Presença & o tempo que tempera
Como escolher o tempo para fazer cada coisa?
- gestao-do-tempo
- prioridades
- autocuidado
- a ordem dos amores
- o exame de consciência
- a vocação individual (chamado pessoal)
- ser forte = força para a vocação
- orientar-se pelos domínios
- a unidade de vida
- o tempo de presença que tempera
- o scrupulum (amar os amores de baixo)
- a verdade encarnada (tem gosto)
- quanto tempo dedicar a cada coisa
Trechos da aula
fazer isso é estabelecer a ordem dos amores humanos.
Ser forte é ter força pra dominar a sua vocação.
O limite do meu trabalho é o limite que eu estabeleci pra perfeição da minha família.
Transcrição completa
Quanto tempo devo me dedicar às coisas? Por que eu acredito que esse tema tenha aparecido? Porque como virou o ano, a gente fica decidindo nossos novos roteiros, né? Acho que vai, eu tento deixar as lives salvas, sim. Então, quando a gente vira o ano e a gente quer fazer novos roteiros para a nossa vida, Se tem uma coisa que acontece nos atendimentos e na terapia, é o seguinte. Bom, virou o ano e eu quero começar a fazer academia. Quanto tempo que eu devo malhar? Trinta minutos?
Duas horas? Ah, agora eu vou fazer um cursinho para aprender francês. Quanto tempo eu devo me dedicar ao francês? Uma hora? Duas horas? Três horas? Então vejam. Isso é uma das grandes sabedorias do nosso dia, da nossa semana, do nosso mês. Então, é muito difícil. Eu vou estabelecer aqui para vocês uma estrutura de princípios de pensamentos para que vocês consigam sozinhos sozinhos tomar uma boa decisão de quanto tempo que eu devo, por exemplo, fazer educação física no meu dia.
Por quê? Porque, vamos supor, eu vou dar o meu exemplo. Eu quando era recém-casado, então aí há uns nove anos, há nove anos, Era a época que eu estava fazendo o curso das forças especiais, o curso de comandos anfíbios. Então eu fazia de duas a três horas de treinamentos físicos por dia. Hoje eu faço 20 minutos de treinamento físico por dia. Isso eu tô dando um exemplo. Então o exemplo de vocês é o seguinte, são perguntas recorrentes pra mim. Então vamos lá, eu tô no meu trabalho.
Eu decidi esse ano que eu vou trabalhar em tal coisa, vou trabalhar melhor. Quanto tempo que eu tenho que trabalhar o máximo que eu posso e bem? Quanto tempo que eu sei que eu tenho para fazer um bom relatório, para revisar um livro, para fazer um texto, para fazer uma cópia de internet? Quanto tempo que eu vou gastar? Quanto tempo que eu vou gastar? Não tá no YouTube, não. Quanto tempo que eu vou gastar pra me dedicar um Instagram? Uma hora? Três horas? Virou um ano.
Eu vou fazer novos projetos. Aí eu vou incluir agora exercício físico. Eu vou incluir academia. Por quê? Pra você ver, academia é uma coisa que entra nos planos de geral, né? Quando o pessoal faz novos planejamentos durante o ano. Esse tema, inclusive, está aqui. Eu anotei lá umas 150 coisas que vocês botaram. Foi o que deu tempo para eu conseguir ver lá na caixinha. Então, tinham várias. Aí sabe o que me chamou a atenção? E, obviamente, esse tema ganhou, eu acho que justamente por isso, por ser essa época do ano.
Me chamou a atenção que um seminarista, colocou assim pra mim, decidi ficar forte. Forte, é, fisicamente, né? Aí ele me mandou no direct umas coisas, tipo assim, ó, vai fazer, queria fazer tratamento hormonal pra ficar gigante, aí falou que agora já começou, a gente tá no dia 14, né? Que já foi 10 dias nesse ano pra academia, tá olhando duas horas por dia e tal. E aí, é... Eu fico me perguntando assim, cara, baseado em que que será que essa galera faz os planos deles, né?
E muita gente me pergunta isso, sabe por quê? Porque, no geral, quem me acompanha aqui sabe que eu não faço academia, né? Então, eu tô usando esse exemplo bem concreto porque eu vou dar o exemplo Vou explicar como é que acontece isso interiormente, vou dar princípios de funcionamento pra vocês, tá? De como decidir as coisas, como colocá-las na ordem, decidir quanto tempo que a gente leva as coisas, e o mais importante, fazer exames de consciência pra conseguir gerar uma unidade de vida em cima desse negócio aí que você planejou novo pra tua vida, tá?
É assim que a gente vai ver. Então, vamos lá. Isso vai atingir muito o pessoal que é muito voltado para a vida prática e vai ser uma tentativa de curar o pessoal que fica muito no mundo das ideias. Porque eu, como sou professor de filosofia, exerço filosofia, trabalho com filosofia clínica, dou aula de filosofia, o pessoal acha que o core, o corpo principal da minha vida, é o mundo dos pensamentos. E, na verdade, eu tento sempre me proteger no mundo concreto, encarnado, onde a verdade tem gosto, para que a gente teste as asneiras que tem no mundo das ideias.
Muitas delas eu vou falar aqui para vocês. Então, eu vou começar a dar uns exemplos aqui. Olha só. O cara é pai de família, tem vários filhos. Eu tenho cinco filhos, né? Aí o pessoal me fala assim, cara, mas hoje tu só faz aí 20, 30 minutos de educação física diária. Pô, mas tu não é das forças especiais, paraquedista, comandos anfíbios e o caramba? Pô, tu não deveria ser um cara voltado pra atividade física e prática? Ou o contrário, né? Pô, você não é professor de filosofia?
Pô, por que que tu fala que o pessoal, pô, tá se dedicando muito aos estudos e tá estudando demais e tá muito no mundo das ideias? Então, tipo assim, tem gente insatisfeita dos dois lados. Aí, a gente vai tentar agora, então, colocar uma ordem nisso. Quanto que um homem casado tem que estudar? Quanto que um homem casado tem que fazer atividade física? Quanto que um homem casado tem que trabalhar? Como é que se pensa sobre isso, então? Então, vamos lá. Bom, eu tenho as coisas que eu vou escolhendo como importantes na minha vida, né?
Então, em uma determinada época da minha vida, quando eu ainda não era casado, não tinha filhos, Existia, vejam bem, existia na minha vida um apelo da vida da religião, o que significa isso? Que eu, no fundo, no fundo, como eu pratico de maneira um pouco mais séria a religião há 23 anos, Então, muitas das coisas da minha vida foram se revestindo de religião ao longo do tempo. Então, o pessoal não tem muita ideia disso porque, às vezes, a gente está fazendo atividade prática, então o cara não sabe o que está passando dentro de você.
Então, eu vou dar um exemplo para vocês muito prático. Eu, quando fazia curso lá das Forças Especiais, o curso de comandos anfíbios, tinha um instrutor que me conhecia, conhecia um pouco da minha vida pessoal. E aí, às vezes, quando a gente estava muito na merda, assim, fisicamente, e ele me via, assim, fazendo certas coisas de sacrifício, aí ele fazia, brincava comigo, né? A gente chama de fazer guerra, ele fazia guerra comigo, né? Ele falava assim, Zéron, tu tá aí sofrendo, mas no fundo, no fundo, é...
tu tá tentando, tu tá oferecendo esse sofrimento aí por alguém, né? Pra Deus converter alguém. Tu acha que eu não te conheço? Tu acha que eu não sei? E era isso que eu fazia lá. Eu aproveitava e falei, cara, tem esse pote aqui de merda que a gente fala, eu tenho que comer esse pote de merda pra chegar onde eu tenho que chegar. Eu tenho que passar por essa etapa de sofrimento. Então eu vou aproveitar esse sofrimento. Então vejam, isso Era uma coisa que eu decidi fazer concretamente, guardar um período, um tempo da minha vida para me temperar dessa presença.
E por dentro daquilo tinha uma vida interior que me permitia fazer coisas muito mais profundas dentro do que eu estou fazendo cotidianamente. Então, isso que eu estou fazendo, as pessoas usam... Por exemplo, eu vou dar um exemplo hoje para vocês. Hoje eu fiz educação física. Então, hoje, qual foi o treinamento físico que eu fiz? Eu fiz um treinamento físico de 30 minutos. Eu saí aqui pra correr e corri tiro, né? Tiro de corrida, que é um treinamento que, eventualmente, às vezes eu passo mal fazendo. É vomitar, né?
Vomita. Você mexe muito por causa da intensidade, às vezes com o estômago, o intestino, e às vezes tu acaba vomitando, né? Aí você vê, esse é um dos treinamentos mais difíceis físicos que eu faço. É um período curto de tempo, de dia, só que com muita intensidade. Então, você vê, hoje é um dia que eu posso treinar. Eu tô aqui na live com vocês, né? Então eu faço o meu treinamento e o meu treinamento, ele é revestido de um sentido. Quando eu quero desistir do meu treinamento, talvez o cara que entre no ano e fale assim, ah, vou fazer academia.
Aí ele tá lá fazendo academia. Você quer fazer academia pra quê? Pra ficar forte. Aí ele tá lá fazendo academia. Ele falou, olha, é... ou depois de um tempo, aquilo ali vai perder o sentido pra ele, que é um sentido fraco, né? Fazer academia pra ficar forte. Se for fazer academia pra ficar forte, pra fazer alguma outra coisa depois, essas coisas que vêm depois vão dando sentido às coisas anteriores, ou seja, vão dando força, né? Só que, no geral, as pessoas não sabem disso. Aí elas vão fazendo alguns roteiros e vão escolhendo coisas que elas viram na internet, entendeu?
Elas ficam aqui vendo o Instagram, aí vem o cara postar um livro, né? Você vê, eu sou professor de filosofia, hoje eu postei lá, alguém comentou sobre o livro de Santo Inácio, aí chove direct, perguntando onde comprar, que eu quero o livro e não sei o que lá. Então vejam, de repente, a pessoa Ela tinha feito um roteiro pra ela, ela tem um livro pra ler, ela começou a ler o livro dela, aí só porque eu mostrei uma foto com o livro de Santo Inácio, ela já quer largar o roteiro dela, que às vezes é a vocacional da vida dela, pra ler o livro que eu postei ali.
Então vejam, a gente vai fazendo essas coisas aí, vai escolhendo os roteiros, e a gente não tem a mínima ideia do que aquilo vai construir na nossa vida, pra onde vai levar a gente, e nem quanto tempo a gente tem que se dedicar a isso. Então, eu falei do exemplo do seminarista, né? Veio o seminarista, aí falou assim pra mim, ó, esse ano eu vou ficar forte fisicamente, aí vai fazer tratamento hormonal pra ficar gigantesco, né? Aí beleza. Existem justificativas? Ele consegue argumentar comigo se eu conversar assim, cara a cara com ele, na terapia.
Fala aí, meu irmão, teus planos para 2024. Ele tem argumentos para falar para mim que é uma grande coisa ficar forte para servir melhor? Ele falou, pois é. Aí, o Matheus botou aí, ser forte para servir melhor. Mas ser o forte o quê? Fisicamente? Por quê? Para que ser forte fisicamente, ser fortão fisicamente, me ajuda a servir melhor na prática? Sim, me conta na prática. Eu, por exemplo, eu tenho 1,80, 84 quilos, né? Eu falo, cara, se eu fosse mais forte do que eu sou, se eu ficasse duas horas na academia sendo mais forte, o que que para mim ia melhorar e ajudar na minha vida pra isso.
Vejam, eu tô falando pra vocês que ao longo dos anos, eu reduzi minha atividade física, de quando eu era adolescente, jovem, com 20 e poucos anos até uns 30 anos, das forças especiais, paraquedista, mergulhador, tudo isso aí que eu precisava de preparo físico. Então vejam, aí você fala assim, eu preciso cuidar do meu corpo e eu cuido todos os dias, só que hoje, Eu não posso mais malhar duas horas, muito mais duas horas dentro de uma academia, pô. Por que que eu não posso? E vejam, eu não tô falando pra vocês aqui, ó, está errado estar numa academia e malhar duas horas.
Prestem atenção, pelo amor de Deus, Eu tô querendo ordenar as coisas pra vocês e ajudar vocês a entender a vida de vocês, pra vocês não fazerem a merda que o seminarista quer fazer. Por quê? Porque ele é seminarista, pô! Ele é seminarista, tá num seminário, tem um final de semana que ele serve a uma paróquia e ele quer tomar hormônio e fazer duas horas de academia pra ele ficar forte. Ele falou, olha, Isso não cabe na vida dele, pô. Por que que não cabe na vida dele?
Olha, eu já fiz academia. Academia aqui, academia. Essas que tem aqui na rua. Eu sou um homem casado. Não tem nenhum homem casado de moral que chegue pra mim e fala assim, academia é um lugar razoável e tranquilo pra um homem casado, pai de cinco filhos, Por quê? Aqui, ó. Vejam bem, ó. O grilo aí tá falando, ó. O grilo, esse cara aí que falou aí, ó, prioridades. Porra, é um maluco gigante, meu irmão. Forte pra caraca. O cara trabalha com isso, porra. O cara trabalha com isso.
Então, vejam. Porra, pra esse cara tá duas horas na academia, é pouco. Ele tem que tá mais do que duas horas na academia, porra. Vocês estão entendendo o que eu estou te falando? Agora eu estou falando de um cara que é seminarista, ou então de mim, que sou professor de filosofia, que atendo as pessoas, que sou casado, que tenho cinco filhos. Pô, aí eu vou e penso assim, cara, eu vou ficar duas horas na academia. Aí vamos lá. Então como é que a gente faz? Diego, pelo amor de Deus, então me ajuda, como é que eu decido se o meu caso não é academia, são 10 minutos de academia, são 30 minutos de academia ou são 2 horas de academia?
Como se faz isso? Quando eu sento na mesa, eu sento assim, por exemplo, no mês passado eu acabei de escrever meu livro, quando eu sento na mesa, como é que eu boto na mesa o livro e eu falo assim? Quanto tempo eu vou permanecer sentado na mesa estudando? Ou quanto tempo eu vou permanecer na mesa pra fazer esse relatório? Quanto tempo eu vou permanecer na mesa pra revisar esse livro? Então vejam! fazer isso é estabelecer a ordem dos amores humanos. E como se usa um exame de consciência, que foi uma das perguntas que muito apareceu na caixinha, como fazer exame de consciência, então eu lembro de várias pessoas que perguntavam, quer ver o Maurício Férez, que eu não sei se está aí, ele apareceu que entrou, não sei se está aí, mas ele botou lá, foi um dos que botou na caixinha, exame de consciência, como que se faz exame de consciência que deveria ser feito todos os dias, porque senão a gente perde o controle da vida.
Aí eu vi lá que teve gente que botou assim, cara, eu não consigo, eu deixo para fazer exame de consciência de noite e eu não sei o que fazer. O Mauro está aí, ele botou lá na caixa exame de consciência, foi um dos caras que botou. Aí você vê, como que eu sento de noite e eu penso assim, ter presença, ter presença. Como é que eu sei no exame de consciência se eu estive presente durante 30 minutos na academia ou eu estive presente 2 horas na academia?
O quanto que eu sei? Como é que eu faço isso? Vejam. Eu não consigo fazer isso agora aqui porque não dá tempo, mas para que vocês tivessem uma estrutura muito boa e fixa do que eu vou falar, vocês teriam que assistir uma aula minha, que é a aula dos amores humanos possíveis, de uma hierarquia dos amores. Só que eu vou falar de maneira geral aqui e vocês vão perceber. Vejam, eu tenho mulher e cinco filhos dentro de casa. Teve alguma pessoa que escreveu assim, ficar forte para servir as pessoas.
Porra, se eu sair da minha casa, depois de voltar do trabalho, para fazer duas horas de academia, para ficar forte para servir a minha família, eu vou ter que abandonar a minha família para ficar forte na academia. Então, para a minha vida, como que eu decido, como que eu vou fazer o máximo que eu posso ficar forte para a ordem dos meus amores. Então vejam, eu tenho que fazer educação física todo dia? Eu tenho que fazer educação física todo dia. Por quê? Porque eu sou das forças especiais e se eu não tirar 10 no teste físico anual que eu faço treinamento físico, eu me sinto envergonhado, você entende?
Porque eu sei que eu sou referência disso, quando o pessoal me vê lá, cheio de brevê no peito, caramba, o cara espera que eu tire 10 na corrida, fazendo barra, fazendo flexão, fazendo abdominal, nadando, você entende? Eu consigo tirar 10? treinando os 20, 30 minutos por dia que eu preciso treinar. Então eu vou lá, eu tenho que correr 3.200 metros para a minha idade, 37 anos, em 14,40. Então se eu sair aqui para correr no Aterro do Flamengo, na marcação de 100 e 100 metros, se eu passar a cada 100 metros, com 26, 27 segundos, eu estou satisfeito.
O que significa isso? Passei no 100 metros com 26 segundos. Passei no 200 metros com 52 segundos. Se eu fizer um treinamento que me deixe fazendo isso todo dia, o meu treinamento de corrida está muito bom, pô. Por quê? Porque eu preciso, aquilo lá que eu estou fazendo, é um serviço para uma coisa maior que ordena o quanto eu gasto com aquilo. Então veja, por que eu não treino na academia? Eu não treino na academia e para quem está chegando agora, treinar na academia não está errado, pelo amor de Deus.
Eu falei para o Grilo aí. O Grilo, ele vive disso. A perfeição da vida profissional dele, do que ele pode ajudar as pessoas, é ficar três horas na academia. Você entende? Eu quero que você ordene a sua vida na sua vocação individual, e não na minha nem na do grilo. Vocês estão entendendo isso? Então vejam, você vai olhar os seus grandes amores. Então vamos lá. Se eu fizer três horas de exercício físico, aí o cara fala assim, ó, é ficar forte para servir. Aí eu falo, porra, meu irmão, aí tu vai para a academia ficar forte?
Aí tu fica forte? chama a atenção das mulheres e trai tua esposa, aí tu tá aí. E na conversa, tu tá assim, ó, fica forte pra servir, fica forte pra servir. Aí eu falo, porra, meu irmão, porra, eu com essa carcaça aqui, o que eu tenho que fazer na minha vida de família pra servir a uma família gigante que eu precise? Tá mais forte do que isso. Pelo contrário, porra, se eu for pra academia e gastar mó dinheirão pra ficar mais forte do que isso, eu vou ter que abandonar a minha família.
Vocês estão entendendo o que eu estou falando? Então, por que eu não faço academia? Porque a força que eu preciso e o preparo físico que eu prefiro, eu consigo fazer aqui na sala. Vocês já me viram como é que as coisas que eu faço? É tudo aqui na sala. O meu treinamento de flexão de barra é aqui. Hoje eu treinei perna aqui, fazendo os agachamentos, com cadeira, subindo e descendo as escadas aqui do prédio. E meus filhos vêm e participam. Por quê? Porque eu tenho que formar meus filhos.
A minha educação física agora, ela tem uma ordem superior a quem ela deve servir. Então como é que eu oriento quanto tempo eu faço isso? Eu oriento pelos amores maiores. Vocês estão entendendo? Então, você de maneira geral, você sabe argumentar sempre a favor do que você está fazendo, e agora eu vou explicar para vocês, então, um sentido geral, vamos lá, preste atenção nisso que eu vou explicar para vocês, eu vou usar uma história que aconteceu na vida de São Pio, do famoso Padre Pio de Pitreutina, para explicar uma coisa para vocês, olha só, Padre Pio, ele ficou muito famoso, quer dizer, Um dos motivos que a fama dele se difundiu foi a maneira como ele se dedicava ao sacramento da confissão.
E aí o padre Pio, ele ficava às vezes 15 horas, 16 horas dentro do confessionário confissão. Isso é onde vocês veem, ficar forte para servir. O que que é ficar forte, meu irmão? Ficar forte é ter força pra cumprir a sua vocação, você entende? Então se um cara que é caixa de banco, se um cara é caixa de supermercado e ele aguenta ficar 12 horas fazendo aquilo, ele é forte, porra. Vocês entendem que ser forte é ser forte a carcaça fisicamente, porra. Pode ir, meu irmão.
Isso tá completamente errado, completamente errado, porra. A força não deve ser nesse sentido, a força é a força pra cumprir a sua responsabilidade, pô. Não é força física. Se você começar a ficar forte pra caraca e começar a gastar tua energia pra ficar forte, você vai chegar em casa e não vai ter força pra cuidar dos teus filhos, pô. Você entende? É óbvio que é assim. Vocês têm que saber o ordenamento das coisas pros amores maiores do que vocês. Você entende? Então o cara fala assim, ó.
Chega o cara assim. Cheio de virtude, né? Ele é cheio de virtude. Aí ele vai vir pra falar comigo. Cheio de virtude. Não, eu agora, eu tô trabalhando bem pra conseguir prestígio no meu trabalho, pra ajudar as pessoas. Eu falei, pô, é mesmo legal, cara. Pô, que maravilha. Pô, que coisa grande que tu tá fazendo. Ele, como é que tu tá fazendo isso? Não, o meu chefe, ele só sai 10 horas da noite, então eu vou lá, pô. Eu vou trabalhando com ele até 10 horas da noite.
Aí eu falei, pô, cara, que maravilha, isso tá melhorando o trabalho, tá dando certo? Ele, pô, tá dando certo, cara, acho que eu vou conseguir a promoção. Falei, cara, que interessante, beleza, mas tu é solteiro, tu deve ser solteiro, né? Ele, não, pô, sou casado, tenho família. Eu falei, ué, é casado? Tem família? Pô, mas como é que tu sabe, então? Como é que tu mede, então? o quanto que tu vai ser a perfeição na família e o quanto que tu vai ser perfeito no trabalho.
Como é que faz? Aí o cara não sabe. É disso que eu tô falando. Então, como na internet chega aqui, ó, o Diego, professor de filosofia, aí fala assim pra você, você tem que trabalhar bem, meu irmão. Aí, o cara ouve isso, né? O Diego, ó, chega pra esposa em casa e fala assim, ó, o Diego falou que eu tenho que trabalhar bem, tá? Então, a partir de amanhã, Eu vou começar a trabalhar pra caraca e vou chegar mais tarde em casa. Não vai dar mais pra jantar com vocês e com as crianças, tá bom?
Ferrou. Entenderam? Entendeu o que que vai acontecendo aqui entre nós? O viver a vida dos outros, o roteiro dos outros? Vejam, uma ordem dos amores e um exame de consciência, um exame de consciência, para que eu veja como que eu vou ordenar essas coisas nas ordens dos amores. Então vamos lá. Voltando à história do padre Pio. Um belo dia o padre Pio está lá confessando todo mundo. Aí, eis que aparece na confissão o demônio para se confessar com o padre Pio. Aí ele tá lá, Padre Pio, dentro do confessionário, ele começa a ouvir, né?
Ele ficava sentadinho lá e tal, eu estive lá em Petreutina, né? Lá onde Padre Pio viveu, pra conhecer as coisinhas dele lá, né? Aí vi lá, entrei lá no confessionário dele e tal, aí Padre Pio ficava lá sentadinho, não dava pra ver muito bem as pessoas que ele confessava, né? Sobretudo pra protegê-lo. da relação e do tipo de trato com as mulheres, o que é uma maravilha para um padre, confessar as pessoas dentro de um confessionário. Aí, aparece uma pessoa e começa a falar assim para ele, padre, eu tenho matado algumas pessoas.
Aí, que mais? Ah, eu também incentivei algumas pessoas a se matar, a abandonar a família, a trair. Aí o Padre Pio começou a achar estranho. Aí disse que deu uma olhada com mais cautela para fora e viu uma sombra de um homem preto, todo de preto assim e tal. Aí ficou com a impressão de que ele estava confessando que quem estava do lado de fora se acusando era o demônio. Aí ele continua. Depois ele teve certeza disso. Mas aí ele continuou. Aí ele falou assim, ué, mas isso que tu tá fazendo é mal.
Aí o demônio, se confessando com o padre, falou assim, não, mas eu tenho bons motivos, pô. Eu só matei aquele cara porque ele tava atrapalhando a vida de um monte de gente. Então agora, as pessoas que aquele cara atazanava, essas pessoas estão livres. Ela falou, aquela mulher que eu a fiz a abortar, eu a fiz a abortar, mas agora ela tem mais tempo para o trabalho dela, agora ela vai poder fazer doutorado, pô. Aí o padre Pio, ele percebeu uma das coisas mais impressionantes da nossa vida.
Presta atenção no que eu vou falar para vocês. Eu atendo pessoas. Uma dessas pessoas que eu atendo, É um satanista, né? Aí, quando se atende um satanista, um dia eu explico pra vocês por que que eu o atendo e por que que ele veio parar até mim. Aí você vê. O satanista, ele tem bons motivos pra ser satanista, né? As pessoas, elas acham que as pessoas são idiotas, tá ligado? Cara, o cara é muito varado, meu irmão. Cara, é satanista, cara. Como é que o cara escolhe uma porra dessa?
Falou, meu irmão, o cara vivia numa merda só. Uma vida de merda. De repente, falaram assim pra ele, cara, faz um pacto com o demônio que tua vida vai melhorar. Aí ele fez e a porra melhorou um pouco. O que que ele acha na vida dele? Antes da merda começar a acontecer, daqui a um ano, né? Antes da merda começar a acontecer, daqui a um ano, Ele está ali achando que o negócio é bom, por quê? Porque, prestem atenção nisso que eu vou falar para vocês, eu vou falar com a linguagem de Santo Agostinho, O meu coração te busca.
O meu coração é tarado. Ele busca o bem incessantemente. E ele não descansa nunca enquanto não encontrar o bem. Então, olhem, vira e volta eu atendo alguém aí que tá com ideiação suicida, que quer se matar. Um cara que quer se matar. Ele tá procurando o mal. Me diz, a partir da história do padre Pio, do satanista, o cara que quer se matar, ele tá buscando um mal ou ele tá buscando um bem? Porra, mas é óbvio que ele tá buscando um bem. É óbvio que ele tá.
E se você perguntar pra ele, ele tem um bom motivo pra isso. Qual que é o bom motivo que ele tem? ele está buscando um bem, ele quer acabar com o sofrimento. Qual que é a merda? A merda é que isso é maçã da bruxa, né? Por fora, bela viola, por dentro, pão bolorento. Então você vai e quando você vê, deu merda. Então vejam, um atirador, nós, ó, São João Paulo II, quando definiu o que era o mal pro homem, ele definiu assim, ó, o que é o mal?
É uma tentativa de você acertar o bem e quando você percebe, você errou. Você mira no bem e errou. Então um atirador, ele começa a preparar o tiro dele desde os pés, né? Os dois pés virados pro alvo, ele faz a base, acerta tudinho, vai encher o pulmão de ar, depois vai esvaziar um pouco de ar pra estabilizar a alça e massa, vai fazer todo o procedimento do tiro. Aí ele mira no centro do alvo e ele fala assim, porra, eu vou acertar o centro do alvo.
O cara vai fazer pacto com o demônio, vai tentar se matar. Ele tá lá mirando, ó. Eu vou acertar na felicidade, eu vou acertar no bem que eu tô procurando. Aí ele atira. Quando ele baixa o armamento e olha pro alvo, ele é assim, porra, meu irmão, Acertei do lado de fora. Isso é a nossa vida. Isso somos nós fazendo planejamento pra 2024. Isso é você, pai de família, que não tem nenhum trabalho, que é físico, que não precisa ficar forte pra caracas, gigantesco, que precisa formar filho, tá dentro de casa, trabalhar melhor, essas paradas todas, e tu botou lá no teu plano de 2024 que você vai ficar forte e vai fazer duas horas de academia por dia, porra.
Isso é você tentando acertar no centro do alvo. E no final do ano, eu vou te atender na terapia porque você não acertou nem no alvo, meu irmão. Tu não fez nenhum ponto. Porque tu podia ter ficado forte. Como? Porra, tu podia ter ficado forte, cara, batendo uma bolinha no quintal com o teu filho, você entende? Porque isso ia deixar outras partes interiores muito mais fortes, porra. Muito mais fortes. Você vê, ó. Tá aí. Comando os anfíbios entrou. Lá nos comandos anfíbios, você olha a galeria lá dos comandos anfíbios, você vai ver que tem pouquíssimos comandos anfíbios que são fortes fisicamente, fortões.
Por quê? Porque tu bota um cara fortão na selva, meu irmão. Um cara que precisa se alimentar bem porque ele é fortão. E esse maluco tá ferrado na selva, você entende? A gente vai ter que carregar esse cara que é fortão fisicamente. Você tá entendendo isso que eu tô te falando? Então, porra, vocês têm que entender as coisas que as pessoas falam pra vocês dentro de um chamado pessoal que se dá, não pelo cara que tá aqui na internet, porra. O chamado pessoal de vocês que tão me olhando agora aqui, vocês tão me olhando daqui a 10 minutos, a gente vai desligar aqui.
Quando você desligar o teu chamado vocacional, onde você tem que ficar fortão, ele tá em volta de você, porra. Você tá aqui agora me vendo, né? Você tá aqui me vendo. Talvez estar me vendo agora esteja errado pra você, que tá com o filho puxando o teu braço aqui assim agora. Papai, você não vai me botar pra dormir? Papai, o horário passou, vocês entendem? Que as coisas, elas se encarnam na vida individual e que o tesão da vida individual é que tem uma coisa no mundo, porra, que só eu posso cumprir, vocês entendem?
tem cinco cabeças aqui em casa, que se eu sair de casa pra ficar forte na academia, porra, não vão ver o papai aqui dentro de casa e não vão ver como é importante o papai treinando fisicamente, ainda que o treinamento seja um treinamento simples, porra, mas que pra mim cumpre o que eu preciso, que é tirar dez no quartel, que é É ter uma carcaça decente de um cara que é das forças especiais, você entende? Que consegue... Eu nunca tive dificuldade pra carregar meus filhos no colo.
De vez em quando pego minha esposa no colo até pra brincar com ele, pra eles verem. Entenderam? Eu falo, cara, é o que eu preciso, porra. É o que eu preciso, isso. Entende? Vocês têm que ver isso. Vocês têm que fazer um exame de consciência pra olhar a unidade da vida de vocês. A unidade da vida de vocês. Então vocês entendem agora o problema que eu falei lá no início da live? O problema do início da live é que o rapazinho era um seminarista, pô. Você vê, ó.
Eu atendi esse cara na primeira semana desse ano e eu tirei essa merda da cabeça dele sabe como? Com a coisa mais simples do mundo. Você vê, porra, se você quer jogar futebol, como é que você se orienta no mundo do futebol? Você chega lá e fala assim, mundo do futebol, ó, todos vocês fazem isso. Todos vocês vivem disso. Eu vou falar isso pra vocês em todas as lives. Inclusive, esse é um dos motivos de eu ter escolhido o domingo, né? Diae Domine, domingo. O dia do domínio do Senhor, que a gente vive disso, de domínio, de tentar dominar o mundo.
Pra você ver, se eu quero jogar futebol, como é que eu... Eu domino o mundo do futebol. Eu olho para os dóminos do futebol. Eu vou olhar para o cara que domina. Para o Neymar, para o Messi, para o Cristiano Ronaldo. Entende? Para esses caras, pô. Se eu quero ser médico, aí eu falo, eu chego lá no hospital, a primeira coisa que o meu ser começa a olhar, quer eu saiba ou quer eu não saiba, quem é o melhor médico daqui que eu posso olhar para dominar essa realidade?
Quem é? É a flor. Você vai se orientar por eles. Se você quer ser advogado, você, quer você saiba, quer você não, você vai orientar pelos domínios, pelo domínio da coisa, você entende? É assim que a gente se orienta, tá? Então, se você, ó, vocês estão aqui comigo porque vocês acham que eu tenho domínio sobre alguma parte da realidade. Então foi assim que no atendimento individual, com um cara que vem pra mim, que fala que vai malhar duas horas por dia, que vai tomar hormônio, que vai ficar forte, que pode ser uma coisa boa pra um monte de gente, como é que eu sei se é bom ou não pra vida individual dele?
se eu consigo pegar aquilo ali e fazer um exame de consciência junto com ele, com aquilo ali encaixado numa vocação individual. Então o que eu perguntei pra ele? Eu falei assim, meu amigo, meu irmão, seminarista, quem são os dominadores da tua realidade? O que você quer como seminarista? Ele falou assim, eu quero ser padre, porra. Ah, você quer ser padre? Quem são os melhores padres que você já conheceu na história que você quer seguir? Aí ele começou, São João Maria Vianney, São Padre Pio, São Bernardo de Claraval, São Bento, São João Paulo II.
Aí eu perguntei assim pra eles. Pra ele. E qual deles era fortão fisicamente? Pronto. Acabou a babatice. Na hora. Entenderam? Qual que é a coisa? Entenderam? O que é ser forte, então? Ser forte é ser forte fisicamente? Porra, claro que não. O que é ser forte? Ser forte é ter força pra dominar a sua vocação. Então se tem uma mulher que é dona de casa, mãe de família... Mais uma vez, pra quem tá chegando depois e não colar as placas e não entender porra nenhuma do que eu tô falando.
Malhar e fazer educação física não tá errado e eu faço isso todo dia. Se você é mulher, dona de casa, olha, agora hein, pra terminar, pra terminar. Se você faz uma atividade da tua vocação, cozinhar, o que é ser forte pra você? Ser forte pra você é ter força pra cada vez mais dominar a sua vocação. Se pra fazer isso você precisa fazer 15 minutos de exercício físico por dia, faça isso.
Só que você precisa fazer esses 15 minutos pra quê? Pra ter mais disposição pra aprender como se cozinha melhor. Entenderam? se eu sou pai de família, se eu atendo as pessoas. Ele falou, para para pensar num psicólogo que faz educação física de manhã e depois fica na merda para atender os outros. Ele falou que a educação física está destruindo a vocação dele, pô. Você entende o que eu estou falando para vocês? Então é assim que se ordena. Então vamos lá, bem na prática. Bem na prática, vamos lá.
Exame de consciência à noite. Eu vou ver minha vocação de cima para baixo. Vamos lá. Religião. O que é a minha religião? São todas as atividades que eu faço. Todas elas são a religião. Um outro dia, numa outra live, a gente fala sobre isso. Então, a primeira atividade que eu faço da religião, a perfeição da família, o domínio da família, essa é a primeira atividade que eu faço prática da religião, que é sacramental, inclusive, tá revestida num sacramento, ou seja, tá encarnada no mundo, ou seja, ela não é uma religião de prática intelectual, ela é uma religião de prática sacramental, ela tá encarnada no mundo, você entende?
Isso não é... Metafísica e matemática, que dois mais dois são quatro. Isso é a matemática encarnada no mundo. São duas bananas mais duas bananas, são quatro bananas. Essa verdade de duas bananas mais duas bananas serem quatro bananas é muito... mais entusiasmante, saborosa, dá muito mais tesão do que o 2 mais 2 são 4 da matemática. Por quê? Porque 2 mais 2 são 4 lá na matemática, no mundo invisível e intocável, mas também são 4 no mundo real, né? 2 bananas mais 2 bananas também são 4 bananas, só que no mundo real.
O 2 mais 2 são 4 e ele tem gosto, ele tem cheiro, ele se encarna em mim. O 2 mais 2 são 4 da banana, são as 4 bananas que eu como por dia para cumprir a minha vocação de homem, para estudar, para atender, para doar a minha vida pelos meus filhos, entende? É por isso que eu falo que a verdade é uma pessoa, que a vocação dela é se encarnar, entendeu? Sair do mundo intelectual. e se impregnar no mundo prático e real, que é a casa dos amores, não é assim?
É por isso que as obras é que são amores, tá? Então vejam, se eu entro lá, no meu exame de consciência, como que eu avalio a educação física então que eu escolhi pra minha rotina em 2024? Como que eu avalio? Eu avalio assim ó, o quanto a educação física está aperfeiçoando o meu casamento e a criação dos filhos. Então é baseado num exame de consciência assim que eu decidi que a minha educação física é feita na sala da minha casa junto com meus filhos. Aí você fala assim, pô, mas é uma merda, porque eles te atrapalham, e não sei o que lá, e tu não vai conseguir ficar forte assim, e não sei o que lá, o caramba, mas a minha vida não é pra isso, porra.
a minha vida não é pra viver uma perfeição aqui de baixo enquanto as perfeições de cima tão caindo, você entende? Porque se eu tiver duas horas lá na academia, fora da presença dos meus filhos, eles não tão se transformando Entenderam? Então é assim que vocês vão começar o ano fazendo o exame de consciência de vocês e ordenando a vida dos amores, onde vocês vão colocar a presença, vão se transformar nele e o quanto tempo vocês vão se temperar dessa presença. Vocês vão fazer isso com o tempo de academia que vocês planejaram, com a vida do trabalho que vocês planejaram, com o quanto tempo vocês vão durar no relatório.
Então você vê, se for 5 horas da tarde, você está no trabalho, Aí você fala assim, ó, eu tenho esse último relatório pra fazer, são 5 da tarde. Você tá no trabalho e tem um relatório. Um relatório, ele pode ser feito em 30 minutos ou em 3 horas. Como que eu decido se eu vou fazer o relatório em 30 minutos ou em 3 horas? Porra, o meu trabalho, ele serve como fundamento de aperfeiçoar coisas acima dele, sobretudo família. Então, qual é o limite do meu trabalho?
O limite do meu trabalho é o limite que eu estabeleci pra perfeição da minha família. Eu vou fazer o melhor relatório que eu posso pra sair nessa hora pra chegar em casa e jantar com meus filhos e com a minha esposa, entenderam isso? Como é que se faz o exame de consciência e se ordena todos os amores menores em relação aos maiores? Se vocês, o que é então, Diego? pegar um amor menor e ordenar a vida pelo amor menor. Então vejam, quando você entra em 2024 e fala assim, do nada, eu vou ficar forte e vou malhar duas horas por dia, vai ter cara que vai destruir o casamento por causa disso que ele planejou para ter um ano melhor, entendeu?
Você vê, o que é isso? O cara pegar o amor menor para botar como centro da personalidade do dia dele. Os romanos quando eles estavam andando nas vias romanas. Eu me lembro muito disso. Eu aprendi isso na Itália, andando na Via Appia antiga. A Via Appia é onde tem a famosa igreja lá do Covades, do encontro de São Pedro com Jesus, a marca dos pés lá. Você vê, os romanos, quando eles perdiam a referência do caminho, da estrada, da via, que a gente abaixa a cabeça, você vê, quando a referência da vida somos nós mesmos, e os nossos amores, o que que a gente decide, né?
Você vê, se eu tentar ir na padaria olhando pra mim mesmo, lá na rua, no mundo real, você não chega na padaria. Pra você chegar na padaria, você tem que tirar o olhar de si e olhar pra padaria. Não é assim que você chega na padaria? Se você olha pro chão e se distrai, Eu gostava de fazer isso quando era pequeno. As crianças, no geral, gostam disso. Como elas estão mais próximas do chão, elas se atraem pelas presenças do chão, pelas presenças mais baixas. Tanto é que a criança tenta dominar o mundo com as ferramentas mais baixas que elas têm.
Enquanto você tenta dominar a presença de um brinquedo, Vencendo o jogo, a minha filha de um ano tenta dominar aquele brinquedo colocando na boca, sentindo o gosto dele, sacudindo para ouvir o barulho, você entende? Ela tem as ferramentas mais baixas para dominar o mundo e ela vai usar essas ferramentas para domínio. Nós vamos usar as maiores. As crianças estão mais perto do chão, então elas vão ver as coisas mais baixas, né? Aí elas ficam chutando as coisas. Aí lá na Via App antiga, Eu fiquei chutando as pedrinhas pelo caminho, uma rua meio de pedra, meio de terra, assim, caramba, e me perdi.
Você vê, sabe como é que os romanos chamavam as pedrinhas do caminho? Que distraem a gente. Em latim, pedrinhas, se escreve scrupulum. O que significa isso? Significa que quando você faz o projeto virtuoso de em 2024 ser um cara pontual. E aí tem uma pessoa precisando de você. Aí você fala assim, não, não dá pra te ajudar agora, porque esse ano eu tô exercitando a virtude da pontualidade e eu preciso chegar na hora. Porra, você tá amando os amores de baixo, você entende?
Você perdeu a referência da vida, da via da vida, da vida vocacional, você entende? Você tá olhando pra baixo, chutando pedrinhas. É por isso que a gente chama essa pessoa, de uma maneira geral, de escrupulosa, entende? Então, uma mulher... Eu vou... Uma hora eu vou falar dessa mesma live, exatamente o mesmo tema dessa live, e vou ensinar as mesmas coisas pra vocês, tecnicamente. e vou ensinar para vocês, vou mudar o nome do Scrupulum para Transtorno Obsessivo Compulsivo e vou ensinar para vocês tecnicamente sobre isso, tá?
Agora é de uma maneira bem geralzona também, até porque isso aqui é uma live, não é isso? Mas vejam, esse é o tipo de coisa que faz com que realmente a gente tenha que ter um exame de consciência apurado ao longo do tempo. Eu vou tentar, de verdade, todos os domingos às 9 horas da noite estar aqui com vocês para ajudar. Vai ter dia que eu vou chegar aqui sem tema e vou deixar vocês pedirem aqui o que vocês querem, entende? Quase que uma supervisão de terapia, né?
Professor, tal, tal, tal, tal, tal, o que faz? Se for o caso, eu até chamo a pessoa aqui para falar e conversar. Para quê? Para vocês perceberem. que as coisas que vocês decidirem, elas podem ser decididas com ideias que vocês pegam por aí, numa live como essa. Só que a verdade dela vai ser um relacionamento entre vocês e os chamados pessoais à vocação individual que vai se encarnar completamente na vida de vocês. E essa coisa é uma maravilha sem tamanho, vocês entendem? Então, no fundo, realmente, a gente precisa parar e olhar a unidade das coisas que a gente está escolhendo na nossa vida e na nossa vocação.
Beleza, galera? Vou tentar manter meu compromisso aqui de ser próximo de uma hora de live. Porra, eu vou falando e aparece mais um monte de coisa na minha cabeça, eu querendo falar coisa pra caraca, mas eu não vou fazer isso com vocês não, tá bom? Vamos descansar pra gente tocar nossos planos aí, que muitos deles começam na segunda-feira, que é amanhã. Vamos em direção ao nosso chamado. Obrigado pela presença, pela companhia de vocês. A presença de vocês aí é um chamado à minha vocação. Eu venho aqui responsavelmente, no horário, estar aqui com vocês durante uma hora, porque a presença de vocês no centro da minha personalidade, daquelas três pessoas, é o eixo da minha personalidade.
A presença de vocês aqui realiza a minha vocação individual. Obrigado por isso, pela companhia de vocês. Fiquem com Deus. Até breve. Um abraço.
Curadoria em revisão — o resumo desta aula está sendo refeito.