eles são os dominos do futebol né, aí quando vocês olham pra ele, ao invés de tu aprender a jogar futebol igual ele joga, Você quer jogar futebol igual a ele e pintar o cabelo igual a dele. É isso que acontece contigo. Você aprende a filosofia com o professor Olavo de Carvalho, não é isso? Aí você quer aprender a filosofia e fumar charuto. Aí você fala, porra, mas uma coisa acontece sem a outra, porra.

Você entende? Aí você olha pro cara. Caraca, o cara é católico, meu irmão. Aí você olha pro cara. O cara é católico. É. Você tem que fazer coisa igual a dele. Rezar terço, ir na missa. Só que você quer o carro igual o dele. Você quer a casa igual a dele. Falei, meu irmão, vocês estão malucos pra caraca, porra. Vocês estão adoecendo, cara. Vocês estão adoecendo, porra. É desesperador essa parada que eu estou falando pra vocês. É desesperador, porra. Vocês não conseguem ver mais no mundo?

Vão pro subúrbio. Vão pro subúrbio. Você vê, eu tenho mó dificuldade de conseguir pegar celular durante o dia. Vocês perguntaram aqui pra minha esposa, de pegar sim, ó, pra ficar olhando as paradas. Por que que eu tenho pra fazer? Porque eu tenho pra fazer as coisas com a minha família. Porra, no sábado. Eu falei, caraca, no sábado, na minha parte livre da manhã, eu montei provas pras crianças, junto com a Maria. E apliquei provas nos meus filhos, porra. Prova de história, de matemática, o caramba. Por quê?

Porque eles querem. Eles me viram estudando pra prova, eles falaram, pai, a gente também quer fazer prova, igual você faz prova. Eles falaram, é, o tempo da presença tempera. Vocês já viram aí que o pessoal fica mandando, eu fico repostando, nego junto fazendo bicicleta, se gosta de jogar sinuca, joga sinuca junto. Porra, o que vocês estão pensando da vida, porra? Eu falo isso pra vocês aqui, isso é uma angústia, de receber isso aqui dia após dia, porra, indo ao consultório, nego, sofrendo, porque tá olhando uma vida na internet que não existe, porra.

Que não existe. Porra, olha a vida de uma família decente e tranquila assim, ó. Cara, olha só. Eu tava ali no supermercado ainda agora, aí eu tava ouvindo a conversa do Caixa, né? Do Caixa, do menino do Caixa. Aí o caixa tava falando pro outro caixa, né? Eles conversando assim, caramba e tal. Aí o cara falou, pô, caramba, a gente vai sair dez horas hoje, caramba, vou chegar em casa às onze e meia. Pô, vou deixar as paradas tudo prontas já pra amanhã, não sei o que lá.

Aí eu fico olhando assim, eu falei, cara, e os caras rindo um, fazendo brincadeira com o outro, né? Falei assim, cara, os caras vivem… Isso é uma vida normal, pô. O maluco trabalha pra caraca, aí amanhã vai ter as paradas com a família dele, vai fazer… O cara não tem empregado, tá ligado? O maluco vai viver a vida dele. Qual que é a diferença dele? A diferença é a seguinte, a vida dele é ajustada pra isso, pô. A vida dele… Pessoal, eu já tive uma porrada de empregado, graças a Deus, que foi um mês só, porque começou o Covid, quando a gente tava na África.

Em um mês, eu falei assim pra minha esposa, Mô, você já viu como é a nossa vida agora? Essa é a vida que a gente quer ter? A gente quer administrar uma empresa aqui em casa? As pessoas? Porque se a gente quiser conseguir realizar a vocação familiar com o empregado... Eu vou dar uma aula pra vocês só disso na comunidade. Como se vive a vocação familiar se tiver uma pessoa que trabalha na casa de vocês? Porque vocês vão ter que fazer um esforço descomunal para várias coisas.

Inclusive, se vocês rezam, vocês vão ter que tentar fazer essa pessoa participar da oração com vocês. Vocês vão ter que fazer essa pessoa comer na mesa com vocês. Se vocês não fizerem isso, a casa de vocês vai ser muito diferente de uma família. Muito diferente de uma família. Mas sabe por que vocês não sentem falta? Muita gente que vive empregado, cheio de pompa, com bem material para caraca, e acha que não vai... Cara, se tu tem carro, quando o carro rachar, você olha para o carro.

Se tu tem banco, quando o carro rachar, tu olha para o banco. Se tu tem sofá, quando o sofá rachar, você olha para o sofá. Vocês estão entendendo que a complicência da carne, ela funciona quanto mais bem material tem na tua frente, quanto mais cadeira racha, mais tu tem. Tu acha que Cristo falou de sacanagem assim? De sacanagem? Felizes os pobres em espírito. O que é o pobre em espírito? Pô, o pobre em espírito é muito simples, pô. O espírito, ele adentra aquela realidade do meio da nossa personalidade.

Esse é o espírito. Se tu tem sofá, se tu tem mesa pra caraca, se tu tem cadeira pra caraca, se tu tem carro pra caraca, se tu tem essas paradas pra caraca, você percebe que você tem que cuidar que o teu espírito tem... dia após dia, sobre essas coisas. Eu lembro, quando eu saí da África, eu falei pra Maria assim, ó, cara, Quando a gente voltar para o Brasil, pelo amor de Deus, irmão, a gente tem que voltar a ter o nosso olhar fixo para os nossos filhos, para a formação deles, para a vida espiritual, para fazê-los dominar a louça, para fazê-los dominar isso aqui, porque esse momento nosso na África, meu irmão, eu virei escravo do mundo material, era um quintal gigante, como eu não queria ter uma porrada de empregado para fazer esparada lá para a gente, Aí eu virei escravo da casa, escravo da casa.

Entende? O celular despertou porque 10 horas a Maria tem remédio para tomar, eu boto os horários aqui. Vocês estão entendendo o que eu estou falando? Não é difícil não, pô. Não é difícil não, pô. Isso, quando vocês param, é o que eu falei para vocês, vocês ficam tão inclinados à concupiscência da carne e cega tanto à visão de vocês. e vocês olham para as pessoas na internet que rezam terço e vão para a missa, aí vocês querem pintar o cabelo igual a delas, porra. Deixa de ser budão, porra.

Deixa de ser bobo. Vocês estão adoecendo, porra. Estão ficando materialistas. Para com essa babaquice, porra, de ficar gastando dia após dia a cabeça de vocês com mundo material, mundo material, mundo material, porra. Fica perto do filho de vocês, conversa com ele, faz as coisas do mundo com ele. Vocês não precisam de empregado pra dominar uma casa, pô. Se a casa é muito grande pra vocês, vende essa casa gigante e compre uma casa de família, pô. Vocês nunca viram a diferença de um empregado pra uma pessoa de família?

Quando o empregado tá doente, vocês cuidam deles dentro de casa? Ou vocês mandam ele embora pra casa dele? Vocês mandam ele embora porque ele não é família. A sua casa é uma empresa, porra. Você manda o cara embora. Se ele trabalhar mal, você manda ele embora, porra. Isso é tua casa. O lugar onde você faz sexo com a tua esposa é arrumado, tem outra pessoa que bota a mão ali. Porra, uma pessoa nunca devia entrar num quarto da nossa casa, porra. Vocês nunca leram o Castelo Interior de Santa Teresa d'Ávila?

Um aposento de um amor interior, ele jamais deve ser adentrado. Porra, aí tem empregado que faz a cama de vocês, que vê a intimidade de vocês, vocês tão de sacanagem, porra. Por quê? Não é pra vocês fazerem isso. Porque eu tenho que fazer apostolado na internet, porra? Porque eu tenho que ir pra internet ensinar a ter vida comum pras pessoas. É por isso que eu pago empregados aqui pra fazer as coisas pra mim. Pode ir, porra, você tá de sacanagem comigo. Você tá ensinando pra idiota, porra.

Tá ensinando isso pra idiota e as pessoas tão adoecendo, porra. Tá ensinando as pessoas a ser materialista, porra. Uma porrada de gente aqui na internet tá ensinando os outros a ser materialista pra cacete. Vocês tão ensinando o evangelho, só que o cara não tá ouvindo teu evangelho. Ele quer ter um carro igual o teu, porra. Ele quer ter um carro igual o teu. Ele não tá abraçando a cruz de Cristo pra ficar com o filho dele. Ele quer ter um carro igual o teu, você é idiota, porra.

Que se dane, se você é milionário, você pode ser milionário, porra! Mas viva uma vida decente, uma vida que não é do mundo material, porra! A gente tá olhando pra você! A gente tá olhando pra você, porra! Você vai ser um católico que vai fazer com que os outros queiram ter material pra caraca, porra! E as pessoas estão adoecendo, porque quase ninguém consegue! Quase ninguém consegue fazer isso, porra! Todo mundo que vive nesse mundo de atendimento sabe. Eu não aguento mais ouvir mulher e homem, eu não dou mais conta da minha casa, eu não dou mais conta.

Eu falo, calma, calma, o que que tá acontecendo? Eu não consigo, porque eu não consigo dar conta da casa, de fazer isso aí com a Lorena. Eu falei, meu Deus, mas você e o seu marido, vocês têm um filho e vivem numa casa de 300 metros quadrados, porra? Pra que que vocês querem uma casa dessa, se vocês não dão conta de limpar, porra? Que maluquice é essa, porra? Aí o nego fala assim, olha só, preste atenção, isso que eu tô falando pra vocês é uma puta duma ciência.

Ó, a minha casa não tem quintal, mas cês sabem quando que uma casa tem que ter quintal? Cês sabem quando que tem que ter quintal? Quando você tiver um filho em condições de tomar conta junto contigo, porra. Aí tua casa pode ter quintal pro teu filho ser o teu jardineiro, limpar a casa pra você. É assim que se faz dentro de casa, pô! Uma casa cresce... Uma casa, um espaço vital de vida, ele cresce à medida que tem vida, pô! Vocês não querem nem ter filho, porra!

Vocês estão de sacanagem! Quem quer ter uma casa grandona com piscina? Vocês não têm nem filho, porra! Pra ter um clube dentro de casa... Aí não dá conta disso, vive num lugar igual rei, igual rei, pô, igual imperador, nem imperador medieval vivia igual vocês, comiam banquete igual vocês comem, pô. Eu tô falando isso, mas eu sei que é meia dúzia que ouve, eu sei disso, pô, eu sei que eu desligo aqui. E, nego, tem tanto conteúdo pra ouvir que o próximo aqui, ó, o próximo, a próxima virada assim, ó, vai passar aqui, ó, pá, vai aparecer bonitão, porra, o catolicão que vai à missa todo dia, que reza o terço, pá, pá, pá, vai aparecer ele bonitão numa casarona bonitona no carro.

Porra, e vocês acham que eu sou idiota, meu irmão? A concupiscência da carne faz o seu olhar olhar pro mundo material, porra. Isso é a teologia básica do básico do básico. Isso acontece com a minha cadeira quando eu entro em casa. Vocês estão entendendo? Isso é o catecismo básico da igreja católica. A concupiscência da carne. Uma das primeiras filhas da prole do pecado original, porra. E vocês acham que vocês são indiferentes a isso? A ter cadeira? E vocês acham que quando ela rachar e quebrar o pé, vocês...

Não! Eu sou pobre de espírito. Aí vocês podem lembrar lá. de São Tiago, São Tiago hoje, falando na Bíblia, na missa, aí vocês podem lembrar dele, da fé né, da fé, bonitona a sua fé, as suas palavras, a gente tá olhando pra você vivendo no mundo cara, eu tô vendo a sua obra no mundo, a sua obra materialista no mundo, eu tô vendo ela no mundo, Depois de 14 anos morando numa P de 47 metros quadrados com 3 crianças, está vendo? Isso aqui, uma mulher dessa aqui, a Viviana, alguma hora ela vai ter que aumentar o espaço vital dela, porque um apartamento de 47 metros quadrados com uma criança, sobretudo se ele tiver de pé direito por 2 metros e 15 só, vai fazer mal para a saúde deles.

Tem gente que a gente cura de crise de pânico saindo de apartamento de 47 metros quadrados para um de 70. Eu estou falando aqui, Viviane, não sei nada da tua vida de cara, estou só dando exemplo das coisas. Vocês entendem? Estou só dando exemplo das coisas para vocês. Aí a família tem um apartamento de 300 metros quadrados, ela e o marido, não são nem abertos à vida. aí pronto, fundou uma empresa, aí fundou uma empresa, como ela não faz comida, como ela não arruma as coisas dela, como ela só tem ali ó, os filhos pra ela ficar o dia inteiro, aí o que ela fica fazendo com os filhos?

Ela fica fazendo um monte de coisa pros filhos o dia inteiro. Um monte de coisa sinistra, assim, ó. Alemão, russo, montessori de cabeça pra baixo, plantando bananeira. E nego da internet tá achando que a vida dela é normal. E vai copiar. Ô minha senhora, meu senhor, essa moça aí que vocês seguem, ela é dona de empresa. Ela não é dona de casa, vocês entendem? Ela não sabe dominar uma casa, ela tem empregadas, porra. Ela tá enganando vocês. Por quê? Porque se você faz comida, minha senhora ou meu senhor, se vocês fazem comida, a educação do filho de vocês é só fazer comida do seu lado.

A vocação, a sua vocação como mulher, durante um dia quase que inteiro, é fazer comidinha, limpar coisa. Pra você, homem, é limpar um ventiladorzinho, pregar uma cadeira e o seu filho tá do seu lado, porra. Sem falar alemão nem russo. É só isso. É só isso. É só isso. É a história da humanidade, porra. De uma vida não materialista. Pronto, fiz terapia de hoje, graças a Deus, louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo, que o Senhor nos ajude a acabar com essa nossa inclinação escrota, maldita de olhar para o mundo material a concupiscência da carne e a concupiscência dos olhos, e olhar para o mundo material sozinho, sem a tua presença, de maneira soberba, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, inimigas do homem.

Obrigado pela presença de vocês, pela companhia. Até breve.

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