Coletânea

Presença & o tempo que tempera

Tolkien e a Antropologia Medieval - Com Rasta

1:58:08 · ~111 min de aula04 de novembro de 2025Transcrição automática · em revisão
  • a antropologia medieval e Tolkien
  • verdade = adequatio rei et intellectus (o café quente)
  • a presença / graça = presença
  • o olhar da presença (a Sociedade do Anel x o anel que esconde)
  • a vergonha = não-querer-ser (esconder-se do olhar)
  • a vocação de dominar / o senhorio da terra (o Condado)
  • os transcendentais (verdade, bondade, beleza)
  • a consciência fora do tempo / ordo amores (a última peça)
  • vencer a morte / o falso domínio (cheiro de morte)
  • vitimismo = o contrário do domínio (o sorriso no sacrifício)

Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 7:12.

Mas bom, vamos começar aqui, então, sair um pouco dessa seara particular e entrar em algo um pouco mais universal. A razão pela qual eu estou fazendo essa live aqui é porque eu estou tratando de Senhor dos Anéis já tem um bom tempo

Citações verbatim

Trechos da aula

A tara de compreender o mundo, né? A realidade.
— Prof. Diego Reis
toda vocação humana é uma vocação de ser presença para uma sociedade
— Prof. Diego Reis
nós sempre ficamos olhando para as pessoas que dominam aquilo que a gente quer
— Prof. Diego Reis
Palavra por palavra

Transcrição completa

Transcrição automática · em revisão

Opa, já foi direto? Não teve introdução, não? Estou ao vivo. Boa noite, embaixadores. Boa noite, rastros e rastros. Sejam bem-vindos à nossa live. Aqui hoje, uma live muito especial sobre a antropologia medieval e os nossos hobbits, os nossos personagens do Senhor dos Anéis. Eu gostaria de lembrar a todos para mandarem suas perguntas no LivePix aqui. Tirem esses escorpiões do bolso. Nós teremos um sorteio de um livro a cada 400 reais de LivePix, certo? Então não deixem de mandar aí os seus LivePix.

E lembrar também para vocês que nós estamos esse mês inteiro, de carrinho aberto, promocional, do nosso produto A Sociedade do Anel, uma jornada comentada. Solta aí, vossa, cadê? Deixa eu ver pra galera. Olha só. Tem como tu jogar o link aí pra galera? Lembrando, pessoal, essa é a última live, eu vou parar de falar de Token, certo? Vou parar de falar de Tolkien, quem estiver cansado pode voltar para o canal. E quem quiser continuar escutando essa conversa, adquira A Sociedade do Anel, certo? Está aí o link.

Hoje é o último dia desse preço promocional. Ele vai subir para 600 e pouco. Então, assim, esse é o canal, certo? Agora é a hora e a gente vai fazer uma live para todo mundo que entrar no dia 7, aí é uma live exclusiva, não vai ser aqui, vai ser uma outra parada e vai ser só para o povo que se inscreveu na Sociedade do Anel, tá certo? Que adquiriu na Sociedade do Anel. Velho, Natal tá chegando aí, tá entendendo? Isso aí vai ser legal pra caramba tu fazer com os teus moleques no Natal.

Entendendo as famílias, se não tiver moleque também pra tu assistir, saca? E ler o livro no Natal, tipo aquela época que todo mundo pode fazer alguma coisa, quer fazer alguma coisa legal. Pega aí a Sociedade do Anel e vem comigo, tá certo? Então, sem mais delongas, hoje vamos chamar ele, o nosso queridíssimo professor Diego Reis. Fala, Rastão. Eita, e aí, meu amigo? Tudo bem? Estou ao vivo? Estou aparecendo aí? Cadê? Está sim, está sim, está sim. Está aparecendo perfeitamente. Que maravilha, meu irmão. Um dos grandes momentos tranquilos aí que a galera vai ter.

Estou falando do Rio de Janeiro, né? Então, se vocês querem um momento de paz no Rio de Janeiro, aí vai ser esse momento aqui com a gente. Pois é, cara. Nossa, que momento... Que momento tão surreal no Brasil, não que essas coisas não acontecessem, mas eu acho que quando uma parada dessa rola, E agora a gente tem a Assembleia Geral, a gente tem a Assembleia Geral do Povão hoje em dia, porque todo mundo está ligado no que está rolando, todo mundo já sabe quantas mortes tem, já são especialistas em crise do Rio de Janeiro, as opiniões estão aí.

De repente, tem a mulher do cabelo roxo dando opinião sobre a segurança pública. Tem o cara do... O óculos ao contrário, irmão. Nossa, ali foi bom demais, cara. Aquilo ali foi bom demais. Aquilo ali foi bom. Essa claramente tem uma visão invertida das coisas. É, muito simbólico, né? Muito simbólico, meu irmão. Muito simbólico. Caramba. E aí tá essa atmosfera, né, cara, de todo mundo... Sei lá, hoje a galera em São Paulo fez um ato contra o que eles estão chamando de genocídio do Rio de Janeiro.

Peraí, tu tá aí em São Paulo, cara, tá entendendo? Tipo, não tô nem dizendo que teve ou que não teve, tá entendendo? Tipo, não tô, tipo, peraí, tu tá aí em São Paulo, na frente do Másfis. O cara já sabe o que tá acontecendo, né? Todo mundo já sabe o que tá acontecendo. É, é. Não, quem não conhecia o Rio de Janeiro, cara, eu recebi uma esses memes assim, né? O pessoal lá da faixa de gás, assim, olhando pro Rio de Janeiro, pensando, cara, coitado daqueles caras lá, meu irmão, lá é muito punk, né?

E tal. E, bom, eu tive algumas experiências de morar fora na minha vida, né, Horácio? Eu fui pro Líbano, né, uma época lá pro Oriente Médio. para uma área de conflito lá, para fazer segurança da autoridade. E eu lembro que saía daqui e geral falando, caraca, a gente vai lá para a fronteira com Israel, não sei o que lá e tal. Cara, quando eu cheguei lá, meu irmão, eu pensei assim, caraca, esses caras não conhecem o Rio de Janeiro. Eu passei lá, mais de meio ano não ouvi um tiro assim, nada.

coisa na rua, no futebol, a galera deixava, ninguém pegava e tal. A gente, às vezes, não tem noção, assim, de... A gente vai... É o peixe dentro d'água, né? Tem mais ideia, assim, do meio que a gente vive, né? A gente ficou, antes da gente entrar aqui, a gente conversou uns 15 minutos aí, né? É. Não, cara, quando a guerra é guerra mesmo, né? Tipo, aquela trocação, né? Não da amizade, né? Mas ela é uma trocação que tem regra e tal. É uma parada muito diferente de violência urbana, né?

Tipo, esse clima de guerra civil mesmo, né? Sei lá, você vai em Gaza, beleza, você tem claramente... Quem tá dentro não tá necessariamente se agredindo uns aos outros, né? Ou tipo, sei lá, no Líbano e tal. A parada que a gente tem no Brasil é muito diferente de uma guerra mesmo, assim, né? Tipo, a gente tem essa... O lance do... É como... Ali na República tem o mito do licantropo, do cara que devora os órgãos dos próprios filhos e tal. E o Brasil é meio licantropo, a gente devora os nossos próprios.

É, essa história eu sempre lembro muito do... O professor Olavo falava muito disso, né, Du? Tipo, da guerra civil, né, no Rio de Janeiro, no Brasil como um todo, né? Ele sempre falava muito dos 50 mil homicídios por ano, né? Eu lembro muito dele falando esse número. Eu falei, cara, tu vai pra qualquer lugar do mundo aí, dos combates que a galera fala, né? E não tem coisa perto disso. Muitas das vezes, né? Não tem coisa perto disso. A gente vê os índices aqui do Rio de Janeiro, cara, realmente é um ambiente...

Se a gente pegar, sem colocar muitas ideias, botar no papel, né? Números no papel. Mortes, assalto, tiroteio, roubo, furto... É, cara, a gente não tem nada parecido por aí, não. É uma pena que seja assim, né? A gente estava falando, isso aí é o leite derramado do leite derramado, né? Não é assim mesmo. muitos anos de leite derramado. Mas bom, vamos começar aqui, então, sair um pouco dessa seara particular e entrar em algo um pouco mais universal. A razão pela qual eu estou fazendo essa live aqui é porque eu estou tratando de Senhor dos Anéis já tem um bom tempo, E eu tive uma discussão com os rapazes que vieram aqui, não uma discussão no sentido ruim, teve uma discussão no sentido de uma troca de ideias, no qual a gente estava falando sobre essa questão dos heróis modernos seguirem muito a estrutura de narrativa moderna, que é uma estrutura muito psicologizada, e no sentido de um drama pessoal interno, com muitas camadas.

A estrutura do romance moderno é assim, ela volta muito para dentro do sujeito. E, obviamente, ela joga luzes em coisas muito interessantes. Você lê um Dostoevsky, você vai dentro da alma humana de uma maneira muito interessante. Você vai nos confins da alma humana. Termina ficando-se com a ideia de que o homem tem só o lado de dentro e o lado de fora. Ele é uma estrutura meio que binária. Tem o drama interior e tem a carcaça dele que está por aí. É o ele e o in my mind.

E quando a gente pega os personagens do Tolkien, os personagens do Senhor dos Anéis e tal, você até entende alguns dramas, mas você não vai ali, você não faz uma psicanálise do Aragorn, mas você vê muito nitidamente, porque não é esse o enfoque, você vê muito nitidamente o ser humano mais integral, você vê, tipo, as faculdades agindo de maneira mais clara, você vê uma visão do homem que ela é um pouco mais integrada, né? Você... A maneira com que o Tolkien descreve os personagens dele, você já nota que tem uma ordem pressuposta, né?

E os personagens, eles têm... A maneira com que eles aparecem pra gente é o quão em amizade ou o quão em inimizade eles estão com essa ordem. Bom, só fazendo uma introdução aqui ao que você falou, ao psicologismo, né? Agora, a profundidade que a gente vai, Orasta, da psicologia e os grandes desenvolvedores, você vai cortar um cabelo, né? Vai no barbeiro... Aí tem agora o cenário, né? Antigamente, o pessoal, eu chegava, eu ainda faço muito isso, cortar o cabelo, cara, passa um 21 aí, né? Máquina dois em cima, um do lado, né?

O cara chega e fala, olha, eu vim cortar o cabelo, tô me sentindo muito sozinho, eu quero no trabalho desenvolver uma personalidade, o cara, você já viu isso? Meu irmão, senta ali o Dostoievski ali pra cortar cabelo, o cara passa meia hora. Pô, eu vejo uns memes desses hoje em dia, ele fala, cara, até hoje pra cortar um cabelo, meu irmão, a gente faz uma psicanálise do caraca, né? Aí é isso, aí tu manda o cara lavar um prato hoje, vai varrer uma calçada ali, que até é uma brincadeira o que o pessoal fala muito de força armada, né?

Você vê que a sociedade está meio falida quando o negócio é demeritório pintar meio fio, ou seja, fazer uma coisa social e varrer calçada. Uma coisa que até hoje eu faço e tenho que fazer e é uma coisa extremamente comum. A galera psicologiza tudo, deixa tudo perdido. uma percepção muito boa, que foi até o que a gente começou a conversar aqui off-line, e que tem tudo a ver com a estrutura que tomou conta de uma antropologia muito sóbria da Idade Média, do mundo medieval. É claro, quando eu falo mundo medieval, O pessoal tem que ter uma ideia, pelo menos, assim, mundo medieval, a gente vai de 476, da queda do Império Romano do Ocidente, Roma lá, época de Santo Agostinho, Visigoto, Estrogoto, até 1453, a queda de Constantinopla, que é o atual Istambul na Turquia, pelo Império Turcotomano.

Então a gente está falando de mil anos. Então a antropologiazinha é de mil aninhos, né? Aí eu falo, pô, a gente em 20 anos já corta o cabelo completamente diferente, imagina em mil, né? Então a gente, assim, agora, o que que é muito saudável pra gente ter uma base? É que do século IV e V de Santo Agostinho até São Tomás de Aquino, São Tomás de Aquino nasceu ali em 1225, né? Então a gente teve mais uns 200 a 300 anos de idade média depois. São Tomás de Aquino, ele leva ali a plenitude Santo Agostinho Então a gente tem uma centralidade muito boa para pensar idade média O que diante do Tolkien é interessantíssimo Porque ele tinha uma estrutura muito medievalista Existe...

Bom, para a gente ter uma base assim, finca Acho que onde dá para a gente levar toda a nossa conversa, né? A estrutura do pensamento, Rasta, para Santo Tomás de Aquino, ele falava uma adequatio rei et... Ou seja, uma adequação. Rei é o genitivo de res, que é coisa em latim. Et intellectus, ou seja, uma adequação entre a coisa e o intelecto. Então essa é a experiência da verdade. Então, olha, assim, isso que eu vou falar aqui, isso é muito importante e molda a minha vida, a maneira que eu converso com as pessoas.

Eu vou contar uma experiência muito simples, muito básica, familiar. E depois a gente pode até partir para os personagens e falar do Tolkien nesse sentido de construção de personagens, né? Sobre essa adequação entre a realidade, né? Rei e o intelecto. A minha filha, Maria Rita, ela decidiu me pedir pra tomar café, café preto, né? E aí eu pensei, bom, ela já tá na idade, meu filho mais velho, José Pedro, já tinha tomado café, a Maria Rita é a segunda filha, né? Aí ela falou, bom, já dá pra ela tomar café.

Quando eu pensei nisso, aí eu já pensei logo, pô, vou fazer um café pra ela ali, melhorado, né? Pra ela ter uma experiência inicial boa com o café. Só que ela me perguntou isso, Rasta, porque ela viu um café largado no cantinho ali da cozinha. Ela viu um café, viu uma oportunidade, né? Aí nisso que eu falei, que eu pensei... Aceitei, né? Já pode tomar café, meu filho. Ela tomou café lá, sem eu ver. Café gelado, amargo. Uns cafés aí que eu tomo, pô... Café que tu toma quando tá com raiva, né?

Falei, cara, vou tomar esse café forte pra caraca aqui, pra aloprar mesmo e tal, que se dane. Aí, até porque café hoje em dia é um tesouro, né? Sim. Aqui no Brasil, no Rio de Janeiro, o café, pô, é um tesouro. Passa o café, né? Aí ela tomou o café e eu tô ouvindo ela assim falar pro meu filho mais velho. Zé, o papai toma esse treco todo dia. Duas vezes, três vezes. Horrível. Horrível. Como é que ele toma isso? Pra que ele toma isso? Aí o Zé começou a tentar fazer uma terapia mental.

Começou a tentar ajeitar o mundo da gnose, o intelecto da Maria Rita. Por quê? Ela teve uma experiência da realidade, né? E aí, o intelecto, pô, ele só tem uma tara, uma grande vocação do intelecto. Ele quer compreender a realidade. Ele tem uma devoção pela realidade. Ele quer se adequar à realidade, né? Ele é um instrumento pra isso. A tara do olho é olhar. A tara do ouvido é ouvir. O intelecto, ele tem uma tara. A tara de compreender o mundo, né? A realidade. Você olhar praquilo e tentar captá-la com todas as capacidades intelectuais, todas as faculdades intelectuais.

Aí a Maria Rita, ela começou a emitir o que a gente sabe desde Aristóteles, depois da simples apreensão, apreensão sensível, ela tomou o café gelado e amargo, ou seja, agora o intelecto dela vai se adequar e ela começou a emitir os juízos, que é a segunda operação da lógica, depois da simples apreensão. Então ela começou a emitir os juízos que se adequam àquela realidade. Café horrível, amargo, não sei o que lá e tal, aí o Zé Ele começou a tentar ajudá-la no mundo do intelecto. Ou seja, a realidade, o café continua ruim, né?

Tá lá um café frio e amargo e ele tá tentando na cabeça dela fazer a terapia, né? Não, não é bem assim, não sei o que lá. Aí eu falei assim pra ele, Zé, calma que eu vou curar o intelecto, o mundo da lógica da Maria Rita. Aí eu não falei nada pra ela. Eu levei ela pra cozinha. Passei um café. Aquele que... Só pras visitas, né? Só pra quando tu vier aqui em casa aqui com a tua esposa. Só pra visita, né? Peguei o da visita, fiz pra ela, tal.

Pô, tudo quentinho ali. Eu falei, aqui, minha filha, esse aqui é o café. Aí ela tomou e falou assim, ah... Olha só, Raista. Eu ajeitei o mundo. e a psique se adequou e foi curada. Se as pessoas entendessem só isso que eu estou falando. Elas nunca nunca iam se perder na cosmovisão do Freud. Elas nunca iam se perder na cosmovisão do Jung do Sartre. Por quê? Porque por. porque Freud se matou, pô. Você tá entendendo? Porque Sartre, meu irmão, foi um dos caras mais depravados que a gente já leu sobre, pô.

Então, como é que eu vou tentar fazer o meu intelecto funcionar e se adequar ao funcionamento da realidade se eu tô pegando bosta e tochando na minha boca? Você entende? Sim. Então, é o que o Olavo falava, né? Você emburrece, pô. Você emburrece, você entende? Então, que é uma das coisas que a gente estava falando assim, né? Caramba, por que sobretudo no mundo do Tolkien? Primeiro, por que que o intelecto do Tolkien foi capaz de criar mundos como os mundos que ele criou? por causa do café quente que ele provou no mundo.

Você vê, tem essas cartas dele com o Lewis. O Lewis tem uma experiência muito bonita também sobre isso. Ele escreveu um livro, Surprised by Joy, se eu não me engano agora, Surpreendido pela Alegria. Você vê, ele toma um café quente no mundo. E a cabeça dele se ajusta, se ordena Eu fui surpreendido pela alegria Aquele cara que é curado pela amizade, não pela aula de um doutor Então você vê que a cabeça desses grandes personagens que a gente admira e que formam o nosso intelecto, eles funcionam para pessoas que, antes de tudo, conseguem tomar um café quente no mundo.

Então, olha só. Aqui, recentemente, no Rio de Janeiro, em Itatiaia, fizeram a primeira igreja satanista do Brasil. Vocês já viram alguma coisa sobre isso? É uma igreja gigante. Tem fachada de catedrais antigas, mas é toda preta com vermelho. Então, você vê. é, caramba, como é que o intelecto daquela pessoa chega naquilo ali? Depois a gente pode até falar dos personagens ou de um pouco da história do Silmarillion, né? De como que a música, porque que ela foi distorcida e tal, as coisas. Mas você vê, é, bom, esse cara, se ele tem uma experiência de café quente muito imoral, um cenário depravado e é o que acontece, Ele leria Tolkien e se apaixonaria pelo Sauron.

Você tá entendendo o que eu tô falando? Sim, sim, com certeza. Entra na nossa cabeça assim, ó. Caraca, meu irmão, é impossível um cara ser satanista. Aí eu falo, não, meu irmão, vocês não conhecem a realidade. Você pôr a cabeça de um cara desses de campo de concentração, dessas histórias assim, de café frio e amargo. Aí eu falo, você pega uma feminista. É difícil você ver uma feminista que não teve uma experiência muito ruim com o quê? Com um homem. Sim. Então, o juízo dela se adecou à infeliz realidade que ela viveu com o homem, né?

Entende? Então, eu vejo assim, ó. A estrutura do Tolkien é um mundo criado de maneira fascinante, que tem um potencial fascinante. para intelectos se desenvolverem muito. Isso é uma coisa que o professor Olavo de Carvalho citava muito sobre Leibniz, né? Tu vai lembrar quando eu falar. Ele falava assim, ó, o cara mais inteligente é o cara que vir mais imagens, né? Mais figurinhas. Ele falava muito do Leibniz isso, né? Então, tipo assim, como ele dá uma capacidade de um mundo com uma variação gigante imagens, é como se a gente visse um álbum com muitas figurinhas, né?

Sim. Então, você sai com uma capacidade intelectual, com... porque, cara, assim, eu não lembro de outra capacidade de criação de mundo. Eu nem entro no cenário das línguas, né? Meu filho estuda as línguas. O meu filho Zé Pedro, ele fica escrevendo as paradas em élfico, não sei o que lá. Em Elf ficou pra mim e eu falei, pô, isso aqui nem o chat GPT vai me safar, meu irmão. Que incrível. Não, mas, sim, o Tolkien tem essa... A experiência de ler ele é essa experiência do café que você passou pra sua filha mesmo.

Você olha praquilo e diz, opa, tem uma... tem uma maneira com que as coisas funcionam, né? Você tá ali no condado, você tá ali na festa do Bilbo e tal, e você sente essa... caramba, isso aqui... o mundo pode ser bom, né? O mundo pode ser bom, do poder ser, pra entender... como o Leibniz entendeu, né? Tipo, que o mundo, ele só pode ser bom, né? Engraçado que o próprio Voltaire tentou desgraçar a ideia do Leibniz de que a gente vivia no melhor dos mundos possíveis.

Então ele criou lá o doutor Pengloss e colocou o cara para experienciar todo tipo de desfortuna, de desarrasamento, de tragédia. Mas ele escreve a história todinha e no final o que acontece? termina ele e as pessoas que acompanham ele morando numa fazenda, trabalhando, e eles param de se preocupar com a questão, eles param de se colocar intelectualmente a questão do melhor dos mundos possíveis. Ou seja, o Voltaire que fez o livro para para destruir a ideia do melhor dos mundos possíveis, ele terminou confirmando a ideia do melhor dos mundos.

É um negócio maravilhoso. Você não consegue escapar da realidade, no final das contas. Se você contar uma história honestamente, você não vai conseguir escapar da realidade. E o Condado, ele tem essa coisa. Você experiencia o Condado, você entende, poxa, isso aqui... Essa é a realidade fundamental do homem jogado no mundo né o homem ele tá tipo ele não existe atomizado né ele não tem essa não tem essa capacidade de viver atomizado se ele tá no mundo a única relação que é possível ele ter e a única relação que é possível ele se guiar para ter é a relação de se estabelecer no lar sim Talvez o maior épico da história, a Odisseia, é uma história de um homem que sai para ganhar virtude e conocença e ele enxerga que não precisa voltar para o lar.

Você já me viu, a gente já conversou um pouco, bastante até, sobre a presença. E você sabe que para mim é o fundamento, CVA, a ciência mais elevada, o tratado mais elevado da ciência mais elevada é o tratado sobre a graça, que pelo menos 500 anos da Idade Média permeou, por causa do tratado da graça de Santo Agostinho, o doutor da graça, permeou a maneira como a gente pensava a construção temporal e espacial da sociedade, o funcionamento. Então você vê, a maneira como a gente calcula as nossas presenças e o relacionamento que a gente estabelece com ela, mudam completamente vários aspectos que depois vão se tornando importantes em nossa vida.

Então, por exemplo, você casou há pouco tempo, relativamente, casou. Meu irmão, Agora, provando, né? Café quente no palco, que é outro mundo, é um mundo que o intelecto vai tentar se adequar. Meu irmão, a presença de uma mulher dentro de casa, a presença dela, ela só está presente. Ela muda completamente, completamente. a tua maneira de vida, e o que é a tal da graça do sacramento do matrimônio. Ou seja, a graça é a presença, né? A que devo a sua graça. O rasta deo ar da sua graça, a presença, né?

Então, uma presença, uma presença. E, ó, isso aqui que eu vou falar, dá pra gente ficar conversando. Só isso aqui que eu vou falar, umas duas horas, porque eu vou falar sobre um olhar. que, primeiro, um olhar, né? Por quê? Porque você agora tem um olhar dentro da sua casa que te vê, né? Ela te vê. Então, só pelo fato de você olhar em volta e ter um olho que te vê, você, em vários momentos que você iria pra vagabundagem, vagabundagem que eu digo é, pô, eu vou me jogar aqui no sofá pra ver o...

pra passar reels. Meu irmão, só porque existe uma presença com um olhar, automaticamente você já está curado e mais forte. Sim. Tu não pode mais fazer aquela aquela molecagem do solitário. Não é isso. Porque agora tem um olho que te vê. Então por que que isso aqui renderia muito. Bom primeiro porque no seu marido. Essa é a diferença do primeiro mundo do intelecto onde você ouve uma música. Isso sim sim. E do mundo material quando ele é criado a partir de então a gente passa a ter a visão.

Tanto é que tipo assim o Ilúvatar ele fala assim eu vou deixar vocês verem ver o que fizeram assim não é isso. Então você vê aí a gente olha por exemplo toda a história do Senhor dos Anéis. A galera você já viu o tamanho do olho dos migos. Sim. ele ficou é o famoso do nosso linguajar o olho grande ou um outro olhar o olho lá que está lá no alto da torre que toda vez que tu vai para o mundo da escuridão ou seja que tu vai para o mundo que não é visto para a escuridão que é a maneira como a gente sempre se perde, né?

Tipo assim, se o cara quer fazer uma besteira no celular dele, quer ver uma besteira, qual é a primeira coisa que a gente vai fazer? A gente vai botar o anel. Não é isso que a gente vai fazer? Quando a gente bota o anel, tem aquele olhar que vê a escuridão e que começa a te dominar na escuridão. que é exatamente como na narrativa, por exemplo, do Gênesis, né? Vem o mundo da ordem, vem Deus. Aí o Adão e Eva fizeram besteira. Qual é a primeira coisa que eles fazem?

Eles botam um anel, né? Ou seja, eles vão pra trás da árvore e Deus os chama. Eles falam, por que vocês se esconderam? Então você vê essa coisa do olhar. Ela é uma coisa fascinante, onde eu balizei toda a minha vida e onde o fundamento, por exemplo, da minha criação das crianças. Que é uma coisa que, se der tempo aqui, a gente conversa sobre um cara que desenvolveu bastante isso, que é John Newman, né? Que agora, antes de ontem, se tornou 38º doutor. Doutor da igreja.

John Newman tem uma carta ao Duque de Norfolk, onde na quinta parte ele fala sobre esse olhar que acontece dentro da consciência, que ele chama o primeiro vigário de Cristo, que está no catecismo. Botaram essa frase dele da carta no catecismo. Então você vê o rastro, olha só. Eu acho muito bonito, mas eu acho fascinante quando constroem a sociedade para vencer o anel, porque você já percebeu então aqui que o anel ele é o sumir da sociedade, né? Sim. Você entende? Que quando eu boto o anel eu sumo.

Ele é tipo a vergonha, né? Sim. O avestruz lá já falou, cara, eu quero enfiar a minha cabeça na terra porque eu tô com vergonha, né? Sim. Eu tô com vergonha da ordem. Então essa... a Sociedade do Anel, ela tem essa estrutura onde as pessoas olham uma para as outras e esse olhar da presença constrói uma força gigantesca para a gente. Eu tenho um aluno que até hoje ficou muito marcado, até porque ele foi muitos anos... foi um paciente meu, né? com o problema de, com alguns vícios, eu não vou falar aqui até porque eu não sei também, pode, é um evento aqui também que a gente, eu quero que meus filhos participem, mas tipo assim ó, que se escondia lá no banheiro pra fazer besteira no quarto dele, né?

que eu mandei arrancar a porta do quarto dele. Sim, sim. Cara, eu lembro dessa história, eu lembro de ter falado disso e eu usei isso num relato de Vida de Gado que teve essa semana. Vida de Gado é o nosso programa sobre relacionamentos. A gente recebeu o relato de um marido que ele é viciado em fazer coisa errada, de ir a um estabelecimento para fazer coisa errada. E aí ele disse que faz a coisa errada e ele se sente muito mal, sente uma vergonha, sente uma inadequação muito grande e que ele queria genuinamente parar.

Eu disse, olha irmão, a primeira coisa que você tem que fazer é compartilhe a sua localização perpetuamente com a sua mulher. Eu pensei nessa questão da presença, tá entendendo? É que nem tipo, sei lá, jovem tem problema com isso que você tá falando. Não tem pra que ter porta, tá entendendo? Porque aí você tem uma presença, você tem alguém É como se o fato de alguém ver trouxesse você de volta para a realidade. Porque o olho de Deus a gente não está vendo. A gente não consegue mais ver o olho de Deus.

Desde que a gente caiu, a gente não tem mais essa visão, essa presença de Deus face a face. Então a gente meio que tem que construir ela com as presenças que nos são dadas na vida. Isso, que são as coisas que a gente chama de graça. Então, você vê, essa coisa que eu tô te falando, uma vez eu ajudei um padre assim, pô. Eu falei, padre, o senhor tem que sair da casa paroquial e o senhor tem que pegar o travesseirinho do senhor e deitar lá no presbitério, porque isso aí que o senhor faz sozinho, o senhor não tem coragem de fazer na frente do Santíssimo.

E ele fez isso e é óbvio que safou, porque essa é a presença da sociedade. Você entende? Então, essa é a presença, Rasta, e aí acho que a gente vai aqui para o segundo grande ponto, depois dessa coisa da ordem que uma presença correta gera. A gente viu aqui que existe uma dissonância bastante grande. da presença que pode ser vista pelos olhares e que nós somos sempre mais fortes diante do olhar. Então, por exemplo, já para pra pensar num ponto aqui fulcral de constituição de família.

Olha nossas famílias, cara, ou olha a nossa estrutura de vida. Cada vez mais nós temos menos presenças e mais momentos solitários. Cada vez mais incentivam a gente, sai de casa o mais rápido possível, vai arrumar o teu negócio, vai viver sozinho. Ou então, eu quero ter minha autonomia, eu quero ter minha própria vida e a gente vai vendo pessoas cada vez mais fracas. Porque não tem aquele olhar que a incomoda e que cobra dela. Entende? Então você vê, eu há pouco tempo fui ajudar uma empresa com problema de...

É, pedofilia em computador. Eu falo, olha, antes de ir lá eu já sabia que o pessoal trabalhava com computadores com cabine sozinho. Se você tem uma empresa, uma sala, uma sociedade onde está todo mundo numa estação central com o computador virado pra fora, eu te pergunto, alguém vai fazer isso no computador? Não vai. Por quê? Por causa do olhar das pessoas. Isso na educação infantil é uma maravilha, porque os filhos, toda vez que eles vão testar uma coisa nova, eles querem buscar o olhar. e ter uma resposta do olhar.

Então, por exemplo, eu tava indo agora, sentado ali na sala, as crianças rezando o terço e tal, não sei o que lá, aí a minha filha Maria Clara, que é a mais novinha, a sexta filha, né? A Maria Clara, é, pegou lá, abriu o armário e ia mexendo umas coisinhas que não era pra ela mexer, de talher, né? Aí ela botou a mão, parou, olhou, pra quê? Buscar um olhar que faça assim pra ela, ó, ou assim, ou assim. Isso, isso é toda a construção da consciência moral da vida humana.

Toda a construção é um olhar de uma presença que diz sim ou não. Que quando a gente era moleque, eu lembro que tinha um cara na minha turma que, pô, eu queria enfiar a porrada nele. Só que eu não conseguia. Por quê? porque tinha o seu Ivan lá, o inspetor, que tava sempre no pátio de braço cruzado, olhando. Você entende? Então falaram, cara, enquanto o olhar do seu Ivan tá aqui, enquanto tem a presença da autoridade, de um autor, de um senhor que domina a área, um domino daquele aspecto, Ninguém sai daqui, ninguém vai meter a mão nele Então eu precisava que o seu Ivan saísse, que a autoridade saísse Que eu não tivesse mais um olhar, uma presença da ordem pra eu fazer a bobeira Você entende?

Então você vê, olha o que eu tô te falando, meu irmão Isso é o princípio de todo bullying O bullying tem que ter uma pré-condição pra ele acontecer Precisa, você precisa estar numa estrutura onde não exista um senhor, o seu Ivan, o senhor Ivan. que domina a área com a força dele e a sua autoridade, e evita que as pessoas exerçam um domínio manipulador um sobre o outro. Você entende? E causa um desordem. Então você vê, as pessoas perguntam pra minha esposa no Instagram, pô, vocês não têm problema com a criança mentindo, não sei o que lá?

Eu falo assim, cara, aqui em casa, ninguém fica em quarto. Aqui é vida Sociedade do Anel Full, o tempo todo, é o tempo todo junto. Aí eu falo pra minha esposa assim, e vai falar o que pra ela? Que não tem como mentir. Por que que não tem como mentir? Como é que você mente, Rasta? Com quatro, cinco pessoas te olhando, cara. Como é que se faz? Você nem tenta. Você percebe assim? Tu derrubou um copo, tem quatro pessoas te olhando. Aí tu fala assim, não...

Cara, se isso acontecer, você tem... A gente já sabe que é um problema neurológico, psiquiátrico, né? Isso é uma esquizofrenia, né? Você entende? Ela não tem mais noção. Então você vê, a pré-condição da mentira Ela é a ausência desse testemunho, que é uma presença Tanto é que em qualquer julgamento, qual é a primeira coisa que a gente tenta adquirir? Uma testemunha que olhou, né? Que estava presente e olhou Então isso, na Sociedade do Anel, os momentos que... Isso é muito... Eu fico sempre calculando isso e pensando, né?

Tipo assim, ó O Frodo com o Boromir. O Frodo saiu e ficou sozinho. Vai dar problema, você entende? Com certeza. Ninguém tá olhando. E quando eles estão juntos é sempre um cobrindo o outro e sendo a força pro outro. As pessoas não entendem mais o tamanho dessa força, Asta. E elas negam essas sociedades por uma suposta força da solidão e do esconderijo. Você vê, a própria história do Hobbit e do Bilbo acontece muito isso, né? Você já viu que quando ele entra na escuridão do anel, ele começa a negar todos os parentes.

Lembra? O pessoal bate na porta e ele não quer o parente nenhum. Eu não quero ninguém. Eu quero a solidão e o poder de ficar escondido, né? Sim, perfeitamente. Então, elas são uma estrutura de cálculo fundamental para as pessoas entenderem que a vocação, que toda vocação humana é uma vocação de ser presença para uma sociedade. Aí se o cara for padre, dos sete sacramentos da Igreja Católica, dois são sacramentos para a comunidade, o matrimônio e a ordem, o sacerdócio. Ou seja, são para uma comunidade. E as pessoas ainda não perceberam que quando a gente bota uma esposa dentro da nossa casa, quando aparece um filho chamando você papai, automaticamente, tu fica muito mais forte.

Muito mais forte. Essa coisa que tu tá falando, eu percebi muito já quando... Já na própria cerimônia de casamento. na própria cerimônia de casamento. Porque antes de eu me casar, se eu conhecesse alguém... Eu sempre tive o negócio de namoradinha, não sei o que lá, um negócio ridículo. Então eu ficava naquele... Por que eu achava ridículo? Porque tinha aquela coisa de quando você tem uma namoradinha, tem aquele arco, você conhece a pessoa, aí você fica com a pessoa, aí você leva a pessoa para passear e tal, aí chega aquele momento que a pessoa às vezes pergunta o que é que a gente tem, aí já é o primeiro olhar, o que é que a gente tem, você já se sente desconfortável.

Eu queria que as pessoas entendessem que é normal querer fugir do olhar também. A nossa constituição de criatura caída é uma de querer fugir do olhar também, né? A gente tem essa... Então, olha só. Então, o que acontece conosco? Que agora, então, vamos aqui, ó. Um primeiro grande ponto para as pessoas pensarem sobre tudo sempre na vida, como primeira coisa. A presença, né? que é a pré-condição de tudo o que existe. Tipo assim, uma das grandes questões é a da filosofia. Por que existe algo e não o nada?

Por que existe a presença de alguma coisa e não o que não existe? Ou a gente pode dizer assim, sobre essa questão da presença e o que vem como efeito a partir dela, que é essa questão do olhar aí, olha só. Se eu tô fazendo uma grande coisa ou uma coisa certa, eu quero ser olhado ou eu não quero ser olhado? Se eu tô fazendo a coisa certa, porra, eu quero ser olhado, né? Não é assim que acontece com a gente? Você vê com as crianças.

Tudo que meu filho conseguem fazer, que eles acham que é digno de ser visto, ou seja, que existe uma ordem no mundo e que eles... Agora vem a segunda palavra que eu queria que o pessoal tivesse peso, desse gravidade para ela. Se eu domino uma parte do mundo, A partir do momento que eu domino, eu quero que aquilo seja visto, o rastro. Então, se meu filho fez um desenho e ficou bonito, o que ele já sai logo da mesa para fazer? Papai, mamãe, Maria Rita, Maria Helena, olha esse desenho.

Agora, se ele rasgou o desenho do irmão, ou se ele fez um desenho horrível, o que ele quer fazer se ele perceber a sensação de desordem? Ele não quer ser visto. Você percebe então que o ser visto e o não ser visto ele está completamente atrelado ao domínio e à ordem do mundo completamente atrelado. Então toda vez que a gente vê uma percepção de ordem a gente quer que seja visto e toda vez que a gente vê uma percepção de desordem a gente não quer que seja visto.

Daí tem um problema consequente gravíssimo que é por exemplo uma pessoa que tem a consciência bem constituída, se ela fizer uma coisa errada, ela vai se esconder pra fazer. Só que, hoje em dia, nós já vimos que tem gente que tá fazendo essas coisas erradas aí no ônibus, né? Sim, sim, sim, sim. Ou seja, ou seja... Já perdeu completamente a noção da presença, né? Qual que é a gravidade? Ela está encarnando o olhar do Sauron. A primeira igreja satânica do Brasil.

Por que nós permitimos que isso se materializasse e não ficasse escondido? Como sempre esteve escondido. Você está entendendo a diferença? Sim. Então quando eu falo que isso é o leite derramado do leite derramado. Porque isso é uma tentativa grave de perversão. que é uma tentativa de encarnação do olho de Sauron, você entende? Aquela energia que quer voltar à tona e que faz orques, entendeu? Que faz as coisas depravadas e que agora tem gente que acha beleza naquilo. Você entende que isso é o leite derramado do leite derramado?

Porque quando isso aparece por uma primeira vez, olha só, uma criança Se ela olhar um idoso enrugado, uma criança normal assim, sem o nego ter falado nada de filosofia pra ela, ter botado nada na cabeça dela, com dois anos, pô, nem dá pra botar nada assim grande na cabeça. Ela vai fugir o olhar do idoso. Por quê? Porque a velhice e a ruga A feiura própria da humanidade que vai morrendo na sua materialidade Como ela ainda não consegue ter os arrobos O intelecto dela ainda não está apto a captar a verdade própria que é alimento do intelecto Ela repudia essas coisas.

Isso já aconteceu dezenas de vezes com nossos filhos. E eu não fico para o meu filho assim. Não, meu filho, olha. Olha para ele. Não, não, não. Repudia por quê? Repudia. Está entendendo o que eu estou te falando? Então existe uma constituição muito comum da coisa da realidade. com a constituição primordial do ser humano, que deixa isso funcionando. Essa semana alguém me perguntou, numa aula que eu estava dando, colocaram um vídeo de uma pessoa que está falando por aí, que tem que destruir a família, que a família que é o problema de tudo.

Eu falei, cara, imagina... Isso é o querer se esconder. Você vê assim, porque ninguém o rasta. Há uns anos atrás falaria isso livremente assim e passaria impune, né? Mas para uma pessoa hoje falar isso e ser aplaudida como essa pessoa foi num ambiente, você percebe que as pessoas têm que fazer uma força muito grande, né? Muito grande para você transformar família em algo demoníaco, né? Uma coisa tão bela e tão grandiosa. Você entende? Uma dificuldade muito grande. Então você vê. Assim, qual que pra mim é a grande coisa do domínio?

E que isso... Bom, pra mim que gosta de estudar filosofia política, né? Isso é muito debatido em Max Weber, em outros sociólogos. E eu encaro isso como a nossa vocação por excelência. Desde a tradição judaico-cristã, onde a primeira ordem do livro do Gênesis é idi e dominai sobre todas as criaturas, ou seja, seja senhor, até tudo que a gente está tentando fazer aqui. Pô, tem aqui, ó, tem 187 pessoas aqui com a gente. O que essas 187 pessoas querem? Elas são aqui porque elas querem dominar alguma coisa que elas acham que a gente tem.

Você entende? Eu não vou num lugar e buscar uma coisa. Eu falo, cara, por que tem gente que quer liderar e fala assim, pô, professor, pô, Raistão, por que eu não consigo ser líder do pessoal? Eu falo, cara, por que esse pessoal que você quer liderar quer dinheiro, pô? Pô, você é pobre, cara. Você entendeu? O nego não quer nada contigo. Ele falou, pô, o outro cara lá, ele quer mulher. Aí eu falei, mas irmão, você é feio pra caraca, não tem mulher, não sei o que lá.

Cara, você pra conquistar mulher, já que você é feio, não domina, beleza? Você tem que ter outro domínio que elas querem. Aí você tem que ser simpático. A galera não fala isso? Pô, eu sou feio, vou tentar ser simpático. Pô, eu sou feio e não sou simpático. Meu irmão, vai trabalhar pra ter dinheiro. Não é assim que a gente fala, né? Tem que ter algum domínio, né? Tem que ter algum domínio, pô. Então, você vê, quando a gente domina as coisas, Orrasta, a gente exerce essa vocação de senhorio de uma parte do mundo.

Então, veja. Como é que a gente trata isso no dia a dia? A gente trata assim, ó. Linguagem comum das pessoas. Ah não, cara, eu vou ficar aqui porque eu tô tranquilo. O que que é isso? O que a gente chama de zona de conforto, né? Não, eu tô aqui na minha zona de conforto. O que que é isso? É a área que a gente domina, né? Não é assim? Cara, eu vou ficar num lugar e vou ficar em paz, tranquilo, num lugar que eu não domino?

Vamos lá comigo, na favela. Sobe lá comigo. Vamos lá tranquilo aqui, o pessoal tá trocando tiro. Por que que tem certas pessoas que sobem? Porque tem gente. que consegue exercer algum tipo de domínio sobre aquilo ali. Então você vê. Hoje, nós temos uma grande tragédia. Eu que atendo pessoas aqui diariamente, eu vejo que as pessoas hoje têm um repúdio pela vida de família, assim, comum. Bom, isso pra mim é muito simples de entender vocacionalmente. Pô, se você é o bambambá no seu trabalho, Você domina, você é o senhor.

No teu trabalho todo mundo chama de senhor, te baba e não sei o que lá. Você chega em casa e sua mesa de jantar é o inferno. Ou o convívio com a tua mulher é o inferno. Você quer ficar no trabalho ou você quer ficar em casa? No trabalho, porque você é o senhor no trabalho, você domina. E é óbvio que a gente se sente bem onde a gente domina. Então você vê. Pô, quando a gente olha pro hobbit, quando você olha pra... Qualquer, ou pro Hobbit ou pro Senhor dos Anéis e mais ainda, né?

Quando a gente olha pro Senhor dos Anéis, olha pra todos os discursos de quando eles falam assim, cara, a gente tem que voltar lá pro condado. E aí eles começam a falar da vida deles, que é um grande domínio, né? Sim. Eles dominam a refeição, eles dominam o cultivo da terra, eles dominam as amizades, eles dominam tudo aquilo ali. Aquela terra é a terra do domínio do Senhor, onde eles são os senhores da terra. Então eles são peregrinos numa jornada inesperada, numa aventura, e eles querem sempre voltar para a terra.

Então quando eu falo da presença e do domínio, Rasta, Olha a grande tragédia agora e eu vou te falar de uma experiência pessoal minha que pra mim é muito tranquila Uma vez eu comandei um quartel e eu perdi quatro soldados pra Legião Estrangeira Saíram aqui do Rio de Janeiro, do Brasil, né? Para ir lá para a legião estrangeira para combater lá em outro país Devem ter chegado lá e falado, cara, não tem combate nenhum aqui Vamos voltar para o Rio, no Rio que tem combate Mas enfim, foram procurar combate fora O que tinha em comum naqueles quatro jovens?

Sabe o que tinha em comum, Orrasta? Nenhum deles tinha uma presença no lar Nenhum deles era casado ou tinha filho Aí eu te pergunto, se tu tá na rua há um ano atrás, sem a tua esposa, o nego fala assim, vou levar teu carro. Aí tu olha assim, não tem nada aqui nesse carro que me importe, pô. Pode levar. Isso aqui, tem nada aqui de digno pra eu lutar por isso, vai? Aí eu te pergunto, se hoje esse mesmo cara vem te assaltar, E quando você olha pro lado, ele fala, sai do carro, a tua esposa tá no carro.

Eu pergunto pra você, você vai largar o carro ou você vai morrer lutando porque no carro agora tem a maior dignidade da tua vida? Você entende que esse amor da terra, do carro, da terra que eu digo, é ali o teu punhadinho de terra onde nasce agora a tua árvore, o teu fruto. Você entende que esse é o fundamento de tudo que a gente aprendeu a chamar de pátria, por exemplo, né? A gente viu isso agora, circulou um vídeo nas redes sociais recentemente, porque é um vídeo de cortar o coração, que é exatamente essa situação, do cara chegar para roubar o carro, e no fundo do carro está a filha do cara.

Que o cara cai e a menina fica ali, você vê. Tem uma hora, em algum dos diálogos, né? O pessoal fala assim, cara, isso aqui tá virando tudo escuridão e não sei o que lá e tal. Pô, vamos voltar pro condado. Ah, eu acho que é na hora do Mary e do Pipe, então, com o Barbárvore. Sim, sim, sim, sim. Aí eles falam, ah, cara, pô, não tem mais jeito, não sei o que lá, vamos voltar. Que aí eles até pedem pra ir pro sul, né?

Pra o Barbárvore ver. Isso é no filme, né? No filme é assim. É, eu tô lembrando do filme que eu vi o filme final de semana com meus filhos, né? A Sociedade do Anel. Mas no livro, no livro não é assim. Os entes já estão ligados no que tá acontecendo. Tá acontecendo, meu filho me falou. Meu filho deu quatro vezes, cara, tudo. Ele já saiu, mas no filme é assim, né? Eles ficam, ah, então vamos voltar pro condado. E aí o Mary, que é o... O Mary, ele é o líder deles.

Líder, eu digo no sentido bélico. Ele é o que tem o maior iracível dos Hobbits, eu diria. E ele é explorador, sabe? Ele sabe da geografia, ele sabe dos caminhos. Ele diz, você acha que a gente vai encontrar o quê no condado? A gente não vai voltar para o condado. Essa sombra vai se espalhar pelo resto do mundo e não vai ter um condado para a gente voltar. Vamos deixar isso pra lá e vamos ficar na terra do nosso domínio, do senhor. Aí o cara fala assim, cara, você não tá entendendo, pô.

Eles vão levar... Aquilo ali, eles vão levar aquele senhorio, aquele domínio. Aí o cara fala, aí não, pô. Aí não. Você entende? Então... Aí, olha a grande tragédia hoje, então, da nossa vida nesse sentido, né? A gente não tem mais esses amores na nossa terra, Horácio. As nossas casas, elas são sem amores, pô. As pessoas são solitárias, você entende? Então quem é solitário? O meu soldado, que não tem uma esposa e um filho na terra, no carro. Você entende, então, que eles podem ser pagos pra lutar por uma outra terra?

Eles podem ser mercenários. Sim. Porque eles são tipo orque, né? Eles foram criados de proveta. Você entende? Sim. Eles vieram de um lar. Então, as pessoas, elas não estão entendendo mais essa estrutura da presença e do domínio. Cara, e isso rasta. Isso se estende por coisas gravíssimas. Gravíssimas do tipo assim, ó. De pedagogias simples, assim, ó. Que é uma coisa muito típica. Por exemplo, é das dos vários tipos de hobbits de cada família. Ou seja da maneira que eles ganharam os nomes das famílias. Você vê eu morei uma época da minha vida numa num país africano chamado São Tomé e Príncipe né.

Sim em quatro meses que é uma ilha africana lá do Golfo da Guiné. Fui com a minha esposa e as crianças tal. Lá me lembrava muito a Idade Média, as coisas que eu lia nos livros da Idade Média Me lembrava muito além da minha infância, com meus avós, que as coisas eram muito mais simples Sem internet, sem... Me lembrava muito uma estrutura bem medieval Sobretudo pela composição social e a estrutura da sociedade mesmo As casas extremamente pequenas E as pessoas muito juntas, se suportando o tempo todo, sabe?

Tudo muito... Muito olhado, muito ouvido. Entende? Então... Eu lembro que uma vez eu fui consertar meu carro e aí eu falei... Eu tinha um HR-V, né? 2.000, um Honda. Aí eu falei assim, cara, eu preciso trocar aqui umas paradas do carro. Como é que eu faço? Cara, aqui em São Tomé e Príncipe só tem um cara que mexe nisso aí. Aí eu falei, vai lá na casa do Ricardo. Aí eu cheguei lá na casa do Ricardo, do HRV, da Honda, né? O único cara que... Meu irmão, vários pedaços de Honda, assim, no fundo do quintal, aí veio um monte de filho, né?

Um monte de criança. Aí eu falei, cara, será que é aqui, meu irmão? Aí o vizinho aqui do lado, Falou assim, é aí mesmo, ele que é o mecânico, esses aí são tudo filhos do mecânico, né? Aí eu falei assim, cara, as crianças aqui, quem que são essas crianças? São os filhos do mecânico, pô. Então você vê, nós ganhamos os nomes, o nome, na história da sociologia, nós ganhamos o nome, sobrenome, nós mudamos o nosso nome, um nome e sobrenome, né? O sobrenome pela nossa vocação de domínio passado de pai para filho.

Então, por exemplo, o que é o Ferreira, o Schumacher? É o filho do Ferreiro. Então, se você for em sociedades assim muito primitivas, né? Você vai ver. Pô, ô Rasta, hoje em dia, cara, um amigo meu chega pra mim e fala assim, cara, Botei meu filho pra aprender alemão e botei na natação. Aí eu fico dentro de mim pensando assim, pô, maneiro, eu realmente, vira e volta, eu tô sempre precisando fazer 50 metros em 20 segundos e falar um alemãozinho. Vira e volta, eu preciso fazer isso.

Pô, meu irmão, quantos de vocês que precisaram falar alemão na vida, meu irmão? Agora, nego se orgulha de uma criança que fala alemão, mas que não sabe fritar um ovo. Aí eu te pergunto, Rasta, esse cara... ele vai ter amor por um lar, onde ele sequer sabe arrumar comida, ou ele vai querer ficar sempre do lado de fora, na rua, e tudo que oferecerem pra ele vai ser motivo pra ele ser mercenário e sair da terra dele pra defender outras terras. As pessoas não entendem esses detalhes pequenos do amor das coisas do lar, que só a presença vai passando, você entende?

Então, tipo assim, isso fundamenta toda a educação. Porque como toda educação, estrutura educacional, por exemplo, minha tem que ser feita. Eu como pai, é toda a minha responsabilidade de pai. Eu tenho que ensinar para os meus filhos tudo que eu domino. E o que você não domina? Esse não é meu papel. Porque eu não sou senhor disso. Um dia, se ele for chamado a isso por outro senhor, ele vai falar, mas qual que é a tragédia das pessoas? É que isso deve ser feito, e sempre foi feito em todas as culturas, acima de 12 anos, de 15 anos.

Agora as pessoas fazem isso com 4 anos, Rasta. 5 anos, pô. Você entende? Então as pessoas, elas estão criando pequenos mercenários. que amam todos os domínios da porta pra fora, mas não amam nada da sua terra. Então elas não querem voltar. Você entende? Elas não querem nunca voltar. Aí a gente tem essas tragédias de homens na rua, homens na hora do jantar em academia e não sei o que lá, mulheres na rua, né? Anoitece, cara, e a rua fica cheia de gente andando na rua. com roupas depravadas, você tá entendendo essa estrutura?

Que na Sociedade do Anel, no Hobbit, no Senhor dos Anéis, as pessoas não percebem que toda a esperança durante todo o caminho, todo o caminho, você vê, inclusive essa é uma das grandes armas pra serem escolhidos os hobbits pra levar o anel, né? O Gandalf também no filme, no livro, o meu filho falou que também é diferente nesse sentido, mas ele fala, quando ele está falando daquela maneira dele que é mais ou menos assim, o que no fundo salva o mundo, são pequenas coisas feitas no dia a dia, ou seja, a luz do dia, essas coisas.

Você vê, o olho do Sauron, Ele não se preocupa com essas coisas, né? Então ele não procura hobbits Ele procura as pessoas que vão pra escuridão, ou seja, que colocam um anel Quando a gente vai pra escuridão, ele foca o olhar na gente, né? E nós passamos a ser visto por ele Então você vê, se eu escolho as coisas pequenas pra fazer Aquelas coisas do lar rasta. Ninguém vai ver a gente lavando a louça, cara. Ninguém vai ver a gente varrendo um chão, você entende? Mas são essas coisas.

que fazem a gente dominar a casa, que quando a gente estiver a quilômetros daqui, quando eu estiver no Líbano, quando eu estiver na África, vai ser esse domínio da minha casa que vai ser o meu paraíso e eu vou fazer de tudo para voltar para cá. Que se um bandido chegar na rua e tiver a minha esposa e os meus filhos, vai ser somente essa presença que vai fazer com que eu dê a vida por eles. Essa estrutura simples e primordial que tá toda descrita no condado, ela é o fundamento de toda jornada, pô.

Toda jornada. Então você vê, o mundo medieval, ele era muito bem estruturado em cima dessas sociedades que ficavam salvando um os outros, né? Então vários problemas que eu atendo todo dia aqui no consultório, eu jamais vi na África. É claro, eu vi muitos outros problemas lá. Mas esses de pessoal tirar a própria vida, assim, eu não vi nenhuma vez lá. Eu vejo aqui toda semana, porque é próximo de mim, é o mundo que me cerca esse, né? Sim. E eu fiquei um ano e meio lá e não vi nenhum, nenhum.

Primeiro, que tu nem consegue ficar sozinho pra isso. Você entende? Você tem que ter maior tempão sozinho, né? Pra executar isso, né? E a gente não vai deixar, porque as pessoas não vão deixar, pô. Não vão deixar. Se você tentar fazer isso aqui, as pessoas vão segurar tua mão, né? Que é a grande terapia disso, né? Uma presença que vai caminhar contigo. Que são aqueles momentos maravilhosos, pô, do céu, né? Quando eu falo assim, cara, agora não vou. Daqui não dá mais. Daqui não dá mais.

Ele falou, então tá comigo. Agora eu te carrego aqui. Aí no outro momento, você me carrega no outro momento. E assim vai, né? Não, perfeitamente. O meu nego entrou aqui, achado... Boa noite. Boa noite, tudo bem? Desculpa aí, eu achei que era oito e meia live. É, que criatura, né? Que desbaldeiro, né? É, mas... Me parece que nós temos uns live pics aí, não é isso? Sim, pegaram dois live pics aqui. O primeiro, Arnaud, mandou R$60 e disse... Boa noite, Rasta e professor Diego. Essa questão do olhar também pode ser vista no livro 1984, né?

Pois Winston, por mais que quisesse desobedecer o grande irmão, sempre agia corretamente, politicamente falando, por saber que era constantemente observado. E quando iria fazer algo contra a vontade do grande irmão, ia fazer num lugar, teoricamente, sem visão da teletela. Sim. Sim. Caralho! Isso é uma maravilha, meu. Eu vou falar sobre isso aí, Rasta. Eu balizei a minha vida toda por isso. Eu sempre pensava assim, cara, eu tenho que casar logo, eu tenho que ter logo filho, porque eu sou um cara fraco, meu irmão, preguiçoso. Eu preciso ter criança me chamando, papai, para eu levantar da cama, minha esposa.

Eu falo, pô, eu não sei como é que o pessoal não percebe esse negócio aí, Edu, que é típico. O 1984, ele expressa bastante isso, é uma percepção da realidade nua e crua, né? Sim, e ele fica, ele vive como se aquele, o que é engraçado, né? Porque o 1984 ele termina sendo uma paródia, né? De como deveria ser o sentimento da temência a Deus, né? Porque O cara vive tipo meio que, eita, o olho do governo está ali me olhando, me olhando, me olhando, mas ele acha que ainda tem uns lugares aqui e ali que dá para ele ir e fazer uma coisa nas escondidas, e aí ele termina descobrindo que não, ele está enganado e ele está sendo observado.

E aí ele é posto na presença do olho mesmo. Ele é posto na presença do olho, ele vai pra cadeia, onde ele tem aquela experiência toda. E é revelado pra ele até o quão fraco ele é, né? Porque ele achava que ele tinha esse amor, ele tinha essa presença desse amor que ele tinha com essa menina, né? E ele acha, não, isso aqui vai me sustentar, isso aqui vai me sustentar, isso aqui vai me sustentar. e o olho sabe qual é o maior medo dele. Aí é o negócio do rato, a gaiola.

que ele vai colocar na cabeça dele com os ratos para devorarem o rosto dele. E naquele momento ele entrega a ela, ele renuncia a todo o amor dela e ele vira um pacato cidadão do 1984. A distopia é triste, mas ela traz uma verdade normalmente colocada de cabeça para baixo, para a pessoa entender bem. Vai falar outra aí? Tem que falar outra aqui. Tem outra aqui que é do Zinato, mandou R$35 e disse. Professor, você não acha que, como a verdade é objetiva, o observador deveria ser irrelevante para a pessoa?

Ou seja, a pessoa deveria aprender que o certo é o certo e o errado é o errado, independente da aprovação daqueles ao seu redor, e evitar condutas erradas. Conversa muito interessante. Obrigado pela live. Irmão, essa pergunta aí... Bom, ela envolve... A gente poderia abordá-la de várias maneiras, né? As pessoas... Bom, eu vou falar uma coisa aqui e o pessoal tem que tomar bastante cuidado, né? As pessoas têm medo de falar que a verdade é relativa, até porque isso não cabe na lógica, né? Existe aquele raciocínio simples, você é verdade, é relativa, então isso aqui é relativo, então isso não é verdade, vira tipo tautologia, né?

Sim, sim. Ok. E quando a gente fala que a verdade é objetiva, a gente fica com o problema da mutabilidade, né? Das mudanças. Só que as pessoas, elas não pensaram em algumas soluções, bom, que, ao meu ver, foram dadas, por exemplo, por São Tomás de Aquino, quando fala da justiça comutativa e da justiça distributiva. Ou seja, é que as pessoas não percebem que justiça, ajustar, procede de fazer juízos. Tanto é que juízos, juiz, julgamento, está tudo envolvido na mesma experiência humana.

As pessoas não percebem a ligação. Bom, eu dei uma expressão aqui da verdade como o ajustamento do juízo, ou seja, do intelecto, da proposição intelectual, com a realidade. Ou seja, é uma justiça. Eu ajustei. Então existem dois tipos de ajuste. Existe um ajuste das coisas que são sempre imutáveis, ou seja, 2 mais 2 sempre são 4. Então isso em São Tomás de Aquino chama-se justiça distributiva, ou seja, isso é dado para o ser humano e distribuído a bel prazer e sempre é assim. E 2 mais 2 são 4 para todo mundo, não é isso?

Só que existe um outro ajuste que ele chamou de comutativo, de comunes, ou o mutativo do mutatis mutandis, da mudança, que é relacional e não relativo. A verdade se relaciona conosco. Ou seja, você pode cobrar R$10 no Brownie e eu posso cobrar R$15. Se no meu relacionamento com meus clientes, eu ajustei com eles e você ajustou, então vai ter gente que vai falar assim, ah, é injusto. Injusto para quem? Se na minha relação eu ajustei. Então existe uma justiça que Santo Tomás de Aquino chamou de justiça comutativa, ou seja, ela é relativa às coisas materiais.

Então, por exemplo, quando o professor Olavo pegava várias escolas e as integrava, a discussão que existe em toda a história da humanidade, da verdade objetiva e da verdade subjetiva. Ele falou, olha, nos parece que existe uma verdade que é objetiva subjetiva. Que ela tenha as duas faces de São Tomás de Aquino Uma face mutável e uma face imutável e uma relação entre elas Uma face de um Deus imutável e de uma face de um Deus que se encarna, come peixe, cresce É tipo assim, eu ensino no catecismo para os meus filhos Papai Deus é imutável?

Aí eu pergunto assim pra eles Você tá pensando em quem? Em Deus Pai ou Deus Filho? Em Deus Pai é imutável Em Deus Filho é mutável Você entende? As pessoas elas... Elas ainda não perceberam uma estrutura complexa, grandiosa. Elas ficam assim, porque a verdade é objetiva. A verdade é objetiva. Eu falo, eu não sei o que é isso na realidade que você está me falando. Então, normalmente, quando as pessoas usam a questão tipo a verdade objetiva, é porque elas estão reagindo a uma tendência que tem de diluir tudo.

E veja que esse debate, ele é um que está já lá na Grécia. Você tem o rio de Heráclito, que é o fluxo constante das coisas, e você tem, sei lá, o mundo do 1, do Parmênides, Então fica aquela coisa que, e aí, afinal, as coisas são mutáveis ou imutáveis? Você entra no mesmo rio duas vezes ou não? Ou é sempre um rio diferente? Afinal, existe o tal universal ou é apenas um monte de particulares? Ou seja, o problema disso tudo é que Primeiro, adota-se a postura de verdade objetiva como oposição às ideologias que tentam diluir tudo, de que não existe nada, de que nada vale e tal.

E aí você termina agindo com uma certa imobilidade que não é própria sua, porque você é criatura, você é mutável. Então, do ponto de vista do criador, óbvio que não faz nem se não faz nem sentido se perguntar se as coisas são relativas ou se as coisas são objetivas ou subjetivas porque nele essas duas coisas são a mesma né ele tá fora do tempo e do espaço todas as mudanças que uma coisa poderia passar para eles são presenças né são são automaticamente presença mas para você não é essa é essa essa coisa para você Você se orienta por coisas, por ideias permanentes, você consegue intuir a permanência nas coisas, mas você as experiencia num fluxo temporal.

Então, isso é uma coisa que, dependendo de para qual lado da coisa você pende, você tem um erro distinto. Tem uma coisa muito legal no livro do Herman Melville, em Moby Dick, que ele tem uma grande digressão sobre a cabeça das baleias. Eles pescam uma baleia franca, essa aí que tem no litoral brasileiro, Santa Catarina, é aquela baleia que tem as vassourinhas de dente. E ele pega uma cachalote, que é a Moby Dick, que é aquela que tem aquela mandíbula embaixo, e ela tem aquele cabeção que tem um túnel nele, que é cheio de spermacete, que é o óleo da baleia.

E aí ele tá ao barco, E estão as duas penduradas, né? E ele começa a viajar nessa... É muito legal essa parte, que ele começa a viajar nas cabeças da baleia. E ele diz, ó, a cabeça da baleia franca é a cabeça do cante. Ao contrário, é a cabeça do loque. Porque ela é rasinha, né? Ela não tem o tubo do spermacete que tem a outra baleia, a cachalote, né? E a cabeça da Cachalote é a cabeça do canto, ou seja, ela tem aquela cavidade enorme, metal, é como se...

quando tem um cara que cai dentro dessa cabeça... E ele quase morre afogado porque ela é cheia de óleo, né? Então o cara tá quase embalsamado ali. E ele fala, é tal qual o cara que entra no mundo de Platão e ele é embalsamado pelo aquele mel, né? E se torna ali embalsamado. E ele diz, ó, essa é a cabeça do Kant e essa é a cabeça do Locke. O que que é? O mundo do Locke é um mundo da impermanência. O mundo dos empiristas é um mundo da impermanência, é um mundo dos particulares.

Você vê um monte de gato e aí você intui o gato. Olha, mas se você não tivesse a intuição de algo que não muda no gato, você jamais saberia o que comparar de um gato para outro. Então, essa maneira de olhar, que só existe em particulares, e é o mundo da mudança, e o máximo que a gente tem é um costume, o Hume pensa assim, esse mundo, essa maneira de enxergar a realidade, vai olhar sempre para ela tipo, ela é fruto do hábito apenas. E, do outro lado, você tem a cabeça da caixalota, que é a cabeça do canto, que é o mundo das formas a priori, né?

Então, é o mundo do subjetivismo, assim, mais... mais louco, que você projeta as categorias a priori, é assim que você tem o negócio. E a reflexão que ele faz, ele diz, assim é a alma humana, ela vive oscilando entre a cabeça, porque as duas equilibram o navio, o navio está lá pesadíssimo, mas equilibrado com as duas cabeças, uma alçada no lado e a outra alçada no outro. E ele diz, o quão mais leve flutuaríamos se nós não cortássemos essas duas cabeças? Essa é a grande reflexão dele.

E a reflexão dele nos conduz a uma espécie de realismo moderado, tipo o realismo de Santo Tomás, de perceber que sim, se não houvesse algo em nós de imutável, capaz de perceber as formas como imutáveis, a gente não conseguiria orientar a nossa ação. Mas nós não vivemos num mundo em que as coisas são as formas. Na verdade, não tem esse mundo das formas, platônico e tal. Ele é um mundo por analogia, a explicação de conceitos. O nosso mundo, a gente vive num mundo onde a gente intui permanências em coisas que são impermanentes.

Então você vai estar sempre nesse mundo da articulação das duas coisas. Então eu acho que é mais ou menos o que você falou também. O professor Olavo tinha isso. é as duas é as duas coisas várias vezes quando santo tomás quando pergunta alguma coisa para santo tomás eles existem duas maneiras de você dizer que uma coisa é tal né sei lá existem duas existem duas maneiras você dizer que uma coisa acontece de acordo com a vontade de alguém Uma pessoa vai lá e faz diretamente e a outra, a pessoa vê a coisa fazendo, sabe que é a coisa que vai fazer e permite que isso aconteça.

Ela não foi autora direta do negócio. Então, poxa, você sempre entender que em cada enunciado existe a sutileza que a linguagem nem sempre pega e que você tem que olhar, tipo... As coisas são imutáveis de um ponto de vista, mas elas não são imutáveis de outro ponto de vista. Isso não as invalida, mas transforma a coisa em relacional. Eu acho que é o fundamental para você ter uma vida... Eu diria que tem uma vida intelectual, uma vida filosófica sadia, porque senão você vai para um dos dois cantos.

Ou é tudo hábito, construção social, ou então é aquela imutabilidade das coisas. O cara vive e ele acha que ele enxerga um mandamento bíblico na realidade. E aí o resto? Bom, essa é a questão que eu mais me debrucei na minha vida, né? Como que eu estabilizei isso na minha cabeça? Com as tais das três pessoas. Ah, sim. Uma em cada tempo. Porque quando eu vou para o passado, eu não vou para a materialidade Eu vou para realizar a segunda operação da lógica, para fazer juízos que já aconteceu Ou seja, eu não tenho mais experiência da mutabilidade Eu só vou para fazer os juízos e os juízos são estáveis, o mundo da linguagem E aí quando eu estabilizo o passado, naturalmente estabilizar o passado é o seguinte, ó, café muito gostoso.

Eu começo a construir um mundo que advira, um mundo futuro, né? E aí a gente vive lá na frente com o tal do roteirista, que tá sempre vendo a minha alma primeiro se eleva ao topo da montanha e a seguir os meus pés vão lá. Um mundo de uma perfeição que a gente sempre constrói. para frente para o mundo que há de vir, que é uma articulação. Então, o que isso causa no tempo, no tempo para mim? Que eu consigo... Vamos pensar nos sentidos aqui. Qual que eu vejo uma dificuldade do entendimento das pessoas com relação a isso?

Elas querem utilizar o olho para sentir a textura das coisas ou o gosto das coisas. Só que o olho tem uma tara só. Ele só consegue ver a imagem. E elas querem utilizar o ouvido para ver as coisas, só que ele tem uma tara. Então, quando nós estamos aqui com o personagem no palco, personagem no palco, a verdade que o personagem no palco consegue assimilar é a verdade que é provada e degustada, é a simples apreensão. Está entendendo isso que eu estou falando? Só que quando acaba esse tempo e a gente entra em Santo Agostinho, na dinâmica que ele fala do tempo, quando eu penso no presente, o presente já não é mais presente, porque deixou de ser a filosofia de Santo Agostinho.

Então você vê, quando eu fiz isso no palco da vida e virou passado, Se aquilo me chama qualquer tipo de atenção, eu só consigo voltar lá em cima da estrutura da memória Ou seja, onde uma transição da realidade foi feita para o verbo mentes Ou com a palavra pronunciada ou com a palavra mental Ou seja, entrei no mundo da palavra para tentar estabilizar e o quanto que eu consegui encaixar esse mundo do crítico lá, que eu chamo de roteirista, eu consigo compreender a realidade. O problema é que são capacidades completamente diferentes.

Então, eu não consigo captar imutabilidade com o personagem, porque o instrumento dele é simples apreensão. E eu não consigo captar imutabilidade com o crítico, porque ele vive no mundo da palavra. Você entende? Então, por exemplo, isso pra mim é a maneira, inclusive, como eu me relaciono com o deustrino e resto. Com a experiência do personagem de palco com o Nosso Senhor Jesus Cristo, sacramental. Entende? Que come o peixe ressuscitado, o pão. com o Espírito Santo que compreende a verdade, cujos dons são preeminentemente voltados tudo à sabedoria, ao conhecimento, à inteligência.

E com o Deus Pai, o legislador, o roteirista do mundo, o criador de todas as coisas. Entende? Que baliza todas as possibilidades do mundo que há de vir. Então, o tempo Ele é uma espécie de terra onde eu vou para cada uma delas para me relacionar com o deus trino. E quando eu entro na consciência humana e a entrada na consciência, ela é muito simples. Ela tem a mesma estrutura da realidade que o Einstein nos demonstrou matemática e fisicamente. Eu tenho três tempos e um espaço.

as quatro dimensões de Einstein, com as relações da teoria da relatividade. Então, veja, quando eu chego de noite, eu, a pergunta da unidade da minha vida, a tal da unidade da vida do homem, é pensar assim, cara, pela minha experiência de mundo aqui, a simples apreensão, personagem no palco, pelo que eu já vi e ouvi, se eu for fiel à minha esposa, eu vou ser um homem feliz. Ou seja, pelo que eu vi e ouvi, pela simples apreensão, a primeira operação da lógica, eu fiz juízos sobre a vida, sobre o relacionamento, sobre criação de filhos, sobre café.

Fiz juízos, indo no passado para isso. Quando eu estabeleci os meus juízos do passado, eu monto o melhor roteiro possível dos mundos. Na lista do mercado amanhã vai ter café. Amanhã quando eu acordar eu vou tentar ser fiel. Sim. Que é a terceira operação da lógica. Eu monto proposições com juízos e a lógica se logística e indutiva e dedutiva baliza o mundo que há de vir. O sol vai nascer amanhã. Amanhã a maçã vai cair de novo. Aí esses roteiros Quando a gente acorda, a gente só vive isso, né?

Aí a gente chega de noite e olha assim pro Rasta, pro Diego. Bom, o que foi hoje o Diego inteiro? Ele, pela experiência de vida de palco lá do presente, que ele já viveu, ele acha que ser fiel à esposa dele vai fazê-lo feliz, então ele fez um roteiro de fidelidade. Aí de noite, eu saio, Olho o Diego do presente e do passado e o que viveu, o do roteiro, e consigo dizer assim, ó, pô, eu fiz aquilo que eu acredito que eu deveria ter feito.

Eu fui o Diego que eu deveria ter sido. Eu fui fiel. Quando esses três Diego, o do presente, do passado e do futuro se encontram e eu percebo que eles são a mesma pessoa, eu me sinto bem e feliz, né? Agora, quando eu chego no final do dia e olho para o que eu acredito, para o que eu fiz e qual era meu roteiro, se não for o mesmo, eu me entristeço, né? Fico um buraco, um vazio de caramba. Quem é o Diego? É o Diego do roteiro de fidelidade ou é o Diego traidor?

Então, o que é a consciência que a gente vê, inclusive, reproduzido no catecismo? A consciência está fora de qualquer tempo e pode andar livremente em qualquer parte do tempo. E pode contar qualquer história no presente, no passado e no futuro, de acordo com a presença que está lá nela e que foi o grande amor da vida dela. Então, o que é isso na prática? Hoje, se um cara é marxista e se transforma em católico, Ele pode voltar lá na paixão de Cristo, que até ontem ele contava como um assassinato, e contar uma nova história.

Ele volta lá atrás e conta aquilo como uma redenção do mundo. Então você viu, Rasta, a consciência é um lugar de encontro fora do tempo, um lugar, um espaço, uma câmara, onde eu posso andar por qualquer lugar do tempo, inclusive eu posso ver qualquer Diego do tempo, e sempre contar uma narrativa, uma história, sempre posso. E por que isso é gigante, por exemplo, quando a gente aprende esse tipo de história do Senhor dos Anéis? porque a gente aprende a poder contar as diversas histórias que a gente pode contar na vida.

Você vê, eu tive um paciente aqui que aconteceu uma cena que pra mim tornou as narrativas da vida uma grande maravilha que é a tal da experiência invencível que a igreja ensina. Você vê, o cara era bem materialista e tinha setenta e poucos anos. E ele investia um monte de papéis de ações, só que ainda era cheio de dívida e tal, né? Aí ele contava a vida dele como uma grande tragédia, né? Me conta tua vida aí. Eu tomei um golpe quando eu tinha 30 anos, eu fui traído com 47, eu fali com 56, tal.

Aí beleza, hoje em dia eu sou um cara pobre e tal, aí beleza. Aí um dia esse cara rasta. As ações dele, os papéis, renderam 2.500%, o cara ficou milionário em dois ou três dias. Aí o cara chegou pra mim na terapia e começou a contar a história da vida dele, como se todas as jogadas anteriores... Tivesse preparado ele pra essa. fossem agora a história de uma vitória, sendo que os fatos do passado eram os mesmos, e a narrativa mudou completamente. Ou seja, isso que ele fez na vida dele, e que Santo Agostinho também fez na vida dele nas confissões, que a gente aprendeu a chamar de Ordo Amores, ou seja, ordenar toda a história pessoal à luz do encontro único com o amor em um instante, em um instante, porque você vê, Quando o anel é destruído, a gente não consegue contar a história até aquele instante.

E naquele último instante, na hora da nossa morte, na última peça botada no quebra-cabeça, é a primeira vez que a gente vê o quebra-cabeça montado completo. E tu pode contar a história inteira à luz de uma única peça, da última peça, que é a grande descoberta que, por exemplo, hoje, por exemplo, um dos motivos do doutorado do John Newman é perceber essa capacidade da consciência de dar uma unidade numa história, em qualquer instante dela, até o fim. Até o fim. Isso é tão grande pra gente, que tu pega um cara assim, ó.

Tu pega um... Vamos supor aqui, ó. Tu pega um cara que se matou com um tiro na cabeça. Se esse cara, na agonia de morte, se salvou, teve uma contrinção perfeita, naquele instante, na cabeça dele, ainda tremendo, na agonia, todo esfolado. Se aquele cara se salvar, Ele vai falar a mesma coisa que Santo Agostinho falou do pecado de Adão, que a gente recita na liturgia da Páscoa, né? Ó feliz culpa de Adão que nos trouxe tão grande salvador, né? Ou seja, de um mal eu consigo incorporá-lo na minha música.

Eu sempre consigo incorporar isso na minha música. Então, se esse cara... É o que Heru ensina a Melkor, né? Não é? É o que ele fala. Ele fala, cara, você pode espernear, você pode botar a dissonância que você fizer. Eu vou incorporar, pô. Porque tudo que você pode fazer, eu criei e tá no meu jogo, pô. Tá no meu jogo, sempre tá no meu jogo. Então, esse cara, se no último peça do quebra-cabeça, no último instante ele se salva, esse cara, ele pode contar a história dele no céu como, ó feliz bala, que explodiu a minha cabeça e que me fez encontrar com o Senhor.

Tá entendendo isso que eu tô te falando? A capacidade do que é a consciência humana de criar e renovar mundos inteiros mundos inteiros em um único instante que é a capacidade, a tal da capacidade do Deus Uno, né? Por isso que a consciência é o lugar por excelência que a gente aprende no catecismo, o primeiro vigário de Cristo O lugar mais íntimo onde só o ser humano pode entrar com o Senhor para esse julgamento final, por causa desse instante. É por isso, inclusive, que a Igreja Católica nunca disse...

Ela diz que tem inferno, diz que tem gente lá, mas nunca disse, né? Osníbel está lá. É. Nunca disse, pô. Judas está lá, Calígola está lá. Por quê? Porque ela sabe, através dos seus santos, sobretudo os doutores, da capacidade do instante único da consciência. Então, isso é uma capacidade narrativa, né? Isso é uma capacidade narrativa. Ela tem uns meandros, algumas capacidades adjacentes que comandam isso e que a gente vê no Senhor dos Anéis. Uma que é gigantesca é o tal do sacrifício, né? Mas é isso, enfim.

Perfeitamente. A chave está ali, Assis. Não, temos aqui dois Live Peaks, curtinho, os Live Peaks. Antes do Live Peaks, eu queria lembrar ao pessoal que nós estamos aqui com a Sociedade do Anel, uma jornada comentada. Foi um negócio que a gente fez assim, demorou meses fazendo. Aí você não só vai ouvir a história contada, como temos análises, tudo isso que a gente está conversando aqui com... com o professor Diego Reis, encontro a ressonância nesse produto que fizemos. Então, e acabando a promoção.

A gente fez um mês de valor promocional para todo mundo poder entrar, certo? E essa é a nossa última live do ciclo. A gente está fechando esse ciclo agora. Então, a sua última oportunidade, tá certo? Dia 7 nós teremos uma live com todos os que entrarem Somente com eles. Quem não se inscrever não vai entrar na live. Tá certo? Então, vamos lá pro Live Peaks. Aproveita aí, pessoal. Última semaninha aí. Bora aqui no Live Peaks. Deixa eu abrir. Beleza. A Mari mandou R$70 e diz, domínio e autocontrole são as defesas essenciais da alma?

Foi essa a pergunta. Direto. Então, domínio é a palavra, a melhor palavra que nós conhecemos da história do mundo. Então, por que domínio? Porque domínio é uma palavra latina, com as suas declinações, domino, domine, dominus, Bom, o Império Romano foi fundado em 753, o Império não, né? A cultura romana em 753 antes de Cristo, com o tal da mitologia do Rômulo e Remo, né? E permanece até hoje como linguagem oficial de um país, chama-se Vaticano, né? A língua escrita oficial do Vaticano é o latim, né?

E aí nós temos, o pessoal hoje em dia que acompanha qualquer série que fale sobre Império Romano, por exemplo, Já percebeu que nós sempre chamamos qualquer pessoa que tem autoridade, o vocativo dela, né? É domino, né? Então, o centurião lá que a gente vê no The Chosen, né? Como é que se chama? Quer falar com o centurião? Domino? Dóminos? Inclusive, quem for em qualquer liturgia que se fale latim, vai ver como se chama Deus na liturgia latina, né? Dominus, né? Deus te abençoe. Dominus vobiscum. Então, essa palavra domino, eu já falei como ela funciona na tradição judaico-cristã, né?

A primeira ordem da tradição judaico e dominai sobre todas as criaturas, ela é uma vocação geral de tudo que é constituído no mundo. Ou seja, isso é de uma maneira diferente do que Santo Agostinho disse assim da gente. Senhor, em latim, domino, fizeste-nos para ti, e o nosso coração não descansa enquanto não te encontrar. Então, o olho, Ele foi feito para um domínio e a vocação dele é tentar executar esse domínio até o fim. Qual é o domínio do olhar? Olhar coisas, imagens, né? Então você vê, nós...

Tudo, tudo, tudo, tudo, tudo que nós olhamos numa pessoa e admiramos nela e desejamos seguir e desejamos imitar é tudo que a gente deseja ter e essa pessoa domina. Então nós somos completamente atraídos por aquilo que é domínio e tentamos dominar. Ah, Diego, mas tem gente que não está tentando fazer isso. Tem um cara que está tirando a própria vida. Ele falou, pois é. O que vocês acham que o cara que está tirando a própria vida está tentando fazer? Pergunta para ele. Ele está tentando dominar o sofrimento, né?

E essa é a maneira torta que ele tentou fazer. As pessoas que eu atendo com transtorno obsessivo compulsivo, que lavam a mão quatro horas por dia, o que elas estão tentando fazer? Dominar uma parte do mundo que é baixíssima, mas estão dominando da maneira delas. Ou seja, a gente vai dominar o mundo em qualquer lugar, a gente só não sabe como e de que maneira baixa ou alta. É por isso que o domínio Ele é uma referência, depois da presença, total para tudo que a gente faz na vida.

Tudo. Se perguntar assim, o que todos nós estamos tentando fazer agora? Dominar. Essa palavra cabe, antropologicamente, como base para todas as ações do mundo. Então vejam, ela é uma ligação extremamente... uma cosmovisão extremamente forte para a gente entender as nossas ações. Isso, por exemplo, em toda a terapia que eu utilizo, eu utilizo a presença como domínio. Aí a gente vai para a maior percepção que o ser humano tem de domínio nessa Terra e talvez isso possa ser o maior estágio de amadurecimento e a maior alegria que eu tenho, por exemplo, em ver o Senhor dos Anéis.

Quando eu morava no Líbano, um amigo meu, depois de um tempo lá, ele era chiita, né? Ele falou assim, cara, esse Jesus Cristo de vocês aí, ele tem uma parada que deixa a gente encabulado, né? A gente não fala por aí e tal, mas, pô, a gente já tá aqui, já fiz uma certa amizade e tal, porque ele estudava religiões comparadas, né? Aí ele tava falando lá, Pô, o nosso Mohammed aqui e tal, a gente não viu o nosso Mohammed enfrentar a morte e vencê-la, né?

Ou seja, dominar a morte. A gente não viu o Buda dominar a morte. A gente não viu Confúcio dominar a morte. A gente não viu Allan Kardec dominar a morte. Então, quando a gente vê essa história aí de um homem que domina a morte, Ele chama muito a nossa atenção, porque nós sempre ficamos olhando para as pessoas que dominam aquilo que a gente quer. Então o José Pedro, ele me perguntou uma vez numa missa durante a semana assim, papai, por que que o pessoal durante a semana aqui tem tudo cabelo branco?

Aí eu falei assim pra ele, filho, ele já tinha visto uma aula minha sobre domínio, né? Ele falou assim, lembra das coisas que a gente fica tentando dominar na vida, né? Trabalho, ganhar dinheiro, ter uma pessoa pra casar, aprender a educar filho, aprender a dar uma aula, aprender uma língua, a gente vai tentando dominar várias coisas na vida, né? E aí, essas pessoas que estão aqui, esses senhores aí, eles já dominaram isso tudo, pô. E o que você acha que tá diante deles agora, que eles estão tentando dominar.

Você vê, eu atendo uns cinco ou seis oncologistas, né? Oncologista é quem trata de câncer, né? Os médicos, eles são tratados com dignidade de domínio, né? Ou seja, eles têm um certo domínio sobre a morte. Por isso, grande dignidade, né? O oncologista, ele não se sente muito assim porque ele perde a maioria dos seus pacientes, né? E aí tem uma coisa interessante com os pacientes que têm metástase. muitos deles se convertem a Deus. Porque eles tentaram dominar no mundo tudo que eles queriam dominar. E estão tentando dominar a morte.

E o Senhor da Morte, que nós conhecemos com a lógica humana, o tal do médico, ele fala assim pro cara, ó, eu cheguei no meu limite. Aí o cara vai buscar um outro domino. pode dominar a morte. Aí ele vira, sabe aquele fariseu da parte debaixo da cruz que fala assim, ó, é, você não disse que destruía o templo e construía em três dias? Se você é senhor mesmo, salva-te a ti mesmo. Não tem um cara lá tentando descobrir se aquele cara tem domínio sobre a morte, né?

Sim, sim, sim. Então vocês veem, essa nossa capacidade, é por isso que o nosso senhor quando ele fala, quando eu fui elevado à cruz, eu vou atrair todos os olhares pra mim, porque todo mundo vai querer saber como é que vai ser a minha luta contra a morte, pra tentar descobrir como é que se vence a morte, né? Como o santo Teresa d'Ávila dizia, né? O homem que matou a morte, como é que se mata a morte. Então o santo Ombrósio, aquele homem que pregava pra santo Agostinho, né?

Falou, a morte Ela é um grande remédio para o ser humano cumprir a sua vocação de buscar o domínio. Porque quando ela se aproxima e o ser humano percebe que não pode mais dominá-la, ele chama finalmente pela voz do domínio. Domínio. Domínio da morte. Como se domina essa morte. Então essa vocação do domínio para a gente, a cada vez que a gente fica mais materialista, A gente se perde, porque como a gente gosta de ficar onde a gente domina, quem é materialista gosta de resolver tudo com material, com dinheiro, não é assim?

Não tenta resolver tudo comprando com os poderes que tem. Agora vai num país pobre, vai na África onde o nego não tem dinheiro. Aí o nego não pode resolver as coisas com o médico? Vocês acham que elas tentam dominar como? verdadeiro domínio. Meus filhos fazem isso. Não conseguem vender. A Maria Helena não consegue vencer o o barulho do trovão. Ela não vai vencer o trovão. Que que ela faz? Ela chama o senhor do trovão, o domínio do trovão, que no caso é quem? Sou eu, pô.

Eu faço o barulho mais alto do que o trovão, quando ele acontece, aí ela fala assim, caramba, o papai é mais forte do que o do trovão, acalma minha filha. Então, nós somos completamente absortos e atraídos pelas pessoas que encarnam os senhores daquilo que a gente ama, né? Nós somos completamente absortos por isso. Essa perpassa é que a gente não vai ter tempo aqui pra falar sobre isso, mas isso perpassa toda a experiência que a gente aprendeu na Idade Média sobre aquilo que são os transcendentais.

Uhum. Que que é um transcendental? é tudo aquilo que a gente tenta medir com todas as nossas capacidades humanas e nós não conseguimos dominar. E quando nós somos dominados por aquilo que é a presença e que não tem a pretensão de nos destruir, nós somos tomados pelo Senhor. Então, quando eu estou diante de uma grande montanha, de uma grande beleza, a minha razão não diz que nada que eu conheço no mundo pode criar aquilo, né? Então eu estou diante da presença de um grande domínio, eu estou diante da presença, tradução de domino do latim para o português, senhor.

Eu tenho um paciente de 73 anos que me chama de senhor. Por que ele me chama de senhor com 39 anos? Porque eu domino uma coisa que ele quer. Vocês estão entendendo a experiência do domínio, como ele é fundamental e baliza todas as nossas experiências da vida? Isso acontece assim, a gente está aqui com o Rasta. Por que a gente vai lá no Rasta, no Manrasta Connection? Por que a gente gosta do Rasta News? Por quê? Porque a gente entende que o Rasta domina uma parte do mundo que para nós tem dignidade para a gente dominar.

Então o Rasta passa a ser um Senhor pra gente, né? Senhor! Senhor, me ajuda, Senhor! Por que que a gente vai ficando mais velho e começa a chamar a gente de Senhor? Porque as pessoas têm uma experiência de alguém que consegue dominar, já, uma parte do mundo. E aí, vem a grande beleza do maior domínio dessa vida e que acontece de algumas maneiras pontuais no Senhor dos Anéis. Bom, chegar no nosso grande confronto com a morte para tentar dominá-la? O que que representa tudo que é cheiro de morte na nossa vida?

Dor, sacrifício e sofrimento, né? Pô, eu fui dar uma corrida hoje, cheguei em casa e falei pra minha esposa, pô, fui tentar fazer a corrida que eu fazia no Gomamfi e tô morrendo. Ou seja, tive uma percepção da minha velhice. Eu falei pra ela, tô morrendo, tô ficando velho, tô perdendo um domínio. Por causa de dor. Então quando a gente vê feiúra, quando a gente vê o Orc, a gente tem essa percepção de morte, de alguma coisa que vai causar grande sofrimento. Dor. Dor. Aí... Eu fiz o curso das Forças Especiais de Comandos Amfibios, né?

O Comandos Amfibios, eu rasta, ele é lá nos Fuzileiros, tipo o Big Brother. Todo mundo pega lá 100 candidatos ao curso e bota lá o nome dos 100 e fica acompanhando dia após dia e apagando e botando uma caveirinha do lado de quem vai desistindo do curso Aí no final fica aqueles 10, 5, né? Por que o Comanf atrai muito o olhar lá dos fuzileiros? Porque a galera sabe que aqueles caras ali estão tentando dominar o sacrifício e o sofrimento, ou seja elas têm a percepção, inclusive esse é até o lema do meu curso, né?

Tu és místico, tipo, domina a morte, né? É claro, é uma coisa ali temporal, né? Material. Por que que atrai tanto olhar, o nosso olhar, quando nós olhamos pessoas enfrentando o sacrifício? Porque no fundo, no fundo, nós queremos vê-la vencer a morte. E aí, cada uma dessas pessoas, que tem essa capacidade, enfrenta a morte com o poder e o domínio que elas têm e tem capacidade de levar as outras pessoas. Agora, aí tem a experiência das experiências do grande domínio. Porque, pô, ver uma pessoa dominando o sofrimento é um grande domínio, né?

Agora, eu quero fugir do sofrimento e buscar felicidade e alegria. Se eu encontrar um cara que domina o sofrimento, e é capaz de sorrir, eu estou diante da maior capacidade que um ser humano tem nessa Terra. Então vocês veem, quando nós olhamos pra Madre Tereza de Calcutá, pra São Maximiliano Coube dominando o campo de concentração, pra Santa Baquita, escrava africana, sorrindo como escrava e dizendo que se alegrava por servir, não ao Senhor da Terra, mas ao Senhor do Mundo. Quando nós vemos pessoas dominando grandes sacrifícios e sorrindo, meu irmão, Nós vamos atrás dessas pessoas em qualquer lugar.

Aí vocês veem. Eu vejo. Tem um cenário no Senhor dos Anéis quando eles começam a subir aquela montanha de gelo. Se eu não me engano no livro acho que é o capítulo 2 que o Saruman começa a fazer feitiçaria para a neve cair em cima deles. Sim. Sim sim. O Legolas Bom, isso tá escrito no livro, meu filho me mostrou. O Légolas sorriu. E aí ele diz, ele fala de uns animais, né? Tipo assim, o peixe domina no mar, as aves dominam no céu, e fala assim, ó, na neve quem domina são os elfos.

E aí no filme fizeram até uma coisa interessante, que eu vi nas curiosidades do filme. Porque todos eles afundam na neve. Só que na gravação, não deixam o Legolas afundar na neve. Ele flutua em cima da neve. Se não viram isso, o pessoal pode ver, o filme foi montado assim. Então o Legolas, ele vai à frente e ele sorri. Porque diante do grande sacrifício, ele chegou na terra onde ele domina. Então, eu me lembro até hoje, por exemplo, no Comanf, né? Eu treinava muito pra carregar muito peso, 40 quilos, 50 quilos.

Então, quando chegavam essas horas de carregar muito peso, eu começava a fazer brincadeiras. A gente chama de guerra, né? Pra quê? Pra tentar fazer os meus amigos, sobretudo os mais fracos nessa área, pra fazê-los sorrir. Porque o sorriso é o princípio do domínio, né? A gente tenta fazer isso, um cara fica mexendo com a gente, caramba, às vezes a gente sorri A gente sorri pra mostrar pra ele assim, ó, tu tá tentando me incomodar Mas eu que tô no controle, olha o meu sorriso Então quando a gente vê no dia a dia as pessoas diante de grandes sofrimentos Um cara que perde um filho uma mulher que perde o esposo e a pessoa é capaz de sorrir.

Não gargalhar, não tô falando de gargalhar, pô. Eu tô falando pra olhar pra realidade e não negá-la, né? Não ser um cara que reclama da realidade, como quem não desejava a realidade. Como quem fala assim, mas por que que aconteceu comigo? Eu falo, não, não. Aconteceu comigo, isso é minha vocação. E se a minha vocação é dominar o mundo, inclusive a morte, o grande inimigo da vocação do ser humano é ser vítima. realidade. Então nós nunca podemos ser vítima, porque isso é o maior inimigo da nossa vocação.

Entende? Então esses pra mim são os grandes momentos do Senhor dos Anéis. Os grandes momentos. Quando eles estão em situações que um deles começa a reclamar ou perder a esperança e tem um momento desses, né? Um momento de lembrança ou desse sorriso do Légolas E eles percebem que eles vão dominar e vão vencer a morte. Mesmo enfrentando grandes sacrifícios. Entende? Porque essa é a mudança do Bob Maturo. Sim, tem aquele momento dos Hobbits no filme. Eles estão andando com o Passo Largo. Estão andando com o Aragorn.

E o Pippin tá tipo, pô, a gente não comeu o café da manhã. A gente não fez o segundo café da manhã. E aí ele tá, pô, será que esse cara conhece isso? E o Mary, tipo, eu não contaria com ele conhecendo isso aí nunca, tá ligado? E aí eles vão falando, cochichando como se o Aragorn não estivesse te escutando, né? Aí o Aragorn pega e joga uma maçã pra eles, né? Tipo, com um senso de humor, né? Tem aquela parada, assim, ele tá ali e ele vai em frente.

Os hobbits, eles conseguem... Isso é uma coisa que o Gandalf nota. Eles têm uma capacidade de passar pelas coisas e rir ainda, encontrar um momento. Pode ter sido um dia desgraçado. Se tiver uma mesa posta, eles podem comer o negócio e contar umas histórias. Já é a felicidade deles. Já é um negócio maravilhoso para eles. É, daí isso é uma maravilha o rasta, é cara, quando a gente tá do lado das pessoas, aí eu falo assim, o que sempre pra mim foi um grande consolo nos ambientes, nas coisas que eu fiz de força amada, eu falo cara, eu enfrentava qualquer coisa.

com as pessoas que estavam do meu lado, que diante dos maiores desafios dessa vida, a gente fala isso de fazer guerra, né? Elas faziam guerra. Entende? Elas faziam guerra. Ou seja, eu me lembro de vários momentos assim, a gente, cara, em situações para caraca e nego fazer uma brincadeira assim uma guerra parece que quando a gente faz isso a gente ganha um domínio sobre o sacrifício e sobre a morte gigante isso é uma coisa muito grande né em sentido contrário Eu sempre achei horrível quando aparece um desafio e a pessoa do teu lado, a primeira coisa que ela faz é reclamar, né?

Como que eu gostaria de outra realidade. Sendo que ela não percebeu que a realidade é a realeza da vida, né? É a presença real, é o presente, né? É aquilo que a gente é chamado naquele momento pra cumprir a nossa vocação grande de dominar, você entende? E abria o sorriso, né? O grande sorriso. Eu sempre me lembro muito de São José Maria Escrivá, né? Que era um cara que falava muito sobre sorriso e alegria, né? Então, pô, isso é muito bom. Eu entro sempre no jantar aqui na minha casa.

Isso é proposital, isso tá no meu roteiro. Eu sento na mesa, independente do meu dia, eu tenho que tentar fazer a minha esposa e as crianças sorrirem Se eu fizer isso com meus filhos, eu tenho certeza que eles vão crescer com essa parte do café quente possibilidade de domínio sobre a realidade, entende? Eu não deixo de contar a realidade dolorosa ou os grandes desafios ou os sofrimentos, né? Mas eu tento ter sempre dominar isso com alguma coisa que os façam sorrir, né? Sorrir e ter essa pequena experiência transcendental de uma vitória sobre a vida e sobre a morte, sabe?

Isso é importante, isso sempre Para mim, foi muito legal. Eu percebo que o Tolkien, da maneira dele, nos escritos dele, ele teve essa capacidade muito grande de conseguir transformar em história para a gente nesse café quente, né? Essas coisas bem básicas e primordiais que nos educam muito, sabe? Perfeitamente, perfeitamente. Acharam-se perdidos e assistem. Me parece que temos mais um LivePix, é isso? Mais um LivePix do Daniel, que mandou 35 reais e disse, peguei o escorpião aqui. Só disse isso. Ah, que legal. Peguei, falou? Não entendi.

Pegou o escorpião. É que quando o pessoal não manda LivePix, eu digo, bora, tira esses escorpiões do bolso, né? O pessoal fica parecendo que tem escorpião no bolso, não quer botar a mão pra tomar uma ferroada. Mas enfim, professor Diego Reis, eu quero agradecer a sua presença, agradecer você ter vindo aqui bater esse papo comigo, é sempre um grande prazer, eu vou sair daqui e vou ficar pensando o resto da vida nas coisas que você fala aqui, E eu tenho certeza que as pessoas que nos assistiram também tiveram essa mesma sensação.

Foi engraçado, porque ficou um número muito estável de pessoas e muito pouco comentário. O pessoal tava escutando mesmo, o pessoal tava assistindo. Então eu gostei muito de ver. Viu? Show de bola. Bom, pra mim é sempre uma alegria também, meu irmão. E aproveitando para mostrar aqui a sua página no Instagram, professor.diego.reis, certo? Ali tem muita coisa legal, né? Tem curso, tem comunidade, tem canal do YouTube, né? Então assim, siga o professor Diego Reis aí, tá certo, pessoal? Tamo junto, meu irmão. Obrigado sempre por tudo e espero aí em breve a gente poder se encontrar novamente aí Em rios de janeiro, melhores, né?

Ou, de repente, em terras mais tranquilas. Se tiver um bondado também, com várias refeições também, pode ser também. Pode ser, então tá bom. Não precisa ser só perto do olho de Sauron, entendeu? Maravilha. Um abraço, professor. Um abraço grande aí. Fiquem com Deus. Até breve.

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