A estrutura da pessoa
O fundamento da psique humana
- escravo do bem
- fé, esperança e amor
- o caminho da verdade (hexágono)
- o triângulo da psique humana
- virtudes teologais / ontologais
- a entrega = amor
- a árvore do conhecimento do bem e do mal
- o mundo da lógica = só o possível
- crença (passado) e esperança (futuro)
- virtude como inclinação
Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 12:16.
“Eu vou enunciar aqui o princípio básico do que eu estou falando. Nós somos escravos da busca do bem e não há maneira diferente.”
Trechos da aula
Nós somos escravos da busca do bem e não há maneira diferente.
a cabeça humana, ela só funciona por três inclinações necessárias, que se chamam fé, esperança e amor
Até quando ele escolhe as coisas erradas e o mal, ele está tentando o tempo todo escolher o bem.
Transcrição completa
Boa noite, pessoal. Pela hora, óbvio que eu não esperava vocês. Vou continuar aqui com o assunto que a gente começou na semana passada para deixar gravado, principalmente depois das conversas que eu tive com o pessoal durante a semana. E, sem dúvida, a resposta de vocês ajuda bastante no que a gente tem que fazer. Bom, o som tá bom, a imagem tá boa, né? Então vamos lá. Bom, aparentemente o desenho que eu fiz sobre a verdade, a sua vocação, a sua encarnação ajudou, né?
Pessoal, teve uma galera até que me pediu, eu fiz até um desenho mais elaborado e mandei para um pessoal em particular. Certamente daqui a pouco eu vou mostrar aqui para ajudar. Olha só, a gente estava falando sobre a verdade e eu tenho muito pé atrás com essa coisa de a gente tentar ser guru das pessoas. Acaba que, eventualmente, como as pessoas às vezes não querem aprender algumas coisas, a gente tem que ser guru, ou seja, tem que dar uma ordem meio que sem explicação para as pessoas fazerem as coisas certas.
Mas obviamente a minha tentativa aqui é sempre dar os fundamentos para que cada um ande com as suas próprias pernas. A Mariana me mandou uma pergunta aqui, que na verdade eu queria muito que essa pergunta fosse feita, porque essa pergunta podia ter sido a primeira palestra. Eu fiquei na dúvida se eu começaria pela verdade. dizendo quais eram os passos que a verdade tem que realizar para se encarnar, ou eu poderia começar pela força que faz a gente andar por um caminho da verdade. Então a Mariana me perguntou assim, esse percurso que você explicou da verdade, ele ocorre automaticamente?
Essa responsabilidade em dar o testemunho surge como algo natural ou é algo que precisamos ter consciência e buscar prosseguir? O que motiva a pessoa a ir avançando nesse percurso? Então, quando a Mariana me fez essa pergunta, obviamente facilitou as coisas pra mim, porque Hoje eu pretendo mostrar para vocês algumas coisas que me deixavam angustiados, principalmente quando eu ia em algumas palestras ou assisto até hoje e o pessoal sai jogando um monte de assuntos e a gente não tem a mínima ideia do que está acontecendo ou como se orientar.
Inclusive, teve uma pessoa aqui que falou assim, poxa, faz lives diárias. Ele falou, cara, eu não tenho condições nenhuma de fazer lives diárias. Na verdade, o tempo é o tempo que dá. Olha a hora que eu estou chegando aqui para deixar um vídeo aqui sobre esse assunto para facilitar algumas conversas. Então, o tempo é o que dá para a gente fazer. Aí, olha só. Eu dei o exemplo do café de São Tomé e Príncipe. Essa live aqui, ela vai precisar que depois, quem for vê-la, vai precisar dar um pulinho na live anterior para saber quais são aqueles seis passos da verdade, completando com o sétimo, que seria o centro daquele hexágono que a gente fez.
Eu vou mostrar novamente. A imagem que a gente fez da última vez foi basicamente essa aqui. Vocês vão ver o contrário aí. mas é o que a gente vai continuar falando aqui hoje. Então, como que a gente... eu dei o exemplo do café e hoje vou falar sobre coisas simples também, que me dá uma angústia tremenda quando eu começo a ver filosofia feita a partir de assuntos que a gente não consegue transformar em realidade. Tipo, hoje eu estava assistindo uma palestra sobre filosofia, sobre o eu transcendental de Immanuel Kant.
É um pouquinho difícil. Eu gosto muito do assunto, então, obviamente, eu ouço aquilo ali e tento encarnar aquilo na minha vida real, até pra poder passar pras pessoas que eu costumo conversar sobre esse assunto aí. Então, olha só, pessoal. Eu vou aqui, novamente, botar o pé no chão pra gente falar das coisas mais triviais que existem e a gente tentar entender as mais elevadas. O que faz ser extremamente comum para a gente quando a gente está bebendo água, ou vendo um jogo de futebol, ou saindo com os amigos, ou tentando fazer algum tipo de trabalho, ou indo para uma festa à noite?
Estou falando coisas simples, mas a gente pode pensar aqui em umas coisas mais complexas também. O que motiva a gente? quando o cara sobe lá o morro pra usar drogas, quando a mulher tenta se suicidar, quando vai ser praticado um aborto. O que tem em comum entre beber um copo de água, sair à noite ou fazer todas essas outras coisas? O que tem de incomum nisso é que em todos esses casos, A gente está procurando alguma coisa que eu vou inicialmente chamar aqui de bem, né?
Eu falo, caramba, Diego, você está maluco, cara. Como é que o cara que está se matando agora, nesse momento, enquanto a gente fala aqui, ele está procurando um bem? Eu falo, cara, mas é óbvio que está, né? Se o cara está pulando de um prédio agora, no mínimo ele quer aliviar o sofrimento da vida dele, que está perdendo o sentido. Se o cara está se drogando agora, obviamente ele quer sentir aquele prazer ali, dar uma desligada na consciência para parar de sofrer ou para sofrer menos.
E, obviamente, quer a mesma motivação do que o cara se eu levantar agora e se eu for ali na cozinha beber uma água. É quando eu vou ali na cozinha beber uma água, o que que tá acontecendo? Eu vou ali porque tá me faltando alguma coisa, ou então eu tô sentindo alguma coisa, que é a sede, e eu vou motivado pra isso beber água. Mas por que que eu vou levantar daqui e vou lá beber água, ou tá aqui? A minha boca tá ficando seca, eu vou aqui e vou beber um gole de água.
Ora, parece auto-evidente que quem tem sede beba água, mas, por exemplo, meu filho pequenininho, eu que tenho que ficar dando água de vez em quando, a Maria Helena aqui, eu tenho que ficar dando água de vez em quando, porque Obviamente ela ainda não sabe que quando se tem sede ou não sabe nem exatamente o que é sede, ela só sente um incômodo e chora por causa do incômodo. E eu vou lá e dou água pra ela, até que um dia ela perceba que a água tem essa capacidade de matar a sede, né?
Então, olha só. E aqui que tá o pulo do gato, né? Aqui que tá o pulo do gato. A gente quando faz psicologia ou tenta entender alguma coisa da vida humana, A gente tem procurado algumas coisas meio místicas, porque de alguma maneira isso atrai a gente. Então o cara que aprendeu um pouco mais de psicologia, ele vai lá, lê Jung, vai ler meia dúzia de besterol lá do Freud, por exemplo. Ah, então todas essas ações aqui que eu estava falando, o fato de beber água ou de conversar com meu amigo, querer fazer amizades, jogar um futebol, ver...
O Freud tentou explicar isso tudo pelo quê? Por uma pulsão sexual. O Jung por alguns arquétipos, que faz até um pouco mais de sentido. Mas, obviamente, Quando a gente enfrenta esses assuntos com um pouco mais de humildade e olhando para a nossa vida do dia a dia, até porque nem todo mundo tem condições de Lefroy, de Jung, porque são obras gigantescas, a gente percebe que está faltando alguma coisa. Está faltando alguma explicação que é um pouco mais simples do que isso para a nossa vida. Então, essas explicações, elas não só já curam várias neuroses nossas, como sem precisar de um guru depois que fique falando o que a gente deve fazer, a gente consegue raciocinar sozinho, com as nossas próprias pernas.
Então, olha só, para eu beber um simples copo de água ou, como na última palestra, o café de São Tomé, para eu fazer isso, eu preciso, obviamente, de uma crença, eu preciso acreditar que aquele café, aquele copo de água vai matar a minha sede, no caso da água, ou o café vai me dar um pouco mais de energia, lembra que foi esse o exemplo que eu dei, eu preciso acreditar nisso, é sempre um motivo de crença, a minha emoção, o meu movimento é um motivo de crença, Eu preciso beber um pouco de água.
Eu já aprendi, eu tenho um testemunho pela minha vida, pela existência, de que a água mata a sede. Eu acredito nisso, que a água mata a sede. Apesar de não ser sempre assim, né? Eu posso tomar um copo de água e de repente me engasgar, como já aconteceu, me dar um soluço. Falei, caramba, o bem que eu procurava na água eu não encontrei, pelo contrário. Até me fez um pouco de mal, né? Essa água aqui. Então existe esse primeiro componente no movimento, que é o movimento de tudo.
Se eu vou numa festa, eu vou numa festa porque eu acredito que aquele é o melhor, por diversos motivos. O cara que vai tentar se matar, ele vai tentar se matar porque ele acredita, ele acredita, de alguma maneira ele acredita que aquilo ali vai fazer. vai ser o melhor pra ele naquele momento. E isso não só é verdade que precisa de um testemunho, precisa de uma crença, como quando o Goethe escreveu Os Sofrimentos do Jovem Werder, na região que ele vivia ocorreram vários casos de suicídio.
Não sei se alguém conhece o livro aqui, mas obviamente tem um caso famoso de suicídio no livro. e isso tornou possível, lembra do caminho da verdade que eu falei na semana passada, se tornou possível... que as pessoas resolvessem problemas, até porque Goethe, naquele livro, deu como uma boa solução para a vida que o suicídio, naquele caso romântico, fosse uma possibilidade. Então teve gente por aí se matando, achando que aquilo ali era o melhor caminho a ser escolhido. Então a gente vai vivendo assim, né? A gente vai vivendo de um testemunho que as pessoas dão pra gente, de vários caminhos, de possibilidades, e a gente vai escolhendo, achando que está escolhendo o melhor.
Então, de alguma maneira, percebam aqui, Eu vou enunciar aqui o princípio básico do que eu estou falando. Nós somos escravos da busca do bem e não há maneira diferente. A partir desse momento que eu estou enunciando isso para vocês, vocês podem passar a vida de vocês inteira tentando descobrir qual é o motivo de vocês fazerem tudo. Vocês vão falar assim, é porque eu acho que isso é bom, porque esse aqui é o melhor, porque eu estou buscando a verdade como um bem. E obviamente depois a gente vai conversar um dia a parte para hierarquizar cada um desses tipos de bem, tá bom?
O importante agora é que vocês aprendam o primeiro movimento do funcionamento dessa cachola aqui da psique humana. O primeiro movimento da psique humana é aquela crença que faz a gente girar naquele caminho de verdade. Então eu preciso acreditar que o caminho que eu estou buscando de bem vai me dar o produto que eu quero. Então vamos lá, vamos voltar novamente aqui pra água. Eu acredito que ir lá na geladeira beber água vai saciar a minha sede. Ora, Então, veja bem, agora eu tenho um segundo movimento.
O primeiro movimento é uma crença. Eu preciso acreditar na água. Eu preciso, de alguma maneira, de um testemunho anterior da vida, como eu faço com meus filhos mais novinhos aqui, de dar água para eles, até que um dia eles aprendam que água mata sede. Então, quando eles estiverem com sede, eles vão acreditar, eles vão dar crédito para esse copo de água aqui. E esse copo de água, ele vai ter que ser o objeto que vai saciar a sede minha e do meu filho. Ou seja, quando eu acredito na água, automaticamente, e aqui entra a pergunta da Mariana, o que movimentava naquela roda do hexágono da verdade da semana passada?
O que me faz movimentar naquela roda é essa Esse crédito inicial que eu dou pra água, eu acredito que a água vai matar a minha sede. Logo depois disso, ou praticamente junto, eu coloco a minha esperança na água, porque eu acredito que a água mata a sede. Então se eu vou tomar água, eu tenho esperança nisso, eu espero realmente que ela mate a minha sede. Então esses movimentos, eles carregam em si dois aspectos. A crença de que a água mata a minha sede é o aspecto do passado, porque eu aprendi isso no passado.
Eu carrego isso em mim, na minha memória. A água mata a sede. E isso é auto-evidente pra gente, porque a gente pratica. Mas eu não sei se vocês já acompanharam casos de gente com Alzheimer. Depois, com Alzheimer, essas pessoas têm experiências de terem sede e não lembrar mais qual é o objeto que mata a sede. Então elas não dão mais crédito para a água simplesmente porque elas não têm mais o testemunho na memória delas de que a água mata a sede. Então está lá o movimento da crença.
Eu acredito que a água mata a sede. sendo que eu já vi isso acontecer na minha vida. Lembra, mais uma vez, da palestra da semana passada. Primeiro está como possibilidade de matar a sede, depois eu já vi isso no mundo, ver a semelhança, depois aumenta a probabilidade porque eu já viava matar a sede várias vezes, depois eu tomo a água, a água se encarna em mim, ela mata a minha sede efetivamente, depois disso eu crio a responsabilidade de ensinar para as pessoas e dar um testemunho de que a água mata a sede.
Aí começa o ciclo novamente, porque para quem eu dei esse testemunho, a pessoa acredita em mim que a água mata a sede. Aí quando ela estiver com sede, ela vai esperar que a água mate sua sede. Então eu já tenho aqui dois movimentos humanos. Eu acredito que a água mata a sede e eu espero que ela mate minha sede. Quando essas duas coisas se juntam, um passado e um futuro, porque eu acredito no passado e eu espero no futuro, quando essas duas coisas se juntam, ocorre o fenômeno que a gente chama de tempo, ou tempo presente.
Então o presente é sempre esse limite entre o que eu acredito e o que eu espero. E como isso se realiza no presente? O presente sempre se realiza por uma transformação. Eu estou aqui agora dando uma palestra por diversos motivos. De alguma maneira, eu estou me modificando, fazendo isso aqui. Quando eu dou o exemplo da água, que é uma coisa bem banal, é para que a gente não entre no eu transcendental de Kant ou naqueles textos maravilhosos de Santo Agostinho sobre o tempo. É para que a gente viva na nossa realidade, do dia a dia aqui, de tudo que eu faço.
Quando eu reúno esse passado da crença com esse futuro da esperança, dessa espera, que eu posso chamar aqui tranquilamente de ter fé na água, acreditar que a água mata minha sede, e esperar que ela mate minha sede, quando eu junto essas duas coisas, o que eu faço? Eu tomo água. aí a gente vai descobrir se a minha crença era verdadeira e se a minha esperança era verdadeira. É nesse momento, no momento que eu tomo água. E o momento que eu tomo água, eu vou mais uma vez falar sobre o processo da encarnação da verdade da semana passada.
O momento que eu tomo água, como eu falei do café, Eu me transformo na água, de alguma maneira, e a água se transforma em mim, que é o próprio processo de querer me entregar para a água. Eu me entreguei para ela, acreditando nela e tendo esperança nela. Esse processo de entrega é o que a gente, usualmente, costuma chamar sempre de quê? De amor, né? Então, esse movimento da psique humana, numa busca incessante por um bem, que a gente vai hierarquizar em breve, um pouco mais para frente, funciona em cima desse triângulo, o triângulo da crença, da fé, que vem de um passado, de uma esperança num futuro bem próximo, nesse caso da água, e de uma entrega, então esse triângulo que a gente chama, que eu posso chamar agora, e eu vou fazer isso, eu vou fazer isso, primeiro para que ajude muita gente a entender o que a gente fica falando aí por aí, sobre, por exemplo, virtudes, né?
Então vamos lá. O triângulo da vida, da psique humana, ele funciona em cima dessa base, da fé, da esperança e desse amor. E agora, pelo amor de Deus, pelo amor de Deus, Eu tô falando sobre água, eu não tô falando sobre religião, sobre catolicismo, sobre virtude teologal, eu não tô falando sobre isso, eu tô falando sobre a psique humana encontrando um copo de água. Se a gente transformar isso na conversa com meu amigo, eu saia, eu tô aqui, meia noite Meia-noite e cinquenta e nove, uma hora da manhã.
Eu tô aqui fazendo uma palestra aqui pra deixar aqui, pra responder uma série de perguntas que me disseram, que me fizeram. Eu tô aqui porque eu acredito, eu dou crédito no que eu tô fazendo e eu tenho uma esperança, eu espero uma coisa. Aí eu venho aqui e me entrego, uma hora da manhã. É exatamente por esse triângulo que eu estou aqui. Se você quiser agora sair pra encontrar seus amigos, de alguma maneira, você só vai fazer isso porque você acredita nesse processo, você já tem uma experiência, você ouviu de alguém que sair com os amigos é legal, ou você já saiu e foi legal, por uma crença num passado, você coloca uma esperança que sair hoje vai ser legal, aí você se entrega, você faz.
E olha só, Provavelmente você nunca ouviu isso. Eu também nunca ouvi isso. Eu li dezenas, centenas de livros, quiçá devo ter chegado no milhar. Provavelmente cheguei, porque aqui em casa tem milhares de livros. E não me falavam sobre isso aqui que eu estou falando para vocês. Não me falavam. Era isso que eu achava impressionante. que a gente chega em vários lugares, o que chega mais próximo disso que eu tô falando pra vocês? Sabe o que chega? Chega o que na igreja católica é conhecido como o quê?
Virtudes teologais, né? Mas eu não tô falando sobre isso. Vocês estão percebendo? Eu tô falando sobre outra coisa. Eu tô falando sobre o princípio de funcionamento da psique humana pra que ela inicie qualquer movimento. E não dá pra ser diferente. Você pode passar uma vida fazendo essa experiência. Pode passar. Ou pelo menos passa aí alguns dias. ou um tempo como eu já passei anotando num caderno, 100 coisas que eu fazia em vários aspectos diferentes e com bens diferentes e tentar achar em comum o que há em todos eles.
A resposta é essa aqui que eu tô dando pra vocês. Como é que vocês podem comprovar isso? Usando o famoso método de olhar pro mundo real e pensar no que vocês estão vendo e ouvindo. É assim ou não é assim? Se não é assim, aí você fala pra você mesmo. Ah, eu tô vendo o que ele tá falando e não é assim. Mas se é assim, é só você observar e falar assim. Poxa, é assim. A minha cabeça funciona por fé, esperança e amor. Então, quando eu coloco, quando eu enuncio isso pra vocês, é...
A gente pode tentar aqui chegar próximo do que seja um conceito de virtude, né? Pra eu fazer uma associação sobre isso que eu tô falando, vocês não esquecerem mais. O que é uma virtude? Uma virtude é uma inclinação que a gente tem pra fazer algo. Então olha só, virtude tira nossa liberdade? É óbvio que não. Se eu tenho Quando a gente fala assim, aquela pessoa ali é virtuosa, ela tem a virtude da pontualidade. O que isso significa? Significa que quando ela estiver vivendo e aparecerem oportunidades dela ser pontual, a chance dela ser pontual é maior do que ela não ser.
Por quê? Porque ela está inclinada, ela já está debruçada sobre a pontualidade. Existem as inclinações que deixam ali a liberdade da gente decidir. Eu tenho maior facilidade, eu sou militar, eu tenho maior facilidade de ser pontual. Me acostumei a fazer isso muitas vezes, então já estou inclinado à pontualidade. Mas um belo dia eu posso querer escolher não ser pontual. Então eu tenho uma inclinação para aquilo que me facilita agir daquela maneira. Isso é uma virtude, né? Isso é uma virtude. Vem lá do latim, né? Vir, em latim, do ser humano, homem, né?
Virtus, de um ser humano, de um homem que está inclinado a se realizar, a ser homem para o qual ele foi criado. Então, olha só, se tem na minha cabeça um princípio de funcionamento que não cessa jamais. Eu tenho uma inclinação fixa que me persegue tanto que me escraviza. Por isso que eu falei pra vocês que a gente é escravo do bem. A gente não consegue jamais escolher uma coisa que a gente chegue à conclusão inicial por deliberação que é mal. Ele falou, caramba Diego, você está aloprando comigo, pô e o cara que, sei lá, vamos dar um exemplo aqui de religião para ficar extravagante, e o cara que é satanista?
Ele falou, esse cara escolheu o mal livremente. Ele falou, não, não, não, você não está entendendo, eu acho que você não conhece nenhum satanista. O satanista, ele escolhe o mal achando que o mal é o que? É o melhor. Eu conheci pessoalmente, convivi com um e dois de conversar, três satanistas. Por que eles eram satanistas? Porque eles achavam realmente que o demônio era melhor do que Deus. Era melhor para eles servirem ao demônio do que servir a Deus. Então era por isso que eles faziam isso.
Então de alguma maneira não tem essa loucura do que o cara abraçou o mal livremente. Por quê? Porque é impossível. Porque o ser humano é escravo do bem. Ele é escravo do bem. Até quando ele escolhe as coisas erradas e o mal, ele está tentando o tempo todo escolher o bem. Ah Diego, então por que ele escolhe o mal? Aí a gente pode, num outro momento, colocar aqui em pauta que se eu tivesse que criar uma mitologia, a melhor mitologia para explicar o homem, nesse sentido que eu tô falando da psique humana, é que ele é escravo do bem, busca o bem o tempo todo, só que ele tem dificuldade de quê?
De reconhecer o bem, aí ele se confunde, então de alguma maneira, tem uma espécie de árvore do conhecimento do bem e do mal que é problemática para o ser humano por algum motivo, entende? Então uma boa mitologia que explicasse esse nosso problema seria uma mitologia que falasse da problemática do homem com uma árvore que tem o conhecimento do bem e do mal e da qual eu tenho o problema de saber qual fruto é bom e qual fruto é ruim. É isso que pode acontecer entre nós.
Agora, dizer que o homem busca o mal deliberadamente é impossível. Nem a pessoa que vai se matar agora está buscando o mal. É óbvio que ela está buscando um bem. É óbvio. É por isso que ela faz isso. Eu vou acabar com o meu sofrimento agora. Vou me matar. Ela está buscando um bem. Acabar com o seu sofrimento. E existem várias espécies de bem que vai ser um assunto futuro. Então, nesse momento aqui, a primeira estrutura que tem que ficar na nossa cabeça, é que eu não consigo agir diferente de ter fé em alguma coisa, no copo de água, esperar que a água sacie a minha sede e beber água, me entregar água, de forma que o Diego se torne água, a água se torne o Diego, como falado na semana passada.
E aí pra que serve isso? Isso serve porque se eu tivesse que dar um nome disso pra vocês, se eu tenho essa inclinação aqui, que é uma inclinação da qual eu não consigo fugir jamais, uma inclinação que é necessária ao homem, que é intrínseca ao homem, isso a gente chama, por exemplo, em filosofia, antropologia filosófica, de uma capacidade antropológica, no caso do homem, se fosse em relação a todos os seres, seria ontológico. o ser humano ele tem uma inclinação antropológica, aí você pega a origem do ser humano e fala assim, bom, se o ser humano veio de um ser muito superior ao homem, a ciência do ser é a ontologia, nas quais ele não foge.
Por quê? Porque foram dadas por esse ser. Eu chamaria isso de virtudes ontológicas. Se você acredita que esse ser que criou o homem é um Deus, então você pode chamar o Ontos de Teos. Então é uma virtude, uma inclinação que é teológica, ou seja, ela foi dada a você por quem criou você, por quem faz o homem funcionar. Então a psique humana, psique aqui no sentido grego, no sentido que se você é religioso, você leu lá no Novo Testamento, psiqué. Nesse sentido, a cabeça humana, ela só funciona por três inclinações necessárias, que se chamam fé, esperança e amor.
Esses são presentes de quem colocou isso na sua cabeça e do qual você não vai fugir nunca. E, obviamente, não são conquistas suas, tá? Como a pontualidade é. Então, meus amigos, vejam bem. Aqui, é a resposta de, por exemplo, uma angústia minha de vários anos atrás de chegar em algum lugar, ou de repente, eu sou católico, por exemplo, chegar numa igreja e sem conhecer nada me darem uma relação de coisas para que eu decorasse e saísse repetindo por aí de maneira como se isso fosse distante da minha realidade, até que em determinado momento eu compreendi que eu bebi água por causa disso, e aí obviamente a Mariana fez uma pergunta grande, então ela pergunta assim, esse percurso da verdade ocorre automaticamente?
Essa responsabilidade em dar o testemunho surge como algo natural ou é algo que precisamos ter consciência e buscar perseguir? O que motiva a pessoa a ir avançando nesse percurso? Então, olha só. Esse aqui é o percurso da verdade que vocês podem ver lá na apresentação anterior. Eu só avanço nesse percurso se eu vou beber água. e vou aqui a água como possibilidade, o café São Toménsio como possibilidade, verossimilhança, probabilidade, encarnar, tomar o café, ter uma responsabilidade de falar para as outras pessoas que o café São Toménsio é uma maravilha, dá esse testemunho.
Essa experiência que chega a ser ridícula e trivial na vida, assim como o copo de água, essa experiência é a nossa experiência do cotidiano, E eu sou movimentado nessa experiência. Vou botar aqui o desenho agora. Olha aqui. Botei num lugar que poderia ser em qualquer lugar. Eu só ando aqui, eu só vou tomar o café aqui e ir andando nessa verdade se eu tiver fé e esperança. Assim como na água também. Então, eu tenho fé e esperança no café. Aí eu vou lá, provo o café.
O café se encarga. Depois, tenho a responsabilidade de falar para as pessoas da qualidade do café São Tomense. Então, nesse caminho, o que faz a roda girar aqui dentro, o que faz eu andar nesse caminho aqui, são o que a gente aprendeu a chamar, e eu ainda não conheço outro nome, da tal das três virtudes teologais. As três virtudes teologais obrigam a gente a perseguir um bem, e perseguindo esse bem, a gente anda no caminho da verdade até o fim. Então, adiantando o desenho aqui, completando o desenho da semana passada, ele fica assim ó, o caminho da verdade e a fé e a esperança, fé e esperança, fé e esperança, fé e esperança, que vão me fazendo andar nesse caminho para eu tomar o copo de água e o café, e o que une todas essas andanças aqui, eu coloquei ali no centro e chamei de amor, obviamente, que é a entrega que eu tenho que ir fazendo pra andar nesse caminho.
Então, agora que eu explanei essa parte teórica, e aqui eu volto mais uma vez ao motivo de eu estar fazendo esses vídeos, quando as pessoas aqui me pedem algum tipo de ajuda, Eu preciso sempre tentar organizar a cabeça delas primeiro, né? Por quê? Porque a gente ouve um monte de coisas o tempo todo. Um monte de coisas boas e coisas ruins, né? Sobre vários assuntos. Então, hoje em dia, eu vou dar um exemplo. Hoje me perguntaram sobre as cinco linguagens do amor, né? Então, tem aqui perguntas de hoje, por exemplo, as cinco linguagens do amor, as doze camadas da personalidade, as quatro narrativas da vida humana, aí a gente fica abraçando todas essas coisas, e muitas dessas coisas são boas, vão ajudar a gente, só que falta uma unidade na vida, a gente não sabe bem como é que elas aparecem, sabe?
Aí, a gente tem que confiar no guru, né? E ir atrás dele. Então, eu vou dar um exemplo aqui pra vocês. Essa tal das cinco linguagens do amor, que se eu não me engano foi o Gary Chapman que escreveu. Isso era um assunto que era muito falado na década de 20 nos Estados Unidos. Aí voltou à tona agora com esse livro. Quando eu li esse livro, a primeira impressão que eu tive de cara já, de cara, Eu falei, caramba, mas não são cinco linguagens do amor.
Eu não sei se o Gary Chapman tem condições de categorizar, fazer, para quem é biólogo é uma espécie de taxonomia de linguagens. Eu não sei se ele tem essa capacidade. Mas quem olha as cinco linguagens percebe que elas estão ligadas com as sete faculdades humanas e com as categorias de Aristóteles. Você vê, tira e queda ali. Quem conhece, vê e volta logo. Aí você fala, caramba, aí ele bota cinco categorias de Aristóteles ou cinco faculdades humanas como cinco exemplos de linguagens do amor. Aí de cara, tu percebe assim, é verdade, ele esqueceu de duas linguagens.
Aí você ouve as quatro narrativas, as doze camadas da personalidade do Olavo, só que você não sabe jamais aonde está girando isso aí e por que você sobe de camada e o que você está procurando. Então aqui essa é uma tentativa de organizar todas essas coisas. E por que organizar? Porque esse desenho aqui que eu fiz e depois eu vou colocar aí, eu nunca mais vou sair desse desenho, nunca mais. É por isso que eu coloquei aqui como princípios básicos do funcionamento da ação humana, essa tal dessa fé, dessa esperança.
e desse amor que eu falei para vocês, e é por isso que eu botei esse caminho desse hexágono da verdade, porque, teoricamente, se em tudo na vida a gente estiver procurando uma verdade em si, eu nunca mais vou sair daqui. Então, daqui a algum tempo, se eu estiver dando curso aqui de Sociologia, de Política, que é uma coisa muito comum para quem começa a fazer Filosofia, eu vou começar todos esses cursos, como eu já comecei fazendo esses cursos em tempos atrás, por esse desenho aqui. Essa vai ser a unidade.
Então, a unidade de todas as coisas que eu vou falar vai estar num caminho de verdade e numa busca do bem, tá bom? E aí eu vou unificar nisso tudo aqui várias teorias psicológicas. Eu tenho a pretensão de depois passar por todas elas, por já ter passado e ter encontrado minhas respostas nessas figuras que eu estou falando para vocês e colocando aqui para ajudar o pessoal. Então eu vou mostrar aqui para vocês. como é que isso é aplicável numa pessoa, por exemplo, numa terapia simples pra ajudar uma pessoa que tem dúvida se pratica uma religião ou não, por exemplo.
Então tá lá, tá o cara discutindo religião. Aí eu converso sobre religião, por exemplo, quando acontece a conversa, eu sei exatamente o que está acontecendo, até porque essa é a minha área, eu adoro isso aqui. Então o cara está conversando sobre religião comigo, utilizando ideias e palavras. Como eu mostrei para vocês de maneira simples na palestra da semana passada da verdade, o mundo da lógica tem uma capacidade muito simples. O mundo da lógica é só o mundo do que é possível. É só o mundo do que é possível.
Então, olha só, eu tenho quatro filhos. Aí, quatro filhos espanta um pouco o pessoal. Aí o pessoal vem com um monte de argumentos lógicos para mim. Fala, caramba, mas a educação dos filhos, o dinheiro, a educação é cara, como é que pode, não sei o que lá. Vem até as outras loucuras. A irresponsabilidade diante do mundo, que vai faltar alimento. Tem, por incrível que pareça, tem disso. Aí eu falo, caramba, eu ouço isso tudo com grande paciência, sabe por quê? Porque esse é o mundo da lógica, né?
Eu falo, caramba, é possível que você esteja certo, sabe? É possível que quatro filhos dê trabalho. É possível que quatro filhos seja a responsabilidade. É possível que quatro filhos seja difícil de sustentar financeiramente. Tudo isso é possibilidade, né? Aí eu vou lá e sigo aquele caminho da verdade que eu ensinei pra vocês na semana passada. O mundo das possibilidades, das ideias, para a gente ver se ele é verdade ou não, a gente precisa passar por um caminho que necessariamente exige encarnação, porque a vocação da verdade é o quê?
Encarnar-se e dar um testemunho solitário sobre si. esse fuzuê todo aí, essa treta toda da família e tudo mais, aí o que eu fiz? Eu tô aqui encarnando, né? Tô aqui encarnando uma família numerosa. Falou, olha, o que eu posso dizer pra vocês hoje? Que todo esse mundo de possibilidades que vocês me apresentaram, agora eu tenho todas essas possibilidades na minha vida como encarnado, sabe? Aí falou, o que aconteceu então? A possibilidade de ter quatro filhos e faltar dinheiro, ela caiu por terra, entende? Aí falou, dá pra ter, pô.
Falou, pô, a possibilidade de ter quatro filhos e ter uma vida muito tranquila, falou, olha, a minha vida agora é muito mais tranquila do que quando eu tinha um só. Agora tudo é muito mais organizado. Sobra até um tempinho aqui, pô, uma época pra fazer uma live, entende? é a possibilidade de ter quatro filhos e Só fazer um casamento crescer e desenvolver e eu admirar mais a minha esposa, amá-la mais. Existe, está acontecendo na nossa vida, entende? As possibilidades todas que foram apresentadas pelo mundo da lógica, eu escolhi um, sabe?
Escolhi um da lógica. E não é porque eu não sou nenhum idiota que, caramba, o Diego não conhece lógica. Pelo contrário, dificilmente eu encontro uma pessoa que saiba mais de lógica do que eu. Por quê? Porque eu adoro isso. Eu era monitor num dos lugares mais impressionantes que tem no país onde o pessoal gosta de lógica, que era meu colégio naval. Lógica, probabilidade, análise combinatória, isso sempre foi minha seara. Eu adorava fazer olimpíada de matemática por causa de lógica. Eu adoro isso, adoro o processo de indução, de dedução, de intuição.
Eu adoro silogismo, tabela tautológica, adoro essas coisas. Eu estudava falácias. As 42 falácias, formais e materiais. Aí eu parava na frente dos jornalheiros, quando eu fazia o segundo grau no colégio naval, e eu ficava tentando achar exemplos. Três exemplos. Eu vou achar três exemplos da falácia Ad Populorum. Eu vou achar três exemplos da falácia de argumento de autoridade. Adoro isso, pô! Então não é nenhum idiota que tá falando pra vocês de que a lógica é um mundo de possibilidades só. É só o que é possível, entende?
Agora, o que é verdade? O que é verdade é o que você encarna na sua vida. E aí, poxa, Diego, aqui vem a próxima pergunta da Mariana, né? A responsabilidade de dar um testemunho, que é esse passo aqui. Lógica como possibilidade, depois a gente vê no mundo, depois aumenta a probabilidade de ser verdade ou não. que o café é bom. Depois eu encarno, tomo o copo de água e o café. Depois disso, surge aquela responsabilidade de quando vê uma pessoa com sede, me surge a responsabilidade de dar um testemunho pra ela.
Fala, olha, toma água, tá? Água vai salvar tua vida. Surge essa responsabilidade, né? Tô dando aqui os exemplos ridículos, que obviamente a gente vai acabar associando depois a nossa vida emocional, espiritual, né? Quando isso acontece, eu dou o testemunho. Agora, a Mariana perguntou aqui, é algo natural eu ter responsabilidade e dar o testemunho? Fala, não, é óbvio que não é. E eu preciso saber disso quando eu vou tentar ajudar uma pessoa ou na terapia, eu preciso saber se essa pessoa vive uma experiência, uma realidade, por exemplo, na vida dela, de que ela está encarnando, só que ela não tem a coragem ou não tem a semente de um testemunho.
Sabe o que é a semente de um testemunho? Vou falar pra vocês agora com palavras bem claras, tá? Bem claras. O jovem, ele aprende assim no colégio dele. O filhote, aquele amigão, né? O amigão. Pô, cara, se tu ver um filmezinho de pornografia e, pô, se masturbar, né? Pô, tu vai sentir maior prazerzão, cara. Pô, vai ser bonzão. Aí o jovem faz isso. Aí ele sente prazer. Ele encarna essa realidade, né? Ele acredita no amigo e tem esperança que dá prazer. Aí ele se entrega. Entende?
Fé, esperança e caridade. Aí ele vai e pá, encarna isso. Quando ele encarna isso, ele não consegue dar o próximo passo. Qual que é o próximo passo? Ter a responsabilidade de dar um testemunho. Quem é o idiota que vai ficar por aí dando testemunhos sobre masturbação, né? O pessoal tem até vergonha de falar disso, só que o meu amigão, ele deu um testemunho pra mim, né? Ele deu um testemunho pra mim. Aí, qual é o problema aqui? O problema aqui que faz o negócio todo escurecer, ele tá muito bem simbolizado pela diferença entre joio e trigo.
Vocês sabem que na época que a gente morava lá na África, no quartel, cara, aquilo foi uma maravilha pra mim, cara, uma beleza. Tinham várias plantações durante o ano de várias coisas e várias... Era muito bonito porque eu lá aprendi vários ciclos de várias coisas diferentes, né? Aprendi que o abacaxi, no mínimo, ele aparece em 10 meses e pode durar até 3 anos para um pé de abacaxi dar um abacaxi, sabe? Uma beleza! Tu viu o negócio lá? Falei, cara, em pouco mais de um ano morando lá, servindo naquele quartel na África, eu vi um abacaxi aparecer, né?
Uma belezura! Agora, a beleza que eu queria falar para vocês aqui é a diferença do joio e do trigo. Como que eu sei que um joio é diferente de um trigo, né? Eu não sei se vocês já viram isso, mas tem umas imagens na internet que mostram. O joio e o trigo, eles são idênticos na aparência, idênticos. Só que quando a gente esfarela um e outro, um e outro, o joio, ele tá vazio por dentro e não tem semente. Ele é igualzinho o trigo, idêntico. Só que quando você esfarela na sua mão, quando você faz o teste da entrega, de esfarelar, eu vou matar isso aqui pra ver se ele se entregando num processo que a gente chamaria de amor, se sobra alguma coisa.
E não sobra nada. Só que o trigo, ele tem semente. Quando você esfarela, sobra semente na sua mão. Aí, depois a gente pode falar sobre tudo que você pode fazer com essa semente. Só que quando uma pessoa chega nesse momento, que a Mariana perguntou, da responsabilidade do testemunho, acontece um fenômeno que eu vou falar muito sobre ele quando eu falar sobre a psicologia freudiana, que é o tal do fenômeno do Thanatos, da morte. Você tem nas suas mãos uma experiência encarnada, ah, o cara que está traindo a esposa dele.
Ele falou, caramba, esse cara ele não quer dar testemunho do que ele está se entregando. Ele está se entregando, né? Ele teve fé de que seria feliz traindo a esposa, colocou a esperança dele nisso, nesse prazer, fez, encarnou isso, se transformou em alguma coisa, só que ele não dá testemunho sobre isso. Pelo contrário, ele esconde isso, né? Ele esconde isso. Então, nessa busca da verdade, Existe um processo terapêutico para cada aresta dessa. E a gente vai fazer isso. Eu vou falar de processo terapêutico que é de gente que tem problema silogístico na cabeça.
Um dia vocês vão saber do que é isso que eu estou falando. É a pessoa que tu fala assim, cara, esse cara não sabe pensar, por diversos motivos, ele não sabe pensar pelo processo dedutivo, processo dedutivo padrão. A primeira coisa que é lógica como possibilidade da verdade. Processo dedutivo padrão. Sócrates é homem. Todo homem é mortal, logo Sócrates é mortal. Um processo padrão de silogismo, um processo, esse é dedutivo, um processo indutivo, normal. O sol nasceu segunda-feira, o sol nasceu terça-feira, nasceu quarta-feira, nasceu quinta-feira, sexta-feira, no sábado.
Aí o cara fala assim, pô, mas... é, será que o sol vai nascer no domingo? Esse é o tipo do cara que ele não sabe por onde começar a vida, ele falou, cara, se tu tem que começar a acreditar em alguma coisa do zero, ele falou, cara, começa com o processo indutivo, começa acreditando que o sol vai nascer hoje para tu se organizar na vida, então por exemplo, se um cara vier e fala para mim assim, um pai por exemplo, um pai, pensa num pai, ele falou, olha o meu filho, Eu quero que quando ele cresça, ele escolha a religião dele, sabe?
Então, o que eu vou fazer? Ou, escolha o sexo dele, tá? Deixa ele escolher quando crescer. O que eu vou fazer então? Durante a minha infância, eu vou cometer a engenheira de não botar meu filho pra praticar nenhuma religião e não ter nenhum sexo, não ser nem homem nem mulher, tá ligado? Ele vai ser menine, né? Vamos pensar nisso assim. Aí falou, olha, esse cara, ele tá com um problema de cabeça aqui, ó, na lógica como possibilidade, na experiência mais trivial da humanidade. Sabe por quê?
Porque, aparentemente, Quem nasce com o sexo de homem, quando a gente utiliza indução infinita ou infinita, a gente percebe que a probabilidade, então eu já posso dar um passo de possibilidade, verossimilhança e probabilidade, eu já posso avançar muito no caminho da verdade, de que aquele rapaz ali, se ele nasceu num corpo do menino, a probabilidade dele ser um homem é bem grande, ou a probabilidade do sol nascer amanhã é bem grande, então o pessoal que gosta de filosofia e acha o René Descartes um gênio, porque começou a duvidar de tudo, ele falou, olha, eu acho que tem algum problema aí, porque na verdade René Descartes parece um idiota, a filosofia dele parece uma idiotice, ele falou, caramba, eu vou começar a filosofia como se eu não soubesse de nada, ele falou, oh seu energúmeno, então isso que você está falando aí, você confia nisso, você provou isso que você está falando, ou então o sabichão que fala assim, A verdade é relativa.
Eu falo, poxa jovem, mas isso que você está me falando aí é verdade ou isso é relativo? Sabe, ele nunca fez nem o teste da lógica básica aristotélica, o teste da identidade ou do terceiro excluído, sabe? Aí o pessoal acha que às vezes, porque eu estou falando esse tipo de coisa, que eu não tenho algum conhecimento, algum domínio de lógica, entende? Então pessoal, vou parar por aqui para não ficar gigante, E mais uma vez, eu não acredito jamais pela experiência e pela percepção de que a vida humana se realiza pela personalização, eu não acredito jamais que esse tipo de apresentação aqui ou palestra e tudo mais, seja para macetear a nossa vida ou para resolver o problema da humanidade, porque a gente se personaliza de maneira muito individual, mas muito individual.
E é muito por isso que eu não acredito que ficar fazendo aqui... uma live gigantesca ou ficar tentando fazer live todo dia seja o melhor método agora, mas sim que a gente faça aqui uma conversa dessas e que o pessoal continue individualmente mandando as perguntas e eu faço uma apresentação dessa aqui é que vocês não sabem e obviamente eu não vou falar mas eu tô tentando resolver o problema de uma pessoa só tá, de uma pessoa e assim a gente vai A gente vai continuar tocando os assuntos.
Eu ia tratar de um outro assunto, mas por causa das perguntas do pessoal, decidi tratar sobre esse assunto hoje. Então você já tem duas informações preciosíssimas, que na verdade são conclusões e trabalhos de anos. E como é que você prova? Você prova, não precisa ir... Na Antártida dá pra ver se tá tendo degelo lá, nem num acelerador de partículas daqueles subterrâneos lá na Suíça, né? Você prova como? Olhando pra maneira que você toma café ou bebe um copo d'água pra você ver o caminho da verdade e as inclinações que a gente chamou aqui das tais das virtudes teologais pra orientar a nossa vida humana.
E vejam aqui, né? Vejam aqui. De alguma maneira, A gente tem pouco mais de 100 anos de psicologia moderna, pouco mais de 100 anos. Me parece até um pouco ridículo, me parece doentio eu estar aqui explicando para vocês que o princípio de funcionamento para a gente tomar água e ter gente ainda que acha que eu tomo um copo de água por causa de uma pulsão sexual como explicava o Freud, a energia vital que comanda tudo. Me parece que não tem justiça nem sabedoria nenhuma nisso, porque eu não consigo achar.
Eu já fui até muito misericordioso, por exemplo, com o Freud. Eu já passei bastante tempo lendo Freud, tentando fazer a experiência real na minha vida. Falei, cara, eu vou tentar ver se isso é verdade no Freud. Cara, mas não dá certo, não funciona. Não funciona. Simplesmente não é assim. Eu não acho que eu vivo o meu dia todo por causa de... Eu tento beber um copo de água, ou trabalhar bem, fazer um bom relatório no quartel, por causa de tesão. Eu não acho que seja assim e parece que não é, sabe?
Parece que não é. Parece que eu tomo um copo de água por causa de fé, porque sou escravo de um bem e é dentro desse círculo, desse triângulo cujo centro é esse amor que eu giro a roda para encontrar a verdade da vida, tá bom? A gente continua conversando aí, forte abraço, fiquem com Deus!