Vocação & domínio
A maior causa de tédio, desânimo, preguiça e depressão é negar esse caminho
- a vocação de dominar a realidade
- nascemos para a perfeição
- falsas perfeições (TOC/compulsão)
- escrúpulo = transtorno obsessivo-compulsivo
- ato de fé e de esperança na vocação
- dominizar-se / divinizar-se
- a consciência (você e o autor/domínio maior)
- orientar-se pelos domínios
- a ordem dos amores (ordo amoris)
- vencer a morte (domínio maior)
Trechos da aula
Eu preciso acreditar nisso, na criação de filho, no casamento
porque na hora de amar aquele amor, você desistiu da perfeição, você abraçou 99%, e nós não sabemos viver, nós não sabemos viver 99%
Transcrição completa
Pessoal, olha só, quando a gente chega num lugar, quando a gente está tentando fazer alguma coisa na vida, o que de maneira geral eu posso dizer para todos vocês que vocês estão fazendo e eu também estou fazendo? A gente está tentando dominar a realidade. A gente está tentando sempre vencer a vida. Isso, você vê, a Luiza que está aí buscando a perfeição da panela. Está lavando louça. Ela está procurando um caminho de perfeição. Vocês só chegaram aqui... Vocês só estão aqui me ouvindo falar? Porque, de alguma maneira, vocês acham...
Tem os curiosos, né? Mas quem está aqui, me conhece e está aqui, está aqui porque está tentando tirar de mim ou ter na minha presença uma tentativa, uma ferramenta de domínio da realidade. Então vejam. Vou pegar exemplos aqui que vão balizando e vão acontecendo em todo o nosso dia. Um cara que chega, que quer jogar futebol. Fala, olha, a partir de hoje eu quero jogar futebol. Me chamou a atenção. Me chamou a atenção jogar futebol. Quando alguma coisa me chama a atenção, tipo isso, jogar futebol, o que que eu começo a procurar logo pra me orientar nesse mundo?
eu começo a me orientar através de quem exerce domínio daquela atividade. Então, obviamente, se eu começo a jogar futebol, logo vai me interessar o Messi, o Cristiano Ronaldo, Neymar, assim. Se eu quero ser um bom administrador, se eu chego numa empresa e aí eu chego num setor Como que eu me oriento? Como é que eu vivo lá dentro? Se você não sabe nada da vida, você só tá presente, o que vai acontecer contigo? Você vai começar a observar nas pessoas quem exerce um tipo de domínio sobre aquele lugar.
Então se tu perceber que tem uma pessoa que fala assim, cara, que ela é chacota, ou que trabalha mal, ou que o pessoal deixa ela de lado, você naturalmente já começa a ver que ali não tem muita coisa pra você e você começa a perceber quem exerce domínio ali. Não como chefe efetivamente. Normalmente o chefe deveria ser chefe porque ele exerce um tipo de domínio. Pra você ver, eu tava brincando com o meu filho. As crianças, quando a gente tá com as crianças, a gente percebe nitidamente nelas essa tentativa de se balizar pelo domínio.
É, a gente pode falar mais pra frente sobre o que é autoridade, colocando, posicionando, bem posicionado na personalidade humana, como que acontece esse fenômeno. Então você vê, bom, se eu me oriento através do domínio, todas as pessoas se orientam através do domínio, nós temos um chamado inicial irresistível pelo domínio. Você não consegue não se orientar pelo domínio. Eu chego num lugar e falo, cara, pô, o que eu olhar de organização naquele lugar ali e olhar as pessoas fazendo, dentro de mim tá buscando um domínio que em cada pessoa se mostra de maneira diferente.
Então, por exemplo, As pessoas que são muito ainda imaturas, superficiais, que são imediatistas, hedonistas, quer ver uma das grandes coisas que balizam o ambiente para que elas percebam o domínio? Sorriso humano. As pessoas mais maduras, elas sabem que certos tipos de sorriso, carregam a longo prazo certas destruições, né? Então o cara tá ali, porra, aloprando com outro de zoação, o outro cara tá puto, o cara... Tu vê, tem um sorriso, tem uma zoação, mas o cara sabe. Ele não tá participando, às vezes, do sorriso? porque eles sabem que aquilo ali vai dar problema em algum momento.
Mas, no geral, o cara que está chegando no ambiente, ele se baliza por essas experiências de... Cara, tem sorriso ali. Então, a chance, a probabilidade da felicidade humana estar por ali é muito grande. Então, ele se aproxima daquilo ali. Por que eu comecei falando isso para vocês? Porque, vejam, Eu vou falar sobre vários temas aqui, quer ver um extremamente simples que o pessoal perguntou um montão aí? Educação de filho. Você sabe tudo o que eu penso? Hoje em dia eu já me acostumei, eu não preciso aplicar a metodologia para fazer isso, eu já faço com certa naturalidade.
Mas se um copo quebrar na cozinha e meu filho está na cozinha? eu posso tomar várias atitudes para formá-lo, para educá-lo, o copo quebrou, tem gente que vai gritar, tem gente que vai reclamar, vai falar do copo e vai expulsar ele dali, sai daqui agora e não sei o que lá e tal, como é que eu me balizo para saber qual atitude eu vou tomar quando o meu filho quebra um copo na cozinha, o que tem na minha cabeça? eu fui criado para dominar essa realidade, a minha vocação é dominar essa realidade aqui, então tem a vocação geral de domínio e a vocação pessoal, afinal de contas é a minha casa, é a minha presença, é o meu filho e só eu que estou ali para dominar, então aquele é o meu chamado individual, só eu no mundo posso dominar aquela realidade naquele momento, esse é o meu chamado, então vejam, eu não posso sair daquela realidade, eu dominado por ela, Porque eu não nasci para isso.
Eu nasci para dominar. Eu estou falando isso para vocês e isso é como eu me orientei no início da minha vida, sobretudo nos estudos que eu fazia da parte que eu comecei, da parte teológica, para saber que esse tipo de coisa era estrutural na vida humana. Olha, na tradição judaico-cristã, isso está, por exemplo, lá no livro do Gênesis. a grande ordem inicial para os seres humanos, id e dominai sobre todas as criaturas. Então, você vê, um domínio, um domínio. Por que as igrejas estão cheias de velho?
Por que está cheia de velha guarda na igreja? Meu filho, numa missa dessas durante a semana, que normalmente só vai velhinho, ele perguntou assim para mim, papai, por que No final de semana tem gente de tudo quanto é idade, família, criança, o caramba, e durante a semana só tem as senhorinhas do apostolado da oração de fita vermelha, onde eu vou à missa, nas sete da manhã. Aí, para mim fica nítido, nítido até por umas experiências que são bonitas, um dia eu conto para vocês, da época que eu morava lá no Oriente Médio, no Líbano.
Eu vou falar para vocês disso que eu estou falando, da experiência de como os muçulmanos encaram isso, mas que existe essa característica em comum da tentativa de domínio da realidade. Então você vê, você olha para aquele velhinho, para aquela velhinha que está lá na igreja, O que eles estão fazendo ali no final da vida? Olha, eles dominaram ou não as várias realidades que foram aparecendo ao longo da nossa vida. Eles arrumaram trabalho, casaram, tiveram filho, então as presenças aparecem, aquela bola do meio que eu sempre desenho entre as três pessoas, aparece a presença e eu vou tentar dominar aquilo.
De que maneira? Com as ferramentas de domínio das três pessoas. Cada uma das três pessoas tenta dominar a realidade de uma maneira diferente, mas tudo isso é domínio. Então você vê, o cara tá lá na igreja porque aparece uma tal de uma presença que aparece pra todo mundo, não só pras pessoas mais idosas, mas todo mundo conhece esse tipo de experiência, a experiência de quase-morte. Quando aparece a experiência de quase-morte, as pessoas elas percebem que tudo que elas estão conquistando na vida tem pouco poder ou quase nenhum para exercer um domínio sobre a morte.
E aí é quando a gente começa a nos aproximar e a querer as ferramentas do mundo espiritual. O pessoal fala assim, só quando morre, só quando chega perto da belícia mesmo para morrer, que a gente acha que a pessoa vai se converter à religião. Isso, inclusive, o pessoal católico, no catecismo da igreja católica, tem uma frase de Santo Ambrósio falando do remédio da morte, que ela se aproxima para que a gente procure quem pode vencê-la. Então você vê, A gente sempre está... Vocês podem me falar qualquer coisa que vocês estão fazendo, ou pensando em fazer, ou sobre a vida, e eu falo pra vocês assim, ó.
Vocês estão tentando dominar a realidade. Vocês estão tentando obter uma vitória sobre a vida. Então, por exemplo, como que isso se dá na educação? Como é que eu faço com o meu filho quando o copro quebra na cozinha? Eu falo, bom, eu vou dominar essa realidade e vou ensiná-lo a dominar. Nisso consiste a formação humana. Então, veja. Aí eu penso com o meu juiz, que vai avaliar, vai olhar para o passado, porque aquilo já aconteceu, já sei como é, e já tem um protocolo futuro para fazer, um roteiro.
Aí eu vou aplicar o roteiro. Quebrou o copo na cozinha? Como é que faz? Aí eu vou lá, vou dominar, só que meu filho está presente, aí eu vou formá-lo. Filho, vai se calçar. Ele que quebrou o copo, vai se calçar. Cata os vidros grandes com o papai. Pode pegar com a mão mesmo, com cuidado, pra não cortar tua mão. Agora vamos varrer aqui a cozinha. E depois de varrer, a gente vai passar um pano úmido pra tirar o caco que a vassoura não consegue tirar, porque...
Nós temos crianças aqui que engatinham, né? Nós aqui, na última live, éramos cinco, agora somos seis, né? Agora somos seis. Acho que o pessoal ainda não sabe da novidade, a Maria tá grávida, entende? Então agora são seis crianças. Aí você vê, dentro desse protocolo, eu começo a dominar a realidade. Começo a exercer um domínio sobre o que eu tenho que fazer aqui, e eu vou ensinando o meu filho a exercer esse domínio, então vejam, o copo quebrou, eu não posso ser vencido por um copo, eu não posso ser vencido por um copo, o copo quebrou, e eu sei dominar a realidade diante de um copo quebrado, vocês entendem isso que eu tô falando pra vocês?
Não é possível, não é possível que o copo quebrado eu comece a colar as placas e comece a gritar com meu filho, ou perca a paciência, ou dê um soco na parede, ou expulse ele dali, vocês entendem? Porque quando meu filho olha pra mim e olha pra um copo quebrado, Na cabeça dele, eu tenho domínio sobre aquele copo quebrado. Vocês entendem? Porque é o papai. O papai é forte. O papai sabe as coisas que eu tô tentando dominar nesse mundo, que meus filhos olham e eles estão tentando dominar.
Um tá tentando andar, o outro tá tentando falar, o outro tá tentando montar o boneco, o outro tá tentando varrer a casa. Eles olham pro papai e eles veem que o papai tem muito mais força do que eles, fala melhor do que eles, lê melhor do que eles, vocês entendem? Então, eu exerço esse papel dominador pra eles, e na cabeça do meu filho, um copo quebrado deve estar à altura de um copo quebrado diante de uma pessoa que domina a realidade e pode vencê-la com tranquilidade.
Então vejam, todos os cursos que vocês fizerem, um curso sobre educação de filhos. O que tem que estar no princípio, no começo? Eu tenho que ensinar o meu filho a dominar a realidade. Como que eu faço isso? Aí eu vou aula após aula ensinando isso. O que eu sempre estou fazendo aqui? Ensinando vocês a dominarem certas realidades. Por que essa palavra? Por que a minha tara por essa palavra? Porque essa palavra tem uma carga histórica. E para quem me conhece sabe que se tem uma coisa que tem a minha atenção, é aquilo que vem vencendo a história.
Então vejam, o que são as três pessoas ditas como roteirista, personagem e crítico? é a maior forma que a humanidade teve até hoje para expressar o que é a realidade humana, a personalidade humana. Por que eu sei disso? Porque inventaram o teatro há milhares de anos, não centenas nem décadas, também, mas há milhares de anos, e até hoje nós não temos uma forma melhor de dominar a personalidade humana que não pelo teatro. Ou seja, pegando as ideias de um passado, não é isso? Os juízos do passado, o que eu chamo do crítico, que poderia ser o diretor, fazendo um roteiro com aquelas ideias e botando um personagem no palco.
Então, isso tem vencido a história, você entende? Por isso que eu explico a vida humana com isso. Por que eu explico a vida humana com a palavra domino como base? Porque todo o Império Romano, na pessoa dos seus governadores, os chamavam de como? De Domino, Dominus. Aí o Domino, com o radical, o rhizoma, raiz do domínio, e com as suas declinações próprias do latim, Domine, Dominum, Dominus, Domino. Além do Império Romano, na liturgia da Igreja Católica Latina, Toda missa, em latim, como é que Deus é chamado?
Como domino. Então, a carga da palavra domino, de exercer domínio para nós, ela significa o quê? Se eu estou tentando dominar tudo, eu estou tentando me dominizar. Vocês entendem? Eu tenho uma vocação inicial. Qual que é essa grande vocação que todos nós estamos fazendo aqui? Nós estamos tentando nos dominizar, nos divinizar. para alguns, nos santificar, nos aperfeiçoar, e nós fazemos isso lavando o prato, Você vê, a Luiza falou assim, eu tô lavando o prato, olha, você tá lavando o prato com a melhor maneira que você conhece, que você olhou no mundo pra lavar prato, e se isso é importante pra você ir aparecer no feed, uma mulher lavando o prato diferente de você, e falando que é sinistra, aquilo vai chamar a tua atenção, tu vai falar assim, caramba, eu quero lavar prato assim, com essa eficiência, com essa velocidade, eu quero esse domínio, vocês entendem?
A gente vive por isso, a gente vive por isso, E isso tem consequências gigantescas para quem olha para o mundo e escolhe o maior domínio que vai realizar e para quem olha para o mundo e perde a esperança dos maiores domínios. Então, eu vou parar por aqui na parte do domínio e um dia a gente faz mais duas ou três aulas sobre isso. Porque agora eu preciso ir para a parte que eu queria que ficasse na cabeça de vocês, que é quase que uma continuidade da live passada, só que agora eu quero dar um termo técnico, um só, para vocês.
Então, eu vou falar aqui sobre transtorno obsessivo compulsivo. Esquece agora o nome toque pra se assustar alguém. O nome popular. Escrúpulo. Nome popular, que foi o que eu falei lá, né? Da live passada, lembra? Dos romanos chutando pedrinhas na Via Ápia. O escrúpulum. O escrúpulum. dos romanos, as pedrinhas pelo caminho, o nosso escrúpulo, ou, de maneira técnica, os nossos transtornos obsessivos compulsivos. Por que obsessivos compulsivos? Obsessivo se eu estou falando do crítico, do roteirista, de tudo que está na minha mente, no mundo das ideias, e compulsivo de tudo que está nas minhas ações.
Então vamos lá! Eu nasci para dominar, beleza Diego, você conseguiu me explicar e eu me dou por vencido, eu entendo aqui que eu estou tentando dominar realmente todas as realidades que aparecem. Agora, se você é casado, você nasceu para dominar, nasceu para isso, se eu sou casado e na minha cabecinha, eu penso assim ó, Ah, casamento... Ah, casamento é pra gente fazer o que der. Ou casamento se desgasta mesmo. É normal que casamento se desgaste. Ferrou!
Ferrou! Você entrou numa espiral escrota de transtorno obsessivo-compulsivo. Por quê? Porque nós nascemos para vencer a realidade que se apresenta. Nós nascemos pra dominar. Então, se você tá diante do filho e não acredita, não tem crença, fé, verdade, o que você quiser, que é a vida do crítico, né? E se você não tem a perfeição do roteirista, que é a perfeição da esperança, eu vou dominar isso. Eu tenho instrumentos pra levar a educação do meu filho à perfeição, e eu, com a minha vocação de pai, tenho instrumentos pra formar o meu filho com perfeição.
Eu preciso acreditar nisso, na criação de filho, no casamento, porque se eu não acreditar na perfeição do casamento, sendo que eu nasci pra perfeição, Eu começo, desde o momento que eu desacredito, a transferir o processo de perfeição do casamento para as outras perfeições. Então, como é que isso se dá na prática? Você não acredita na perfeição do casamento? Então, você vai começar a jogar o seu videogame e vai ser perfeito no jogo do videogame, porque nós nascemos para a perfeição. Se você não acredita na perfeição da criação do filho, Então, a primeira presença que aparecer para você de um possível domínio, seja no mundo das ideias, seja no mundo da matéria, o mundo material, seja as obsessões ou seja as compulsões, seja o pensamento, seja o mundo intelectual, seja o mundo compulsivo, o mundo da matéria, o mundo da alimentação, o mundo do sexo, Se vocês não acreditarem na perfeição das nossas verdadeiras vocações, que é o que eu falei lá na live passada, vocês vão escolher uma falsa perfeição pra vocês exercerem a vocação de dominar o mundo e vencê-lo.
É assim, então vejam, quando eu atendo um cara com compulsão, qualquer compulsão, compulsão alimentar, compulsão sexual, compulsão por videogame, compulsão por pôquer, qualquer tipo de compulsão, eu olho lá e falo assim, bom, aqui tem uma falsa perfeição, A cura desse cara não é eu ficar ensinando esse cara a não ser perfeito naquilo, pô. Eu tenho que achar o amor de cima. Lembra da live passada? O maior amor. E eu tenho que começar a averiguar. Porra, o cara tem... O cara, ele é casado e joga 5 horas de videogame por dia.
Na minha cabeça tá claro, claro como alvorado, como dia, de que aquele cara tá exercendo uma falsa perfeição. Então o que eu já sei dele? eu já sei que ele desacredita na perfeição mais alta dele, ele está perdido, e a única terapia possível para esse cara, grande terapia desse cara, mas é óbvio que é eu reacender e reordenar a vida dele para o grande amor, porque ele tem que exercer um domínio, tem que exercer um domínio, prestem atenção aqui, Eu já atendi gente que lavava a mão quatro horas por dia, cinco horas por dia.
Por que aquela pessoa começou a fazer isso? Porque ela foi perdendo o domínio sobre a vida, o domínio do casamento, o domínio financeiro, o domínio dos amigos, o domínio do conforto material, todos os domínios. Aí um dia ela chega em casa suja, suada, cansada, abandonada, aí ela vai lavar a mão. Aí ela tá ali lavando a mão e ela se sente bem, ela se sente limpa. Então vejam, ela começa a sentir um gostinho de perfeição lavando a mão. Vocês estão entendendo a miséria disso que eu tô falando?
E o nosso tamanho vocacional? Porque você fala assim, cara, que parada escrota e aloprada, cara. Tu lavar a mão cinco horas por dia? Não, meu irmão. Isso representa o tamanho. a magnanimidade da nossa vocação pra perfeição. Porque uma mulher que tá perdida no mundo, ainda assim ela vai exercer uma perfeição na lavagem de mão, cara. E toda vez que ela se desorienta no mundo e cai, ou cai um filho, ou a doença, a esposa, ou ele tá com problema financeiro, toda vez que cai, ela vai lavar a mão.
Porque ela nasceu pra dominar o mundo, vocês entendem? E ela achou uma maneira escrota de dominar o mundo. Assim somos nós quando a gente se endivida e a gente começa a comer pra caraca, pô. Assim somos nós quando a gente se sente abandonado pela esposa. Aí aparece, pode aparecer várias coisas. Pode aparecer o pote de sorvete, pode aparecer uma outra mulher na rua, pode aparecer o jogo de pôquer, pode aparecer o Candy Crash lá no celular. E eu acho uma brecha, uma oportunidade de uma outra perfeição, porque eu desacreditei da maior perfeição.
E eu vou com tudo lá, porque eu nasci pra dominar o mundo e vencê-lo. Vocês entendem isso? Que é por isso que a igreja fica cheia de gente velhinha, porque elas foram perdendo a esperança em todas as perfeições. E aí aparece um homem lá, que parece que tem o domínio. Sobre o tempo, que comanda o tempo, parece que tem um homem que tem o domínio sobre a lepra, sobre a perna quebrada, sobre a falta de comida. um homem que tem um domínio sobre a morte, sobre a cegueira, sobre a surdez, vocês entendem?
E o nosso coração é completamente transpassado por um domínio desses, a gente vive disso, na internet a gente vive disso, as pessoas mais superficiais, elas vêm domínio onde? Elas vêm domínio onde tem sorrisos, que são as grandes páginas, de riso, de gaietice, essas paradas, e vocês vejam que vão ter sempre milhões de pessoas aí, e é uma maravilha isso, que nós sejamos atraídos pelo sorriso, e a outra coisa, é que nós somos atraídos pelo dinheiro, porque a gente coloca muita esperança no dinheiro, então quando vocês veem uma pessoa com dinheiro, vocês sentem a presença de domínio, e nós nos orientamos por isso, vocês entendem?
Então vejam, vejam, o que que eu preciso que vocês façam como fruto dessa live e depois voltem lá no anterior e a gente completa na próxima pra vocês saberem se vocês tem que malhar o 20 minutos ou duas horas vocês vão ter que olhar pra vida de vocês e vocês vão ter que falar assim cara eu tenho um casamento eu tenho um casamento e eu sou católico Eu tenho filho. Eu preciso. Eu preciso acreditar na perfeição dessas coisas. Porque se eu não acreditar na perfeição do meu casamento, ou do meu filho, de uma formação de filho, ou na perfeição do catecismo da igreja católica, se eu não acreditar nessa perfeição e apostar todas as fichas, tudo que eu tenho na vida nessa perfeição, porque eu nasci pra perfeição, porra!
Eu vou apostar nessa porra jogando videogame e lavando a minha mão. Vocês entenderam isso que eu tô falando pra vocês, porra? Então olhem o que vocês têm de maior vocação, de maior domínio nesse mundo e façam um ato de fé diário e um ato de esperança. Eu acredito na perfeição do que eu faço aqui, do casamento, de um apostolado, de onde eu dou a vida, e eu tenho esperança que em breve eu vou dominar isso, vocês entendem? Eu vou me dominizar, porque eu tenho instrumentos pra isso, porra.
Se vocês não fizerem isso pelo que eu tô falando pra vocês, vocês vão exercer a perfeição de vocês numa porra escrota. mas vão exercer a perfeição. Então, como consequência disso, existem vários macetes, vários macetes. Para mim, vocês lembram a história que eu contei para vocês de São Pio, na live passada? Nós conseguimos argumentar tudo. Lembra do demônio se confessando com ele, né? Nós conseguimos argumentar tudo. Então chega o cara na terapia, aí ele vai lá. Lembra do seminarista que malha duas horas por dia? Ele consegue justificar essa perfeição que ele tá buscando de um mundo compulsivo.
Entendem agora? Se eu tô vendo um seminarista buscando a perfeição da musculação, o que que eu já sei sobre ele? Que aquele é um movimento de... escrúpulo de pedrinhas no caminho ou, tecnicamente, obsessivo compulsivo. No caso dele, compulsivo. Por que compulsivo? Muito mais compulsivo. O obsessivo e o compulsivo sempre andam juntos, sempre andam juntos. Eles só se referem a pessoas diferentes. Mas por que compulsivo? Porque ele tá achando que a perfeição dele tá numa coisa do mundo material. Aí ele achou primeiro a academia. Tem o cara que acha primeiro o desempenho sexual, você vê.
Pessoas tentando ser sexualmente perfeitas. Ele falou, é isso. É a nossa vocação pra perfeição. Que nós vamos exercer, que era a gente queira, que era a gente não queira. O que eu vim falar só pra vocês hoje aqui? tesouro grande, se vocês olham, por exemplo, assim, para o catolicismo, vocês se converteram ao catolicismo, aí chega lá e você olha as coisas que tem que fazer, o cara que casa, meu irmão, e ele fala assim, cara, eu vou fazer tudo para o meu casamento dar certo, eu só vou me guardar só esse pedacinho aqui, só aqui que eu não vou entregar tudo, só aqui na abertura à vida que eu não vou entregar tudo, meu irmão, Caiu tudo, cara, porque nós nascemos pra perfeição, porra.
Aí você vai começar a arrumar falsos deuses pra colocar no lugar daquele espacinho que você guardou pra não ser perfeito, você entende? Você não pode escolher não ser perfeito, porra, porque você nasceu pra isso, cara. Então se você achar uma coisa e tiver plano B, ou se não entregar tudo, nós vamos tratar você de transtorno obsessivo-compulsivo, de escrúpulo. porque na hora de amar aquele amor, você desistiu da perfeição, você abraçou 99%, e nós não sabemos viver, nós não sabemos viver 99%, nós nascemos para o tudo ou nada, vocês entendem?
É por isso que não me assombra, não me mete medo quando eu atendo uma pessoa assim, como eu falei para vocês, aparece o satanista para eu atender, aparece o ex-seminarista que agora é tão assexual que o cara não sabe nem como é que mais se chama, qual o pronome que chama, o caramba. Porque quanto mais eu vejo essas perfeições escrotas, ao contrário, eu sei o que eu tenho que fazer, eu sei o que eu tenho que fazer. Eu só tenho que voltar o olhar daquele cara que tá tentando entregar tudo como eu, como eu, ele tá fazendo como eu, pô.
Ele tá tentando entregar tudo, só que no caso dele, ele apostou todas as fichas no videogame, porra. Eu só tenho que mostrar pra ele que existe a perfeição quando eu olho pra minha esposa, vocês entendem? Sem plano B. E aí, a gente começa a exercer um domínio verdadeiro. Então vejam, se vocês olharem pro mundo com esse olhar, da vocação de vocês para o domínio e vocês escolherem poucas coisas, vocês vão conseguir fazer, finalmente, um exame de consciência grandiosíssimo e ordenar todas as coisas para esse amor.
Ordo, um caminho de perfeição de ordo, amores. Então, eu vou saber exatamente para que serve a musculação na minha vida. Porra, eu posso ser perfeito na musculação? Ele falou, é óbvio que eu posso, é o que nego mais tenta hoje em dia, mas eu não nasci para isso, porra. eu nasci para ser perfeito com as coisas que vencem a morte, então eu aposto todas as minhas fichas na perfeição do catolicismo, encarnado numa vida sacramental para mim, sacramento magnum, um sacramento grandioso de casamento, eu aposto todas as minhas fichas nisso, e eu finalmente posso exercer a perfeição da musculação, que é fazê-la servir a perfeição de cima, vocês entendem?
E não o contrário, não fica minha esposa em casa para que eu exerça a perfeição na academia, vocês entendem? Mas eu malho só 20 minutos aqui dentro de casa por causa da perfeição de cima, porque isso me permite viver maravilhosamente bem e aperfeiçoar o meu casamento e formar meus filhos, vocês estão entendendo isso que eu estou falando para vocês? Então vocês precisam olhar de volta, entrar na casinha de vocês, dos domínios de vocês, porque na consciência só duas pessoas entram, só duas pessoas. A próxima aula vai ser sobre a consciência.
Só duas pessoas entram na consciência, você e o seu domínio maior, o que exerce o grande domínio sobre o mundo. para você, esse domínio para você e para mim, exerce a autoria do mundo, então se na parte de baixo nós temos o personagem, o ator, uma pessoa, o crítico, o diretor, outra pessoa e o roteirista, outra pessoa, olhando essas três pessoas com a minha consciência, Eu olho lá de cima na companhia do autor, daquele que exerce domínio sobre mim. E quem é o seu autor, ele exige de você a autoridade dele.
E é baseado na autoridade dele que você exerce essa tal autonomia que você fala. Então, o que é ter uma verdadeira autonomia, como uma autoridade, se não conseguir olhar nos olhos do autor da vida, na sua consciência, e saber o que ele quer pra você? E só vocês dois podem entrar nesse lugar. E aí vocês ordenam todos os amores da vida de vocês através de uma perfeição e resguardam o coração de vocês de se prostituírem, de se traírem, de se abandonarem, de hiperatividade escrota, de falta de atenção na vocação de vocês.
Vocês entendem? Porque só tem uma perfeição. E aí vocês não vão precisar ficar apegados a uma porrada de perfeição escrota que está por aí e que a gente tem que arrancar do nosso peito. Tá bom, pessoal? E aí eu fico por aqui agora, que se não vão entrar no novo assunto, aí ferrou. Aí a gente vai varetar aí o horário da nossa live, que é a tentativa de ficar por aqui mesmo. Beleza? Eu e Deus dentro do castelo. É isso aí. É isso aí. Eu te amo.
minha esposa, meu caminho de perfeição. Obrigado, vocês. A presença de vocês é a graça da minha vocação de professor. É a presença de vocês que me faz estar aqui para dar aula, não é isso? É bom demais estar com vocês aqui. Eu gosto, eu tenho vontade de ficar aqui às vezes sentado só resenhando com vocês. Vocês são uma maravilha sem tamanho. Eu amo vocês de verdade, verdadeiramente. Meus alunos. Até a próxima live, então. Um grande abraço, pessoal. Vamos que vamos buscando a perfeição mais alta, daquelas que dominam até a morte.