Coletânea

Vida do espírito

Contemplar a verdade com paciência

12:58 · ~12 min de aula08 de janeiro de 2025Transcrição automática · em revisão
  • a contemplação amorosa da verdade
  • a paciência com a verdade
  • os quatro passos da verdade
  • os transcendentais
  • perder a medida diante do belo
  • o mapa da ignorância
  • as três pessoas
  • o exame de consciência
  • provar = degustar a verdade
  • o essencial é invisível aos olhos

Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 0:58.

Eu percebi que alguns de vocês finalmente entenderam o que eu tinha falado nos primeiros dias sobre a contemplação da verdade e a diferença que isso faz na vida real, obviamente.

Citações verbatim

Trechos da aula

A gente toma em média 35 mil decisões por dia e a gente pensa cerca de 60 mil vezes.
— Prof. Diego Reis
A gente tem que ter paciência com a verdade. De alguma maneira, A verdade nos ama e nos busca.
— Prof. Diego Reis
Nosso papel é estarmos sempre atentos, né? Atentos a tudo? Não. Só o essencial.
— Prof. Diego Reis
Palavra por palavra

Transcrição completa

Transcrição automática · em revisão

Tudo bem, pessoal? Vamos à luta? Hoje a gente começa a fazer diferente, né? Já que eu não consigo responder a todo mundo com tempo razoável e como também brigaram comigo porque fiz Instagram e não estão postando nada, eu vou responder as perguntas aqui pelo vídeo, mando no grupo no WhatsApp e aí a gente começa a postar no Instagram, tá bom? Assim que eu comecei com o Instagram, a gente começou aqui, né? Então, acabei deixando lá um pouco de lado. Como eu tô mandando esses vídeos pra responder as perguntas de vocês e até nas nossas conversas pessoais também, que é onde eu tava tentando responder a maioria, mas também tá ficando difícil, eu vou usar aqui os próprios vídeos pra colocar lá no Instagram e até pra me organizar também, né?

Pra eu saber o que tem que mandar pra quem. E aí vamos ver no que vai dar isso aí, tá bom? Por mais que vocês vão me falando aqui, a gente vai ajeitando. Eu percebi que alguns de vocês finalmente entenderam o que eu tinha falado nos primeiros dias sobre a contemplação da verdade e a diferença que isso faz na vida real, obviamente. Aliás, É a diferença que isso deve fazer na vida prática. Lembra que eu falei? A gente toma em média 35 mil decisões por dia e a gente pensa cerca de 60 mil vezes.

Ou seja, ideia e vida prática parece que estão bem entrelaçadas. É verdade que eu leio trocentos livros, mas também é verdade que minha esposa está grávida do quarto filho. É óbvio que a faculdade de filosofia que eu fiz tem que estar vinculada com a minha vida real, tem que estar vinculada com o curso de comando do anfíbio, paraquedista, com a promessa que eu fiz para minha esposa quando a gente se casou. e tudo mais. A pós-graduação que eu fiz na área de psicologia teve que me ajudar na segurança presidencial, teve que me ajudar.

Teve que me ajudar na forma que eu observava as pessoas e conversava quando eu morei lá no Oriente Médio, lá no Líbano. Agora, aqui na África, tem que ajudar. E, obviamente, existe uma unidade nisso tudo. Vocês lembram dos caminhos que a gente usou para unificar isso tudo. Então, o resumo das perguntas Eu percebi que eles tinham o seguinte tópico, a resposta em comum, tinha que gerar em torno da verdade ser contemplada como uma paciência amorosa. Era por isso que eu falei para o pessoal do mapa da ignorância quando se estuda sobre o assunto e dos outros métodos que a gente falou.

A paciência de quem aguarda a espécie de quem aguarda seu amor chegar, um amor que se revela, uma espera nossa por esse amor que se revela e que não se prende no mundo das ideias, mas que contempla a vida acontecendo, sempre disposto a se surpreender. É por isso que eu falei das inseguranças perto do que acontece com as vidas de insegurança que levam à síndia, aos caracteres da depressão, foi esse dilema que a gente comentou. Vocês lembram do exemplo que eu dei do nascimento do meu terceiro filho que foi no carro só comigo com a minha esposa ali?

Lembra disso? Naquela espécie de delícia dramática, uma espécie de... aquela espécie de ação de uma presença viva, de uma ação providencial, que de alguma maneira insegura, tem mais segurança do que a passagem diária da noite para a alvorada. É a famosa vida acontecendo, a insegurança da vida acontecendo. Aliás, essa surpresa que eu comentei várias vezes, essa palavra de origem francesa, Ela quer dizer isso, surpreender, é um acima, sur, desse prender a vida, é quando você está acima disso, de ter essa vida presa.

Acima disso que você aprendeu da vida acontecendo, sempre existe uma coisa que vai se revelar. Então você vai estar sempre na insegurança, a gente vai estar sempre nessa insegurança. Eu sempre me recordo do livro do Lewis. Surprised by Joy, é Surpreendido pela Alegria, onde ele fala dessas... até depois de um pouco de velho, quando ele passa por essas experiências um tanto quanto infantis, de ser surpreendido pelas coisas mais simples e corriqueiras do cotidiano. E foi por isso que eu dei o exemplo da Lua para vocês e do exercício do conhecimento astronômico em uma vida.

Mas eu só falei isso aqui nesse grupo, que tem médico, psicólogo, tem engenheiro químico. Para os amigos militares eu falei de uma outra maneira. Falei de exame da situação, missão e sua compreensão. Falei de planejamento militar, mas o efeito acho que foi bem parecido. Mas enfim, vocês lembram que não é possível conhecer a Lua sem a observação de 28 dias. Na verdade, pelo menos 56 para a gente poder marcar um ritmo, porque quem vê a primeira vez não sabe que no 29º dia vai repetir, que depois que ela fica cheia ela vai miunguar e vai se repetir o ciclo.

Então, a gente percebe as ações e paixões da Lua, como ela age e quem age nela, as suas relações com os outros astros, o descortinar do tempo dela que vai passando e aquela espécie de bailar no espaço, onde a gente percebe as qualidades, quantidades que se demonstram pela luz, pelo formato, o estado habitual dela no mundo, as suas fases. Então a gente vê que somente o tempo e a paciência da pessoa que contempla isso, mostra quais são os hábitos da doa. Bom, vocês perceberam que você tem as nove categorias de Aristóteles, do ser.

Ou seja, a avaliação mínima de tudo que existe. E daí você tem a substância, a essência, a natureza, que é a décima. Esse é o processo da filosofia e da psicologia grega, depois da medieval, até a moderna, por exemplo, na fenomenologia do Rússio. Então, não tem jeito, pessoal. A gente tem que ter paciência com a verdade. De alguma maneira, A verdade nos ama e nos busca. Lembra, eu mandei até um trecho do filme Agostinho, onde Santo Ambrósio conversa com Santo Agostinho sobre isso. De alguma maneira, A verdade, ela nos ama e nos busca e vive se revelando pra nós como uma música que quer ser ouvida por nossos ouvidos que foram criados pra isso.

Ou uma dança que quer se desencadear diante dos nossos olhos, que foi criada pra isso. E ela nos encontra. Nosso papel é estarmos sempre atentos, né? Atentos a tudo? Não. Só o essencial. A gente se esquece de tudo? Não. A gente só se esquece de quê? Do essencial. E por quê? Porque, como a gente leu lá no Pequeno Príncipe, o essencial é invisível aos olhos. Então, o nosso papel é contemplar. É, de alguma maneira, perder as medidas. Eu não falei ainda para vocês, mas eu já falei no outro grupo dos amigos militares sobre esse sistema medida quando eu falei dos transcendentais.

O que efetivamente é isso na nossa experiência de vida? Quando a gente tem todo um sistema de medidas formadas pela ordem do mundo que consegue captar as experiências do mundo, E, de repente, esses sistemas todos perdem a medida diante da beleza, da verdade, do bem e da unidade, dentro de algumas bibliografias. Mas a unidade, efetivamente, também faz isso com a gente. Quando a gente percebe que existe um entrelaçar providencial entre os acontecimentos do mundo, isso também faz a gente perder a medida. E quando a gente perde a medida diante de uma paisagem muito bonita, de uma grande sinfonia ou dessas experiências de ações providenciais na nossa vida, a gente se abre para o transcendental.

Por isso essas experiências. Esse é o método da filosofia. É assim que a filosofia ama a verdade. Então a gente tem que tolerar a nossa ignorância. Lembrem sempre daquele primeiro passo que a gente falou do mapa da ignorância para se estudar sobre qualquer assunto. E com isso em mente, deem sempre tempo para que a verdade se encarne nas nossas vidas. Lembra dos quatro passos da verdade. eu ainda vou falar sobre um quinto passo, mas aqueles quatro passos são essenciais para a gente perceber a possibilidade do acontecimento real, depois a verossimilhança com as coisas no mundo, depois a grande probabilidade da verdade e finalmente quando a gente encarna na nossa vida.

Então a gente pode dizer que provou a verdade, não no sentido de demonstrar, mas no sentido de degustar, provar no sentido de degustar. E percebam que quando a gente faz isso, a gente não consegue passar isso para os outros. Isso é um testemunho solitário, individual, de um conhecimento que não é só dedutivo, indutivo, intuitivo, abdutivo. mas é um conhecimento que unifica todos esses, eles acontecem, mas numa experiência da presença humana. De alguma maneira acontece aquilo que o Louis Lavelle fala na presença total, daqueles eventos únicos da nossa vida.

Com o sentido da vida também é assim. Essa foi a maior relação de perguntas. Vocês adoram esse tema. Não se esqueçam, o primeiro grande problema sobre o tema do sentido da vida é a consciência. É por isso que nesse grupo eu falei de um tema logo após o outro. E eu avisei que eles eram complementares para ter paciência. É porque demorou muito, né? De uma palestra para a outra. Vai ser assim, pessoal. Não tem jeito. Eu não consigo também com muita frequência. Eu vou mandar primeiro as respostas sobre o papel da consciência.

Vou desmembrar as três pessoas que vivem dentro de nós, o eu do palco geratório lá do Zondi, o meu melhor eu que me aconselha e o eu que sustenta esse diálogo diário entre os dois, essa terceira pessoa que é uma relação. É como se fosse a relação entre o pai e o filho. O melhor Diego aconselha o Diego que tá aprendendo no mundo, batendo cabeça. E quando eles... E existe uma terceira pessoa que sustenta os dois, que é a relação entre os dois. Entre o melhor Diego e o Diego que tá tentando.

que, no fundo, no fundo, é sempre o que acontece no exame de consciência, né? Tem o melhor de nós que nos aconselha a melhorar. Então, esse conceito dessas pessoas, assim, a gente trata depois, tá? A gente vai tratar isso desde as primeiras discussões, lá no mundo grego e latino, quando apareceu esse termo pra resolver problemas teológicos, inicialmente. A gente vai falar sobre isso até chegar nesse termo chulo aí de dignidade da pessoa humana que a gente usa, inclusive, para abortar. Enfim, a gente vai falar bastante sobre isso aí.

Um grande abraço, pessoal!

Conceitos nesta aula
Série · episódio 1 de 46

Papo Matinal

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