Coletânea

Presença & o tempo que tempera

A Terra do Amor

1:48:58 · ~84 min de aula10 de março de 2024Transcrição automática · em revisão
  • a ordem dos amores
  • o tempo de presença que tempera
  • demorar = morar dentro
  • amor = sacrifício (sacrifátire, fazer durar)
  • eros e estorge (prazer e responsabilidade)
  • falsos domínios (o material que trai com cheiro de morte)
  • vencer a morte / vitória sobre o tempo
  • a vida de comunidade contra a autonomia materialista
  • dado, informação, conhecimento, sabedoria
  • amadurecer = o fruto arrancado da árvore

Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 24:51.

Bom, vou falar aqui um pouco rápido para ver se... para ver se a gente aproveita o tempo. 9h33. Bom, eu já falei dessa aula dos amores algumas vezes, né? Hoje, a gente vai falar da estrutura geral. Eu só vou juntar assuntos, então, com vocês.

Citações verbatim

Trechos da aula

O nome desse movimento já em Aristóteles chamava-se amor.
— Prof. Diego Reis
Quanto mais eu me tempero do café, mais eu morro para me tornar café.
— Prof. Diego Reis
O movimento do amor É demorar, morar dentro daquilo ali.
— Prof. Diego Reis
Palavra por palavra

Transcrição completa

Transcrição automática · em revisão

YouTube não tá querendo não, hein? Vamos ver se agora vai. Encerrei a live lá no YouTube. Comecei outra. Pois é. A live do YouTube caiu aqui no começo. Comecei outra no YouTube. Quem tava no YouTube pode voltar pra lá. Eu encerrei a outra live que a galera tava Encerrei e comecei a outra. Vamos ver. Começou uma agora. Olha, a galera tá entrando no YouTube. Acho que agora foi. Fala, Jonathan. Boa noite, meu irmão. Boa noite, Emília. Boa noite, Estela. Lucas, boa noite.

Fala, Luan. Fala, José. Boa noite. Boa noite, Cassi. Lucas Galante. Boa noite, Joaquim. Arthur. Allan de Carvalho. Assis, São Paulo. Boa noite. Bernardo. Boa noite. Boa noite, Kelly. Mariana. Alberto. Ricardo Mitrano. Boa noite. Joaquim e Jéssica aqui de Pinhão. Boa noite. Ivi. Boa noite. Boa noite, Eduardo.

Boa noite, Vidal de Souza da Paraíba. Fala, Bueno. Boa noite. Boa noite, Ala. Marcelo. Deixa eu botar aqui para o lado. Pessoal do Instagram e o YouTube já. Deu certo aqui no YouTube. Já podem passar para o YouTube já. Vamos lá. Onde é que eu parei aqui? Alan, me temperando das suas lives a semana inteira. Maravilha. Marcelo, boa noite. Fabiana, boa noite. Renata. Boa noite, Sérgio.

Gedeon, boa noite. Aluna B3, professor. Partindo do princípio que tudo tem que estar ordenado ao casamento, Não, acho que cê entendeu errado aí, cara. Cês têm que ver lá, a live chama matrimônio, tá? A live matrimônio, ela é mais abrangente do que essa palavra aí pra vocês, casamento. O matrimônio, a live matrimônio, ela engloba o sacerdócio, a vocação religiosa, tá? Tudo tem que estar ordenado por uma vocação matrimonial final do homem. Bom, incluindo o sacerdócio, as vocações religiosas, a nossa vida de adolescente, de adulto, realmente tudo é ordenado para a vocação matrimonial do homem, que tem uma potência unitiva, última, final.

agora no sentido aqui disso aqui ó ó essa live aqui ela tem que tá ordenada com o meu matrimônio ela não pode fazer mal para o meu matrimônio afetar de alguma maneira negativa entende ela tem que fazer inclusive o meu matrimônio frutificar essa live aqui ela tem que ela é nesse horário inclusive no domingo para é por causa disso ela tá ordenada ao meu matrimônio. O fato de vocês não conseguirem me ver durante a semana no Instagram, postando nada, em lugar nenhum, é porque as coisas na minha vida são ordenadas pro meu matrimônio.

E isso aqui vem bem depois. Pra ver se a gente para com essa bobeira, né? De ficar largando a nossa família, nossos filhos, pra... é... ficar rico. Pra... Ficar com a carcaça gigantesca para ser o cara na internet, para fazer um apostolado. Não se larga família ou se deixa de estar com o filho no que vocês acertaram, no que é o princípio de funcionamento. Essa é disparada a maior desordem que eu vejo hoje nos meus atendimentos e na vocação das pessoas aqui na internet. Isso é disparado.

E eu sei, porque eu atendo muita gente muito grande na internet. E é típico das pessoas que vão bem na internet ajustarem a vida delas inteira por causa disso. Isso é muito típico de acontecer. Boa noite, professor. Rio Grande. Paula, boa noite. Cadê? Perdi. Daiane, boa noite. Romulus, boa noite. Diego Cavezan, boa noite. Everson. Lohane, boa noite. Mariane. Tudo bem, graças a Deus, meu irmão. Saulo, boa noite.

Kayan. Mayara. Alexandre. Ih, 40 graus, vamos que vamos. Clara, boa noite. Juliana Abraixo, boa noite. Denis. Sueli. Grande Diego Salles, boa noite. Meu irmão Regiane, boa noite. Alex. Gabriel Magno. Fui na última palestra do Guilherme Freire e pedi pra fazer algum conteúdo junto com você. Fernando, boa noite. Rurik, boa noite. Fernando Blumenau. João Pedro, boa noite.

Dirigindo até agora... Digerindo até agora a última aula de gramática. É, cara. Aquele módulo de gramática e literatura lá... Eu gosto muito de dar aquelas aulas, né? Professor, como você lida com o calor do Rio de Janeiro? É lá, eu passo grande parte da minha vida suando, cara, mas não... Enfim... É lá, acho que eu nem penso mais nisso. Eu vou e volto correndo pro... Estou fazendo mestrado, né? E aí eu vou e volto correndo, que é uns 4km aqui de casa, né?

Eu passo o dia inteiro suando, porque eu saio de manhã cedinho, correndo, já seis e pouco. Aí já chego lá todo encharcado, passo a manhã, às vezes assistindo aula, fico com uma toalhinha lá, me enxugando meu... Meu rosto o tempo todo, meu irmão. É. Peterson, pulou meu comentário. Qual foi seu comentário, cara? É porque a live caiu e voltou, né? Então sumiram os comentários todos pra mim aí. Se tiver pulado o comentário de vocês é porque eu entrei em outra live depois, tá? Aí bota o comentário de novo.

Alex. Boa noite, Nubia. Parauapelas. Judson. de São Paulo, em Lua de Mel, no Ceará. Amanda, boa noite. Pablo Jesus, boa noite, professor. Trabalho em uma redição de TV, um ambiente bem promíscuo. Como não deixar isso me temperar? Então, quando vocês trabalham nesses ambientes aí bem ruins, bom, a grande dificuldade é que quando...

certos tipos de emprego, se vocês se privarem de certas coisas, vocês não são promovidos, né? Quissá são mandados embora, né? Então, vocês passam muita dificuldade com esse tipo de coisa, né? Eu sei, eu atendo bastante gente com esse tipo de vida. Realmente, essa pergunta aí é uma live importante para eu fazer, sabia? para tentar ajudar vocês aí. Eu já passei por isso várias vezes na minha vida. Tem algumas boas saídas para a gente fazer isso aí, sobretudo se nós formos o mediador, dominarmos o ambiente.

Aí, obviamente, a gente começa a impor as pautas das conversas, dos assuntos, dos interesses, porque normalmente quando a gente tá por baixo, nós estamos sujeitos a tudo, né? Mas tem muita gente que passa muita dificuldade por necessidade do emprego, de um chefe, e tá diante de situações promíscuas e algumas pessoas às vezes até começam a se sujeitar a isso. Cara, uma coisa é certa. Se vocês não conseguem viver uma vida decente nesses lugares, vocês tem que sair o mais rápido possível.

Vocês tem que lutar o tempo todo, né? Mas não conseguir, tem que sair o mais rápido possível. Eu vou falar uma coisa pra vocês aqui, vou aproveitar que eu lembrei disso aqui, como a introdução da live. E vou falar uma coisa pra vocês, porque se vocês não tiverem com essa realidade na ponta da língua, na flor da pele, latente na cabeça de vocês, ou seja, realmente presente, impregnada em vocês, a gente vai se perder, né? Vocês veem, recentemente, eu fiquei sabendo até aqui na live do domingo passado, né?

A gente tem acompanhado o acidente que o Tiba sofreu, né? Então vejam, quando a gente olha a realidade lá da família do Tiba, esse tipo de realidade, essa é a vida humana, né? A gente tá sempre correndo risco, sabe? A gente está sempre por um triz, né? Das coisas mudarem tudo. Então, vocês veem, né? A gente fica tentando, a todo custo, arrumar certos domínios no mundo.

E a gente vai destruindo a nossa vida para ter certos domínios. Sobretudo os domínios materiais e financeiros. A gente aposta muito nas nossas fichas, no domínio material e financeiro. Mas a verdade é que esse domínio sempre vai trair a gente. Então vocês veem, né? Estava lá a família do Tiba e da Deia, vivendo a aventura da vida deles, da vocação deles, uma grande vocação com a grande família. e, de repente, a vida dele está toda entregue na mão da comunidade. Vocês percebem? A vida financeira, material, a vida da rotina, da ajuda das pessoas, do consolo, das presenças.

Aquela é a realidade do catolicismo. Aquela é a realidade encarnada da Igreja Católica. Tomara que dentro do drama da oferta deles, da coragem que eles vão enfrentar essa aventura, com a nossa ajuda, a nossa oração, nossas presenças e tal, que muita gente compreenda. Porque a gente hoje tá na internet, a internet ela criou um ambiente de tempero, sobretudo, bom, se fosse pra qualquer outra coisa, eu não tô nem aí, pô. Mas o que a internet tem feito com o catolicismo, que tem sido uma coisa meio dramática, porque às vezes as pessoas falam assim, mas tem muita coisa boa acontecendo aí.

A gente vê, é claro, muita coisa boa acontecendo. Mas eu não sei, não, se a gente medisse os dramas que a gente ia ver das pessoas que se convertem Há umas coisas que parecem religião, porque tomam as palavras da religião, mas são heresias materialistas. É materialismo, sabe? É aquela coisa que eu sempre falo pra vocês. Aparece uma pessoa e fala assim, o homem tem que trabalhar pra caraca mesmo, porque o homem o lugar dele não é dentro de casa e tal, a gente ouve umas coisas dessas assim, aí tu começa a unir o útil ao agradável, né?

Falei assim, cara, isso era tudo que a maioria dos homens queria ouvir, né? Falei, porra, meu irmão, agora finalmente eu posso ser um católico sinistro pra caraca, fugindo de casa. Então vocês veem, essas fundações todas de religião que tem por aí, essas fundações de religião, elas são muito assim, né? Caramba! Pô, finalmente apareceu uma religião que me permite por largar minha família, me separar da minha mulher e ir lá ficar com aquela outra mulher que eu queria ficar. Tipo o Padrão Henrique VIII, a igreja anglicana, sabe?

E aí a gente vai unindo útil ao agradável, né? Caraca, finalmente achei uma religião que cabe em mim. Então a gente olha as pessoas materialistas, né? Nego que quis enriquecer e bota toda a sua confiança no plano de saúde, no carrão, tá ligado? Aí agora apareceu, né? Esse catolicismo assim, né? Dessas coisas. Aí a gente fala assim, caraca, finalmente eu já posso me converter ao catolicismo, né? A uma religião que eu posso agora trabalhar igual um maluco, ser materialista. E essas pessoas não conseguem enfrentar esses dramas materiais.

Não conseguem. Então o mundo material, como dizia Santo Ambrósio, tem um remédio para a gente. O remédio é o próprio mundo material. Como Santo Ambrósio dizia, como nós vamos envelhecer e adoecer e vamos ver as coisas materiais morrendo, a gente tem um grande remédio, que é de uma vez por todas tentar é desprezar as coisas materiais, ainda que de vez em quando a gente usufrua dessas coisas. Ou seja, eu tenho alguma coisa para ficar milionário e ter sucesso no trabalho? Eu não tenho nenhuma. Como que se garante no catolicismo assim?

como a única maneira que eu vejo que pode ter uma garantia para as pessoas. É tipo, sei lá, tu olhar um Frey Gilson desses da vida, um padre Paulo Ricardo. São milionários. Por que são milionários? Porque recebem dinheiro para caraca, né? E olha para a vida material deles. Olha para a vida material deles. Vocês entendem? A live hoje vai ser um pouco sobre isso também. É quase que uma continuidade da live da semana passada, do tempo de presença que tempera. Então, para finalizar esse comentário aqui, que hoje eu quase não consegui dar boa noite para todo mundo, mas acho importante a gente falar isso, não é?

Por quê? Por causa das perguntas. Quando a gente olha esses dramas, assim... Drama muito entre aspas, não é? É um drama... muito entre aspas porque no estado de graça perto de deus nenhuma realidade de sofrimento é um drama no sentido que as pessoas acham que o drama é sabe que que é a morte o desespero nessas coisas é o sofrimento o sofrimento no controle de Deus e fora no nosso controle, ele pode ser chamado de drama aos nossos olhos, né? Aos olhos de Deus é um caminho da graça, da salvação, da paixão, da ressurreição.

Então, quando a gente olha esses casos aí, tipo, tá passando a família do tibo e da déia, os nossos olhos ficam fixos, né? Ficam fitos no sofrimento. Uma vez eu já fiz uma live aqui pra explicar pra vocês Por que o nosso olhar é atraído por essas coisas? Porque a gente fica ali olhando e tentando lutar junto para conseguir vencer a morte, para dominá-la. Por isso que o nosso olhar fica fixo para esses grandes dramas humanos. A gente sempre fica com aquela esperança de uma vitória sobre o sofrimento.

E, sinceramente, de verdade, bom, os vídeos que eu recebo aqui das notícias diárias que a déia dá pelo jeito que eu a vejo se portar e a família dela e as pessoas em volta é isso que eu tenho visto eu tenho visto uma vitória sobre a morte né sobre o materialismo sobre o sofrimento ainda que esteja tudo presente todas essas variáveis estejam presentes. A gente vê um pouco, um pouco ou muito, né? De uma realidade que deveria ser a nossa realidade, a vida, né?

Pra gente não ficar com esse falso, com essas nossas falsas crenças, com essas bobeirinhas que a gente tem, né? Que vai ser o nosso trabalho. que são as nossas posses, que é eu conseguir pagar um plano de saúde, que é isso, que é aquilo, que eu na internet, que eu sou melhor isso, melhor aquilo, que são essas coisas que levam a nossa vida adiante. A gente tem que parar com a nossa bobeira. Eu vou fazer uma live em breve sobre capitalismo e socialismo, para ver se os católicos param com essa bobeira.

de achar que a luta contra o socialismo é ser capitalista, de direita, conservador. Falei, cara, isso é uma bobeira. Uma bobeira. O pessoal me pergunta, pô, você é de direita, conservador, não sei o que lá. Falei, cara, eu não sou nada disso. Eu sou católico, pô. Enquanto as pessoas não entenderem, né, os erros materialistas, os nomes, a gente tá ferrado pra caraca. Então, acho que esse é um bom momento. Acho que é um bom momento na história, na nossa história, na nossa época, né? Nós somos chamados, vocês veem, né?

O pessoal que fica falando aqui, ó, cheguei da missa e vim aqui pra lá. Nós estamos nesse período, né? Nós não vamos ouvir Samuel, Samuel, mas a gente vai ouvir Diego agora, nesse ano, né? Não na época de Samuel, agora, nessa época. E vamos ouvir a nossa vocação se a gente nos colocar à disposição. E vamos parar com a bobeira das modas desse nosso tempo, que é uma tentativa. O catolicismo vai passando... Ele é um remédio para todas as épocas. Então, em todas as épocas, o remédio é diferente, porque as doenças são diferentes.

O catolicismo vai ter que achar o seu jeito, e ele vai achar, porque ele nunca vai sucumbir. por causa pela santidade da igreja católica. As pessoas se confundem porque elas olham, eu chego aqui a Itaú Diego, né? Mas a história dos fuzileiros, ela não é contada pelos fuzileiros que estão no presídio, entende? Dos fuzileiros, né? No presídio da marinha. A história dos fuzileiros é contada pelos heróis fuzileiros, né? Então a história da igreja católica é contada na pessoa dos seus santos, né? A igreja católica. seja a militante, a nossa luta aqui, quando a gente tá na árvore, na presença, no estado de graça, no catolicismo, seja quando a gente tá padecendo, purgando nossos pecados, ou seja quando a gente já tá triunfando a igreja católica completa, inteira.

ela vai ser um remédio pra esse tempo. E tenham certeza que o remédio da igreja católica pro tempo não é capitalismo, não é socialismo, tá? Parem com essa bobeira, pô. Eu tô falando pro pessoal que é católico, entende? Pessoal que é católico. Ah, não, eu vou abraçar aqui a direita, os conservadores, caramba. E começam a abraçar o monte de doutrina materialista aloprada. Eu vejo aqui, pô, eu vejo. Professor, olha esse cara aqui, o cara de direita conservador. E quando eu vejo assim, o cara olha pra vida de maneira totalmente materialista, né?

Aí eu falo, cara, pô, nego tá maluco, eu não sei onde nego acha. Eu acho que a galera realmente precisa muito. ler a vida dos santos da igreja católica, ou ler até aprender um pouco sobre a doutrina social da igreja. A doutrina social da igreja, ela protege o pessoal contra as doenças de direita e conservadorismo, né? Obviamente, tem gente que lê a doutrina social da igreja, aí começa a achar que o socialismo que é a solução, tá ligado? Por isso que a gente precisa realmente... O socialismo é a doença do capitalismo, né?

É a comorbidade, a doença da doença. Então, efetivamente, a gente precisa acertar esses pontos aí, senão a gente está ferrado, né? A gente vai achar que por nós somos contra o marxismo, contra o hegelianismo, contra o granchismo e, no fundo, no fundo, Nós já estamos completamente temperados disso. Eu vejo grandes pessoas aí falando como se tivesse falando da doutrina católica, né? E um monte de católico defendendo e quando tu vê assim, cara... É... Tem um cheiro estranho, né? Tem alguma coisa estranha. Vamos lá.

Vamos passar aqui para o final? Caramba, não vou conseguir ver isso tudo aqui. Bom, vou falar aqui um pouco rápido para ver se... para ver se a gente aproveita o tempo. 9h33. Bom, eu já falei dessa aula dos amores algumas vezes, né? Tem uma live que sumiu, tiraram do meu Instagram, Tem uma que ainda está no Instagram, que eu fiz recentemente para postar. E tem uma no curso da personalidade humana das três pessoas lá na comunidade. Hoje, a gente vai falar da estrutura geral. Eu só vou juntar assuntos, então, com vocês.

Para vocês poderem ir vinculando o conteúdo aqui. O grande drama de vocês, da organização da cabeça de vocês, é que vocês não se temperam das coisas, sabe? Então, a pessoa chega aqui, vai ver a live, aí vai ver, ah, live dos amores e tal. Mas ela não vai entender. Ela vai sentar aqui e ela fala assim, ela vai achar, ela acha que entende. É tipo a pessoa que senta aqui, Eu recebi uma mensagem dessa hoje, por isso que eu lembrei. A pessoa chega aqui e fala assim, aí eu vou fazer uma live sobre a fortaleza, que é uma das quatro virtudes cardiais.

Aí o tema, virtudes cardiais, fortaleza. Aí a pessoa vem e assiste aqui a aula, a live. Aí ela fala assim, entendi. Entendi, pô. Aí daqui a dois meses, Eu faço uma live sobre uma das três virtudes teologais, a esperança. Aí ela senta aqui e fala, caramba, live sobre virtudes teologais e esperança. Aí ela senta, ouve a live toda e fala assim, pô, entendi. Eu recebi a mensagem de um cara com 47 anos. Ele falou na mensagem, ele falou assim, com 47 anos, depois de ter sido seminarista na juventude, depois de passar anos ouvindo várias aulas sobre virtudes, eu acabei o seu curso, o meu curso, das três pessoas e ele falou assim finalmente nós temos as virtudes cardeais teologais as faculdades todas da alma da época medieval, incluindo as faculdades que eram faculdades, sem ser somente as sete faculdades que a gente hoje fala que se estabilizou com o Santo Tomás, as outras faculdades, tipo memória, por exemplo, que não está nas nossas sete atuais, os transcendentais.

Aí ele falou assim para mim, Parece que eu nunca tinha entendido nenhuma das virtudes. Que eu tinha entendido a aula, mas que eu não... É igual eu falo para vocês assim, ó. Ah, o pessoal tem aula sobre gramática, sobre classes gramaticais. Mas será que quando ele tem aula de classes gramaticais, ele sabe qual é o vínculo dessa aula? Substantivo, adjetivo, verbo, advérbio? Será que ele sabe qual é o vínculo disso com a cura da ansiedade e da depressão? Com a justiça? Será que ele sabe qual é o vínculo disso com a memória?

Ou o vínculo disso com a religião? Onde que isso encosta com a religião? Então, nos níveis de conhecimento, isso aqui ó, a live de hoje sobre os amores, a gente ainda tá falando sobre a parte baixa, eu falei sobre presença, presença, uma presença total que se manifesta sobretudo pelo personagem no palco né, depois eu falei sobre domínio, e aí eu falei de uma maneira geral um pouco de domínio das três pessoas, depois falei das três pessoas, depois falei da presença que tempera, ou seja, já tô falando um pouco de temperança, percebe?

E hoje eu vou falar sobre o amor. Eu ainda tô falando sobre essa parte aqui, ó. Um dia eu vou falar pra vocês sobre graus de justiça, graus de entendimento humano, o que é aprender uma informação, que é o que vocês aprendem todo dia na internet. Vocês aprendem dados, né? Vocês aprendem informações. Aí a maioria, 90%, não consegue juntar as informações e transformá-la em conhecimento. Pegar uma informação que eu dei aqui... e conseguir integrá-la no bom funcionamento da vida. Pelo contrário, as pessoas pegam informações na internet e começam a destruir o seu casamento, não é isso?

Começam a destruir o relacionamento com os filhos com a informação que elas pegam. Ou seja, não tem vínculo o dado que ela recebeu. Aí ela junta vários dados para fazer uma informação. A informação já tem causa e efeito, já tem porquês, causa e consequência. Aí elas tentam integrar na vida, gerando um conhecimento, e não conseguem fazer a vida funcionar? E aí elas ficam aquém da última parte, que depois a gente vai ver com calma essa outra hierarquia, só que não é a hierarquia do personagem no palco.

A hierarquia do personagem no palco a gente vai falar hoje. Essa outra hierarquia é a hierarquia possível do crítico, né? Ela não consegue realizar isso porque ela não consegue juntar esse conhecimento. Ela não consegue chegar no conhecimento humano. quiçá chegar na sabedoria, que já tem vínculo com todo o funcionamento humano e com o mundo que tem a vitória sobre a morte. Então, eu sei que essa dificuldade é muito grande. Só que por que ela é muito maior nos tempos modernos? Para você ver, isso aqui também é uma baita de uma live.

A discussão se nós estamos evoluindo no tempo moderno. Isso é uma pergunta que qualquer pessoa que, por exemplo, que leu Hegel, que leu Kant, fica dentro de si. Caramba, a gente está avançando na história. Será que a gente evoluiu? Será que hoje em dia a gente tem mais facilidade de viver? Será? Sabe como é que... A gente poderia tranquilamente ter uma medida disso aí, se a gente tivesse acesso ao que eu vou falar agora. Se mais pessoas estão indo para o céu hoje, o mundo melhorou, pô.

Só que eu já vi algumas pessoas falando sobre isso recentemente na internet, né? Eu vejo grandes pessoas da religião falando sobre isso na internet. Vocês já viram como elas falam sobre isso? Elas falam sobre a melhora da qualidade de vida, a melhora da medicina, a melhora do conforto. Vocês já viram, né? Vocês veem as pessoas falando sobre isso, né? O que é isso? Se isso tudo... Porque, no fundo, a gente não sabe, né? Se isso tudo tem afastado as pessoas de Deus, eu pergunto para vocês, nós estamos tendo sucesso no caminhado da vida humana e do mundo?

Vocês entendem como é que isso tem que ser avaliado? Mas é óbvio que é assim, pô. Se eu não avaliar assim, eu estou avaliando o mundo material, pô. Mas eu não quero saber do mundo material. E se o mundo material causar em nós aquilo que causou no coração de Cristo, né? Será que um dia eu vou encontrar fé sobre essa terra? Não foi essa a preocupação do Cristo? Vocês entendem como é que a gente tem medido as coisas, né? Não, hoje em dia, a gente tem que dar graças a Deus que hoje em dia a vida tá muito mais fácil e não sei o que lá.

Eu falo, mas por que vocês acham que está? Será? Será que aqui, hoje, com a nossa materialidade e todos os amores que a gente tem aqui, será que se eu for lá no interior da África, será que está mais fácil de eu ter uma vitória sobre a morte? Será que o cara lá no interior da África, que não tem médico, que está ferrado, que só vai viver 30 anos, que se apega à religião, porque ele não tem grandes domínios sobre o mundo, então ele se apega à religião.

Ele está pior do que nós, que vamos viver 70 anos, 80 anos. Só que ao invés de nos apegar à religião, nós nos apegamos há um roteiro de seguro do carro, casa própria, piscininha. E aí, com isso, fazemos nosso vínculo para a religião? Olha, mais uma vez, olha a vida do tiba e da déia. Essa é a nossa vida. Quando eu falo para vocês dos juízos, de parar com essa bobeira, de ficarem fazendo juízos sobre si estáveis, sobre a vida humana, ou querendo dominar o mundo com as coisas materiais, mais uma vez, olhem para a experiência atual da vida da família do tiba e da déia e vejam se o que vale a pena não é a gente ter uma abertura incessante à vida, a graça está presente, e muito longe de querer ter autonomia, independência e ser o cara, a gente se entregar verdadeiramente a uma vida de comunidade.

Vocês sabem que é engraçado, eu recebo aqui umas consultas de umas pessoas assim, pô professor, eu sou católico, sabe? Mas eu não participo efetivamente de comunidade, ou com essa galera assim, o pessoal participa do Opus Dei, do Shalom, da Canção Nova. Eu não participo assim, não participo da minha vida paróquia. Eu sou católico assim, mas não... Aí eu fico olhando assim, cara. Aí ele falou assim, não, mas, pô, professor, porque é assim, a gente não é muito chegado, a família, a comunidade e tal, então eu vou, pô, vou morar, pô, na Escócia, na Irlanda e tal, porque a gente, a nossa família, assim.

Aí eu falei, cara, vocês botam mesmo toda a esperança de vocês no iFood, cara. Que quando faltar açúcar, vocês vão pedir pelo iFood. Já que o pessoal hoje não sabe mais quem mora no vizinho do prédio, ou não tem mais essa intimidade, né? E aí nós perdemos completamente o domínio, porque nós queremos ser autônomos. Caramba, que drama, que loucura. Então vamos lá, pessoal. Vamos falar um pouquinho aqui. Não vai dar para falar muita coisa, porque eu venho aqui, os dramas do consultório às vezes acabam se sobrepondo.

Às vezes os comentários que eu vejo de vocês aqui é o chamado do tempo presente, da presença de vocês. Muito mais a que me interessa a presença de vocês que me acompanham, que vivem até uma experiência de vida de comunidade entre nós aqui, que me mandam para pedir pedido de oração, contam os dramas das suas vidas, né? Muito mais do que isso, muito mais importante às vezes do que a gente estar aqui, porque eu está com uma estrutura aqui toda certinha. Bom, vocês já me conhecem, né?

Já tem uma noção aqui que muito longe das formalidades e de estar aqui com roteiros de internet e essas coisas todas que eu estou aqui tentando ser alguma coisa para vocês, nesse meu momento com vocês, de professor, de estar junto com vocês, de vida de comunidade. Então, a gente vai continuar fazendo isso aí. Olha só, a gente está no mundo da presença que tempera, que foi o que a gente falou da última vez. Então, a presença que tempera tem a sua hierarquia das presenças que aparecem.

Porque o que pode aparecer diante de nós na vida? Aparece o cafezinho. aparece. Que são essas bolas do meio, né? São as coisas que aparecem no meio da nossa personalidade. No meio do que eu vejo, do que eu ouço, do que eu sinto cheiro, com os sentidos no palco, dos juízos que eu faço sobre o café, dos roteiros que eu faço sobre o café, né? Aparece uma presença na nossa vida. E essas presenças, elas duram mais do que outras. Umas duram Então, quando falo para vocês do cafezinho, estou dando um exemplo de um amorzinho baixo.

E por que chamar isso de amor? Bom, se a gente sair daqui sem conseguir falar de toda a hierarquia do amor, pelo menos que fique aqui guardada a estrutura do que é o amor. A estrutura do amor sempre tem essa base, ó, com o cafezinho, ó. Tomei, né? Antes de eu tomar, tinha um Diego aqui na frente de vocês, não tinha? Tomei o cafezinho, o Diego, de ainda agora, antes do café, mudou.

Não mudou? O que que mudou? Mudou que agora O Diego, cansado de um minuto atrás, ganhou um pouco mais da energia do café. Então, eu me transformei um pouquinho no café. Perceberam isso? Então, eu, na presença do café... O café se fez presente. Aqui, devo a sua graça, café. A presença das coisas. A causa instrumental. Cafézinho. Ele me mudou um pouco. E eu também o mudei, porque ele me deu capacidades que eu não tenho e que ele tem. Ele me deu coisas dele, a energia que ele tinha aqui pra me dar, que eu não tinha.

E eu tô dando coisas pra ele, por exemplo. O café não pode falar sobre si se expressar, mas eu estou falando sobre ele. Então, eu estou dando humanidade para ele. Eu estou dando para ele a palavra e estou fazendo o café durar, conceitualmente, na minha fala. Então, a gente se transforma um no outro por uma presença que tem essa estrutura, né? O Diego, por causa da presença que o tempera, que o modifica, ele deixou de ser uma coisa e passou a ser outra coisa. Então, desde Aristóteles é assim, né?

Esse movimento do que eu era para onde eu posso ser ele acontece por uma outra coisa que permite esse movimento, essa transformação. O nome dessa transformação em Aristóteles, na física chama-se movimento, na filosofia chama-se passagem da potência do que pode ser para o ato, para a atualidade, o que se atualizou. O nome desse movimento já em Aristóteles chamava-se amor. Então, eu vou falar de uma forma que seja mais comum para vocês. Um pai na presença do filho. Um pai na presença do café.

Ele quer que o café dure mais nele, né? Aí ele deixa de ser um pouco o que ele é e se transforma um pouco no café para o café durar mais. um pai na presença de um filho, que aí é o que vocês gostam de chamar de amor por excelência, e é um grande amor. Ele deixa de ser, né? Ele deixa de ser. Ele larga a sua vontade para ensinar o filho a ler, para alimentar o filho, para salvar o filho que está se afogando no rio.

Então, ele deixa de ser um pouco ele. Para quê? Para que o filho dure mais. Não mais o café agora, mas o filho. Então, vocês estão percebendo a estrutura e o vínculo do amor com a presença que tempera? Como eu estou falando sobre a mesma coisa? Eu estou falando sobre a mesma coisa. Então, se eu ficar muito tempo na presença do café, me temperando dele, que foi a live da semana passada, Eu estou fazendo um movimento maior de morte em mim. Quanto mais eu me tempero do café, mais eu morro para me tornar café.

E eu vou fazendo o café ter uma maior durabilidade, porque a dignidade humana é maior do que a dignidade do café. E aí o ser humano vence o café no amor por causa da duração das coisas. Vocês percebem que quando eu vou, como eu faço tudo para vocês no tempo, na vitória sobre o tempo, como toda estrutura que eu passo para vocês é em cima do tempo e do espaço. Porque essa duração, essa coisa da duração, ainda que vocês não entendam o que está acontecendo, está intrinsecamente ligado, completamente absorto, na duração das coisas, a dignidade e a percepção do amor.

Quer ver? Vou dar um exemplo simples. Eu estou vendo aqui o padre Wesley na live. O padre Diego também. Há uns anos atrás, um amigo meu mandou uma mensagem pra mim e eu falei assim pra ele, tô na missa, me espera aí que daqui a pouco eu saio. Só que aí a humilha foi grande, aí esse meu amigo decidiu entrar na missa, só que ele não sabia nada sobre catolicismo, ele só tinha frequentado na vida dele o espiritismo, ele sabia nada sobre catolicismo. Ele entrou na igreja para ver se eu estava lá, o que estava acontecendo.

Ele entrou na hora da consagração da hóstia em corpo de Cristo, na hora da transubstanciação. Ele entrou, ficou lá no fundo esperando, depois saiu. Eu participei da missa e saí. Quando eu saí, ele falou assim para mim, Porra! O padre, na hora da consagração, ele pegou a hóstia. Pegou a hóstia. Pegou a hóstia. Aí, ó. Fez assim, ó. Ele não fez assim, não.

O padre não fez assim, não. O padre fez assim. E a escolha, levantou a escolha, olhando pra ela assim. Aí ele falou assim pra mim. Ele sabia nada, nada do que tava acontecendo ali. Aí ele falou assim pra mim. Pô, aquele pão que o padre levantou deve ser importante pra caraca, hein, meu irmão. Eu nunca vi Deus tratar um pão daquele jeito, tá ligado? Imagina. Imagina. Olha, imagina uma pessoa tomar café assim, olha. Eu falo assim, cara, o maluco é retardado, meu irmão.

Aquele maluco, aquele idiota. Por quê? aquele cara se impressionou com o padre tratando o pão daquela maneira. Por quê? Porque aquele pão realizou o mais íntimo da perfeição da vocação humana, que é pegar algumas presenças dessas da vida, algumas que valem a pena, e a gente deixar de ser, morrer o nosso pedaço para fazer essa outra coisa que aparece durar mais.

E essa duração que a gente dá é o tamanho do valor, da dignidade da coisa, da honra da coisa. Então, eu tô tentando encaixar pra vocês uma série de experiências, de palavras que a gente vai usando por aí nas nossas percepções mais básicas e mais íntimas. Então, por que que isso que eu tô falando pra vocês é muito importante? Porque se vocês compreenderem, pararem de pegar uma quantidade absurda de dados, de informações, de conhecimentos, e não conseguirem gerar isso num conhecimento que comece a tocar na sabedoria, nas coisas que fazem o vínculo indissolúvel com o religare, com a religião, com ligar, as coisas mais duráveis, mais altas, porra, vocês vão se tornar pessoas odiosas, que passam informação pra caraca, que fazem simbólica pra caraca, mas que depois de 3 anos, 5 anos, 10 anos, a gente olha assim e fala assim, cara, não tem nada aí, Se vocês não entenderem que quando eu pego um desenho do meu filho, eu pego um desenho do meu filho.

Aí é um desenho que não tem nada, não tem nada, uns traços. Tu pega uns traços do filho assim, aí tu pega. Aí tem gente, uma vez me perguntaram assim, professor, porque os meus filhos desenham em grande quantidade, né? E todos eles querem me mostrar. Quando um filho de dois anos me mostra o desenho, o que eu tenho que fazer? Você sabe o que eu faço, o que é o mais importante que eu faço quando meu filho me mostra um desenho? Por vocês terem uma angústia, uma ânsia, de fazer juízos e falar e de usar essa quantidade odiosa de palavras que vocês aprendem, de dados, né?

Aí vocês olham pro meu filho e falam assim, nossa, filho, que lindo. Como você desenha bem. Aí você fala, porra, que sacanagem, irmão. Porra, o desenho não é lindo, tá ligado? Você sabe que não é lindo. Porra, você sabe que seu filho não é desenhista. Se vocês se interessassem, lessem um pouquinho São Luís e Santa Zélia, como eles tinham cuidado para fazer juízo para as coisas diante das meninas, da Celina, da Tereza, da Terezinha. Aí vocês pegam aquele pedaço de papel, o que tem ali? Qual é o amor?

Qual é o movimento do amor ali? O movimento do amor É demorar, morar dentro daquilo ali. É gastar tempo, vocês entendem? A percepção da criança é igual à percepção daquele macumbeiro que entrou na missa e viu um padre fazendo isso aqui com uma hóstia. Ele não sabe metade das palavras que vocês sabem para falar sobre a vida e sobre o mundo, aquele cara que entrou. Ele não foi ensinado pelo tanto de palavras que a gente tem para ensinar. Ele só viu um padre dando uma grande dignidade para um pão que é o corpo de Cristo e que merece, portanto, uma grande dignidade, uma grande demora.

Então, um homem dentro de casa, o que ele faz? O que ele faz, um homem dentro de casa, quando o filho dele dá pra ele? O vínculo do amor entre eles, que ali não é a hóstia. O pão ali do pai com o filho é um papel com um bonequinho desses assim, igual eu faço, assim, ó. Um bonequinho. Aqui, papai, eu fiz você jogando futebol. Aí você vai falar o quê pro teu filho? Que ele é muito inteligente? Que ele desenha muito? Que o desenho tá lindo?

Você vai fazer isso pelo teu filho? Vai destruir a justiça? Depois vocês vão entender, porque isso é destruir a justiça. É destruir. É transformar uma pessoa com juízos completamente errados sobre si. O que a gente tem que fazer na tenra idade das crianças quando elas só fazem essas coisas? E elas querem mostrar para a gente, porque elas querem ser conhecidas por nós e nos conhecer profundamente, que é a vida do crítico. Quando vocês perceberem que esse é o movimento... Seu filho não é pintor. Você não vai fazer avaliação técnica sobre o desenho dele.

Você pega o desenho e você fica olhando pra ele, igual o padre fica olhando pra hóstia levantada. Você pega o desenho na frente do seu filho e fica olhando pra ele. Ele tá olhando de fora. Ele é como aquele meu amigo macumbeiro. Ele vai olhar pro padre e vai falar assim, aquele padre é louco por aquele pão, porque ele demora. mesmo que ele não saiba o que está acontecendo. O filho vai entender que você é louco por ele, porque você fica olhando para aquilo e gastando tempo, e você faz aquilo vencer a duração do tempo.

Então não adianta, porra, vocês chegarem pra mim e falar que não ficam presente, não demoram com os filhos, com a esposa, e fala que os ama porque tá na rua trabalhando pra dar conforto e qualidade de vida pra eles. Porra, uma ova! Você é um sem-fé de merda que coloca a sua esperança no materialismo. Eu sei disso. Eu sei disso. Porque esse não é o movimento do amor que a gente conhece, porra. O movimento do amor que a gente conhece é o movimento que demora. É por isso que eu falo pra vocês que vocês podem...

Fá-lo de maneira extrema pra ver se vocês entendem de uma vez por todas, porra. Que pra fazer isso vocês podem ser mendigos, porra. A live do Instagram caiu. Acho que foi o porra, né? Caiu na hora do porra. É muito maneiro isso aqui, né? Live do Instagram caiu na hora do... Aí tu fica olhando. Eu falo, pô, Bruno, mas tu só fica olhando? Ele falou, fica olhando, pô. Você quer o quê? Contar até 10? Pega o desenho, olha pro desenho e conta até 10. E teu filho tá lá.

Ele tá lá, porra. Ele fica olhando praquilo. Eu falo, cara, o meu pai... Ele não sabe expressar nada com as palavras. Qual é a percepção dentro dele? que você se importa com ele, que você está o importando pra dentro dele, que você está se transformando nele, se temperando com o tempo, porque é o tempo de presença que tempera, porque você está gastando tempo. Então quando eu falo pra vocês que eu faço pouca coisa pra caraca, pouca coisa, ficou engraçado, pouca coisa pra caraca, eu faço pouca coisa com calma, pô.

Hoje a gente jogou um jogo de tabuleiro assim, ó, ali na sala, no chão da sala. Eu amaria as crianças. Aí eu fico ali sentado, cara. Aí uma tarde, uma tarde de domingo arrastada. Aí aquela corredinha arrastada de manhã com os meninos, à tarde um mercadinho e uma volta na rua com as meninas. Só isso. Um domingo. O que dá pra fazer? Com calma e demorando. e os olhares nos olhos, e quando o teu filho cruza com o teu olhar e tu fica olhando para os olhos dele.

Eu pego um desenho aqui de um filho meu desse assim, eu olho para o desenho, aí eu olho como olho para a minha vocação, para a minha hóstia. Como um padre tem que olhar para a hóstia e falar várias coisas para Jesus, ou nós, quando recebemos ou quando vemos na missa. de que eu amo agradecer por estar ali, que quer morrer sempre, que quer morrer perto dele, naquela presença, que quer se temperar dele. Eu olho para aquele desenho do meu filho e falo várias coisas. Eu começo a rezar.

Eu falo com Deus sobre a vocação do meu filho e fico ali. Às vezes, o meu filho fala uma coisa. E aí, pai, o que você achou do desenho? Aí, se eu tenho que falar uma coisa, eu falo coisas desse tipo assim, ó. Filho, o papai gosta muito de quando você fica aqui perto do papai e desenha pro papai ver. Tá vendo? Eu não tô fazendo um juízo ridiculão, porra. Deixando o meu filho desorientado, achando que ele desenha pra caraca. Não precisa dessas bobeiras, pô. Você tá ali, perto do seu filho, aí você olha pro desenho e brinca com ele.

Fala assim, pô, filho, esse aqui não tá muito magrelo pra ser o papai? Você entende? Ou esse aqui tá muito forte pra ser o papai? E faz ele sorrir, mas gasta tempo, pô. Gasta tempo. Vocês não precisam ficar arrumando coisas pro filho, um monte de coisas. Eu falo isso pra vocês, vocês percebem que como está a estrutura do nosso mundo de hoje, se vocês não fizerem um exercício mental de pensar em qualquer vocação, qualquer vocação como ela é vivida, como é que a paternidade era vivida antes de Cristo, no ano 300, no ano 600, no ano 1500, vocês não vão entender a vida humana, porque vocês vão achar que o nosso amor É que meu filho tem que andar de bicicleta.

Tem que andar de bicicleta. Que meu filho tem que falar inglês. Que eu tenho que botar ele pra fazer as coisas. Porque ele tem que estar na presença e se temperar dessas coisas que vão dar um domínio sobre o mundo material pra ele, pô. E as pessoas, elas têm essa dúvida real, pô. Real, tu vê, o catolicismo do nosso tempo, ele é tão impregnado disso, o catolicismo como ele é vendido na internet, por exemplo, ele é tão impregnado disso, que grandes católicas, grandes católicos, começam a carregar uma dúvida gigante dentro de si, se são pais ruins ou mães ruins, porque não conseguem fazer essas coisas todas que eles estão vendo, as pessoas fazerem pela internet.

Por isso que eu falo, pessoal, cara, como eu queria pegar a galera pela gola, assim, ó, botar lá no interior da África, para negolhar uma vida normal de gente que vai passar uma vida inteira e talvez não tenha acesso a um livro. Um livro. Porque tem gente ainda assim no mundo e vocês acham o quê? Que essas pessoas que não têm acesso a um livro elas vão ter menos dignidade do que essa nossa vidazinha assim que a gente arrumou e não tem tempo pra nada, sendo que é o tempo que dignifica as coisas, pô.

Vocês têm amigos que não gastam tempo com vocês, pô. Vocês têm familiares que não gastam tempo com vocês, pô. E vocês sabem, no fundo, no fundo, vocês sabem, né? Que a experiência do amor, ela é completamente... É um acontecimento completamente vigorado, que se renova em cima da experiência da duração. É por isso que quando o soldado faz no quartel uma continência com, como vem escrito na doutrina militar, né? Gesto, atitude e duração. Os três pilares de uma boa continência militar. Por que a duração? Porque quanto mais tempo, quanto mais durável é uma continência, maior é a dignidade da pessoa que está diante de mim.

Vocês entendem isso? Por isso que o toque de honras, honras, honras de Portaló, honras pela presença do Oficial-General. Por que as honras de presença do Oficial-General tem aquele toque longo e as pessoas ficam maior tempão com a continência? E aí tem o retardado, que fala na internet, que não entende nada da vida. E fala assim, pra quê? Olha que babaquice. E durante tempo ele falou, é? Pra você já é babaquice, né? Tudo agora, pra gente que vale a pena, a gente chama de babaquice. E tudo que é bonito pras pessoas de internet, viraram umas coisas valorosas.

E vocês acham, então, que o ser humano, antes da internet, ou de tudo que estão ensinando pra gente, há 50 anos, pô. há 50 anos. Vocês vêm com os papinhos pra cima de mim, pô professor, mas aquele católico sinistro pra caraca falou que a paternidade é responsável, sim, ela tem que ter vista, porque o dinheiro e não sei o que lá. Aí eu fico pensando assim, pô, como é que eu vou falar isso pro africano, cara? Que não tem método anticoncepcional? Nem o natural, pô. Nem o natural, Aí vem católico.

Mais uma vez. Mais uma vez, porra. Olhem para Deia e para o Tiba. Se a esperança não estiver na comunidade, no corpo místico de Cristo, se a confiança de você está em pagar o plano de saúde, no quanto vocês dão conta, vocês vão se afundar num egoísmo doentinho de começar a achar que o planejamento de vocês, que a vida que eu planejei, olha, porque eu consigo dar conta...

Eu dei esse exemplo para vocês durante vários anos, né? Eu dou esse exemplo para vocês. Aí bate com a cabeça ali, aí todo esse peito estufado de vocês É aí que a gente vai colocar a nossa confiança. Essa experiência... Eu estou falando de uma coisa elevadíssima. Agora, traz para a vida normal. Estou falando desse sacrifíciozinho. Sacrifatire, fazer sagrado, fazer durar. Fazer durar essas coisas baixinhas. O cafezinho, o desenho do meu filho, né?

Olha o sacrifátire, como ele vai subindo naturalmente, potencialmente, olha. O José Antônio gosta do carrinho, do Relâmpago Macuim. O José Pedro gosta do Cavaleiro do Zodíaco, do Camos de Aquário. Aí está lá, o José Pedro brinca com o Camos de Aquário, Gasta tempo com ele? Se tempera dele, né? Pô, como assim, Diego? O José se tempera do bonequinho do camos de aquário? Se tempera, pô. Quando tu chegar ali na sala e o José te ver assim, ó... Ele vai dar um golpe chamado execução aurora, que é o golpe do camos de aquário.

Ele tá imitando o camos de aquário. Ele aprendeu a ser camos, pô. Cês entendem isso? O tempo de presença que tempera? Aí... Ele gasta esse primeiro tempo. O que nele pede para ele gastar esse tempo com camos de aquário? É a parte mais baixa dele, pô. Porque ele está tendo prazer com camos de aquário. Ele gosta de brincar. Eu gosto de café. É porque eu gosto daquela menina. Eu gosto daquele professor. Você gosta porque te dá prazer, né? Aí quando ele acaba de se transformar naquele tempinho lá, que ele se transformou no prazer, aí ele larga o camus de aquário ali no chão da sala.

Aí eu olho para o camus assim e falo, Zé, aquele camus de aquário ali, Sabe normalmente o que acontece? Acontece aquela estrutura do TDAH, que vocês já me viram dando aula, né? Eu coloco outra presença, aí camos de aquário, aí passa o relâmpago McQueen do lado. Aí o Zé larga o camos de aquário, porque não tá dando o maior prazer, né? Aí passa o relâmpago McQueen. Aí ele... Outra presença, muitas presenças, né? Muitas presenças. Aí ele... A atenção dele, por causa da outra presença, a atenção faz ele ficar hiperativo.

Agora ele não quer amar só o Camus, ele quer amar o Camus e o Relâmpago McQueen. Uma hiperatividade e uma falta de atenção. Um déficit de atenção e uma hiperatividade, porque tem presença demais, pô! Aí ele, diante desse transtorno, ele quer começar a abandonar o amor dele, o Camus. ele vai jogar o camus no chão, e ele vai ficar ali no chão pra ser pisado. Pra ir atrás do relâmpago macuim, que passou dando mole pra ele. Aí ele falou, ô garotão, amanhã você quer brincar com...

Amanhã, preste atenção, hein? Você quer que o camus de aquário dure até amanhã, e você tenha mais camus de aquário? Aí ele, quero papai. É? Então você não vai ficar perto do Camos de Aquário só o tempo que ele te dá o prazer, não, pô. Não é só o amor grego eros, não. Eu vou te ensinar um outro amor grego, chama estorge. Responsabilidade. Res esponsa. Coisa de esposo. Ou respondere, né? Respondere de resposta. Responder ao Camos. porque ele me dá prazer, então eu vou responder ao amor que ele me dá, ao prazer que ele me dá.

Só que é o baixo ainda. Primeiro, do prazer do Eros, que não é o erótico do Freud. É o erótico do sensível, né? Ele gosta do Camus por sensibilidade. Porque tá usando os poderes infantis. As crianças não gostam de brinquedo assim? Botando na boca, batendo, tocando em tudo. Por quê? Porque elas só têm essas armas pra dominar o mundo. Então elas dominam o mundo assim. E com esse instrumento de domínio sobre o mundo, ela vai executando a tentativa de ordem no mundo, de domínio, e ela vai amando o mundo e se transformando nas coisas do mundo, que é o método próprio do amor.

E as coisas todas só acontecem. E eu não deixo meu filho parar só no prazer do amorzinho, porque isso é um transtorno de déficit de atenção e hiperatividade para a psicologia. Mas isso também é uma traição para a ética. É a mesma experiência, pô! Aí, eu falo assim para ele. Você amou esse Camos de Aquário com prazer, não é? Para ele te dar prazer amanhã, para durar mais, para você responder ao prazer que ele te dá, Eu vou te ensinar agora a usar um outro instrumento que não é só o desejo.

Eu vou te ensinar a cumprir um roteiro. Você vai pegá-lo não com prazer. Você vai pegá-lo agora com responsabilidade. Você não vai mais usufruir dele. Você vai cuidar dele e guardá-lo no armário. E guardando no armário, você vai cultivá-lo com esse amor mais alto. Então eu pego o movimento prazeroso dele e ensino com a responsabilidade, com a coisa esponsal, a fazer um movimento de mais duração, você entende? Que supera o prazer, que o transforma em esposo, para que ele usufrua mais tempo, durante mais dias, não até o final da vida.

mas que pode chegar até o final da vida, se a promessa esponsal for para isso, mas ele vai realizar um movimento de responsabilidade, de levar para a prateleira do armário dele, mas um dia, se for uma mulher, ele vai levar para uma casa dele, para que ela dure mais, para fazer esse movimento normal do amor, que é a duração do amante no amado, do amado no amante, da temperança do um que se transforma no outro, Pra fazer esse amor, eu falo pra ele, e vocês ensinam isso, né?

Você tem que se sacrificar por ele também, o sacrifáceo. Então vejam, existe o sacrifício do prazer, porque tem uma morte no prazer de um pelo outro. Tanto é que tem gente que dorme com a mulher, que come a outra mulher, aí vai casar com a outra, aí fala assim, pô Diego, eu tô me sentindo mal, porque aquela outra mulher lá, ela fica na minha cabeça, enquanto eu durmo com a minha mulher. Falei, é, garotão, é. Foi você que fez isso, pô. Você deu duração demais num namorico, pô.

Namorico não é pra ter nada muito durável nem muito temperado, pô. Não é. Essas paradas que eu tô falando pra vocês, eu sei que, infelizmente, A gente não tem tempo numa conversa normal com as pessoas na esquina pra ensinar isso, né? Só dá pra gente falar pra ela assim, ó, meu irmão, não come essa mulher até casar com ela. É assim que a gente fala, né? No quartel, só dá pra eu falar isso pro cara, pô. Meu irmão, não come essa mulher que vai dar merda.

Se tu achar que tem que casar com ela, faz isso, isso, isso e isso. Cê entende? Cês lembram lá do macarrão, né? Do macarrão. Não dá tempo, pô, de ensinar isso pras pessoas. A pessoa não tem tempo mais, pro amor, pra aprender essas grandes coisas. Cê entende? Elas gostam de entrar no Instagram e me aguentar falar isso pra mim, pô. Como se eu tivesse que fazer isso. Pô, professor, pro seu conteúdo bombar, você tem que fazer os vídeos em curta, as paradinhas, o caramba. Falei, meu irmão, eu não quero que o conteúdo bombe, pô.

Eu não quero ser uma coisa pra um monte de gente, não, pô. Eu quero gastar tempo vendo desenho durante muito tempo de cinco ou seis pessoas. Essa é a minha vocação e a tua. A gente tem que parar com essa babaquice de achar que a nossa vocação é pro mundo, que nós vamos salvar o mundo e não sei o que lá. Ele falou, deixa de ser bobo, porra. A gente não tem capacidade de amar mais do que cinco, seis pessoas verdadeiramente. A gente não consegue isso, porra.

É por isso que vocês forem lá no Opus Dei. Tem lá, o apostolado do Opus Dei é de amizade e confidência. Por quê? Porque essa é uma limitação do Opus Dei? Ele falou, não, não, não. É porque só dá pra fazer apostolado assim, pô. O apostolado verdadeiro do amor. Então, essa babaquice de que a gente vai salvar o mundo inteiro é igual a babaquice de que você vai amar a sua esposa e o seu filho lá na rua ganhando dinheiro. É uma ova pra você, pô.

Uma ova pra você. Você vai amar verdadeiramente aquele seu amigo, que você levar a dificuldade dele contigo e na hora da missa, de uma ação de graças, de uma penitência, tu ficar falando com o Senhor sobre teu amigo e demorando e gastando tempo. É isso que dá a percepção para o Senhor que você ama o seu amigo. Então vocês percebem que a gente tem uma limitação de tempo para o amor. O resto é tudo neurosezinha e babaquice da nossa cabeça, pô. Essa babaquicezinha de vocês, de achar que vocês não vão gastar tempo com a família de vocês, porque vocês têm uma vocação importante na internet de salvar o mundo, isso é uma babaquice gigante.

O padre que deixa de estar no confessionário da paróquia dele, confessando aquela meia dúzia de pessoas que são dele, porra, do coração dele, pra achar que ele tem que salvar o mundo inteiro, tá de babaquice, não tá entendendo nada da estrutura da vida e do amor, porra. Porque não é assim. A estrutura da vida e do amor não funciona assim. A gente sabe. Eu tô falando pra vocês de coisa ridícula. Porque vocês sabem disso que eu tô falando, porra. Que é assim, essa demora. Vocês sentem isso na carne de vocês, porra.

Vocês recebem um elogio sinistro de um chefe. Ele elogia e já vira a cara pra sair, porra. Vocês não percebem, na hora, que aquele elogio dele, porra, não tem nada ali, porra. Que ele nem quer ficar perto de você. Aí você sai como um idiota. Porra, meu chefe, me elogiou. Porra, você não percebe que ele tava se livrando de você? Você não percebe mais por quê? Porque você ainda acha que tá amando o seu filho? Fazendo isso com ele. Nossa, meu filho, que desenho. Como você desenha pra caraca.

E o amor? Ele cresce assim, ele amadurece assim, né? Essa não é a maturidade? Isso não é um filho amadurecer? É ele não só ter prazer com camos de aquário, mas é pegar os camos de aquário, se transformar nele com o prazer que ele tem. E depois, em cima desse sacrifíciozinho de deixar de ser José para ser Camos, eu banho sacrifício com sacrifício, eu ensino um pouco mais de cima do sacrifício, eu ensino amor com outro órgão, não só com os órgãos dos prazeres, mas eu ensino amor com os órgãos da justiça, com os órgãos do roteiro futuro, da esperança, de esperar brincar com o Camos amanhã de novo, vocês entendem?

Então eu tô banhando sacrifício com sacrifício, e esse copo enchendo de sacrifício é o copo do amor. É essa experiência que a gente chamou de amadurecer. O que é amadurecer se não ir enchendo esse copo até se tornar aquele fruto maduro, cheio, aquele copo cheio, que dali ele só faz o que? Derramar. Ele é como aquela fruta madura que vai ser arrancada da árvore, que vai ser levada para onde ela não quer mais. Como o Nosso Senhor falou para São Pedro, Pedro, Pedro, amadureceu, Pedro. Antigamente você singia teus rins e ia para onde você queria, né?

Mas em breve você vai para Roma. Ele não falou isso, ele falou, você vai para onde você não quer ser levado. Esse é o fruto da árvore. Quando eu e você somos arrancados Quando eu quero ficar mais um pouco deitado para dormir, e a minha esposa, e os meus filhos, e os meus alunos, o meu paciente que tem que ser atendido, eles me arrancam da árvore. Porque o fruto maduro não fica mais ocioso, ele não descansa mais. Ele vai virar alimento dos outros. Vocês entendem? Quando o nosso Senhor fala que o meu alimento, o que me faz levantar da cama, o que faz ir adiante, É a vontade do meu pai, é a vontade do roteirista.

Eu de vez em quando boto aqui a música que foi a música que eu entrei no dia do meu casamento, chama-se A Tua Vontade, que fala sobre isso. como uma folha ao vento ou uma neve no sol que se deixa levar, se deixa transformar. A maturidade, o que a gente tem que tentar é isso, né? É você não ser mais, não estar mais onde você queria estar. Agora você vai ser levado pela vocação, você entende? Eu estou deitado na cama, mas agora eu ouço a voz, Samuel, Samuel.

E eu vou ter que levantar, eu vou ser tirado da árvore. E eu vou ter que dar a vida ou pra uma pessoa que vai me consumir, né? A fruta, porra, que vai ser tirada da árvore. Ou vou dar vida ao solo. Mas eu vou ser arrancado dali, vocês entendem? Eu vou ser arrancado dali. Vocês têm que se deixar ser arrancados, porra. passando por esse processo de copo de sacrifício em cima de sacrifício, de deixar de ser pra passar a ser. Pô, quando a gente... Você vê essa dificuldade que a gente tem hoje de casar velho, né?

A pessoa casa com 40 anos. Ela tem que saber disso que eu tô falando, pô. Olha, você tá temperado completamente das tuas coisas, do jeito que você escolhe. Você tava na sua arvorezinha, do jeito que você queria, no lugar que você escolheu. Vocês têm que deixar o tempo agora levar vocês. Vocês vão amadurecer, vocês vão ser tirados dali. E aonde colocarem vocês, vocês têm que entender que a presença, ela vai temperar vocês, porra. Confia, porra! Confia no processo. Eu me lembro que quando eu cheguei no curso de forças especiais, E aí acabou sono, acabou alimento, acabou conforto físico, carregando peso pra caraca, porradaria, afogamento, porra, o inferno.

Eu só pensava nisso assim, ó, um curso de oito meses. Eu via todo mundo desistindo, indo embora, eu só pensava assim, ó, daqui a uma semana, duas semanas, eu vou me temperar disso aqui e eu vou dominar isso aqui e em duas ou três semanas eu vou estar feliz aqui, porque é assim, porra, é assim que acontece. Vocês têm que deixar o tempo, vocês têm que acreditar que o tempo das verdadeiras presenças tempera. Digo, mas eu vou pra missa e eu não sei o que tá acontecendo.

Meu irmão, você vê, ó, quando Quando eu me apaixonei pela missa, quando eu tinha uns 15, 16 anos, às vezes eu ia pra missa duas vezes por dia. Depois eu até descobri que muitas das coisas que eu fazia, eu não podia fazer, né? Mas eu queria ficar comungando um monte de vezes, pô. Porque eu já tinha uma noção, um pouquinho, bem noçãozinha, bem insípida, assim, de... Caraca, se eu ficar muito tempo perto daquilo ali, pô, eu vou me transformar naquilo, porque é assim que é, pô.

Então eu falo pra vocês, cê vê, quando eu pego as minhas palavras de ejaculatória e falo pra vocês que eu fico repetindo os mesmo videozinho que eu vejo, o de São Paulo, aqui o São João Bosco, as coisas, porra, porque eu acredito piamente como funciona a estrutura do mundo, que eu vou me transformar pelo próprio processo típico do amor, porra. Assim como... A gente chama isso tecnicamente de sensibilização e dessensibilização. Não é assim? Que o pessoal fala assim, ah, eu tô com crise de abstinência. É, pô.

Você tá sem uma presença que ficava te temperando. E agora você tá sentindo falta desse tempero. É só ter calma, pô. É só ter calma e, acima de tudo, não achar que a vida é só fugir daquilo que você não quer se temperar mais. Da pornografia, do jogo, da traição. é entender, sobretudo, que você vai se temperar daquelas presenças, daquela graça, daquela causa instrumental, daquele amor que você escolher gastar tempo, porra. Daquele desenho que você gastar tempo para ficar olhando, das coisas presentes que vocês precisam aprender, das pessoas que vocês precisam ficar olhando nos olhos.

Ah, Diego, mas eu não sei o que fazer, não sei o que lá. Mas fica presente, porra. Começa por isso, ficando presente e gastando tempo. e depois a gente vai aprendendo a fazer o resto. A gente vai aprender. Eu vou falar com vocês sobre o espírito, sobre o crítico. Vocês vão aprender as coisinhas como se começa a conhecer profundamente e ser profundamente conhecido. As virtudes que isso nos leva, os defeitos contrários que não fazer isso nos causam. A gente vai com calma. Vocês precisam começar pela presença que tempera nos nossos amores.

E aí a gente vai tendo vários degraus, como eu já subi alguns com vocês aqui. As coisas realmente começam com esse prazer mesmo. é de um menino que viu um sacerdote e sente realmente um prazer sensível, e naquilo que ele tá vendo, em que irei repetir, num menino que viu uma menina e sente um prazer sensível dessas coisas. As coisas começam assim, pô. E depois a gente vai aprendendo a encher esse pote que já é o amor. Só que é um amorzinho pequititinho, né? É uma coisa ridiculazinha assim, sabe?

É um amorzinho pelo cafezinho. É o que a gente chama no português do gostar, né? Eu gosto. Eu gosto. Esse é o eros. Esse é o eros. Que pros gregos já é um amor, né? E o que a gente depois chama de assumir uma responsabilidade pelo café, eu vou trabalhar pra comprar o café. Hoje em dia tem que trabalhar muito, na verdade, pra comprar o café. pelo Camos. É, eu vou me sacrificar um pouquinho. A gente não tem que oferecer um sacrifício no altar do caixa do mercado?

Diante de uma autoridade, diante daquele que tem autoridade sobre o café, eu ofereço um sacrifício do meu amor no altar do caixa do mercado pra levar o café pra casa? E então eu chamo o café geral de meu café e quando eu consumi-lo em casa, aí se configura completamente. a encarnação do café em mim. Porra, vocês entendem o que a igreja chama de sacramento do matrimônio? De assumir essa responsabilidade oferecendo num altar diante de uma autoridade real a promessa, o dinheiro, a promessa, o sacrifício da minha parte.

de que eu vou levar aquela mulher pra casa e chamar de minha e que aquilo vai se consumar quando se consumir, né? Quando o que? O café é meu café. Mas como ele não deixa mais de ser meu café quando eu consumi-lo? Porque se eu não consumi-lo, ele pode ser devolvido pro mercado. Então se um cara não fez sexo ainda, a esposa ensina, a igreja ensina, né? Se ele não fez sexo com a esposa dele, o casamento dele não tá consumado. Vocês entendem? Porra, a gente parece uns idiotas achando Ai, gente, é teologia.

Ai, gente, fiquei lá. Ai, gente, fiquei lá. Porra, a gente parece um idiota, porque a gente tem uma porrada de dado na nossa cabeça, uma porrada de informação, e nada pra nós é conhecimento. Nada pra nós é sabedoria, vocês entendem? A gente vê uma aula, aí a gente caba aquela aula. Aí que se dane, porra, aquela aula. Porra, vocês veem, pra eu estar aqui falando isso pra vocês, para pra pensar. Porra, eu estudei teologia pra cacete, gastei um tempo da porra com isso. Eu estudei filosofia pra cacete, porra, e eu tenho uma atenção escrota aloprada no meu exame de consciência do meu dia, pra poder pensar o que que acontece dentro de mim, porra, pra falar com o senhor qual é a experiência de vida que eu tenho quando eu vou tomar um café, quando eu vou no supermercado, vocês entendem?

Essa porra é levar a vida sério, porra. Não é ficar, ah, porque eu fiz um monte de curso, eu fiz curso disso, eu fiz curso daquilo, eu fiz outro daquilo curso. Porra, vocês entendem que um cara primitivo que entende a estrutura da vida, que é necessária pra comprar um café e consumi-lo em casa, vocês entendem que com meia dúzia de analogias Esse puto desse cara consegue viver a perfeição da religião, porque ele entende, na carne dele, o que é prazer, o que é responsabilidade, o que é se consumir pelo outro e se transformar no outro completamente.

Vocês entendem? Porra, mas a gente não tem tempo pra fazer isso, sendo que isso só se faz com o tempo, porra. Que porra de vida que a gente escolheu, que a gente não tem o tempo que é a própria estrutura e configuração do amor, porra. Se vocês não entenderem essas quatro ou cinco lives de 2025 aí que eu fiz, eu vou falar pra vocês. Porra, vocês podem passar a vida, porra, da vida inteira aí lendo... Porra, pega um aplicativo desses ou faz um curso desses de leitura dinâmica, meu irmão, pra vocês conseguirem ler um livro por dia.

Eu falei, porra, eu vou falar uma coisa pra vocês, essa porra é contra o amor, porra. Se vocês pegarem um livro decente e lerem esse livro uma vida inteira, porra! Se vocês prestarem atenção no evangelho, vocês veem, na história da... Porra, se tu pegar o tempo agora que a gente tem pra ter acesso a um monte de livro e descartar, e pegar a história da humanidade inteira, porra, e pegar meia dúzia de coisas que nego aprendia, porra! Meu irmão, se vocês pensarem na vida, assim, de um cara desses, assim, ó, de um Leonardo da Vinci, de um Michelangelo, de um Aristóteles, de um São Gregório Magno, de um São Tomás de Angra, se vocês pensarem, assim, na vida desses caras, meu irmão, cê não tem ideia como aqueles caras, eles não tinham acesso às coisas, pô.

Que grande parte daquele conhecimento gigantesco deles vinha de uma presença real diante das coisas. Quando vocês olham Santo Tomás de Aquino rasgando e queimando aquelas porra toda daquelas palavras dele lá, o que que ele fala pro senhor? Senhor, o que eu quero é a tua presença. Porra, se nós formos católicos e todo dia a gente não sonhar com essa presença, em falar para o Senhor, falar alto para o Senhor. Senhor, eu vou te encontrar, eu vou olhar nos teus olhos e eu vou ficar te olhando firmemente, porra.

E eu vou contar a minha vida pra você, olhando nos teus olhos. Eu vou falar dos meus filhos pra você, da minha esposa, de quando eu ouvi teu nome pela primeira vez. Porra, eu vou tocar em você, eu vou me ajoelhar e eu vou acariciar tua mão chagada. Porra, e você pega uma cruz e fica fazendo carinho nele na cruz e gasta tempo. Se transforma nisso. Porque quando vocês perderem o emprego, quando o filho adoecer, quando a gente perder os nossos parentes mais queridos, a gente não vai se desesperar.

Porque nós vamos estar completamente temperados do amor. Nós precisamos nos temperar do amor. Porque a fé vai passar, a esperança vai passar. mas o amor que nós nos temperamos, ele vai ser estabilizado numa duração eterna e ele não vai passar nunca, porra. Então não deixem um minuto do desenho da presença do teu filho que é amor, que é o amor pra fazer um curso ou pro conhecer tudo que vocês querem conhecer e não sei o que lá, porra, ajustem de uma vez por todas. a presença da vida de vocês e onde vocês gastam tempo.

Ajustem, pelo amor de Deus, de uma vez por todas e tenham calma. Tenham calma. Tenham calma. Saibam ficar com tranquilidade, relaxar, respirar e falar assim, o que eu preciso amar na minha vida? E aí a gente senta e a gente bota num papel. Eu preciso aprender uma maneira real de passar tempo com meus filhos. Eu preciso aprender uma maneira real de conhecer profundamente e ser conhecido profundamente pela minha esposa. Na verdade, nós precisamos muito pouco, precisamos disso. E nós vamos provar a grande maravilha da aventura da vida humana.

Tá bom? Obrigado pela companhia de vocês aqui, nessa uma hora e meia. Gastando tempo, né? Com presença. Gastem mais tempo. Vamos que vamos. Vamos partir com a benção aí do Padre Diego, que nos deu a benção a todos. Olha o Sérgio perguntando aqui. Professor, uma dúvida. A ambição é pecado? Sérgio, eu tenho uma ambição, meu irmão.

A ambição que eu tenho chega a assustar algumas pessoas. Com as três pessoas, o que eu escrevo e o que eu tento ensinar para vocês, Eu tenho a maior ambição que eu já vi como possibilidade no mundo intelectual, que é unificar todas as ciências, o método científico, tudo que é possível conhecer nas três pessoas, numa presença que domina em três pessoas. na graça de um Deus trino. Presença, graça, dominar, domino, Deus, três pessoas, trino. Na graça do Deus trino, a presença que domina com as três pessoas.

E eu vou dar aula de todas as ciências que chegarem até mim com isso. Eu vou falar para vocês, eu nunca vi uma ambição maior do que a minha no mundo intelectual. Nunca vi. Nem São Tomás de Aquino. Nunca vi. Essa é a minha resposta. E você entendeu a minha resposta? Agora, porra, ambição. Vamos ouvir agora a ambição que está por aí, né? Eu quero ficar milionário. Beleza, ok. Ok, a gente pode querer ficar milionário. Agora, se tu começar a usufruir, meu irmão, da tua riqueza, aí eu já sei o que tu quer, porra.

Tu quer o mundo, tu tá amando o mundo material, porra. Agora, se tu quer ficar milionário, meu irmão, pra ajudar a dar de comer pra uma porrada de gente, porra, uma puta de uma ambição. Você tá entendendo? Ele falou, olha, o que que é a grande ambição? A grande ambição é aquela que tá estritamente vinculada com a sabedoria, essa coisa que vence o tempo, você entende? Ter ambição. ambição por coisa que vai morrer ali no caixão contigo?" Ele falou, porra, você é um idiota que não entendeu nada sobre a vida.

Agora, tu ter a ambição de Santa Terezinha, meu irmão, porra. Aí é o que São José Maria, escrevar, falava, né? Dios y audacia. Deus e audácia. É que a gente dá nome errado pras coisas, né? Cê entende? Ah, porra, ambição tem o significado, tem o campo semântico, né? O campo semântico. Ele tem a áurea negativa. É. Tá com movimento antipático pra palavra, ambição? Chama de audácia. Só espero que você tenha entendido pelo menos o que é, o que se faz num caso para que isso te destrua e seja ruim e para que isso dentro de você, se tiver grande dentro de você, exploda numa coisa que dure muito, que vença a morte.

Essa é a distinção que vocês têm que fazer. Pois é, o Michael Faraday fingir até o fingidor se torna na coisa fingida. Exatamente. Exatamente. Tu não vê aí, ó, essa pergunta do Faraday, tu não vê aí essas pessoas que fingem tanto ser cachorro que se transformam, pô, que vivem igual? Vocês entendem isso? É real, pô, o tempo de presença tempera real.

Acho que o funk é o tempero que estraga a sociedade carioca. Ajuda a estragar, mas o funk não é um fundamento de doença. Ele já é um sintoma. Ele é tipo uma febre, sabe? O Roger está pensando assim, perguntando assim...

Professor, mas nenhum elogiozinho do desenho? Presta atenção, cara. Se vocês acharem o desenho bonito, vocês vão falar assim... Meu filho, eu gostei desse desenho. Se vocês gostarem do desenho, vão falar assim... Meu filho, Eu gostei do desenho. Eu achei o desenho bonito. Mas eu sei que, na maioria das vezes, não é assim, tá? É que a gente não sabe as correspondências dos nossos movimentos interiores com o que está acontecendo. Você olhar assim, cara, não é o desenho que acha bonito. Você se sentiu amado, pô.

É diferente, você entende? É que eu entendo que as pessoas confundem essas coisas todas. Mas o que não pode acontecer, depois em breve vocês vão aprender muito mais sobre isso. Não pode acontecer você falar assim, meu filho você desenha muito bem, meu filho você é um grande desenhista, meu filho você é tão inteligente, meu filho você é tão bondoso. Ele fala, seu filho não é nada disso porra, deixa de ser bobo, você vai estragar seu filho. Porque você fica falando assim que o seu filho é inteligente, o seu filho desenha bem.

O dia que ele fizer um desenho ruim, ele vai achar isso injustiça. Aí ele vai na rua, aí vão falar assim pra ele, porra, você, porra, faz uns desenhos de merda, ele não vai entender nada. Ele fala assim, pô, mas meu pai falava que eu era um grande desenhista, que eu desenhava muito. Aí ele vai ficar com raiva do cara, viu? Virou um imaturozinho, como o Olavo dizia, né? Quarta camada. Entende? Então vocês não podem fazer isso. É por isso que os pais de Santa Terezinha falavam para os outros, não fala que ela é bonita, não fala que ela é bonita.

Como é que faz isso? Quando ela se arrumar, fala assim, poxa minha filha, você se arrumou, olha só, caramba, você ficou muito bonita, você está bonita minha filha. Aí se sua filha vier toda desgrenhada, com o cabelo todo desgrenhado, botou o vestido todo, papai, estou bonita. Não, filha, ainda não tá bonita não, porque você não penteou o cabelo. Pentei o cabelo lá e vem aqui pro papai ver se você ficou bonita. Se tiver alguma coisa que eu olhar e falar que não tá bonita pra ela, eu falo, não, filha, pra você ficar mais bonita, faz isso aqui.

Você entende? Quando ela não se arrumar, você tem que falar assim, ó, não, você não tá bonita, você não cuidou aqui, não fez isso aqui. Você entende? É assim como funciona, pô. As pessoas, cara, não sabem muito pouco sobre juízo. Cara, isso é uma das falhas gigantescas que acontecem nas casas, na educação. E eu sei que é, porque na nossa, a gente aprendeu isso. Eu conversei isso com a Maria, a gente conversou isso, sério. Antes do José Pedro nascer, que é o nosso filho mais velho.

Quando ele nasceu, a gente demorou pra caraca, um ajudando muito o outro, atento a isso, lutando por isso, pra ajustar a linguagem, porque a gente já tinha a linguagem muito doente da estrutura de uso da linguagem na sociedade. O exemplo típico que eu falei tem ele na prática aqui, falado pela Marina. Uma vez, quando era criança, comecei a desconfiar dos elogios da minha mãe e resolvi fazer um desenho feio para ver se ela elogiava. Aí ela não elogiou, eu fiquei triste.

Você vê, essa é a hora disso acontecer. Imagina isso acontecendo no teu trabalho. Tu faz um trabalho ruim, aí o cara fala que teu trabalho tá ruim. Aí tu, ao invés de ser maduro e falar assim, cara, eu preciso fazer um trabalho bom pra entregar pros outros. O fruto maduro, lembra? Aí tu fica tristezinha, porque teu trabalho tá ruim. Você entende que isso é coisa de criancinha? Devo contar a história do Antigo Testamento pros filhos? Então, lá na comunidade, eu tenho um módulo de literatura e gramática que eu estou ensinando as coisas sobre o Antigo Testamento.

As histórias do Antigo Testamento têm uns problemas que são os mesmos problemas que Santo Agostinho comentava sobre as histórias da mitologia grega, né? Então, por exemplo, eu ensino mitologia grega para os meus filhos, só que com as minhas adaptações para a vida da infância. O Antigo Testamento, vocês já viram que existem várias adaptações modernas do Antigo Testamento para a infância? Já viram? Por que tem aquela adaptação em que a gente não ensina o Antigo Testamento nu e cru na infância? Porque ele tem o mesmo problema da mitologia.

Aquilo é um livro de adulto, pô. Não tem conteúdo sexual lá no Antigo Testamento? Não tem várias coisas que vão levar as crianças a várias indagações que não estão na hora? De orra, de traição, de prostituta, de infidelidade, não tem isso? Mas foi uma boa pergunta, sabia, Alex? Eu espero que vocês tenham entendido a resposta, né? Tanto a mitologia quanto o Antigo Testamento, obviamente, sem estar tentando comparar as coisas, né? elas devem ser contadas com adaptações, tá? Elas têm o mesmo efeito. São histórias didáticas, né?

São histórias que, a partir delas, nós nos orientamos no mundo analogicamente. Ou seja, a gente vai juntando palavras que têm o mesmo logos. Ah, se Sansão passou por essa dificuldade e eu estou passando por essa dificuldade, o que ele fez talvez possa ser uma possível solução para o que eu tenho que fazer. Isso é o analogos. Mas era por isso que os pais de Santa Teresinha não contavam sobre o Antigo Testamento, tá? Para as histórias. Aí tá, o Alex falou aqui, parece que a vaquinha do Tiba passou de 3 milhões.

E nego preocupado, tá ligado? Caramba, como é que eu vou ter um monte de filho? Tá aí a sua resposta. Chama-se vida de comunidade. Aí. Roger, professor, o quanto a nossa infância influencia na nossa vida? Influencia o tanto quanto as coisas que você se temperou na sua infância são o teu tempero atual. Entendeu isso que eu te falei? Por exemplo, eu na minha infância me temperei muito do Flamengo.

Na minha adolescência, eu tive que lutar contra e me destemperar disso. Se eu não tivesse lutado e o Flamengo tivesse... a influência, o tempero que ele tem, que ele tinha na minha adolescência e juventude, se ele tivesse esse tempero ainda hoje na minha vida, isso ia fazer muito mal para o meu casamento. Aí tu me pergunta assim, o quanto o Flamengo, me temperado Flamengo na infância, tem consequência para a minha vida hoje? Hoje tem pouca consequência. mas eu tive que gastar um bom tempo com isso na adolescência.

Vocês entendem? A nossa vida é séria, né? É por isso que tem gente que, de uma certa maneira, fala assim, ó... Não, vocês não podem olhar para o passado. Cara, isso é uma idiotice, né? Não, é sério, podem olhar para o passado. Se tudo que vocês conseguem pensar e ter sobre a vida, caramba, é o tempero que chegou até aqui através do passado, como é que tem gente que fala assim, não importa o passado? Quando eu digo, se eu falar uma hora para vocês, não importa o passado, o que eu estou querendo dizer para vocês?

Que vocês podem escolher agora como vai ser a vida futura de vocês, e a partir de exatamente agora, vocês podem começar a se temperar nisso, nessa presença que vocês decidiram. Nesse sentido do roteirista, que é da vida futura, o passado não importaria, mas vocês entendem que mesmo assim importa, porque se hoje eu falar assim, Não, eu quero ser jogador de futebol. Ele falou, é, por causa do meu passado, eu com 38 anos, eu já tenho várias limitações que o meu passado me impôs para não ser com 38 anos jogador de futebol, você entende?

Então, essa coisa que a galera fala, pô, o quanto o passado importa, ele importa o tanto quanto ele construiu como você está agora. Essa é a importância que o passado tem para você. O método científico não é assim? É que tem gente... Eu sempre falo do método científico para a galera não achar que a gente está falando coisa diferente, né? O quanto o passado importa para o método científico? Hein, Flória? A força da premissa ou da tese ou da hipótese de que o sol nasce todo dia vem de quê?

Da força que ele tem de ter nascido tanto quanto tempo no passado, você entende? A quantidade de eventos desses que aconteceu no passado É a força dessa premissa no presente, vocês entendem isso? E no balizamento das hipóteses futuras. Método científico, é assim, né? É igualzinho na nossa vida, pô. O quanto os eventos se repetem e nos temperam no passado, são a força que eles vão adquirindo na nossa vida. Então você fala assim, uma mulher que teve dez relacionamentos ruins, aí ela perde a esperança no relacionamento.

Você acha que isso acontece? Como? Como que isso acontece? Professor, como o quinto mandamento, como um agente de segurança pública deve se debruçar sobre o não matar, até onde a vida de um fascínora deve ser preservada? O quinto mandamento não é sobre não matar, senão Deus tinha pecado contra o quinto mandamento no antigo testamento. Ele várias vezes nos manda ir para a guerra e matar. Vocês nunca leram o Pentateuco? Josué?

Nunca leram essas paradas, não? E nunca acharam estranho, não, que a gente fale em não matar? Eu vou dar um macete para vocês, pessoal da segurança pública. Transforma isso em não assassinarás. Aí vocês vão ficar mais tranquilos. Tá bom, né? Vamos partir? Vamos partir, então. Estamos juntos aqui há duas horas. Eu chego aqui nove horas. Vamos dar onze horas agora. Dez e cinquenta e sete. Obrigado pela companhia de vocês. Ainda bem que a gente veio para o YouTube. Está vendo a diferença? O Instagram está caindo toda semana.

Perceberam? As minhas três últimas lives do Instagram caíram-me. Um monte de seguidor meu fala que não consegue mais achar meu perfil. Tem vários seguidores meus que estão falando aqui que estão deixando de me seguir automaticamente. Meu Instagram entrou aqui na espiral da derrota. Mas tá aí, eu mantendo. Vou abrir uma caixinha, vou ver se eu consigo responder umas perguntas dessa caixinha correndo de manhã. Indo trabalhar. Beleza, pessoal? Tamo junto. Um abraço.

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