As virtudes & os vícios
Ira e Raiva
- a força irascível
- ira / raiva = corrigir injustiça
- zelo
- as três pessoas
- o crítico (juízo) e a justiça
- força desiderativa e força de vontade
- o ato de fé
- a vocação de dominar
- vitimismo = o contrário do domínio
- vencer a morte
Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 7:40.
“Bom, o que eu vou falar hoje tem potencial concreto. para salvar famílias inteiras, e tem feito isso.”
Trechos da aula
Quando aparecer o movimento da raiva no peito de vocês
É a ira que vem zelar por aquele roteiro que você fez.
a raiva existe no peito do homem para corrigir injustiça
Transcrição completa
Boa noite, Jacine. Tudo bem? Boa noite, Renata. Boa noite, Jéssica. Paulo Eduardo. Boa noite, Dudu. Caixa, é isso? Boa noite, meu irmão Aline. Paula, Ana Clara. Boa noite, Denise. Carol, Atsumi, Fábio. Fala, meu irmão. Boa noite, Claudete. Boa noite, Carla. Adri Costa, boa noite. Grande Diogo, quarta-feira. Se Deus quiser, meu irmão. Vamos tocar uma resenha boa aí.
Fala, Tariq. Como é que tá, meu irmão? Como eu te vi aí? Aline, Tiago, Gian, Júnior. Guilherme. Ariane. Emília. Fala, Romulo. Dudu. Cortes. Fala, Cortes. Tranquilo, meu irmão. Rodrigo. Emília. Grande Balmino. Como é que tá, meu irmão? Elane. Bia. Ana Flávia. É muito bom estar com vocês.
Robson. Fala, Marcos. Érico, Gabriel. Fala, Tiago. Fabrício. CFN. Pagar o TAF 10, é importante ter TAF 10. Ficou ótimo. Boa noite, meu irmão. Ah, Juliana aí. Que maravilha. Um abraço pra toda a família de vocês. André. Filipe.
Maria, Vanúbia. Bruna. Maria Mendes. Natal. Maceió. Um abraço, pessoal de Maceió. Juliana. Semana que vem, Petrópolis. É verdade. Boa noite, Kelly. Alex. Boa noite, meu irmão Mateus. Fala, Mateus. Lu Botelho. Boa noite. Pedrão Seixas. Boa noite, meu irmão Lucas. Boa noite. Olha aí, Milão. Boa noite, meu irmão.
Dani. Outra Dani. Boa noite. Mariana. Paraíba. São Caetano. Que maravilha. Muito bom ter vocês aqui. Olha o pessoal do Paraíba aí. Pessoal da Paraíba, vocês sabem... Pessoal da Paraíba tem preferência, hein? Tem precedência. A galera da Paraíba tem. comigo. Santa Catarina, Jaraguá do Sul. Troquei de pós para uma que o senhor dá mais aulas. Vocês são a maior figura. Petrolina, Três Corações. Teve um live que eu já contei de um cenário meu, em Três Corações.
Faz tempo já. Em Minas. Padre Jailson, sua benção, padre. Olha aí, ó. Estefany, né? Tá da Suíça. Sorocaba, Blumenau, Goiânia, Porto Alegre. Pessoal do Sul, a gente tem que ajudar a galera do Sul, né? Eu dei lá três passos que são importantes pra ajuda. Rezar, fazer alguns atos espirituais e, obviamente, a ajuda concreta, real. Ou seja, do que eu estou falando? De dar uma ajuda real com cada uma das três pessoas, uma ajuda completa da personalidade humana.
Campinas, Rondonópolis, Disneynópolis, Brasília. Fortaleza. Ih, esse negócio do Semos aí ferrou, né? Eu tô ferrando a galera aqui, fazendo live agora, né? Uberlândia... Bom, deu nossos 10 minutos, né? Pra gente se ver, se falar, se cumprimentar. Agora vamos conversar um pouco, né? Realizando a nossa vocação de... de dominar. Bom, é muito bom.
O pessoal sabe que eu tô com um pouco de dificuldade agora das caixinhas, né? Então eu dei uma parada. A gente tá aqui pela live de domingo. Tenho anotado as sugestões do pessoal. A partir do comecinho de agosto, do Domingo do Dia dos Pais, aí a gente vai encher o pé fazendo várias coisas. Curso. uma comunidade, sei lá como é que chama, para a gente estar junto toda semana. Depois do Dia dos Pais, em agosto, a gente vai com tudo para cima de um monte de coisas que a gente tem que fazer com mais intensidade.
Mas eu não fico muito preocupado com uma grande quantidade de conteúdo. Eu sei que isso profissionalmente para o Instagram é muito importante. Mas eu confio muito no conteúdo. Então a gente tem a matéria e a forma das coisas. Eu sei que a forma das coisas é muito importante, mas a gente por enquanto está fazendo o teste da materialidade do que a gente está fazendo aqui. Ou seja, a gente está vendo o quanto é bom antes de revestir com formas melhores. Então depois a gente vai com calma e fiquem tranquilos que não vai ser nada de muito diferente do que a gente tem feito não, tá?
Todos nós vamos poder crescer muito aqui. Bom, o que eu vou falar hoje tem potencial concreto. para salvar famílias inteiras, e tem feito isso. Eu diria para vocês que, das coisas que os meus alunos gostam, de dúvidas históricas mesmo, de dificuldades de entender certas coisas, o tema que eu vou falar hoje é um dos grandes temas, uma das grandes Um dos grandes posicionamentos das coisas que eu botei de maneira intelectual para a gente compreender como a gente age no mundo e poder dominar isso.
Então, olha só. Na semana passada, a gente falou de uma coisa simples e extremamente importante. De uma pessoa que toma café, e aí ela toma um bom café, toma um mau café, se ela tomar um bom café, ou seja... se ela conhece a moralidade boa no mundo, como o ser humano age de maneira concreta para funcionar bem. Entende? São dessas coisas que a gente não sabe, às vezes, muito intelectualmente. Mas quando a gente olha para a Madre Teresa de Calcutá e para uma senhora ranzinza, a gente olha e a gente pode não saber nada muito elaborado intelectualmente, mas a gente fala assim, cara, parece que aqui tem mais humanidade do que aqui.
Se eu fosse votar aqui cegamente, como uma pessoa simples, qual ser humano que deu certo como ser humano para o projeto? A gente vota na Madre Tereza de Calcutá, né? Então você vê, a gente vê certas coisas funcionando bem no mundo e a gente tem condições de dar essa distinção da consciência, ainda que muita gente perca, né? Para as pessoas, no geral, tem uma sobra disso. De a gente falar isso com mais calma. Santo Tomás de Aquino deu o nome dessa capacidade nossa de sindérise, uma moralidade infusa no ser humano que faz desde as pessoas mais simples saberem reconhecer as coisas certas.
Obviamente, quando a gente pega as pessoas que foram muito estragadas moralmente, o que é muito estragado moralmente? é a pessoa que vive mergulhada na imoralidade, porque, obviamente, ela começa a fazer juízos muito ruins. Então, eu vou dar um exemplo para vocês. Vamos lá. Se uma pessoa cresce, isso é típico... Eu vou falar isso para vocês, porque isso acontece... Normalmente, os exemplos que tem na minha cabeça acabam sendo dos últimos atendimentos, tipo, compilado das terapias da semana. Então, você vê. A gente atende um monte de gente com essas neuroses.
O que é uma neurose? É um juízo errado que a gente fez na cabeça, entendeu? É tipo assim, o café bom no mundo é o café gelado e intenso pra caraca, você entende? Aí você fala assim, é, isso aí existe no mundo, mas eu acho que esse não é o melhor café. Mas por que para algumas pessoas são? Aí fala assim, não, isso é gosto. Nesse caso até que tem uma pontinha de gosto, mas quando tu fala dois mais dois são quatro, aí a gente vai falar que isso é gosto?
Entendeu? Não, o juízo que as pessoas fazem é de acordo com o nariz de cada um. Uma ova, né, burrão? Uma ova, né? Isso aí pra algumas coisas, ou seja, pras coisas materiais. Isso aí, pessoal, no mundo da justiça, é uma coisa muito simples, é a diferença da justiça comutativa pra justiça distributiva, tá? A justiça material, ela é instável, ela não é relativa, ela é simplesmente relacional, é diferente, tá? Então, se eu pego o chocolate, o café, eles têm uma justiça da parte material deles, ou seja, as coisas que são mutáveis, e eles têm uma justiça, um juízo deles, que é imutável.
Ou seja, a composição substancial do café é imutável. Se você mudar a substância, a gente não está mais falando de café. Entende o que eu estou falando? Então, existem sempre nas coisas do mundo, nos seres do mundo, essas coisas que são mutáveis e as coisas imutáveis. Então você vê, o que é essa tensão entre a verdade absoluta e a verdade relativa? São simplesmente pessoas que se apaixonam mais por uma parte da personalidade ou mais por outra parte da personalidade. Porque como nós somos corpo material e alma espiritual, parte do nosso ajuste ao mundo é material e parte do nosso ajuste ao mundo é espiritual.
Entende? Então, parte dos nossos juízos do mundo, eles têm mutabilidade imaterial, e parte dos nossos juízos do mundo têm imutabilidade imaterial. Por exemplo, o juízo de que 2 mais 2 são 4, tá? Tô falando do mundo da justiça. Ou seja, a partir dessa minha experiência no mundo, eu vou pro mundo imaterial. começo a querer fazer juízo das coisas, juízo sobre o café que eu tomei, ou seja, eu quero fazer uma justiça intelectual, eu quero dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, eu vou fazer juízos sobre o mundo.
Na matemática, os juízos, eles são muito menos discutíveis, porque eles são do mundo imaterial, Nas ciências sociais, como tem composição material, obviamente, eles são muito mais discutíveis, sobretudo por causa de quê? Por causa da moralidade que a gente falou na semana passada. Os imorais lutam ideologicamente pela injustiça, ou seja, pela mentira. Entende? Isso é muito fácil de entender. Acho que com a última live vocês entenderam isso, né? Beleza, ok. Então você vê, uma pessoa que foi criada numa família feminista, onde tudo que é material, onde o carro, por exemplo, é mais importante do que as pessoas.
Você vê, ela... Presta atenção nisso, hein? Ela vai hierarquizar as coisas na cabeça dela com juízos e valores. É assim que se faz justiça. Eu não vou poder fazer um curso sobre justiça para vocês, mas tudo que a gente pousa o nosso olhar no mundo, os juízos que a gente faz sobre a coisa, a grama é verde, o som está alto, a textura está áspera, a temperatura está quente. Essas coisas que a gente vai fazendo juízo, a nossa forma de se orientar no mundo, de nos orientarmos no mundo, a vida do crítico, Ela é feita lateralmente e ela é feita verticalmente.
Então, a hierarquia é da substância da vida do crítico. Ele hierarquiza as coisas. Você entende? Quando a gente vê uma caneta e uma pessoa A gente precisa ficar discutindo logicamente para dizer que a pessoa tem mais valor do que a caneta? A gente chama isso no dia a dia, por exemplo, de dignidade, né? É falar dignidade da caneta, a dignidade da pessoa. Então você vê, hoje, qual que é uma das consequências das pessoas que ficam provando o café ruim, o café estragado? De famílias, por exemplo, que educam os filhos na materialidade.
Como é que eles hierarquizam a vida quando eles crescem? Eles hierarquizam a vida dentro de si com a seguinte ordem na cabeça deles. As pessoas que têm menos capacidades materiais, elas são mais indignas. As pessoas não falam isso abertamente, porque ninguém vai dizer isso, mas a gente vê, isso se reflete nos atos delas na vida. Por exemplo, quando um cara fala assim, simplesmente assim, ó, eu não vou ter mais filho, pô, porque senão eu não vou poder viajar. O que que ele tá fazendo? Você percebe que ele tem dois juízos, duas hierarquias de duas coisas com duas dignidades para escolher?
E qual que ele vai escolher? A viagem. Eu não vou abrir mão da viagem para um filho. Você entende? Então o que está acontecendo aí? Eu tenho uma hierarquia. Ou seja, de onde ele tirou isso? De um café amargo no mundo. Ele provou no mundo de uma vida onde viagens ganharam muito mais valores, muito mais dignidades do que vidas humanas. Vocês estão entendendo o que eu estou falando? É porque na minha cabeça é relativamente simples, essas coisas mesmo. Não estou aqui pagando uma de superior, não.
Eu estou falando para vocês como as coisas aparecem para mim de maneira clara, nítida, tá? Talvez algumas coisas eu fale pra vocês por café provado mesmo no mundo, então talvez não faça sentir lógico. Por exemplo, quando eu falo pra vocês assim, eu morei na África, morei no Oriente Médio, na África tinha mendigo com 15 filhos na rua, tá entendendo? Então tipo assim, o mendigo, na cabeça dele não tinha assim, eu não vou ter filho porque a educação não tá cara, tá entendendo? Eu falo, mas é óbvio que vale muito mais ter um filho mesmo sem educação do que não ter filho por causa da educação, por quê?
Porque filho tem a dignidade de uma eternidade, você entende? Se eu tiver um filho analfabeto, que vai ser uma flor no jardim do paraíso, eu falo, pô, vocês estão de brincadeira comigo, pô, tem um monte de santo canonizado que era analfabeto, você está entendendo? Então, tipo assim, não faz sentido para pessoas que foram que foram hierarquizadas com o gosto correto das coisas. Você entende? Então é isso que a gente fica fazendo na terapia, quando a gente olha pro crítico. A pessoa me fala o assunto. Ela fala, eu vou falar sobre casamento, Diego.
Ah, eu vou falar sobre o meu carro. Eu vou falar sobre trabalho. Eu vou falar sobre burnout. Eu vou falar sobre transtorno bipolar. Entende? Então eu olho lá e falo, beleza, a gente vai falar sobre esse assunto, aí eu tenho os críticos que vão fazer os juízos que essa pessoa vai me dizer, provavelmente vão ter juízos errados, que ela deve ter tomado um outro café errado, então ela tem neurosezinhas, aí com aquelas neurosezinhas ela faz roteiro errado para a vida, você entende? E depois vai cumprir roteiro errado no mundo, tipo, vai tentar ser feminista, entendeu?
Ou então vai tentar ser feliz e achar... dignidade da vida humana no show da Madonna, entendeu? Tipo assim, imagina o cenário, eu recebendo mensagem do católicão falando assim pra mim, ó, eu sou católico, pô. Eu sou católico e não vejo problema nenhum em ter ido pro show da Madonna. Eu fui lá, curti meu show, tranquilo. É isso que a gente vai aprender aqui hoje, tá? Sobre esse tipo de doença. Vamos lá. Feita essa introdução, Olha só, eu tô falando sobre as justiças que a gente faz na vida, não tem nada a ver com julgamento, eu já falei isso em umas três lives, pelo amor de Deus, isso não é julgamento, entende?
Presta atenção nisso que eu vou falar agora, falar que o show da Madonna é uma merda, que ele é depravado, ele é imoral, não é condenar a Madonna, vocês entendem isso? Hoje eu rezei o terço, e eu ofereci pela salvação da alma do Vitar. Voltou? Voltou? Voltou? Estão me ouvindo? Dá o joinha aí. Voltou? Dá o joinha aí, tá funcionando? Então prestem atenção, não tem nada a ver com julgamento, vocês entenderam? Mesmo a gente combatendo, e é isso que eu quero que vocês entendam hoje, hoje eu preciso ensinar para vocês como usar a força irascível, vocês entendem?
Como usar a força irascível, isso é importantíssimo na vida, importantíssimo, então prestem atenção. Vamos lá, olha só, fiz o cafezinho, pensei na minha cabeça aqui, vou fazer duas distinções aqui, um dia a gente fala sobre isso com mais calma, se uma coisa está presente aqui na minha mesa, o cafezinho está presente, o que me atrai para o cafezinho presente, os meus sentidos, o cheiro do café, o toque do café, a textura, a cor do café, se ele está presente, o que me atrai para o café se chama força desiderativa.
Esse é o nome técnico. O nome do dia a dia. Eu estou com um desejo do café. O café presente. Ele presente. Se ele não está presente, e eu quero tomar café e eu decidi na minha cabeça que eu vou tomar café, a decisão mental, a gente diz tecnicamente que a gente quer tomar café com a nossa vontade, a vontade é uma força intelectual que busca o do futuro, vocês entendem? É a vontade que diante do café quentinho e gostoso aqui ó, tô salivando diante do café quentinho e gostoso, tô com desejo do café.
Aí eu falo assim, não vou tomar esse café porque ele vai me dar esofagite, estomatite, não vou tomar. Então presta atenção, eu tenho uma força mental que é a vontade que decidiu, e ela vai contra meu desejo, o desejo do corpo, do personagem no palco, tá? Conhecem isso, né? Agora, olha esse outro exemplo aqui. Eu decidi tomar café com a minha cabeça. Roteirista, roteirizou o café. Aí ele pegou esse roteiro e deu para o personagem no palco. Aqui, personagemzão, com os teus sentidos. Prove esse cafezinho aí com o teu desejo.
Aí, você vem e derrama meu café, entorna meu café. O que que aparece aqui no meu peito? O que que começa dentro de mim quando vocês querem fazer uma coisa, se planejaram, tá na frente e vocês se vão fazer, e alguém sacaneia vocês, sem querer derruba, ou é injusto com vocês? O que que acontece na hora no peito de vocês? aquele movimento que vocês chamam de raiva, de ira, não é isso? Então prestem atenção aqui que isso é uma maravilha sem tamanho e vocês vão ver na prática já já.
A força do homem do futuro que busca o bem É a força de vontade. Vocês lembram quando eu falei pra vocês que o nosso futuro, a vontade do futuro é sempre buscar um bem? O cara que tá tentando se matar tá tentando isso. O satanista tá tentando isso. O cara que vai pro show da Madonna tá tentando isso. Ele tá tentando achar o bem futuro. Cês entendem? Beleza. O personagem no palco, no presente, a força dele é a força da presença das coisas, o desejo, o tesão.
Você entende? Comer as coisas, beber cervejinha gelada. Existe uma força do crítico que faz justiça. Prestem atenção. todas as vezes, escrevam isso num papel e colhem em algum lugar da casa de vocês, até vocês gravarem isso, isso está na consciência de vocês pulsante, para vocês dominarem a vida, prestem atenção. Quando aparecer o movimento da raiva no peito de vocês, para vocês conhecerem o que aquela força veio fazer, vocês vão se perguntar assim, ira, Qual justiça você veio fazer?
Ira, qual justiça você veio fazer? Agora, olha isso. Um homem que chega em casa do trabalho, cansado, ó. Ele trabalhou muito, sabe? O cara é muito trabalhador, ele trabalhou pra caraca, aí ele chega cansado em casa. Aí, na cabeça dele, o crítico sabe, é verdade, que qual é o remédio que o ser humano tem pro cansaço? Qual é o remédio que o ser humano tem pro cansaço? É o descanso, né?
Então, olha pro crítico. Olha para o intelecto humano, para o espírito humano. Olha só, hein? Se eu estou entrando em casa cansado, qual é o roteiro? O que o roteirista espera de um homem cansado? Qual é o roteiro de um homem cansado? Eu descanso, pô. Aí o homem, ridiculão, imaturo, entra pela porta de casa Aí, ao invés de sentar no sofá, a esposa dele precisa de ajuda. O filho dele está doente. Isso é muito, né?
Isso já é muita virtude, né? Vamos mais baixo. O cachorro dele comeu o chinelo dele. Aí, o cachorro dele mijou o sofá que ele ia sentar para descansar. Aí começa o movimento no peito do jovem, a railazinha. Aí a esposa dele pede ajuda, aí começa a railazinha. Pô, mas eu trabalhei o dia inteiro. Eu trabalhei o dia inteiro. É injusto pra mim. Vocês entendem isso que eu tô falando pra vocês? Isso que eu tô falando pra vocês, um homem que conhece isso, ele tem três terapias possíveis, sempre, né?
Sempre. Uma pro personagem, uma pro crítico, uma pro roteirista. A terapia pro personagem. Presta atenção, pô. Se você é homem e você trabalha pra caraca e chega em casa cansado pra tua família, Meu irmão, deixa eu te falar uma coisinha. Você tá fraco fisicamente, você entende? O seu dia não acaba quando você chega em casa. Você tem que ter energia pra entregar a tua vida em casa também, até a hora que tu for deitar na tua cama pra dormir, porra. Porque se você for fraco, a vida da tua família vai ser injusta pra você.
Olhem para a vida das famílias, olhem para o que as mulheres e o que os homens pensam. Você vê, pô. Tem mulher que acha que é injusto ela lavar a louça todo dia. Porra, por que vocês olham para a louça e vocês ficam tentando arrumar um jeito de se desfazer dela, pô? Por que vocês não dão um jeito de encarar a louça e arrumar um jeito de levar a louça para a perfeição da tua vida, cara? Por que vocês não pegam para lá e falam, presta atenção nisso que eu vou fazer, porque agora eu vou falar para vocês a terapia.
Presta atenção, se você é fraco para fazer as suas tarefas, faz uma educação física, não são duas horas na academia. Que se dane a academia. Eu quero uma educação física de 15 minutos, que te dê vigor físico, pra você sustentar a tua família, a tua vocação, até o fim do dia. Porque se você chega em casa cansado e fraco, a tua vida é só raiva, pô. Mas é óbvio que é. Isso, isso... Olha pra raiva acontecendo na tua vida, cara. Quando acabar aqui, pega um pedaço de papel e escreve assim, ó.
Quais são os momentos de raiva na minha vida? Aí escreve embaixo o que é injusto. Isso é ruim, Diego. É ruim usar a força irascível. Pô, vocês devem estar de brincadeira comigo. Olha pra mim, pô. Eu só venho aqui com a força irascível em chamas na minha mão, você entende? Por que a força irascível em chamas na minha mão? Porque eu venho aqui para corrigir uma injustiça. Qual é a injustiça que eu venho corrigir aqui? É a injustiça de ver que vocês não sabem o que vocês não sabem.
Vocês entendem o que me empolga para estar aqui, essa hora, com vocês, fazendo isso aqui? Porque vocês precisam saber disso. Você entende essas coisas? Você vê, um dos trechos, ali naquela parede dos santos, tem São Francisco Xavier, né? São Francisco Xavier está ali. São Francisco Xavier, eu já falei para vocês, ele era do quarto, ele estudava Filosofia e Teologia no quarto com São João de La Pena e Santo Inácio de Loyola, né? Quando São Francisco Xavier aprendeu o japonês, chinês, para ensinar as pessoas na China, no Japão, a rezarem o Pai Nosso, a Ave Maria, ele mandou carta, uma carta para Santo Inácio de Hiloiola, que tem nas obras completas de São Francisco Xavier, ele falou assim ó, Inácio, Inácio meu amigo, eu não consigo dormir, Eu não consigo me alimentar direito, porque eu sempre acho que enquanto eu estou dormindo tem gente que ainda não sabe rezar, e uma força me impulsiona para levantar e começar a andar, e perguntar para as pessoas se elas conhecem o amor de Cristo, vocês entendem?
Isso é a força irascível, é a força da justiça, pô. Olha, quando eu morava no Líbano, eu trabalhava junto com uns budistas e uns hindus. Os hindus nem tanto, hindus, latim hindu, da Índia e de Bangladesh. Bangladesh é o antigo Paquistão Oriental. Paquistão hoje em dia é o Paquistão, antigamente era Paquistão Ocidental e Bangladesh é o Paquistão Oriental. Você vê, não tanto os hindus, mas os budistas, quando eles olhavam em injustiça, Porra, eles olhavam... Eu morava em Beirute, na capital do Líbano. Aí tinha um milhão de sírios passando fome porque estavam fugindo da guerra na Síria.
Aí você vê... Porra, o budista... Porra, meu irmão, presta atenção nisso aqui que eu vou falar antes de vocês acharem budista, porra, bonito. Presta atenção. Porra, o budista, meu irmão, ele olhava o cara com fome e morrendo, e ele falava assim... É o karma dele. Porra, é o karma dele uma ova, porra. É por isso que tu olha pro monge budista, ele é aquela porra mole sem vigor, você entende? Aquela porra mole sem vigor. Por quê? Porque a injustiça não incomoda o peito dele, porra. Karma é uma ova, você entende?
O cara com fome tem que ter comida. É por isso que, porra, vocês passam na rua e que esse dane pobre tá ali? Sabe por que que vocês olham pra ele e vocês não saem de casa um dia pra cuidar dos mendigos? Eu não tô falando do mendigo da África, não, pô. Eu tô falando do mendigo da tua esquina. Sabe por quê? Porque vocês falam assim pra vocês. Olha como é que vocês ajustam isso na cabeça de vocês. Vocês falam assim. Eu sei que falam. Porque vocês falam isso pra mim.
O mendigo, ele tá ali na esquina. É. Por quê? Ele escolheu aquilo porque ele é viciado em drogas. Você entende? Eu sei, porra! Mas o viciado em drogas não passa fome e não tem que comer comida? Não! Eu não vou dar dinheiro pra ele porque ele vai comprar droga. Ele falou, é? Porra, e Deus tem que te dar essa vida pra você fazer essa merda que você faz com a sua vida. Aí você não quer dar o dinheiro pro mendigo, às vezes comprar cerveja, às vezes comprar droga, mas comer pra sobreviver.
Você vê, você faz isso na tua cabeça. Porque se você fizer isso na tua cabeça, essa neurose que você acha que é verdade, A tua ira para de te incomodar, porque se a tua ira te incomodar, essa porra vai bater no teu peito todo dia, pra você fazer justiça. E esse é o vigor, esse é o tesão da vida humana. Sentir essa raiva pela injustiça, vocês entendem? Essa raiva da injustiça que faz o heroísmo, porra. Porque quando o cara vê o injusto, ele começa a dar a vida dele.
O que tá dentro dele tira ele do cansaço. E ele passa a não querer dormir mais, porra. A injustiça, ela corrige roteiros com o personagem no palco. Então, quando vocês falarem assim, Diego, o meu personagem, ele não tem força pra fazer o que eu tenho que fazer. Sabe por que que ele não tem? Porque você tem dúvida da tua vocação, porra. Você viu, ó, quando eu falo pra vocês assim, ó, presta atenção. Quando eu tô de madrugada com a minha filha no colo e começa assim, ó, começa assim, a raivinha do Dieguinho imaturinho, assim, ó.
Imaturo, coitadinho. Tá de pé de madrugada aninando o filho? Coitadinho. Tem que estudar pra prova? Coitadinho dele, tá cansado. Tinha que tá indo dormir. Você viu, ó. Quando tiver esse negocinho imaturo no teu peito, assim de raivinha, pelo que você tem que fazer, porque deu errado, você corrige a tua justiça e a ira, ela vira um jogo, como é que se faz isso? A igreja católica faz isso há mais de dois mil anos, ela chama isso de ato de fé, Quando você tá com o seu filho doente de madrugada no teu colo, ao invés de dar raivinha, querer fazer com que você seja grosso com a tua esposa, exagerado com o teu filho, você pega a raiva e ajusta a tua justiça interior e faz um ato de fé.
Você fala assim pra dentro de você, ó. Diego, para com essa porra, seu fraco. Você nasceu pra isso, cara. Você nasceu pra entregar tua vida dentro dessa casa pra essa família, porra. Façam isso antes de vocês abrirem a porta da casa de vocês. Cheguem do trabalho cansado e falam assim, Senhor, eu vou entrar por essa porta e eu vou entregar minha vida nessa casa. e vocês vão dominar a ira de vocês, e a ira de vocês vai voltar a realizar a vocação humana de vocês, eu estou falando para vocês, isso é ridículo, isso é ridículo, eu não vou ensinar agora os erros das terapias modernas, eu não vou ensinar, Primeiro vou ensinar pra vocês a tomar o café quentinho e gostoso.
E depois eu vou falar pra vocês onde estão as merdas que estão por aí. Porque o mal, ele é parasita de um bem. Então vocês vão ver várias terapias que estão tentando parasitar a bondade e a grandeza disso que eu tô falando pra vocês. Porque o nome técnico, já que a gente deu o nome, de ira para o defeito dessa força interior que leva a gente para realizar a vocação humana, a gente tem que arrumar um nome. É igual, eu já ensinei para vocês a não chamar de um orgulho bom.
Se quer falar de um orgulho bom, chama de honra. Se vocês querem falar de uma ira, que é para fazer a justiça, que é para salvar a casa de vocês, vocês entendem? Que é para você entregar a sua força para segurar um filho forte, com o braço forte, para salvar a vida dele, vocês vão usar a palavra zelo, para que vocês entendam a palavra do profeta e do evangelho, o zelo pela sua casa, Me consome. O zelo pela tua casa me consome. É a ira que vem zelar por aquele roteiro que você fez.
Então, você vê. Vocês lembram que eu falei para vocês... Ah, não. Não foi para vocês, não. Foi para uma palestra que eu dei semana passada. Você vê. Eu fiz isso hoje. Hoje, na semana passada, eu dei uma palestra falando dos 5 quilômetros em 25 minutos, a corrida do PQD. Hoje, eu fui dar tiro de mil metros pra fazer abaixo de 4,20, que é um tempo bom pra um cara que tem 38 anos. Você vê, ó. Quando eu tava chegando nos últimos 100 metros, eu tinha que passar a cada 100 metros a marca ali do aterro entre 26 e 27 segundos.
Pra conseguir fazer o meu tempo ali, eu tinha que fazer 26 segundos, mais ou menos, a cada 100 metros. Aí você vê. Quando chegou, Nos últimos 100 metros, eu já devia estar pensando na morte da bezerra. E aí eu olhei assim e falei assim, porra, passei nos 900 metros com 27 segundos. Vai dar merda. Aí eu dei um grito. Pra quê? Pra que o meu personagem cumprisse o roteiro no mundo. pra eu fazer justiça na minha personalidade, na minha vida, na minha vocação, vocês entendem? Então quando a pessoa fala assim ó, vocês já viram o cara falando assim ó, porra, eu fui pra academia na raiva, vocês já viram?
Quando vocês falam aqui, eu fiz na raiva, na raiva, Porra, vocês têm que saber isso, porra. Vocês têm que falar as coisas da vocação de vocês e fazer atos de fé com raiva para o zelo começar a consumir a vida de vocês, porra. Para vocês começarem a entregar a vida de vocês para a vocação. Você vê, preste atenção, olha isso que eu vou falar para vocês. Por que quando um filho nosso se machuca, a gente fica puto com o filho e você quer dar esporro nele?
Vocês já viram isso? O cara... Meu filho se machucou e você começa. Eu já não te falei de onde vem essa raiva? Essa raiva vem do fato que é injusto um filho nosso se machucar, pô. Porque ele é um amor que tá morrendo. E ser injusto tem raiva. Vocês entendem isso? Que ser injusto tem raiva. A raiva é pra quê? A raiva é pra vocês vencerem o que mata o filho de vocês. Se vocês deixarem a raiva se direcionar pra esposa, pro filho de vocês, ela vai virar uma espécie de doença autoimune, você entende?
O glóbulo branco. o leucócito vai começar a matar a célula boa tentando matar a célula que tá doente, ou matar o vírus, ou a bactéria. Vocês estão entendendo o que eu tô falando pra vocês? Então a gente tá usando a ira de maneira doente contra a nossa esposa, quando a ira devia ser o contrário, porra. A ira é pra salvar a nossa esposa. Vocês lembram da imagem que eu dei pra vocês do roteirista? Como é que o roteiro vê uma esposa no futuro? O que é pro roteirista sempre a imagem de uma esposa?
Se a imagem da esposa não for aquela que eu falei na live passada, se a live da esposa pra vocês, se a imagem da esposa pra vocês for de uma mulher que tá tirando o descanso de vocês, vocês tão ferrado, porra. Vocês tão ferrado. E é isso que a gente vê dia após dia, como as pessoas amam o prazer, o descanso, as coisas materiais. Quando elas perdem qualquer dessas coisas, elas sentem raiva, porque isso é injusto. aí elas são fracas. Presta atenção, o crítico, ele é o cara que ama a verdade, o cara da filosofia, a tara dele é a verdade.
Se você é relativista, por que o relativista é um bananão? Porque ele não tem verdade nenhuma para lutar, qualquer coisa para ele serve, você entende? É a figura que eu falei para vocês do budista, Aí as pessoas chamam isso de maneira virtuosa, das filosofias, daquelas filosofias dos cínicos, dos estoicos, a pessoa fala assim, não, isso é ataraxá, Essas coisas não me tiram do céu e não incomodam." Ele falou, uma ova, você é um banana, porra, você é um banana. Não tem nada na tua vida pra você lutar, você é um deprimido doente.
Você tá entendendo o que? A ataraxia é uma ova, que você é impassível, que eu não sinto isso, que eu sou indiferente. Você é indiferente, o teu coração é indiferente pra uma pessoa morrendo na rua, porra. Vocês entendem agora quando São Paulo falava assim, o zelo, O amor de Cristo crucificado me constrange." Ele falou, é, porra, se você saísse na rua e tivesse um homem numa cruz falando pra você assim, ó, eu tô aqui por causa de você, porra, você ia ser indiferente a isso? Você ia querer fazer igual a São Paulo, porra?
Você queria falar do amor dele pro mundo inteiro, você entende? Vocês estão entendendo? Então o cara fala assim, ó, o amor de Cristo me constrange e eu não consigo mais descansar, você entende? Ai de mim se eu não fazer isso, se eu não fizer isso, ai de mim, porra. Vocês estão entendendo? Ai de nós! Ai de nós se a gente não ensinar pras pessoas os nossos amores, pô! Vocês tão ferrado! Aí, por que a gente atende um monte de gente na depressão? Aí falou, é só isso?
Não, pô! Isso que eu tô falando pra vocês, um cara com a força irascível diminuída por fraqueza física, por falta de verdades corretas, por roteiros ruins, se a força irascível dele não tá aflorada pra ele lutar pela vida, ele tem uma depressão de crítico. O nome só muda de acordo com a ciência que vocês gostam. A pessoa chega assim e fala sempre, me Diego, queria falar contigo porque eu estou desanimado. Eu falo, eu sei, o que você tem? Diego, aí a pessoa se ela for religiosa, ela vai falar assim para você, ai minha alma está numa tibieza profunda.
Eu falo, é. Eu sei que tibieza é essa. Sabe que tibieza é essa? Você acha que você é o bonzão, que geral é uma merda e que você não tem que dar vida por causa dos outros, igual eu falei pra vocês de São Francisco Xavier, você entende? Aí você tá em casa tibiozão, entendeu? Tibio, eu tô sentindo uma tibieza espiritual, acho que eu tô com noite escura do espírito. Nada, você é vagabundo, porra! É só vagabundagem, você entende? É só sua força irascível que não tá aflorada pra lutar.
E vocês acham... Eu não sou nenhum garotinho que me converteu ontem e tô aqui tentando ajudar os outros. Eu tô aqui ensinando pra vocês sobre uma coisa que deveria ser ensinada no seio de todas as famílias, porra. Porque a gente sabe isso há dois mil anos da Igreja Católica. A gente sabe isso, a gente devia ensinar. Eu não sou um cara... Eu tento... desde os meus 15 anos verdadeiramente por viver as coisas de maneira decente, fazendo merda todo dia. Todo dia, pô. Todo dia. Mas não é isso que é importante, pô.
Não é isso que é importante. O importante é vocês lutarem até o fim. Na próxima live, eu vou falar sobre o roteirista, a esperança invencível dele, o jogo do xadrez, o tabuleiro. A gente vai falar dessas paradas. E vocês vão ver que eu não tô aqui falando com um tom de condenação. Eu não tô. É como eu falei pra vocês. Hoje, eu rezei o meu terço por Pablo Vittar, Madonna, Anitta e Companhia Limitada. Vai ser uma alegria do cacete, né? Se a gente chegasse no céu, a gente ia ver mesmo a potência do amor, transformador de Deus, né?
Quando a gente encontrar umas pessoas dessas no paraíso aí, tomara que a gente encontre, né? Tomara que a gente encontre um Hitler desses da vida, um Calígula, um Nero, vocês entendem? A gente não pode perder a esperança disso nunca, pô, porque se vocês perderem... Se vocês perderem a esperança disso, essas coisinhas que vocês falam assim, ó, ah, meu chefe não tem jeito, a minha esposa não tem jeito, o meu filho não tem jeito, porra, se vocês acharem que é justo eles estarem na merda que eles estão, vocês vão perder o tesão da ira que zela pela justiça que tem que entrar no coração das pessoas, porra, que a gente não pode parar nunca.
Vocês entendem a potência? a magnitude que é uma força irascível que luta pela justiça, a maravilha que é isso. Vocês vão ver, com o tempo, eu vou traduzindo isso para vocês nas diversas categorias que a gente... Por exemplo, quer ver? Educação infantil. Educação infantil. Pega uma pessoa que faz disciplina positiva aí. Essas pessoas que não têm zelo, pelo filho, deixa ele fazer qualquer coisa, porque qualquer coisa tá bom. Olha pra vida dessas pessoas e vejam como são bananas. Já viu pais e mães bananas tratando o filho?
Ai meu filhinho, e não sei o que lá. E o filho dominando, vocês já viram isso? O filho dominando eles com força irascível. o poderoso chefinho, o pequeno imperador, vocês já viram isso? São pais que não têm a mínima ideia do que é que usa força irascível. Força irascível não é para bater, não. Eu nunca bati em nenhum filho, não. Força irascível não é para isso. Força irascível, a minha esposa está aqui, está aí e está aqui me ouvindo também na cozinha. Força irascível, a minha filha Maria Helena, que acabou de fazer três anos, hoje, quando uma das crianças fez uma coisa, eu fiz uma cara de fuzilamento, e falei assim para o meu filho, com essas palavras, a minha esposa está aqui e está de prova que ela sabe que eu falo assim com eles.
Eu arregalei o olho assim, a testa, enroguei a testa e falei assim, ó, filho, se você ficar fazendo isso na sua vida, você vai ser fraco. e você não vai conseguir ajudar as pessoas que a maior missão que nós temos nessa vida, entregar nossa vida por alguém, você precisa ser forte pra isso. Eu falo assim com meus filhos, todos eles, todos eles. Aí a minha filha de três aninhos falou assim pra mim, papai, é, por que que você fala assim de maneira forte? Porque a educação infantil, uma força que impulsiona as pessoas para realizar o bem, e uma força que luta contra o mal, você entende?
Carinho e firmeza. A força irascível é esse zelo, dessa firmeza, que luta pelas pessoas, que luta pela nossa esposa até o fim, que não desiste das coisas. Você vê, um atleta tem isso, pô. Meu irmão, um atleta que é uma categoria intelectualmente baixa, um atleta sabe que ele precisa sofrer materialmente e ele usa a ira pra fazer isso. Eu falei pra vocês como eu fiz hoje numa corrida de mil metros. Quanto mais um homem que sabe que ele tem que levar uma mulher pro paraíso, ou uma mulher que tem que levar um homem pro paraíso, Porra, imagina a força irascível que deveria ter no peito dessas pessoas pra elas realizarem a vocação delas no mundo, porra!
Aí a gente fica... Ai, não! Aí ainda tem gente que fala assim pra mim, vai ter gente! Fala assim, pô Diego, mas você tá falando isso, mas o Papa João Paulo II, ele era tão pacífico, mamado de Tereza era tão pacífico, ele falou uma ova. uma ova, é porque vocês veem só recortezinho, vai ler as obras dele, ouvir a vida dele, a da Mari Tereza tem até entrevista dela, quando ela começa a falar mal do comunismo, dá para ver a velhinha impulsionada pelo zelo interior que consumia o corpo dela, vocês entendem?
Que um zelo interior e uma uma força interior que eu não sei nem como é que aquelas ruguinhas dela maravilhosas aguentavam, porra. Naquela carcassinha pequenininha de Madre Tereza. Um impulso que, porra, não fazia o coração dela sossegar diante de nenhum pobre que ela visse com fome, porra. Vocês entendem? Então você vê. Aí você vê uma porrada desses países ricos pra caraca, tá ligado? Com um nego deprimido. Por que que nego tá deprimido pra caraca nesses países, porra? que eles têm justiça material e são materialistas, né?
E como não dá pra ver, nem sentir o cheiro de podre de uma alma materialista, né? Eles acham que tá tudo bem. E aí, a gente tem o olho, né? O olho que se acordar embaçado, sem enxergar, dá uma angústia, um vazio profundo na gente, de um órgão que não realiza a vocação dele. O olho nasceu pra olhar imagem, né? Aí você esquece que você tem órgãos imateriais que estão sem ser alimentados, que estão igual a perninha de franguinho, você entende? Aí as pessoas são fraquinhas.
Vocês já perceberam como as pessoas que são vítimas, que se sentem injustiçadas, que se sentem em minoria, vocês já viram como elas são raivosas? Por que elas são raivosas? Porque a raiva existe no peito do homem para corrigir injustiça. Se você se sente injustiçado, eu sei que você é raivoso. Vejam lá a live do vitimismo. A gente não nasceu para isso. A gente nasceu para dominar o mundo e a nossa força irascível Ela serve pra zelar pelo amor, por aquilo que é duradouro, que não morre nunca, que vence a morte.
Vocês entendem? A força iracível tem que lutar por isso. Isso é um tesouro da nossa vida. Dominem a força iracível de vocês. e as pessoas em volta de vocês vão começar a colher os frutos de um homem maduro que encontrou a potência da força do coração dele pra entregar a vida dele. Por amores que não morrem nunca, que a traça não pode corroer nem a ferrugem corroer. Tá bom, pessoal? É por isso que eu fico meio assim. Vocês entenderam hoje? Hoje eu tava explicando aqui as feições disso aí que a gente poderia chamar de zelo, para diferenciar da ira como vocês conhecem por pecado capital, tá bom?
Obrigado pela companhia de sempre, muito bom estar com vocês, até breve.