Coletânea

Vocação & domínio

Ao vivo (A vocação como chamado)

1:08:26 · ~51 min de aula10 de abril de 2024Transcrição automática · em revisão
  • vocação = ser chamado por uma presença (vocare)
  • demorar = morar dentro / o tempo de presença que tempera
  • TDAH = personalidade traidora (excesso de presenças)
  • o chamado diabólico (diabolos = divisor da atenção)
  • a formação da consciência infantil pelo olhar do pai
  • o conhecimento pela presença (Olavo) acima do intelectual
  • o falso domínio material (a vocação com cheiro de morte)
  • os órgãos / faculdades da alma e seus chamados
  • o vestibular como chamado ao desafio, não à profissão
  • o celular / marketing como academia da traição

Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 17:28.

Vamos lá, vamos começar então? Desculpe a galera que eu não vou conseguir dar boa noite pra todo mundo, pra gente falar um pouquinho aqui.

Citações verbatim

Trechos da aula

Vocação. Vocar. Nós somos chamados.
— Prof. Diego Reis
Vocês sabem que o amor está na demora.
— Prof. Diego Reis
o olhar, é o único instrumento formador de consciência que existe na vida infantil.
— Prof. Diego Reis
o material tem esse cheiro característico da morte, porque o material vai morrendo.
— Prof. Diego Reis
Palavra por palavra

Transcrição completa

Transcrição automática · em revisão

Pronto, entrei no YouTube. Vamos ver. Pronto, estamos ao vivo no YouTube. Fala, Jonathan. Boa noite, meu irmão. Tranquilo. Roger.

Lucas, boa noite. Boa noite, Suelen. Nicole, boa noite. Lucas, boa noite. Boa noite. Fala, Rony. Ludovicenses, São Luís do Maranhão. Fala, Eduardo. Tranquilo, meu irmão? Rafael. Natalia Gandolfo, boa noite.

Yoshiko, boa noite. Raíssa, Sérgio Filipe, boa noite. Raíssa, Joaquim e Jéssica, boa noite. Filipe Rocha. Evento presencial, não, não. Rurik, boa noite. Ana Cláudia. Gabriel e Marília, de Vitória. Boa noite, Letícia. Leopoldo, boa noite. Sabedoria.

Clarice Soares, boa noite. Luiz Fernando e Goiás, boa noite. Núbia. Que bom, Núbia. Féris. Fala, Mauricião. Tranquilo, meu irmão. Breno, boa noite. Juliana. Henrique. Vitória, boa noite. Kátia, boa noite. Henrique Morba. Henrique Ikehara em cima, né? Tiago Silva, boa noite.

Rômulo. Edu Canemann, boa noite. William. William e Alessandra, boa noite. Olha, entrei na comunidade, professor. Conteúdo é um tesouro. É, conteúdo é. Bernardo, Luan, boa noite. Bernardo de Vila Velha, boa noite. Eu estive lá ontem com o pessoal de Vitória e Vila Velha.

E mais o pessoal dos outros estados que foi lá também, né? Vocês são malucos mesmo, cara. É legal, a presença realmente é a graça, né? Fernanda, boa noite. Luiz Ferreira, de Cuiabá. Everton. Jurinhos, São Paulo. Tainá, boa noite. Juliana Mamed. Boa noite, Juliana. Lineker. Selva, Marabá, Pará. Karina de Vitória. Estava lá no Pio 12, a Karina. Juliana. Boa noite, Juliana. Veridiana, boa noite.

Pináculo. Boa noite. Verivânia, boa noite. Vinícius. Vila Velha. Rian. Boa noite, Stephanie. Primeira vez aqui na live o William tá falando. Seja muito bem-vindo, William. Aqui a gente gasta tempo. Com a presença, William. Aqui é pra demorar, sem pressa. Caroline. Cês sabem que tem uma galera que me fala assim, pô, mandei. a tua live pra fulano aí ele falou que...

pô, entrou, ficou cinco minutos ouvindo boa noite aí falou, pô, o cara fica dando boa noite pra geral e meteu o pé várias pessoas já me falaram isso onde é que eu parei? Wii? Gustavo Galdino, de Brasília. Caroline. Fomos ontem na palestra. Que legal. Renan. Fala, Renan. Cristiano Bordone. Foi muito bom, Cristiano. Tá com vocês, Vitória e Vila Velha.

Vila Velha e Vitória, né? Galera dos dois lugares. João. Boa noite, Fernanda Simões. Não, aquela planilha das datas eu não posso compartilhar, não. Vocês têm que fazer aquela planilha lá de vocês. A honra foi minha, Pedro, de conhecê-lo aí. Eliane, boa noite. Marcos. Maria Bittencourt. Estamos de volta. Floripa. Manuel Saturno. Livi Lamonier. Boa noite, Livi.

Ivi. Carlyane. Viviane, boa noite. Guilherme. Flávio Tanuz. Lohane. Luana e Leonardo, de Apucarana. Boa noite. Liniker. Nosso terceiro filho está a caminho. Será a primeira menina. Agora tu vai ver, meu irmão, o que é ouvir um papai de uma menina. Tu vai ver como é que é diferente. Rafael Scaramuça, Marcelo Malek. Boa noite. Professor Ramon Rodrigues.

A presença de vocês é uma graça pra mim, né? Maia de Cabo Frio Natália de Ourinhos Diogo de Bragança Bruno Rio Grande do Sul. Pedro Lambert, boa noite. Diego Barbizan, de Aracaju. José Neto, de Parauapé, mas boa noite. Natália Alberti. Primeira vez na live também.

Seja bem-vinda, Natália. Só repetir a live da presença desse ano. Perdi as contas já. Live da presença. Margot, Luiz Gomes, Jaime, Roberta Balduíno. Que horas são? 9h16. Vou mais um pouquinho aqui. A galera nos comentários, pós ao vivo, já põe o momento que começa. Não sou de quente, não. Ah, legal. Alan de Carvalho, boa noite. Assis, São Paulo, Aureane. Cadê?

Onde é que eu parei? Alex, manda minha pergunta por e-mail. O quanto o padre se tempera nas convicções? Não entendi muito bem, não. Será que eu entendi? Fiz boa viagem de volta, meu irmão.

Que bom. Fala, Eduardo Carvalho, Antônio. Tem duas meninas, Tereza, Diana e Tereza. Nayara, primeira vez ao vivo. Seja bem-vindo, Nayara. O meu marido adora o senhor. Osvaldo. Um abraço para o teu marido, Nayara. Não falo o nome dele, né? Um abraço para o marido da... Nayara, não. É Nayana. Me perdoe. Um abraço para o marido da Nayana Araújo. Osvaldo Pompeu.

Genro da Nubia, de Parópeia, acho que está aí também. Vitor, Blumenau. Luiz. Cadê? Desceu. Luiz e Vitória, de Fortaleza. Diogo de Barbacena. Tua live sobre a comunidade humana não ficou salva aqui. Não, essa live acho que ficou... Aqui eu não consegui fazer, não. Acho que ela ficou no Instagram, não foi? Thaís. Rio de Janeiro. Elis Blanco.

Estava na palestra ontem. Simone. Estamos de volta. Heiane. 9h19. Vamos mais um pouquinho. Percebi que as três pessoas possuem forças que nos levam à presença. E a presença tem uma força de atração. Parece com a força da gravidade. É, tem uma aula sobre isso, né? Acho que está na comunidade, né? Ah, não. Está no curso das três pessoas sobre a gravidade. Débora. Como enxergar o lado bom das coisas?

Flávio está perguntando. Provavelmente Flávio não viu a minha aula sobre o bem e a rachadura do bem, não é, Flávio? Ou até sobre a esperança invencível, não é? Também ajudaria. São duas aulas live de terapia. para quem tem dificuldade de enxergar o lado bom das coisas. Flávio, sou muito pessimista. É só se temperar no otimismo, meu jovem. Aline, é simples, né? Pra falar, pra fazer não é fácil não, Flávio. Vai lutar muito por isso, vai valer a pena.

Aline, boa noite. Sandra, boa noite. A Nayana falou. Um abraço para o Francisco Salles. Onde é que eu parei? Desceu a barrinha. Vitor Guerreiro. Boa noite, professor. Minha esposa, eu e nossa filha na barriga estamos prontos. Sejam bem-vindos. Natália, o meu já viu a live aqui e perguntou quem era. Pois é. Já expliquei para vocês sobre isso.

Liziane. Boa noite. Vitor, professor, o que acha do Senhor dos Anéis? O Senhor dos Anéis dá aquela sensação que eu queria passar na live da semana passada para vocês sobre a comunidade humana. O anel não é destruído pelo Frodo. O anel é destruído pela sociedade do anel e por uma divina providência que inclusive utiliza o mal para fazer isso.

Isso condensa várias lives que eu já fiz para vocês. O Senhor dos Anéis é uma maravilha. Uma maravilha sem tamanho. De tempos em tempos, a gente vê e as crianças ficam lendo O Senhor dos Anéis por aí. De tempos em tempos, eles serão passados aqui na nossa casa e lidos. Rodrigo, Flórida. Aline, boa noite. Augusto de Londrina. Por que o senhor prefere usar o teatro e não o cinema como metáfora das três pessoas?

Porque o cinema fica mais complexo, não é? E o cinema não é tão... Ele aguça mais os sentidos, mas ele não é tão completo quanto o teatro, porque no teatro tem a presença real, não é? No cinema, não. Cinema é moderno, né? O teatro é tão antigo como a humanidade. Não sei, vocês que tem que fazer essa sequência aí para começar a assistir as lives. Eu acho que se vocês começarem pela primeira de 2025, né?

A presença domina as três pessoas. E aí assiste cada uma dessas umas 30 vezes. e depois vocês vão chegar bem nas outras. Presença do mínimo às três pessoas. Vamos lá, vamos começar então? Desculpe a galera que eu não vou conseguir dar boa noite pra todo mundo, pra gente falar um pouquinho aqui. Igor, Um abraço para o Pedro Carvalho, de BH. Chamamos ele de Pedro Presença, agora, depois que ele nos apresentou ao senhor.

Vocês são sinistros. Pedro Presença. Vamos falar sobre vocação. de uma maneira diferente aqui, mas com a maneira de sempre, falar sobre presença. Qual o Tarek aí? Fala, Tarek! Essa semana eu atendi bastante gente precisando conversar sobre vocação.

O que chama a gente? Vocação. Vocar. Nós somos chamados. Isso é muito bom. A gente é chamado. Aparece uma coisa e ela chama a gente, e outras coisas não chamam. Obviamente, nem tudo que chama a gente deve ser respondido. Quando? Quando eu já fui chamado antes. E aí, por exemplo, o caso mais simples de vocês entenderem isso que eu falei agora é pensar no casamento. Uma mulher me chamou, para eu incorporar no centro da minha personalidade, né?

E ela vai virar a minha Maria. A Maria do mundo virou a minha Maria. Tanto é que até brinquei com meu sogro no dia do casamento, né? Peguei ele assim pela... Falei, agora tá comigo agora. Agora é minha Maria, né? Não é mais a Maria. E aí, depois que uma presença nos chama, a fidelidade àquela presença, para a gente cumprir toda a vocação do chamado, a gente não pode ser mais chamado por outra presença. Se outra presença chamar, a gente não deve ir. Porque a gente trai o nosso chamado, o nosso vocário, a nossa vocação.

Essa é a tragédia daquela aula que eu dei sobre TDAH, que eu dou o exemplo, se eu não me engano, do Totonho lá do Relâmpago McQueen. Totonho está brincando com o Relâmpago McQueen, recebeu um chamado, a presença do Relâmpago McQueen o atrai, de repente a bola passa do lado dele, aí ele olha a bola, olha o Relâmpago McQueen, ele tinha uma presença que o chamou e ele estava ali dominando, vivendo a experiência com o carrinho, De repente, aparece outro brinquedo. Ele é chamado pela outra presença que passou.

Ele começa a ficar desatento com o carrinho e vira a atenção dele para a bola, carrinho, bola. Agora tem dois chamados. Ele está desatento. e começa a ficar nessa angústia agora. A bola passou, mas se eu largar o carrinho, vão pegar o carrinho, a bola ou o carrinho? A universidade, vou trabalhar em engenharia, medicina, a bola ou o carrinho? Aí muitas presenças, aí ele está desatento e hiperativo, angustiado, aí o excesso de presenças é muito chamado. aí ele fica com esse problema de desatenção e hiperatividade por um excesso de presenças, né?

Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, TDAH. Ele hoje em dia é causado sobretudo por essas estruturas de vida, tipo a do celular. O pessoal que tá no Instagram daqui a pouco vai acabar aqui, tá? Acho que fica uma hora. Aí vocês têm que ir pro YouTube. E aí qual é a estrutura? A estrutura que transforma a gente nesse molho de maracujá, o frango no molho de maracujá vai virar um frango com maracujá. A estrutura que transforma vocês nisso, sobretudo, vocês sabem disso, não é?

É o telefone celular e o excesso de atividades. Vocês criam as crianças assim, né? Com brinquedo pra caraca. Aí elas se ferram na mão de vocês, né? Porque vocês não dão tempo para as crianças aprenderem a gastar tempo com uma coisa só. Os pais hoje criam os filhos numa estrutura dessa de traição vocacional, com muitas presenças. Deixam o filho largar o brinquedo e ter prazer com o outro sem assumir a responsabilidade de guardar o brinquedo anterior.

Isso é a criação do filho numa estrutura de traição, de personalidade fraca. E nós, adultos, temos entrado nessa aí, com o celular, né? O celular é um exercício disso. Tanto é que hoje o marketing, ele tá setado pra... O marketing hoje é uma ferramenta da prostituição, né? Da traição. Porque ele sabe que vocês não aguentam mais de 15 segundos, né? Então ele é aquela injeção de prazer a curto prazo.

E pior que vocês sabem, né? Que a impressão do amor é a demora. Eu vou contar de novo. Ontem me mandaram um monte de mensagem por causa desse cenário lá que eu contei. É bom que fica registrado aqui. É bom fazer essas coisas. Depois a galera faz corte aí só dessa história aqui e fica registrado aí. Certa vez, um amigo meu mandou mensagem que ia me esperar pra me encontrar e eu tava na missa, né? Aí eu mandei mensagem pra ele, pra ele me esperar lá quando acabasse a missa e tal, tal hora.

Aí ele chegou antes, ficou lá na porta da igreja, não aparecia e ele entrou. A missa deu uma esticada, a homilia foi grande e ele entrou. Esse rapaz não era católico. Ele entrou na igreja na hora da consagração. Quando ele entrou na igreja, na hora da consagração, o padre estava consagrando a hóstia, o padre devoto, e acaba consagrando a hoste assim, devagarzinho. Vocês que já foram à missa conhecem.

Tem um padre que consagra a hoste assim. Quando eu pergunto para vocês Qual é a diferença do primeiro padre que demora para o outro que faz rapidinho? Aí, a galera, sem saber nada de psique, de psicologia, de faculdades d'alma, elas falam assim, ah, o primeiro padre, o que demorou, ele ama mais, é mais piedoso, é mais zeloso, tem mais importância, dá mais dignidade, ele acredita que aquele é o corpo de Cristo e tal. Ou seja, Vocês sabem que o amor está na demora. Quando a gente é chamado à vocação, a gente tem que demorar.

Vocês sabem disso. E mesmo sabendo dessa estrutura, vocês se submetem a pegar um celular e a ficar fazendo um exercício, assim, 15 minutos, 30 minutos, 1 hora. Um exercício. Sabe ir para a academia? Eu vou para a academia 1 hora, né? Pegou o celular, a Instagram. Eu vou fazer 1 hora de academia de TDAH. Eu vou fazer 1 hora de academia de prostituição. Eu vou fazer 1 hora de academia do não amor. Eu vou fazer 1 hora de academia de como ficar em ficar procurando e passando amores mais rápidos, né?

Esse é o exercício. O Instagram, por exemplo, ele tem essa estrutura, né? A estrutura do não amor. Vocês que são meus alunos, vocês já perceberam isso. Tanto é que acho que a galera parou de me cobrar, né? De me cobrar story, de me cobrar essas paradas, porque já entendeu que não tem como eu me submeter a isso e continuar ajudando vocês. É por isso que o Instagram tem uma estrutura muito maneira, né? Normalmente aparece uma galera ajudando. Aí chegou um momento, tipo, o pessoal não reconhece mais.

Fala que mudou muito, não sei o que lá. Aí eu falo, pô, por quê? Não tem como, pô. É por isso que a história de São Felipe Nelly, dele ter ido no Prostíbalo ajudar as prostitutas, foi uma vez só, pô. Se ele vai todo dia para o prostíbulo para ajudar as prostitutas, o que aconteceu com São Felipe Neri? Vocês têm dúvida do que aconteceu com ele? Então, a gente não pode ser bobinho, né? Ah, não, mas por causa da minha vocação, eu tenho que me submeter a isso.

Ele falou, bobeira, pô. Você está falando bobeira. Você não precisa disso. No outro dia eu vi o padre Paulo Ricardo falando que nunca olhava nada de internet, de comentário, de nada que ele fazia. Ele dá uma aula normal, então é como eu tento fazer. Eu dou a aula, não vejo praticamente mais direct. A galera que me manda direct sabe que provavelmente não vai aparecer visto lá, não dá para ver. Porque, ou vai ou racha, eu não consigo ser indiferente à estrutura da realidade. Eu não consigo ficar trocando de amores de presença o tempo todo e não fazer da minha personalidade uma personalidade traidora dessa, entende?

Fraca, né? Não tem como não fazer. Então o pessoal precisa tomar muito cuidado com isso, tá? Vocês precisam tomar cuidado com isso. porque isso me lembrou agora, isso me lembra muito o marxismo e o socialismo. Eu acho interessantíssimo que a galera que eu convivo mais no dia a dia, que é um pessoal de classe média, média alta, geral combate o socialismo com palavras e com ideias e o comunismo, essas coisas e tal, Mas sem medo de errar, mais de 90% deles vivem a experiência humana socialista.

Vivem e submetem a sua família, seus filhos essa experiência. Inclusive é por isso que a gente vê um monte de gente combatendo o socialismo, o comunismo, essas coisas, mas não tem família numerosa. Diz que não dá para criar mais filho, mas tem carro de 150 mil reais, 200 mil reais e tal. Aí tu fala assim, pô, mas isso aí é capitalismo, não tem a ver com socialismo. Não, não. Um dia eu vou explicar isso com mais calma. Isso é a prole do capitalismo com o socialismo, né?

É tipo uma comorbidade, né? O socialismo é uma doença da doença, né? Como o capitalismo. É uma doença. É que a galera acha que tem que ser um ou outro, né? Não dá pra ser uma outra coisa que não os dois. Enfim. Se vocês não fizerem o exercício real de demorar nas coisas... Ah, Diego, mas é demorar em quê? Em que você está falando de demorar? É fazer poucas coisas e demorar nelas. Então, hoje, uma porção de gente perguntou... O meu secretário me mandou, na verdade, para responder um monte de perguntas.

O que era... que eu estava ensinando para as crianças no Story da Live. Eu estava apresentando para as crianças uma palestra de geopolítica do conflito Rússia-Ucrânia, uma análise geopolítica, que eu vou apresentar na Escola de Guerra Naval. Aquilo ali é a minha vida. vai aqui na nossa casa, vai todo mundo participar. O primeiro ensaio que eu fiz ali foi a minha esposa vendo, junto com a minha família inteira, e a gente conversa. O meu filho mais velho e minha esposa fizeram algumas perguntas, as outras crianças minhas novas brincaram, porque são as coisas que são importantes na minha vida.

Então, eu me demoro nelas, a minha família também se demora quando são as coisas dos outros. Então, vocês veem ontem, Quando eu cheguei lá de Vitória, cada um dos meus filhos veio me mostrar desenhos que eles tinham feito, né? Desenhos. A gente ficou uns 40, 50 minutos, eu ali junto com eles, vendo desenhos. Desenhos de criança de 2 anos, 3 anos, 4 anos, 5 anos. Desenhos. Então, é como eu falei para vocês da hóstia, né? Eles me chamam, a vocação, como é que eles me chamam?

Papai. Esse nome é a minha vocação. Vocare. Eu ouvi um chamado. Papai. Então, o que eu sei desse chamado? Eu preciso demorar nele. Eu não deveria ficar aborrecido com esse chamado. Quando eu ouço esse chamado, pelo contrário, esse chamado dá sentido à minha vida. Deveria me empolgar, me entusiasmar. se eu não tivesse outras presenças que ficassem competindo com esse chamado, que me deixassem desatentas nesse chamado, que me deixassem hiperativas nesse chamado, e eu pudesse demorar. Porque se eu pegar rapidinho e só falar umas coisas pro meu filho, ou se eu pegar e ficar olhando pro desenho mesmo sem falar nada, eles sabem a diferença.

É a mesma diferença que vocês percebem no padre que demora levantando a hóstia e levanta rapidinho e bota. Não adianta ficar falando para as crianças ou para a esposa que ama, que quer o melhor. Não é assim que mostra. A linguagem verbal tem uma capacidade baixa. perto da capacidade, da experiência, da presença, da gesticulação facial, da sensibilidade do toque. Então, o pessoal não é bobo. O pessoal não é bobo. Não adianta falar que gosta da importância e não sei o que lá, se não demorar. A gente não é bobo.

As crianças sabem disso. Não adianta falar que tá fora de casa, trabalhando pra caraca, pra ajudar e tal, e não demorar, não ficar presente. Porque as crianças percebem. Elas podem não ter o intelecto, mas elas têm uma coisa muito mais grave que percebe muito melhor, que chama a percepção pela presença. Como dizia o professor Olavo de Carvalho, o conhecimento pela presença, que é muito mais completo do que o conhecimento intelectual. Então, se vocês quiserem provar a experiência do amor, vocês vão ter que fazer pelos filhos, pela família, pelo trabalho, esse mesmo exercício diário que vocês fazem com o celular, de pegar e passar ali meia horinha, uma horinha, olhando, né?

Tenta fazer a mesma coisa com o filho. Senta ali e deixa ele olhando. Por quê? Porque quanto mais os filhos, quanto mais vocês estiverem olhando para os filhos, se vocês estiverem na sala, parados, aí os filhos de vocês estão brincando ali, fazendo coisas certas e erradas, né? Quando eles vão testar o mundo, quando eles vão testar um ato para ver se é certo ou se é errado, aí eles fazem o ato. Sabe o que eles fazem? Eles olham em volta assim. O que eles estão procurando?

Eles estão procurando a consciência que ainda está do lado de fora. Eles estão procurando o domínio que ainda está do lado de fora, mas que vai para dentro da consciência, vai sentar lá naquelas duas cadeiras da consciência, só tem duas cadeiras dentro da consciência humana, uma onde eu sento e uma onde senta o meu domino. O domino da criança é aquele olhar que ela procura para julgá-la. Então, o meu filho está sentado na sala. Aí, se eu estou lá sentado olhando e ele faz uma coisa errada, ele olha para mim.

Quando ele olha para mim, ele está escolhendo o que ele vai botar lá na consciência dele sentado, que vai julgá-lo. Aí ele fez o ato, aí ele olha para mim, aí eu dou o veredito. Igual o imperador romano que usava o manipulo, que o sacerdote hoje em dia usa no rito tradicional, o manipulo, que agora é um aparato litúrgico, Ele está esperando o meu veredito com o manipulo do domínio do Senhor. Aí eu faço assim ou faço assim. Então, essa presença do pai e da mãe olhando, o olhar, é o único instrumento formador de consciência que existe na vida infantil.

Essa semana me perguntaram na consulta, professor, como se forma a consciência infantil? A consciência infantil é formada pela presença de um senhor para a criança. Ela não olha para todo mundo na sala. Se estiver em uma festa, ela vai olhar em volta, me procurando e procurando a Maria. Ela está procurando o senhor para dar o veredito. Quando ela ficar adulta, crescer, adolescente e sair da minha presença, ela não vai mais me procurar do lado de fora, no mundo. ela vai procurar do lado de dentro, na sala da consciência, onde está sentado um domino que vai ser muito mais domino do que eu sou agora para ela.

Como Santo Agostinho dizia, não é? Tu estavas em mim, Senhor, mas eu estava fora. Ele estava falando de quê? Da consciência. O senhor estava sentado na consciência dele sozinho, mas ele não estava sentado lá. Ele estava sem consciência. Ele estava sentado fora. Ele ouvia a consciência dos outros. Aí ele precisou entrar no meu íntimo. E entrei no meu íntimo sob tua guia e o conheci. Não é assim que está escrito na poesia de Santo Agostinho? E que essa é a formação da consciência. A gente faz o ato e a gente é chamado lá dentro daquela sala pra saber se é sim ou não.

Onde que se aprende isso? Só tem uma maneira, com a presença de pai e mãe. E a tragédia de que não seja assim com o pai e com a mãe é a seguinte, se não for o pai e a mãe, Vai ser o professor de judô e jiu-jitsu. O de natação. O de espanhol, inglês e alemão. Que as crianças fazem aula. Pô, é sinistro, né? A gente quer que nossos filhos aprendam inglês. Jiu-jitsu e natação. só que a gente não tem a mínima ideia de como é que forma a consciência.

Uma presença que olha e que diz sim ou não. Como deveria ser mais simples formar um ser humano, não é? Esses são os mistérios mais simples da vocação. Por quê? Porque quando aparece uma pessoa aqui no consultório e fala assim, professor, eu estou em dúvidas entre estudar para medicina ou ir para o direito para engenharia, eu já tenho nota para entrar numa faculdade de engenharia.

Mas eu não sei se eu continuo estudando para ir para o direito, para estudar para o IME, para o ITA e tal. Quando uma pessoa fala isso para mim, qual é aqui a chave de compreensão, qual é o raciocínio que tem que ser seguido por vocês para entender esse caso? Como é sobre vocação, a vocação, o vocare, é um fenômeno de uma presença. Então, vocês têm que saber qual é a presença que chama.

Hoje, como os adultos quase não trabalham mais na presença das crianças. Às vezes eu falo isso e as pessoas têm dificuldade de imaginar o que eu estou falando. Vou contar uma parada legal para vocês. Quando eu morava em São Tomé e Príncipe, na África, eu comprava frutas e eu enchia o pneu do carro o mecânico, o carpinteiro, o soldador, o metalúrgico.

Vocês sabem como é que eu ia atrás do serviço desse pessoal? Eu ia no quintal da casa deles. Se a galera tem a minha idade ou é mais velho, e lembrar da sua infância, vai lembrar que muitas das coisas que a gente fazia de serviço, a gente tinha que ir na casa das pessoas, no quintal das pessoas. Eu comprava pipa no quintal das pessoas, que era a fábrica de pipa. Eu comprava sacolé no quintal das pessoas. Comprar as coisas no mercado, na fábrica, na indústria, na empresa, É coisa muito moderna, né?

O lugar dos homens, das mulheres, das famílias trabalharem era no quintal, né? Ou seja, tu ia numa vendinha comprar alguma coisa lá no Seu Jorge, os filhos do Seu Jorge estavam lá nos pés dele quando ele trabalhava o dia inteiro. Vocês sabem que é assim, pô. Era assim, tá lembrando? É maneiro lembrar disso, né? É altamente terapêutico lembrar disso. É por isso que vocês me veem fazendo a apresentação que eu vou fazer no meu trabalho para os meus filhos. Eu estou tentando, da minha maneira, fazer com que eles me vejam dentro de casa, não buscando conforto, mas compartilhar com eles a minha vocação, as coisas que eu tento dominar no mundo.

Então é assim, vocês têm que tentar fazer isso. Se demorar com isso, mas para isso vocês têm que acreditar É fielmente que a gente precisa de poucas presenças para que nós não nos tornemos personalidades traidoras. E aí a gente, fechado esse parênteses, que é muito importante, é legal pra caraca de saber. Caraca, é verdade. A gente comprava as coisas no quintal das pessoas, que era o local de trabalho. As famílias trabalhavam no quintal de casa. Isso é muito maneiro. Eu comprava cajá no quintal da pessoa que tinha um pezão de cajá.

Ela vendia cajá, manga e carambola. Então, a vocação Hoje, como as pessoas não veem mais adultos trabalhando, né? Ela chega assim pra mim, aí eu vou fazer a pergunta pra ela, eu já sei a resposta, né? Aí eu falo assim, é, você então tá em dúvida se você tem a vocação de ser médico, né? Aí eu pergunto assim pra ela, qual é o nome do médico? que você viu atuando no palco da vida e a presença dele te chamou a vocação.

Vocês acham que ela vai me responder isso? Qual é o nome do engenheiro que você viu trabalhando e dominando o mundo e você se sentiu chamado pela presença de uma pessoa atuando no palco como engenheiro. Normalmente, as pessoas são forçadas a se prostituir. Elas vão para um cursinho, para um pré-vestibular, E aí lá ficam oferecendo mais dinheiro para ela.

Não, tem esses empregos aqui da engenharia que ganha mais e trabalha menos. Tem esse aqui da medicina que ganha mais e trabalha menos. Não tem o engenheiro, não tem o médico, mas tem o carro do engenheiro, o carro do médico. O cara que só trabalha duas vezes na semana como fiscal, O prático que ganha duzentos de mil e mora fora do país e vem uma vez a cada duas semanas, as pessoas estão aprendendo assim sobre vocação. O que é uma prostituição, realmente, é igual uma prostituição.

Por quê? Porque as pessoas pensam nisso, o prazer e o dinheiro. Se a gente olhar categoricamente, em termos de categoria, né? Sem a responsabilidade do que tem por dentro dessas coisas. Então, vejam. Pô, Diego, eu tô ficando preocupado com essa tua fala aí, porque a minha vocação não foi decidida assim. Calma, pô, calma. Eu tinha várias dúvidas sobre o que fazer. Porque eu sempre reparei muito nas pessoas e eu ficava vendo os bons padres, os bons militares, os bons intelectuais e professores.

Então, eu tive dificuldade de escolher isso porque eu vi grandes pessoas fazendo grandes coisas. a presença dessas pessoas. Eu procurava muito as grandes pessoas. Quando eu vi um comando Zanfibes, um fuzileiro naval comando Zanfibes e os fuzileiros eu preciso que vocês entendam isso aqui. Quando Quando tem a presença do copo aqui, que vai me chamar, ele me chama de várias maneiras diferentes.

Um chamado para cada órgão, para cada órgano, para cada instrumento. Ele me chama com a imagem dele, atraindo meus olhos. Ele me chama com o barulho dele, atraindo meu ouvido. Ele me chama com a textura dele, atraindo o meu tato. Ele me chama com o gosto dele, atraindo o meu paladar. Ele me chama com o cheiro dele, atraindo o meu olfato. Só que nós não somos chamados só pelos cinco sentidos, né? Nós somos chamados por outros órgãos que são imateriais.

Esses órgãos também são chamados, eles também têm uma vocação. Então, eu agrupo os órgãos por chamados grandiosos. É por isso que eu não fico aqui diluindo tudo pra vocês em faculdades da alma, que são órgãos imateriais. Eu não fico porque ultimamente isso aí tudo foi utilizado de maneira simbólica, né? Ah, eu quero que sejam sete Faculdades da Alma, para que eu possa associar isso com outras coisas que também são em número de sete. Isso tem acontecido muito ultimamente. Então, por exemplo, aí o pessoal não coloca memória, imaginação, ou seja, Faculdades da Alma que o próprio Santo Agostinho utilizou algumas.

O pessoal não traz à tona, porque vai passar de 7. Então, eu não gosto muito da maneira como o pessoal usa, porque acho que desorienta a galera. Apesar de, por alguns breves instantes, parecer bonito e chamar atenção, porque dá algum tipo de domínio simbólico na quantidade 7. Então eu agrupo essas coisas por pessoas dentro de um tempo, para ser uma experiência mais completa. Então nós temos um órgão, que na verdade é muito completo, vive uma vida muito grande, aí a gente chama de pessoa, que vive inteiramente no passado.

Eu chamo de roteirista o emaranhado de órgãos que fazem com que uma pessoa viva por inteiro no futuro, o roteirista do dia de amanhã. Essas pessoas, elas têm um chamado quando o copo está presente, quando o médico está presente, quando o fuzileiro naval está presente. Então, quando o fuzileiro naval está presente, ele chama o personagem de palco, ele chama pelos sentidos, pela atração do momento, do desafio, mas ele também chama a atenção do crítico e do roteirista. Ele chama a atenção da consciência Ele atrai pela força volitiva, desiderativa e irascível.

Então, veja, tem gente que chega assim e fala assim para mim. Eu quero ser médico. Se eu fizer o procedimento da presença que domina e como ela chama cada uma dessas pessoas e cada órgão, dá para fazer um mapa tranquilo de vocação para a gente cumprir, desde o campo de concentração, onde São Maximiliano cumpriu dele, até uma lojinha de CDs, discos de vinil antigo, sapatos, uma loja antiga de sapatos, um brechozinho.

Dá para eu cumprir uma grande vocação em um brechozinho, e num campo de concentração, numa grande fábrica, num quartel. Mas como, professor? Bom, eu tenho a presença que me chama, né? Então, bom, eu quando tinha uns 14 anos, antes de eu olhar um militar, um cara com roupa de fuzileiro naval, um cara com a roupa da marinha do colégio naval, antes de eu olhar esse cara, falaram assim para mim, essa prova de matemática é a mais difícil da América Latina.

Então tinha uma presença ali, uma prova Muito difícil. Isso me chamou a atenção. A minha vocação era a prova. A minha vocação, o que me chamou, foi o desafio. O desafio. Por que tem gente que é chamada pelo desafio? Quem é chamado para o desafio, para a luta, é chamado pelo crítico, pelo espírito, por causa da força irascível.

Tem gente que é chamada a mesma vida por querer conhecer profundamente e entrar na intimidade da coisa. Então, vocês têm que entender que, às vezes, a gente está tratando as pessoas e ela está falando sobre vocação, e eu tenho que aprender a diluir o chamado de uma presença, a falar assim, ah, eu quero ser médico. Ela pode nunca ter visto um médico atuando, mas ela pode querer ser médica porque na faculdade falaram assim para ela. Este aqui é o vestibular mais difícil. Então, ela tem um chamado ao desafio e não à medicina.

Se a nota mais difícil fosse engenharia, ela seria atraída pela engenharia. Não porque ela viu um engenheiro dominar o mundo, mas porque a vocação dela é o desafio. E os desafios existem. tanto na engenharia quanto na loja de sapatos. Vocês entendem isso que estou falando para vocês? Então, eu estou posicionando a vocação para que vocês entendam o fenômeno que acontece com as pessoas assim. Eu fui chamado a ser médico Fuzileiro naval, empreendedor.

Por que a minha vocação foi embora? Porque você não compreendeu qual órgão, qual instrumento é o teu instrumento? Qual é o instrumento que você toca por excelência? Então, algumas coisas me atraem dentro de todas as realidades. Então, eu tenho uma facilidade de onde tem gente, onde tem um ser humano. Onde tem um ser humano, eu tenho um chamado. Porque quando eu vejo pessoas, sempre ressoa uma voz assim na minha cabeça. Diego, eu quero essa pessoa.

Eu sempre ouço essa voz. É por isso que o pessoal fala assim, É por isso que o satanista que chegou a ser atendido por mim aqui passou uns vinte caras antes de alguém aceitá-lo. Porque quando ele apara na minha frente e eu olhei pra ele a primeira vez, eu sabia que o Senhor o queria. Eu sinto uma vocação assim de uma pessoa quando aparece na minha frente, eu a quero E o meu roteirista se acostumou a pensar a vê-la, abraçá-la com o nosso senhor no paraíso.

Uma pessoa que aparece aqui pra mim. Essas vocações... Eu tô dando um exemplo aqui, pinceladas. A gente pode fazer isso... A gente pode fazer isso órgão por órgão, né? Vocês não são atraídos por... Por... Vocês sabem que essa proporção varia de acordo com pessoas, né? Eu, quando vou estudar, eu tento sensibilizar todos os meus órgãos. Então, por exemplo, está aqui meus slides de geopolítica. Eu estou fazendo meus slides aqui, estou olhando, aí eu falo alto o que está nos slides e gravo. para depois, quando eu estiver tomando banho, eu ouvir.

Então, o que eu estou fazendo? Eu estou sensibilizando todos os meus órgãos a receberem o mesmo chamado. Porque eu sei que a capacidade deles é diferente e todos nós temos propensões para cada órgão. Então, a pessoa é chamada assim, Está vendo essas faculdades aqui? A que ganha mais dinheiro é a medicina. Aí vem o meu paciente e fala assim, professor, eu quero ser médico. Aí eu tento reconstituir a presença inicial que chamou, que o chamou.

E hoje, hoje, Por várias experiências que, ao longo desse tempo que a gente está aqui, eu fui explicando para vocês, as pessoas se sentem chamadas pelo dinheiro. Então, quando a pessoa ouve assim, ganhar R$10 mil e trabalhar uma vez na semana. O médico, um dia de plantão vai dar R$2.500. Quando elas ouvem esse negócio, um dia de plantão vai dar R$4.000 nessa especialidade. Se elas forem sinceras consigo, elas vão compreender a vocação delas, que pode ser uma vocação doente. Por quê? Porque existe o chamado da traição.

É a bola de futebol chamando o Totonho, que foi chamado antes, naquele momento, ao Relâmpago McQueen. é o cara que já tem a sua mulher e foi chamado por outra coisa. Então, existem os chamados com vozes que vão dividir a atenção dele para o chamado principal. Essa voz que divide, em latim, divisor, em latim, se chama divisor. Não estou falando de religião, não. divisor, o cara que quando você tá jogando o teu futebol, tá com a tua esposa, uma pessoa que te chama a olhar pra outra mulher, esse chamado, esse outro chamado pra dividir a tua atenção em latim, o nome dessa pessoa se chama diabolos, dia, diástase, Vocês sabem o que é uma diástase?

Um afastamento, uma divisão da musculatura abdominal. Diabolos. Bolém da mesma palavra grega de simbolém, de simbólico. Um jogo de divisão. Então vocês têm que entender quais são os chamados vocacionais e quais são os chamados diabólicos. que dividem a atenção de vocês. Então, às vezes, as pessoas têm dúvidas e, para mim, fica com uma certa claridade se o chamado é um chamado de uma presença que vai aperfeiçoar a vida dele ou se é um chamado diabólico.

É que vocês não conseguem ouvir essa palavra sem associar a religião, né? É difícil pra caraca, né? E aí as pessoas elas têm dúvida assim, né? E aí eu fico pensando assim, cara, mas se ela... se eu conseguir fazer com que ela perceba como é que surgiu essa vocação dela, ela vai ver que ela tá apaixonada pelo dinheiro, tá ligado? E aí o que eu vou ter que fazer? Primeiro eu vou ter que construir uma pessoa na consciência dela. E depois eu vou ter que começar a sensibilizar os órgãos e materiais, porque ela está apaixonada pela materialidade.

Ela está sendo chamada pelo dinheiro, pelo material, pelo carrão do prático, do engenheiro, do empresário. Ela está sendo chamada pela casa com piscina. Qual é o perigo de vocês compreenderem a vocação como a parte material das coisas? É que a parte material tem um destino. O destino da parte material dos chamados... O destino do que é material, por definição, é definir, dar o fim. definir, finir de finito, dar a finitude, definir o material, é que o material tem fim, ele se desgasta.

Então, o material é definido por excelência. E aí a vocação do material tem esse cheiro característico da morte, porque o material vai morrendo. Então, quando as pessoas hoje começam a vocação pelo cheiro material, elas podem começar. Tem muita gente boa aí que começou a vocação pelo cheiro do material. Não tem problema ter começado. A gente só precisa, durante esse caminho, olhar o brilho da parte material da vocação.

Então, você pode começar um casamento com uma mulher, obviamente, que você acha gostosona, bonitona, né? Mas esse chamado, ele tem destino, né? Tem morte. Vai cair, vai ficar feio, né? E aí, com o tempo, você vai ter que aprender a ouvir o chamado da parte imaterial, que o Senhor quer a tua esposa com Ele, no paraíso, né? E esse chamado, ele é imortal. Então, se durante esse caminho de sentir esse cheiro do material, vocês conseguirem abrir os olhos pro imaterial, da medicina, da engenharia, da venda de sapato, a vocação de vocês também vai ficar imortal, vocês entendem?

E aí vocês vão morrer tentando, pô. Vocês não vão ter crise de sentido de vida, depressão. Porque se vocês tiverem 50 anos ou 90 anos, a vocação imaterial é expansiva infinitamente, vocês entendem? Ela não se desgasta, ela não tem cheiro de morte. Ela é uma vocação dessas que leva a gente para onde a traça não come a madeira, onde a ferrugem não corrói o metal, essa tem que ser a nossa vocação. Então, esses muitos problemas de sentido de vida, de depressões profundas, têm sido sobretudo as pessoas que têm escolhido a vocação somente com os órgãos materiais.

Fiquem atentos a quais presenças chamam vocês. Normalmente, hoje em dia, as pessoas têm sido chamadas não por essas presenças dominadoras que executam grandes coisas e têm domínio sobre o mundo material e imaterial, as pessoas têm tido chamados estranhos para a vocação. Ou chamados materiais, ou chamados que dividem. Tomem cuidado com essas coisas e vamos continuar nossos exercícios de sensibilizar os órgãos e materiais para que a nossa vocação não cesse nunca até fecharmos os nossos olhos nesta terra.

tá bom tamo junto hein obrigado pela companhia de vocês mais um dia obrigado por me chamarem aqui e por hoje eu ter conseguido responder boa semana pra vocês forte abraço é mais o pessoal do instagram

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