A estrutura da pessoa
Não é problema de vocação, é preguiça (Ânima Podcast)
- as três pessoas (personagem/crítico/roteirista)
- a vocação de dominar
- a graça = presença
- vocação não é problema, é preguiça
- predestinação e livre-arbítrio (o jogo de xadrez)
- pecado = buscar o bem e errar o alvo
- os transcendentais (belo/verdadeiro/bom)
- ó feliz culpa (atualização do mundo)
- o sorriso liberta da lógica
- o exame de consciência (unidade das três pessoas)
Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 34:23.
“Mas o que são essas coisas das três pessoas? Explica para a gente. [...] É a personalidade humana em três pessoas.”
Trechos da aula
É a personalidade humana em três pessoas.
Isso é igual o problema terapêutico de transição de carreira. 90%, não é problema de vocação, é preguiça.
Só existe uma terapia nesse mundo, que é a terapia da presença, que é a graça.
O pecado é um homem que está buscando o bem e erra o alvo.
Transcrição completa
Olá, pessoas, eu sou a Kenia e tô aqui com o... Bertaldo, e hoje não estou de azul, primeira vez no podcast sem a minha camisa azul, que coisa, meu Deus. E vamos começar mais um Ânima Podcast, o podcast mais católico desse Brasil. E antes da gente falar com o nosso convidado de hoje, lembrar vocês da loja Ânima Oficial. Olha, hoje eu tô com esse cordão aqui, lindo de Nossa Senhora. Deixa eu ver, vira pra cá. É bonito mesmo. Não é bonito? É, só tem coisa bonita na loja.
O nosso livro. O nosso livro. Esse aqui é de presente pro convidado. Nosso livro. Olha, esse é um importantíssimo pra ler pras crianças. É, pra ir explicando, vai ter que... Apesar da linguagem estar fácil do livro, mas dá pra ir contando as histórias. E também, acabou de chegar, gente, eu tô tão feliz que chegou. Cadê? A capelinha que eu mandei fazer com a oração de proteção à Nossa Senhora, a oração mais antiga atribuída à Nossa Senhora. Então, é pra botar do lado ali da saída da porta da tua casa, onde você tem a imagem de Nossa Senhora, o que você tiver ali perto da saída, ensinar pros filhos, ensinar pro marido, ensinar pra mulher.
não sair sem rezar isso. Exatamente, é só fazer essa oração. Oração de coração. Nossa, ficou lindo mesmo, né? Então, tá lá na Loja Ânima, Loja Ânimo Oficial ponto com. A vossa proteção recorremos Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas e nossas necessidades, mas livrai-nos sempre todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Ai meu Deus do céu, ficou fofo, ficou bonito. Então eu gostei. Ótimo. Minha mulher disse que não é fofo, é bonito.
É bonito. Fofo não se aplica aqui. Não se aplica. Então hoje, o nosso convidado, professor Diego Reis. Tudo bem, professor? Seja bem-vindo. Tudo bem, graças a Deus, muito obrigado. Eu realmente me sinto muito feliz de estar aqui com vocês. Já ouvi vários bate-papos de vocês no ânimo, acompanho. É, que bom. E é muito legal, quando a gente passa ali, chega aqui, vê o ambiente e entra aqui pessoalmente, é uma maravilha. Muito feliz de estar aqui. Obrigado pelo convite. Que bom, uma alegria pra gente. E olha, gente, o currículo é interessante do professor, porque ele é professor de filosofia.
Mas não para por aí, porque é pós-graduado em filosofia clínica e psicoterapeuta. Ele tem mais de 20 anos de atendimento no Brasil e no exterior, principalmente no Oriente Médio, quando morou no Líbano e na África. Gente, olha isso. Além disso, ele é capitão de corveta da Marinha do Brasil, oficial superior, fuzileiro naval da Marinha, católico e o principal. Ele é casado com a Maria e pai de cinco filhos. Isso é o principal, né? É, vou atualizar então pra vocês, são seis que a Maria tá grávida.
Ah, que lindo! Parabéns! Pai, atualiza. Aqui também é o negócio online, né? É, vai marir pais de seis filhos. Que lindo! Os meninos todos têm José no nome, os meninos todos Marias. José Pedro, José Antônio, Maria Rita, Maria Helena e Maria Tereza. E o próximo ainda não sabemos qual que é. Não sabe se vai empatar com as Marias ou se vai ter um desempate. Ainda não sabe se a mulherada vai tomar conta de vez, ainda não sabemos. Que bom, que Deus abençoe. A melhor coisa, o atendimento no Líbano era em qual idioma?
Então, lá no Líbano, a principal língua é em árabe, mas lá na cidade de Beirute, onde eu ficava mais sediado, a maioria das pessoas falavam inglês e francês. Então, eu atendi bastante gente lá, falava com o pessoal muito em inglês, mas é interessante isso. O Líbano, na época que eu estive lá, que foi em 2013 e 2014, tinha cerca de 9 milhões de libaneses. No Brasil, nessa mesma época, tinha 12 milhões de libaneses. Então o Líbano é aqui. Pois é. Lá tem muito brasileiro, muito libanês que morou no Brasil.
Muita gente que fala português lá também. É interessantíssimo a gente chegar no Oriente Médio e com medo de se sentir perdido e se sentir extremamente à vontade. Chegar lá na esquina, ter um barzinho, comer um quibe, conversar com a turma, falar do futebol e tudo em português. É, tem uma maravilha. A gente jogava muito futebol lá com os libaneses. Muito futebol. Sabe que você passou dois anos lá? Não, eu passei... Na verdade, ao todo a missão foram uns nove meses. É que pegou 2013 e 2014, a transição, né?
E dá pra entender em nove meses alguma coisa de árabe? Então, eu trabalhava na área de segurança, né? Nessa parte, como fuzileiro naval. Eu fui por essa parte aí, militar. Pra mim era muito importante saber... Eu sabia alguma coisa de escrita. Por quê? Porque apesar da gente conseguir se comunicar em outras línguas, As placas e orientações, eu andava muito pelo Líbano, porque andava com autoridades, ia em muitos eventos longe, né? Então eu precisei ter uma noção boa de algumas coisas que eu precisava de árabe, sobretudo escrita.
Eu precisava me orientar no país, saber o que estava escrito nas placas, né? Sobretudo, como se escrevia Beirute, né? Para indo nas placas e eu voltar para Beirute em árabe. Então eu tinha aprendi o... o alfabeto árabe, um pouquinho de como escreve, e o engraçado é que quando eu fui aprender a falar um pouco assim, como lá eles têm os sons muito guturais, muita coisa de garganta assim, muito trazendo daqui, tipo tinha vários sons vogais que pra mim eram a mesma coisa, que era tipo uma tosse, uma coisa que tu trazia assim.
Aí eu falava assim, mas esse não é igual a esse som, ele não é completamente diferente. E eu produzi o mesmo som pra falar vários sons consonantais, mas não é fácil não. Dizem que pra você aprender árabe tem que levar uns cinco anos. É, eu acredito. Tem muito de aptidão das pessoas, né? Eu conheço umas pessoas que tem uma aptidão gigantesca pra línguas. Eu nunca me preocupei, mas eu nunca me preocupei muito com língua, eu brinco com a minha esposa, o meu negócio, como eu trabalhava lá com gente do mundo inteiro, que eu trabalhava em alguns órgãos pela ONU, Eu falo com o pessoal, eu falo, olha, vocês querem, por exemplo, aprender inglês, aí o pessoal quer aprender muito o sotaque certinho, as nuances e tudo mais, eu falo com o pessoal, cara, eu cheguei lá no Líbano, cada um falando o seu inglês, você vê o indiano falando, good price for you, my friend, você vê, eu falo, cara, qual que é o sotaque de inglês assim?
Então, tipo, eu acho que as pessoas que tentam sair falando, às vezes, Acaba sendo muito mais fácil do que... Porque se comunica. Mais positivo. É isso mesmo. Agora, como eu sou sanguínea, os sanguíneos são um pouco avoados, eles esquecem as coisas. Eu falei da loja, falei do livro, falei do livro do convidado e não entreguei. Que coisa horrível. Esse aqui é seu. Eu ia não ficar tranquilo, eu ia cobrar no final. Tá com a dedicatória, inclusive. Eu já tava ali, ó. Eu falei, olha aí, ó.
Eu falei, aquele ali é meu. Que coisa horrível. Agora, antes da gente falar, enfim, dessa tua passagem na Líbano, na África... Porque você começou como fuzileiro, primeiro você fuzileiro naval, depois que você fez filosofia. Então, as coisas foram muito, aconteceram muito juntas pra mim, né? Até o pessoal fala assim, caramba, como é que pode você aí meio que seguir duas carreiras? Como é que aconteceu isso tudo? Eu entrei pra Marinha quando eu tinha 15 anos, entrei para o colégio naval, lá em Angra dos Reis, que é um ensino médio, e depois fiz escola naval aqui no Rio de Janeiro.
Isso que passou em primeiro lugar, não foi? É, foi, passei no concurso em primeiro lugar para o colégio naval. Então, com 15 anos, quando eu fui para o colégio naval, uma das coisas que foi até muito importante para tudo o que aconteceu foi o fato de eu ter sido o primeiro lugar. Porque a gente, quando a gente quer fazer alguma coisa na vida, a gente sempre se orienta pelas pessoas que vão bem naquilo que a gente quer fazer, né? A pessoa que quer jogar futebol, ela olha assim e fala, bom, se eu quero ser um bom jogador de futebol, eu vou olhar pra quem?
Quem são os melhores jogadores de futebol? Eu uso muito, vocês vão perceber depois a gente fala com mais calma, a palavra domínio, né? Quem domina. a arte. A gente é orientado, sobretudo, por esses domínios. Então, por exemplo, a gente quer ser católico. Quem que a gente procura? Quem que domina o catolicismo para a gente? Os santos, né? Se eu quero ser católico, eu vou olhar para os santos. Como que eu sou um grande católico? Olha para os santos. Então, vejam. Eu, na minha época ali, com 15 anos, eu tinha um certo domínio das coisas que eram importantes para as pessoas que concorriam comigo.
Afinal de contas, elas queriam a mesma coisa que eu, né? Então eu tinha uma precedência sobre meus amigos por causa dessas coisas intelectuais. Por exemplo, a prova de matemática do Colégio Naval era a prova mais difícil na época, classificada como da América Latina. Uma prova de 20 questões, que era realmente muito, éramos 16 mil e poucos candidatos. Eu fui o único do Brasil que acertei todas as questões, que tirei 10 na prova. Depois fui 01 do concurso geral. Então, tipo assim, eu tinha uma precedência pelos meus amigos que me olhavam assim e falavam, o que a gente quer, o Diego, o rei, que é o nome de guerra, tem de sobra.
Quando eu entrei, eu tenho 37 anos, quando eu entrei para o colégio naval eu não tinha celular para ligar para casa, falar com meus pais, a gente ficava na fila do orelhão lá, isso se os veteranos deixassem o primeironista falar. Então o que acontecia muito lá, que eu falo muito isso com o pessoal no mundo da terapia hoje, que explodiu um pouco. Um dos motivos de explodir tanto a terapia é a falta de grandes amizades. Por que eu tenho certeza disso? Porque a gente resolvia os problemas da nossa vida com bons amigos, com amigos que eram bem orientados na vida, que tinham domínio sobre as realidades que viviam e que nos orientavam.
Então tipo assim, eu passava a minha vida ali em internato, então eu fiquei praticamente oito anos no internato, vivendo a vida com os meus amigos da minha idade ali. E aí, eu na época sabia jogar futebol, né? Fui pra equipe de futebol lá, porque sempre o pessoal escolhe um esporte pra ir fazendo, desenvolver atividade física e tudo mais. E aí o pessoal falou assim, não, não, não, o Reis, você vai para a equipe de vela, porque como você é o 01 e a vela é uma coisa muito da marinha, é legal ter o 01 da turma, da equipe de vela.
Eu falei, mas eu não sei velejar, eu sei jogar futebol. Mas ninguém sabe velejar, cara. Fica tranquilo. Quem que veleje vai chegar aqui com 15, 16 anos, entendeu? Pois é, os filhos deles sabem. Se algum deles passar para o Colégio Naval, vai ser uma raridade. Chegou lá alguém que... Eu quero ir para a vela porque eu sei velejar, mas é difícil, né? Mas eu fui para a vela e isso me levou a ter que ficar lá no sábado para competir em regatas. E aí, nessa época aí dos meus 15 anos, eu era fissurado.
Eu gostava muito, assim, de... resolver problemas matemáticos, físicos. Então eu era metido com essas coisas de Olimpíadas. Fazia Olimpíadas internacionais e questões russas. Isso era um grande desafio que eu tinha na minha época e ali no meu métier. Então, como eu ia muito bem nessas coisas, naturalmente eu atraía um pouco a atenção das pessoas que viviam em volta de mim. E, obviamente, a gente, por exemplo, eu ficava isolado, me isolava. Lá a gente morava num alojamento com 236 pessoas. Eram 236... Um alojamento, né? Com beliches...
O quarto de mesmo todo mundo. O mesmo quarto de todo mundo. Caramba, era um galpão. É tipo isso. Você olha assim e realmente... É um ambiente só, você entrou em um ambiente e dormem 236 pessoas lá, tomadas de cento e poucos beliches. Também que eram novos, que aí não roncavam. Alguns roncavam. Olha, isso era muito engraçado, porque tinha gente que quando chegava pra dormir, às vezes mais tarde, porque tava estudando e tal, sacudia uns três caras assim, que roncavam muito alto, aí eles paravam de roncar, porque dava aquela despertada, era o tempo de tu conseguir dormir antes deles voltarem.
Então tinha várias brincadeiras em cima disso aí. Então, às vezes eu queria ficar sozinho e eu me escondia na capela. Eu sempre fui católico, mas não me interessava assim tanto pelas coisas católicas. E aí um dia eu ia pra capela, ficava lá resolvendo minhas questões de matemática, de física e tal. Posso falar uma coisa? Que triste isso, ninguém ia pra capela, só você, pra se esconder. Era pouquíssima gente. Pra se esconder. É porque tinha os momentos certos da capela, né? Entendi, entendi. Eu procurava outros momentos assim, tinha os momentos do grupo católico, que foi onde eu realmente frequentei lá e participei bastante, né?
Então, eu certa vez fui pra capela e aí fui sem meus livros. E aí fui lá no altar, peguei a Bíblia e olhei algumas questões lá. Eu abri no Evangelho de São Mateus no capítulo 5, o Sermão da Montanha. E aí fiquei profundamente apaixonado por aquelas questões lá, que eu já conhecia porque eu frequentava a missa todo domingo, uma vida normal. Só que eu, naquele dia, eu realmente tinha um tempo ali e falei, eu vou pensar nessas questões aqui com a mesma seriedade que eu penso em física, matemática.
E aí aquilo tomou conta de mim, assim, de uma maneira avassaladora. Então, desde aquele dia, eu fui, dia após dia, largando as minhas questões de física, de matemática por aquelas questões. E, junto com isso, os meus amigos, quando percebiam que eu estava estudando essas coisas mais humanas, né, e tinham seus problemas humanos, Pela precedência normal que eu tinha para eles, deles sempre me trazerem as questões de física e matemática, eles começaram a me trazer questões humanas, normais da vida. Um, tinha problema com o pai, era abandonado pela mãe e tal, essas coisas.
Então, desde esse momento da minha entrada, eu comecei a viver essa realidade. E por que eu contei o negócio da vela? Porque como eu comecei a ficar lá os sábados para velejar, nos domingos eu comecei a frequentar uma pestalose, uma casa de repousos que tinha lá em Angra dos Reis, para ouvir histórias das pessoas que moravam lá, dos idosos das pessoas. Então, mais uma vez, reforçando as questões humanas e eu tinha o mesmo desafio. Quando a pessoa me falava assim, eu sinto uma dor. em interior, um abandono, eu sinto uma tristeza, eu sinto uma angústia, eu me sinto depressivo.
Eu comecei a encarar aquilo com a mesma aventura que eu ficava seis horas, sete horas pra resolver um problema de Olimpíada Russa de Matemática. Então, daí eu nunca mais larguei. E aí comecei com 15 anos, eu comecei, por exemplo, a ler aquela coleção de Patrística hoje, que eu vejo que bastante gente coloca nas suas bibliotecas uma coleção verde, né? Aquela coleção ali eu devorei até uns 17 anos, uns 15, uns 17 anos, e a vida dos santos, né? Eu comecei a ler vida de santo atrás de vida de santos, assim de...
Eu, a primeira relação que eu fiz, na época, quando eu tinha 15 anos, em 2002, eu fiz uma relação, existiam 36 santos doutores na igreja católica, 33 santos doutores. Hoje nós temos 37, né? E aí um dos primeiros que eu li que está naquela coleção, que aquela coleção começa com os padres apostólicos, que tiveram vínculo com os apóstolos, depois com os padres apologistas, depois vem os primeiros grandes santos que combateram heresias. Um dos grandes, Santo Irineu de León. Ele tem um livro nessa coleção que chama Contra as Heresias.
Há diversos hereses. Santo Irineu de León era discípulo de São Policarpo de Esmirna, que era discípulo de São João Evangelista, apóstolo de Cristo. Então, Santo Irineu de León, ele viveu ali no século II, e aí como eu li, foi uma das primeiras coisas que eu li, ele não era doutor da igreja, hoje ele é. Ele é o 37º doutor da igreja nomeado doutor. Depois nós tivemos mais três doutores... Você sabe quais são os requisitos para nomear um doutor da igreja? Então, um doutor da igreja, ele atende praticamente o que a gente precisa muito nele.
É óbvio que tem uma percepção subjetiva do Papa e das pessoas que têm algum poder ou influência para levar essa questão adiante. Por exemplo, Desses 37 doutores, nós temos quatro mulheres, né? Santa Teresa d'Ávila, Santa Catarina de Sena, Santa Teresinha e Santa Ildegarda de Bingen. Santa Ildegarda viveu no território, na época, que hoje a gente conhece como Alemanha. Ela foi proclamada doutora no papado de Bento XVI. Então, tipo assim, é óbvio que entram os critérios. Agora, um critério de doutor ele tem alguma coisa de vínculo com o que a gente deveria entender que é o doutorado do mundo moderno.
Como é que é o doutorado do mundo moderno? Para ser mestre a gente faz uma dissertação, para ser doutor a gente faz uma tese. Então normalmente quem é um doutor da igreja? é quem tem uma tese sobre alguma coisa que influencia decisivamente na igreja. Isso pode envolver, por exemplo, a dogmática. Como que envolve a dogmática, por exemplo? Os doutores da igreja recebem é uma espécie de codinome, né? A gente diz, é como se a gente chama Pelé, o rei do futebol, por uma figura de linguagem, Antonomasia, né?
A gente diz que, por exemplo, São Tomás de Aquino é o doutor angelical, né? E a gente, por exemplo, Santo Afonso Maria de Ligório, o doutor, doctoris moralis, né? O doutor da moral. Então, normalmente, o trabalho deles de doutorado tem muito a ver com esse tipo de arranjo que eles foram e mergulharam. Então, por exemplo, São Tomás de Aquino, por que a gente chama de doutor dos doutores? Doutor angelical porque ele tem um tratado de angelologia, né? É difícil ver uma pessoa que mergulhou no tratado sobre os anjos como São Tomás de Aquino.
E que não é nem simples a pesquisa. Pois é, não é nem simples, ele usa aquela estrutura de Dionísio Areopagita e leva aquilo a uma perfeição gigantesca. Mas a gente tem também os doutores como Santa Teresinha do Menino Jesus, que em épocas grandiosas da igreja sustentaram a igreja com um amor gigantesco que resolve problemas históricos. E ao mesmo tempo uma simplicidade, né? Então, você vê, ela é uma doutora da infância espiritual. Ela é uma doutora de uma época da igreja católica, da época de uma grande heresia, né?
Do jansenismo, né? Que foi combatido em duas frentes. Na frente de Santo Afonso de Ligório, por causa da moralidade. O grande doutor da moral. ir na frente dela pela vida espiritual reorganizada no seio de uma pessoa que vive a vida comum, porque como é que era muito espírito jansenista? Ele era muito daquela coisa que se fala assim ó, a gente fazia apostolários ou rosas ou arranjos de flores para Nosso Senhor no seguinte sentido, eu rezei dez terços, eu fiz cinco penitências, sabe? E as pessoas, a gente estava muito nessa época, uma época comportamental das coisas muito pragmáticas Isso também no mundo da filosofia, todo corroborado por isso.
Se a gente pega as filosofias do mundo tão toda nesse sentido, é a época da Revolução Industrial, do ápice, no século XVIII na Inglaterra e depois expandindo pelo mundo no século XIX. Então você vê. Ela trouxe a santidade da igreja de volta para aquela coisinha dela lá, do como que eu vou arrumar a cama e oferecer isso para Nosso Senhor, a coisa do dia-a-dia, da vida comum. Eu me lembro até hoje, quando eu li a vida de Santo Teresinha, a história de uma alma, quando eu cheguei lá, eu fiquei como eu tinha vindo dos santos doutores, porque eu fui lendo na ordem.
Quando eu tinha 15 anos, eu escrevi os 33, obviamente, cronologicamente, ela estava aqui no final. Eu vim... Imagina com tecangelologia, com não sei o que, aí chega lá como... Em Santa Terezinha. Na simplicidade, no arrumar cama, no dizer sim, no suportar o sofrimento, na na via de santidade, e você assim, caramba, olha a diferença. Sim, sim. Então você vê, e eu tô falando disso por quê? Porque os santos doutores eles vão muito nesse medidor. Vou te dar um outro exemplo assim, vou falar pra vocês um exemplo outro grandioso.
Você vê, quando a Igreja dos Mártires, a gente chama alguns nomes de épocas assim da Igreja, quando a Igreja dos Mártires começou a resfriar no seguinte sentido, no sentido de começar a se aceitar, ou seja, começar a conquistar o coração do Império Romano, O martírio vermelho foi acabando e começou a tal da igreja do martírio branco, a igreja dos monges. Ela começou dos monges que iam para o deserto, inclusive que dá origem ao monasticismo, mono. Então você vê, isso aí gerou vários problemas na época da história da igreja, a época dos monges.
Quando que os monges se acharam completamente e o monasticismo cresceu e tomou conta da Idade Média? quando eles aprenderam a fazer o monasticismo, o mono, o solitário, comunitário. Então, depois da época dos monges, a igreja entra na época das comunidades monásticas, onde a gente tem São Basílio de Cesaréia, Santo Agostinho, São Bento... Entra os cenobes aí. Entra toda essa galera do monasticismo. Então, você vê... Mas do comunitário. Isso, do comunitário. Essa coisa aí... É ver os cenobitas. Sim, sim. Aí é uma playhead, né? Esse mundo monástico é uma maravilha.
Eu tive na escola naval, depois na... Quando a gente sai da escola naval, a gente faz uma viagem pelo mundo, chama viagem de ouro, assim, viagem de instrução. A viagem de ouro, de instrução, só um parênteses, eu tive no navio escola. E aí eu fui representando, não me lembro se foi o prefeito, se foi o governador, acho que foi o prefeito. E essa época eu tava lá na prefeitura. E aí eu achei muito interessante que o navio ia partir pra essa volta aí. E quando você bota o pé na escada do navio, a banda toca.
Então a banda que toca, né? Aí a turma que vem pelo mar, que vem primeiro um almirante, depois vem o cara da escola, depois vem um por um, e cada um tem uma pitinho diferente. Não é? Quando o cara vai embarcar ou quando o cara vai anunciar... O cerimonial é diferente no apito e na corneta, para cada autoridade. Para cada autoridade. Cada autoridade tem o seu toque diferente. E eu achei interessante aquilo porque o cara bota o pé na escada e aquele troço começa todo. Parece que o primeiro degrau liga o negócio.
E aí depois me vem o ministro da Marinha, amigo. Ele veio na frente do barco e você vai vendo aquele barco vindo e ele parecia o Rambo, meu irmão. O cara parecia o Rambo. Assim, tipo, entendeu? Impoluto, peito estufado, todo cheio de medalha. Aí o cara toca aquele apetinho, o outro grita, não sei o que lá. Eu falei, Jesus, olha que negócio. E aí eu caí na... Acaba a cerimônia, abre ali o convés e tem aquele local ali de conversar e comer um salgadinho e tal ali, né?
E aí eu falei com ele assim, eu falei, Almirante, eu tenho um sonho. Aí ele falou, qual que é? Eu falei... Dá a volta ao mundo no navio, não. É um negocinho de nada aqui, eu queria só dar uma voltinha no mundo. Eu falei, o Mirante, eu tenho um sonho. Eu queria conhecer o submarino. Ele falou, quer conhecer o submarino? Ia pra já, pera um minutinho, fulano e tal. Era o comandante do submarino. Ele falou, mostra o submarino pra ele. Rapaz, eu passei duas horas e meia dentro do submarino.
Claro, foi assim, primeiro, uma grande aula. Eu nunca vi um local para ter tanto registro, né? Vai ter válvula para o cara abrir, para o cara fechar, para não sei o quê. Depois... O senhor, que era o comandante submarino, que me levou lá... Primeiro, gordinho não entra no submarino. Pra descer de terno ali naquele... Pra descer ali já é um negócio complexo. Aí eu fiquei vendo naquele... Não sei como chama aquele telescópio. Ele abaixou o telescópio, eu fiquei olhando pra um lado e pro outro. Ele até tirou a foto.
Ele falou, ó, não pode tirar a foto. Mas eu vou tirar a foto pra você guardar de alemã. Eu só botei no cofre a foto. E ele foi me explicando cada coisa e eu vi que num submarino... A gente mora em locais muito grandes. O cara pra tomar banho de submarino, você sabe melhor do que eu, ele puxa uma portinha aqui, puxa uma portinha aqui e ali desse jeito, com as duas portinhas puxadas no corpo dele, ele toma um banho. O sarcófago pra onde o cara dorme.
Depois tem uma roupinha amarela ou laranja que você põe que você tiver que explodir pra poder sair. A sala do comandante é uma mesinha de... Meio centímetro, é impressionante como aquele negócio funciona. Otimização do espaço. E o que eu mais fiquei impressionado é que os dois motoristas, digamos assim, do submarino, não estão no mesmo lugar. Tem um na frente e um atrás. Eu falei com os caras, não conversa não, como é que o cara sabe onde é que o cara tá indo? E eu gostei muito daquela experiência, mas só pra te dizer que eu tive nesse navio e você tava lá.
Depois, quem não tá acostumado com navio, o navio tava atracado no porto e ele faz assim, ó. Lentamente. E você não vê que ele tá fazendo lentamente. E quando você desce dele, você continua a fazer lentamente desse jeito. É assim ou não é? É assim, é assim. Mas tudo bem, desculpa com parentes que foi grande. Minha mulher já tá me olhando aqui. Foi comprido, já saiu do assunto, já foi pro navio dele. Minha mulher tá aqui com a cara pra mim de quem diz assim, o que que tu foi falar que tu teve no navio escola?
Eu gostei. Eu gostei aquela... É uma baita da experiência. Sabe o que apareceu agora? Quando a mulher pega e dá aquele cutucão embaixo, assim, pro marido, né? Pra, tipo, mudar o assunto. Aí, por que você tá me cutucando? Quase isso que ele fez aqui agora. Não, mas ela não fez nada, né? É uma telepatia que vem com o casamento. Ela emite ondas, e essas ondas chegam à minha cabeça e são processadas... Ainda mais depois de algumas dezenas de podcasts. É, as ondas chegam... Tá voltando que você tava no navio escola então.
Não, mas deixa eu... Para não perder. Sim, no navio escola, mas para a gente entender. Como é que você fez essa... Para a gente não perder no assunto. A transição de ser um fuzileiro naval para filosofia. Então, aí que tá. Eu não fiz a transição. Eu não fiz a transição. Mas você deixou a marinha? Não. Ué, então não saiu. Eu sou militado ativo. Ah, você já tá ativo? Fiz agora em janeiro, 22 anos, inclusive. Ele é capitão de corveta. Ele toma conta de uma corveta. É, só que no caso, eu como fuzileiro, né?
A minha função é mais de terra. Tipo assim, o capitão de corveta da armada, ele tem essa ligação com a corveta. O meu, mais no caso, é tipo uma equivalência com o major do exército. Ah, entendi. Então você continua sendo capitão de corveta e professor de filosofia. Isso, isso. No quartel, eu sou da área, inclusive, de operações especiais. Sou das forças especiais, comandos, paraquedista. Mergulho, essas coisas todas. Você pula também? Eu salto de paraquedas. Jesus, mas ele faz tudo. Ele nada, ele corre, ele pula, ele salta.
Ele lê a história toda da Patrícia. Então, você vê, eu fui ao longo desses anos todos. É que o pessoal às vezes acha, né? O pessoal às vezes ou se converte agora ou toma um gosto pelas coisas depois. Qual que é a minha vantagem? A minha vantagem é que eu comecei há muitos anos, né? Então, como eu passei sete anos no internato, Eu tive muitos anos... Hoje em dia eu não consigo ler quase nada. Eu chego em casa, tem uma comunidade lá dentro de casa, né?
Não consigo agora sentar assim... Mas se você não lesse antes, você não era filósofo, não. Mas eu aproveitei um grande período da minha vida. Um excelente período de muita energia, de muita coisa. Então você vê, ó... Por que que eu parei e fui falar de Santo Irineu de Leão? Porque Santo Irineu, no Adversos Éreses, ele fala assim, ó... Ele estava combatendo várias heresias que surgiam a partir da cabeça do homem, né? Pra variar. Pra variar, nossa cabecinha maravilhosa, né? Aí ele começa a aprender, tentar puxar o homem pro mundo real.
Então ele fala assim, olha só, pra gente ir com segurança pras coisas metafísicas, A gente precisa olhar pra física, porque o ser humano chega na metafísica pela física. É por isso, inclusive, que ela tem esse nome, metafísica, porque ela vai além da física e através dela. Pra chegar nas coisas invisíveis com segurança, o ser humano tem que partir das coisas visíveis. Pra chegar nas coisas imateriais com segurança, ele precisa das coisas materiais. Quando ele falou isso pra mim, Falei assim, cara, isso aqui é uma maravilha para mim.
Porque eu tenho domínio do mundo físico, eu adoro. Você entende? O que está certinho ali da matemática, o método, um método correto de tu não ficar assim, dois mais dois são quatro. É, mas eu estou triste. Pois é, mas dois mais dois são quatro. Você entende? Isso dá uma estabilidade para o mundo. Então, ele falava muito dessas coisas, da gente olhar para o mundo, olhar para a vida de Cristo. E você vê, eu falo para o pessoal, O pessoal hoje acha, depois a gente se der tempo a gente fala um pouco disso com mais calma, que eu fundei uma nova escola de psicologia e é empolgado com a coisa das três pessoas que eu faço e pergunta de onde eu tirei.
Eu falei, olha, quando eu comecei a estudar psicologia e eu lia as obras de Freud, as obras de Jung, os seminários de Lacan, eu lia essas coisas depois ao longo dos anos. Só que quando eu cheguei nessas coisas, Eu já tinha lido milhares de anos da história da igreja, de filosofia e de teologia. Então, quando eu cheguei no mundo da psicologia, sempre com a tentativa de dominar mais coisas para resolver mais problemas e ajudar mais as pessoas, eu falei assim, pô, mas isso aqui é horrível.
Eu falei assim, mas e agora, o que eu faço? Tanto é que eu ia para a psicologia e decidi não ir. Fui para a filosofia clínica que eu conheci na época, na Europa ele chamava de counseling, uma coisa que você trata as pessoas através... Eu falei, que maravilha, porque eu não quero tratar as pessoas e entrar num lugar para aprender o que Freud fala, o que Jung fala, eu não quero isso. Eu quero tratar as pessoas com o que eu aprendi da verdade que eu li ao longo dessas centenas de anos.
Então, onde eu fiquei? pelo menos aí 500 anos, se botar o concílio da calcedônia no século V, onde São Leomagno, um dos doutores, proclama o dogma cristológico da divindade da humanidade de Cristo. Então você vê, a igreja ficou 500 anos discutindo sobre o ser humano e a pessoa. Nós temos 500 anos maravilhosos de psicologia, de filosofia, de teologia, tudo impregnado na nossa Cristologia, você entende? Em entender o coração de Cristo, a cabeça de Cristo, tá tudo ali, pô. Tá tudo ali. Então hoje em dia é, por exemplo, uma tragédia, uma das coisas que eu mais sinto uma profunda alegria em fazer são os meus alunos sacerdotes, seminaristas, quando o pessoal me chama em lugares assim, porque eu vejo hoje sacerdotes e seminaristas que ficam sete anos, três anos de filosofia e quatro de zoologia e quando saem eles acham que tem que fazer faculdade de psicologia para levar as pessoas para a perfeição.
Isso é uma grande verdade, isso tem muita gente fazendo isso. É, pois é, pois é. Inclusive fazendo mestrado e doutorado. A partir daquilo ali que vai conhecer o homem. É, você vê, o Bertaldo, eu essa semana, na semana passada eu fiz uma live E aí eu estava explicando para o pessoal, através de uma compra de macarrão no mercado, como que o ser humano passa a funcionar mal. Eu usando a coisa aí das três pessoas e tal. Como que o ser humano passa a funcionar muito mal.
Mas o que são essas coisas das três pessoas? Explica para a gente. Então, aí vamos lá. É a personalidade humana em três pessoas. Você criou uma teoria aí. Isso. É, aí vamos lá. Então, como é que funciona com isso? Aí depois você volta para a história dos macarrão. Tá. Olha só, então nessa época aí, eu tô lá, né, com meus problemas de física, santo Irineu, as pessoas, o sofrimento humano e tal, aí eu tô ali tentando ver várias coisas e na minha cabeça, quando eu olhava pro mundo, assim, pro mundo, pras coisas do dia a dia e depois separado pras coisas da teologia, né, eu sempre fazia o exercício de pegar o que santo Agostinho falava, você vê, No outro dia eu dei uma aula sobre angelologia, falando sobre questões de matemática, como que a hierarquia dos anjos obedece exatamente com a quantidade de linhas que resolvem um problema de matemática.
Quando eu comecei a perceber que essas coisas tinham uma unidade, qual que é a unidade? Se o biólogo está lá verdadeiramente olhando para a mitocôndria da célula, E ele consegue descobrir como é que aquele treco funciona, para que ele serve, o que faz ele adoecer, as causas, as consequências da mitocôndria. Que ciência ele está fazendo? Biologia, né? É isso? É a biologia que trata desse objeto. Mas de onde saiu aquilo? Quem que pensou naquilo antes do biólogo? Pelo menos Deus pensou, porque foi quem criou. Deus pensou.
Então se a biologia conseguir atingir um nível de falar a verdade sobre a mitocôndria, ela virou teologia. Porque ela está falando sobre a cabeça de Deus. Vocês entenderam isso que eu falei? É claro, entendi. Essa foi a percepção que me fez fazer tudo que eu fiz. Eu falei, bom, então vamos lá. Pô, então se eu sei matemática e isso aqui tá na cabeça de Deus, a matemática da cabeça de Deus é a psicologia que vai fazer o homem funcionar bem, é a teologia da hierarquia dos anjos.
Então, o que eu queria encontrar? Eu queria encontrar dentro de mim uma ciência que pudesse ajudar o homem com as coisas mais elevadas nas coisas mais simples. Por isso que Santa Terezinha me encantou na época que eu a estudei. Então, como que eu fiz isso e é o que o pessoal gosta muito da coisa das três pessoas? É, obviamente tem os mistérios aí do que as pessoas, de como as coisas são conduzidas na nossa vida para que a nossa vocação vá acontecendo, né? Por exemplo, eu me recordo de uma época que um dos livros da matéria literatura na escola naval, no colégio naval, era a Elida.
E eu me recordo de uma passagem lá que Aquiles vai enfiar a espada em Agamemnon e aparece Atena, né, que é a deusa da sabedoria dos gregos, e segura a mão dele. e explica pra ele que isso não ia ser bom, né? Eu li isso um ou dois dias antes do evangelho que a gente vai ler em breve da paixão de Cristo falando pra Pedro, pra São Pedro, pra segurar pra não cortar, depois que ele corta a orelha de Malcom, né? Então você vê, essas coisas foram me fazendo ter uma percepção de várias coisas de uma vez só.
Eu falei, cara, mas esse negócio tem aqui, mas tem na mitologia, mas tem aqui e tal. E aí qual foi o processo que eu fiz? Eu fiz um processo que depois eu aprendi metodicamente como era em Santo Agostinho, o tal do ouro do Amores, do Santo Agostinho. Eu peguei as coisas que venciam o tempo, ou seja, O que é que tem a duração no mundo e que não é vencido pelo tempo, por exemplo, sobre a personalidade humana? Que é uma coisa que não se sabe até hoje por aí o que é assim.
Pergunta para um psiquiatra, para um psicólogo, o que é a personalidade humana? Aí o pessoal te conta uma historinha, faz uma simbologia e tal. Onde que eu achei a experiência completa da personalidade humana? Na única maneira que o ser humano tem até hoje. de fazer com que uma personalidade humana encarne hoje na nossa vida no dia a dia. Por exemplo, se eu quero saber como é a personalidade de Aquiles, que eu acabei de falar aqui, como é que eu faço isso? Eu preciso ir lá no passado, descobrir tudo o que falavam sobre ele, todos os juízos de Aquiles lá no passado.
Aí eu pego aqueles juízos todos e faço um roteiro, escrevendo uma vida de Aquiles baseada no passado. Esse roteiro, eu vou ter que pegar um personagem, fazer com que esse personagem aprenda aqueles juízos, aprenda esse roteiro e consiga interpretar no palco. Aí a gente conhece uma obra humana, a vida de Aquiles. É assim que a gente conhece uma personalidade. Então você vê... Então não são três pessoas de um ser. Então, com a gente, conosco, É, porque eu para vir aqui, por exemplo, eu tenho vários juízos que me trouxeram aqui.
E aí, a partir dos juízos, eu pensando lá nos juízos, olhando para o passado, que é onde a gente vai se orientar, eu fiz os meus juízos, falei, pô, acho que vai ser legal estar lá. E aí, eu construí um roteiro para vir aqui. Como é que eu chego até lá? Tem que ter um roteiro, pô. E aí eu tô aqui agora com o personagem no palco, tentando falar sobre as minhas crenças do passado e um roteiro que eu fiz de como funciona isso aqui. Ou seja, eu tô tentando dar uma unidade para os três tempos humanos unificados aqui na pessoa.
Tanto é que como é que é o exame de consciência da igreja? A gente não senta na cama lá ou a joelha? O que que a gente vai testar lá? A gente vai testar assim, ó. Eu acredito que ser um pai paciente vai me fazer feliz e vai fazer meus filhos serem bem formados. Então eu faço um roteiro para ser paciente com eles. E eu levanto e vou para o dia. Aí tem dia que eu chego de noite e falo assim, cara, o que foi eu vivendo hoje, perdendo a paciência com meus filhos?
Aí eu olho para essas três pessoas, uma em cada tempo, uma do passado, uma do futuro e essa do presente. E o que eu vou testar? O que é um exame de consciência? Ele é um teste para a unidade das três pessoas humanas em que sentido? O que eu quero saber de noite que me faz deitar em paz? Eu fui quem eu deveria ter sido? Aí eu percebi que essa força da personalidade tinha no teatro, que avançou durante toda a história e que hoje a gente vê maravilhosamente no The Chosen, por exemplo.
Só que isso na história da igreja tem uma beleza que avançou na história e que conquistou o mundo nos exercícios espirituais de Santo Inácio de Loyola. Os exercícios espirituais de Santo Inácio de Loyola são uma experiência de você pegar juízos do evangelho, construir roteiros e imaginar lá dentro. Quer ver? Quando eu era novo, o padre Marcelo Rossi fazia isso. Pensa agora que você está num lugar cheio de árvores, com tranquilidade. O padre Paulo, quando eu era pequeno, minha mãe ficava lá com um copinho de água para abençoar, ele abençoava no final, ele fazia uma oração ináciana, que foi uma coisa que quando o santo Inácio fez...
Padre Marcelo Rossi? Padre Marcelo Rossi fazia esse tipo de oração há muitos anos, né? Você vê, isso que Santo Inácio fez e que conquistou a história, afinal de contas, a companhia de Jesus, foi avassaladora na Idade Média, sobretudo combatendo as reformas, porque ela é do século XVI. Calvino, Zwingli, Lutero, são todos contemporâneos. Aí você vê, bom, eu falei, cara, a gente nunca achou nada melhor do que isso. do que o teatro, um roteirista, um personagem e o avaliador, o crítico, né? Aí, ok, e tô eu lá estudando a minha teologia, aí cheguei na coleção patrística, tem lá, né?
A Santíssima Trindade de Santo Hilário de Poitiers, a Santíssima Trindade de Santo Agostinho, tem esses tratados lá, fora da patrística, da coleção, mas ainda dentro da patrística, a Santíssima Trindade de Santo Atanásio, doutor da igreja, E fui vendo essas coisas e fui usando uma coisa dentro da outra. Você entende? A matemática. Você vê, a primeira vez que eu dei aula sobre as três pessoas foi sobre a teoria da relatividade restrita do Newton. usando o encontro da luz com a luz que gera matéria, um neutrino, né?
Bombardeando dois raios de luz num acelerador de partículas, gera matéria. Não um ex nihilo, como a gente aprende de Deus, mas de uma coisa que é imaterial. A luz se relacionando com ela mesma gera mundo. Isso tem na física. Isso tem em Fátima. Isso tem em Fátima. Há um livro que descreve todas as vezes que Nossa Senhora fala da luz, ou da luz que metia no peito, ou da luz que as crianças viam elas indo para o céu, da luz que espargia pela terra, da luz que curava, é isso daí.
Então você vê, como eu conheci essas coisas? Quando eu vi, por exemplo, Santo Agostinho discutindo com Pelágio, com o monge Pelágio, sobre livre-arbítrio e predestinação. Para mim estava claro o que era aquilo pelo mundo físico do dia a dia. Essa experiência, por exemplo, a solução da predestinação e do livre-arbítrio. Ela acontece na minha vida, no cotidiano, quando eu jogo xadrez com o meu filho. Como? Eu sento lá e falo assim, pô, todo dia eu ganho esse moleque. Hoje eu vou deixá-lo ganhar. Ou seja, o que eu fiz?
Predestinei o meu filho à vitória. Não é assim? Aí ele senta lá diante do tabuleiro. Aí eu jogo. Aí eu falo, filho, joga. Ele fica me olhando achando que eu vou dar diquinha pra ele jogar. Só que ele não é cachorro. Se eu jogar pra ele, é igual o pastor alemão. Eu dei instinto e ele vai seguir o instinto que eu dei. Acabou a liberdade, né? Joga você, pô. Papai quer que você jogue. E se eu fizer besteira? Confia no papai. Joga, rapaz. Você é livre.
Joga. Tem as regras do tabuleiro. Papai quer que você jogue nas regras do tabuleiro. Joga. Não tem gente, por exemplo, na terapia, gente com problema de vocação. Ah, eu não sei o que Deus quer de mim. Ele quer que você jogue. Se não for absolutamente errado o que você vai fazer, se há decisão entre duas coisas certas, é só você jogar, pô. Aí você joga, meu filho joga, aí eu facilito lá pra ele capturar minha rainha, pra ser mais fácil dele ganhar. Aí ele mexe o cavalo pro outro lado, não captura a rainha, faz a maior besteira no tabuleiro.
Aí eu olho assim e falo, cara, vai ser difícil fazer esse moleque ganhar. Mas vou fazer, pô. Eu tenho um domínio sobre o tabuleiro, eu vou mexer as peças de uma maneira... É como São Tomás de Aquino dizia da confissão, né? A gente faz de besteira, o meu filho faz de besteira no tabuleiro, E quando eu faço a próxima jogada como um pai que domina toda a realidade, com a minha próxima jogada, ainda que a jogada dele anterior seja uma jogada horrível, eu consigo deixar o tabuleiro melhor do que antes e ele está mais próximo da vitória do que antes.
Isso tá na teologia, quando São Paulo fala que onde há vulto o pecado, superabunda a graça. Quando Santo Agostinho, a gente vai ver isso agora, próximo, na paixão. Quando Santo Agostinho chama a culpa de Adão de ó feliz culpa de Adão, ó félix culpa. A gente vai ouvir isso. É porque que ele fala isso? Porque se Adão não tivesse feito aquela besteira, não tinha Cristo. Então, tipo assim, a gente faz a jogada errada no tabuleiro, aqui não chamava isso de atualização do mundo, né? Deus, com a jogada seguinte, faz o jogo mais perfeito.
Tanto é que São Tomás fala, olha, a graça, por exemplo, de uma confissão. A criação do mundo... São Tomás de Aquino dizia que a graça de uma confissão é maior do que a graça da criação do mundo, porque o mundo foi criado pela palavra, né? e foi redimido pelo sangue, pela palavra e pelo sangue. Então tem muito mais mérito, tem muito mais doação, né? Deus nos deu primeiro a palavra, que fez o mundo ex nihilo, e depois ele deu a si mesmo com o seu sangue.
Então você vê, numa confissão, o tabuleiro, tu pode ter feito 70 anos de besteira. Numa confissão, tanto é que ele diz no Adoro te Devote, né? Uma gota de sangue de Cristo basta para salvar o mundo inteiro. Uma jogada minha do tabuleiro, depois de meu filho ter feito as besteiras inteiras do tabuleiro, faz ele ganhar o jogo. Então isso é dito, por exemplo, ele não fica tentando jogar, prever na cabeça dele para fazer a jogada dele para vencer, ele fica tentando prever, né? Pelágio achava que era o suficiente o esforço dele.
Não, eu vou prever aqui, vou fazer igual e vou me dar bem. Mas não vai dar certo. A previdência dele, que passou para o nosso nome moderno, hoje é meio pejorativo, mas a palavra portuguesa de previdência é prudência, prudência em latim. Ela depende da jogada dele completamente livre. Então como é que Santo Agostinho falava? Eu enfrento o mundo como se tudo no mundo dependesse só de mim e Deus não tivesse nada a ver com isso. Então eu prevejo a jogada e eu jogo porque eu sou livre.
E depois que eu jogo, eu me entrego à bondade do Pai, dono do tabuleiro, que vai me fazer vencer com a próxima jogada. Então depois que eu jogo, eu rezo pra Deus como se tudo no mundo dependesse só dEle. Então eu completo a perfeição da previdência humana com o seu intelecto, com a perfeição da providência humana com a sua bondade. Você entende? Isso é Santo Agostinho. Essa é a perfeição do livre-arbítrio, vocês percebem? Que existe um vínculo indissolúvel da predestinação com o livre-arbítrio, que é o coração de Deus.
O que hoje o pessoal chama de jornada do herói? Jornada do herói é um nome ridículão pro ouro do Amores de Santo Agostinho. O que é jornada do herói? Tu quer ficar milionário, aí você tem 69 anos. E não ficou milionário, Berto. Tem 69 anos. Aí eu peço pra tu contar a tua história, a história do tabuleiro de adresse. Fala assim, pô, minha vida foi um fiasco, porque eu fui traído quando tinha 37, fali quando tinha 42 e tal, e não consegui nada. 69 anos. Essa é a história da tua vida, um fracasso.
Se com 70 anos tu ficar milionário, como é que tu vai contar a tua traição, a tua falência? como a história de uma vitória. Não é assim? É, claro. Você canonizou a tua história. Então, o meu filho, quando me vence, com a jogada ridícula dele, ele me vence porque, obviamente, eu estou lá e o predestinei. Ele sai pela casa, chama os irmãos, comemora, ainda tem a cara de pau de parar do meu lado, botar a mão no ombro e falar assim, pô, papai, joguei bem, né?
Por quê? Porque se ele venceu, todas as jogadas foram perfeitas. Porque ele venceu o jogo. O que é isso para nós? Isso para nós no Evangelho é a parábola do trabalhador do último instante, da última moeda. Você vê, eu atendo satanista, eu atendo gente toda tatuada, cheia de parada, loprada, gente com vários casamentos, ex-seminarista, transexual, operado. Aí o nego fala assim, por que chega inclusive até mim? Porque quando eu olho essas pessoas aí, Eu sei que elas estão no tabuleiro de xadrez, que basta um único instante para Santo Agostinho fazer o que ele fez na vida dele.
Quando ele encontrou com Cristo, ele falou, pronto, encontrei. O trabalhador do último instante. Agora é só eu olhar para trás e contar a minha história inteira. Por que a Igreja Católica não diz que um cara que se mata foi para o inferno? Porque se o cara deu um tiro na cabeça dele, estourou os miolos dele, Se naquele instante ele se encontrou com Cristo e se arrependeu profundamente e se salvou, como é que é a história desse cara no céu? Ó feliz bala que estourou os meus miolos.
Vocês entendem isso que eu tô falando? Claro. Com as devidas proporções. É, porque se uma pessoa ouvir vai achar que pode sair dando um tiro na cabeça. É, mas... Tem que explicar. É, pois é, perfeitamente, maravilha. Essas explicações eu entendo. Então você vê, todas essas coisas. Mas você atende as pessoas? Sim, atendo todo dia, diariamente. Hoje atendi seis pessoas antes de vir pra cá. Ou seja, com todo esse teu embasamento, você consegue ajudar a pessoa a encontrar um caminho, porque muitas pessoas, como você falou, que você atende, chegam lá muito perdidas, muito desorientadas.
Mas é uma clínica. Então... É um consultório? É, eu hoje só atendo online. Atendo presencial, mas assim, muito pontual. Deu ir, tentar ajudar, mas o foco é online. Bom, e tem que ver os seus horários também com o trabalho de fuzileiro. Sim, porque eu trabalho todo dia, normal, no quartel. Você ainda é fuzileiro. Sim. Vai pra missão. Vou pra missão. Pinta a cara toda de verde. Vou, tenho. Bota a roupa camuflada. Depende muito de onde serve, né? Hoje em dia eu tô servindo num lugar que faz pouco missões desse tipo, né?
Mas agora me diz uma coisa. Tem uma coisa interessante. Você foi morar na rua? Então, aí vamos lá. Não foi uma opção sua isso? Não é que eu fui morar na rua. Como é que é essa história? Eu, lendo a vida dos santos ao longo desses anos, obviamente, primeiro foram os monges. Quando eu cheguei nos franciscanos e nos dominicanos, que são frades de mendicantes, que no século XII e XIII salvaram a igreja, uma época de doutores, inclusive. Por que doutores nessa época? Tipo, franciscanos tipo São Boaventura e dominicanos tipo o próprio São Tomás de Aquino, que era dominicano.
Porque eles salvaram a igreja uma época, tanto é que o Papa viu São Francisco segurando a coluna da igreja. Então você vê, quando eu cheguei na época deles, eu ali, adolescente, jovem, eu casei no dia de Santo Antão. Eu quando li Santo Antão, por exemplo, eu tentava no colégio, na escola naval, ficar me alimentando só de trigo, igual a ele. Então às vezes passava mal. Eu tentava ficar copiando a vida dos santos. Quando eu li os franciscanos, Eu nunca quis ser padre não, cara. Eu quis ser padre.
No início do meu casamento eu terminei com a minha esposa, com a Maria. No início do casamento não, no início do namoro. No início do namoro, logo no comecinho assim. Falei para ela, Maria, o negócio é o seguinte, eu vou ser padre, negócio de fuzil eu não vou estar com nada. Mas uma semana depois eu voltei, fui dar curso para as forças especiais, casamos, um monte de filho. O pessoal até me zoou até hoje, falou, pô, tu fez quase a mesma coisa. O padre mudou só um pouquinho assim de...
É, mas você estava testando qual é a vocação que Deus quer de mim, né? Então, eu sempre tive muita tranquilidade com isso, Kenne, por quê? Justamente por causa do que eu falei para vocês. Uma das coisas que o pessoal acha uma maravilha quando vem tratar a vocação comigo é que eu devolvo a liberdade para elas. Porque elas vêm assim, ó. Ai, eu não sei o que Deus quer de mim. Eu não sei. Fala, olha, se tu não vai fazer uma besteira, Ele quer que tu jogue, pô.
Igual eu fico lá sentado com meu filho, vem cá, você pode jogar? pra eu fazer você vencer o jogo? É isso que Deus quer da gente, entende? A gente fica assim, pô, mas o que será que eu faço? Ou seja, dê passos concretos. É, pois é, pô. Dê passos concretos. O Bertaldo sempre fala disso, né? O Bertaldo diz, dê passos concretos, porque é no passo concreto que você vai encontrar o seu caminho. É, na busca sincera da verdade, você vai achar. Foi isso que eu fiz, eu falei pra minha esposa assim, ó, eu vou terminar aqui, vou mandar carta pra eu sair da Marinha e vou lá ver qual é.
Tava de férias, E ela te olhou e fez... Tem certeza? Você pediu pra ir pra reserva? Pedi baixa na época, na Marinha. Alguém segurou a carta, né? É porque demora o processo, né? Demora, o processo demora. Eu tava de férias, tanto é que uma semana e pouco, duas semanas, eu desisti. Porque eu fui, comecei a ver as coisas... E resolvi, procurei um padre, ele me ajudou aí fazendo as coisas do seminário, aí conversei com vocacional e tal, em pouquíssimo tempo. Você descobriu que não era pra Itália?
Eu já vi que não era aquilo ali. Que não era aquilo ali. Pouquíssimo tempo, mas se eu não tivesse feito isso... Deus me quer, mas não aqui, dessa forma. Ele ligou pro DP e falou, gente, aquela carta que eu mandei, cancela aí, faça ruim. Ô, Keninho, olha só. Rasga aí, rasga aí. Rasga a carta. E Maria, yes. Arquivo processo. Eu sempre tive... Não, Maria foi gente boa, porque se fosse eu, eu ia dizer, meu irmão, agora tu fica lá com os padres, vai com Deus. É, agora tu tá achando o quê?
Qual é, cara? Agora vai dar hora de fuzileiro? Tu é de fuzileiro no quartel, meu irmão. Aqui em casa tu não manda nada. Tu é capitão de panela, de corveta, nem coisa nenhuma. A gente fala, Bertaldo, que a nossa esposa é sempre uma patente acima, você entende? Então, se ela é condição promovido, ela é promovida de cima, entendeu? É, exatamente. A minha você tem a certeza absoluta. A tua o quê? Duas acima, então? Não, não, não. A minha, ela já entrou no casamento igual o Núncio Apostólico, que é o...
Núncio, não. Igual o ordinário militar, entendeu? O ordinário militar, ele vem, eleita o bispo, não é? Para o ordinário militar e já entra como general, como brigadeiro e como almirante. Então é a mesma coisa. Gente, tem cheia de patente. A patente já entra essa, parceiro. É isso, nossas mulheres realmente merecem isso, merecem isso. E ordenam a nossa vida com esses poderes aí. Mas aí nessa época eu comecei a fazer pastoral de rua. E eu sempre, Santa Terezinha, eu aprendi com Santa Terezinha que a perfeição sempre está diante dos nossos olhos no que a gente fizer.
Por isso que isso sempre me deu uma tranquilidade. Eu quando escolhi entre o sacerdócio ou fazer o que eu faço, pra mim não tinha diferença de perfeição, você entende? Claro. de ser a plenitude da santidade naquilo que eu escolho. É isso que as pessoas não entendem. As pessoas dizem, nossa, mas é muito difícil ser padre. O que é isso, cara? Se for sua vocação. Ah, é muito difícil estar casado. Ué, não, mas você tem uma vocação no matrimônio? Ah, é muito difícil ser celibatário. Ué, mas é a vocação da pessoa.
Vai ser difícil se não for a vocação dela. É exatamente nisso que você está falando. Então, ok. Você não se encaixa naquela forma. É, essa coisa de não ser a vocação Se não for um erro que a pessoa tá fazendo, eu nunca vi acontecer no mundo concreto. Por quê? Por causa da predestinação. Porque Deus não consegue deixar de apresentar a perfeição pra nós até o último instante. Mas aí eu vou discordar de você no seguinte sentido. Deus apresenta, mas eu tenho livre arbítrio de querer ver aquilo e fazer aquilo ou não.
Então, eu já vi padres que deixaram de ser padres porque disseram, eu errei, eu errei nesse caminho, porque a minha mãe queria que eu fosse padre, porque eu tinha uma pressão muito grande da família e acabei entrando no seminário, me tornei padre, mas não era o que eu queria, no fundo Quando eu amadureci... Não jogou o jogo, entendeu? No fundo, eu joguei o jogo da minha mãe. Um exemplo. Não joguei o meu jogo. E me tornei padre. E aí, agora eu não quero mais ser padre.
E agora eu quero sair, sai, deixa de ser padre, pede licença ao Vaticano, o Vaticano vai, ok, reconduz ao Estado leigo, e casa, tem filho, e vida que segue. Agora eu sou feliz fazendo isso, porque eu não era feliz fazendo aquilo. É como se você usasse uma roupa que não te cabe, você fica... Então, se ele se salvar, Não, salvar vai. Se ele se salvar, isso aí se tornou a vocação dele. Não, tudo bem, ok. Ele tinha que ter feito isso aí pra chegar onde ele chegou, encontrar com Cristo, se ele encontrá-lo.
Ah, Nígel, você tá querendo dizer que isso também faz parte do Caísto? É, isso também colaborou. Isso também... Entendi. Mas não era a vocação primária. Só tem uma maneira, Bertaldo, do meu filho perder o jogo. E ele tenta, às vezes. A única maneira dele perder o jogo É ele desistir, desesistir, sair da minha presença. Então quando ele tenta desistir, eu seguro o braço dele e falo, filho, até o final, na minha presença. Porque o que é a presença? Nós que somos um pouco mais velhos, a gente ouviu isso na linguagem humana assim, ó, a que devo a sua presença?
Aqui devo a sua graça, Bertaldo. E aqui ainda devo o ar da graça dela. A graça no mundo físico, a graça da teologia no mundo físico, ela tem um nome e ela é encarnada no mundo, se chama presença. Então, por exemplo, o que é a graça do sacramento do matrimônio? A minha graça do sacramento do matrimônio? Se eu entrar em casa e minha esposa não estiver e meus filhos, Por que eu sento lá no sofá, fico rodando Instagram, molizão, e se minha esposa tiver presente, eu sou forte?
Por que o coitado do cara se tranca no quarto e fica lá na pornografia, masturbação, e se a esposa dele entrasse, ele era curado na hora? Porque a presença real é a graça. Vocês entendem? A teologia, ela tem encarnada no mundo o que é a graça que a gente tanto fala. Todas as graças. Se você pegar a graça santificante, a graça necessária, a graça do sacramento, a graça vocacional, todas elas são presenças reais no mundo. São essas coisas que, por exemplo, as outras religiões não têm.
Por quê? Porque elas não têm sacramento. Não têm Cristo. Elas têm o quê? Da trindade. Elas têm um pouquinho da parte material lá do crítico que vive no passado, que tenta procurar verdades e juízos verdadeiros. Ela tem um pouquinho dos roteiros da vida humana, que aperfeiçoam a vida humana e fazem um casamento funcionar bem, alguma coisa assim, e serem boas pessoas. Só que elas não têm o personagem no palco, né? Que tá ali, eu encontrei com ele aqui antes de entrar ali. que é o que a gente chama de sacramento.
O que é sacramento? Não é um sinal visível de uma realidade invisível que leva o mundo, o homem, para a perfeição. Isso é a definição de sacramento. Se for só uma realidade visível que mostra o que é invisível, é o sacramental. Qual que é a diferença para o sacramento? É que o sacramento tem potencial da perfeição, na graça, na plenitude da presença real, que é o que a gente chama do sacramento da Eucaristia. É a presença real. Isso é a graça. Isso é a graça. Só tem uma maneira do meu filho perder o jogo.
sair da minha presença. Na teologia, sair da graça. Só essa maneira. Se ele permanecer na graça, tudo é vocação. Tudo é vocação na graça. Tanto é que a gente escolhe, mas escolhe muito mais ou menos, Obertão. Tu viu, no outro dia eu li a história de São Maximiliano Kobi. Ele escolheu o campo de concentração, aquelas paradas... Ele não escolheu, pô. Ele escolheu outras coisas. Ele escolheu o sacerdócio, ele escolheu outras coisas. Então você vê, a gente tá aqui, ah não, a minha vocação... Hoje eu falo assim, ah não, a minha vocação é o matrimônio, é isso que vai me aperfeiçoar.
E se a minha esposa sofrer um acidente de carro com meus filhos e morrerem amanhã? A minha vocação continua com a perfeição diante dos meus olhos. Vocês estão entendendo o que eu estou falando? A gente hoje, isso não era assim. Isso não era assim. Eu vi isso na África, vi no Oriente Médio e a história da igreja está toda permeada disso. Olha o próprio São Tomás de Aquino. São Tomás de Aquino, ele foi ser dominicano? Ele falou não. Para onde um primeiro filho de uma família ia?
Ele escolhia. Não, é claro que não escolhia. Ah, não, porque é o meu desejo, o meu chamado. Ele falou, isso é coisa da modernidade, pô. O primeiro filho ia ser do clero. São Tomás de Aquino vai entrar num monastério beneditino pra se abar de beneditino. Ele entrou, cumpriu as coisas e depois o mundo foi se atualizando e a graça do jogo da perfeição vai acontecendo. Você vê, a gente tá aqui sentado, né? A gente fala assim, não, eu escolhi, vocês escolheram um ao outro casar. escolheram muito entre aspas, né?
Porque a aparição, ela nunca é escolhida. A presença sempre é dada de graça. Ah, eu escolhi minha esposa. Muito entre aspas, né? Primeiro ela me foi dada de graça, porque ela se apresentou como presente no mundo e depois eu respondi à presença dela. Vocês entendem? Então você vê, a gente fala assim, pô, a gente pega um pedaço da história da igreja, então, onde São Tomás de Aquino São Leão Magno, porque eram pessoas que foram como... O casamento arranjado, que é realidade em muitos lugares do mundo.
Ainda. Isso. Várias perfeições e santidades da igreja assim, aí você imagina um São Luís de Gonzaga assim, falando ah não, porque eu não queria, não foi o que eu escolhi, assim, sabe? As pessoas hoje usam isso para justificar sem vergonhice. É o padre que tá na sacanagem e fala assim, não, é porque eu não tinha, e não sei o que lá, e caramba. É porque não tá conseguindo viver a perfeição e acha que se casar vai viver, não vai viver. Se não tá tentando viver seriamente a perfeição, não vai viver em lugar nenhum.
Isso é igual o problema terapêutico de transição de carreira. 90%, não é problema de vocação, é preguiça. Então o que que tu fala pra pessoa dessa? Ah não, eu quero sair do mundo militar pra ser terapeuta, não sei o que lá. Ele falou, cara, mas tu já foi o melhor militar que tu poderia ser? Não foi, pô. Então também não vai ser um bom terapeuta, vai ser medíocre, vai ficar ali meio ano animado, um aninho animado e depois vai desanimar, porque não tá procurando a santidade a todo custo.
Em sentido contrário, Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus. Pode aparecer qualquer tragédia na tua vida, campo de concentração, tragédia e caramba. Tudo aquilo ali ó, eu conheci um rapaz nessa época da rua aí. Eu convivia muito com a Aliança de Misericórdia, a Toca de Assis, essa galera de rua. Eu dormia na rua, tentava achar albergue para o pessoal. Algumas vezes, na Presidente Vargas, para tentar tirar a galera de lá da rua, levava em albergue. Você vê, essa é a época dos franciscanos.
O rapaz tinha um câncer no pescoço que fedia, um câncer externo gigante. Aí participava da missa meio do lado de fora, porque era tipo o de Santa Rita, a ferida, fedia, né? A de Santa Rita, a ferida da testa da coroa de espinhos. Aí ele falou, rapaz, pô, você acha aí que, pô, Deus pode te curar? Você gostaria de não ter isso aí pra... Ele falou, olha, poder, Deus pode tudo, né? Agora, isso aqui, eu não queria não ter tido, porque eu só tô aqui por causa disso.
Eu só me achei na vida por causa desse câncer, você entende? Então, tipo assim, quem que tem vocação de ter um câncer? Não é que as pessoas têm vocação de. A questão é a seguinte, Deus é completamente maluco por nós. Ele é o pai do tabuleiro. E vai ficar até o fim. Só que qual que é a diferença ali do tabuleiro do meu filho? Que eu segurei o meu filho. Várias Deus segura a gente, né? Não vai sair. Mas a nossa liberdade, ela consiste em estar na graça ou não estar na graça.
Se nós estamos na graça, Nós estamos na plenitude da nossa vocação, não importa a circunstância. Você entende? Ah não, é o sacerdócio, é não sei o que lá. Aí as pessoas acham que isso tira a pessoalidade delas. Não, mas Deus me chamou a ser sacerdote. Sim. Quando que Ele te chamou? Quando Ele botou um sacerdote na tua frente. Você pensa assim, cara, eu posso ser feliz fazendo o que esse cara que faz. Ele botou lá. Mas tem muito filho que quer sair da presença e sai da presença do pai, deliberadamente.
Essa é a única tragédia. Agora, Hubertaldo, sobre isso aí... Dizem que, de passagem nesse livro aí, trata no mês de julho isso, uma frase de Nossa Senhora. Vistes o inferno? Para onde vão os pecadores? Você vê, ó. Como é que era a definição de pecado de São João Paulo II? O pecado é um homem que está buscando o bem e erra o alvo. Essa é a definição de pecado de São João Paulo II. O que é o pecado? É o homem que está buscando o bem e erra o alvo.
Santo Agostinho tem a famosa frase, né? Criaste-nos para ti, Senhor, e o nosso coração não descansa enquanto não te encontrar, enquanto não repousar em vós. O que que é essa tara indissolúvel que a gente tem pelo bem e a gente não consegue? Presta atenção nisso que eu vou falar, que isso é a nossa teologia católica. A gente não tem a liberdade para buscar o mal deliberadamente. Nós não sabemos fazer isso. O que que o satanista que eu atendo está tentando fazer? Por que que ele é satanista?
Porque falaram pra ele que se ele fizesse um pacto com o demônio, a vida dele ia melhorar. Ele tava buscando deliberadamente o mal ou ele tava buscando um bem? Ele tava buscando um bem. O cara que se mata, que tenta suicídio, o que ele tá tentando? Ah, eu quero o mal. Ele falou, não, não, não, não. Eu quero me livrar do sofrimento que eu encontro, eu quero um bem. A nossa constituição humana é inclinada completamente para o bem. Então, como é que isso, por exemplo, é no tiro?
Tá lá o alvo, com o 10 no centro, 9, 8... Aí eu faço todo o procedimento de tiro. Desde os pés até em cima, respiração, pés voltados pro alvo, tudo certinho, empunhadura e tal. Miro no 10... Tá! Caraca, acertei no 4. Isso é o pecado. Pô, vou fazer o pacto com o demônio, que finalmente minha vida vai melhorar. Errou o alvo. Putz, errei o alvo. Não bateu nem no 4. Errei o alvo. Acertei fora do alvo. Fora do alvo. São João Paulo II. Isso aí, associado com o mistério da grande bondade e misericórdia de Deus, faz com que nós não possamos desistir de ninguém nessa vida.
Porque a perfeição está completa diante do homem. em qualquer instante e momento que ele tá na vida dele. Então quando eu encontro o satanista, o cara escroto, o sacerdote que é operado, que agora é mulher... Eu olho pra ele e eu sei que eu posso ajudá-lo a ir pra perfeição completamente e canonizar a vida inteira de forma que quando ele chegar no céu ele possa falar assim, ó feliz culpa de Adão, ó feliz cirurgia que eu fiz, que na época é óbvio que é um sofrimento danado, porque você é maçã da bruxa, né?
Por fora a bela viola, por dentro o pão boloreando. Você vê, todo erro nosso é assim. Puts, eu achei que a mentirinha ia... Maçã da Bruxa, você tava buscando bem e errou o alvo. Tava buscando bem e errou o alvo. Obviamente, a pessoa pode falar assim, ah, então tanto faz se eu for fazendo besteira, né? Porque à medida que eu vou errando o alvo, a ciência da temperança nos diz que eu vou perdendo a liberdade. À medida que eu vou errando o alvo, o meu corpo vai sendo treinado pra errar o alvo.
O que é isso? O cara está lá todo dia, pornografia e masturbação, pornografia e masturbação, no final é só ele escolher Cristo e acabou. Pois é, só que no final a vontade dele está extremamente fraca para escolher. Então é muito difícil. O que é isso, por exemplo, na vida, uma coisa que encantou a igreja católica? No século XIX, na aparição de Nossa Senhora para Santa Bernadette, Santa Bernadette falou uma coisa que deixou os teólogos da época meio abismados. Ela falou assim, o pecador é aquele que ama o pecado.
Ela não falou que o pecador é aquele que comete o pecado, apesar de ser. Mas qual é a diferença do cara que comete o pecado para o cara que ama o pecado? A gente sabe que se tem uma palavra que expressa amor é sacrifício, né? Então você vê, é o cara que se sacrifica pelo pecado. Em que sentido? No sentido de se transformando nele, né? Porque isso vai tirando a liberdade. Então, não é que, ai Diego, pelo que você está falando, então não faz diferença, tanto faz, tudo que eu fizer.
Não, faz diferença. É óbvio que faz diferença. Se você está cometendo pecado, você está perdendo a sua liberdade. Porque as pessoas às vezes podem ouvir isso e falar assim, ah, então tá tranquilo, pô. Eu posso fazer o que for e o caramba... Ele tá no inferno, abraça o capeta. Eu posso fazer o que eu quiser e no final me salvar. Tem gente que fala isso. Eu tinha vários amigos que falavam assim, não, eu tô curtindo agora, mas depois eu vou escolher uma menina boa pra casar.
Ele falou, pois é. O problema é que o depois, você perdeu grande parte da tua liberdade. Ou pode não ter o depois. Ou pode não ter o depois. Não se esqueça disso. Agora você vê, ele quando tá fazendo isso, o que que ele tá buscando? O bem. E tá errando o alvo, como disse São João Paulo II. Mas ele tá buscando o bem... Como? Como personagem no palco. O bem, ô Kenia, olha só. Aqui, ó. O bem, a bola, o meio do bem. Ele tem três faces pra gente, o bem.
Tá aqui, ó. Isso aqui é água, né? Água. É um bem pro homem? Tá aqui um bem. A água, ela tem três faces para mim. O bem, ele tem três faces. Ele tem a parte sensível dele, que vai ser abraçada pelo personagem no palco aqui, no momento presente, o Diego vai provar dela. O nome dessa face do bem virada para o homem que prova tudo, sensorialmente, sensualmente, se chama beleza. Essa é a face do bem voltada para o homem. lá em cima no passado. Por que lá em cima?
Porque aí é mundo imaterial. Se eu for lá no passado, o que eu tô tentando fazer lá no passado? Eu tô tentando ver juízos, verdades no passado. Fé, crença, tudo isso que é a mesma coisa. Só tem nomes diferentes de acordo com a ciência. Com cada ciência. Aí eu vou lá, pô, tem um copo de água aqui. Eu tô com sede. Eu falo, olha, pela minha história, isso aqui pode ser um bem pra mim. Água, Então eu estou usando uma outra face do bem para me aproximar disso, a verdade.
Agora, se eu pensar assim, cara, futuro, futuro também, aqui em cima, olhando para o bem aqui no meio, olhou aqui debaixo, olhou daqui do passado, agora vou olhar do futuro. Caraca, pô, eu tô aqui no meio do mato, no meio da selva, quando eu chegar em casa eu vou tomar uma água geladinha. Fiz um roteiro de futuro. Por quê? Porque no futuro, o futuro roteirista da vida, ele só sabe escolher o melhor, o que é bom. O cara, quando escolheu o demônio lá, que tá destruindo a vida dele, ele escolheu achando que aquilo lá era bom.
Qual que é o problema? O problema é como Aristóteles já tinha percebido há mais de dois mil anos. A beleza, se ela não for verdadeira e bondosa, ela não é um bem. A bondade, se ela não for bela e verdadeira, ela não é um bem. A verdade, se não é bondosa e bela, ela não é um bem. Qual que é a nossa tragédia? É que eu sempre sou enganado por uma das três faces. Eu olho a mulher bonita e gostosa, e me esqueço da verdade, que eu sou um homem casado.
Eu olho a mulher bonita e gostosa e me esqueço do roteirista que busca o bem. Aquilo vai destruir meu casamento. Então eu vou comer ali na face de um bem que depois se mostra o que ele é. Qual é então o único defeito que o ser humano tem enraizado nele? A diferença do conhecimento do bem e do mal. Eu sou completamente tarado pelo bem, não consigo não ser. Isso é um ontológico do ser. Isso tá em mim, mas eu tenho uma dificuldade dentro de mim. Conhecer a diferença entre o bem e o mal.
Isso é a teologia católica, né? Isso é o pecado original. Qual é o nome da árvore? Árvore do conhecimento do bem e do mal. Não é isso? Na teologia. Você vê, no mundo real essa é a tragédia. Por que que isso é importante pra gente? Porque isso faz o nosso coração se aproximar do coração de Cristo quando encontra um grande pecador. Por exemplo, quando você atende um satanista e que, segundo você, está buscando o bem e infelizmente achou o mal... Segundo eu, não. Segundo São João Paulo II.
Segundo São João Paulo II, como é que você norteia ele de novo? Então, demonstrando a ele que ele não pode, por mais que ele esteja buscando o bem e claramente diante dele está o inimigo de Deus, como é que você diz, ó amigo, o capeta não né, vira pro lado de cá, como é que é? Só existe uma terapia nesse mundo, que é a terapia da presença, que é a graça. Que terapia é essa? Se o cara tem o juízo errado sobre o mundo, o juízo que é a vida do crítico, esse tarado pela verdade, esse do passado, a terapia dele é a presença da verdade conceitual na cabeça.
O roteirista que faz o roteiro da vida humana de futuro, ele vive num terreno chamado imaginação, a terra do futuro. Isso que eu estou falando para vocês, das três pessoas, está em um curso introdutório de 30 aulas. Por exemplo, todas as virtudes teologais, cardiais da história da Igreja, são cada categoria de vida de uma dessas três pessoas, que são a teologia da Santíssima Trindade. O cara vem lá. Diego, eu tô aqui com um problema diante de você. Aí eu falo, beleza, qual que é o problema?
Aí ele vai me falar o nome da bola do meio. Sabe essa bola que eu tô falando pra vocês que tem três bonequinhos aqui assim, ó? As três pessoas? Ele vai me falar o nome da bola do meio. Casamento. Aí eu escrevo lá, bolinha em branca. Ele veio falar sobre casamento. Poderia ser dinheiro, poderia ser trabalho, né? Aí eu falo, casamento. Tá lá no meio da personalidade humana, a presença de uma coisa, a graça. Aí, aparece sempre uma das três pessoas diante de mim. Ou o roteirista, ou o personagem, ou o crítico.
Então, o que ele pode falar sobre o casamento? As coisas que ele acha sobre casamento? No caso do cara que botou o casamento no meio, o crítico vai estar nesse tamanho. Mas eu ainda quero saber do satanista. Isso, isso, é pra você dar o caso do satanista. Tá bom. É só pra você entender de maneira simples o mal do terapêutico. Porque nós estamos sem exorcistas por aí, então precisamos saber como é que faz. É só você ver o caso terapêutico da coisa. Tem pouquíssimos. O cara, o crítico, Se ele chegar assim pra mim e falar assim, cara, o casamento foi feito pra desgastar.
Aí dentro de mim eu falo assim, isso não é verdade. Ele tá com um problema no crítico. Eu preciso ajustar esse juízo dele. Como é que se eu ajusto isso? Ele tem a presença de uma mentira ou a ausência da verdade e eu vou ter que instalá-la ali. E tem métodos pra isso. Vou instalar ali. Aí eu boto ali. Beleza, tem um problema no crítico. Tá, já entendi. Beleza. Aí ele tá falando só sobre o que ele acha do casamento. Aí eu vou testar as outras duas pessoas.
Falar, mas vem cá cara, o que você espera do seu casamento? Ele serve pra quê? Pra tua vida. Aí ele começa a falar de um roteiro de casamento. Ele vai falar agora do roteirista do futuro. Ah, cara, eu acho que vai dar errado, não sei o que lá. Eu falo, ele tem um problema. O roteirista, ele tem uma imaginação errada sobre casamento. Vou ter que ajustar. Isso. As três pessoas desse homem, coitado... Ou então o Bertaldo. Ele tá bem. Ele não, cara. Casamento é pra sempre.
E eu fiz um roteiro de santidade com a minha esposa. Aí quando ele me fala do personagem no mundo, o cara que vai cumprir isso, porra, ele fica jogado no sofá, é fedorento, fica jogando videogame, eu falo, personagem horrível. O que é a terapia? A terapia é só botar a presença real das três pessoas. O que é a presença real do crítico? É a fé correta, a crença correta. O que é a terapia desse cara aqui, do roteirista do futuro? É a esperança correta. E o que é a terapia do personagem do palco?
É o amor correto, ou a ação correta. É, a ação correta é o amor, né? Obras é que são amores. Não é assim? São José Maria, né? A ação correta no mundo é o mundo do amor, né? Então você vê, o satanista, como é que se dá a terapia pra ele? A terapia pra ele, a gente vê qual dessas três pessoas, a gente avalia as três pessoas. Então nesse caso do meu cara lá, do meu paciente, Ele é milionário com indústria de site pornô. Esse satanista.
Você vê, né? Como é que as coisas... Tudo interligado, site pornô, satanismo. Site pornô, o dono é o demônio, né? Isso, isso. Então, óbvio que ele tinha que ser satanista. Claro, claro. Então, tu vê que o negócio tá tudo interligado, né? Como é que você vai fazendo? Olha só. Ele tem as crenças dele. lá, de que aquilo ali vai ajudar a família dele, não sei o que lá e tal. Aí você tem um problema aqui com as crenças dele. Eu vou ter que ajustar essas crenças.
aí ele tem um problema, aí ele fala com o roteiro, pô não, porque eu acho, vou ser feliz e não sei o que lá, aí você, ih eu vou ter que ajudar, porque esse roteiro dele não condiz com a vida dele, é tipo malhação, na malhação o roteiro do cara da boca de fumo mostra que ele vai ser feliz na malhação né, aparece boca de fumo e o cara sendo feliz na malhação, aquilo é uma obra literária indigna da vida real, né? Não é assim. Na cabeça dele, lá, o roteiro do satanista é que ele vai ser feliz.
Falou, então eu vou ter que fazer uma terapia aqui pra mostrar toda a destruição que vai acontecer na vida dele. Já está acontecendo. É. Na cabeça dele, não tava. Hoje já tá. Hoje já tá. Tanto é que ele já se confessou, já largou uma parte das coisas dele, você entende? Porque ele vai entendendo aos poucos como é que é a coisa e como é que vai fazendo. Por quê? Porque ele tava ali enganado procurando o bem, pô. Por que eu sei disso? Porque ele não consegue fazer o contrário.
É por isso que o demônio é o enganador. É por isso que ele engana a gente. Porque se ele viesse mostrar o que é, a gente nunca ia chegar perto dele, porque nós somos criados para o coração de Deus. Entende? Isso pra gente é uma maravilha, da gente olhar pras pessoas e saber assim, ó. Cê vê, isso que eu tô falando pra vocês, eu dou essas aulas com todo o mundo técnico, por exemplo, da psicologia. Por exemplo, o que que é um transtorno obsessivo compulsivo na psicologia?
O que que é o TOC? Eu trato uma mulher com TOC que lava a mão cinco horas por dia. O que que cês acham que ela tá fazendo? Ela tá buscando a perfeição. Pô, quer ficar limpa? Porque o casamento dela deu errado, a vida financeira deu errada, ela foi abusada sexualmente, ela está com câncer, toda ferrada, aí ela vai lavar a mão e aí ela se sente bem, ela se sente dominando o ambiente pelo menos por um instante, sabe? Aí quando ela vai e volta para os problemas, ela volta para o problema e fala assim, cara, eu não estou dando conta, eu não estou dominando essa vida, né?
Eu vou voltar ali pra minha lavagem de mão. Aí ela lava mais um pouquinho a mão. Aquilo é uma maneira horrível que ela achou pra viver a perfeição que nós somos chamados a viver e que não sabemos não viver a perfeição. Nós não sabemos não viver. O cara que é depravado sexual, vocês sabem de onde? O que é depravação sexual? É a perfeição da depravação sexual. O sexo, ele foi criado pra plenitude. do ser humano. E qual que é o papel do demônio? Fazer com que ele seja vivido na perfeição ao contrário.
Então tu atende o cara que faz sexo com a esposa dele, aí ele não tem amores maiores pra se aperfeiçoar na vida. Então ele vai se aperfeiçoar nas coisas de baixo, que é o toque. O toque é a parte compulsiva. A parte obsessiva é a parte das ideologias, das falsas esperanças. Aí o cara chega lá, você vê, isso que eu tô falando pra vocês é muito sério tá, porque tem terapeuta, olha só, se um terapeuta, tu chega pra um cara e quer curar o cara, aí o cara fala assim, pô cara faz isso, vai ter um casamento decente, ele já tentei e não dá certo não.
Pô cara, mas seja fiel a tua esposa, já tentei e não dá certo não. Se tu fala assim pro cara, é, então faz o seguinte cara, toma um banho de pipoca e planta bananeira uma vez por dia, Ele vai ter esperança nisso. E vai fazer. Aí a gente fala assim, o cara é burro, como é que pode? Mas ele veio, ele ouviu aquilo diante de alguém que é um domino da realidade, domina a realidade. Por que eu uso essa palavra com vocês, domino, dominar? Porque essa palavra tem um tamanho grandioso pra gente.
Em toda a liturgia latina, domino, domine, dominum, dominus, são as palavras que nós aprendemos a usar para chamar Deus, não é isso? Em todo o império romano, a palavra domino era para os governantes, para quem tinha o poder. E na tradição judaico-cristã? A nossa vocação no mundo é essa, né? Qual é a nossa vocação do Gênesis? Ide e dominais sobre todas as criaturas. Não é isso que está lá no Gênesis? Então você vê, a nossa vocação é dominar o mundo. E nós somos completamente orientados pelo domínio, completamente orientados.
Se eu quero jogar futebol, Rapidamente eu procuro quem é o domínio do futebol. Se eu quero fazer podcast, rapidamente eu vou ver quais os podcasts que dominam a região, que funcionam. A gente é orientado nisso. Então você vê, quando você olha um protestante, as pessoas acham que ajudar um protestante é falar pra eles assim, pô cara, a gente não adora imagem não, pô. O protestante não vive sob esse julgo de um instrumento ridículo que o ser humano tem, que se chama lógica. E por que eu sei disso?
Porque eu fui monitor de lógica durante vários anos na escola naval. Lógica, probabilidade, análise combinatória e funções matemáticas. Eu era monitor disso. A função da lógica é ridícula. Perto do domínio que as pessoas realizam no mundo. Isso é o Chesterton. Chesterton dizia assim, dos protestantes, ou falando das verdades. O que foi convencido pelo mundo da ética, jamais vai ser desfeito pelo mundo da lógica, que a lógica é só uma possibilidade. Então, olha só, as pessoas acham que o protestante, ele é protestante, porque ele pensou sobre isso e escolheu o protestantismo.
Se tu pensar sobre isso, não dá pra escolher ser protestante, tá ligado? A parada é meio absurda, logicamente, né? Espiritismo, o Islã, logicamente é absurdo. Só que ninguém escolhe religião pela lógica. A gente escolhe religião pelo sorriso, mas pela lógica não. Como pelo sorriso? Você vê, eu falo com os caras, eu falo, cara, meu irmão, tu pega um punhado de católico chato pra caraca, Aí o cara que não sabe nada de nada pergunta pra ele se ele vai querer ser católico ou se ele vai querer ser do grupinho que sorri.
Ele vai querer ser do grupinho que sorri. Por quê? Porque no mundo da beleza, se tem uma coisa que nos atrai pra Deus completamente, é o sorriso humano. Completamente. Você vê, quando que o ser humano sorri? Vocês já perceberam quando o ser humano sorriu? O ser humano só sorri se ele for liberto da lógica humana. Presta atenção, hein? Vou repetir isso. O ser humano só sorri se ele for liberto da lógica humana. Então vamos lá. Por que a gente sorri aqui de vez em quando? Quando a gente fala uma coisa que não é esperada, né?
Se eu cair da cadeia agora, por que as pessoas vão sorrir? Porque elas não esperavam. O que a lógica diz? Que eu tô sentado, eu fico sentado. Que se você tá falando sério, você tá falando sério. Então quando as pessoas quebram a lógica, o logos, a gente sorri. Então você vê, os franceses Eles chamam surpresa de surpondre. Sur, S-U-R, é uma preposição francesa que fala acima. E pondre de preso. Ser surpreendido é ser liberto daquilo que te prende. Então você vê. Quando uma pessoa faz a outra pessoa sorrir, o cara está triste.
Aí você faz ele sorrir. você é maior do que o Deus da cabeça dele. E você o libertou da lógica humana. Vocês entenderam isso que eu falei? Então você vê, uma vez eu com um amigo protestante, ele falou assim, ele falou, pô cara, por que vocês deixaram Constantino e tal, não sei o que lá. Eu falei, pô cara, tu tem certeza que tu quer entrar nessa conversa por esse lugar assim? Ele falou, não, me explica pô. Eu falei, quem que te falou isso? Ele falou, o pastor da minha igreja.
Aí eu comecei a fazer meia dúzia de perguntas pra ele sobre Constantino, que ele era ariano, se ele sabia o que era arianismo e tal. Ele falou, não sei nada disso. Eu falei, ah cara, então você não foi procurar a verdade, você só aceitou o que o pastor falou. Você vê, Aí eu falei, tá, beleza. Então, se era por isso aí que tu era evangélico... Muda. Então já pode ser católico? Pode ser católico já? Vão mudar agora? E não, pô. Também não é assim, pô. E as cruzadas?
E a inquisição? Aí eu falei, então vamos lá. Conhece São Bernardo de Claraval? Aí ele não. Não, nada disso. Eu falei, então o que você sabe sobre cruzadas e inquisição? Não, meu pastor falou, não sei o que lá. Aí eu expliquei pra ele sobre as cruzadas, sobre pra que elas serviam, que a inquisição fundou o Código Processual Penal, como a gente conhece. Fui explicando ali, passo ali as coisas pra ele e tal. Aí ele falou assim, ah beleza, entendi. Aí eu falei assim, e aí? Agora então tu é católico.
Aí ele falou... Não, cara, eu falei, então... E eu já sabia disso assim. Quando que você virou evangélico? Fala a verdade pra mim, cara. Não é por nada disso, pô. Quando que você foi amado por um evangélico e se tornou evangélico? Ela falou, pô cara, eu sofri a bullying na pastoral que eu participava, entrei numa igreja evangélica e só cheguei na porta e fui bem acolhido, abraçado, recebi um beijo, caramba. As pessoas me alegraram, caramba. Eu falei, pô, isso é infinitamente maior do que a lógica.
Mas é óbvio que é. Óbvio que é. Então é óbvio que... Ó, você vê. Uma vez um rapaz veio trabalhar comigo e falou assim pra mim. Porres, me falaram que eu vou trabalhar aqui contigo e que eu vou virar católico, eu sou anglicano. Falei, cara, esquece isso, pô. Senta aí, pô, vamos. E aí? Aí ele virou católico. Virou católico, pô, virou católico. Mas eu não falei nada pra ele. Eu nem sei o que ele pensa sobre igreja e evangelho. Mas por que ele virou católico? Porque eu me sacrificava por ele, fazia ele sorrir, ajudava a família dele.
A lógica não é nada perto disso. Não é nada perto disso. A lógica é tipo uma criancinha tentando convencer. Então você pega uma pessoa que é criada numa família protestante, que admira pra caraca um pai, e você vai chegar ali perto dela e achar que as tuas palavras vão... Não vai, pô! Ela precisa ser profundamente amada, ela precisa encontrar alegria na tua vida, uma promessa de felicidade verdadeira, e isso aí, e tipo assim, só depois disso tudo, quando a gente tá diante de alguém que domina a realidade, porque santidade, o que é santidade?
Santidade é um nome teológico, pra um domínio. O que que é se dominizar? É se divinizar, né? Porque o domínio é Deus. Você vê, ó, eu um desses dias aí tava andando no centro do Rio, aí um rapazinho, posso engraxar teu sapato? Falei, vai lá, engraxa aí. Aí sentei lá, ele começou a engraxar. Aí eu tô lá meio distraído, olhando as paradas e tal, quando eu olhei pro meu sapato. O meu sapato brilhando. Mas era o branco? Não, o sapato marrom. Não era o branco, não.
O sapato marrom. O pessoal de Marinha gosta de sapato branco. Tem branco, é. Tem branco. Mas tu vê, eu engraxo muito boot marrom, né? Meu boot é marrom. Aí eu olhei assim, eu falei, caraca... Eu conheço de engraxar sapato. Pelo menos 22 anos engraxando um negocinho ali, né? Ah, é porque militar tem que ter tudo engraxado direito. Quando eu percebi, no mundo real, que ele dominava aquela arte, eu dei o meu coração pra ele. Como que é dar o coração? É dar pra ele uma brecha pra que ele tenha a minha fé e a minha esperança.
Por causa do amor no mundo encarnado, você entende? Então eu via a obra que é o amor, né? Falei, cara, esse moleque ele domina o mundo de alguma maneira. Aí eu pergunto o que é pra ele. Onde ele aprendeu aquilo? Como que eu faço isso? Você entende? Uma crença e uma esperança. Uma fé e uma esperança. Você vê a vocação, a nossa vocação de batizado. A nossa vocação sacerdotal. Não a ministerial, o sacerdócio regio, o do batismo. Você vê, sacerdote, profeta e rei. O que são essas realidades?
Essas realidades são a vida da Santíssima Trindade que a gente vê no cara que trabalha bem. Olha, Se o cara quer ser fuzileiro naval, você vê, eu sou das forças especiais, tem uma porrada de brevê no peito. Caveira, paraquedista, mergulho, segurança. Quando chega um rapazinho de 18 anos no quartel, aí ele vê os outros, de repente, oficiais ali, tudo normal e tal, e olha pra mim. Eu sou o semideus deles. Vocês entendem isso? O que eles querem ser, eu tenho. Ou seja, se eu quero ser um fuzileiro naval e quero dominar essa arte, eu vou olhar pra quem domina.
Aí eu vou olhar pro comandante Reis. O que ele tá me dando? Ele tá me dando o coração dele pra eu dar a minha fé e a minha esperança pra ele. Mas a turma sabe que você, lá no quartel, claro, né? Na um dos seus... É tudo misturado. A turma sabe que você dá essas aulas todas, né? Você reúne a tropa, aqueles 238 do alojamento e já faz a pré-eleição de manhã cedo desse jeito. Então, hoje em dia... É porque isso depende... Ano passado eu comandava um quartel, né?
Então você vê, eu utilizava do meu domínio pra ajudar os meus soldados. Eu chegava lá, então vamos lá, vocês querem ser da Força Especiais? Vou falar pra vocês como é que tem que ser dentro de casa. com a família, com a esposa de vocês, pra vocês ficarem mais fortes, quem tem filho aí, quem tem filho pra cá, vou ensinar pra vocês, criação de filho, não sei o que lá e tal. Por que eles me ouvem? Por que eles me ouvem? Por causa do brevê no meu peito.
Eu não tenho dúvida que é assim. A lógica é muito frágil, você entende? Perto do domínio encarnado no mundo real daquele que... Você vê, por que que na nossa sociedade Quando o cara fala que tem dinheiro na internet, todo mundo começa a fazer o que ele falar para fazer. E seguir. Imediatamente. Porque ela fala assim, cara, para mim dominar o mundo é ter dinheiro. Então quem tem dinheiro dominou o mundo. E aí se ele falar para eu plantar bananeira todo dia, que eu vou enriquecer... Vai plantar.
Ela vai plantar. E não adianta, Alberto, a gente chegar lá e falar, cara, deixa de ser idiota. É, pode plantar bananeira. Ele não vai, por quê? Porque nós não somos o Deus dele. Ele tem um outro Deus. Sem dúvida. Então essas coisas assim, eu que... Então você vê, por exemplo, assim, na vida normal de quartel. Eu não fico... Sei lá, coisa de filho, né? Todo mundo acha estranho a quantidade de filho que eu tenho no quartel, assim. Achava, né? Tipo assim, aí o cara vem... Vocês sabem que evangélico não é aberto à vida, assim, né?
Aí de repente chega o cara, senta, né? É evangélico lá. Aí ele começa. Vem cá cara, mas por que que Deus deve ser aberto à vida? Aí quando eu percebo como que é a estrutura dele e dos amores dele, eu falo assim, esse cara não tá aqui pela lógica. Então eu não posso tratá-lo pela lógica. A lógica não vai curá-lo. Então eu faço ele sorrir. Às vezes com a gaiatice, eu falo, não cara, eu só tenho um monte de filho porque eu sofro violência doméstica, minha mulher me obriga, me amarra lá e fala, tu vai ter filho comigo.
Aí brinco assim, o cara sorri e tal, e tipo assim, Eu conquistei um pedaço do coração dele muito maior do que se eu tivesse ficado tentando impor lógica, porque ele não tá ali pela lógica. Sabe o que você tá falando isso? E as pessoas me mandam muitas mensagens dizendo assim, ah, eu queria tanto que meu marido se convertesse, eu não sei mais o que fazer, ou meu filho, ou minha filha, sempre alguma coisa assim. E eu falo, primeira coisa, para de ficar falando assim, você tem que rezar, você tem que ir à missa, você tá sendo chato fazendo isso.
Não faça isso. Você vai continuar rezando, você vai continuar... Agora, seja a melhor mulher que você pode pro teu marido, seja a melhor mãe que você pode pros teus filhos, porque você vai, exatamente o que você falou, você vai conquistar, né? Conseguir levar essa pessoa pra Deus agindo de uma forma amorosa, sendo uma pessoa boa. Você vai conquistar essa pessoa, mas não vai ficar impondo, você tem que rezar. Já rezou hoje? Já foi à missa hoje? Já não sei o quê? Aí a pessoa, que saco, eu não vou não.
E aí, Kenia, quando ela fala assim, cara, ele reza o terço todo dia e isso faz dele uma pessoa melhor, ele sorri mais, ele é mais bondoso. Exatamente. Aí ela vai dar o coração dela pra você. Aí fala, cara, vem cá, o que é esse negócio aí do terço? Eu até gravei um rios que eu falava o seguinte, um verdadeiro cristão é feliz, não é cara amarrada, não é emburrado, sorri, é alegre, mesmo nas dificuldades, ele consegue sorrir. Por isso, exatamente por tudo isso. Quando você vê a tropa lá, os seus comandados todos, do quartel que você está ou que você esteve, como é que é a estatística de católicos?
Quando você olha para a sua tropa aqui, eu tenho 500 homens aqui, quantos são católicos? Então, hoje, dependendo do estilo da tropa, porque as tropas têm várias naturezas, dentro delas tem muitas divisões. Primeiro tem a divisão de oficiais e praças, aí dentro disso tem o pessoal que é da infantaria, o pessoal que é das operações... Tudo bem, mas quando você olha para o seu quartel inteiro, seu comandante do quartel está olhando todo mundo que está ali, independente da divisão. Está como uma parcela da sociedade. Lá é uma amostra normal da sociedade.
uma amostra normal, tipo, tem muito católico, mas católicos assim, que buscam a perfeição, a santidade, do catolicismo, pouquíssimos Muitos evangélicos. Muitos evangélicos que estão procurando aquela solução, aquela coisa própria de teologia da prosperidade, muito desse negócio. Dependendo das experiências, aqueles que querem mais consolo psicológico e tal, que tu vê que as religiões, cada uma delas oferece uma falsa perfeição no sentido espírita. Aí eu falo, pô, o que o espírita, por exemplo, os caras jovens gostam muitas vezes de espiritismo? Pô, dá pra eu fazer um monte de besteira que eu vou ter outra chance, cara?
Falar, pô, garotão, acho que não, hein? Acho que não, cara. Acho que vai dar ruim esse negócio aí, entendeu? Qual é a coisa mais difícil na formação de um fuzileiro? Que seja assim, cara, isso daqui, não é brincadeirinha não aguentar esse troço aqui. O que que é? de ação concreta, não vem com esse negócio de metafísica aí, de bolinha pra cá e pra lá não. Concreto ali, olha só, é difícil pular de paraquedas ou fazer aquele negócio de mergulhar debaixo d'água e ficar lá não sei quantas horas preso.
O que que é o mais difícil nessa formação que você diz, ó, esse daqui o cara vai pedir pra sair? É a parte da água. Da água, é? É. Por quê? porque a água não é nosso ambiente natural, né? E tipo assim, se tu tá mal, cansado, andando, com peso, caramba, tipo assim, tu vai, ah, eu tô ficando fraco, vai desmaiar, tá ali no chão, né, respirando normal. Se tu cansar dentro da água, tu começa a se afogar, começa a dar um desespero. Então, por exemplo, eu que sou das Forças Especiais, do curso de Comandos Amfíbios, o curso começa com 100.
Por que que às vezes chega um 5 no final? Só cinco? Dez? Dez. Teve ano, eu fui instrutor do curso em 2020. Em 2019, em 2021, em 2020, não formou ninguém. O curso acabou porque todo mundo... Na verdade ficaram dois, né? Dois não desistiram. Mas como não dá pra continuar o curso com dois, acabou o curso. Em 2020 não teve nenhum e se formou. Então é... É pesado assim? Capitão Nascimento, pede pra sair, total, pede pra sair. E dessa atividade na água, qual é a atividade pesada?
Aquela que o cara fica amarrado ali embaixo e tem que sair? É ficar com o fuzil durante muito tempo, fazendo várias atividades ali dentro e você conseguir permanecer flutuando e nadando com aquele peso todo, né? Porque o normal é tu indo pro fundo. Ah, mas é numa piscina? Então, começa numa piscina, tem as partes em mar aberto, tem as partes em rio, em Ribeirão das Lages, em lago, tem várias partes em todo o país, na Amazônia, no Pantanal. Muito grande do que quer desde a cabeça, porque às vezes o corpo tá aguentando, mas a cabeça cede.
São várias coisas próprias da personalidade humana, então eu vejo lá concretamente, de verdade, quando o cara tem problemas de crítico, as coisas que ele acredita ou sabotam, de roteiros, os roteiros que ele fez são ruins para ele conseguir ser, ou quando é fraqueza de personagem mesmo, que hoje é típica do nosso tempo, a fraqueza do personagem. O cara que tem juízo correto, o cara, o juízo correto, não, vou ser comando de anfíbios, isso aqui é um lugar de honra e não sei o que lá, e vou servir a pátria e tal, faz um roteiro correto, pô, o que eu preciso pra ser comanfe?
Isso, isso, isso, sustentar frio, fome, sede, calor, andar quilômetros, carregar 50 quilos, tudo isso aqui tem. Aí ele, beleza, já entendi, na minha cabeça tá tudo perfeito. Quando bota o personagem no palco pra cumprir aquele roteiro, quando o dia começa e eu vou lá encarnar aquela realidade no mundo, aí o negócio desanda, né? Falou, caraca, na minha cabeça era tão fácil andar 50 quilômetros com 45 quilos. Pô, mas aqui tá me dando sede, eu tô cansando, eu não quero isso não, eu quero ir pra conforto da minha casa.
aí o cara vai e sai, pede pra sair e vai embora no dia seguinte estar arrependido. Mas isso porque... É sério? É, ele queria se livrar do sofrimento só. Mas o cara continua sendo da marinha, né? Continua. E ele pode voltar? Pode, tem gente que tenta cinco vezes fazer o curso de comandos anfíbios. Mas se ele saiu naquele período do curso, no ano que vem você tenta de novo. E na marinha essa é a parte mais difícil? Então, pra quem é fuzileiro naval, sim. Pra quem é mergulhador de combate, é da ramada que a gente fala, né?
A parte mais difícil é o curso de mergulhador de combate, que tem coisas muito semelhantes, sobretudo porque é um curso de mergulho, ou seja, tem muita água. O cara mergulhador de combate, o cara combate mergulhando, é para o cara mergulhar e sair lá do outro lado. Ele faz muitas atividades, ele pode desde destruir plataforma de petróleo até fazer uma operação na selva que ele entra mergulhando pelo rio. Então ele pode operar em vários ambientes. O cara tem que matar jacaré, por exemplo. Nos cursos, inclusive, tem atividades parecidas com essa aí.
Matar aquela cobra grande. No meu curso. Conta um aí pra gente. No Pantanal. a gente passou horas de serviço numa dispositivo de segurança circular em volta de ninho de onça. Então a gente ficou ali em segurança porque, obviamente, a onça normalmente foge da gente, né? a menos que ela seja uma fêmea que esteja com ninho, aí ela não sai e vai lutar ali até a morte, entendeu? Porque tá com ninho. Mas um dispositivo redondo, você tá ganhando um latão. Circular. Não, pega os comandos anfíbios assim, aí eles ficam...
A gente tá andando numa tripa, né? Em coluna. Achou um perigo e você não sabe de onde veio, a gente faz um círculo de segurança, entendeu? E aí dentro desse círculo de segurança, se a gente tem que fazer segurança durante uma noite inteira, Aí a gente bota lá, o do cara, descansa meia hora aí que eu fico acordado. Aí o cara, descansa você. Entendeu? Então um descansa, um combate. Um descansa, um combate. Mas dá pra fazer aquele negócio de botar a granada na mão do cara e tirar o pino e falar, vamos agora pro curso até o final.
Aqui se tu abrir a mão vai morrer todo mundo. É, isso aí é mais de filme. Isso é filme. Dá também, né? Quando eu for pra reserva, que eu tô na ativa, né? Não pode contar. Eu vou poder contar umas coisas. Você vai fazer um livro. Hoje em dia com esse negócio de justiça aí, vamos ver como eu tô na justiça. Como eu sobrevivi. Você também disse que carregava esses emblemas todos, um deles de segurança, e eu vi que você foi segurança do presidente. Eu fui segurança do Bolsonaro em 2019.
Mas foi mosca ou não? Era mosca dele? Eu era da segurança aproximada, eu era supervisor de segurança, então eu supervisionava uma equipe, normalmente ali de 5, 6 seguranças ficavam em volta dele. Não deve ser fácil a segurança de presidente, né? O cara da malinha ali que tem a arma dentro. Então, é uma dessas pessoas que eu comandava. Eu comandava ali uma célula em volta de cima, com um deles, era esse que ficava com a malinha. O que tem naquela malinha? Ela é blindada, né? Ela é a prova de balas.
Ela é a prova de balas? É. Até um certo calibre, obviamente. Então, por exemplo, se acontecer qualquer coisa, por exemplo, cair em coisa, não sei o que lá e tal... É um escudo? É um escudo, aquela malha é um escudo. É, eu achei que tivesse tipo... Já ouvi, né? Tem uma arma dentro. Ele segura assim com a posição, com os dedinhos assim, o alça. Quando ele larga um dedo, a mala se desfaz e vira... Um escudão. Um escudão, é. Vira um escudão grande. Ah, tinha um mito que o negócio era uma arma, que o cara...
Então, tem malas assim. Outras pessoas andam com essa mala, inclusive ela pode ser acionada como o gatilho de um armamento, né? Tu tá segurando ela, uma malinha assim, quadradinho e tal, então pelo buraquinho dela... Mas assim, já que é uma segurança e uma segurança presidencial, por que esse militar não pode estar com a arma na mão e tem que estar com a malinha disfarçando que é uma arma? Então, ele não tá com a arma na mão efetivamente, mas ela tá no saque aqui, né? Ah, porque ele vai ficar assim com a arma?
Agora, a mala tá aqui. Ele tá segurando aqui. Aqui já tá o buraquinho da bala pra sair, então é mais fácil. E a gente faz um treinamento exaustivo de, tipo assim, antes de... Com um segundo e pouco... Eu tô de terno com o meu armamento aqui na cintura, né? Com um segundo e pouco, o segurança do presidente dá dois tiros. Com um segundo. Que isso? É. Não estou pagando em boost não, pô. As provas são assim. Quem passar de 2 segundos e pouco 3 segundos, inclusive, é reprovado.
Caramba, o cara tem que ser ágil. O cara está assim, está todo mundo de terno paradinho, treinamentos lá no curso para ser segurança do presidente. A prova, uma prova. Tu está lá de terno com a mãozinha assim, mão de agente, que a gente chama. Aí tem um dispositivozinho que ele dá um bip. Ele é randômico, ele não é dado manualmente, ele dá o bip sozinho e depois dá o bip do três segundos. Então tá lá, tá todo mundo no dispositivo de segurança, ou a gente faz isso paradinho na frente do alvo ou a gente faz isso na célula, com um falso presidente andando e a gente em volta dele, e as pessoas e tal, nos exercícios, treinamentos.
Aí dá o bip, quando dá o bip, Você tem os alvos e você tem que dar dois tiros antes de dar o bip seguinte dos três segundos. Se der, você tá reprovado. Entendeu? Então o cara que tá ali, ele tem condições de fazer isso. E a gente faz tanto treinamento lá de círculos concêntricos que chama, que por exemplo, O que é círculos concêntricos? Eu fico no centro de um círculo e a cada um metro tem uma linha desenhada no chão, assim com círculos, né? Então, tem pessoas que vão atacar o presidente a cinco metros, a sete metros, a um metro.
Então, é bom que o agente saiba qual que é a reação dele à medida de cada distância. Por exemplo, se um cara a cinco metros puxar uma faca, A cinco metros, se ele puxar uma faca, eu dou dois tiros nele antes dele encostar a faca no presidente. Ah, mas cinco metros também, pô. Não, cinco metros não é longe, cinco metros é ali. Agora, se ele tá a três metros, só os caras muito bons de saque dão o tiro nele antes dele encostar a faca. Entende? Os agentes têm que se conhecer, né?
E se conhecem, obviamente, com o personagem no palco, né? Não adianta ter o roteiro na tua cabeça, não, se ele vier, eu vou ver. É, vou fazer. O negócio é o personagem no palco, então é pra isso que a gente treina. Fica vendo, gente. Aí então tem os treinamentos do cara que vai fazer a ameaça verbal, que é a ameaça mais simples que tem, xingar o presidente. Isso é uma ameaça, né? Isso é uma agressão moral. Eu já tomei uvada na segurança do presidente, aqui no Rio de Janeiro, inclusive.
Tomei uvada já. O presidente não tomou. Mas você viu, né? Mesmo com todo esse troço, claro que não era uma segurança presidencial, o presidente Bolsonaro tomou uma facada, né? É, mas ele não tinha equipe de segurança, né? É, não tinha. Ele tava no meio de uma multidão, né? Muito difícil proteger ali, né? Ele tinha um segurança. É. Ali é muito difícil proteger, né? Olha, a segurança desses lugares que o presidente tá... Ela é feita muito antes do presidente chegar lá. As pessoas que estão lá... Então, por exemplo, eu fui em eventos presidenciais com 15 mil pessoas.
As 15 mil pessoas tinham passado por pórtico e inspeção. Ele não está num ambiente que a gente chama não controlado. Não deveria estar assim. O presidente não é pra estar num ambiente não controlado. Se ele vai se colocar ou não, aí é coisa dele. Mas, protocolarmente, não. Protocolarmente o presidente do Brasil pelo menos, mas quando a gente faz análise de risco. Análise de risco é um processo metodológico para saber o porte, o vulto de uma segurança, que é o que faz a segurança do presidente dos Estados Unidos ser o que é.
Ela toma aquele vulto por um processo de análise de risco. A gente não pode ter uma segurança daquelas para o presidente do Brasil. Mas quando você fala de uma célula de cinco homens, são cinco vezes muitos homens, né? Porque vocês não conseguem esses cinco homens acompanhar um presidente 24 horas por dia. Então, esses cinco, o serviço normalmente é diário, né? Várias equipes, dezenas de equipes. E essas equipes, elas são de várias situações. Então tem equipe que é só de segurança de evento. Então, às vezes, eu estava de serviço de segurança presidencial de um evento.
Aí, você vai preparar tudo que é relativo à segurança do evento e ele vai chegar com uma equipe de segurança pessoal lá, que está em volta dele. No outro dia, eu posso estar de serviço de outra coisa. Eu chego no evento... Ou seja, quando ele está em um lugar, existem vários círculos de segurança. Ele não está segurado só... Normalmente, vocês veem a equipe de segurança aproximada, que é a primeira equipe que está ali em volta dele. Mas existem pelo menos outros três círculos em volta dele de segurança.
É, isso não deve ser fácil não. Interessante isso, né? É. Olha, quem diria que um fuzileiro naval cheio dos títulos Pai de seis filhos e ainda filósofo. Professor. Professor e psicoterapeuta. Segurança do presidente. Rapaz, você é... É, mas pra mim é uma coisa só. De verdade, né? Pra mim é isso aí. Você faz muita coisa. Sempre foi junto. Cresceu tudo junto, assim. E quando você bota num papel assim, parece muita coisa. Mas se botar... De repente é pouco, por causa da minha preguiça, das minhas misérias ao longo de todos esses anos.
Meu Deus, ele é preguiçoso. Tem pouco que morreu e esqueceu de deitar. Pela quantidade de vezes que eu me confesso. E o padre fuzileiro que celebrava aqui? Como é o nome dele? O padre que estava morando lá com o Dom Arani, aí ele voltou para o Rio de Janeiro, agora é um padre fuzileiro. Eu vou te dizer o nome do padre fuzileiro, tem um padre sim. Tem os capelães, que são padres que fazem prova e servem com a gente na marinha. Eles são da marinha. O que deve acontecer com ele é que ele serviu em quartel de fuzileiro, pode ser isso também.
Padre Rodrigo. Padre Rodrigo. Padre Rodrigo, ele agora é capelão lá no centro de instrução do pessoal da Marinha Mercante na Avenida Brasil. Então, ele me ligou outro dia e falou que eu tô voltando pro Rio de Janeiro, queria celebrar aí no Santuário, de vez em quando. Falei, vem uma vinha todo dia. Padre Rodrigo é um carequinha? É, Padre Rodrigo. Pronto, é ele. Eu tive com o Padre Rodrigo aí mês passado, em algum lugar. Padre Rodrigo. Padre Rodrigo. Gente boa pra caramba. Finíssima, gente finíssima. Ele foi do exército antes.
Eu nem sabia que tinha padre fuzileiro. Nem eu sabia. É que ele, é como eu te falei, né? Ele é padre capelão da Marinha. Aí, como ele serviu em quartel de fuzileiro, ele fica identificado assim, né? Padre Fuzileiro. Mas ele não fez o curso de Fuzileiro? Não, de Fuzileiro não. Não? Não, de Fuzileiro não. Ele fez o curso da Marinha, ele é Capelão da Marinha. Da Marinha? É, Capelão da Marinha, Padre Rodrigo. Mas ele falou que estava lá com a turma. Muito bem. Muito bem, foi muito bom isso aí, né?
Peraí, você tem um curso? Tem. Eu tenho um curso... Primeiro vamos dizer onde as pessoas te encontram. No Instagram, seu Arroba. O Quartel. Então, o Instagram é... prof.diego.reis. Tem esse curso aí, então, das três pessoas que fica disponível no Instagram. Esse curso aí, ele é uma introdução a essas coisas. Em breve vai sair o livro, né? Quem tá tocando as coisas desse livro aí é o Ítalo. O Ítalo que vai publicar em breve. Ele comprou uma editora, né? É, a Cultor de Livros. Bom, onde o pessoal também me encontra muito, porque eu sou professor de algumas matérias da certificação lá do Instituto do Ítalo, né?
Quem aprende antropologia lá, essas matérias filosóficas, aprende todas essas coisas aí. E esse curso aí é um curso que, para vocês verem, dos meus alunos inscritos aí nesse curso aí das três pessoas. Padre Paulo Ricardo tá inscrito aí nesse curso. Sério? Você é professor do Padre Paulo Ricardo? Não, calma, calma. Aí é muito grande. Eu tô falando pra você que ele tá inscrito aí no curso, que me ligaram lá da equipe dele e falou... Tem como botar o Padre Paulo aí, tá aqui o e-mail dele e tá aí o Padre Paulo Ricardo.
Dá licença que agora você humilhou. Não, mas então você vai fazer uma coisa. Já que você é professor do Padre Paulo Ricardo... Não, calma, Abertão. Não, calma, pô, calma. Ele fez esse curso... Calma, Abertão. Eu já liguei o Padre Paulo Ricardo até o meu dedo quebrar. Tá certo? Eu não consigo, a gente quer trazer ele aqui. Ele não tem telefone. Eu também não tenho acesso a ele. Mas aí você fala com a equipe, ela diz, eu sou professor dele, ele, por favor, se ele quiser passar no meu curso, ele tem que ir na Anima, pô.
Mês que vem eu vou dar umas palestras lá em Rondonópolis e Cuiabá, eu vou tentar. Se eu tiver uma oportunidade com ele, eu vou falar, pô, padre, tem que ir lá. Não, não, se você estiver pessoalmente com ele, você diga, Bertaldo pediu pra ele dizer que só atenda, por favor, o telefone, viu? Tem uma meia dúzia de padres aí que, se vocês trouxerem aqui, tem acesso facilitado lá com o padre Paulo Ricardo. Ah, então vamos fazer isso aí. Depois no offline, nos bastidores, a gente conversa aí.
Quando de ligar as câmeras, a gente bate um papo. Muito bom. E a pessoa encontra o que? Tem um link na sua bio? Tem um link na bio lá pra uma página que indica lá pro curso. Mas tem coisa de fechar carrinho, abrir carrinho ou não? Não, não. Fica lá à vontade. Fica lá como perpétuo. A pessoa pode? Então, gente, arroba prof.diego.ru Muito bem. Que bom, viu? Muito obrigado. Muito bom estar com vocês aqui. Foi muito bom. Você é inteligente, viu? Eu gosto de gente inteligente.
Eu gosto de gente burra, não. Gente, próximo podcast estarei de azul com a graça de Deus. Lembrando da loja Anima, olha, não esqueçam que está lá na loja, acabou de chegar fresquinho, lindo, maravilhoso, a oração de proteção, cordão, aqui deixa eu mostrar o meu cordão lindo, o livro de Fátima, enfim, tantas outras coisas, lojaanimaoficial.com.br e pedir para você se inscreva no canal do YouTube, deixe o seu like, deixe os seus comentários para o professor Diego, enfim. E compartilhe, manda para outras pessoas saberem desse conteúdo maravilhoso que a gente tem aqui, tá bem?
Muito obrigado! Obrigada, viu? Obrigado aí! A tutti quanti voi, tchau! Tchau, gente!