Amor, matrimônio & família
São José
- São José, modelo para formar um Deus
- a vocação de dominar → vencer a morte
- pena vs. castigo (o forte carrega a pena)
- o penitente (a vocação de carregar peso)
- dar nome às coisas (vocação do pai)
- a gravidade (o que carrega história)
- o falso domínio (só o presente é descartável)
- o sorriso como vitória sobre a morte
- abraçar livremente a paixão
- o filho do carpinteiro (dominar a madeira/cruz)
Trechos da aula
São José foi pego para modelo de formar uma divindade, o Deus encarnado.
A grande vocação da nossa vida é vencer a morte.
Saber dar nome às coisas é a primeira grande vocação de um pai diante de uma interrogação, ou seja, de um caminho vocacional de um filho.
Porque o sorriso é uma vitória sobre a morte.
Transcrição completa
Bom, formalmente é círculo? É um círculo de vocês, ou não? Não, não, não. Agora são antes de círculo da fala? Não, é só uma palestra mesmo, não é um círculo, não. Tá bom, maravilha. Então vamos, vamos falar. Bom, a gente vai aproveitar esse mês, né, pra falar sobre São José. E como nós só temos aí próximo de uma hora, Eu vou abordar para vocês alguns aspectos críticos, seja pela gravidade do assunto, seja pela gravidade da nossa própria necessidade de olhar para as pessoas, que hoje é a nossa sina, com a capacidade na nossa mão de olhar para milhares de pessoas e ficarmos meio perdidos, e às vezes nos sentirmos enganados e traídos.
Pensei que o cara ia me ajudar aqui e tal. Depois de um ano, dois anos, a gente vai se decepcionando com o pessoal normal, as coisas que acontecem. Por isso eu insisto muito com esse método aí que a Igreja Católica tem de nos ensinar a olhar pessoas que viraram cânon, ou seja, viraram medidas. E aí, entre as medidas que a gente vai pegar para referência, a gente vai pegar uma medidazinha canonizada, no cânon, o que foi medido e considerado nós vamos pegar uma medida que Deus pegou pra si, né?
Nós vamos tentar usar, olhar pra um homem, pra aprender a ser homem, mas antes de nós, Deus quis ser homem, não é isso? E precisou pegar um homem como modelo, né? Tanto é que as pessoas o conheceram como o filho do carpinteiro. Ou seja, São José, antes de ser um modelo para mim ou para vocês, é um modelo de formar um Deus. Vocês entendem a gravidade disso? São José foi pego para modelo de formar uma divindade, o Deus encarnado.
para o pessoal que é pai, não é muito difícil de perceber, sobretudo se nós tivermos algum tipo de presença, que a brincadeira das brincadeiras para as nossas crianças é tentar nos imitar. Então, agora, mesmo antes de eu entrar aqui no escritório, meus filhos estavam, um com gorro preto, um com gorro de selva camuflado e tal, ali brincando comigo. É uma coisa que eles fazem muito naturalmente. E o nosso senhor conhecia de cor o cheiro do cedro do Líbano, de uma oliveira, que eram as ferramentas que o pai dele utilizava para ensiná-lo sobre a vocação humana.
Então, tem vários aspectos escondidos na vida de São José, que, para nós, são fascinantes. Só de pensar assim, são de um mistério estrondoso que remonta efetivamente à própria criação do mundo. Existe um livro muito interessante de Santo Agostinho, que são Meditações sobre a Virgem Maria, que, naturalmente, nós fazemos como o Santo Agostinho tem essa capacidade de pegar também coisas comuns do do dia a dia e referência à Virgem Maria, porque o livro é sobre a Virgem Maria, naturalmente a gente faz a mesma associação pra São José.
Então, alguns aspectos aqui, eu vou falando de São José e vou remontando aos nossos dramas, né? Nosso senhor Ele entrou no mundo dentro de uma cultura própria, 100% homem e 100% Deus. Então, como nós ouvimos lá no Evangelho de São Lucas que ele crescia em estatura, sabedoria, diante de Deus e diante dos homens, Ele precisou receber toda a educação e formação humana própria e básica. E a gente percebe, depois do apostolado e da sua vida adulta, que ele foi formado efetivamente com a sabedoria dada por São José e pela Virgem Maria.
Ou seja, conhecia de cabo a rabo a vida de uma família judia e de um povo judeu. Então, esse é o dos... dos nossos grandes dramas. Hoje em dia, o pessoal da minha idade, um pouco mais velho, um pouco mais novo, a linguagem que nós temos para ensinar, então você vê, São José, ele não tinha uma biblioteca na casa dele, as pessoas não tinham atorar. Como é que as pessoas ensinavam as coisas? Por canto e por tradição oral, contando histórias. Então, eu atendo muitas pessoas de casa aqui, até porque eu dou uma certa prioridade para isso.
E é possível ver a diferença de pessoas que já moldaram a linguagem da nossa tradição, da nossa casa, e as pessoas que ainda têm a linguagem da cultura local. Isso é muito comum de ver, por exemplo, na paternidade, as coisas que os pais falam para o filho, a linguagem que os pais falam com os filhos. E o pessoal que, por exemplo, participa da obra há bastante tempo tem uma linguagem própria. Você vê o pessoal falando de prestígio no trabalho, de santificar o trabalho. Isso é uma linguagem que a gente adquire com o tempo e que dá grande ordenamento para a nossa vida.
Saber dar nome às coisas é a primeira grande vocação de um pai diante de uma interrogação, ou seja, de um caminho vocacional de um filho. O que é isso? O filho pequeno aponta para as coisas e, antes dele saber falar, ele interroga as coisas ainda com gestos e com sons inexprimíveis da voz. Ele aponta para uma bola de futebol, olha para o pai e para a mãe e fala assim, Então, obviamente, nosso senhor, como menino, ele ficava muito lá na oficina de São José e, por isso, se tornou carpinteiro.
Ele também indagava desde sempre e aprendia a linguagem humana e o exemplo humano diante de São José. Então, imaginem vocês o mistério de São José, que sabia de cor, sobretudo os caminhos tradicionais da Torá, o livro do Gênesis, né? Então, imaginem São José ensinando as palavras para Nosso Senhor, né? Nosso Senhor apontando para o Sol. Ou, ainda, sem saber falar, só falando um...
perguntando o que era, ou já sabendo falar, né? Papai, o que é aquilo? Ou o que é isso? Apontando, né? E São José, na cabeça dele, de um homem que sabia o que estava fazendo, que sabia que Nosso Senhor era a palavra através da qual todas as coisas foram feitas, né? Então imagina o cenário, São José ia pronunciar a palavra para ensinar para a palavra encarnada a falar a palavra que é ele mesmo, ou seja, nós correríamos quase o risco de São José falar para ele assim, é sol, e quando ele falasse sol, o sol fosse criado novamente, porque o sol foi criado através dele, que é a palavra encarnada.
Então imaginem o mistério de São José de ensinar a palavra para a palavra encarnada. Imaginem o zelo e a seriedade disso. Então o pessoal que é meu aluno sabe que eu levo muito a sério o nome das coisas, tentar dar o nome certo, que, afinal de contas, é a minha vocação, uma das minhas vocações. Eu me sinto chamado à perfeição da palavra nas coisas que eu ensino. E é uma das grandes tragédias, hoje, do nosso dia. Olharmos para nós, para a nossa paternidade, para a nossa paternidade que não teve uma duração geracional?
Afinal de contas, aqui no Ocidente, nós viemos de uma geração onde os pais da minha geração não quiseram passar os seus amores para os filhos, né? Como é que os pais da minha geração criaram a minha geração? Papai não quer que você passe pelo que o papai passou. Papai trabalhou muito, você tem que estudar para ser alguém na vida. Essa é a linguagem padrão da geração dos meus pais. Ou seja, eu não sei se vocês têm muita noção disso, mas para mim isso é muito claro, até porque eu já morei em algumas outras culturas diferentes, outros continentes.
Então, é diferente, por exemplo, de quando eu morei no Líbano, lá no Oriente Médio, ou de quando eu morei na África. É muito diferente um homem ter ciúme. Os homens do Oriente Médio ou da África, eles têm ciúmes de um filho aprender uma coisa, sobretudo até os 12, 13 anos, com outro homem. É uma espécie de derrota. aqui na cultura ocidental, de família falindo e sem saber o que fazer? Nós fazemos o contrário, nós entregamos os nossos filhos livremente para outros senhores. Eu quero que meu filho saiba inglês, eu vou colocá-lo lá para aquele homem ensiná-lo inglês.
E a gente sabe que o cara não vai ensinar só inglês. Ele vai ensinar o teu filho a ser marxista, a ser mulherengo, a ter sexualidade desregrada. Então, todo o tesouro, o grande tesouro da paternidade, de poder formar um filho que veio para os seus pés, para tê-lo como autoridade inicial, ou seja, como coautor do mundo, para ensiná-lo dessa maneira. A palavra que se encarna, o nome das coisas, a ordem das coisas, os amores que eu amei que vão ser passados a ti, meu filho, porque eu te amo.
E tudo que nós amamos, nós queremos que dure mais. Então, é extremamente estranho o caminho que a nossa cultura tomou aqui no ocidente, e não estranhamente nós estamos indo bastante mal. E não tem muita concorrência, eu vejo a Europa sucumbindo diante das famílias árabes, não tem muita concorrência, porque as culturas revolucionárias, tipo a que a gente abraçou aqui no Brasil, elas são disruptivas. Elas fazem com que a geração dos nossos pais seja meio depressiva, porque perde o sentido da vida, né? Caramba, eu amei vários amores, agora eu entrego meu filho para vários homens, ele não aprende os amores que eu amei comigo, né?
Então é tudo bastante estranho na nossa cultura. Até eu falar isso para vocês, para várias pessoas vai soar estranho, nem vão entender, e para outras pessoas ainda. podem entender, mas dentro de si já entendem com aquele resmungo assim de, pô, mas como é que eu vou fazer? Eu tenho que trabalhar, minha mulher tem que trabalhar, ou seja, nós estamos em cima de uma estrutura mesmo, que é contrária ao amor, ao família. a essa capacidade nossa vocacional de fazer o apostolado dos apostolados e o trabalho dos trabalhos, que são os nossos grandes amores da obra, ou seja, trabalhar primeiro pra nossa casa, pra fazer os primeiros discípulos de apostolado dentro da nossa casa.
Você vê, hoje em dia, Muita gente da obra que eu atendo é por problemas e dificuldades com a conciliação entre casa e trabalho, por, de repente, uma falta de entendimento, que o grande líder que eu tenho que formar, como às vezes eu tento no trabalho, está dentro de casa, que a subordinação do trabalho, para que ele seja aperfeiçoado e santificado, tem que ser dentro de casa. Então, é muito... É o nosso calcanhar de Aquiles, né? O demônio sempre tenta a nossa vocação com os tesouros da nossa vocação.
Ele não tem outro instrumento para nos tentar, se não com esse, da própria vocação, perverter a nossa própria presença. Não é isso? Como o teste que nós o vemos fazer com o nosso Senhor no deserto. O demônio tenta Cristo com a própria Sagrada Escritura, com as palavras da Sagrada Escritura. Não é isso? Então, as nossas tentações, elas estão sempre diante da nossa vocação. Então, São José vai ser, sobretudo, da maneira que ele foi o modelo para formar um Deus, se nós quisermos nos santificar, ou seja, imitar Cristo, automaticamente, se fizermos isso bem, estaremos imitando São José, ao fim e ao cabo, em sua humanidade, o filho do carpinteiro.
Então, existe aqui no Rio de Janeiro, próximo da minha casa, uma rua, 1º de março, que chama, que tem uma igreja de São José. E aí, atrás do altar, tem uma gruta. Eu me lembro até hoje o dia que meu pai foi me levar nessa gruta. E ele falou assim, meu filho, se prepara, que você vai ver uma das cenas mais impressionantes da tua vida. Aí, quando eu cheguei atrás do altar, está São José no leito de morte, tudo isso em tamanho real. Jesus Cristo de um lado e a Virgem Maria do outro lado.
Existe uma imagem na Sagrada Escritura que relata uma conversa típica daquela cena, que é a imagem do rei Davi com seu filho Salomão, dando os últimos conselhos para o filho. seja forte e corajoso pra ele enfrentar a vocação que vinha. Então, você vê, nosso senhor depois teve que enfrentar a morte e ele viu São José enfrentando a morte antes, né? Porque São José morreu antes de nosso senhor. Então, certamente tinha uma dignidade. Eu não tenho dúvidas dentro da minha piedade, da minha devoção, da minha vida de oração, quando o nosso senhor na paixão de Cristo existe uma cena bonita de nosso senhor como diz no oração eucarística número dois né?
Abraçou livremente a paixão, ou seja, escolheu a paixão, né? Na paixão de Cristo, nosso senhor abraça a cruz e a acaricia, né? Então, a tradição, ela diz que a cruz, ela tinha partes de cedro do Líbano, de Oliveira, Não é isso? De qualquer maneira que seja, era um cheiro vocacional de toda a vida de Nosso Senhor. Um carpinteiro que abraça a madeira. Eu tenho dois grandes cheiros vocacionais da minha vida que eu reconheço em qualquer lugar da minha vida.
Um é de grama molhada, que é o cheiro de quando eu cheguei no colégio naval com 15 anos para comandar uma turma, e o veterano falou assim para mim, zero um, agora você é o dono desses 235 aí, sai dessa forma e comanda a tua turma. E aí estava chovendo, e o cheiro da grama molhada, eu me lembro de ter respirado fundo. e pedido ali a Deus um auxílio para levar adiante aquela vocação que começava a minha vida. Então ontem eu saí para dar uma corrida com o meu filho e estava esse cheiro aqui no Aterro do Flamengo de grama molhado.
Eu estava contando isso para ele. Eu falei filho esse é o cheiro que o papai sempre que sente. Vem a história de uma vocação na minha vida e o outro cheiro é o cheiro da camisa de trabalho do meu pai, que ficava pendurada bem em cima do cesto de roupa suja na minha casa. E toda vez que eu ia botar roupa no cesto, eu sentia o cheiro da roupa de trabalho do meu pai. Então, até hoje, eu não gosto de usar perfume nem desodorante para ficar com esse cheiro de roupa de trabalho, que às vezes a minha esposa dá uma reclamada de leve, mas que me recorda dessa história da vocação da minha família.
Então, é por essas minhas experiências simples, e se vocês pensarem um pouco mais e meditarem, vocês vão ver que vocês conhecem um pouco isso que eu estou falando. Eu não tenho dúvidas de nenhuma que Nosso Senhor, quando recebeu a sua cruz, recebeu junto as palavras que São José o ensinou a enfrentar a morte. Não tenho dúvida nenhuma disso. Assim como o rei Davi ensinou para o seu filho, o Salomão, Nosso senhor, quando recebeu o madeiro, lembrou da história de como aquele madeiro foi talhado e como ele foi formado e por quem ele foi formado para ser carpinteiro, ou seja, para dominar a madeira, para dominar a cruz que hoje nós adoramos.
Isso foi a vocação de São José bem cumprida. Nós não podemos lembrar só da divindade de Nosso Senhor. É muito preciso que nós lembremos da sua humanidade e a vocação de Nosso Senhor e de São José. Elas estão intimamente unidas, assim como o da Virgem Maria. Mas o interessante da vocação deles na história da Igreja Católica é o seguinte. Não tem muita coisa escrita. Então, o amor a São José está necessariamente escondido somente para as pessoas que tentarem intimamente estarem no lugar que ele esteve.
Esse é o mistério. Nosso Senhor, ele protegeu a Virgem Maria e São José somente para serem amados e conhecidos por aqueles... Olha, vocês já devem ter visto o terço rezado por nosso padre, né? E vocês já viram que nosso padre faz constantemente um exercício que ficou conhecido muito na história da igreja, pelos exercícios espirituais de Santo Inácio de Loyola. que é a reconstituição. Ele foi feito por Santo Inácio de Loyola de maneira concebida para a meditação, e 300 anos antes nós o conhecemos de uma maneira muito concreta, pela tentativa grande da personalidade, que foi quando São Francisco de Assis construiu um presépio humano, fez teatro.
Então, o prézep, como nós conhecemos hoje e fazemos na nossa casa, ele foi feito por São Francisco de Assis. Então, São Francisco de Assis aprendeu muito, bom, primeiro porque ele estava diante daquilo de maneira real. E vocês percebem que o nosso padre sempre fica falando nas orações, para a gente ir lá. Vocês já perceberam que ele está sempre tentando. E dez contas são pouco. dez avemarias é pouco, vocês já viram lá na meditação do terço? Pra conseguir olhar tudo que tem aqui diante de mim, ou seja, ele tava lá, ele tava lá olhando.
Então, pra quem tá olhando quando tá dando banho num filho por exemplo consegue sobrepor dignamente e dar valor, dar peso a nossa com a nossa idade, deu banho num filho como nós temos da nossa idade, que é o nosso próprio senhor, né? Causa da nossa alegria. Então vocês veem, né? Eu há pouco tempo joguei um relógio aqui fora. Eu joguei um relógio fora porque o relógio não tinha história, um relógio qualquer. Eu botei uma nova pilha, falei, ah, não tá funcionando, não jogo fora. Mas eu tenho um relógio aqui que não funciona, que tem dezenas de anos e eu nunca jogo fora.
porque esse relógio tem história, ou seja, ele tem peso no mundo, tem gravidade. A gente fica falando assim por aí, nós temos que ver o momento presente, nós temos que ver o momento presente. A nossa sociedade está falindo porque ela vive só o momento presente. O cara olha uma mulher, aí ele esquece do passado, ele esquece que ele é casado, ele esquece do futuro. que se ele trair a mulher dele, ele vai destruir o casamento. Aí ele vive só o momento presente, ou seja, o que o corpo dele fala no presente, ele faz.
Então, viver só no presente é uma tragédia. Por que eu joguei o relógio fora? Porque ele está só no presente. Não funciona, não serve para nada. O presente é descartável. Agora, o outro relógio, que carrega uma história de várias vocações, Eu luto por ele. Ele é grave. Vocês lembram quantas vezes nosso padre pedia gravidade nas orações? Eu não sei se vocês já tiveram a oportunidade de ler a história do homem da Vila Tévere ou essa trilogia que é a mais conhecida do nosso padre. E vocês podem ver lá o quanto nas orações do nosso padre ele pedia gravidade.
Ou seja, o que é gravidade? Gravidade é aquela coisa que carrega grandes pedaços da história da humanidade. Você pensa no Sol. O Sol tem muita gravidade, ou seja, a maior gravidade do Sistema Solar. Como ele tem a maior gravidade do Sistema Solar, o que acontece com todas as outras coisas? Giram em torno dele. Ou seja, a gravidade para a gente, dentro da obra, é conhecer essa história da nossa vocação, e o que tem mais pra frente, ou seja, o nosso plano de vida, onde nós temos que ir com a obra e essas coisas todas, elas foram ensinadas, o que São José deu pra nosso senhor?
Ele deu uma história completa, a história de um povo e ensinou nosso senhor a enfrentar a vocação dele pra frente, ou seja, dominar várias coisas no mundo, concretamente, sendo um o que nós conhecemos mais próximo, tocável e apalpável no mundo, do que é a pessoa da Santíssima Trindade de Deus Pai, né? Então, diante dessa realidade de São José, nós podemos ter uma orientação segura diante das vocações que aparecem pra nós, assim, de orientação do trabalho. Nós não podemos submeter a vocação da nossa família à vocação do nosso trabalho, não entendendo que a família é o nosso maior trabalho.
Nós queremos liderar no trabalho e somos o cara no trabalho, adquirimos prestígio, ou seja, somos senhores. As pessoas nos chamam de senhores, olham para nós como verdadeiros dôminos, que é senhor em latim, a mesma palavra. nós ficamos lá, gastamos todo o nosso tempo no trabalho pra formar esses novos senhores e aí pegamos o dinheiro desse nosso trabalho e pagamos outros senhores pra serem senhores dos nossos filhos. Nós estamos estranhos, né? Bom, e aí isso gera um problemão na nossa família, que é como eu tenho falado pra vocês, as características de de São José que eu escolhi pra pra trazermos pra para a nossa conversa, elas são, sobretudo, as que são mais necessárias.
Eu poderia pegar várias vertentes de São José para comentar qualquer tipo de virtude, acho que vocês me entendem. A gente pode pegar pedaços da vida de São José. Por exemplo, um que é grandiosíssimo também. O fato de São José, quando recebe a sua vocação de casar com a Virgem Maria, e antes de ser anunciado pelo anjo para ele casar com a Virgem Maria, ele viu que a Virgem Maria estava grávida. Se ele ficasse com a Virgem Maria, por dever de justiça do povo judeu, ela poderia ser apedrejada.
E aí, se ele a abandonasse, o que a gente ia pensar? Que ele engravidou a Virgem Maria e fugiu, né? Ou seja, isso ameniza todo o castigo que a Virgem Maria ia receber e passa o castigo para quem? Quem que ia cumprir a pena? São José. Então vejam, olha para a gente. Olha para a gente no trabalho ou dentro de casa. E eu vou falar o que é especificamente essa vocação de São José.
Bom, eu vou contar um fenômeno simples aqui para vocês entenderem como é que é de maneira concreta. Se o meu filho quebrar a televisão da sala, se ele falar assim, desculpa papai, ele vai falar isso por quê? Porque ele assumiu uma culpa. Eu vi que ele quebrou, então não tem como ele não assumir a culpa. O que é a culpa? A definição de Santo Tomás é assumir a responsabilidade por uma desordem. Ele assumiu a culpa, terapia da culpa, desculpa. Desculpa, papai. E eu desculpo. Qual que é a pena que o meu filho vai cumprir por ter quebrado a televisão?
Nós vamos dar um castigo para o nosso filho, não é isso? Só que castigo não é pena. O que é pena? Pena? É o que vocês vão falar assim. Nossa, que pena. Vocês vão olhar a televisão quebrada no chão e vão olhar para a TV e vão falar assim. Caramba, que pena. A pena é a desordem do mundo. Ela já é a pena. Um homem traiu a sua esposa. Qual que é a pena? A pena já é o sofrimento da traição. Agora existe uma outra coisa chamada castigo.
A pena está no mundo, encarnada no mundo, ela é a desordem do mundo. O castigo é uma palavra portuguesa de origem latina. casti, de castus, da mesma palavra castidade, da mesma palavra que vem os cátaros do século XIII, puro, castidade, a virtude da castidade, a virtude da pureza, castigo, igo, do verbo latino agere, agir de maneira casta, castigo, agir de maneira pura, Castigo é uma ação para purificar aquele que pratica o ato que gera a pena.
Então, a pena, quem cumpre no mundo, não é o meu filho, porque ele não consegue ordenar o mundo. Ele não tem dinheiro para comprar televisão, outra, ou para pagar o concerto. Ele vai cumprir castigo. Quem vai carregar a pena da televisão quebrada sou eu. Eu vou pagar a pena. Por que eu pago e não ele? Porque quem paga a pena é quem tem poder para ordenar o mundo. Os mais fortes pagam a pena. Então, a vocação dos homens fortes É uma vocação de cumprir penas no mundo.
Aí, Diego, mas eu não fiz nada, coitado de mim. Falei, bom, ou você carrega a pena das pessoas, ou eu vou carregar a pena das pessoas e a sua. Porque os mais fortes carregam pena. É próprio do mais forte a vocação do penitente. Daquele que cumpre penas. Então vejam, é por isso que Nosso Senhor cumpriu as penas do mundo. Por que quem tem poder para carregar todas as penas do mundo? Nós cumprimos castigo. Nós nos purificamos na quaresma e carregamos pequenas penas das pessoas. É para isso que a gente fica forte.
Quando me davam missão lá, nas forças especiais de comandos anfíbios, vai saltar na Amazônia a 24 mil pés com oxigênio de madrugada, e vai ficar lá, caramba. Aí tinha comandos que falavam assim, pô, capitão, alopraram essa missão que deram para a gente. Aí eu olhava para eles e falei, pô, para que vocês fizeram o curso de comandos anfíbios? Quem é que termina o curso lá? Por que começam 100 e acabam 5? porque eles querem saber quem que consegue cumprir pena. Nós somos os penitentes, os fuzileiros penitentes.
Quando tem o maior peso para carregar, a nossa vocação, a nossa alegria é carregar peso. Então, como é que a gente vai reclamar da desordem do mundo, se a desordem mais pesada do mundo é a nossa própria vocação? Então, vocês, nós, É que eu acho que as pessoas não têm muita noção do que é esse cenário na vida de São José, o que foi a descoberta dele da gravidez da Virgem Maria e o que seria feito na lei judaica. Ou seja, São José, se ele ficasse com a Virgem Maria, a justiça era o apedrejamento dela E se ele a deixasse, que vocês veem que é como está escrito a decisão dele no Evangelho, não foi essa a decisão dele?
Ele decidiu a deixar, até que o anjo viesse e o falasse para fazer o contrário. Ele ia deixar e fazer o quê? Carregar a pena. Porque era uma menina de 15 anos grávida e um homem maduro e forte, com a vocação da penitência, vocês entendem? Então, isso serve para a gente, para a gente não ter essas bobeirinhas que nós temos, de entrar em casa como um homem frágil, com os nossos juízos e a nossa justiça. É justo para o homem trabalhador que chegue em casa e descanse.
As pessoas se apresentam como o penitente no trabalho, ou seja, o chefão, o que tem prestígio, o cara, o domínio, o senhor, o ordenamento de mundos, ordenador de mundos. E, na nossa casa, nós nos apresentamos como o frágil, aquele que entra com dever de justiça para sentar no sofá e descansar. Olha, a nossa força irascível só serve para fazer justiça. Se a gente entrar em casa, na nossa família, ou mesmo no trabalho, Nós vamos virar fardo. Nós vamos virar castigo para as pessoas.
Se nós reclamarmos, ou seja, virmos o peso que nós temos que carregar e não o amarmos apaixonadamente, porque eu não sei se vocês já perceberam, Olha como é que nós olhamos para a vida das pessoas. Isso acontece bastante na internet, inclusive. Nós gostamos de jornada do herói, aquele cara que vem dominando, vencendo sacrifícios, dificuldades e tal. Aí quando que é a nossa decepção? Quando o cara vence essas paradas, fica grande. aí ele colhe os frutos da sua força.
E os frutos da força que ele colhe é carrão, casarão, viagem. Aí tu fala assim, putz, meu irmão. Pessoal, vou contar uma parada séria para vocês. Nós vamos tentando dominar as coisas aí na vida, de domínio em domínio, e vencendo o mundo. A grande vocação da nossa vida é vencer a morte. Por que a igreja está cheia de velhos? Os velhos já dominaram tudo que eles tinham que dominar. Eu moro aqui na Zona Sul, uma área nobre, do Rio de Janeiro, quem tá na missa lá durante a semana, igual o meu filho, papai, porque durante a semana só tem velho na missa.
Falei, filho, eles precisam criar filho? Não, já criaram. Eles precisam de emprego? Já tiveram emprego? Eles já dominaram tudo o que tinha pra dominar. O que apareceu agora pra dominar? Eles são velhos, doentes, pô. Agora eles têm que dominar a morte. Então por que que o nosso olhar, ele é fascinado pelo sofrimento? Não é porque nós amamos o sofrimento, não. O nosso olhar é fascinado pelo sofrimento, porque nós ficamos igual aquele fariseu aos pés da cruz. Se és quem você diz que é, livra-te a ti mesmo daí, né?
Sai daí, pô! Se safa aí da morte. No fundo, no fundo. Quando Nosso Senhor é levantado no alto da cruz, num diz Ele assim, ó, quando eu for erguido, eu atrairei todos os olhares para mim. Por quê? Porque o nosso sonho é ver quem domina a morte, né? Que eu falei para vocês que Nosso Senhor aprendeu com quem na vida? Com São José, pô. São José precisava ter morrido antes de Nosso Senhor. Primeiro, porque se Nosso Senhor fosse crucificado na frente dEle, Ele seria crucificado antes.
Ele não ficaria como a Virgem Maria, porque a vocação deles era muito diferente. Vocês sabem disso. É só olhar o papel de um homem e de uma mulher. Nossa Senhora sofreu a paixão completamente, como nós aprendemos a devoção de Nossa Senhora das dores, né? com aquelas sete espadas fincadas no peito dela, as sete dores da Virgem Maria que nós veneramos em ato de piedade, né? De Nossa Senhora das Dores. Essa é a paixão da Virgem Maria, né? São José, ele seria crucificado no lugar de Nosso Senhor, antes de Nosso Senhor.
Eu não tenho dúvida nenhuma disso, que não tinha como ele estar vivo diante do Nosso Senhor sem ele ser crucificado antes. Então, ele precisava não estar ali, mas mais do que isso. Ele precisava ensinar nosso senhor a pegar o madeiro e abraçar a morte com dignidade, acariciando a vocação de carpinteiro, de madeira, com aquele cheiro da vocação de Oliveira, de cedro. Esse domínio da morte, nós encontramos essa vocação Todo dia, todo dia, nós encontramos pedaços da morte separados aí pelo mundo.
Quais são essas prefigurações da morte que aparecem? São as penas do mundo. Os piores trabalhos, né? Vocês já viram os trabalhos que ninguém quer fazer, né? Você vê, eu cansei de ver isso, ouvir isso. Professor, professor não, no caso, tenente, ou capitão, ou comandante, por que o senhor fez comandos anfíbios? Bom, porque eu me senti chamado a carregar o maior peso que eu podia carregar e tentar dominá-lo, porque isso é uma vocação, tentar carregar a maior quantidade de peso que você pode carregar. No fundo, no fundo, a nossa vocação, ela carrega esse sentido.
Qual é a vocação de um homem? aprender a carregar o máximo de peso que ele puder até o fim da vida. Essa é a vocação de um homem. Então, quando a gente se exime de ter esse Espírito penitente, olha, apareceu ali diante de São José esse peso para carregar. Qual era a vocação dele? Carregar essa vocação até o fim. Então, ele teve uma espécie de teste inicial. O sim de São José? O sim de São José? foi entregar a vida dele toda, pô. Porque ele ia abandonar tudo.
Tudo, pô. Ele ia abandonar a Virgem Maria, a gravidez dela, a vocação dele de carpinteiro, a cidade dele de nascença. Ele ia abandonar tudo. Está escrito no Evangelho, pô. O sim dele foi a morte inteira. E ele abraçou. Aí, depois, o anjo deu outra vocação para ele. Existe naquela história de São José do Evangelho Escondida, a mesma história que vocês aprenderam na vocação de Isaac, do filho de Abraão. A oferta de um filho, você vai ser ofertado, vai oferecer o teu filho. São José, ele se ofereceu a si mesmo, e o anjo falou para ele assim, ok, ok, está aceito, agora vem para cá.
Calma, que não vai ser você não, que vai ser oferecido todo. Você vai formar o cordeiro. Nós já vimos que você sabe formar um cordeiro para o sacrifício, para a pena, para carregar a pena. Você vai oferecer, você vai formar o cordeiro, você vai me formar. Então essa foi a vocação de São José. É por isso que dentro desse mistério que nós podemos conhecer da vida dele com cuidado, se nós gastarmos tempo de ficar lá e olhar o que está acontecendo, sentar lá e fazer como São José Maria, sentar lá e ficar olhando para as escolhas que ele está fazendo, Para o que ele vai carregar?
Qual é o peso que ele escolheu carregar? Qual é a pena? Quem carrega a pena? Quem carrega o castigo? Quem é o mais forte? Quem pode carregar peso? Eu estou tentando explicar para vocês com a história da televisão, mas vocês percebem como são vocações muito diferentes. A vocação de quem carrega a pena é a outra vocação de quem carrega castigo. Os fundamentos são muito diferentes. Vocês entenderam o exemplo da televisão que eu falei para vocês? Você vê. Por que eu tenho essa tentativa de refino? São coisas que vocês ouviram a vida toda e que a gente fica falando por aí, mas que a gente usa de maneira errada.
Você vê o nome da penitenciária. Não deveria ser penitenciária. As pessoas que estão lá não carregam pena. Elas são castigadas para purificação, não é isso? Quem que carrega pena? O pai do homem assassinado, que ficou do lado de fora. Vocês entendem isso que eu falei? Entenderam isso? Um cara foi preso porque matou um filho. O cara vai ser castigado. Porque o mais fraco, ele é castigado, ele precisa fazer um exercício de purificação. Ele vai aprender a agir com pureza, porque ele é fraco, ele é impuro.
E o homem forte, o pai da viúva ou do filho morto, ele vai cumprir a pena. Ele é o penitente, vocês entenderam isso? Então, o que é o homem O que a gente aprendeu com Santa Maria Guarete? O cara que a esfaqueou foi para a penitenciária, mas, na verdade, foi para o castigo, foi para a prisão. E as pessoas ficam falando por aí, e levou uma vida de penitente. Não, ele levou uma vida de castigo, ele passou a vida de castigo. Quem cumpriu a pena foi ela, os pais dela, e o mundo que a perdeu, mas ela o perdoou, não foi isso?
Ela, inclusive, ficou viva, permaneceu viva em estado grave até que tivesse a oportunidade de absolvê-lo, Santa Maria Goretti, para levar a pureza dela a termo, a virgindade dela. Então, a gente precisa entender isso para a gente abraçar livremente a paixão da nossa vida. Ou seja, escolher os caminhos da pena. Por quê? Porque nós somos católicos. Quando a obra fala para nós buscarmos o prestígio, ou seja, o que for, da maneira que vocês entenderem, trabalhar bem, a gente pode ficar rico, ficar milionário, ter poder para caraca, Quanto mais a gente conseguir isso...
E vocês sabem o que eu vou falar. A gente espera dos senhores que, depois de dominar um mundo material, por exemplo, saber fazer dinheiro, as pessoas querem olhar para a gente e perceber que agora nós usufruímos do nosso senhorio, do nosso reinado? Quem não, pô? As pessoas estão olhando para a gente para saber se nós sabemos finalmente enfrentar a morte. Então, o que nos resta quando nós trabalhamos bem, temos mais prestígio? Nos resta nos tornarmos cada vez mais austeros.
escolhermos os caminhos mais duros, os mais pesados. Por quê? Porque essas coisas que ninguém quer são as pequenas prefigurações da morte. Por que ele escolhe aquilo? Por que ele não usa o fluido bem material? Por quê? Isso sempre vai estar diante de nós. Bom, Thiago, eu posso escolher sem ser um erro? Pode, pô. Só que se você escolher, o que eu posso dizer antropologicamente, psicologicamente sobre você? A mesma coisa que acontece com a gente. Ah, o maluco só queria ficar rico para ter um casarão e um carrão e está lá, pô.
Está tranquilo. Vai carregar um pezinho ainda, né? Está ali ajudando todo e tal, mas ele está ali usufruindo do senhorio dele. Agora, quando você vê um cara que pode usufruir, pode, eu te ofereço todos os reinos desse mundo, porque você tem poder. Se és o filho de Deus, atira-te daqui, vão te carregar, você pode, você tem poder para isso. Fala para essa pedra se transformar em pão. Eu te ofereço todos os reinos desse mundo. Basta dar uma joelhadinha aqui na minha frente. Você pode. Você está vendo?
Você já conquistou o mundo. Você já está aqui. Você pode curar cego. Você pode trazer mortos à vida novamente. E aí você não exerce o senhorio no mundo material somente. Você mostra para as pessoas. As pessoas sabem que você é milionário. Que você tem prestígio. e você tem senhorio sobre essa parte do mundo, e ao invés disso você pede e carrega mais peso, ou seja, você é mais penitente, você fica mais austero. E as pessoas percebem que o domínio do mundo material é pouco para você, porque você abraça livremente a paixão.
Então o que é isso para a gente? O que é isso para a gente? é você escolher livremente os piores caminhos. Bom, se os pequenos sofrimentos do dia são prefigurações da morte, e são porque as pessoas fogem de todo tipo de dor, porque a dor é uma pequena indicação de quem está chegando, a morte. Existem as prefigurações da vitória sobre a morte. Qual é a grande prefiguração material da vitória do homem e da felicidade do homem nesse mundo? Não é o sorriso? Não é assim que terminam os exames de consciência que nós fazemos na obra?
E a alegria. Não é assim? A última coisa, né? Então imagina o tipo de domínio que um homem tem quando ele abraça livremente a paixão. E ao invés de parecer um homem sofrido, um reis mongão, As pessoas nem sabem que ele carrega tanto peso assim. Lembra da tuberculose de Santa Teresinha? Que nenhuma daquelas irmãs sabia que ela carregava, que o corpo dela já estava em carne viva, e as irmãs achavam que ela era só uma menina mimada. E só descobriram depois de morta todo o sofrimento atroz que ela carregou fisicamente.
Por quê? Porque diante do jejum e da penitência, ela não fazia uma cara austera. Ela fazia como no Evangelho, se perfumava e sorria. Porque o sorriso é uma vitória sobre a morte. Um homem que carrega peso e, quando você olha para ele, você o vê sorrindo. Ali está a vocação última do homem. Um desespero, um resmungo ou um domínio completo sobre aquilo. A gente olha para nosso Senhor crucificado, né? Pai, perdoai-os. Eles não sabem o que fazem. Então, você vê, se nós olharmos toda a vocação do Senhor, vocês podem bater ponto por ponto que vocês vão achar que vocês gastariam tempo ali sentado.
Onde foi que ele aprendeu? Se vocês lembrarem de vários cenários. Eu falei de alguns aqui, mas vocês podem ir olhando os outros. Aquele sumiço dele com 12 anos lá sentado diante dos doutores da lei. Você vê. Tem uma cena bonita para caraca no Evangelho. que é quando uma mulher olha para Nosso Senhor e ela vê o domínio que Ele tem sobre o mundo, né? E ela fala assim... Uma mulher, né? Bendito o ventre que te gerou e o seio que te armamentou.
Vocês lembram que tem essa passagem no Evangelho, né? Então, uma mulher, ela olha para o domínio de Nosso Senhor, né? Como Ele fazia bem todas as coisas, né? E ela olha e fala assim, cara, imagina de onde esse jovem veio. Imagina o que fez esse jovem. Aí ela proclama. Ela proclama. Feliz o ventre, bendito o ventre que te gerou e o seio que te amamentou. Diante da grandeza que ela está vendo. E vocês veem. Agora, vocês olham assim, quando olham para Jesus e veem o que ele está fazendo e perguntam assim, quem é ele?
E uma pessoa, você vê que ela pode estar falando com sentido pejorativo, mas ele não é o filho do carpinteiro Se eu ouço isso e estou do lado, na hora, na hora, pô. Porque vocês sabem que é assim que acontece as coisas, você vê. Eu lembro até hoje, quando eu estava assistindo um curso do padre Paulo Ricarda, o padre Paulo falou assim... Não, essas coisas aqui que eu aprendi, eu aprendi com o professor Olavo de Carvalho. Eu estava lá em 2006, 2007, vendo um conteúdo extra de um curso de sacramento do padre Paulo.
Aí eu pensei assim, cara, se o padre Paulo, meu irmão, que eu acho sinistrão. Tem um professor e aprendeu isso com o professor, e estão falando que ele é filho do professor, né? Quando ele falou que se converteu, entre aspas, estudando com o Olavo de Carvalho, eu pensei, cara, eu saí de perto dele e comecei a fazer toda coisa do professor Olavo de Carvalho. Não imagina, perguntando assim, a gente olhando para o nosso senhor e ele ensinando os doutores da lei. Ele falou, cara, de onde esse moleque veio?
Ele falou assim, mas esse não é o filho do carpinteiro? Ele falou, eu não tenho dúvidas que na hora, e é por isso que a vocação da Virgem Maria e de São José, elas precisavam ter sido escondidas. Não é difícil de perceber que elas precisavam, porque nós vimos no Evangelho, nós vimos, tanto para um, é o filho do carpinteiro, quanto para outra, os dois estão no Evangelho, uma mulher esplantada, né? Bendito o ventre que te gerou e o seio que te amamentou. Cara, imagina como os santos padres da igreja diziam, né?
Quando olhavam para a Eucaristia, falavam da Eucaristia, essa hóstia branca, esse pão, nesse madeiro, é a árvore da vida. Ou seja, então pensa, tem uma hóstia num madeiro, como no Apocalipse. que dá alimento durante 12 dias, durante 12 meses do ano para as 12 tribos de Israel, ou seja, a árvore da vida que alimenta toda a humanidade, aquela árvore do apocalipse. Então vocês veem, quando os santos padres falavam da Virgem Maria, como o tronco, a raiz, a seiva da árvore da vida. Ou quando a gente via aquela discussão no século XI e XII de São Bernardo de Claraval, da escola de Chartres, com Abade, Arnoldo de Chartres.
Quando a gente via aquela discussão e ele falava assim, nenhum homem olhou para Cristo sem ter visto a carne e o sangue da Virgem Maria e a virtude de São José. Por quê? Porque não dá, pô. Não tem como ver. Então, como é que a gente reconhece o verdadeiro Cristo? A gente reconhece o verdadeiro Cristo quando a gente pergunta assim, de onde veio esse Jesus? Porque parece hoje que tem centenas, né? E o Evangelho responde assim, o teu Jesus O teu Jesus foi gerado por um ventre, amamentado por um seio.
Por isso os santos padres diziam da brancura da Eucaristia. De onde vem a brancura da Eucaristia? Do leite materno da Virgem Maria, da brancura do leite materno dela. Quando a gente procura os Jesus, a gente encontra igual os magos. como a gente viu que está escrito lá, né? Os magos o encontraram no colo de sua mãe. Está escrito no Evangelho assim. Então, você vê. Quando a gente tenta entender quem é o Jesus, para saber quem é esse Jesus, o Evangelho responde sobre o ventre que o gerou e responde, esse teu Jesus, esse Jesus, esse menino que vocês estão vendo, Não é ele o filho do carpinteiro?
Esse aí é o filho do carpinteiro. Imagina que carpinteiro, né? Essa vocação de São José, ela não é à toa, né? O carpinteiro. Hoje, nós adoramos, nós vamos fazer isso em breve, né? Nós adoraremos a cruz de onde pende a salvação do mundo. Não é outro verbo, é o verbo adorar. Nós adoraremos a bendita cruz de onde pende a salvação do mundo. Nós vamos ver isso, não é? Nutrido Pascal. Aquilo ali é a vocação de um carpinteiro. A vocação de um carpinteiro não é dominar a madeira.
Isso não é a vocação de um carpinteiro? Essa vocação é a vocação de prefiguração da vocação do Senhor. O filho do carpinteiro ia dominar a bendita árvore da cruz. Uma árvore e um utensílio feito da árvore, da madeira. É por isso que nós veneramos e temos como grandiosíssima a vocação do nosso pai São José e quando sempre diariamente decidimos fazer a nossa leitura espiritual e nos aproximarmos do senhor nós nos colocamos também na presença dele, né?
Meu senhor e meu Deus, creio firmemente que estás aqui, que me vês, que me ouves, adoro-te com profunda reverência, peço-te perdão dos meus pecados e a graça pra fazer com fruto esse tempo de oração. Minha mãe maculada, São José, meu pai e senhor, meu anjo da guarda, intercedei por mim. ele tá sempre presente conosco pra nós reconhecermos o nosso Jesus. Quem é aquele lá? O nosso é o filho do carpinteiro. Tá bom, pessoal? Aproveitem esse mês aí de São José e de alguma maneira se aproximem um pouco dele o quanto for possível pra gente dentro da nossa vocação com o nosso padre, São José Maria.
Uma grande satisfação tá com vocês aí. Muito obrigado pela gentileza do convite. Beleza, Tiago? Diego, obrigado. Obrigado. Você tem cinco minutinhos ainda na sala? Sim, sim. Fala aí, meu irmão. Boa. Bom, se alguém quiser fazer um comentário ou qualquer coisa para a gente fazer um fechamento, tem o Vinícius aqui que não falou no começo. Vinícius, quer fazer algum comentário? Só agradecer ao professor Diego e dizer que as palavras dele nos inspiraram e me fez lembrar muito de sulco, 795, e nos diz o que é preciso para ter felicidade.
Não é uma vida cômoda, é um coração enamorado, o que o nosso padre dizia. Isso foi a vida de São José e é o chamado vocacional de todo homem. E como ponto de reflexão para nós nessa quaresma, vale essa reflexão do professor Diego. Temos sido, de alguma maneira, senhores da nossa casa, ou trocamos o senhoria da nossa casa pelo domínio do mundo, do trabalho apenas. Não que isso seja... ruim, pelo contrário, é a nossa vocação também no trabalho, mas a nossa vocação principal, que nós não podemos delegar, é da nossa família.
Queria agradecer também a presença de vários superluminares aqui também, o Caio, o Augusto, o Tadeu, o Otávio, tem uma turma boa que o professor Diego arrastou aí, e que todos nós possamos fazer um bom momento aí de parésima nesse mês de São José também, mês de março, e só agradecer mesmo. Muito bom. Valeu, Vinícius. Diego, eu não vou te segurar, porque eu sei que você é cheio dos compromissos, e a presença é algo que você já nos ensinou por tantas vezes. Mas, pessoal, o professor Diego tem lá o Instagram dele, ele sempre responde às pessoas, às dúvidas, pelo direct ou lá pela caixinha de perguntas.
É uma aula atrás da outra. Eu sei que, para muitos, o tema e a forma como foi trabalhada foi densa e vai gerar horas de reflexão. que o Diego trouxe pra gente, é só agradecer em nome de todo mundo aqui de Varginha, Diego. Obrigado. Conte conosco também para o que precisar aí. Beleza? Bom, vou fazer um print aqui. Obrigado a galera toda aí de Minas Gerais, o pessoal, os Pernetras aí, tô vendo aqui, ó, tô vendo o rosto do Augusto ali, ó. Os Pernetras aí também, uma maravilha estar com vocês.
Show de bola. Um abraço para todos. Valeu. Pessoal, obrigado. Depois eu divulgo com vocês lá no grupo qual que vai ser o estudo do mês que vem e quem o fará. Lembrando sempre que é na primeira e segunda-feira do mês, igual foi a de hoje. Tá bem? Eu tirei um print aqui, eu vou postar depois no grupo lá, quem quiser pôr nas...