As virtudes & os vícios
Live do amor
- amor = sacrifício
- ordem dos amores
- a vocação de dominar
- as três pessoas
- o personagem no palco
- eros, storge, philia, ágape
- a temperança
- demorar = morar dentro
- a misericórdia = descer ao húmus
- obras é que são amores
Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 11:29.
“Eu vou falar sobre a liberdade. Hoje eu vou falar sobre o amor humano.”
Trechos da aula
Que a palavra que melhor expressa o amor no mundo é o sacrifício
porque é o tempo que tempera
Amor são obras no mundo, é o ato concreto no mundo.
Transcrição completa
Fala, Marcos. Boa noite, Tati. Jennifer. Fala, Tiago. Boa noite, Mirian. Boa noite, Brenda. Andra Carnieri. Boa noite. Boa noite, Mariane. Franciele, boa noite. Boa noite, Thalia. Raíssa, boa noite.
Boa noite, Spadotti, meu irmão. Boa noite, Daniela. Boa noite, Denise. Boa noite, Gabriela. Daniel Mil, aluna. Boa noite, Roberto. Boa noite, Rafael. Júlio, boa noite. Boa noite, Luiz. Gonçalves. Carolina, boa noite. Boa noite, Jéssica. Recon Operacional, boa noite, meu irmão. Boa noite, Ana. Boa noite, Nandinha. Rio Grande. Rio Grande. Sabe o que eu tenho saudade de?
Rio Grande. Não sei se vou acertar o nome. Eu comi uma vez aí o dog do alemão. Um sanduíche desse tamanho assim, ó. Isso não é uma parada gostosa pra caraca. Boa noite, homem de valor. Grande Ronaldo, Cabedelo. Os fuzileiros tiveram um navio da Marinha Atlântico, fizeram um evento aí. Vivian, boa noite. Boa noite, Rodrigo Amaral. Boa noite, Aline. Recife. Passado de bem em Recife.
Peguei a maior chuvarada lá no Marco Zero. Dei uma corrida, corridinha na chuva, maravilha. Boa noite, Matheus, Júlio. Cachorrão do Alemão. É, né? Eu lembro que na época que eu comia era Nog do Alemão. Isso aí faz tempo já, quando eu tive Rio Grande. Mano, boa noite. Boa noite, André. É André? Cariocas do News. Porto Alegre. Boa noite, Luana. Marigar. Plínio, Cuiabá. Cuiabá eu também já fui algumas vezes aí, né? Três Corações.
Cara, Três Corações eu já passei um frio do caraca fazendo missão aí em Três Corações. Não tem mais missão de fuzileiro aí, mas antigamente tinha uma missão todo ano aí em Três Corações e Minas. Olha aí, Daniel, Teresópolis ontem. Foi rapidinho, mas foi legal, foi bom estar aí com vocês, Teresópolis. Fortaleza, Ceará. Fortaleza também tive ano passado aí. Paraíba. Santa Catarina. Garopaba, né? Tijuca. Eu morei na Tijuca uns dois anos, três anos.
Terra boa, caramba. Foz do Iguaçu. Maringá. São João Del Rey, ó. São João Del Rey, eu me formei em montanha em São João Del Rey. Escala do Militar. Petrópolis. Petrópolis eu vou aí mês que vem, eu acho. Dá uma palestra aí. São Paulo. Ah, Nápoles. Anápolis eu já falei para vocês, né? Anápolis eu também fui aí no... Mas fui só para embarcar na aeronave. Montanha, isso aí, São João do Rei. Para frente, para o alto, montanha. Vocês sabem que...
Foi aí, foi no 11º batalhão. Vocês sabem que na oração do Guerreiro de Montanha tem uma frase muito bonita que eu levo para a minha vida, né? Que é a coisa do roteirista e depois do personagem seguir o roteiro, né? que é uma canção também, ele fala assim, ó, e minha alma se eleva ao topo e a seguir os meus pés lá estarão. Isso significa que o montanhista, primeiro ele escala a montanha com o olhar, com a alma, ele vê uma rota de escalada e ele bota o personagem para seguir, entende?
Então ele canta isso, ele reza isso, né? Primeiro a minha alma se eleva ao topo e a seguir os meus pés lá estarão. É bonito, eu fiquei até arrepiado de lembrar. Guerreiro de montanha. É, mês que vem a gente está lá em São Paulo. É verdade, no congresso com o Jorjão. Maringá. Ipatinga. Palestra de Petrópolis, não sei. Eu só vejo essas coisas na véspera, sabia? Eu sei que tem em Petrópolis, porque eu vi a agenda. Semana que vem eu vou em São Paulo também.
Lá no Em Busca da Verdade, com o pessoal lá do Guilherme Freire, né? É... E montanha responde o Rochedo. Posta no YouTube a live. A Ana Paula vai fazer isso. Eu vou conversar com a Ana Paula. A Ana Paula me mandou mensagem. Ela vai ver esse negócio aí do YouTube pra mim. Um alô pra Miami. Um alô pra Miami. Quem é que tá falando de Miami aqui? Fala, meu irmão! Sabia que era tu falando de Miami. Vim pro Brasília. Campo Largo. Desculpa, divulguei se for possível, quero ouvir.
Sou aluno da Filosofia do Zero. Maravilha. Guilherme Freira Porreta, né? Filosofia do Zero. Tem um canal no YouTube que tem todas. É, o rapaz que foi fazer o canal me pediu permissão para fazer isso aí. Eu quero que mais é que vocês façam isso mesmo. Ei, moleque! Olha o Lourenço aí lá da Argentina. Fala, meu irmão. Que maravilha, cara. Olha o Juliana aí. São de Miami. São de Miami, eu já estive com vocês aqui no Flamengo, né?
Que maravilha, é bom sempre estar com vocês também. A presença de vocês é uma graça pra mim. É minha vocação também, né? Como professor. Eucalebe, deve ser Eucalebe. Eucalebe Santos. Qual é o seu temperamento, professor? Chuta aí. Boa noite, Igor. Tranquilo, meu irmão? Obrigado, Gisele. Mirian. Boa noite, Mirian. Coalérico? Um dia eu vou falar sobre temperamento com vocês.
Eu sou fleumático raiz mesmo. Mas muito fleumático. Muito, muito fleumático. Boa noite, Tamir. Seja bem-vindo. É fleumático, mas é muito, pô. Vamos lá? Deu aquele nossos dez minutinhos, né? Pra gente se falar, se cumprimentar. Pô, tu acertou no quarto chute o teu empiramento, pô. Só com quatro chutes tu acertou.
Vamos lá. É que vocês tentam se orientar por temperamento, mas não dá para se orientar por temperamento não, pô. Um dia a gente fala sobre isso aí. Estou aguardando aquela resposta. Pô, estou te devendo alguma coisa, Manoel? Estou sempre te devendo, né, cara? Na verdade, eu sempre devo para vários de vocês. é que eu tenho um tempo certo pra mexer no Instagram ali, cara. Eu sou bem fraco. Apesar de a gente estar aqui, nesse meio, vocês já perceberam que eu sou meio fraco de redes sociais, né?
Bom, vamos começar. A gente fala, vamos falar sobre temperamento, sim. É, tá uma bagunça, né? Um dia eu vou falar pra vocês sobre simbólica antes, depois a gente fala sobre temperamento pra vocês entenderem. Não é difícil não, acho que normalmente o pessoal entende quando a gente fala sobre isso aí. Mas vamos lá. Bom, na semana passada, semana passada foi legal, né? A gente falou sobre Contamos uma história, uma história da humanidade.
Eu vou falar sobre a liberdade. Hoje eu vou falar sobre o amor humano. Assim que eu falar sobre a consciência uma ou duas vezes, a liberdade vai aparecer naturalmente. Ela vai estar desenhada para vocês. Beleza? Mas vamos com calma, vamos com tranquilidade. Vocês ficam muito afobados e aí acabam não gastando tempo, não fazendo as coisas demorarem. Ficam abandonando as coisas. Vocês já perceberam que isso não é bom, que eu tento gastar bastante tempo com as coisas. Bom, vamos lá. Eu queria...
Eu tenho a esperança de orientá-los, deixar vocês bem orientados, para vocês terem uma visão bem boa, assim, sobre o amor humano, sabe? E eu quero encaixá-lo dentro do caminho que a gente já tem traçado aqui. Eu vou fazer aqui uma breve recapitulação de algumas coisas. A gente tem uma vocação de domínio.
Vocês já perceberam, né? Então, essa vocação de domínio, ela se manifesta tanto na nossa orientação, sabe? De vez em quando eu tento repetir para vocês como a gente se orienta. Eu fico às vezes angustiado. de falar uma coisa meio que jogada, por já ter falado outras vezes, e ao mesmo tempo me dá um pouco de dó. Porque eu sei que a galera me fala, né? Pô, semana que vem eu chamei meu pai, meu primo, meu amigo pra live de domingo. Então eu fico sempre com essa dó de falar uma coisa como se eu já tivesse falado, sabe?
Então eu tento pelo menos dar uns exemplos. apesar de muita gente já entender o que eu falei. Até porque aqui é live, né? Então, a gente fica mais à vontade, sabe? Não é um conteúdo didático, assim, com a sequência, né? Até porque o pessoal bota uma live ali, vê o tema, uma coisa que chama atenção e vai tentar ser feliz ali, vai tentar se orientar na vida, né? Então, se eu pudesse deixar em toda live registrada algumas coisas, uma delas seria essa. A nossa vocação é dominar o mundo.
E a gente se orienta no mundo assim, pelo domínio. Tudo que gera atenção na gente e a gente quer se demorar ali, a gente quer alguma coisa que dure, a gente procura as pessoas que dominam aquele assunto. Então, é essa busca irresistível pelo dominador, pelo domínio da coisa. É bem fácil de perceber isso. E o domínio, ele tem um centro em si mesmo, né? E ele é expansivo no tempo e no espaço. Como se dá essa expansão? Então, eu vou dar o exemplo aqui de casa, né?
Como aqui a gente tem várias crianças, cada uma em uma idade, É muito bonito de sentar aqui na sala, aqui a sala é grandona, então eu gosto muito de às vezes eu sentar ou então ficar andando, aqui tem um corredor grande também, eu gosto muito de andar. E aí eu fico andando ou sentado e fico contemplando as crianças na tentativa delas de dominar o mundo. E o que é muito interessante é que nós tentamos de dominar o mundo, com aquilo que a gente tem de poder, sabe?
Então, olha concretamente como é que isso se dá. Isso aqui, esse início, é o início de um grande tratado de formação humana e educação infantil, tá? Eu estudei história da educação, por umas boas coleções de história da educação, e não conseguir me orientar pelo método ou pelo centro de orientação que as pessoas que são referências nessa área têm. Mas eu consigo me orientar pelo domínio dos poderes que nós vamos adquirindo. Então, olha só, a minha filha mais nova, a Maria Tereza, tem poucos poderes.
Ela aprendeu a andar há pouco tempo, fala ainda muito pouco. Então, o que ela tem? Quando ela era pequitinha, recém-nascida, qual o poder que ela tinha para sobreviver? Ela sobrevivia com o choro. Então, por exemplo, ela de fome. Como é que ela salva a vida dela? Ela salva a vida dela chorando e gritando. Então, ela pode fazer isso? Ela pode chamar alguém pelo nome? Ela pode levantar, sair andando e dominar a dor dela?
Não, ela não pode. Ela não tem poder. Então, vejam que maravilha, né? Eu tô falando de poder num recém-nascido. Vai se localizando nisso, que daqui a alguns anos, quando a gente chegar na política, nas relações internacionais, na geopolítica, eu vou estar falando das mesmas coisas para vocês. Um dia, daqui a alguns anos, eu vou começar um curso de geopolítica com vocês, ou um curso de relações internacionais, e vou começar por aqui, por onde eu estou começando agora. Por um poder, a busca de um poder para salvar a vida.
E aí ela tenta tudo que ela tem com esse poder e ela fica atenta no mundo para buscar novos poderes. E ela vai começar a imitar as pessoas e vai adquirindo novos poderes. Depois, com os filhos mais velhos, fica fácil de perceber, assim. Depois, a própria Maria Tereza, agora já ficou um pouquinho mais velha, aprendeu a andar. Então, ela já pode, ela mesma, andar e apontar as coisas. Depois, quando ela fala, ela já consegue falar da presença de alguma coisa, ainda que a coisa não esteja presente.
Vocês entendem? Então, a gente tem um domínio do mundo que começa a ser entrado em si, né, de maneira bem egóica. egoísta, né? Egoísta no sentido de eu estou morrendo e eu preciso salvar minha vida. Eu estou morrendo... É, o curso de ansiedade e depressão, teve gente que já fez esse curso aí. Ansiedade e depressão. Eu acho que está em alguma pós-graduação aí dessas que eu fui professor. Não é que dá o curso completo, mas tem bastante coisa, tem umas 10 aulas de filosofia aplicada, né?
Mas vai sair, vai sair. Fica tranquilo, tenha calma, pô. Vai ficando por aqui que isso aqui tudo faz parte da terapia da ansiedade e da depressão. E aí, a gente vai dominando o mundo, então, de dentro pra fora. E por que isso aqui é o início de um grande tratado de formação humana? Porque aqui, só com isso, já dá pra mostrar pra vocês que essa tentativa dos pais de botar o filho fora de casa pra fazer um monte de atividade desde cedo, O domínio da vida deve começar de dentro para fora.
Uma criança deve dominar primeiro as coisas de casa, o lar, aprender a lavar louça, aprender a tirar o lixo. Ela deve dominar tudo dentro de casa. Então, comecem pensando por aí, sobre essas coisas. Mas eu não vou dar sequência nisso, não. Isso aí vai ficar para um outro momento. É só porque esse já é um ponto crucial de orientação para vocês e já orienta bastante gente no que fazer. E aí, olha só, a gente começa de um certo ponto e a gente vai ganhando forma. Forma é um termo metafísico.
Apesar de vocês falarem da forma do prato, forma é um termo metafísico importantíssimo. que no dia a dia se expressa pela palavra poder. Então, eu tenho uma causa formal, ou seja, tenho um poder dentro de mim que me leva a realizar a minha finalidade. Quando a gente fala de causa final, entenda-se poder máximo ou potência máxima. Qual é a potência máxima que o ser humano pode atingir? Onde ele deveria chegar? Então ele realiza uma série de poderes e vai dominando as coisas e chega num domínio final.
Onde será que ele tem que chegar, né? Então vejam, esse processo é feito por uma transformação. Ou seja, de poder em poder, de degrau em degrau, a gente vai mudando. A gente vai se transformando em busca da forma última. E aí, a gente percebe algumas coisas em comum nessa transformação. Como é que essa transformação se dá? Então, olha para as coisas bem simples. Vamos para o exemplo de sempre que o pessoal gosta, o cafezinho.
O que é ato com a potência? É o movimento aristotélico. O movimento aristotélico não é o movimento físico. força igual a massa vezes aceleração, uma força que gera movimento no mundo físico. Não é esse movimento aristotélico. O movimento aristotélico é um movimento metafísico, é o poder que vira uma obra, uma coisa. Por exemplo, eu tenho a potência, o poder para pegar um copo e tomar água. Agora, preste atenção, isso está em mim em potência. Eu sou um potencial bebedor de água. Preste atenção agora no movimento.
Vai ser físico, mas também vai ser metafísico, para salvar a minha vida da sede, olha. A potência, o poder que eu tinha, Foi executado. Eu exerci o meu poder no mundo e a potência virou ato. Entende? Aqui eu realizei um pouquinho do meu poder, sabe? Mas eu tenho poder para mais coisas. Eu tenho poder para fazer coisas maiores. Uma delas a gente está fazendo aqui. É difícil. Vocês não vão encontrar outro ser por aí que consiga poder, potência para fazer isso que a gente está fazendo aqui.
Apesar do pessoal hoje em dia ter dado bastante valor para os animaizinhos, eu também gosto pra caramba de bicho. Se eu pudesse eu teria uma porção de cachorro aqui em casa, como eu tive na casa dos meus pais. Então na casa dos meus pais a gente teve cachorro, a gente teve periquito, a gente teve canário, a gente teve tartaruga, a gente teve jabuti, a gente teve galinha caipira. Eu também gosto com a caraca de bicho, mas é óbvio que eles estão anos-luz da potência humana de realizar, como a gente está realizando isso aqui.
Aí, olha só, vocês lembram da live, quando eu falei que a gente escolhia a presença? Eu escolho comer o chocolate, só que eu não escolho depois disso. Ou seja, eu comi o chocolate na Páscoa. Eu escolhi. Mas eu escolho comer o chocolate e não engordar? Essa segunda parte eu não escolho, né? Eu não escolho, percebe? Por quê? Porque o mundo tem a potência do mundo, que realiza o mundo. E eu faço parte da ordem do mundo.
Então, ele me realiza. É o meu relacionamento. O relacionamento entre mim e o mundo, que nos realiza a nós dois. Então, vejam. Essa relação, esse movimento. Aristóteles chamou esse movimento de uma certa forma, não vou entrar muito na seara dele para vocês não ficarem nem com medo, de amor. O movimento do mundo é o amor. Mas olha só, o que é o amor? Escrevam para mim aí, para vocês, a melhor palavra que vocês conhecem o amor dito em uma palavra, uma palavra para dizer amor.
Escreve aí. Se vocês tivessem que lembrar assim, qual é a grande experiência da minha vida que eu lembro que que vocês já viram ser realizado assim, na frente de vocês ou no mundo? Tá aí, ó. Tá aí. Acho que é fácil de perceber, né? Que a palavra que melhor expressa o amor no mundo é o sacrifício, né?
A gente não tem muita dúvida disso, sabe? Caramba, que grande amor que fulano tem por fulana. Eu falo, é? Por que você está falando disso? Eu tenho certeza que a experiência que aparece diante de você é assim, ó. Ele está se entregando por ela. Ele está se sacrificando por ela. Vocês percebem que é isso que chama a nossa atenção? O que chama a nossa atenção que faz o nosso coração arder mesmo, como se esse ato chamasse a nossa potência, que tem que ser realizada para ele, e eu centrasse nele e falasse, olha para mim que você nasceu para mim.
E existisse uma relação muito íntima entre nós, e o ato de sacrifício. E vocês já perceberam como isso sempre se realizou no mundo? É engraçado como as pessoas falam assim, né? Ah, a invenção da religião, a invenção dos rituais. Aí eu falo, olha, isso aí saiu do coração do homem, pô. É invenção do coração do homem, você entende? Aí eu falo, isso tá na gente, sabe? Então você vê. A gente, na língua portuguesa, A gente tem essa palavra aí, amor. Mas sabe o que é engraçado?
Todas as obras que eu tenho aqui, dos gregos, eu tenho as obras dos pré-socráticos, as obras dos poetas gregos, as obras de Platão, as obras de Aristóteles, as minhas obras são bilíngues. Por que elas são bilíngues? Por que são importantes que sejam bilíngues para mim? Porque eu sempre olho... Vocês já perceberam que eu fico dando referências pra vocês, né? Gregas, latinas, né? Eu sempre olho quando eu vejo certas palavras no português, na leitura de Aristóteles, e ele fala assim, e tá traduzido assim, amor. Aí, na página do lado, é bilíngua, é edição, aí eu olho lá.
Aí, às vezes, está escrito Eros. Às vezes, está escrito Storge. Às vezes, está escrito Philia. Às vezes, está escrito Agape. Então, você vê, a nossa língua portuguesa, nesse sentido, ela foi pobre. Pobre por quê? Porque... ela pegou uma palavra para expressar um monte de realidades diferentes. Então, quando a gente usa a palavra, a gente não sabe exatamente a qual realidade a gente está se referindo. Então, às vezes, as pessoas ficam perdidas. Então, por exemplo, se eu comi um chocolate e me transformei no chocolate, fiquei gordo?
Se eu falar assim na língua portuguesa, Nossa, como eu amei loucamente o chocolate. Eu amei loucamente o chocolate. Aí, às vezes, as pessoas dizem assim, só se ama pessoa. Isso não é amor, não. Amor é decisão. É engraçado, porque até pessoas muito boas, às vezes, repetem essas coisas. Amor é decisão. Mas é óbvio que amor não é decisão. A gente vai ver o que é amor com calma, né? Do amor de uma decisão virar amor, existe um caminho imenso, imenso.
Mas vamos lá. Eu comi o chocolate. o gordinho do chocolate. Vocês falaram que a experiência do amor é o sacrifício, né? Ora, se tu pega o cara com shapezão, bonitão, entrega ele pro chocolate um mês e ele se transforma na gordura do chocolate, Você não matou um pouco daquele cara e o transformou um pouco no chocolate?
O que é que significa a palavra sacrifício? De onde vem essa palavra? Sacrifício vem do latim, né? Sacri-facere. Sacre, sagrado. Facere, fazer. Fazer sagrado. fazer durar, fazer permanecer no tempo, fazer dominador de todas as coisas, sagrado. Então você vê, esse sacrifício, o fazer uma coisa duradoura, sagrada, não é realizado quando você está comendo chocolate? Quando você não presta atenção, não é quando você decide na sua cabecinha, vou comer chocolate.
É quando a decisão mental vira ato no mundo, vira uma obra. Quando você realiza o movimento, quando você transforma naquilo. quando você mata aquele que era para ser aquele que vem. Então, quando você mata aquele que era, o saudável, o que não era o diabético ainda, o que não era o gorducho, quando você mata esse para transformá-lo naquele que vem, no diabético, no hipertenso, no gorducho, você está fazendo o chocolate durar numa pessoa.
Vocês entendem isso? Isso é simples, não é? Não é difícil de perceber que quando eu tomo o café, eu me transformo um pouco. Não é que eu me transformo completamente no café. Você vê, hoje meus filhos estavam vendo o meu curso. E aí, obviamente, depois eles ficaram brincando comigo, né? Na hora de comer no almoço tinha farofa, na hora que eu peguei a farofa, a minha filha, a segunda filha, Maria Rita, falou assim, papai vai se transformar na farofa. É, é, mas acho que vocês perceberam, né?
Então percebam, eu deixo de ser e passo a ser para fazer o objeto daquele meu ato durar mais. Essa é a plataforma, a plataforma da vida do personagem no palco. Vocês lembram quando eu falo para vocês da presença, né? A presença aparece quando eu dou o ar da minha graça a operação da graça, o modo de operar a ópera da graça, o ato da graça, no personagem, no palco, chama-se amor.
O amor é o primeiro presente da aparição da graça. Então, quando o Diego aparece, o professor Diego deguarda a sua presença e o olhar de vocês pousa sobre mim e o ouvido de vocês ouve a minha voz, vocês começam a se transformar em mim. E vocês vão se transformar à medida que vocês gastarem mais tempo, porque é o tempo que tempera. Então, em cima do amor do personagem, o modo de operação correto dele se chama isso aí, temperança, como o Matheus escreveu. Vocês estão entendendo a dinâmica do nosso dia a dia?
Que é óbvio que se vocês ficarem aqui um tempo, domingo após domingo, vocês vão se transformando um pouco em mim. É assim, acontece mesmo, pessoal, com a Coca-Cola, com o chocolate, vocês entendem? Com os nossos desejos, sabe? Então vejam, os gregos chamaram essa experiência, essa experiência simples aí, de Eros. Eros é o quê? É o homem se transformando nessas coisas mais baixas, no chocolate, na maçã. Vocês estão entendendo isso? Tá? Ok. Diego, a gente tem uma bola externa, um ser que, nesse momento aqui, são coisas baixinhas, né?
Diego se relacionando com o café, com o chocolate, né? E o café e o chocolate, eles têm pouco poder pra me mudar assim, né? Eu tenho que ficar gastando muito tempo com eles, todo dia, pra ir mudando na presença, na graça, pra esse modo de operação, esse movimento, essa transformação, que é o amor, né? E acontecendo, não é isso? Só que existem outros poderes que eu tenho que duram um pouco mais que o chocolate, que isso que os gregos chamaram de eros. Então, olha só. E aí começa a ficar mais bonito.
Por que que começa a ficar mais bonito? Porque vocês já viram os sacrifícios maiores do que o sacrifício da vida de um homem pelo chocolate, né? Olha só, é bonito morrer por uma coisa, não é bonito? Morrer por uma causa, né? Aí tu pergunta assim, Ih, meu irmão, o Rodolfo morreu. Morreu por causa de quê? Pô, meu irmão, morreu por causa das drogas. Morreu por causa da bebida. É, perceberam? Vocês estão percebendo? Olha a nossa linguagem. mostrando para a gente o que está acontecendo. O cara amou demais a bebida e morreu de cirrose, amou demais as drogas e morreu de overdose.
Por que a gente não acha isso louvável? Mas, se a gente falar assim, fulano morreu. Morreu por quê? Morreu tentando salvar o filho dele. Ou seja, sacrifácere, ele abriu mão dele não para se transformar em chocolate, para o chocolate durar mais na pança dele, ele morreu para que um filho durasse mais. E aí, o que faz então na nossa cabeça a gente perceber quando a causa foi baixa, as drogas, e quando a causa foi muito alta, um filho?
O nome dessa percepção interior. Um dia eu vou falar só dela, como se faz, como ela se dá. Ela é a vida do crítico. Ela é o modo de operação dentro do crítico. É uma hierarquia da vida dentro das verdades que ele forma. A gente está no mundo do personagem, no mundo do amor, da transformação dos atos no mundo. Eu estou falando da hierarquia dos amores. que é a hierarquia de vida do personagem. Mas existe uma hierarquia das verdades, que é onde a gente tem a percepção do que a gente chama no dia a dia de dignidade.
É digno que um homem morra por um filho, mas não é digno que ele morra pelas drogas, não é isso? A dignidade é a ordem da fé, o degrau de fé em fé da vida do crítico. Isso é outra coisa, apesar de estar unificado na torre da bola do bem no meio, né? Quem é sabe, né? Quem é aluno sabe do que eu tô falando. Mas vamos continuar aqui. Aí, o Totonho gosta de Relâmpago McQueen. O José Pedro gosta de livro. O outro rapazinho gosta de boneco.
A menina gosta de boneca. E eles vão se transformando nessas coisas, né? E aí, sabe o que que é engraçado? Que essas coisas que eles vão dominando, os domínios de baixo, a nossa vocação é dominar. A gente domina as coisas de baixo pra ir dominando as coisas mais altas, né? Dominando coisas cada vez mais altas. Quando a gente perde o domínio das coisas do alto, a gente vai voltando para as coisas de baixo. Um entendimento muito simples sobre isso que eu estou falando para vocês é o seguinte, quem vai perdendo o domínio das coisas altas da vida, por exemplo, de prática de religião, de um trabalho decente numa comunidade, quem vai perdendo o domínio, vai indo mal nessas coisas, vai indo para o mundo de baixo, aí vai se tornando aquela pessoa que fica sentada no sofá vendo TV, comendo sorvete.
Por que ela está fazendo isso? Porque ela está dominando as coisas de baixo, é o mundo que ela consegue dominar, então ela vai dominar aquilo ali, vocês entendem? Ou seja, tecnicamente, então, toda compulsão É uma falta de domínio dos poderes superiores do homem. Então, quando os homens estão perdendo os poderes superiores, eles vão para o domínio de baixo. Nossa vocação é dominar. Vocês lembram quando eu dou o caso nos meus atendimentos, da pessoa que lava a mão quatro, cinco horas por dia, no viciado no pôquer, na pornografia, na masturbação.
O que são esses caras? Quando que eles vão para essas coisas? Quando eles vão mal no trabalho, quando eles tomam esporro, quando perdem o emprego, quando estão no dívida, todo mundo não vai para esses vícios da compulsão? Por quê? Porque vão para os domínios inferiores. Entendem? A gente vai fazer um movimento de subida. Depois a gente vai fazer um de descida, bonito, para comemorar o dia de hoje. O José Pedro está brincando de boneco. Ele gosta de boneco, é o domínio dos mundos debaixo dele. Aí, de repente, um dia a gente faz uma live só sobre traição.
Aí, de repente, o José Pedro está brincando de boneco, aí senta um rapazinho do lado dele, outro rapazinho, e aí eles também gostam de boneco, igual o José Pedro. Começou agora a aparecer uma relação da relação, com ligações que vão aparecer numa outra aula, de dignidades, né? Não é difícil perceber que pessoas são mais dignas do que coisas, né?
Não pra criança. Pra alguns adultos, Eles já perderam essa dignidade. A gente vai ver como é que se perde essa dignidade. Vocês vão ver como ninguém, por exemplo, que decide não ter filho porque a educação é cara, não sai ileso dessa decisão mental. Essa decisão mental ordena a vida do crítico, ou seja, ela ordena a dignidade do mundo. A gente vai chegar lá. Aí o José Pedro agora tem contato com pessoas que gostam das mesmas coisas que ele, que têm medo das mesmas coisas que ele, e que ele vai fazendo a percepção das dignidades.
Isso lembra a gente o quê? A definição de São Tomás de Aquino, de Abizade. a amizade nas obras gregas, se a gente pega lá a edição bilingue, então, se você olhar às vezes a tradução, como é que a língua portuguesa tenta corrigir a pobreza da palavra, do termo amor? Por uma locução adjetiva. Vocês sabem o que é uma locução adjetiva? Ela adjetiva o substantivo para especificá-lo mais. Então, por exemplo, amor amigo. Ele está falando da filia grega, né? amor responsável. Ele está falando do estorge grego.
Vocês entendem? Como no português tudo é amor, a gente tenta corrigir isso falando o que eu estou fazendo aqui agora, botando uma locução adjetiva junto com o substantivo. Aí eu tento... As línguas pobres são assim, você tem que usar muitas palavras às vezes para explicar uma experiência que as línguas ricas podem reproduzir com uma palavra só. Aí, olha só, A gente olha pra esse círculo do José Pedro que tá se dilatando, tá vendo? No tempo e no espaço. E aí a gente vai vendo que ele começa a poder subir um pouquinho no degrau do sacrifício do amor.
mais um passo no tratado da formação humana, da educação. Vamos lá, então. O José Pedro... Vamos pegar o Totonho, o exemplo do Relâmpago Macuim. Não tem uma aula aí com o Relâmpago Macuim? Vamos falar do Relâmpago Macuim. O Totonho gosta de Relâmpago Macuim. Está vendo? Um amor baixinho, né? Um carrinho, né? Aí ele vai brincando dia após dia com o Relâmpago McQueen e a brincadeira dele é uma tentativa de imitar o Relâmpago McQueen. Então vocês percebem que existe um sacrifício ali?
Que sacrifício é esse? Ele vai se transformando em Relâmpago McQueen. Sério, Diego? Tu acha que é só na minha ideia que tá acontecendo isso? Quando ele olha o Relâmpago McQueen, ele tenta dominar o Relâmpago McQueen com os poderes que ele tem, que são poucos, né? Com todos os sentidos, por exemplo. Tu nunca viu criança tentando dominar os objetos com todos os sentidos? Ela bota na boca. Ela cheira, ela sacode para ouvir os barulhos que a coisa faz, ela pateia a coisa. Vocês entendem? Elas tentam, com todos os sentidos humanos, dominar a coisa, saber tudo dela com sentidos, para depois ir para a vida do crítico, fazer os juízos, não é isso?
Agora, olha só. Olha como eu amadureço a personalidade dela, como eu a ensino a amar. que é mais duradouro, maior, a vida humana. Olha só, presta atenção nisso. O Totonho sentiu todo o prazer que ele queria sentir com o Relâmpago McQueen. Aí quando ele vai jogar o Relâmpago McQueen de lado para pegar o Capitão América, aí eu olho para ele e falo assim, Acabou de brincar? Acabei, papai.
E o Relâmpago Macuim vai ficar aí jogado no corredor? É ali que eu tô brincando com o Capitão América. Aí tu pergunta o Totonho e fala assim, Totonho, você gosta do Relâmpago Macuim? Você quer brincar com ele amanhã? Quer brincar com o Relâmpago Macuim? Aí a gente... pega o Totonho e fala assim, Totonho, se você não guardar o Relâmpago Macuim, amanhã não tem Relâmpago Macuim. Então, preste atenção, ele estava se sacrificando com o Relâmpago Macuim, estava se transformando em Relâmpago Macuim, relâmpago Macuim.
Daí, de repente, ele não quer mais ter prazer, só que ele quer ter o relâmpago Macuim amanhã. Aí, o que eu faço com o Totonho? Eu falo assim, Totonho, se você não guardar o relâmpago Macuim, amanhã não vai ter relâmpago Macuim. Então, presta atenção. Eu peguei o sacrifício dele pelo Relâmpago McQueen, o potinho de sacrifício desse tamanho, que é o sacrifício erótico. Não no sentido de pulsão sexual freudiana, né? Erótico no sentido sensitivo, dos sentidos.
E aí eu peguei esse sacrifício dele e reguei com o sacrifício. Eu enchi um pote de sacrifício. com mais uma camada de sacrifício. Eu dei responsabilidade em cima do prazer. Parece até casamento isso, né? Não parece casamento? Aí você fala, pô, tu só quer ter prazer com a mulher? Por que que tu não assume uma responsabilidade por ela, pô? Para quando você não quiser mais usá-la no sexo, você guardá-la, você fazê-la durar, você cuidar dela para o dia de amanhã. Inclusive, o nome grego para essa ação estorge.
Ele pode ser facilmente traduzido para a língua portuguesa como responsabilidade. Responsa. Ou respondere. Responder. Respondere. Há uma promessa. Há uma resposta. Res esponsa. Res como res pública, né? Coisa pública. Res, coisa. Esponsa, disponsal. Coisa disposo. Eu estou fazendo o totônio disposal, relâmpago macuim, pela responsabilidade. O tal do amor estorre, né?
Então, vocês percebem? que o amor realmente é um sacrifício que pode ir do mais baixo, do chocolate, do videogame, do Relâmpago McQueen, e ele pode ir se banhando, de sacrifátere por sacrifátere, para fazer aquelas coisas durarem mais. Vocês percebem esse processo? Esse processo do amor vai subindo. A gente pode ir fazendo essas coisas durarem passo após passo. Eu vou dar uma passada rápida, né? Então, olha só. Em volta do Relâmpago McQueen, depois, com responsabilidade, que o Totonho fizer durar, vão aparecer os amiguinhos que também gostam de Relâmpago McQueen.
Como colocaram aí, né? Idem velha, idem ole. Amizade segundo São Tomás, né? Amar as mesmas coisas e rejeitar as mesmas coisas. à medida São Tomás de Aquino, porque ele não para no idem velho e idem nole. A amizade para ele tem forma, causa final em Deus. São Tomás de Aquino chegava sempre na teologia. A amizade do idem velho e idem nole para São Tomás de Aquino é amar as mesmas coisas e rejeitar as mesmas coisas para que as coisas amáveis levem as pessoas para a felicidade em Deus, para a beatitude, beatitude, e para que as coisas rejeitáveis sejam rejeitáveis e em comum, e não afastem as pessoas dessa felicidade eterna, entende?
É porque normalmente o pessoal fala esse idêm velho, idêm nobre de São Tomás, e ele não é só isso, né? Para São Tomás, a amizade não é só isso, tá? Mas a amizade para os gregos era mais nesse sentido, então, o tal do philia, philia. Essa amizade aí é um degrau de cima, né? Porque vocês percebem? que eu tenho que guardar o Relâmpago McQueen, eu usufruo do Relâmpago McQueen, sacrifício, porque eu deixo de ser um pouco o Diego para ser um pouco o Chocolate. Eu dou meu dinheiro pelo Chocolate, eu assumo responsabilidade pelo Chocolate, vocês entendem?
Ou seja, eu me sacrifico um pouco mais por ele e aí depois, Eu tenho uma pessoa com dignidade maior do que a do chocolate, dignidade maior do que a do carrinho do Relâmpago McQueen. Então eu deixo o meu amigo brincar com o Relâmpago McQueen, ou então eu dou um pedaço de chocolate para essa pessoa. Perceberam que a dignidade das coisas está aumentando? A dignidade das coisas está aumentando, elas estão ficando expansivas no espaço e elas podem durar mais, porque a pessoa dura mais do que o chocolate, né?
Entenderam? Vocês estão entendendo que as coisas crescem nesse sentido? E aí, obviamente, à medida que eu vou conquistando os meus poderes no mundo, que eu tenho poderes de coisas imateriais, por exemplo, essa aula que eu estou dando aqui, ela pode durar mais do que minha vida, não é isso? Eu estou usando um poder imaterial. A linguagem pode ficar escrita por anos. Vocês estão percebendo? Então, os poderes, a gente vai fazendo com que esses poderes vão dominando coisas maiores à medida que a gente vai fazendo sacrifício por isso.
Porque vocês percebem que eu já me transformei muito nessas coisas que eu falo para eu poder chegar aqui e por uma forma de amor amigo, de filia dar para vocês. Então, essas coisas vão subindo. A gente vai fazendo sacrifício após sacrifício A gente inventa nossas instituições, a gente faz patrimônio, a gente, dentro desses amigos do amor filia, a gente escolhe um para fazer uma promessa até a morte. Então a gente já começa a ver amores que não vão ser só do chocolate para amanhã ou do relâmpago macuinho do totonho para o dia seguinte.
Eu já começo a ver minha vocação da faculdade, a profissão que eu vou exercer a vida inteira, Eu começo a galgar amores que vão tocar até o final da minha vida, que são verdadeiros dramas pra gente, né? E depois desses amores, que a gente pode chamar, não é uma filia, amizade? Então eu vou falar de outra filia pra vocês. A filosofia. uma filosofia de vida, um modo de viver. Percebem coisas grandes que a gente vai se transformando? Então o patrimônio, alguma coisa que depois que eu morrer vai ficar.
Então eu tenho o amor de um amigo que vai ficar a vida inteira, que vai ser minha esposa pelo matrimônio. Depois o que vai deixar para as crianças e para as pessoas e para a próxima geração? O patrimônio. E a gente vai subindo até quando? Qual é o amor mais largo, mais duradouro, o sacrifício mais sagrado? O que a gente mais pode fazer durar nessa vida? É onde a gente chega na palavra grega, no tal do ágape, né? O sacrifício por Deus. E aí a gente vê que a gente tem capacidade, né?
A gente tem poderes para isso, né? Dito na linguagem do catecismo, né? Nós somos capax de. Nós somos capazes de Deus. Parece que a gente tem um buraco dentro da gente, né? Que a gente só se completa com o dominador. Então vocês percebem quando eu falo pra vocês da coisa do domínio, né? Que tem uma coisa dentro de nós que quer que a gente domine, que a gente vá sempre nesses lugares mais altos. E vocês não percebem porque as pessoas ficam doentes quando elas ficam nesses amores mais baixos.
É, ó, a Larissa botou alguns aí, tá? Mas eu dei só uma pincelada, eu sei, dei só uma pincelada. Isso aí pode ser muito mais completo, tá bom? E isso é de vida individual, tá? As coisas não acontecem nessa ordem aí que vocês... Inclusive, esse é o calcanhar de Aquiles das 12 camadas da personalidade do Olavo, né? Hoje em dia o pessoal que já discutiu muito, já percebeu que as coisas acontecem em ordens contrárias, tem os alunos dele que estão querendo botar a décima camada para qualquer lugar da personalidade, porque é óbvio que as coisas aparecem de acordo com a presença que se apresenta delas, elas não aparecem de maneira fixa, elas aparecem de maneira vocacional, entende?
Então pode aparecer na vida de um São Tarcísio, um amor por Deus que o faz morrer defendendo aquela hóstia que ele defendeu, entende? Sem camadas da personalidade, entendeu? Ou sem essa ordem que vocês querem estabilizar. Isso acontece pela presença da bola que vai se relacionar com a gente e que a gente vai se sacrificar e vai se transformar nela. Vocês entenderam que acontece assim, tá? Não tentem se prender numa ordem que vai aparecer na vida de vocês e agora eu tenho que fazer isso, e agora eu tenho que fazer isso aqui, tá?
Porque não é assim que acontece no mundo. A vida real não é desse jeito, tá bom? Então vejam, por 10 e 2, né? Vou ter que resumir bastante aqui pra gente chegar no dia de hoje, pra gente complementar um pouco a última aula. Aí a gente vai avançando com calma. Vocês já perceberam que a gente pode ir subindo nessa escada, né? Só que a gente também pode descer. Então, a gente pode descer da maneira que eu expliquei compulsivamente, por uma doença, pelas pessoas que vão ficar lá nos amores mais baixos.
E a gente pode descer pra tirar as pessoas lá de baixo e subir com elas, né? Então, veja. Eu quero ajudar aquele meu amigo que está viciado em videogame, como possível por videogame. Eu falo, cara, mas eu não consigo. Eu chamo o cara para sair, para fazer alguma coisa assim, para a gente se encontrar, para ir num barzinho, tomar cerveja, caramba. Aí o cara não consegue largar o videogame, pô. Aí eu falo assim, irmão, eu vou jogar um videogame com esse cara. Eu nem gosto de videogame, pô.
Eu vou jogar videogame, um pouquinho de videogame com esse cara. Aí eu vou lá jogar um pouquinho de videogame porque eu quero me deliciar dos amores dele. Eu vou tomar um cafezinho com ele porque eu gosto de café. Às vezes eu nem gosto do chá, pô, mas o cara vai tomar um chá. Eu vou lá com ele. O que eu vou lá fazer com ele? Eu vou descer ao nível dele? Não é para morar lá compulsivamente. Eu vou descer ao nível dele? para tirá-lo de lá e ensinar um amor que é maior do que o amor erótico dele pelo videogame.
O amor sensual, o amor sensitivo, o amor baixo, o amor do prazer puro, sem responsabilidade. Eu vou ensiná-lo os amores de cima. Eu vou marcar um futebol com ele, aí ele vai começar a ter responsabilidade e por causa de uma amizade, ele vai lá comigo, vocês entendem? Então eu desço até lá o Noevos, para ensiná-lo o amor-estorge, para ensinar para ele o amor-filia, vocês entendem? E assim vou galgando com ele. Você vê, por exemplo, estou vendo aí os pessoal com o codinome terapeuta. Falaram, toda terapia precisa desse movimento.
Toda terapia precisa desse movimento. Você vê, essas coisas maravilhosas que o pessoal faz hoje. Vamos fazer um grupo de charuto, um grupo de clube do vinho. Para quê? para através das pessoas que gostam dos amores mais baixos, elas chegarem lá e elas começarem a ouvir um pouco de virtude, um pouco de filosofia, vocês entendem? Então as pessoas vão descendo até os amores mais baixos. Você vê, olha que maravilha quando aparece um filho dentro de uma casa. Quando aparece um filho dentro de uma casa, uma mãe e um pai, Presta atenção nisso que eu vou falar para vocês.
Um neném, ele precisa da parte mais baixa da mãe. Ele ama a mãe completamente, de que maneira? querendo o leite dela, o cheiro dela, o toque dela, a temperatura, o quentinho dela, vocês entendem? O neném não ama a mãe, porque ele vai morrer pela mãe, ou porque ele tem responsabilidade pela mãe, ou porque ele é amigo da mãe, vocês entendem? Vocês estão entendendo o que eu estou falando para vocês? Então, mas mães, O motivo delas de não terem filho é que o amor delas é tão baixo quanto o amor de um bebê.
Porque ela vai deixar de viajar, ela vai deixar de ter conforto, você entende? Ela tá pensando nos prazeres. Ela não tem nem amor responsável ainda. O amor de cima. Porque o amor de uma mãe Por que que no Evangelho vem escrito assim, ó? É vocês fazem essas coisas aos amigos de vocês, ou seja, com amor filia, ou vocês fazem isso com os filhos de vocês, com amor estórdia, responsabilidade. Mas que mérito vocês têm? É porque é responsabilidade, pô. Vocês já perceberam que se vocês não derem comida para um filho, O nego vai achar vocês escroto, né?
Mas se você não der comida pro cara lá na rua, ninguém acha você escroto. Por quê? Porque você tem obrigação de dar comida pro seu filho. Então, vocês percebem que dar comida para um filho é só o degrauzinho de cima, é só o amor estorge, a responsabilidade, pô. Quem não quer ter responsabilidade por um filho, está no amor de um neném, pô. Tem a maturidade de um neném, vocês entendem? O sacrifício pelo chocolate, pô. Vocês estão entendendo isso que eu estou falando para vocês, pô? Triste, né?
Aí, A gente chega no dia de hoje, o Domingo da Misericórdia, que é o nome que nós conhecemos para essa descida, né? Vocês lembram que na aula passada eu falei dessa descida para vocês e comentei que com a aula dos amores vocês iam entender melhor? A misericórdia, ela é, como o amor misericordioso, o amor baixo, má baixo. Então, vocês imaginem, nós podemos amar com a nossa misericórdia, que a você ali no nível dos amores humanos, da filia, da filosofia, da responsabilidade com o filho, A gente pode, de beber uma cerveja com um amigo, ele sentir prazer junto com ele, o amor bem mais baixo, né?
A gente pode. Mais ama. Então, ó, a gente aprendeu a fazer os movimentos de subida, né? De subida, sacrifício após sacrifício, sacrifício após sacrifício, pra ir se transformando nas coisas, nem sim, mas ir dominando, né? O domino. Qual é a maior misericórdia? A maior misericórdia é a maior descida. Então, o amor que desce é a misericórdia. Ela recebe a locução adjetiva pelo grau de descida que ela desce. Então, eu tenho a misericórdia da amizade, a misericórdia da responsabilidade, Porque eu vou descendo à medida que eu quero.
Só que se eu desço por fraqueza, isso não é misericórdia, pô. Isso é você deixando de amar de maneira mais pulgante. O pote tá esvaziando. O amor misericordioso não, pô. Ele desce pra levar o que tá lá embaixo lá pra cima. Ele renova todas as coisas, você entende? Quem tem um amor misericordioso, quem aprendeu a amar com esse amor, ele consegue pegar tudo que é de mais debaixo no mundo e renová-lo pelo movimento de subida, vocês entendem? Ele pega a dor do dia a dia e ele consegue entregar isso lá no alto pra que essas coisas se renovem e tudo dure pra caramba, pô.
Eu tô... olhando essa escala dos amores, essa escada, como dizia São João Clímaco, e eu posso subir nela e descer nela. Qual é a maior envergadura? A maior envergadura de subida é um homem que se diviniza, que se santifica. que sai lá de baixo e vai até lá em cima. Um dia a gente fala sobre essa subida até lá em cima.
É possível ao homem, pela força dele? Acho que não, né? Mas um dia a gente fala só sobre isso. E qual seria a maior envergadura de descida? Seria se a gente tivesse alguém lá em cima, né? No mundo da divindade, no amor, eterno, duradouro, e ele viesse lá de cima para pegar essa coisa mais baixa e conseguir levá-la até lá. Então, ele desceria. Vamos pegar coisas duradouras para ele descer? Ele desceria no mundo com a dignidade de uma pessoa. Está se transformando nas coisas de baixo.
Coisas mais duradouras, só há dez anos, vinte anos? Não, numa instituição que duraria milhares de anos. Aí ele desce numa filosofia, numa doutrina? Sim, ele desce nisso. Ele desce numa família humana? Sim. Ele ama misericordiosamente, com toda envergadura? Ele desce. Ele desce na amizade? Ele desce. A gente vai ver por esses dias aí uma das coisas mais bonitas dos diálogos que tem na Sagrada Escritura. Quando Nosso Senhor ressuscitado conversar com São Pedro, vocês têm que olhar esse diálogo escrito no original grego e vocês vão ver que Cristo pergunta para São Pedro assim, ó, Pedro, Tu me amas com amor ágape?
E aí Pedro fala assim, Senhor, eu te amo com amor filia. Com amor ágape, tá lá em cima. Aí Pedro fala assim, eu te amo com amor amigo. E aí Cristo pergunta assim pra ele, Pedro, tu me amas, pela segunda vez, em grego, tu me agapaste? E aí Pedro fala pra ele assim, eu te amo com amor filia. E aí, na terceira vez que Jesus pergunta, ele pergunta assim, Pedro, tu me amas com amor filia? E aí Pedro fala assim, tu sabes todas as coisas, tu sabes que eu te amo com amor filia.
E aí ele fala, vai apacenta minhas ovelhas, né? A gente vai fazer uma live só sobre a paz um dia, a felicidade humana. Pedro não sobe, é Jesus que desce para ficar com ele na filia dele, na amizade dele, na baixeza de Pedro, vocês entendem? E aí alguém falou assim, alguém falou aí nos comentários, e Deus veio misericordiosamente como um menino, veio baixo. Pessoal, menino é dignidade da pessoa, Deus não amou a gente baixo. Amou a gente baixo, mas não tão baixo quando Ele se fez homem não.
Ele desceu mais. Vocês acham que Deus ia parar aí? Ia parar na humanidade? Na quinta-feira santa, vocês viram Deus? desse é o mais debaixo do sacrifício, que é muito mais debaixo do que a humanidade, Deus se fez pão, coisa, café, chocolate, vocês entendem? O mais debaixo do mais debaixo para beijar a boca do homem, para ser coisa do homem, Vocês já viram uma mãe amando um bebê com amor baixo, né?
Deixar-se ser usada para um filho, ser alimentado com o leite que vai amamentá-lo, que vai dar sustância básica para ele viver, vocês entendem? Na quinta-feira santa, o sacrifício foi ao máximo, por isso, do sacrifício total nasceu aquele que sacrifica tudo, que é o sacerdócio, né? o sacerdócio foi instituído, e é por isso que São Tomás de Aquino, quando fez um texto para falar sobre o corpo de Cristo, a Eucaristia, ele falou sobre a segunda descida, o segundo esvaziamento, e a quênesis de Deus que se baixa à criação humana, a ser homem, então ele vai pelo segundo esvaziamento, ele vai virar água com açúcar, ele vai virar um pão asimo, um pão sem fermento, ele vai virar nada, nada, ele vai esvaziar tudo, ao sacrifício total, vocês entendem isso?
é todo o esvaziamento, é próprio do amor, como Santa Teresa d'Ávila dizia, o amor quando já crescido e forte, ele não fica ansioso, ele pega e renova tudo, ele renova o grão de areia, vocês entendem? É possível ao homem pegar o café e tomá-lo sem açúcar, e oferecer um café sem açúcar pela salvação do mundo, porque o mais de baixo pode ser santificado, vocês entendem isso? se ele for usado para subir, para ir para cima, para levar as coisas para o alto, para que todas as coisas se renovem.
Vocês entendem? É por isso que alguns padres têm na história a imagem de um pelicano, que nesse mesmo texto de São Tomás de Aquino, ele escreve la pie pelicane, em latim, piedoso pelicano. O que o pelicano faz? Como o pelicano alimenta sua prole, os pelicaninhos? Ele rasga a própria carne, tira a carne e sangue de si, do peito. Vocês veem a imagem do pelicano com o peito rasgado, de onde nasce o sangue e a água, que mata a sede e alimenta o pelicaninho. E ele chama o sacerdote do Alter Cristo, do Como Cristo, disso.
daquele que vai se sacrificar a vida para que a comunidade cresça, vocês entendem isso? E aí para a gente tem o quê? Para a gente tem as tais dez obras de misericórdia, né? As sete obras de misericórdia espirituais e as sete obras de misericórdia corporais. Depois olhem aí com calma, eu queria ter mais tempo para falar isso tudo com vocês, mas acho que ficou um pouco Depois alguém pega e corta o pedaço que interessa dos amores e bota para o pessoal lá no YouTube e a galera vai se localizando melhor no amor humano, na envergadura do amor.
A envergadura do amor é uma maravilha. Nós nos movemos e vivemos e somos pelo amor, do mais baixo ao mais alto. Vocês podem fazer andar nessa escada, subir e descer essa escada se vocês tiverem uma boa companhia. Indo até o mais baixo, as coisas mais baixas da vida de vocês podem ser colocadas e unificadas lá no topo. Tá bom, pessoal? E aí vejam, né? Decidi amar amanhã. Decidi lavar o prato. decidir ter o filho, amamentá-lo, decidir trabalhar bem, não é amor. Amor não é decisão.
Amor são obras no mundo, é o ato concreto no mundo. É o sacrifício, é a tua morte, o teu sangue, o teu peito aberto. O amor é o prato lavado no escorredor, porque obras é que são amores. Obras é que são amores. Isso é uma maravilha. Graças a Deus nós conhecemos a misericórdia. Toda a misericórdia. Agora que nós passamos da Semana Santa, nós conhecemos a envergadura total do amor. O amor misericordioso. Fiquem debaixo aí desse...
peito do pelicano aberto, debaixo dessa cachoeira, provando desse sangue, dessa água que jorram e alimentam o mundo dia após dia, até o final dos tempos. Nós estamos bem pra caraca, agora nós estamos safo. Um abraço, pessoal. Eu amo vocês com o meu amor baixo. Mas e o que eu posso oferecer agora? Cristo vai amar vocês como vocês merecem. Até breve. Forte abraço.