A estrutura da pessoa
A Luz do mundo
- a vocação de dominar
- o sentido da vida (causa final)
- as três pessoas
- o roteirista
- graça = presença
- a unidade de todas as coisas
- as quatro causas de Aristóteles
- os transcendentais
- a luz (ótica e mística)
- a solidão como pré-condição da queda
Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 7:02.
“Vou começar falando sobre essa pergunta aí do Flávio. Dá pra juntar o dominar o mundo com o sentido da vida?”
Trechos da aula
nada chega no mundo do intelecto sem antes ter passado pelos sentidos
as pessoas não chegam a Deus e ao mais alto da religião por causa da imoralidade, não é por causa do intelecto
Porque o olho nasceu para o olhar.
Transcrição completa
Renan. Tranquilo, meu irmão. Boa noite. Grace. Ednan, boa noite. Boa noite, Tati. Gai, boa noite. Leandro. É, meu irmão. Uma barbinha, né? Boa noite, Lucas. Adilson. Fala, Sandro. Boa noite, Ana. Júlio. Boa noite, Carolina. Obrigado. Nath, boa noite. Ângela. Boa noite, Bruno.
Camila. Boa noite, Gabriel. Rodrigo, boa noite. Minha esposa, Maria. Eu te amo. Marisa, boa noite. Paula. Eu tô bem, Gabriel. Você tá bem, meu irmão? Boa noite, Roberta. Boa noite, Zé Dora, Maria, Viviane. Boa noite, Malu. É, primeira live de 38 anos, é verdade. Fala, Gabriel. Su Franco, boa noite. Alessa, boa noite. Que surpresa ser o alto de aniversário. Obrigado, Maria.
Boa noite, Jéssica. Douglas, boa noite. Sandra. Adelaide. Jéssica, boa noite. Adalira. Obrigado. Alanei, boa noite, meu irmão. Leonardo, boa noite. Obrigado, Gabriel. Amanda, obrigado. Pedro e Isaac, boa noite, meu irmão Joyce. Boa noite. Joyce. Joyce me mandou uma mensagem, né? Devo estar devendo. Estou com umas 200 mensagens para responder aí. Me perdoa aí, pessoal. Obrigado, Nath.
Lennon. Boa noite, meu irmão. John, aqui de Teresópolis. Boa noite. Obrigado, Lidiane. Ângelo, boa noite, meu irmão. Maria, boa noite. Sandra, boa noite. Obrigado, Luiza. Conversamos bastante lá. Guilherme, eu... Obrigado, meu irmão. Boa noite, boa noite. Flávia, terapeuta.
Flávia. Boa noite, Silva. Maravilha, Gabriel. Boa noite, Monique. Boa noite, Francene. Boa noite, Marcos, Gustavo. Silvia. Nícolas. Eu não tenho livro de filosofia clínica pra recomendar, não. Atsumoshi, meu irmão.
Bom. Vamos falar, né? Vocês têm grandes dúvidas aí? Querem fazer perguntas sobre nossas conversas? O pessoal tem me mandado tanta mensagem, eu não consigo dar conta. Eu também parei o tempo de abrir as caixinhas. A verdade é que minha atividade semanal no Instagram está sendo só essa live. Semana passada.
É a caneca dos três mosqueteiros. Fala, Ronaldo. Tranquilo, meu irmão. É, vocês sabem que... Deixa eu aproveitar e falar um pouco aqui sobre isso aqui. Eu acredito que sim, lá na Brasil Paralelo tem as aulas sobre as três pessoas, tem as aulas também dentro do Travessia da Família, né? Como vencer a preguiça? Vamos fazer o seguinte, então.
É... Na semana que vem, eu continuo sobre a consciência. E aí, como eu já dei uma aula sobre consciência, quem não viu, veja. É a última live, né? Na semana que vem a gente fala mais. E aí eu vou fazer o seguinte, essa semana, Eu atendi casos gravíssimos de ansiedade e depressão. Vou dar uma palhinha para vocês sobre isso. Então...
Sabe o que é engraçado? Vou começar falando sobre essa pergunta aí do Flávio. Dá pra juntar o dominar o mundo com o sentido da vida? Deixa eu explicar uma coisa pra vocês aqui, pessoal. Eu vou contar um pouco sobre a personalidade humana, né? entender em todos os assuntos que a gente fala aqui. Olha só... Quando eu tinha meus 14, 15 anos...
Tenho 38 agora, né? Já faz um tempinho, né? Há uns 23 anos... Eu estudava muito... química, física, biologia. Você vê, hoje a minha esposa está aí na live, está de prova. Hoje eu estava falando para as crianças sobre taxonomia da biologia. O que é taxonomia? Por exemplo, eu sou um ser, um ser humano. Então, eu faço parte de um domínio, de um reino, de um filo. de uma classe, de uma ordem, de um gênero, de uma espécie.
No meu caso, de uma subespécie, né? Sapiens sapiens, né? Então, você vê, eu gostava muito de conhecer as coisas. Eu tô falando isso por causa dessa pergunta aí do sentido da vida e se dá pra juntar o domínio, né? Eu acho engraçado as pessoas perguntando assim, dá pra juntar? Dá pra juntar? É por isso que eu vou falar sobre isso aqui que eu vou falar pra vocês agora. Então, eu conhecia bastante, eu tinha resultados muito bons em física, matemática. E resultados práticos, isso não é porque eu acho que tinha, eu tirei em concursos do tipo colégio naval, que na época, se eu não me engano, meu concurso tinha 16 mil e 30 candidatos, uma coisa assim, 16 mil e alguma coisa.
Na prova de matemática, eu fui o único que gabaritei a prova de matemática do Colégio Naval, que era a prova mais difícil da América Latina. Na época tinha esse rankingzinho. Eu lembro que a galera era a grande prova da época, então gostava de fazer Olimpíada, dessas coisas. Então, você vê, quando eu entrei para o Colégio Naval, eu costumava ir para a capela porque eu morava num alojamento. Morava, né? Eu vivia no colégio naval, regime de internato. Então, eu às vezes queria ficar sozinho para resolver questões de...
Na época, era uma moda nossa resolver as questões de uma revista de matemática chamada Eureka. E também a gente tinha uns livros de Olimpíadas Russas de matemática. Eu ficava dias inteiros resolvendo essas questões. Então, às vezes, eu me escondia na capela do colégio naval. E aí, numa dessas idas, eu fui pra lá e não tinha livro nenhum na minha mochila. Aí eu peguei a Bíblia que ficava lá embaixo do Santíssimo, do Sacrário, E fiquei lendo, a Bíblia estava aberta no Evangelho de São Mateus, no capítulo 5, no Sermão da Montanha.
E aí eu li o Sermão da Montanha inteiro. Na verdade, naquele dia eu li praticamente o Evangelho inteiro de São Mateus. E aquelas questões lá me interessaram. Eu queria conhecer aquilo. A vida do crítico. O crítico quer conhecer as coisas. E aí quando eu comecei a conhecer aquilo, e eu comecei a ver as verdades que tinham ali, me ocorreu uma pergunta, e há 23 anos eu estou fazendo a mesma coisa.
Há 23 anos, eu procuro a mesma unidade que eu ficava procurando, tentando resolver o problema das leis, das forças fundamentais da Física. Quem trabalha com Física sabe que na Física existe a força da gravidade, existe a força eletrofraca, eletroforte, a força eletromagnética. E uma das grandes tentativas da Física é juntar essas forças. O pessoal até tem tem certa facilidade nas tentativas de juntar a eletrofraca, a eletroforte e a eletromagnética, mas a força gravitacional é difícil. E aí quando eu comecei a ler o Evangelho, obviamente depois disso eu entrei para o mundo da filosofia e da teologia, nessa mesma época, com meus 15 anos.
E aí um dos livros que eu li se chama Adversus Ereses, nome em latim para o título em português Contra as Heresias, de um autor chamado... Hoje ele é doutor da igreja, né? Pô, fugiu agora. Como é que é o nome? Fala aí, eu falo direto nele. Bom, enfim, daqui a pouco vai sair e eu falo para vocês. Quando eu estava lendo... Não, não, não é o Scott, não. Não é Duns Scott.
Quando eu estava lendo Santo Irineu de León, aí pronto, falei na hora que o Gustavo escreveu. Quando eu estava lendo Santo Irineu de León, uma frase que ele falou decidiu a minha vida inteira. Quando o santo Irineu falou que nós vamos chegar nas grandes verdades de metafísicas através da física, nas grandes verdades invisíveis através das verdades visíveis, quando ele foi falando essas coisas, eu pensei assim, caramba, nessas coisas materiais e visíveis eu tenho um certo domínio, né? Isso que eu tô falando pra vocês tem uma grande unidade com uma live que eu já falei pra vocês que uma pessoa imoral, ela não deveria ser ouvida.
Tipo assim, agora eu tô só falando pra vocês, mas eu já expliquei pra vocês por A mais B que a gente nunca deveria, por exemplo, ter levado Freud a sério, tá ligado? Tipo, o cara se matou e hoje a gente tenta fazer terapia com os ensinamentos dele. Você entende? Coisas desse tipo assim. Mas você vê, quando eu olhava para as coisas materiais, eu tinha uma certa estabilidade que me deu tranquilidade para entrar no mundo intelectual. No mundo intelectual, nesse mundo de filosofia e teologia. Porque você vê, a filosofia sempre ficou estigmatizada com essa coisa de não ser prática.
Por quê? Porque as pessoas aprenderam filosofia com pessoas imorais, vocês entendem? Então, elas não sabem como é que funciona a prática da coisa, entendeu? É simples, a coisa não é difícil de perceber, sabe? Aquela coisa do faz o que eu digo, mas não faz o que eu faço, você entende? Isso é contra a personalidade humana das três pessoas. Mas você vê. A primeira coisa que eu pensei assim, que eu levei a sério e que é o que eu tenho tentado fazer até hoje, inclusive aqui com vocês, é a seguinte.
Quando eu li ao longo da história sobre a Santíssima Trindade, sobre a história dos dogmas... É, eu já falei aí, é ele mesmo. Obrigado, Fabrício. Santo Irineu de Leão, né? Leão. Quando a gente olha para a personalidade humana, quando a gente lê a Bíblia, quando a gente ouve o cara falar na esquina da percepção dele de personalidade, a questão que eu queria responder é o seguinte, eu fui lendo ano após ano, vou dar exemplos práticos para vocês de quem conhece, por exemplo, o curso das três pessoas, lá da personalidade, eu ouvi falar das virtudes teologais, dos transcendentais.
Aí tem no dia-a-dia o teatro que perpassa a história, sabe? Então, o que eu fiz foi uma atividade até relativamente simples. Eu separei numa folha de papel tudo que era forte na história da humanidade, tudo que durava. umas coisas que duravam muito tempo, por exemplo, para expressar a personalidade humana. Ele falou, pois é, a gente nunca achou nada mais legal do que o teatro para expressar a personalidade. Ele falou, pô, será que tem alguma coisa a ver? Será que a gente meio que inventou arrumando as coisas do mundo e o teatro, tipo, deu certo e a gente gostou?
Vocês acham que é isso? Ou vocês acham que o teatro é uma expressão exata de como é a nossa personalidade?" Eu falo, olha, para ele nunca ter conseguido ser vencido, para ele ter durado toda a história, toda a cultura que a gente conhece, tem alguma coisa de estranho, vocês não acham, não? Tipo religião, né? Eu falo, não existe, pessoal, gente sem religião. Não existe gente sem religião. O religare, o religare de alguma coisa que é maior do que nós, ele é feito por todas as pessoas.
As pessoas que se filiam a um partido e são ateus, por exemplo, eu já expliquei isso pra vocês com tranquilidade. Elas exercem uma filiação divina, como o religioso exerce. Por quê? Porque ela não sabe fazer outra coisa. Porque a personalidade é assim. Imaginem de maneira simples. Olha isso, de maneira extremamente simples. Imagina que vocês falassem assim para o olho de vocês. Meu olho, quando você olhar as coisas, tem como não ser imagem? Tem como você ser tarado por alguma outra coisa? Quando eu abri meus olhos, tem como você fazer uma outra coisa por mim?
Falei, tenta fazer isso aí pelo seu olho. Ele falou, seu olho não consegue. Por quê? Porque ele foi criado para isso. criado, se as pessoas estudassem um pouquinho mais sério assim, tipo Aristóteles falando da composição das coisas, Aristóteles quando montou um jardim botânico e um zoológico, você vê, com muita tranquilidade ele percebeu coisas bastante simples, é folha, o olho ele olha, o ouvido ele ouve, Então, vocês acham que se a gente tem uma parte imaterial, que quando o café está ausente, lembra do café, essa parte imaterial é capaz de o café não existir mais e eu fazer o café durar durante gerações, né?
E a gente conhece várias coisas que não existem mais por esse tipo de experiência. Do homem dar uma capacidade pra coisa de ir vencendo o tempo. Vocês acham que o espírito humano, essa coisa imaterial que tem dentro de nós, vocês acham que se vocês não quiserem ele vai parar de olhar? Vocês entendem como isso é simples? Ou como é simples o fato de que se eu toco o violino e eu faço uma canção, se eu destruir o violino, o violino ele é um instrumento, Ele é um intermediário, material, daquela realidade imaterial.
Não tão imaterial assim porque a gente sabe que o som ele se propaga através da matéria, nesse caso, da música do ar, né? E ele vai vibrar e nós vamos perceber a vibração. A vibração na fibra timpânica vai produzir uma corrente eletromagnética e ela vai fazer o efeito dele. A gente sabe que ele não é tão imaterial. A gente usa isso aí como alguma coisa bela pra dizer que o material sessorifica o imaterial. A gente sabe das coisas, sabe? Ninguém aqui é tão bobo pra achar as coisas que...
às vezes não dá tempo da gente falar tudo aqui, e as pessoas acham que a gente não pensou, não tem noção do que está falando, mas vejam, quando eu montei essa coisa aí da personalidade humana, eu estava tentando unificar a teologia com a filosofia, com o teatro grego, com a teoria da relatividade restrita do Einstein. Vocês vão ver na próxima aula, quando eu falar para vocês sobre consciência, eu vou mostrar para vocês como é a relação do intelecto com a consciência e vocês vão ver que é exatamente como funciona a teoria da relatividade restrita de Einstein.
Albert Einstein, de 1915. Vocês vão ver como é exatamente igual, como o espaço e o tempo são uma coisa, eles se manifestam dentro da nossa alma exatamente assim. E vocês vão ver quando eu contar histórias simples sobre a consciência, para vocês perceberem o papel da consciência e o que ela é. E por que eu preciso fazer isso por vocês? Porque eu lutei vários anos para tentar descobrir o que era consciência, e só me davam coisas imateriais. Vocês lembram quando eu falei para vocês? Eu estudei, eu peguei, eu tenho meus métodos aí que um dia vocês vão saber como é que é mais ou menos, mas uma parte dos meus métodos é o seguinte, é fazer um apanhado exaustivo de como se usa certos termos.
Então veja, eu estudei sete anos de teologia na materieclésia, Eu ia lá no mosteiro de São Bento, via lá, procurava o Dom Estêvão Bittencourt, na época que ele era vivo, para tirar as dúvidas, porque aquelas apostilas todas do Mater Eclésio eram tudo de Dom Estêvão. O meu diretor espiritual era um monge beneditino, então eu tinha certas facilidades de ter acesso a essas coisas. Então você vê, a coisa mais importante da teologia se chama graça, graça. Então, uma certa época da minha vida, eu peguei a palavra graça, e comecei a botar todas as manifestações da graça num papel, a graça santificante, a graça infusa, a graça sacramental, vocês entendem?
Tudo que eu falo de graça, tudo que tem graça no catecismo, tudo que tem graça na suma teológica, e eu falava assim, cara, o que de material é a graça? O que é a graça de material no mundo? Santo Irineu de Leão, usando o método de Santo Irineu de Leão. Eu quero chegar numa coisa imaterial. Como é que eu chego nela? Fala pra mim, ficou evidente, como dois mais dois são quatro, de que a graça é a presença. Vocês vão ver. Eu tenho uma solução rabiscada para as quatro forças fundamentais da física.
Vocês já viram quando eu conto pra vocês sobre a presença da minha esposa, como a presença dela exerce uma força em mim? Pois é, ninguém sabe qual é a força que é exercida pela Terra. A gente tem uma fórmula, né? A gente tem uma fórmula, que a força da gravidade é igual à massa vezes a aceleração da gravidade. A gente tem uma fórmula, mas não existe o tal do graviton. A partícula, você entende? Que é o vínculo entre nós e uma presença. Não existe, pô. Você tá entendendo?
Ele falou, isso aí, esse drama da física é o mesmo drama da teologia. Vocês estão entendendo? Você quer ver outro? Os dramas da ótica. Ele falou, olha, a física ela não sabe o que é a luz exatamente. Ela não sabe. Ela não sabe porque às vezes a luz se comporta como um ponto, o tal do fóton, né? E em algumas experiências como ponto. E em algumas vezes a luz se comporta como onda. Tanto é que o Albert Einstein, ele ganhou o prêmio Nobel não foi por causa da teoria da relatividade, foi por causa da solução do fenômeno fotoelétrico.
Então você vê, esse drama de não saber se a luz é um, Ou se ela é uma onda? O que é uma onda? Uma onda é uma coisa, é um ponto que se relaciona com um ponto e a diferença de potencial entre eles causa um relacionamento que são eles. Você entende? Quando eu narro o que é uma onda para vocês, a narrativa desse fenômeno é exatamente a mesma narrativa sobre a Santíssima Trindade. Agora você vê, aí tu pega um acelerador de partículas desse tipo que tem lá na fronteira da França com a Suíça, você vai no acelerador de partículas lá, aí você vai ver, bota lá para colidir luz com luz, Ou seja, uma coisa que você não conhece com uma coisa que você não conhece.
Um imaterial com um imaterial. O nada com o nada. Eles geram matéria. E na explosão, na colisão de luz com luz, gera neutrino e energia. Então você vê, o relacionamento da luz com ela mesmo gera um filho material no mundo. Você entende? Eu estou falando, isso é um drama da física. Vocês estão entendendo? Isso é um drama da física. Você vai no teólogo, ele está tentando resolver os mesmos problemas. Você vai num cara que tem crise de personalidade e o terapeuta deveria estar tentando resolver o mesmo problema.
porque aquele cara tem um passado, no passado ele viu que no passado é melhor ser fiel à esposa, aí ele faz um roteiro, então no passado, esse é o mundo imaterial né, esse é o mundo imaterial, é a coisa da cabeça dele, da memória, aí ele imagina um mundo onde ele vai ser fiel à esposa, porque a fé do passado é o fundamento da esperança do futuro, aí esse relacionamento da coisa material com a coisa imaterial, é dado para o personagem no mundo, a matéria para tentar cumprir, Aí o cara chega pra mim e fala assim, Diego, porque que o meu personagem não consegue cumprir o roteiro do roteirista que é o que eu acredito que vai me fazer feliz?
Falei, pô, esse é o mesmo drama da física e da teologia, porra. Vocês estão entendendo? Era isso que eu tava tentando resolver. Entendeu? Falei, cara, obviamente por uma questão de apostolado, né? Eu falei, cara, como que eu ensino isso pro meu amigo que só quer saber de física? É por isso que eu falei pra vocês. A primeira aula que eu dei na minha vida sobre as três pessoas foi sobre a teoria da relatividade restrita do Albert Einstein, porque o cara que me ouvia era tarado por física, você entende?
Então, quando essa semana eu atendi um juiz Como que eu explico pra ele a personalidade dele? Eu explico exatamente como é no direito, pô. Como é que é no direito? Olha pra a manifestação dos governos do mundo. Eu tenho um judiciário, um legislativo e um executivo. Eu falo, é a mesma coisa que a personalidade humana, pô. Exatamente a mesma coisa. Entende? Tinha que ter uma coisa em comum, pô. Tinha que ter uma coisa em comum. Entre essas realidades, por que tem que ter uma coisa em comum entre essas realidades?
Porque onde elas se encontram para serem entendidas? Na personalidade humana. Quem faz direito é o homem. Olha, eu tenho uma pretensão grande, grande. Eu tenho estudado muito aqui relações internacionais, geopolítica, política, estratégia, eu tenho estudado muito essas coisas, em cada uma dessas coisas que eu tenho estudado, eu tenho colocado lá do ladinho separado aqui, como ela foi construída no mundo através da personalidade humana, então a economia é isso, a geopolítica é isso, as relações internacionais são isso, o teatro é isso, a teoria da relatividade é isso, a teologia é isso, a psicoterapia é isso, por quê?
Porque o centro de tudo isso é o homem, entendeu? Só que o centro de tudo isso ser o homem, porque veja bem, Eu, como disse Santo Irineu de Leon, eu olho para as coisas que existem, eu tomo o café e a partir do café começam a sair os meus juízos do crítico, não é isso? Que depois ele vai dar para o roteirista para eu comprar café amanhã. Só que eu, com corpo material e alma espiritual, como disse Aristóteles, e a gente não consegue se livrar disso, nada chega no mundo do intelecto sem antes ter passado pelos sentidos.
Isso é importante para vocês entenderem a aula que vem, para vocês entenderem porque a consciência não existe desde que a criança nasce. a não ser uma consciência só do personagem, uma consciência corporal, porque tem uma consciência corporal. Mas você vê, para nós, o café do mundo imaterial, ele teve que existir antes no mundo físico. Só que para ele existir no mundo físico, antes, para um outro alguém, Ele existiu primeiro como palavra, não como palavra falada.
Então, por exemplo, se você é católico, Deus falou a palavra e a coisa se fez. A palavra se faz carne. Com a gente não acontece isso. Quando eu falo café, eu tenho eu tenho que trabalhar, para eu encarnar a palavra, a minha vontade se encarnar no mundo, eu tenho que lutar por ela. Só que para um outro alguém, primeiro existiu a palavra pura, e quando ela foi dita, ela foi feita. Então você vê, é uma estrutura como que num espelho. Ela tem a mesma imagem mas ela é invertida como triângulos semelhantes.
Vocês já viram como é que são triângulos semelhantes, né? A gente resolve que os três ângulos opostos são iguais por causa da teoria de Tales, das paralelas cortadas por uma reta, por uma semirreta, por um segmento de reta. Não é assim? Então você vê. Essas coisas não são difíceis de perceber, não. Mas por que a gente se ferra pra caraca? A gente se ferra pra caramba Porque a gente não procura unidade nas coisas. E vocês veem, quando eu dei a aula sobre a consciência na semana passada, você vê, eu já falei para vocês algumas vezes o tipo de gente que eu atendo, satanista, gente que já fez o que vocês imaginarem com sexualidade, já mudou de sexo, já fez cirurgia para tirar órgão genital, botar órgão genital, gente que em manicômio, em hospício, onde vocês pensarem, aparece gente para ser atendida, você vê.
Por que dá para a gente pegar uma pessoa dessas em qualquer ponto, em qualquer ponto da vida, e levá-las para a perfeição? E é óbvio que dá, é óbvio que dá, eu sei que dá, por quê? Porque, para mim, a personalidade humana está desenhada. Quando uma pessoa fala assim para mim, tristeza, eu falo, eu sei do que ela está falando, Ela está falando de um espaço entre as três pessoas. Esse é o fenômeno. Tecnicamente, isso é a tristeza na personalidade humana. Se ela fala para ele de soberba, de luxúria, de problema com dinheiro, de não consegue arrumar namorada.
Você olha para a personalidade humana e, pô, eu entendo. Eu entendo como é na personalidade humana, na teologia, na teoria da relatividade restrita. Vocês entendem? As coisas, elas se tocam, pô. Elas se tocam. Se elas não se tocassem e não tivessem nada em comum, E se vocês conseguirem guardar o que eu tô falando aqui na live, eu prometo pra vocês que em breve o que vocês chamam de simbólica vai estar na mão de vocês. Vai estar na mão de vocês. Isso tudo eu tô falando por causa de uma pergunta que apareceu aí.
Qual pergunta que apareceu aí? Eu consigo juntar o domínio com O sentido da vida? Olha, isso pra mim, quando você pergunta, as duas coisas, elas brilham na personalidade humana numa imagem que eu tenho na minha cabeça, da trindade. O sentido da vida é a tara, é a imagem do olhar do roteirista. Ele é a causa final do homem. o roteirista, então você vê, presta atenção no que eu estou fazendo aqui, eu estou juntando a logoterapia do Viktor Frankl com o teatro grego, o roteirista, com as quatro causas de Aristóteles, que existe em tudo que existe, se existe em tudo que existe as quatro causas de Aristóteles, Se toda vida que é uma coisa, como tudo que existe, existe um sentido, porque se ela vive, ela vive pra uma direção, ela tá diluída no tempo e com o caminhar do tempo ela vai pra um lugar, você entende?
Pô, e o roteirista, ele faz o quê? Ele faz o roteiro pra onde a vida do homem vai. Então presta atenção, quando você acorda e abre o olho, o olho quer ver. O roteirista quer sentido de vida. Então você vê, a logoterapia é uma maravilha sem tamanho. Ela não é uma maravilha sem tamanho? Quem conhece logoterapia, quem já foi em atendimento logoterapêutico, os escritos do Victor Frankl são uma maravilha, não são? Qual é o detalhe do erro da logoterapia? É que o roteirista não é o centro da personalidade.
O centro da personalidade é uma outra coisa que não é o homem. É outra coisa fora do homem. É uma coisa que aparece. É a imagem que aparece e ela é a tara do seu olhar. É o café que aparece e eu tento dominá-lo como personagem com os sentidos, depois com a minha memória eu tento fazer juízos e depois eu vou achar o sentido da minha vida com o café. Entenderam? Ou seja, amanhã no roteiro da minha vida vai ter café. Vocês entendem? Então, as coisas estão aí.
Elas estão encaixadas aí. Então, se vocês não tiverem um olhar... Você vê, eu não acompanho ninguém aqui na internet. Eu não olho... Eu só tenho uma tentativa diária quando eu consigo entrar no Instagram. O único Instagram que eu tento ver é o da minha esposa, Maria. Mas eu não consigo ver mais nada de ninguém aqui. Zero. eu estou falando isso porque as pessoas me mandam perguntas, e eu acredito que se elas me mandam, sobretudo quando várias pessoas mandam um certo tipo de pergunta, eu acredito que elas devam ver em Instagram de gente influente, eu não estou aqui para causar treta, mas eu vou dar um exemplo para vocês, educação de filho, uma pessoa pergunta assim para mim, ai Diego, ouvi que fulano de tal falou que, pô, era bom mandar o filho para ficar sozinho no quarto quando ele fazia coisa errada, o caramba", ele falou, olha, se eu olhar para a personalidade humana, está desenhado aqui na minha cabeça, eu pensar assim, cara, eu vou pegar o meu filho e vou colocá-lo dentro do quarto sozinho, está errado, não é para fazer, está completamente errado, por quê?
Porque não é assim que a personalidade humana funciona, porque a solidão é uma desgraça. A solidão só pode ser uma graça se ela não for solidão, ou seja, que é o que vocês vão continuar a ver com o tempo, com a consciência. Se uma pessoa está sozinha, mas ela sempre ouve uma voz, vocês vão ver como isso acontece. Eu, na próxima live, vou mostrar isso para vocês através da educação infantil. através do fenômeno simples de um filho estar sentado, fazer alguma coisa que ele não sabe se é certo ou se é errado, e quando ele faz, ele logo procura o meu olhar ou o da minha esposa.
Quem que ele está procurando? Os autores da ordem. Então, se existe presença disso, existe a graça. É por isso que uma criança jamais deve ficar sozinha, de castigo, na solidão de um quarto. Vocês entendem? Não é nunca pra mandar uma criança pra castigo na solidão no quarto. Não é nunca. Você entende? Porque uma criança não tem maturidade. Ela não tem uma presença que fique com ela. Ela tem alguma coisinha ali. que se chama Sinderes, é o nome que Santo Tomás de Aquino deu, para o lugarzinho da consciência que ainda é frágil, então não deve ficar sozinho, deve ficar diante do nosso olhar, para quando ele fizer alguma coisa de errado, ele poder olhar em volta, e achar esse olhar, e esse olhar julgar o mundo pra ele.
Esse é o fundamento de uma consciência que vai crescer e vai ser forte ou não. Vocês entendem? É assim que se forma uma consciência em tenra idade. Pela presença de um olhar forte que ordena o mundo, e quando a criança tá na dúvida, ela busca esse olhar, e esse olhar dá ordem pra ela. Essa voz constante, julga no sentido de dizer o que é certo e o que é errado, isso aqui está errado e vai destruir a sua vida e vai te deixar fraco, é essa presença que vai fazer a diferença na vida de um adulto, de quando ele comete um ato, dele parar e falar assim, olha eu estou sozinho, só que ele vai se perguntar, como ele se perguntava quando tinha a presença do olhar, porque ele foi educado a fazer aquilo, ele foi treinado a fazer aquilo, ele amou e foi amado por aquilo.
Então ele tem a presença daquilo na vida dele, na memória do crítico e na imaginação do roteirista. E no próximo capítulo a gente vê como é que isso aparece no espaço. Porque quando eu estou falando do personagem, do crítico e do roteirista, eu estou falando de três pessoas, cada uma presente em um tempo diferente. Só que segundo a teoria da relatividade restrita, o espaço e o tempo são uma coisa só, né? Então, quando um se agiganta, os outros parecem diminuir, porque eles parecem que são uma coisa só, né?
Quando um se manifesta e vem à frente, parece que os outros o sustentam desde a retaguarda, não é assim? A relação do espaço com o tempo, se eu aumento muito a velocidade, O que começa a acontecer com o tempo? Ele começa a passar mais devagar, não é assim o que a gente aprende? É assim. Você vê, já que nessa live a gente está falando de coisas aleatórias, olha que maravilha a luz. Eu falei da luz, de um drama dos físicos no tratado da ótica. na teoria da relatividade restrita, vocês sabem que se eu estou andando a 100 km por hora, se vocês andarem na mesma direção que eu, estou a 100 km por hora, se vocês começarem a andar, se vocês andarem a 99 km por hora, com qual distância eu me afasto de vocês?
1 km por hora, não é isso? Tal da velocidade relativa, não é assim? Vocês sabiam que a luz tem uma velocidade de 300 mil metros por segundo? A velocidade da luz. Se a gente estiver em uma velocidade metros por segundo. Vocês sabem qual é a velocidade que a luz se afasta de nós?
Qual é a velocidade que vocês chutam? Mil, né? Mil metros por segundo. Não é isso? Que é o que falta, né? De 299 mil, não é assim? Com a luz não é assim. Se vocês tiverem na velocidade de 299 mil metros por segundo, muito perto da velocidade da luz, ela se afasta de vocês a 300 mil metros por segundo. Estranho, né?
Sabe o que isso significa? Você vê, quando eu morava lá no Líbano, Eu ficava lendo aqueles escritos lá de Averroes e Avicenna, do século XII, século XI e XII, que foram muito comentados por Santo Tomás de Aquino. Eles confundiram o intelecto passivo com Deus, por causa de uma capacidade que um dia vocês vão descobrir quando eu explicar para vocês como é que o intelecto passivo opera no mundo. Como é que ele olha? O que é a imagem que ele vê? Eles achavam, como algumas heresias na história da igreja, que o homem, por esforço próprio, ele podia chegar.
Ele podia chegar. Só que eles não conheciam a luz. Santa Teresinha conhecia. Quando ela falava assim, quanto mais eu me aproximo de Deus, mais parece que Ele se afasta para que eu avance mais e para que eu não pare. Isso, nos grandes tratados de mística, Einstein, sabia que uma coisa só pode chegar na velocidade da luz se ela botar todo o esforço da vida dela, a luz continua se afastando dela com a velocidade da luz, sem velocidade relativa, não existe relatividade para a luz, então você vê, somente se um homem abrisse mão da vida dele para falar assim para a luz, luz eu já entendi, que é somente se eu me transformar em você que eu chego.
Isso é ótica. Física. Mas é a mesma coisa que está escrita nos tratados de mística, você entende? Quando vocês olham os caminhos de santidade, a via purgativa, a via iluminativa e a via unitiva, vocês vão ver que todos os grandes santos chegaram à conclusão que eles tinham que, em algum momento, falar igual São Paulo. Ele falou, é, não sou eu que vivo, porque se eu viver e tentar com a minha força, eu eu não consigo chegar perto, parece que eu estou chegando perto, mas não dá, com a força do homem não dá, então é somente a presença da luz, e você falar assim para mim, eu não quero ser eu, eu quero ser como você, e se perder, que você se encontra, você está entendendo?
Isso é a luz, como é que um físico não vai entender o tratado de Mishka de Tanqueray, ou de Garrigou Lagrange, ele deveria entender, porque é o mesmo drama, porra. Vocês estão entendendo isso que eu estou falando para vocês? Então, quando as pessoas falam assim, Diego, tem a ver, tem a ver, tem a ver. Virtude teologal, a fé. Vocês sabem? Eu era encabulado, pô. Quando eu tinha uns 15, 16 anos e eu procurava a unidade dessas coisas, eu era encabulado. Porque eu falava assim, cara, como é que pode ter esse treco aqui, tá ligado?
Esse tratado aqui de mística, do Garrigou Lagrange, das três idades interior, do caminho purgativo, iluminativo e mitico, como é que pode ter essa parada aqui? Essa parada ser a verdade mais alta do homem? Pô, e o cara que tá tentando se matar, o cara que tá fazendo sexo adoidado, que tá nas drogas, não tá buscando? Ele falou, mas é óbvio que tá, porra, porque o olho é tarado pela imagem do olhar, vocês entendem? Mas é óbvio que tá buscando, não tem como não buscar. Então você vê, é...
Eu não tô aqui como um idiota tentando convencer os outros de que religião é verdade, cara, mas não tô aqui, você entende? Na verdade é o seguinte, a pessoa, ela deveria fazer muito esforço, pô, é preciso muito esforço, mas muito esforço pro cara falar assim, ó, um cara que estuda, sério, né? É que as pessoas que vocês conhecem, vocês acham que elas não abraçam a religião por causa de intelecto, aí você fala, não é, o intelecto nasceu para a religião, elas não abraçam a religião por causa da imoralidade que vocês desconhecem, vocês entendem?
É assim, é assim, as pessoas não chegam a Deus e ao mais alto da religião por causa da imoralidade, não é por causa do intelecto, porque o intelecto, o olhar do intelecto é a divindade, vocês entendem? É como uma pessoa tentar se convencer que o que ela olha com o olho dela não é imagem, que é cheiro que ela sente, pô. Entende? Eu não estou aqui como um jovenzinho que descobriu que é maneiro a religião que me converti ontem, e que estou, ah, pô, é maneiro, é legalzinho, parada de religião, cara, eu acho que vocês estão, ou aqui como quem quer vencer na argumentação, eu quero ajudar vocês, o caramba, o caramba, o meu drama, a minha angústia, o levante da minha força irascível, sabe qual é o levante da minha força irascível?
é que as pessoas que não abraçam isso, elas vão sofrer e vão ser infelizes, e porquê que isso me importa? Porque eu as atendo todo dia com dor e sofrendo, vocês entendem? E com angústia e depressão, é por isso que isso me importa, não me importa porque eu quero ser mais inteligente do que elas ou eu quero ter razão, me importa, Me importa? Porque um dia eu sei que eu vou ser cobrado das pessoas que passaram na minha mão e que eu não amei completamente. Vocês entendem?
É por isso que me importa. Que se dane. Vocês concordam comigo, não concordam comigo? Eu já não sou mais nenhum molequezinho, nenhum jovenzinho para ficar chateado se a opinião de vocês é diferente. Eu faço as paradas na internet, eu nem olho o comentário, tá ligado? Para ver se nego acha, se nego não acha. Eu vou falar para vocês, de coração, assim, de verdade mesmo, eu acho até que pouquíssimos de vocês podem opinar nas coisas que eu procurei e tentei fazer, de verdade mesmo, mas sabe por quê?
Não é porque eu me acho melhor não, é porque na verdade isso nunca interessou de verdade para vocês, vocês entendem? Nunca interessou de verdade, quando eu falo, eu falo pessoal, quando eu estudei História da Igreja, eu dediquei de dois a três anos lendo História da Igreja, né? Falei, cara, eu fiquei, Eu ficava pelo menos um mês em cada século tentando fazer exercício, pô. Então, quando eu chegava na ordem dos frades de mendicantes pra conhecer aquela história da igreja, várias vezes eu fui dormir na rua com o mendigo na Presidente Vargas entregando comida, você entende?
Essa porra de conhecer as coisas com intelecto, isso é... Isso é coisa do demônio, porra. O demônio que conhece com o intelecto puro, sem o corpo, tá comprometido no mundo, vocês entendem? É por isso que obras são amores. É por isso que o amor humano são obras. Eu não quero saber se na tua ideia tem a intenção gostosinha de lavar a louça, ou ter o roteiro amanhã de casar e ter o amor à família, o caramba. Eu quero saber se você tem capacidade agora de deixar o prato lavado na pia, você entende?
Porque as obras é que são amores, porra. Eu não quero saber se você sabe história da igreja, Você tá entendendo? Eu não quero saber se você sabe sobre São Francisco da Cispo. Eu quero saber! Se você pega o cara na rua ali e veste ele, você entende? Se você dá comida pra ele, se você o alimenta, se você sabe o nome dele, isso é filosofia encarnada no mundo. Isso é a vocação da filosofia. A filosofia não tem nada de emprestável. Pelo contrário, a vocação da filosofia é se encarnar no mundo e se transformar no maior amor que a gente conhece nessa vida.
Você entende? Et verbum caro factum nesti. E o verbo divino se fez carne. Essa é a vocação da verdade da filosofia quando você está estudando sobre pobreza. Quando você está estudando sobre casamento. Por que que nego não consegue levar um casamento adiante? Porque as pessoas pensam muito, pô. Elas fazem muitos planos pra levar casamento adiante. Tu devia fazer o que? Tu devia fazer as coisinhas de casa assim, dia após dia, as coisas simples, encarnar o amor, encarnar o amor, encarnar o amor. Mas nego, pensa pra caraca, nego, intelectual pra caraca, tá ligado?
Nego, pra lavar um prato, pensa pra caraca, faz um monte de contas. Nego, pra lavar um prato, faz assim, ó. Pô, mas meu marido ou minha mulher... Pô, tá na sala sentado, pô, é injusto. Você tá entendendo? Nego calcula amor, porra! Nego calcula amor! Eu vejo isso direto agora em discussão de parada de casal. Nego calculando amor. Nego calculando amor. tá perdido pra caraca e, sobretudo, por saber coisa demais. É por isso que eu, inclusive, não faço live todo dia. Eu não acredito nisso, que vocês têm que saber coisa pra caraca.
Vocês estão perdidos pra caraca porque vocês sabem coisa pra caraca, mas o que vocês sabem que é a vida do crítico não tem um roteiro encarnado no mundo, vocês entenderam? Não tem um roteiro encarnado no mundo, pô. Isso é triste pra caramba, pô, porque nós nascemos pra isso. Porque o olho nasceu para o olhar. O olho nasceu para o olhar. Não importa se o seu olho é castanho, se o seu olho é azul, se você tá com uma doença no olho, você entende? Ele vai continuar sempre sendo para o olhar.
Porque você não consegue mudar a finalidade. Ninguém aqui consegue mudar a finalidade do homem. Eu já encontrei uma mulher andando num shopping, em Salvador, com uma colheira como cachorro, vocês entendem? Ela tá andando como cachorro no chão. mas o coração dela continua procurando a mesma coisa que o meu, que é a perfeição, que é largar a vida dela para se transformar em luz, para a plenitude pela qual nós fomos criados, é por isso que Santo Agostinho quando falou, ele falou com o coração em chamas, Senhor criaste-nos para ti, e o nosso coração não descansa nunca, Nunca, enquanto te encontrar.
Senhor, nós vamos andar num shopping amarrado na coleira como um cachorro. Mas ainda assim o meu coração vai estar te procurando. Porque o olho nasceu para o olhar. Vocês não podem nunca desfazer isso. Vocês entendem? Não dá pra desfazer isso. Não dá pra desfazer. Beleza, pessoal. Que maravilha, minha primeira live dos 38 anos com vocês. Obrigado pela companhia, pela paciência de sempre. Até breve, se Deus quiser. Bom descanso. Hoje eu não escolhi o tema, foi por causa da pergunta. Foi por causa da pergunta do rapaz aí.
Tamo junto. Um abraço, pessoal.