Vida do espírito
A Verdade veio à tona
- a presença real encarnada
- graça = presença
- o verbo se fez carne
- os quatro discursos (literal, alegórico, anagógico, moral)
- a demora
- escrúpulo vs. zelo
- anagogé / catagogé
- o voto de pobreza
- as três pessoas
- o cheiro de morte do material
Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 16:30.
“E aí a gente, eu vou entrar aqui um pouco no nosso assunto de hoje aqui. E a gente vai conversando. Hoje, já que eu já comecei respondendo algumas perguntas, né? A gente vai conversando aqui nesse sentido que tem tudo a ver com o que a gente está falando. Vamos lá. Hoje é dia 22 de dezembro.”
Trechos da aula
É Natal, apareceu, nasceu, e agora?
Nada é páreo. para a presença real encarnada no mundo, que é o nosso mundo, onde a gente vive.
o nome disso não é escrúpulo. O nome disso é zelo.
Transcrição completa
bom pro youtube boa noite pessoal do instagram o pronto o youtube Fala, Alberto.
Roseli, boa noite. André. Jaime, Vivian. Felipe, Cassiane. Vito, de Fortaleza. LFRT. Boa noite, meu irmão. Fala, Neto. Ivan Canzani. João Pessoa. Boa noite, Natália. Igor, boa noite. Dante. Boa noite, Gabriel. Boa noite, Lucas. Júlia, boa noite. Rony. Stephanie, boa noite.
Fala, Tariq. Boa noite, meu irmão Ivi. Boa noite. Viviane Rian. Vamos lá, vamos segurar a barra aqui. Raquel, boa noite. Ulisses, Alex. Fabiana, boa noite. Fabrício. Feliz Natal, diretamente de Natal. Que maravilha. Boa noite, Lívia. Eron. Clarice. Jonathan. Lucas, boa noite. Vitor. Sabrina, boa noite.
Rodrigo, boa noite. Gisele. Hoje o padre demorou muito na consagração. Lembrei do senhor na hora e rezei pelo senhor. Pela Maria e pelas crianças. Que maravilha. Obrigado, Gisele. Vou anotar aqui, Gisele. Pra rezar por você e pela sua família também. Silvana. Janaína, boa noite. Timarília. Fala, Marcos. Boa noite. Giovana de Castanhal.
Boa noite, Giovana. Acácio. Jéssica, boa noite. Jéssica Juliana. Vitor Marques, boa noite. Alexandre, boa noite. Mateus. Boa noite. Caio Cardinô. Boa noite. Tá em qual casa nos Cavaleiros do Judico? Ainda não tô nas Casas de Ouro não, meu irmão. Ainda tão nos Cavaleiros das Trevas. Juliana, boa noite. Luziane Goiás.
Henrique. Vanubi Rocha, boa noite. Perdi. Boa noite, Carolina. Fabrício. Professor, qual sua relação com o dinheiro? É de absoluta indiferença? Não, não dá pra ser indiferente ao dinheiro, né? A gente só precisa colocar o dinheiro no devido lugar dele.
E pra... Só existe um modo no mundo, na vida, para colocar o dinheiro no lugar dele. É vocês viverem uma vida austera. Vocês não precisam fazer isso com os outros. Vocês podem, quando receberem as pessoas na casa de vocês, quando estiver junto com as pessoas, até para vocês não ficarem pagando de penitente, de durão. Então, sejam duros com vocês mesmos e generosos com os outros.
Existem algumas coisas, na realidade, que vocês talvez nunca tenham parado para pensar, nunca se demoraram. A Igreja Católica pede para os seus religiosos, para o sacerdote, para fazer um voto, um voto de pobreza. Porra, pra seguir uma vocação é preciso fazer um voto de pobreza. Vocês acham que isso é uma bobeirinha?
Eu já falei pra vocês, né? Tem muita gente que manda mensagem aqui. Professor, eu sigo o senhor. Tem gente que fala assim, eu só sigo o senhor porque... é o senhor você né não fica vendendo nada na internet é bom eu tenho aí a comunidade né agora botei tô botando curso para dentro da comunidade e eu nunca não sei aqui nem o curso com o preço do curso nem nada disso vocês repararam que eu não peço nenhum engajamento de vocês pelo contrário Eu não comento, eu não fico na internet, eu não comento em post de ninguém.
Se eu acredito que essa é a melhor vida para mim, não ficar gastando tempo aqui vendo post e fazendo comentários, não gastando tempo, e tem o limite que quase que eu não bato diariamente de uma hora no Instagram, Por que que eu vou pedir isso pra vocês? Comente aqui. Vocês nunca me viram fazendo isso. Faça, deixe seu comentário ou comente aqui embaixo. Por quê? Porque eu não faço isso, pô. Eu não acredito que isso seja bom aqui. Se dane o engajamento, pô. Eu já falei pra vocês.
A nossa consciência, ela vai buscar unidade na vida e vocês vão se transformar, pô. Não tem como fugir. onde vocês decidirem colocar o amor de vocês, se vocês... Ah, não, eu vou viver aqui uma vida. Eu vou começar o tema da live e vocês vão entender melhor isso que eu estou falando aqui, da vocação. Se eu fizer certas coisas aqui, vocês vão perceber que eu vou deixar de ser professor. Vou virar vendedor, vou virar comerciante. Não tem como ser várias coisas ao mesmo tempo. Não tem como.
Ou eu vou exercer minha vocação aqui de professor, ou vocês vão perder a referência. Vocês veem. Eu estou aqui há um tempo, não tanto tempo assim. Eu não tenho rede social há tanto tempo assim e não a uso. Nunca profissionalizei rede social. Vocês acham que eu não sei o que bomba aqui na internet? As coisas que bombam aqui que eu posso fazer para meu perfil, para ele ficar crescendo. Família numerosa, eu ficar aqui botando meus filhos para fazer as coisas.
Eu sei as poucas, as raras vezes que eu mostrei meus filhos sem os meus filhos terem interação com a tela. que a minha esposa gravou alguma coisa que eu estava fazendo com eles, até sem a gente perceber, são as coisas que vocês mais engajam. Eu não podia utilizar isso aqui? Eu não podia utilizar treta? Vocês já viram como treta da engajamentos faz isso aqui crescer? Eu tenho mais de 3 mil pessoas bloqueadas no Instagram, que são pessoas que foram em alguma coisa minha para arrumar treta.
Eu não respondo para alimentar a treta. Não tem um meme desse? Eu já recebi um meme, um stick desse no WhatsApp de alimentar a treta. Por que eu não faço essas coisas? Porque eu sei, na minha cabeça, eu sei que isso vai prejudicar, apesar de... Apesar de momentaneamente parecer uma vitória e que eu estou crescendo, eu sei o que algumas coisas levam a longo prazo. Então, por exemplo, por que eu não faço aqui as coisas com o meu filho diante das telas, o caramba? Porque eu vou mudar o mundo emocional deles para ter uma grande simpatia por rede social e por isso aqui.
Eu quero gerar isso nos meus filhos? Com certeza não, muito pelo contrário. Muito pelo contrário, eu tento a todo custo não pegar o celular na frente deles. Então, as pessoas elas ficam angustiadas aqui, né? Me mandando direct. Pô, professor, faz isso. Pô, o conteúdo do senhor tem que crescer e não sei o que lá e levar. É, cara, se vocês quiserem que cresça e que chegue alguém, vocês vão pegar e vão distribuir os outros e porra, eu não vou ficar aqui, pô, divulgando e falando pra vocês comprarem e pra vocês comentarem aqui embaixo.
Caramba, eu não vou fazer isso. Por quê? Porque eu não acredito nisso, eu não faço isso, pô. Só que presta atenção. Se eu precisar disso aqui para ganhar dinheiro, eu vou ter que fazer isso. Vocês entendem isso que eu estou falando? Pô, não é difícil de perceber isso. Vocês têm vida, pô. Vocês sabem disso, pô. Então, as pessoas vêm aqui. Aí se encantam com rede social, com isso aqui, aí começa a ganhar dinheiro, aí muda o patamar de vida. Pronto, ferrou.
Aí quem me fez a pergunta, pô professor, como você faz para ficar desapegado do dinheiro, caramba? Como que eu faço para ficar desapegado do dinheiro? Eu tenho um custo de vida muito baixo pro dinheiro que eu ganho. Muito baixo. Então, se eu acabasse com todas as minhas redes sociais aqui, com a presença de vocês, eu ficaria aqui tranquilo. Então, eu não preciso chegar aqui e ficar pedindo para vocês engajarem, fazer comentário, comprar isso aqui. Vocês entendem que isso me dá certa liberdade? Agora, se eu quisesse me transformar num empresário e fazer isso aqui crescer e aceitar essas propostas que o pessoal me faz, eu ia ter que mudar.
Por que eu ia ter que mudar? Porque se eu tivesse empregados trabalhando para mim aqui com vocês, vocês entendem que eu ia ser responsável pela vida deles, pelo salário deles? Eu ia ter que arrumar um jeito de botar um marketing aqui para convencer vocês a ficarem comigo, a engajar, a fazer comentário, comprar os produtos. Não tem saída, pô. Não tem saída. Então, a vida da internet é assim. Quem está aqui há um tempo, dá para perceber. Então, eu falo para vocês, existem várias profissões, existem vários macetes, várias orientações que devem ser dadas para todo tipo de pessoa de vários tipos de profissões específicas para protegê-las de poder realizar a vocação delas.
Então, hoje eu estava olhando meus directs antes de entrar aqui, aí tinha um direct, uma pessoa que falou assim, um fuzileiro, um fuzileiro naval. Ele falou assim, aí me chamou de comandante, porque fuzileiro naval não me chamou de professor nem de Diego. Comandante Reis, como é que pode, com tanta gente que dedica a vida inteira à psicologia, à psiquiatria, à filosofia antropológica, como é que pode vir do meio dos fuzileiros navais a solução para a personalidade humana? Sendo que essa pergunta é uma pergunta, de certa maneira, inocente, porque as pessoas sabem que as grandes descobertas vêm por um interesse genuíno e pessoal pela verdade.
e não pelo exercício de uma profissão. Por exemplo, eu atendo gente aqui. Há épocas que eu atendia gente para caraca na minha vida. Esses dias você pega dez pessoas, doze pessoas, ou o dia que você pega uma pessoa e atende várias horas com um problema gravíssimo. Você olha aquele tipo de vida ali, aí você acaba de trabalhar, é pouquíssimas pessoas vão fazer assim, não, não, eu quero agora descobrir a verdade e aprender isso aqui e estudar isso aqui. Isso é muito raro de acontecer no meio da psicologia, da psiquiatria, porque as pessoas estão exercendo trabalho, pô.
Então, normalmente essas coisas vêm de fora. Normalmente as coisas vêm de fora. Tu vê, no mundo da guerra também, sentido contrário, também é assim, pô. No outro dia eu tava vendo um livro da história dos comandos anfíbios, né? Ele falou, pô, ele foi inscrito por um paisano. Por que ele foi inscrito por um paisano? Porque os comandos anfíbios, eles não fazem isso no tempo livre deles. Eles não ficam estudando a história dos comandos anfíbios, vocês entendem isso? Então isso é muito comum de acontecer. E aí a gente, eu vou entrar aqui um pouco no nosso assunto de hoje aqui.
E a gente vai conversando. Hoje, já que eu já comecei respondendo algumas perguntas, né? A gente vai conversando aqui nesse sentido que tem tudo a ver com o que a gente está falando. Vamos lá. Hoje é dia 22 de dezembro. Então se aproxima o dia que vai aparecer no mundo que a gente traz à memória, que a gente comemora o Natal do Senhor.
Então, na história do povo judeu, a gente viu centenas de anos, mais do que um milhar de anos. A espera. A expectativa. Todos nós conhecemos isso, né? Todos nós conhecemos isso. Desde a experiência infantil de palavras. Aí tem aqueles casos assim, né? Se você for bem, se você passar direto em tudo, no final do ano você vai ganhar um Playstation do Papai Noel no Natal.
E aí a gente não tem o Playstation lá. A gente tem uma tentativa moral, ou seja, comportamental, que eu tenho que seguir durante o ano, que não tem nenhum vínculo material direto, não é tirar as notas boas que constrói o PlayStation. Na verdade, é um dom gratuito, que aquele todo poderoso que trabalha, o pai e a mãe, podem comprar.
E aí eles atrelam a um comportamento. Um comportamento que, sobretudo, faz o filho funcionar bem. Mandamentos que ele dá para o filho, ordens. E aí o filho vai vivendo daquela esperança, daquela expectativa. E aí ele rememora, ele fica vendo as experiências que ele teve na vida e ele fica tendo esperança, fazendo roteiros futuros. E aí no Natal, finalmente o Papai Noel traz o PlayStation.
E aí tudo aquilo que vem do passado, que é o que foi utilizado para a gente pedir o PlayStation, as experiências do passado. E toda aquela expectativa no futuro do PlayStation, o Papai Noel Ele traz à tona. Ele faz esse movimento aqui, o Papai Noel. Ele vai trazendo o passado e ele vai trazendo o futuro, o crítico e o roteirista. eles vão se aproximando, à medida que vai se aproximando o Natal.
O passado todo vai caminhando e o futuro todo vai chegando, sabe? Aí eles se encontram. E quando eles se encontram, a palavra, a promessa do PlayStation, Ela se concretiza no mundo na manhã do dia 25. Eu lembro que eu acordava e saía correndo assim, direto para a árvore, para ver o fruto da árvore, o fruto da árvore da vida.
Nunca teve um Playstation lá, mas já teve uma bola de futebol. Eu me lembro até hoje quando meu pai botou na árvore de Natal, na verdade no Natal ele botou uma bola de futebol com paraquedas, como se o papai, meu pai fez um paraquedas e aí botou lá como se o papai noel tivesse lançado a bola de paraquedas quando eu era pequeno. E aí a promessa se faz carne, a bola já não é mais palavra. A verdade cumpriu a vocação dela, se encarnou no mundo. E assim é a nossa vida, dia após dia.
A gente vive desses natais. Eu falo sobre o café de São Tomé e Príncipe com a experiência do passado, Aí as pessoas fazem roteiro, criam expectativas. E aí o mundo se realiza de verdade. Imagina se a gente ficasse ouvindo, como eu sempre falo, dez horas de palestra sobre café, uma promessa de café, a história do café. e vocês não tomassem um gole do café. Então, a gente está chegando no dia 25, que é o dia que eu devo, eu devo, é um dever, uma obrigação, por um obrigado, eu estou obrigado a falar hoje para vocês sobre a presença.
sobre a presença real que aparece, que se faz carne. Dessa maneira, como deve ser o primeiro cálculo da nossa vida para a gente tratar todos os assuntos, todos os assuntos. Então, todas as perguntas que vocês me fazem, todas, desde essa primeira aí, que o Fabrício fez, sobre a minha relação com o dinheiro, até o café, até quando vocês me perguntam assim, professor, você deixa os seus filhos de castigo sozinho no quarto? Por que que grandes pessoas na internet respondem sim e eu respondo não?
Se historicamente acontece tanto, né? É uma coisa tão comum deixar os filhos sozinhos de castigo no quarto. Como que eu penso isso? Como que eu calculo isso? Como que é o fundamento da educação? Quando eu falo para vocês sobre o cálculo da presença, ele deve ser sempre, sempre, sempre, sempre. Qualquer assunto que vocês pensarem, desde a graça da teologia, até a decisão de colocar um filho de castigo no quarto sozinho ou não, ou se eu tenho que mandar o meu filho para o futebol, ou como é que eu me relaciono com a minha esposa, ou como é que eu organizo o meu trabalho, ou se eu decido se o melhor trabalho é home office ou presencial, ou os lugares que eu decido na minha casa estudar, fazer live, atender, ou se eu posso dar carona para uma mulher no meu carro sendo casado, ou tudo que eu faço com as pessoas na terapia, por onde se começa?
Por onde se começa o exame de consciência? É pela presença, é pelo Natal, é pela gravidade da gravidez que vai fazer aparecer, que faz com que a verdade esteja no mundo e possa ser tocada, possa ser degustada, Todos nós temos aquela angústia típica do coração de Tomé, de São Tomé. Eu entendo tudo que vocês estão me falando. É como acontece muito na internet, né? Caramba, aquela pessoa que eu via e tal, falando tanta coisa, eu a vi presencialmente na missa ou encontrei lá.
Pô, aquele cara que fala tanto na internet disso aqui, não sei o que lá, pô, eu ouvi com a família dele e ele passava o tempo todo no celular, que decepção. A presença, ela ordena tudo, né? Vocês veem, essa semana teve um cara que mandou mó textão pra mim, que eu falei sobre, comentei sobre o fato dos católicos serem chamados de idólatra por muitos protestantes. E aí eu estava tentando explicar o porquê isso acontece.
E aí ele mandou mó textão e a resposta começa mais ou menos assim. Poxa, professor, ele é evangélico. Poxa, eu achava o senhor uma pessoa tão inteligente, tão esclarecida. Como pode o senhor não enxergar? A gente não pode adorar a imagem, sabe? Falando umas coisas assim como se... Como se nós tomássemos as grandes decisões da nossa vida com o intelecto independente da presença.
As pessoas acham que somos católicos ou evangélicos, somos flamenguistas e vascaínos, somos lulistas ou bolsonaristas pela vida intelectual, pela vida do pensamento. Vocês não perceberam ainda que o comando da nossa vida, a parte intelectual nossa, ela só responde a um discurso, a consequências, a pensamentos sempre sobre a presença real da verdade encarnada no mundo.
E quando eu falo assim com esse linguajar, tem gente que pensa logo em Cristo, em Nosso Senhor, em Jesus. Mas vocês percebem que eu começo falando do Papai Noel ou falo do café? Porque é exatamente igual a si mesmo com o café. Não é intelectualmente que um filho se torna flamenguista ou vascaíno. Não tem nada a ver com o intelecto. Nenhuma criança vai pegar a relação de títulos de um clube de futebol para escolher um clube de futebol. É aos pés de um pai, de um avô, de um tio, de sorrisos, de olhares, de abraços, que a gente escolhe essas coisas.
Ou vocês conhecem algum evangélico que se tornou evangélico? Porque chegou assim e começou a estudar as coisinhas do nada assim. Falou assim, não, eu agora vou decidir ser evangélico. Tem gente que eu estou falando isso aqui, que ela vai falar assim, Ah, não, eu fui assim. Ou então o católico vai falar assim, não, eu fui assim. Ele fala, olha, uma ova que é assim, talvez você esteja esquecendo uma parte da história, que é a parte que aparece uma pessoa, uma pessoa.
Nada é páreo. para a presença real encarnada no mundo, que é o nosso mundo, onde a gente vive. Ou então o filósofo metafísico que fala assim, não, eu me converti pela metafísica. Então, mano, nem o bobão... Não dá, porra. Não dá para você se converter pela filosofia da banana. se não tem a banana real no mundo encarnada. Você entende? Esse não é o mundo do homem. Então não dá pra você se converter pela metafísica. Você acha que é pela metafísica porque você tá pensando. Mas você tá pensando só chega no nosso pensamento aquilo que antes passou pelos nossos sentidos.
E as coisas só chegam no nosso sentido como? Por causa do Natal. do Natal do café, do Natal da banana, do Natal daquele meu amigo que falou uma coisa, do Natal daquela pessoa que escreveu aquele livro que tá em cima da minha mesa e que eu tô achando que é através da metafísica. Mas não é, porque não é, porque não dá pro ser humano, não é assim pro ser humano. Não é assim que funciona pro ser humano. Se vocês pegarem A Suma Teológica de São Tomás de Aquilo.
Na primeira questão, antes da gente entrar no primeiro tratado da Suma Teológica, né? Três partes. Se a gente pegar Prima Pars, primeira parte, antes do primeiro grande tratado do Deus Uno, se eu pegar a questão 1, que fala sobre doutrina pura, vocês já vão ver lá. que Deus fala ao ser humano através dos sentidos, pela sua criação, pelas criaturas. Aí Santo Tomás de Aquino, aquele que na Metafísica chegou lá em cima, ele deixa logo de cara na primeira questão, da primeira parte, do primeiro livro, da Suma Teológica, antes do primeiro tratado.
a gente vai falar sobre a experiência do ser humano com a criação do mundo, com o Natal, com aquilo que aparece de carne e osso e vem viver no meio de nós. Então, assim como o desconhecimento estrutural... O que é o desconhecimento estrutural que a gente experiencia hoje? O desconhecimento estrutural é a gente viver essas realidades todas que a gente vive no dia a dia e não ter mais a mínima ideia de como as ciências mais básicas estruturam das maneiras mais simples as nossas presenças.
Então vejam, vai virar o ano. O ano vai virar. Aí a gente vai... Um dos primeiros grandes feriados nossos, o carnaval. não o primeiro feriado, né? dia 20 de janeiro a gente já tem aqui no Rio de Janeiro, São Sebastião, né? o feriadão, né? que já vai todo mundo pensando em viagem, o que vai fazer, carnaval escola de samba o que as pessoas na Marquês de Sapucaí desfilando nuas, seminuas estão lá desfilando lá aquela pessoa está ali.
Porque todo ano é feito um cálculo, um cálculo. A primeira lua cheia, depois do solstício de primavera do hemisfério norte, vai ser calculada como centro do calendário móvel da Igreja Católica. Aí a gente vai calcular a data da Páscoa. Isso é feito todo ano. Aí em cima dessa data móvel, que é calculada pelo solstício de primavera do Hemisfério Norte, a gente vai calcular todas as datas móveis.
As datas fixas vão permanecer fixas. Por exemplo, Natal é uma data fixa, não é isso? 25 de dezembro, todo ano. E as datas móveis a gente vai calcular anualmente como o dia da ressurreição. O dia que o Natal ficou eterno. Que o verbo de carne e osso não vai morrer nunca mais. E esse é o cálculo feito para aquela mesma pessoa. É assim que vai ser calculado o dia que aquela pessoa vai estar seminua na Marquês de Sapucaí sambando. É disso que eu estou falando para vocês.
Não saber disso É uma pena. Não saber essas coisas interfere decisivamente na vida psíquica das pessoas. Por quê? Porque a nossa vida é dominar. Dominar seja por eu saber o que fazer no palco com o personagem, pelo que vai acontecer no dia de amanhã, baseado. no que a gente chama de ciência, que é assim mesmo, o princípio do método científico, da dedução, da indução, da intuição, como eu já falei para vocês várias vezes. E baseado na história, em conhecer as coisas.
Conhecer as coisas, prevê-las e saber o que fazer. Essa é a única estabilidade psíquica que o ser humano tem no mundo, que é o domínio. das presenças em três pessoas. Então, quando Santo Agostinho, baseado em um judeu chamado Filon, só que lá de Alexandria, no Egito, falou sobre um modo de vida, como se fala sobre uma presença? E aqui a gente vai para o que eu quero deixar e termina, e a gente resenha à vontade.
Quando Santo Agostinho, melhorando as percepções de Filon de Alexandria, fala assim, quando Cristo nasce, a presença A presença. Então, quando a gente vê no Evangelho, no Evangelho na Vulgata de São Jerônimo, o Evangelho foi escrito em grego, e o verbo se fez carne. e habitou entre nós.
Então, eu estou falando da encarnação, não é isso? Que é uma data diferente do Natal. A encarnação acontece na anunciação, né? Mistérios gozosos do terço. E esse verbo foi alimentado Ele foi encarnado, envolto de carne e sangue. Que a carne e o sangue da Virgem Maria, né? A carne e sangue da Virgem Maria. Um homem, Quando olhou a verdade no mundo, ó, eu tô usando o discurso literal, hein?
Não faz analogia nenhuma, não faz analogia agora com isso que eu vou falar, nenhuma analogia. Olha pra grama e fala qual é a cor da grama que você tá vendo, ó. Eu vou falar pra vocês a cor da grama que eu tô vendo. a carne e o sangue, o bebê, o neném, Cristo, o corpo e o sangue dele, a genética dele, diferente da minha, que é do meu pai e da minha mãe. Vocês estão vendo, assim como eu, para de pensar, desliga o pensamento, Vocês estão vendo a carne e o sangue da Virgem Maria, de uma menina de 15 anos.
Sem analogia, um discurso literal, eu estou narrando uma presença. Agora, o que a gente pode falar dessa presença? A gente pode falar três coisas. Então, eu tenho o discurso literal. Santo Agostinho, hein? Discurso literal. Litera. Litera. Tradução latina da palavra grega grama. Então, o que é gramática? A matéria que a gente estuda. É uma palavra grega, né? Que estuda a palavra. Qual é a ciência latina que estuda a palavra?
Chama literatura. Litera. O que é gramática? É literatura. O que é literatura? É gramática. Apesar de hoje estranhamente serem coisas separadas para a gente. Então eu tenho essa bola do meio, essa presença. E eu posso falar dessa presença Dessa palavra, literalmente, narrar como Cristo falou para os discípulos de São João. Falem para João o que vocês estão vendo e ouvindo. Narra o que vocês estão vendo e ouvindo. Então eu estou aqui narrando para vocês. Eu estou vendo uma menina dando à luz a um filho.
Agora, eu tenho em volta dessa palavra, dessa bola do meio, as três pessoas. Eu posso falar com ela olhando para o passado, eu posso falar dessa presença falando do futuro, e eu posso falar do comportamento dessa presença. Então, olha o velho Simeão junto com o Ana no templo, recebendo o menino para a circuncisão e para a purificação da Virgem Maria. E aí ele fala para ela, das profecias do povo de Israel, e por causa dessa história e dessa profecia, ele narra o futuro para ela. Fala que aquele menino vai ser causa e suerreguimento de muita gente.
Fala que uma espada de dor vai transpassar a alma dela, não é isso? E o menino está ali. Ele vai ser circuncidado. e a presença dele realiza atos no mundo. O passado e o futuro para onde ele está indo precisa que ele realize atos no mundo. Então, veja, a bola do meio... Aqui, vou desenhar para vocês. Se eu estivesse aqui, mostrava o desenho da capa, mas ele não está por aqui, por perto.
Está aqui, olha. Aqui, olha. O discurso literal. Discurso literal. Agora eu vou falar para vocês, olha, passado e futuro. E aqui embaixo, o presente. Quando eu vou lá no passado, para falar assim, olha, caramba, quando o Abraão, O que colocou o menino Isaac, o filho dele, para ser oferecido em sacrifício no templo? No templo não, né? No Monte Moriá. O que foi construído sobre o Monte Moriá? o Templo de Jerusalém, onde as pessoas iam ano após ano, pelo menos uma vez, sobretudo na Páscoa, para oferecer um holocausto, um sacrifício.
Então aquele templo foi montado sobre o Monte Moriá, foi construído sobre o Monte Moriá, com Salomão, para relembrar o sacrifício de Abraão, que não foi feito e ficou a pergunta na história da salvação. Quem então será oferecido? Aí a gente vai lá no passado. Santo Agostinho, quando ele olha a palavra, a palavra, o Natal, o café encarnado no mundo, o Playstation encarnado no mundo, não é mais o sonho, o roteiro lá na frente, ou não é mais aquilo que eu vi na casa do vizinho, uma história do passado, não, não.
Agora vai chegar, ele vai se fazer carne na minha árvore, na árvore da minha vida, na árvore da vida vai ter o fruto real, vai nascer o fruto real e vai aparecer o café que eu vou tomar, individual, que eu vou consumir e que nenhum mais de vocês pode consumir. Vai chegar esse, esse aí vai chegar. Literalmente, a gramática do Trivium, ela vai se encarnar, a vocação da verdade, ela vai se encarnar na minha frente. ela carrega com ela uma história inteira, que Santo Agostinho chamava do tal do discurso alegórico.
Então, o discurso da presença de Cristo, ele lembra de uma alegoria daquilo, de tudo que é passado. Então, quando a gente faz as alegorias, o que a gente está fazendo? A gente está falando de todas as histórias do passado que lembram a presença da palavra. Tudo que eu vi na minha vida, quando eu olho para o PlayStation debaixo da árvore e eu lembro da primeira vez que eu ouvi falar de PlayStation, que falaram que jogaram e que não sei o que lá, e que eu vi um na minha frente que não era o meu encarnado, que eram outras coisas, eram prelúdios do que podia acontecer na minha vida.
Tudo isso é o discurso alegórico. E quando eu olho para o futuro, quando eu, diante daquele Playstation, não estou mais emocionado de lembrar de tudo que eu passei para chegar até ali, eu estou me fazendo a seguinte pergunta, e agora? E agora? E aí a gente pensa num roteiro pra frente, né? Caraca, ganhei PlayStation. Eu vou jogar isso todo dia, até o ano novo. Eu só vou fazer isso, ó. Tô fazendo um roteiro da vida futura. Então, tudo que a palavra me leva a fazer pra frente, pra ver a glória futura, as decisões mentais, o roteiro ainda, nada disso aconteceu.
tudo que me leva pra essa glória, pro mais alto, pra onde eu tenho que subir na vida. A gente tem um prefixo grego que indica o movimento pra cima e um prefixo grego que indica o movimento pra baixo, né? O pra cima é o ana e o pra baixo é o kata. Eu preciso ir pra essa glória, pra esse meu roteiro subir. para essa decisão que eu estou tomando na minha cabeça, baseada nessa presença desse menino. O que a gente vai fazer agora que ele chegou?
Agora que é o meu Natal. Para onde eu vou? E aí na sua cabeça, tudo que você olhar para frente, é o que a gente chama de discurso anagógico. O gógico tem o mesmo radical grego da palavra pedagogia, pedagogé, de um ensinamento que vai pegar a gente pela mão e guiar, nos guiar até esse anagogé, até esse lugar mais alto, que é pra gente, onde a gente tem que ir.
Agora que o Playstation tá presente, agora que o café tá presente, agora que o Natal tá presente, pra onde eu tenho que pegar isso e ir? E aí, finalmente, eu tenho o quarto discurso dos discursos possíveis que Santo Agostinho fala, o que é conhecido como discurso moral. Então, o discurso literal, a litera, a palavra, a narrativa nua e crua da presença que aparece na nossa vida, Ela permite, então, que a gente faça alegorias, discursos alegóricos, que rememoram tudo que vem no passado, para se encontrar com toda a glória do mundo futuro.
O que é glória? É a graça do futuro. É por isso que sempre quando a gente fala que a gente vai estar na presença de Deus no céu, a gente fala que a gente vai estar na glória de Deus, porque ainda vai vir. É uma anagogia. um anagogué, não é uma alegoria. Entendem essa diferença? Então, esse discurso literal, ele traz o discurso alegórico consigo, o anagógico e, por fim, o discurso moral. Porque a presença do PlayStation, a presença do café, a presença do Cristo, Eles, por fim, me cobram uma ação no mundo, o ato da obra da vida humana.
Primeiro ato da obra. Segundo ato. Primeiro movimento da música. Segundo movimento. Terceiro movimento. Qual é o ato no mundo? Então, aqui é a grande tragédia da vida das pessoas. Porque a gente vai chegar no dia 25, as pessoas vão narrar a lítera, a palavra. Jesus nasceu. E elas não conhecem as alegorias, elas não conhecem as anagogias.
Então, elas não têm ato moral para realizar. não tem ato, porque não tem roteiro, porque não tem passado. E aí elas vão arrumar um outro Natal para poder atualizar, transformar em ato. o Natal delas vai ser um falso fruto da árvore. Vai ser a bola de futebol, o perfume, a roupa, o carro, a casa.
Porque o passado dela é cheio dessas presenças e elas só conseguem calcular o futuro assim. Inclusive medir a vitória sobre a vida, a vitória da vida, pelos bens materiais. E aí elas vão encarnar o ato do Natal no mundo assim. Qual o carro? Qual a casa? E qual é o problema desse tipo de vida? O problema desse tipo de vida é que essa vida está solta da história das alegorias e do futuro das anagogias.
O que é estar solta? O que é isso, concretamente? Sabe essas perguntas que vocês me fazem? Diego, eu não tenho paciência para dar banho na minha filha. Eu me irrito facilmente com meu filho. Por que esses atos materiais estranhos na vida de vocês? Na minha vida, várias vezes, pô. Por que eles não estão dentro de uma história? Então, eles não têm um futuro.
O que é isso na prática, então, Diego? Na prática, pelo amor de Deus. Na prática é o seguinte. Quando eu sentar aqui para conversar com vocês, ou sentado aqui, ou ainda agora, cortando unha das crianças, ou dando banho nas crianças menores. Aquele ato literal, literal, narra o ato. Tem um homem dando um banho numa criança. Diego, quando eu estou dando banho no meu filho, isso é o que você está narrando para mim literalmente.
Você precisa falar esse ato literal, essa bola do meio, com três discursos diferentes a mais ainda. Um alegórico, um anagógico e o ato moral. Então vejam, você está dando banho na sua filha, no seu filho, você está lavando a louça, Você está atendendo uma pessoa, está dando uma palestra, está preenchendo uma ficha de atendimento, você está botando livros na prateleira. Qual é a história?
Qual é a história? Se vocês não querem fazer nada disso, se vocês não têm força para fazer nada disso. Vocês têm que prender esse ato no mundo para inchá-lo, para alimentá-lo, para trazer à tona a encarnação da verdade do Natal. Eu não estou dando banho na minha filha. Vocês veem, né? Tem gente que pergunta assim, Diego, você reza pelas crianças? Rezo, sobretudo, realizando o discurso anagógico da presença delas na minha vida.
Então, ainda agora, minha filha Maria Helena está aqui, está aqui em cima. Ainda agora, antes dela ir dormir. Ela fez esse desenho aqui, ó, e me entregou aqui. Papai, é pra você. Aí eu olhei esse desenho, tá vendo? Isso aqui é a presença. Narra isso aqui pra mim. Você vai narrar, ó. Um palito com um uzinho preto aqui, uma bola com as listras em volta aqui e um triângulo cheio de bola vermelha, né? Isso aqui é o discurso literal. Aí eu fico olhando pra isso aqui.
Porque é isso que importa. Eu fico olhando para isso aqui. A minha filha fica olhando para mim, ela me deu e eu fico olhando. Eu estou morando aqui, demorando. Mas o que eu faço morando aqui? Eu realizo todos os movimentos da minha personalidade. Eu trago a história de um passado. Eu conto para Deus sobre a minha filha Maria Helena. Inclusive, as crianças adoram quando eu passo ali na igreja, que é aqui pertinho, a gente vai andando aqui na missa como fomos hoje. Essa semana eu fiz isso em umas saídas individuais com as crianças.
Aí entro na capela do Santíssimo, paro lá e começo a falar, ajoelhar delas, ajoelhar do meu lado e eu começo a narrar a vida delas. Aí eu fui com o Totonho essa semana entregar umas roupas na igreja e parei, ele ajoelhou. Aí eu comecei a falar assim, Senhor, Jesus Cristo sacramentado. Esse aqui é o Totonho. Aí o meu filho olhava para mim, olhava para o sacralho, olhava para mim. Ele nasceu no carro. O senhor lembra que ele nasceu no carro? Aí comecei a narrar a vida dele, fazendo um discurso alegórico.
E aí eu faço um discurso anagógico, que é a oração ao pai. O discurso anagógico é uma oração ao pai. O discurso alegórico é uma oração ao Espírito Santo. Aí você olha a sua filha tomando banho, E aí você começa a pedir ao pai, ao roteirista do mundo, ao dono do mundo, para que a sua filha o encontre, seja fiel, seja uma grande mulher, abrace a vocação dela com firmeza, o ame.
você faz o discurso moral, que é a prática de um comportamento. Você começa a falar coisas e agir com a sua filha. Minha filha, papai está aqui, eu te amo. Como é bom o papai poder estar aqui presente para dar banho em você. E começa a agir e fazer. Se vocês lembrassem, dessa história, que a gente tá dentro de uma grande história, que eu tô dando banho na minha filha e eu tô dentro de uma história. Eu tô dentro da história do Natal, eu tô dentro da história do sacrifício do Monte Moriá, de um pai, Abraão, segurando seu filho Isaac e oferecendo pra Deus.
E aí eu posso, dando banho no meu filho, Falar com Abraão. Abraão, eu tô aqui com meu filho José Antônio, José Pedro. Eu também quero aprender a oferecê-los como você ofereceu Isaac. Pro senhor. Eu tô falando pra vocês sobre dar um banho. Um banho, porra. Que vocês ficam puto pra caraca ou não querem fazer. Ou fazem de qualquer jeito. porque não tem história, não tem analogia, que ou é uma alegoria, ou é uma analogia, ou é um discurso moral dentro de um discurso literal do Natal, da presença.
É Natal, apareceu, nasceu, e agora? Toda a metodologia que eu falo da presença, da graça, É a pedagogia do Natal, pô. O café, quando eu falo para vocês, o café, o café, apareceu o café, o café apareceu, pô. Tudo que falaram sobre o café de São Tomé e Príncipe, toda a história que narraram e os roteiros que eu construí na minha cabeça para que um dia eu chegasse lá e como que eu chego lá, como que eu subo, qual é o discurso anagógico. Qual é o dia do encontro que eu vou poder tocá-lo, apalpá-lo e degustá-lo e eu me transformar nele e ele em mim?
É o Natal e nós vamos morar lá, demorar lá. Então, vocês precisam compreender que esse excesso de velocidade nossa e essa quantidade de presenças e essa loucura que a gente vive na internet ou na nossa rotina normal, pô. Você vê, eu falo muito para o pessoal, passa fim de semanas inteiros e eu estou aqui dentro da minha casa, saio, dou uma corrida com os meninos, Hoje de manhã fizemos umas coisinhas, vimos um episódio do Cavaleiro do Zodíaco e vimos The Chosen aqui, e ficamos juntos, e brincamos de mímica, e brincamos de esvendar...
Como é que chamam aquilo que você estava falando para a gente esvendar? Charadas e adivinhações aqui em família, e a gente rindo e dando gargalhada. e as pessoas passam um final de semana numa velocidade do inferno, indo em uma porrada de evento e fazendo não sei o que lá, e não conseguem nunca contar. Os atos e as presenças da vida dela não têm passado, não têm futuro, e não mudam a vida delas com o ato moral. A missa que a gente vai, ela é toda, toda, toda uma história alegórica que nos leva para um lugar alto, anagógico, e que vai mudar o nosso comportamento, a nossa vida moral, o discurso moral, por causa da presença que está ali, por causa da presença que está ali.
Mas, para isso acontecer, eu pergunto para vocês, Eu pergunto para vocês. A gente reza o salmo na missa, né? A gente reza o salmo na missa. Vocês sabem qual é a história de um salmo que a gente reza na missa? Santo Agostinho escreveu duas mil páginas sobre os salmos, fazendo um discurso alegórico.
Mas, para nós, tanto faz. A gente fica ali quase que por uma supertição. Vocês sabem o que é uma supertição, não é isso? Quase como um espírita que bota olho de boi atrás da porta. Ou aquele influencer. Bem de vida material, né? Que tem aquele olho grego penduradinho no carro. Vocês sabem o que é um olho grego, né? Tem vários nomes. Na Turquia, chama Devil Eye, né? Olho do demônio. Aquelas bolinhas azuis, sabe?
Não, não, não. Olho grego. A maioria de nós vai celebrar o Natal como uma superstição, pô. e vai ganhar coisas materiais. E aí o discurso das coisas materiais, ele é uma tragédia. Por que ele é uma tragédia e destrói a nossa psique e acaba com a nossa vida? Porque o mundo material, ele só tem um discurso. E não é o anagógico do futuro. O discurso do mundo material no futuro é um discurso catagógico, porque o mundo material sempre se desgasta.
Como o Natal tem sido material, nós estamos caminhando para a depressão, para a tragédia, pra desesperança, entende? Porque parece que as coisas pra gente tem cheiro de morte. A gente não sabe falar isso com as palavras exatamente, né? Mas a gente sempre sente o cheiro. A gente sente o cheiro quando a gente baliza o nosso futuro e a nossa confiança, sim. Então você vê. Olhem as pessoas que a gente canoniza e olha fixamente na internet e vejam se não tem sido como o Fabrício me perguntou, como as pessoas que têm certo domínio sobre o dinheiro e sobre a vida material.
Vocês sabem, eu sei que tem sido assim. Eu não sei se vocês já viram um livro chamado, um livro do Max Weber, A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. Nem sempre foi assim não, pessoal. A Igreja Católica sempre tentou se proteger disso de um voto, com um voto. São três votos, mas um especificamente, o voto de pobreza, o voto de castidade e o voto de obediência. Esses votos não são um luxo, não. Um mimo, não. Então eu fico triste. Essa semana me mandaram uma mensagem de um padre muito influente, falando de maneira meio desleixada, assim.
Ah, tanto faz. Hoje em dia tem uma tal de uma bolha católica aí. Que eu sei lá o que é isso, bolha católica. Eu vou falar pra vocês, bolha católica só existe na imaginação das pessoas, ou das pessoas muito doentes da cabeça. Porque, eu vou falar pra vocês, os meios que eu frequento e vivo não tem nada de catolicismo, nada de catolicismo. E as pessoas que também falam isso, se elas fizerem, é como eu estou falando para vocês, é que a gente não sabe experimentar o Natal.
Se elas falarem, se elas colocarem assim, na ponta do lápis, calcular as presenças com horas, minutos e segundos, do que elas fazem na vida, elas vão ver que não existe bolha católica, porque essas pessoas não vivem juntas. Só que é como eu falo direto pra vocês. Vocês olham uma cena na internet, uma cena, um reel de 15 segundos, de 30 segundos, pô! E vocês são capazes de construir um dia inteiro, uma vida inteira de uma pessoa que vocês estão vendo 30 segundos. E aí vocês falam assim, a bolha católica aqui, onde as pessoas vão na missa diariamente e tem vários filhos e não sei o que lá.
Eu pergunto pra vocês do que vocês estão falando, pô. Não existe bolha católica. Não nesse sentido de que as pessoas vivem numa bolha católica. Elas vivem cada uma realidade delas e elas nem se encontram. Elas nem se conhecem na maioria das vezes. Só que as pessoas vivem desses 30 segundos. Aí elas olham a vida do professor Diego Reis em 30 segundos. E elas falam assim, nossa, olha lá, como é que é a vida deles. Eu falo, pô, vocês não sabem nada da minha vida. Se mobiar, eu devo estar aí uma semana sem fazer story, né?
Eu quase que só venho aqui pra falar que vai ter live domingo e repostar algumas coisas. Aí vem comentário de abolha católica. Eu fico perguntando assim, o que será que é isso? Porque as pessoas não conhecem mais a presença do Natal. Elas estão presas num mundo fantástico da ideia, do pensamento e do mundo virtual. Sejam bem-vindos. Esse é o mundo virtual. O mundo das neuroses. O mundo do demônio, não é isso? O mundo do intelecto. O mundo das pessoas inteligentes. Esse aqui, pô. E o mundo do Natal?
O mundo do Natal é você parar narrar o discurso literal com meu filho, o café, a minha esposa, a luz, a janela e começar a fazer, a partir dessas presenças do Natal, fazer. Chegou, chegou, chegou. Toda a vida do passado, toda a história da humanidade chegou, está aqui presente no présepio agora. E todo o futuro do mundo agora está aqui. Todo o futuro do mundo vai ser comandado por essa presença. E eu tenho que mudar minha vida moralmente. É só isso.
Presença por presença. Presença por presença. Então as pessoas falam, pô, mas é tão difícil isso. Eu sei, pô, a gente vai se violentar. É por isso que eu levo o caderninho pra missa, quando eu participo da missa, durante a semana, sem os meus filhos e a minha esposa, pra ficar anotando as coisas que o padre fala, senão eu não consigo me concentrar. Ou então hoje eu fiz isso várias vezes, me perdia e ficava repetindo a humilhia na minha cabeça, repetindo a leitura na minha cabeça, repetindo o Salmo na minha cabeça, repetindo o Evangelho na minha cabeça, porque tem uma presença ali, uma presença ali.
Uma presença. E eu preciso aproveitar essa presença para mudar a minha vida. Eu preciso que essa presença signifique um passado que tenha um futuro e que eu mude os atos do personagem no palco por causa dessa presença. Se a gente não fizer isso, as nossas presenças vão ser um inferno. A nossa presença e a nossa cabeça, ela vai ser toda virtual. E o mundo virtual, ele é o mundo onde não tem Natal. Onde não tem nada na manjedoura. Onde só tem promessa. Onde só tem passado.
Vocês entendem isso que eu estou falando aqui? Vai chegar o Natal agora. E como é que se prepara para o Natal? Você vai narrar. Você vai narrar. Ah, eu não sei narrar o Natal. Você abre o Evangelho e narra o Natal. O nascimento. E aí você vai pegar os escritos dos santos padres, os escritos da história da igreja sobre o Natal, e vocês vão ver o que aconteceu depois do Natal, para onde a gente foi a partir do Natal, e vocês vão descobrir o que tem que fazer com a vida de vocês.
E aí, fazendo isso, é óbvio que a nossa vida vai mudar, mas é óbvio É óbvio que um pai que está presente na casa dele dia após dia, que conhece a história da família dele, que sabe para onde ele tem que levar a família dele, é óbvio que o coração dele pulsa para chegar do trabalho, para estar na presença da família dele. Mas é óbvio que é assim, porque ele deseja estar ali presente, porque ele sabe que ele tem atos para realizar ali naquele palco, um personagem, entende?
Então é assim, as pessoas acham, aí elas falam assim, ah não, tanto faz, é como eu tava falando, né, do Pagos. Ah, tanto faz, se fizer, não tem importância e não sei o que lá. Não, é porque o pessoal é muito escrupuloso e não sei o que lá. Pessoal, se vocês não fizerem essas coisas com cuidado e demorarem, o présepio, a árvore de Natal, o que seja, eles são detalhes dignos de vocês se demorarem lá e ficarem pensando, caramba, tem um pastor aqui.
Qual é a história desse pastor? O que será que aconteceu com esse pastor depois que ele viu isso que ele viu? Como foram os atos da vida dele depois disso? Se vocês não fizerem isso, se vocês não amarem esses amores demorando e com cuidado, esses amores que são pedras grandiosas, que são pedras daras, pedras de altar, pedras de martírio, pedras de sentido da vida, de heroísmo, vocês vão amar alguma pedra, porque a gente nasceu para isso. Aí vocês vão amar pedrinhas, que em latim se chama escrupulum.
Como é que chama pedrinhas? Aquelas pedrinhas da via ápia, que a gente chuta na rua. Sabe quando você tá meio perdido na vida, que você anda na rua chutando pedrinhas? O nome daquelas pedrinhas são escrupulum. Típico de criancinhas, né? Que andam andando pro chão chutando pedrinhas, porque ainda não tem as grandes missões na vida pra cumprir. Se vocês não levarem a sério essas pequenas coisinhas, que as pessoas ficam esnobando, não precisa fazer isso, participar da missa assim, a roupa da missa, e não sei o que lá, é escrupuloso.
Se vocês não fizerem isso, pessoal, vocês vão tentar fazer o melhor exercício na academia, comprar a melhor roupa para malhar, vocês vão pesar a carne, Porra, vocês não sabem do que nós somos capazes se nós não amarmos as pedras grandes. Eu vejo vocês tentando praticar a perfeição amando bosta, porra. Aquele copo bonitão da academia que vocês levam. a roupa bonitinha, o porta celular, a quantidade de grama de proteína que vocês pesam da carne.
E vocês vão falar, porra, pra mim que eu tenho que ir pra missa vestido de qualquer jeito, ou tanto faz o jeito que eu participar, ou tanto faz o que eu fizer aqui no Natal. Porra, se nós não amarmos essas coisas que as pessoas falam, é coisa de bolha católica de fazer com perfeição. Para de repetir essa porra, que essa porra não existe. Vocês que estão falando essa porra, vocês vão degustar com perfeição um monte de bosta. E eu vou olhar pra vocês passando bosta na cara, assim ó, passando bosta na cara.
Porque nós nascemos pra perfeição, porra. Se vocês não fizerem isso com o pré-zep, vocês vão fazer com um pedaço de carne. Ou você acha que é muito diferente. Você, mulher, que tá falando que aquela outra mulher que bota véu pra ir na missa, que ela tá de sacanagem, e você vai com essa roupa pra nego ficar olhando pra tua bunda. Você acha o quê? Que ela que tá vivendo uma vida de merda e que você é a maravilhosa? Ou você, homem, que vai de mermudinha, chinelo, camisa de time pra igreja?
Ou você, que vai pra academia todo gostosão pra destruir teu casamento, e tu tá sacaneando o cara que bota uma roupa decente e fala, ó, ó, o Beato de Igreja, igual um idiota. E aí vocês acham que a gente vai parar de fazer isso porque vocês inventaram uma porra pra me acusar de bolha católica? Seja lá que merda é essa, pô. Você não percebeu que eu e você, nós estamos tentando realizar a mesma perfeição, pô. Você não percebeu que se você não usar e não pensar como você vai se vestir nesses grandes momentos, você vai pensar em como se vestir em outros, só que são baixos, porra.
Aí você é o escrupuloso. Esse, esse que está fazendo com cuidado o cuidado da bola grande, o nome disso não é escrúpulo. O nome disso é zelo. pelo amor da tua casa que nos consome e que vai tirar a gente dessa vida aqui todo machucado, ensanguentado e feliz. Como vocês sabem que a nossa vocação de todo final de dia, quando a gente se arrebenta todo e fala assim, porra, hoje eu dediquei a minha vida por alguma coisa que vale a pena. Essa é a vocação do Natal da nossa vida.
Tirar a gente para dançar por uma perfeição e empregar o nosso coração, como eu falei para vocês na live da semana passada do Shema Ad Yisrael. Portanto, amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua força. Se vocês não fizerem isso, por Deus, vocês vão fazer pela academia. Vocês sabem disso. Vocês que são meus alunos já perceberam que é assim, pô. Eu já expliquei isso assim, do jeito que eu estou explicando hoje. Já expliquei tecnicamente.
Já falei de transtorno obsessivo compulsivo. É porra, quantas linguagens vocês querem que eu faça para vocês entenderem isso? Então parem com essa babaquice, com esse medinho de, ai, será que eu tô sendo escrupuloso? Ele falou, pô, escolha alguma coisa que vale a pena ir a mim mesmo, com todo o teu coração, com zelo, pô. E um Feliz Natal pra vocês. Que tenha café, Playstation e, por fim, Nosso Senhor. na árvore aí na casa de vocês. Independente do tamanho de quantas bolas ela tiver, demora aí e bota com cuidado.
E nós teremos um grande Natal. Obrigado pela presença literal, pelos discursos alegórico, anagógico e moral. Os discursos. possíveis de uma presença, como nos ensinou Santo Agostinho, doutor da igreja, o doutor da graça. Obrigado pela companhia. Até breve aí, pessoal. Feliz Natal. Pessoal do Instagram,