Coletânea

Amor, matrimônio & família

Na missa com nossos filhos

1:20:43 · ~80 min de aula09 de janeiro de 2025Transcrição automática · em revisão
  • a vocação de dominar
  • o pai como domino (semi-divindade)
  • as três pessoas (roteirista/crítico/personagem)
  • movimento simpático e antipático (pathos)
  • carinho e firmeza
  • autoridade vem de autor (pais co-criadores)
  • amor = sacrifício (fazer durar)
  • o exame de consciência
  • a presença que tempera (formar pelo exemplo)
  • castigo vs. punição

Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 1:07.

Acho que o grande objetivo dessa live é primeiro compartilhar um pouco da nossa experiência com nossos cinco filhos indo à missa.

Citações verbatim

Trechos da aula

a grande palavra aqui, que eu acho que é importante pra gente, que eu repito sempre e a gente conversa sobre isso, é dominar
— Prof. Diego Reis
nós somos esses pequenos deuses dos nossos filhos
— Prof. Diego Reis
Castigo físico é coisa de pai sem imaginação e sem paciência
— Prof. Diego Reis
Palavra por palavra

Transcrição completa

Transcrição automática · em revisão

Boa noite! Boa noite a todo mundo que está chegando por aqui, a essa live tão pedida, tão esperada, tão perdida, né? A live sumiu. Boa noite! Acho que o Instagram tava gostando muito, deu uma sumida com ela. A gente vai fazer ela voltar. Então, boa noite pra todos. Vocês sabem que no canto inferior direito tem um aviãozinho, aí vocês mandam pra quem vocês acham que vai se interessar por essa live, quem tem filho, quem não é católico também, mas tem filhos e vai pro culto e acha que pode se beneficiar também do que a gente pode contar pra vocês aqui, dividir com vocês.

Tá bom? Então, sejam bem-vindos. estamos. Acho que o grande objetivo dessa live é primeiro compartilhar um pouco da nossa experiência com nossos cinco filhos indo à missa. É um desafio para muitas famílias ainda e acho que a gente pode sim ajudar um pouco e a gente vai dividir um pouco a live em algumas estruturas e a gente vai contando um pouco da nossa experiência. A gente fala um pouco, conta um pouco na prática como funciona, como tem funcionado até hoje. Então, deixa eu me apresentar porque acho que apesar de muitas pessoas nos conhecerem, outras receberam o post falando da live vindo de pessoas que você nem conhecia.

Então, chegou pra vocês esse casal. Então, quem somos nós? Seu nome chama Maria. Sou casada com o Diego. Somos casados há 8 anos. Temos 5 filhos, entre 7 e 4 meses. Então a gente tem uma caminhada com crianças na missa. E é isso, pra gente começou como um pequeno desafio que a gente foi aprimorando, a gente fala que o nosso primeiro filho foi um grande laboratório pra gente descobrir muita coisa e de fato foi, e a gente foi ajeitando no caminho com os outros filhos a forma de fazer e tem sido bem assim mesmo.

E os outros filhos foram vindo, né? E seguindo as mesmas rotinas, adaptando uma coisa ou outra, mas a estrutura é mais ou menos a mesma de como a gente faz, né? E... Ah, legal, ó! A Paula tá dizendo que nem é casada, mas tá aqui. Que legal! Eu falo que sempre assim, o quanto antes a gente aprender sobre essas coisas, melhor. A gente já chega mais preparado, né? Então, acho que o Diego vai começar falando e aí a gente vai, como eu falei, contando um pouco de como funciona e da nossa experiência prática.

Tá bom? Vocês estão ouvindo bem, né? Só para me certificar. A gente está bem enquadrado, está todo mundo vendo e nos ouvindo bem. Contem, por favor. O que é que eu preciso entrar aqui? É o meu? Pode entrar. É o pessoal do meu V, né? Entra aí também. Acho que é bom, né? Vamos ver. E pronto, acho que a gente pode começar. Então, vamos lá, pessoal. A gente vai falar sobre filosofia clínica. Ah, não, é missa. Não é, não. Bom, uma das primeiras coisas que é importante a gente perceber sobre esse tema é que quando a gente vai para a missa, quando a gente está fora de casa, inclusive em outros ambientes, a gente já tá de alguma maneira num período de observação e teste.

Às vezes a gente percebe na missa que o pessoal tá tentando aprender a fazer alguma coisa, ou na verdade tá querendo formar a criança lá na missa, pra que ela participe bem da missa e tudo mais, e na verdade lá são observações e ajustes. Então, a gente fala muito isso. Quando a gente sai de casa, na verdade, a gente vai fazer testes sobre como as coisas estão acontecendo aqui dentro de casa. Então, na missa, na casa de outras pessoas, no restaurante. Então, esse é um ponto importante para o pessoal saber como andam as coisas.

Então, é óbvio que quando a gente olha lá na missa, as crianças se tacando no chão. Correndo pelo corredor da igreja. Correndo, é. A gente já pode imaginar alguns tipos de ações que estão sendo tomadas antes dali. A coisa não acontece de maneira mágica lá. É como eu sempre digo para quem me segue. Acho que a casa é o grande ambiente, é o lugar por excelência para você treinar e exercitar tudo aquilo que fora de casa você vai só depois verificar se está indo bem. Então pode ter certeza que seu filho se joga no chão da igreja ao ser repreendido por você ou ao ser solicitado para sentar, ele faz isso em casa às vezes em proporções ainda maiores.

Então isso para nós é claríssimo e a gente verifica com as crianças que a gente observa na igreja, e como o Diego comentou, não só na igreja, em qualquer outro ambiente que você vá. Tudo aquilo que você quer que a sua criança na rua faça, treina antes em casa, verifica se em casa ela está conseguindo cumprir. Bom, e acho que é importante, para que não fique uma espécie de momento guru da missa, A gente não é muito adepto só de falar pra vocês, pagar aqui um monte de ações que vocês têm que fazer, né?

A gente precisa realmente explicar um pouquinho como que é o fundamento das coisas que a gente vai decidindo pra tocar na nossa casa, na prática. Por quê? Porque, de alguma maneira, as situações que vocês passam, assim como as nossas, elas são muito específicas. Em algum momento a gente vai falar aqui do espaço da missa, do horário da missa. Então a gente vai passar uns princípios gerais para vocês de estabilidade, de como, no final das contas, a gente vai vencer. Ou seja, a gente vai fazer pelas crianças o que elas vão desejar fazer por elas e o que a gente deseja fazer por nós, que de alguma maneira muito geral é o quê?

É conseguir vencer o mundo, tá? Diante de uma situação muito específica na nossa vida e conseguir ter uma certa estabilidade, organizar. E a grande palavra aqui, que eu acho que é importante pra gente, que eu repito sempre e a gente conversa sobre isso, é dominar. dominar. Então a gente vai ver isso sobretudo quando a gente falar aqui do grande papel de domínio que os pais exercem sobre as crianças e de como eles ensinam as crianças a se dominar. Essa semana a Maria me mandou um directzinho, só entre nós aqui, né?

com a tretazinha de internet, né? Duma dessas mães aí da educação positiva diante do seu filho. E aí o filho dela, ela contou lá que ficou uma hora gritando, chorando, falando pra ela que a odiava, que ela tinha que sair dali. E de acordo com a educação positiva, né? que tem que fazer o movimento de acolher a criança, de entendê-la, de compreendê-la, ela ficou ali durante uma hora olhando para o seu filho espernear na sua frente, perder o controle, se tacar no chão. Então, a gente estava conversando sobre esse vídeo, né?

Porque hoje parece que tem bastante gente que é adepto desse tipo de comportamento. Inclusive na missa, né? A gente vê as crianças tocando o terror. Eu até um dia desse recebi um reels desse de uma criança virando o negócio do altar. Lembra? Na hora da missa, né? E o pessoal achando aquilo tudo muito bonito, muito maravilhoso. Então... dentro dessa estrutura da psicologia infantil, que na verdade é nossa também, né? Na verdade é a psicologia humana. A criança, ela aposta diante de certas realidades, porque daqui a pouco, em breve, o pessoal vai perguntar, né?

Ah, mas o meu filho tem um ano. O meu filho tem dois anos. Na verdade, as perguntas que fizeram na caixinha para a Maria já tem umas coisas dessas, né? Ah, eu tenho um filho de 12 anos. Eu tenho um filho de 8 anos. como que é o parâmetro pra gente descobrir, e aqui que tá, pra vocês conseguirem personalizar a coisa, como é que a gente se estrutura diante da realidade do nosso filho. A gente, por exemplo, tem cinco filhos, praticamente vai pegando toda a faixa etária aqui da primeira infância já entrando pra continuidade.

Como é que a gente pensa em estruturar certos tipos de comportamento pra preparar as crianças para vários ambientes, para um ambiente de domínio, de estabilidade diante da vida, mas aqui especificamente para a missa. Então olha só, a gente vai adquirindo ao longo da vida vários poderes que vão fazendo com que a gente vá dominando e vencendo o mundo. As crianças, o primeiro poder que uma criança tem para fazê-la sobreviver às dificuldades dela, ao desespero, que ainda não são nada intelectuais, mas são todos muito sensitivos, ou seja, é praticamente a experiência do desprazer, do incômodo.

O que a nossa Maria Tereza de três meses faz quando ela tem um incômodo, um desprazer? Qual é o único instrumento que ela tem para brigar pela vida e pela estabilidade dela? que normalmente, usualmente, a estabilidade dela é amar e amar. Ela precisa de se amamentar. Exatamente. Então, a Maria Tereza de 3 meses, ela tem o choro e o grito. É o que ela tem, primeiro. Então, o que é isso para ela? É o único poder que ela tem para sobreviver. Depois de um tempo, alguns poderes vão sendo acrescentados.

Então ela vai ganhando força, ela vai ganhando feições, sobretudo feições agradáveis, que são o sorriso, aquele charminho das crianças pequenas, e as gravidades, que é o olhar mais severo, de seriedade. Então ela vai ganhando esses poderes para ir movimentando o mundo. Inclusive a gente, né? Porque às vezes um pai vai ser mais rigoroso com o filho e o filho faz aquele movimento de sorriso, típico do totói, né? Totói, totói. Quando a gente chega pra falar com ele mais sério, ele já abre um sorrisão pra quê?

Pra tentar desmontar a gente, né? Pra conquistar a gente. Depois disso, as crianças vão adquirindo o poder da força, né? Então, o da força é maneiro pra caraca, o da força. Eu gosto de quando as crianças tentam dominar o mundo com a força, sobretudo, quando elas estão brincando com aquele carrinho que coloca... tem aqueles buraquinhos, né, que a gente coloca triângulo no triângulo, círculo no círculo, quadrado no quadrado, né? Como é que a criança, que ainda não tem muito poder lógico, tenta resolver aquele problema, né?

Ela tenta enfiar o círculo no quadrado na força, né? E quando não consegue, faz o quê com o carrinho? Se irrita, bate... Se irrita e joga o carrinho longe, né? Tenta colocar o chinelinho. Se não conseguir, Joga o chinelinho longe. Se está chateado com o pai, ou seja, se deseja alguma coisa e o pai disse um não e não deu, o que uma criança que está tentando usufruir do seu novo poder, que é a força, o que ela vai fazer? Ela vai utilizar a força para tentar dominar o mundo.

Então ela vai se tacar no chão. Quando a gente pega, ela solta o peso, joga para trás assim. Isso é uma criança nessa idade de um ano que ainda não tem linguagem. que ainda não começou muito os movimentos e os gestos, porque depois isso são novos poderes. O poder de se movimentar, de andar, de engatinhar pela casa. Então ela ganha um novo poder, porque com isso ela já consegue se movimentar, chegar perto das coisas, apontar para as coisas. Depois ela vai adquirindo o poder da linguagem, então ela vai medindo as coisas com a linguagem.

Vai ganhando argumento. Vai ganhando argumento. Então vejam. esse caminho de domínio das crianças, ele é um caminho que acontece com a gente também. Eu, quando estou tentando me aprimorar, estudar no trabalho, eu também estou tentando adquirir novos instrumentos que vão me fazer vencer o mundo, dominar o mundo. Então, quando nós, pais, estamos diante dos nossos filhos, a gente exerce para eles, sobretudo, esse poder, o poder de domínio, domínio num sentido muito próprio a palavra latina domino tem para nos oferecer, ou seja, uma espécie de Deus, o que toda mitologia tratava como as semi-divindades, ou seja, a gente olhava para um Aquiles e via, sobretudo, um homem extremamente forte, que todo aquele homem que procura ter força tem como referência E pensa assim, cara, se eu quero jogar muito futebol, eu tenho que olhar para o Messi.

Eu não posso olhar para um pé rapado atacante. Eu tenho que olhar para os melhores atacantes. Então, o cara que quer ser jogador de futebol, ele é ferido pelo grande jogador de futebol como uma espécie de domino. Porque aquilo que a gente quer, ele tem de sobra. Então quando a gente se aproxima dele, a gente simplesmente faz uma vênia pra ele e fala assim, o que você tem pra me falar pra eu jogar bola como você? Então o que as crianças esperam da gente? Já que tudo que elas tentam conquistar a gente tem de sobra.

Elas esperam que a gente consiga estabilizar o mundo pra ela com os poderes que a gente tem. Então o que isso significa na prática? Que aquela mãe que fica diante do seu filho esperando ele se controlar e ele tá se contorcendo com o corpo, se saculejando, se jogando no chão. O que uma criança dessa espera de um pai? Que um pai coloque as mãos no braço dela e ela que tá tentando vencer o mundo com a força que ela não tem a mínima ideia ainda de como usar.

O pai dela pega ela pelos braços, a eleva, inclusive pode a elevar, e esses momentos são diferentes. Um momento de descer. para olhar nos olhos da criança. Tem que ser para um objetivo específico, um objetivo muito mais de empatia, de acolhimento, o que tem momentos corretos para isso, e um momento em que a gente vai exercer o domínio para elas, para elas se sentirem sob as asas de um Deus, de um pai, efetivamente, de um pai bondoso. Então eu vou pegar essa criança descontrolada no colo, Vou mostrar pra ela que eu tenho aquilo que ela tá usando de uma maneira muito grandiosa e muito maior do que ela e que eu sei usá-la pra deixá-la tranquila, o que é o que aquela mãe deveria ter feito diante de um menino que ficou uma hora descontrolado.

Então você vê. Quando... Na verdade, eu só me lembro da gente ter feito isso no José Pedro, que era o primeiro. Ah não, na Maria Rita também, né? Que era muito forte, né? A gente, algumas vezes, Bem novinho mesmo, um ano e pouquinho. Ainda não pode fazer os combinados com a linguagem, que é quando a coisa muda. Eu, sobretudo na missa, várias vezes fiz isso com ela, né? Quando ela estava ficando cansada e querendo se descontrolar, ela ficava firme no meu colo e eu a controlava com rigidez física, com gravidade no olhar, com feição grave, entende?

Porque aquele momento era um momento que ela precisava da minha segurança. Ela precisava entender que aquilo que ela está tentando dominar o mundo, ela está no colo daquele que tem muito mais domínio que ela e que pode dar segurança e estabilidade para ela. Vocês entendem como isso é muito diferente do que, ah, não, eu vou tentar ajudá-la a se controlar e você vai fazer o que ela. Pois é, isso mesmo. Isso é uma doideira sem fim, né? Depois o pessoal deve procurar esse vídeo. O triste é ouvir a criança falando assim pra mãe dela.

Eu te odeio, some daqui, sai da minha frente. E a mãe achando que, na verdade, ela tá respeitando o momento da criança. Cara, a criança precisa da ajuda de um pai e de uma mãe pra estabilizar o mundo pra ela. Tá? E o que é que isso tudo tem a ver com a missa? Porque quando você para pra pensar nessa estabilização que você pode gerar, esse momento estável que você pode gerar pro seu filho, isso tem tudo a ver com obediência e autoridade. Se você for parar pra pensar, a palavra autoridade, ela tem uma raiz que vem da palavra autor.

E se você for buscar ainda mais a compreensão disso, o autor supremo de tudo é Deus, E ele, ao nos dar um filho, nos deu uma parte dessa criação, ou seja, nós somos co-criadores dos nossos filhos e temos então o direito sobre eles, temos também o dever, porque pensa só, um autor de uma grande obra, os grandes autores, um Michelangelo, um Raffaello, eles nunca, eles raramente deixavam as suas obras para trás, ou seja, eles iam até o fim no intuito de deixá-las mais perfeitas Então os pais também, por serem co-criadores dos filhos, têm esse direito sobre eles, como autoridade, e tem também o dever, ou seja, tem a obrigação de lutar por eles até o fim.

e lutar como? Exercendo o seu poder de autoridade e fazendo com que, através do seu exemplo, através de ser também aquele que inspira o filho, fazer com que esse filho lhe obedeça. Porque você imagina, se uma criança não te obedece em nenhuma situação, na missa vai ser mais uma na qual ele vai te ignorar e todas as ordens que você for dando vão ser deixadas de lado. Então, o filho senta, vai ser ignorado, filho não pode, filho vem pra cá, não corre, tudo isso vai entrar por aqui e vai sair por aqui.

Por quê? Você não é uma autoridade pro seu filho. Então pensar nesse aspecto também, nesse momento que a gente tá fazendo essa live, eu sou autoridade pro meu filho? meu filho sabe me obedecer, ele quer me obedecer. Eu verifico se isso acontece em outras situações do nosso dia a dia, em casa principalmente, porque como a gente falou no início, a igreja dentro da missa vai ser só o reflexo daquilo que é já vivido, principalmente dentro de casa. Então, nós lutamos bastante para exercer essa autoridade com os nossos filhos, todos os dias, diariamente.

Eu recebi hoje na caixinha a pergunta se eu aparto muito as brigas, ou eu medio muitos conflitos. Gente, a toda hora, porque são crianças, estão em formação, ainda tem a sua vontade fraca em algumas medidas. Então a gente precisa de ciência, aquela pessoa que vai estabilizar o ambiente, vai estabilizar as relações, vai mediar os conflitos e torná-los fortes para que na igreja, em diversas situações, eles consigam dominar-se a si mesmo. E isso tem tudo a ver também com autocontrole. E esse exemplo que o Diego deu é um exemplo claro de uma criança que precisava de alguém que lhe desse o controle, que lhe ensinasse a ter autocontrole e foi uma pessoa que só observava o filho padecer diante do seu descontrole.

Então assim, à medida que a gente for falando, vai fazendo também um exame de consciência, um exame de vida mesmo e pensar, eu sou autoridade para o meu filho? Porque isso é um passo anterior a ter um filho que está bem na igreja. E acho que esse ponto também é importante da gente pensar. Se eu não for general, a autoridade ainda funciona? Eu tô te dando um beijo que eu fiquei amoroso de ver. Olha os comentários como tão amorosos. O Beto e o Marcelo ali, ó.

Então, eu te amo, meu irmão, eles tão ali. Fiquei até meio romântico. Ainda veio de rosa, tá, meus amigos? Enfim, mas verifiquem se vocês são autoridade para o seu filho. Se a autoridade de vocês é obedecida em casa. E esse ponto é fundamental. Então, vamos agora para o próximo ponto. O que você gostaria de contar? Bom, eu jamais passaria aqui sem dar aquela leve pincelada nas três pessoas. Então, vejam. Eu, as nossas crianças, nossos cinco filhos, eles não fazem o roteiro da vida deles. Nós fazemos o roteiro da vida deles.

cumprir aquele roteiro. A missa é uma parte desse roteiro, né? E nós... Olhamos para o personagem deles vivendo aquele roteiro e nós fazemos a crítica para eles. Os nossos filhos sempre perguntam para a gente quando saem da missa, né? E aí, papai? A gente foi bem? E aí, mamãe? A gente foi bem? E a gente faz a crítica para eles de como eles estão indo de acordo com a vontade dos pais. Então percebam o tamanho de um papel do pai e da mãe na personalidade, na estrutura da personalidade de um filho.

Nós somos, sobretudo, esse roteirista e esse crítico. E muito mais do que isso, na presença no palco, que é sempre a agonia de um terapeuta de eu não entrar no palco da vida para viver pelos outros, para ser forte lá com o cara que eu encho o saco dele. Com o nosso filho, a gente pode segurá-lo e ajudá-lo a ser forte no palco, na vida, como personagem. Vocês entendem o tamanho disso e a responsabilidade que isso é para a gente? Então vejam. Eu vou dar uma estruturada básica aqui, nessa coisa do mundo emocional, para o pessoal entender porque a gente fica falando o tempo todo de carinho e firmeza com as crianças.

Porque hoje em dia, na verdade, antigamente, parece que se errava muito para um lado, para o lado da firmeza. Hoje em dia, parece que se erra muito para o lado de cá. E aí, vamos de Aristóteles. da virtude está no meio, né? Então vejam, olha só, o que é o mundo, esse mundo do movimento das crianças, o mundo emocional, ou seja, aparece uma presença, a bola do bem ali no meio da personalidade das três pessoas, a criança vai se movimentar em relação a uma realidade, em relação aos pais, em relação à missa, o que é isso para a criança?

Bom, o mundo desse movimento, das emoções da criança, ele ficou conhecido desde a antiguidade no mundo grego como o pathos, o movimento, o patológico. Então vejam, a gente também utiliza essa expressão para se orientar no mundo emocional, no nosso mundo emocional. Quando a criança está diante de uma coisa, que faz um movimento simpático pra ela. Por exemplo, um sorriso de um pai. Isso é um movimento simpático. Isso atrai a criança pra mim. Sim-patos. Se ela faz uma coisa errada e eu faço um olhar grave, arregalo os olhos, dou aquela respirada funda, faço cara de...

de... Fuzilamento. Eu levanto a sobrancelha. Faço aquela cara de... Aquele olhão, né? Olho de Mônica. Olho de Mônica. Quando a criança vê esse movimento, ela percebe que aquela realidade que está diante dela tem uma antipatia, um antipatos, ou seja, um afastamento daquela realidade. Se não tem movimento nenhum, é um apatos, é o que a gente chama de apático. E eu tentar entrar no movimento da criança e ela entrar no meu movimento, a gente chama isso de tentar ser o quê? Empático. Então, na nossa linguagem existe toda a estrutura do mundo emocional.

Hoje, o que acontece muito? Isso é tiro e queda, a gente conversou isso durante várias etapas da nossa vida. Olha, se a criança fez uma coisa que a gente não considera sadia para que ela amadureça, para que ela cresça, todos os nossos movimentos precisam ser antipáticos. O que isso significa na prática? Se seu filho fez uma gracinha na mesa, que você vai se sentir envergonhado se ele repetir na missa, na mesa da sua casa, não fica dando risinho pro seu filho quando ele fizer isso. Quando ele fizer isso, você faz um olhar grave e fala pra ele, filho, isso tá errado.

Isso vai te fazer mal. Isso vai te deixar fraco. Movimentos antipáticos, ou seja, para aquilo que vocês veem que vai fazer mal para o filho de vocês, que vai destruí-lo, que vai torná-lo fraco, e movimento simpático para aquilo que vai fazê-los forte, para os amores duráveis, para aquilo que é virtuoso. Esse tem que ser o balizamento que eles percebem na vida, porque nós também somos movimentados assim. Pô, às vezes eu fico incomodado com o pessoal religioso, evangélico, que fica ali falando que os pecadores vão tudo pro inferno, não sei o que lá e tal.

Eu digo, cara, porque nós somos atraídos sobretudo por sorriso, né? Sobretudo por sorriso, não é verdade? É por isso que a gente se foca pra caraca pra tentar ajudar aqui, tem meia dúzia de seguidores aqui na live, mas bota num site de gaiatice ou um stand-up comedy aí. O que vai acontecer aqui? Vai ter gente pra caramba lá. Por quê? Porque nós somos balizados a ser simpático pro mundo da alegria, do sorriso. Então a gente tem que saber esse tipo de estrutura pros nossos filhos. Então a gente vê na missa a criança descontrolada e aí os pais sem saber muito o que fazer vão fazendo o que por elas?

Movimento simpático. Qualquer que seja, vou dar exemplos aqui. Tá fazendo coisa errada? Aí você dá um brinquedinho pra ele. Tá fazendo coisa errada, aí você dá comidinha pra ele. Tá fazendo coisa errada, aí você fica, ai meu filhinho, vem cá mamãe e tudo mais. Ou seja, poxa... Isso que eu tô fazendo deve ser bom. Deve ser muito bom isso que eu tô fazendo, né? Porque eu tô sendo recompensado por isso. Então o pessoal tinha perguntado aí, ah, o que é que faz se meu filho começar a chorar?

E isso, isso aconteceu. Isso aconteceu. Eu não posso levantar pra ela pegar, senão o pessoal vai ver que eu tô de short, que eu tô à vontade aqui. Se o pessoal... Se o pessoal... Eu tô de calça aqui, tô todo sério, entendeu? O sapato com a meia bonitona, social e tal. Então vocês veem, se isso acontecer pessoal, se a gente não souber utilizar todos os nossos movimentos antipáticos para aquilo que é antipático, então você vê, na prática isso acontecia com a gente. O pessoal perguntou aí, e se meu filho se jogar no chão na missa ou fizer alguma coisa?

A primeira coisa, então isso aqui para qualquer liderança, para qualquer empreendedorismo, para qualquer pessoa que trabalha com subordinados, Toda vez que a gente vai chamar a atenção de filho, a gente precisa retirá-lo do público. Pra que ele não fique, primeiro de tudo, envergonhado. Pra que ele não seja humilhado ali. E pra que ele perceba que você não quer humilhá-lo, pelo contrário. Ele tá descontrolado, você tirá-lo dali, primeiro. você já deixa numa segurança, porque ele está perdendo para aquele ambiente, ele está descontrolado. Então você tira ele dali e você dá a estabilidade que ele precisar naquele momento.

Se ele estiver na fase da vida que ele tenta controlar as coisas com a força, eu pegava a Maria Rita e controlava ela no meu colo com a força. Se ele está na fase da vida que ele grita pelo pelo prazer, e nesse momento sim, a criança pergunta, a pessoa pergunta na caixinha assim de maneira geral né, se meu filho chorar na missa, eu saio do templo? Ou então, eu posso dar comida pra ele? Pode, claro que você pode, pra Maria Tereza que tem 3 meses você pode dar comida, você vai falar o que com ela?

Apertar ela forte, não é força ainda a fase dela, Falar com ela sério e fazer um combinado com ela, ela não tá na fase da linguagem de combinado, que normalmente depois dos dois anos. Ela tá em qual fase? Ela tá na fase no grito pra sobreviver por aquilo que ela precisa. Então a gente tem que dominá-la com aquilo que ela precisa. Aí a Maria vai lá e amamenta a criança. Simples assim. Se ela tá numa outra fase, normalmente ela fica no colo de quem? Nessa fase da força?

Sempre fica no colo do pai. Sempre fica no colo do pai. E fala, cara, o meu filho tá descontrolado na missa. Eu falo, ok. Eu saio da missa, vou pro corredor e passo a vida inteira ali no corredor. A missa inteira. É porque parece que é uma vida. Parece que é uma vida, né? Eu lembro até do Coroinha que fala, um padre falou assim, ah, porque o céu vai ser uma grande missa, né? O Coroinha falou, pô, ferrou, não quero ir para o céu não, que eu vou ficar trabalhando full no céu.

Não é a vida toda não, só no espaço da missa. Cara, a gente fica ali no corredor da missa. Mas o pai assume essa função, acho que é importante ressaltar para os pais isso. Exatamente, e controla a criança com a força. Deixem as mães ou sozinhas já, se tiver um filho só, ou com os outros filhos, né? Mas o pai é o cara que tem que dominar esse mundo da força primordialmente. Então fica sempre com o Diego. Um exemplo prático pra gente treinar em casa, coisas que assim, visitas vão vir aqui em casa.

A gente sempre fala para as crianças ir imediatamente antes dos adultos chegarem. E é que são coisas que podem depois gerar frutos fora de casa. Os adultos não querem ver bobeira. Os adultos estão aqui para conversar, se é o caso, as pessoas vêm aqui para conversar. A gente não precisa bater o pé. A gente não precisa correr. São todos os treinamentos que a gente vai dando para as crianças. dentro de casa que vão ser verificados depois. O fato de comer bem a mesa, de não gritar, de ter postura correta, tudo isso, a postura vai ser exigida na missa.

O não gritar vai ser exigido na missa. Então todos esses aspectos exercitados dentro de casa vão ser verificados depois num ambiente que primordialmente se preza pelo silêncio, pelo pela postura correta que a gente tem que depois ensinar, a gente vai falar sobre isso também. Mas tudo isso, mais uma vez, quando você exercita dentro de casa, podem ter certeza que na missa vai ser muito mais fácil de viver. Uma pergunta na caixinha que a gente pode inserir aqui agora é como ensinar as crianças a fazerem silêncio?

Primeiro, a gente pode dizer pra vocês que a postura dos pais vai ser a primeira escola pra criança. Então como eles veem você, como eles veem a sua postura, do seu esposo, vai ser o espelho pra eles. Em seguida vão vir as direções, vão vir os comandos dirigidos, você vai explicar pra criança. Então, na igreja, eu gosto de usar as palavras corretas para cada coisa, eu não gosto de falar na casa de papai do céu. Na igreja, na missa, não subestime a inteligência dos seus filhos não, falem as coisas como tem que ser ditas.

Na missa, aqui nesse lugar, a gente não fala alto. Aqui a gente faz silêncio. Então assim, dizer, como o Diego comentava, com a firmeza que se espera e dando a gravidade da situação. Então, assim, aqui a gente não grita, aqui a gente fala baixo. E tudo isso, né, você pode dizer na porta da igreja, você pode dizer no banco, bem baixinho, do lado da criança. E todas essas coisas vão sendo internalizadas à medida que você vai repetindo o ato de ir à missa e repetindo os comandos que precisam ser dados.

Aqui, quando a gente entrar, o que a gente tem que fazer? A gente ajoelha. Tem alguém ali na frente, muito mais importante do que nós, grandioso, e esse lugar aqui é a casa dele. Então nós precisamos ter o respeito devido. A gente ajoelha, ensina a genuflexão da forma correta, ou seja, o joelho direito vai atrás. Ensina a se fazer a vênia diante do altar ou ao passar pela nave central da igreja. Por quê? É um altar, o rei está ali. O que a gente faz diante de um rei?

A gente tem uma postura, A gente faz uma reverência para aquele que está ali. Então tudo isso, todos esses pormenores vão formando a criança e vai deixando de fazer com que aquele lugar seja um lugar no qual ela não sabe o que acontece, ela não entende nada do que está acontecendo ali, ela não sabe como ela tem que se portar. Meus pais estão indo, mas eu não faço muito parte, ela está sempre meio alheia a tudo. Ou seja, cada vez mais, à medida que seus filhos vão participando, e a gente participa desde que o filho nasce, eles têm que entender que aquele lugar não é só dos pais.

é dele também. E como que ele tem que se portar naquele lugar, né? Tudo isso vai sendo ensinado, como eu falei, pelo exemplo de vocês, se vocês fazem corretamente, e depois com a direção, né? Com tudo aquilo que vocês podem ir dizendo e explicando. Então, eu faço isso, assim, até hoje. Então, eu digo, olha, agora é o Salmo. ou então agora vamos fazer a postura correta para receber a bênção, ou agora não precisa sentar, agora é ajoelhado. A gente vai dando os pequenos comandos para que eles vão compreendendo que lugar é aquele, qual a postura que eu tenho que ter, o que eu tenho que fazer agora.

Numa pergunta também da Caixinha falaram se a gente tem que sempre com criança sentar para trás. A gente já fez as duas experiências, a gente tanto ficava lá na frente, porque aí diante do altar As crianças têm mais acesso ao que tá acontecendo e vêem de fato o padre, vêem o momento que é tão bonito da consagração, vêem o ofertório e tudo mais. E também já fizemos a experiência de ficar mais pra trás, né? Nesse momento a gente tem ficado mais pra trás por causa da neném, porque aí eu consigo um escape mais rápido.

E a nossa intenção também ali é não chamar atenção, é não criar um momento assim de... Porque assim, as senhorinhas, elas têm... Elas veem criança, elas acham que elas tem que falar com a criança na missa. O José Valentim perguntou isso ainda agora. O que tem que falar? O que faz se o pessoal... Eu acho que eu sou... A minha expressão, ela fala muito, né? Eu sou bem expressiva nesse momento. Então, nessas horas que as senhorinhas vêm falar, eu sou assim, monossilábica. Eu falo assim, o mínimo do mínimo e eu me mantenho olhando pro altar com quem diz assim, senhora, não tá na hora da gente estar conversando agora, no caso.

Então... O pessoal percebe, o pessoal percebe. Eles percebem! Fala. A gente faz um movimento antipático. Pois é. Então tem que, às vezes, educar os adultos. Os adultos. Ou seja, dizer para eles o seguinte, queridos, não é lugar de conversar. Estou tentando aqui, lutando para o meu filho não ter esse hábito tão errado na missa. e você puxando uma conversa, achando tão bonitinha e puxa a conversa, vê que é uma família grande e quer falar, então não, não é a hora. Vocês adultos, que às vezes já se viram tentados a perguntar coisas para as crianças, a comentar, virar para trás e falar, não, não é a hora.

No final da missa, quem sabe você cumprimenta e você elogia a criança ou não, enfim. Então tudo isso, os adultos no entorno vão formando também as crianças que estão ali. Então assim, outra pergunta que nos fizeram, levo o brinquedo ou não levo? a nossa opinião e acho que ele assim bem não muda, ele meio irredutível, não leva brinquedo. Um, porque o seu filho tem que compreender que aquele lugar não é um lugar de diversão nesse aspecto. Não é um lugar de se divertir. Então a gente não leva um brinquedo.

E eu preciso, cada vez mais, inseri-lo naquele ambiente. Então se eu levo o brinquedo, eu me habituo a levar o brinquedo. Porque o meu filho ficou quietinho com o brinquedo. Então eu vou repetir na próxima missa, na outra e na outra. E ele vai crescendo e você não deixou porque ficou confortável pra você. Pra você pai, pra você mãe, porque o seu filho ficou quieto. seja um brinquedinho, seja um tablet, pelo amor de Deus, não façam isso, seja uma comida, nada dessas coisas que são, que retiram a criança daquele lugar, daquele ambiente, nós indicamos, claro, a gente tá indicando, né?

A gente não tá aqui ditando regra pra ninguém, faz o que vocês quiserem, mas assim, a nossa experiência diz isso, né? Não levem um por causa do seu filho e outro pelo filho dos outros, você imagina, né? A mãe tá ali, Fernando, o pai, para que o filho preste atenção ou para que o filho esteja ali quieto e você do lado com a sua criança, com um brinquedinho, andando por cima do banco ou o barulho de um biscoito sendo mascado. ou o barulho do pacote do biscoito, sabe?

Todas essas coisas retiram as pessoas daquele lugar e principalmente distraem quem está no entorno. As crianças não têm, a depender da idade, não têm o autodomínio suficiente para negar um biscoito ou para negar o olhar para o brinquedo. Ela vai se distrair, você vai atrapalhá-la. Então, por cuidado, pelo cuidado consigo mesmo, com seu próprio filho e com o filho dos outros, não leve. Alguém perguntou ali sobre celular e tablet, né? Gente... Olha só... Nem em casa... Eu vou fazer uma instrução aqui... Nem em casa! Prática de movimento antipático, né?

Pra vocês verem o movimento antipático para adultos. Se você coloca o seu filho na frente de um celular ou de um tablet, uma criança pequena, um bebê, Você, papai e mamãe, está destruindo a vida do seu filho. O seu filho, ele vai perder o tesão pela vida, porque aquilo é muito estímulo pra ele. Ele nunca vai sentir um estímulo decente, um assombro diante da missa ou da vida comum. E quando seu filho for adolescente, ele vai gostar tanto da vida artificial que a depressão que ele vai ter diante da vida comum vai fazê-lo lutar contra o suicídio.

Você entendeu? Papai e mamãe que deixam o seu filho na frente do celular igual eu tô aqui agora. Isso é um movimento antipático para adulto, né? Com a criança, a gente fala assim, meu filho, se você não ficar quieto aqui, você vai ficar fraco. O papai vai ajudar você a ficar mais forte. Então, o pessoal agora, sem muito pudor, né? Na verdade, eu acho até que por causa de algumas coisas assim, que arrancaram essa live aqui do nosso Instagram, né? Eu acho que até foi por isso, inclusive.

E eu já vou até dar uma pincelada aqui até por causa da hora pra gente daqui a pouco não acabar sem falar disso, né? O que é castigo? Porque parece que essa palavra assusta, né? Tem gente aí que deve ter ficado até arrepiada com essa palavra. Castigo. O que é castigo? Castigo é simplesmente... Simplesmente... Um movimento antipático por aquilo que destrói a gente e um movimento simpático por aquilo que a gente faz forte, por aquilo que nos faz forte e o nosso filho. Então, vou dar um exemplo para vocês.

O meu filho fez coisa errada na mesa. Se ele fizer coisa errada assim, se ele fizer umas bobeiras que ele faz na mesa como adulto, é óbvio que as pessoas não vão querer ficar perto dele, vão achá-lo um idiota, um bobão. Então aqui a gente faz um movimento muito próprio desse tipo de comportamento. Se ele repetir, e a gente sempre faz isso, a gente faz o combinado, avisa a primeira vez e fala, Seja forte pra você continuar na mesa com a gente. Luta por isso, pra você ficar forte.

Se ele fraquejar de novo, depois do combinado, a gente tira ele da mesa. Eu deixo ele em pé sozinho aqui num canto, sozinho no nosso visual, né? Porque isso é muito importante. Sozinho no nosso visual. E ele fica ali. Por alguns minutos. No castigo. Isso é castigo? É castigo, pô. É movimento antipático, é. Ele fica ali no castigo. E a gente nunca fica de mal com o nosso filho ou fazendo birrinha com o nosso filho. Porque a nossa formação com eles não tem que ser auto-referente.

Não é porque o papai não gostou, a mamãe não gostou, o papai vai ficar feliz, a mamãe vai... Eu não tô nem aí pro papai e pra mamãe. Eu não quero que meu filho tenha referência depois na adolescência. Se um amiguinho gostou, se o cara gostou, eu falo que é certo. É certo, independente se o papai gostar ou não, independente da mamãe gostar ou não. Filho, Se você fizer isso, você vai ficar fraco, você vai sofrer, você não vai conseguir ajudar as pessoas. A gente fala com eles assim, do jeito que eu tô falando pra vocês, quando ele tá fazendo coisa errada ou tá fraquejando.

Então eu coloco ele lá e falo assim pra ele, filho, o papai vai deixar aqui você e já ficou mais de uma hora em pé, parado no mesmo lugar. Sete anos, já ficou parado mais de uma hora quando fez coisa grave. quando respondeu mal a Maria. Ficou parado no mesmo lugar mais de uma hora lá e durante os momentos de luta dele eu chegava lá, me ajoelhava na frente dele Olhava pra ele e falava assim, filho, o papai tá aqui contigo e a gente vai lutar junto até o fim pra você ficar mais forte.

A gente vai enfrentar tudo juntos nessa vida. A Maria sabe que eu falo essas coisas com ele. A gente usa bem essa expressão de dizer, a gente não vai desistir de vocês, porque muitas vezes diante de um descontrole deles, de uma birra ou de um mau comportamento, né? A gente diz com essas palavras mesmo, a gente não vai desistir de vocês, a gente vai continuar lutando, vamos continuar juntos, fica forte, seja forte. O Diego falava dessa coisa do celular, que tira a criança do mundo real e a transporta para o mundo virtual, que é muitíssimo mais super estimulado.

É muito importante que a gente saiba disso, e vocês vão perceber. É só notar que a missa tem um tempo dela, tem uma calma, tem um caminhar que é muito diferente de uma tela de celular, de uma tela de tablet. E se você, como o Diego deu o exemplo, super estimula o seu filho, ele vai achar o mundo real, as coisas que ele vive, as experiências que ele passa com as pessoas, muito chatas, ele não vai ter força nenhuma para viver aqueles momentos e vai rejeitá-los e não vai querer estar ali de forma nenhuma.

Por isso, a gravidade de ter o celular diante da criança, isso em qualquer situação até. A gente está dando o exemplo aqui da missa porque é um exemplo muito bom, porque a missa tem um tempo ainda mais calmo do que a vida real, tem um tempo ainda mais tranquilo. E se você superestimula o seu filho em casa, você pode ter certeza, ele não vai tolerar estar naquele lugar. Tem adulto que não tolera. Tem adulto que não tolera estar aí. Então você imagina uma criança que ainda está em formação.

Então a gente precisa ajudá-los nisso e tirar esse superestímulo, né? Então nos perguntam como que a gente faz, como que os nossos filhos... Então assim, a primeira coisa, nossos filhos não são superestimulados. Então, tudo que aparece diante deles de novo, pra eles, é grandioso, é muito legal, é... Caramba, eu quero conhecer, eu quero saber mais, né? E aí, o que acontece quando... Eu tô em casa aqui de manhã, porque normalmente eu vou à missa diária durante o intervalo do meu trabalho. Mas quando eu tô em casa na parte da manhã, tipo sábado, outros dias da semana, o que que acontece quando eu saio 7 horas pra ir pra missa e eles tão aqui na sala brincando, porque não tem televisão pra eles verem, não tem tablet, não tem celular, não tem nada, eles tão aqui olhando, né?

O José Pedro acorda e fica lendo, as crianças tão brincando. Quando eles veem que eu vou sair pra missa, o que que eles querem fazer? Querem ir pra missa. Por quê? Porque é legal andar na rua, ver as pessoas, chegar lá na igreja, ouvir o padre. A vida comum é legal. É legal. E outras coisas que eu percebo que muito nos ajudam, e aí vem uma experiência bem própria nossa, é formar o imaginário deles voltado pra tudo isso. E como que a gente faz isso? Então assim, na nossa rotina do dia, né?

Eles acordam e eles brincam um pouco aqui, em seguida eu ponho o café e nesse momento do café da manhã, primeiro, a gente já faz a oração do dia. A gente já coloca o nosso dia nas mãos de Deus e Ele oferece. Então tem a oração, eles fazem a oração do dia. Em seguida, a oração do alimento. Então vocês percebam que o dia já vai começando. Nessa dinâmica também de união com Deus, ou seja, eu tô formando meu filho pra ter intimidade com quem ele vai encontrar, com quem ele pode encontrar a todo momento no dia a dia dele e na missa aos domingos, se a sua criança vai só aos domingos, se vai todo dia, melhor ainda.

Em seguida, a gente faz a liturgia do dia, ou seja, eles ouvem todos os dias a primeira leitura, o Salmo e o Evangelho. Nas solenidades ouvem a primeira leitura, a segunda leitura, o Salmo e o Evangelho. Ou seja, eles estão sempre ligados com o vocabulário da missa. Eles conhecem os nomes das coisas. Eles sabem os nomes dos santos. Tem um livro que a gente trouxe aqui para mostrar, que é um livro sensacional, que se chama O Tesouro da Tradição. Posso mostrar agora? Pode, claro. O Tesouro da Tradição, que justamente fala da missa, o passo a passo da missa, e mais do que isso, o que torna para as crianças uma coisa encantadora, fala dos paramentos do padre, fala dos objetos utilizados, dos tempos litúrgicos, ou seja, eles sabem que a cor quando muda do paramento do padre ou da toalha da do altar ou do ambão, é porque o tempo da igreja mudou também.

Então tudo isso vai formando o imaginário deles, das crianças, para esse aspecto da missa, para esse aspecto da religião. Porque eu até respondi já sobre isso, a gente não pode ter duas vidas. A nossa família é uma quando vai à missa aos domingos, e ao longo da semana é outra, esquece de tudo, esquece de Deus, para que pensar nisso, nem sei como fazer, nem sei como relacionar. Uma outra coisa que a gente faz, ler a vida dos santos para eles. porque são pessoas, de fato, que viveram nesse mundo, souberam viver as nossas dores, as nossas alegrias e viveram de forma heróica.

Então, eles podem ser inspiração para os nossos filhos. Então, a gente assinou essa coleção, chama Legenda Áurea, que todo mês, não é propaganda não, gente, é só porque é uma ferramenta que, de fato, ajuda. Pô, mas se tiver alguém da Legenda Áurea aí, manda de graça aí, pelo amor de Deus, também, né? Todo mês chega um livro que conta a história de santos, ou seja, de pessoas que podem ser inspiração. Mais uma ferramenta que vai aproximar as crianças do aspecto vivido na missa. E outras coisas, por exemplo, que a gente faz, que a gente pode contar para o pessoal, é quando uma dor aparece.

Ou machuca, ou o trombe cai no chão, ou um brinquedo quebra. É uma dor. O que a gente faz com essa dor? A gente ensina para as nossas crianças que ela não precisa ser vivida em vão. Que ela tem um sentido e ele pode ser oferecido a Deus, né? Então a gente conta, vira, né, pra esse... Vem aqui pra essa cruz. Ou pro crucifixo que estiver diante de nós, se a gente tá fora de casa. e oferece. Então a gente coloca a mão deles assim sobre a nossa e diz, né?

Toma Jesus, essa dor que me machucou, que me feriu, para levar as pessoas para o paraíso. Ou seja, essa dor tem um sentido e Deus espera que a gente faça alguma coisa com elas, né? E aí, a gente fazendo isso no dia a dia, sobre a tristeza deles, sobre a decepção deles de não poder ter alguma coisa, sobre os machucados deles, lá na missa, na hora do ofertório, A gente coloca a mão e oferece todas as coisas lá. A gente oferece a nossa família lá juntos.

É um momento que eles gostam. Outra coisa que a gente faz na hora da comunhão, quando a gente recebe o Eucaristia e ajoelha, e isso é muito importante, né? Porque nós somos esses pequenos deuses dos nossos filhos, né? Quando eles veem a gente ajoelhado e curvado, eles percebem, caramba, tem alguém maior do que o meu pai. diante do qual ele se ajoelha. Então é óbvio que eles vão ter uma devoção por esse alguém que os pais têm devoção. A primeira vez que eu tentei rezar na minha vida sozinho, na minha infância, foi fazendo exatamente o que o meu pai fazia, sentando no mesmo lugar dele, abrindo a mesma bíblia e fazendo as mesmas coisas, lendo o mesmo salmo.

Eu falei, caramba, o meu pai faz essa coisa diante de alguém, eu tenho que fazer igual. na Eucaristia quando a gente ajoelha, na hora da comunhão, a gente chama as crianças para próximo de nós e fala para elas falarem alguma coisa bonita para Jesus, para o Cristo que está ali com a gente e eles falam, Jesus eu te amo, Jesus protege a nossa família, Jesus que bom que eu estou aqui, eles falam alguma coisa, ou seja, eles começam a gostar de pequenas coisas na missa, mas o meu filho, será que ele vai conseguir prestar atenção na missa inteira, o caramba?

Vou contar um segredo pra vocês. Eu até hoje não consigo prestar atenção na missa inteira. Passa um pensamento que leva a gente não sei pra onde e volta. Então assim, o nosso dia a dia é permeado de toda essa relação com Deus. Ao final do dia, todas as refeições a gente faz uma oração, a gente oferece a Deus o alimento. Ao final do dia a gente faz uma oração, que até minha mãe brincou que numa noite que ela precisou ficar aqui com eles, ela disse assim, botei as crianças na cama, a gente bebeu água, botamos na cama, fizemos aquela oração gigante que essas crianças fazem.

Minha é tão grande, né? Porque assim, ela tem várias partes, né? Então a gente agradece pelo dia, a gente pede desculpa por algo errado que a gente fez, então a gente vai ensinando as crianças a fazerem um exame de consciência, né? Eu peço pra que eles pensem, eu não intrometo, eu não digo nada, né? Só pra pequenininha, que a gente tá ensinando agora, ela tem um ano e dez meses, eu vou dizendo, vou formando a frase pra ela, lembrando de alguma coisa que ela foi mal, foi mal, mas assim, pra tornar pra ela também, fazer a parte daquele momento também.

Então a gente pede desculpa por algo errado, depois a gente agradece por algo de bom, pede por alguém, né? Então assim, tudo isso vai formando a criança, vai formando pra criança essa relação com Deus, que é a pessoa principal com a qual a gente se encontra na missa. E na própria missa também, quando eles são muito pequenos, eu me utilizo muito da própria arquitetura da igreja para pontuar alguma coisa, para mostrar, para distrair a criança e fazê-la compreender onde ela está. Na hora que O Padre Ergue Jesus, a gente fala, olha lá, olha pra Jesus, olha pra Ele, Jesus tá ali.

Então, aquele pão não é só um pão, a gente vai explicando, sabe? Tornando aquele momento também mais participativo pra criança, né? Um ano e nove meses não fica quieto de fora. Um ano e nove meses é colo do pai. Colo do pai, colo do pai. Com ali força sem soltar aí o chão da igreja. Se precisar sair pra acalmar, sai. É, fica ali do lado de fora. Acalmou, volta. Ouvindo as coisas. Até porque, gente, pra gente é muito claro isso também. A gente não tem o direito de incomodar as pessoas que estão ali, né?

A gente não pode querer que o nosso filho se esperneando e gritando permaneça no ambiente, porque não é. Não é pra ser. Como o Diego falou no começo, a gente expõe a criança, nos expõe e incomoda. Então assim, começou a gritar, sai. Acalmou, tenta voltar. E se precisar ficar nesse vai e volta, fica nesse vai e volta. Até que a criança entende. Pessoal sabe que no fundo sabe errado é o quê? Pessoal sente vergonha disso, pô. Pessoal sabe que isso aí não é pra ser assim, pô.

Pessoal sente vergonha disso. Mas se sente vergonha, tome consciência disso. Melhor em casa pra que lá na igreja fique tudo bem. Deixa eu responder uma aqui que passou lá em cima e eu tô aqui tipo burrão, tá ligado? Repetindo a parada pra não esquecer. Ah, tá. Na minha cabeça. Esqueceu. Castigo físico. E aí? Não precisa de castigo físico, meu jovem. Castigo físico é coisa de pai sem imaginação e sem paciência. Sem paciência. O que é castigo físico? Por que eu vou dar uma tapa no meu filho?

E pra quê? Olha só, o pessoal... Essa é a grande diferença, na verdade, de castigo pra punição, né? Cara, tu vai bater no teu filho e tu tá punindo o teu filho. E extravasando o descontentamento seu. Pra quê que tu tá cumprindo pena? Tu tá ensinando ele o quê? Dando tapa nele, é ficar com medo de tu? Ou seja, e é fácil pra ele tomar uma pancadinha? É fácil, pô. É fácil, o difícil é pensar assim, caraca, será que eu vou ficar uma hora em pé?

Falou, é, isso vai deixar seu filho forte, isso vai. Ah, uma vez a senhora perguntou pra mim, como é que seu filho aguenta ficar aí a missa toda paradinho e tal? Aí era a missa de dia da semana, que era 30 minutos, né? Eu olhei pra ela e falei, minha senhora, 30 minutos em pé, esse jovem aí, já ficou umas duas horas em pé parado, isso aí pra ele é galho fraco, pô. Então, ou seja, ele ficou forte, e sem eu fazer... um movimento antipático a mim, porque a Maria sabe que eles saem do castigo, aí eles vêm falar com a gente, dão um beijo, abraçam a gente e falam assim, papai eu vou melhorar, eu vou ficar mais forte para ajudar a nossa família, para ajudar as pessoas, vocês entendem?

Eles confiam, eles confiam. Vocês entendem que eles sabem, eles percebem que a gente está deixando eles fortes e que quando eles veem as crianças descontroladas na missa e eles olham pra gente, aí eu falo assim pra eles, tá vendo filho? Isso aí é fraqueza, tá errado. É por isso que o papai tá ajudando vocês a ficarem fortes. É castigo físico. Eu falei isso no início da live. É a cultura do país. Castigo físico foi o erro pra um lado, o excesso de firmeza. Na verdade, o castigo é mais impaciência e falta de imaginação mesmo.

O excesso de firmeza são aqueles pais que nunca, na verdade, demonstravam afeto pelos seus filhos ou os acariciavam ou dava beijo, falava que o amava. Na verdade, é isso que acontecia muito. Hoje em dia é o contrário, né? Os pais ficam nessa bobeira o tempo todo. Viram bobões, gente. Bobões e, na verdade, não conseguem falar grave com o filho e aconselhá-lo seriamente. Porque o pai vive numa desestabilidade emocional gigante e ele tem medo de ser rejeitado pelo filho. Porque ele é carentão, o pai carentão. É o pai ausentão, é o pai que quer compensar a presença dele com um monte de palavra bobona e no fundo é isso.

Então é carinho e firmeza. Firmeza quando precisa de firmeza e carinho quando é pra dar carinho. Os dois se complementam. Assim, a sua postura de base não pode ser sempre, falo agora principalmente para as mães, uma postura de sempre gritar, de sempre estar impaciente, de sempre estar nessa postura de chamada de atenção. Porque senão a sua criança não percebe quando de fato tiver uma gravidade na ação dela, que ela foi mal. Se você sempre grita, se você está sempre de cara feia, se você está sempre emburrada, sempre pega a criança de mau jeito, esse virou o habitual dela.

E quando você de fato precisar ser alguém que chama a atenção, que mostra pra ela que ela foi mal, ela não vai compreender, porque aquele já era a sua forma de agir. Então assim, a forma de agir dos pais tem que ser carinhosa, gentil, educada, falar com a criança como se fala com um adulto mesmo, ou seja, pedir por favor, pedir desculpa, o com licença, todos esses Esses hábitos que a gente tem com os adultos, tem anos também com as crianças. E aí, no momento em que uma gravidade aparecer, que um ato grave aparecer, você pode agir como se espera.

E aí a criança vai perceber, opa, aí sim tem algo errado, eu fui mal em alguma coisa, né? Uso a força, Marcos, e aumento o tempo. Então elas sabem que se elas saírem, eu falo tempo que elas vão ficar lá quando elas estão lá. Aí, se elas fraquejarem, saírem de lá, desistirem, eu aumento o tempo. E a gente só começa a contar o tempo quando param de chorar. Então, por exemplo, fez uma coisa errada e a gente vai colocá-la de lá em pé ou sentada, dependendo da idade, e ela está chorando.

A gente fala, filho, olha só, eu só vou começar a contar o tempo da sua permanência aí quando você parar de chorar. Então, o tempo só começa no momento que a criança parou de chorar. Gente, olha só, esse exemplo do uma hora foi o exemplo mais extremo, né? Em geral, são dois minutos, cinco minutos, né? É pra mostrar pra criança o quê? Que quando a gente age assim, nós ficaremos longe das pessoas, as pessoas não nos quererão por perto, nós ficaremos fracos, seremos pessoas malquistas mesmo, né?

Isso na sociedade, nós não estamos formando nossos filhos pra nós. Primeiro é pro mundo também, né? Então a gente tem que pensar nisso também, que lá fora, a gente fala isso pra ele, aqui a gente, nós amamos vocês, cuidamos, vamos dar infinitas chances pra vocês, só que lá fora não vai ser assim. Então se você não for forte aqui, meu filho, lá fora o mundo vai te imolir. Então também nesse aspecto a gente age, né? Isso é importante também. diagnóstico da situação atual. É impressionante como o pessoal fica refém das crianças, sendo que as crianças precisam muito da gente, né?

Se você não for estabilidade, quem vai ser? O pessoal perguntou no direct assim, cara, como é que vocês fazem, os nossos filhos, eles não falam com a gente, eu chego em casa, eles estão no quarto, não sei o que lá. é só ser um costume da família. Você vê, aqui quando eu chego em casa ou a Maria chega em casa, aqui na nossa casa, é uma regra que todo mundo dentro de casa para o que está fazendo e vai para a porta da sala para receber a pessoa que está chegando, porque as pessoas são mais importantes do que todas as outras coisas.

Então a gente chega, se acaricia, se beija, fala que ama, aquela coisa toda de carinho, de presença. Então elas aprendem isso e são extremamente carinhosas. As crianças precisam que a gente ensine essas coisas. Você vê, voltando ao vídeo, que a gente tá falando, né? A intenção no vídeo é criar uma estabilidade emocional na criança, de movimentação, ou seja, a criança de dois anos e pouco tá falando assim pra mãe, eu te odeio, eu quero sair daqui, eu não gosto dessa casa. Eu falo, olha, o que a criança tá tentando fazer?

Um movimento antipático. Só que ela tá aprendendo a linguagem. Ela não sabe dominar a linguagem. Então, a gente já ouviu isso de um filho nosso. Fala assim, eu não quero brincar contigo nunca mais. Aí você chega assim e fala, filho, vem cá, vem cá. Olha só, nunca mais você quer ver o seu irmão? Ele não, papai. É que eu tô brincando aqui, ele tá desmontando. Então, olha só, na linguagem, como é que a gente faz pra gente pedir a pessoa pra se afastar? A gente fala assim, com licença.

Com licença. Aí chama o irmão e fala. Fala pra ele, com licença. Aí ele sai. Viu, meu filho? Um com licença basta. Aí, Maria, isso é todas as vezes? Todas as vezes. Mas vocês não descansam? Não. Hoje o meu filho levantou da mesa e saiu e veio em direção ao livro, aí eu falei, filho, vem cá com o papai, vai, senta de novo na cadeira aí. Aí ele já sabe o que é. Ele já se deu conta. Aí ele olha pro papai, olha pras pessoas que estão na mesa, com licença.

Aí levanta da mesa, pega o prato dele, leva pra pia. A criança, ela precisa da gente pra isso. Ela pede isso pra gente. domino, domino, você que tem tudo que eu desejo ter muito mais, me ajuda a ter isso. Elas precisam disso da gente. Pelo amor de Deus, façam isso pelas crianças para que elas cheguem na missa e elas se alegrem na missa, elas gostem da missa, elas saibam oferecer os pequenos sacrifícios dela na missa. como um adulto deve fazer, e elas vão aprendendo desde criança.

E aquilo, para elas, vai ser uma inclinação natural, elas fazerem isso. Elas vão amar fazer isso. Elas vão ter um personagem forte para cumprir. Elas vão ter um crítico que sabe exatamente o que está acontecendo na missa, quais são as verdades daquele lugar, e ela vai fazer um roteiro de estar ali, de fazer aquele amor durar mais. É assim que acontece. Para a gente é assim. Uma pergunta que fizeram, e se a minha criança vai em direção ao altar e o padre fala, pode deixar? Quem é o pai, quem é a mãe?

Pode deixar nada, gente. Tem padres que agem nesse momento, né, ao nosso ver, né, ao nosso olhar, de forma equivocada. Todo mundo sabe que criança não pode subnotar, gente. Então você vai tirar ela de lá, independente do que o padre disser. Dá um sorriso pro padre. Não, padre, obrigada. E se afasta, né, respondendo quem perguntou. Uma outra pergunta aqui, ó. Meu filho disse que não aguentava mais essa casa. Como o Diego disse, as crianças não dominam totalmente a linguagem e vão dizer muitas vezes coisas que elas não sabem o que estão dizendo.

E você tem que ignorar, você não pode se abalar por aquilo que o seu filho diz ou ficar mesmo constrangida por aquilo que o seu filho fala. Você diz, filho, tudo bem, não tem problema, mas você vai fazer isso, isso e isso, se foi uma ordem que você deu. Quantos anos tem um menino que fala isso aqui, não aguento mais essa casa? Dependendo da idade a coisa fica um pouco mais... Já pega ele pelo braço, olha pra ele assim, não repita isso novamente dentro da nossa casa.

Aí combina alguma coisa com ele. Tipo, dependendo dos anos que ele tiver. Veja, punição é pra fazer... Nove anos aí, ó. Aí, nove anos. Nove anos. Punição é só pra fazer sofrer, bater. Não precisa de nada disso. Nove anos. Nove anos. Você pega assim, nove anos, o menino já pode até saber um inglesinho, um francês, um espanholzinho. Nove anos. Coloca ele pra copiar duzentas vezeszinha numa folha de papel. Numa folha de papel. É. Eu vou ajudar a nossa casa. Duzentas vezeszinha pra ele fazer. Aí ele vai aprender inglês, francês, vai ficar forte e tu criou um movimento antipático.

Porque ó... Lembra quando o José Pedro jogou o carrinho? A gente tinha combinado. Filho, se jogar o carrinho pela janela... Só tinha o José Pedro, nosso primeiro filho. Se você jogar o carrinho pela janela, você vai ficar um dia inteiro sem brinquedo. Quando a gente diz isso, isso tem a ver com autoridade, com obediência, que a gente falou lá no começo. Eu preciso ser fiel ao que eu digo, eu preciso ter palavra. Quantos pais hoje em dia não tem palavra? Ou seja, dizem o que vão fazer e não fazem.

Ou seja, fazem vista grossa... Ferrou, ferrou tudo. Ferrou tudo. Se você não tem palavra, seu filho vai abusar do que... Ou então o pai fala uma coisa e a mãe fala outra. Ferrou tudo. Porque é o pai que é chato e a mãe que é legal. Ou seja, a educação ficou auto-referente. Ficou em relação às pessoas e não à verdade da vida. Pois é. E o nós da casa tá rompido, né? Não existe uma voz única. Mas o exemplo que ele falou foi o seguinte. Se você jogar pela janela, filho, você vai ficar um dia inteiro sem brinquedo.

O que ele fez? Jogou. O que aconteceu? Todos os brinquedos foram recolhidos. colocados no alto e ele teve que inventar uma outra coisa pra fazer naquele dia. Porque de fato nós cumprimos com aquilo que a gente tinha dito. Foi mais difícil pra gente? Foi muito mais difícil, porque ele não tinha com o que se entreter, ele teve que se... se virar, a gente teve que entrar mais e tudo bem, mas nós cumprimos com nossa parada. E aí durante o dia, durante o dia com ele, é ficar lembrando, filho o papai tá aqui, vai te ajudar a ficar forte, a gente tá junto, o papai vai lutar contigo, não é ficar emburrado com ele nem nada disso, não é sobre você, não é sobre as suas emoções, é sobre a força dele, sobre como ele vai enfrentar o mundo e aí ele sabe, Ele começa a fazer as coisas contigo, confiar em você.

Aí, um tempo depois, nasceu a Maria Rita. Aí, a Maria Rita, um dia, era no apartamento antigo, a segunda filha, quando ela chegou perto da varanda com o carrinho... O José Pedro falou assim, não faz isso, não faz isso, que você vai sofrer muito, porque você vai ficar um dia inteiro sem brinquedo. Aí pronto, nunca mais tivemos problema com isso. E não foi porque o papai não gosta, ou porque a mamãe não gosta, o José Pedro falou pra ela. Gente, eu não tenho nada a ver com isso.

O que é feio? O cara, mano, quando falou isso, eu falo... Eu não tenho nada a ver com isso. A gente fica só se olhando quando a gente vê situações assim. Mas, né... Faz parte. É, a gente quer dar vontade. A gente nunca bateu em criança, não bate em criança, né? Pô, mas em pai podia ter uma surra com o papai, não podia? Podia ter uma surra. De pai pra pai, né? De pai pra pai podia ter. Os filhos mais velhos educam os mais novos, é verdade.

Aí já tem uma hora e dez, né? Gente, falando pra caramba. Tem mais coisa importante aí, né? Que a gente fala pra caraca, né? É, acho que sim. Esses exemplos que a gente dá de como que os livros nos ajudam, é muito interessante, porque os nossos filhos gostam muito de livros e gostam muito quando nós contamos histórias também. Então, se utilizar disso também é muito interessante. Deixa eu ver se tem pergunta aí. Essa aqui é do não aguento mais, fizeram algo fora do combinado na missa.

Ué, se você fez um combinado de que ela ia sofrer alguma pena por não ir bem na missa, faça... Vai acontecer alguma coisa quando chegar em casa. Se estão fazendo coisa errada na missa, então falo. Perder algum brinquedo, perder alguma situação. Mas tem que combinar. Tem que combinar. Tem que combinar. A gente, quarta-feira, às quartas-feiras, a gente pede o nosso podrão, né? Podrão. Foi o que? O sanduizinho do Mc Donald no último ano? É, foi ontem. E a gente combina essas coisas. A gente conversa sobre as crianças, sobre o nosso casamento.

Aí vê, cara, o que tem pra ajeitar? Como é que tá o José Pedro? Tem alguma coisa que a gente precisa ajudá-lo pra ficar mais forte? Pô, tem alguma coisa na missa pra ajudar? Pois é. Se ele for mal nisso, o que a gente vai fazer? Qual vai ser a consequência dos atos dele? A gente combina com ele. Às vezes escreve. e deixa pregado na parede. Falou, filho, se você esquecer de escovar o dente... Vai sofrer isso, o quê? Se esquecer de escovar o dente no almoço, ficava sem a refeição no jantar.

Você acha que ele não luta por isso? Nunca ficou sem ele. Quando meu filho pede algo e eu não deixo, ele fala que vai pedir pro pai. É porque a autoridade de vocês... Tá ferrado, pô. Tá ferrado pra caralho. Ou seja, a referência dele já são as pessoas, entende? Quando não tiver mãe, não tiver pai, ele vai falar, cara, não tenho nenhum dos dois, agora tá comigo. Tá ferrado, pô. E vocês, enquanto casal, Isabel, precisam se ordenar. Mas assim, com foco em quem? Com foco na criança.

Um foco no bem que vocês podem gerar pra ele. É sobre ele, não é papai ou mamãe. Se ele achar que é sobre isso, quando ele estiver fora de vocês, acabou. Ele vai manipular a situação, não por mal, não porque ele vira uma criança má, mas porque ele compreende como que é a dinâmica da casa. Bom, se eu não deixo e meu pai deixa, primeiro ele vai criar esse conflito entre vocês, ou seja, ele vai tender a pedir mais pro pai do que pra você, vai ignorar você, vai passar a te enfrentar mais, O seu esposo, eu espero que ele esteja assistindo, se não, você o ajuda, precisa compreender isso, que vocês têm que ser uma voz só.

Aqui na nossa casa, quando eles tentam manipular isso, ou seja, pedir uma coisa para o Diego, ou depois pedir para mim, a gente já fala, olha, você não precisa pedir de novo, porque o papai já falou que não, então é não, a mamãe já falou que não, então é não. Se nós discordarmos de alguma coisa no ato, a gente não se interrompe. A gente não tira a autoridade de quem tá agindo. Depois, se nós vimos que aquela situação foi mal orientada, a gente conversa e diz, olha, naquela hora você podia ter feito assim ou assim.

O que você acha de uma próxima vez fazer dessa outra forma? Porque pra criança precisa haver estabilidade e essa estabilidade dá segurança, essa previsibilidade do que vai acontecer. Se vocês cada hora agem de um jeito, porque papai é um, mamãe é outra, ou seja, não são uma voz só, vocês criam um caos em casa, e aí a desobediência vai reinar. E isso aí também é fácil, é só o pessoal se acostumar a fazer o que a gente ficava tentando fazer desde o começo, né? Veio falar com o pai, ele falou assim, já falou com a mamãe sobre isso?

Ela falou com a mamãe, já falou com o papai sobre isso? Normalmente como é que funciona aqui? A Maria é o sol da casa, né? trabalho fora de casa, caramba, quando eu chego em casa e as coisas têm que manobrar e as crianças vêm falar comigo, eu pergunto o seguinte, eu falo, cara, tem um sol nessa casa, que é a minha esposa. Eu falo, cara, eu tenho que fazê-los orbitar em volta do sol, pô, porque eu daqui a pouco tô lá fora. E da mesma forma, o que é que normalmente a gente faz?

Quando a gente tá fora de casa, na rua, eles orbitam em volta do pai, porque os pais têm mais essa vocação para proteger do lado de fora. A mulher faz a vida acontecer dentro de casa e o homem morre fora de casa para que o mal não chegue do lado de dentro. A gente não precisa nem conversar sobre isso, a gente faz isso naturalmente. Então, fora de casa, a Maria Mas no geral acontece mais isso. E eu fico ali. A gente estava na casa de alguém recentemente.

Aqui era um andar alto. Tinha um negocinho de grade, o caramba, aí a Maria chega ali e lembra do sapatinho, não sei o que lá, a fraldinha, o caramba. O que eu fui fazer naturalmente já? Botei a mão na grade lá, que era o cercadinho do apartamento e testei todos os negocinhos da grade pra ver se algum treco daquele estava solto. Você entende? Então a gente vai fazendo essa coisa e fora de casa. Pediram as coisas para a Maria. Normalmente eu combino com eles quando a gente sai, né?

Tipo, o pessoal pergunta assim, cara, como é que consegue andar no shopping e todas as crianças? A gente conversa antes de ir para o shopping. Vocês ignoram a capacidade inteligente dos filhos de vocês, gente, de compreensão. Filho, a gente vai no shopping, a gente vai na missa. Olha, a gente não vai entrar em nenhuma loja de brinquedo hoje. A gente vai lá na loja tal pra mamãe fazer tal coisa, a gente vai lá na loja tal pra mamãe comprar tal coisa, na loja tal que a mamãe vai comprar tal coisa, na loja tal que a mamãe vai comprar tal coisa, entendeu?

E as crianças sabem, tá combinado, pô. Elas já sabem pelo que lutar. E se a criança titubeia e eu pergunto, qual foi o combinado? Relembra ela, porque ele é capaz de lembrar. Criança com 18 meses, como treinamos ela a ficar quieta na missa? Ainda é contenção. 18 meses é na tua carcaça, guerreira. Na carcaça, seu Marcelo. Segura nessa carcaça aí, ó. Segura aí, camarada. E fica ali, ó. Voz firme, olho firme. Se precisar sair, saia, mas nada de deixar correndo, deixar brincando, achar que é bonitinho.

Se ficar ainda chorando, no começo vai testar, pô. Ele vai testar a força contigo. Vai ficar empurrando você. É, pô. Aí depois de um tempo percebe que... Você é mais forte. Que você é mais forte, que você não vai desistir, aí ela se entrega. Fala, caralho, eu vou ficar no colo desse barbudo mesmo, que o maluco não desiste. A voz que dá um celular. Vocês precisam falar, olha só. Se é a mãe dele agindo mal, ele fala. Se é minha mãe agindo mal, eu falo com todo carinho, com todo jeito.

Mas deixando claro que pra vocês a forma de agir é essa, o filho é de vocês. Vocês entendem como é o melhor, né? E já aconteceu, né? Dos dois lados. A gente chegar lá e falar... É, pô, pai, olha só, a gente combinou isso com as crianças. A gente precisa da ajuda de vocês, senão eles não vão entender nada, o que que tá acontecendo e tal. Eles entendem. Nossos filhos não pedem celular. Eles não pedem celular... Celular? Celular, pessoal? Nem a gente usa celular aqui em casa com a gente.

É proibido na mesa da nossa casa usar celular, pô. É proibido, pô. Entende? Nem Evacar, agora vocês... Vocês querem ficar com o celular sorrindo na frente do celular? O filho de vocês... Vocês são os semi-deuses na frente do filho de vocês. Eles estão olhando pra vocês pra vencer a vida. Eles só olham vocês sorrindo na frente do celular. É óbvio que eles vão ficar fanáticos por celular. Isso é uma fonte de alegria pro meu Deus, que é meu pai. Vocês tem que sentar na mesa junto com eles, contar o dia de vocês, falar como é que foi o dia deles.

E as conversas são tão assim, nos surpreendem, é muito interessante. Hoje eu contei pro Diego, né, que a gente tava aqui, eles tavam brincando, tava dando mamar. E aí eles estavam brincando de fazer mapas. Os mapas que o José, quando ele casqueta com uma coisa, ele fica dias e dias. Ele tá na fase de fazer mapa. Ele pega um livro que tem mapa, ele reproduz o mapa e fica lendo sobre aquela história. Num dado momento, ele e a Maria Rita estavam fazendo um mapa sobre o...

A Índia acabou de fugir. Índia, sobre a Índia. E tinha, no mapa da Índia, o rio deles, que é o rio Ganges. Enfim, vou falar errado, não sei. Mas o que eu quero dizer é o seguinte, é que ele vem me falar, eu tava aqui sentada diante dele, ele só virou pra mim e falou, mamãe, você sabia que esse rio é como se fosse um deus pra eles? Pros indianos, não sei o quê. Eu falei, é mesmo, filho. E eu fiz o seguinte comentário, poxa, que coisa, né?

Eles preferem cultuar a uma criatura, né? Algo criado por Deus do que o próprio Deus. E continuando no mamar. Passou um segundo e depois ele falou assim, ainda bem que existem os missionários, né mamãe? Aí eu só... A gente, nessa hora, a gente ri internamente, ele fica pensando de onde é que essa criança tira. Mas de fato, ele tava lendo sobre aquilo. Ainda bem que existem os missionários." Eu falei, é mesmo, filho? Me mostrei interessada. Ele disse, é, como a Madre Teresa de Calcutá, que leva Deus para essas pessoas, que pode converter, ele falou essa palavra, que pode converter as pessoas para Deus.

Falei, é filho, ainda bem que existe. E continua desenhando. Ou seja, crianças não super estimuladas, crianças que têm outras coisas para se distrair, para conhecer. Quantas coisas nossos filhos conhecem que eu, na idade deles, não fazia ideia. E por esse motivo, por esse aspecto de falta de superestimo, são crianças que se encantam com aquilo que de novo encontram, com aquilo que de belo encontram, com aquilo de verdadeiro vão encontrando pelo caminho. Então acho que é por isso que a gente pode dizer pra vocês que a gente consegue compartilhar essas experiências e fazer essa live e dizer que funciona.

A gente não tá aqui dizendo coisas que a gente só leu ou fulano nos contaram, não. A gente viveu, a gente vive, a gente continua. E cada fase vai aparecendo. Agora com 7 anos é um outro aspecto da vida que a gente vive. Agora o José tá dominando mais a linguagem, quer nos vencer no argumento, quer conversar, quer falar mais. E tem o pequenininho também. Então ainda que as fases mudem, a gente vai voltando pra elas e melhorando, adaptando e ajustando. A partir de que idade a criança entende sobre ser forte?

Com a linguagem, a partir normalmente de dois anos. Até dois anos ela vai na força. Tanto é que se ela não for domada na força, ela entra no tal do terrible two, com a síndrome do reizinho, do imperador. Aí, aí, minha filha. É aquela história, se você não luta... Aí o trabalho é dobrado. Pois é, igual quando nos perguntam, uma criança de 13 anos vira o olho quando pede pra fazer oração, 7 anos. É porque, cara, você tinha que ter começado um pouco antes, não é que...

É, não, não tem jeito não. Não tô tirando a sua esperança, mas é pra dizer o seguinte, esse trabalho precisa começar antes, precisa começar desde muito pequena, não acreditem no seguinte assim, ah, não, quando ele for maiorzinho ele vai escolher. Quando ele for meu vizinho, ele vai querer, ele vai entender. Não vai dar um clique na cabeça dele. Não, agora eu preciso estar aqui na missa, com a postura correta. Agora eu me levanto, agora eu me sento, agora eu faço eleito. Isso não existe. Se você for habituando-a da forma errada, ela vai reproduzir esse hábito errado, né?

Ô, Ademilson aí, Paxson Ademilson. Mostra pra esposa, mostra. Vai sobrar pra você. Todo mundo, gente. Toda hora a gente tem que melhorar alguma coisa. Toda hora a gente se chama a atenção em algum aspecto, alguma coisa. Isso aí que é a maravilha da vida. Eu falo isso pra Maria e ela me fala na quarta-feira, quando eu falei pra vocês que a gente vai ajustar as coisas, né? Eu falo pra ela. Falei, pô, amor, fala uma coisa pra eu melhorar, pra eu ser um pai melhor, pra eu ser um esposo melhor.

E ela fala a mesma coisa. Isso não machuca ninguém, pô. Pelo contrário. É por amor, né? Porque você quer o bem. Quando ela fala uma coisa pra melhorar, eu falo assim, cara, eu tenho mais uma parada pra lutar, eu posso melhorar, ficar um marido melhor, caramba. Ela fala isso. Quarta-feira lá, isso não deixa a gente machucado não, pô. Não faz mal não. Ela fala, cara, a gente tem coisa pra melhorar, pô. Pelo contrário. Vários filhos devem ter nascido nessas quarta-feiras aí que a gente acerta as pontes, pô.

Gente, já são oito pras onze da noite. A gente vai encerrar. Vamos pensar se vamos deixar salvo. Olha o Caldas aí, meu comandante. Antigo comandante. Bom, né? Espero que vocês tenham gostado, tirado proveito. A gente pensou com carinho nesse momento aqui. Já que o Instagram não nos queria, a gente fez de novo. Espero que não caia, tá bom? Então é isso. Até a próxima, minha gente. Fiquem com Deus. Tchau, tchau. Que alegria. Deixa aí que eu fecho aqui.

Caraca, eu tô com dor. Eu tô com dor de cabeça. Nas costas. Olha só.

Conceitos nesta aula
Série · episódio 15 de 46

Papo Matinal

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