Coletânea

Presença & o tempo que tempera

Um roteiro de lutas

1:00:08 · ~42 min de aula24 de janeiro de 2025Transcrição automática · em revisão
  • a felicidade (encontro das três pessoas)
  • o sétimo dia (a obra realizada)
  • a ciência da temperança
  • o tempo de presença tempera
  • a vocação de dominar a realidade
  • o vitimismo (o contrário do domínio)
  • o pessimismo (doença do roteirista)
  • a tristeza (distância entre as pessoas)
  • o presente (hoje, não amanhã)
  • a doação como caminho da felicidade

Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 18:04.

agora vou começar exatamente onde eu pretendo fazer um ato desses com vocês.

Citações verbatim

Trechos da aula

Vocês não vão ser felizes quando vocês resolverem o problema de vocês.
— Prof. Diego Reis
A felicidade humana, ela é um fruto de um encontro das três pessoas.
— Prof. Diego Reis
A felicidade está nessas pequenas vitórias do dia a dia.
— Prof. Diego Reis
Palavra por palavra

Transcrição completa

Transcrição automática · em revisão

Boa noite, Daniel e Ellen. Grande Marcos, boa noite, meu irmão. Fê Simões, boa noite. Fala, Arthur. Boa noite, Viviane. Fala, Luiz. Hoje tu tá no teu, né? Tá no da Gabi, não. Débora, boa noite. Rodrigo. Fala, Silva. Clara. Boa noite, Leonardo. Viridiana, boa noite. Alex. Boa noite. Selly. Angra, boa noite. Maiplema. Direcê da Bahia, que maravilha, hein?

Boa noite, Gabriel. Tudo bem? Você tá bem, cara? Rômulo. Olha aí o pessoal do Piauí aí, ó. Boa noite, Rosana. Fala, Dudu. Tranquilo? Estou bem. Nícolas. Que bom, Emiliano. Que bom. É muito bom estar aqui com vocês também. Saudades, meu irmão. Perdi a última live. A última live é importante que você dê uma olhada lá depois. Boa noite, André. Boa noite, Costa. Boa noite, Suza. Amanda, boa noite.

Boa noite, Tati. Mônica. Boa noite, Taiana. Boa noite, Cláudio, Morcei. Olha aí Belém, um abraço pro pessoal de Belém. Olha a Paula Serra Maior, a beleza cor. Boa noite, Paula. Boa noite, Paulo. Alba, boa noite. Manda um abraço pra minha esposa, Beatriz. Um abraço, Beatriz. Esposa do Alex. Obrigado, Roberta. Boa noite. Fala, Costa. Rony. Oriximinar. Oeste do Pará. O que tem a dizer sobre o combate que veio? Falecer no curso. Aqui não é bom momento, né?

Boa noite, Júnior. Fala, Raniel. Professor, como fazer terapia contigo? Eu tenho que mandar mensagem no meu secretário, mas o contato dele fica meio escondido aqui, tá cheio pra burro, né? Pelo sagrado, a missa, meu amigo. Boa noite, Kelly. Doutora Gabriela. Não acredito, hein? Um abraço. Um abraço para a Adriana, esposa da Paula. Grande Adriana. A Adriana foi fuzileira naval.

Dez anos de fuzileira. Seropédica. Numa dessas lives eu já falei da minha experiência em seropédica, né? São Pedro da Aldeia. Boa noite, Elidio de São Pedro. Grande Andrei. Olha aí o nosso pessoal de sempre da Paraíba. Fala, Rick. Que apê. Boa noite, Luana. Boa noite, Roberta. Olha a Cissa aí, ó. Boa noite, Cissa. Seja bem-vindo.

Daniel, boa noite, meu irmão. Erishin, Rio Grande do Sul. Clé, boa noite. Fala, Daniel. Aprendendo muito com as lives. Eu vou esperando vocês falarem um pouco aí, pra descobrir no assunto da live. Fala, Matheus. Tá vindo de São Paulo. Clébia. O bombom de castanha do Pará, que maravilha. Gosto muito daqueles bombons. Muito obrigado. Minha esposa também agradece. Lucas, boa noite, meu irmão. Fala, João. Boa noite, Ana Paula.

Olha o grande Pedro Augusto aí. Está falando com o Andrei. O Andrei está aí também. Professor, eu poderia falar sobre a temperança? Vamos falar sobre temperança. A gente está falando sempre, mas vai ter uma em especial que eu vou falar sobre o modo de operação do personagem. Temperança, temperança. Boa noite, Eligia, Ciel, Cristiana. Temperança. As três pessoas discutem entre si e a vida delas é se relacionar, né?

A Sissa aí falou que tá maratonando no YouTube. Que maravilha, Sissa. Obrigado pela divulgação também. Personagem, personagem. Professor, todo o pessoal do Colégio Jardim Real de Catanduva, São Paulo acompanha as lives do senhor. Que maravilha, um abraço para o pessoal do Colégio Jardim Real. O Gabriel falando aí, pedi para o cabeleireiro. Pô, Gabriel. Pô, cara. Eu não vou em cabeleireiro não, meu irmão. Eu vou em barbeiro, entendeu? Olha aí, pediu o barbeiro para cortar o cabelo igual o teu. Maravilha, estou brincando, meu irmão.

Estamos juntos, cara. O passo cresceu aqui, o passo é zero baixa do lado. A comunidade, em agosto, se Deus quiser, a gente vai estar na comunidade para poder falar um monte de coisas que não dá por aqui. Senão a gente toma gelo aí do Instagram. Olha o Pedrão aí. Tô zerando sua playlist. Tá muito boa mesmo. Obrigado, meu irmão. Obrigado pela generosidade de vocês de sempre. Bom, cara, eu fico muito atrasado. Eu vou passando com o dedo aqui. Quando eu vejo um monte de gente...

Bom, pessoal, eu vou fazer como de sempre, né? Deu os 10 minutos aqui pra gente se falar, se cumprimentar. E a gente vai tocar. Olha só, eu vou começar aos poucos a falar mais na temperança pra gente chegar numa aula bem própria. Eu só preciso ajeitar mais um pouco de algumas coisas que eu tenho visto bastante. Eu já falei pra vocês, né? Às vezes a minha cabeça vem pra cá muito com os acontecimentos da semana, de terapia e tudo mais, né? Então, o que eu tenho percebido?

O interessante é o seguinte, as pessoas ficam vendo as lives e aqui vai a coisa da temperança. A minha esposa até brinca comigo, porque ela me vê fazendo a mesma coisa várias vezes, mas é várias vezes assim. Se eu pegar uma música, se eu gostar da música, eu fico ouvindo a música várias vezes. livro e folheando o livro e assumo aquele livro e fico várias vezes fazendo isso. Então isso é interessante, pessoal, porque nessa época de moda, de novidade, por exemplo, a nossa vida aqui no Instagram, na internet, a gente precisa ter o conteúdo novo, aquilo que é novo para postar, porque as pessoas querem ver coisas novas.

Eu vejo a galera me cobrando assim, pô, Diego, posta mais da tua vida pessoal, das coisas que você faz. Pessoal, eu vou contar uma coisa pra vocês que provavelmente vocês já sabem, né? A minha vida base, a minha atividade cotidiana, ela é muito repetitiva. mas muito repetitivo. Isso é o fundamento da ciência da temperança. Por quê? Porque quando eu encontro coisas que eu preciso, que eu acho que vale a pena, que eu falo assim, vale a pena demorar nisso, eu vou ficar ali até eu conseguir me temperar.

dessa coisa. Vocês entendem? Então, isso é necessário pra depois de bastante tempo fazendo isso, parem pra pensar. Por isso que eu falo pra vocês sempre, né? Fiquem vendo as lives e fiquem anotando as coisas e montando quebra-cabeças. Dentro da comunidade, eu vou fazer passo a passo com vocês, com calma, né? Porque aqui não é lugar pra isso. como que eu fui construindo as coisas no papel, no passo a passo, com calma, anotando categorias. Eu vou mostrar pra vocês uma apresentação de slides que eu tenho, que é a base de todos os assuntos que eu estudo, como é que eu faço isso, como é que eu vou categorizando e vou testando cada categoria nas coisas.

Então, eu vou dar um exemplo disso pra vocês, da seriedade com que eu faço isso, que é o fundamento da ciência da temperança. eu tento achar fórmula algébrica para todas as coisas que eu faço. Então você vê, a dinâmica da personalidade humana das três pessoas, ela é configurada no meu método de estudo por uma espiral de ouro, uma espiral que é a dinâmica das três pessoas, que começa no centro e vai se expandindo. Então existe uma fórmula matemática para isso, para como isso aparece. Por exemplo, Então, esse tipo de atividade, de você pegar uma coisa e ir se demorando nela com todos os instrumentos que vocês têm, é uma maravilha sem tamanho.

Por exemplo, você vê uma pessoa que mexe com beleza. Eu falo, olha, eu posso pegar a beleza E aí eu olho pra beleza? Existe uma forma de olhar pra beleza de maneira matemática. Existe uma forma como a química olha pra beleza. Existe uma forma como a antropologia olha pra beleza. Então você vê, quando eu dou aula sobre as três pessoas, o pessoal vê que o personagem, ele só olha pras coisas do mundo com um olhar. O olhar da beleza. Ele tá lá então. Então, quando eu falo de temperamentos, quando eu falo sobre as virtudes, a beleza está posicionada em um certo lugar e todas as ciências, a gente pode fazer uma unidade das coisas do mundo em cima desse tópico.

Vocês entendem como a gente tem que se temperar das coisas no mundo? Então você vê, quando a galera acha assim, caramba, a criação dos filhos, fala, olha, Eu faço sempre as mesmas coisas com as crianças, todo dia. Você vê, quando eu chego em casa do trabalho, todo dia eu faço as mesmas coisas com as crianças. Então, vou dar o exemplo de como eu faço quando eu chego no trabalho. Eu pergunto as coisas que elas fizeram durante o dia e já começo a ver, do mais novo para o mais velho, as atividades do dia.

Então, o mais novinho vai e traz a matemática dele. Aí, depois, a Maria Rita vai e traz o inglês que ela fez. Depois, o José vai e traz a história que ele fez. E eu fico conversando com eles ali. Então, preste atenção aqui, ó. Em cima de uma rotina diária que é repetida todas as vezes e que eu tenho que viver sem eu pensar mais nisso. Lembra da aula que eu dei pra vocês que eu falei sobre o dirigir carro? É horrível começar a dirigir carro, né?

Por quê? Porque você tem que gastar um tempo pra se temperar daquilo, pra que aquilo fique automatizado em você. Quem começa a dirigir carro sabe como é ruim isso, né? Eu vou ligar seta agora. Agora eu tenho que virar pra esquerda. Agora eu tenho que olhar pelo retrovisor. Principalmente, então, se eu for fazer prova, né? Aí a pessoa fica passando por todas essas coisas muito básicas. Depois que ela faz isso como rotina, sem pensar, ela finalmente começa a acender as coisas propriamente humanas. Então, ela pode dirigir o carro.

e ouvir uma palestra. Ela pode dirigir o carro e estar conversando com uma pessoa. Ela pode dirigir o carro e rezar um terço. Vocês entendem isso que eu estou falando para vocês? Então, à medida que as pessoas querem sempre novidades e novidades e novidades na estrutura, na estrutura da vida, elas ficam completamente ferradas e a personalidade delas vira uma colcha de retalhos. Então, quando eu falo para as pessoas assim, ó, Eu estudo algumas coisas há vários anos ininterruptamente. Por que eu faço isso? Ou por que eu faço...

Vocês lembram daquela atividade que eu falei pra vocês numa dessas lives de conhecer e ser profundamente conhecido? Eu, no meu exame particular, no meu exame de vida pessoal, tenho uma pergunta lá que consiste no seguinte. Diariamente, eu, com a minha consciência, falo assim, Diego, você contou hoje o que é o seu maior tesouro hoje, hoje, se você tivesse que contar a melhor coisa do seu dia, ou a novidade do seu dia, ou a pior coisa do seu dia, você contou isso para a sua esposa, isso é uma atividade muito importante para mim.

Por quê? Porque eu já tenho uma ideia de onde isso vai me levar daqui a uns 10, 20 anos. Por que eu não tenho noção ainda agora? Eu só tenho esperança nisso, em fazer isso. Porque o tempo fazendo é que vai me temperar daquela realidade. Como que eu sei isso? Eu sei isso pela maneira que eu falei pra vocês, né? Quando eu tinha 15 anos, eu dava aula sobre a continência, né? Continência não habilitar, continência da castidade, da virtude. Usando o tratado sobre a castidade de Santo Afonso de Ligória.

Ele falou, eu dava aquela aula, mas eu sabia que eu só ia conhecer aquilo depois de 10 anos, 20 anos, 30 anos, por quê? porque eu ia passar um tempo me transformando naquilo. Vocês entendem? Vocês comem chocolate hoje, amanhã, depois de amanhã, daqui a uns 10 anos vocês estão enormes de gordo, não é assim? As coisas vão temperando a gente dia após dia. Então, por que as pessoas não têm paciência para fazer uma atividade dessas? Por exemplo, chegar em casa e perguntar sempre para o filho, ei filho, me fala da história.

Porque as pessoas não sabem como dominam o mundo com isso, ou elas não pensam, não têm esperança, não conhecem a estrutura da personalidade pra saber o que aquilo vai levar daqui a 10 anos. Vocês entendem? Então, quando eu olho, por exemplo, para a educação infantil, para a vida dos meus filhos, eu falo assim, cara, qual é a atividade que eu preciso fazer com ele dia após dia? Eu preciso de uma rotina, de uma estabilidade. A gente vai dominar o mundo em cima dessa estabilidade. E a gente vai fazendo todo dia, todo dia.

Mas você vê, é difícil para caramba das pessoas entenderem isso. Olha, tem uma coisa que acontece no atendimento que é interessantíssima. As pessoas, às vezes, elas vêm para o atendimento, aí é paciente antigo ou então ficou maior tempão sem ser atendido e volta, né? Aí quando ela volta e eu vejo como ela está ferida ou como ela está mal, eu penso assim, cara, eu já atendi essa pessoa, porque eu tenho lá, né, no relatório, no protocolo da pessoa, tem lá. Às vezes que consultou, tá lá, na sétima consulta, Eu tentei fazer um ordenamento no crítico dela sobre a verdade, sobre casamento, sobre relacionamento, ou então no roteirista de uma maneira como se olha para o futuro, de maneira sadia.

Aí ela volta lá depois de três meses e eu falo assim, caramba, eu já falei com ela isso três vezes, só que ela não lembra mais. Ou seja, ela não se temperou daquilo. Ou seja, muito pior ainda, ela vive em lugares onde ela se tempera ao contrário. Então, o que é a terapia para mim naquele dia? Eu vou fazer um ato de fé junto com ela, um ato de esperança. O que é isso na prática? Eu vou renovar para ela um olhar para o futuro real sobre a vida humana e para onde pode encaminhar a nossa vida.

Então, agora vou começar exatamente onde eu pretendo fazer um ato desses com vocês. Vamos lá. Olha só, pessoal, na terapia a gente não recebe ninguém vindo falar assim, ó, pô Diego, eu vim pra terapia pra te falar que minha vida tá uma maravilha, né? Até tem, mas não é normal que as pessoas paguem caro para vir falar isso para a gente. E se vier falar, já vai tomar um bypass na fila. Afinal de contas, não é possível. A gente vai ficar na terapia, mas estou brincando com o pessoal.

Mas só para a galera saber como é que as coisas funcionam. Então, olha só, pessoal. As pessoas vêm contar problemas para a gente. E a gente tem os nossos próprios problemas. Quando a gente atende uma pessoa com muita dor, por exemplo, a pessoa casada que está sendo traída e que está vendo a família se e os filhos estão copiando essas coisas, sabe? Problemas, mas dores reais, da pessoa chegar ali e ela passar um tempo comigo só chorando, né? Aí você vê, essas são realidades nossas da vida, isso acontece com todos nós.

Quando isso acontece com a gente e a gente olha nossas dores, vocês sabem qual é o grande motivo das pessoas se desesperarem muito, muito além do normal, com os problemas que aparecem para elas, porque elas têm uma esperança muito distorcida, e essa distorção, essa distorção do roteirista, essa doença do roteirista, ela é muito grande em muita gente boa. Ela consiste no seguinte, uma pessoa que está com o casamento destruído, ou está desempregada, ou os filhos dela estão um terror, ou então ela está com um problema grave de saúde, ou ela queria arrumar um homem para casar, para ter uma família, está ficando mais velha, está vendo a fecundidade passar e tudo mais.

Então você vê, são nossos problemas comuns, as coisas que aparecem. Elas olham para essas coisas e por que elas desesperam mais do que devem? Porque elas têm esperança de que quando elas resolverem aquele problema, a vida delas vai melhorar. Vocês entenderam isso que eu falei para vocês? Presta atenção aqui. O meu marido tá me traindo. Quando ele parar de me trair, finalmente eu vou ser feliz. Eu tô procurando um homem pra casar, uma mulher pra casar, pra constituir família.

Quando eu conseguir isso, finalmente eu vou ser feliz. Pessoal, deixa eu comentar uma coisa com vocês. Eu não costumo olhar os comentários, mas tô olhando agora. Olha só. Se vocês ficarem se destratando nos comentários, eu vou bloquear vocês, tá? Eu tenho mais de mil pessoas bloqueadas. Aqui é uma extensão da minha casa, tá bom? Se o pessoal tiver falando as coisas, deixa... Deixa o rapaz falar, pô. Você entende? Deixa o rapaz falar e vai falando e fiquem à vontade. Só não tratem mal uns outros, não precisa disso.

Esse não é o momento, tá bom? Tenham sensibilidade com as dificuldades das pessoas e com as dores que elas passam, tá? Então vamos voltar aqui. Ó, eu tô com o meu probleminha e a pessoa pensa assim. Caramba, se eu conseguir um cara pra casar, finalmente eu vou ser feliz. Eu tô lutando pelo meu casamento, pelo meu marido. Se ele parar de usar drogas, finalmente eu vou ser feliz. A nossa cabeça tá assim, né? Essa é a nossa esperança. Deixa eu contar uma coisa pra vocês. A vida humana Não é assim.

Ela não funciona assim. Vocês não vão ser felizes quando vocês resolverem o problema de vocês. Olha só, vocês... É difícil, né? Eu fico angustiado porque quando eu falo sobre felicidade, eu não sei bem se vocês já viram nas lives. o que que significa pra mim quando eu falo sobre felicidade humana, né? O que que é a felicidade humana? Vamos abrir aqui um parêntese, uma aspas. A felicidade humana, ela é um fruto de um encontro das três pessoas. Como é isso? Ela acontece através da execução do processo de unidade da consciência.

Então, o que que é isso na prática? Hoje, presta atenção, você tem um marido que está com problema com drogas, você está sendo traída, você está sem uma companhia e se sente sozinha, aí você está lutando por esses teus dramas. O que é a felicidade? A experiência, o gosto da felicidade, que é a paz. Eu tenho um roteiro baseado no que eu acredito. Hoje, se eu conseguir curar um pouco, ordenar um pouco meus pacientes, porque eu acredito que isso vai fazer bem para eles, faz bem para mim, faz bem para o mundo.

Se eu conseguir fazer isso com personagem no palco, executando isso, então eu vou ter um crítico que acredita, um roteirista que monta esperança em cima da crença do crítico e um personagem que executou aquilo no mundo. Então, de noite, eu vou olhar com a minha consciência e vou falar assim, eu fui quem eu deveria ter sido. Uma experiência extremamente comum da personalidade. Vocês conhecem isso, né? Poxa, hoje eu fiz o que eu me dispus a fazer. Quando isso acontece, isso é a tal... Eu não vou desenhar aqui pra vocês e montar os seis dias de trabalho pra que isso aconteça.

Mas isso é a experiência do sétimo dia, né? A experiência de Eu olhei para a obra feita, a obra está feita, percebe? Agora eu vou olhar com a consciência, que é um lugar, lembra? Eu vou olhar para os três tempos Einstein, lembra? Três tempos e um espaço. A mesma coisa, né? Agora eu vou estar no espaço e vou olhar para os três tempos, para o presente, para o passado e o futuro e vou falar, é a mesma pessoa, elas se encontraram, existe unidade. Quando isso acontece, eu tenho essa experiência, esse gosto da felicidade humana, da paz.

Se elas não se encontrarem, se existe um buraco entre elas, pô, eu queria tanto ter encontrado alguém, lutei por isso e não encontrei. Aí existe um buraco, né? que a gente chama tecnicamente, que eu chamo tecnicamente, essa estrutura da personalidade, esse buraco, esse vazio, se chama tristeza. Existe uma distância entre essas pessoas. O seu roteirista não é o mesmo personagem. O roteirista tem uma vida, o personagem leva outra vida. Você vê que isso causou um problema de personalidade. Eu não sei quem eu sou. Eu sou quem eu tenho intenção de ser, o meu roteiro, ou eu sou o personagem que executa no mundo?

Entende como isso causa um problema de personalidade, de unidade da personalidade? Então vejam, isso é a experiência da felicidade humana, da paz. Vocês percebem que existe um movimento aí, né? Existe uma vida interior dessas três pessoas. Elas têm um movimento que não pode parar. É por isso que quando a gente encontra nossos grandes dias, os grandes dias da nossa vida, eu sonhava em casar com a Maria, aí eu falo, casei, no dia seguinte eu sonho em casar com ela, aí eu falo, não, acabou, eu vou passar um tempo andando pela rua, e degustando o sétimo dia, a felicidade.

Vocês lembram aquele filme, Em Busca da Felicidade, ou A Procura de Felicidade, alguma coisa assim? Aparece o cara andando, né? Aí ele fala assim, essa fase da minha vida se chama felicidade. Ele lutou pra caraca, não é isso? Ele acreditava naquela luta e executou e conseguiu. Aí ele olha pras três pessoas e fala assim, esse sou eu, essa é a obra, o sétimo dia. Aí eu vou descansar olhando praquilo. Vocês percebem que isso passa, né? Isso passa, pô. Então vejam, a pessoa hoje que tá lutando pro marido drogado se curar, o que vai acontecer quando ele se curar?

Ela vai andar um dia, dois dias, feliz e em paz, porque ele decidiu lutar e ele tá melhorando. Depois daquilo, Ela vai começar a brigar com ele, porque ele deixa a tampa da privada aberta. Ou seja, outra dor. Esse somos nós. Não é assim? É, Diego, é isso. Mas por que isso é muito importante? Olha só, pessoal. Eu tenho centenas de vidas escritas. Desde velhinhos, no início da minha vida terapêutica, lá na pestalose, dos africanos, quando eu morava lá em São Tomé e Príncipe, eu tenho uma pataca de folhas sobre as crenças dele, os roteiros de vida deles, e como eles se viam executando as coisas e faziam no mundo, né?

Eu tenho essa estrutura de vida, né? Eu vou ensinar pra vocês na comunidade como aqui em casa a gente estuda assim, como eu leio a Bíblia com meus filhos assim. A gente procura. É, crenças na Bíblia, a gente procura esperanças na Bíblia e a gente procura ordens para o personagem no palco. A gente faz isso quando a gente estuda isso e outras matérias. Se eu estiver ouvindo, lendo, Louis Lavelle, como é que eu vejo a estrutura? Eu vejo a estrutura exatamente como nas três pessoas, tá?

Eu vou ensinar com calma depois vocês a fazerem isso, até porque eu tenho que mostrar, né? Mas vejam aqui, olha só. Se eu entendi que essa é a vida, por que eu vou ficar com o seguinte discurso? Ah, Diego, a minha vida é um inferno. Eu não aguento mais lutar por isso, pelo meu marido. Olha, por que a gente tem que abrir o olho dessas pessoas? Por que hoje eu atendo muita gente com depressão? Eu atendi recentemente um militar que foi para a reserva com depressão.

Ele jurava de pé junto que depois que ele fosse para casa, a vida dele finalmente ia melhorar sobre várias coisas que ele queria fazer. Ele falou, pois é. Isso durou dez dias. Depois desses dez dias, o que ficou faltando no peito dele? Ficou faltando alguma coisa para ele lutar. Então veja, você tem uma luta, o seu drama, para com essa bobeira, com essa meninice, de que se você tivesse o casamento daquela mulher, ou se você tivesse a inteligência daquele cara, ou se você fosse rico como aquele outro, ou se você já fosse casado, ou se você fosse mais bonito, ou se você fosse mais magro, você finalmente seria feliz.

Isso é uma tolice, uma bobeira, uma bobeira. Por quê? Porque essa não é a vida humana. A vida humana é assim, presta atenção nisso. Porque se vocês conseguirem passar um tempo da vida de vocês se temperando disso que eu vou falar agora, vocês vão ter uma grande vida nesse mundo. E vocês vão sair daqui todos colachados de ferido e machucado, vocês entendem? Cheio de cicatriz de luta. Porra, quando a gente olha pra vida, A gente precisa falar assim pra gente. Pelo que eu vou lutar hoje e gastar minha vida em me doar?

Sabendo que... Então, veja lá. Você que tá lutando pelo seu marido pra ele melhorar de alguma coisa, pra ele, sei lá, se converter, pra ele ser mais atento a você. Olha, existem várias maneiras de fazer isso na prática. Praticando coisas, pô. Praticando coisas. Um exercício num jantar. Falaram, hoje o nosso jantar da nossa casa vai ser sem celular e a gente vai tentar conversar. Aí vocês vão fazer um negócio sem jeito ainda. Vocês estão pegando o carro. Vocês vão aprender a ligar seta. Vai sair um negócio horrível, pô.

Só que depois de um tempo tentando isso, se temperando disso, se transformando nisso, vocês vão começar a ter uma vida propriamente humana e as coisas vão começar a funcionar. Se todo mundo já sabe se comportar na mesa, todo mundo sabe se olhar, ninguém tem celular, agora a gente pode começar a contar as coisas do nosso coração. Mas tem gente que está no modo sobrevivência ainda. está tentando fazer as pessoas pararem de gritar na mesa, entende? Então, a pessoa fala assim para mim, pô Diego, eu queria tanto ter uma mesa de jantar aí, igual na sua casa, que a gente vê as pessoas conversando, falando de coisas profundas e tal.

Meu irmão, essa é a sua vocação de felicidade de hoje, por causa dessa luta que você tem, você tem, Essa é a tua chance de felicidade hoje. Porque eu que já tenho isso, eu tenho que lutar por outras coisas. Porque se eu botar minha felicidade nisso e me apegar nisso, eu vou entrar em depressão, pô. Eu vou entrar em depressão. Então pare com essa bobeira de que se eu tiver tal coisa, ou quando eu conseguir fazer tal coisa, finalmente eu vou ser feliz. Eu falo, olha, se você conseguir essa tal coisa e você parar, de lutar, de entrar no dia e falar assim, cara, onde é que eu vou pegar esse domínio que eu conquistei em certas coisas?

Falar, olha, o que é próprio do domínio quando a gente consegue dominar uma coisa? Vocês não perceberam como é que é o nosso segundo movimento depois do domínio? O domínio, ele é expansivo por natureza. Ele é domino, né? Ele é espaçoso, ele se expande. Um dia eu vou dar uma aula para vocês fazendo um exercício sobre uma tentativa de criação do mundo. Então vejam, tudo nessa vida tem entropia negativa. O que é entropia negativa? É um sistema que perde energia. Nós temos entropia negativa. Nós somos um sistema que se você não botar um carboidratozinho, uma glicose para dentro, você vai definhando o universo.

ele se expande, e quanto mais do lado de fora você está dele, ele se expande com mais velocidade, né? Vocês entendem isso? Bom, isso é um dado da física, né? Isso é física. O que significa isso? Significa que tem alguma coisa no mundo que alimenta o mundo, que tem uma entropia positiva, e que empresta essa entropia para o mundo se expandir. Isso que eu estou falando é física, mas também é teologia. Isso é a vida da Santíssima Trindade, por exemplo, na teologia, um amor expansivo. Então, vocês veem, quando vocês comem um chocolate gostoso, vocês já perceberam que na hora que vocês dominam o mundo, comer um chocolate gostoso é o domínio do mundo do personagem, é a experiência da beleza.

Vocês já perceberam que vocês querem dar testemunho disso? Vocês querem falar isso para alguém? Se não tiver ninguém, vocês falam até sozinhos. Porra, que chocolate bom da porra. Não é assim? A gente fala sozinho. A gente é expansivo com aquilo que é grandioso. Então, dá para a gente olhar para a nossa personalidade e de verdade? Você vê, isso eu percebi muito cedo, porque quando eu anotava lá a vida dos velhinhos que eu atendia, que eu fazia companhia, eu percebi muito cedo que os velhinhos que estavam lá na pestalose, tirando folha seca de árvore, limpando o chão, eles tinham diariamente essas experiências da felicidade por causa das pequenas obras realizadas.

por causa das pequenas obras realizadas. Eu vou contar umas bobeirinhas pra vocês, pra vocês não acharem, eu não vou chegar aqui e falar assim, ó, ó, eu quando falei, por exemplo, né, casei com a minha esposa, peguei o filho no colo, me formei no curso de comandos anfíbios nas forças especiais, Nesses grandes dias que a gente olha pra obra e você vê a obra, né? Uma obra. Isso começou na minha vida quando eu li a história de uma alma de Santa Teresinha com uns 15, 16 anos.

A vi fazendo coisas ridículas num convento. Aí eu me lembro que eu cheguei numa missa pra participar de uma missa na igreja católica e cheguei muito antes pra ficar lendo o livro. Aí eu cheguei na igreja, tinha um papel de uma bala de hortelã, que é meio verde e meio branca, né? Uma bala antigona, mó tempão que eu não vejo essa bala. Aí tinha um papel desse na igreja. Eu peguei esse papel de bala, peguei esse papel de bala, aí eu li em volta e falei, pô, a igreja não tá mais suja, tá limpa.

Eu tinha lido Santa Terezinha, né? Peguei esse papel de bala, botei no altar onde ia ser celebrada a missa, me ajoelhei e me emocionei e ofereci pra Jesus e falei pra ele, mais ou menos assim, que é uma coisa que eu ainda falo mais ou menos parecida hoje, com alguns ajustes. Falei, Senhor, hoje isso aqui é o que eu tenho pra te oferecer, um menino de 15, 16 anos, eu não tenho muita coisa pra fazer. Ele falou, eu vim aqui, a igreja tá meio suja, eu vim aqui, limpei um pouco e tá aqui.

Logo depois disso, chegou a ministra da Eucaristia, me viu colocando um papel de bala em cima do altar e deu um grito comigo, né? Aí eu peguei meu papelzinho de bala, saí e falei, bom, cumpri a minha obra e me senti profundamente feliz, pô. Por quê? Por quê? Porque era eu realizando o domínio do dia, da felicidade. Então, como que a gente pode, como é que é o exercício diário de fazer isso, de ir se temperando nisso? você tem que pegar a sua vida hoje, tentar estabilizá-la.

O que é uma estabilidade? Depois a gente fala com calma de estabilidade, para o pessoal não sair fazendo besteira. É difícil, né? A galera sempre faz um monte de besteira com as coisas que eu falo. É normal. Pegar uma estabilidade e falar assim. Eu vou dar um próprio exemplo desse da missa. Eu vou falar, olha, a missa é uma coisa que eu vou, pelo menos tento, muito às vezes, algumas épocas da minha vida, não durante muito tempo, durante um ano mais ou menos. Alguns dias eu ia à missa duas vezes no dia, no começo, né?

Aquela coisa de apaixonado, né? Todo ano, todo ano, eu pego uma parte do ano, um mês próprio, pego um livro sobre missa e tento aperfeiçoar mais um pouquinho aquela estabilidade. Então veja, eu não estou ao longo dos meus anos procurando novidades nessa vida, procurando novidades nessa vida. Eu falo, olha, eu tenho que pegar as coisas que eu já entendi que são os grandes amores duradouros e eu tenho que i-as aperfeiçoando sempre, sempre, sempre. Então se eu parar aqui para falar para vocês, por exemplo, sobre missa, sobre as coisas que eu faço na missa, como é uma missa para mim, você vê, hoje o meu filho me perguntou assim, papai, porque você se emocionou na missa?

Hoje eu me emocionei na missa, conversando com São Pedro, ele falou, é, eu aprendi ao longo dos anos que os santos estão na missa presentes, quando você aprende isso é uma parada meio estranha, mas vocês não sabem, o que é conversar com essas pessoas na missa ao longo de 10 anos, 15 anos, 20 anos, vocês não sabem. Talvez vocês saibam o que é se transformar numa pessoa. Então vejam a maravilha disso. Existe a substância da vida humana, a terra onde ela vai se desenrolar. Na substância, Existe um modo de operação da vida humana que é geral para todo mundo.

A temperança é temperança para todos nós, né? Só que existe um modo de operação individual da natureza sobre a substância que se chama essência, que é o que dá a esseidade, é o que faz o Diego ser esse e não outro, que na vida do personagem no palco o transforma ninguém. Ou seja, você vê, um dos anos da minha vida foi lendo o Banquete do Cordeiro. Um dos anos da minha vida foi lendo o Banquete do Cordeiro, pô. Se vocês pegarem as obras completas de São Pedro e Julião em Mar sobre a Eucaristia.

Entendem? Então, vocês podem fazer um pouquinho disso ano após ano. Estou dando o exemplo da vida, da missa. Mas vocês têm que fazer isso. Por exemplo, as pessoas perguntam assim para mim. Pô, Diego, me fala uma bibliografia. Quem me conheceu há uns 10 anos sabe que eu citava dezenas de bibliografias. por palestra. Eu saía citando nomes de muitos filósofos. Por que eu parei de fazer isso? Eu parei por causa das três pessoas, porque a partir do momento que eu comecei a falar das três pessoas, não tem mais sentido eu ficar falando da consciência a modo Louis Lavelle, porque da maneira que eu falo já não é mais do modo dele, quando eu falo sobre certas coisas.

Por exemplo, se eu falar do que é a experiência da presença total, aí eu vou falar do Louis Lavelle. Vocês lembram? A experiência da presença total do Louis Lavelle. Vamos ver aqui como é isso com as três pessoas. Então, olha. Por exemplo, esse exemplo da presença total do Louis Lavelle. A presença total, ela carrega uma experiência nesse sentido aqui. Essa aqui é a minha vida, minha dor. a luta de hoje, o que é a felicidade desse Diego, desse Diego? Todo mundo tem casamento, é natural, é da natureza humana, todo mundo vive esse casamento em cima de uma terra, uma terra própria, a substância do matrimônio, que são duas pessoas presentes no mesmo lugar vivendo, Mas esse casamento aí, ou essa tua busca pelo casamento, essa tua luta do dia de hoje, se você der um passo hoje, um passo hoje na tua luta, no teu mistério, na tua dor, você é capaz de sentir uma profunda felicidade, de forma que você pode, com a sua consciência, olhar para a sua vida de um dia bom, um dia que deu certo.

Um dia que o seu marido drogado ficou sem drogas e jantou bem. E acabar aquele dia e de noite você se emocionar e se alegrar, porque naquele dia você fez um roteiro como você acredita e ele foi cumprido. Vocês entendem? Então na luta dessa tua vida, você tem a experiência da felicidade. enquanto as pessoas passam a vida achando que é se eu tiver a experiência da vida dos outros que eu vou ser feliz. A felicidade não pode ser achada de maneira nenhuma na experiência da vida dos outros.

Isso é impossível. Isso não é a constituição da vida humana. Então, olha só, essa semana teve um dia que eu cheguei no trabalho. Quando eu cheguei do trabalho, quando eu cheguei no trabalho e desliguei o carro, da minha Zafirinha velhinha, 2010, o radiador estourou porque a ventoinha parou de funcionar, porque o conector da ventoinha entrou em curto-circuito. Então, ele entrou em curto, ou seja, a ventoinha, que é o ventiladorzinho, parou de funcionar, aí o radiador, que é esfriado pela ventoinha, não foi resfriado, aí o radiador estourou como modo de segurança.

Aí eu olhei para o carro e falei assim, bom, Eu não tenho mais o carro aqui. O carro tá aqui, tá no trabalho, tá ok. Ninguém vai mexer no carro. Eu vou largar minhas coisas aqui dentro do carro e vou pra casa correndo. E aí peguei e fui pra casa correndo. Corri aí uns 30 e poucos minutos, 40 minutos. Cheguei aqui, bati na porta de casa todo suado, pra caraca, todo molhado. Minha esposa e as crianças não tinham entendido nada. Aí eu cheguei em casa feliz.

em cima de um motivo que todos nós poderíamos reclamar, né? Caraca, me ferrei hoje. Por quê? Porque eu já entendi como é a vida humana, pô. Se o carro tivesse bom, eu ia ter que lutar por uma outra coisa pra ser feliz, pra melhorar alguma outra coisa, pô. Mas o carro tá ruim, eu vou aproveitar e eu vou dominar o mundo do jeito que ele tá, da maneira que ele tá, vocês entendem? Vocês já viram? Se não viram, vejam a live do vitimismo, pelo amor de Deus.

vocês não podem ser vítima de nada nunca, nunca, nunca, então vejam, uma pessoa que chega numa terapia, porque foi abandonada pelo marido, porque não sei o que lá, caramba, e ela chega destruída, a gente vai sofrer junto, então vejam aqui o que eu estou falando, eu peço diariamente a Deus, quando eu acordo, Beijo o chão e falo, Sérvia, eu tenho o meu jeito de fazer isso, eu acaricio o chão. Aquele meu beijo é como o beijo do sacerdote no altar no início da missa. A gente sabe porque ele beija aquele altar, porque ele vai ser sacrificado ali.

Eu beijo o chão e faço um carinho no chão, encosto a minha bochecha, o meu rosto e falo para Deus, a gente vai entregar o nosso sangue aqui. Esse é o nosso lugar de luta, de alegria, das tristezas. Vocês entendem? Nesse chão aqui, nesse chão aqui, eu não vou encostar a cabeça pra repousar. Essa terra não tem lugar pra eu encostar a cabeça pra repousar. Essa terra é um lugar pra eu entregar aqui a minha carcaça, o meu sangue, e a minha felicidade vai nascer dessa entrega, dia após dia, por uma dor, por uma luta, por um amor, vocês entendem isso?

Então, essa luta que vocês têm hoje, vocês não podem olhar pra ela e odiá-la, porque ela é a felicidade de vocês. Quando eu fui pro curso das Forças Especiais, o curso de comandos anfíbios é um curso, que você vê. Eu fui instrutor desse curso, depois que me formei, né? Então, teve ano no curso, aparecem lá 100 pessoas para fazer o curso, para fazer teste físico, uma porrada de teste, exame médico, vão para o curso. Teve ano que não formou ninguém no curso. Todo mundo foi embora, todo mundo foi embora.

Tem ano que forma 5, tem ano que forma 3. Isso de casa aí, de gente que começa no início lá, no exame médico, que bate nos 100. Eu, quando estava no curso, e via geral indo embora assim, aí a pessoa falou assim, Zé Aron, tu não pensa em ir embora não? Eu falei, cara, esse aqui é meu lugar, pô. Você viu, quando tinha os momentos que a gente entrava naquele tanque lá de água escura, de água nas noites, com uma porrada, com o nego se afogando pra caraca a noite inteira, eu tremendo, com hipotermia, eu tocava lá no fundo daquele tanque de água, E falava assim para Deus, Senhor, eu quero estar aqui, esse é o meu lugar, eu vou lutar aqui, vocês entendem?

Onde o carro está quebrado e é o meu carro, esse é o meu lugar, com o meu filho no hospital, aí falou, ah, porque se eu estivesse em casa agora, mas meu filho está internado, aí falou, é, esse é o seu lugar, é o seu lugar de construir uma obra, a felicidade humana não está em você se livrar daquele lugar, está em você descobrir uma obra que você vai realizar, e quando essa obra se realizar você vai sentir o gosto da felicidade humana, e vocês tem que se apaixonar por isso, de sentir esse gosto dia após dia, e de no dia seguinte, pedir como santa Terezinha pedia, ou como santo Afonso de Ligório naquele livrinho da oração, Senhor, coloca uma pessoa na minha frente que sente dor… para eu ajudá-la, eu não quero ficar aqui nesse mundo sentado quando Santa Teresinha fala, Senhor, eu não quero passar mais um dia sem sofrimento, parece masoquismo dela, mas a gente sabe o que ela estava falando, ela falou assim, na verdade o que ela estava falando, Senhor, eu descobri que a felicidade humana é conseguir me doar completamente para realizar uma obra, vocês entendem?

Porra, então por que vocês estão reclamando? do que vocês têm agora, você entende? Do que você tem agora. Eu falo, Diego, mas eu não tenho uma pessoa para me fazer companhia e eu estou ficando velho. Eu falo, o que você quer hoje? Você quer casar? Então veja, hoje faz esse movimento de casar. O que é o movimento de casar? É tentar sair para conhecer uma pessoa. Se você fizer isso hoje e conhecer uma pessoa, no dia de hoje, no dia 9 de junho, Sabe o que vai acontecer contigo hoje, se você conhecer uma pessoa que daqui a uma semana pode se mostrar nada a ver com a sua vida, nada a ver, daqui a uma semana tu vai ver que tu não quer mais ver a cara dele, mas se você se colocar hoje a caminho para tentar realizar essa inclinação aí do teu coração, da tua vocação, que para hoje você fala que é uma grande dor porque você não consegue, Se você conseguir fazer isso hoje, esse movimento em direção à obra, você vai dormir, vai deitar de noite com a cabeça nas nuvens e o coração pulsando de alegria, pô, por ter conhecido uma pessoa hoje e que te dá esperança de cumprir isso daqui a um dia.

Você tá entendendo o que eu tô te falando? Da mesma forma, você que tá sendo traída, você que tá com problema financeiro, Você entende? Eu estou falando para olhar para a nossa vida, e falar assim, cara, esse é o meu caminho de felicidade hoje. De forma que, como o Louis Lavelle falava, da presença total, de forma que a gente olha para a nossa vida, e a gente fala assim, essa vida aqui, essa vida aqui, ela é tão minha, tão minha. Eu não escolhi várias coisas, mas se eu pudesse escolher essa coisa, entre milhares do mundo, eu escolheria essa.

Eu escolheria essa. Eu lembro uma vez conversando com meu pai e com a minha mãe, eles falando assim, tipo pra mim assim, de o que o papai conseguiu fazer por você, o que a mamãe conseguiu fazer por você, e eu falei pra eles o que é a verdade, pô. O que é a verdade. Eu não escolhi meu pai e minha mãe, mas se eu pudesse ter escolhido entre todos os pais e mães do mundo, eu os escolheria mil vezes, pô. Mil vezes. Eu escolheria essa minha vida, com meus dramas, com as dores, mil vezes, porque ela é a única maneira que eu tenho de conseguir um caminho diário de felicidade, essa é a única maneira, ou seja, isso que você tem na mão aí hoje, é um tesouro de perfeição, vocês entendem?

Um tesouro. Mas vocês não podem hoje querer ficar com umas pessoas assim, cara, eu preciso enriquecer logo para eu parar de trabalhar, eu fico brincando aqui com a minha esposa. Cara, se eu envelhecer aqui nessa terra, se as crianças se formarem e saírem de casa, se eu estiver aqui em casa, aí já enchendo o saco da minha esposa e tal, hoje, eu saindo da paróquia, da Santíssima Trindade, aqui é a paróquia onde eu frequento, Eu olhei uma parte da parede sem reboco, né? Falei assim, cara, se eu envelhecer nessa terra, eu vou vir aqui num dia da semana e estiver aposentado, né?

Não conseguir mais trabalhar ou fazer outras coisas, sei lá. Eu vou vir aqui e vou rebocar essa parede. Vou vir aqui e fazer as coisas, hoje em dia, hoje em dia eu não tenho que fazer aquilo, hoje em dia eu tenho que saber a lição de história do meu filho e fazer cartões para ele decorar as coisas e treinar junto com eles e explicar aquilo que vai servir no futuro, você entende? Se eu fizer essa obra hoje, Daqui a pouco, quando eu sentar na minha cama, e olhar para a minha vida, e olhar nas coisas que eu acredito com o crítico, eu faço roteiro em cima dessas crenças, e eu tento executar no mundo, e eu executei, eu vou me emocionar de alegria no final do dia, porque eu ouvi o meu filho falar de história, com paciência, vocês entendem?

Isso é o fruto da ciência da temperança, né? Só a ciência da temperança do personagem no mundo pode provar isso que eu estou falando para vocês. Se vocês tentarem, se vocês não acreditarem, quem é meu paciente sabe. Tem paciente que chega para mim, vou dar um exemplo, TDAH. TDAH é uma coisa extremamente simples de se curar. As pessoas, elas só não acreditam no remédio, e elas não têm quem as ajude a tomar, tem que tomar antibiótico durante 10 dias, 3 vezes ao dia de 8 em 8 horas, daí com a criança ela não vai conseguir, tu vai ter que ficar junto com ela para fazer.

Ele falou, olha, é muito fácil se curar de TDAH. Ele falou, o teu TDAH, ele te torna com dificuldade de fazer qual atividade? Eu não consigo estudar, eu só consigo estudar 3 minutos por dia. Ele falou, é isso que você consegue? hoje nós vamos tentar quatro, se você tentar quatro hoje e a gente conseguir juntos, você vai se sentir feliz, essa é a vida humana, mas vocês entram na vida humana, eu sei que vocês entram assim, eu sei que vocês entram assim porque vocês chegaram assim na terapia, vocês entram na vida humana tentando achar um jeito de parar de lutar, Isso é uma doença estrutural da personalidade, uma doença típica de roteirista, uma disfunção de roteiro de vida.

Vocês acham que existe um travesseiro gostoso nesse mundo que vai aconchegar a cabeça de vocês, e não vai. Enquanto vocês não ajustarem a verdade sobre a experiência humana nessa vida. É falar, eu vou entrar aqui, vou lutar e vou entregar minha vida aqui. E baseado nessa verdade, vocês setarem a esperança do roteirista. Então qual é o meu roteiro de vida? É entrar no meu dia hoje e pedir pra Deus, na minha oração diária, um lugar pra eu gastar a minha vida, pô. E não ficar calculando descanso.

Calcular descanso, pô! Quando que eu posso dormir de novo? Quando que finalmente isso? Quando? Quando? Quando? Ai, amanhã! Eu nasci no dia de Santo Expedito, né? Dia 19 de abril. É bonito, né? A imagem de Santo Expedito tem um corvo com os dizeres na boca, né? Crass! do latim amanhã, tanto é que essa é a origem da palavra procrastinar, deixar para amanhã. Santo Expedito enfia uma lança, um dardo naquele corvo com cras e está escrito no mesmo latim a palavra odie, hoje.

Em latim a gente pode dizer o relativo agora também de nunc, Nunc et ignora mortis nostre, como a gente reza na oração, agora e na hora da nossa morte, é agora, é hoje e não crás, amanhã, não é amanhã que teu carro vai ficar bom que tu vai ser feliz, não é amanhã que tu vai encontrar um homem que tu vai ser feliz, não é amanhã corrigindo teu marido que você vai ser feliz, não é amanhã quando ele se converter que você vai ser feliz, porque a felicidade humana não é assim, a felicidade do homem está em achar um lugar agora pra você dar essa tua vida pra alguma coisa que vale a pena e olhar pro teu sangue derramado no chão e uma árvore crescendo daquele sangue alimentada pela tua vida e daquela sombra você fala assim ó, é eu fui quem eu deveria ter sido, eu sou aquele que sou, eu serei e aquele que serei.

E aí vocês vão conhecer essa felicidade daquele que era, daquele que é e daquele que vem. A felicidade das três pessoas, ela está nessa unidade de uma obra completa. Essa é a experiência humana de felicidade. Se vocês conseguirem se temperar disso um tempo, Eu prometo pra vocês de coração que não vai ter nada nessa vida que impeça vocês de cumprir o que o coração de vocês tem que cumprir. Agora, porra, vamos parar com essa bobeira de... Ai, quando eu conseguir isso, finalmente eu vou ser feliz.

A felicidade está nessas pequenas vitórias do dia a dia. Beleza, pessoal? Obrigado pela companhia de sempre de vocês. A gente vai se temperando, né? Eu me tempero um pouquinho de vocês, vocês se temperam um pouquinho de mim. Vamos que vamos, bom descanso.

Conceitos nesta aula
Série · episódio 38 de 46

Papo Matinal

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