Coletânea

A estrutura da pessoa

A estrutura da personalidade humana

1:12:09 · ~69 min de aula09 de janeiro de 2025Transcrição automática · em revisão
  • a estrutura da personalidade
  • as três pessoas (roteirista / personagem / crítico)
  • a personalidade como unidade
  • esperança (futuro), fé (passado), amor (presente)
  • conhecimento por presença (Olavo)
  • a presença / graça = presença
  • amor = morrer um pouco para vivificar o outro
  • virtudes cardiais (prudência, justiça, temperança, fortaleza)
  • vontade, desejo e faculdade irascível
  • os transcendentais (verdade, bem, belo, unidade)
  • exame de consciência / 'eu sou aquele que sou'
  • juízo errado como raiz da raiva

Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 3:20.

Eu vou falar um pouco direto sobre a estrutura da personalidade.

Citações verbatim

Trechos da aula

essa estrutura de morrer um pouco para vivificar o outro. Essa é a estrutura completa e plena do amor
— Prof. Diego Reis
O ser humano é feito não é pra falar eu sou. Ele é feito pra falar eu sou aquele que sou.
— Prof. Diego Reis
a minha vida do passado funciona sob a estrutura da crença, da fé e a minha estrutura do presente funciona do amor
— Prof. Diego Reis
Palavra por palavra

Transcrição completa

Transcrição automática · em revisão

Como é que fica isso aqui? Boa noite, pessoal. Como é bom ter um padre vencendo a gente de noite. Que maravilha. Sempre bom um padre com insônia, Padre Renan. só celebrou o nosso casamento, só isso. E batizou já meia dúzia de filhos nossos. E aí, pessoal? Tranquilo?

Estão me ouvindo bem, vendo bem? Um monte de maluco, né? Dez e meia da noite. Tá bem, tá bem, Padre Pinto também fez isso, né? Só que ele fez com sal, né? Maravilha. Pessoal, não vou enrolar muito vocês não, até porque pelo horário aí, eu também não esperava muita gente. Olha o Marcelo aí. Fala, Marcelo. Só consigo fazer as coisas nesse horário, né, meu amigo? E eu estou devendo para o pessoal, vivo falando para a galera aí sobre as três pessoas, E tinha que deixar uma live gravada aqui para o pessoal entender melhor sobre o que eu estou falando.

E aí, espadote. Pessoal, mais uma vez, boa noite. Botei aqui o famoso diagrama das três pessoas aqui atrás. Não foi fácil não, tá? Isso aqui tá tudo escrito ao contrário, tá? Pra parecer certo pra vocês aqui, eu escrevi tudo ao contrário, obviamente, né? Porque não aparece tudo espelhado? Então, não foi fácil não botar esse diagrama aqui. Bom, a intenção é deixar aí a live gravada de referência pra eu ir falando pro pessoal vir buscar essa live aqui quando precisar saber sobre coisa das três pessoas e a personalidade.

Então olha só, pessoal, eu não vou falar como alguns de vocês já conhecem, sendo do curso, ou eu falei um pouco também lá na certificação ou nas palestras, um pouco da origem disso. A origem a gente conversa depois, senão vai ficar muito longo. Eu vou falar um pouco direto sobre a estrutura da personalidade. E conforme for o que for necessário falar da história do desenvolvimento disso, obviamente vai sair com naturalidade, tá bom? Então, olha só. Qual que é a coisa que... Eu tinha uma vida intelectual meio à parte.

da vida intelectual que o pessoal tem, que obviamente está inserida dentro do que as grandes personalidades das redes sociais têm ministrado. Eu tinha feito meus estudos no particular e era meio alheio às redes sociais. E depois de um tempo buscando, depois que eu cheguei aqui em 2019 para 2020, e comecei a acompanhar em Instagram, abri uma conta a pedido dos meus alunos, principalmente para essa coisa de responder perguntas de caixinha e tal, eu também fui procurando ver quais eram as principais referências com relação ao assunto da psicologia, que eu sempre estudei, obviamente, como um devoto da filosofia e dentro da estrutura histórica da filosofia.

Até que eu não vejo muito outra saída para isso aí não, tá bom? Mas, enfim, isso é um outro assunto também. A intenção aqui é a gente sair com uma estrutura mínima. Eu sei que eu já botei aqui um monte de informação, e que o pessoal sabe que eu dou essas aulas dentro de um curso de dois módulos, que na verdade eu ainda não fiz o terceiro, durante horas e horas falando sobre o mesmo diagrama. Na verdade, eu só vou mudando aqui as aulas, vou circulando o tema de cada aula.

Fala Juliana, tudo bem? Boa noite. Hoje é só o primeiro anpassar, se o pessoal comentar alguma coisa aí de mais relevante, eu sei as perguntas que o pessoal sempre faz sobre a consciência, alguma coisa, eu respondo aqui e deixo aí como referência para vocês, tá bom? Então vamos lá. Fala, Hugo. Olha só, a gente tem... Por aí hoje o assunto da personalidade, bastante tratado dentro das 12 camadas da personalidade, o pessoal hoje fala muito sobre os transtornos de personalidade do DSM, do SID, e fica sempre aquela dúvida, né?

O que é, afinal de contas, a personalidade humana? E aí tem uma coisa interessante, que é o seguinte, eu busquei as respostas que eu precisava sobre a personalidade na história da filosofia, dentro dos filósofos que falavam sobre personalidade. E, recentemente, quem fala muito sobre personalidade são os psicólogos e psiquiatras. Então, obviamente, eu fui atrás destes para buscar algumas respostas. E aí, vou tentar sempre ser bem sincero com vocês. Até em alguns momentos da minha vida, eu pensei que algumas coisas eram suburbas da minha parte e tal, por eu estar fora desse métier da psicologia, principalmente da prática clínica como o pessoal faz.

Mas eu fui vendo os cursos disponíveis. E acompanho o professor Olavo de Carvalho também há muitos anos, desde de repente 2010, 2010 mais ou menos. E percebi que, principalmente na filosofia espanhola, tinha algumas lacunas da personalidade, principalmente pelo fato da dita personalidade sempre ser apreciada em ambientes complexos, por exemplo, idego e superego do Freud, ou dentro da psicologia Jungiana, que é extremamente complexa, principalmente pela parte da mitologia e da religião, que não é em pouco tempo que se adquire o conhecimento que ele teve.

mas também pela situação de, além da complexidade disso, a gente sempre abordar a personalidade por causa dos problemas de personalidade. Ou seja, as pessoas não falavam muito da personalidade, como eu vou falar aqui para vocês, no sentido de de uma simplicidade e que tem que abraçar o senso comum. Existem certos macetes para a gente estudar certos assuntos. Então eu vou dar um exemplo aqui para vocês de uma boa rotina de estudar determinado assunto. E hoje eu sempre estudo assuntos de acordo com o tópico, ou seja, aqui nesse diagrama É basicamente de acordo com esse objeto aqui.

Ou seja, vamos supor que hoje eu fosse estudar sobre a personalidade, que vocês queiram conhecer a personalidade humana. Eu não faria outra coisa se não começar pelo sentido do uso da palavra personalidade no senso comum. Depois disso, o que eu faria? Eu veria dezenas de vídeos no YouTube sobre personalidade e sobre várias estruturas possíveis que as pessoas possam dar por aí. E eu fiz isso, obviamente. E ver vídeo no YouTube é a coisa mais fácil do mundo, que a gente via no trânsito. Hoje eu vi, por exemplo, vários vídeos no YouTube de Don Fulton Chin.

Ouvi seus vídeos hoje fazendo comida, colocando roupa para lavar, pendurando roupa. Várias coisas que eu fiz em casa hoje eu fiz ouvindo vídeos do YouTube. Então, eu começaria por aí, que foi por onde eu comecei há uns anos atrás. depois, obviamente, de já ter lido bastante coisa na filosofia. E aí eu cheguei no problema do seguinte, eu não vi nenhuma estrutura de personalidade que se parecesse com a maneira que eu desenvolvi a minha personalidade na vida comum, ou então, da maneira que eu que eu percebo que abrangesse o que as pessoas chamam, por exemplo, de...

o que é um cara de personalidade? Bom, a impressão que eu tenho sobre uma pessoa de personalidade é que... ela luta muito por alguma coisa, né? Aí fala, caramba, aquele cara tem personalidade. Ele está tentando passar naquele concurso e ele vai firme ali. É um cara que tem grande personalidade. Ou então um cara que expôs a sua ideia e fica defendendo a sua ideia, né? Então você vê que no nosso senso comum, a personalidade é uma espécie de unidade. Unidade de alguma coisa, ela parece ser uma unidade, parece que tem uma luta por alguma coisa que tem que permanecer firme, sabe?

Bom, e isso existe efetivamente na personalidade. Aí quando a gente vai, por exemplo, para os modos mais... terapêuticos de tratamento da personalidade ou o modo mais científico de tratamento da personalidade, a gente vê a personalidade muito ligada à estabilidade de caráter, à ligação com o temperamento, àquilo que vai se solidificando, por exemplo, de acordo com as 12 camadas da personalidade do professor Lavo e tudo mais. Só que aí isso não atendia o modo como eu tomava as minhas ações livres, ou seja, ação tipicamente humana. O que é uma ação tipicamente humana?

É uma ação onde eu paro para pensar no que eu vou fazer, eu vou lá, faço, tomo a minha ação e depois eu consigo fazer uma avaliação da minha ação, sabe? E aí, esses eram meus questionamentos, só que hoje eu respondi um story falando da vida intelectual, que a vida, a nossa vida intelectual, ela precisa, ela necessita de perguntas. Então eu vou falar para vocês uma pergunta que desde os meus 15, talvez 16 anos, mas nos 15 anos ela já aparece, uma pergunta que baliza a minha vida até hoje.

Eu sempre tive uma vida intelectual bastante profícua. desde muito novo, muito primeiro voltado às áreas das exatas, fazendo Olimpíadas de Matemática, Física, passando em primeiros lugares dos concursos que eu fazia, e com uns 15 anos, no primeiro ano do Colégio Naval, voltado já para a parte das humanas. Então, muito me deixava encabulado que eu não conseguisse achar a estrutura da personalidade, que vivia, por exemplo, uma vida intelectual voltada pra matemática, pra física e que quando eu me voltasse pra conversar com um colega que fizesse psicologia, que a gente não se entendesse, sabe?

No linguajar, né? Então eu sempre tentei achar a unidade dessa personalidade na ação do homem no mundo, independente de onde ele estivesse. E o que eu vou passar pra vocês nada mais é do que essa estrutura aí, e vou tentar passar de uma maneira simples inicialmente, quase ridícula, que é a maneira e o modo inclusive como eu atendo todos os meus pacientes, como eu levo a minha vida no dia a dia, inclusive nos menores detalhes, que é o que já está desenhado aqui atrás. Então eu botei aqui só alguns campos.

onde eu procurava a unidade da personalidade. Então, por exemplo, quando se estuda teologia e o pessoal fala por aí, as virtudes teologais são fé, esperança e amor. Aí a gente sempre ouve sobre essas coisas e fala, cara, o que será isso aí? Ou então quando a gente lê a República de Platão, a gente vê a introdução dele falando das virtudes cardiais, ou seja, cardia no sentido o eixo, cardíaco como eixo, pontos cardiais, os eixos, onde a vida humana gira, ou seja, a prudência, a justiça, a temperança e a fortaleza.

Mas como que eu unifico isso ainda? Tem mais uma coisa ainda a ver com a personalidade? Onde é que eu encaixo essa coisa aí? E tudo mais, tá? O pessoal que faz os cursos sabe que eu encaixo tudo de todas as escolas de psicologia e de vida política, por exemplo. Vocês vão ver aí depois que eu falar sobre essa coisa aqui. Vocês vão perceber que o poder executivo, o legislativo, o judiciário estão todos descritos aqui nessa estrutura humana da personalidade, do funcionamento. Inclusive quem leu já Benjamin Constant, o quarto poder, o poder moderador, também vai ver que ele aparece aqui no final, tá bom?

Então, olha só. Aí tem aqui, o Brandão está comentando aqui, ó, tese agostiniana, riqueza atomista, de memória, inteligência e vontade. É, vocês vão perceber que aqui está estruturado de maneira diferente, né? Na verdade, eu desde adolescente, quando percebi que não tinha uma estrutura desenhada em São Tomás de Aquino, quando ele fala das faculdades da alma, Ou então, eu li ali quando eu tinha uns 17, 18 anos aquela coleção de Patrística, né? E eu me lembro de ter lido duas obras sobre a Trindade lá, uma de Santo Hilário de Poitiers e a de Santo Agostinho, né?

Sobre a Trindade. Eu revi recentemente, né? Pra ver, até porque eu tô escrevendo livro pra ver se tinha referência disso aqui. mas é bem diferente no sentido não de eu tentei manter exatamente a estrutura histórica das discussões, só que o desenho é mostrado de maneira diferente, tanto é que eu vou posicionar ali daqui a pouco a faculdade volitiva, desiderativa e iracível, vocês já viram que está mostrado ali no meio, e que não é efetivamente a maneira que Santo Agostinho desenha a trindade e também não é a maneira como os psicólogos tomistas estão utilizando hoje, apesar de jamais tentar fugir daquilo.

Já tem pelo menos 21 anos que eu leio São Tomás de Aquino e eu adoro, adoro São Tomás de Aquino. Não tem nada que eu não estude, que eu estude na vida, que eu não dê um Ctrl F ali na soma teológica que eu tenho, digital também para fazer isso, e que eu estude assunto por assunto. Eu recentemente, quando fui dar a palestra da Justiça, minha esposa me viu fazendo isso. Eu dei um Ctrl F na Suma Teológica e apareceram dois mil e setecentos e poucos casos de justiça lá, por exemplo.

Eu fui vendo caso a caso como São Tomás de Aquino usou a palavra justiça. Eu sempre levei completamente a sério São Tomás de Aquino, tá bom? E sugiro sempre que vocês façam isso, porque ele faz um levantamento histórico de todos os temas praticamente que ele estuda, usando principalmente os argumentos de autoridade. Mas olha só, vamos à moda simples aqui de entender a coisa. É a minha personalidade completa que decide tomar um café, tomar uma água aqui ó, agora tomei uma garrafa de água com gás, água de bolinha aqui.

Usualmente tomaria uma Coca Zero nesse horário, mas não tinha Coca Zero, foi o que eu achei aqui. Mas como tem a palestra da verdade aí que eu falo do café de São Tomé e Príncipe lá na África, lá onde a gente morou, eu vou falar para vocês sobre a estrutura da personalidade no modo como, primeiro, nós tomamos um café e depois a gente fala de um dia inteiro, de repente de uma semana que sai de uma vida, para vocês perceberem. E aí depois vocês vão ficar vendo aí na vida de vocês se é assim se não é assim, e a gente vai ver o que a gente considera uma personalidade forte, uma personalidade fraca, e vai conseguir uma estabilidade aí pra gente continuar nossas conversas, tá bom?

Então olha só. Toda vez que eu decido tomar um café, como funciona a estrutura da minha personalidade que toma essa decisão, uma decisão humana e livre? Então, olha só, eu recentemente dei café pra minha filha Maria Rita, a primeira vez. Na verdade, quem que já tomou aqui? Das cinco crianças, o José Pedro, mais velho, a Maria Rita e o José Antônio já tomaram café. Dois deles acharam o café bom e um achou o café ruim. E esse é o juízo que hoje eles conseguem fazer sobre café.

Eu, por exemplo, já tenho pelo menos uns 30 juízos diferentes sobre café. Café com vários tipos de açúcares adoçantes e sem nenhum deles. Juízos sobre café de diferentes marcas, diferentes países, feitos a diferentes altitudes. O pessoal sabe que o café feito acima de 800 metros tem características diferentes, por exemplo. Então, eu hoje tenho um refinamento diferente e muito mais aprimorado sobre café do que, obviamente, meus filhos que tomaram um café, um melita, uma vez só na vida sem açúcar. Então, eles têm um juízo sobre café.

O que importa é o seguinte, hoje nós temos uma vida pregressa, uma vida passada sobre café. Eu tenho uma história com o café. E essa minha história com o café, eu fiz vários juízos sobre a minha experiência com o café. Como eu faço o juízo com o café? Está todo explicado lá na palestra da verdade, na live da verdade, que está aí disponível no Instagram. Vejam aquela live da verdade. Quando eu faço um juízo assim... como o do meu filho, tomar café é gostoso. Eu fiz um juízo, um juízo que é uma tentativa de buscar uma verdade.

Então, essa pessoa aqui que olha para o passado, eu tomei um golinho de café, olhei lá para o passado e falei assim, esse café é gostoso. Obviamente, o que é passado agora, e eu olho lá para trás, aconteceu em algum momento presente. Eu tive como um mediador desse passado, esse aqui que a gente vai aprender a chamar de personagem, tá bom? Ainda que os meus filhos, por exemplo, nem tenham feito o roteiro do café, eu fiz o roteiro para eles. Eu, como pai, costumo muito ser o roteirista e o crítico dos meus filhos para várias coisas.

Então, eu fiz um roteiro para os meus filhos tomarem café. Alguns deles gostaram, outros não. E aí, os que gostaram, agora com a crença de que café é bom? Então, eles têm essa crença, né? Café é gostoso. É engraçado, São Paulo, eu não lembro agora se na carta aos romanos exatamente, mas ele fala que a fé é o fundamento da esperança, né? E aí você vê, se café é gostoso e se no passado o café já me deu prazer, já me deu energia, é óbvio que quando eu estou diante de situações que eu quero ter um momento agradável num aeroporto ou na casa de alguém, eu vou lá e a pessoa...

E lá tem café, né? Então eu, na minha cabeça, faço um roteiro. Caramba, vou tomar café. Pô, café é gostoso. Eu acredito que café vai me dar esse prazer que ele já me deu outras vezes. Então eu vou lá e faço um roteiro de tomar café. Aponto para o meu futuro. Construo o meu futuro com base no meu passado. E é óbvio que a gente baliza a nossa vida assim. depois que esse passado se une com esse futuro, eu vou lá e simplesmente me entrego ao café, tomo o café.

Então, mais uma vez eu reforço, vejam a live da verdade depois, para vocês compreenderem a vocação da verdade e as diferentes aparências que ela aparece na nossa vida, tá? E aí, eu percebi essa estrutura na nossa cabeça, e a estrutura que eu tomava as minhas ações inicialmente de uma maneira diferente da que eu vou falar aqui para vocês. Mas por que eu decidi falar para vocês da maneira que eu vou falar agora a moda teatro grego? Porque se vocês não compreenderem... Vou dar um exemplo para vocês.

Quando eu estudava essas coisas, na escola naval depois, por exemplo, eu tive integral tripla. Integral, cálculo 1, cálculo 2, cálculo 3, cálculo 4. Quando eu tive integral tripla, ou seja, volume de um sólido se movimentando, eu percebi que tinha uma estrutura, desde a integral, onde a gente tem uma reta, que depois faz uma área, que depois faz um volume, onde a gente chega na primeira dimensão, segunda dimensão, terceira dimensão, x, y, z, ou na estrutura do tempo. E isso, para quem faz o curso presencial sabe que eu falo na primeira aula sobre a estrutura do ser, que é uma aula importantíssima, importantíssima para a gente entender tudo o que acontece na nossa vida e, principalmente, como que a gente usa a gramática, as palavras para dizer o que a gente quer tentar dizer, narrar a nossa vida.

Então, quando a gente faz essa tentativa, e quando eu fiz essas primeiras tentativas da Coisa das Três Pessoas, eu fiz utilizando estruturas diferentes dessa aqui. Só que aí, fazendo a tal da matriz lá, que eu faço utilizando as categorias de Aristóteles para fazer simbólica, eu percebi que a estrutura mais fixa que o ser humano tem para dizer como é uma vida humana e que jamais mudou é a estrutura do teatro grego. Ou seja, a primeira maneira que a gente teve para expressar como é uma vida humana ou interpretá-la, ou dizer fora de nós como ela é, como eu consigo expressar o que está acontecendo dentro do homem.

Como a primeira tentativa dessa foi o teatro grego, e a gente nunca mais se libertou dessa estrutura, me parece viável que hoje eu me trate e trate as pessoas, inclusive, como alguns podem aí depois ver tranquilamente, é inclusive a estrutura de todos os escritos sobre a Trindade Teológica estão dentro dessa estrutura, que é o Pai, o Filho e o Espírito Santo, vocês vão perceber que fica mais fácil da gente olhar para a forma que a gente está pensando e decidindo as coisas e ver a estrutura da nossa vida.

Então olha só, eu fiz um roteiro para tomar café, amanhã de manhã eu vou tomar um por causa de uma feda um passado, porque ontem eu tomei café e café foi gostoso. Aí você vê, os modos de pensamento da lógica, indução, dedução e intuição também são os modos que essas pessoas vivem. Estou dizendo o funcionamento disso em outra matéria, na lógica da matemática. Então, quando eu decido isso, eu simplesmente vou lá e agora... Eu, assim como no teatro grego, eu sou roteirista, fiz um roteiro para interpretar Aquiles.

Então vou mostrar para vocês como é a personalidade de Aquiles. Aí eu fiz um roteiro sobre a vida de Aquiles, a moda mitologia grega, entreguei lá para vocês. Aí quando eu vou pegar um personagem para interpretar aquela peça, imagina que eu fosse lá interpretar Aquiles. Vocês iam achar estranho, né? Mas o roteiro é de um personagem tão forte, virtuoso, bonitão, caramba. Pô, botaram um cara ali meio magrelo, meio estranho e tal. O personagem não condiz muito com o que a gente está percebendo no roteiro. E vocês vão perceber, agora lembra lá do início, que existe uma falta de unidade.

entre o roteiro, a história, que eu tô tentando mostrar pra vocês como é, e o personagem que tá na vida. E aí a primeira união com a palavra personalidade no senso comum. Como é que é no senso comum quando a gente ouve uma pessoa que fala, fala, fala, fala o que ela vai fazer e chega na hora de fazer e ela não faz, né? Que só faz o contrário, não é isso? A gente fala, pô, aquele cara é meio sem personalidade, né? Então você vê. Eu tenho essa pessoa aí, esse roteirista, que apesar dele viver mediado pelo personagem aqui, afinal de contas, tudo que acontece no futuro, pra mim, acontece primeiro na minha cabeça, né?

Eu tô planejando o dia de amanhã. Eu tenho esse costume, né? Eu tenho o costume de, agora à noite, planejar o dia de amanhã logo depois de ter feito o exame de consciência do meu dia. Ou seja, primeiro eu penso em tudo que passou E aí depois vou lá e coloco esse diegão aqui para viver no dia de amanhã. Então, eu fiz um roteiro para amanhã. Meu roteiro de amanhã, vou acordar tal hora, vou fazer uma oração, vou tomar café da manhã, vou falar aqui com a minha família, passar um momento com eles, vou para o quartel, vou fazer treinamento físico, vou fazer isso, isso, isso.

Isso tudo já está acontecendo na minha cabeça, já construí esse futuro. E aí eu vou pegar esse roteiro da minha vida, e vou chegar e vou passar lá, vou entregar para o personagem, Diego, amanhã. Toma aqui, Diego, vive aqui essa vida que eu escrevi para você". Aí esse Diego vai chegar amanhã e vai começar a bater as cabeças dele, conseguiu acordar no horário, não conseguiu tomar café, teve com a família dele, mas estava impaciente no café da manhã, fez educação física, mas não completou porque estava com preguiça, e vai lá.

Aí chega o final do dia. Quando chega no final do dia, nós temos novamente o encontro. Aí vai lá agora esse terceiro Diego aqui. Então o primeiro Diego que vive no futuro e que toma as decisões daquilo que vai ser. Como vai ser o melhor Diego que eu tenho para interpretar? Aí eu vou lá, entro no palco, tento fazer isso. Depois eu olho para o meu passado e começo a fazer os juízos. Ou seja, pô, não acordei na hora certa. Aí quando o roteirista não se encontra com o personagem, eu fico meio triste, né?

Caramba! Puts, não consegui acordar na hora certa. Eu tenho que ver o que está acontecendo. Se eu estou dormindo tarde, o que eu estou fazendo que eu não consigo acordar na hora certa? Em sentido contrário, quando eu consigo unir o roteirista com o personagem, eu me sinto extremamente satisfeito, né? Então eu olho para trás e falo assim, caramba, eu fui quem eu deveria ter sido, consegui, planejei e executei. E aí essa minha terceira pessoa faz os seus juízos sobre essas realidades que o personagem está experimentando no palco.

Então, no sentido do café, eu fui lá, planejei tomar café para ter um momento agradável. Na hora que eu fui tomar café, o café estava uma merda. Eu falo, caramba, bicho, que café horrível. É um novo juízo sobre café. Eu sempre tomava café e café era bom de manhã, agora hoje está ruim. O que será que aconteceu? O que eu fiz com o café? Será que o café queimou? Então eu vou aprimorando meus juízos, olhando para aquilo que passou, para o passado. Então você vê, depois que eu comecei a a olhar todas essas estruturas modernas de construção da personalidade e de tentativa de explicar a ação humana e do Eros e do Thanatos, do Freud e do ego pontífice dos outros austríacos ou até do próprio Viktor Frankl quando fala do sentido da vida, você vê.

O sentido da vida acontece aqui em algum momento, só que ele não rege todos os momentos da nossa vida. Ele não rege. Simplesmente não é buscando o sentido da vida que eu tomo café. Então tem momentos de decisões mais simples que acontecem sob uma outra forma. Então eu precisava de uma estrutura que regulasse desde o ponto mais simples da minha vida, ou seja, de eu tomando café ou da decisão que eu tomo para fazer um tipo de educação física e não outra, até o ponto de decidir sobre casamento e todas essas coisas e unificando os conhecimentos que eu tinha nos diversos ramos, sabe?

É que dentro das dez categorias de Aristóteles, sob a substância da vida humana, onde em cima de toda substância, que dão origem na linguagem aos substantivos, existe sempre qualidade, quantidade, estado, hábito, relação, ação, reação. E todas essas categorias, dando origem às classes gramaticais e à possibilidade da nossa fala, Eu percebi que eu podia contar a vida humana sobre todos esses aspectos. Eu posso contar a minha vida à luz de cada espaço que eu tive, ou à luz da quantidade que as coisas acontecem, ou estruturar a minha vida à luz das ações que eu realizo, ou das reações que eu sofro do mundo.

E essa é uma maneira que as pessoas contam muito suas vidas. Eu vou contar a minha vida como ela é sofrida por tudo aquilo que eu sofro. É uma maneira de contar a vida. Bom, a estrutura geral que está aqui para mim, a que parece ser a mais simples para que eu atenda meus pacientes, para que eu estruture a minha vida no dia a dia, me parece que é diluir a minha personalidade nas três pessoas que vivem em tempos diferentes. Você fala, pô Diego, mas não é muito forte não você chamar de pessoa essa aí que vive no futuro?

Eu falo, olha, isso foi consequência. de quando eu comecei a estudar cada uma delas separadamente. Porque vamos ver aqui, por exemplo, o roteirista, o Diego que vive no futuro, esse que planeja o dia de amanhã. Aí eu falo, caramba, como que eu planejo um dia de amanhã? Qual que é a natureza dessa primeira pessoa? Bom, é óbvio que a natureza dessa primeira pessoa é a esperança. Eu espero que o café me dê energia de manhã e algum prazer físico, que é bom tomar café, é gostoso.

Eu espero que eu consiga completar meu treinamento físico, ainda que não seja prazeroso, eu espero que ele me dê certos benefícios físicos e certas forças para cumprir certos roteiros da minha vida. Eu vivo sempre de esperança. Então você vê, vou fazer uma pausa aqui na estrutura para vocês perceberem, isso para mim é tão É tão patente quando aparece uma pessoa na minha frente para ser tratada por mim ou me pedindo algum tipo de ajuda, que sempre é muito simples quando senta uma pessoa para mim cuja pessoa que aparece primeiro é o roteirista.

Eu falo assim, pô Diego, me ajuda porque eu não sei se eu... decido casar mesmo, eu não sei qual profissão que eu vou seguir, eu não sei que vocação seguir. Eu falo, cara, ela não tem um roteiro ainda formado de vida, ela tem um problema aí pra resolver, né? É o problema da primeira pessoa. Qual vai ser o roteiro que eu vou interpretar na minha vida? Entende? Eu não sei que palco, em que palco da vida eu vou subir. Então quando as pessoas chegam pra mim falando de futuro, de desesperança ou das suas esperanças, eu estou tratando da primeira pessoa.

E aí, Eu não vou falar aqui, mas a primeira pessoa – não vou falar porque eu não tenho tempo, obviamente – a primeira pessoa tem essa sua natureza, que é a esperança. A natureza da pessoa é a esperança, ou seja, ela não escolhe isso. Isso é dado de maneira, para ela, ontológica. Ou seja, é dado pela estrutura, pela ordem do mundo. Obviamente, se você acredita em Deus, o nome dessa virtude dada, dessa inclinação dada, é virtude teologal. Entende? Se não acredita, você vai chamar isso de virtude ontologal.

Entende? Ontos, on do grego e ens do latim, de ser. Tá bom? Então essa primeira pessoa é óbvio pra gente que ela vive sob a ésdia da esperança. Assim como quando eu chego no final do dia e eu olho pra trás pra fazer os juízos, pra criticar a minha vida, pra mim é óbvio que essa pessoa do passado, a natureza dela A natureza dela, que é acreditar nas coisas, acreditar que o café é gostoso, acreditar que aquela pessoa vai me fazer feliz por causa das relações anteriores do passado, ela vive de fé, ou seja, ela vive de acreditar, de dar crédito, dessa confiança, entende?

E essas pessoas, eu as chamo de pessoas porque, por exemplo, o roteirista no futuro, Eu só em planejar um dia, em planejar no final do dia que vai ter uma festa, que vai ser muito legal, que eu vou encontrar a pessoa que eu amo, que eu vou estar em casa, abrir a porta, que meus filhos vão vir correndo, só em pensar no futuro eu já consigo sentir, por exemplo, uma alegria no presente, uma alegria por antecipação. Então eu até em pensar nisso, em ter esperança nisso, Se eu pudesse fazer isso olhando para o espelho ou me gravando, vocês veriam que eu sorriria agora aqui com esse personagem no presente, sabe?

De tão real e tão verdadeira que é essa vida que a gente traz do futuro. Entende? Da mesma forma acontece com o passado, né? Da crença que a gente traz no passado, a gente traz uma carga de vida inteira e tem gente, inclusive, que senta na minha frente para ser atendido e eu percebo que chegou aqui a pessoa que vive do passado e que ela só sabe viver das críticas de tudo que foi feito e de como ela chegou aqui até hoje. E aí, eventualmente, quando acontece isso, eu, de vez em quando, dou uma testada, né?

Eu falo, bom, já conheço a terceira pessoa, agora eu vou tentar conhecer a segunda e a primeira, o personagem e o roteirista. Aí eu pergunto pra ela, mas e você tem esperança em quê? O que você quer fazer da sua vida amanhã, mais pra frente? Ela fala, ah, não sei. Eu falo, ok, ela tem uma pessoa morta, né? Ela tem a primeira pessoa morta. de uma pessoa com ideação suicida cuja primeira pessoa não tivesse morta, ou seja, ela não tivesse mais esperança em nada, sabe? Então isso tudo deixa pra gente as coisas bastante claras e bastante didáticas, entende?

Então olha só, da mesma maneira que a primeira pessoa vive sob a égide da esperança, a terceira pessoa vive sob essa natureza da fé, né? E aí a segunda pessoa, É o personagem. Bom, já falou de fé, já falou da esperança, obviamente, as virtudes ontologais, teologais, só falta o amor. Por que chamar a natureza da segunda pessoa, aquela que encarna, que encarna a vontade? do roteirista e a fé do crítico, da terceira pessoa, que é uma espécie de espírito que nos dá a nossa esperança, aquela que acredita que o café vai ser gostoso amanhã.

Por que ela vive sob a natureza do amor? E aí tem a palestra do amor que eu não sei que zingronga que deu, que eu falo aí dessa gradação dos sete amores, não sei que zingronga que deu, que ela ficou corrompida aí no Instagram e ninguém consegue mais ver. Depois eu tenho que fazer uma outra palestra dessa dos amores também. Mas o que a gente precisa saber agora sobre o personagem no palco? Então o Diego decidiu que amanhã ele vai tomar café, um roteirista, por uma fé, por uma crença no passado do crítico.

Então ele vai lá e começa a tomar café. Ora, não precisa ser muito biólogo, muito médico, conhecedor da estrutura da nossa vida, para perceber que é onde eu coloco a presença do personagem, a presença do personagem naquele lugar ali diante do café, já sentindo o seu cheiro e tomando o café e me transformando um pouco, deixando um pouco de ser Diego para ser um pouco de café e o café deixando de ser um pouco café para ser um pouco Diego. Por que eu me transformo um pouco no café?

Porque tudo que o café tem eu pego para mim. Se ele tem a energia lá, o trifosfato de adenosina lá da mitocôndria, da célula, eu vou ter aquilo ali para mim e ele vai me dar energia. A nicotina dele vai me dar energia, você entende? O café vai me dar a característica dele. Se for chocolate, o chocolate vai me dar o que ele é, vai me dar lipídio, está aqui o chocolate que eu comi, entende? Eu virei um pouco aquilo ali, onde eu coloquei a minha presença.

Então essa estrutura de você deixar de ser para carregar consigo, para fazer durar mais uma outra coisa, essa estrutura de morrer um pouco para vivificar o outro. Essa é a estrutura completa e plena do amor, que subentende sempre uma morte e uma vida, e uma transformação. Camões, né? Transforma-se o amador na coisa amada, onde eu coloco a minha presença. Onde eu coloco a minha presença e o meu olhar se dirige, acende uma luz lá na sinapse, no encontro com os neurônios. E aquela coisa ali que eu me botei na presença, seja um livro, seja um olhar, seja um cara que está olhando agora vídeo de pornografia, o que está acontecendo?

Ele está se transformando um pouco naquilo. Essa é a nossa realidade, é assim que acontece. Então o personagem, esse é o mistério do personagem. Onde está a sua presença, a sua graça? A que devo a sua graça, Diego? A que devo a sua presença? Onde está a presença do personagem? que é aquele pelo qual acontece a vida do roteirista e do crítico, da primeira e da terceira pessoa, tudo é feito por meio do personagem. Onde eu coloco a minha presença e eu decido me entregar, morrer um pouco por aquelas coisas que são meus amores, as coisas que eu me relaciono.

Estou falando disso aqui, estou falando de café. Estou falando de um roteiro para tomar café por causa de uma fé que o café é bom e o personagem que vai se entregar ao café. Estou falando disso aqui. Então quando eu amo o café, eu me transformo um pouco no café. E o café se transforma em mim porque o café não tem como... falar pra vocês sobre ele, mas eu que sou pessoa posso dar pra ele um pouco de mim, entende? Então quando eu falo pra vocês do café, eu tô fazendo o café durar mais do que a capacidade dele de durar.

Eu tô inclusive eternizando o café. Se isso aqui for escrito, isso aí pode ficar mil anos a duração do café que eu tomei lá em São Tomé e Príncipe, como na palestra da verdade, entende? Eu dei a minha humanidade para ele e ele me deu o que ele tem. Essa é a estrutura do personagem. Onde vocês colocarem a presença de vocês, a natureza da presença de vocês sempre vai matar um pouco vocês para transformar vocês naquilo a qual vocês se domam e colocam a presença de vocês.

A presença do personagem, essa estrutura é o amor. Então me parece que nós não estamos em condições de decidir se isso existe ou não existe. A minha vida do futuro funciona sob a estrutura da esperança, a minha vida do passado funciona sob a estrutura da crença, da fé e a minha estrutura do presente funciona do amor, quer vocês queiram, quer vocês não queiram, tá? É assim porque é assim, porque é dada pela ordem do mundo, entende? Ou pelo ontos ou pelo teos, seja lá se você for religioso ou se for ateu, entende?

Só que aí existe também dentro dessas três pessoas, cada uma vivendo em cada tempo, Existe também não só a sua natureza, mas o seu modo de operação. Entende? Em cima da substância, da categoria substância, existe a categoria ação. Então, como opera um personagem? Como opera um juiz? Como opera um roteirista? O roteirista tem o seguinte modo de operação de vida. Ele funciona sob a arte de decidir bem, ou seja, eu vou decidir meu dia de amanhã. Eu falo, cara, se eu estou decidindo tomar café para caraca, eu vou ter uma esofagite, vou ter uma gastrite, vou ter uma úlcera.

Então esse café está me ferrando, então eu não estou decidindo bem. Eu falo, cara, decidi estudar para uma prova para passar em um concurso. Eu falo, cara, se eu... decidir a maneira de estudar toda errada, não decidi bem e não passei, entende? Então existe um modo de vida desse cara aqui do roteirista. A arte de decidir bem e decisão ainda é toda mental, né? Isso vocês podem ver em São Tomás de Aquino, em Santo Agostinho. Santo Agostinho para a virtude da prudência sob a palavra ordenar.

São Tomás de Aquino para a virtude da prudência sob a palavra Comandar, né? Executar. Então eu tô lá dentro da minha cabeça, né? Tô pensando na minha cabeça ainda. Futuro. Pô, será que amanhã eu tomo café? Pô, mas eu vou tomar café com estômago vazio? Pô, já tive esofagite, caramba, não acho que é melhor não tomar café. Aí decidi. Decidi na minha cabeça. Tô tentando achar o melhor pra mim, né? A arte de decidir bem. na minha cabeça o que faz eu sentir o cheiro do café, vê-lo na minha frente, ou seja, o personagem quer tomar café, porque ele é atraído pela presença do café, ele está na presença, só que na minha cabeça tem uma força ainda que fala assim para você, personagem, você não vai tomar café, nós aprendemos a chamar a força desse primeiro cara aqui, do roteirista, a do futuro, toda imaterial e mental ainda, de vontade humana, né?

Então a minha vontade decidiu, decidiu, apoiou a decisão de maneira prudente de eu tomar café ou não tomar café, tá bom? Baseada nesse cara aqui, no que ele disse pra mim sobre esofagite, sobre eu tomar café, sobre toda a minha experiência passada, tá bom? Que vive aqui. Aí eu decidi não tomar café. Quando eu me coloco na frente do café, e aqui a gente pode começar, por exemplo, se vocês quiserem, a falar sobre vícios. O cara se coloca na presença do café. A vontade dele decidiu não tomar de maneira prudente.

Ou seja, modo de operação do roteirista. Onde acaba a vida do roteirista? Quando ele, de acordo com a sua força, a força do roteirista é a força da vontade, volitiva, mental ainda, decidiu na sua cabeça não tomar o café. Aí vem o roteirista no palco da vida. O personagem, desculpa, no palco da vida. Ele entra lá. Aí quando ele chega lá, o café é quentinho, gostosinho, os amigos, um ambiente propício pra tomar um cafezinho, que beleza, tem canela ali, olha que maravilha. Tá bom. Agora que o teu presente já cessou, decidiu não tomar café, agora tá a segunda pessoa lá.

Essa segunda pessoa tem outra força. A força dela não é mais a vontade mental, ela agora tá presente fisicamente. é a essa inclinação física, a atração erótica, sensual pelo café. Erótica no sentido grego, não no sentido freudiano, de sexual. No sentido sensual, de tudo aquilo que é dos cinco sentidos. Eu estou lá na presença do café, aí a minha boca enche de saliva e tudo mais. Essa outra força que te empurra na direção do café, Inclusive lutando contra aquela primeira força que decidiu não tomar, é a essa segunda força do personagem que a gente aprendeu a chamar de desiderativa, de concupiscência da carne, de desejo humano.

Essa segunda força, uma força que une a gente com o café. Essa força aqui, desiderativa. A força que une a gente com o café de amanhã, eu vou tomar um café e estou planejando o meu futuro. futuro é abolitiva, tá bom? Aí vamos lá, vamos supor que eu decidi tomar café, meu personagem tá lá, vou tomar café, o café tá aqui na minha frente, né? Aí chega você e esbarra no meu café e o meu café cai no chão. Quando isso acontece, O café já derramou, ou seja, o roteirista não conseguiu realizar o seu roteiro de tomar café e o personagem, que já o desejava porque ele estava presente, não consegue mais tomá-lo.

Aí a gente olha para o passado e viu que essa união aqui com o café não está acontecendo. Aí aparece a terceira pessoa, a que olha para o passado e a que faz críticas. Aí ela olha e vê que o roteirista queria tomar café e o personagem também, e que você derramou o meu café. Aí aparece um movimento raivoso dentro de mim, né? Por que raivoso? Porque eu realmente ou eu quero lutar pelo bem que eu tô perdendo, que é o café. O café caiu. Sabe quando cai o café e você vai levantar a xícara antes dele cair todo?

Porque você quer lutar pelo seu bem e se você não conseguir, você olha pra quem fez o mal e fica com raiva dele, né? Essa terceira força que a gente aprendeu a chamar de iracível, ela é uma força sempre voltada pros critérios de justiça que a gente estabeleceu pra nós e pra cumprir a justiça. Por quê? Porque o crítico, o que o crítico faz? O crítico, ele dá a cada um conforme a sua medida, que é o dado de manual sobre justiça. O que é justiça?

É dar a Deus o que é de Deus e dar ao homem o que é de homem. É dar a cada um segundo aquilo que cada um merece. Isso é justiça. Se o café é gostoso, o que eu faço na minha cabeça? O café é gostoso. Eu fui justo com o café, dei a ele o que ele é. Se o café é uma besteira, uma bosta, esse café é uma merda. Eu dei ao café exatamente o tamanho que ele é medido na régua, com o meu cânon de verdade sobre o café.

E isso estabelece as minhas crenças sobre café. Isso olhando para o passado. A força dessa terceira pessoa sempre é irascível. Então, aquele cara, você vê. E essa terceira pessoa aqui, você vê. Hoje eu atendi uma pessoa que falou assim para mim. Poxa, Diego, eu estou constantemente com raiva, fico raivosa com a minha esposa, um homem. Olha, se ele está com raiva da esposa, eu já sei quem eu estou tratando, estou tratando a terceira pessoa. Sabe o que isso significa? que ele fez um juízo errado sobre a esposa dele e toda vez que a esposa dele não cumpre a sua justiça, ele tem raiva dela.

Aí sabe qual o juízo que ele fez? Poxa, a minha esposa é uma mulher tão organizada e nesses últimos tempos ela tem deixado as coisas fora do lugar. Aí ele sente raiva. Porra, por que ele sente raiva da esposa dele? porque ele fez um juízo errado sobre sua esposa, porque homem e mulher... não são organizados. Nós estamos organizados num dia ou não estamos organizados. Você fala assim, ah, o Diego tem a virtude da ordem. Ok, hoje o meu dia pode ter sido todo desorganizado. Se você sempre acha que eu vou ser organizado, quando eu não for, você vai ficar com raiva de mim, porque eu estou sendo injusto pelo juízo que você fez na sua cabeça.

Então nós somos especialistas em fazer juízos errados sobre as pessoas. Você quer ver? Uma pessoa que faz um juízo assim sobre si. Pô, eu sou uma pessoa tão boa, eu mereço que as pessoas me tratem bem. Aí você fala, por que ela fica com raiva dos outros? Por que ela não é igual uma Maria Tereza de Calcutá, que quando cospem nela, ela fala assim, ok, você cuspiu na minha mão, isso aqui é pra mim, porque eu mereço. Mas e para Deus, e para os meus pobres?

Você tem alguma coisa para dar? Por que nós não somos assim? Porque a Maria Teresa de Calcutá, ela fez um juízo sobre si, de que ela merecia sofrer. Então quando ela sofre, ela acha justo. Só que você que é bom para caramba, você acha que tem que ser sempre bem tratado pelas pessoas. Aí quando as pessoas te tratam mal, você fica sentido, você fica raivoso. Você entende o que está acontecendo com a gente? Então para mim, É sempre muito simples, até porque é óbvio, a estrutura é minha, né?

É muito simples sempre olhar para as pessoas e ver quem aparece diante de mim, entende? Então, a pessoa vem para uma consulta comigo. Ela fala assim, ah, Diego, eu queria falar contigo sobre minha família. Eu falei, beleza, ela vai falar sobre família. Família é uma coisa mesmo, casamento, essa coisa, é feito pra dar errado, né? Ela acredita nisso, que casamento é feito pra dar errado, beleza, ela tá fazendo, essa é a fé dela, a crença dela. Eu falei, cara, se essa é a fé dela, o que ela espera do casamento dela?

Se a fé é o fundamento da esperança e se ela acha que casamento foi feito para dar errado, qual que é a esperança dela? Que o casamento dela vai dar errado e é só uma questão de tempo, entende? Então ela tanto faz, pô. Então vai dar merda no casamento dela, entende? Então, quando ela vem para mim assim, o que eu tenho que fazer? Eu tenho que atuar nessa pessoa aqui. Como que se faz terapia com essa pessoa? Vejam a live da verdade e descubram como é que se altera uma verdade sobre uma pessoa dentro da possibilidade, da verossimilhança, da probabilidade, da encarnação da verdade, da sua responsabilidade e do seu testemunho.

É assim que se trata essa terceira pessoa, entende? fez um juízo errado sobre o trabalho dela, que trabalho é só para ganhar dinheiro, caramba. Ela falou, cara, beleza, você acredita que trabalho só é feito para ganhar dinheiro. Ela falou, cara, então o que você espera do trabalho se ele não está dando mais dinheiro? Você vai trabalhar sempre raivoso, puto, caramba. Por quê? Porque esse é o senso de justiça sobre o trabalho estar errado. Então é óbvio que eu preciso curar você, entende? Porque dá para a gente fazer uma maravilha dentro do nosso trabalho, sabe?

Dentro dessa estrutura aí, pessoal, eu queria dar um passar para vocês, já está dando o nosso tempo, que vocês compreendessem como que a gente leva a nossa vida. Então, isso aí que eu falei para vocês. Eu falei aqui sobre um ato de tomar café. Falei sobre um dia inteiro e acho que vocês já perceberam que é meio óbvio que a estrutura da nossa vida é assim, entende? Então, uma pessoa que chega para mim para falar sobre falta de sentido da vida, eu falo, A logoterapia está aqui, tá bom?

A logoterapia está aqui, eu preciso orientar o sentido da vida dessa pessoa. Aí eu falo, pô Diego, beleza, mas me explica uma coisa, onde é que entra então essa coisa aí da consciência humana dentro disso que você está falando e das narrativas, por exemplo, da nossa vida? Beleza, olha lá, vamos lá. Existe uma palestra lá no curso, que eu já comentei aqui para vocês, que é a palestra dos amores. Então eu estou falando, já falei aqui sobre café, já falei sobre casamento, a gente pode colocar isso aqui como religião.

É essa bola aqui que vai mudando, e nós nos relacionamos, eu aqui, a minha personalidade se relacionando com isso. Eu falo, pô Diego, então o que é a personalidade humana? A personalidade humana? É o relacionamento, olha, isso aqui tudo, isso aqui é a minha vida, você entende? Isso aqui é a minha vida acontecendo, a minha psique funcionando, o meu mundo real funcionando, entende? Então por que eu não chamo isso aqui de psicologia? Porque psicologia é só uma parte. Aqui está o personagem. Esse cara aqui, o personagem no palco, como é que é o modo de operação do personagem no palco?

Funcionando bem, né? Eu não quero tomar café e eu não vou tomar. Como é que a gente chama isso no mundo das virtudes cardiais? A gente chama isso de temperança. Então o modo de operação desse cara aqui é a temperança. O modo de operação desse cara aqui é a justiça. a vontade para tomar o café, o desejo para tomar o café, a faculdade gracível para fazer justiça para eu tomar café, a força que me une ao meu bem, com a minha psique toda funcionando no presente, no passado, no futuro, tudo isso, essa é a estrutura da personalidade humana.

Então quando a gente vê um homem lutando por um café que ele planejou, que ele está na frente para tomar e que ele vai tomar custe o que custar, nem que ele tenha que lutar contra todo mundo. Você fala assim, esse cara é um cara de personalidade. Por que é um cara de personalidade? Porque as três pessoas estão unidas em prol do que ele considera o seu amor. Você entende? Então para pensar, vamos dizer que o amor desse cara aqui é o dinheiro, que ele é um terapeuta, um psicólogo e ele quer aqui, ele ama dinheiro.

Como é que esse cara vai fazer o roteiro da vida dele? Ele vai fazer o roteiro da vida dele assim, o que ele está pensando? Qual é a prudência para ele, a arte de decidir bem? Eu vou cobrar a minha consulta cara, eu vou atender 10 pessoas por dia, porque eu preciso ganhar dinheiro. O cara, beleza, aí ele bota o personagem no campo lá para ganhar dinheiro. Ele está muito preocupado não, se ele vai conseguir ajudar os outros ou não. Aí beleza, ele vai lá. Chega no final do dia, Como é que esse cara faz exame de consciência?

Se ele ama dinheiro, ele faz exame de consciência assim? Ai, será que eu atendi bem o meu paciente? Ele fala, não pô, eu não consegui atender dez pessoas, porque eu fiquei cansado, tive dor de cabeça, só atendi oito. Aí ele se entristece, o dia dele foi ruim. Por quê? Porque ele não conseguiu se unir completamente ao seu amor. Se ele conseguir fazer isso, ele fica feliz, entende? Então, o que você procura? Se não acha, fica triste. A nossa psique funciona assim à noite, quando a gente faz exame de consciência.

Se o meu objetivo é agradar a Deus, eu fiz um roteiro para ser fiel à minha esposa, coloquei o personagem no campo, não fui. Quando fizer o exame de consciência, eu vou sofrer, pô, porque eu não consegui me unir aqui. Aí qual que é o problema? O problema, quem tem que a ver igual sou eu, que sou o terapeuta. O problema desse cara é o seguinte, é o roteiro dele que é um roteiro de merda? Não, pô, o roteiro dele é bom, ser fiel à esposa dele.

Ele é um cara prudente. O problema está aqui? Sim, o problema pode estar aqui. Ele é um personagem fraco. Ou o roteiro dele pode ser ruim porque ele coloca a presença do personagem em lugares ruins. Ele é um cara que só frequenta ambiente com mulheres. Ele é um roteirista que quer ser fiel, mas que está fazendo um roteiro de bosta para a vida dele. Então o personagem dele fica fraco. Você fala, cara, como é que se fortalece personagem fraco? De diversas maneiras. Acordando cedo, tomando café sem açúcar, fazendo musculação e todo tipo de tratamento que os coachings fazem muito bem.

Entende? O problema normalmente das pessoas, muito do que elas fazem, está aqui. Porque aqui essa é a área da verdade, você vê, a coisa dos transcendentais. que nos atraem de maneira sobrenatural. Qual que é a pessoa que é atraída pelo transcendental da verdade? É esse cara aqui, pelo transcendental do bem. É esse cara aqui. E pelo transcendental do belo, é esse cara aqui. E existe um quarto transcendental. que também traz pra gente, a gente percebe que existe uma ordem no mundo e uma coisa que está acima da nossa natureza.

Quando existe uma unidade muito grande naquilo que a gente vê, que é a força da personalidade humana, ou seja, que são todas essas coisas funcionando em unidade, quando a gente vê a força dessa estrutura funcionando junto, a gente vê a força da personalidade humana, a unidade, que é o quarto transcendental, né? Então, essa estrutura, inclusive, vocês percebem que essa é a estrutura das virtudes cardiais, né? Temperança, justiça e fortaleza. As três forças humanas. Fortaleza. Pensa aí na porta, a porta. Ela tem três cárdias, três cárdias.

Temperança, prudência e justiça. E um pino, o mesmo pino entra em todas elas, né? Fortaleza, fortaleza, fortaleza. Vontade forte, um homem com a faculdade irascível na sua mão pra lutar pelo bem que ele quer e o homem que controla o seu desejo, o temperado, entende? Aquele que deseja as coisas desejáveis, tá bom? O cara que deseja a sua mulher, não a mulher dos outros, você entende? Então tá aí a nossa estrutura. Eu trato essas três pessoas de maneiras separadas, com terapias próprias para cada uma delas, tá bom?

Ah, Diego, e a consciência humana? A consciência humana, a melhor estrutura que eu encontrei para descrever para vocês sobre a consciência humana é o texto de São Gregório Nazianzeno sobre um dos três grandes doutores, os padres É esse texto de São Gregório Nazianzano que fala sobre o dogma da Santíssima Trindade, porque olha só. Quando eu vou ter a consciência da minha vida, eu falo, cara, como que eu sei que o Diego de sete anos de idade sou eu e que o Diego que eu sonho com 70 anos ou o paraíso que eu sonho Aquele cara que vai vir lá no futuro ainda, que eu estou planejando, sou eu.

O que dá unidade para todas essas experiências da vida? Para eu olhar a minha foto lá, novinho, com 15 anos, e falar assim, esse cara sou eu, pô. E o que ele viveu, sou eu. Ou quando eu vou lá no passado para ficar remoendo aquelas coisas do passado e sei que sou eu que estou lá, e eu falo assim, esse sou eu, e eu vou lá para narrar minha vida no passado. Ou narrar aqui, pessoal, boa noite, quem está aqui sou eu, o Diego. Ou quando eu vou lá no futuro e falo, esse planejamento aí é meu, eu sonho isso aí, você está querendo fazer o meu sonho.

No bolão, eu que botei, o Brasil ganhando de 4 a 1, você está querendo falar o meu sonho, esse aí sou eu. o que dá unidade para todas essas pessoas, não essa unidade das forças, mas quem reconhece. O ser humano não foi feito só para falar o eu sou. Ele foi feito para falar, para olhar para o futuro, para o passado e se olhar no palco o personagem e falar o que eu faço à noite aqui, no meu exame de consciência e olhar para um roteirista e olhar para um personagem e perceber com a sua consciência que eles são a mesma pessoa, que eu tenho personalidade.

Então ele diz, eu sou aquele que sou. Nós fomos feitos para falar isso. E quando a gente fala isso, a gente fica em paz. A gente fica em paz. Eu sou aquele que sou. O ser humano é feito não é pra falar eu sou. Ele é feito pra falar eu sou aquele que sou. Porque a unidade dele tá diluída no tempo. Porque a vida dele do passado traz uma crença pra ele hoje que aponta pra onde ele tá indo. Só que aí tem essa consciência, né?

Uma consciência que parece tá por cima de tudo isso e que consegue dizer que os três são um só. Só que toda vez que ela entra em ação, para dizer que ela é a consciência, que sou eu, Diego, sempre quando eu entro em ação, eu sou um dos três. Ou eu estou no passado, ou eu estou no presente, ou eu estou no futuro. Então, sempre sou eu. Então, São Gregório Nazianzano, quando ia falar da trindade, por exemplo, ele falava, quando eu tento falar da unidade, eu percebo que sempre estou falando de um dos três, da trindade.

E quando eu tento falar da trindade separadamente, sempre tem alguma coisa que dá unidade a elas. Então eu tenho uma consciência que unifica a vida de todas essas pessoas e que é possível contar essa vida inteira. Contar. E é óbvio que a consciência está fora desses três tempos e dá sempre para elas a carga e o sentido da vida do seu maior amor. Então é assim. Então se hoje você ama dinheiro, você vai contar a sua vida pelo seu sucesso financeiro ou em sucesso. Aí amanhã você se converte e você vai contar a sua vida de maneira diferente.

É só ler as Confissões de Santo Agostinho que você vai ver que quando ele se converte, ele volta lá no início da vida e continua contando a história da vida dele. Se você encontrar com um marxista, ele vai contar a história da Revolução Francesa, a história de Cristo. Teologia da libertação, né? Ele vai contar a luz dos amores dele. Se você encontrar, assim como os discípulos de Emmaus encontraram Cabe-de-Baixo com Cristo no meio do caminho, o Cristo vai contar pra vocês qual história? A história da salvação e vai dar sentido a tudo, que é o papel da consciência.

A consciência unifica essas três pessoas e narra vida. Então ou eu estou tratando dessas três pessoas separadamente ou então eu estou tratando da unidade dessas três pessoas e narrando a vida de uma pessoa à luz dos seus amores. E aí existe uma outra palestra dos amores que obviamente vai fazendo esses amores cada vez mais duráveis e a gente vai subindo aí na capacidade de amar cada vez esses objetos aqui que dão unidade à nossa vida. de maneira mais durável. Então você vê, né? Ah, Diego, é a faculdade humana que faz com o ser humano passe, por exemplo, de camada em camada?

Não pode ser. Não pode ser. Existem três coisas que fazem o ser humano passar de camada em camada. Uma é você, a sua presença, aí com suas capacidades e faculdades funcionando, e elas funcionam ciclo por ciclo, todas elas, para isso aqui funcionar, para a decisão de tomar um café, existe uma segunda coisa, que é a mediação do mundo entre você e o café, e existe uma terceira coisa, que é o café. Então essa relação trina, a relação, uma terceira coisa, uma relação entre duas coisas, essa terceira relação é o mediador entre duas presenças.

Então a estrutura do mundo, e aí entra a grande sacada do Olavo de Carvalho, que é o tal do conhecimento por presença, a grande estrutura do mundo onde o ser humano vive, onde ele se transforma amor por amor, assim como São Paulo disse, é sobre o amor que nós vivemos, nos movemos e somos. E é realmente sobre essa estrutura, é uma estrutura que só funciona através das presenças das coisas. E assim como eu disse para vocês uma hora, a que devo a sua presença, que é a mesma coisa que dizer a que devo a sua graça, tudo isso só acontece por causa de um mistério, no mistério das coisas existirem diante de nós assim como nós.

Esse é o mistério da graça. Tá bom, pessoal? Então é isso aí. Acho que para a introdução aí deu para dar uma boa passada aí nas categorias que eu costumo sempre falar para vocês, tá bom? Espero que tenha ajudado. Em breve a gente se vê aí novamente, se Deus quiser. Forte abraço, pessoal. Fiquem com Deus. Obrigado pela companhia de sempre, tá bom?

Conceitos nesta aula
Série · episódio 11 de 46

Papo Matinal

ver a série completa →
Continue

Aulas relacionadas