Coletânea

As feridas da alma

Solidão

53:23 · ~45 min de aula22 de janeiro de 2025Transcrição automática · em revisão
  • a solidão (ausência da presença que olha)
  • a presença / graça = presença
  • a presença que olha
  • as três pessoas
  • o crítico (memória)
  • a honra, a glória e a graça
  • a queda de Eva (pré-condição da solidão)
  • os monges do deserto
  • vencer a serpente
  • o nome / a vocação

Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 8:44.

Então hoje eu vou falar um pouco da ausência dessa presença. Então se a gente tivesse que escolher um motivo, um nome para essa live, poderia ser solidão, a ausência da presença. Acho que esse é um bom tema.

Citações verbatim

Trechos da aula

Então hoje eu vou falar um pouco da ausência dessa presença.
— Prof. Diego Reis
Eva, vocês percebem que a pré-condição da serpente aparecer foi Eva ter saído da presença de Deus e de Adão?
— Prof. Diego Reis
a solidão é o início de uma derrota gigantesca
— Prof. Diego Reis
só existe uma terapia nesse mundo, é a presença de um olhar que nos olha e nos cobra a vida, a virtude, a alegria
— Prof. Diego Reis
Palavra por palavra

Transcrição completa

Transcrição automática · em revisão

Ai, caramba. Boa noite, pessoal. Fala, Edilson. Boa noite, Tati Viana. Pedro, salve. Natália Gandolfo, boa noite. Márcia, boa noite. Luciane, boa noite. Fala, Miguel. Oi, Miguel.

Como é que tá, meu irmão? Fala, Arthur. Karen. Boa noite, Natália. Boa noite, Camila. Ângela. Getúlio, Gegê. Pedro. Fala, Gabriel. Recife. Se Deus quiser, em breve. Folei, perdi, perdi o time. Vocês estão muito rápidos. Fala, Carlos. Maria, meu amor. Espada, ótimo. Fala, Renan.

Obrigado pela presença, meu irmão. Diogo. Daiara, salve, salve. Gabriel. Fala, meu compadre. Leandro, boa noite, meu irmão. Beatriz. Grande Edson. Olha, a galera de Goiânia, sempre presente. Pianambuco, se Deus quiser. No passado eu te vi aí. Que bom, meu irmão. Olha o que é aqui. Vila da Penha. Ou Vila da Penha. Vila Velha. Em breve, né? Em breve eu vou estar em Vila Velha. A Garrucha que mora em São Paulo agora.

Que legal. Grace, boa noite. Tiago. Tiago é lá de Cuiabá. Tiago eu já conheci pessoalmente. Lucas. Olha o pessoal da Flórida aí. BH. Irlanda. Eu já estive aí na Irlanda, meu irmão. Irlanda é uma maravilha. Parei aí no porto de Cork. Depois fui lá em Dublin. Puta de um país. Petrópolis. Campinas. Vila Velha. Eu não lembro de cabeça, não, mas tá lá na minha agenda. Vila Velha tá lá.

Essa aqui é a barba de carnaval, meu irmão. Amanhã ela acaba. Aracajor. Aracajor, já faz tempo que eu não vou em Aracajor. Acho que eu fui em Aracajor em 2015. Quase 10 anos já. Poço de causas. Cascadura e Madureira eu conheço com a palma da minha mão, meu irmão. Fortaleza, já fui várias vezes aí. Claro que eu lembro, Thiago. Boa noite. Hoje eu vou falar sobre uma referência na vida para vocês, porque talvez vocês ainda não tenham percebido a hierarquia de algumas coisas que eu falo.

Brasília, São Carlos. O Salvador, não sei. Mas eu fui várias vezes em Salvador. Teresina eu só fui uma vez, mas passei muito rápido. Conheci quase nada. Paraíba. Paraíba eu adoro a Paraíba. Paraíba também já estive várias vezes. Queimados. Eu já joguei um futebol melhorado em queimados, meu irmão. Aqui... É mais de gravidade que no café. É verdade, pô. Porque eu falo do café aí, vocês têm que substituir quando vocês falam da presença aí, tudo por chimarrão, pô. E o pessoal lá do Pantanal por tereré.

Maceió, só tive uma vez em Maceió, cara. Ribeirão Preto, Ribeirão Preto. Fala, Sandro. Copacabana. Presidente Prudente, eu também só passei aí. Só passei, só vi na plaquinha que eu tava em Presidente Prudente, de carro. Fala, Tareque. Boa noite, meu irmão. Vitória. Vitória também já fui várias vezes. Boa noite, boa noite. Boa noite, São Paulo. Cabreúva, São Paulo. Taguatinga. Vasco da Gama.

Vasco da Gama, eu já fui na barreira do Vasco, já fui no estádio do Vasco da Gama, inclusive. Ah lá, o Tereré lá, o pessoal do Tereré aí, ó, se acusando. Sim, eu sempre tento. Barretos. Itaperuna, Itaperuna eu também já passei aí. São Paulo, Bragança e Paulista. Batalhão Paesandu, eu já servi aí na Batalhão Paesandu. A praia é grande, acho que eu só passei de carro também. É mais ou menos perto de Santos, né? Vamos lá? Motorista de ônibus.

Maricá, terra boa também, Maricá. Essa é a vantagem das forças armadas, né, meu irmão? A gente roda muito o Brasil, né? Bom, o Vasco deu uma sacolada no Botafogo. Eu não acompanho não, mas eu fico ouvindo pelos gritos aí. Depois eu ouvi ali na internet. Como eu ouvi o nego gritando Vasco umas cinco, seis vezes, eu imaginei que tinha feito uma porrada de gols o Vasco. Só falta visitar o Goiás, mas eu conheço o Goiás, pô.

Já fui várias vezes. Eu ia lá em Goiânia pra treinar no túnel de vento do Comando de Operações Especiais do Exército. Treinava túnel de vento, salto livre, paraquedista, lá em Goiânia. 4x2 aí, viu? Foi sacolada mesmo. Vamos lá. Pessoal, olha só. A gente tem algumas palavras na nossa língua que expressam a maior realidade possível da vida humana, que é a nossa presença.

Então, por exemplo, eu aqui não me prendo muito as três pessoas pra vocês, porque eu não gosto de ficar falando nisso sem desenhar, né? Quem sabe a gente não bota os bonequinhos aqui atrás pra vocês entenderem melhor. Mas quando eu tô falando as coisas pra vocês, tá na minha cabeça, sabe? Eu tô vendo uma imagem na minha cabeça e as coisas estão brilhando. Então, por exemplo, quando a gente ouve na língua portuguesa as pessoas falarem assim, Fulano tá na glória de Deus. Ou, a que devo a sua graça.

Ou então, que honra a tua presença. Sabe, a gente tem umas palavras que elas expressam uma realidade muito bonita pra gente, né? A realidade de que existe algo na nossa vida. Que é o que eu fico enchendo o saco aí da presença. Então hoje eu vou falar um pouco da ausência dessa presença. Então se a gente tivesse que escolher um motivo, um nome para essa live, poderia ser solidão, a ausência da presença. Acho que esse é um bom tema.

Eu vi aqui nos meus directs, eu não abri caixa de perguntas, mas eu estava olhando meus E aí muita gente estava falando comigo sobre quaresma. E aí vocês sabem que a quaresma tem um fenômeno, ela é um acontecimento grandioso. E ela tem uma característica que é interessantíssima para a gente conversar aqui. eu vou para o deserto. Ou seja, eu vou sair das presenças e vou ficar num lugar sozinho.

Vocês lembram que teve uma live que eu deixei um assunto pendente com vocês e eu falei assim, depois eu falo num outro momento, que foi quando eu comecei a falar, eu acho que foi aquela live que a gente estava falando sobre culpa, pena, que em algum momento eu falei com vocês sobre a vergonha, não sei se vocês lembram disso. Eu vejo que as pessoas aqui são realmente, são sempre os mesmos que conseguem me aturar aqui. Então, olha, eu vou falar de algumas coisas bem simples da vida comum, porque todas as terapias que eu conheci na minha vida, a solução cabal de todos os casos da nossa vida, eles se solucionam com a saída de uma solidão e a existência de uma presença.

E aí, mais para o final da live, eu digo para vocês qual é a diferença nas palavras que a gente usa aí, o que elas Qual é a referência em cada uma das três pessoas que a gente tá falando sobre presença? Em que sentido? É, no sentido de quando eu falo assim, ó, aqui devo a sua graça. Vocês já sabem, né? Que eu tô falando da presença. Aqui devo a sua presença. Mas quando eu falo assim, a pessoa tá na glória de Deus. Eu tô falando a mesma coisa.

Porque a graça é a glória, só que num outro tempo. Tanto é que a gente sempre se refere à glória no tempo futuro. Então, a glória é a graça do roteirista, para quem conhece do que eu estou falando. Mas vamos, então, à presença e à ausência para vocês verem o que a gente vai fazendo com a nossa vida no dia a dia. Olha só. Tem gente que acha que a coisa mais importante que eu falo aqui é sobre as três pessoas. E não é. A coisa mais importante que eu falo aqui é sobre a presença e os seus efeitos.

Então, eu vou continuar falando sobre isso, porque é assim que eu resolvo todos os problemas da minha vida com meus pacientes e todas as coisas que me pedem ajuda, tá? Esse é o primeiro item que eu penso. Ele falou, onde estão as presenças e onde estão as ausências? Onde estão as presenças? Onde estão as ausências? Como é que eu ajusto presenças e como é que eu ajusto ausências? O que é que está presente que eu tenho que ausentar? E o que é que está ausente que eu tenho que trazer à presença?

Você entende? Toda a ordem das coisas do mundo são assim e seus efeitos. Então você vê, eu quase que eu entrei aqui para falar sobre o sorriso e a alegria, quase. Mas eu falei assim, cara, mas talvez as pessoas não pesquem toda a dimensão do que eu vou falar aqui de sorriso e alegria, sem antes Eu vi aqui falar da solidão que as pessoas estão acostumadas hoje a se colocar, que a ausência, a ausência de uma presença que nos olha, porque o tamanho disso... Você viu, antes de entrar aqui, eu estava estudando algumas outras ciências coletivas, então estudei um pouco, estava estudando um pouco de geopolítica e de relações internacionais.

Aí eu estava vendo as diversas questões históricas que tem nessas ciências e eu fiquei pendaçando assim, eu falei, cara, tudo isso aqui dá para se resolver com a presença. Então, questões de dissuasão política, fator coercitivo, presença na fronteira, soberania, presença do povo, todas essas coisas são relativas à presença das coisas. Então, olha só, eu vou dar um exemplo muito claro, muito simples para vocês. Há pouco tempo eu atendi um sacerdote que estava com dificuldade, estava combatendo um combate muito comum da nossa vida, sobretudo no nosso dia de uma sociedade hipersexualizada.

Então, estava um sacerdote. E ele me falando das dificuldades de quando ele termina os serviços da vocação dele, quando ele termina de atender a comunidade, se doar para as pessoas. E aí ele fala assim, caramba, ao mesmo tempo que eu me sinto muito forte quando eu estou ajudando as pessoas. e domingo, mesmo celebrando um monte de missas e depois fico me confessando às pessoas até tarde. E às vezes eu fico confessando às pessoas até tarde, justamente para não ficar sozinho. Porque quando eu fico sozinho, quando eu vou para o deserto, olha a quaresma, quando eu fico sozinho, aparece um monte de coisa na minha cabeça, né?

E aí ele falou assim pra mim, nesse ponto aí, você que é casado deve ter uma facilidade maior, né? Porque quando você dorme, lá na sua cama do meu lado tem a minha esposa, né? da plenitude do sacramento do matrimônio, que é a presença da minha esposa. E eu sempre falo isso para vocês, como a presença dela é a graça real, a presença real, plena do sacramento do matrimônio. Quando ela está presente, você vê, hoje a Maria deu uma saída aqui, e aí quando ela mandou a mensagem, que estava voltando para casa.

Quando ela mandou a mensagem que estava voltando para casa, eu estava aqui sentado com as crianças. Na hora que ela mandou a mensagem, eu levantei do chão e comecei a organizar a casa. Aí eu pensei assim, cara, é muito bom ter a presença de uma pessoa que é um olhar diante do qual eu não posso fraquejar, né? Porque quando ela está presente, se eu fraquejar, eu me envergonho e daqui a pouco eu falo mais da vergonha. Mas vamos aqui na presença e ausência, né? E aí, eu estava conversando com esse sacerdote, né?

E eu falei assim, é verdade, cara. Então, essa ausência e essa solidão não me assolam. Então vejam, isso que eu estou falando aqui já deveria ser um grande remédio para os jovens que gostam da solidão. O cara que está dentro de casa e se tranca no escritório. O cara que se tranca no banheiro. Você vê, aqui em casa a gente tem uns dispositivos interessantíssimos. Por exemplo, aqui só o lavabo aqui das visitas que tem chave e a gente aqui em casa não usa, ninguém usa esse lavabo.

Só as visitas quando vem. Porque o banheiro aqui de casa que a gente usa, ele não dá para trancar. Por que ele não dá para trancar? Para a gente não ter solidão. Aqui em casa, a gente tem uma sala relativamente grande, né? Você vê, a gente sempre fica todo mundo junto aqui na sala. Por quê? Porque a presença, a presença um do outro vai salvando a gente o tempo todo, né? Dessas solidões que começam a deixar a gente a ver um monte de coisa na nossa cabeça, né?

Você vê, isso que eu estou falando para vocês é tão grande, tão primordial, tão gigantesco, que isso é a pré-condição em toda a tradição judaico-cristã e da criação e do catolicismo, do cristianismo, das religiões. Eu não vou falar aqui da parte desse acontecimento no Corão, nem no Bhagavad Gita, mas estão lá também, porque aqui a maioria das pessoas não conhece isso. Mas na nossa tradição, no nosso catolicismo, olha para Eva, Ela vivia lá no Jardim do Éden com Deus e Adão. Aí você vê.

Por que a serpente aparece? O que Cristo vai fazer no deserto? Ele vai fazer o quê? O que está escrito no Evangelho? Ele vai para o Evangelho, é levado pelo Espírito para o Evangelho, para ser testado pelo demônio. Então, olha só, quando vocês vão para a solidão, vocês vão para isso. Eva, vocês percebem que a pré-condição da serpente aparecer foi Eva ter saído da presença de Deus e de Adão? Ela falou assim, cara, o que que Eva estava andando pelo Jardim do Éden, passeando pelo Jardim do Éden, irmão, sem Deus e sem Adão?

Ela estava lá passeando, tomando um ar, você entendeu? Então vocês veem, vou falar aqui de vários casos da solidão e vou falar da minha vida, de algumas coisas que acontecem assim na nossa vida no dia-a-dia. Você vê... Deixa eu terminar esse... É bom eu falar logo esse caso aí do padre, né? Aí o padre falou assim pra mim, pô, mas você tem essa facilidade de, de noite, estar com a tua esposa, né? A minha esposa é o sacramento do matrimônio encarnado, pessoal, na sua plenitude. Não é a presença da minha esposa como crítico só na minha memória.

Minha memória, eu sou um homem casado. E também não é só na minha imaginação, no futuro. Eu não posso trair minha esposa, senão eu vou estragar a minha vida. Estou olhando para o futuro, percebe? Não é só essa presença na mente. É uma presença em sua plenitude. Ela tá encarnada, é a presença real da minha esposa, né? E aí... O padre, quando falou isso pra mim... O pessoal me falou da outra vez que isso aí é bug do Instagram de vocês. Quando acontece isso aí, vocês têm que sair da live e voltar, tá?

Pra quem acontece isso aí. Quando... Quando... O padre falou isso para mim. Eu falei assim para ele, padre, já que o senhor, quando acaba toda a vida comunitária, o senhor vai para a solidão e começam as dificuldades, por que o senhor não faz como eu? Por que o senhor não dorme ao lado do esposo, da esposa? O que é isso para o padre? Sai lá da casa paroquial, vai para dentro da igreja, que está trancada, e dorme lá no prejibitério, no altar.

Lá no chão, no Santíssimo. Bota o travesseiro ali, dá um beijo no altar. O padre sempre beija o altar no início da missa e no final da missa, que representa o beijo dele na face de Cristo. Ele dorme lá na presença da Eucaristia de Jesus Cristo, não é assim? Ele falou, mas é óbvio que isso cura o padre, é óbvio que ele fica seguro, vocês entendem? Ou então, alguns padres que têm esse tipo de dificuldade, mas não tinha muito o que fazer, às vezes, por causa de situações específicas de onde estava, não estava numa paróquia.

Teve padre que saía da paróquia, e ia dormir com os mendigos na rua. É. E aí, ó, a força dele voltava novamente. Vocês entendem o que eu tô falando? Por quê? Por que eu estudo aqui na sala? Por que eu rezo aqui na sala? Por que eu vivo tudo aqui na sala e não vou pro quarto? Não vou pro escritório? Por que eu fico o tempo todo aqui na sala? Porque a minha presença É a força da paternidade na vida dos meus filhos. É a presença encarnada de Deus para eles, porra.

Mas é óbvio que é isso. Tanto é que quando eles fazem qualquer coisa que chame a atenção deles, se pode estar certo ou errado, o que eles fazem? Eles procuram o meu olhar. Mas é óbvio que é assim. O pessoal fala assim, caramba, Diego, como é que eu luto contra o problema de mentira? Eu falo, mas como que tem mentira na casa de vocês? Como é que um filho mente? Ele mente. Ele mente. Se não tem um testemunho da verdade. Para pra pensar. O meu filho fez uma besteira.

Se eu não tô presente, é óbvio que ele vai ficar ali querendo mentir, vocês entendem isso? Se eu tô presente, ele não tem o que fazer, ele olha pra mim e eu tô vendo, ele tá diante de um olhar, ele tá diante de um olhar, poxa Diego, Mas então, e quando as pessoas falam assim, não, você tem que ir para a solidão, você tem que se recolher. Meus amigos, essa solidão aí que estão falando, não é uma solidão. Se você tem força para ficar sozinho, sem fazer besteira, o que acontece?

Vamos lá. Eu estou lá no escritório, sozinho, sem ninguém. Fui para a solidão. Eu fui para a solidão, então. Do jeito que o pessoal gosta. Não, a gente tem que ir para a solidão, para se conhecer e tal. Vamos lá. Fui para o deserto, para a solidão. Aí o cara manda a mensagem lá no teu grupo, de WhatsApp, da mulher pelada lá. Aí tu olha. Aí começa. Vou ver. Não vou ver. Vou ver, não vou ver. Se tu tivesse na sala, sabe o que tu ia fazer?

Ou tu ia jogar o celular pela janela, ou tu ia na hora, assim ó, apagar aquela mensagem, sair do grupo. Você entende a força que uma presença dá pra usar se tu tá na sala? Se tu tá na sala não tem nem combate, meu irmão. Tu tá salvo, pô. Mas não, pô. Se vocês vão pra solidão, E se existe uma solidão sadia, essa solidão, pelo amor de Deus, ela não é solidão. Vocês entendem que se eu estou sozinho e vem a mensagem lá no grupo do WhatsApp da mulher pelada, como é que eu não me entrego para aquilo ali?

Eu trago na minha memória, na vida do crítico, uma presença. Eu me lembro. Eu retiro do rio do esquecimento a verdade. Vocês lembram da aleteia grega, a verdade grega? Aletein. o rio Lete, o rio onde eu mergulho para esquecer tudo, eu vou retirar do rio do esquecimento que eu sou um homem casado e eu finalmente saí da solidão porque eu trouxe o espírito da verdade na memória vindo do crítico, você entende? Tem gente que tem força pra ficar na solidão diante dessa presença de espírito, que se manifesta através da memória e da imaginação.

A memória quando eu tô lembrando o meu passado, e a imaginação, eu tô lembrando de onde eu vou. Eu falo, cara, se eu fizer essa merda aqui, cara, ferrou, pô! A imaginação, que é a tática que muitos monges ensinaram, ó, quando te derem essa maçã da bruxa aí, É, faz o exercício de ir até o final aí, lembra? Faz aí o exercício, se eu trair a minha esposa, faz o exercício até o final, ou seja, usa a tua imaginação e constrói a tua vida futura tendo feito isso.

Então você traz essa segunda presença, vocês entendem? Essas duas presenças, elas são as presenças mais fracas, elas são imateriais, elas são do mundo eidético, do pensamento, vocês entendem? A memória do passado e a imaginação do futuro. E, finalmente, eu tenho a presença do mundo real, a presença de carne e osso, a presença sacramental de uma visibilidade que representa esse invisível e leva para a perfeição. E aí você se salva com essa presença. Então, olha, por exemplo, o pessoal que é catolicão e fala assim, pô Diego, mas o que você tá falando, cara?

Não, a gente precisa ir pra solidão, pra teu encontro com Deus, o caramba. Eu falo, meu irmão, se tu for pra solidão, você tem que levar Deus pra lá. Porque se você estiver sozinho, você vai fazer merda, pô. Você vai encontrar com a serpente, vai se ferrar. Olha todas as merdas que você fez na vida. E olha aí a pré-condição da solidão, cara. Para de bober! Falou, olha, a história da igreja rapidamente corrigiu várias coisas, né? Você vê, depois dos tempos dos mártires, apareceu, finalmente, finalmente não, né?

No caminho, a vida dos monges do deserto. Afinal de contas, é monge, né? De mono. Um só é aquele que vive solitário. Aí você vê, pô, rapidinho a gente percebeu que deu merda. Tanto é que logo depois da igreja dos monges, qual é a igreja que aparece? A igreja das comunidades monásticas. Aí ele falou, a parada é até meio contraditória. É uma comunidade de monges, só que monge é o solitário. Ele falou assim, olha só, vamos ficar sozinhos, só que vamos ficar sozinhos um na frente do outro, porque sozinho eu tô fazendo merda, você entende?

Eu saio de casa, largo tudo pra viver sozinho e viro um cara viciado em sexualização, em sexualidade desregrada. Ele falou, pois é, meu irmão, fica sozinho com o cara ali no teu horizonte te olhando. Ele falou, você não vai fazer besteira, meu irmão. Por quê? Porque tem um olhar, cara. Quem que consegue ficar sozinho finalmente? Quem está diante dessa presença que olha, vocês entendem? Então vocês têm que parar de ser bobo, pô. Se vocês ficam sozinhos e quem aparece é a serpente e vocês não têm força para vencer a serpente, sai dali, pô.

Você entende? Para de bobeira. Ou então nem tenta. Você vê. Eu falo assim, pô, Diego, mas você não tem maturidade para ficar sozinho no seu quarto e não fazer besteira? Caramba. Não, não, ô Nath, negativo, negativo, pô, negativo. A história da igreja não é essa não. Os monges que ficaram sozinhos, eles fizeram besteira pra caraca, pô. Eles fizeram besteira aloprado. E aí aparece o tal do Santo Antão. E aí escreve um tratado escrito por Santo Atanásio, doutor da igreja, sobre demonologia. E fala como ele expulsou o demônio do deserto, explicando de como ele foi sacudido ao longo da vida, por causa da solidão que ele ficou.

Tanto é que depois Santo Antão é retirado da solidão, pra gente conhecer aquilo. Pra conhecer o que é a vida de solidão e a igreja parar com aquilo. porque estava dando problema pra caramba, olha a quantidade de monges hereges e depravados que apareceram na história da igreja, as primeiras grandes heresias foram tudo de monges, olha os monges estilistas, estilos é uma palavra grega que quer dizer coluna, eram monges que ficavam no alto de uma coluna, para começar a aparecer para os outros, para ser visto, e falaram, cara, olha, lê a história dos monges e vê, porque que depois, São Gregório, Nazianzeno, São Basilio de Cesareia, São Bento, Santo Agostinho, tiraram os monges da solidão e fizeram as comunidades monásticas para aperfeiçoar mais aquilo ali, para com essa bobeira que vocês têm que ir para uma solidão que vocês não aguentam, você entende?

Ele falou, olha, ele falou, ah não, mas eu conheço padre que vive na solidão e consegue viver bem certinho, caramba, então veja, então ele não vive na solidão, se ele vive certinho e direitinho, ele não vive na solidão, ele entra num quarto e ele é, olha, presta atenção, você viu, eu tenho muita coisa para falar para vocês sobre consciência, eu estou na esperança de chegar lá, se vocês entenderem as coisas que eu estou falando aqui, a consciência, A consciência, onde eu aprendi sobre consciência? Eu não aprendi nem com o Louis Lavelle, nem com o Bernard Lonergan, nem com os filósofos da consciência, nem com os mais modernos que eu li sobre a consciência, uma porrada de livro, Antônio Damasio e companhia ilimitada.

Eu aprendi sobre a consciência que eu ensino para vocês como lugar. Onde que eu vi aquilo lá das três pessoas? Aquele lugar com os três tempos das três pessoas, ou seja, três tempos e uma quarta dimensão que é o lugar, como na física, né? A metafísica é igual na física. Três tempos e um lugar de encontro. No tratado sobre a Santíssima Trindade, ou nas obras completas, de Santa Elizabeth da Trindade, numa conversa que ela teve com um padre, diretor espiritual dela, onde ela fala assim, padre, padre, eu sinto que eu nunca fico só.

Quando eu tô sozinho, às vezes, na minha cela, Às vezes eu tenho a prensão que tem alguém me olhando, e quando eu estou pensando, eu quase posso ouvir uma voz que fala assim, Elisabeth, não, Elisabeth, não, está errado. Então você vê, Santa Elisabeth da Trindade, ela não estava mais sozinha, mesmo na solidão, vocês entendem? E falou, olha, vocês se conhecem, vocês se conhecem, se vocês tiverem assim, se vocês entrarem num lugar e vocês perceberem assim ó, Deus está aqui, a minha esposa não está aqui, meus filhos não estão aqui, mas Deus está aqui, ele falou ó, beleza, vocês tem a grande presença, não a total, não a total, porque a presença total de Deus nessa terra é o sacramento da Eucaristia, Deus encarnado, você pode tocá-lo, encostar nele, consumí-lo, mas você tem a presença do Deus Espírito Santo interior, então você não está mais sozinho, agora, se você está lá sozinho, meu irmão, e está com dificuldade, é que vocês não, olha, se vocês olharem o tratado de Santo Atanásio sobre a vida de Santo Antão, vocês vão ver Santo Antão falando assim, quando eu estava sozinho, eu ficava paradinho, paradinho, porque quando eu baixava meus ombros, na hora o demônio começava a perceber que eu tava ficando cansado e ele começava a atormentar a minha vida.

Você não serve pra isso, Antão. Você não serve pra isso. Você é um fraco, preguiçoso, deita no chão agora pra descansar porque você tá cansado. Você... Você... Entende o que que tá acontecendo? Então você tá sozinho. Meus amigos, um dia eu vou fazer uma live pra vocês sobre o nome do homem. O nome, o nome. O que que acontece quando um homem recebe um nome? Quando eu recebi o nome de Diego. O nome, o meu nome, ele tem a origem é didaqué, meu nome significa didaqué, a doutrina, essa é a origem do meu nome, Diego, quando um homem recebe um nome, aquele nome, É a primeira coisa que a gente sabe da vocação de uma pessoa, né?

Então vejam, um dia meus pais me chamaram Diego. Quando eles me chamaram, veja, eles me vocacionaram, eles me chamaram por um nome. O que o demônio sabe sobre mim? Ele sabe assim, ó, caramba. Ele recebeu um chamado desde já. Desde já, eu vou começar a lutar contra a vocação desse homem. Como? Pelo primeiro chamado que ele recebeu. A primeira coisa que o demônio luta contra um ser humano é contra o nome dele, pô. Porque é o primeiro chamado dele da presença. Vocês entendem? Então o pessoal fala assim, pô, o nome tem alguma coisa a ver com a nossa vida, com a nossa vocação.

Porra, mas é claro que tem. Se você botar o seu nome assim, de... de... Pureza. É claro, é óbvio que o demônio vai fazer de tudo para na sua infância tentar tirar a sua pureza, pô, porque te chamaram de pureza, pô, você entende? Te chamaram de pureza, o que ele sabe sobre você? Ele sabe que vai começar a lutar contra a tua vocação desde já, pô, é óbvio que o nome... Vocês acham que Jesus Cristo mudava o nome do apóstolo? De sacanagem? Mas vocês acham bonito quando vocês botam esse nome todo sacaneado no filho de vocês, tá ligado?

Porra, metade o nome do meu pai, metade o nome da minha mãe. Isso aí até pode nascer uma parada bonita, porque tem alguma coisa vocacional aí. Porra, mas vocês botam esse nome sacaneado aí de... Porra, de... De umas invenções aí que vocês fazem aí, porra. Vocês estão percebendo como a nossa vida é séria, as coisas são sérias, porra? Então, vamos lá, vamos calcular agora a nossa vida aqui, vamos lá. Bullying. Pessoal, às vezes, eu vejo, me dá um pouco de pena assim, mas é bom até que o pessoal saiba, me dá um pouco de pena.

Às vezes eu estou numa festa, aí eu sei que o pessoal quer conversar comigo e é óbvio que eu também quero conversar com o pessoal. Porra, mas se meus filhos estão presentes, com outras crianças, é óbvio que eu não posso deixar as crianças sozinhas, pelo amor de Deus, as crianças não podem ficar sozinhas nunca, mas nunca, criança fica sozinha quando nunca, criança toma banho com a porta do banheiro aberta, para às vezes quando você passar lá ver como é que estão as coisas, você entende? Você vê, há um pouco de tempo atrás, Eu tava com as crianças numa festa, aí saí pra levar uma pro banheiro.

Por quê? Como é que era a festa? Eram os adultos todos, né, conversando e tal, e as crianças. E eu, com as crianças, lá, parado olhando. Por quê? Porque quando dá merda, eles olham em volta assim pra procurar um adulto, pô. Aí uma das crianças, Deu uma porrada na outra criança e começou a fazer bullying com ela, pô. Pô, seu gorducho! Caramba! Bola de estrume, não sei o que lá. Eu falei, ô guerreiro, para agora com isso aí. Pô, quem que é teu pai? Então você sai daqui agora, ô caramba.

É que, pô, o pai não tava ali. Se o pai tivesse ali... Eu não ia no prato. Ia olhar em volta, falei, alguém sabe aqui quem é o pai dessa criança? Você vê, por que que acontece isso, pô? Por que não tem adulto? Olhem os colégios antigos, pô. No meu colégio, eu lembro a primeira vez que eu saí na porrada no colégio, o meu medo, quando eu olhei assim, ó. Eu olhei e falei, caraca, cadê o inspetor, meu irmão? O inspetor brabo do cão. Você entende?

Cadê o olhar que tá me olhando? A presença. Um olhar. a presença é esse olhar, que salva a nossa vida, vocês entendem? eu estou sob o olhar de Deus, uma pessoa sozinha que ela não conhece esse olhar, óbvio que ela não tem nada, ela não tem força para nada, ela está abandonada a si mesmo, vocês entendem isso? a solidão é o início de uma derrota gigantesca, vocês acham que está de sacanagem lá no livro do Gênesis? e Deus viu, que não era bom que o homem estivesse só, é o princípio de tudo que dá de ruim a essa solidão.

Vocês têm que parar com isso, de achar que dão conta, que as crianças dão conta. Então você vê, eu já falei aqui pra vocês, não existe problema de mentira onde não tem solidão, vocês entendem isso? Crianças não mentem onde não tem solidão, não tem mentira, porque elas estão na luz, elas estão diante de um olhar que testemunhou a verdade. Não tem como ela mentir, vocês têm que parar com isso, de deixar a criança sozinha. em festinha. Um monte de criança sozinha em festinha brincando de pique-esconde.

Pô, cês tão de brincadeira. Ah, Diego, mas você foi criado assim, a nossa geração foi criada assim. Pois é, por isso que eu fiz um monte de merda na minha infância, pô. Porque em vários desses momentos eu fiquei sozinho, pô. Porque confiaram em mim numa criança. Por isso que eu fiz um monte de merda. Parem com esse negócio de... Eu vejo um monte de gente aí fazendo live sobre a solidão, sobre as maravilhas da solidão. Eu falo, cara, que loucura é essa, meu irmão? Que loucura é essa, meu irmão?

Se você for pra solidão, a primeira coisa que você vai conhecer é a sua fraqueza. Então você pode fazer esse teste. Faz esse teste. Cara, eu vou pra solidão. Eu vou lá pra solidão. E olha o teu ponto fraco e sai de lá. Agora, se for fraco mesmo, você não vai sair de lá antes de fazer merda. Não vai sair. Então não faz isso. Pessoal, trabalho. Por que vocês gostam de botar o computador, a tela do computador de vocês, pra uma esquininha na porta assim, ó?

Onde ninguém vai ver a tela do computador, só pra vocês. Por que vocês vão entrar no WhatsApp Web? Por que vocês vão ver o Globo Esporte? Por que vocês vão ver a fotinho da menininha mal vestida? Por que vocês vão ver um videozinho dos melhores momentos no trabalho? Pega a tela do teu computador e deixa a tela do teu computador virada pra todo mundo e você vai ver que não tem mais fraqueza, porra! Vocês sabem que a vida é assim. Então planejem o mundo, planejem o mundo para que vocês não fiquem passando por essas fraquezas, como adulto.

O pessoal fala um monte de besteira sobre essas paradas. Um monte de besteira. Ah não, eu fiz o quartinho do meu filho. Todo bonitinho pra ele ter um pouco de privacidade, intimidade. Você tá destruindo a vida do seu filho. O seu filho vai aprender a se matar com um vídeo no YouTube. E ninguém vai saber de nada. Porque ele tá na solidão, vocês entendem? Filho não fica sozinho nunca. Nunca! Aí depois chega um monte de merda pra gente que vai tentar curar a vida dos outros e é fácil de curar, pô.

É fácil de curar. A pessoa, você vê como é que as pessoas não sabem? A pessoa vem assim, ah, porque eu acho que meu filho tá vendo coisa errada no computador no quarto. Eu falei, mas por que que ele tá no quarto sozinho vendo computador, pô? Eu tô falando assim com vocês porque isso, a agonia, aperta meu coração, vocês entendem? Aperta meu coração, porque isso é básico da vida humana. Esse é o básico da vida humana, a presença da vida humana, ela não foi feita pra ficar só.

Vocês não tem que ficar só, nenhum dos filhos de vocês tem que ficar só. vocês entendem isso? vocês vão curar tudo com a presença, só existe uma terapia nesse mundo, é a presença de um olhar que nos olha e nos cobra a vida, a virtude, a alegria, vocês entendem? que assim que a gente se salva, saiam da solidão, saiam da solidão, é assim que se vive uma grande quaresma, como é que se vive uma grande quaresma? não vou ficar recatado, recolhido, você vai perder, você vai perder, Você vai perder, pô, se você ficar recatado, recolhido.

Veja qual é a sua fraqueza e pode olhar agora aí se a sua fraqueza não acontece numa pré-condição de solidão. Vocês se colocam na solidão. Você é homem, aí você quer conversar com uma mulher sozinha. Você é mulher, aí você acha que não tem problema nenhum conversar com um homem sozinho. Vocês estão se colocando numa condição escrota de luta e vocês vão perder, então não entrem nessa luta. Não entrem nessa guerra. Essa guerra não é pra vocês, pô. É a presença e a graça. A presença e a graça.

Existe uma presença de cada uma das pessoas. A graça, a glória e a honra. O que é honra? O que é honra? A honra é uma presença. Isso é nítido no mundo militar. Quando aparece uma grande presença, a gente honra a presença, quando aparece alguém importante você não fala assim, nossa que honra, que honra o quê? A presença, o quê que honra pai e mãe? Vocês lembram quando no Evangelho uma mulher olhou Cristo? Olhou pra Cristo e falou assim dele, viu um homem na frente dela e falou assim Feliz do ventre que te gerou e do peito que te amamentou Vocês lembram quando uma mulher olhou pra Cristo e falou isso?

Naquele momento ele honrou o pai e a mãe dele Porque a presença dele trouxe à memória a grandiosidade de um passado, você entende? A honra é a presença renovada do crítico que traz à tona o passado É você olhar pra uma pessoa e falar assim, cara os pais desse cara, meu irmão, devem ter um... aí a gente diz a palavra errada, como eu falei, um orgulho, é óbvio que isso não é orgulho, isso não é orgulho, não existe bom orgulho e mau orgulho, o nome disso não é orgulho, o nome disso é honra, a tua presença, a presença, você vê, quando a gente faz uma boa coisa na nossa vida, você faz assim, uma boa obra, você estufa o peito e faz assim, se enche o peito de ar, você se insufla, isso é igual um cerimonial militar de uma grande autoridade, você estufa o peito, você enche o peito de ar de uma verdade, de um espírito, de uma presença, a presença do crítico, a honra, você traz à tona a memória, caramba, aquele cara deve vir de uma grande família, então você vê a sua presença que domina, a sua presença que é grandiosa, ela traz à tona junto contigo uma tradição, você entende?

você honra o seu pai e a sua mãe se o seu peito está estufado e você está cheio da verdade, de uma posição conquistada, você entende? e em sentido contrário como eu disse, ou em sentido complementar como eu disse lá no começo, o que é a glória? a glória é a honra que há de vir, a glória do mundo que há de vir, quando a gente fala assim, honrar e glorificar a Deus, a gente está falando para dar para ele o passado e o futuro, e a do presente é a graça, então quando eu só tenho essas palavras diferentes para a presença, por causa dessa diferença temporal, vocês entendem, da honra, da glória e da graça.

Quando a gente faz o cálculo então da nossa vida, esse é o mapa, esse é o cálculo real de todo o fundamento terapêutico e de organização e de domínio que eu faço na minha vida e no consultório, todo, todo, todo, eu só vou para as três pessoas após isso, na verdade quase que como comitante, porque eu já sei o que é a presença de cada uma, vocês entendem? Mas eu penso na presença primeiro, A presença é a presença do crítico? A presença é a presença do roteirista?

A presença é a presença do personagem? Então eu tenho que gerar o domínio, uma presença que domine. Esse é o cálculo. Então vejam, no caso do padre, no caso das crianças, o que eu vejo primeiro? Eu falo, caramba, eu estou com problema, a criança está com problema. Qual que é a minha pergunta? Qual é a presença dominadora que eu tenho que dar para essa pessoa? Ou qual é a presença destruidora, escrota, que eu tenho que tirar da pessoa? Então vocês veem, aqui, agora nessa conversa, a gente está...

não consegui chegar na vergonha e não vou entrar, porque não vai dar tempo, senão eu vou falar rápido e aí o negócio não fica bom. Eu falei de uma presença, né? Na próxima conversa nossa, a gente vai ver a merda que dá, o excesso de presenças. Porque se a presença de uma mulher salva a minha vida, a presença de duas destrói completamente. Então calma, a gente está falando de um erro, de falta de presença e na próxima vez eu vou falar para vocês sobre o excesso de presença, que é um sofrimento escroto, que hoje vocês ficam chamando aí de TDAH, entendeu?

Ah, hiperatividade e déficit de atenção, eu falo, pois é, cálculo errado de presenças na vida, tá bom pessoal? Que maravilha! estar na presença de vocês, com esses nomes aí. Quando eu fico aqui e começo as lives e fico uns 5 minutos falando o nome de vocês, eu sei o que eu estou fazendo. Eu não estou só falando o nome de vocês, eu estou falando de uma presença que tem uma vocação. Por isso que eu chamo o nome, chamar, vocar, tá bom? Um abraço, pessoal!

Conceitos nesta aula
Série · episódio 21 de 46

Papo Matinal

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