Coletânea

Amor, matrimônio & família

Profundamente conhecido

59:30 · ~53 min de aula22 de janeiro de 2025Transcrição automática · em revisão
  • ser profundamente conhecido
  • a presença / graça = presença
  • o tempo de presença tempera
  • a temperança
  • escolher a presença, não as consequências
  • demorar = morar dentro
  • a vocação de dominar
  • as três pessoas (os três domínios)
  • vencer a morte / fazer durar
  • o matrimônio (sacramento magno)
  • a lógica material (logos encarnado)

Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 6:52.

E hoje, eu queria falar para vocês sobre um aspecto da presença dentro dos nossos relacionamentos primordiais, tipo relacionamento de casais, relacionamento entre pais e filhos, sabe?

Citações verbatim

Trechos da aula

a gente escolhe a presença mas não escolhe as consequências da presença
— Prof. Diego Reis
O tempo da presença é o que tempera.
— Prof. Diego Reis
Eu me sinto profundamente conhecido por Deus.
— Prof. Diego Reis
Conhecer completamente e ser completamente conhecido.
— Prof. Diego Reis
Palavra por palavra

Transcrição completa

Transcrição automática · em revisão

Fala, Lucas. Beleza, meu irmão? Boa noite, Mariane. Matheus. Fala, Thiago. Boa noite, Gabriel. Elis. Grande, Thiagão. E aí, Tarique. Ó o Adilson aí. E aí, Adilson. Que alegria te dar um abraço pessoalmente, meu irmão. Boa noite, Marina. Edmar, boa noite. Caio, Romulus, Magal, Gonçalves, boa noite, boa noite pessoal. Maria, Matheus Siqueira, Matheus Crespo, Matheus para caraca, boa noite para os Matheus aí.

Camila, fala João. Fala, Alex. Alex está de serviço hoje, veio dar sol. Boa noite. Fala, Matheus. Psy, Andra passou. Stephanie, boa noite. Fala, Charles. Boa noite, Esdras. Otávio. São Paulo é mês que vem, São Paulo, meu irmão. A saída desse mês foi para o Espírito Santo, foi para Vitória e Vila Velha ontem. Matheus Vianna. Fala, André.

Tati Vieira, boa noite. A presença muda, é. Diego, se der, manda um salve para a minha... É o quê? Tá fazendo aniversário? Um beijo pra Isi. Um beijão pra ela, Diego. Ela tá aí perto de você, cara. Manda um beijão pra ela. Boa noite. Adorei sua palestra aqui no Colégio Pio XII, em Vila Velha, Espírito Santo. Boa noite, a Sulane aí. A Sulane quem levou a gente lá pra Vila Velha? A criançada adorou hoje comer mel no favo de mel, Sulane.

Obrigado, hein? Deus lhes pague, hein? Pelo acolhimento. Porto Velho, Rondônia. Avança pra Bahia. Vamos ver, se ano que vem eu consigo ir pra Bahia. Esse ano tá fechado já. Não tem Bahia por enquanto. São Paulo mês que vem. São Paulo mês que vem no Em Busca da Verdade. Em maio, lá com o Jorge. Terapia de casais de família. Como visualizar o transtorno da personalidade nas três pessoas? Obviamente, eu só olho todos os transtornos de personalidade nas três pessoas.

O pessoal adora, inclusive. Vai chegar a hora aí de eu falar de bipolar, borderline, apesar de um ser da personalidade e o outro ser afetivo, né? Mas eu explico para vocês isso aí em breve. É que isso é meio avançado, né? Para falar logo no começo. Ué, saiu... saiu o filtro, né? Saiu. Mas tanto faz, né? Eu sou do Rio. Boa noite, Natália. Lameira, boa noite.

Buenos Aires. Eu já estivei em Buenos Aires alguma vez, cara. Algumas vezes. Burnout. O Barnett vai dar uma palhaça aí a pouco tempo. Olha o nosso colombiano aí, Thiago Caldas Soares. Você é colombiano. Você passa mais tempo na Colômbia do que no Brasil. Boa noite, Laura. É, meu irmão. Eu tinha que botar um filtro pra ficar bonitão aí. Aí me chama aí, ó, vem pra Bogotá, meu irmão, se eu vou na casa de vocês, eu já dou logo um prejuízo escroto com a minha família, já.

O nego me chama pra festa de criança, eu falo, vocês sabem o que vocês estão fazendo? Prepara já um monte de presente de criança aí. Não, a aula com o Jorge lá vai ser em São Paulo. Vai ficar gravada a live? Costuma ficar, né? Vamos lá, vamos parar aqui com o lá-lá-lá. Vamos começar, né? Formosa. Formosa, eu ia todo ano em Formosa, sabia? Fazer treinamento com os fuzileiros aí. Todo ano a gente ia pra Formosa. Voltava tudo marrom. Outro dia eu botei uma foto aí em Formosa, tudo marrom.

Tudo marrom, a roupa toda marrom. Pergunta tua lá, é no direct, vou dar uma olhada lá depois. Grande Andrei, foi bom demais. Recife, Recife eu tive ano passado. Encontrei os alunos lá no Marco Zero, foi uma maravilha encontrá-los lá. Brasília. Brasília, talvez eu vá em Brasília em novembro.

Tem um convite aí para novembro, não sei se vai vingar, não. Bom, vamos lá, né? 9h10. Boa noite para todo mundo, então. Vamos lá. Bom, eu agradeço todo mundo que tem mandado os temas aí. Ô Beto aí, também te amo, meu irmão, estamos juntos. Essa semana vamos marcar aquele almoço, né? Eu tenho anotado bastante os temas que vocês têm pedido, tá? Deixo aqui tudo guardado e tal. E aí eu vou vendo umas necessidades maiores e também vou vendo alguns temas. Tipo assim, tem alguns temas que são mais avançados e obviamente aqui na live, de repente, eu não subestimo vocês não, sabe?

Eu vou falar de coisas mais avançadas. Só que eu preciso insistir na atenção de vocês para as coisas muito básicas ainda. E é engraçado porque eu acho que estou falando das coisas muito básicas e eu percebo, eu sempre recebo as mensagens do pessoal falando aí que está profundo e tal, mas a gente está falando sobre coisas básicas, sobre as coisas bem iniciais da presença. E hoje, eu queria falar para vocês sobre um aspecto da presença dentro dos nossos relacionamentos primordiais, tipo relacionamento de casais, relacionamento entre pais e filhos, sabe?

E explicar algumas coisas que acontecem, alguns movimentos que vão aparecendo aí na nossa cabeça, no nosso peito. Então, veja lá. A gente tem que sempre pensar para resolver nossos problemas, para nos orientar na vida. A gente tem que sempre pensar... A primeira coisa, a primeira coisa sempre que vai ser pensada é na presença e seus efeitos. E aí, obviamente, dentro desse contexto, vocês podem pensar também na ausência e seus efeitos. Então, eu vou dar um exemplo. Quase que ridículo pra vocês, mas pra vocês entenderem bem o que eu tô falando, né?

Essa semana eu atendi uma mulher que veio com o seguinte problema. Professor, o meu filho, pequeno, tá muito afeminado. Qual que é a primeira coisa que eu pergunto? Eu faço várias perguntas que podem não expressar exatamente, diretamente o que eu estou falando, mas o que já vem na minha cabeça na hora? Eu falei, olha, sobretudo com criança. A criança tem a grande característica de ser destemperada.

Por que destemperada? Porque a temperança, que é o modo correto de operação do personagem no palco, a temperança é o seguinte, tem a torta de limão. Eu vou comer a torta de limão. O quanto eu vou comer dessa torta? O quanto eu vou me temperar dessa torta? Porque vejam, eu escolho a presença das coisas. Eu escolho estar na presença da torta de limão e comê-la. mas eu não escolho as consequências. Um dia eu vou fazer uma aula só sobre a liberdade humana, não vai ser agora.

Mas eu estou falando isso porque aqui está uma das grandes questões da liberdade humana e as pessoas não entenderem essa coisa quando elas falam assim, ah, eu sou livre para tal coisa. A liberdade tem várias características muito interessantes. Uma das grandes características é a seguinte, a gente escolhe a presença mas não escolhe as consequências da presença. Porque a presença tem o poder de transformar. Então, por exemplo, eu escolho a presença da torta de limão e eu vou começar a comê-la. Só que eu não escolho mais não me transformar nela.

Em que sentido? Eu estou comendo a torta de limão. Dá para eu falar assim? Não, mas eu sou livre, pô. Eu quero comer a torta de limão É não dar. A sua liberdade é de comer ou não comer. Não é isso? A presença e o quanto você vai encarnar essa presença. E aí a presença, ela vai te temperar. O tempo da presença é o que tempera. O frango, uma hora no maracujá, se tempera um pouco de maracujá. O frango, 24 horas no maracujá, se tempera muito do maracujá.

Então o tempo da presença tempera. Vocês percebem que a palavra temperança carrega essa mesma raiz, o mesmo radical, né? Ela é rizomática, nesse sentido do rizoma, do radical grego da palavra. Então, não tem pra onde fugir, tá? Por que isso? Porque quando eu olho pra essa mulher com a criança muito feminina, um menino muito feminino, aí as pessoas Para onde que elas começam a pensar quando elas veem um caso desses? Elas falam assim, caraca, eu preciso fazer uma pós-graduação em temas como ideologia de gênero, orientação sexual.

Você pode fazer, só que você precisa pensar muito antes em uma coisa, nas presenças que temperam. Esse jovem aí, de 7, 8 anos. Então, a minha primeira pergunta foi pra ela assim. Ah, como é que é a família de vocês aí? Vocês moram com quem? Você mora com o seu esposo? Com o filho? Como é que é a família de vocês? Aí a mãe desse menino falou assim pra mim. Não, eu sou divorciada. Moramos eu, a minha irmã, a minha mãe e o meu filho. E aí?

Bom, minha consulta é meio cara. A pessoa não vai pagar uma hora para se consultar e eu falar assim para ela. Não, olha só, é só pegar seu filho de sete anos e arrumar um bom homem para você colocá-lo na presença de um bom homem para ele ver como é que é um homem no mundo e se temperar de um homem. Vocês entendem? Não dá para falar só isso para ela. Afinal de contas, ela paga caro por uma hora de consulta. Não é assim? Eu estou brincando aqui?

Eu tô brincando aqui, mas vocês já perceberam que poderia ser só isso, né? E quando eu falo pra vocês que o fundamento de todas as terapias é a graça, isso não é porque eu acho, não. Isso é porque eu tô aplicando há muitos anos e eu nunca vi outra solução, inclusive nas outras escolas terapêuticas, né? as boas soluções que elas têm, talvez elas não tenham percebido com esse nome, mas todas as boas soluções das escolas terapêuticas que eu uso são soluções da presença. Entende? Então, se ela não pode voltar para o cara, o que ela tem que fazer?

Ela vai ter que fazer o que a gente viu aí numa dessas lives anteriores que é o seguinte, ela vai ter que achar uma pessoa... Então, por exemplo, eu já tratei umas três pessoas com esse tipo de problema aí que eu tô falando. Como é que elas saíram disso aí? As crianças... Elas têm duas dessas que eu tratei, uma delas faz homeschool e duas delas estudam em colégio normal. Mas as três delas, como o lugar que elas moravam facilitava essa solução. Elas resolveram isso aí colocando as crianças em clubinhos, clubinhos com outros meninos e com homens virtuosos que conduzem esses clubes.

Entende? Então, obviamente, as crianças começaram a se temperar dessas presenças aí um pouco mais, tá? Agora, qual que é a coisa? A coisa é o tempo, né? É o tempo. Então, vejam, se esse menino passar muito tempo só na presença dessas mulheres, Esse menino tá ferrado, pô! E aí depois a gente vai ficar aqui arrumando um monte de teoria pro leite derramado, sabe? Essas teorias muito evoluídas que no fundo, no fundo deixam a gente confuso, mas não resolvem problema nenhum, né? Aí quando a gente volta lá no básico, lá no back to basic, a gente pega a pessoa e fala assim, cara, ó, todos nós que somos pais, Nós vamos precisar fazer isso pelos filhos em algum momento, né?

Nós vamos ter que escolher um momento que a gente fale assim, cara, agora o meu filho ele vai para outras presenças. Então, aonde eu vou colocar o meu filho para se temperar dessas outras presenças? Então, qual que é a tragédia de hoje em dia com relação a isso aí? Como é que as pessoas pensam esse cálculo hoje da presença? Elas pensam em cima de uma ideologia. Qual que é o nome técnico dessa ideologia? O nome dessa ideologia se chama tecnicismo, né? Que ideologia é essa? Que problemão é esse aí?

O tecnicismo, ele pensa assim, ó. Eu vou botar o meu filho no curso de inglês para ele aprender inglês. Então eu vou botar meu filho lá na presença do professor de inglês para ele aprender inglês. Falei, ah, meu jovem inocente, eu sinto muito te informar, mas não dá para o teu filho ficar na presença de um professor de inglês e aprender só inglês, porque a gente não consegue separar o professor do inglês, do ensino do inglês. Até porque as frases que ele ensina em inglês, elas têm uma materialidade.

Então, dentro da materialidade da frase que ele ensina em inglês, entram a fé dele, as crenças dele, a esperança dele, as ideias dele. Vocês entendem? Então, quando você está colocando o seu filho no curso de inglês, você não está colocando o seu filho no curso de inglês para ele aprender inglês. Você está colocando ele lá para ele se transformar no professor de inglês. Entendeu? Você escolhe a presença, mas não escolhe as consequências. Só que as pessoas hoje, elas pensam em cima, de ideologia. E eu convivo com isso sempre, todo dia.

O cara fala assim para mim, não, eu quero que meu filho seja uma grande pessoa, tenha uma grande formação, uma grande educação. Eu falo, mesmo, cara? E o que você está fazendo para isso? Ah, meu irmão, eu peço, eu pago um colégio carão, pô. Eu pago o colégio ali, que é bilíngue, para o meu filho falar alemão. Eu falei, sério, cara? Para ele falar alemão? Pô, que interessante, meu irmão. Realmente, as pessoas que falam alemão, que eu conheço, deixa eu ver aqui, quantas? Zero, né? São pessoas interessantíssimas, né?

São grandiosas. Ele falou, ô trouxão, ô trouxão, tu vai pagar 7 mil reais pra botar teu filho num colégio desses aí, cara? E ele não vai lá pra aprender alemão, não, pô. Ele vai lá pra ser igual às pessoas que estão lá, que você não tenha a mínima ideia, sabe? Aí depois aparece aqui na consulta, né? O cara com filho de 13 anos, 15 anos. Poxa, Diego, meu filho, ele tá com umas ideias que eu não sei de onde ele tirou aquilo da cabeça, cara. Aí, mais uma vez, não dá para numa consulta só, entendeu?

Uma horinha de consulta e falar assim para ele, você passa tempo com teu filho, você conversa com ele sobre essas coisas aí e tal? Ele falou, não. Mas ele aprendeu as coisas no colégio, né? Ele falou, cara, que doideira, vocês não perceberam mesmo, de maneira absoluta, vocês ainda não perceberam que quando vocês comem o chocolate vocês ficam gordinhos? Vocês não perceberam isso? Que a presença tempera a gente? Que vocês estão aqui diante de mim me olhando? Aí vocês escolheram estar aqui na minha presença, né? Vocês escolheram.

Tem gente que não escolheu não, que eu sei que tem mulher. que carrega o marido e obriga o marido pra vir aqui pra live, tá ligado? Tá comigo. Eu sei porque tem mulher que me fala que obriga o marido tá aqui, entendeu? Mas tem gente que tá aqui livremente, né? Quem tá aqui livremente e escolheu livremente tá aqui na minha presença, escolhe só isso. Só isso. Depois, não escolhe o resto não, pô. Então, olha só. Se você tá aqui na minha presença, a luz que reflete difusamente em mim e vai para a sua vista, se transforma em corrente eletromagnética, vai passar pelo teu circuitinho elétrico, vai chegar lá nos dendridos e axônios dos teus neurônios, aí vamos fazer eles se tocarem, né?

Aí aquele fecho de corrente eletromagnética vai produzir aquela ligação luminosa tal da sinapse, não é isso? Então você escolhe estar aqui na minha frente, isso é sua liberdade. Mas agora que você escolheu, você não consegue escolher não se transformar em mim, e não pra você que tá me vendo e me ouvindo pela primeira vez, eu vou te contar um segredo. Eu já te mudei fisiologicamente, vocês entendem? Eu não tô mudando você só imaterialmente no campo das ideias, não. Eu mudei já uma composição fisiológica sua. Um pedaço do teu cérebro agora sou eu, o Diego.

Vocês entendem isso? Essa é a maravilha da presença, vocês entendem? Ela vai se encarnando dentro de nós e as pessoas vão deixando de ser um pouquinho elas para irem se transformando um pouquinho em Diego. Entendeu? Vocês não escolhem. Não dá para você botar aquele óculos do MIB, né? apertar aquele botãozinho e falar assim, eu vou desver. O pessoal não bota isso nos comentários assim, caraca, eu queria desver isso que eu vi. Eu queria desouvir o que eu estou ouvindo desse cara. Eu falo, meu irmão, já era, já era.

Você entende? Está aqui e está se transformando em mim. Aí você acha que quando você bota o seu garotinho para aprender, eu vou botar o meu filho para aprender futebol e vou botar uns vídeos do Neymar. Eu falo, meu jovem, O seu filho, ele vai olhar as jogadas do Neymar. Mas ele também vai querer pintar o cabelo igual o Neymar. Ele também vai querer tratar as mulheres igual o Neymar. Vocês ainda não perceberam, não, que é assim? É sério, vocês ainda não perceberam, não? Vocês vão continuar olhando pra realidade de maneira tecnicista e achando que a gente pode escolher pedaços da realidade e só se transformar em pedaços da realidade em certos pontos?

Vocês vão continuar com essa loucura em achar que vocês vão trabalhar pra cacete fora de casa pra ficar rico, pra dar as coisas pro filho de vocês e que o filho de vocês vai aprender alguma coisa com vocês? Ele não vai. Presta atenção, você vai enriquecer, vai pagar uma boa internet na tua casa, o teu filho vai ver duas horas de Felipe Neto e vai se transformar no Felipe Neto, porra! Vocês entenderam isso? Que não adianta você ir pra longe pra amar o teu filho dando um monte de porra, que ele vai se transformar nelas e não naquilo que você acredita que é o melhor, vocês entendem?

Que vocês estão fazendo isso, porra! Porque é o tempo da presença que tempera e não tem outra solução pra isso, porra. Cês tão entendendo qual que é a dificuldade de entender isso? Cê vai botar o seu filho um dia inteiro, de manhã, de tarde e depois no inglês, no francês, no futebol, no jiu-jitsu, pra ele se transformar em todo mundo e nunca conhecer o pai e a mãe? Profundamente? Vocês estão entendendo isso que eu estou falando? Eu falo assim por causa da agonia que eu fico, porque eu não consigo mais já atender todo mundo que tem os problemas aqui, inclusive esse é um dos motivos aqui da live, de eu ter vindo para cá e ir fazendo isso aqui, porque era para eu estar pegando aqui um por um pela gola ali na terapia e fazendo isso durante a semana, pegando pelo pescoço e falar, meu irmão, quando que tu vai querer parar de ganhar dinheiro?

Ele falou, você ganhava 10 mil reais. e ficava mais dentro de casa. Agora você quer enriquecer, porque você está acompanhando uma porrada de coach que tira foto com o carrão. Aí você ganha 20 mil e gasta 20 mil. Aí você passa a ganhar 30 mil e gasta 30 mil. Aí você gasta 40 mil. E eu estou falando isso para vocês? A minha consulta é cara. Então, teoricamente, eu atendo pessoas que podem pagar caro numa consulta. Meu irmão, eu atendo gente que ganha 100 mil e tem problema financeiro.

Pô, nego só pode tá de sacanagem comigo, né? Que tu fala assim, pô, eu não tenho passado muito tempo com meu filho, porque meu trabalho consome muito, caramba. Porra, mas o cara ganha 100 mil, pô! Entende? Aí, mas, porra, isso é uma loucura sem tamanho, aí não tem como viver, porra, aí não tem como, aí não tem terapia que ajude ninguém, o cara não quer ser ajudado, porra. Por que que eu estou falando isso para vocês, assim, nesse sentido? Aí, vou dar agora o clique, então, estamos falando um pouquinho de filho, para vocês terem a base geral e já poder direcionar a galera, agora, vamos dar um cliquezinho aqui, vamos dar um cliquezinho aqui para a pessoa, para a nossa esposa, vamos lá.

Meu irmão, 30 mil, o meu carro, cara, minha Zafirazinha 2010 de 7 lugares custa uns 24 mil, pô. Com 30 mil eu comprava meu carro todo mês, pô. Vamos lá. Aí temos a nossa esposa, né? Eu vivo falando para vocês da presença e do domínio. Presença e domínio. Eu daqui a uma semana, duas semanas, três semanas, eu vou fazer de novo uma live em pouco tempo sobre o domínio, numa outra perspectiva, mas eu vou continuar enchendo o saco de vocês sobre domínio.

a nossa vocação é dominar e nós nos orientamos no mundo pelo domínio, entende? Eu quero ser jogador de futebol, eu vou começar a ser dominado pelos grandes jogadores de futebol, eu quero ser médico, eu vou começar a ser dominado pelos grandes médicos, eu quero ser rico, eu vou começar a ser dominado pelas pessoas que são muito ricas, é assim, vocês entendem? Vocês estão dentro dessa estrutura da realidade e não conseguem fugir disso, tá, porque que vocês estão aqui agora, 340 pessoas, porque vocês acham que eu tenho um certo domínio sobre alguma coisa que vocês querem, é assim, vocês entendem, é assim, aí esse domínio que é expresso sobretudo pela presença dominadora, ele se dá então de três maneiras, por aquele que domina, a técnica, porque eu posso saber um monte de coisas e eu posso fazer roteiros para um monte de coisas no futuro, só que eu posso não saber explicar essas coisas, que é a técnica do personagem no palco.

Então, existe o domínio próprio do personagem no palco. A gente não fala assim, tem gente que sabe, mas não sabe ensinar. Tem gente que sabe. Sabe falar para a pessoa como faz um protocolo de estudos para ela aprender, mas não sabe ensinar, não tem a técnica de vir aqui e falar. Pois é, porque são domínios diferentes. São domínios diferentes. O crítico, ele tem um domínio. O roteirista tem um domínio e o personagem tem um domínio. O domínio do personagem é a técnica de palco normal, né?

Eu posso saber um monte de coisas sobre consertar a geladeira. Eu posso ver um monte de vídeo e um monte de protocolo para consertar o condensador da geladeira, o motor da geladeira. Só que na hora que eu pegar o ferramental e for botar lá a mão no palco, na vida real, no concreto, com o personagem, a técnica. Ars Techni. Sai tudo errado, que acontece com muita gente aqui na pergunta, na caixinha. Eu nunca abro uma caixinha que não tem essa pergunta. Diego, eu acredito nas coisas certas, eu tenho um bom roteiro na vida, só que quando eu acordo e boto o personagem no palco, começa a dar merda, sai tudo errado.

Sai tudo errado. Então vamos lá, são três domínios diferentes. Quando eu leio o Santo Agostinho, sentado numa mesa, eu começo a aprender novas coisas, o meu coração começa a se empolgar, eu tenho um entusiasmo diante de quem está diante de um domínio, e eu sou atraído por aquilo ali, começo a aprender novas verdades, eu começo a conhecer, essa é a vida do crítico, aí você aprende com o Santo Agostinho, a fazer aquilo, aí ele, então pra você fazer isso que eu fiz, eu vou te falar o que você tem que fazer, você tem que estudar, você tem que rezar, aí você aprende um protocolo, meu irmão, quando você levanta da cadeira, você levanta com o coração em chamas, como o dele na mão, né?

E aí quando tu acorda no dia seguinte que tu vai começar a tentar fazer aquilo que o teu coração se encheu de chama com Leandro Santo Agostinho e que você planejou, meu irmão, aquilo não dura cinco minutos. Aquilo não vence nem o toque do despertador. Tu já falha logo no despertador. Aí tu fala, porra, meu irmão, que personagem ridículo. Então vocês percebem que são coisas diferentes. E elas vão estar profundamente unidas num exame de consciência, que é uma carreira que a gente vai começar a ir pela frente em várias aulas.

O crítico, o que conhece... Vamos gastar um pouquinho de tempo aqui no crítico. A tara do crítico, o domínio dele, a vocação dele, é dominar pelo conhecimento. Vocês nunca perceberam que todo mundo tem explicação, as suas explicações para as coisas? Porque todo mundo tem que explicar as coisas, pô. Que sede é essa? Que secura é essa? Essa secura é a secura de olhar sobre o mundo e conhecê-lo. Só que muito maior do que isso, e muito mais maravilhoso do que isso, é que pra quê que é o domínio das três pessoas?

Pra que que é o conhecimento que eu quero ter sobre o café, sobre o chocolate, sobre a Coca-Cola, sobre o relógio, sobre aquela pessoa? Por que que eu quero conhecer educação? Por que que eu quero conhecer essas coisas? Porque aquela bola do meio... Porra, vocês têm que... Eu faço questão de fazer essas lives sem o desenho do fundo. Quem é atendido por mim sabe que na terapia fica aqui atrás de mim, né? Aquela bola com as três pessoas para ser mais didático. Aqui eu não quero isso.

Por quê? Porque eu preciso que vocês comecem a olhar para a vida e vejam no fundo como quem está vendo uma matrix assim, ó, para você interpretar o mundo. com uma bola, eu tô vendo uma pessoa, então ela é a bola do bem, do meio, e você tá vendo os três bonequinhos. Então veja, se o cafezinho tá no meio, eu quero conhecer o cafezinho. Eu tenho um roteiro de futuro pro cafezinho na minha vida, e eu tomo cafezinho no mundo. Por que eu faço isso com o café?

Eu já falei isso em algumas outras lives, né? Mas eu vou falar isso todas as vezes, com a tentativa de ter um entusiasmo de estar falando a primeira vez pra vocês, pra vocês não acharem, por eu falar isso repetidamente, falar de qualquer jeito, e vocês acharem que isso é só mais uma coisa. Olha só, presta atenção. Se vocês querem gastar tempo com alguma coisa que vale a pena, vocês já começaram o processo de temperança. Porque o tempo tempera. Porque eu vou ter que me demorar com o café.

Eu tomei o café, agora eu vou demorar. Eu vou pensar nele depois que ele acabou. Só que tá ficando bom pensar nele. Então eu quero o café amanhã. Eu quero que ele demore mais. Uma presença que tem a vocação de dominar o mundo, expresso de três maneiras diferentes. Para quê? Para quê eu quero dominar o mundo? Para quê? Para fazer o objeto do meu domínio durar, vencer a morte, ser eternizado, permanecer no tempo. Entende? Demorar. Eu quero morar dentro dele, porque ele importa.

Então eu quero importá-lo, eu quero que ele more dentro de mim. É por isso que eu coloco a minha atenção no café, e me demoro nele, e quero que ele viva amanhã, e quero ter um conhecimento dele no passado, e quero estar com ele presente na minha vida. Essa é a nossa sina. Quem atende gente, quem olha pra si, quem quer criar um filho, quem tem relacionamento com a esposa, precisa olhar para a sua vida, para o seu dia, e falar, eu tô aqui pra dominar o mundo, De três maneiras diferentes, conhecendo profundamente, fazendo um roteiro de como é que isso vai existir no meu dia, amanhã, e botando o personagem no palco, na presença desse bem, desse amor.

Porque assim ele vai durar. De três maneiras diferentes, com as três pessoas. Agora, olha só. Para pra pensar na esposa, no relacionamento humano. Eu tô aqui presente com a minha esposa. Ela tá aqui na minha presença. Ela é essa bola do meio, do centro da minha personalidade agora. Se eu não tô presente com a presença no palco, eu não tenho... Presta atenção nisso que eu vou falar pra vocês, que um dia, quando eu ensinar lógica pra vocês, vocês vão colar as placas com a maravilha de uma lógica que eu não vejo o nego ensinar por aí, que se chama lógica material.

Eu vejo o nego apaixonado pela lógica formal, né? Qual que é a lógica formal? Sócrates é homem. Todo homem é mortal. Logo, Sócrates é mortal. Termo maior, premissa maior, com termo médio. Termo médio fazendo mediação entre a premissa maior e a premissa menor, em uma conclusão. Não é assim? Esse é o formato do silogismo. Porra, mas Sócrates é homem. Qual é a lógica que te ensina isso? voz fica esquisita, você tem que sair do Instagram e voltar pra ele, quando a voz fica esquisita. Por que que nego não ensina lógica material?

Porque nego não sabe essa porra que existe um logos que está encarnado no mundo. Essa é a lógica material, você entende? As pessoas gostam de matemática e falam assim, matemática é legal porque ela é exata. E eu gosto de matemática pra caraca, é por isso que eu faço olimpíada de matemática. Olimpíada Internacional, Olimpíada Rússia, eu adoro isso, pô. Só que 2 mais 2 são 4. Só que 2 mais 2 são 4 não está aí andando pelo mundo, né? Vocês já viram andando pelo mundo? 2 mais 2 são 4.

De onde saiu isso para o homem? Isso saiu. A lógica formal existe para o homem? Para o homem. Para o homem. Para Deus é o contrário. Para Deus é o contrário. Para o homem. O dois mais dois são quatro só existe porque no mundo material, quando ele viu duas bananas com duas bananas, deram quatro bananas. Então a lógica formal para o homem, ela nasce da lógica material, da lógica encarnada no mundo. O homem só conhece o 2 mais 2 são 4 do mundo imaterial?

Porque antes ele viu o 2 mais 2 são 4 encarnado na banana. Então no mundo real o 2 mais 2 são 4 a ciência matemática? É infinitamente maior, porque no mundo real ela tem cheiro, ela tem gosto, ela pode ser tocada, ela está encarnada no mundo. O Logos encarnado no mundo é a lógica material. Então existem falácias de lógica formal e existem falácias de lógica material. Isso é uma maravilha sem tamanho, pô. Sem tamanho isso. Mas vamos lá. Aí eu estou diante da minha esposa. Sem a lógica material, sem eu estar presente com a minha esposa encarnada no mundo, eu não tenho materialidade pro mundo dos pensamentos.

Ou seja, o que eu vou tentar fazer demorar da minha esposa se ela não está presente? Não, eu viajo pra cacete porque eu amo a minha esposa e eu quero que ela tenha uma vida boa. A esposa que você está fazendo demorar, que você está tentando eternizar, já que ela não tem materialidade para você pela presença, ela é fruto da sua lógica formal. Ela é criada na sua cabeça. Você fica imaginando as coisas que ela pensa, as verdades para ela e você fica tentando imaginar as coisas que ela gosta.

Só que nós somos homens, porra, e para a gente não é assim, vocês estão entendendo? Não existe essa porra de eu vou ficar longe dele porque eu o amo. Não existe essa porra para o homem, porra. Eu falo, não, Diego, mas eu sou casado e fico longe daquela mulher lá, porque eu não posso estar perto dela, porque eu a amo, caramba. Ele falou, não, não, não, porra, tu não está fazendo isso por amor a ela. Tu está fazendo isso justamente o contrário, porque você não pode amá-la, porra.

Você não pode amá-la. Ah, não, Diego, então eu fico longe pra caramba da minha família, o caramba, porque a minha vida fica fora e tal, porque eu os amo, porque eu tenho que dar comida pra ele, o caramba. Eu falo, meu irmão, Eu vou falar uma coisa sobre relacionamento de matrimônio e eu vou tentar aí, nesses 15 minutos ainda que a gente vai ficar aqui, tentar mostrar para vocês porque que São Paulo olhou para o matrimônio e chamou o matrimônio de Sacramento Magno, ou seja, sacramento grandioso, o grande sacramento, o matrimônio.

Olha só, o crítico, ele quer conhecer completamente as coisas que são interessantes para ele, completamente. Aí, ele olha para a esposa, E se ele quer fazê-la demorar, ele quer conhecê-la, né? Agora, olha só. Olha pra você. Darwin, Charles Darwin, apesar de muita besteira que ele falou, ele teve uma percepção correta sobre o mundo animal.

Nós queremos sobreviver. As coisas querem durar. As coisas querem lutar por sobrevivência. Nós lutamos por sobrevivência. Sabe aquela velhinha da academia, cheia de Botox, que faz ginástica pra caraca? Sabe? A velhinha da academia? O que ela está tentando fazer lá? Sobreviver. Sobreviver, pô. O meu filho, o José Pedro, uma vez perguntou assim pra mim, numa missa dessas durante a semana, que normalmente só tem velhinho, né? Papai, por que só tem velhinho na missa? Eu falei pra eles o que é, pô. Filho, eles estão velhinho. Eles já tentaram fazer vários amores durar.

Eles já tentaram fazer durar casamento, já tentaram fazer durar. Criação de filhos, filhos estão criados. Eles já tentaram fazer o dinheiro durar, são bem-sucedidos. Tudo isso de maneira muito genuína. As bolas do meio aparecem como bens e a gente quer fazê-las durar. Aí, de repente, aparece uma bola que é a própria vida dele. porque aparece uma rachadura nela, a tal da doença e da morte, né? Aí ele fala assim, meu irmão, e agora? E essa presença que é a minha presença? Como eu me faço durar?

Como é que eu venço a morte? Aí ferrou, né? Porque quem é que vence morte? Aí a gente lembra de Santa Teresa d'Ávila. Daqui a pouco a gente vai passar por isso, né? Nosso Senhor Cristo Falou assim, ó, quando eu for levantado na haste, na cruz, eu vou atrair todos os olhares para mim. Vocês vão ver esses olhares atraídos em breve, né? Domingo que vem é Domingo de Ramos, né? Vocês vão ver na outra semana, então, quando ele for levantado, vocês vão ver a humanidade olhando para ele, esperando só uma coisa.

Porra, vamos olhar esse cara. lutando contra a morte? Vamos olhar para esse cara. Sabe que na época que eu morava lá no Líbano, depois de ter feito amizade com o Sunita, a gente conversando ele falou assim, cara, esse negócio de Cristo, Jesus Cristo ter ressuscitado para vocês é uma coisa muito grande, porque no fundo, no fundo, as outras religiões elas ficam meio meio com dificuldade assim, a gente pensa em Mohamed e a gente fala assim, caraca meu irmão, o maluco não lutou contra a morte e venceu, tá ligado?

O nosso sonho é vencer a morte. A gente não fala, a nossa vocação não é dominar as coisas e fazer as coisas que são nossos tesouros durar. Ou a gente faz isso de maneira decente ou a gente faz isso de maneira escrota. Lembra da aula do TOC? Depois olha a aula do TOC aí. O que é maneira escrota? É aquela tua coleção de moedas que tu limpa todo dia, tentando fazer materialidade durar, tá ligado? Porque nós nascemos pra isso, pra fazer grandes amores durarem. Só que tem gente que faz amor de merda durar, entendeu?

E tem gente que faz amor que tem potencial pra durar durar. Mas a gente vai cumprir a nossa vocação. Ou vocês vão fazer coisa escrota durar, ou vocês vão fazer coisa grande durar. Aí, O crítico, ele quer conhecer profundamente, porque ele quer fazer o amor durar, mas ele também quer durar, porra! É por isso que a gente vai ser atraído por Cristo numa haste, porque quando ele lutar contra a morte e fizer como Santa Teresa da Ávila falou, porra, ele lutou contra a morte e matou a morte, porra!

Aí, meu irmão, todo mundo que se aproximar da morte e tiver medo dela, vai falar assim, meu irmão, eu não sei o que fazer com ela não, mas eu acho que vou ficar do lado desse maluco, porque eu acho que ele sabe, tá ligado? É por isso que quando a galera vai saltar do avião, os paraquedistas, a gente fala, né, que o maluco na porta da aeronave se converte à religião, tá ligado? Não tem mais ateu, né? Saiu da aeronave, Pô, cara, o cara chama por Deus, entendeu?

O cara se converte à religião. Apareceu ali uma experiência de insegurança, que é a experiência de doenças graves, de morte dos velhinhos na missa durante a semana, entende? Aí, vamos lá. Olha só. Eu quero fazer a minha esposa durar. E eu, Quero durar para presenciar a duração do amor. Essa é a nossa sina. Durarmos, vencermos a morte e fazer nossos grandes amores durarem e vencerem a morte. Essa é a nossa vida. Aí a gente está do lado de uma esposa, e como se isso se dá para a gente em plenitude?

Fala, olha, Vocês já perceberam como que é gostoso quando uma pessoa se importa com a gente? Quando o cara para diante de você, aí ele não começa a falar dele, não começa a falar dos outros, ele começa a perguntar de você. Ele começa a perguntar de você. Ele fala assim, cara, como é que tu tá, meu irmão? Pô, tu tá com o rosto triste, não sei o que lá, me conta. Aí tu vai assim, caraca, meu irmão, olha só, hein?

O cara se importa comigo. Eu importo pra ele. Ele está me fazendo durar dentro dEle. Ele está demorando comigo. Ele está me colocando para dentro. Ainda que eu morresse, Ele vai poder contar a minha história. Então, eu acabei de tomar o café e como Ele é muito bom, Eu vou aprender a falar sobre o café pra contar a vida dele.

E eu vou tentar eternizar o café, ainda que a parte material dele tenha morrido, tenha acabado, tenha virado Diego. Eu vou tentar conhecê-lo pra fazê-lo durar. Não é gostoso pra cacete? uma pessoa desejar conhecer você profundamente, porque isso é o fundamento da tua vocação, porra, de durar no mundo. E esse cara que te conhece profundamente, ele pode contar a tua vida, e a tua vida ir durando por séculos e séculos.

Vocês estão entendendo o que eu estou falando? Então olha, é que a gente não tem tempo. Eu ia contar umas cinco perversões para vocês disso, doenças, mas eu vou contar uma só. Mas olha só, eu comecei a atender gente numa pestalose, né? Bom, na verdade, eu tinha de 15 a 18 anos quando eu frequentava essa pestalose e ficava tentando ajudar os velhinhos. Mas um cara com 15 anos, na verdade, o que eu fazia? Eu sentava lá e era voluntário pra ficar ouvindo sobre a vida deles.

Entende? Essa era a terapia que eu fazia por eles. Aí tinha uma senhora lá que tinha Alzheimer. Aí, obviamente, eu não conhecia olhando pra ela. Eu não conheci sabida a vida dela olhando pra ela. Só que o marido dela tinha largado a casa dele pra ir morar na Pestalozzi junto com ela. Ela não podia ficar em casa, porque ela tinha que ter cuidados especiais. Então ele largou a casa dele e foi morar com ela na Pestalozzi. E aí as pessoas falaram assim, você não vai conhecer a vida dela.

Mas fala com aquele rapaz ali, com aquele senhor, porque ele é esposo dela há mais de 50 anos. Aí tu vai lá nele e ele contou a vida dela inteira. Meu irmão, isso é bom pra cacete, porra. uma pessoa que conhece a nossa vida e pode contá-la. Então você vê, eu passo muito tempo na presença da minha esposa, ela passa muito tempo na minha presença, a gente se importa. Eu me importo com tudo dela. Vejam, existem várias técnicas do personagem para fazer isso. Um dia a gente pode sentar aqui e falar só sobre técnicas de personagem para conhecimento profundo.

Então vou te dar um exemplo simples. Eu, todo dia, Penso assim, é uma das coisas do meu exame de consciência. Qual foi a coisa mais alegre do meu dia? Essa coisa mais alegre do meu dia, eu sempre tenho que contá-la para a minha esposa. Eu sempre faço isso, eu faço isso de várias maneiras diferentes, mas é só para vocês terem noção de como se faz isso para que uma pessoa junte tesouros no coração dela, porque ela se importa contigo, ela vai demorar contigo. Porra, pessoal, vocês já viram o tesão da religião que é quando uma pessoa se converte à religião?

Qual é o tesão da religião se não ela falar assim, Eu me sinto profundamente conhecido por Deus. Esse é o tesão da religião, pô. Existe alguém que se importa comigo. E pessoal, presta atenção, pô. Se uma coisa existe no mundo, ela existe porque alguma outra coisa a sustenta na duração. Então isso já é maravilhoso, pô. Isso já é grandioso pra cacete. Vocês entendem? Se uma coisa existe, existe porque existe um esforço pra fazê-la durar. Qualquer pessoa que sabe leis de termodinâmica e entropia sabe, inclusive, pra galera do método científico, que essa é uma das leis da entropia, inclusive, da entropia negativa para a entropia positiva, que precisa de um esforço para complementar o sistema que sempre perde energia.

Então, eu preciso de um esforço externo para fazer um sistema fechado funcionar, porque senão ele morre. Então, vejam. Olha. O que é uma perversão disso que eu estou falando para vocês? O que é a fama? O que é eu sair de casa ali para ir no mercado, aí o cara fala assim, professor Diego, te vi na Brasil Paralelo. Aí você enche o peito de ar e fala assim, meu irmão, eu sou conhecido e as pessoas se importam comigo.

O garotão, ele não te conhece porra nenhuma. Ele não te conhece porra nenhuma. Você só é um mendigo de se sentir conhecido, você entende? Você que quer ser famoso porque acha bonitão ser conhecido na rua, eu vou te falar quem é que você é. Você tá com a doença de um mendigo que não tem alimento físico, não. Você não tem importância pra uma pessoa que se demora contigo e te faz companhia. É só isso. Aí você quer fama. Porque você acha que as pessoas te olhando na rua e te conhecendo, elas se importam contigo quando saírem dali?

E que elas vão gastar tempo contigo? Eu falo, meu irmão, elas não conhecem nada de você, pô. Elas não sabem como você ronca. Elas não sabem a maneira que você solta a púnctua, tá entendendo? Elas não sabem que tu não gosta de misturar estrogonofe com feijão, líquido com líquido, entendeu? Que quando tu come estrogonofe, tu não bota feijão, é só arroz, estrogonofe, batata palha, não sabe essa parada, pô. Então o matrimônio é a maior experiência humana que existe nessa terra, que mais aproxima o homem da experiência conhecido profundamente como Deus conhece o homem.

Isso está dentro do matrimônio. Porque quando duas pessoas falam que querem morar juntos no mesmo lugar, no lugar da demora, morar no lugar, no lugar da importância, onde um importa o outro para a sua vida e eles vão se transformando um no outro pela presença que vai criando tudo na nossa cabeça que vai transformando a lógica material na lógica formal, e as porra vão durando, vão durando, vão durando, vão durando, e ainda que eu perdesse toda a minha memória, que eu tivesse Alzheimer, uma pessoa ia poder contar a minha vida melhor do que eu mesmo, você entende?

Que é um papel todo de Deus porra, isso é todo de Deus porra. E existe método para fazer isso com o personagem no palco? Se vocês tiverem a consciência na mão de vocês e na próxima a gente começa com a consciência. E se Deus quiser, ou não, ou falta a bola do bem. De repente a gente fala da bola do bem e depois vai para a consciência. Porra, mas se vocês não pegarem a vida e ficarem pensando nisso assim ó, presença, domínio das três pessoas. Como é que é cada um delas?

O do crítico. Conhecer completamente e ser completamente conhecido. Conhecer completamente e ser completamente conhecido. Porra, isso é o básico que vocês precisam fazer todo dia com os filhos de vocês de dentro de casa e com a esposa de vocês, porra. Agora olhem, a última aula foi a aula da vergonha, não foi a aula da vergonha? Prestem atenção, hein? Se vocês fazem merda na vida e vocês sentem vergonha, vocês não vão poder realizar a vocação de vocês de serem profundamente conhecidos, porque tem uma parte de vocês que é vergonhosa e vocês não querem ser conhecidos nela.

Então vocês estão ferrados, porra, porque vocês não podem serem escravos da vergonha. Vocês têm que começar por onde, então? lutando contra tudo o que gera vergonha no homem, pra que vocês possam ter uma vida onde não há vergonha, onde ela possa ser contada completamente sem escuridão, e vocês vão poder abrir o coração de vocês, rasgar pro mundo e finalmente conhecer o que é a experiência verdadeira da religião. Tá bom? É bom pra cacete estar na presença de vocês, tentar fazer vocês durarem dentro de mim, E é óbvio, né, que eu sei que eu também duro dentro de vocês, porque vocês escolhem estar na minha presença, mas vocês não escolhem me desver.

Agora já era, meu irmão. Agora aí, ó. Lembra de mim quando toma café, né? Tá ferrado, agora já era. Um forte abraço.

Conceitos nesta aula
Série · episódio 25 de 46

Papo Matinal

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