As feridas da alma
Ansiedade
- ansiedade = compressão
- a perda de domínio (causa da angústia)
- a vocação de dominar o mundo
- órgãos visíveis e invisíveis
- o falso domínio (signos, gnosticismo, TOC)
- espaço vital (mínimo e máximo)
- ansiedade e depressão (compressão e descompressão)
- as categorias da vida (tempo, espaço, ação)
- o crítico que conhece x não conhece (diagnóstico)
- viver em comunidade (não dominar o mundo sozinho)
Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 14:25.
“Geisel. Bom, vamos para ansiedade, senão eu gosto de ficar tentando...”
Trechos da aula
A ansiedade é um tema muito importante porque ela é o sintoma causado pela perda de domínio de qualquer órgão humano.
A gente se angustia quando a gente não consegue ver. A gente se angustia quando a gente não consegue conhecer com o crítico.
Onde eu não tenho domínio, eu tenho ansiedade.
Transcrição completa
Instagram. Transmissão ao vivo. Fala, Eduardo. Boa noite, meu irmão. Boa noite, Mona Lisa. Boa noite, Márcia. Estou bem, graças a Deus, meu irmão. Fala, Alex. É, está aí. Boa noite, Emílio. Fala, Flávio e Tiago.
Tiago Veríssimo. Tiago Fachetti. Raíra Lima. Flávio Tanuj. Boa noite, Beatriz. Rosivânia, boa noite. Boa noite, Bernardo. Fala, Ruani. Sobral. Ateliê, boa noite. Ateliê da Ágata. Juliana Braz, boa noite. Ivi de Figueiredo, Fabrício Lelis. Janaína Neves. Aqui dá para parar, não? Dá para eu voltar, dá, né? Ah, senão eu ia perder todo mundo. Estou meio bichado de voz. Fala, Charles.
Sérgio, boa noite. Boa noite, Andreia. Miguel, Juliana, Alonso, boa noite. Samir. Aluno Bravo 3.7, boa noite. Ivanúbia Rocha. Luiz Fernando, boa noite. Ana Kelly, Veridiana, boa noite. Vitor Barroso. Comprou o livro, que maravilha. Renato Morley. Boa noite. Itur. Felipe Hinge, boa noite.
Ana Amaral. Luan, boa noite. Pedro, Zanarch. Zanarch ou Zanarch. Fernanda Viana, Letícia Salomão. Como se eu explico os tipos de graça? São os tipos de presença. Carolina Bessa, boa noite. Letícia Salomão, boa noite. Gabriel. Tassiane, boa noite. Fabiana. Rodrigo Salles, boa noite. Pessoal do Instagram é só entrar no link do story para vir aqui para o YouTube, beleza? Para a gente falar de ansiedade hoje.
Nuz para falar de alma. Não, eu nunca usei nuz para falar de alma não. Eu só uso nus para falar de intelecto e de espírito, que é a mesma coisa, inclusive. São ambos nus, tanto na tradição do grego do Novo Testamento quanto na Antiguidade, em Aristóteles. Ambos são nus em grego. Keila, boa noite. Gustavo. Fabiana, Pablo, boa noite. Qual é a verdade sobre os signos?
É bom ou ruim? Cara, os signos não prestam para nada, meu irmão. Olha só. Os signos são uma tentativa de domínio sobre o mundo do crítico. Como é que o crítico, aquele que conhece, tenta conhecer a verdade, fazendo juízos, domina o mundo? Conhecendo profundamente e sendo profundamente conhecido, não é isso? Os signos são só uma tentativa infeliz de se conhecer.
Usualmente com o grande erro do determinismo. Ah, eu sou assim mesmo, que eu nasci, eu sou de ares, com ar ascendente em touro. É uma tentativa de explicar. Às vezes a gente é uma bostinha assim, sabe? Aí falou, é melhor botar essa culpa no signo, né? Do que botar na minha sem vergonhice, né? Mas de onde que vem isso? Isso vem de uma tentativa num falso domínio de uma teologia. Porque para para pensar. É óbvio. É óbvio.
Não precisa fazer muito esforço. Para saber que dependendo da época do ano que a gente nasceu. certas coisas acontecem. A depender do lugar que a gente nasceu, certas coisas acontecem. A depender do nome que a gente escolheu, certas coisas começam a acontecer. Então, são as primeiras presenças que começam a moldar a nossa vida. Não é assim? Vocês acham que não tem diferença em uma pessoa que nasce no Polo Norte? por uma pessoa que nasce num lugar tropical, uma pessoa que nasce no Alasca e que vai passar metade do primeiro ano da vida do escuro, nasce na Finlândia e uma pessoa que nasce no Brasil.
Vocês acham que não tem uma interferência decisiva na vida dela, é isso? Eu um dia vou falar para vocês sobre a minha experiência de morar na África e o que acontecia lá depois que escurecia e como isso mudou a estrutura da minha vida. E eu vou contar isso pra vocês com calma. Hoje não vai ser um momento, não. Simão de Fortaleza. Fala, meu irmão, boa noite. Rony, professor, o que Nelson Rodrigues quis dizer com a frase, atrás de todo paladino da moral vive um canalha?
Isso foi um juízo que ele fez baseado na experiência dele de vida. De repente, as cinco pessoas mais moralizadas que ele conheceu, eram pessoas que falavam muito sobre moral e depois ele conheceu uma semvergonhense, sabe? Você vê, esse fenômeno do Nelson Rodrigues acontece na internet. Vocês não veem que quando cai um herói da internet, a gente não tem essa impressão do Nelson Rodrigues? Aí ele tomou esse café e expressou isso no mundo. Caramba, meu irmão, olha que coisa interessante. Acho que é a primeira vez na minha vida que acontece isso aqui.
Eu não sei nem o nome disso. A Sabrina aqui. Sei nem o que eu faço, Sabrina. Vou apertar esse coração aqui. Simão. Boa noite, meu irmão. Fernanda. Lidiane, boa noite. Jonatas Casimiro. Boa noite, Pequede. Aporta. Velame. Charuto. Sabrina Alcântara, boa noite. Rani Alma, boa noite. Alain. Tenho certeza que você não precisa... É porque eu fico o olho apertado, né?
Então, eu faço uns testes anuais daquelas letrinhas, sabe? Na distância lá de ler. O do ano passado tava 20 e 20. É que eu fico acostumado mesmo a ficar com o olho. É esperado que os pais diminuam o ritmo de trabalho após o nascimento dos filhos? Seria muito bom, né? Só que as pessoas só conseguem fazer isso se elas tiverem custo de vida baixo. Isso é uma fonte grande de ansiedade, que é o nosso tema de hoje. Não é isso? Caraca, olha que maneira. Eduardo, o grupo está bombando, professor.
Obrigado por tudo. Se eu tiver tempo sobrando... Calma aí. para me concentrar somente no terço. Há problema em optar por rezar enquanto faço outra atividade? Ou eu tenho um tempo reservado só para oração?" Então, se você tiver um tempo reservado só para o terço, acho que é legal, né? Aqui em casa a gente tem. Eu não rezo o terço na rua, não. Nem fazendo outras coisas. Eu rezo o terço com a minha família andando aqui pela sala. Um dia eu vou gravar pra vocês aí, vou mostrar.
É que eu não gosto, eu já falei pra vocês. Eu uso pouco o celular na frente das pessoas. Quem me conhece pessoalmente sabe que não me vê no celular. Eu sinto um pouco de vergonha de usar o celular perto das pessoas. Então eu acabo esquecendo, né? Você vê sempre que eu saio pra correr com as crianças e minha esposa pergunta assim, e aí, filmou? Fez alguma coisa? Tirou uma foto? Mas eu usualmente nem levo o celular. Por quê? Por causa da ansiedade. Um dia eu posso fazer isso.
O padre Diego está aí. Sua benção, padre. Um dia eu posso fazer isso, Samuel. Falar sobre militarismo. Tem muita bobeira por aí sobre militarismo. Vou falar duas aqui, antes de começar. Vou falar rápido para a gente não se estressar aqui e começar com tom elevado. Eu estou meio ferrado de garganta, vou de vez em quando parar aqui. A voz deve estar até diferente. O militarismo é uma boa medida de como a sociedade vai, porque o militarismo recebe as pessoas da sociedade.
Quando uma pessoa fala assim, o militarismo está muito melancia, professor, é um sinal da sociedade, vocês entendem? Onde é que a sociedade busca os seus jovens que vão ingressar na carreira militar? A vida militar tenta dar uma ajuda para os jovens. A vida militar tenta fazer o jovem arrumar a cama, acordar na hora, varrechão, pintar asfalto. Mas vocês ficam zoando os militares disso? Todo jovem de 18 anos devia fazer isso no seu trabalho. Eu sou engenheiro químico, eu sou engenheiro naval, eu sou engenheiro espacial.
Pois é, você deveria chegar no trabalho e deveria varrechão da empresa para a gente conhecer a tua força. Eu fazia isso nos meus quartéis como comandante, eu limpava a minha mesa. Eu já comandei quartel. Comandei um quartel com uns 180 a 200 homens, uma companhia de polícia. Eu conheço o padre João Jefferson. Eu, inclusive, fui na ordenação dele. Tá.
Vocês acham... Cara, bastante gente tem me pedido, não achei que vocês se incomodavam, se interessavam por esse tema do nome com a vocação, não? Isso é uma aula grande maneira e ela começa com Deus criando o mundo, né? Porque vocês nunca se perguntaram, não? Eu faço uma coisa aqui com meus filhos, que é uma espécie de personagem no palco quando eu os ensino a Bíblia. Então, a gente sempre tenta interpretar as coisas, né? Então, uma vez eu falei assim para o meu filho José, filho, cria um mundo aí, vai.
Aí ele falou assim, faça-se a luz. Aí eu perguntei assim para ele, como é que se fala isso em latim, filho? Aí ele falou, fiat lux. Aí ele perguntou assim para mim, olha essa pergunta do Zé, papai, Deus falou qual língua para criar um mundo? Uma puta de uma pergunta, né? Vocês sabem que a cabala do povo judeu existe por causa disso, né? Eles acreditam que Deus usou a língua hebraica pra criar o mundo, sabia? Geisel. Bom, vamos para ansiedade, senão eu gosto de ficar tentando...
Uma das coisas que eu mais gosto é essa interação e ficar respondendo perguntas. Vamos lá. Pessoal, respondam aí para mim. Na ordem. Na ordem que a gente vai pensar todos os assuntos da nossa vida. Todos eles. Todos. Essa semana eu estruturei as primeiras aulas lá de filosofia política da comunidade e de educação. Por onde é que eu vou começar? Qual é a palavra que a gente vai começar a pensar na vida sobre tudo? Qual é a primeira coisa que a gente usa? Presença, Rafaela.
Maravilha. Presença. E aí a segunda coisa que o Pedro falou aí, domínio. E depois a gente vai ver como a gente tem os diversos domínios, né? Então, primeiro a gente tá presente. Quando a gente tá presente, qual é a nossa vocação, a qual a gente não consegue fugir nunca? Dominar o mundo. Acho que eu não preciso sempre que a gente começar a falar desse assunto tentar mostrar pra vocês sobre isso. Depois de um tempo eu vou deixar vocês fazerem as perguntas próprias, aí tipo assim, aí a galera me pergunta, ansiedade, compulsão alimentar, tá?
Vocês podem ir perguntando daqui a pouco. Presença, domínio e as três pessoas, né? São as coisas que a gente primeiro tem que pensar no mundo. Por quê? Porque quando eu tô presente, eu tô sempre tentando dominar o mundo. Obviamente, Se eu estou presente aqui, com o personagem no palco, fazendo uma live, eu vou tentar exercer um domínio no presente. Eu preciso aqui, de maneira presente, exercer meu domínio, não é isso? Quando acabar a live, eu vou tentar exercer outro tipo de domínio. Eu vou olhar para o passado, a live acabou.
E aí? Aí eu recebo juízos de várias pessoas. Professor, Pô, a live precisa melhorar isso e isso. A live foi tal, não entendi tal coisa. Então a gente está olhando para a vida passada. Como é que a minha presença no passado? Como que a presença do crítico que avalia o passado? A presença dele se dá sobre uma terra chamada memória, não é isso? E como é que eu domino o futuro? Como é que eu domino o dia de amanhã? Que é a vida do roteirista. Eu domino o futuro fazendo um bom roteiro, né?
Como é que eu faço o melhor roteiro de amanhã? Eu pego todos os meus juízos de passado, todos os meus conhecimentos, todas as minhas experiências, e tento hierarquizar no que é o melhor. Então, a presença, o domínio e as três pessoas, nessa ordem, são o fundamento de início de todas as aulas de como eu faço tudo na minha vida. Então, por exemplo, educação infantil. Como eu falei agora aqui para vocês, como eu faço as coisas com as crianças. Eu tento fazê-las dominar sobre um assunto com as três pessoas.
Para isso, eu faço esse tipo de encenação. Eu faço uma leitura da Bíblia com meus filhos com as três pessoas. Como é que se dá isso? Eles fazem os juízos, eles fazem a leitura, depois eu peço para eles interpretarem a leitura no palco. Um dia eu vou explicar para vocês, eu vou praticar com vocês lá na comunidade, esse exercício hoje do Gênesis. Eu vou criar um mundo para vocês e vocês vão ver quais coisas são necessárias para criar um mundo. Eu vou fazer o exercício do Gênesis.
Vou sentar aqui e vou, como eu falei com meu filho, nós é vamos criar um mundo. Aí o que a gente faz? Eu crio uma pessoa primeiro? Não, não dá para criar uma pessoa primeiro, porque se as coisas forem em vácuo em volta dela, ela vai explodir. O vácuo vai sugar lá para fora. Não é assim o nosso mundo da física, né? Então eu preciso criar um universo infinito em expansão. Ele vai ser a fonte de referência no mundo para que eu possa criar uma formiga, uma pedra.
Dito isso, não vou ficar olhando muito aqui agora, senão a gente não vai desenvolver muito. Vamos desenvolver, daqui a pouco eu começo a olhar tudo aqui. Vocês podem falar entre vocês, daqui a pouco a gente fala entre nós também, eu entro na conversa. Se o pessoal do Instagram quiser vir para cá para ver as perguntas de o que está sendo falado, vai no link no story e migra para o YouTube. Vamos lá. Olha só. Eu tenho que dominar o mundo. O meu domínio, como é que ele é exercido?
Ele é exercido pelos objetos que podem ser captados e manipulados por cada capacidade minha. Exemplo. Vamos com calma. O meu olho, ele vê som? Ele tem experiência com o som? Não. O meu olho, ele tem experiência com o sabor do café? Não. O meu olho, ele tem experiência com o gosto da cebola? Não. Qual é a capacidade que meu olho tem?
olhar imagem. O meu olho, um órgão, ele tem uma vocação. A vocação dele é olhar coisas no mundo. Se a gente acordasse agora, e de repente a gente abrisse os olhos e os nossos olhos estivessem todos embaçados, ou então se explodisse na frente de vocês uma granada de luz e som, que é utilizada para uma tropa entrar num compartimento e alagá-lo e tomar o compartimento e salvar o refém, é lançada uma granada de luz e som para as pessoas que estão lá dentro perderem o domínio do olhar.
E aí eu não sei se isso já aconteceu com vocês, já aconteceu comigo, né? Porque na época lá das forças especiais do Comanf pra treinar fazendo isso, obviamente deixam a gente dentro de um compartimento pra lançar uma granada de luz e som pra gente ter uma experiênciazinha, né? Não é isso? E aí a gente fica extremamente angustiado. ansioso, agoniado, comprimido, apertado, angustos, do latim, né? A camisa angusta, que tá apertada e que comprime o ser humano. Por que que acontece isso, quando eu não consigo olhar de olho aberto?
porque o meu olho tem uma tara do olhar e o movimento dele de realização de vida do olhar é ver. E se ele perdeu o domínio, a capacidade dele de dominar o mundo com o que ele faz, ele começa a sofrer uma derrota da vida. Ele perde o domínio. A ansiedade é um tema muito importante porque ela é o sintoma causado pela perda de domínio de qualquer órgão humano. Então, eu dei um exemplo de um órgão visível para vocês sobre o olhar. Agora, eu vou falar para vocês sobre a perda de domínio dos nossos órgãos.
Quando eu falo órgão, no que eu estou pensando? Órgão é uma palavra grega que, traduzida para o latim, vira instrumentum, um instrumento, uma ferramenta. Tanto é que existe esse instrumento, órgão. Não existe? Sobretudo em mosteiros e igrejas antigas? Os escritos de Aristóteles, que são ferramentas iniciais para a vida humana, estão reunidos num compilado de livros chamados órgano. Então, eu tenho órgãos visíveis, tipo eu falei pra vocês o olho, e eu tenho órgãos invisíveis, tipo o intelecto ativo.
Que aqui, de uma maneira geral, eu compilo, colocando lá no passado e tudo na vida dele, quando eu vou lá no passado pra entender as coisas. Quando vocês estão Quando vocês estão sofrendo doença, dor e não entendem, vocês não têm um diagnóstico, ou seja, vocês não têm uma pessoa que beba o café que vocês estão tomando de dor e fale um juízo para vocês, fale assim ó, apendicite. Quando ela fala assim, apendicite e te dá uma solução, a angústia passa. Por quê?
Porque o crítico não tinha domínio. Ele conhece as coisas. Ele conhece as coisas. Então, se você não conhece as coisas, você perde o domínio. E aí o crítico começa a ser comprimido. Começa a se angustiar. A gente se angustia quando a gente não consegue ver. A gente se angustia quando a gente não consegue conhecer com o crítico. Ou, às vezes, a gente conhece. Às vezes falaram para a gente, você tem câncer e o seu câncer está com metástase. E o seu câncer está com metástase. Aí você tem um domínio com o crítico, você sabe o que é.
Só que o roteiro para quem tem câncer com metástase não é domínio. Inclusive, por que a nossa sociedade dá muito valor, por exemplo, para a medicina e para os médicos? Porque, supostamente, eles têm um certo domínio sobre a vida. Não é assim? Pelo menos pela parte fisiológica. Por que nos lugares que o ser humano funciona melhor, os sacerdotes exercem um prestígio maior do que as pessoas que podem curar o corpo e dominar as coisas do mundo? Porque os sacerdotes têm uma vitória sobre a morte, na confissão, não é isso?
Não são dos infernos. O diácono tem sobre o batismo, as pessoas. Na verdade, todas as pessoas podem batizar, em determinados casos. Esse não é o assunto aqui. Então, vocês percebem que quando a gente não sabe fazer uma coisa, no presente, quando a gente for derrotado no presente, você tem que fazer Alguma coisa no trabalho, você é novo, você é estagiário, você não domina. Um cara que começou a atender agora como psicólogo, ele precisa de supervisão porque ele está angustiado, porque os pacientes não voltam, porque ele está sendo derrotado, tem alguma técnica que ele não está realizando.
Vocês entendem? Então, ele começa a perder. É, daqui a pouco o Vitor já é meu aluno há mais tempo, ele já sabe que a palavra que eu uso na tática, para as pessoas entenderem isso absolutamente, é chamar a ansiedade e a angústia de compressão. Por que compressão? Porque se eu acordei e não estou conseguindo usar meu olhar para olhar, existe uma pressão natural da composição da natureza, da sobrevivência, Nesse ponto, Charles Darwin tinha razão, bastante razão.
A gente quer realmente sobreviver, o personagem no palco. Obviamente, ele não entendia nada do crítico e do roteirista, o Darwin, mas do personagem no palco, alguns juízos dele são juízos verdadeiros. A gente quer sobreviver o tempo todo, salvar a nossa vida. E aí, nessa tentativa do olhar a imagem, e a gente não conseguir fazer isso, por a gente não conseguir fazer isso, existe uma pressão para a gente realizar a vida. Não é assim? Se o cara não quer ir, ele tem que chegar até ali para ele vencer, para ele realizar, terminar a corrida.
Tu não sente vontade de apertá-lo? De dar um empurrãozinho nele? Por que você quer realizar uma pressão nele? Você quer comprimi-lo pra que ele realize o movimento. Entende? Vocês entendem isso que eu falei aqui? Então a gente não fica angustiado se a gente não tá entendendo, se a gente não consegue achar uma solução pro dia de amanhã, se a gente não consegue achar um roteiro, se eu não consigo fazer o macarrão. Entende? Compressão, compressão, compressão, compressão. Se vocês entenderem que isso se trata sempre da vocação humana, da vocação do olhar, da vocação do intelecto, da vocação do tato, da vocação do amor humano, da vocação do roteiro de uma vida humana, vocês vão perceber que esse é o fundamento de toda compressão, que a gente chama de ansiedade, angústia.
O exemplo da luz do ultravioleta e do infravermelho eu dou lá no curso das três pessoas. Uma determinada frequência onde o olhar humano exerce a vocação dele. A maior frequência que o olhar humano funciona é no violeta e a partir dali o ser humano não tem capacidade do olhar para ver, né? E no outro bordo, a capacidade do ser humano é o infravermelho. Então, ele funciona bem dentro daquela frequência de cores. Fora dali, ele não funciona.
Outros animais funcionam. Então, a gente tem essa capacidade de funcionar. dentro de certas pressões. Algumas pessoas têm isso mais dilatado, outras têm menos dilatado. Algumas pessoas conseguem funcionar. E aí vem uma coisa aqui que eu fiquei pensando antes de vir falar com vocês aqui, quando estava montando aqui o computador, se valia a pena eu falar e explicar, mas acho que não dá tempo nem se a gente ficasse aqui umas cinco horas. Os órgãos invisíveis, o nosso domínio sobre os órgãos invisíveis, eles têm uma mediação no mundo.
O olhar é facinho da gente entender. Se o olhar está funcionando, eu não estou angustiado. Mas se eu não estou enxergando nada, eu me angustio. Vocês entendem isso? Ou seja, eu perdi o domínio do olhar para o olhar dominar o mundo. Então, isso num órgão visível é mais fácil. Eu sempre uso essa tática de Santo Irineu de León, doutor da igreja. A gente entra no mundo invisível através das coisas visíveis. Entra no mundo imaterial através das coisas materiais. Entra no mundo metafísico através do mundo físico.
Aristóteles. Lógica tradicional, primeiro princípio, simples apreensão, apreensão sensível à vida do personagem no palco, depois a gente separa o conteúdo fático do conteúdo eidético. Eu estou aqui fazendo as gradações todas da coisa para pegar toda a gama de pessoas que aparecem e querem certo entendimento dessas coisas. Afinal de contas, não existe uma doença do crítico, que a gente chama de gnosticismo, que é o que vende muito curso na internet. É por isso que as pessoas falam sobre signo. Quando as pessoas, supostamente, têm um domínio sobre o mundo intelectual, que é a gnose grega, Quanto mais complexo e mais místico foi esse conhecimento intelectual, mais ele vale e mais ele é inacessível para vocês.
Ele é acessível só para mim. Vocês entendem? Isso é uma bobeira. Isso é uma bobeira do caraca. Nós não somos gnósticos. O nosso conhecimento mais complexo deveria ser que amor é o prato lavado no lava-louças, no secador de louças. Esse é o conhecimento mais complexo que a gente deveria ter. Mas a gente está tentando dominar o mundo dos signos. Nós que não conseguimos nem fazer travar uma dor de barriga. Mas, enfim. E aí, vocês não conseguem dominar o mundo com essas coisas?
Aí a gente fica angustiado. Então, dominar o mundo com essas coisas complexas, ela gera angústia em quem não consegue? E em quem supostamente consegue? Esse falso domínio? Porque é óbvio que não tem domínio do mundo sobre isso. Ele é realizado por um transtorno obsessivo compulsivo, mais especificamente uma obsessão. As pessoas acreditam obsessivamente que elas têm algum poder do mundo sobre isso, tá? Maravilha. Então, vejam bem. Olhem pra nossa vida hoje. A angústia, a ansiedade, ela é uma perda de domínio.
Se vocês olhassem uma vida assim de um africano, eu vou ensinar para vocês o macete prático disso. De vez em quando saiam na rua e sentem um tempo com um desses moradores de rua e percebam que a maioria deles vive uma vida relativamente tranquila. sem grandes angústias. Por quê? Porque eles conseguem encontrar um domínio sobre a vida. Por exemplo, os mendigos, o pessoal da rua de alguns lugares, aqui no Rio de Janeiro, eles são gordinhos, parrodinhos.
Por quê? Porque têm até excesso de comida. em alguns lugares, entende? Tanto é que vocês sabem que eu tenho bastante experiência com essa coisa de rua, né? Eu já tomei até porrada na rua, pô, indo oferecer macarrão com frango para um morador de rua e ele já tinha comido aloprado, entendeu? Aí, ele reclamou da comida e tal. Então, vocês veem, né? Tem gente dentro de casa que está com dois filhos. Às vezes, tem um carro de 150 mil reais, mas está preocupado de ter o terceiro filho, porque acha que a vida financeira não vai dar.
Aí ele está angustiado. Às vezes, o mendigo não se preocupa com isso, com a comida do dia de amanhã. Ele sabe que sempre vai ter gente para dar comida para ele. Então, no geral, o mendigo tem muito menos problemas. para perder o domínio. Vocês entendem isso que estou falando para vocês? Nós, relis mortais, entramos na internet achando que a gente sabe escovar o dente. Aí, você compra uma escova de dente pelo mercado livre, E aí o algoritmo começa a te mostrar coisa de dente, escova de dente.
Pessoas que vendem curso sobre como escovar o dente. E aí tu percebe que tu nunca escovou o dente bem na vida. Eu acho que não tá dando certo, não, esse negócio dos comentários, né? Eu não sei, depois eu vou pesquisar aqui se eu consigo desativar e depois ativar só na hora da gente ler pergunta.
Senão tem dois raciocínios juntos, né? Talvez não funcione muito, não. Deixa eu ver se eu consigo fazer alguma coisa aqui. Moderação, participantes, atividade de moderação, marcações. Depois eu vejo. É, não é fácil não, pô. Vocês estão botando o Motestão aqui do lado? É, é isso, Luiz. É exatamente isso, vocês estão entendendo mesmo.
Isso é uma perda de domínio, vocês entendem? Não, eu não tenho que botar vocês no mudo, vocês que têm que entender o contexto aqui. Bom, vamos lá.
E é isso, né? É isso aqui. Aqui está um exemplo prático, vocês entendem? É isso que eu explico lá na live que está no Instagram sobre TDAH, né? A gente está tentando ouvir uma live e conversar e tirar dúvida e ensinar. Tem como não estar sobre uma estrutura de TDAH no mundo e se angustiar assim, vocês entendem? Vocês percebem que isso não é assim na vida real? A gente entra na internet e a gente é convencido de que a gente não sabe nem mais escovar o dente.
A gente entra na internet, aí a gente é convencido que a gente não sabe nada. Então, a estrutura de vida que a gente está montado hoje em dia é extremamente angustiante por causa disso. A gente não tem domínio sobre segurança, a gente não tem domínio sobre nossa casa. As pessoas ensinam para a gente que a gente tem que ser sinistro para caraca. Só que, no geral, a vida humana não é para isso. Não é para a gente ser sinistro para caraca no sentido de fazer coisas alopradas no mundo.
mas as pessoas entram na internet e começam a amaldiçoar a própria vida, vocês sabem que essa nossa vocação de dominar é uma vocação extremamente interessante. Porque, ao mesmo tempo que a gente tem a vocação de dominar as coisas, e fazê-las durar, as coisas que a gente ama, as coisas mais importantes, fazê-las durar. A gente tem nossos limites reais de domínio. A gente tem...
Você vê, as pessoas que são... No outro dia, eu estava lendo a história de um grande corredor africano que tinha o potencial para fazer uma maratona 42 quilômetros abaixo de duas horas, né? Foi feito, mas foi feito recentemente de maneira toda preparada, né? E fora de uma prova valendo mesmo. O circuito foi todo preparado para isso. Como você vê, um cara sinistro pra caramba fisicamente, né? E aí sofreu um acidente de carro e morreu. Esse somos nós. Esse é o nosso domínio sinistro pra caraca que nós temos, vocês entendem?
Um domínio de estar aqui fazendo uma live e sofrer uma pontada aqui na lateral da barriga e sair daqui correndo com dor de barriga. Esse é o nosso domínio. Então vocês veem, né? As pessoas hoje... Elas vêm ser tratadas sobre ansiedade? E a ansiedade, preste atenção nisso que eu vou falar para vocês, a ansiedade ela é muito simples de ser tratada, não é fácil, porque as pessoas são viciadas em certas coisas, elas não tem mais liberdade para tomar o remédio que vai curá-las, porque o remédio tem um gosto ruim e elas cospem.
Mas a solução é muito fácil. Se você pega uma pessoa e explica para ela sobre a presença e o domínio, aí você fala para ela assim, faz um mapa então do seu dia e me conta quais são os principais momentos das grandes ansiedades. E aí ela vai achar o quê na estrutura da personalidade? Ela vai achar aquela bola do meio, né? Ela vai falar assim para você, dinheiro, meu casamento é um inferno. Daqui a pouco eu vou abrir para perguntas e vocês vão ver o nome dessas bolas do meio.
São as que estavam na caixinha que eu abri antes de ontem. Problema financeiro. Eu quero ser aberto à vida, mas não consigo. Você vê, tem gente que se angustia até com coisa boa. sabe que eu trato gente que aparece na terapia porque se sente profundamente angustiado de não ir na missa diariamente. Professor, mas a minha estrutura de vida e eu preciso do dinheiro e não sei o que lá e tal, aí eu fico sentado olhando assim e eu falei, caramba, nós somos muito sinistro mesmo. Nós criamos um mundo indomável, um mundo destrutivo.
Vocês sabem que tem uma história famosa de quartel, que é o motivo pelo qual nos faz cobrar e fazer a cama bem feita. Vocês sabem por que nos cursos de quartel a gente cobra umas coisas bem ridiculonas? Você vai ter que fazer sua cama muito bem feita. A gente faz isso porque Se o cara falhar o dia inteiro, ele chega no final do dia e olha a cama dele bem feita assim, aí ele pensa assim, cara, eu posso não saber fazer nada na vida, mas pelo menos uma cama bem feita eu sei fazer.
Essa semana saiu uma reportagem falando um pouco sobre isso. As crianças que aprendem a fazer os serviços de dentro de casa se tornam adultos que têm menos transtornos de ansiedade, têm menos TAG, têm menos crise de pânico. Por quê? O que é TAG? O que é crise de pânico? É uma derrota da vida. O que é crise de pânico se não uma bola de derrotas condensada? Aquelas bolas do meio todas reunidas. O casamento não está dominado. A vida financeira não está dominada. A criação do filho é sem autoridade, não está dominada.
O meu sono está ruim. Estou sentindo dor no ouvido. Aí aparece a crise de pânico. É óbvio. Você vive diante de um monstro. Como é que isso é muito bem ensinado e como é que a gente é exaustivo na capacidade de ansiedade do ser humano? A gente tem que passar por todos os órgãos visíveis e ver se tem alguma ansiedade deles, ou seja, tem alguma coisa física que devia estar funcionando e não está funcionando? E aí depois a gente vai para os órgãos invisíveis. Esses órgãos invisíveis Eles são uma tragédia.
Primeiro que vocês vão com essas doenças, tratar no médico. E o médico, coitado, ele tem zero formação sobre isso. Porque como é que a gente tem acesso ao mundo invisível? A gente só tem acesso ao mundo invisível pelo espírito. Que a gente chama, para os que têm ranço de religião, muda o nome. para os que gostam de filosofia, o intelecto ativo, o nus poeticus. Para quem tem ranço de religião e filosofia, a gente só entra no mundo invisível através da palavra. Então, para a gente conhecer todas as capacidades de ansiedade, de derrota no mundo invisível, de angústia no mundo invisível, de compressão.
É tudo a mesma coisa, tá, pessoal? Eu só estou falando para ser exaustivo nos nomes. Vocês têm que conhecer os fundamentos da palavra. E quais são os fundamentos da palavra para entrar no mundo dos órgãos invisíveis? são as classes gramaticais da língua, que são as categorias de vida do ser humano. Substância expressa por substantivo, qualidades expressa por adjetivos, Tempo, espaço, expresso por adverbios.
Ações e reações expressas pelos verbos. Esse é o mundo imaterial, o mundo da palavra. Então, eu vou dar dois exemplos para vocês aqui de cura da perda de domínio sobre o mundo imaterial. E vocês vão olhar a nossa vida. Eu vou fazer exemplos concretos para vocês aqui. Essa é a vida de vocês. Eu sou casado. Vou dar meu exemplo. Tenho seis filhos e eu quero, na hora do almoço, dentro da minha casa, com seis filhos e a minha esposa, almoçar, descansar e estudar uma hora.
Vocês acham que dá para cumprir esse roteiro em uma hora de almoço? Uma hora de almoço. Dá para eu ter domínio sobre o tempo? Uma categoria, né? Uma das categorias da vida, o tempo. Eu consigo vencer o tempo? Vou dar um exemplo mais concreto para vocês da angústia aparecendo no meu peito. Nessa uma hora, meu filho se machuca. Só que eu planejei naquele tempo, o meu domínio exercido sobre aquele tempinho ali, era estudar.
E aí, eu estou sendo comprimido pelo tempo. Quer que eu dê um exemplo de espaço para vocês? o teu sonho de uma casa gigantesca. Que foi o que aconteceu comigo, já falei isso para vocês. Eu, quando fui morar na África, eu fui morar numa casa funcional. Foi a primeira vez na minha vida que eu não escolhi a casa. E aí a casa tinha um quintal imenso. E como aqui em casa a gente nunca teve empregado para fazer nada, eu olhei para aquele quintal e me angustiei, porque aquele espaço me derrotou.
Eu não tinha capacidade para aquele espaço. Vou mudar a categoria. A categoria expressa pela palavra verbo. Eu anoto essas coisas nos pacientes. O meu paciente, quando ele vai falar angústia, ele fala bola do meio. Aí eu escrevo lá o tempo da bola do meio, o espaço da bola do meio. Aí ele vai falar uma ação. Por exemplo, casamento. Quando eu chego em casa, é uma angústia, um inferno. Fico ansiosa porque o meu marido fica no sofá e não sei o que lá. Eu escrevo bola do meio.
angústia, uma derrota sobre a vida, perdeu o domínio. Aí boto as categorias lá do mundo imaterial e as categorias do mundo material, entende? Todos os órgãos. Para que estudar português? Vocês veem? O pessoal fala para que isso? Vocês veem, não é? Toda a capacidade de ação verbal do ser humano só pode acontecer nas três pessoas. Então, a gente tem três capacidades verbais, três tempos, presente, passado e futuro. E aí eu posso falar do tempo a partir da pessoa que realiza a ação e a partir de possibilidades, por exemplo.
E aí tem os modos verbais, indicativo, subjuntivo do sujeito. Isso é gramática. Pelo menos é assim que eu ensino para os meus filhos gramática com o personagem no palco. Vocês entendem que a gramática só é ensinada no colégio através do crítico. de ficar decorando coisas e fazendo juízos, né? Decora as classes gramaticais. Aí eu falei, não, pô, eu faço teatro com meus filhos. Eu pego no palco e mostro pra eles. No outro dia eu tava ensinando pra eles o adjetivo, aquilo que sai do objeto, adjeto, e que não existe sem o objeto, que é contingente, não necessário.
Aí eu perguntei assim pra eles, Vocês já viram o amarelo correndo por aí? Aí eles ficavam rindo para caraca. Vocês já viram um vermelho passando por aí? Oi vermelho, estou aqui, eu sou o vermelho. Não existe, eles precisam de um substantivo. Isso é filosofia que eu estou falando para vocês, isso é o trivial, isso é a subida do personagem no palco que vai subir para a vida do crítico através da palavra, que é o espírito, que é o intelecto ativo. É tudo a mesma coisa. E ele só sobe mediado pela palavra que só existe sobre classes gramaticais.
As classes gramaticais são as palavras. Não é isso? Então vocês veem, né? A gente não tem mais noção, como a gente não tem passado, a gente não tem mais noção de nada disso. E aí como é que o intelecto ativo fala com o intelecto passivo? Como é que o crítico fala com o roteirista? Através de uma outra capacidade chamada lógica. E aí como é que o roteirista fala lá embaixo com o personagem no palco para ele realizar no mundo? Através de que matéria existe a possibilidade do amanhã e a probabilidade do amanhã dar certo?
Como é que eu consigo me convencer de que é melhor viver a castidade? Existe uma ciência que é a própria ciência do conhecimento e da persuasão e que o objeto dela está realizado quando ela convence. Se chama retórica, não é isso? Então nós temos o trívio, o caminho do personagem para o crítico através da gramática, o caminho do crítico para o roteirista através da lógica e o caminho do roteirista para o personagem através da retórica. Essa era a educação até o outro dia. Quem foi educado no século XIX sabia disso.
Até a gente se afundar no capitalismo. Quando eu falar isso, não acham que eu sou socialista, pelo amor de Deus. O socialismo é uma comorbidade, é uma doença da doença. Ele é uma doença do capitalismo, que é uma doença. Vocês já viram quando uma doença gera outra doença, que a gente chama de comorbidade? Não é difícil, não, da gente vencer crise de pânico, ansiedade. Não é difícil, não, de verdade. A dificuldade era entender como é que funcionava. é olhar para uma pessoa, olhar para a vida dela, saber fazer o mapa das presenças, de onde ela vive, quais são as lutas dela e onde ela está sendo derrotada.
E aí vamos lá. Bom, a cura da ansiedade, então, já que ela é um problema de falta de domínio, Eu ia falar junto sobre compressão e descompressão, ou ansiedade e depressão. Mas vou falar separado, para a gente não misturar as bolas. Depois eu volto lá de novo, da presença e do domínio, e vou seguir o caminho da descompressão, para vocês olharem e perceberem como que descomprime. Agora eu estou falando como que comprime. comprime quando a gente perde o domínio. Então, quando vocês olham para a vida de vocês...
Caraca, há dez horas, meu irmão, como é que passa rápido isso aqui? Quando vocês olham para a angústia de vocês, quando eu olho para a angústia das pessoas, eu fico me perguntando assim, De onde essa pessoa tirou que ela tem que dominar isso? É por isso que eu fico dando esporro aqui na internet com essas merdinhas que vocês querem dominar e fazer. Eu botei meu filho no alemão. Aí seu filho tá lá no alemão. Aí daqui a alguns anos, o seu filho sabe alemão.
mas ele não sabe sentar numa mesa, lavar um prato, arrumar uma cama, vocês entendem? Mas ele sabe alemão. Então, quando o problema da vida dele for encontrar com um alemão, naquele momento ele não vai ficar angustiado, porque ele sabe alemão. Só que todas as outras coisas do dia dele dentro de casa, vocês veem, o nego não tem domínio nenhum hoje dentro de casa, vocês veem a quantidade de empregado que o nego tem? O que é essa quantidade de empregado que nego tem? É falta de domínio sobre tempo, sobre espaço.
Existe uma coisa em geopolítica, um estudo em geopolítica, que se chama espaço vital. Ele é muito famoso por causa do estudo do expansionismo, que leva os estados a se expandirem quando as pessoas estudam colonialismo, imperialismo, que é a geopolítica. O espaço vital é o espaço mínimo necessário para uma vida. Só que, no caso da geopolítica, é o espaço mínimo para um Estado se autossuficiente, autônomo, que é uma das categorias da soberania do Estado. Na vida humana, o espaço vital é um espaço mínimo e máximo.
É um MMC e um MDC. Ele é o mínimo múltiplo comum, mas ele também é o máximo divisor comum. Ou seja, ele é como o infravermelho e ultravioleta do olhar. Acima do ultravioleta, eu não enxergo. Aliás, acima do violeta é o ultravioleta, eu não enxergo. Abaixo do vermelho, da frequência, estou falando de frequência de luz, né? Abaixo do vermelho, o infravermelho, eu não enxergo. Então, existe um espaço vital para o ser humano. Se você tem uma casa e ela tem um tamanho que você não domina e você tem que botar uma outra pessoa dentro da sua casa para dominar e quando ela falta, a sua vida é um inferno, você está criando a sua ansiedade, a sua angústia.
Vocês entendem isso? Me fala de coração se é muito difícil de vocês entenderem isso. Se vocês fazem uma rotina que o tempo de vocês é um inferno. Vocês querem estudar cinco horas sendo casado, tendo filho, aí a autoridade do filho desanda, aí vocês botam o filho em um monte de curso, aí ele não tem autoridade e nem ouve vocês, tá cagando e andando pra vocês. Vocês conseguem... É difícil, assim, de compreender mesmo de verdade um pouco sobre essa questão de caramba. Quais são as cinco ou seis coisas que eu tenho que dominar na vida?
Para que que vocês querem uma casa imensa? Para que, pô? Vocês não tem nem ideia como é que se calcula o tamanho de casa para uma vida humana, para uma quantidade de pessoas dentro de uma vida. Vocês sabem calcular de ar-condicionado, não é assim? Quantos de BTU tem que ter um ar condicionado numa sala de 30 metros cúbicos? E vocês sabem qual é o tamanho, qual é a metragem cúbica de um espaço que uma vida humana funciona bem? Não, vocês querem uma casa de três andares com quintal e piscina.
Não, eu sei que é dificuldade a saber definir. Vocês nem sabem sobre isso que eu tô falando e eu sei que vocês não sabem, pô. Ó, hoje com o chat GPT é muito fácil o estudo. Eu tinha um trabalho do caraca pra estudar. Eu ficava entrando nesses sites. das maiores universidades do mundo de psiquiatria, de filosofia, de psicologia, para pegar os estudos sobre esses assuntos. Eu pegava os estudos dos maiores teóricos do mundo sobre isso. Ficava lendo o DSM, o CID. Eu falei assim, caraca, meu irmão, o nego só fala de sintoma.
O nego só fala de sintoma e de tentativa de cura, tá ligado? Por que? Porque é óbvio que nem a explicação nem o remédio disso estão no mundo da biologia, nem da bioquímica, nem na neurociência. Isso tudo que eu estou falando para vocês é o mundo do espírito, o mundo dos órgãos e materiais. Só que a gente deixou todas essas ciências do século XIX para cá Porque o que a gente precisa é para uma empresa ganhar dinheiro. Esse é o nosso mundo atual. E nós nunca estivemos tão bem materialmente, não é isso?
E tão doentes. Bom, vou parar por aqui, dar um tempo para vocês. Na comunidade, A gente fala categoria por categoria, como é que gera compressão em cada categoria e como é que descomprime. Depois eu faço uma live aqui sobre depressão para introduzir e depois ensino a depressão em cada categoria dentro da vida de cada uma das três pessoas e como é que comprime a descompressão. O remédio da ansiedade. da angústia, da compressão. É uma descompressão. O remédio da depressão, da sídia, da tibieza, da tristeza, da preguiça, que são todos níveis de depressão, é uma compressão.
Agora, já para vocês entenderem, para eu acabar aqui a minha parte antes de responder perguntas. Eu não estou aqui para oferecer para vocês uma vida sem angústia? A apatia é um grau de depressão da energia vital entre cada uma das três pessoas. Eu vou falar sobre isso na live da depressão. A apatia é uma depressão, é uma falta de patos, uma ausência de um movimento. Se você tentar dominar o mundo com o olhar, e seu olho está embaçado, você está ficando cego, você vai ficar angustiada, você vai exercer uma pressão, uma pressão, você vai pegar uma mola e você vai exercer uma pressão, você vai distender a mola, você vai tentar fazer funcionar, meu Deus, eu quero olhar, eu quero olhar, eu quero olhar, eu quero olhar, a gente vai fazer pressão, eu quero olhar, eu preciso olhar, meu Deus, uma angústia profunda, meu olho não está funcionando, eu preciso olhar.
Depois que você perceber que você não vai olhar, que a mola foi dilatada, rompida, você vai começar a sentir o cheiro da ausência de movimento. Porque você mesmo vai parar de pressionar. Você vai sentar no chão, abaixar seu ombro e chorar. E aí você vai começar a conhecer o fenômeno da descompressão. É por isso que os transtornos de personalidade emocionais quais sejam borderline bipolar, provam dos dois movimentos juntos. A hipertemia no bipolar não vem em seguida do tempo de depressão.
Mas isso é para aula da depressão. Vamos parar aqui pela falta de domínio da vida. nessas 50 coisas aí que vocês querem dominar e ser sinistro pra caraca, vocês entendem? Vocês lembram quando eu falei pra vocês da minha rotina de segunda a segunda a partir das 17 horas, lembram? Na última live. Eu só consigo dominar esse mundinho só, pô. Tem gente que me manda mensagem querendo que eu vá pelo mundo e o pessoal me convida, né? Nego quer traduzir meu livro para tudo quanto é língua.
Nego quer que eu vá pelo mundo. Porra, só que Deus tem me dado uma porrada de filho. Então, acreditem, a minha vocação é muito mais ensinar essas coisas todas para os meus filhos aqui dentro de casa do que ir pelo mundo. Vocês entendem? Vocês viram o nosso senhor pegando apóstolo, pai? Viram? Ele pegou algum apóstolo pai para sair por aí pregando o evangelho e falando as coisas para as pessoas? Vocês viram ele fazer isso? Olha o Edson falando aí. Caraca, eu estou caminhando para a depressão.
Vamos lá. Deixa eu só aqui falar a última coisa. Então vamos lá, vou terminar o último raciocínio. Bom, nós não vamos viver uma vida sem ansiedade e sem depressão, porque nós vamos enfrentar muitas coisas que a gente não domina e que a gente não tem solução, ou seja, que a gente, teoricamente, iria se deprimir profundamente, porque o olho tentou olhar de todas as maneiras e não conseguiu. Mas isso só acontece porque vocês estão tentando dominar o mundo sozinhos.
Essa semana eu atendi uma mulher que falou assim para mim. Professor, Eu estou grávida do meu terceiro filho e eu estou profundamente angustiada. Aí eu... Pode falar. Aí ela falou assim... Eu tenho medo do meu marido me largar. Olha que pergunta legal da Mari Pinhal. Diego, por que Jesus escolheu Pedro, que era casado? Qual foi a vocação de Pedro e da mulher dele?
Como é que ambos terminaram a vida? Vocês sabem? Como é que São Pedro e a esposa dele terminaram a vida? Como é que eles morreram? Vou responder para a gente ganhar tempo. Mártires, Mário e Pinhal, os dois entregaram a vida pela Igreja Católica. A Igreja Católica foi construída sobre um homem casado, um homem crucificado e virgem, crucificado de cabeça para cima, o Deus Todo-Poderoso, e um homem crucificado de cabeça para baixo, casado e sem filhos biológicos, mas pais da igreja.
Perderam um filho, você viu The Chosen, né? A gente sabe da esposa dele, é que ela morreu mártir. Então vejam, olha que vocação bonita das pessoas que não recebem filhos biológicos de Deus. Deus escolheu um homem que muito provavelmente o casamento dele com a esposa dele foi estéreo e construiu a igreja sobre um casamento, sobre um matrimônio estéreo. As pessoas estéreis sofrem uma angústia profunda.
Não, Igor, não é isso não, cara. O crítico é que você está misturando duas coisas aí que não dá tempo para explicar agora, não. Era bom nem botar a consciência nesse assunto ainda. Porque a consciência, a gente só deveria tocar no assunto da consciência depois de saber bem como funciona as três pessoas, porque a consciência é a unidade das três pessoas. Professor, como organizar nossa vida para não procrastinar? Como ter uma unidade? A primeira coisa que vocês têm que fazer...
O que é procrastinar? Cras é uma palavra latina que quer dizer amanhã. depois daqui a pouco o procrastinar não é isso não tem lá eu não já falei eu já falei isso para vocês né eu nasci no dia de santo expedito dia 19 de abril santo expedito ele finca uma lança num corvo saindo cras da boca dele e e na lança está escrito ódio hoje Agora. É hoje mesmo, né?
Em latim, a gente tem a palavra hoje pra hoje e nunca. Nunca. N-U-N-C. Pra agora, né? Como na Ave Maria, nunc et ignora mortis nostre. Agora e na hora de nossa morte. O procrastinar é deixar pra depois o que deveria ser feito agora, não é isso? Caraca, é muito difícil, meu irmão, ir falando as coisas que vocês falam no Pacaraca aqui. Mas vou me acostumar. Tô sem domínio sobre isso. Eu já falei um pouco sobre isso pra vocês, né?
Hoje a galera tá tão viciada em excesso de presenças, em se mimar e tão frágil que a pessoa decide malhar Decide melhorar fisicamente. Vamos botar de maneira mais simples. E aí tem aqui, o que você quer melhorar fisicamente? A tua parte aeróbica. Eu faço aqui 15 minutos sem parar aeróbico e saio destruído fazendo 15 minutos aeróbico aqui na minha sala parado no mesmo lugar. Você quer malhar peito, peitoral? Vai aí no chão, deita aí no chão e começa a fazer séries de flexões, 10 flexões, 12 flexões, flexão desde triângulo, ou então fechado assim, mão espalmada, e vai abrindo para trabalhar todo o peitoral.
Mas não, pô. Quando vocês decidem malhar, sabe para onde vocês vão? Vocês vão para o shopping comprar roupa, comprar meia candle de braço, que eu não sei o nome daquela parada, tá ligado? para a circulação do braço melhorar. Ou seja, o nego está viciado em se mimar. Então, malhar e ter uma vida física saudável, que é uma parada extremamente simples de dominar e vencer, virou um monstro. Por que você não corre? Porque eu não tenho tênis. Por que você não faz ginástica? Porque eu estou sem dinheiro para ir para a academia.
E aí vocês ficam angustiados. Vocês preferem ficar sem preparo físico, gordão, cansado. Porque não dá para ir na academia. Eu já falei para vocês de todos os malefícios de ir para a academia para ter isso, inclusive, não é isso? Porra, vocês precisam de mais dinheiro. Na academia tem um monte de merda. Nego lá tem a sexualidade toda desregrada, está ligado? Tu perde mó tempão. Tu perde tempo de convívio com as famílias, com os teus filhos. Já falei de todos os malefícios e toda a bisolentação que são ir para a academia.
e fazer exercício e ter um corpo decente é tão fácil, né? Dá pra fazer parada no mesmo lugar. Mas o problema de vocês não é esse, pô. O problema de vocês é que vocês estão viciados em conforto. Vocês já perceberam isso, né? Viciado em conforto, em baixaria, em putaria. Você entende? Esse é o nosso vício, pô. É por isso que a gente tá sempre angustiado. A gente tá criando um monte de problema em coisas extremamente simples. Vocês sabem que eu morei num país de 200 mil habitantes, onde tinha incrível quantidade de zero psicólogos e terapeutas em São Tomé e Príncipe.
Zero. Para falar que não tinha zero, tinham mandado três para se formar em psicologia aqui no Brasil e em Portugal, mas que iam chegar lá em São Tomé. É aqui, que maravilha, o Manuel falando. Daí que vem as neuroses sexuais também. Foi criada várias ideias mirabolantes para serem dominadas. Mas é óbvio. Tudo que o pessoal vê na internet, de pornografia, dessas coisas todas, isso não tem nada a ver com ato sexual. Não tem nada a ver. Ato sexual não é pra visão, né?
Não é verdade? Ato sexual é um ato pra ser preponderantemente pro órgão visão, mas na pornografia é. Estranho, né? A pornografia falando em níveis... Vou trazer do invisível para o visível. A pornografia é tipo ficar enfiando comida na orelha. Você usa um órgão que não tem nada a ver com o órgão próprio, do que deveria ser um ato sexual para realizá-lo. Não, na comunidade ainda não tem isso não, mas tem alguma live que eu falo sobre isso aí, sobre jejum.
Eu acho engraçado umas palavras que vocês usam, sabe? Conexão com Deus. Vocês sabem que tem uma palavra que significa conexão com Deus, sabe? no latim chama religare falei com sotaque italiano religare religare religar religião conexão com Deus Não, Sabrina, seja bem-vinda, pô.
Eu tô brincando com vocês aqui. É que, nego, às vezes me acha só que eu sou só um... um troglodita aqui que fica dando esforro pela internet. Então, ó, fala sobre ansiedade e compulsão alimentar. Eu posso até falar, o Rosivania, mas eu preciso que você entre agora lá no Instagram O nego do Instagram vai ficar pirado comigo agora, porque tem 110 pessoas no Instagram que eu pedi para vir para o YouTube. Aí eu estou falando para a Silvânia, que está no YouTube, para ir lá no Instagram para ver uma live que tem lá chamada TOC, Transtorno Obsessivo Compulsivo.
A compulsão alimentar, que é a parte compulsiva do TOC, que obviamente tem uma obsessão, que se for preponderantemente compulsão alimentar, aí a obsessão alimentar é um pouquinho mais reduzida, né? A obsessão alimentar é a gula. A compulsão alimentar é o ato da gula no mundo real, né? É a comida, comida. Legal, né? Comida, comida. Vai na live do TOC, entende o que está lá, depois volta aqui para essa live aqui. Vai na do TOC. Agora que já ouviu falar um pouquinho do domínio, vê umas lives aí para aprender sobre o domínio, a vocação humana de dominar o mundo.
Vai lá no TOC para entender um domínio torto que a gente realiza e você vai começar a entender quando que te dá compulsão alimentar. Qual é a ligação dela com a ansiedade? A compulsão alimentar é um falso domínio sobre o mundo, um domínio baixo, um domínio mesquinho. Tentar dominar o mundo com o personagem no palco só, com os prazeres. Ou seja, ela é uma comorbidade junto com a ansiedade. Por quê? Porque se eu perdi o domínio e vou exercer um falso domínio sobre o mundo, a transição entre a minha perda de domínio e a realização do falso domínio, que é a compulsão alimentar, é transpassada por uma ansiedade.
Entenderam isso ou não? Quando eu não dou exemplo, às vezes é difícil, né? Às vezes faz o maior sentido aqui na minha cabeça. E para vocês é quase que um xingamento, né? O professor volta no caso da mulher dos três filhos. Essa mulher tinha medo de ser largada pelo marido. Eu falei para ela ir procurar uma comunidade. Eu falei para ela assim, se o seu marido te largar, você tem jeito de viver? Preste atenção. Antigamente, que nego levava um casamento até ao fim, custe o que custar, uma mulher teria essa falta de domínio de ser largada pelo marido?
Não, né? Mas hoje em dia geral larga, então o casamento virou um local de angústia, de falta de domínio, né? Porque as pessoas vão lá e prometem só de brincadeira, de sacanagem aquilo lá, de fidelidade até a morte, criar, ser aberta à vida e criar os filhos na fé católica. Se aquilo fosse uma promessa real, essa mulher não ia passar por essa angústia, vocês entendem? Ela não tem domínio porque ela sabe que o marido dela não tem palavra. Mas vamos supor que ele, beleza, ele não tem palavra e largou ela.
Se ela tiver uma comunidade que vá acolhê-la, ela vai ter medo disso? Valéria, e se o marido for professor de musculação? Sabe o que ele tinha que fazer, Valéria? Se ele não tiver tendência homossexual, ele deveria ser professor só de homem.
Aí a gente chega na pergunta de sempre. Mas e aí, como é que ele vai ganhar dinheiro para sustentar a família? Que puta sociedade que a gente construiu, hein? Que a gente sempre chega no dinheiro, né? Que maravilha de sociedade que a gente construiu. Renan está falando que a live do caminho de perfeição do Instagram fala sobre isso. Professor, eu ficava paralisado pensando em um milhão de coisas para fazer. Botei as coisas no papel e me deparei como os meus deveres reais são simples e poucos.
A gente está meio maluco mesmo. Que maravilha, cara. Que bom, Antony. Caraca, dei um salto aqui e me perdi. Valério, boa ideia. Estava lendo sobre isso no seu livro, professor. O psicólogo que ama o dinheiro. Irmão, uma das piores tragédias do psicólogo. é depender financeiramente da psicologia e de ter paciente.
É de qualquer pessoa que trabalha com paciente. Vocês têm acompanhado os escândalos da medicina. Eu conheço muitos escândalos. Mais da metade dos meus pacientes hoje em dia são médicos. Mas isso em todo lugar. Todo lugar está meio depravado e corrompido com essa coisa toda da sociedade, a carga está toda em cima do dinheiro. Pior que o pessoal acha que era assim desde o início do mundo. Sabrina, quando o pai da minha filha me largou, Quem me acolheu foi a comunidade católica, que eu tinha acabado de receber o diagnóstico dela de autismo.
Nem sabia como lidar, mas Deus é sempre bom. Que coisa boa, não é, Sabrina? Com uma comunidade, nós somos invencíveis. Mas as pessoas hoje querem ser autossuficientes. Boas zonas. Ou então vão para uma comunidade para ficar querendo ser melhor que os outros, maior do que os outros. Um dia vocês podiam fazer um exercício que é o seguinte. Para um ato humano, pega um ato simples, tipo assim, o cara que senta aqui e se acha o Pika to Fly para fazer uma live.
Vocês imaginam de quantas pessoas a gente precisou do amor, de quantas pessoas que eu preciso para estar aqui sentado fazendo uma live? De fazer roupa, de cortar cabelo, de ter estudado para caraca para fazer computador, estudado ótica para caraca, eletromagnetismo. robótica, informática, linguagem de programação. E o cara se anda aqui e ele se acha o pica-de-fly, o autossuficiente. Irmão, quem vive assim vai viver num mundo de angústia. Pior que as pessoas querem ser assim. Elas querem ser assim. É só você olhar como as pessoas falam de si.
Eu sou o fundador. Eu sou o maior usador de camisa preta de gola do Brasil. Eu sou o maior tomador de água da internet em caneca de chumbo. Isso gera uma angústia profunda. O Rony está falando aí. O resultado disso é claro. A formação de uma geração mimada, fraca, cheia de vícios, sem referências e que é de escrava de suas paixões.
Rony, essa aí é a minha geração, pô. Com 38 anos. Essa não é a geração mais nova aí não, cara. Essa aí dos adolescentes, não. Essa geração dos adolescentes a gente vai conhecer daqui a alguns anos. Daqui a alguns anos a gente vai conhecer os adultos com 30 e poucos anos que foram completamente criados pelo celular. Porque a minha geração não foi. Ou vocês acham que os pais da minha geração não são mimados, egoístas pra caraca, fracos, da minha geração?
Eu já falei um pouco pra vocês sobre essa coisa de geração. A geração dos nossos pais, dos pais da minha idade, que tem 60, 70 anos, estavam completamente perdidas já. A geração dos meus avós foi a geração das revoluções. foram meus avós que tomaram os primeiros anticoncepcionais, foram os meus avós que passaram pela revolução sexual como adulto, na década de 60, esses foram meus avós. Quando falamos que está na merda, não é a humanidade não.
Eu acho engraçado o nego querendo ajudar a África, tá ligado? O nego quer ajudar a África com dinheiro, meu irmão. Olha o jeito que a gente quer ajudar a África. Lá tem mendigo com 10 filhos, meu irmão. Vocês querem ajudar a África com dinheiro. Vocês estão de sacanagem. Se vocês forem na África, o nego vai curar vocês com vida humana. ou então no mundo árabe. Quando eu morei lá no Líbano em 2013, 2014, eu visitava a casa de alguns árabes. Eu percebi que eu nunca tinha visto o que é tradição familiar na minha vida.
Cada objeto lá tinha umas dez gerações. Aqui, meu irmão, no Brasil, a gente tem essas merdas aí de casa. de como é que faz casa gourmet, caramba. Aí a gente entra na casa dos nossos avós e vê aquelas paradas tudo velhona, tá ligado? Vocês já viram que os avós, eles fazem questão de não mudar as paradas, ficam com elas velhona, né? Aí a gente quer logo mudar a casa dos velha guarda, sendo que é tudo parada. da vida humana, só que a gente quer gourmetizar as coisas, né?
Nosso relógio de parede não tem história, não tem nada na nossa casa que tem história. É tudo gourmetizado. Porra, tu entra na casa de um árabe, meu irmão. É até engraçado umas paradas, tá ligado? Tinha casa de um árabe lá que o maluco falou que tinha uma tigela da época de Abraão, meu irmão. Que foi dada pra Ismael, porra. Eu falei, caraca, esse maluco tá aloprando. Professor, metrificar as coisas ajuda a procrastinar menos?
Depende, pô. Hoje essa é uma das doenças, metrificar, ser eficiente dentro de casa. Semana passada eu falei para vocês sobre isso. Por que aqui em casa a gente deixa um terço, uma hora de terço? para cada filho ficar andando pela sala aqui e pensando na intenção dele. Hoje eu vou rezar pela nossa família. Ai de mim se eu botar um terço aqui de meia hora. As crianças não vão poder demorar pensando, entendeu? Eu não vou querer que as crianças falem a intenção delas, vou querer sair rezando rapidão.
A gente faz uma live, Pedro, sobre isso aí. Sobre as coisas, como é que elas foram sendo destruídas. Então, tem um nome, o Matheus Viana. Como acabar com essa merda de se achar sempre mais do que nós somos? Olha só. Achar que nós somos mais do que nós somos, ou seja, vamos supor, nós somos isso aqui. Achar que a gente está aqui é uma hiperestima. Achar que a gente está aqui é uma baixa autoestima. E descobrir o nosso lugar tem um nome técnico, chama humildade.
Humildade é reconhecer teus defeitos e tentar lutar contra eles e reconhecer alguns dons que Deus te deu e utilizá-los. Só que até esses dons que Deus te deu, para você utilizá-los, você depende de muita gente e do próprio Deus. Ou seja, a gente não tem nada do que se gabar. O que é nosso e que não foi dado por Deus? os nossos erros. Então, se tu tem uma coisa para se gabar, eu sou o cara, a única coisa que tu tem que se gabar é falar assim, ó, tá ligado essa merda aí no mundo aí, isso que fez?
Fui eu que fiz. Esse é você. Esse eu sei que foi você. Esse eu sei que não é presente de Deus. Pois é, Alguéis. A sensação que tenho é que quase tudo tem finalidade financeira. Mas isso não é assim em todo lugar, não, cara. Isso é uma doença muito grave nossa mesmo, né? É como eu te falei. Eu estive em lugares e vi famílias que a arrumação de dentro de casa ou certas coisas lá não tinha sentido nenhum falar em dinheiro, ou nas famílias que moravam na rua com 10 filhos.
A vida financeira tinha interferência zero no planejamento familiar. Vocês entendem isso que eu estou falando? Então, essa doença não está em todo lugar, não. É por isso que eu acho que aqui no Ocidente a gente está sem imaginação. Tem algum café aí no mundo, quentinho, em vários lugares, que a gente não está tomando, pô. Porra, o Pedro falando aí. Cara, esse cálculo financeiro é muito light, é muito light.
Porra, se vocês tiverem uma vida simples, não vou nem falar dura, porque não é dura, cara. A nossa vida, no outro dia eu falei aqui, que aqui em casa, eu nunca tive ar-condicionado no meu quarto, depois que eu saí da casa dos meus pais e casei. aqui no Rio de Janeiro. Aí um monte de gente mandou mensagem, pô, você é contra ar-condicionado e não sei o que lá, cara. Eu falei, não, cara, eu não sou contra ar-condicionado, não, pô, eu só acho que eu não preciso ficar me mimando para tudo na vida, você entende?
Tendo conforto, pô. E depois, logo depois, falei, né, que eu fui ajudar uma família financeiramente que estava com dificuldade financeira e que a conta de luz dessa família era o dobro da minha conta de luz, pô. Então as pessoas estão mergulhadas num mundo de gasto. Cara, se eu falar para vocês, a última vez que eu saí de casa no final de semana com a minha família, para gastar dinheiro, e eu saio de casa todo final de semana com a minha família, para ir para onde? Para dar a volta no quarteirão, com os filhos menor, para correr com os meninos homens, para andar até outro quarteirão ali, até a igreja.
Tanto é que de vez em quando... Dá uns 20 dias e eu vou lá na garagem ligar o carro para a bateria não arriar. Mas vocês até para ir a uma missa para vocês é evento de gastar dinheiro, vocês tem que pegar o carro para ir na missa tridentina com o padre, com a estola cunhada, pelas costureiras da Bavária. Caramba, para tirar foto, para botar no Instagram. Se vocês tivessem uma vida extremamente simples, com pouco gasto, vocês iam cagar e andar para as paradas que nego fica oferecendo.
Acho que eu já falei aqui as paradas que nego me oferece. Nego me oferece umas paradas de milhões, tanto de seguidor quanto de dinheiro. Eu falo assim, Se eu tiver esse dinheiro aí, aí tem gente que pensa assim, se eu tiver esse dinheiro, eu vou ajudar gente pra caraca, né? Nego se enganando, tá ligado? Por que que eu sei que nego tá se enganando? Porque que nego quando fala isso, tu olha pra vida do cara, tu vê que ele melhora logo a vida dele financeiramente, né?
Ele se melhora materialmente, tá ligado? Ou seja, começa o processo, ele começa o processo imoral mesmo, de fraqueza material. Vocês entendem isso? Ele fala, esse é o sinal pra mim, porra. Esse é o sinal para mim. Então você viu, todas as pessoas que o nego falava assim, pô, na internet, fulano, não sei o que lá, eu sempre ficava, cara, a gente tem que esperar um tempo aí para ver, pô. O cara ter sucesso, faz um curso aí, vende para caraca, depois tu fica olhando para a vida dele.
Tem que começar, meu irmão, mudar de carro, mudar de casa e não sei o que lá. Aí, meu irmão, virou jovem de novo, virou aprendiz, está ligado? Pô, isso é meio... isso é meio simples, isso é meio básico de perceber, pô. Agora, tu imagina, tu fala, caraca, meu irmão, comecei a ganhar dinheiro pra caraca, que maravilha, nunca mais eu preciso pensar em dinheiro. É só eu manter aqui a minha vida normal, e aí, sem gastar um a mais, pô, eu posso ajudar os outros financeiramente com dinheiro que custa o dobro do meu carro.
do zafirão lá que vira e volta dar problema no radiador, a ver se dá para ajudar os outros com um dinheiro que é o dobro do meu carro. Porque cagando e andando, você entende? Agora bota teu custo de vida mais alto, para tu ver o inferno que vai ser a tua vida. Aí o nego me oferece uma parada de milhões e eu penso assim, cara, mas qual que é o preço disso? O preço disso é eu gastar três horas por dia para fazer os conteúdos na internet, que a empresa quer que faça.
Eu falo, pô, pode ir, meu irmão, três horas por dia. Aí deixa salvar o mundo inteiro? Quem que vai salvar o mundo inteiro? Quem? Deus não está dando filho, pô. Se Deus não estivesse me dando filho, Eu ia estar tentando ajudar uma porrada de gente aqui. Mas Deus me deu uma comunidade dentro de casa pra eu tocar. Vamos lá, vamos fechar nosso balão, né? Então, por que o intuito de cobrar pela participação na comunidade? Porque não dá para fazer a comunidade de graça.
Não dá para fazer. Porque, para ter uma página, é cobrado. E vocês veem essa parada que está falando a comunidade.
Falou aqui no Instagram. Tu viu? A Marcele está falando aqui. Assunto um pouco complexo. Só é complexo de verdade mesmo. Bom, primeiro porque tem gente que não se temperou ainda da simplicidade, está com a cabeça cheia de coisa, sabe? A mil, né? Está com a cabeça cheia de curso, cheia de parada, cheia de conhecimento, cheia de signo, cheia de horóscopo, cheia de tarô, cheia de macumba, entende? Então, o caramba, é complexo.
Porque, no fundo, no fundo, se tu parar pra pensar assim, o caramba, quais são as presenças da minha vida? Qual o domínio que eu exerço sobre elas? Onde eu não tenho domínio? Onde eu não tenho domínio, eu tenho ansiedade. É meio ridículo, né? Então, eu vou falar assim pra vocês, ó, se isso é complexo pra vocês e vocês não estão entendendo, vocês precisam começar a arregaçar as mangas. começar a tentar se orientar melhor na vida. Qual que está sendo a referência para vocês de vida? Como é que vocês estão olhando para o ser humano?
Entende? Isso não é vergonha nenhuma. Eu, várias vezes na minha vida, peguei um livro lá, há uns anos atrás, eu peguei São Tomás de Aquino e falei assim, caraca, meu irmão, não estou entendendo nada desse cara aqui. Veste a cara puxa e fala assim, caraca, eu sei um monte de coisa sobre futebol, meu irmão. Sei um monte de coisa sobre novela. Olha as paradas aí que vocês sabem. Aí o nego fala assim, eu sou católico. Eu sou católico. Faz um exercício. Faz um exercício. Entra numa igreja, olha pro altar na hora de uma missa e começa a falar o nome daqueles objetos que são usados ali no altar na hora da missa.
E depois se pergunta assim, eu sou católico. Veja se você tem algum interesse, alguma importância pela Igreja Católica. É o que eu falo para vocês. Se vocês tivessem noção de como é que funciona a vida humana, vocês iam entender as pessoas. Vocês iam entender as pessoas. O cara está ganhando dinheiro às custas de geral e falando que é para ajudar, falando que é para não sei fazer isso, fazer aquilo. Vocês querem saber se isso é verdade ou mentira? É muito fácil. É só olhar para a vida do cara.
É só olhar para a vida material do cara. Não tem dificuldade nenhuma de fazer isso. Beleza, então, pessoal, vamos lá. Obrigado pela companhia de vocês, hein? Tamo junto. Boa semana pra vocês, um grande abraço. É o tempo de presença que tempera.