Coletânea

As feridas da alma

Depressão

1:25:11 · ~70 min de aula10 de dezembro de 2023Transcrição automática · em revisão
  • depressão = des-pressão
  • ansiedade = compressão
  • potência e ato
  • o sétimo dia
  • falsos domínios
  • cheiro de morte
  • as três pessoas
  • a bola do meio
  • noite escura do espírito
  • o exame de consciência

Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 15:32.

Bom, me perdi na barra de rolagem, mas vou aproveitar aqui pra começar então, né? 9h15. Vamos lá? Bom, a gente vai conversar sobre depressão.

Citações verbatim

Trechos da aula

Todos nós sabemos que a depressão é uma falta de pressão.
— Prof. Diego Reis
O nosso potencial tem que virar ato. A vocação da verdade é se encarnar no mundo.
— Prof. Diego Reis
Ou vocês têm uma obra que vai durar seis dias aqui e o sétimo dia não é nessa vida, ou o sétimo dia vai ser a origem da depressão de vocês.
— Prof. Diego Reis
Palavra por palavra

Transcrição completa

Transcrição automática · em revisão

E aí E aí Fala, Kenan. Boa noite, meu irmão. Fala, Andrea. Ana. Deixa eu só fazer uma coisa aqui. Vamos lá. Hoje eu vou divulgar um link aqui.

Eu tenho que achar esse link. Tiago Maestro. Vou copiar o link. Já vou falar com vocês. Só um instantinho que a gente está aqui. Tiago Maestro, manda para o secretário. Vamos ver se eu consegui. Copiar link.

Transmissão ao vivo. Link. Link. Fixar mensagem. Mensagem fixada. Pronto. Consegui. Boa noite, Camila. Vamos começar a transmissão aqui no Instagram. Vamos lá. Instagram. Instagram. Mais. Publicação, não transmissão ao vivo. 8K para parecer que eu fui para a praia. Com a cara vermelha.

Pronto. Instagram também. Vamos lá. Vou falar com a galera, que é a melhor parte. Vamos lá, vamos subir. André, Ana Flávia. Boa noite, Camila. Primeira vez ao vivo. Sou da comunidade, seja bem-vinda. Evelyn, boa noite. Fala, Eduardo. Graças a Deus, eu estou bem. Vocês estão bem também? Tem de tudo aí, né? Fabiano. Boa noite, meu irmão Cuiabá. Lucas. Marcos Melo. Raíra. Carlos.

Carlos Eduardo. Matheus Miranda. Sérgio Felipe. Núbia. Fala, Tariq. Tranquilo, meu irmão. Estou te devendo a resposta de uma mensagem. Vai sair. Vocês têm que ter paciência comigo, que aqui não é light, não. Luan. Cassiane. Ferrou a barra de golagem e foi lá para o fundo. Ah, boa noite, Camila, BH, Andréa Lima, boa noite, Alex. E Paola. Capela de Santana, Rio Grande do Sul. Maravilha. Sejam bem-vindos. Diana, Fábio, compartilhou o link da própria live no YouTube? Foi isso, não.

Não é da própria live, não. Clica aí e vê para onde vai esse link aí. Será que foi isso que eu fiz, cara? Não era esse link que eu queria compartilhar, não. Calma aí. Vamos ver se agora dá certo. Ctrl V. Calma aí, calma aí. Substituir mensagem. Agora eu mudei o link. Eu nem ainda vi para onde dá esse link. Eu espero que dê lá para a aula do nosso maestro, Thiago. Depois eu falo com vocês sobre isso.

Pessoal que está aqui no Instagram, se vocês quiserem, tem uma Story, é o link daqui do YouTube, tá? Se vocês quiserem ficar por aqui também, vocês são sempre muito bem-vindos. Vamos continuar aqui. Andréia, Alex, Diana, Fábio. Obrigado, Fábio. Corrigi aqui, eu acho. A aula do padre Paulo Ricardo, A Guerra Interna que Adoece, aplica bem à aula do curso Sobre Consciência. Você assistiu? Ainda não? Eu vou até anotar aqui para ver. A Guerra Interna que Adoece. Esses dias, muita coisa dos meus atendimentos das conversas que eu tenho tido com várias pessoas sobre vários assuntos têm sido sobre consciência, sabia?

Acho que a gente precisa de mais algumas lives aqui sobre consciência. Filipe, boa noite, meu irmão. Maria Bittencourt, vivendo e aprendendo. Igor, boa noite, professor João Pessoa. Infante motorizada. Vitor Marques, Fabiana Ribeiro, boa noite. Adzumos, Grace, boa noite. Filipe Rezende, Vinícius, obrigado pela companhia. Manuel Saturno. Coisas que se encontram nas dez classes.

Tem uma aula sobre isso, não tem, não? Não sei se tem aula aberta sobre isso. Não lembro. Fala, Renan. Antônio. Viviane, boa noite. Suelen Frank, boa noite. Jonatas. Boa noite. Saudações ao Mineira. Isso aí. Miguel Neto. Boa noite, Renata. Gabriel Pedro. Tiago Figueiredo. Levi. Adelaine. Gabriel. Boa noite. Pronto, a barra de rolagem me sabotou. Foi lá pro fundo. Vamos voltar.

Vamos achar. Aqui, achei. Miguel. Renata. Boa noite, Renata. BH. Gabriel. Boa noite, Gabriel. Boa noite, Pedro. Boa noite, Tiago Figueiredo. Levi, boa noite. Adelaine, Gabriel Oliveira. Fernanda. Ó, Fernanda, novidade da Fernanda. Novidade, estou grávida. Vamos rezar pela Fernanda. Que maravilha, né? Que coisa boa. A live hoje tem um pouco a ver também sobre isso, né? Sobre a alegria. das presenças que geram grandes movimentos, grande gravidade na vida e, além disso, da gente fazer o movimento exterior do amor, da vida se expandir, que é a Fernanda compartilhar conosco.

A não realização desses movimentos que a Fernanda está fazendo é um dos grandes motivos de depressão. da nossa vida. Simone. Boa noite. Cassiane. Aula sobre depressão e eu digo que domingo à noite. Só não é mais triste porque tem nada de sonho. É. Maravilha. Emília, boa noite. Rondônia. Pessoal de Rondônia aí, sempre presente. Seja bem-vindo. Gedeon. Gedeon de Curitiba. Maravilha. Maria Saloé. Vitor Lopes, mensagem retratada. É da própria live.

Fábio Pires. Boa noite. De Suzana. Samir. Deu bom. Maria, estamos calmos. Fabiano, deu certo o link, professor. Obrigado, meu irmão. Cláudia, boa noite. Na Magalhães, boa noite. Oriana de Joinville. Boa noite. Boa noite, pessoal do Instagram também. Estou olhando aqui para o pessoal do YouTube, os comentários. Sejam bem-vindos, pessoal do Instagram. Se quiserem passar para cá, o link está aí no story, tá? Paraíba, Alana, Guilherme Bauman.

Filipe Marques, boa noite. Guilherme chegou da missa agora, ele está falando aí, olha que maravilha. Daniel Rebouças, de Samir. Silvana também, mensagem retratada, se arrependeu. Educânimo. Bracinho, irmão. Um abraço para a Laura, né? A Laura que está lá em Buenos Aires, não é isso? Cristiano Pires. Salve! Ivi de Figueiredo. Boa noite, meu irmão. Bárbara Oliveira. Boa noite direto da Irlanda. Que maravilha!

Bruna. Boa noite. Gabriela Vitória. Boa noite, Vitória. Gustavo, boa noite. Sérgio Filipe. Quando o senhor puder, coloca a live sobre a inveja do domingo passado aqui no YouTube. Ah, é verdade. Ela só ficou no Instagram. Maravilha. Obrigado, meu irmão. Ulisses, boa noite. Fernando, boa noite. Sabedoria. Campo Novo, Rio Grande do Sul. O curso sobre a consciência tem alguma relação com a consciência da imortalidade? Não, não.

A consciência, como eu falo, é a unidade da personalidade no sentido das três pessoas. Daísa, ou Daísa, me desculpa se eu errei o nome, tá? Boa noite. Rodrigo, boa noite, meu irmão. Em família, Tubarão, Santa Catarina. Raul Hebert, boa noite. De Recife, Pax, Ineterno. Maria Vitencourt. Eita! Mais um tubaronense aqui. Olha o pessoal de Tubarão se encontrando. Natália.

Boa noite. Eu, Vércio, boa noite. Cristiane Pires. Estou no ônibus voltando para a vida de fora. Chego às duas da manhã. Estico a aula hoje. Imagina. Se amanhã não fosse segunda, nem que hoje em dia não dá mais para entrar nessas aventuras. Raíra ou Raira? Semana passada, a live não funcionou no YouTube. Ela está no feed do Instagram sobre inveja. Maurício Lopes, boa noite. Gisele. Carla, boa noite. Mariane. Boa noite.

Bueno. A barra de rolagem me sabotando. Cadê... Rômulo, boa noite. Porto Velho. Denis, Felipe, boa noite. Cheio de esperança. Aqui já foi, né? Tá. Elis Regina Silvana. Padre Diego, olha aí. Sua benção, padre. André Luiz. Lucas, boa noite. Gustavo Nunes. Batalhão Apóstolos, vamos lá. Levi, boa noite. Carla, boa noite.

Revendo as aulas da comunidade, cada dia melhores. Está só começando, não é? Já tem aula para caraca, mas a gente está com o começo ainda da comunidade. Se Deus permitir, a gente fica muitos anos aí. Paulo, boa noite. A Casa Afinada. Jéssica, boa noite. Mateus. Live sobre o tema alcoolismo. De repente vale a pena a gente falar mais sobre as compulsões de uma maneira geral, que aí pega uma estrutura de base tanto de causas como de tratamentos de compulsões. Alcoolismo é uma delas.

Shark Seed. Pessoal de tubarão aí. Meus amigos Juliana e Patrick. Amamos o senhor. Também amo vocês pra caramba. Minha presença aqui significa isso. Caraca, barra de rolagem. Ferrou, me perdi. Bom, me perdi na barra de rolagem, mas vou aproveitar aqui pra começar então, né? 9h15. Vamos lá? Bom, a gente vai conversar sobre depressão. Muita gente desordenada e cheia de medo por causa desse nome que tem aterrorizado muita gente.

Vamos lá. Bom, por que que eu passei um tempo aqui falando sobre estruturas da personalidade, presença, domínio, as três pessoas, para depois ir falando sobre esses temas mais específicos? Para que vocês entendam, possam fazer um exame próprio de consciência, porque eu sei que muitos de vocês não têm condições de ir numa conversa individual, numa terapia, numa direção espiritual, ou acima de tudo, que deveria ser sempre o nosso lugar de cura, nas famílias e com as amizades, a gente não tem encontrado ordem.

Então, vocês precisam de uma estrutura, de uma base, com calma, seguindo sempre o caminho das presenças que estão na nossa vida, aquilo que a gente dedica às nossas presenças. Depois, as consequências da nossa presença, ou seja, os domínios que a gente tem que realizar nas diferentes dimensões e relações da nossa vida, não é isso? Com aquela bola do meio. E esse domínio se realizar de acordo com as três pessoas, cada uma com seus órgãos, com seu modo de vida, cada uma com a sua vocação própria, uma que realiza o amor concreto no mundo, uma que conhece profundamente as coisas do mundo e uma que vê o futuro do mundo, onde ela escolhe o melhor, o dia de amanhã.

Se vocês estão aqui, as pessoas que estão aqui a primeira vez e ainda não demoraram um pouco, gastaram um tempo comigo olhando para a estrutura da personalidade, o que vai acontecer nessas lives individuais? Vocês vão ouvir uma coisa aqui, que é o que acontece com a gente todo dia na internet. Vocês vão ouvir uma coisa Vocês vão ver um reel, um story, uma live, ler um livro sobre um tema, sobre inveja, sobre amor, sobre abertura à vida, sobre educação física, sobre escovar os dentes.

E aí vocês vão colocar ali como aquilo como melhora na vida de vocês e vocês vão mudar a estrutura da vida de vocês simplesmente pelo fato da consciência ser a unidade da nossa personalidade e ela alterar tudo para que a gente domine aquele aspecto novo. Então, as pessoas fazem um curso sobre ansiedade, um curso sobre teologia, um curso sobre psicoterapia, um curso sobre educação física, um curso sobre fazer bolo. Aí aquilo ali se torna aquela bola do meio, daquele meu desenho da personalidade, e elas começam a gerar todo o movimento da vida delas em volta daquilo.

Então, elas começam a adaptar o sono delas, as amizades, o relacionamento familiar, todas as coisas para aquela dieta que ela vai começar na segunda-feira. Se vocês ainda não têm isso encarnado em vocês, se vocês, ao me fazerem companhia aqui, ainda não tem noção dessa presença, do domínio, que é a vocação de toda presença, o papel de todos nós aqui, vocês precisam aprender sobre isso, senão a vida de vocês vai ser uma colcha de retalhos. Vocês vão ouvir aqui a live, vão ficar pensando depois da live sobre luta contra a depressão, sobre todos os movimentos que vocês têm que fazer.

Amanhã é segunda-feira, vocês vão transformar a vida de vocês em relação a uma nova presença e a vida de vocês vai ficar todo dia sendo assim, tá? O que é uma tragédia e inclusive é uma das grandes causas de depressão da nossa vida hoje, que tem um excesso de presenças. um excesso de presenças. Tem muita gente que tem depressão porque não consegue fazer um movimento completo da personalidade. O que é um movimento completo da personalidade? É realizar a obra de uma vida. Então, se vocês estão me ouvindo falar isso aqui e não tem noção do que é uma obra da personalidade quando está presente o Relâmpago McQueen, um amigo, Uma mulher, a religião.

Vocês vão ter que ir lá na Live dos Amores. Vão ter que sentar lá. Vão ter que escrever todas aquelas presenças. E aprender que o personagem no palco, ele tem experiências na vida. Aí ele realiza certos movimentos pra aprender aquelas experiências da vida. Somente algumas. Somente as que chamam a atenção. Ou seja, que são vocacionais. Chamam. Vocária. Chamam a atenção. Ele leva para o passado. Medita sobre elas. Baliza a vida futura. É isso que vai acontecer hoje com vocês aqui. Baliza a vida futura. Aí você faz o roteiro para o dia de amanhã.

Tenta cumprir no palco. Quando chega no dia de amanhã, você já atrai essa presença, esse amor. Você coloca outra coisa, né? Amanhã você viu uma live sobre escovar os dentes, aí é escovar o dente agora. Aquilo de ontem passou, agora a presença é escovar os dentes. Aí você medita sobre aquilo, faz um roteiro, no dia seguinte você tá colocando a referência da tua vida como escovar o dente. E assim vive a humanidade, não é assim? Que a galera tem vivido, né? Então olha só, vamos lá.

Vamos começar do começo. Depressão. Depressão. Vocês percebem que eu estou falando de um conceito que antes de ser psíquico, psicológico, espiritual, anímico, que seja para vocês, ele é um conceito físico. Nós estamos fazendo simbólica, estamos fazendo analogia com um conceito da física, que eu vou passar agora para a metafísica para vocês entenderem tudo que a gente vai falar aqui com tranquilidade, com tranquilidade. Não está na hora, quando eu ensinar para vocês, sobretudo a galera que está começando comigo lá na comunidade no Trivium, vocês vão perceber tranquilamente qual é o caminho que eu sigo do discurso todo que eu faço aqui na live.

Por que que ele começa assim? Por que que eu mudo o discurso alguma hora, tá? Por que que alguma hora eu tô utilizando argumentos encadeados cronologicamente? Por que alguma hora eu tô só dando ordem sem argumentos? Como se estivesse falando com criança, né? Que não dá pra explicar, só ordena, tá? Mas vamos com calma. Depressão. Depressão. Uma pressão. que se esvai. Todos nós sabemos que a depressão é uma falta de pressão. Não é isso? O que é pressão no mundo? Pressão no mundo é uma força realizada sobre uma área.

Então, está vendo a área da palma da minha mão? Eu vou realizar uma força com um dedo. Então, uma força X sendo exercida sobre uma área pequenininha, está vendo? É só essa área aqui. Então, a pressão é grande, porque a área é pequenininha. Como são inversamente proporcionais, a pressão é força sobre área. Agora, olha só, aumentei a área de contato. diminuiu a pressão. Diminuiu. Essa pressão aqui é a mesma força sendo aplicada. Por que isso acontece na psique humana?

Que força que tem em nós? As pessoas têm várias palavras para indicar Essa diminuição de pressão. Então, na terapia, usualmente, como é que vêm essas palavras? Elas vêm assim, ó... Professor, eu tô sentindo um desânimo. Professor, eu tô sentindo uma tristeza. Professor, ultimamente eu tenho tido uma preguiça. Ou então, vem como diagnóstico mesmo, né? como uma grande depressão ou um período de depressão dentro de uma pessoa que tem um transtorno bipolar, sabe?

Vem esse tipo de diagnóstico. E a gente quer ver um outro tipo de palavra que vem em pessoa que vive vida espiritual, que segue caminho e lê Vida dos Santos, às vezes vem a palavra tibieza. Então essas palavras, desânimo, um cansaço, uma preguicinha. Elas são a falta de uma força que vai gerar um movimento, não é isso? Força é igual a massa vezes aceleração, ou seja, o movimento de uma massa. Uma força é o movimento de uma massa. Uma força é o movimento de uma massa.

Ou então, de uma maneira geral, o pessoal fala assim, A Gisele tá falando aqui, ó, depressão pós-parto. Se eu não falar sobre isso até o final, me lembrem aqui. É que eu vou explicar a estrutura aqui e você vai entender porque que tem a pós-o-parto. A depressão pós-parto, ela ou vai acontecer no personagem, por uma falta de força, de energia fisiológica. O personagem é de carne e osso. Afinal de contas, pós-parto, uma mulher tem uma perda gigante de sangue, uma mulher tem alteração gigante em ferro, uma mulher tem os neurotransmissores alterados.

Então a gente, óbvio, mas é óbvio que a gente tem alteração de força. Outra palavra que vocês também gostam, alteração de energia. Eu estou sem energia para levantar. Eu estou sem energia para realizar as coisas que eu realizo todo dia no trabalho. Eu sou dona de casa e eu estou sem energia. O que é energia? Qual é a definição de energia na física? Na física, no mundo concreto. Para vocês entenderem analogicamente, simbolicamente, o que é na personalidade humana. Energia na física é uma capacidade de gerar movimento ou capacidade de realizar trabalho.

Então a gente mede energia em joule, em watts. Energia. Então, eu não tenho energia, eu tô sem energia pra lavar a louça, tá vendo? Eu não tenho energia para realizar trabalho. Eu não tenho força para realizar trabalho. Eu não tenho força para realizar um movimento. Agora, olha na metafísica. Na metafísica. A maravilha da metafísica é que ela tem a estrutura global do movimento do mundo, que Aristóteles chamou de amor. que eu sempre falo na vida do personagem, que é a transformação. O deixar de ser para vir a ser.

O tomar café com o personagem no mundo. Ele deixa de ser um pouco Diego para ser um pouco café. O que é o movimento de Aristóteles que é a base de tudo isso que a gente está falando até agora? Eu só estava falando do mais simples aqui para vocês verem, para vocês entenderem as coisas com bastante calma, tá? O movimento de Aristóteles é sempre essa passagem aqui. Uma coisa passa de uma potência para um ato. Uma coisa passa de uma potência para um ato. O que é passar da potência para o ato?

É passar do que ela pode ser para se atualizar, para ser atual, para o ato concreto do mundo. Então, vamos lá. Os olhos têm potência, eles podem ouvir? Não. Qual é o potencial, a potência que os olhos têm? Eles têm um potencial, eles podem olhar. Então, os olhos, eles têm uma potência, uma energia que quer se realizar no mundo como um ato concreto no mundo, que é virar o olhar.

Essa potência, essa energia dos olhos de um órgão, ela quer se realizar. Ela quer realizar a obra concreta no mundo. Ela quer se encarnar no mundo. Então a energia que é imaterial é o que pode ser. Ela tem essa vocação de passar ao ato. Isso é a estrutura geral do movimento no mundo. Todo o comando do que acontece como compressão e descompressão. Compressão, eu já fiz uma live pra vocês, né? Compressão é angústia, ansiedade. Agora eu tô falando da descompressão, da depressão. Então, isso existe em tudo.

Então, quem estuda Física aqui, por exemplo, se eu tiro isso aqui do planeta Terra, tiro do chão, tiro da Terra, se eu levantei isso aqui, A força da gravidade, que a gente já sabe hoje que não é uma força, né? A relação da gravidade, a curvatura do espaço que faz com que isso tende... Como que isso tende a se atualizar? Se eu largar isso aqui, o copo, para onde ele vai? ele vai se atualizar no chão, ele vai cair, né? Então, na física, a gente diz que esse copo tem energia potencial gravitacional.

Essa energia, ela quer gerar um movimento. Qual é o movimento que ela quer gerar? Ela quer fazer o copo ir lá para o chão. Tanto é que eu estou fazendo uma força contrária para não deixar essa energia se atualizar. Então, essa energia, ela muda de nome de acordo com o instrumento, o órgão. Instrumento, quando eu falo órgão é porque órgano em grego é instrumento, tá? Então o órgão, o instrumento do olhar, o órgão do olhar, ele tem uma energia que quer cuja tara o ato no mundo é a visão.

Isso pra tudo. Então eu dei um conceito físico aqui. Quer ver outro conceito na física? Você pega uma mola, né? Aí a mola, você distende a mola ou você comprime a mola. Ela tem uma energia que a gente chama de energia potencial elástica, ou seja, essa energia é a força elástica pelo K, o coeficiente elástico da mola. Você vê, a mola quer realizar um movimento, tanto é que se você distender a mola, Ela quer fazer o movimento de volta. Então, ela tem uma energia potencial elástica, ou seja, ela quer ser mola.

O ato dela no mundo é fazer aquele movimento. O que é essa descompressão, então? Essa descompressão é a não realização desses movimentos dos órgãos humanos no mundo. Então, eu dei um exemplo ridículo para vocês. que é o exemplo do olhar. Então, olha só. Se você... Vou começar pelo olhar e a gente vai começar a passar pela vida humana aqui. Em vários casos. E depois vocês começam a falar os casos aí que eu vou mostrando pra vocês onde é que tá. Por que que acontece. Onde tá descomprimido, descompresso.

Então, vamos lá. O olho, se eu acordo um dia, E a minha vista tá toda embaçada, siniscura. Olha só, hein? A minha vista, ela quer realizar um movimento no mundo, de realizar o ato no mundo. Ela tem energia pra olhar o mundo. Eu acordo, eu chamo a realização desse ato. para vocês, no dia a dia, de dominar o mundo, domínio, a ordem do mundo, o domino, a criação do olhar, para realizá-lo perfeitamente como ato, no ato concreto do olhar. Aí está escuro, está preto. Olha só o que vai acontecer dentro de mim, hein?

Olha, eu vou falar outras percepções, se vocês não tiverem capacidade imaginária de reproduzir isso. Você acorda e você tinha que estar sete horas no trabalho. E aí você acorda e são sete e meia. Está embaçado, tem alguma coisa embaçada no mundo desordenado. Sabe o que acontece dentro de você? Uma compressão profunda. Uma angústia profunda, uma ansiedade profunda. É uma força gigante pra realizar o movimento do mundo. O movimento do olhar. O movimento chega na hora do trabalho. Então você começa. E vai fazendo. E rápido. Ou se você ficou cego, você tá assim.

Meu Deus, eu não tô olhando. Meu Deus, eu tô atrasado pro trabalho. Eu tô atrasado... Ferrou, ferrou. Tá vendo? Mangústia. Uma compressão. Uma compressão. Ó, eu tô falando da mesma estrutura da vida. A estrutura da compressão profunda e da descompressão profunda. A estrutura da ansiedade, a estrutura da depressão. Eu tô estruturando pra vocês começarem a ter condições de olhar pra personalidade humana e começar a saber onde cada coisa... Porque, percebam, eu tô falando do olhar. do olhar, mas isso é com o ouvido, isso é com o paladar, isso é com o olfato, isso é com o tato, os sentidos mais básicos do personagem no palco, isso é com a atenção, isso é com conhecer a verdade, isso é saber o que é melhor para amanhã, ou seja, com cada uma das três pessoas, vocês entendem?

Isso é com o meu pâncreas. Isso são com meus dentes? Isso é com a minha capacidade de ser conhecido? Isso é com a minha lógica? Isso é com a minha inteligência? Então, prestem atenção. As pessoas, elas ficam angustiadas ou deprimidas por algum movimento no mundo que precisa se realizar, mas não se realiza? Então, veja. Apareceu a bola do bem. A bola no meio, uma relação que é muito individual de cada um de vocês. E a minha é minha. A minha bola do bem de relacionamento entre marido e mulher chama-se Maria Reis.

A de vocês é outra mulher, outro homem ou não existe. Então, a presença da relação com essa bola, que é uma pessoa, mas que pode ser um trabalho, que pode ser um copo de café, que pode ser uma religião, Ela, essa relação, essa bola no meio da personalidade humana, como é que ela tem que funcionar? Ela tem que funcionar perfeitamente com o personagem no palco. Ela tem que funcionar com o crítico. Ela tem que funcionar com o roteirista. E o movimento entre eles e entre essa presença tem que funcionar bem.

Tudo isso são órgãos. Aí você fala assim, pô Diego, mas tudo tem que funcionar bem? Acorda com tudo funcionando bem, menos o olhar e você vai ver o que vai acontecer contigo. Acorda com tudo funcionando bem e você tem 40 anos e não achou um homem e tá achando que nunca vai ser mãe. Acorda com tudo funcionando bem e você não tem religião. Acorda com tudo funcionando bem e você tem um cabelo encravado que não deixa você botar o sapato. E você vai ver nitidamente, e eu posso ver nitidamente, quando o desenho da personalidade humana está na minha frente, a compressão e a depressão.

Aí as pessoas falam assim para mim, mas como pode uma pessoa ao mesmo tempo, tipo bipolar, mas ou o borderline, cujas experiências acontecem dentro de um mesmo dia. Ele consegue no mesmo dia. ter esses episódios de hipertinia, de anímico, sabe? De extrema energia, e no mesmo dia, o borderline, ele fica acabadão. O bipolar, os períodos maiores, dois meses, três meses. Isso não só não espanta, como isso é típico, é típico. de como é formada a personalidade humana.

Porque, olha só, eu comecei a me angustiar. Eu comecei a me angustiar porque eu não acordei no horário, porque eu não fui no médico que estava marcado sete horas, porque meu olho não está funcionando. Eu estou angustiado, comprimido e tal. Aí eu tento fazer tudo em todos os lugares. Aí eu percebo que não tem mais jeito, que o olhar não vai se realizar e que minha visão não vai melhorar. Aí, olha... Vou dar o exemplo do atraso pra consulta. Pra vocês perceberem. Vinha atrasinho pra consulta.

Caraca, eu vou agora. Aí ligo. Doutor, eu tô chegando já. Vinha atrasinho. Eu cheguei lá. O meu carro quebrou e tal. Tô comprimido pra caraca pra realizar o movimento do mundo. Pra potência, porque eu posso, que é chegar no horário, realizar e virar ato da consulta. Agora, olha o que vai acontecer. É... Pô, não vai dar não, tá? Já é a segunda vez que você perde a consulta, eu não aceito mais, não vou marcar mais consulta pra você, você procura outro médico, perdeu a chance, já vou entrar no outro paciente.

Ou o cara que fala assim no emprego, né? Não precisa mais vir não, depois você passa aqui mês que vem que pra você acabou. Aí, a angústia, a compressão toda, o potencial de realizar ato, acabou. Você não pode mais olhar. Você ficou cego. Você não pode mais ir pra consulta. Acabou o que pode. Acabou a potência. Agora não tem mais uma compressão da potência que quer virar ato. Agora a potência caiu. A energia, a capacidade de gerar movimento começou a deixar de gerar movimento. Aí você deita no sofá e fala assim, puts, que merda.

Depressão. É a mesma coisa, o mesmo problema no olhar, o mesmo atraso para o trabalho, a mesma consulta que eu perdi. Vocês estão entendendo que a compressão e a depressão, a angústia e a depressão, a ansiedade e a depressão, elas são a mesma bola. Vocês entendem isso que eu estou falando para vocês? Que só pode acontecer por um movimento que não se realiza. Então, quando eu digo movimento, vocês entendem a passagem do que pode ser para aquilo que vai ser. O que pode ser? Eu posso olhar.

Então, você tem que olhar. Tem que transformar em ato no mundo. Então, essa semana eu atendi um cara que perguntou assim pra mim. Eu fiz vasectomia. Eu fiz ligadura de tropas. É... Você acha que isso tem a ver? Porque eu fiz um mês e meio e tenho me sentido meio triste, meio cabisbaixo, meio deprimido. Pô... O que esse cara e essa mulher fizeram com um órgão? Eles pegaram uma adaga e enfiaram no olhar.

Tô! Você não vai mais olhar, porque você está vendo coisas ruins. Isso quando não sou eu que tenho que descobrir, né? que o cara há um mês tá mal, tá deprimido, tá sem energia. Isso quando tu não tem que virar o cara de cabeça pra baixo assim ó, pra sair as moedinhas do bolso dele e tu ir tirando tudo assim e o cara falar assim, ah não, mas tem umas coisas que não tem nada a ver, há dois meses eu vi vasectomia. Isso eu tô falando de coisas?

que a gente vai perder, né? Porque nós vamos perder esse potencial, né? As mulheres e os homens. Vocês têm que ver as mulheres entre 35 e 45 sem a presença do homem para realizar esse movimento. Como é que elas ficam? com uma angústia profunda, porque é uma força que tá falando, tá chegando a hora! Porra, tá chegando a hora! É agora! É agora! Angústia! Angústia! Agora! Eu preciso conhecer alguém! Angústia! Angústia! Aí o tempo vai passando, aí ela tá vendo que o olhar não vai olhar, não vai olhar, o olhar não vai olhar, aí ela começa a se jogar no sofá.

Agora, essas coisas materiais, Elas têm essas experiências. Tu vê, isso acontece com a gente. Com o carro, com a máquina de lavar roupa. Isso acontece com a gente, pô. Tu tá angustiado porque tu tá com um problema no carro. Aí o cara fala assim, ó, perda total. E tu não tem seguro. Aí tu fala assim, pronto. Acabou o potencial. Acabou o problema que a gente fala, né? Acabou o problema. Aí tu... Depressão. Acabou a angústia. Pelo menos com relação a isso. Tu vai ter angústia de outras coisas.

Mas essa aí, ó, acabou. Só que essas coisas, elas geram esses movimentos pequenos. Essas pequenas ansiedades, essas pequenas depressões. Agora eu pergunto pra vocês. Eu pergunto pra vocês. Ó, não existe isso, hein, pessoal? Eu já vi muita gente boa falando assim por aí. é ansiedade, angústia, é um olhar para o futuro e ver as coisas não dominar a tragédia. Isso aí é uma balela, pô. Quer ver? Eu vou fazer a experiência agora para vocês aqui de ansiedade, de angústia. Comecei a olhar para o passado.

Estou lá no passado, lá no Líbano, 2013, carro bomba. explodiu, matou o esposo e quatro filhos daquela mulher que eu estou olhando aqui na minha memória, lá no passado. Pô, tá aqui, ó. Tá aqui, meu coração tá aqui, angustiado. Tá aqui. Vocês conseguem olhar para o passado e ver onde não teve domínio, aí essa experiência do não domínio, da perda? Olha aí. ela está te angustiando, percebe? A batida do teu coração aumenta. É que você não está se olhando no espelho, porque a tua feição muda.

Tanto é que tem gente que tem feição modificada por ficar olhando para o passado, para as suas angústias do passado. Então, essa coisa de problema do roteirista do futuro é uma bobeira. Ansiedade e depressão é um fenômeno de pressão, um fenômeno físico e metafísico, como tudo que existe, daquilo que não realiza o movimento do que tem que ser, para aquilo que é. Ponto. Ponto. É isso. Se for desde olhar até máquina de lavar quebrada, ou ausência das presenças.

Olha só aí. Existe um modo de tortura que é um dos mais aloprados que existem na história. Esse eu conheço um pouco por causa das forças especiais. porque trabalhar em forças especiais, obviamente a pessoa tem que saber como são experiências de campo de concentração, de captura, de tortura, né? Porque essa é uma realidade típica de quem atua atrás das linhas inimigas, né? Existe um modo de tortura que é você tirar os sentidos das pessoas.

Eu, inclusive, já tenho um vídeo num Reels que eu acho que eu reproduzi de uma pessoa falando do recorde de quem aguenta ficar numa sala onde não tem som. Nenhum, nenhum som. Nenhum, nenhum, nenhum. Mais próximo que o ser humano deixou um lugar de sem som. O fenômeno interior de uma angústia profunda seguida da pessoa espraiada e jogada no chão numa depressão profunda. Isso é a falta da bola do meio, então, a bola do meio, que não existe para se relacionar com os sentidos humanos.

Isso é o amigo que você não tem. Isso é o trabalho que você não tem. Isso é o companheiro que você procura e não tem. Agora olha onde eu vou chegar. Nóis! que na presença das coisas e das pessoas temos a vocação de dominar o mundo, dessa presença relacional que vai realizar cada uma das pessoas. O personagem no mundo pelo modo do amor, de se relacionar, de um se transformar no outro. Com o crítico no mundo pelo modo de conhecer profundamente e ser profundamente conhecido. Com o roteirista no mundo de planejar a vida futura com aquela pessoa, com aquela coisa, com aquele trabalho.

Agora, olha a falta que faz certas bolas pra gente se relacionar, né? Agora, quando tudo isso... Quando tudo isso estiver no nosso domínio e a gente for envelhecendo, nossa energia vital for baixando, os sentidos forem baixando suas capacidades, a gente já tiver conhecido muita coisa, a gente já tiver feito muitos planos na nossa vida, quando a gente passar por grandes tragédias, grandes sofrimentos, perder o domínio sobre as coisas do mundo, Aí a pessoa, ela não tem religião. Ela não tem religião. Vocês imaginam o tamanho, o olhar se angustia, se não tiver imagem pra ver.

A experiência que eu falei pra vocês, vocês numa câmara, procurem essa experiência depois na internet, um homem numa câmara, onde não existe som, e ele nasceu com os ouvidos, e a vocação do ouvido é tão grande pro som, que a gente produziu obras fascinantes, né? Pra que a gente se deleitasse com o som. E o homem tá num lugar sem o som, Gêmeo de dor, porra. Então, quando o Santo Agostinho falava assim, ó... Às vezes a gente olha para as pessoas que não têm Deus e a gente acha que elas estão passando por um sofrimento ou outro, porque elas não sabem oferecer as coisas para Deus, né?

Elas enfrentam. É só você olhar uma pessoa que tem fé em Deus e a outra que não tem. A fé em Deus de uma pessoa que acredita que perdeu um parente, um pai, um filho, uma esposa. E é óbvio que uma pessoa que não crê em Deus, ela não tem domínio nenhum sobre isso. Mas quem acredita em Deus, consegue ver domínio nessas experiências. Aí eu pergunto para vocês. Imaginem a angústia profunda que não sabe ser falada. Das pessoas que estão na câmara e que elas não ouvem a palavra, sendo que elas têm um órgão que nasceu para ouvir.

Faz agora a analogia da angústia profunda da pessoa que não tem o Deus. com aquele órgão que o catecismo diz que é capax deina, que é capaz de Deus, que nasceu só pra Deus, o que a gente pode chamar de espírito. Ou com o Santo Agostinho falando assim ó, Senhor fizeste-nos para ti e o nosso coração não descansa, ele não para de se angustiar nunca, porque a pressão dele, a energia dele é te encontrar. Eu estou só seguindo um caminho natural para vocês perceberem quando falam assim, pequeno desânimo, uma tristezinha, uma falta de energia, uma tibieza, uma depressão, uma vontade de tirar a própria vida.

A gente está falando da mesma experiência, de uma ausência de um movimento. Então, se vocês não conhecerem a personalidade, não botarem as três pessoas com a bolinha do bem e ficarem sabendo se cada bolinha que tem que estar na minha vida está ali e se cada experiência comum do relacionamento, desde o personagem, você vê. Vocês viram o que a Fernanda falou para a gente quando a gente estava aqui e começou a live? Por que ela entrou aqui e ela falou assim? E você via, né? A alegria, a expansividade, né?

Novidade, professor. Eu estou grávida. Então, o que ela está contando pra mim? Ela está contando assim, ó. Professor, a potência está virando ato. Existe um movimento no mundo. Professor, ela entrou aqui e disse assim pra mim, ó. Professor, o olho está olhando, professor. O olho está olhando, professor. Eu não estou cega. E ela fez mais do que isso, porque ela falou do personagem no palco. Ela está grávida, a gravidade de uma presença grave. que é o que a presença faz com a força da gravidade. Ela dobra o espaço-tempo para que a gente seja atraído pela gravidade.

E tudo que tem vida é assim. E eu estou falando aqui, e se uma pessoa começar a morrer do meu lado, é óbvio que eu vou olhar para lá, para ela sangrando. Por quê? Porque a vida é grave. Ela é mais grave. Entre a vida e um carrinho, a vida é como se fosse Júpiter. Ela tem massa demais, ela é grande demais, ela dobra mais o espaço e ela obriga as coisas que orbitam, as luas que orbitam, a ficar em volta dela pela dobradura do espaço-tempo e ela atrai as coisas pra ela.

Pelo peso dela, pela massa dela, pelo tamanho dela, pelo domínio dela. Vocês entendem? Então é óbvio que atrai a gente a vida grávida e a vida sendo perdida. ou se não faz esse movimento, é porque a gente tá ficando deprimido, a gente tá ficando descomprimido, a gente tá perdendo a pressão. Então isso é visto em cada movimento desses. Porque se eu tomei o café de São Tomé e Príncipe, e tomei, porque eu recebi um, teve um aluno meu que foi pra São Tomé e Príncipe aí há um tempo recente, chegou na minha casa semana passada, um café de São Tomé e Príncipe, e o café de São Tomé e Príncipe com o personagem no palco, o crítico, que é outro órgão.

O crítico é outro órgão. O crítico não é o personagem no palco. O personagem no palco, a Fernanda, ela tá grávida. Mas o crítico não é o personagem. O crítico, ele não tá grávido. O crítico, ele quer conhecer profundamente e ser profundamente conhecido. Então a Fernanda, ela tá aqui, e a potência, o que ela pode aqui, a gente não tá vendo a barriga grávida da Fernanda, a gente não tá vendo o nenenzinho dentro dela. Então ela, com o crítico no mundo, que quer conhecer profundamente e ser conhecido profundamente, ele quer falar, ele quer se expandir, ele quer dar testemunho do amor no mundo.

Então ele fala, ele se expande. Como o coração de São Paulo queimava, né? Ai de mim se não evangelizasse, entende? Ai de mim se não falar essas coisas que são mostradas e vistas. Então uma pessoa que tem essas experiências e não tem um amigo no mundo pra contar, pra conhecer e ser profundamente conhecido, é óbvio que essa pessoa no carnaval, ela vai querer, essa mulher vai querer sair seminua na rua, esse homem vai querer malhar pra sair musculoso. Porque ele precisa ser visto profundamente, pô. uma angústia profunda de um órgão, eu preciso ser olhado.

Esse não é o personagem do mundo, esse é o crítico. Esse é o crítico. O roteirista, ele tem outra maneira de domínio no mundo. Então é óbvio que existe uma compressão e uma descompressão própria do personagem. Então eu falei pra vocês, um pós-parto, por exemplo. Olha, você tem que ir lá no roteirista. Desculpa, primeiro no personagem. Por quê? Porque a mulher, ela acabou de parir um filho. Então o personagem, ele teve um puta de um movimento de potência e ato. Aí depois disso, eu tenho que ir na personalidade inteira.

Eu vou lá no crítico para saber as coisas que ela pensa com o conhecimento que ela tem sobre isso, e depois eu vou no roteiro de vida. O que ela pensa sobre o amanhã. Agora, olha aqui, se vocês conhecem o movimento da personalidade humana, da maneira que eu ensino, se vocês já viram Aquele movimento com calma. Eu não sei se a aula tem aberto ou tem só na comunidade, no curso. Não lembro mais. Mas aquele caminho que eu faço da verdade no mundo, dela subir com responsabilidade, passando para o crítico, pela lógica para o roteirista, a verossimilhança, a probabilidade.

E a obra, depois desses seis dias, desses seis passos que eu faço, o sétimo passo. Eu tomei o café de São Tomé e Príncipe. Eu fiz juízos sobre aquilo ali. Eu vi que era bom. Eu queria tomar amanhã. E aí eu tomei no mundo. Quando eu tomei, presta atenção nisso, que é o conceito que eu dou de felicidade pra vocês de paz. Eu tomei, eu realizei, eu passei na prova, eu casei com aquela mulher, o meu filho nasceu. A obra dos seis dias, das três pessoas, ela está completa.

E aí existe um sétimo dia, que é o da contemplação. Você pintou a parede. Agora pega teu copinho de cerveja, teu cafezinho, anda pela sala. e fica admirando e curtindo a criação feita, a parede feita, a louça lavada, o trabalho realizado, o livro escrito, a consulta bem-sucedida, o paciente que melhorou, a aula que deu certo, o curso que eu terminei. Toma esse café no sétimo dia e veja a criação pronta e sinta a paz do homem que realizou a obra. Ok. O que acontece no dia seguinte?

o seu sonho tá morto. Eu não preciso mais passar pro colégio naval. Eu não sonho mais com o José Pedro nascer. Eu não sonho mais com a Maria Rita nascer. Agora, eu preciso realizar de novo o próximo movimento do mundo, a próxima potência que vira ato. Então veja, ó, com essa explicação que eu dei aqui pra vocês, nós temos balizados à nossa frente, claro, clarividente, vários tipos de depressão. Então, a gente pode ver aqui, vou começar. Então, a gente pode falar dessa do pós-parto. Então, eu falei de uma depressão pós-parto com personagem no mundo, fisiológica, bioquímica, dos neurotransmissores, não é isso?

Ok. Agora, olha para a mulher. que balizou toda a sua vida para o nascimento do filho. E que quando ele nasce, o sétimo dia, a obra está pronta, o filho está no mundo. É óbvio que várias mulheres não sabem transformar isso em palavras, mas elas estão na experiência do sétimo dia, daquela grande alegria, no dia seguinte, Elas precisam continuar o movimento da personalidade, mas elas não continuam. Você comprou um carro novo. Você acha que o carro novo dá pra você essa sensação, esse prazer de felicidade do sétimo dia?

Lembra? Em busca da felicidade. Você conseguiu. Aquela caminhada do filme é o sétimo dia. É um dia só. No dia seguinte, o sonho tá morto. Você tem que começar a rodar o movimento da personalidade de novo. Olha a síndrome do ninho vazio. Você baliza sua vida pelo filho. Aí essas bobeiras, né? O meu filho é a coisa mais importante da minha vida. O meu filho, o meu marido, pode me largar, não é assim? O filho é a coisa mais importante da minha vida. Tanto é que nas estatísticas, a grande maioria, um problema comum que é líder na estatística de divórcios.

Pós-primeiro filho, mulher. Meu filho, meu filho, meu marido pode largar. O filho, o filho. Mas já contaram pra ela que o filho vai sair de casa daqui a pouco e quem vai ficar aí dentro de casa é o marmanjão aí, é o marido? Aí ela simplesmente vai construir a obra da vida dela em cima de criar o filho. Aí ela constrói essa obra maravilha, né? Maravilha. Aí o filho saiu de casa. Aí o sétimo dia, né? A alegria de, caramba, meu filho, consegui. Que maravilha, o casamento do meu filho e a emoção, não sei o que lá e tal.

Aí, sétimo dia, né? Só que tem o oitavo dia, que é o primeiro dia daquela obra já passada. Aí ela entra no primeiro dia, pronto. Ela não sabe mais o que fazer. Não tem mais movimento da vida humana. Vocês estão entendendo isso que eu tô falando pra vocês? Se vocês tiverem, parem. com essa babaquice de achar que vocês vão achar uma obra humana nessa terra que vai cessar o movimento do coração de vocês porque vocês estão plantando a árvore da depressão. Ou vocês têm uma obra que vai durar seis dias aqui e o sétimo dia não é nessa vida, ou o sétimo dia vai ser a origem da depressão de vocês.

É por isso que eu atendo o militar que foi pra reserva e acabou a obra das Forças Armadas. Aí ele não sabe mais o que fazer. Eu vivo pra isso aqui. É por isso que você atende o milionário, o bilionário, que não sabe mais o que fazer. Pô, se você realizou a obra, e você não tiver mais movimento da vida humana, vocês conseguem sentir o cheiro de morte? Você vê, a psicóloga francesa, Françoise Doutor, ela chamava esse movimento, abordando qual era a grande tragédia da psicanálise freudiana, que trabalha com recalques e realização dos movimentos eróticos, essas coisas todas.

Essa é a bobeira, né? Tu tá sentindo vontade? Vai lá e faz, pô! Tá sentindo vontade de fazer? Vai lá e faz! Aí a gente vê, depois de um Freud que se matou, realmente encarnada aquela teoria, né? De quem realiza os movimentos, de realizar todas as pulsões, as energias, vem a tal da pulsão do Thanatos. A pulsão de morte, em grego. Aquele cara que está realizando todas as obras dessa vida, nessa vida. Então você vê, eu não vou entrar aqui agora, porque já são dez e cinco, mas a partir de agora, eu podia entrar com vocês em um assunto maravilhoso, que foi durante um bom tempo um dos melhores assuntos da minha vida, que chama-se Noite Escura do Espírito, que vocês vão poder degustar se vocês lerem São João da Cruz, Santa Teresa da Ávila, Santa Madre Teresa de Cautá, vários frades que tiveram uma espiritualidade carmelita, por causa de São João da Cruz e Santa Teresa da Ávila, que são os reformadores do Carmelo.

A gente ia entrar aqui naquela teologia da cruz, do Senhor, porque me abandonaste, na obra, tudo está consumado. O momento da depressão total e profunda do ser humano, que no final das contas é um caminho, de certa forma, natural pra nessa vida material tudo que a gente tem. Tudo que a gente tem nessa vida material tem essa vocação de depressão no final, de descompressão, né? De que vai parar de fazer o movimento, você entende? Que a gente vai envelhecendo. E essa pulsão de ficar rico, essa pulsão de ter sucesso no trabalho, essa pulsão de ser pai e mãe, essa pulsão...

Você percebe que essas pulsões, esses movimentos, essas energias, todas as energias materiais desse mundo têm essa vocação nessa vida de morte. Elas têm que ser realizadas. Por que elas têm que ser realizadas? Porque, como diziam os... os grandes filósofos e teólogos medievais, né? A gente, no mundo, vai chegar muito próximo de Deus sempre por analogias. Então, a maneira que eu fico ensinando pra vocês, patamares em cima de patamares, né? A gente começa com os olhos, com as coisas que te tocam. Você entende? A gente conhece Deus por analogia.

Sem analogia, a gente entra no mundo imaterial, no mundo psíquico, todo desordenado. É por isso que quando eu entro com vocês nesse mundo psíquico, nesse mundo mais instável, mais difícil de dominar, a gente entra fazendo as analogias do mundo que a gente pode tocar, do mundo físico. Entende? Realizando um pouco daquela fraqueza nossa mesmo, aquela fraqueza de São Tomé. Para eu acreditar mais, eu preciso tocar, né? Tocar na carne. Entende? A gente vem fazendo um pouco desse caminho. Então, quando vocês se olharem, vocês vão ter que sempre olhar para a vida de vocês, ter um certo domínio sobre a personalidade humana, botar aí na frente de vocês.

Olhar para a vida de vocês e falar assim, caramba, eu me angustio normalmente à tarde, quando estou sozinho, pensando em tal assunto. Eu me deprimo. E aí a depressão é um pouco mais traiçoeira. Por quê? Porque a depressão acontece por coisas que estão presentes na vida de vocês, só que a depressão também acontece pelas coisas que não existem. Putz, essa é uma tragédia grande demais, não é? A depressão acontece pelas coisas que não existem. Então, vocês vão olhar para a vida das pessoas e vão perceber que existem potenciais não realizados, que não viram atos, que não causam esse movimento no mundo que tem que causar.

Ou vocês vão ver que nós temos o olho, ele está funcionando, mas a sala está toda escura. não tem com quem a gente se relacionar, não tem luz, não tem imagem para o meu olho olhar. Vocês entendem? Então, existe no homem um olho, a consciência, um lugar que tem duas cadeiras, como eu ensinei para vocês na aula da consciência. Uma cadeira onde só eu posso sentar, Diego, e uma cadeira onde só Deus pode sentar.

A nossa vida vira um inferno. Se não tiver ninguém sentado naquela cadeira olhando pra gente, que angústia profunda, seguida de uma depressão profunda. Ou se tiver alguém sentado no lugar de Deus, que não tenha força pra dominar tudo que a gente tem pra dominar nessa vida. O que que é isso na prática? Você botou toda a sua esperança, todo o teu exame de consciência na tua vida, é feito através do dinheiro, através de uma pessoa que você acha que vai encontrar, através da maternidade, através de comprar o carro.

Você acha a divindade da tua vida, a esperança da tua vida, o roteiro da tua vida, ele tá como limite essas obras. que podem ser contempladas aqui nessa terra como o sétimo dia. Vai dar problema. Tem seis dias aqui. O sétimo dia é o dia do Senhor. É o domino. É o domingo. Ele não é desse mundo. Esse dia não é dessa terra. O dia do domino É um itemissaeste. É uma missa que não está nesse lugar, nesse tempo.

O sétimo dia não é para a gente aqui nesse mundo. Vocês entendem? A gente sente o cheiro dele e tenta tocá-lo nas nossas experiências de um dia de hoje, como o de domingo, para que a gente possa colocar o nosso coração lá no alto. Sursum corda. e amar esse dia e se alegrar com ele por analogia, fazendo aquela experiência espiritual que Santo Agostinho nos chamou de interpretar a criação do mundo por anagogia, anagogé, a linguagem anagógica. Gogué, como em pedagogia, pedagogé. um ensino e um aprendizado.

Iana, num sentido de movimento de baixo pra cima. Kata, o movimento grego de cima pra baixo. Ana, em grego, de baixo pra cima. Anagogé, o que nos ensina a ir para o alto. Nós precisamos disso pra nossa personalidade funcionar bem nessa vida. Tá bom? Obrigado pela companhia e pela presença de vocês. A presença e a companhia de vocês aqui realizam o movimento da minha vida. Como professor, eu preciso, com as coisas que eu aprendo, sentado na minha cadeira, com o Senhor domino na minha frente, com o personagem, dois personagens de palco, um sentado na frente do outro, de uma vida de oração, olhando nos olhos dele na Eucaristia, numa adoração eucarística, eu preciso, pra não cair numa profunda depressão, Vi aqui contar pra vocês o que eu tenho visto e ouvido.

E ai de mim se eu não contar. Beleza, pessoal? Obrigado pela companhia de vocês, tá? Por realizarem esse movimento da vida e do mundo comigo. Tem pergunta aí? Pulei. Eu já vou, eu já ia meter o pé, meu irmão. Que horas são? 10 e 14. Olha o pessoal no Instagram aí, ó. 110 cabeças no Instagram que fica aqui me olhando de lado aqui, ó. 260 aqui no YouTube, que é a galera que eu fico falando o nome.

A galera do YouTube aqui é o pessoal que eu preciso falar o nome, né? Não, não, não, não. Não é toda depressão que é precedida de uma compressão, não. Tem depressão que, por ausência de órgãos, só vem a falta de pressão. Não vem uma angústia profunda, não. Tem gente que, quando se dá conta de alguma coisa, Já foi, né? Já foi. Tipo assim, ó. Essa semana eu tava conversando com uma pessoa que falou assim...

Pô, eu transava com geral quando eu era jovem. Aí depois de muitos anos eu aprendi e compreendi que a vida fica muito melhor ordenada se eu tivesse vivido a castidade. Ela não fica profundamente angustiada, não. Isso gera um movimento de depressão nela. É um poder que ela não tem mais, você entende? Não dá mais. Isso aí já era. Passou. Agora é viver a castidade daqui pra frente. Entende? Então isso não gera uma angústia. Não necessariamente, pode gerar. Se ela for lá no passado e ficar pensando nisso, ela pode se angustiar lá com o crítico, pode se angustiar.

É por isso que eu falo para vocês, esse negócio de associar ansiedade e angústia É a mesma coisa, a compressão só com o futuro, isso é bobeira. Ansiedade e angústia, a gente olha olhando as três pessoas e cada órgão dessas pessoas e cada movimento da vida humana e a presença da bola do meio. Ou seja, todos os movimentos da personalidade humana com bola do meio, eles são potenciais causas de compressão e depressão. É assim que se acha, compressão e depressão. dominar essa estrutura e os movimentos te dá uma certa tranquilidade, isso vira uma estrutura mecânica de carro.

Então eu quero testar aqui o movimento do carro, aí eu começo lá, o carro Tem ignição? Tem ignição. Tem combustível? Tem combustível. Tá tudo funcionando certinho? De gasolina entrando junto com o ar, fazendo a combustão nos pistões, tá? Gerando movimento, transformando a energia da combustão em energia mecânica, em energia cinética depois. Entende? Se a gente olhar pra personalidade humana, o movimento que ela tem que ser levado a realizar, diante da presença de cada bola do meio, E se essas bolas estão presentes, a gente acha qualquer compressão e qualquer depressão e ajusta, pô.

A gente acha. A nossa tragédia hoje... Eu vi alguém conversando sobre o SID aí, ó. O SID e o DSM, né? Que são as nossas referências pra gente olhar nossos transtornos de personalidade. Cada capítulo foi escrito por uma pessoa diferente, pô. Nem tem definição do que é a personalidade humana. Pegue um tratado de psicopatologia. Vocês vão ver lá tudo enumerado certinho assim, tudo um embaixo do outro. Memória, evoluição, faculdade desiderativa. Vocês vão ver lá as coisas do ser humano. mas não diz qual é a ordem, como acontece a vida humana, o movimento da vida humana.

Então, a gente, olhando-se de UDSM, de verdade, vou falar pra vocês, a gente nada sabe sobre compressão e descompressão. Se a gente soubesse, a gente até tinha mudado o nome técnico da ansiedade e da angústia. TAG, Transtorno de Ansiedade Generalizada. O nome técnico disso tinha que ser Transtorno de Compressão Total. É uma ansiedade generalizada. O nego lá sabe o que é ansiedade. Num capítulo e no outro capítulo, uma zona do caraca. Quem usa e precisa disso? Como eu referencio as minhas consultas e vou dar uma olhadinha lá sempre, consulto e já li de cabo a rabo.

O cinco não, mas o quatro eu li. O cinco eu só consulto e vi as diferenças. Sabe que... Bom, não vou entrar nesse mérito mais aqui não, senão daqui a pouco eu tô estressado pra caraca, eu vou dormir angustiado. Se vocês entenderem esses movimentos e ficarem, tiverem calma, mas sabe o que que fica perdido pra caraca? Porque desliga aqui, não gasta tempo com as coisas, né? Tem gente que vai ouvir essa parada aqui em um e meio, dois. Pô, se tivesse ouvindo em meio, Pô, preciso ouvir umas dez vezes pra entender, pô?

Mas não. Aí sai daqui animado, né? Porque tomou um café. Só que amanhã já tem outro café pra ele tomar. Aí esse café... ele nem degustou direito, então ele não vai gastar tempo, não vai no passado, vai ficar lá tentando entender e conhecer profundamente. Então não tem testemunho de nada pra dar. Você vê, eu falo com o pessoal, né? Por que o pessoal vive nessas angústias e depressões profundas? O pessoal não sabe a velocidade da vida. Você vê, eu vi uma aula dessas assim, quando eu tinha uns 15, 16 anos, eu li um livro do Padre Paulo, por exemplo, o curso do Padre Paulo de doenças espirituais.

Quando eu tinha lá com 15 anos de idade, primeiro curso, não tinha nada do Padre Paulo, um seminarista me arrumou um CD, aí eu via aquilo, dezenas de vezes anotava tudo, via cada palavra que era em latim, em grego, em hebraico, ia lá e lia a referência e tal, aí eu pegava e anotava o nome de cinco amigos. Ela falou assim, cara, isso aqui, essa aula, eu vou explicá-la para cinco amigos, eu vou tentar ajudar cinco pessoas, aí eu passar nesse movimento, fazendo esse movimento no mundo, não sei.

A velocidade normal de uma vida, né? De uma vida. Aí tu fica assim com uma aula, eu degustava uma aula dessa assim durante muito tempo da minha vida, muito tempo. Eu ficava olhando outras coisinhas de lado, mas eu deixava como centro da minha consciência, ou seja, a vida da consciência, da personalidade, baseada em uma coisa, que foi a maneira que eu falei pra vocês que eu lia a história da igreja. Eu tô lá lendo a história da igreja, a época de Santo Antão. Aí eu falei, pô, eu vou fazer jejum igual esse cara.

Eu vou fazer penitência igual a esse cara. Eu vou aprender o que esse cara tá falando tomando café no palco. Não sei o que lá. Mas vocês não tem tempo pra fazer isso, pô. Vocês vão ler a vida de Santo Antão? Aí vocês vão guardar meia dúzia de frases. Amanhã vocês vão pegar outro livro pra ler. Vou falar a vida da personalidade de vocês, pô. Vocês estão pegando a personalidade e vocês estão se punhetando aqui ó, se punhetando de personagem no palco, de dados, de coisinhas e vocês nunca tem o movimento completo da personalidade, nunca tem.

Depressão, angústia profunda seguida de depressão profunda. que tem sido a sina da vida intelectual de muita gente que me procura. Professor, eu tenho estudado tanto e lido tanto. Pois é, meu irmão, mas isso não sacia a personalidade humana e a alma humana. O nosso potencial tem que virar ato. A vocação da verdade é se encarnar no mundo. Se você aprendeu certas coisas, você vai ter que ver o gosto, olhar o cheiro e tocar nessa verdade no mundo. É angústia profunda e depressão profunda porque tem uma parte da personalidade, uma parte do teu corpo que você não malha.

Você está com um trapézio gigante e tua perninha é de frango. Vai dar problema. Falando analogicamente com o que vocês conhecem. Carcaça gigante em cima e perninha de frango. Igual acontecia lá no Comanfio, o maluco gigante botava um peso nas costas, um 45 quilozinho assim ó, e dava uns 100 quilômetros assim pra andar, em alguns dias fazendo a missão, macacinho assim ó, aí a perninha de frango não deixava o cara chegar. angústia profunda, porque sabe que não vai conseguir, e depressão, caído no chão com a mochila, falando de escritor, eu não quero mais.

É, essa tem sido a nossa vida hoje em dia, né? Vamos parar com isso e tocar uma vida decente? Vamos, né? Chegou a hora e é agora, não é isso? Com a confiança no sétimo dia daquele que é daquele que era e daquele que vem. Das três pessoas, uma em cada tempo, cujo centro da personalidade é uma unidade. É o eu sou aquele que sou. É bom demais, não é? Agora é real. Agora nós vamos. Quem tiver pergunta, arruma outro jeito de perguntar. Te falo na próxima.

Até breve.

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