Coletânea

Amor, matrimônio & família

Palestra Prof Diego Reis e Mariá.

49:29 · ~40 min de aula05 de julho de 2024Transcrição automática · em revisão
  • as cinco dimensões da educação
  • a vocação de dominar
  • carinho e firmeza (simpatia/antipatia)
  • o mundo afetivo (o patos)
  • a rotina como domínio do mundo físico
  • a presença educa
  • a dimensão transcendente (o prato que transcende a força)
  • a educação da vontade
  • o personagem no palco
  • as ejaculatórias / mantras das crianças

Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 9:30.

O nosso papel aqui hoje é compartilhar um pouco de experiência relacionada a esses cinco pontos.

Citações verbatim

Trechos da aula

Essas cinco dimensões aí, elas nada mais são do que exercícios de domínio que a gente vai realizar no mundo, né?
— Prof. Diego Reis
Carinho é ter um movimento simpático por tudo aquilo que realiza o homem e faz o homem dominar o mundo. E firmeza é um movimento antipático por tudo aquilo que destrói o homem.
— Prof. Diego Reis
Não deixem os filhos de vocês perceberem que o prato transcende a força de vocês.
— Prof. Diego Reis
é no detalhe que a gente educa, é no por menor, podem ter certeza.
— Prof. Diego Reis
Palavra por palavra

Transcrição completa

Transcrição automática · em revisão

Essa era a imagem do Ministério da Educação. Eu não pude estar presente, mas acompanhei. E a cara de um dos diretores dessa, então, amostragem é bem simbólica. O teste PIS é um teste que ocorre de tanto em tanto tempo, que mede matemática, português e ciências. Eles estavam apresentando os resultados do mundo e do Brasil. E aí, eu não sei se vai dar pra ler, mas eu acho que esse simbólico, o relatório oficial do governo federal, fitou-se isso daqui. Tentem ler apenas, de repente, só o bifado.

Percebam que 50% dos brasileiros tiveram baixo desempenho em um teste. 2% atingiram alto desempenho. O alto desempenho em um teste de PISA é a capacidade de distinguir opinião de fato. Ou seja, 2% dos jovens de 12 a 16 anos conseguem distinguir opinião de fato. Considerando a matemática, 73% registraram baixo desempenho. 1% dos brasileiros atingiu alto nível. O alto desempenho significa saber fazer uma coleção de moedas, por exemplo, do dólar para o real, o que é alarmante. E considerando ciências, 55% baixo desempenho e 1% alto desempenho.

É interessante que nas conferências que a gente participa no Brasil e vai começando com os profissionais de educação e tal, é como se, por exemplo, no cenário do Rio de Janeiro, com os colégios que são tão particular, esses números se movimentam um pouco, mas em geral existe uma dificuldade chave na leitura de números e letras e no reconhecimento da realidade por parte das pessoas. Isso é muito triste. Agora, por que isso tem a ver conosco? Paulo Ronen, que foi um grande professor austríaco, veio para o Brasil e aprendeu o nosso idioma em seis meses.

Há 20 anos, o domínio de um razoável vocabulário não era julgado nem em luxo intelectual. Pelo contrário, parecia indispensável não somente para alguém se exprimir, mas sobretudo para pensar. Porque a gente sabe que existe uma máxima filosófica, que a realidade é muito maior do que aquilo que eu consigo perceber, não é? Quer dizer, o mundo real é muito maior do que os nossos sentidos. Aquilo que eu percebo é muito maior do que aquilo que eu consigo raciocinar ou pensar. E o que eu penso é muito maior do que o que eu consigo expressar.

Ou seja, a expressão verbal, simbólica, numérica, é muito inferior à realidade, por sua vez, muito inferior àquilo que eu consigo perceber. Agora, se a nossa capacidade expressiva está muito aquém do que é necessário, do nosso vocabulário. E qual é a idade mais profícia para se reconhecer, como se expressar perante o mundo, como se expressar perante... Reconhecendo os próprios sentimentos, são aqueles setenhos, né? De zero a sete anos, quando a criança busca reconhecer, através de suas flexibilidades, que ela tem segurança, carinho e amor, tentar expressar aquilo que sente e percebe que, através das suas palavras, ela exerce algum tipo de domínio no mundo.

Agora, com os dados que a própria OCDE traz pra gente através do PISA, não tem como olhar pra educação brasileira e perceber que tá tudo bem, tá tudo certo. Não funciona isso. Não tem como isso. E quem trabalha em educação, a cada ano a gente vai percebendo essa dificuldade, a cada ano. Um exemplo disso, o livro do Guziedas, por exemplo, há 50 anos atrás, era dado no primário, com uma análise gramatical primária, morfológica. Tudo começa na linguagem. E um exemplo muito simples, já fechando a fala pra gente passar, Hoje, numa grade horária de ensino infantil, ensino fundamental, o tempo dedicado ao ensino da língua é precisamente o mesmo tempo dedicado às demais ciências.

Mas se uma pressupõe a outra, isso não pode acontecer. Aqui a gente está apontando alguns motivos pelos quais nos alarmam nisso. E aí poderíamos pensar, não, isso é uma realidade brasileira. Aí o relatório continua. Esses aqui são gráficos da realidade da Finlândia, que tanto alguns movimentos políticos gostam de trazer como um país ideal, né? O índice de felicidade, o Natalívio, etc. E esse é a leitura, a matemática e a ciência. E aí depois, o relatório do mundo. No mundo inteiro, nesse mesmo teste, nós vimos uma queda, matemática, leitura e ciência.

E qual é a justificativa disso, exatamente? Historicamente, por que que estamos aqui, como filho do Fabiano, olhando para o mundo e se perguntando. Essas coisas foram feitas por gente, elas têm nome. Vocês entendem a analogia? Uma vez que você nomeia as coisas e consegue reconhecer, de alguma forma, as características exprimíveis daqueles objetos do mundo, de si mesmo, de certa forma você exerce um certo poder. Diferente disso é o quê? É o espirneio, é o grito, independente da idade, é a guerra em última instância. E já fechamos.

esse livro aqui parece que é uma... eu acho que esse livro aqui do CS News cartas de um diabo e seu aprendiz eu acho que ele não foi escrito exatamente para pessoas que acham interessante como que o... como que o diabo professor fala com o seu diabo aprendiz de como destruir a humanidade parece que foram lidos, foi lido realmente por certas pessoas que intencionalmente estão destruindo a educação e tem uma frase nesse livro que é muito simbólica as crianças pelo... as crianças se influenciarmos na sua educação no princípio básico de que os alunos preguiçosos não devem sentir-se inferiores aos alunos esforçados.

Nas escolas, as crianças que forem muito preguiçosas para aprender línguas, matemática e ciências podem ser levadas a fazer aquilo que as crianças costumam fazer no seu tempo livre. E aqui vem o ponto importante. Não importa qual seja a bobagem que estiverem envolvidas, a educação deve contemplar a igualdade de valor. Igualdade de valor não são valores fundamentais. é a igualdade por baixo de qualquer coisa que seja. A igualdade de que se você acha que 2 mais 2 é igual a 5, não tem problema, porque é a sua opinião.

Muitos se conectam com a realidade. E aí a gente chega aqui, com filhos de Fabiano, sem consciência do problema que estão, e aí a gente chega com jovens de 16 anos, 17 anos, que não são capazes de expressar-se a si mesmo, militando com causas que sequer têm ver da sua história. Esse é o motivo de nós estarmos aqui hoje, Primeiro, sendo com muita sinceridade, abertura de coração, pensando nos nossos filhos, depois nos filhos dos nossos filhos, nos filhos dos amigos dos nossos filhos, diante de uma situação que talvez, intencionalmente, a gente não saiba em que lugar vai chegar.

Não exibi nenhuma opinião, foi apenas uma conexão de fatos, considerando aí uma realidade literária. Mas o que falei foi apenas uma dimensão do ensino. é a dimensão intelectual. Essa dimensão hoje, no mundo materialista que vivemos, é talvez a dimensão mais valorizada, né, quer dizer, esse mundo. O que é uma pessoa bem-sucedida? É aquela que tem posses, talvez, materiais, meios, e esses meios correspondem àquilo que se sabe em termos de força de ação para se agir. Mas existem outras dimensões que eu, nesse momento, convido com muita alegria a Maria e ao Diego para trazerem aí a contribuição aqui para o nosso colégio.

Mais uma salva de palmas para o Paulo. Olá, meu nome é Mariana, Diego, minha esposa há quase 10 anos e a gente tem 5, 6 filhos. A minha relação com toda a história de vocês é bem grande porque eu também fiz parte de um grupo, promotor, de um colégio que abriu lá no Rio de Janeiro há quase 10 anos, também foi o ano que o meu casamento aconteceu, 2015, colégio Monte Alto. Então, no ano que a gente casou, foi o ano que o Monte Alto abriu, eu tava lá deixando lá.

Era nada, assim como é aqui agora, que vai se transformar. E, de fato, há muita esperança nesse trabalho aqui com os filhos. Assim como a gente, pensando nos colégios, né, que tem esse mesmo perfil, né, que começaram, o grupo de pais pensando de forma esperançosa na educação dos seus filhos, mais do que na educação, na formação deles, Começaram a se reunir, começaram a estudar, encontraram um lugar. Então, tudo foi começando assim. E se vocês pensarem no Porto Real, lá no Rio de Janeiro, que já tem um nome grande, muito alto, daqui a pouco o Dávila também será um colégio de grande nome aqui na Serra.

E tudo depende das famílias que se empenham nisso. Eu sou testemunha, eu fui professora e mãe de alunos e não tem como um colégio pra frente sem a parceria dos pais. Saibam que a responsabilidade é grande deles e de vocês também. Essa parceria é para que a educação dos filhos de vocês aconteça e para que o colégio cresça. Então, sem dúvida, a gente faz voto de que tudo ocorra bem e que em breve isso aqui seja já fornoado de famílias e de crianças. O nosso papel aqui hoje é compartilhar um pouco de experiência relacionada a esses cinco pontos.

Quando a gente tem filho, a gente começa a pensar em um monte de coisa. A gente já tem seis, já passou por algumas fases. E quando um filho nasce, a gente pensa em choval, a gente pensa em quarto, a gente pensa em tudo que se compra. E a gente será que pensa em como que eu vou educar aquela criança? Não são todos casais, eu tenho esperança de que muitos aqui tenham esse empenho, porque a gente se dedica tanto para o trabalho, a gente faz faculdade, voz, doc e tudo mais que envolve a formação acadêmica, mas será que eu me preparo dessa forma, com esse empenho, com esse entusiasmo para formar os meus filhos?

Fica sempre esse questionamento, porque de fato é assim. A gente vai deixando acontecer, a gente vai acreditando que o senso comum vai formar nossos filhos, que a sociedade vai formar, que o Estado tem essa responsabilidade, quando não é de vocês. protagonismo e o sucesso da educação dos filhos de vocês é de vocês. E quando vocês transferem, podem ter certeza, muita coisa no caminho pode dar errado. Então a gente vai conversar um pouco sobre as dimensões física, intelectual, relativa, afetiva e transcendente. Quando a gente pensa em dimensão física, a gente pode pensar em sono, em alimentação, higiene e também em atividade física, propriamente dito.

Então, e tudo isso, esses três primeiros pontos, eles são muito bons e se unem no seguinte sentido, o controle da irritabilidade da criança. A gente tem muitos casos hoje em dia e muitas queixas, isso eu falo até enquanto professora, que eu ouvia nas preceptorias, que é aquele encontro que eu fazia com cada pai e mãe de criança, que é Um dos pontos mais difíceis era controlar a criança em diversas situações, numa festa infantil, no shopping, na casa dos amigos. Então assim, esses três pontos, sono, alimentação e higiene, sem dúvida colaboram quando bem estabelecidos.

Porque a criança controle a irritabilidade, por exemplo. Eu trago esse ponto porque como era uma queixa, eu acho que também vocês devem de vez em quando pensar como é que eu faço uma filha quando acontece isso, né? Quando ele faz uma birra em público, por exemplo. Mas, sem dúvida, esses três pontos também quando bem informados, colaboram para um bom desenvolvimento intelectual. Então, tudo vai estar interligado quando você for ver e fazer esse panorama da educação das suas crianças. O que, apesar do Bruno ter falado e falado muito bem da dimensão intelectual, que é muito importante, Eu conversava com uns amigos essa semana e eles estão pensando em ter filhos.

Eles não são como vocês, são de uma outra realidade. Aquela história da mulher que se dedicou ao trabalho anos e agora, vou pensar em ver se eu tenho filho. Então, assim, aí conversando com a gente, né, a gente... Óbvio, a gente só se empolga quando tu nos pergunta, a gente não fica impondo nada pra ninguém. Mas era engraçado eles pensando assim, qual colégio que a gente põe, Maria? Será que a gente bota no Santo Agostinho? É um péssimo colégio em relação à formação humana. Eu olhava assim pra ele e falava, meu Deus do céu.

Eu perguntava assim, o que vocês querem pro filho de vocês? Ah, que passe bem no Enem. E eu pensava, e até falei, mas só isso? Será que é só isso que você quer para o seu filho? De verdade? Vem tanto mais para formar no ser humano? Em pontos muitíssimo mais importantes, inclusive. Mas ficou engraçado, me marcou essa conversa. Então, sim, a gente tem que pensar na excelência intelectual. Eu tenho certeza que eles pensam nisso. Mas pensar também em todas essas outras dimensões, porque elas são encadeadas.

Então, assim, pontos práticos, né? Então, a criança que dorme no próprio quarto, que não dorme na cama dos pais, os dois, tanto os pais quanto a criança, tem uma boa noite de sono, né? Com a janela certa de sono pra aquela criança. Que ela durma também num horário estabelecido. Então, assim, não existe essa história de nossos filhos. Ah, que horas seus filhos dormem? Todo dia às oito e meia da noite. Ah, mas aí se ele quiser ficar já... Não. Ah, mas se ele quiser... Não, é às oito e meia da noite.

Ou seja, existe uma rotina muito encadeada, muito quadradinha, que faz com que eles fiquem bem, né? Então, ter as horas dormidas corretamente, o lugar certo, né? E uma autonomia de sono também, isso é importante. Então, é bom e importante pra rotina, inclusive do casal, que a criança tenha tanto um lugar quanto um horário certo pra dormir, pra que a rotina de um adulto aconteça depois. Quantas queixas eu ouço, eu tenho o Instagram aberto, De pais e de mães, principalmente, porque assim, eu não tenho tempo pra mim.

Eu que pergunto, vamos lá. Eu até tento, né, meio que conversar e pontuar. O que você faz nessa hora? Que hora o seu filho faz isso? Eu vejo que, de fato, a mãe é totalmente devotada à vida das crianças, que ela não tem tempo nem para ela, ou seja, isso não é bom. Precisa haver um equilíbrio também nisso. Então, assim, a rotina, inclusive, desses pontos, faz com que o casal, porque, afinal de contas, o casal estando bem, a família está bem. Se tudo isso está acontecendo bem, as crianças ficam bem também.

Então, você ia comentar alguma coisa do sonho? Depois a alimentação. Também uma criança que se alimenta bem, ou seja, que tem acesso a todos os nutrientes de todos os alimentos, a criança que se esforça para entender que o momento da refeição não é só o momento de nutrição, mas também de ato social, ou seja, eu sei me cortar a mesa, a minha criança senta para comer, eu estou correndo atrás dela dando comida, enquanto eu também nem como. Então assim, a minha criança senta a mesa, ela sabe se por tal, ela bota as pernas em cima da mesa, se espreguiça, não segura o talher direito.

Nossa, Maria, você é muito chata, muito detalhe, mas é, é no detalhe que a gente educa, é no por menor, podem ter certeza. Falam pra gente assim, nossa, vocês são quase robôs, vocês não relaxam. Eu falo assim, vocês não são... Não tem espontaneidade na vida de vocês. Eu falo assim, gente, espontâneo, é assim, é frio, doce. A vida de educação de uma criança não pode ser espontânea. Eu não posso ir levando como se naturalmente a sociedade, as experiências delas, a maturidade fosse educando. Não, precisa haver intenção no que eu faço.

Então sim, eu estou o tempo inteiro ligada nelas, principalmente na minha infância. Eu preciso estabelecer e ter certeza de que a primeira infância foi muito bem formada, porque depois virão outras influências que não mais dependerão da minha vontade e da nossa ação, mas tendo as bases formadas, eu tenho certeza que eles ficaram bem. Esse nosso esforço de, de fato, não relaxar, não relaxar mesmo, mas assim, viver muito tranquilamente e fazer com que eles vivam bem também. com tranquilidade, faz muito bem. Uma coisa que nos colégios a gente tem muito lá é de criar várias mantras para as crianças.

Por quê? Com a repetição de pequenas frases, quase ejaculatórias, as crianças vão internalizando e levam para casa também. Na alimentação, uma delas é, para eu ficar forte, eu como de tudo. A professora fala isso no refeitório, a gente falava 500 mil vezes. até entrar na veia da criança, que ela levesse pra casa, pra que os pais entendessem também. Tô assim, ai Maria, mas eu não queria ervilha. Pra ficar forte, eu como de tudo. Tô assim, a criança se esforçou pra comer uma. Tu viu que foi, de fato, um esforço?

Parabeniza, se alegra, né? E pais também sejam um exemplo, né? Porque antes de nada, você dizer pro seu filho comer a berinjela, se diante dele você faz uma cara horrorosa, você não come, né? Ou seja, Ele vai ver em quem o modelo do exemplo. Então se esforcem sim, porque afinal de contas, eles precisam ver na gente a força, pelo menos o esforço de lutar. Isso é importante também, né? Essas pequenas mantras, né? Então assim, pra ficar forte eu como de tudo, eu sou forte, né? E como de tudo funciona muito bem.

E como são crianças pequenas, né? ajudam, levam também pra memorização. E aí de ele, no fim das contas, ela dá dignidade pra criança. Eu cansei de receber criança assim, enrolada no próprio lençol que dormiu, abraçada com o mesmo pijama e a gente que tinha que trocar na sala de aula. Criança desganhada, então assim, tenham cuidado com as crianças, porque isso também faz parte da dimensão física e dá ela dignidade de pessoa, sabe? Então assim, esse cuidado com como vai vestir, vestir como criança, não como um pequeno adulto.

ter cuidado de ensiná-la também como se vestir, dar autonomia a ela também nesse aspecto. É trabalhoso, é, porque eu podia muito bem, com a Maria Helena que tá fazendo três anos agora, subir a calcinha e o short dela todas as vezes que eu vou ao banheiro, mas eu não, fico na porta e falo, mas filha, minha vida, isso tudo embalado. Ótimo, tá indo bem, vamos lá. Até que um dia ela entende como fazer aquele... onde que eu boto o dedão, onde que eu boto... e sobe a palce.

Maravilha, conseguiu. Ou seja, ela ganhou autonomia e eu ganho mais braços, porque eu posso fazer outras coisas quando eu tenho uma criança autônoma e independente. Então a higiene também faz parte desse aspecto. E dentro da parte física, a educação física de fato, que os colégios tem como linha de ação a psicomotricidade, que é todo o trabalho psicomotor que envolve educação física, digamos assim, que vai depois auxiliar na sala de aula. Então uma criança que caminha e bate nas coisas, tromba em tudo, cai toda hora, não tem dimensão ou não sabe o espaço que o próprio corpo ocupa, possivelmente não vai se portar bem na cadeira, não vai conseguir sentar, vai ter dificuldade de pegar o lápis para escrever porque não vai ter postura, não sabe conter o próprio corpo.

Então, também a educação física, psicomotora, que o colégio vai promover, vai ser muito bom também. Por quê? Lembra que eu falei que era tudo interligado? Na parte intelectual. Quanto às crianças, eu via que, por não saberem segurar lápis, tinham dificuldades na hora de executar a atividade. Então, assim, até nisso, né, a parte física é importante. A gente lá em casa, a gente faz uma mistura, tá, gente? Só pra vocês verem. A gente lá em casa tem, segunda, quarta, sexta, momento de exercício físico. Então, assim, eles fazem treinos reais de sair suado.

Porque a gente entende que, assim, o vigor físico é importante, porque, assim, eu tendo o meu corpo e a minha saúde boa, eu posso, inclusive, além de estar bem, servir aos outros. Uma pessoa que tá caída pelas tabelas, ela não pode fazer nada, nem com você, nem com ninguém, né? Então, assim, uma criança bem ativa, né, viva nesse sentido também, a gente entende que é muito importante o colégio sem dúvida também, e vai trabalhar e vai mostrar pra vocês como age nesse sentido. Então, trabalho de equilíbrio, trabalho de pega correta de lápis, trabalho de salto e de jogar e pegar, tudo isso, né, o colégio vai envolver sem dúvida.

Vocês vão perceber que Essas cinco dimensões aí, elas nada mais são do que exercícios de domínio que a gente vai realizar no mundo, né? Afinal de contas, a gente nasceu pra isso, né? Pra dominar o mundo. Inclusive é assim que a gente se orienta na vida, né? Se a pessoa quer... eu quero ser engenheiro, automaticamente a atenção dele à engenharia leva a ele ficar fixo com o olhar naqueles que dominam a engenharia. Se eu quero jogar futebol, automaticamente eu começo a ser dominado por aqueles bons jogadores de futebol.

A nossa vida é orientada pelo domínio sobre o mundo. Por exemplo, a gente só tá aqui porque as pessoas acham que a gente exerce algum domínio sobre uma realidade que elas queiram dominar. É assim a vida. Todos nós nos orientamos assim. Então vocês veem, isso que eu estou falando para vocês aqui é a maneira como a gente realiza tudo na vida. Tudo. É tudo. Então eu vou dar um exemplo para vocês. Eu atendo as pessoas, né? terapia mental na área de psicologia. Quando uma pessoa chega lá, o que ela perdeu e ela precisa recuperar?

O domínio sobre alguma realidade da vida. Qual realidade? Uma dessas. A realidade mais simples que as pessoas perdem hoje é essa rotina que a Maria está falando. Inclusive, nós adultos, quando as perdemos, perdemos o controle da vida. Muita gente acha que o casamento, por exemplo, às vezes é um inferno e ela só precisa de uma coisa. De rotina. Mas a gente tem adultos com fome, adultos mal preparados fisicamente, adultos que não dormem direito. Aí são como crianças no supermercado, né? Tentam espermear um com o outro.

Adultos! Adultos! Porque não dominam certas partes do mundo. E ainda repetem um mantra. que diz, eu não gosto de rotina, rotina é um saco. Pois é, mas sem rotina não existe vida humana. Não existe nenhuma das outras áreas. Por exemplo, quando a gente começa a dirigir um carro, é horrível, né? Hoje em dia talvez seja mais fácil, mas na época tinha o drama da rampa com o carro manual, né? Sobretudo, a mulherada, né? Falava muito da rampa, da tal rampa. Quando a gente começava a dirigir, a gente ficava lá, estressado, suando, falando assim, cara, agora eu tenho que ligar a seta.

Agora eu vou pisar no freio, agora eu vou olhar pro retrovisor. Que inferno, né? Dirigir carro. Só que depois de um mês, dois meses, quando a gente finalmente consegue o quê? Uma o quê? uma rotina, eu finalmente sou livre para viver as partes mais elevadas da vida humana. Então eu consigo finalmente dirigir um carro e rezar um terço? Dirigir um carro e ouvir uma aula? Por quê? Porque finalmente eu tenho rotina. Vocês entendem o tamanho disso? Então vamos lá. O meu filho José Pedro na cozinha quebrou um copo.

O que o pai precisa fazer? Letra A. Bater com a cabeça na parede. Letra B. Por que eu fui ter filho? Letra C. Eu preciso fazer um curso, não estou entendendo nada. Ou letra D. Você domina o mundo e pela sua presença e pelo seu ensino, ele domina o mundo junto contigo. O que é isso na prática? Filho, você sabe o que fazer diante de um copo quebrado? Você sabe dominar o mundo físico, o mundo normal que a gente vive aqui. Você sabe fazer isso, filho?

Eu acho que sei. Então aplica aí uma rotina pra copo quebrado. Que existe uma rotina pra copo quebrado, né? Tem que pegar o copo de qualquer jeito. Não, mão de pinça. Não vai meter a mão aberta lá no caco que você vai se cortar. Pega os cacos maiores. Depois varre os cacos menores. Depois tem que passar pano, né? Porque a farpa do vidro fica. Não é assim? Pode jogar o caco de vidro no lixo? Aí você fala, não, não pode. Senão o cara da Colorb vai se cortar, né?

Tem que embrulhar o caco de vidro e escrever lá vidro. Não é assim? Qual é o nome disso? Isso é uma rotina, né? Um protocolo a ser aplicado. O meu filho sabe esse protocolo no mundo intelectual, que a gente vai falar daqui a pouco? Às vezes até sabe. Tu já falou pra ele como você diz lá. Já te falei um milhão de vezes. Só que ele não sabe dominar no mundo físico. Num colégio é facinho de ver isso. Quando tem preceptoria, não sei se vai ter preceptoria no colégio de vocês, quando tem preceptoria, eu lembro que a Maria falava assim pra mim, reza por mim hoje que são os pais do Bernardo, nome fictício, tá?

Reza por mim hoje, eu falei, o Bernardo é o cão chupando manga, né? E aí a dificuldade dele imensa, vocês acham que é cognitiva, que ele tem TDAH, que... como todas as desculpas que dão pra gente? Não, não, não, pô. Ele só fica até a tarde acordado na televisão, entendeu? Não é nada demais, pô. Aí a gente conhece um pouco de como é a casa dele. Como o colégio só tá para apoiar a família, o colégio só está para apoiar a família, não se apoia um inferno.

Você entende? Até porque o tipo de colégio que vocês estão tentando formar, eu não sei se já disseram, não sei nem se a galera, não sei nem se estão enganando vocês. O colégio é mais pra família do que pras crianças. Se for educação personalizada, é assim. Porque a educação personalizada só é uma tentativa de tomar de volta o que a gente perdeu por um processo histórico não muito longo. Afinal de contas, os homens saíram de casa há pouco tempo, depois da Revolução Industrial, e as mulheres saíram de casa um pouco depois, por causa das guerras e por causa da ideologia.

Isso é um fenômeno recente. A gente já morou na África, eu já morei no Oriente Médio, no Líbano, já passei por mais de 40 países. Conheço países com IDH lá no alto, Finlândia, Suécia, Dinamarca, e vivemos recentemente mais de um ano em São Tomé e Príncipe na África, com a nossa família. Ou seja, nós vimos vários modelos de educação. Por exemplo, Eu sei porque que a matemática de Singapura funciona. Vai lá em Singapura que vocês vão descobrir. Por que que as coisas funcionam? Elas funcionam quanto mais elas se parecerem com uma família.

E tem que ter rotina. Se não tiver rotina, entra no modo sobrevivência, ou seja, perdeu o domínio da parte mais básica do ser humano, que é dominar coisa física. Física, né? Você vê, quando a gente perde o domínio em todo o resto do mundo, a gente vai comer, a gente vai fazer um monte de besteira no mundo físico tentando o quê? Dominar as partes mais baixas do homem, tá? Então, não desprezem o mundo físico, senão o resto não funciona nada. Depois a gente vai falar um pouco da parte intelectual, porque sem dúvida, procura colégios que formem, sim, bem os nossos filhos da parte intelectual.

Então, a gente busca o melhor método da matemática, o melhor método para ensinar o português em toda a parte do letramento, o método que vai ensinar, de fato, a história e não ideologias. Então, para isso, a gente precisa de boas pessoas ensinando. Eu, como pai e mãe, preciso me formar para ensinar o meu filho e os professores também precisam ser muito bons. Mas bons em que aspecto? Só na parte técnica? Não, porque na parte técnica eu posso pegar o currículo de qualquer um e colocar aqui o melhor currículo.

Eu preciso, além disso, encontrar... E aquele que ensina seja também uma boa pessoa. Por isso a importância de encontrar bons profissionais não só na parte técnica, mas também na parte humana. Por quê? A gente pode se perguntar, né? Mas os colégios que têm bons índices, não sei se eles pensam muito na ideia de fato, né? Porque estão focados em outro. Porém, quando a gente pensa em formar a pessoa como um todo, que é o que de fato a gente está vendo aqui, a gente precisa formar também a parte humana.

E quem ensina o seu filho não vai ensinar somente como escrever a letra A, como somar o 2 mais 2. A pessoa vai também transferir para o seu filho quem ela é. Então a presença ela educa. Eu via isso, cada um vai usando no dia a dia muitas expressões, do próprio vocabulário, das próprias experiências. E eu tenho muito hábito de pedir por gentileza. Então falo assim, fulano, por gentileza, você pode jogar a sujeira do apontador no lixo? Fulano, por gentileza, você pode pegar aquilo ali e trazer pra Maria?

Lá no colégio as crianças dirigiam, eu acho, pelo próprio nome. Você pode pegar pra Maria aquela coisa? Essa expressão foi passando para as crianças e um certo dia uma mãe veio me perguntar, mas o Antônio tem falado muitas vezes por gentileza. Por que será que você... Eu falei, isso eu não falo muito isso. Ou seja, a pessoa educa também nos seus trejeitos, naquilo que escuta, nas experiências que vive e isso vai sim transparecendo para as crianças. A gente tem um hábito em casa, é aquele lá ponto do detalhe, de não fazer isso aqui, ó.

Não sei como é que você chama. Bati o pé, eu faço... no xoxo, sabe? Uma coisa ruim aconteceu, outra no xoxo. Ou então bufar pela casa, sabe? Sabe essas expressões que a gente faz diante de situações ruins? A gente tem um combinado de para não ensinar isso às crianças, ou seja, não é um ensino explícito, sou eu agindo, a gente tem um combinado de não fazer. Mas não fazia, porque a gente entende que isso, quando eu faço isso, é uma falta de domínio meu, uma falta de autocontrole meu.

O reclamar excessivamente, o reclamar diante das coisas boas, sem explicitar as coisas boas que aconteceram antes. Então, por exemplo, certa vez, eu conto uma experiência bastante própria, o Diego passou o dia realizando diversas tarefas em casa. E num dado momento, em dado dia, eu não fui capaz de agradecer. Mas não me passou pela cabeça, as coisas foram acontecendo, mas é no detalhe que a gente vai vivendo. Aí a gente numa conversa chegou à conclusão de que, poxa, vamos agradecer ao outro por aquilo que ele faz, ainda que aquilo possa ser banal, possa ser corriqueiro, possa ser quase uma obrigação.

de um pro outro, mas por quê? Porque isso entrando em nós e sendo uma prática nossa, ainda que primeiramente externa, porque é um esforço externo antes, né? Pra que depois virar assim, interno, isso vai passar pras crianças. Então assim, José fez alguma coisa pra Maria? Filha, agradece pro irmão. Agradece a ele, fala obrigado. O José machucou o fulano sem querer, pede desculpa, oferece pra Jesus. A gente tem lá também um botanãozinho assim, forma Jesus em Mozadóia pra levar as pessoas pro paraíso. Sabe hábitos assim? Que a família vai criando a sua própria cultura, mas vai formando também as crianças.

Então, assim, isso tudo para dizer o seguinte, a pessoa que educa, na parte intelectual falando, ela também precisa ser muito bem formada, porque a pessoa dela, a presença dela vai educar. Isso a gente pensa passando por uma parte de prática também. material, né? Que livros que eu ofereço para os meus filhos? Eles têm boas imagens, ele de fato ensina o que é bom e o que é mal. Não tenham medo de mostrar para as crianças um lobo mal, uma bruxa, um personagem que age mal. Por quê?

Porque ao longo da apresentação daquele livro, ou à medida que a criança vai aprendendo a ler, a sua intervenção vai ajudar também. Dizendo, olha, de fato isso aqui não foi bom não. Você acentua o que é ruim, você cria uma antipatia por aquilo que é ruim e uma simpatia por aquilo que é bom, pelos atos corretos dos personagens bons. Então não tenham medo porque a partir disso as crianças vão entendendo no mundo o que é bom e o que é mal. Depois a gente passa para uma parte que eu diria que é o drama de muitas famílias, porque é a educação da vontade da criança.

Que dificuldade que é educar nossos filhos nesse aspecto, porque afinal de contas é um músculo, digamos assim. um tanto menos presado, por aí por fora, e para nós muitas vezes é um desafio, né? Educar a vontade dos nossos filhos, ou seja, torná-los fortes diante das dificuldades e escolher o bem ainda que ele me custe. Quantas vezes, diante de situações em que o filho comete um ato errado, você viu e ele tende a mentir ou manipular um pouco aquela situação e você precisa ensiná-lo, ainda que seja difícil assumir aquele erro, dizer Então, assim, também esse aspecto é importante.

Então, assim, uma criança que iria comer alguma coisa fora de hora e ela precisa ter o autocontrole, ou seja, vencer aquele desejo, ou seja, controlar a sua vontade de comer aquilo fora de hora. Então, essas pequenas frustrações que aparecem ao longo do dia não precisam ser escondidas por nós e algumas a gente pode até deixar acontecer, porque você vai treinando aquela criança para que a sua vontade se fortaleça. Acabou. E aí entra também o controle das birras, né? E ele tá muito envolvido com o aspecto anterior de sono, de alimentação e de higiene, porque pode ter certeza.

Por exemplo, a gente lá em casa, a gente faz as festas em casa mesmo, né? A gente chama, em geral, os padrinhos, os pais, irmãos, que já é uma galera, porque os pais, os padrinhos das crianças já tem um monte de filho igual a gente também, viram uma super festa. E a gente tem o hábito de fazer sempre de manhã. Por quê? A gente percebendo, isso foi uma leitura da realidade mesmo, que de manhã as crianças ficavam bem, não davam defeito, e já saia todo mundo de barriga cheia para chegar em casa e só dormir.

Quantos pais nos agradeciam quando a gente fazia esse esquema e a gente foi mantendo. Então assim, é 9 da manhã, é um brunch. Porque assim, é um café da manhã bem estendido, E a gente viu que funciona, porque as crianças, quando começavam a ir a festas, uma da tarde, aquele horário assim, tinha que estar dormindo. Falava assim, vai dar ruim, vai dar ruim, não dava. A gente tinha certeza que podia fazer melhor, a gente passou a fazer de manhã. Então assim, se numa festa infantil você estava vendo alguma criança dando defeito, virando abóbora, sabe assim?

Você pode ter certeza, algum desses pontos está falhando. Ou ela está com muita fome, ou ela está com sono, ou ela está suja em algum sentido, está incomodada na parte física em algum sentido. Então, bem isso, esse aspecto volitivo é importante que está interligado com aquele da parte física. Depois o aspecto transcendente, a gente mostrar pras crianças que aquele buraco que muitas vezes existe dentro delas, existe dentro de nós também. Quando os relacionamentos acontecem e as pessoas reclamam, mas eu não me sinto preenchido por aquela pessoa, ou tá faltando algo, ou eu não tô gostando disso porque...

Tem um buraco aqui dentro, de fato existe esse buraco e ninguém vai preencher. O Diego jamais vai preencher o espaço que existe aqui dentro de mim, que só tem a forma de uma pessoa só, que é Deus. Então, assim, mostrar isso às crianças aos poucos, como essa vida aqui não vai terminar de mim. Existe uma vida após, né? Então... Como que no dia a dia a gente vai mostrando isso para as crianças? Dizendo com atos ou mesmo com aulas explícitas, dependendo da idade, que existe alguém muito maior do que nós, que nos quer bem, que nos ama.

Então as aulas de religião vão estar aí para isso. E aí entram também o momento de ensinar sobre as virtudes. Então tudo isso está muito relacionado a esse aspecto transcendente do ensino. A gente lá em casa, a gente tenta fazer tudo isso aqui não em forma de blocos, mas como que a nossa vida estivesse toda interligada por esses aspectos. E como eu comentei, por exemplo, aquela história de dar pra Jesus a dor, em tudo a gente tenta incluir, e de forma muito natural, muito tranquila, a presença de Deus na nossa vida.

Esse aspecto transcendente, ou seja, eu não vou acabar aqui. tem um depois e um depois muitíssimo maior. Então assim, a gente tem imagens de santos pela casa, isso não é uma experiência própria, né? Tem imagens de santos pela casa, a gente os ensina a catequese, a gente tem livros sobre os santos em casa, que são pessoas que viveram e podem ser exemplo pra nós, né? Então tudo isso vai fazendo com que a criança crie essa realidade que vai vir depois, tenha amor por isso, né? E se empenhe em viver esse aspecto que é o da transcendência.

a vontade e o mundo afetivo. Os gregos, que fundaram o nome para falar sobre esses movimentos que a gente sente dentro da gente quando as coisas estão acontecendo, chamaram isso de patos. Patos é o nome grego para emoção, para o sentimento. Na nossa língua existem umas palavras interessantes, do tipo, Simpatia, simpatos. Antipatia, antipatos. Apático, não patos. E ter empatia, empatos. O que significa esse mundo, esse conjunto de coisas?

Vocês já ouviram, tem aí nesses livros aí, carinho e firmeza com os filhos, não? Tem aí? Então você vê, é quase que um mantra no mundo da educação personalizada falar sobre carinho e firmeza. O que é carinho e firmeza? É esse mundo aí, o afetivo, que é um mundo de movimentos, do patos, o cachorro. O cachorro me mordeu. Eu tenho movimento depois da mordida. Simpático ou antipático por ele? Antipatos, né? A torta de limão, saborosa. Eu tenho movimento simpatos ou antipatos? Simpático, né?

É o controle ali do projetor. não fede nem cheira pra mim, não me expulsa e não me atrai. Então eu fico apático diante dele, você entende? Se vocês estiverem chorando e eu for atender você, eu não vou querer ficar fazendo malabarismo pra você sorrir. Você tá chorando, o que eu vou ter que tentar fazer pra entender o teu movimento interior? Eu vou ter que tentar ser o quê? Empático. Eu vou ter que tentar entrar no seu movimento. Vocês entenderam o mundo do movimento? Esse mundo do movimento, ele é dito, se é um movimento, é resultado de uma força, né?

Não é isso? Qual força é essa? Três que o ser humano tem, né? A força iracível, a força volitiva, que é a vontade, e a força desiderativa, o desejo humano. Então tá aqui a torta de limão. Às vezes a gente fala erradamente assim, eu tô com vontade de comer a torta de limão. Esse é o termo certo? Não, pô, eu tô com desejo de comer a torta de limão. Só que se eu tô diabético, com o meu colesterol tá alto, caloria, tô gordo, aí eu tenho um movimento simpático, a torta de limão, pelo desejo, e o que que eu vou ter que fazer com a vontade?

Um movimento antipático. Vocês entendem? Esse é o mundo afetivo, o mundo da vontade, é só isso. Então o que que é carinho e firmeza? Carinho é ter um movimento simpático por tudo aquilo que realiza o homem e faz o homem dominar o mundo. E firmeza é um movimento antipático por tudo aquilo que destrói o homem. Então se o filho tá indo por um caminho de destruição, você vai ser antipático com aquele caminho. Não pode ele fazer pirraça e você Sorrir pra ele. Não se pode ser simpático com aquilo que destrói, senão eu deseduco a vontade e o afeto.

Vocês entenderam isso? Entenderam? Então a gente dá a César o que é de César e é Deus o que é de Deus. O que é bom e realiza o homem, eu dou carinho, eu dou amor. O que é ruim e destrói o homem, Eu dou firmeza, eu faço cara feia de fuzilamento, de tá errado, entenderam? Esse mundo orienta completamente as crianças. Completamente. Fez coisa certa. Sorriso. Muito bem, meu filho. Você vai ficar forte assim. Fez coisa errada. Filho, isso vai te deixar fraco. E você não vai conseguir fazer as coisas depois.

Sem... Sem... Autorreferência, que é uma bacharia no mundo emocional, né? O que é autorreferência? O papai não gosta, a mamãe não gosta. Que se dane o papai e a mamãe. Vocês querem que eles façam as coisas depois por causa do professor? Porque o professor gosta ou não gosta? Então a gente faz as coisas porque elas são certas e realizam o homem, ou são erradas e o destroem e a gente não faz. Não é porque o papai e a mamãe gostam. Entenderam? Isso é a introdução do mundo voletivo e dos afetos.

E aí a gente tá num mundo transcendente, né? Um mundo transcendente, ele é um mundo que tá presente, obviamente, como nós somos. Corpo material e alma espiritual, essa é a nossa composição, né? É óbvio que tem uma coisa no ser humano que... Até no violino tem, né? Tu toca uma canção com o violino, se tu destruir o violino, a outra parte dele, imaterial, fica? Fica, né? Eu posso destruir o violino e o som dele não permanece? Foi produzido através dele? Isso é meio simples, né? Eu acho até estranho, hoje em dia, quando o pessoal não percebe que uma coisa tá...

que as coisas subsistem, independente da materialidade da outra, né? Sem o violino, eu tenho a música do violino, depois que ele realiza. Mas você vê, ó, esse mundo transcendente, ele se realiza em coisas quase que ridículas do dia a dia. Por exemplo, se uma mãe e um pai... Presta atenção nisso, hein? Eu vou falar de uma coisa ridícula, não vou nem entrar em coisa um pouquinho maior assim, de tipo, abertura à vida. Eu não tô falando de religião. As diferenças da África, né? De mendigos com família com 14 filhos.

Não vou nem falar dessas coisas. Mas olha só, pais que perdem a paciência e alopram com filhos que quebram um copo. O seu filho, como o Totonho falou hoje pra mim na hora do almoço, né? Papai, o seu braço é maior do que o de Deus. Por que ele fala isso pra mim? Qual que é a referência de Deus que o Totonho tem? de força, de vigor, de dominar as coisas, de ser o domino da vida dele. Qual que é a experiência de domínio, de domino, que é Deus em latim, né, dominus?

Qual é a experiência que ele tem de Deus? Sou eu, pô. São vocês, é óbvio que são, a menos que vocês já tenham dado pros outros, mas são vocês. Imagina uma criança, a gente passa isso no nosso trabalho. Quando acontece um problema ridículo no trabalho, aí tu olha pro teu chefe e ele tá putinho. Aí tu olha e fala assim, pô meu irmão, o cara tá putinho porque atrasou a mensagem, o cara é o chefe. Isso é fácil pra ele resolver, né? Agora imagina seu filho olhando pra você descontrolado porque ele quebrou um prato.

Aí ele olha para o prato e olha para você e fala assim, caramba, esse prato deve ser muita coisa no mundo, sabia? Porque o meu Deus está sucumbindo diante do prato quebrado? Essa é a percepção que um filho tem diante de pais que colam as placas o tempo todo diante de coisa ridícula do dia a dia. Essa é a nossa experiência que a gente tem. Você fala assim, caraca, eu admirava pra caraca o cara. Pô, de repente, diante de uma parada ridícula, o cara sucumbiu, perdeu o domínio sobre você.

Vocês entendem? Essa experiência do transcendente é uma experiência muito simples na nossa vida. Se tem uma coisa que eu não domino e ela me fere e a minha razão não consegue medir o tamanho dela, O nome que essa experiência dessa coisa tem conosco se chama experiência transcendental. Ela transcende a razão humana. Por exemplo, quando vocês estão diante de uma grande paisagem e vocês tentam medi-la e entender racionalmente, tu fala assim, não consigo. Você cessa o raciocínio e você é ferido pela paisagem e entra no modo contemplação.

Entenderam? Eu tô contemplando alguma coisa que transcende a minha razão. Não deixem os filhos de vocês perceberem que o prato transcende a força de vocês. Essa é a experiência da religião na vida comum, do dia a dia. Tá? Fechou. Conseguimos atrasar em 57 segundos. Eu não sei se vocês perceberam, mas eles trouxeram hoje pra gente duas palestras. Uma foi as cinco dimensões e a outra foi da vida. As crianças chegaram duas e meia. São quatro e pouca.

Estão sentadas, brincando. A sua filhinha de saia e óculos, qual era o nome dela? Maria Rita. Te admirava falando. Um olhar emocionante. De verdade. Muito obrigada. por vocês terem vindo falar pra nós. Que Deus abençoe abundantemente a missão de vocês. E de fato, essa é a missão do colégio, como eles falaram muito bem, tá? Que os nossos filhos, de fato, possam olhar pra nós como a presença sagrada de Deus. E que a gente também possa alcançar aquilo que Deus sonhou pras nossas famílias.

Mas Diego, Maria, agradeço muito a vocês pela presença.

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