Coletânea

Vida do espírito

O Segredo da História

1:12:26 · ~59 min de aula10 de outubro de 2023Transcrição automática · em revisão
  • a história como vida do espírito
  • o crítico e a memória (o passado)
  • o intelecto ativo (nous poétikos)
  • as coisas com história x o relógio de 30 reais
  • tradição familiar e sobrenome
  • a missa materialista (sem história, sem espírito)
  • Santa Baquita (pisar o café do senhor do mundo)
  • corpo material e alma espiritual (dogma antropológico)
  • intelecto ativo e passivo (transmissão x recepção)
  • ranço das palavras (jogos de linguagem)

Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 12:58.

Bom, eu vou começar o assunto e eu vou aproveitar aqui, ó, a mensagem da Luana, falando aqui, ó, Luana.

Citações verbatim

Trechos da aula

É uma pena muito grande que as pessoas vivam uma vida sem história, sabe? Porque a vida sem história é uma vida sem espírito
— Prof. Diego Reis
Vocês não têm espírito. Vocês participam de uma missa materialista. Os santos não estão ali com vocês.
— Prof. Diego Reis
a história é a vida do espírito! A vida do espírito é a vida da história
— Prof. Diego Reis
Palavra por palavra

Transcrição completa

Transcrição automática · em revisão

Fala, Juane. Boa noite, Elayne. Tudo bem? Boa noite, Zé.

Fala que nome. É, meu irmão. Pense num cara que tá apanhando aqui, cara. Tô apanhando, meu irmão. É muito bom, né? Começar as coisas na vida e começar a tomar as pancadinhas. É bom? A imagem tá boa? E o som? Como é que tá aí? Vamos dar uma ajeitadinha. Pô, vai melhorando, né? Ai, caramba. Deixa eu dar uma levantada aqui. Vou levantar um pouquinho. Pronto. Mais uma levantada. E aí, pessoal? Aí, o pessoal tá vendo como é que ninguém vê nada? Tá geral no Instagram. Ó, eu vou dando boa noite pra galera aqui.

E daqui a pouco eu vou desligar aqui no Instagram, tá? Quando for 9h10. Eu tô ao vivo no YouTube. Então a galera vai passando pro YouTube, tá? Ou então é melhor deixar, pelo menos hoje, né? É a primeira vez. Eu só ia pedir a gentileza de alguém no Instagram, se alguém que tiver com o Instagram aberto puder colocar o link aí no Instagram do YouTube pra mim. Dá pra botar aí e fixar? Deve dar, né? Desculpa, galera, não tá dando boa noite pra vocês. É a primeira live do YouTube.

Obviamente eu estou apanhando aqui. Vocês veem, por isso que a gente gosta da zona de conforto, né? A nossa vocação é dominar o mundo. Tem coisa melhor do que ficar num domíniozinho tranquilo que a gente já tem? Não tem coisa melhor, né? Por isso que a gente fica. Quando a gente sai, a gente começa a apanhar, né? Aí parece que a gente perdeu o domínio sobre o mundo, não é isso? Quando a gente conhece isso, a gente enfrenta de peito aberto. É uma nova tentativa de domínio.

Não, não é OBS não, cara. A Eduarda falou que tá apoiando pro OBS. Eu abri o YouTube, cara. Tinha um maizinho aqui, igual no Instagram. Eu cliquei no mais e comecei a live, pô. Que OBS o quê, cara? Eu ainda não sei nem o que significa OBS, né? Boa noite, boa noite, pessoal. Dá para eu fixar aqui o Renan? Será que eu consigo fixar? Fixar comentário. Ó, fixei o link do YouTube. Agora é só a galera do Instagram ir passando para o YouTube.

Tem outra parada aí que eu vou ter que pedir ajuda, é que eu recebi um monte de mensagem hoje dizendo que não estava achando o canal do YouTube. só tava achando o canal das lives, né? Dos alunos. Eu acho que depois eu vou ter que pedir para essa... São uns dois ou três canais para o pessoal desfazer o canal, né? Sei nem se eu posso pedir isso. Mas a galera tá achando os outros canais e não tá achando o meu, porque na verdade é quase igual o nome, né?

Professor Diego Reis, outro é Professor Diego Reis Lives. Júlio Chagas, Síndrome do Pânico. Eu vou falar. Síndrome do Pânico é um limite máximo de capacidade de sofrer com pressão. Tem uma aula minha no feed do Instagram chamada Depressão e Ansiedade. A crise de pânico é um limite fisiológico de compressão humana. A terapia de uma crise de pânico é extremamente simples, extremamente simples, terapia para crise do pânico.

Tenta colocar o link no Instagram do canal do YouTube. Então, está fixado. Pessoal que está no Instagram aqui, eu estou ao vivo aqui. Já tem 100 pessoas ao vivo aqui comigo no YouTube. Passem para o YouTube, se inscrevam aqui no YouTube e depois divulguem para o pessoal. O que mais que tem para pedir e para fazer? Chamada para ação no YouTube, o que mais que o pessoal no YouTube faz? Ative o sininho, né? Comentário, eu não gosto de pedir comentário, não. Nunca pedi. Não acho importante, não.

Comentário deixa quem quer. Deixem o like. Like é importante no YouTube, né? Para divulgar o vídeo. Vocês façam como vocês quiserem. O café que vocês beberem, vocês que sabem o que vocês vão fazer com ele. Na semana que vem a gente volta, quando a gente estiver com mais calma aqui. Aí eu continuo o nosso procedimento, tá? De ir falando com cada um de vocês. E vou dando boa noite. Vocês sabem que é muito importante...

Olha a Luana aí. Ô Luana, conheci ontem. Estava numa festa lá do aniversário do filho do meu irmão. E meu irmão é do Shalom, né? Conheceu a galera lá que veio falar que fazia conversa contigo e tal? Falei, conheço a Luana, conheço a Luana e a família inteira. Conheci o livro de presente para o Mateo. Apresentei as três pessoas para ele. É para isso. Essa túnica que eu estou, quando eu fico fazendo assim, ela vai subindo atrás. Como está a família, professor? Estou ao vivo, YouTube e Instagram.

Tem noção agora? Estou apanhando para caraca aqui. Pense numa vocação que não se realiza ainda. Sou eu no YouTube, zero domínio. Mas com esses alunos aqui, a galera me dando várias dicas. Estou tirando de letra. Já me ensinaram a fixar aqui, o pessoal do Instagram está passando para o YouTube. Que maravilha. Percebam, né? Percebam que, quando a gente entra na vida, nas nossas tentativas de dominar o mundo, se a gente entrar de peito aberto pedindo ajuda, Realmente falando das nossas dificuldades, sem querer ser o bam-bam-bam das coisas, as coisas vão saindo de modo natural.

Hoje todo mundo quer ser o bam-bam-bam. E aí ninguém pede ajuda para as coisas. Aí a gente está sempre com medo. Por que o pessoal hoje tem maior medo de ter filho por causa de dinheiro? Sabe por quê? Porque tem medo de falhar. Eu tenho uma porção de filhos. O pessoal fala assim, você tem medo não de um dia as crianças passarem fome e ficarem com dificuldade financeira? Eu vou pedir ajuda, pô. Eu vou pedir ajuda, pô. A comunidade está muito maneira, né? Eu botei um vídeo hoje tirando várias dúvidas.

Na última aula, na comunidade, eu cantei Brian Adams, To Really Love the Woman. Cantei Gregoriano também. Cantei o Pater Noster em Gregoriano. A última aula foi maneira, né? Paulínia. Boa noite, professor. Cheguei há duas semanas numa live de domingo. Já entrei na comunidade. Ter um conteúdo para ficar repetindo está sendo terapêutico para mim. vivia consumindo, mas não guardava nada. Eu vou falar um pouco sobre isso hoje. A live de hoje vai ser boa. Tem assunto que eu não...

eu venho aqui pra falar sim, mas eu falo assim, pô, eu não queria falar sobre esse assunto, mas tem que falar. Algumas coisas que acontecem muito em terapia, né? Mas o assunto de hoje Eu gosto muito, tomara que vocês gostem também. Pessoal aí, ó. O pessoal do Instagram aqui, gente pra caraca. Tem mais gente ainda quase no Instagram do que aqui no YouTube, bicho. Hoje eu vou deixar, eu avisei já pro pessoal. Hoje eu vou deixar os dois. Gosto daqui do Instagram. Eu vou deixar aqui, ô Maria.

Só que eu vou ficar olhando pra cá, né? Tá pertinho, tá aqui do lado. Bom, deu o nosso tempo, né? 9,10. E outra coisa que eu pensei também, depois que vocês me digam, eu vou tentar parar aqui próximo de 9,50, 9,45. para tentar responder alguma pergunta, tá? Ou até para a gente também se falar um pouco mais no final, né? Eu acabo em cima da hora e já acabo metendo o pé, né? Vocês sabem, é porque às vezes eu acabo meio esquentado, aí eu meto o pé, tá ligado?

Para quem quiser me xingar, vai querer me xingar, e aí eu já meti o pé, pô. Aí vocês vão ter que ficar xingando sozinho, dando soco na parede quando eu desligo aqui. encontrei com o professor Filipe Aquino e falei do senhor. Vocês saem falando, né? É por isso que eu recebo um monte de mensagem que eu fico lisonjeado, fico feliz. Há umas duas ou três semanas eu recebi mensagem do padre Roger, lá da Canção Nova. Fiquei muito feliz porque quando eu era há muitos anos já, eu ia pra Canção Nova e participava da missa lá com com muitos padres da Canção Nova.

Bom, eu vou começar o assunto e eu vou aproveitar aqui, ó, a mensagem da Luana, falando aqui, ó, Luana. Eu e Davidson estamos comemorando dois anos de casado. Vamos rezar por você, ô Luana. E quem reza aí também tá assistindo, participando aqui, rezem pela Luana. Aprendam a fazer isso sempre. Isso aí vai fazer muito bem pro coração de vocês. A vida é uma maravilha, né? Sempre quando a gente tenta ajudar os outros, é o nosso coração que cresce e vai se curando. Cês sabem disso, né?

Não é à toa que o apóstolo falou, falando de Cristo, que a maior alegria é dar do que receber, né? Cês sabem que é assim, né? Vão aí sair na rua pra ajudar um cara que mora na rua, Vai ser o coração de vocês que vai sair curado, pô. A comida que vocês vão dar pra ele não vai ser praticamente nada. Vocês que se curam. Leonardo Duarte, te recomendei pra minha paróquia inteira. Vocês sabem, vamos lá, vamos começar a falar aqui. Quando eu tinha uns 16 anos, com 15 anos eu comecei a ler muito escrito espiritual, né?

no primeiro ano do Colégio Naval. Aí, com uns 16 anos, no meio dos meus estudos, eu ia... Eu vou falar... Lá na comunidade, eu vou fazer com muita calma um itinerário intelectual para quem gosta de estudar. Eu vou ensinar, em várias fases da vida, como é que se faz estudos. Então, eu, no começo dos meus estudos, de uma área específica, assim, de espiritualidade, filosofia, teologia, o que a gente tem que fazer muito? A gente lê muito prefácio, né? Muito prefácio. Vocês sabem que um dos programas que eu mais fazia, que eu gostava muito...

Então, eu ali, adolescente, eu saía de casa com a mochilinha, morava em Rocha Miranda, botava um sanduíche, uma comida, Pegava um ônibus em Madureira, saltava em frente ao Barra Shopping, na Barra, New York, que é aquele que tem a Estátua da Liberdade na frente, que hoje acho que está junto com o Barra Shopping. Entrava ali no New York e tinha uma saraiva imensa. Passava o dia inteiro na saraiva. e eu botava metas. Tipo assim, o sábado inteiro eu botava metas. Esse sábado eu vou ler 100 prefácios de 100 livros sobre sociologia, sobre filosofia.

E aí depois eu ia separando os autores e separando os assuntos, entende? E na época, como isso era em 2003, eu tinha 16 anos, eu fazia fichas. Eu ainda continuo fazendo isso. Eu corro com meus filhos usando fichas. para perguntar para eles as coisas. Eu vou falar disso também na live hoje. E aí, com os 16 anos, nesse meu itinerário de vários livros, caiu um livro na minha mão chamado Tecendo o Fio de Ouro. Um livro da comunidade Shalom. O livro, hoje em dia, tem capa branca.

Mas na época que eu li, ele tinha capa preta, 2003. Como eu frequentava a Canção Nova nessa época, eu tinha muitos livros de renovação carismática, muitos livros. Eu já recebi um salário com 15 anos no Colégio Naval, então eu gastava o meu dinheiro todo de salário do Colégio Naval com livros. Alguns livros me ferraram muito. Por exemplo, Suma Teológica. Eu conseguia comprar só isso e acabava meu salário, praticamente, no mês, no colégio naval. E aí... Vocês veem, isso é uma fase da vida, tá? Essas coisas que eu estou falando não se faz.

Tem gente que ouve algumas coisas que eu falo e quer fazer depois de casado com o filho, não tem nada a ver com esse tipo de vida agora. Talvez o método de quem está começando um itinerário intelectual até sirva, mas com muita calma, com muita calma. Muita gente faz muita besteira com família por causa de uma suposta vida intelectual. Bom, tem aqui no canal do YouTube uma live personalidade intelectual, para quem gosta desse assunto aí, lá tem uma introdução boa. Mas o que a gente aqui pode falar de maneira muito importante hoje, o recado que vocês têm que tirar...

Por que eu comecei falando desse livro e contando essa história? Porque, a partir desses meus estudos iniciais, eu fui levado à história. À história. Falei, cara, estou vivendo aqui uma experiência de vida, conhecendo as coisas da igreja católica, mas o que é isso? O que é isso? Vocês veem, né? Eu fui à missa ainda agora, à noite, cheguei ainda agora da missa, cheguei oito horas da noite, tem uma hora que eu cheguei da missa.

Estou com a roupa que eu fui à missa ainda. Tem gente que pergunta assim, né? Diogo, tem problema usar bermuda na missa? Tem problema bater palma na missa? No fundo, no fundo, essas coisas, elas não são erros. Erro no sentido do direito, né? Como é que é o erro no sentido do direito? Num julgamento no direito, o ato, ele não precisa ter intencionalidade? Na teologia, é igualzinho. Eu já expliquei isso pra vocês até falando de Santo Ignácio de Loyola, né?

O pecado, ele tem que ter intencionalidade. Então, não existe pecado culposo, né? Só existe pecado doloso, cês entendem? Então, como é que se chama a diferença? Como é que se chama no mundo do dia-a-dia? Aqui, deixando um pouco, então, a teologia aqui no cantinho. É a mesma coisa, né? Só muda a linguagem. Mas é porque tem gente que tem ranço. Tem gente que tem feridinha no mundo emocional, tá ligado? Que tu fala uma coisinha, aí ela já causa aversão intelectual. Então, ela não vai mais te ouvir e vai querer só te xingar, você entende?

Por imaturidade emocional. Faz parte, eu sei que é assim. Então, eu respeito isso. Tanto é que eu tento até usar muito pouco. Às vezes, ir para uma linguagem direto teológica, né? Apesar de eu saber que é tudo a mesma coisa, né? Afinal de contas, toda a criação e o mundo todo saiu de um intelecto de Deus. Teologia é tentar conhecer o intelecto dele, não é isso? Então, o biólogo, quando está fazendo biologia e tentando descobrir como é o funcionamento da mitocôndria, para sintetizar energia, o trifosfato de adenosina, isso está na cabeça de Deus.

Então, se você descobrir o certo sobre a mitocôndria, você fez teologia. Você conseguiu ler o caderninho da cabeça de Deus. É assim que funciona na vida real. Beleza, ok. Estabilizado isso, quando a gente vai fazer a nossa tentativa de conhecer as coisas, A gente vai fazer os nossos estudos? A gente vai olhar, por exemplo, para a missa para tentar saber se essas coisas são certas ou erradas? A cabeça das pessoas, elas deviam pensar assim, ó. Cara, tem esse negócio aqui que é missa, né? Tem esse negócio que é missa.

Tem diferença eu ir para a missa com uma roupa assim, por exemplo, a que eu estou? E eu meter uma camisa do Flamengo aqui? Do Botafogo? Do Vasco? Do Fluminense? Tem diferença? Tem diferença eu ir pra missa, eu bater palma ou eu não bater palma? Tem diferença eu entrar na igreja e eu fazer uma venha? bem feita na entrada, ou eu fazer uma vênia profunda, né? Ou eu fazer uma genoflexão, que é o certo, né? Quando entra na igreja, se o Santíssimo não tiver exposto. Se ele tiver exposto, você ajoelha com os dois joelhos no chão, né?

Tem diferença na nossa vida? Aí, hoje as pessoas eu hoje botei uma live aqui, carreguei uma live no YouTube, né? Eu mudei o nome da live. A live no Instagram era Caminho de Perfeição. Mas como ninguém... Todo mundo tenta realizar isso, mas como ninguém intelectualmente quer, todo mundo tenta, mas ninguém quer com essas palavras. Aí eu mudei o nome. Eu botei lá Grande Causa de Depressão. Tem gente que perde a vontade de ir na missa pela roupa que usa, por bater palma na missa ou por fazer uma genoflexão mal feita.

Isso acontece muito. Por que que acontece muito? Porque quando a gente deixa de fazer o melhor ou um caminho de perfeição, a gente vai perdendo a vocação da coisa. Eu tô dando exemplo de missa, mas eu vou falar de outras coisas aqui pra vocês entenderem o processo que a nossa sociedade tá passando. Vamos lá. Olha só. Se tem um relógio aí na tua casa, se o relógio parar de funcionar, ele custa 30 reais. Se ele parar de funcionar, eu vou continuar falando aqui e vocês vão entender a diferença que faz, vocês vão perceber.

Porque eu vou falar ainda nos vários exemplos que eu vou dar no dia a dia, eu vou voltar a falar isso para vocês. Eu tenho um relógio de 30 reais. ali na cozinha. Isso acontece com várias coisas que eu tenho aqui. Se ele quebrar e ele não tiver uma história, o que eu faço com ele? Eu jogo fora e boto outro relógio, pô. Mas e se aquele relógio tivesse sido o relógio do meu pai? Tem diferença? Pô! Talvez vocês não saibam intelectualmente se tem ou não, né?

Mas vocês sentem que tem. Talvez vocês não saibam vir aqui dar uma aula sobre o gosto da maçã, né? Mas vocês conhecem o gosto da maçã, né? Falar assim, pô, por que você não quer se desfazer desse relógio? O cara, ele pode não saber te explicar. Mas se aquele tivesse sido o relógio que estava na cozinha dele quando ele era pequeno e o pai dele ajeitava aquele relógio, ferrou, né? Eu vou dizer mais para vocês, hein? Se aquele relógio tiver passado do pai dele para ele, mas antes disso passou do avô dele para o pai dele, mas antes disso passou do tataravô dele para ele, tem gente que começa tem gente na rua.

Vocês veem, não é? O Roberto, aqui da minha rua, ele não tem praticamente nada. Ele tem nada na rua, mas ele tem uma lembrança que ele guarda do pai dele. O que é isso na personalidade? Quem é responsável? Que parte nossa é responsável por isso na personalidade humana? Então vamos lá. Bonequinho das três pessoas com a bolinha do meio aqui. Meu rosto é a bolinha do meio. Roteirista, crítico e personagem aqui embaixo. Se eu tomei o café quente, tomei o café quentinho no presente. Tomei o café quentinho no presente.

Tomei. Passou o presente. Agora a gente, para falar daquele café, tem que falar no passado, né? Tem que ir lá no passado. Nossa, que café gostoso! Ou café ruim, gelado, né? Então vejam, lá no crítico, que vive em cima de uma terra chamada memória, onde uma vida inteira acontece, vocês não entendem muito por que na Grécia antiga, Existia um Deus específico para o passado. Uma vida inteira só do passado.

Tal de Mimemosine. Já ouviram falar na história das musas, da música? Lá na terra da memória do passado, no mundo imaterial, o café acabou. Agora estamos no mundo imaterial do passado. Agora, quando eu saio do café, do presente, da vida hedonista, da vida desse meu eu material frágil, que com uma dor de barriga sai daqui correndo, fraca. Numa vida propriamente humana, a gente tem o tal do intelecto ativo, que é uma uma planta, uma atividade, um órgão, uma função que só nasce num tipo de terra.

Assim como na terra semiárida não nasce um suculento abacaxi, mas nasce xique-xique mandacaru, na terra da memória não nasce o presente ou o futuro. Nasce uma planta cuja operação de vida se dá pelo tal do intelecto ativo. Que nós, por rejeitarmos a teologia, a gente chama de intelecto ativo. Aristóteles chamava de Nus, N-O-U-S, Nus Poeticus.

de onde vem a poesia. O que é a poesia? Quando o mundo material é sentido, eu vou transformá-lo numa arte, numa outra coisa, que, ainda que o mundo material não tenha mais... A minha avó não está aqui, mas eu vou contar da minha experiência com a minha avó através de uma poesia. Apoieses no mundo eidético. Eu vou falar de um café que não existe mais, que já foi tomado, passou pelos meus sentidos, agora ele está no mundo propriamente humano. Então o nous de Aristóteles, que viveu no século IV a.C., foi utilizado por nada mais, nada menos do que São Paulo, na escrita das suas cartas, que foi escrita em grego, e quando ele falou corpo, alma e espírito, A palavra espírito, em grego, se escreve nous.

N-O-U-S. Mas, para vocês que não gostam da palavra espírito, porque são muito científicos, eu vou usar a palavra intelecto. E aí? Por que ativo? porque aqui ele vai realizar propriamente a atividade dele. Prestem atenção, ó. Intelecto é um só, ativo e passivo. Ok, pensa num rádio. Quando vocês ouvirem, quem conhece, já estudou comunicações, sabe que a mesma onda de rádio Se ela tiver um TX na mensagem, significa que ela foi transmitida.

Se ela tiver um RX, significa que ela foi recebida. É a mesma mensagem, não é? É a mesma mensagem, não é isso? Só que o homem que transmite mensagem, ele transmite por um órgão de sentido, da fala com as cordas vocais, não é isso? E para receber a fala, ele recebe pelas cordas vocais? Ele recebe por outro órgão. Ele recebe pela audição. A mesma onda. Então, o que é intelecto ativo e intelecto passivo? O intelecto ativo retira do mundo material a sua substância, ele retira do fático o eidético, o eidos, o mundo das ideias.

Então ele carrega o café do mundo concreto para o mundo imaterial. E tem lá a sua imagem, o seu conceito e tudo que o intelecto ativo é capaz. E aí na vida do Espírito, vocês vão ver, eu vou repetir isso tudo lá na comunidade, nas aulas de dons do Espírito Santo. Vocês vão ver na vida do Espírito, que quando eu passo do crítico que vive no passado, na memória, a vida da mnemosine, quando eu retiro do rio do esquecimento, do rio Letén, dos gregos, e jogo para o mundo futuro, o mundo da imagem, O mundo da imaginação, um mundo que é criado pelo homem, que não existe, pô.

A imagem que você tem do professor que você gosta, da mulher que você gosta, do seu mundo ideal, ele não existe na matéria. Agora é o contrário, pô. Agora a onda, ela não tá saindo do mundo real e indo pro mundo imaterial, agora é o contrário. Agora você vai fazer o roteiro do seu dia, que tá no mundo material todo da sua cabeça, que não existe no mundo, e você vai tentá-lo encarnar no mundo real. Agora é a mensagem recebida, pô. O intelecto passivo, que a gente não vai se aprofundar nele hoje, ele é tão imenso, tão gigantesco, que Averroes e Avicenna, e no mundo árabe, eles confundiram isso com a própria atividade divina, né?

Eles chegaram à conclusão errada no final, assim, ó, o intelecto passivo é Deus, porque se assustaram com o intelecto passivo. Então, o intelecto passivo, Ele é criador de mundos. Um homem pode criar um mundo num estalar de pensamento. Eu posso fazer o Big Bang na minha imaginação. Vocês entendem a capacidade do intelecto passivo? Beleza, deixo ele aqui de lado pra gente não se emocionar nem ir muito longe. Vamos ficar aqui no intelecto ativo agora. Um relógio de 30 reais. um relógio de 30 reais no mundo material.

Ele tem história. Ele ultrapassa a minha vida com a capacidade do intelecto ativo de ser rico, de ser forte, de ser vigoroso. de ser saudável. Então vejam, ó, eu vou contar coisas do meu dia pra vocês entenderem como é que a vida propriamente humana, onde a gente tem que perseguir. Eu não tô falando que eu tô aqui... Eu sou um bostinha! Que todo dia, antes de começar a live aqui, eu tava pedindo desculpa pra minha esposa e pros meus filhos, por coisa errada, só pra vocês entenderem, com o tipo de gente que vocês tão tratando aqui.

Hoje de manhã eu fui correr com meus filhos homens no aterro aqui do Flamengo. E aí eu estava correndo pela hora, aí eu levo uns papéis assim. No outro dia eu botei uma foto e o pessoal me perguntou o que são esses papéis aqui. Esses papéis aqui eu corto uma folha de ofício em oito pedaços para fazer esses cartões aqui. eu faço esses cartões aqui, isso é muito antigo meu, ó, isso é muito antigo, cê vê, ó, esse cartão aqui que eu tenho, tá, tá vendo esse, isso aqui, ó, isso aqui foi feito em dois mil e três e plastificado.

Isso aqui é minha oração diária pro Espírito Santo, né? Tem a ladainha do Espírito Santo aqui, ó, espírito de inteligência, espírito de fortaleza, espírito de piedade. Eu fiz isso aqui, esse cartão e plastifiquei em dois mil e Eu faço esses cartões aqui de papel e isso aqui, para mim, funciona tipo esses programinhas de celular hoje em dia, tipo o Anki, que vocês usam para decorar as coisas. Eu uso esses cartões aqui. Por quê? Porque se eu ficar muito tempo por dia usando o Anki e não sei o que lá, minha vista vai fraquejar.

Hoje eu descobri que tinha sabonete de vista, hidratante de vista. Por quê? Porque, obviamente, a gente fica muito tempo na frente da tela. Quem estuda, sobretudo. Então, vocês veem. Eu estava com meus filhos correndo no aterro com esses cartões. E aí eu levei três tipos de cartões para eles. Três cartões hoje, domingo, aqui. Um de história de Portugal, um de história da igreja e um de matemática. Aí eu fui fazendo com eles. Matemática, né? A gente correndo ali pelo aterro, aí eu vou batendo, bati um pouco de matemática e tal.

Depois estava batendo o de história. Quando eu estava falando de história... Aí tinha umas perguntas hoje que eu estava fazendo para o meu filho mais velho. O mais novo está ali, vai ouvindo. Você vê, hoje o meu filho mais novo na corrida, na nossa corrida hoje, o que foi batido com ele foi uma tabuada de soma de 1 mais 1, 1 mais 2, 1 mais 3, 1 mais 10 e depois do 2, do 3, entendeu? O mais velho já foi tabuada do 11, tabuada do 12, do 13 e história.

Aí a gente foi correndo lá em direção à Botafogo. Aí no de História tinha o nome dos cinco primeiros papas. Aí o meu filho já tinha decorado, né? Era só uma revisão esse cartão de hoje. Vai, filho! Quantos são e quais são os papas dos primeiros 100 anos da Igreja Católica? Aí ele começou. São Pedro, São Lino, São Anacleto ou São Cleto, né? Como a gente fala na liturgia, né? Lino, Cleto, Clemente, né? O quarto Papa, São Clemente, o quinto Papa, São Evaristo, né? Ou Santo Evaristo.

E aí, o meu filho, que ontem tinha passado na rua São Clemente em Botafogo comigo, falou assim, papai, é o nome da rua. O nome da rua é o nome do quarto Papa da Igreja Católica. o Papa no qual o mar recuou para que a gente achasse o corpo dele, porque ele foi jogado no mar com peso para morrer afogado. São Clemente, 4º Papa. E aí o meu filho estava correndo e falou assim, caramba pai, o nome da rua é o nome do 4º Papa. Aí eu falei, filho, Olha em volta de você a Baía de Guanabara.

Essa baía aqui, filho, a Baía de Guanabara, você viu, o nome do nosso estado é Rio de Janeiro porque chegaram aqui na Baía de Guanabara em janeiro e acharam que era um rio, não é isso? Não é um rio aqui, né? Tem o Rio Carioca que desemboca aqui pertinho, né? A minha sogra estava até contando para as crianças ontem a história do Rio Carioca. Ele desemboca pertinho de onde a gente mora, o Rio Carioca. Olhei para aqueles fortes militares que tem na Baía de Guanabara e falei assim, filho, a gente mora na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Aqui nessa baía, quando os franceses tentaram tomar o Rio de Janeiro, um homem, subiu nos barcos franceses. E os franceses olharam um homem degolando todos os franceses e os vencendo em batalha. E olharam para o peito e para a barriga desse homem. E ela estava cheia de flechas. E aí os franceses, que são europeus, que conheciam muito bem São Sebastião, falaram assim, nós não vamos vencer, porque São Sebastião luta com eles. Vocês veem, né? É... Puta merda, é muita...

É uma pena muito grande que as pessoas vivam uma vida sem história, sabe? Porque a vida sem história é uma vida sem espírito, pô. É um relógio... Vocês têm um relógio de 30 reais na parede de vocês. Então jogam o relógio de vocês fora. E vocês não estão nem aí. Vocês pensam em dinheiro, pensam na materialidade, pensam que vocês não vão ver a hora. Porra! Mas eu treino.

Na Bahia de São Sebastião, porra! Da igreja católica, vocês entendem isso? Se vocês não entrarem numa igreja católica, não fizerem uma vênia, e não souberem que Santo Inácio, quando fazia essa vênia, como um cavaleiro, né, que é como eu tento repetir, coloca o joelho no chão, inclina a cabeça, que fala, senhor, eu sou um cavaleiro do teu reino. Porra, vocês não precisam fazer gesto nenhum na igreja, vocês podem ir com a camisa do Botafogo, porra, pra missa. Amanhã é dia de São Pio de Pitreltina.

Se vocês não souberem da história de um sacerdote que verte sangue na mão enquanto consagra o corpo de Cristo, amanhã é dia de São Pio. Se vocês não souberem a história dele, vocês podem bater palma na missa. Vocês entendem? Nós estamos vivendo sem história. Se vocês não sabem que o reino de Portugal, Porto Cali, aquele porto da península ibérica, foi dada para um príncipe, Henrique, Dom Henrique, da família de Bragança, porque ele não admitia que aquelas terras fossem tomadas pelos mouros muçulmanos e que, vencendo os mouros, ele recebeu a mão da filha do rei de Leão e Castela, Teresa, e que casou com ela, e que se curvou ao rei, e se curvou ao Papa Alexandre, e se tornou rei de Portugal, uma terra que nós já fomos, nós já fomos Portugal, nós já fomos o Reino Unido de Portugal e Algarves.

Se vocês não compreenderem que a nossa história, ela está toda entranhada na história de missionários da igreja católica, do amor, da vitória, do combate, da luta. Vocês não têm nada na vida. Se vocês participam de uma missa e não sabem a história da igreja, a história da missa, eu sei o que vocês fazem na missa. Vocês vão na missa pra vocês ficarem pedindo as coisinhas de vocês, pô. Vocês ficam ali na missa repetindo os probleminhas de vocês, fechando o olhinho e ouvindo a musiquinha boa pra sentir prazer na missa.

Tomara que o padre fale uma coisa bonita. Mas vocês não sabem onde vocês estão, pô. Vocês não têm ideia de quando o padre quebra aquele pedraço de hóstia e coloca dentro do cálice, né? Por que aquilo surgiu na história da igreja que era perseguida? Que o pão era escondido. O pão da missa celebrada por São João Evangelista. Ele era escondido e distribuído entre as pessoas que pegavam pedaços daquele pão e colocavam num cálice. Vocês não têm espírito. Vocês participam de uma missa materialista. Os santos não estão ali com vocês.

A casa de vocês é toda bonita. de tudo que vocês aprendem na internet de decoração, vocês entendem? Por mais ela não tem espírito, ela não tem história. Se vocês continuarem levando a vida assim, a vida de vocês vai ser uma vida toda material. Tem gente que vocês seguem e vocês acham que elas são todas espirituais, né? São nada. Quem conhece esse mundo olha pra elas e sabe que elas são materiais. Hoje um cara me perguntou, me parou na rua e falou assim, por que você corre descalço?

As minhas crianças estavam calçadas, estavam com tênis de corrida. Por que você tá descalço? Eu falei, por que eu tenho que estar de tênis pra correr na rua? Por que eu não posso correr descalço, pô? E submeter meu corpo à dureza pra ele ficar um pouco mais forte, pô? Pros meus filhos verem que eu me sacrifico. Pra isso aqui virar uma história pra eles, pô. Pra eles terem uma história pra contar de mim. Vocês entendem por que o cara me pergunta isso? Por que ele me pergunta isso?

Porque na cabeça dele não passa nada diferente do material, do conforto, da qualidade de vida. Vocês entendem? Porra, eu tenho um carro velho. Quando eu vender minha Zafira velha, vocês... Quem tem carro aqui deve ter carro melhor do que o meu. Só que no banco do meu carro nasceu a minha filha, porra. O meu carro tem história. O carro de vocês é bonitão e se o bandido levar, tanto faz, porra. Vocês estão entendendo o que eu tô... Eu não tô aqui querendo enaltecer certas coisas, eu só tô dando um exemplo pra vocês, porra, pra vocês olharem pra vida de vocês.

Cara, vocês já perceberam que quem gosta de museu tem essa tendência muito mais humana do que quem não sabe nada de história? Vocês já perceberam isso? Vocês sentem isso, né? Vocês só não sabem explicar. Não é assim que acontece? Porra, pessoal, eu tô falando pra vocês, a história é a vida do espírito! A vida do espírito é a vida da história, porra! Um pai, olha só, se vocês são pais e vocês têm pouca coisa pra fazer pro filho de vocês, começa a contar história e a estudar história com eles.

A história de dentro pra fora e a história de fora pra dentro. Então, a história de dentro pra fora é assim, ó. Hoje, eu saí com a minha quarta filha, Maria Helena. A gente foi dar uma volta, uma volta no quarteirão. Aí eu fui dar uma volta no quarteirão com ela e fui falando com ela, ó, essa rua aqui é a Senador Vergueiro. A gente vai passar ali. Então, eu tô ensinando as coisinhas de dentro pra fora. Nosso prédio aqui é um prédio de 1953, por isso é velhinho, a gente tem que contar as coisas e tal.

Estou ensinando a historienzinha aqui de dentro, da nossa família, e a história vai se expandindo para a história do mundo. É o espírito familiar que depois vai tendo domínio sobre o mundo. Essa é a vida toda do espírito, a vida toda do espírito, do crítico. É uma vida do intelecto ativo, do passado. que renova todas as coisas. Ele é o espírito da história, aquele espírito bonito de quando Cristo está andando com os discípulos de Emmaus e começa a conversar com eles, vai passando toda a história, né?

Porra, o meu coração, ele se inflama demais. Eu gosto de falar isso quando eu rezo pra Deus Pai. o Deus de Abraão, Isaac e Jacó. Por que o meu coração se expande ao falar isso? Porque eu conheço profundamente a história de Abraão, de Isaac, Abraão levando o menino Isaac para o sacrifício, a história de Jacó, da luta dele com o anjo, com Deus, a ferida dele no nervo ciático, né? Jacó, aquele que lutou contra Deus e venceu, né? em hebreu se torna Israel, das doze tribos, da tribo de Judá, de onde saem os judeus, que é o nosso Cristo.

Porra, vocês, se vocês não sabem essas coisas, vocês não têm o espírito, o espírito da igreja católica, da história. Não tem, porra. O que vocês ficam fazendo, eu sei o que que é. Porra, existe uma coisa na minha vida de oração que eu faço exatamente como eu aprendi na vida de São Pio, cuja festa a gente vai celebrar amanhã. São Pio uma vez falou para o pai dele, né? Papai, eu tenho um combinado com Deus. Eu posso pedir tudo para os outros, mas eu não peço nada para mim.

Porra, vocês podiam fazer um combinado desses? na vida de vocês, pra vocês pararem de ficar olhando pra vida de vocês e ficar pedindo e perguntando e falar assim, cara, que se dane eu, meu irmão? Que se dane eu? Eu agora vou começar a viver pros outros e fazer as coisas pros outros e a conhecer e a parar pra pensar que eu participo de uma coisa que é muito maior do que eu, pô. Que eu sou um negocinho de nada que só tem que sustentar um tesouro e não mexer.

Eu vou dar várias aulas na comunidade. Uma delas, quando eu falar... Eu estou dando as aulas de domínio do tempo, né? Quando eu começar a dar as aulas de domínio do espaço e eu ensinar para vocês sobre espaço vital, eu tenho certeza que vocês... vão descobrir uma série de coisas que a gente faz na nossa vida e que são extremamente perniciosas pra vida no espírito. Extremamente perniciosas. Que vão contra a nossa humanidade. A nossa cultura hoje tá permeada de todas essas coisas. Tá toda... Quando eu falo pra vocês, olha só.

A gente tá dominando o tempo na comunidade, né? Você vê, se eu mudo um negocinho na missa, se eu mudo um negocinho na missa, você vê, antigamente não se mudava padre de paróquia, né? Por que não se mudava padre de paróquia? Porque se o padre faz um negocinho na missa de diferente, se ele mexe um negocinho no rito, ele tira as pessoas da vida do espírito e traz as pessoas de volta para o mundo material. Por quê? Pô, se o padre todo dia faz o sinal da cruz assim, tu não precisa pensar no sinal da cruz, tu pode elevar teu espírito, tu já sabe o rito.

Mas se ele fizer o contrário, como é lá no Líbano, no rito, quando eu participava do rito Maronita, era o contrário, né? Então ficava um Deus nos acuda lá no rito Maronita pra acertar o treco, tá ligado? Aí você vê, eu ia para uma missa para me preocupar com o material, como é que se faz, porque eu saí da rotina. Então, antigamente, um padre nunca mudava de uma paróquia. Para quê? Para que as pessoas não se preocupassem mais com o rito e que o rito fosse protegido contra toda mudança do tempo.

pra que ele saísse no mundo material, porque se você muda o rito, você tem que provar o novo café, você voltou pra materialidade, você saiu da vida do espírito. É por isso que missa não se mexe em nada, nada, nada, nada, nada. Ah, mas na minha paróquia, não sei o que lá, pois é, eu sei que isso é uma tragédia. Ah, Diego, tá errado. Ah, eu não vou entrar aqui com vocês, pô, eu só tô falando do seguinte. não é o melhor, você entende? Eu lembro quando teve uma reforma litúrgica recente, na época do Papa Bento XVI, que tiraram os sacrários, a presença do sacrário, da nave central e botaram pro acapela lateral, né?

Aí eu pensei assim, caramba, vão tirar a presença de Deus daqui na nave central. Eu acho que vai dar problema. Existia, logicamente, um argumento pra isso. Qual que era o argumento lógico? As pessoas falam muito aqui na nave central, vamos botar Cristo num lugarzinho pra não ofendê-lo. Só que aí a nave central virou uma baderna. Por quê? Porque era a própria presença de Cristo na nave central que não permitia a presença, a graça, que não permitia que a igreja desandasse por causa do sagrado presente. Aí tiraram ele dali e depois de um tempo voltou.

Vocês percebem? Voltou. Depois de um tempo voltou. Fizeram uma mudançazinha e o negócio funcionava só no mundo da lógica. No mundo material, no mundo real, não funcionava, pô. Não funcionava. Fazia sentido. Fazia sentido no mundo criado possível com o intelecto passivo, mas quando o intelecto ativo fez a leitura do mundo real, não funcionava. Não funcionava. É isso que eu tô falando aqui pra vocês, pô. A gente tem que ter essas coisas que elas são imexíveis, imutáveis. Pô, vejam lá de novo a live da duração, pelo amor de Deus, para vocês verem a nossa vocação.

Beleza? Deu a hora aqui, né? Estou quase acabando. Vou parar aqui agora. Passaram mais umas coisas aqui na minha cabeça, mas vou parar aqui, já que isso aqui não é curso, é só uma live, né? E vou ficar aqui uns 5, 10 minutos para se vocês tiverem uma pergunta para fazer. Gisele, agora eu acabei de entender essa aula da comunidade. E quando não conseguimos ter atenção durante a oração? Pessoal, vou dar prioridade para a galera do YouTube, tá? Eu falei que a live ia ser aqui para o YouTube.

Eu estou deixando aqui para o Instagram, que eu sei que tem muita gente que... Mas com o tempo a gente vai fazer só aqui, tá? Se vocês puderem fazer o esforço para virem para cá, vai ser melhor. A memória da maioria tá ruim. Cara, ninguém tem memória, cara. Meu irmão, vai pra uma faculdade pra você ver, cara. Vai numa faculdade, vai na UERJ, na UFRJ. Ninguém sabe nada de história, cara. Ou se sabem de história, sabem da história marxista, pô. A história da esquerda, cara. Vocês acham de verdade que os missionários franciscanos vieram pro Brasil procurando ouro, cara?

Ou dinheiro? Ou vocês acham que eles atravessaram o mundo pra tentar conquistar corações pra igreja católica? É óbvio que foi isso. Eles podem falhar dia após dia, porque eles são como nós, pô. Agora, é... Padre Diego. Pô, Padre Diego. Não dá nem pro senhor esquecer de mim, hein, padre? De rezar por mim, hein? Que Deus lhe abençoe. Aqui, Padre Diego, Capelão do Exército, servindo em Santa Maria, Rio Grande do Sul. Adsumus. Adsumus é uma palavra que significa, em latim, aqui estamos, né? Que é lema dos Fuzileiros Navais do Brasil, né?

Por isso que o pessoal fala Adsumus pra mim. Por causa dos Fuzileiros Navais, tá, pessoal? Pra quem não sabia de história. Então, alguns sacrários ficam na lateral, porque antigamente a gente, vamos supor, tem igreja antiga que tem um altar lateral com uma imagem de São Pio e um sacrário, né? Antigamente a gente celebrava a missa em honra a São Pio num altar desses lateral. Não dá pra falar um pouco sobre vocação aqui, o Rani Alma. Tipo, eu consigo tirar uma live ou falar alguma dúvida aqui de repente, mas é porque eu sou empolgado com esse tema, né?

Se eu falar sobre vocação aqui, ferrou, pô. Onde podemos aprender sobre história da igreja? É, se tu tiver na minha comunidade, tu vai aprender lá, ô Carolina. Até o meu filho vai te ensinar. Eu vou botar o Zé pra dar umas aulas. Eu não sei se vai dar certo, não. A coleção do Daniel Ropes é show de bola pra caraca. O meu grande estudo de história da igreja foi a coleção do Daniel Ropes, quando eu estava na escola naval, no terceiro ano da escola naval, eu li essa coleção aí.

Então, olha só, distrações involuntárias, elas são por muitas coisas, tá? Mas existem vários macetes pra vocês saírem de distrações voluntárias. Eu já comentei em alguma live sobre uma doença que os mondes medievais chamavam de loquacidade, né? É isso aí, tá? Hoje em dia, vocês chamam de TDAH, que é como eu trato. Imagina eu tratando loquacidade na terapia. Mas é a mesma coisa, existem vários macetes. Na missa. Na missa, como é que se sai disso? Primeiro, vocês têm que preparar a missa, pô. Antes da missa, vocês têm que fazer alguma leitura, alguma coisa espiritual pra começar a se desvincular do mundo material, dos problemas de vocês.

Vocês ficam na missa só pensando na vida de vocês, pô, e nos problemas de vocês. Vocês não sabem o que tá acontecendo ali na missa, né? Vocês não sabem que os santos, que a Igreja Celeste tá ali do lado de vocês. Eu conversei com o Padre Pio hoje na missa, pô. Vocês não sabem a história. A vida de vocês não tem espírito, vocês entendem isso? Ah, que maravilha! Ludmilla lembrou para Ranielma. Ranielma, tem o podcast do ânima. Inclusive, minha esposa hoje me deu uma... Ontem, né?

Me deu uma camisa que eu usei hoje, com o jogo de xadrez, né? Que eu falo lá do... E a alma, professor, onde está? Vamos lá, ó. Eu já contei pra vocês como é que eu protejo toda a minha vida intelectual, né? Pra não falar besteira. Como é que eu me protejo? Com os dogmas da Igreja Católica. Então existem os tais dogmas antropológicos. Um dos dogmas antropológicos diz o seguinte, ó. O homem é corpo, material e alma. espiritual.

Então, nós temos duas partes, corpo material e alma espiritual. Pô, Diego, mas hoje na live você falou sobre corpo, alma espírita e espírito, soma, psique e nus, que é uma tripartição paulina, né? Que foi explicada e aproveitada por muitos santos, né? Com destaque aí, por essa separação, ela envolve uma outra visão, uma separação que não necessariamente é preciso fazer, tá? Então, se você falar assim, ó, eu tenho uma alma espiritual, a gente tá falando dos intelectos ativo, passivo e da consciência, beleza?

É porque, cara, como eu falo pra vocês, pô, o homem é um só e as ciências são sobre esse homem só. É só que a gente, o tempo vai mudando, as palavras vão se desgastando, os jogos de linguagem, como gostava o filósofo Wittgenstein, a gente vai tomando carga emocional das palavras, a gente não quer mais falar certas palavras, porque elas carregam uma conotação emocional, não é isso? Por exemplo, Diego, existe lugar de fala? Existe lugar de fala. Por que a gente não gosta de falar disso?

Porque isso é um termo muito utilizado por quem? por esquerdistas e marxistas, não é isso? Aí você fica com o ranço da palavra, ou seja, o teu mundo emocional te movimenta para longe dessa palavra. A tua moção de movimento, você se movimenta para longe, o teu mundo emocional, entende? O movimento, a ânima. Isso aí é com o tempo. Vocês querem conceituações das coisas teóricas? Vocês estão ferrados, pô. Vocês têm que sentir o gosto das coisas no mundo. Enquanto vocês não conhecerem o que é intelecto passivo e ativo, olhando dentro de vocês e vendo a vida deles acontecendo, vocês estão ferrados, pô.

Teve um cara que pegou um pedaço do vídeo meu lá do Anima e falou assim, ó, esse pensamento do professor Diego Reis é contra São Tomás de Aquino. Esse pensamento aqui é molinista. Aí me mandaram, né? E achando que eu ia ficar todo preocupado, de caramba, será que eu tô falando diferente de São Tomás? E primeira coisa, eu não sou tomista, porra. Eu sou católico, meu irmão. Tem coisa que a igreja católica nem concorda com o São Tomás de Aquino. Eu não sou tomista, porra. Eu sou católico.

E outra coisa... Se a doutrina molinista tiver mais correta nisso do que a doutrina de Santo Tomás, ele fala, pô, a doutrina católica tem que abraçar a doutrina molinista, mas esse não é o caso, não, não é isso, tá? Eu só tô falando pra vocês como é, não é isso. Ele só não entendeu que eu falei que o coitado é um jovem que gosta de mundo intelectual, pô. Ele não quer saber da vida real de, de, porra, da gente jogando o xadrez da vida do mundo, porra.

Você entendeu? Aí o nego fica de conceitozinho, aí, meu irmão, aí qualquer coisa serve, cara. É, a Luana tá se temperando aí, ó. Esse é o normal de acontecer. Eu, por causa dessa coisa da Santíssima Trindade, rezo separado, tranquilamente, para Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Se vocês lerem um pouco sobre o dogma da Santíssima Trindade, conhecerem essa história, sabem que a função dos três é diferente. Eles são pessoas diferentes porque eles realizam atividades diferentes no mundo. Como tomar boas decisões?

Então, essa live não tem nada a ver com isso. Decisão é a vida. A arte de decidir bem é a arte da prudência, que é o modo de operação perfeito do roteirista. Hoje eu estava falando do crítico, que vive na memória, cuja grande ferramenta é o intelecto ativo. Então, me sinto assim quando ouço empoderamento feminino. Está vendo? Isso é o mundo emocional. Isso é uma antipatia. Lembram da live do mundo emocional? Você tomou uma antipatia pela palavra empoderamento feminino.

Aí você arruma outra palavra para falar sobre isso. As pessoas tomaram ranço das palavras da teologia. Aí tiveram que inventar tudo de novo. Um dos meus papéis aqui é traduzir para vocês o que é igual. tá? Quando eu falar de dons do Espírito Santo eu vou ensinar isso tudo pra vocês lá na comunidade, o que que é intelecto ativo, passivo, o que que é o dom do Espírito Santo da piedade, onde que ele age, por que que tem que ajoelhar certinho e por que fazer aquele ato demorar é o dom da piedade, o que que aquilo faz na vida, entendeu?

Aquilo lá, o dom da piedade existe no mundo militar, pra prestar continência com piedade, uma continência prestada com piedade é um encovamento desses, Tem lá a nossa rainha da África, Santa Baquita, a escrava negra. Por que aquela mulher canonizou a escravidão dela? Por que as pessoas viviam como escravas naquelas roças de café? Eu gostava muito de visitar as roças de café na África por causa dela. Ela, na África, Acabou a bateria do meu celular, a galera do Instagram...

Pô, o celular desligou aqui com a galera do Instagram online. Daqui a pouco o nível vai aparecer aí, boladão. Santa Baquita, na África, ela viveu uma vida igual todo mundo. Todos vocês vão para a missa, né? Todos vocês correm no aterro. Todos vocês fazem essas atividades no dia a dia, né? Santa Baquita era escrava. E ela vivia sorrindo e fazia tudo muito bem que davam para ela. Tudo muito bem. Era tratada e vivia igualzinho todos os escravos. Só que quando perguntavam para ela por que ela fazia tudo aquilo tudo muito bem para o senhor dela, o senhor de engenho, aí ela falava assim, porque eu não sirvo a esse senhor que maltrata a gente.

Eu piso nesse café aqui para fazer um café muito bem, pra o meu senhor, que é o senhor do mundo, é o senhor do café. Ele criou esse café e eu tô pisando nesse café pra fazer um bom café do senhor. Vocês entendem isso que eu tô falando pra vocês, porra? Ela conhecia a história do mundo, a história da fé católica. Essa mulher não vivia mais pisando o mesmo café que as outras pessoas pisavam, porra. Então vocês tão vivendo uma vidinha de merda no trabalho de vocês?

Só que vocês são livres no lugar da consciência lá dentro, onde vocês podem ir. Se vocês trouxerem e entrarem na consciência de vocês, com o passado do intelecto passivo, vocês vão poder utilizar o espírito ativo, o intelecto ativo. Se vocês entrarem lá com a história, com a fé do intelecto ativo, vocês vão poder conhecer a vida do espírito que renova todas as coisas. Porque é o intelecto ativo, o espírito ativo que vai dar vida do espírito passivo que constrói os mundos novos. Ele é a imaginação.

Então, a imaginação de Santa Baquita construiu a roça de Deus e ela pisava no café de Deus. Essa é a consciência humana e a plenitude da consciência humana. o homem do espírito que conhece a história do passado com o intelecto ativo e que vai construir o mundo todo de Deus com o intelecto passivo, ainda que ele esteja no campo de concentração. Vocês entendem? A ferramenta do roteirista é o intelecto passivo. Bom, pessoal, eu vou partir lá, senão fica muito grande, né?

E eu tenho aqui minha rotina para terminar de cumprir também, tá? Obrigado pela companhia de vocês. Compartilhem com as pessoas. Obviamente, vocês acharem que vale a pena, né? Eu vou estar aqui se tiver 250 aqui, 500 cabeças. Isso faz mais bem pra vocês do que pra mim, né? Porque essa é a história do café gostoso que vocês vão ter que tentar dar testemunho. Pra vida de vocês ter sentido, ter espírito, tá? Essa aula é muito importante, né? Vocês perceberam que essa aula é muito importante, né?

Que vocês precisariam saber isso de coi salteado e viver essa vida com calma da história do espírito na vida de vocês, senão a gente vai ser consumido, destruído pelo mundo material, tá? Senão a gente vai sair desse mundo sem ter participado, por exemplo, de uma grande missa. Um jovem de 17 anos, o Juan. Ah, Juan.

Se eu soubesse disso com 17 anos, meu irmãozinho. Com 17 anos, eu batia tanta cabeça na Saraiva, lendo tanta merda, para tentar achar alguma coisa de decente. Eu acho legal esses caseiros, tipo o Eduardo Agarro tá falando aí. Não sei nem como eu vim parar aqui. Minha cabeça explodiu. É legal, né, cara? A vida é uma parada... Um tabuleiro de xadrez todo de Deus, né? É bom estar com vocês pra caramba. Obrigado pela companhia de sempre, tá bom? Até breve. Ó, vou sair daqui agora e tô ferrado.

que essa é a minha primeira live no YouTube, eu não sei nem onde eu aperto aqui pra sair, quanto mais pra deixar esse negócio gravado. Que Deus me ajude. A galera da Escola Naval aí. Um abraço aí, pessoal. Aqui, ó. Primeiro passo, eu vou apertar nesse botão aqui. Encerrar a transmissão. Depois, vamos ver no que dá. Sua transmissão será interrompida imediatamente e você não estará mais transmitindo ao vivo. É isso que eu quero. Vou encerrar aqui. Pouco.

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