Presença & o tempo que tempera
A Presença
- a presença / graça = presença
- o tratado da graça (a maior das ciências)
- parousia (presença em grego; ousia/substância)
- a presença real, tocável (vs o mundo das ideias)
- a solidão como pré-condição da queda
- não é bom que o homem esteja só
- o estado de graça
- a vocação que as presenças à volta chamam
- o cálice que só a minha presença pode tomar
- a comunidade monástica (mono + comuno)
Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 21:31.
“Vamos lá, então. A gente vai falar sobre a presença. A gente está começando um novo ano.”
Trechos da aula
toda vez que a gente usava a palavra graça, seja na teologia, seja na vida comum, na vida do dia a dia, a gente estava falando sobre a presença
o afastamento da graça, ele é uma pré-condição pra gente fazer merda
São poucas as presenças que são a nossa vocação
Transcrição completa
Boa noite, Nicole. Fala, Lucas. Tá tudo certo aí, o som e a imagem? YouTube... Instagram... Tem o link do YouTube aí nos stories, né? Vamos lá. Comentários aqui do YouTube. Boa noite, Laura Tabata.
Fala, Gabriel. Graziele, boa noite. Betinho. Pode ir no YouTube lá, já começou aqui. Já tá pipocando aqui os comentários do YouTube. Eu já vou migrar aqui, vou começar a ler só o comentário do YouTube. Entra aí no Story. No Story tem um link pra página do YouTube, aí cês clicam aí na live ao vivo. Boa noite, pessoal. Ana. Pessoal aí do Instagram, deixa de ser muquirana. Vem pro YouTube pra eu dar boa noite pra vocês todos aí. Bateria fraca do celular. Vamos lá, YouTube.
Vamos voltar aqui, vamos pro começo do YouTube. Boa noite, Nicole. Lucas, boa noite. Fala, Arthur. Natália, boa noite. Vivian. Fala, Zé. Vinícius. Rafaela Coutinho, boa noite. Roberta Baldwin, boa noite. Claudilene, boa noite. Tudo certo, Vivian. Fabi, boa noite. Tudo certo, Zé. Lohana, boa noite. Sabrina, boa noite. Laís, boa noite. Tiago, boa noite, meu irmão. Roberta. Nubia, tudo certo? Denis, Janaína, de Marília, boa noite. Fala, Tariq.
Juliano. Tariq vai começar uma supervisão. Já começou ou vai começar, né? Com o pessoal lá da comunidade. Depois, o Tariq junto com o Eduardo, a galera que faz as coisas lá, deve dar um jeito do pessoal da comunidade saber. Sei muito bem como é que é. Depois, se o pessoal me falar, eu divulgo. Juliano, a Forja é diária. É tu, né, Juliano, que é dono desse perfil aí da Forja diária? Ricardo, boa noite.
Claudilene. Saudades das aulas da comunidade. Mas aula da comunidade tem toda semana. Ontem e hoje foram adicionadas três aulas lá, inclusive. Duas aulas e 40 minutos de respostas às perguntas. Eu não sei se você está falando da aula ao vivo. A aula ao vivo a gente teve um probleminha, mas a gente vai botar as aulas ao vivo. A gente vai marcar as datas, dar um jeito de divulgação. e vamos voltar com as aulas ao vivo da comunidade. Mais aulas lá, na verdade, temos até muito mais aula do que eu queria.
Eu queria que fosse menos, como eu planejei, mas é muita coisa. A aula que eu botei hoje lá é a quarta ou a quinta aula da aba... Acho que é a oitava aba lá, que é a aba Literatura e Gramática. A gente começou uma parada maneira de literatura. Cadê? Me perdi. Desceu a barrinha de rolagem aqui, ó. Eu me perdi onde eu tava. Tariq Juliano. Ricardo, boa noite. Claudilene. Aí, pronto. Saudades da comunidade. Tá explicado aí. Claudilene. Heron, boa noite, meu irmão. Carolina, boa noite. Roberta.
Peço orações pela minha família, pelo meu matrimônio. Faremos um mês de casado dia 14. Então, todo mundo aí que agora tá vendo aqui, tá vendo a Roberta aí, ó? Façam uma oração agora pra Roberta. Vambora. Boa noite, Manuel. Manuel Saturno. Inclusive, tinha uma pergunta do Manuel Saturno lá que eu respondi. Pergunta ou comentário, não sei. Quer ver? Tem uns gaiatos lá que faz só comentário. Gabriela, boa noite. Everton, boa noite. Júlia, boa noite. Rodrigue.
Boa noite. Veridiana, boa noite. Juliano. Roseli. Felipe Rezende, boa noite. Nádia, boa noite. Arthur. Tá bonitão de barba. André, boa noite. Alex. Boa noite, meu irmão. Alberto. Boa noite. Michael Faraday. Mandou.
Está, inclusive, com a foto do Faraday. Vocês são uma maior figura. Inês, boa noite. Pamela, boa noite. Paola. Paola e Alex. de Capela de Santana, Rio Grande do Sul. Que maravilha, hein? Gustavo, boa noite. Maurício, boa noite. Fabiano. Aprendendo muito na comunidade. Um lugar desta maneira. Eu gosto muito da comunidade, cara. Cada vez que eu paro aqui para ver os comentários da comunidade, várias vezes eu me emociono. Realmente, é bom a gente ter um lugar que dá uma percepção de mais intimidade. Travou a barrinha, hein?
Travou a barrinha. Agora achei de novo. Achei de novo. Achei, passei pelo Faraday, ó. Roosevelt, ó. Boa noite. Elis Regina. Boa noite. Ó o Eduardo aí. Boa noite, meu irmão. Ana Jéssica, boa noite. João Inocêncio. Aqui estou o personagem no palco, a presença. Lívia, boa noite. Ana Kelly, boa noite de Manaus. Renan, tudo bem, meu irmão? Ah, e o Tarek avisou aí, vai começar na semana que vem, ó. A supervisão.
Renata, good evening. Sérgio, boa noite. Filipe, tenho notado que muitos advogados seguem o senhor. Que legal. São sempre muito bem-vindos. Eu prestigiei vocês na época da Faculdade de Filosofia, quando tive que colocar matérias eletivas, eu coloquei tudo que era relacionado à filosofia do direito. Amanda, boa noite. João, como faço participar da comunidade?
Meu irmão, cada vez que vocês me perguntam isso, eu penso assim, cara, que merda de divulgação que eu faço, né? O link da comunidade fica lá na bio. Quando eu falo da comunidade, eu devia botar link, né? botãozinho e falar, né? Tem que falar com vocês. Clique aqui. Na verdade, tem que pegar vocês pelo colarinho, pela gola, né? Não é assim? Que saudade das forças especiais lá dos comandos anfíbios que tu podia fazer esse tipo de coisa. Dar um incentivo pro cara andar assim, pro personagem no palco.
Que saudade. Boa noite, Victor. Boa noite, Amanda. Boa noite, Iago. Falando nisso, a Vivi aí, tanto conhecimento entregue na comunidade. A comunidade. Vai chegar uma hora que eu vou começar a dar o gás só lá na comunidade, pessoal. É porque é muita coisa que eu quero fazer lá na comunidade. Aí tô ficando angustiado de não ter tempo pra fazer tudo por lá, mas eu sei que é necessário fazer. alguma coisa geral para que fique aqui no YouTube, para a galera perdida assim, sabe? Que digita lá hoje, vai digitar assim, presença.
Aí aparece a live. Boa noite, professor Joyce. Colatina, Espírito Santo. Iniciamos na comunidade há uns 14 dias, 15 dias. Muito obrigado pelo conteúdo. Vocês veem como é que é a palavra, né? A Joyce mandou uma mensagem aqui, ó. Aí eu falei, boa noite, professor Joyce, né? Com o Lati, iniciamos na comunidade. Eu olhei o 15 dias e falei 14. Vocês estão ligados nisso, né? Que às vezes a gente tem certeza que falou uma parada e saiu outra. Tá aqui 15. Eu juro pra vocês que eu sei ler o 15 e falei 14.
Como é que pode, meu irmão? Será que foi o hambúrguer que faz essa parada que tu faz, lê um a menos os números? Perdi, a barra de enrolagem foi lá pra baixo. Achei, voltei. Fala, Miguel, boa noite. Fabrício, boa noite. Na homilia de hoje, Padre Paulo ressaltou a manifestação trinitária no batismo de Jesus. Só me lembrei do Senhor. Eugênia, boa noite.
Joyce... Ah, Joyce que falou. Já estou lendo tudo errado, meu irmão. Gurgel, boa noite. Zélia... Boa noite. Pedro Carvalho, boa noite. Arcos, Minas Gerais. Adelaine, boa noite. Olha o Ricardo aí. Fala, Ricardo. Viviane, boa noite. Giovana Prado, de Castanhal, do Pará. Sempre presente, verdade. Kátia, boa noite. Juliana. de Lusiana, Goiás também. Quando o pessoal fala o nome assim, tu lembra na hora, né? A Juliana sempre fala que é de Lusiana.
Essa eu tenho orgulho, tenho orgulho, né? Professor, eu comecei a ler seu livro. Maravilha, meu irmão, João. Cássia, boa noite. Luísa, boa noite. João Carlos, boa noite. De serpa a serpa. Olha o Tiago aí. Saudade de tu, meu irmão. Quanto tempo, hein? Tiago Salles. Saudade mesmo, meu irmão. Eduardo. Boa noite, meu irmão. Felipe Mesquita. Quais foram seus grandes mestres e professores? O senhor conhece o professor Donato?
Tu sabe que o Donato, cara, Na semana passada, eu estava lendo um livro de Hugo de São Vítor, que o prefácio era do professor Donato. Eu conheço o Donato. Caraca, a barra foi embora, meu irmão. Que barra de rolagem. Pense numa surra, cara, numa parada que eu não domino é essa barra de rolagem dos comentários do YouTube. Professor, estou na supervisão do professor Marcelo Zanetti para a terapia de casal. Lá estamos estudando seu livro. Olha só, cara, que safado do Zanetti, meu irmão. Nem para me mandar uma mensagem.
Eu vou tirar um print aqui, pô, não dá. Alguém tira um print aqui, ó, dessa mensagem aqui do Zanetti. E me manda aqui depois, por gentileza. É porque o celular está com... com o Instagram online aqui, com os persistentes do Instagram, tá ligado? Esse cara aqui, ó, eu aqui olhando os comentários no YouTube, pô. Eu vou começar a pegar no pé de vocês aqui, ó. Vivian Teixeira, terapeuta, tá rindo aqui no Instagram. Vem pro YouTube aqui, ó, Vivian. Cadê? Zanetti, tá. Ramon. Fala, Ramon. Tranquilo, meu irmão.
Arthur. Estou preparando minha filha de sete anos para a primeira comunhão. Poderia me orientar sobre o exame de consciência para crianças desde a cidade? Primeira confissão também? Pô, podemos, cara. Podemos. Tu é da comunidade, Arthur? Diz que eu vou fazer essa parada lá na comunidade. Alguém me manda um direct aí que eu tiro um sprint e tem uma aba só de comunidade que eu vou botar nos temas que vocês me pedem. Se não, agora eu vou esquecer. Dani Elma, Sheila, meu marido te ouvindo e te indicando para o irmão, isso é um milagre.
Ele não abria qualquer vídeo que eu mandava. Aí a Sheila tá falando essa parada, de repente ele pegou aquelas lives que eu tava bem bolado, pronto, já tá puto pra caraca comigo as vezes. Renata, boa noite. Filipe Corvello, boa noite, meu irmão. André L. Pereira, é isso? André. Obrigado por me responder no Instagram. Luana. Sempre presente também. Maravilha, Luana. A Barra de Rolagem foi embora. Vamos achar agora a barra de novo.
Lana Luana. Vamos subir. Passei. Achei. Pronto. Fonte. Boa noite, meu irmão. Miguel. Assistindo de Floripa com a esposa. Maravilha. Sejam bem-vindos. Dani. Boa noite. Nova por aqui. Seja bem-vindo, Dani. Aqui é o seguinte, Dani, são 9h20, né? Eu abro a live aqui e a gente fica aqui dando boa noite e se falando, entendeu? É só isso. Vocês sabem que se fosse só isso já ia ser maneirão, né? Já ia ser uma maravilha. Porque a presença é a presença, pô.
Luiz, Guilherme e Luiza. Vamos aquele apanhado rápido aqui. Eduardo, Vinícius, André, Sabrina, Davi, Eduardo de novo, Depeito, Alexandre, pronto, Alexandre, Lohana. Professor, põe o link aqui no YouTube também. O link da comunidade? Pô, agora tu me ferrou. Alguém coloca o link da comunidade pra mim aí, por gentileza? Rafael Nalon, boa noite. Gabriel... Boa noite. Estou exausto hoje, mas feliz por ter cumprido minha vocação dentro de casa. Pô, que maravilha, Iago.
Tamo junto, meu irmão. Professor, depois de te conhecer, decidi neste ano excluir o Facebook e o Instagram e estou só tendo benefício. Minha esposa de oito meses de gravidez agradece. Sou um novo homem. Agradeço ao senhor. Ao senhor. Mandou bem. Agradeço ao senhor. Leopoldo. Leopoldo chegou como, meu irmão? Carecão, mó barbão e mandou um Viva Cristo Rei. Pô, alto padrão, Leopoldo. Gostei, meu irmão. Valdecir. Arautos do Evangelho, sejam bem-vindos. A beleza, né, irmão?
A beleza. André. Eu sou o burrão. Pô, André, já chegou se aloprando. Que vê cada aula dez vezes. Então, eu sou desses também, André, desses burrão aí das dez vezes da aula. Trabalhando, eu trabalho lavando cachorro, sou um autônomo, aí aproveito. Não vou ser demitido. É, outro dia eu me preocupei contigo, né? Falei, pô, tu tá ouvindo minha aula trabalhando, vai fazer besteira aí, hein, cara. José Augusto. Pô, vou passar direto agora, pessoal, me desculpe aí o pessoal que tá aqui pra baixo. Eu vou falar só com o Júlio aqui, que ele foi meu instrutor no curso de comandos anfíbio.
Júlio foi meu instrutor. Vocês têm noção disso? A comunidade é uma riqueza. Andrade aí. Fala, Andrade. Tranquilo, meu irmão. Me encontrou correndo na rua, né? Maravilha. Fiquei feliz de te encontrar também. Te paguei um bisu pelo celular e tudo naquele dia que eu lembro. Professoras que respondem no Instagram são especiais e raros.
Vamos lá, então. A gente vai falar sobre a presença. A gente está começando um novo ano. Acontece muito ter aquele ímpeto e aquela vontade de sempre tentar desenvolver vocês, né? E aí a gente vai avançando. À medida que a gente vai avançando, eu sei, porque a galera vai me falando, né? Pô, professor, eu chamei uma pessoa para vir aqui e não sei o que lá e tal, e às vezes a gente quer falar de coisas mais avançadas.
Só que isso é uma coisa que vocês sabem que eu combato no Instagram, né? O excesso de conteúdo. Porque... Bom, porque eu não vivo assim. Todos os dias, nos meus atendimentos, eu utilizo a base da presença do domínio das três pessoas para ordenar a vida das pessoas, para curá-las, para ajudá-las, para salvá-las, seja o que for. Então, não tem invenção. Não tem mistério do mundo moderno para esse tipo de coisa, não. Então, a gente precisa, todos os dias, o tempo todo, ser zeloso com os nossos tesouros.
Isso gera uma série de virtudes de ordem, de segurança pra gente, na medida que a gente não vai se entregando às curiosidades, às novidades dessa vida. Ah, Diego, mas curiosidade e novidade é ruim? Não. Se essa curiosidade e essa novidade for uma abertura ao novo e ao superior, e ao que o coração busca, a curiosidade, em cima dos nossos tesouros. E não há novidade, uma curiosidade revolucionária, que nos faz abandonar a nossa história, a nossa vida, nossa biografia, nossa vocação, e ter essa mente revolucionária.
que é o que eu tento proteger vocês ensinando bastante história, tipo a gente fez na live da semana passada, na preparação para o Ano Novo. Esse é o espírito. Então, hoje a gente vai falar do fundamento de tudo que eu falo aqui hoje. de tudo que eu faço na internet, na minha vida pessoal, de como eu faço o meu exame de consciência, o dos meus filhos, a base da terapia, de todas as pessoas que me mandam o mapa das presenças diariamente, meus pacientes, que mandam lá todas as presenças que aparecem na sua vida e onde eles se colocam presentes em cada parte do dia.
E eu preciso saber sempre a quantidade de tempo, de lugar onde a gente coloca a presença, né? Afinal de contas, aquele bobinho da terapia que fala assim pra mim, ah, não, e no final do dia, eu jogo um videogamezinho. Ou seja, ele coloca a presença ali na frente do videogame. Aí eu peço, eu tento destrinchar essa presença. E, obviamente, quando eu vou falar do tempo, esse eu jogo um videogamezinho vira três horas, quatro horas, cinco horas de um homem na presença de um videogamezinho. Então, se vocês são novos aqui no Instagram, vocês já devem ter percebido que diariamente tem todas essas marcações aí do pessoal presente fazendo uma atividade e colocando a presença e a graça o tempo de presença tempera.
Bom, então de onde vem essas coisas? E aqui eu dou um spoiler daquilo que a gente em breve vai começar a fazer na comunidade, que é a forma inicial como eu faço o método que eu faço meus estudos sobre qualquer assunto. Então é assim, vamos lá. A gente vai falar sobre a presença. E aí a primeira coisa que eu faço... Bom, eu estou diante de um nome, presença, e diante de uma realidade, a qual tem uma relação unívoca com a presença.
Ou seja, a palavra Diego Luís dos Reis, professor, se liga a mim, E eu me ligo a palavra. Então, eu tenho uma relação. O professor Diego Luiz dos Reis é um professor. Esse nome convoca a presença do Diego e não de outra pessoa aqui de vocês. Convoca a minha presença. Então, o nome me substitui e eu substituo o nome. Isso é gramática, como a gente tem aprendido lá na comunidade. Então quando eu falo a palavra amor e cada um de vocês se reporta a uma realidade, significa que nós temos um problema gramatical, um problema semântico.
Então aqui a gente vai falar sobre... A gente começa de onde? A gente começa da vida comum do cotidiano, do uso da palavra presença, para a gente começar a entender do que se trata isso. Bom, a presença. Eu nunca vi um estudo, assim, numa ciência específica, da presença, né? Um estudo de... Não, nós vamos agora estudar a presença. Só que existem vários estudos que querem dar dignidade para esse fato aqui da presença, de eu estar sentado diante de vocês e vocês sentados diante de mim, e enobrecer isso.
Eu vou começar joselitando logo, vou começar colocando o pé logo na porta. A mais alta das ciências, a mais nobre das ciências ao longo da história, E aqui, pessoal, sem bobeiragem de religião, de assunto... Pô, achei que o negócio era prático, mas o negócio é prático. É prático. A mais nobre de todas as ciências, que trata do mais nobre de todos os objetos, que é a teologia, ela tem vários tratados, assim como a física tem vários tratados.
Quais são os tratados da física? Tratado da física, tratado de dinâmica, tratado de estática, tratado de ótica, tratado de eletromagnetismo, vocês entendem? Tratados da física. Na teologia, a gente tem vários tratados, tratado de dogmática, de teologia moral, de teologia sistemática e um tratado que é o tratado dos tratados. que é o tratado da graça. Bom, eu me recordo que na época que eu estudava... Eu estudei teologia durante sete anos na Mater Ecclesia. Não sei se existe isso ainda.
Eu ia no prédio da Mitra, ali na rua São João Paulo II, no edifício de São João Paulo II, na época em que eu frequentava o mosteiro de São Bento, E aí tinha as aulas lá com o D. Estêvão Bittencourt, do Pergunte e Responderemos. É lá que eu comprava minhas apostilas da Má Tereclésia. E tinha lá o Tratado da Graça. Nessa época que eu fiz teologia, Eu sempre faço um exercício que vai estar lá no método, na comunidade. Na verdade, esse exercício que eu faço não está tão explicado como método, mas eu executei esse exercício na aula que eu botei hoje de manhã sobre gramática e literatura.
Um exercício de personagem no palco. Então... Eu, no outro dia, estava ouvindo eu encontrei com um rapaz num evento aí. Eu vou falar porque ele fala isso abertamente na vida dele e tal. O Juliano Cazarré, que é ator da Globo, um cara superfamoso, que faz um trabalho imenso ajudando uma porrada de gente na internet, no dia a dia. E aí ele estava me falando que as coisas na vida dele mudaram muito depois que ele foi convidado para fazer e interpretar no palco.
Ele é ator, né? O papel de Cristo numa peça de teatro, pô. Eu também já fiz isso. na Congregação Mariana. Vocês já ouviram falar, né? Quando eu era jovem, na escola naval, eu participava da Congregação Mariana. E aí a gente tinha lá a juventude de ação mariana, tinha um retiro, né? Eu participava aí uma vez nesse retiro. Eu não lembro agora exatamente se foi no retiro da Congregação Mariana ou foi no retiro que a gente fazia da escola naval. Eu fiz Jesus Cristo na Paixão de Cristo, né?
Bom, e aí a gente tem que encenar as palavras que viram um roteiro e a gente tem que dar um jeito de encarnar aquilo na nossa vida. Vocês já viram o depoimento do Barrabás da Paixão de Cristo do Mel Gibson falando do olhar que ele teve para o Jim Caviezel no etieomo, no julgamento de Pilatos. E me parece, se não foi isso, é bem perto disso, que ele se converteu. Sendo que aquilo era uma interpretação. Aquilo era uma cena de teatro.
E ele se converteu. E o Cazarré se converteu. E quando eu fiz A Paixão de Cristo, interpretando Cristo num retiro, eu passei umas duas semanas assim, com a minha vida com uma tensão, com uma intensidade, eu cheio de angústia e felicidade interior, um monte de coisa. Eu era um jovem, né? E aí se um dia vocês conhecessem a história da Igreja Católica um pouco mais e vocês olhassem no fim da Idade Média, a entrada da Idade Moderna no século XVI, Santo Inácio de Loyola passando os exercícios espirituais dele e ensinando as pessoas a fazerem um cenário mental pensando no tempo, no espaço, vendo imagens e tal.
Só que ele tentava fazer essa encenação mental, são exercícios espirituais. Aqui a nossa intenção é ver a experiência da presença, da presença de carne e osso no palco. A gente entrar no nosso dia cheio de ideia na nossa cabeça, desligar a ideia, e chegar aqui e executar, né? Eu aprendi várias coisas ao longo da minha vida, fiz um roteiro de live sobre presença e tô aqui no palco agora. Agora cessou o que eu aprendi no passado e o roteiro que eu fiz pro futuro agora virou presença no palco real, no presente.
E aí quando eu tava estudando teologia no Tratado da Graça, eu estava usando esses meus métodos aí. E aí fiz uma parte que é logo inicial dos meus estudos, que é a parte gramatical, é o estudo da etimologia da palavra, presença. O estudo da etimologia da palavra, graça. E quando eu fui botar o personagem no palco, que eu fui ver a linguagem humana, a linguagem portuguesa, e percebi que toda vez que a gente usava a palavra graça, seja na teologia, seja na vida comum, na vida do dia a dia, a gente estava falando sobre a presença.
A que devo a sua graça? E o Diego deu ar da sua graça. O que eu estou falando para vocês? Que eu apareci, né? Que eu dei o ar da minha presença, ou seja, O tema que nós estamos tratando aqui, no início de 2025, é o maior tratado da maior ciência. O tratado sobre a graça, sobre a presença. A graça de Deus. Graças a Deus. É porque Deus está presente que isso aconteceu. É por isso que você dá a graça para Ele. É a presença. E o que é essa presença?
Vocês sabem que a palavra presença, de origem latina, que é pres, praes, pres, e mais um, essa ensa é de esse, de essência. A presença latina, é uma visão daquilo que aparece. Então, essa aparecência, esse aparecer de alguma coisa que apareceu na minha frente, de graça, gratuitamente, a graça que apareceu, aparece para mim diante dos meus sentidos, é a personagem no palco, a presença.
ela substitui o império latino, ele subjugou, submeteu o império grego. Então, os gregos também tinham uma palavra para presença. Vocês sabem como os gregos chamavam a presença? Parousia. Aqui em português, às vezes, a gente ouve essa palavra, sobretudo no meio religioso, como parresia. Já vi gente falando parrésia, né? Parousia. Para, do grego, uma palavra conhecida que significa simplesmente junto.
E ousia, eu já falei pra vocês uma porrada de vezes o que é, né? Que experiência dessa que é, né? Ousia. É uma substância, uma terra, onde a vida acontece. O que é a ouzia no dia a dia na Grécia? É um terreno. Então, é um espaço onde a vida acontece. A tradução de ouzia, do grego, para o latim, é substância, ousia, de parousia, de presença, em latim é substância. Na química a gente sabe o que é uma substância. A substância água, H2O.
Quando a gente vê o elemento hidrogênio e oxigênio, H2O, duas moléculas de hidrogênio e uma de oxigênio, pontes de hidrogênio, as ligações, O que a gente tem ali? A gente tem uma terra onde nascem várias experiências próprias de hidrogênio e de oxigênio, e não de mercúrio e cromo. Então, está diante de vocês do Marcelo, da Patrícia, do Flávio, eu estou na presença da manifestação, a parousia. A gente aprendeu lá na teologia que a parousia é a manifestação da presença de Deus.
Tanto é que as pessoas esperam a parousia, esperam a segunda vinda de Cristo, ou seja, que Ele apareça de novo na nossa presença. E a verdade é que tudo na vida, na nossa vida, acontece por causa da presença primeiro, da graça primeiro. Então as pessoas falam assim... Pô, Diego, que legal esse negócio aí que você bolou das três pessoas. Pô, que legal, cara. Pô, você fez o curso das forças especiais. Pô, cara. Pô, a sua esposa Mariá, né?
Pô, uma grande mulher, uma grande mãe, uma grande professora. Pô, que legal. A esposa que você achou, escolheu. Olha para a nossa vida. Foi bem eu mesmo que escolhi? Ou, antes disso, me foi dado de graça? A que devo a graça da Maria? Aqui devo a graça, naquele fuzileiro naval com gorro preto, uma caveira no peito, paraquedista, que apareceu na minha presença a primeira vez.
A presença que apareceu no meio da minha personalidade. Porra, aparece uma porrada de gente pra mim, porra. No meio dessa porrada de gente. Uma presença que aparece de graça, que é a graça, ela me chama e a outra não. Eu entro no mercado quando eu passo na fila do chá. Pô, eu tô cagando pro chá, pô. Mas o meu olhar fica fixo no que vem depois do chá, que são os cafés.
tem uma chá e café. A minha esposa não toma café, ela toma chá. Então, diante de várias presenças, uma presença aparece e chama a mim, e não a outro. E chama a outro, e não a mim. E as pessoas, às vezes, Elas estudam a vida, eu me lembro até hoje, quando um sacerdote, doutor em teologia sistemática, com 26, 27 anos de sacerdócio, aí eu fui dar uma palestra numa paróquia, aí ele sentou lá, o padre, o pároco na época, e falou assim para mim, caramba, a palestra era sobre presença, ele falou assim, caramba, a presença, na verdade ele falou o contrário, a graça é a presença.
Então, as pessoas vivem falando por aí, a graça santificante a graça suficiente, a graça necessária, a graça do sacramento, a graça da Eucaristia, a graça do matrimônio. Eu recebi essa graça. De que a gente está falando, pessoal? A gente está falando do mistério da presença. Olha para a vida de vocês. No outro dia, um doutor aí me marcou e, brincando lá comigo, falou assim...
Ele recomendou alguma coisa para o pessoal viciado em pornografia, masturbação, e falou assim, o professor Diego, Ele recomenda, para ajudar esses jovens aí, arrancar a porta do quarto. Porra, de onde eu tirei isso? Eu tirei da minha vida, porra. Eu simplesmente, quando percebi que a presença era a graça, eu comecei a me esbaldar da presença.
Porque eu estou só começando a falar da presença. A gente vai falar mais um tempo aqui. Talvez domingo que vem eu fale um pouco mais ou fale sobre domínio. Então a gente vai fazer uma trilogia aqui em três domingos. A presença, o domínio e as três pessoas. Abrir 2025 tem que ter essas três lives, né? Pra gente conversar em 2025. Senão, não tem conversa. Tem palavras soltas e vocês não vão me entender. Então, você vê. Eu, na minha tenra idade, na minha juventude, comecei a perceber que, trancado no meu quarto, Eu era um bostinha, um merdinha.
Pensava merda, fazia merda. Era disperso, dormia, me distraía, pegava outra coisa para fazer. Aí, de repente, eu percebi que se eu saísse do meu quarto, eu começava a ficar curado, O que é que me curava fora do quarto que não tinha dentro do quarto? As presenças que Deus me deu. A graça da minha vida. Então, quando eu saía da porta do meu quarto, eu tinha a graça da filiação.
O filho do José e da Márcia, era salvo pela graça da filiação a essa paternidade do José e da Márcia. Então, quando eu saía do quarto, eu já não era mais um idiotinha, mesquinho lá de dentro. Eu já tinha que dar satisfação da minha vida por causa da presença. Hoje, se eu entrar aqui dentro da minha casa, ou se eu ficar muito tempo fora de casa, longe da graça do sacramento do matrimônio, que é real e tocável.
A plenitude da graça do sacramento do matrimônio, na minha vida e em nenhuma de vocês, é uma graça pessoal. chamada Maria. Várias vezes eu só levanto da cama por causa dessa graça, ou então por causa da graça da paternidade. Então o José Pedro, a Maria Rita, o José Antônio, a Maria Helena, a Maria Tereza, a Maria Clara, várias vezes de manhã eles chamam papai, Tá na hora. Papai, eu preciso de ajuda.
Aí a graça da paternidade que me chama, porra. Não é... Porra, pessoal! Isso que eu tô falando pra vocês é muito pouco filosofia, porra. A graça, ela me chama. Não é mentalmente, porra. Eu posso ouvir a graça com os sentidos. Eu ouço a graça, ela me tira da cama, porra. Ela chama. Ela fala, pai.
E um turbilhão de força, de amor, de presença, me salva de uma merda de uma vida, pô. E a gente tem pais e mães que colocam um filho de castigo sozinho num quarto porque não sabem nada do que é a graça, pô. Porque um filho nunca fica de castigo sozinho, pô. porque a solidão é uma merda. Por isso, na mitologia judaico-cristã, uma das primeiras verdades sobre a graça é que não é bom que o homem esteja só.
Não é bom que o homem esteja só. Eu sei que tem o sacerdote aqui, tem o padre, tem os padres aqui que me acompanham. Mas eu sou padre. Aí o padre vem para terapia comigo. Eu moro sozinho numa casa paroquial e eu fico lá. E tem o negócio no celular, tem aquilo que jogam no grupo, tem os meus pensamentos, a minha fraqueza. Quando eu era da escola naval, no internato, várias noites, eu saía do meu camarote no quarto pavimento, descia as escadas, entrava na capela, pegava uma camiseta, dobrava, subia o prejubitério, o degrau onde fica o altar, passava por trás do altar e deitava entre o altar e o Santíssimo.
E falava, Senhor, eu vou dormir aqui, porque lá em cima, sozinho, eu estou na merda. Só que aqui, na presença real, tocável. Isso aí não é minha cabeça, porra, não é o que eu acho. Isso tem gosto, tem cheiro. Eu ouço o nome disso, os meus sentidos podem te tocar, a presença real. Porra, e é óbvio que eu não vou ter coragem. de fazer merda na frente do Santíssimo.
E quantos sacerdotes eu já safei falando para eles da graça real, da presença real, que não é para deixar a gente sozinho. Quantas pessoas diariamente eu atendo aqui E a terapia é extremamente simples, porra. No meu primeiro passo, o primeiro passo que eu dou, a terapia tá feita. A terapia de todas as fobias, todas as fobias. É extremamente simples.
Há presença. no quanto de grau o paciente precisa. Se for no grau máximo, porque ele está muito fraco, é no grau máximo. No grau máximo. Então, vocês querem dar um exemplo? Quer um exemplo simples aqui? O pessoal vai para a terapia. Aí, na terapia, eu posso tratar das ideias que o crítico tem, eu posso tratar das imaginações que ele tem de futuro. Só que eu não tô lá na presença dele, né? Eu vou ficar uma horinha aqui com ele, na frente dele. Daqui a pouco, ele vai sair daqui, da minha presença, e vai voltar lá pra solidão dele, pô.
Aí tu fica aqui na terapia, né? Aí eu fico aqui na terapia, falando e tal. Quando eu percebo que o cara é muito fraco, eu falo assim, cara, esse cara precisa de mais presença, mais graça. Aí eu falo assim, meu jovem ou meu irmão, quem é que mora aí contigo? Fulano, minha esposa, com meus filhos, o meu pai. Eu falei, me faz uma gentileza, no próximo atendimento tem como eu não conversar contigo, conversar com essa pessoa que mora aí contigo e tal? Aí às vezes... É um adolescente querendo se livrar da pornografia e da masturbação.
Eu falo, vem cá, como é que acontece isso aí? Aí ele, não, todo dia, pô, quando eu vou pra tomar banho, no banheiro, não sei o que lá e tal. Aí eu falo, deixa, tu mora com quem aí? Eu moro com fulano, ciclano e tal. Quem mora sozinho? Pô, se ferra pra caraca, meu irmão. Por quê? Porque não é bom que o homem esteja só, porque quem tá sozinho... E está na desgraça. Ah, Diego, mas eu sou religioso, eu sou padre. Porra, vocês nunca estão sozinhos.
Vocês são casados com comunidades, porra. Vocês veem a história da igreja, ela tem uma coisa muito bonita, né? Depois que começou a vida monástica, mônula, da solidão do deserto, sendo muito famosa por causa de Santo Antão, né? A vida dele escrita por Santo Atanásio. Aí a gente começou a ver os monges, monos, vida monástica de um só. Aí o que vocês acham que começou a acontecer? Começou a dar merda, pô. Ao invés dos monges se santificarem, começou a geral se afundar, pô. Então o pessoal olha pra vida monástica assim, ó.
E fala assim, nossa, que maravilha, você é monge? Ele falou, olha como que a vida monástica deu certo. Sabe quando que a vida monástica deu certo? Quando Santo Agostinho, São Basílio, São Bento fizeram o quê? Tem como a gente fazer uma comunidade monástica? Já é meio contraditório, né? É mono e comuno. Comunidade monástica. Ou seja, a gente vai ficar sozinho, tá ligado? Só que fica ali no meu campo visual pra eu não fazer merda pra caraca, pra gente se encontrar de vez em quando pra tu me salvar.
Aí olha a diferença de você sozinho dentro de casa, jogado no sofá, vendo o futebolzinho. Tô sendo light contigo, que tu vê muito mais merda do que essa no celular. Aí entra tua esposa, teu filho, alguém no trabalho. Aí tu faz assim e volta a viver uma vida decente, né? É. Tu tomou uma estocada da graça, da presença real no mundo que salva. Cês tão entendendo isso que eu tô falando pra vocês? Tá difícil, tá longe assim, Du. Por que nego gosta de ter cachorro pra cacete e gato pra cacete dentro de casa e não gosta de ter pessoa?
Porque tu pode fazer a merda que tu quiser na frente do gato e do cachorro, porra. Porra. Que merda. Vocês sabem o que é atender uma pessoa que mora sozinha? Na solidão. E que ela mija e caga. Mijar e cagar é meio forte, né?
Ela faz xixi e cocô. na própria cama, porque ela não tem força para levantar e não tem nenhuma presença que salve a vida dela. Na mitologia judaico-cristã, depois que Adão e Eva fazem merda.
A presença de Deus, a graça de Deus, Deus vem, né? Aí eles se escondem. Vocês veem, olha só, o afastamento da graça, ele é uma pré-condição pra gente fazer merda. É por isso que teve alguma live aí que eu falei com vocês no final. Só tem vida intelectual quem tá em estado de graça, porra, se confessa, o estado de graça, o estado de graça, o estado de graça.
Porra, é isso que eu tô falando pra vocês. é a maior luta da nossa vida. Qual é a maior luta da vida do homem? Lutar pelo estado de graça e pela permanência nesse estado, pô. Porque se você não tá nesse estado, você se esconde. Não foi assim que aconteceu? A minha filhinha, a minha quinta filha, Maria Tereza, quando ela faz uma coisinha vergonhosa, Ela bota a mão nos olhinhos assim, ó, e vai saindo, ela vai se afastando de mim, porra, do pai dela, vocês entendem?
Não sou eu que a abandono, pelo contrário, eu vou atrás dela, porra. Mas é uma repulsa da minha presença da graça, uma repulsa. E aí tudo começa a dar merda pra caraca depois disso, né? Você vê como pré-condição, você vê. Irmão... O que que Eva foi sair pra passear no Jardim do Éden? Longe de Adão e de Deus, pô. Aí ela foi. Eles estão ali resenhando. Eu vou ali ver qual era aquela árvore ali.
Vocês percebem a pré-condição? Aí eu atendo o animal do cara que quer ganhar dinheiro, ficar fortão. Vocês sabem de onde que eu penso isso antes de chegar a sair falando aqui pra vocês? Eu só penso na presença, pô. Eu só penso... É só o cálculo da presença, pô. Educação infantil, de onde que eu tirei que não se fica de castigo sozinho no quarto? Da ideia mais simples, mais banal, mais trivial e mais forte da vida humana. Uma criança não tem nada que aprender ou ficar forte longe da graça.
Pelo contrário, né? quando a gente lê vários relatos místicos de vários santos da Igreja Católica, tipo Dom Bosco, no livro Céu, Inferno e Purgatório, que é um livro fascinante, porque na história da vida real dele, os salesianos viram que quando ele ia para o Céu, para o Inferno e para o Purgatório para conhecê-los, Era tão real que Dom Bosco começou a pedir ajuda para ele não dormir. É muito famoso. São muito famosos os sonhos de Dom Bosco. Quando ele vai para o inferno, ele acorda cheio de queimadura, porque ele aproxima a mão de uma parede, de uma área.
E aí Dom Bosco falou que a grande dor, o grande castigo do inferno, é que parece que existia uma possibilidade de visão da presença daquilo que foi perdido. Então, não só você sofria o castigo da separação, como você via a presença da perfeição. Aí, preste atenção, Eu quero que vocês façam isso em casa. Ao invés de fazer essa merdinha, vou botar meu filho de castigo no quarto. Porra, no quarto, o seu filho vai tocar punheta, porra.
Castigo de sozinho no quarto, porra. Vai ver vídeo no YouTube que ensina a se matar, porra. É difícil de saber essa porra. Agora pega e fala assim, ó, você... Você perdeu a chance de se alimentar aqui na nossa companhia, na mesa, porque o seu comportamento não é condizente. Eu vou te ensinar como é o comportamento da mesa. Agora você sai da mesa. Você não vai ficar sozinho no quarto, não. Você vai sentar ali, olhando a mesa, na nossa presença, a nossa alegria, e vocês vão ver a diferença de uma presença perdida que é contemplada pra solidão, porra, que é a desgraça, o desespero, a solidão, a falta de companhia, aquilo que cobra da gente, a graça santificante, a graça do casamento, a graça da paternidade, a graça da filiação, a graça de todos os sacramentos da igreja.
É por isso que quando o pessoal fala assim, ah, religião é tudo igual, religião não sei o que lá, eu falo, é porra, Deus só pode estar de sacanagem comigo, meu irmão. Como é que uma religião ou todas as religiões que só tem Deus no mundo das ideias, no espiritual lá, como que você queira para amenizar o que eu vou falar? Como que vocês podem comparar eu falar sobre café 10 horas, 10 horas de palestra sobre café? Na minha religião tem café, porra! São dez horas de café eu falando pra você.
Pra impregnar a tua memória e a tua imaginação de café. Vocês sabem que um único instante da presença real do café no mundo que é degustada por mim um gole, em um instante, de café no mundo! É infinitamente mais gracioso do que 10 horas de palestra sobre café. Porra, como que nego quer comparar pra mim como se eu fosse um burrão idiota e dizer que qualquer religião ou lugar que fala de Deus vai tentar tocar na religião que tem o Deus no mundo, que é degustável, tocável, olhável, audível, apalpável, porra!
É um abismo infinito de diferença, da plenitude de toda a graça do mundo pra porra de ideia, porra! E vocês não sabem que a porra da ideia que tá desvinculada da graça da presença do café real, real! Como o Gremlin, né? Das ideias vai nascer uma porra em cada esquina, meu irmão. Uma porra em cada esquina. Porque o mundo das ideias sustenta qualquer porra. Por isso que eu falo pra vocês, porra. qualquer ideia da internet que fizer com que você saia da presença diária da tua esposa e dos teus filhos e da tua rotina concreta da prática da religião sacramental Essa porra é uma doença.
Foge daí, porra. Não é pra você sair de casa pra ficar forte, pra ficar rico e abandonar a presença real, porra. A mulher da rua não é o teu sacramento que te salva, pelo contrário. Se você chegar perto dela, você vai voltar pra casa e vai ter vergonha da tua e vai querer fugir da tua, porra. Não é difícil. Se vocês só pensarem em um assunto pro resto da vida de vocês, de hoje em diante, eu vou calcular toda a minha vida pela presença. Vocês vão salvar a vida de vocês e vão viver uma plenitude maravilhosa, porra.
Porque vocês vão confiar na presença, vão confiar na presença. Porra, hoje é domingo. Existe alguma ideia nessa vida que pode ser maior, que pode me fazer assim? Ah, não. Vocês sabem que tem uma história maravilhosa sobre sacramento da Eucaristia na igreja, que é de um sacerdote que estava com a hóstia na mão. E aí, enquanto ele consagrava, apareceu Cristo na frente dele, assim, atrás da hóstia. Aí ele olhou assim e falou, mas a hóstia não é Cristo?
Mas Cristo está ali, a imagem dele ali. Aí ele largou a hóstia e foi lá no Cristo. Aí o Cristo falou assim para mim, eu estou aqui e não lá. Aí quando ele se ajoelhou pra adorá-lo, ele viu que os pés eram de monstro, né? E aí ele ouviu uma risada demoníaca assim. Porra, meu irmão, confia no sacramento. Exame de consciência, confia na presença da tua esposa, cara. Se estão te oferecendo qualquer parada e o teu casamento vai piorar, Irmão, não é aquilo.
Não é aquilo, porra. Não é aquilo. Se estão te financiando mais dinheiro, porra, e você tem uma vida com teus filhos, das atividades que você faz com ele, o caramba, não é o dinheiro, não vai, porra. É falso, porra. Vocês têm que aprender a se proteger com a presença real, porra, que chamou vocês, porra. Não confunde. Quem me chama de meu amor? É a minha esposa, porra! Se bem que tem caixa de mercado que faz isso, né? Meu amor, minha querida, tem essas paradas, né? Quem te chama de pai em casa é teu filho, porra.
O que tu tá fazendo, cara? Onde tu tá, meu irmão? Como é que tu saiu de casa, cara, pra ganhar dinheiro pra tua família, porra? Se tu é fraco fora da presença, cara, pra onde tu vai, porra? Eu vou olhar pra ficar forte. Tudo bem, porra. Faz isso em casa, na presença deles, meu irmão. Porra, não é difícil, cara. Não é difícil, porra. É por isso que quando eu era adolescente, eu pegava minha mochilinha, sábado de manhã, pegava um 910 em Madureira, ia até a Saraiva da Barra, no New York ali, saltava ali e ficava de oito da manhã até quase o shopping fechar, estudando na Saraiva.
Falei, meu irmão, eu vou acabar com essa porra de sexualidade dentro do quarto. Eu vou ficar aqui na Saraiva estudando o dia inteiro com os sanduíches na mochila? Porque aqui acaba essa porra e eu vou ficar vendo livro e estudando de verdade, pô. Aí nego deixa, o pai deixa, o pai e a mãe deixam. E falou, ó, presta atenção aqui, ó. 117 aqui, 274 aqui. Se qualquer um de vocês usa quarto de casa pra deixar filho dentro de quarto, que não seja dormindo ou pra pegar roupa pra levar pro banheiro pra tomar banho.
Ou deixa a portinha de banheiro trancada. Eu vou falar pra vocês sério, hein? Vocês estão destruindo a vida dos filhos de vocês. Arranca essa porra dessa porta desse quarto, porra! A vida é na sala, porque é na sala que tá a graça da família, porra. É lá que a gente é forte. É homem, é mulher, é pai, é filho, porra. É lá que a gente ouve a voz, pai, mãe. Porra, mas eu não consigo, Diego, rezar na sala. Eu não consigo trabalhar na sala. Porra, você não consegue?
Porque você não percebeu ainda que quando teu filho te chama pai, ou quando tua esposa te chama meu amor, se você ainda tá putinho, você ainda não encontrou a tua vocação e não percebeu qual é a hierarquia dos amores na tua vida, pô. Larga essa porrinha que te deixa puto quando você ouve a tua vocação, pô. Ouvir pai é ouvir a vocação. É essa porra que não faz a gente ser um miserável. A gente não precisa fazer uma porrada de curso pra isso, porra. Pra ficar cheio de curiosidade, pra aprender mais coisa.
E vocês vão ver isso. Na próxima live do Domínio, a gente vai acabar de vez com essa porra de querer ficar buscando novidade e curiosidade o tempo todo, porra. Por causa da presença que domina. Se vocês não encontrarem isso na vocação de vocês, vocês vão virar mendigo, mendigo de conhecimento, de novidade, de querer aprender coisa nova. E tem homem e mulher que vivem assim. Presta atenção. Se vocês não limpam a casa, não são zelosos dentro de casa, não praticam a religião de maneira zelosa, que são os grandes amores.
Se vocês ficam avacalhando e zoando os outros, que querem praticar a religião de maneira perfeita, aí vocês querem chamar isso de escrúpulo. São vocês que vão ficar limpando medalha, pulindo carro, limpando pneu, pesando grama de proteína, pra viver uma perfeição de merda. De merda. Vocês não podem ficar fora do estado de graça, porque senão vocês vão fazer como Adão e Eva, Deus vai aparecer chamando Adão, Eva, cadê vocês?
Eu quero vocês. E vocês vão se esconder deles, atrás da árvore. Não é assim que está escrito lá? Porque vocês abandonaram a presença que é a vocação. Não abandona, porra. São poucas as presenças que são a nossa vocação. Nós temos que estar atentos a poucos nomes. Poucos nomes. Se eu ouvir, professor, quando eu tô aqui, se eu ouvir, comandante, se eu ouvir, pai, se eu ouvir, meu amor, larga tudo e vai, porra! Senão vocês vão sentir vergonha e vão se esconder e ir na solidão.
É imoralidade, escuridão, angústia, medo. E pra fugir disso tudo, a gente vai contar proteína de carro, de carne, limpar... Meia hora pra limpar o aro de um carro, de um pneu. e vai ficar apontando o dedo para aquela mulher de véu na igreja que vai receber a Eucaristia e ficar falando assim, cheia de escrúpulo. Cheia de escrúpulo. A presença é a graça.
Eu não posso nem falar o tempo de presença tempera, que a gente nem começou a falar disso aqui, né? Eu falei só da presença e da ausência. A gente tem que fazer uma outra live pra ensinar que é o tempo de presença que tempera. É o tempo de presença que tempera. A presença é a graça. O maior tratado da maior das ciências é o simples fato da gente estar presente num lugar que só eu posso estar. Porque se é verdade que a gente está aqui juntos 10h20 da noite, falando sobre presença, falando, falando, falando, e eles falam na internet, e não sei o que lá.
A verdade é que a presença individual é que no mundo da memória e da imaginação, todos nós podemos compartilhar tudo, não é? Nós podemos juntos aprender sobre dez horas de café, não é? Mas a verdade é que quando eu tomo o gole de café, que é o meu café, nenhum de vocês pode tomar, né? Então, se eu não largo a minha família para fazer todos os cursos que nego quer que eu faça, para ir dar palestra em todos os lugares que nego quer que eu dê, é porque as pessoas não entenderam.
Aqui dentro, o café aqui de dentro da minha casa, só eu posso tomar, porra. Vocês não podem querer tomar meu café, porque se vocês quiserem o meu café, na casa de vocês vai ter um café que nunca vai ser tomado. o Alexandre, o Mateus, o Luís, a Luísa, o Marcelo, Barbieri. Só podem ser chamados lá dentro da casa deles de meu amor pela pessoa que está lá, de pai pela pessoa que está lá, de esposo pela pessoa que está lá.
Não ouçam isso de qualquer jeito, porra. Para querer a vida das outras pessoas, Vocês sabem por que eu não fico mostrando a minha vida aqui? Nego fala assim, pô Diego, o teu Instagram não cresce mais, porque não sei o que lá, porque você fica só ensinando, o pessoal quer ver, quer ver como é que tu faz aí dentro da tua casa e não sei o que lá. Só que eu já percebi que a galera não tem maturidade pra isso, porra. Se eu mostro como eu faço as coisas com o personagem no palco, o pessoal começa a querer imitar a minha vida, porra.
E vocês não têm que imitar a minha vida. O cálice que eu vou tomar, só eu vou tomar, porra. Vocês não perceberam que tem um cálice que só a presença de vocês pode tomar? E que quando vocês tomarem esse cálice, ninguém mais no mundo toma? Então, quando eu ensino só ideias e palavras, vocês podem pegar as minhas ideias, as minhas palavras, e sem saber como é a minha vida e o meu cálice, e vão tomar o cálice de vocês, pô. vão querer a vida de vocês e a presença de vocês, porra, a minha presença aqui.
A gente vai ver na próxima live sobre o domínio, a presença que domina. Porra, mas vocês têm que começar a ter consciência da presença de vocês, porra. E dessa vocação que as presenças à nossa volta chamam. E vocês têm que saber quando vocês estão em lugares onde vocês são chamados pela graça e nos lugares onde a graça não está, os lugares da desgraça, você entende? Porra, as pessoas tão vivendo assim, cara, sem saber, sem calcular. Eu olho a vida do cara casado, meu irmão, e eu falo esse termo.
A vida do cara é uma desgraça, porra. Porque na vida dele não tem filho chamando pelo pai e não tem mulher chamando por meu amor, porra. É uma vida desgraçada, porra. Buscando dinheiro, buscando músculo. Uma vida desgraçada, porra. Vocês, pelo menos, que estão aqui comigo, porra, vocês não podem mais fazer essa porra. Vocês têm que ver essa live todo dia, até decorar, porra. Para de ficar querendo aprender coisa nova, nova, nova, se vocês não conseguem aplicar a porra básica na vida. Isso me lembra, porra, no outro dia, O meu filho mais velho fazendo as contas já de filho mais velho, e o filho mais novo falando assim, papai, me pergunta a tabuada de multiplicação.
Não, filho. Porra, você é soma, filho. Você é soma, porra. Porra, e eu fico olhando pras pessoas assim, cara, e fico pensando assim, meu irmão, o cara tá ensinando as porra na internet, cara. E na minha cabeça, Tá nítido, cara. Tá nítido que essa porra vai destruir um monte de família, porra. Porque é uma ideia desgraçada, tá ligado? Pra mim, essa porra é igual soma, meu irmão. Dois mais dois são quatro. Porra, o maluco tá ensinando que a masculinidade na internet é o maluco sair de casa, ficar forte, trabalhar igual um animal, Eu fico pensando assim, é uma porra, meu irmão.
Mas e a graça, porra? E a presença, cara, que é a porra mais básica? Aí tem gente que é pica-to-fly da educação e tá falando, a criança tem que ter uma autonomia. Tem que deixá-la sozinha pra ela fazer as coisas, essas porra aí da Montessori, o caramba, essa armadilha que aparece aí. Aí eu fico pensando assim, mas porra, meu irmão, o fundamento da educação básica é a presença dominadora, porra. Falei, cara, como é que nego se perde nessa porra? Pois é, nego, não sabe somar. Porque a presença é o fundamento de todas as coisas.
para fazer qualquer ciência, o que eu preciso? Qual é o fundamento de qualquer ciência? Quando a gente entra numa ciência, qualquer ciência que vocês estudem, qual é o fundamento de qualquer ciência? É um objeto que aparece, não é assim? Essa é a graça da ciência. Vocês querem uma vida de família, educar os filhos, Então saibam o fundamento da ciência que vocês querem se aperfeiçoar, a graça dessa ciência, é a presença real fixa e demorada da tua esposa no casamento e a presença real fixa, demorada, consciente, intencional dos teus filhos.
Com isso, já cai uma série de neuroses de todas essas merdas que vocês querem fazer. Eu tenho dúvidas se eu vou sair de casa pra ganhar mais dinheiro, mas eu não consigo, vou ter que trabalhar uma semana fora, longe da minha esposa e ir pro meus filhos. Eu vou sair de casa pra ganhar mais dinheiro, pra botar neles naquele colégio de 5 mil, que tem educação o dia inteiro, tem jiu-jitsu, não sei o que lá, o caramba. Aí eu fico olhando pra essa porra assim e falo, porra, a gente tá muito na merda, meu irmão.
Que educação e que casamento desgraçado. Desgraçado. Que porra de educação desgraçada, de cultura desgraçada, de vida profissional desgraçada, de trabalho desgraçado. Que desgraça mesmo. Com isso, você viu, eu já fui dar palestra em várias empresas, né? Aí nego... Falou assim, po Diego, você acha que a empresa... Aí eu olhava a empresa assim, cada um numa cabine, né? Cada um numa cabine a empresa. Cada um no seu setor, na sua salinha fechada e tal. Aí eu ficava pensando assim... Não porque aqui eu tô tendo uns problemas e tal.
Pô, tem cara aí que foi encontrada pedofilia no computador do cara e não sei o que lá. Aí eu olhei e falei assim, porra, mas vocês também estão pedindo isso, né? Eu quero, mas como assim? Ele falou, cara, olha como é que todo mundo trabalha, cara. Todo mundo trabalha sozinho, isolado, pô. Faz uma estação central com todos os computadores ali em volta, de forma que se eu levantar pra ir no banheiro, eu vou olhando os computadores de todo mundo. E vê aí se vai ter pedofilia na tua empresa." Aí o cara ficou me olhando assim.
Caramba, nunca tinha pensado nisso. Aí eu fiquei pensando assim, porra, eu fui só na soma. Entrei aqui e só pensei na presença. Falei, cara, que lugar, que organização desgraçada, porra. Sem presença, meu irmão, geral isolado. Porra, se eu trabalho numa cabinezinha isolada, meu irmão, vou falar, depois do almoço, eu já ia... Eu já ia deitar logo, porra, numa cabinezinha. Eu ia levar um isolantezinho, uns negocinho de TNT, de EVA, que eu usava nas forças especiais, assim, na mochila atrás, um quadradinhozinho pequitinho assim. Porra, se eu trabalho num cubículo fechado, só eu numa empresa, depois do almoço eu ia deitar ali no chão, no chão mesmo, do lado da cadeira.
Porra, ia tirar um soninho gostoso mesmo. Porra, a solidão deixa a gente muito moleque e fraco, porra. Vivam a vida da graça, porra. A vida da graça. Saiam da solidão. Quanto mais filho dentro de casa eu tenho, mais uma superabundância de graça e de presença, porra, vão salvando a minha vida e vão fazendo com o que eu sonhei desde a minha juventude, ouvi Deus me chamando o tempo todo, quando eu fico ouvindo pai e meu amor. Porra, acho que Deus tá ouvindo minha oração e tá me chamando o tempo todo pra ver se eu acabo com essa merda de vida de moleque.
Puta merda. A graça é o sol dessa vida. vivam, desejem ardentemente a graça, fiquem o tempo todo em estado de graça e nunca saiam disso, que vocês vão ver até onde a gente pode ir, na presença, na graça, se não fossem vocês aqui agora tendo paciência comigo. Quando vocês falam assim, Flávio Tanuz, boa noite, Professor! Flávio, quando você senta aqui e me chama de professor, professor!
Você me tira de uma vagabundagem, de uma solidão, você entende? E eu ouço o teu chamado, Flávio, e minha vida tem sentido. Porque eu tenho que salvar você, e pela tua presença você me salva. Então, a tua presença é a minha graça de professor. Vocês entendem que é a presença de vocês que é a minha graça de ser um professor? Olhem para as pessoas assim no trabalho de vocês. Não alguém bater lá na porta de vocês pra pedir uma ajuda?
Porra, vocês vão enxuotar a pessoa porque vocês estão arrumando a mesa ou comendo? A mesa arrumada e a comida só servem justamente pra vocês atenderem ao chamado da graça. Meu chefe, comandante, professor, doutor, quando vocês ouvirem isso, Ouçam a voz da graça tirando a nossa vida da merda. É por isso que eu fico ouvindo aqui e o meu coração vai se incendiando quando eu entro e fico 10, 15, 20 minutos. Boa noite, professor, professor, professor, professor, professor. Aí várias vezes a minha esposa sabe que eu não queria entrar aqui.
E eu ouço o professor, a graça. E eu venho. E a gente tá aqui. Entenderam? Tamo junto. Obrigado pela companhia de vocês.