As feridas da alma
O mínimo que deve saber sobre TDAH
- TDAH = personalidade traidora
- as três pessoas (personagem/crítico/roteirista)
- a atenção, a intenção e a retenção
- demorar = morar dentro
- o sacrifício (transformar-se na presença)
- a contemplação (plenitude da presença)
- a consciência (você e o Cristo)
- a fidelidade a poucas presenças
- saudade = presença de uma ausência
- o dedinho passando na internet
Trechos da aula
A traição é o nome popular do TDAH.
A morte nos chama a uma presença, num velório, mas a gente foge dela.
sejam fiéis às poucas presenças que vocês escolheram para seguir um caminho de perfeição e encontrar com Cristo
Transcrição completa
É, é, parei no TDAH, né? Então, olha só, eu não estou desprezando que as pessoas tenham um TDAH real, real. O problema é muita gente ter. Então, vamos lá. Eu passei um primeiro exercício para essa pessoa, uma primeira coisa para ela fazer. E aqui a gente entra firmemente na live. Então quem perdeu? Perdeu um monte de parada maneira que eu falei lá da África, da academia, do Oriente Médio. Agora já era. Vai ouvindo aí durante as próximas lives, porque a primeira parte da live deu bug aqui.
Ela não vai ficar gravada. Vai ficar gravada só a partir de agora. Então olha só. Uma criança está sentada com um brinquedo. E aí? Presta atenção, com o tempo eu vou ficar ensinando vocês a falarem olhando para aqueles três bonequinhos com a bola no meio. Quando eu estiver falando, tenta se acostumar a fazer isso, porque eu sempre estou... esse desenho sempre está acontecendo comigo, na minha cabeça. Então, olha só, apareceu o bonequinho lá, o Relâmpago McQueen e a bola do meio, e o meu filho vai se relacionar com ele, o bonequinho aqui de baixo, o personagem no palco, no presente, está se relacionando com o Relâmpago McQueen, aí ele está aqui, O pessoal fala que quando fica grave aí com voz de robô é problema do Instagram.
Aí a pessoa tem que sair e entrar de novo. Quando a minha voz fica assim é problema do Instagram. E aí, olha só, ficou o Relâmpago McQueen lá no meio. Aí o meu filho está brincando com o Relâmpago McQueen. Ou seja, ele está tendo ali o prazer, que é a alegria própria do personagem no palco. O nome da alegria do personagem no presente se chama prazer. É um prazer real que a gente sente, de tomar o café gostoso, de brincar com o carrinho, você entende? Ok.
Quando o carrinho sai da presença do meu filho, ou seja, virou passado, ele começa a fazer os juízos, então, do passado, né? A vida do crítico. Aí ele está lá. Filho, e aí o Relâmpago McQueen? Aí ele começa a te falar do Relâmpago McQueen. Por quê? Porque ele estava ali com o Relâmpago McQueen presente e ele tinha atenção. A personalidade dele estava tensionada com o carrinho. Grande sozinha, tudo bem meu irmão? A personalidade dele está tensionada com o carrinho. Então ele tá atento, ele tem uma atenção a uma presença, uma presença.
Agora, coloca três brinquedos com uma criança. Aí ela tá brincando com o Relâmpago MacQueen, aí de repente ela bate num outro brinquedo, aí ela larga o Relâmpago MacQueen. e pega o outro brinquedo, você entende? Aí ela pega outro brinquedo, tá aqui, caramba, aí não conseguiu fazer o negócio naquele brinquedo, aí ela larga e pega o brinquedo do lado e fica largando o brinquedo e pegando o brinquedo, você entende? Eu estou falando isso dos brinquedos, né? Mas tranquilamente eu podia estar falando isso para vocês de um homem com uma mulher, né?
Tu pega essa mulher aqui, aí quando tu olha pro lado tem a outra mulher, aí tu pega a outra mulher, mas ela ficou chata, você entende? Aí tu pega a outra mulher, entende? Uma volta pro meu filho lá, pro Relâmpago McQueen. Então, ele tá na presença do Relâmpago McQueen, e aí ele tem um processo a cumprir com o Relâmpago McQueen. Que processo é esse? Como é que é esse processo na personalidade humana? ele vai viver o presente, depois ele vai ter um tempo onde teria que ser pensado sobre aquilo para você conseguir estabelecer uma vida de juízos que vão fazer a justiça, juízo, justiça, que vai fazer com que você ajuste a sua vida e saiba depois no roteiro da sua vida quanto Só que se isso não for feito, se esse processo não for feito, então vejam, eu tô ali no mundo de prazer com o Relâmpago McQueen, aí depois eu solto o Relâmpago McQueen e eu tô no mundo de prazer com a bola, aí eu solto a bola e eu tô no mundo de prazer com o quebra-cabeças, aí eu solto o quebra-cabeças e eu tenho o mundo de prazer.
Como se rompe esse mundo onde você pega uma presença e a sua personalidade não é construída em volta dela? Muito pelo contrário, você tem essa presença, você tem prazer com essa presença e depois você abandona essa presença pelo prazer da presença do lado. Vocês estão entendendo isso que eu estou falando, pelo amor de Deus, né? Eu estou falando de um menino com um carrinho, hein? E depois vocês podem olhar a personalidade dos adultos. Porque o adulto também faz isso. O adulto também faz isso. Com o Relâmpago McQueen, com o quebra-cabeças e com a bola, e ele não tem a personalidade construída em volta daquilo?
Não, não. Como é que o adulto faz? Vou dar um novo exemplo da África. Lá na África, às vezes, quando falecia uma pessoa, Aí você vir um velório um dia, aí de repente no outro dia, tinha uma passeata de carro, assim, eu vi o pessoal na rua, eu falei, pô, quem que morreu e tal? Aí falou, foi fulano, eu falei, pô, mas ontem, não foi ontem o velório? Ele, não, mas ele vai ser velado dois dias, aí no terceiro dia vai ter o comboio lá para enterrar o pessoal.
Aí eu falei assim, caramba, meu irmão, então aqui realmente tem o luto, né? O luto como a gente aprendeu na tradição, como é a história da humanidade e que as pessoas vivem. Então a gente vê isso, o tipo de luto da tradição judaica, a gente vê no The Chosen. Vocês sabem que lá, quando eu ia para São Tomé e Príncipe, o voo fazia escala em Gana, num outro país africano chamado Gana, na capital de Gana, chamada Acre. Vocês sabem que lá em Gana, lá em Acra, vocês lembram que tinha aquele vídeo do pessoal dançando com o caixão no enterro?
A galera de terra que vai dançando, fazendo as faradas. Ficou muito famoso isso. Eles são de lá, pô. Não é light não, entendeu? O pessoal pagou uma notazinha pra ter um enterro com a galera daquela dançando lá com o caixão, entendeu? Mas por que eu tô falando isso? Porque isso... É uma personalidade, uma personalidade que conhece a vida, conhece a morte e sabe como é a experiência da morte, o que é que se faz ali, você entende? Como se enfrenta aquilo, como você está ali e não se desespera, você passa por aquilo, você curte aquilo.
Agora, olha como a gente, olha como a gente passa pelo luto. A gente, por exemplo, que às vezes não sente a dor de estar muito perto dentro de uma casa e que sente a ausência da presença muito grande. O que é saudade? Saudade é a ausência de uma presença. Ou seja, ela é uma presença de uma ausência. Porque ela é a ausência do personagem presente e ela é a presença do crítico na memória. O nome técnico disso é saudade. Então você vê. Como é que a gente hoje tem a experiência com o luto?
Estou falando da criança de 3 anos, agora vamos falar com a gente para a gente ver a nossa personalidade. Eu olhei aqui no feed. que faleceu a filha de um conhecido, de um amigo. Está lá, faleceu, uma notícia de morte. Aí você olha e o seu coração, ele tenta ter compaixão e começar um movimento próprio do luto, que é um movimento gigantesco, que cresce o ser humano de uma maneira grandiosíssima. Ele dura no seu peito, uns três segundos no máximo, porque você passa o feed e embaixo já tem uma notícia política, já tem uma gracinha.
Então você é capaz de, com o coração dolorido de uma grande perda, de uma tragédia, você começa a sorrir. Isso é o exercício de formação de uma personalidade traidora, que trai a si mesmo. A traição é o nome popular do TDAH. O que é um transtorno de déficit de atenção e hiperatividade? Então veja, eu tenho um carrinho, aí ele está na minha presença. Veja, a tensão é o nome da seta que eu dou. Vocês lembram que a tensão é a seta que liga o bonequinho de baixo, o personagem, até a memória, até o crítico.
Vocês lembram? Eu chamo aquela setinha de tensão, a tensão. É uma tensão da personalidade que saiu do presente e vai para o passado e depois a intenção vai tensionar a personalidade para o futuro. Eu tô dando aqui o processo que tá acontecendo com a gente e eu vou falar pra vocês como sai disso um pouco aqui, o que der tempo dentro de algumas coisas que a gente faz pra sair desse processo de como hoje tá a formação da nossa personalidade no nosso estilo de vida aqui, aqui, tá?
Lá em São Tomé e em Príncipe não tinha nada disso que eu tô falando pra vocês. Aqui, aqui, como a gente tá hoje. Então, olha só. O relâmpago macuinho está aqui. Aí eu larguei o relâmpago macuinho porque o outro bonequinho está do lado. Aí o bonequinho. Aí eu larguei o outro bonequinho porque a outra coisa está do lado. Isso é a criança. Nós somos o dedinho passando na internet. O dedinho passando na internet. O sorriso, a preocupação e um curso. Eu tenho que fazer um curso.
Caraca, meu irmão, minha vida financeira está um bagaço. Olha aqui esse cara falando de vida financeira. Lembrei do problemão que eu tenho amanhã. Olha, olha um processo de traição da personalidade, um transtorno de atenção, uma atenção que se traz segundo após segundo. Essa tensão da personalidade é o crítico, o espírito, o intelecto ativo. chamando o personagem. Vamos nos relacionar, cara, sou eu, eu tô aqui contigo, porra. Nós somos três, sou eu, o teu crítico, o teu espírito, vive comigo, pelo amor de Deus.
Me dá atenção. Pensa em mim. Pensa um pouco. Morreu a pessoa. Pensa um pouco nela. Traz à tona a memória. Eu vivo aqui no passado, cara. Lembra de mim, não fica só no presente. Vem viver comigo, que depois eu vou te levar até a vida futura, até o roteirista. E eu vou te mostrar um espaço do Relâmpago McQueen, o espaço da morte, o espaço da bola de futebol, o espaço da academia num roteiro de vida humana. Mas fica comigo. Mas você não. Você prefere trair. Você vai trair aquela atenção que te chama, chama, chama, chama, vocação, vocare, te invoca a uma verdadeira experiência de vida, de você vir aqui e falar assim, vamos lá, vem viver comigo uma realidade aqui, que eu vou te mostrar a experiência da vida humana diante dessa presença, que te chama uma perfeição.
Aí você não, você trai, você olha para o lado. Relâmpago Makuin, eu me cansei de você. Aí você joga para lá e pega a bola. E aí o Relâmpago Makuin passou, sem você ter gasto não só a presença prazerosa com ele, mas sem ter feito juízos, sem ter aprendido, sem ter pensado nele e sem saber se amanhã ele vai caber na tua vida, se não vai caber na tua vida, você entende? Porque você não fez o movimento do crítico e do roteirista. Esses somos nós. A morte nos chama a uma presença, num velório, mas a gente foge dela.
Uma pessoa nos chama presença, mas a gente foge dela. Por quê? Porque tudo está presente. Vocês percebem? Então na outra live a gente falou da tragédia da ausência, da presença, da solidão, né? Agora eu tô do outro lado, percebe? Eu tô no outro problema. A tragédia do excesso de presenças. Então vejam, vocês lembram? Essa parte da live que eu vou relembrar agora não ficou gravada, porque caiu a live, né? Então, lá no início da live eu falei um pouco da minha vida de estudo, né? Então você vê, eu falava lá, eu vou separar dois anos para estudar História da Igreja.
Eu estudei 2007, 2008 de História da Igreja. Eu falei assim, eu vou ler Daniel Ropes em 2007. Eu li a coleção de História da Igreja de Daniel Ropes em 2007 e tudo que apareceu para eu ler, que eu li lá no meio, uma das coisas que eu contei no início da live, eu li lá São Bernardo de Claraval, vou ter que ler esse cara. Eu falei, beleza. Eu joguei para 2009. Depois que eu acabar a história da igreja, eu vou ler São Bernardo de Claraval. Vocês estão entendendo o que eu estou falando?
Por quê? Porque eu sabia que eu não podia fazer isso. Eu não podia abandonar meu roteiro, porque um dia eu fui chamado a fazer aquele momento. Aquilo que eu estou sentindo naquele momento, aquela empolgação, aquele entusiasmo, Eu já tinha sentido antes, pô. Por isso eu fui chamado a ler a história da igreja. Aí eu tô lendo a história da igreja. Aí no meio da história da igreja fala de São Bernardo de Claraval. Aí eu vou abandonar a leitura de história da igreja por causa do entusiasmo pra ler o São Bernardo de Claraval?
Você entende? Não, pô. Eu vou ser um traidor. Um traidor de quem? De mim. Porque eu fiz o roteiro, pô. Quem fez o roteiro de ler foi eu, pô. Aí as três pessoas... A unidade das três pessoas, ela não é formada nunca, porra. Então você não tem uma personalidade, você entende? Você não tá acostumado a se encontrar consigo na personalidade. Agora, olha isso que eu vou falar pra vocês e eu vou falar da maneira mais simples possível. Então, veja. Vamos começar o movimento, então, do começo.
como se faz a presença, uma presença chegar à sua plenitude. A plenitude da presença é a contemplação. Eu vou dar uma pincelada nisso. 9h40 já, vamos lá. Vou introduzir para vocês verem onde cabe isso. E um dia a gente vai muito longe nisso, mas muito longe nisso. Muito longe. Olha só. A primeira coisa que a presença faz, seja ela do Relâmpago McQueen, do café, é com que a gente se transforme nela e ela em nós, né?
Essa é a primeira coisa que ela nos dá. Ou seja, qual é o fenômeno que está aí? É aquele fenômeno que eu chamei de transformação. Que a gente também pode chamar de quê? Sacrifício. Por que sacrifício? Porque se eu estou tomando café, eu estou deixando de ser um pouco Diego para ser um pouco café. É óbvio que é assim. É só pensar no chocolate, pô. Você comeu o chocolate e aí? O que aconteceu? Ele tá aí. Pega ele na tua barriga aqui, ó. Tá aí o chocolate que você comeu, a torta de limão aí.
Você percebe que ela tá aí? Que você a amou tanto que você a transformou nela? Você percebe que Camões tinha razão, né? E transforma-se um amador na coisa amada. Tá aí, a torta de limão tá aí. Transformou-se nela. Pelo processo do sacrifício mesmo, né? Você se sacrificou por ela e ela tá aí. Ok. Agora, meu filhinho tá lá com o Relâmpago Macuí. Aí ele larga o Relâmpago Macuí pra pegar a bola. Presta atenção, meu filho largou o Relâmpago Macuí pra pegar a bola. O Diego vai largar a história da igreja pra pegar o livro de São Bernardo de Claraval.
Aí eu chego lá no Totonho e falo assim, Totonho, Gostou de brincar com o Relâmpago McQueen? Perceba, hein? Saiu da presença dele, ele largou o Relâmpago McQueen na sala, no chão. Largou. Vai abandoná-lo. Presta atenção nisso que eu tô falando, que eu tô falando sobre casamento, sobre personalidade, mas eu tô falando do Relâmpago McQueen, da formação humana. ele já se transformou um pouquinho ali no Relâmpago McQueen, no prazerzinho, no contato, porque criança se transforma com os sentidos, é o que eles têm para dominar o mundo.
Então, por isso que bota na boca, sacode para ouvir barulho, toca. Aí, o que eu vou fazer para levá-lo em direção à plenitude da personalidade humana? a contemplação lá, aquela coisa grandiosa. Como é que eu vou chegar lá? Aí eu falo assim, Totóia, agora eu vou levá-lo para o passado, olha só. Você gosta do Relâmpago Macuim? Gostou dele? Está vendo? Estou chamando a presença do juiz, do juízo, do crítico. Eu gosto, papai, do Relâmpago Macuim. Pô, o carrinho é muito bom, fricção, caramba. Eu falei, ah, tá fazendo juízos.
Ia abandoná-lo pela bola e não ia pensar no Relâmpago Macuinho. Agora tá pensando nele, né? Agora eu vou chamar a presença do crítico. Você quer brincar com o Relâmpago Macuinho amanhã, filho? É ele. Quero, pô. Tá bom. Então larga a bola agora. e vai guardar um relâmpago macuinho. Porque se você não guardá-lo e o papai encontrá-lo jogado pela casa, eu vou sumir com o relâmpago macuinho. O que eu estou fazendo pelo meu filho? Eu estou ensinando... Ele viveu o sacrifício, o sacrifátira, não viveu?
Com o personagem, né? Agora eu vou fazê-lo realizar a personalidade humana. Eu vou fazê-lo se sacrificar com o crítico, tá vendo? Quando eu chamo a presença e peço pra ele me dar juízos e viver um pouco ali na memória. E agora eu vou chamá-lo a viver pelo roteirista. Ele vai se sacrificar pelo dia de amanhã hoje. Aí eu banho o sacrifício de baixo. com mais sacrifício, porque agora ele não vai fazer o movimento prazeroso. Agora ele vai fazer o movimento responsável. É por isso que os gregos chamavam tudo isso de amor, né?
O movimento prazeroso de Eros. O movimento responsável de Estorge. Não é assim? Aí ele vai talvez até meio contrariado, né? Talvez até meio contrariado. Ele vai lá no quarto e vai guardar. Mas eu tô formando meu filho pra ele ir percebendo que ele tem que demorar lá. Vocês se lembram da aula que eu falei do padre levantando a hóstia? O padre levantando a hóstia. E ele demorava. Demorava. Quando o padre demorava a levantar a hóstia, Vocês lembram que o amigo meu que nada sabia sobre a missa entrou na igreja para me esperar e depois falou assim para mim?
Caramba, aquele pão lá deve ser importante, né? O padre demorou tanto com ele no alto. Vocês lembram? Falei disso da continência de demorar, demorar fazendo uma coisa. Sabe quando você pega aquilo que é muito vocacional seu e você tá ali demorando com a coisa porque você tá vivendo uma experiência de lembrar das coisas, sabe? Quando você vê um objeto que tem um valor demorado pra você e você fica ali olhando e ele traz você, a presença dele leva você pro passado. Você percebe que maravilha, que coisa gigantesca é isso?
Porque você demora nele. Olha só, preste atenção. Demorar. Olha a etimologia dessa palavra. Vocês percebem que tem uma moradia aí? Que tem um realmente eu vou ficar aqui mais tempo. É por isso que eu estou falando de sair do presente, levar para o passado. encaixar aquilo no roteiro da nossa vida. Isso é demorar. Eu só estou mudando a experiência aqui quando eu falo lá nas três pessoas de atenção, de intenção e de retenção. Antigamente eu falava pretensão, mas retenção fica melhor, justamente para dar mais força para essa coisa da demora.
Sim, é exatamente isso. Então vocês percebem o que eu estou fazendo? Quando eu fico falando as coisas para vocês, e fico mudando as palavras, mas eu fico mostrando na experiência das três pessoas onde é que eu estou, em qual parte da personalidade humana eu estou, porque eu preciso que quando vocês ouvirem as coisas aí pelo mundo, nos livros, vocês lembrem dessa imagem E vocês saibam onde eu estou aqui na minha personalidade, o que eu estou fazendo aqui. E vocês saibam quando estão fazendo um movimento de traição, um movimento de intenção, um movimento de esperança.
Vocês estão entendendo? Para que a gente não seja desse tipo de pessoa. Vocês sabem o que vocês estão fazendo. Quando vocês estão passando o dedo lá, vocês sabem o que está acontecendo com a personalidade de vocês? Vocês têm noção disso? Que vocês estão construindo naqueles momentos uma personalidade de um traidor, vocês têm noção disso, né? Eu estou falando isso para vocês. Porque vocês podem separar um breve tempo para fazer alguma coisa nesse tipo de intenção, mas vocês não podem chegar lá sem saber o que está acontecendo e deixar aquilo acontecer todo dia, várias horas por dia.
Porque vocês estão fazendo isso com a personalidade. Vocês estão matando o crítico e matando o roteirista. É isso que a gente está fazendo. A gente, depois, quando encontrar com a morte, quando a gente encontrar com o café, quando a gente encontrar com a nossa esposa, com a mulher da nossa vida, com o homem da nossa vida, eu não vou saber demorar nele, você entende? Porque eu não sei a ciência de fazer isso na personalidade humana. Eu tenho a experiência, a vida, a personalidade de um traidor.
Eu tenho um transtorno de atenção. E de hiperatividade, porque eu pulo de presença em presença como um mendigo dos prazeres, porra. Porque eu não sei mais demorar, você entende? Eu posso pegar a hoste e jogar ela rápido no chão, porque aquilo não significa nada pra mim, não é mais a história da minha vida. Vocês entenderam? Demorar. Demorar, tá aqui ó, tá aqui a parede sendo pintada há vários dias, uma parede que podia ser pintada rapidinho, há vários dias. Por que demorar tanto nessa parede? Porque eu preciso ficar aqui na presença, com meus filhos, muito tempo, várias vezes, ouvindo falar, conversando com eles, demorando, fazendo história, eu tô fazendo uma história, vocês entendem?
Eu estou fazendo a gente se transformar um no outro. Eu estou demorando. Eu estou vivendo a vida do personagem, a vida do crítico, a vida do roteirista. Eu estou gastando meu tempo ali. E quando aquilo for me transformando e eu for demorando e morando naquele lugar, quando as três pessoas forem conhecendo cada uma delas no seu modo de operação, irem se transformando naquilo, finalmente, eu vou poder pegar a minha consciência que é quem olha as três pessoas de fora. Eu sei que quem chega rápido, não conhece nada, não me acompanha um tempo, não vai pescar isso que eu estou falando da consciência.
Precisa ter algumas aulas sobre a consciência. Mas quando a consciência chega de fora e olha de noite as três pessoas, eu fiz aquilo que eu tinha que ter feito, eu fui quem eu deveria ter sido, a minha consciência quando ela olha as três pessoas de fora, Ela está num lugar que ela pode ver ao mesmo tempo o crítico, o roteirista e o personagem. O nome desse lugar chama-se consciência e a atividade de você entrar nesse lugar e morar lá e poder olhar para as três pessoas, de você entre você e o Cristo, que na consciência individual só entram duas pessoas, você e o Cristo.
Quando você entra lá para olhar as três pessoas que estão vivas e pulgantes porque você se demorou com elas, Então, e somente então, vocês, nesse lugar com Cristo, podem contemplar, estar conjuntamente no mesmo templo, onde vocês veem o Relâmpago McQueen, não como um carrinho presente, mas que tem uma história e um futuro, vocês entendem? E que banha toda a personalidade humana com seus sacrifícios, e que você sabe a responsabilidade, e que você sabe as promessas, você entende? Porque assim que deve estar a alma de um homem diante da mulher que é a sua mulher, ela deve estar na presença total sendo contemplada assim.
Então eu não pode aparecer uma outra mulher pra mim e eu não saber a história da minha vida com a minha mulher, você entende? Porque o crítico tá morto. Ou eu não saber que eu não posso traí-la porque o roteiro da minha vida é todo pra ela. Vocês estão entendendo? Por que as personalidades são fracas e elas não conseguem entrar lá dentro da personalidade e olhar junto com Cristo? Uma personalidade imensa que vai ser construída com uma pessoa que se demora, demora. Vocês tem que demorar, vocês tem que passar uma parte do dia E fala assim, cara, o que é o meu relacionamento com a minha esposa?
Ou como eu tô criando meu filho? Pra saber o que fazer amanhã de novo e renovar, você entende? Tentar alguma coisa e melhorar e ir pro caminho de perfeição, pô. Porque a contemplação, que é a presença que pode estar, do jeito que eu falei pra vocês na última live de Santa Elizabeth da Trindade, que pode habitar completamente num homem. Somente assim nós vamos poder viver um tipo de atividade que eu vou falar pra vocês. A maioria de nós pode passar nessa vida sem fazer isso uma única vez.
Porque a gente não aprendeu a demorar. Então fiquem atentos. Escolham poucas presenças. Então se na última live eu falei, saiam da solidão para uma presença que vai salvar a vida de vocês e tirar a vida de vocês da mediocridade, agora eu falo para vocês, sejam fiéis às poucas presenças que vocês escolheram para seguir um caminho de perfeição e encontrar com Cristo e poder junto com eles contemplar a história de uma vida diante de poucas presenças. Tá bom, pessoal? E a gente se vê em breve na próxima live, se Deus quiser.
Muito bom estar com vocês sempre, na presença de vocês e me demorar aqui com os meus alunos. Muito obrigado. Até breve.