Coletânea

Vida do espírito

Gramática e a Vida do Espírito

1:24:22 · ~74 min de aula10 de novembro de 2023Transcrição automática · em revisão
  • a gramática como vida do espírito
  • a palavra (no princípio era a palavra)
  • dar nome às coisas (educação espiritual)
  • o trívio (gramática, lógica, retórica)
  • vogais e consoantes (o sopro cortado)
  • as sete artes liberais
  • a simbólica e as classes gramaticais
  • fático e eidético (subir pela palavra)
  • o entusiasmo como domínio (enteos)
  • intelecto ativo e passivo (crítico e roteirista)

Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 10:07.

A live sobre entusiasmo. Eu só falo sobre entusiasmo com vocês. A partir do momento, vejam. Inclusive, eu acho que a gente pode até começar por aqui, né? Vou ter aí gramática e tal, mas a gente vai falando também de acordo com a necessidade de vocês. Vamos lá, então. Vamos lá. Vocês estão aqui pra aprender alguma coisa, né?

Citações verbatim

Trechos da aula

No princípio, era a palavra. A palavra estava com Deus. A palavra era Deus. Tudo foi feito por meio da palavra. Sem a palavra, nada foi feito.
— Prof. Diego Reis
Então, quando um pai ensina para uma criança o nome boneco, ela está dando educação espiritual para a criança.
— Prof. Diego Reis
Porque o entusiasmo é o próprio domínio. O entusiasmo é o domínio.
— Prof. Diego Reis
Palavra por palavra

Transcrição completa

Transcrição automática · em revisão

Fala, Pedro. Boa noite, Flávio. Vivian. Ricardo Almeida, boa noite. Irmão Rony. Luísa, Sabrina. Arthur, boa noite.

Boa noite, Rafaela. Gabriel. Bianca. Ivi. André, boa noite. José Oliveira, boa noite, meu irmão. Gabriel. Raíra. Karen. Gustavo. Emília, boa noite. Gaixan, é esse que fala? Boa noite, meu irmão. Antônio. Boa noite, Roberta. Boa noite, Malu. Boa noite, Valtinho Reis. Lucas, boa noite.

Aline. Giovana. Rosivani. Acertei, Gaixan. Antônio, boa noite. Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Só pra Princesa Laços, boa noite. Luana Leonardo Sartori, de Apucarana. Giordi, boa noite. Carolina Verso, boa noite. E Antônio. Marcelo Barbieri, boa noite, de Brasília. Fala, meu irmão. Eduardo. Edson. Entrei aqui no Instagram. Tem a galera que não desiste, né? Cadê?

Marcelo Edson, boa noite. Ana Paula, do Rio de Janeiro, boa noite. Eduardo César, boa noite. Rafael. Boa noite, Ricardo. André Luiz. Aline, boa noite. Ricardo. João. Sofia. Miguel. Silvânia. Silvana. Levi. Do Ceará, boa noite. Renato. Itu. Olá, meus feras, Spotify. Everton, boa noite. Sabrina. Sobral, Ceará. Pessoal do Ceará, forte. Viviane, boa noite. Nayara.

Roseli. Rian. Fernando. Vivian. Boa noite, São José dos Campos. Leron. Boa noite, meu irmão. Caio. Dante. Ana Lívia, Fernando Henrique. Sara Damasi, boa noite. Esposo no plantão. Ian, boa noite. Suelle Franco, boa noite. Mateus. Emília. Emília Rozevani, boa noite. Santa Catarina. Yuri, boa noite. Floripa, Ricardo, Camaçari, Bahia. Júnior, boa noite.

Lívia. Tiago Figueiredo, Sorocaba. Gabriel Oliveira, boa noite, meu irmão. Marcelo. Sueli, Vinícius. Afrânio. Pamela. Tiago Veríssimo, boa noite, meu irmão. Carla de Almeida. Comunidade Bombanda. É isso aí. Andréia Lima Estefania Boa noite, Miguel Neto. Professor, eu fiquei impressionado com aquele livro, A Força do Silêncio, do Kardial Saran. Uma live sobre o silêncio. Vale, claro que vale. Matheus Vitalino Letícia Eduardo Facádio Boa noite, meu irmão.

Estefane, boa noite. Beatriz, Dante Casagrande. Fabiano, boa noite. Primeira vez ao vivo, Fabiano Henrique. Seja bem-vindo, Fabiano. Miracema Tocantins, Sheldon. Lucas Galante, boa noite. Meu irmão, Renata, de BH. Boa noite. Pedro Cavallini, comunidade está excelente. Maravilha, Pedro. Ludmilla, agradecer pelos ensinamentos. Fernanda Ramos, boa noite. Rio Grande, Rio Grande do Sul. Que bom. Caroline Freitas. Meu marido e eu estamos na comunidade aprendendo muito, obrigada.

Luísa Santa Maria, Rio Grande do Sul. Lisley, boa noite. Miguel E.M. – Boa noite, professor, assistindo de Floripa. Diogo Adsumos. Maria, boa noite. Nicole, boa noite. Nutri Porfírio, boa noite. Pirangá, Minas Gerais. Zélia. Tatiana. Boa noite. Breno e Tati, de Macaé. Boa noite. Tainá. Goiânia. Victor Marques. Boa noite. Iksun. Natália, boa noite. Gabriel, boa noite. Sete Lagoas, Minas Gerais. Hugo Fernandes. Saudades. Saudades, João. Fabiano Henrique.

Aprendendo muito na comunidade. Shelda. Sobre educação dos filhos ou só na comunidade? Tem uma lá boa sobre... Eu não sei se está na minha, mas está na da minha esposa, no Instagram da Maria. Está com certeza. Jailto, boa noite. Na Magalhães, boa noite. Sérgio, boa noite. João Pessoa, Paraíba. Fernanda, Sandra, Daiane. Daiane e Bruno. Alberto Andrade, boa noite. Boa noite, meu irmão. Mais um True World Speak. Porra, que saudade. Nem fala do True World Speak, cara. Legal pra caramba.

Alana. Lívia. Gabriel Henrique, boa noite. Vou me casar, reze por nós. Rezem todos aí pelo Gabriel Henrique, que vai se casar. Alexandre Elias, Araguari, Minas Gerais, Marcelas Amarela. Boa noite, Marcela. Masculino versus feminino. A gente vê tanta coisa por aí. Tem coisas importantes para falar mesmo do papel de cada um. Diogo Rodrigues. Boa noite. Gustavo Nunes.

Boa noite. Roberta. Areado Sul de Minas. Suzano São Paulo. Boa noite. Vamos lá. O pessoal do Instagram aqui. Proussou como dominar a vida financeira. A parte financeira da vida, pra que não desestabilize. Coisas da vida do casal. Prioridade com a educação de filhos. Caroline, eu vou contar um segredo pra vocês.

não precisa de praticamente dinheiro nenhum para formar um filho. Nenhum, nenhum, nenhum. Para formar, não. Precisa de dinheiro para vestir e dar comida. Se vocês têm dinheiro para vestir um filho e dar comida, vocês estão aptos financeiramente. a ter filho e isso, obviamente, não entra em nenhum critério de paternidade responsável, tá? Vocês não precisam ter dinheiro para pagar colégio nenhum para formar filhos. Isso não é questão, tá bom? Se vocês estão pensando sobre isso, vocês estão pensando errado. Tive, tive no EBV.

Ikenami, fala, meu irmão. E a live sobre entusiasmo. Eu só falo sobre entusiasmo com vocês. A partir do momento, vejam. Inclusive, eu acho que a gente pode até começar por aqui, né? Vou ter aí gramática e tal, mas a gente vai falando também de acordo com a necessidade de vocês. A live sobre entusiasmo. Eu só tenho feito live sobre entusiasmo, né? Porque... Vamos lá, então. Vamos lá. Vocês estão aqui pra aprender alguma coisa, né?

Pra dominar alguma parte da vida. Quando eu ensino coisas pra vocês, verdades, juízos, sobre alguma coisa, vocês já devem entender que eu tô ajustando a vida do crítico. Tomei um café no presente, aqui na parte baixa do ser humano, o mundo dos sentidos, personagem no palco. Depois que tomei o café, ou seja, depois das experiências sensíveis, depois de olhar o mundo, ouvir o mundo, tocar o mundo, sentir o gosto do mundo, cheirar o mundo, eu posso finalmente começar a emitir juízos.

Tanto é que essas são as operações formais da lógica há milhares de anos. Primeira operação da lógica, apreensão sensível ou simples apreensão. Segunda operação da lógica, formar juízos. que acontece em outro tempo, no tempo passado. Só dá para formar juízos depois que a experiência sensível cisso aconteceu. Se vocês não tiverem entendendo isso que eu tô falando aqui, é importante que vocês me avisem para a gente continuar a explicação para a gente tirar as dúvidas de vocês, porque se vocês não entenderem isso que eu tô falando, que existe uma operação no presente com personagem no palco, onde é possível tomar café, tomar água, olhar para o sol, conversar com uma pessoa, se vocês não entenderem isso, que essa atividade, primeiro ela é realizada no mundo, ela cessa, e aí depois a gente vai no passado para se orientar, É essa ida no passado, esse Diego no passado, que eu chamo de crítico.

Ele não tem mais a vocação do personagem no palco. A vocação do personagem no palco, essa vocação aqui, essa vocação do ato no mundo, essa vocação da técnica, essa vocação do vi realizar o ato da obra. Pela minha experiência passada de vida, o conhecimento passado, eu faço um roteiro para estar aqui nessa live. Agora eu entrei no palco para executar um aprendizado de juízos no passado, que pode se realizar através de um roteiro, ou pode não se realizar.

Desligar a câmera, acabar a luz aqui, acontecer alguma coisa, ter um problema no computador. O roteiro pode não se realizar. Inclusive, esse é um dos grandes dramas de todos nós. Se eu abrir uma caixinha, vai ter pelo menos umas 30 perguntas assim, professor, personagem fraco, não consigo realizar o meu roteiro no mundo. Sempre tem umas de 20 a 30 dessas de personagem fraco no palco, saber o que fazer. Se vocês não entenderem que essas três pessoas São vidas diferentes, são domínios diferentes. Tem gente que pode dominar o palco, saber ficar rico.

Eu atendo vários desses milionários, bilionários, que dominam a técnica de alguma coisa no mundo, desde fazer pão até ganhar dinheiro, técnicas, práticas. E aí quando você vai falar da vida do crítico, do espírito, do mundo lá da lógica, mais pura, mais simples, na parte mais alta do homem, as pessoas sabem nada da vida. Não conseguem ter um casamento decente, se livrar de vícios, os mais baixos do ser humano. Então vocês precisam se esforçar para entender isso. E para isso, Vocês precisam compreender que assistir uma aula, uma live, não realiza a vida do intelecto humano.

Não realiza a vida do intelecto humano. Como assim, professor? Eu faço dois momentos de oração no meu dia. Dois momentos de oração de um tipo específico de oração. Com o tempo, aos poucos, vocês vão percebendo. Lá na comunidade, quando eu começar a falar de oração, de missa, essas coisas, eu faço isso sistematizado. As orações próprias. Por exemplo, o Nosso Senhor ensinou a rezar o Pai Nosso, não é isso? Então, aquele era um tipo de oração que ele fazia, né? Mas vocês já viram quantas vezes ele rendia graças a Deus?

Ele fazia isso em todas as refeições ao acordar. No próprio Evangelho tem escrito, quando ele levanta o pão na Eucaristia, ele não dá graças a Deus? Quando as criancinhas vêm até ele, ele dá graças a Deus pelas criancinhas? E assim sucessivamente. São vários cenários dessa oração que acontece durante o dia. Mas eu vou falar aqui especificamente de dois momentos. Um, que vocês ficam doentes. Uma atividade que deixa vocês doentes, muito doentes, muito doentes. Porque vocês realizam demais e outra atividade que deixa vocês muito doentes pela primeira atividade e que não permite que vocês se curem, porque vocês não realizam a segunda parte da vida intelectual.

Então, eu vou utilizar aquele método de Santo Irineu de León, vou falar das coisas visíveis do mundo físico, para vocês irem para o mundo invisível, metafísico, com mais segurança. Olha só. Quando a gente vai fazer um teste de línguas, por exemplo, no inglês, IELTS, TOEFL, você faz teste ativo e passivo, né? Então, os testes ativos. Speaking. Writing.

Não são testes ativos? Você tem que escrever. Não é isso? Você tem que falar. E existem os testes, o teste passivo, né? Teste passivo. Você tem que ser capaz de ler. Você vai receber a informação. Reading. Não é isso? teste passivo de audição, listening, não é assim? Tem gente que está há 20 anos, 30 anos, 40 anos, 50 anos, já leu três vezes a quantidade de livros que eu li, já fez dez vezes a quantidade de curso, até porque isso não é difícil.

Eu acho que, no passado inteiro, eu li dois livros. Lendo, letura inspecional, eu faço em um monte, mas não estou falando disso. Estou falando de os livros que eu achei dignos de serem lidos. A gente conhece pessoas que sabem ouvir inglês, listening, uma atividade passiva. Elas ouvem cursos, elas têm dados. Se você perguntar sobre o amor, ela vai te falar umas 300 coisas sobre amor.

Só que dessas 300 coisas, que elas falam. Umas 50 são contraditórias. Por que são contraditórias? Porque essa pessoa não tem a vida intelectual ativa, ou seja. Então, vamos lá. O meu segundo momento de oração, vida espiritual, vida intelectual, estudo, formação, como vocês quiserem chamar. Se não é a mesma coisa, tá errado, né? Ele é todo ativo. Então, se eu já tiver lido um pouco de livro num dia, no segundo momento, eu vou entrar com um caderno em branco e uma caneta.

Eu vou entrar. Se eu lir sobre amor, no meu segundo momento de oração eu vou entrar lá com a palavra amor e vai estar só a minha vida e o amor. E ali eu vou descobrir se a palestra que eu ouvi de manhã e que pode até ter me convencido como possibilidade, que é a capacidade do mundo da lógica. O mundo da lógica só existe como possibilidade. As pessoas acham que dá para ter certeza irrefutável no mundo da lógica. E, obviamente, que o mundo da lógica não é para isso.

Não para a gente. Para Deus, para os anjos e para os demônios, sim. Para a gente, não. E aí a gente vai conseguir, e isso acontece muito comigo, eu olhar uma palestra, ler um livro, achar até legal, aí de repente acaba o meu movimento de vida intelectual ali naquele dia, e aí eu vou para o próximo, para o ativo, com minha folha em branco e meu caderno, aí desenho ali a bola do meio, amor, desenho os três bonecos, Aí, vira e volta, acontece essa conclusão para mim.

Fazia todo sentido no mundo da lógica, mas, na vida real, não é assim, não. A gente está conversando aqui com umas 350, 400 cabeças aqui, YouTube, Instagram. Vocês sabem, vocês sabem, que as pessoas não fazem esse segundo movimento da vida espiritual, da vida intelectual, da formação humana. Elas são essa espécie de caricatura com o orelhão, ou seja, elas sabem ouvir bem, mas elas não conseguem falar.

Estou falando isso com esses órgãos materiais para vocês entenderem que o mundo do Espírito Ele é formado por dois órgãos diferentes, duas pessoas, o crítico e o roteirista. Por isso, a gente vive aqui com pessoas que têm a capacidade de ser aluna de dois professores, e os dois professores terem a cabeça contraditória. Tipo assim, um ensina vocês a enriquecer, por exemplo, e o outro acha praticamente impossível a gente ser salvo enriquecendo.

O outro acha que é tipo como o nosso senhor falou no evangelho. É mais fácil um camelo passar por um buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus. Vocês conseguem achar duas pessoas assim? E ser aluno das duas? Por que isso acontece? Por vocês não saberem utilizar a boca. Vocês só ouvem os professores. Por que isso acontece, Diego? Por um problema familiar.

Essa deficiência é fruto de um problema familiar. Onde deveria ser a unidade de um único professor para uma criança ter essa confiança? Por exemplo, de poder utilizar os dois intelectos. para ouvir um professor numa faculdade. Ela não deveria chegar lá passivamente numa faculdade, uma pessoa não deveria chegar numa faculdade passivamente para ouvir um professor. Para aprender com ele. Como que isso era protegido? Como as pessoas se protegiam disso?

antes da nossa formação ficar completamente técnica. Hoje em dia ela não está mais assim, né? A gente já fez alguns movimentos. Primeiro, então, a gente rompeu com a vida do espírito no ensino básico e mais avançado. O que é romper com a vida do espírito? Isso foi muito bem interpretado numa obra de arte por Charlie Chaplin. Uma pessoa que chega numa indústria, ouve tudo o que ela tem que fazer e ela faz, não é isso? E nas peças do Charlie Chaplin, no teatro dele, tinha voz, as pessoas falavam.

Era tudo em silêncio. Elas não pronunciavam a palavra. A palavra é o mundo do Espírito. No princípio, era a palavra. A palavra estava com Deus. A palavra era Deus. Tudo foi feito por meio da palavra. Sem a palavra, nada foi feito. Então, o Charlie Chaplin interpretava antes. uma educação técnica que só ensinava a gente a realizar uma técnica. E aí a gente se perdeu do mundo do espírito estabilizado, então, das tradições familiares, né?

Em alguma live eu falei para o pessoal sobre o nome. um pouco. Aí o pessoal fica insistindo para eu fazer live sobre nome e tal. Eu não vou fazer especificamente sobre isso, mas eu vou botar mais uma camada aqui. Sobrenome. Vou botar mais uma vocação em cima daquela primeira vocação que eu falei quando a gente chama uma pessoa pelo nome. Uma pessoa que tem sobrenome Oliveira Ferreira. Por que elas têm esse sobrenome? Reis. Isso é a história de uma família, uma família de ferreiros, uma família que produzia, que trabalhava em plantações de oliveira, que trabalhava com as olivas, com azeitonas.

Não é isso? Uma família de reis. Sobrenome. Essas coisas não foram paridas do nada, ao acaso. Isso são palavras que estavam tentando dizer, no mundo do espírito, no mundo da duração, aquilo que estava acontecendo no mundo real. Aí a gente se perdeu. A gente deixou o mundo do espírito para lá. A gente vai só trabalhar na indústria agora, para ganhar dinheiro. O aparecimento do capitalismo. Depois a gente conheceu, primeiro, essa doença, depois a doença da doença, que é o socialismo, a comorbidade, a doença do capitalismo.

O que pode ser pior, então, que essa doença do capitalismo? É a doença que dá no capitalismo, que é o socialismo. Aí às vezes a gente quer voltar, fala, cara, eu quero sair dessa doença. Aí a pessoa acha que a cura é o capitalismo. Não, o capitalismo é a primeira doença. Você tem que ir antes. Digo, mas isso é impossível. Não existe esse tipo de vida que você está falando. Aí eu falo, pois é, às vezes realmente falta para as pessoas tomarem um café quente no mundo, aí esse é o juízo.

Isso é igual o juízo da feminista, né? Como ela se ferrou na mão de um monte de homem, ela simplesmente tem esse juízo sobre o mundo real, os homens não prestam. Foi esse café que ela tomou no mundo, o mundo do espírito, sendo dito, por um drama de vida real. Então, obviamente, sei lá, se a pessoa nunca ouviu falar, nunca leu a história de uma alma de Santa Terezinha do Menino Jesus. Ela falou, é, ela tá no mundo. Cê vê, grandes católicos hoje em dia são completamente marxistas, ou seja, eles avaliam ter filho, ter tudo no mundo, a evolução espiritual, o quanto as pessoas tão indo bem, pelo quanto elas tão tendo sucesso financeiro e no trabalho.

Então tem gente, mesmo Cristo tendo falado explicitamente sobre determinados assuntos, mesmo assim, ela tem um conhecimento esotérico que transcende a esses conhecimentos do Evangelho. Vocês vivem disso. Por que vocês vivem disso e não conseguem porque vocês ouvem, mas vocês são mudos, vocês não conseguem parar e falar assim, agora eu vou falar, eu vou sentar aqui com o papel em branco e vou falar a minha vida. Por que eu quero que vocês falem? O que é a fala, a palavra? O que é?

Vamos na vida, na primeira infância, uma criança no mundo olhem para as crianças olhem para as crianças uma criança no mundo está lá na frente dela o bonequinho do comandos em ação ele veio agora porque eu olhei para lá e vi o bonequinho do comandos em ação que tem ali em cima do meu armário aqui na minha frente tem um bonequinho do comandos em ação sentado em cima da caveira aí você pegou esse Você olhou esse boneco, né? Uma criança pequitinha, com um maninho, ainda sem falar quase que nada.

Ela aponta o dedo para o boneco, ela olha para o pai, ou para o irmão, ou para a mãe, e fala, ou não fala, né? Só emite, ela emite um gemido, inefável. Ela vai tentar conhecer o mundo à exapalpa delas. Ela aponta o boneco e fala assim... Ou então, se ela nem falar, ela só esperneia, ou seja, balança o corpo. O que ela quer de mim? Quando uma criança aponta um brinquedo e fica assim...

O que ela quer de mim? Ela quer que eu fale a palavra. Ela quer que eu dê um nome pro boneco e fale boneco. Boneco. Boneco. Quando eu falo boneco, comandos em ação. Finalmente, aquele boneco pode sumir do mundo material. E, daqui a algum tempo, a minha filha vai conhecer a palavra.

Então, ainda que aquilo não exista no mundo real, agora ela pode adentrar o mundo do espírito, o mundo imaterial. que, ainda que o mundo material deixe de existir, agora, no mundo do Espírito, ele permanece. Ele foi levado lá em cima através da palavra. Esse é o papel de um pai e de uma mãe, ensinar a uma pessoa responder os primeiros rogos interiores, que são expressos na linguagem pelas interrogações.

Quando esse rogo interior, essa vocação que tem no interior do homem de querer saber primeiro o que é, hoje tem essas idiotices. A criança começa o mundo da lógica e não sei o que lá. Cinco, seis, sete anos. Eu falei, cara, a gente chegou num nível de burrice, de ignorância. A gente tem o Espírito desde sempre. O Espírito está ali em nós, corpo material e alma espiritual. Não é assim? Essa não é a nossa Constituição?

O que permite que a gente pronuncie a palavra para responder a um roubo interior é a vida do espírito. Você vê, eu tenho uns livros aqui de 1930 e pouco sobre lógica. Eu não sei se eu botei agora aqui o nome dessa live, gramática e a vida do espírito. Nem lembro agora se eu botei. Eu tenho um livro aqui que chama A Lógica e o Espírito. Eu comprei esse livro num sebo quando eu tinha 16 anos, 15 para 16 anos, e era monitor de lógica no colégio naval.

Lógica, funções algébricas, análise combinatória, matrizes. Aí eu ficava comprando os livros no sebo. Aí eu tenho um livro que chama A Lógica e o Espírito. Na época, a parte do espírito ainda não me interessava. Mas o interessante é, em 1940, ter um livro com esse título, A Lógica e o Espírito. Isso hoje quem faz lógica computacional. É óbvio que você não vai achar um livro com esse nome, A Lógica e o Espírito. O pessoal não tem nem ideia sobre isso, ou então uma gramática. Uma gramática.

Você vê, eu sempre estudei muito gramática pra precisar entrar pro colégio naval, por exemplo, né? A minha esposa ficava brincando comigo que uma vez ela encontrou comigo, eu tava decorando verbos num breviário de conjugação de verbos, né? Verbos terminado com EAR, IAR, a diferença da forma risotônica, né? Ou seja, quando a sílaba tônica tá dentro do radical do verbo. Essas coisas, as pessoas, elas acham A gente aprende isso tudo como técnica. Como técnica. Sendo que tudo isso é vida do Espírito. Então, quando um pai ensina para uma criança o nome boneco, ela está dando educação espiritual para a criança.

Isso é de graça, né? Isso basta o quê? Presença... e você... ser um domino, ou seja... ser aquele que consegue transitar entre o mundo material e o espiritual. Eu espero que vocês consigam fazer isso de alguma forma, né? Estão na presença de um boneco... e aí vocês conseguem, mesmo tirando o boneco dali, pronunciar a vida do espírito imaterial, que dura pra sempre. Não é assim? Qual é a matéria, qual é o ensino que durante mais de dois mil anos, muito mais do que isso, ensina a fazer isso?

Qual é a matéria que olhando para o boneco do comando de ação, ensina qual é a substância dele? E aí depois ensina as qualidades dele, aquilo que do objeto adjeta, né? Qual é a ciência que ensina se ele está ante a televisão, sobre a estante, as posições, as preposições dele. Ele falou, não é a metafísica. Não é a metafísica, Eduardo. O nome dessa ciência é gramática. É gramática. Você vê, dentro da gramática, deveria, dentro de um bom tratado de gramática, deveria ter um tratado menor sobre fonética, sobre o som, o ruá, o sopro.

Em todas as línguas do mundo existem as vogais. Vou pronunciar para vocês as vogais. Estou ensinando a vida do Espírito para vocês. A, E, I, O, U. Essas são as vogais. As vogais são o sopro interior do homem. A. Sem interrupção. Um ar fluido que sai de dentro do homem e não é parado por nada. Agora eu vou interromper o espírito, eu vou cortá-lo, eu vou parcelá-lo.

Como é que eu consigo fazer isso? Eu consigo cortar o espírito com meus lábios, com meus dentes, com a minha língua? Eu consigo cortar o espírito, né? Por exemplo, vou falar uma letra muda, um som mudo. Hoje em dia a gente chama de consoante, né? uma interrupção que acontece junto com o som. Vou interromper. O. B. É um E, né? E. Aí eu interrompo o espírito com um corte bilabial. Vocês já ouviram? Vocês sabem que o B é uma consonante bilabial. Ela é formada pelo encontro de dois lábios.

O. T. Eu interrompi o som. Eu cortei o som. com os lábios e os dentes. Mas, Diego, por que é importante saber se o som é interrompido, se ele é cortado, se ele não é cortado? Se é a vida do Espírito que sai sem obstáculo? A liturgia da igreja foi construída assim. Você viu, na música. A música tem os seus órgãos, suas partes, suas composições, não é isso? Então, a gente tem aquilo na música que é fluido, né? Que é tipo o mel caindo da garrafa, tem aquela fluidez sem cortes, não é isso?

Sem interrupção. A gente chama de mel mesmo, né? De melodia, não é isso? Como a palavra que saía da boca de São Bernardo de Claraval, né? Doctoris mellifluos. O doutor de onde jorra mel, não é isso? As mulheres escondiam seus maridos e seus filhos de São Bernardo de Claraval, porque, quando ele pregava, todo mundo queria ser monge. A música, que tem essa melodia fluida da vogal, também tem os seus cortes.

Ela tem as suas interrupções, as suas consoantes, não é isso? Os seus lábios, os seus dentes, a sua língua que corta a melodia. Corta como? Corta fazendo o que a gente chama de ritmo, a batida. Então o ser humano tem a palavra, mas ele também tem o ritmo da carne, do coração. daquilo que está daquilo que que que lembra o ser humano o tempo todo que ele é a matéria e que vai cortando o espírito e lembra para ele de que ele está na terra também bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom Existe bom uma técnica na música chamada melisma.

Mel. Como é que é um melisma na música? Um melisma é você pegar um som, tirar o corte final dele e fazê-lo durar. Lembra do sacrifátire? Lembra da vocação do homem de fazer as coisas durarem? A mesma vocação da palavra, que ainda que o bonequinho de comando em ação suma, a gente quer que ele dure. Lembra da live do Relâmpago McQueen? Dos amores de cima, depois do Eros, os Thors. Se vocês forem só esquecendo as coisas, a gente tá ferrado, a gente vai estar sempre zerado aqui.

E vocês nunca vão conseguir ver aqueles três bonequinhos e aquela bola do meio juntos. Então, ó, eu vou fazer um melisma simples pra vocês, ó. Paternoster, né? Em latim, num canto gregoriano. Paternoster... Ó, ó, vou pegar o último som, a última vogal, e vou eternizá-la, vou fazê-la ser fluida igual mel, eu vou sumir com o ritmo, com as consonantes, com os cortes e vou deixar só a vogal durar e vou arrastar o som. Vocês nunca perceberam que todas as músicas que têm essa característica, elas levam vocês para o mundo espiritual?

Por isso é o canto por excelência da liturgia. Eu, de vez em quando, vejo as pessoas discutindo assim. Ah, tem gente que é chata para caraca, não deixa tocar uma bateriazinha, um violãozinho, não sei o que lá, o caramba, na liturgia da missa. Pessoal cheio de pudor, não sei o que lá, chata para caraca. Por que as pessoas discutem sobre isso e não sabem se encontrar no mundo nesses assuntos? porque elas não sabem gramática. Elas não sabem fonética. Gramática é como o personagem conversa com o crítico.

É a passagem do mundo material para o mundo imaterial. É o primeiro caminho do trívio, a primeira matéria do trívio. Então, por exemplo, Era proibido entrar numa universidade sem dominar o trívio. Olha a pergunta da Jéssica. Professor Diego, tenho uma dúvida e até agora não achei uma resposta. Do que adianta fazer penitência para alguém que supostamente está no inferno, se o fogo do inferno é eterno? Aí eu te pergunto, Jéssica, Quem é que você conhece que a gente sabe que está no inferno?

Vocês podem fazer penitência por Nero, Calígula, Hitler? De repente, eles estão no purgatório esperando e precisando da nossa penitência. É. É. De repente a gente chega lá no céu e encontra Calígula.

Ou pior, né? Imagina. Você chegar lá no inferno e Calígula não tá lá, nem Hitler. Sinistro, não é? Eu dei um exemplo para vocês de como coisas grandiosas no mundo são construídas por coisas extremamente básicas.

O canto litúrgico da história da igreja de São Gregório Magno Ele tem todo o seu fundamento na fonética da gramática. E aí, como é que vocês aprenderam gramática? E eu aprendi no colégio. Vocês percebem como a gente tem perdido o fio da meada da vida do Espírito.

Eu, no outro dia, falei para vocês sobre... Eu acho que botei um story nos comentários de Santo Agostinho sobre o livro do Gênesis. Santo Agostinho falando sobre a criação do mundo, sobre a pronúncia da palavra. Nós criamos um mundo, um mundo do espírito, através da pronúncia da palavra. Então a gente olha para o mundo material criado, aí a gente pronuncia a palavra, que é a ciência da gramática, É a gramática que permite que a gente pronuncie as palavras corretas pra criação correta.

Não é isso? Parece fácil, né? Parece fácil. Quando eu tô falando do Relâmpago McQueen, né? Só que não é fácil. Eu passei vários anos na minha vida tentando descobrir qual é a experiência que eu tinha no mundo e que um pronunciava a palavra temperança castidade amor no outro dia eu falei aí é óbvio é óbvio que amor não é uma decisão mental aqui um monte de gente se surpreendeu para caraca porque que a gente não consegue assimilar a palavra amor com a experiência no mundo concreto, real.

Qual é a ciência que permite que isso fosse feito de maneira correta? A gramática, pô. Então, quando a gente fala do trivial e fala assim, pô, o cara quer que eu aprenda gramática. Eu tô tentando ensinar vocês a vida do espírito, pô. Quando eu botei lá o nome daquele bonequinho lá, ó, personagem, Aí a substância, corpo biológico, modo de operação, amor, modo de operação perfeito, um bom modo de operação, temperança. E aí como você se torna, a tua essência. O que eu estou ensinando? A dar nome para o boneco do Comando em Ação.

Eu estou ensinando para vocês que ciência. Gramática. Gramática. Eu aprendi latim pela gramática latina do Napoleão Mendes de Almeida. O que ensina lá? Lá ensina uma técnica gramatical, uma parte da gramática. A gramática tem duas partes. Ela é uma ciência técnica e uma ciência espiritual. que o Napoleão Mendes de Almeida te ensina a rosa com as suas declinações, inclusive assim que ele começa, com as declinações de rosa.

É muita tradição no latim começar com rosa. Mas, ele também ensina domine, dominum, dominus, dominum, as declinações. Só que ele não ensina a dar nome para isso no mundo. Por que? Porque Napoleão Mendes de Almeida já está na hora da parte do mundo que a gramática virou só uma técnica. E onde tem gramática espiritual, então, que é a gramática do homem? Tem em Santo Agostinho, em São Tomás de Aquino. É aquela gramática que um pai ensina para o filho.

E vocês acham que educação é o quê? Pagar seis mil reais para um filho estudar num colégio sinistro pra caraca? Gramática? Ele falou, pô, esses seis mil reais aí, com esses seis mil reais, o teu filho vai aprender uma bibliografia e não vai aprender nem o que em cinco minutos a gente falou nessa aula sobre gramática, pô. E aí a vida de Deus é o contrário da nossa. Ela é imagem e semelhança. Ela não é a mesma vida.

A vida divina não é a vida humana. Ela é imagem e semelhança. Vocês já viram que são dois triângulos semelhantes? Então, nós partimos da criação e subimos para o mundo da palavra, de forma que Aristóteles tem aquela frase importante, nada chega no mundo das ideias, o eidético, sem antes ter passado pelo mundo dos sentidos, o mundo fático. O ser humano, na sua experiência de vida, separa o conteúdo fático do conteúdo eidético.

Como é que esses dois conteúdos se ligam? Como é que o conteúdo eidético é ligado com o conteúdo fático? Pela gramática, pela palavra, grama, grego, som, pela letra. E a gente acha que a gente precisa ter dinheiro para botar um filho em um colégio para se formar. Se o seu filho não aprender gramática, Se ele não conseguir olhar no mundo uma experiência que ele possa apontar para você e falar assim, e aí papai? E você fale a palavra castidade.

Isso é gramática. Ele vai chegar na faculdade e vai se ferrar todo, porque vocês acharam que tinha que pagar seis mil reais para ele ir para um colégio aprender gramática. Mas é óbvio que não tem professor de educação infantil nem de ensino fundamental que saiba gramática. Não sabe, essa ciência foi interrompida para a gente aprender a técnica. Eu fiz faculdade assim. Eu falei, bom, é óbvio que isso aqui que Hegel está falando está errado gramaticamente. Aí eu fui lá e descobri, falei, caramba, o que tem que botar aqui para passar para eu tirar esse diploma aqui de licenciatura em filosofia?

Aí tem que botar tal coisa, mas isso aqui está errado gramaticalmente. É isso que a gente aprende hoje nos colégios. Vocês sabem que colégio tem fundamento social, né? Fundamento socialista, essas coisas que a gente faz hoje. O pessoal quer botar as crianças no colégio por problema social. O que é problema social? Eu não posso ficar em casa com o meu filho. Eu tenho que ganhar dinheiro. Isso é um problema social. Eu sei que é um problema real que vocês têm que ter e têm que resolver.

Agora, uma coisa vocês podem entender tranquilamente. Se vocês decidirem aprender gramática, e deveriam, Porque essa... Um dia a gente pode falar. Eu tô falando aqui pra vocês, eu faço umas introduções aqui do que eu pretendo levar a cabo na comunidade e botar muitas aulas lá e daqui a um tempão ter conteúdo lá pra virar livro em cima dessas coisas, né? E depois vocês vão ter que aprender o mundo da lógica. e o mundo da retórica. A lógica é uma conversa entre o crítico e o roteirista.

Como é que é a vida entre o crítico e o roteirista? O que eu aprendi ontem e o que eu vou fazer amanhã? Como é que é a ciência que faz com que eu consiga fazer o silogismo? Premissa menor, premissa maior, termo, média e conclusão, que é a estrutura formal do silogismo. Através de uma ciência do espírito. Lembra do livro do Sebo que eu tenho aqui em casa? A lógica e o espírito. ou dialética, dialógica. Tem lugar que o trívio não é gramática, lógica e retórica.

É gramática, dialética e retórica. E depois eu tenho que me convencer do que eu vou fazer amanhã. Eu tenho que me persuadir que é melhor ser castro do que não ser castro. Como é que eu vou me persuadir? Qual é a ciência da persuasão, da maior probabilidade de felicidade? Retórica. O que são as falácias ou as figuras de linguagem da língua portuguesa? São a vida do Espírito. Nosso Senhor utilizava figuras de linguagem para ensinar para a gente como era o céu. Não foi assim que Ele fez?

O reino dos céus é como um semeador que lança semente e vai dormir. Quando ele acorda no dia seguinte a árvore está grande. Que matéria é essa? Depois eu tiro uma foto, padre, boto aqui. Não está completo lá, não. Eu também me empolguei. Só serviu para mostrar que tinha algum resquício. Mas eu percebi que perto de Santo Agostinho, ensinando Trívium, o cara era uma criancinha só. Só que aquele espírito devia ainda vir, com o tempo. Naquela época ainda se ensinava latim na escola. Então, aquilo devia vir com o tempo, mas ele já não sabia mais o que era, obviamente.

Porque já tinha algumas centenas de anos da Revolução Industrial, né? Sobretudo da Inglesa, que é a mais antiga, da segunda metade do século XVIII. Você vê, simbólica. As pessoas hoje são escravas da simbólica. São escravas da simbólica. O que que é simbólica? Eu já expliquei isso pra vocês, pô. Simbólica É gramática pura, simbólica. É uma matriz de classes gramaticais, onde dois elementos, dois seres da criação, dois seres, um aqui em cima e um aqui do lado, numa matriz. Matrizes, essa matéria, matrizes, ela saiu do ensino.

Quando eu fiz colégio naval, ainda se ensinava a técnica das matrizes. Mas existe a matriz espiritual. A matriz espiritual é dada pelas classes gramaticais. Por exemplo, por que que o deus latino, Saturno, em grego se chama Kronos, Por que aquele planeta se chama Cronos? Porque aquele planeta dos sete pontos iluminados no céu, da astronomia, então veja, existem as tais das sete artes liberais, as três básicas, o trívio, e as quatro medianas.

num passo avançado. Uma dessas quatro se chama astronomia. Em alguma das lives eu falei pra vocês sobre a estabilidade do céu, né? Da orientação. O Brasil foi descoberto pelos portugueses por uma dessas quatro artes que, junto com o trívio, formam as tais sete artes liberais. As sete artes que o homem precisa entender para ele ser livre, para ele não ser só escravo do ouvido, mas que ele possa ter a ciência do ouvido e a ciência do falar. A completude da vida intelectual, a vida do intelecto ativo e a vida do intelecto passivo, os dois órgãos que permitem a comunicação.

Ouvido e boca, um passivo e um ativo. O meu grande chamado para a astronomia aconteceu na viagem de ouro, na escola naval, em 2009. Eu rezava o terço quando escurecia, quando tocava escuridão total, o navio atravessando o Atlântico. Eu ia lá para o Tijupá do navio, deitava lá e ficava vendo o céu com todas as estrelas. Inclusive, essa vez, quando eu fui para o Líbano de navio também, em 2003 e 2014, foram as vezes que eu conseguia ver Mercúrio, ou do grego Hermes, que aparece nos crepúsculos.

Por que Hermes? Ele dá aquela sumidinha, aí aparece no horizonte. Antes do Sol nascer, aí ele desce e o Sol nasce. Hermes anuncia o Sol. E depois, no crepúsculo via espertino, ele sobe de novo no horizonte, Mercúrio, e desce. Ele anuncia que o Sol vai embora. Isso é da mitologia grega, mas de onde nasceu isso? Por que os gregos deram essa palavra? por causa da simbólica. Eles estavam dominando o mundo. Como eles não dominavam com a lógica, com a razão, que é um instrumento baixo de domínio do mundo, é um instrumento frágil.

Eles dominavam com dóminos, ou seja, chamavam de deuses. Então, por que Saturno é Cronos? Porque ele era o que demorava mais. Ele, na gramática, ele precisa de uma palavra que toque num ponto relativo ao tempo. Existe uma classe gramatical para falar sobre o tempo? São os adverbios, né? É aquilo que modifica o verbo, que são os tempos. Os verbos não têm tempo? Então, os adverbios são para isso. Como é que a gente fala sobre o tempo numa oração, numa frase?

Através das locuções adverbiais, dos adverbios, não é isso? De tempo. Isso é gramática. E aí como eles se tocam na classe gramatical que tem a palavra que pode levar o tempo para o mundo do espírito, eu pego Eu pego duas palavras que tocam nesse ponto. É por isso que eu chamo o planeta que demorava mais nos sete pontos iluminados no céu de Cronos. Porque ele era o planeta que vencia o tempo. Que era a vocação do Cronos mitológico. Vocês entendem? As pessoas, elas são levadas pelo mundo gramatical, pela gramática.

Santo Agostinho sabia de tudo isso. Tanto é que ele era puto com simbólica baixa. Simbólica. Simbólica. Duas criaturas do mundo que se tocam em uma classe gramatical. Aí as pessoas são dominadas pela simbólica sem saber de onde está vindo. Você está ouvindo o barulho de tiro assim e está desesperado, não sabe de onde vem. Aí você fala assim, caraca, meu irmão. Aquele cara ali conseguiu fazer uma simbólica da personalidade humana com nove eixos, com um eneagrama, que é famoso, que há um tempo atrás estava bombando para caraca lá na Espanha.

Eu falo assim, putz, cara, a gente é muito idiota, meu irmão. Uma simbólica simples, cara, de uma classe gramatical só. Enquanto a gente tem simbólicas que se tocam nas dez classes gramaticais, ou seja, uma simbólica forte, potente, tem gente que está sendo levada por simbólica baixa. Por quê? Porque não sabe gramática. Se vocês olharem livros de poesia idade média, vocês já não vão achar mais nada, vão achar só os resquícios, vão achar só a lógica e o espírito.

Eu acho que isso era tão básico para Santo Agostinho, que ele trabalhava tranquilamente com tudo isso, mas ele nem ensinava porque isso deveria ser trivial, porque isso é o trivial. Isso deveria ser aprendido dentro de casa até uns sete anos, estourando com a parte simbólica mais avançada e as artes liberais e o quadrível até doze anos, estourando no máximo. e as crianças olhando isso, você vê, eu ensinando classe gramatical e vida do espírito para os meus filhos, a diferença de substância para a essência, para a natureza, falando assim, filho, você já viu o vermelho andando por aí?

Aí as crianças riem para caralho, já viu aqui, papai, eu andando na sala assim, eu sou o vermelho. Não dá, pô, porque o vermelho não tem substância, ele não é substantivo, Ele não é o objeto. Ele é para o objeto. Ele é adjeto. Ad, ad, de para em latim, adjeto. Ele é para o objeto. Ele é para o substantivo. Ele é para a substância. O vermelho é para a bola. A bola é vermelha. As crianças se divertem pra caraca aprendendo essas paradas. É muito bom saber da vida, do espírito e sabendo a palavra.

É por isso que eu falo pra vocês. Eu não tenho dúvidas de que pensando no coração, na vida de São José, ele deveria ficar assustado. Ele ensinou tudo isso pra nós, até os 12 anos, no mínimo a gente sabe, por causa da perda e do reencontro no templo. Eu já falei isso pra vocês. Isso aqui eu vou repetir quantas vezes forem necessárias. Nós acessamos o mundo espiritual através das coisas criadas. Aí a gente olha para o sol criado e acha a palavra sol. Com Deus era o contrário, né?

Primeiro, existia na palavra. No princípio, era a palavra. A palavra estava com Deus, a palavra era Deus. Tudo foi feito por meio da palavra. Sem a palavra, nada foi feito. Quando ele pronunciava a palavra, sol, Fiat Lux, a palavra se fazia carne. A palavra se encarnava no mundo. Então existia o Sol ex nihilo, do nada, criado pela Palavra. É o contrário do nosso, imagem e semelhança. A gente sobe pela Palavra e Ele desce pela Palavra. E a gente se encontra na Palavra, no mundo do Espírito.

Obviamente Ele desceu mais, como eu já falei pra vocês, né? Ele desceu e transpassou o mundo da Palavra e se encarnou no mundo material. Primeiro pra ser como homem e depois pra ser como uma miséria que ficasse com o homem para sempre, a Eucaristia. De forma que era assim que São José educava Nosso Senhor quando ele tinha um aninho. E aí Nosso Senhor apontava para o sol e perguntava para São José. Ou então depois que ele falasse, né? Papai, O que é aquilo? O rogo interior de Cristo, a interrogação querendo conhecer a criação.

E aí São José pronuncia a palavra. Que é ele encarnado. É por isso que eu falei pra vocês. São José se bobear deveria ter um certo receio de quando nosso senhor pronunciava a palavra sol. de não nascer um outro sol, pô, porque ele foi a palavra pronunciada quando Deus, através da palavra, criou o sol. Isso era a vida e a intimidade de uma casa de São José e Nosso Senhor. Pô, agora eu vou ensinar pra Deus a palavra. Inclusive, essa foi uma das funções que Deus deu pra Adão, né?

Dá nome nessas paradas todas aí, meu irmão. Sai nomeando tudo. Isso deveria ser trivial para nós, né? Puta merda, cara. Puta merda, meu irmão. A gente quer pagar 7 mil reais e acha que não tem que ter filho porque a gente não vai conseguir educar nosso filho. Puta merda. a gramática. Vocês precisam de uma vida espiritual ativa, com caderno em branco e uma caneta, porque existe uma parte do mundo que vocês não vão conhecer na passividade se vocês não pronunciarem a palavra e eu percebo a dificuldade que vocês têm na internet eu percebo que eu tentava participar um pouco mais né agora eu participo menos que realmente é como eu falo para vocês né É impossível ficar muito tempo na internet, no Instagram e não ir virando uma merdinha, cara.

É impossível mesmo, sabe? Impossível. Participar, ficar no Instagram e não começar a desenvolver TDAH é difícil para caraca, real. Então, tu vê. Hoje eu não apertei... A primeira vez que eu apertei o botão no Instagram hoje foi para ligar essa live aqui, meu irmão. Eu já fico agoniado. Eu venho num grande esforço, cara, para fazer isso para vocês. Por quê? Por que eu sei que nego adora isso aqui e não tem tesão nenhum e a gente vai encerrar agora com o que deveria ter começado com entusiasmo?

Por que nego tem o tesão de ficar igual mendigo com o celular na mão na internet e não tem um tesão muito maior do que esse? de sentar com um filho e saber o que fazer com o filho. E é óbvio que nego não sabe o que fazer com o filho. Ó, eu acho bonito pra caraca quando vocês repostam as coisas e me marcam, falando assim, ó, tempo de presença tempera, passando tempo com o filho. Eu também sei que esse tempo de vocês com o filho e esse entusiasmo vai passar se vocês não aprenderem um papel de domínio do pai.

Por quê? Porque o entusiasmo é o próprio domínio. O entusiasmo é o domínio. Na gramática grega, quando os gregos utilizaram a palavra entusiasmo, eles pegaram um sufixo formador de substantivo, iasmo. Ou seja, por que eu pego o entu e bota um iasmo, entus, em teos, teos, deus, em, em deus, deus dentro, deus dentro.

Mas onde? Numa terra, na ouzia, no campo. Como é que é a tradução da ousia, do campo grego, onde alguma coisa pode estar em cima? Como é que é a tradução da ousia grega para o latim? Substância, né? Aí eu tenho um sufixo formador de substância, de substantivo, iasmo. Iasmo, um lugar onde Deus fica dentro. Quando eu ensino essas coisas para vocês, vocês não sentem um leve entusiasmo? de quem está dominando, aprendendo, esse é o enteós e asmo do crítico, que conhece profundamente e deseja ser profundamente conhecido.

Mas esse não é o entusiasmo do roteirista. Vocês nem sabem o que fazer direito com isso. Porque eu não dei um roteiro para vocês. Quando eu falo para o pessoal ficar na presença dos filhos, eu agora estou ensinando um pouco de roteiro para vocês. Eu passei maior tempão ali tentando convencer vocês a ficarem na presença dos filhos, porque é o tempo de presença que intera. Só que o nego vai ficar um pouquinho de tempo e vai perder o entusiasmo. E vai perder, porque o entusiasmo do crítico não vai ser dado para o roteirista.

Vocês têm que aprender. a ensinar isso para os filhos de vocês. Se vocês dominarem essa arte de ensinar isso para os filhos de vocês, o roteirista vai ter o domínio dele de como fazer. Então, ele vai ter o entusiasmo, o entusiasmo de fazer isso. Vocês entendem? E aí, depois, você tem que aprender a executar isso no mundo. E aí o personagem vai ter o enteosiasmo, o entusiasmo, um Deus que mora dentro daquele, que sabe fazer, e isso dá um entusiasmo. Isso é a vida do domínio, a vocação do homem, uma presença e o seu domínio.

A presença do crítico e o seu domínio, conhecer profundamente e ser profundamente conhecido. A presença do roteirista e o seu domínio, saber o que tem que ser feito no dia de amanhã, a ciência do silogismo, da lógica. E a ciência da técnica executada no mundo, porque o roteirista vai convencer que amanhã você vai fazer isso, a decisão mental. Isso ainda não é o mundo do amor. O mundo do amor é o prato lavado no palco. É a presença do personagem no palco. E se você conseguir executar no mundo e olhar o seu aluno, os seus filhos, desenvolvendo e dominando isso, Você vai ter o ciclo do entusiasmo da personalidade humana.

Se você não tiver um dos três, você vai perder o entusiasmo e vai desanimar. Por quê? Porque uma parte de você tá sem o seu movimento, sem a sua vocação, sem a pressão da vida, ou seja, tá depressivo. Nos seus diversos graus de depressão, de 0 a 10, leve tibieza, leve desânimo, preguicinha, procrastinaçãozinha, o nome que vocês querem dar pra depressão. É tudo o mesmo estágio, desde a depressão profunda, que leva nesses suicídios malucos, até a preguicinha. É uma falta de domínio, é uma vocação se escoando pelo ralo.

Então, eu sei que as pessoas às vezes querem passar tempo com o filho, mas não tem o que fazer. Aí, se ela não sabe o que fazer exatamente, ela vai perdendo o entusiasmo de ficar com o filho. Por quê? Porque a nossa vocação é o entusiasmo, é o domínio. É o Deus interior dentro. O domínio sobre o mundo. E a gente quer ficar onde a gente domina. Aí eu sei que você vai benzão na internet, pô. Eu sei que você tem seguidor pra caraca. Eu sei que você vai benzão no trabalho.

Você é o cara no trabalho, pô. E eu também sei que você acha que dominar a vida do filho é pagar um colégio caro pra caraca pra ele, pô. Por quê? Porque nego não sabe mais o que fazer com os filhos. Por isso que nego bota eles em tudo quanto é lugar. No inglês, na luta, não sei o que lá. Aí tu para pra pensar. Olha pra você. Deprimido, ansioso, com TDH, passando a internet igual um maluco. Você acha que é falar inglês pra caraca que vai te tirar daí?

Você acha que é você pagar um colégio de seis mil bilíngues e pro seu filho falar alemão ou russo que vai te tirar daí? Você acha que é? Você acha que é você saber nadar pra caraca? Você precisa constantemente, diariamente, nadar pra caraca pra sair dessa merda de vida? Você precisa de um carrão, de um emprego sinistro pra sair dessa merda de vida? Não, pô! Essa merda de vida É a falta de domínio da vocação mais alta do homem, que é a vida do espírito. Porque nós fomos criados pra isso.

A vida da palavra. E eu já falei pra vocês. A igreja católica canoniza mendigos porque dá pra fazer isso debaixo de uma ponte. Mas vocês não levam isso a sério. Então vai ficar nessa merda de vida achando que o tesouro do homem tá no mundo material, não vai pronunciar a palavra e vai viver uma vida doída de merda que com o tempo vai se escarnecendo, vai adoecendo, vai ficando velha, vai ficando caída, que o vigor tá caindo, porra! E você continua achando que é na porra da academia mesmo que você vai salvar a tua vida?

Você poderia já começar a parar com essa merda? e, de repente, começar a estudar gramática, que é o trivial da vida do Espírito. Tá bom? Obrigado pela companhia de sempre de vocês. Eu tenho um entusiasmo do caraca de estar aqui com vocês. Que maravilha! Que grande bondade de Deus rasgar o coração dEle e vir ensinar para a gente o mundo da palavra. Que grande maravilha! Tamo junto! Hoje não vai dar tempo de pergunta não, que eu tenho uma outra coisinha para fazer ainda. A gente já falou uma hora e meia.

Falamos para caraca. Não dá nem para me acusar aqui de estar com pressa. Boa semana para vocês. Até breve. Está bom?

Continue

Aulas relacionadas