Coletânea

As feridas da alma

Vitimismo

55:21 · ~46 min de aula22 de janeiro de 2025Transcrição automática · em revisão
  • vitimismo = o contrário do domínio
  • a vocação de dominar
  • abraçar livremente a paixão
  • ansiedade = compressão
  • depressão = des-pressão (espraiamento)
  • vencer a morte
  • a infância espiritual (filiação ao dominador)
  • as três pessoas (os três domínios)
  • os falsos domínios
  • previdência humana e providência divina
  • a desculpa / a reclamação (prole do vitimismo)

Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 8:56.

Hoje a gente vai falar sobre uma doença. Então vamos lá. Eu vou falar sobre o domínio e sobre a doença da perda do domínio.

Citações verbatim

Trechos da aula

Como é o nome disso no dia a dia? Chama-se vitimismo, que é o contrário do domínio.
— Prof. Diego Reis
Então ele não é vítima porque ele foi feito vítima.
— Prof. Diego Reis
Ninguém tira a minha vida. Eu entrego a minha vida livremente.
— Prof. Diego Reis
A nossa vocação. é dominar e não ser vítima.
— Prof. Diego Reis
Palavra por palavra

Transcrição completa

Transcrição automática · em revisão

Boa noite. Boa noite, pessoal. Boa noite, Veridiana. Olha aí, meu irmão. Olha aí, ó. Tá safo. Tu tá safo, né? Tava orando, tá safo. Fala, Nicolas Bernardo. Boa noite. Gina, boa noite. Boa noite, Silva. Meu aluno, meu professor. Rodrigo, boa noite, meu irmão. Richard, boa noite. Tiago. Mariane. Matheus, alegria minha também, meu irmão.

Gabriel. Boa noite, Regiane. Lila, boa noite. Fala, Wilson. Boa noite, Leonardo. Boa noite, comandante. Assistindo no regresso para a escola naval. Excelente. Maravilha. Aula de vida. Qual o tema hoje? O tema de sempre, meu irmão. Domínio, presença e três pessoas. Boa noite, boa noite. Eugênia, Daniel, Malu, Bernardo, Ícaro, Gabriel.

Boa noite, Natália. Emanuel. Nesse trimestral, o outro eu furei num retiro com vocês, na verdade. Pessoal de Salvador. Alessandra, boa noite. Getúlio. Contato para marcar consulta. Tem lá no grupo do WhatsApp, entra naquele grupo lá do WhatsApp, do curso, que meu secretário fica lá, Leonardo. Caio, fala com o Mandos. Para marcar consulta é com ele lá. Alex, boa noite. Boa noite, Fernanda, Stephanie. Boa noite, Gabriele.

Felipe Corvello, boa noite. Boa noite, Ariana. Maceio. Boa noite, Eliana. Grande Roberto Wallace. Tamo junto, meu irmão. Boa noite, Vilma. Boa noite, João. Luana... Fala, Davidson! Tranquilo, meu irmão? Tô usando o Instagram da Luana ainda. Lívia tá sempre aí. Boa noite, Lucas. Que maravilha, um ano e meio de casados.

Parabéns. Não sei se vivo ou se espero em 21. Olha o Alex aí, ó. O Alex uma semana tá aqui, uma semana tá de serviço. Belém do Pará aqui. Salve, Ney. Maristela. Alaninha. Ana Jéssica, boa noite. Faz uma live com a Mariá. Verdade. Boa noite, Diogo.

Comandos Anfibios. Feliz Domingo de Reis. Domingo de Reis? Domingo de Ramos, né? Domingo de Reis eu já comemorei. Boa noite. Boa noite, Pedro. Luana. 37 anos. Em abril, 19 de abril, faço 38. Daniel, boa noite, professor. Quando você vem pra Brasília? Acho que novembro. Novembro, eu acho que eu... Tem um convite aí pra Brasília em novembro, sei lá. Não lembro de cabeça não. Ah, tem! Tem palestra em Brasília prevista.

Professor, queremos o senhor amarear aqui em Salvador. Esse ano acho que a gente não tem mais agenda não, meu irmão, mas... Leonardo já tá marcando os eventos aí fora do Rio pro ano que vem. Boa noite. Prínio, Cuiabá. Renan, ainda também não falta não. Renan tá sempre aí. Como te venho em busca da verdade em São Paulo mês que vem? Sabe que eu não sei, cara. Eu vou lá em São Paulo mês que vem dar palestra no Em Busca da Verdade, mas eu não sei como é que é o público não de lá.

Vocês têm que perguntar lá para o Guilherme Freire. Vai lá no Guilherme Freire e pergunta como é que participa do Em Busca da Verdade. Vamos lá? Vamos conversar? O pessoal me pediu para botar no YouTube. Eu não tenho canal no YouTube. Até pretendo fazer, mas agora eu não consigo não. Mas tem uns dois ou três alunos que me pediram para baixar essas lives e botar no YouTube. Eu não sei se eles estão colocando. Se tiver, depois divulga para o pessoal. Mãe do Pio XII e Vila Velha.

Maravilha, foi bom para caramba. Vila Velha e Vitória. Foi muito bom estar com vocês aí. É um evento fechado para os alunos e empresários do Guilherme Freire. Nem eu sabia direito como é que era. Estão colocando no YouTube. Então tem gente colocando essas palestras aí no YouTube. Professor, vamos nesse papo de domingo. Hoje é de depois. O pessoal que for botar as palestras de depois, pode dar a cortada nesses 10 minutos que a gente fica aqui conversando. Criando esse ambiente aqui mais próximo. Opa! Olha lá o canal aí.

O nome do canal é esse aí que criaram. Lives Professor Diego Reis. Tem sim. O canal chama Lives Professor Diego Reis. Formosa de novo o presente aí. Atsumos. Alô. Vamos lá. Vamos resenhar então. Com calma. Então vamos, né? Bom, pessoal. Eu falei aí no início que a live sempre é sobre domínio, três pessoas e presença.

E sempre é, tá? A live sempre é sobre isso. Com o tempo, vocês vão perceber. Mas, na verdade, eu tenho sempre dado essa dica e botado, apesar de falar das coisas de maneiras diferentes, eu sempre coloco para vocês nesses termos. Por quê? Porque como disse o Beto aí, a presença tempera, entendeu? Então a pessoa vem aqui, escolhe a presença, mas não escolhe a consequência da presença, não é isso? Então se colocou na minha presença, começa a se temperar. Não tem como ser diferente disso, essa é a estrutura do mundo real.

Hoje a gente vai falar sobre uma doença. Então vamos lá. Eu vou falar sobre o domínio e sobre a doença da perda do domínio. E esse é um tema importante para esse dia que a gente está hoje, tal do Domingo de Ramos. Eu podia ter deixado meu raminho na missa aqui junto. Bom, qual que é a nossa vocação, meus queridos alunos?

A nossa vocação é dominar o mundo, né? Como assim, Diego? Estou chegando aqui hoje, é a primeira vez. Então, perceba se a orientação da sua vida não está completamente baseada nos domínios que você exerce no mundo e que você olha as pessoas exercendo. Então veja, se você escolher uma presença que é importante para você, dito de outro modo, que é um amor para você, então como isso se dá?

Isso se dá assim. Ah, é importante pra mim criação de filho. É importante pra mim ter um grande casamento. É importante pra mim ter sucesso no trabalho, no meu trabalho, como engenheiro, médico, militar. É importante pra mim jogar futebol. É importante pra mim conquistar uma mulher. É importante pra mim ter uma vida intelectual. É importante pra mim crescer espiritualmente. Toda vez que alguma presença se tornar importante para vocês, o que começa a acontecer na hora, na mesma hora que uma coisa se tornar importante para vocês, que interessar a vocês, na hora, o olhar de vocês vai ficar completamente atraído pelas pessoas que dominam essas realidades que são os amores de vocês.

Então, para o rapazinho que quer jogar futebol, na hora, os olhares dele são atraídos pelos melhores jogadores. Se você quer ter vida intelectual, na hora, você começa a procurar no Instagram as pessoas que parecem ter um domínio sobre a vida intelectual. Vocês só estão aqui diante de mim? por causa de uma impressão dessas. Vocês acham que eu tenho domínio sobre alguma coisa que vocês querem. Se vocês não quisessem, vocês não estavam aqui. Entende? Então é assim. Se eu escolhi ser engenheiro, na hora o meu olhar começa a ser atraído pelas pessoas que dominam a engenharia e eu vou tentar imitá-las.

A gente vive disso. A gente se orienta no mundo por esses domínios, por esse olhar de quem domina. Por que isso, Diego? Que conclusão que eu tiro disso, então? Eu percebi, você está falando aí sobre isso, e eu percebi que realmente é assim. Eu quero certas coisas na vida. Você vê. Por que o pessoal fica atrás dos coach de dinheiro? Porque as pessoas precisam de dinheiro, querem dinheiro, querem ficar ricas. Então, se o cara do coach ficou rico, se ele é rico, você olha para ele.

Você não olha para o cara pobrezão, que é gente boa e inteligente, mas é pobre, né? Você quer ficar rico, então você olha para o cara rico. Aí se o cara rico... Bom, ele tem o tesouro, o amor que eu quero. Ele é um domino da minha área, do meu amor. Ele domina aquela área. O que ele falar para você, você vai atrás. Ah, não, você para ficar rico, você tem que acordar, entrar numa piscina gelada, plantar bananeira e tomar um banhozinho de pipoca, você vai fazer, porque ele é rico, ele está falando para você que assim que você fica rico, você quer dominar esse mundo, você faz, você entende?

Vocês acham estranho que as pessoas façam certas loucuras na vida? Elas ficam meio cegas fazendo certas loucuras, porque elas vão atrás dos amores delas, vocês acham estranho? porque vocês não perceberam ainda que é assim. Quando eu falo para vocês de casos de pacientes meus, a mulher... Chega para mim e o problema dela é o toque, ela lava a mão cinco, seis horas por dia. Vocês acham isso estranho? É óbvio que não é estranho, ela está cumprindo a vocação dela, só que ela está cumprindo de maneira escrota e muitos de nós também estamos.

Ou vocês acham que o cara que coleciona moeda e passa uma hora por dia ilustrando as moedas que são a coleção dele, o que ele está fazendo? Ele tá fazendo o domínio da perfeição da vocação dele de uma maneira escrota. Você tá entendendo? É como uma lavagem de mão, porra. É como o cara que domina o mundo jogando videogame, jogando pôquer, vendo pornografia, buscando a perfeição da vida sexual, você entende? Querendo... Isso é muito comum hoje em dia, né? Só que a gente não consegue viver sem buscar essa perfeição, porra.

A gente não consegue viver. E aí, tem um problemão que é justamente o caminho contrário dessa nossa vocação de buscar a perfeição. Porque buscar a perfeição é um domínio sobre o mundo, né? E perder para o mundo? O que é muito comum. Eu quero uma coisa, mas não estou conseguindo. Aí quando você quer uma coisa e não está conseguindo, o que você arruma para falar que não está conseguindo? Você arruma uma desculpa.

Aí você fala assim, se você ama dinheiro, aí eu não estou ficando rico porque na minha infância... aconteceu isso comigo e eu não tive oportunidade, você não consegue arrumar uma mulher. Aí você fala assim, eu não consigo arrumar uma mulher porque as mulheres... Quando vocês fazem isso, quando eu faço isso, quando eu arrumo uma desculpa para não dominar, eu estou dando o golpe fatal na minha vocação. Como é o nome disso no dia a dia? Chama-se vitimismo, que é o contrário do domínio.

Você não é o dominador. Você é o dominado. Você é vítima dessa tua desculpa aí. Você entende? Eu sou vítima. O vitimismo, a prole do vitimismo é escrota. Eu ia dar aula para vocês há umas duas ou três semanas atrás sobre ansiedade e depressão, mas não está na hora. Sabe por que não está na hora? Porque vocês ainda precisam aprender sobre a presença verdadeira. a presença que domina, como é a presença de cada uma das três pessoas que domina, e a perda desse domínio.

Porque quando a gente perde o domínio, a gente se torna vítima. Então, eu tenho uma desculpa. Eu sou dona de casa ou sou pai de família, e aí eu estou lá com o meu filho de madrugada, e eu tô me contorcendo por dentro, triste, com um personagem fraco, como o pessoal adora me perguntar, né? Ah, mas o que faz quando tem um personagem fraco? Porque você tá lá com o seu filho no colo e você se faz de vítima. Ai, mas amanhã eu tenho que trabalhar e agora eu tô aqui acordado com o meu filho que não dorme, coitado de mim, coitado de mim.

E isso destrói a tua vocação, porque tu não nasceu pra isso. Vocês lembram quando eu falei pra vocês o que eu faço quando parece que eu vou me tornar vítima? Quando parece que eu vou me tornar vítima, eu assumo o comando. Então, nesse caso aí que eu falei, da criança de madrugada, se eu tiver que fazer alguma coisa, a primeira coisa que eu vou fazer é fazer um ato de fé um ato de crença, eu vou proclamar a verdade, que é a vida do crítico, sobre a minha vocação.

Então eu pego o meu filho no colo e eu falo assim para mim, eu escolhi isso. Quando eu escolhi ter filho, eu escolhi junto o pacote da dor. de me desgastar por ele, me cansar, e isso é a minha vocação. Eu escolhi livremente isso, pô. Eu não estou ali como coitado, não, de madrugada com o filho no colo. Eu estou realizando a plenitude da minha vocação e do domínio da minha vida. Vocês entendem? É por isso que a vocação de vocês vai embora e o personagem é meio ridiculão, porque as pessoas se fazem de vítima, pô, e a gente não nasceu para ser vítima.

Aí vai ter gente. que se não tiver coragem de falar aqui, vai mandar por direct daqui a pouco. Caramba, Diego! Mas a gente vai começar a Semana Santa. Nosso Senhor se fez de vítima. Ele vai ser entregue como vítima na cruz por nós, né? Sim! Sim! Mas o vitimismo de Cristo é uma ação A paixão de Cristo é uma ação passional. Vejam, vocês vão olhar aí quando Cristo for levado lá subir aquelas escadas para conversar com Pôncio Pilatos, vocês vão ver que Pôncio Pilatos vai falar assim para ele, eu tenho poder para te prender e para te libertar.

E aí Cristo fala o que para ele? Você não teria nenhum poder sobre mim se não fosse te dado por Deus, por ele mesmo. Ou seja, ele está no controle. Outro cenário. Outro cenário. Ninguém tira a minha vida. Eu entrego a minha vida livremente. De quem são essas palavras? De Cristo. Quem participa da missa aí? Oração eucarística de número dois. E Cristo e Jesus abraçou. Abraçou livremente a paixão.

Ele abraçou livremente a paixão. Isso significa que aquilo é uma ação dominadora de se entregar, você entende? Então ele não é vítima porque ele foi feito vítima. Ele se entrega como vítima sabendo que ele tá no domínio, porra. Então vejam. Por que o nosso olhar se atrai pro vitimismo? E por que as pessoas gostam de ser vítima? Cristo falou assim uma vez. Quando eu for elevado na cruz, eu vou atrair todos os olhares para mim. E vai acontecer.

É essa semana. Nós veremos Cristo elevado numa cruz essa semana. E vocês vão ver que todos os olhares vão ser atraídos para Ele. Sabe por quê? porque ele vai enfrentar aquilo que todos nós achamos que seremos vítima e ele vai dominar, que é o quê? A morte. Vocês já perceberam como nós ficamos encantados com as pessoas que, em meio a sofrimentos escrotos mesmo, elas conseguem sorrir, elas conseguem levar a vida delas, e quando elas fazem isso, o nosso olhar é atraído para elas.

E tu fala assim, caraca, meu irmão, aquele cara tem a vida muito pior do que a minha, muito mais austera, e ele sorri e ele parece ser feliz. Vocês já perceberam como isso encanta a gente? Porque isso é uma espécie de domínio sobre o vitimismo, sobre a morte, eu falo, caramba, isso acontece bastante comigo. As pessoas falam assim, caraca, meu irmão, eu ficava olhando para a minha vida assim, caramba, agora eu olho aí, você fazendo as coisas, eu falo assim, não, meu irmão, eu tenho que fazer.

Por quê? Porque o cara parece ter a mesma circunstância do que eu e está fazendo a coisa. E aí você vai, o teu olhar é sobre o sofrimento humano. Vocês já viram como é bom estar do lado de pessoas que às vezes estão na merda junto contigo? E ao invés de estar se fazendo de vítima, elas estão fazendo chacota com aquela circunstância que teoricamente é escrota. Você entende? Ela está sorrindo para o sofrimento dela, para a morte. Vocês já viram como isso atrai a gente? Porque essa é a nossa vocação, porra.

A nossa vocação. é dominar e não ser vítima. Se vocês olharem a prole do vitimismo, olha, a minha vocação é dominar o mundo. Se qualquer coisa tá me dominando, qualquer coisa tá me dominando, eu começo a ser comprimido, né? Como é que é o corpo de uma pessoa que tá sendo comprimida? Ela tá se encurvando e ela tá se comprimindo, tá sendo fechada, né? Como é que é o nome disso? Compressão, né? Angústia, ansiedade. Olha todo o processo de ansiedade e de angústia e veja se não tem alguma coisa aí na tua frente que tá te dominando ao invés de você dominar.

Quem tá dominando as coisas tem ansiedade? Eu vou ficar ansioso por uma coisa que vai acontecer na frente, o caramba, se ela tá no meu domínio? Então vejam a tragédia do vitimismo. Filhos do vitimismo. Primeiro deles. Esse aí. Você está perdendo para o mundo? Você é vítima. Então, sofre a sua angústia. Ah, Diego, mas então o cara que está dominando, ele nunca vai ficar angustiado? Não, não, não, não. Não, não, não. Não é que ele não vai ficar angustiado, não, pô. Ele vai ficar. E eu vou dizer mais para você.

Ele vai abraçar livremente essa angústia. Ele vai carregar o peso de um monte de gente, porra. Só que o problema é o seguinte, ou a solução é a seguinte, ele não vai parar de cumprir a missão dele por causa da angústia. ele não vai parar. Ó, quem já viu lá uma aula, tem uma aula aí, tem uma live sobre ansiedade e depressão. Eu trato muita gente com ansiedade e depressão, né? As pessoas, elas acham que elas vão vir se tratar comigo de ansiedade e depressão, e que eu tô ali pra aliviá-las da compressão, do peso, e pra forçá-las, comprimi-las pra que elas saiam da depressão.

Eu não tô aqui pra isso não, pô. Eu tô aqui pra vocês abraçarem livremente a paixão, a angústia, a dor, o peso do mundo, a responsabilidade do mundo real, ainda que vocês sejam abandonados ou ainda que o peso seja muito maior do que vocês, e vocês continuem andando e cumprindo a missão. Então, o que vocês vão ver, por exemplo, nessa semana, num homem que vai atrair todo o nosso olhar? Vocês vão ver um homem que vai carregar toda a angústia do mundo e ele vai ser tão apertado, tão comprimido, tão angustiado.

Então pega uma esponja e comprime a angustia e aperta ela ali na louça até sair todo o líquido dela, toda a água e toda a espuma daquela esponja. Vocês vão ver um homem carregando tanto peso e tanta angústia, ele vai ser tão comprimido e tão apertado que vai sair o sangue no suor dele, vocês entendem? E ele vai continuar caminhando e cumprindo a sua missão. E no sentido contrário, a grande vítima que é abandonada por todo mundo, por todo mundo, Vamos supor que ela fosse abandonada pelo próprio Deus, né?

Que ela pudesse dizer assim, ó, no limite do abandono, da depressão humana, do espraiamento da alma humana. Agora é o contrário da compressão, né? Agora é o contrário. É o espraiamento total, é o abandono total. Não tem nada. Eu não tô carregando... o peso do mundo agora, eu estou completamente abandonado no mundo, não tem nada para eu fazer, nada de responsável, nada, a ponto de eu falar assim ó, Senhor, Senhor, por que me abandonaste? O limite da compressão e o limite da depressão. E continuasse cumprindo a sua missão e caminhando, e fazendo o que tem que fazer.

e assumindo a sua responsabilidade no mundo. Por quê? Porque nós não somos vítimas. Agora, olha só. A nossa vocação, então, é dominar o mundo. Acho que vocês já perceberam isso, mas eu vou continuar enchendo o saco de vocês para vocês lembrarem. A nossa vocação é dominar o mundo. Vocês já perceberam que o domínio de vocês tem limite, não já? Pelo menos que seja a morte, né? Vocês já perceberam que tem limite, não tem? Vocês já perceberam quando vocês estão fazendo tudo certinho para dominar o mundo, e aí de repente sente uma pontadinha lateral assim, aí a dozinha de barriga acaba com todos os planos de vocês?

Sinistro, né? Nós temos a vocação de dominar o mundo. e, ao mesmo tempo, nós somos uma punhadinha de bosta. Olha como é que nós somos. Nós somos uma punhadinha de bosta que fomos criados com a vocação de ser rei, de dominar o mundo. Aí vem, então, o tabuleiro de xadrez, que eu não vou contar hoje, até porque o pessoal já viu, deve ter visto em algum lugar, mas vamos lá.

O que eu vou contar agora para vocês é fruto do doutorado de uma menina de 24 anos, fruto do doutorado de Santa Terezinha do Menino Jesus. Chama-se infância espiritual. Mas eu vou posicionar isso psicologicamente para vocês, então. Olha só. E depois a gente diz como é que isso se dá. Por causa da nossa vocação de domínio. Presta atenção aqui. Se você tem a vocação de dominar o mundo, se você é orientado completamente no mundo pelos domínios.

E aí você já percebeu que algumas coisas vão fugir do teu controle? Como é que se cumpre a vocação assim, então? Como é que faz? A minha vocação é me entregar pela minha mulher, pela minha família. A minha esposa morre. Um filho meu morre. E aí, faz o quê? Você vai virar vítima? Se virar vítima, você perdeu a vocação. Como é que domina isso? Santa Terezinha do Menino Jesus. Vou contar uma história aqui com o meu filho mais velho, José Pedro.

Certa vez, quando o José Pedro tinha uns quatro, cinco anos, ele estava brincando perto de uma piscina, assim. E aí, eu estou ali, pertinho. Eu falei assim, cara, eu acho que ele vai cair na piscina. Aí, fiquei ali e deixei. Aí, ele caiu na piscina. Tomou ali um caldinho, dois caldinhos, aí eu puxei ele da piscina. Aí falei pra ele, viu filho? Como é que isso aí é brabo, é perigoso? Você sabia que você pode morrer se o papai não tiver aqui pra te pegar? Aí ele olhou pra mim meio assustado e falou assim, mas você sempre tá aqui pra me pegar?

Ou seja, não tinha motivo pra ele ter medo. Por quê? Porque ele acha que eu tenho todo o poder do mundo, que a minha presença é a dominadora. Esse é o comum de um filho... No outro dia eu vi uma imagem de um pai deixando o filho se ferrar assim e falando assim, não vou ajudá-lo não porque... Ele tem que perceber que em certos momentos na vida eu não vou estar aqui. Isso é uma tragédia sem tamanho. Uma criança jamais deveria passar dificuldade sem ter a presença do pai perto dela.

Isso vai influir decisivamente depois na experiência da religião que ela vai ter. Porque é óbvio que um adulto tem essa experiência depois. Ele passa por momentos escrotos, aí o pai dele, o pai não está mais ali, mas ele conhece essa experiência. de alguém que tá olhando pra ele e que não vai deixar a morte vencer. Então, para pra pensar na nossa vocação. A minha vocação é dominar o mundo. E aí a dozinha de barriga não me deixa dominar. O que eu tenho que fazer, então, pra dominar o mundo?

O que Santa Teresinha nos ensinou. Então, eu serei como uma criança no colo do meu pai que domina o mundo. Vocês entendem? Como Santo Agostinho falou sobre isso, então? A minha vocação é dominar o mundo, né? Então eu tenho que levantar e fazer tudo para dominar o mundo, vocês entendem? Eu tenho que entregar tudo para dominar o mundo da maneira que vocês estão aprendendo lá nas outras lives, pelo amor de Deus, né? Naquela ordem, do jeito que eu expliquei lá na live do transtorno obsessivo compulsivo, dos falsos domínios, do domínio verdadeiro.

Então, eu tenho que exercer o domínio sobre o mundo no meu amor das três pessoas. Se eu não exercer com toda a força, eu viro vítima e isso vai destruir a minha vocação. Então, um exemplo bem prático. Se eu sei que a minha vocação, por exemplo, é dominar a formação dos meus filhos, eu tenho que dominar com as três pessoas, eu tenho que estar na presença dos meus filhos, E o meu crítico tem que buscar conhecer, eu tenho que me formar, eu tenho que buscar conhecimento sobre a formação dos meus filhos.

O meu roteirista precisa fazer um roteiro de domínio. Por que vocês fazem roteiro para trabalhar bem e vocês não fazem roteiro quando estão com o filho, quando estão com a esposa, para amá-lo da melhor maneira? Quando eu estiver com o meu filho, eu vou fazer isso aqui com ele, depois eu vou fazer isso aqui com ele. e depois de botar o personagem no palco, que é o verdadeiro domínio, a arte do personagem, a técnica de fazer o correto, de saber como se segura, como é que dá o beijo, como é que abraça, como é que brinca junto, como é que faz a presença, como é que pinta a parede, como é que conserta o ventilador.

Não adianta só aprender na teoria vendo vídeo no YouTube e fazendo roteiro, tem que botar o personagem no palco e ele aprender a fazer. Esses são os três domínios que a presença dominadora consegue fazer. Vocês entendem? Essa é a nossa vocação e a gente não pode ser vítima disso. Ah não, eu não sei não como que é. Se você não acorda com o tesão de aprender sobre a sua vocação e o domínio, você tá ferrado. Você vai fazer isso, como eu falei pra você, limpando moeda.

limpando copo de vidro, lavando a sua mão cinco horas por dia, porque vocês vão exercer a vocação de dominar o mundo, pô. Então, quando vocês perceberem que vocês fazem tudo o que vocês podem, Santo Agostinho, né? Eu tento fazer as coisas no mundo como se tudo dependesse no mundo só de mim e da minha ação, da ação do meu crítico conhecendo, do meu roteirista fazendo o futuro e do personagem no palco. E depois, como eu sou meio ridiculão, com uma dor de barriga, acaba com tudo na minha vida, eu rezo como se tudo dependesse só de Deus.

É como o meu filho, né? Eu tô aqui brincando, mas se eu cair na piscina, você sempre vai estar aqui, pô. porque você é meu pai. Isso é o macete da vida. Isso é o vínculo de perfeição entre a previdência do homem e a providência divina. Se você não faz tudo o que você pode fazer, você cai na tal da doença do providencialismo. Se você só reza e lê vida espiritual, e não quer fazer as coisas no mundo, botar a mão na massa, você está caindo numa doença, você está se tornando uma vítima escrota no mundo real, vai se tornar um peso para as outras pessoas.

Então, mesmo quando vocês estiverem na merda para caraca, assumam o controle como o José Pedro tava no controle com quatro anos. Por que ele tava no controle? Porque eu tava lá, pô. Porque eu tava lá. Então não tinha angústia pra um menino de quatro anos, pô. Olha, eu vou falar uma parada pra vocês agora que é muito semelhante ao que eu ensinei para vocês no transtorno obsessivo compulsivo, no TOC, uma perfeição escrota.

Nós, o nosso olhar, ele é atraído por esse domínio, já perceberam então, o do dinheiro, o da vida intelectual, o do casamento blindado, já perceberam. Eu vou contar uma coisa para vocês aqui. Vocês vivem filiados a esse domínio aí que domina a vida de vocês. Ou vocês não perceberam que as pessoas inseguras, que somos todos nós, vamos sempre...

ó, eu falei pra vocês da perfeição, né? Como Santa Teresinha ensinou. a infância espiritual. Filha. Eu sou filha do dominador. Ele não vai me deixar cair na piscina e morrer afogado. Ele sempre está presente. Ela se tornou filha do verdadeiro dominador. Agora, olha a pessoa que acha a religião uma parada escrota. Ela é muito sinistra, tá ligado? Ela não faz nada disso da religião. Ela faz assim. Ela nasceu para a mesma vocação de dominar. Só que como ela está meio perdidinha, ela não vai se filiar à religião.

Ela vai se filiar, ela vai se tornar filha, filiação. Ela vai se filiar a um partido político, a uma sociedade dos jogadores de videogame. mas ela vai achar uma comunidade onde lá tenha esses dominadores da vida dela. Ela vai fazer isso. Só que ela vai falar que ela é muito madura e autônoma pra abraçar uma coisa que é o ópio do povo, né? Vou abraçar religião pra tentar me saciar. Eu que sou fortão, eu vou me filiar ao partido político.

Falou, ah jovem, ah meu jovem, você tá cumprindo a sua vocação de perfeição? Lavando a mão cinco horas por dia, porra. Você tá fazendo a mesma coisa que eu, só que eu tô dando meu coração pra um dominador que comanda a morte. E você tá dando o teu coração? Porra. para o cara que não consegue sustentar uma dor de barriga, tá ligado? Um copinho de cachaça. E as pessoas acham que a gente é muito diferente, tá ligado? Por que eu atendo o satanista, a mulher que lava cinco horas por dia de mão?

Porque eu estou tentando fazer a mesma coisa que eles estão tentando. A gente se entede. Nós estamos buscando a nossa perfeição, loucamente. Vocês estão entendendo o que eu estou falando para vocês? Vocês vão se filiar alguém, vocês não conseguem fugir disso. Por quê? Por causa da vocação de domínio que nós temos no nosso coração e porque alguma hora vocês vão se sentir vítimas do mundo. Entenderam? Por causa da dorzinha de barriga. Aí vocês vão querer se filiar alguém, entende? Aí vocês, não pô, a religião não, porque eu sou Pikachu Fly, eu sou Pika da Galáxia, entendeu?

Eu vou me filiar onde? Ao partido político, pô. A sociedade dos caras madurões que combatem a religião, entendeu? Mas os caras durões que combatem a religião, quando eles ficarem velhinhos e perceberem que nenhum de vocês consegue dar um peteleco na morte, eles vão procurar quem aí, jovenzão, madurão? Eles vão procurar aquele que vai atrair o olhar de todo mundo na sexta-feira, tá ligado? Na sexta-feira, o nosso coração vai estar todo lá, o nosso olhar vai estar completamente lá. Porque nós finalmente vamos olhar uma pessoa que vai dominar a morte, porra.

E esse é o sonho do nosso coração, você entende? Você não vai se filiar a lugar nenhum que faça isso, porra. Ou se vocês acharem, me conta, entendeu? Lembram da história que eu contei lá do Sunita, no Líbano, meu amigo Sunita? Pô, a gente tem uma pitadinha de inveja de vocês, porque, porra, Muhammad, Confúcio, Buda, Allan Kardec e Companhia Ilimitada, nenhum deles foi lá enfrentar a morte para matá-la, vocês entendem? Por isso que é bonito pra cacete, né? Quando vocês olham Santa Teresa d'Ávila, doutora da igreja, Falando assim, ele matou a morte.

Essa vai ser a coisa mais gostosa que nós vamos ver nessa terra. E esse dia vai se transformar num umbigo do mundo, o centro da vida humana vai estar fincado no dia que um homem enfrentar a morte, se entregar pra ela como se ele fosse vítima dela e ele vai destruí-la desde dentro, você entende? Porque tudo tá no controle dele, pô. Porque ele é o pai da beira da piscina, que nunca vai deixar o filho morrer afogado, vocês entendem? Por que a tara do nosso coração por esse dia?

Porque esse dia é o centro do mundo da nossa vida, pô. Da teologia, da igreja, de tudo que vale a pena nesse mundo. E é bom pra cacete, né? Sexta-feira a gente vai tá lá. A gente vai tá lá. E quando a gente percebe que a gente pode ficar no colo de um homem que é o dono, inclusive, da morte. Finalmente a gente pode abraçar livremente a paixão, vocês entendem? Porque a gente tá no comando agora. Não porque eu sou pica, porque eu sou como José Pedro com quatro anos na piscina, afogado, caramba.

É porque eu tenho confiança que meu pai sempre tá lá, vocês entendem? Então, porra, Maceteamos a vida. Maceteamos a vida. Quem nos separará do amor de Deus? Nem a vida, nem a morte, nem as montanhas, nem os grandes vales, nem ter carro, nem não ter carro, nem tá doente, nem tá sadio, vocês entendem? Por quê? Porque a nossa vocação é dominar. A gente não consegue? que a gente é meio ridiculão, mas a gente, sabendo disso, senta no colinho do verdadeiro domino do mundo.

E aí a gente faz como Santa Terezinha do Menino Jesus. Eu serei, então, como uma criancinha no colo de Deus. Que maravilha, né? Que maravilha. Como é bom entrar nessa semana. Se a gente vivesse verdadeiramente atento a isso, a gente podia abraçar livremente a paixão, como pai, como esposo, você entende?

Sem pena de se entregar finalmente para a tua esposa sem ficar igual um mendigão assim, cobrando um monte de merdinha. Ou se entregar completamente no teu trabalho sem ficar como um mendigo de atenção, de elogio, sem ficar se desculpando para os outros assim. Não, a gente tem que se desculpar. Se desculpar é ficando dando desculpinha para ser medíocre. porque a gente não abraça livremente a paixão, sabe? Eu recebi umas mensagens, mas eu também dei bolha, eu tinha que ter feito uma live sobre quaresma com vocês.

Eu recebo umas mensagens, recebi umas mensagens de quaresma, sim, de pessoas vítimas da quaresma, sabe? Vítimas. Ou que fazem umas paradinhas meio ridículas na quaresma, sabe? Ah não, eu vou dormir no chão. Aí a pessoa vai passar 40 dias dormindo no chão, meu irmão. Aí acabar os 40 dias, ela vai parar de dormir no chão, tá ligado? Aí ela faz isso, né? Ela tá ali, ela escolheu durante a quaresma dormir 40 dias no chão, né? Aí o prato quebra na cozinha, ela reclama. Um dia a gente fala sobre reclamação, de onde vem, né?

A reclamação é filha do vitimismo, né? Ela reclama porque ela é vítima, tá ligado? Então, se ela não domina, ela clama por um mundo onde ela dominasse. Ela reclama, ela quer outro mundo, entendeu? Ela não gostou daquele. Porque ela escolheu a penitência dela, entende? Ela quer sofrer ali no chão, porra. Mas ela não quer sofrer com a louça que tá pra lavar não, tá ligado? Entendeu? Porra, sabe como é que se escolhe penitência de quaresma? Penitência de quaresma? Não se inventa nada não, pessoal. Penitência de quaresma?

A gente pega um pedaço da nossa vida e fala assim, onde eu vou aperfeiçoar mais, dominar mais? Porra, e você abraça livremente aquela paixão que é a tua vocação, tá ligado? Você entendeu? É tipo assim, qual que é a minha dificuldade aqui na minha casa, na minha vocação de dona de casa? Eu falo, cara, eu não limpo o fogão? E eu não limpo, não tiro a poeira dos armários. Porra, o que eu vou fazer na quaresma? Porra, na quaresma eu vou fazer isso todo dia, porra.

Você entendeu? Aí vocês escolhem uma porra que nunca, não tem nada a ver com a vocação de vocês, porra. Aí o cara chega pra mim e fala assim, meu personagem é fraco, ele não consegue cumprir as coisas que eu planejei pra minha vida. Porra, porque não é pra tua vida, porra. Tu planejou a vida dos outros que tu viu no Instagram, tá ligado? Não é a tua vocação real que tu tem que dominar, porra. Você é vitiminha da tua vocação e quer dominar um mundo falso, entendeu?

Você quer dominar um mundo falso, porra. Deixa isso aí pro franciscano que dorme na rua e no chão, porra. Entendeu? E olha pra tua vida real e fala, cara, o que eu vou me sacrificar aqui e abraçar livremente a paixão que é minha vocação? E quando a gente olhar nessa semana, a gente vai perdendo o medo mesmo, a gente vai perdendo o medo de se entregar completamente pros outros por causa disso, pô. Não é porque a gente ficou forte, não. É porque a gente finalmente se tornou filho de um pai amoroso que vai nos fazer vencer.

A gente está naquele tabuleiro de xadrez. Entenderam? É assim que a gente leva a nossa vida. É assim que a gente cumpre a perfeição da nossa vocação de domínio. Então a nossa vocação de domínio, ela é uma maravilha dentro do nosso coração, né? Ela é exatamente daquela maneira que nos falou Santo Agostinho, né? Senhor, o meu coração te procura sem cessar o domino, o domino do futebol, o domino do dinheiro, o domino da morte, o domino da doença. Ele nos procura, te procura sem cessar e ele não descansa enquanto ele não repousar em ti, no domínio do domino.

O problema é onde a gente coloca o nosso domínio, pô. O nosso problema é esse. O nosso problema é simplesmente esse. Um conhecimento. A gente tem um déficit de conhecimento entre o bem e o mal. Nosso problema é esse. É o fruto dessa árvore. Entendeu? A gente vai cumprir a vocação de perfeição da bola do bem. O nosso problema é essa confusão. Como dizia São João Paulo II, o homem que erra, ele é o homem. que lançou a flecha, ele deu o tiro no centro do alvo no 10, de repente bateu fora a flecha, o tiro, e ele falou assim, putz, errei, mas eu tava mirando na felicidade humana, eu tava mirando, porra, eu tava mirando, só que de repente deu alguma coisa de errada.

Beleza, pessoal? Pô, passa rapidinho, né? Já deu o nosso horário aí, mas acho que deu pra gente falar bastante coisa sobre isso. Eu fico angustiado, sabia? Eu fico porque eu queria falar tudo, enfiar as coisas todas dentro da guela de vocês de uma vez só, tá ligado? Mas tem que ser aos pouquinhos, né? Tem que ser aos pouquinhos. E aí a gente vai se orientando no mundo, vai se transformando nisso de pouquinho em pouquinho pela presença, né? A gente vai ficando nisso na presença. Então são três presenças, né?

Essa presença de palco, né? Do presente, do que a gente calcula a nossa presença no dia a dia, né? Quanto tempo que eu passo com meus filhos? Quanto tempo que eu passo com a minha esposa? Quanto tempo que eu passo no trabalho? Esse cálculo da presença, a presença do passado, que é aquilo que vocês ficam pensando, a memória de vocês, e a presença do roteirista do futuro, né? Aquilo que eu vejo pela frente. Então, quando vocês entrarem nessa semana agora, a tal da Semana Santa, Procurem essas três presenças.

Então fiquem aí, vendo a paixão de Cristo do Mel Gibson, para que isso fique banhando a memória de vocês, a imaginação de vocês. e com o personagem no palco, real, diante da esposa de vocês, do filho de vocês, no trabalho de vocês, abracem livremente a paixão. E aquela escrotidão da tua família, aquela escrotidão do teu trabalho, do teu chefe, do teu subordinado, da doença do teu filho, da morte do teu parente, aquela escrotidão, você não é vítima dela. Você não é vítima dela. Se você é vítima dela, você está combatendo sozinho.

Então, pelo amor de Deus, fixa o seu olhar naquele sobre o qual tudo está em ordem e sobre o controle. Porque ninguém tira a vida dele. Ele entrega a sua vida livremente para a morte. Não é porque ele vai ser dominado pela morte. É porque ele vai matá-la. E nós vamos ficar perto da presença do homem que mata a morte. E ninguém nos separará mais. Excelente semana santa para vocês. Até breve, pessoal.

Conceitos nesta aula
Série · episódio 26 de 46

Papo Matinal

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