Vida do espírito
Justiça e Misericórdia
- justiça e misericórdia (o Pantocrator)
- misericórdia = descer ao húmus
- a humildade (operar no húmus)
- a kénosis (esvaziar-se de potência)
- vencer a morte
- o tabuleiro de xadrez (ordem e jogada livre)
- as três pessoas (personagem/crítico/roteirista)
- o acusador (demonologia)
- a história da salvação (discípulos de Emaús)
- a temperança (Deus temperado de Maria)
- a vocação de dominar
Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 11:47.
“Eu hoje até dei um tempo maior para o pessoal entrar, porque eu preciso contar para vocês uma história.”
Trechos da aula
O húmus da terra, a humildade é a substância, é a terra, o Humus, onde opera a misericórdia.
Eu vou tentar contar para vocês a história de como se vence a morte.
A vida do injusto é para a morte.
Então é como se a justiça tivesse sendo cumprida completamente pela misericórdia.
Transcrição completa
Boa noite, Cristiane. Márcia, boa noite. Jennifer, boa noite. Boa noite, Flávia. Fala, Pedro. Boa noite. Feliz Páscoa, Andressa. Boa noite, Neilson. Boa noite, Daniel. Daniel... Ah, não. Daniel e Ellen de Brasília. Boa noite. Boa noite, Levi. A honra é minha que você esteja aqui. Feliz Páscoa, Alex.
Qual o tema de hoje? Vamos ver. Ângela, boa noite. Boa noite, Daniel. Boa noite, Juliana. Boa noite, Amanda. Boa noite, querida. Feliz Páscoa. Boa noite, Diego. Boa noite, Ana. De Manaus. Fala, Jorjão. Direct. Gabriela. Boa noite. Vinícius, boa noite. Manda um abraço pra Campo Grande. Um abraço, professor de Campo Grande.
Campo Grande é uma cidade maravilhosa. Espero que seja Campo Grande e Mato Grosso do Sul, né? Bom, se for Campo Grande aqui no Rio de Janeiro, também vou trabalhar alguns anos em Campo Grande. Também é bom aqui. Boa noite, Espadote. Feliz Páscoa, meu irmão. Boa noite, Grácia. Gabriel. Boa noite, meu irmão. Boa noite, Tati. Será que é Tati Veloso? Deve ser, né? Boa noite, Jéssica. Feliz Páscoa. Márcio. Boa noite, Márcio. Feliz Páscoa, Adrique Costa. Feliz Páscoa, Silva.
Boa noite, Luana. Feliz Páscoa pra você, pra família toda. Edmar. Riolândia, São Paulo. Boa noite, meu irmão. Um abraço para o pessoal de Riolândia. Maria Pico, boa noite. Stephanie, boa noite. Olha o Tiagão aí. O Tiagão é um, que é de Campo Grande. É esse aí, meu irmão. Hoje as crianças brincaram pra caramba aqui simulando O que Jesus teria feito com a morte? Boa noite, MF Rodrigues Lidiane, Feliz Páscoa.
Juscelma Silva, boa noite. Anápolis. Eu já peguei um voo em Anápolis, sabia? Pra saltar de paraquedas em Formosa. Olha só. Legal, né? Embarquei num avião em Anápolis. Boa noite, professor Ana Paula Jardim Cementes. Olha aí, que maravilha. Pessoal de Rondonópolis. Tiago. Boa noite. Boa noite. Nome e vocação. Boa noite. Feliz Páscoa.
Regiane. Bruno, boa noite. Lucas. Feliz Páscoa, meu irmão. Larissa. São Luís, no Maranhão. Boa noite, Larissa. Comando, imagino que você vibrava muito com a Marinha. Depois de um tempo, você passa a se manter. A gente fala sobre isso com mais calma, irmão. Onde tem gente é o meu lugar. O pessoal focar em aspectos errados aí vai se ferrar em qualquer vocação, em qualquer profissão. Paula Renan, boa noite. Feliz Páscoa, irmão. Nayane, boa noite. Isso, a mais de Mato Grosso do Sul. Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
Nayane, Eliane, boa noite. Boa noite, Maria. Beatriz Gonçalves, feliz Páscoa, irmão. Recebi o sacramento de denunciação cristã na vigília. O tema de hoje é a vitória, já estou sabendo. É? Quem falou pra vocês que o tema de hoje é a vitória? Parabéns, meu irmão. Imagino que tenha sido um grande momento. Boa noite, Eduardo. Boa noite. Flávia de Limeira, São Paulo. Assembleia de histórias, meu professor brabo. Feliz Páscoa.
Viva Cristo Rei. Cascais de Portugal. Eu estive em Cascais com a minha esposa e as crianças. A gente passou um tempo em Portugal antes da época que a gente foi morar na África, em São Tomé e Príncipe. A gente passou um meizinho em Portugal. Um pouquinho na Espanha também. A gente passou em Cascais. Muito legal isso, viu? Maravilha. Natal. Natal. Apesar de já ter sofrido muito com missão na Caatinga em Natal... Natal não, né? De Natal era a sede de onde eu saía para fazer as missões na Caatinga.
Lages. Lage, né? Missão em Lage. Partia de Natal. Boa noite, Goiânia. Boa noite, Bruno, Cláudia. Olha só, Assembleia de Histórias e Irajá. Sabia que eu jogava futebol em Irajá quando era moleque? Joguei futebol uns campeonatos aí num campinho chamado Campinho do Sangue e Areia. Pense num futebol tranquilo, olha o nome do campo, Sangue e Areia. Saía do colégio, escola estadual Luiz de Camões e ia jogar futebol em Irajá, no Sangue e Areia. Jorge, vou olhar o direct depois, Jorge. Brumadinho, Minas Gerais.
Fortaleza. Terra de Concurseira. Família, ré. Pessoal de Ceará aí, ó. Ceará é uma maravilha. São Gonçalo. Caraca, Felipe Funriel, ó. Entramos juntos pro Colégio Naval em 2002. Nossa vocação é dominar. A gente vai falar sobre isso também. A gente sempre fala sobre isso, né? Boa noite, Ana Clara. Ana Clara é de Brasília. Emília, boa noite. Feliz Páscoa. Larissa. Natal. Altos Sumos. Não sei nem se eu tô conseguindo...
Tô tentando passar mais rápido aqui, né? Já passamos desses nós... desses dez minutinhos aqui. Não vou conseguir dar... Atenção pra todo mundo, me perdoem, pessoal. Obrigado pela companhia e a paciência sempre de vocês de estarem aqui comigo. Bom... Hoje... Em eterno, Buenos Aires. Qual o ajório, Rio? Y ajório. Na época que eu falo para vocês que eu passei lá no Líbano, 2013 ou 2014, o ajório estava comigo.
Quer dizer, eu estava com o ajório. Santa Catarina. Pessoal, olha só. Aí no meu Instagram... Boa noite, Natal. Aí no meu Instagram tá escrito aí na bio, né? Filosofia, psicologia, teologia e as artes práticas da vida comum. Eu não subestimo vocês, sabe? Eu tento explicar as maiores coisas. as maiores aventuras da nossa vida, obviamente fazendo o esforço que eu consigo fazer para que vocês encontrem isso e consigam ver isso na vida cotidiana de vocês.
Afinal de contas, eu falo aqui sobre essas coisas e estou aqui conversando com vocês, a gente fala sobre um monte de coisa legal, de ideias, mas você vê, Eu sou casado, sou pai de seis filhos, dou aula de filosofia, sou professor, atendo gente todo dia em terapia, gravo curso, sou das forças especiais dos fuzileiros navais, me envolvi na vida com essas atividades de paraquedismo, de mergulho, de escalada. Então, aqui não tem nenhum... menininho, nenhum jovenzinho do mundo das ideias que quer que vocês passem o dia no mundo da cabeça de vocês, tá?
Por isso, o meu esforço de mostrar pra vocês que existe uma unidade real entre as três pessoas, né? Que a matemática Ela é muito mais real quando duas bananas mais duas bananas são quatro bananas e saciam a nossa fome do que o dois mais dois são quatro na folha de papel. E obviamente que um contém o outro, um tá impregnado do outro, sabe? Eu vou tentar mostrar pra vocês aqui com calma, não me deixem...
Não deixem que eu me exalte hoje, porque a gente precisa de calma, tá? Eu hoje até dei um tempo maior para o pessoal entrar, porque eu preciso contar para vocês uma história. Você vê, a história, ela se caracteriza por ser história, por ser uma vida de é a vida diluída no tempo. É por isso que eu falo para vocês das três pessoas, o crítico no passado, o roteirista no futuro, o personagem no presente. A melhor maneira que a gente conhece para expressar a vida humana. É por isso que existe o teatro.
Não é que a gente inventou o teatro. O teatro é a manifestação da nossa psique, da teologia da criação humana, Você entende? O teatro é isso no mundo, né? Então, quando a gente olha pra nossa vida, é óbvio que uma, hoje, das nossas grandes fraquezas é olhar pras coisas da nossa vida de maneira pontual, né? E esquecer onde esse ponto se encaixa dentro de uma história, sabe? Você vê, hoje a gente tá comemorando a Páscoa, né? E a Páscoa é um período, sabe?
Ela tem um tempo determinado. Dentro desse tempo, a gente vai viver aí mais 40 dias, né? Basicamente. Com os cenários agora, as histórias de Cristo ressuscitado. E aí vocês vão ver que, em algum dia, Cristo ressuscitado vai estar andando perto de dois rapazes que ficaram conhecidos na história como os discípulos de Emmaus. E aí eles vão estar olhando para a história de maneira pontual, sabe?
Eles vão estar caminhando e aí eles vão estar ali falando da tristeza deles. Poxa, a gente acreditava. que o Messias tinha chegado e tal. E aí eles estão caminhando tristes, sabe? E aí Cristo ressuscitado começa a contar pra eles uma história. Eu vou contar um pedaço dessa história pra vocês hoje. Eu quando venho aqui pra fazer a live, eu fico pensando o que vocês precisam saber para entender o que eu vou falar. Para entender muito melhor sobre o que eu vou falar, vai entender muito melhor sobre o que eu vou falar, quem já assistiu uma aula minha sobre os amores humanos e uma outra aula minha sobre a consciência, a unidade da consciência, que é a vida das três pessoas.
Mas, a gente vai tentar com calma aqui fazer com que vocês entendam como... como... Presta atenção na nossa tentativa aqui. Eu vou tentar contar para vocês a história de como se vence a morte. Então, a gente vai usar coisas simples aqui do dia-a-dia e eu vou falar pra vocês um pouco de onde vem isso, tá?
E até um pouco de como eu faço, porque eu sei que depois o pessoal fica no direct me perguntando um monte de referências das coisas. Então, olha só. Eu pretendo um dia fazer dois cursos separados para vocês. Um sobre a Bíblia e um sobre a história da Igreja. Por que que, apesar de ter vários cursos que são maravilhosos sobre isso, eu pretendo fazer um? Porque o da História da Igreja eu fiz utilizando uns estudos que dizia que a história da salvação, que é a história que Cristo contou para os discípulos de Emaus, a história da salvação, um pedaço dela, quem foi à missa ontem, do sábado de Aleluia, ouviu, que é chegar na igreja, a igreja está escura e começar a história da criação do mundo, desde faça-se a luz, tá?
A história da salvação, ela acontece na vida individual. Então eu vou tentar aqui mostrar o centro dessa história, a partir do qual depois, no domingo que vem, tomara que eu lembre disso aqui, eu possa contar para vocês que a live seja a live sobre o amor, sobre a envergadura do amor humano possível. Então eu vou fazer essa envergadura hoje aqui oscilar entre o domínio perfeito, da ordem, da grande ordem de como tudo foi previsto, ou seja, do jogo do tabuleiro de xadrez organizado.
Olhem para o jogo do tabuleiro de xadrez agora. A gente vai jogar a primeira peça. Então, tudo está posicionado, né? Rainha Branca na Casa Branca, Rei Branco na depois bispos, depois cavalos, depois torres, enfileirados e defendidos por oito peões, né? Tá aí o tabuleiro zerado, né? Peças brancas e peças pretas. E aí vai começar o jogo. Vai começar a história de uma vida.
perfeitamente ajustado, sabe? Então o criador do jogo está lá diante do tabuleiro, como ele previu que o jogo acontecesse. Cada peça com a sua regra para ser jogada, né? E aí vejam, isso que eu estou falando é a vida comum, né? Como isso se dá na teologia? Na teologia, existe lá a organização do tabuleiro de xadrez. Então, vem a história da criação do mundo. Diante dessa história da criação do mundo, existem as ordens.
Quando eu fizer para vocês o curso sobre a Bíblia, eu vou ensinar para vocês o método que eu uso inclusive para ler a Bíblia. Então vou dar um exemplo. Capítulo 1 do Gênesis. Eu anoto lá, tem três colunas assim no caderninho lá do José Pedro. Roteirista, personagem e crítico. Então tudo que é relativo ao tempo presente a gente anota como vida do personagem, tudo que é relativo aos princípios eternos, às verdades, a gente anota no crítico, e tudo que é relativo à vida futura, à promessa, ao que vai se realizar, a gente anota no roteirista.
Aí diante dessas anotações, por exemplo, no capítulo 1 do livro do Gênesis, tem escrito a primeira ordem dada para o homem, para o personagem no palco. Qual que é a primeira ordem? A ordem do tabuleiro. para começar o jogo. Ide e dominai sobre todas as criaturas. Essa ordem acontece, por exemplo, duas vezes no capítulo do Gênesis. Uma dita por Deus, diretamente, Deus dando a ordem, quando Ele fala sobre uma verdade. Então, o crítico, quando Ele fala Nós fizemos um conjunto de pessoas, três pessoas, o homem, a sua imagem e semelhança, uma verdade, a vida do crítico, e depois ele dá a ordem para o personagem.
Ide e dominai. Dá uma direção. Vai começar o jogo. Domina. E aí ele dá as regras, a justiça das peças do tabuleiro e como tem que ser jogado. Então, ele mostra as jogadas possíveis. O que é isso, então, na prática? Ele fala assim, olha, vocês podem comer do fruto de todas as árvores, mas tem duas árvores que vocês não podem comer do fruto, sabe? Vocês não podem mexer a torre na diagonal, quem anda na diagonal é o bispo, a torre é para frente. Então ele fala, vocês podem fazer todas as jogadas aqui, dentro da liberdade de vocês, Só que tem jogada que vocês não podem fazer.
Então, não pode comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal e não pode comer do fruto da árvore da vida. Presta atenção aqui. Se vocês comerem, vocês vão ter que morrer. O que é esse se vocês comerem, vocês vão ter que morrer? Depois que a gente joga errado, a gente começa o jogo e a gente joga errado. Quem já me viu falando da história do tabuleiro de xadrez sabe do que eu estou falando e do que acontece depois.
Eu vou falar um pouco aqui se der tempo, se não ficar muito longo. Então presta atenção, olha só, é a teologia. Pensa na tua vida, na vida comum, assim, do dia a dia. Tu tá jogando xadrez com o teu filho lá. Aí tu pensa assim, cara, eu preciso ajudar meu filho, pô, a seguir adiante no jogo, a jogar, a aprender a vencer esse jogo. Então quando ele joga mal, a gente pega a jogada ruim dele, e fala assim, cara, como que eu posso jogar para que essa jogada ruim dele sirva para alguma coisa no futuro, para que ele tenha chance de vitória, para que ele não desanime.
Porque é óbvio que se teu filho chega ali, você alopra com ele. Um adulto chega e alopra com um filho jogando futebol, dando bicudão. Tem gente que ouve essa história que eu falo e fala assim, Eu não vou deixar meu filho ganhar, porra. Ele que tem que aprender a ganhar sozinho. Falou, meus irmãos, quem é que joga, qual é o pai? Porra, imagina que é o pai, fuzileiro naval, comandos anfíbios. jogando futebol com um filho de cinco anos e vai jogar pra valer, porque o meu filho precisa aprender a vida.
Alguém joga futebol com um filho de cinco anos assim? Usando toda a sua potência e toda a sua justiça. Alguém joga bola com um filho assim? Então presta atenção. Quando eu fizer um curso de história da igreja pra vocês, eu vou fazer uma coisa assim, ó. Eu vou pegar grandes pessoas de grandes épocas e vou fazer uma coisa que eu fiquei tentando fazer ao longo da minha vida, que era ficar tentando imitá-los em certos aspectos. No século V, existiu um homem, um papa, chamado Lêon.
Leão é famoso na história eclesiástica, inclusive na história eclesiástica é conhecido como Leão Magno, Leão o Grande. Ele foi o primeiro a receber esse título, inclusive. Ele é um dos 37 doutores da igreja. Não o primeiro historicamente, porque São Basílio de Cesareia, que é São Basílio Magno, que é do século IV, é antes dele, só que ele recebeu o título de Magno antes de São Basílio e antes de São Gregório Magno também. São Gregório Magno é do século VI. No ano 600, São Gregório Magno era papa.
Quando eu li os escritos de São Leomagno... São Leomagno, ele é doutor da igreja e existe um livro, um escrito chamado Tomo de Leão, onde no concílio de Calcedônia, no ano de 454, no século V, São Leão Magno fez a tal da proclamação da cátedra da cadeira. No primeiro milênio da história da igreja, nós temos uma proclamação ex-cátedra, o dogma ex-cátedra. A fala de São Leão Magno, e quando ele falou, as pessoas falaram assim, Pedro falou. O que ele falou? Ele falou sobre o homem.
sobre o que eu vou falar agora. Ele falou sobre a natureza divina de Cristo e a natureza humana. Então ele falou que elas eram completamente unidas, mas não se confundiam. E a gente conseguia distingui-las, elas eram distintas, mas não se separavam. Então é uma natureza indissolúvel que não se confunde nem se dissolve. e no concílio de calcedônia a gente fecha a antropologia, né? 500 anos de antropologia, de estudo sobre o homem, que é de onde, obviamente, desses 500 anos, de onde eu tirei as três pessoas, né?
A psicologia das três pessoas. Então, você vê, a envergadura dessa natureza é a envergadura de um pai? Presta atenção aqui. Eu, domino certas atividades que o meu filho de 5 anos, como o jogo de xadrez, como o jogo de futebol, que o meu filho não tem condições nenhuma de dominar ainda. Então, para estar com ele, eu preciso pegar a potência da minha natureza e eu tenho que fazê-la operar. Substância é por isso.
Substância é uma terra onde a natureza de tal coisa opera, ou seja, transforma os seus poderes, a sua potência em ato, em ações, em atos do teatro no palco. Então você vê, eu pego o meu domínio e vou operá-lo com uma potência menor. Eu vou descer até a natureza do meu filho e vou me envergar amorosamente lá embaixo até ele. Pra quê? Pra quê que eu faço isso com meu filho de 5 anos, porra? Porque eu quero que o meu filho...
Eu não quero que ele jogue futebol como um menino de 5 anos daqui a 10 anos. Eu quero descer lá operar naquela faixa de cinco anos, na natureza infantil, para ensiná-lo em breve a operar na natureza adulta. Então eu assumo a natureza do meu filho e desço até lá embaixo. que é o que o Adilson, que já conhece a aula dos amores, chama aí de misericórdia, que eu chamei numa parte da história da Igreja do Estudo, que já é no século XX, quando a gente lê o diário de uma mulher chamada Faustina, o Diário da Misericórdia em Minha Alma, um dia, quando a gente lê a história da Igreja, a gente vai falar dessas coisas do dia a dia, a história da Igreja vai ser assim, e a gente vai ver a história dos discípulos de Emmaus a história da salvação todinha vivida numa vida humana, na minha vida e na sua, como disse Kardial Newman, que acontecia.
A história que os discípulos de Emmaus ouviram. A gente está tentando ver aqui como se vence a morte. Então você vê, eu opero dessa maneira para que a justiça do tabuleiro A regra do tabuleiro se cumpre e eu possa aperfeiçoá-la, levá-la à perfeição pela minha descida lá à natureza mais baixa, que é o que a gente aprendeu a chamar ao longo da história de misericórdia, ou seja, um coração miserável que vai até a miséria mesmo, vai lá embaixo.
Então é óbvio. que eu preciso ir no húmus, né? No húmus da terra. E a humildade é essa operação, é a capacidade de operar lá embaixo. O húmus da terra, a humildade é a substância, é a terra, o Humus, onde opera a misericórdia. O coração miserável desce até a Terra, vai lá embaixo e opera lá embaixo, para fazer o que está lá embaixo, alcançar sua máxima potência.
Esse é o papel da formação de um pai diante de um filho, né? Então é óbvio que quem comenta assim, ó, eu não deixo meu filho vencer no xadrez porque ele vai ficar fraco. Essas pessoas, no geral, elas não sabem nada sobre formar uma outra pessoa ou um pai tentando formar um filho. Porque ela não entende que um pai não pode operar na sua natureza adulta para formá-lo. Então você vê. a união dessa regra, do amor, dessa justiça, do que é justo, do que está no seu lugar, com essa misericórdia, com essa capacidade da justiça de se ajustar, como um Diber mesmo, de baixar a natureza, a potência, de se esvaziar de potência, né?
Eu tô diminuindo a potência. Como os gregos chamavam de kénosis, né? Eu vou me esvaziar da potência adulta pra potência infantil pra operar lá. Pra ensinar meu filho a subir até a potência adulta, pra que um dia ele jogue futebol como um homem. E aí estamos nós, né? Descumprimos a regra do tabuleiro. Tinha um jogo, a gente desobedeceu, né? Desordenados. Desordenados. Jogamos errado.
E aí, um pai que tem domínio sobre o tabuleiro, ele não pode aloprar com o seu filho, senão ele não consegue resgatar o seu filho para ele subir até lá. Ele precisa ser justo, só que ele começa a colocar uma misericórdia A jogada é a jogada, né?
Nós somos livres para jogar. O meu filho faz a jogada no jogo de xadrez do jeito que ele quer fazer. Se eu quisesse jogar para ele, para ele jogar certo, eu tinha criado cão-pastor, né? E não um filho livre. O cão-pastor vai seguir o instinto e vai jogar, não é isso? Ele não tem liberdade. E aí o meu filho joga e desordena o tabuleiro. Só que eu não posso interferir na jogada dele, porque isso é liberdade. E eu também não posso falar assim, Zé, olha lá o avião passando.
Quando ele olha o avião, eu não posso chegar lá e mudar as peças, para ele começar a ganhar o jogo de mim. Porque eu tenho que cumprir a justiça, a ordem do jogo do tabuleiro. E eu preciso começar a colocar a misericórdia para operar. E aí eu começo jogada após jogada, e esse vai ser o curso de História da Igreja, né? Como acontece jogada após jogada. Jogada após jogada. Nós estamos falando da primeira jogada do tabuleiro. E aí o ser humano, o homem, joga errado.
O pai. olha o tabuleiro e fala assim, putz cara, meu filho jogou errado, agora eu tenho que dar um jeito nesse tabuleiro para ele continuar aqui lutando, como que faz? Vocês sabem que na teologia, na tradição judaico-cristã, quando o homem come do fruto da árvore, do conhecimento do bem e do mal, ele é expulso do Jardim do Éden.
Depois disso, onde ficam as pessoas que morrem? Vocês sabem onde ficam as pessoas que morrem? no Antigo Testamento, vocês sabem onde elas ficavam? Elas ficavam no limbo, né? Vocês já viram essa palavra aí no dia a dia? Pô, o cara ficou meio no limbo. Tá no limbo. Outro lugar que é chamado isso. Seio de Abraão. Outro lugar. Mansão dos Mortos, né? Nas regiões inferiores. Antigamente, o credo antes do concílio Vaticano II era Ideseu aos infernos. Hoje em dia a gente fala Ideseu, a mansão dos mortos.
O xeol. Xeol. E aí as pessoas ficavam lá, aguardando. E aí o céu foi fechado, não é isso? É tipo assim, é o jogo do tabuleiro. Tu está jogando com o teu filho, o teu filho fez jogada errada. Aí como é que tu vai ensinar teu filho a jogar? Tu fala pra ele assim, não meu filho, pode voltar a jogada. Ele falou, você tá tirando a liberdade dele se você fizer isso, pô. Aí não era pra ter criado pessoa. Criava cão-pastor, galinha. Mas eu tô ali vendo, aí ele jogou errado.
Aí eu quero ajustar o tabuleiro pra ele me ganhar. Ou seja, eu começo a operar no modo misericórdia. Eu vou operar no nível dele. A gente sabe o que é isso, pessoal. Eu tô falando aqui do filho. Mas vai dizer que vocês nunca falaram assim, cara, eu tenho que ajudar aquele amigo ali? Pô, o cara gosta de videogame. Eu nem gosto de videogame, pô. Mas eu preciso ajudar aquele cara, pô. Aquele cara é meu primo, meu amigo de infância. Eu vou ali jogar videogame pra passar um tempo com ele?
E, passando o tempo com ele, eu vou perguntar sobre a família dele, como estão os planos dele, se ele está bem. O que é isso? Você vai descer até os amores mais baixos, coisa que você nem ama, pô, para poder tirá-lo de lá. Vocês nunca fizeram isso na vida de vocês? Isso aí é a substância da misericórdia. O modo de operação, a natureza misericordiosa, é justamente isso. Você desce num lugar não pra ficar lá embaixo, pô. Quando um pai brinca com um filho, ele não brinca com o filho pro pai ser filho.
Ele brinca com o filho pra que ele, descendo a sua natureza, a natureza infantil, eleve o seu filho da natureza infantil à natureza adulta. É assim que é a nossa vida. É assim que a gente desce a natureza das pessoas? Quando você senta com um cara que... Às vezes eu passo ali na rua e sento com um cara ali da rua. Eu não sento ali do cara da rua pra virar mendigo. Não... Não... Pra sempre. Eu viro mendigo um instante pra tentar ver se eu consigo fazer alguma coisa ali conversando com ele pra tirá-lo dali e fazê-lo subir e sair dali.
Cês entendem? Então veja. Aí você está lá. O ser humano agora, ele tem que morrer, porque ele combinou isso. Isso é a regra do jogo, o cavalo mexe em ele, você entende? A morte entrou no jogo. A morte está no tabuleiro agora. Agora no tabuleiro tem morte. E aí? Existe o papel de uma pessoa, na verdade não é uma pessoa, o papel de alguém que assiste o jogo.
Você vê, isso acontece aqui em casa. Quando eu estou jogando xadrez com as crianças, o olhar dos outros filhos sempre fala assim, E ela, ó, papai, papai, jogou errado, papai, não era nessa casa aí, não. E tipo assim, quando eu faço coisa errada no tabuleiro, coisa injusta, ou o José Pedro faz coisa injusta que foge à justiça, as crianças acusam a gente. E cavalo não anda assim, não, Zé. E papai, o bispo não anda assim, não. E aí eu falo assim, e desculpa. E eu volto com a peça para o lugar.
Não fiz tentando trapacear, vocês entendem? Mas eu fui injusto ali e errei. Foi uma desordem do tabuleiro. E aí eles ficam ali como uma espécie de promotores, acusadores. E quando Deus na teologia olhava para o homem, por causa do acusador. Quem que na história é chamado do grande acusador?
Quem é que vai acusar a gente quando a gente estiver diante de um tribunal da vida? O tal do demônio, né? Aí vai pro céu, mas ele não pode, pô. Ele não pode ir pro céu, pô. Você combinou com ele que essa era a regra do jogo, pô. A gente tem uma regra aqui. A gente tem uma regra. Se jogou errado, não pode ir para o céu. E a regra é essa mesmo. O céu ficou fechado, pô. Essa era a ordem. O trato, né? E aí vocês já viram como é que se faz um trato?
Já viram? Um trato, um contrato, como é que ele funciona? Ele funciona com o justo juízo, com a justiça para os dois lados. Então veja, qual é o papel do demônio? que o injusto não vá para o céu. Então o cara morreu, falou, opa, guerreirão, tu é justão? Não, não, então para você é o quê? O que foi combinado contigo? Que se você não é justo, você é da morte, porque está lá na regra do tabuleiro.
Fez besteira, morte. Essa é a regra, né? Fez besteira, morte. Deve ter? Morte. Injusto? Morte. Injusto? Morte. Então tá lá, ele tranquilão, pô. Injusto? Morte pra você. Injusto? Morte pra você. Injusto? Morte pra você. Esse é o papel dele, pô. São as crianças aqui, vocês fazendo isso no trabalho. Mas fulano? Fulano não chegou no horário, pô. Fulano não chega no horário, como é que ele vai ser promovido? Você entende o papel do acusador buscando a justiça? Então a justiça não dá para ela ser desfeita. Aí o mundo começou a conhecer aquela figura maravilhosa do Pantocrator.
Pantocrator é aquele ícone de Cristo que fica lá na catedral, na igreja de Santa Catarina de Alexandria, no sopé do Monte Sinai, lá no Egito, que tem um olho da justiça e um olho da misericórdia. Porque, veja bem, o contrato é A vida de todos os injustos deve ser levada para a morte. A vida do injusto é para a morte. A vida do injusto é para a morte.
Esse é o trato. Então o homem não sai da regra desse jogo, né? E aí você vê. A gente podia derrotar o acusador, né? A gente tinha que tirar o acusador dali. Vencê-lo, né? Como matar o acusador? Se ele fosse injusto. Porque se você mora aqui na minha casa enquanto você paga aluguel, se você para de pagar o aluguel, automaticamente o contrato tá desfeito, né?
Então você pode cobrar a vida de todos os injustos. Como é a cobrança do demônio sobre a vida dos injustos? A morte. Essa é a regra. E se ele cobrasse a morte para o justo? Aí ele quebraria o contrato, né? Agora, para para pensar. Eu não sei se algum de vocês já estudou demonologia, né? Demonologia, teologia, A gente tenta estudar a cabeça de Deus, né? Demonologia, a gente tenta estudar a cabeça, o intelecto do demônio, né? Como é o modo de operação dele. Na demonologia, a gente percebe que o demônio, a demonologia ela surgiu de maneira muito Sobretudo, depois a gente viu o tal do método antirrético, de evagripôntico, mas depois a gente viu o santo Atanásio, doutor da igreja, o grande Atanásio, uma daquelas lá, nas igrejas em Roma, no Vaticano, tem as colunas da igreja, as quatro colunas da igreja do Ocidente, as quatro colunas da igreja do Oriente.
Então, Santo Atanásio é uma dessas quatro colunas. Atanásio escreveu a vida de um homem chamado Santo Antão, Antão, Antão o Grande, Antônio. E aí, hoje, os manuais de demonologia são muito baseados na experiência de Santo Antão no deserto, nas tentações de Santo Antão. Olha só, quando a gente está convivendo com as pessoas, vocês já perceberam? Vamos aqui no papel normal de uma casa. Vocês já perceberam? A nossa vocação é dominar.
E eu me oriento no mundo por tudo que domina. Lembra disso? Vocês não podem esquecer disso, pô. Pelo amor de Deus. Vocês não podem esquecer disso. Essa é a regra fundamental do tabuleiro. Esse é o início do tabuleiro. Eu me oriento no mundo pelo domínio. O meu filho... Vocês já viram um filho falando assim pro pai? Papai? Você é alto, né? Papai? Você consegue encostar no teto? Papai, você consegue levantar essa cadeira? Vocês já viram um filho fazendo isso com o pai? Eu pergunto pra vocês, por que ele me pergunta isso?
O que vocês acham que o meu filho tá testando em mim? Ele tá testando em mim se eu sou a divindade? que ele vai fixar os olhos pra seguir e se orientar no mundo. E é óbvio que quando eu pulo e encosto nesse teto aqui, vocês têm que ver o olhar dos meus filhos pra mim. Eles querem vir me abraçar, eles pedem pra ficar no colo e eles falam assim pra mim, papai, quando eu crescer eu também vou conseguir encostar no teto? Pessoal, isso é teologia.
Quando nós olhamos pra nossa referência, vocês já viram quando vocês têm um grande professor? Vocês já viram como é gostoso? Eu ficava olhando assim, eu ficava quando eu era jovenzinho e eu ficava indo aí pelo Brasil atrás de grandes sacerdotes, grandes professores. Eu lembro uma vez, eu num lugar assim, o Padre Paulo dando aula, e aí veio uma pergunta sinistra assim, né? E eu ficava olhando assim pra ele. Caraca, agora, agora. Agora, quero ver o Padre Paulo responder essa. Porque é bom demais, porra. Quando o nosso professor domina, tá ligado?
Quando ele domina, a gente tem uma vitória e uma alegria no nosso peito, vocês já perceberam isso? Como isso é gostoso pra cacete. Quando tu olha o professor aí no curso, Agora olha a demonologia. Quem era o demônio? O demônio era Lúcifer, um anjo que no grau dele Por que no grau dele?
Porque nós sabemos que existem nove degraus, né? Que eu já expliquei pra vocês que acontece isso com eu ensinando meu filho na matemática. Como existem os degraus de quem é um ser intelectual, né? O cara que faz uma questão de matemática com nove linhas e o cara que faz uma questão de matemática de cabeça com uma linha só. Então os querubins e os serafins, né? Estão aqui em cima, pô. Serafim. resolve o problema intelectual com uma linha só. O anjo que está aqui embaixo, embaixo do arcanjo, resolve com nove linhas.
Ele está no nono patamar. Então você vê, o demônio, ele teve conhecimento intelectual da potência divina de Deus de maneira intelectual. O demônio não tinha conhecido Deus encarnado no mundo. Agora, imaginem... Agora eu vou falar pra vocês sobre a vitória, sobre a morte. O acusador, se Deus aparece na potência máxima, o acusador ia reconhecê-lo, o demônio não ia cobrar a vida de Deus, vocês entendem isso?
Porque ele jamais faria isso, a menos que ele fosse enganado, confundido, e como Ele foi enganado porque ele olhou para uma parte baixa que ele não entende nada. O demônio não entende nada. do gosto do café, do personagem no palco do mundo, porra, porque ele é um ser intelectual.
Então, se o Deus que ele conhecia fosse pro mundo do gosto do café, ele não ia entender mais nada. e ele ia se confundir. O meu filho duvidando de mim. Papai, você consegue encostar no teto? Vocês nunca viram o demônio tentando descobrir se Cristo era o Deus? Se és o Filho de Deus, transforma essa pedra em pão para saciar tua fome.
Se és o Filho de Deus, lança-te daqui. pra baixo e os anjos do céu vão vir te carregar. Vocês nunca viram o demônio testando? Faz a demonologia, pô. Olha a cabeça do demônio e pensa nele pensando assim. Faz o seguinte, olha pra vida de São Paulo, Paulo de Tarso, Saulo. Olha pra Saulo um homem que foi treinado e ensinado pelo grande Gamaliel, o professor de Israel, e que sabia tudo, tudo de teologia e do domínio da vida hebraica. Olha pra Saulo, olhando pra um homem crucificado, e veja se Saulo tinha condições de falar assim, esse é o Deus de Abraão, Isaac, Jacó, o Deus dos Gênesis.
Porra, não dá pra reconhecer, porra. Assim como o meu filho fica me testando e fala assim, caraca, é esse que é Deus, é o meu pai? Pai, você consegue encostar no teto? Aí eu pulo, encosto e ele fica com o olho assim e fala, caraca, esse é o cara do domínio, esse é o meu pai, porra. Aí eu pergunto para vocês, porra, olha, faz a demonologia, para o Deus Todo-Poderoso que cria o mundo com a palavra no colo de uma menina de aproximadamente 15 anos.
E veja se você consegue dizer tranquilamente assim, e reconhecê-lo, é Ele. Não dá, pô. Não dá, pô. E aí eu pergunto para vocês, quem foi que enganou Deus? Desculpa. Aí eu pergunto para vocês, quem foi que enganou o demônio? São João Damasceno. Citando as escrituras, né? Eclesiástico, sabedoria. quem envolveu a glória do mundo, do céu em carne humana.
Pessoal, o demônio sucumbiu, sucumbiu na mão de uma menina de 15 anos que envolveu a glória do mundo em carne humana e ficou completamente desorientado. Porque é óbvio que não conseguia reconhecê-lo e passou a vida dele testando.
Se vocês lêssem São Leão Magno, São João da Macedo, São Bernardo de Claraval, se vocês vissem aquelas escolas dos monges falando sobre a Virgem Maria, Porra, pessoal. Agora, vamos fazer um pouquinho de teologia, né? Essa nossa teologia, sim. A minha teologia baixa, né?
A que eu consigo fazer. Deus vai vir ao mundo. para enganar o demônio. E ele precisa se revestir de humanidade. Ele precisa descer a potência lá embaixo. Então ele precisa de uma substância baixa, Qual era a substância da encarnação de Deus para que a gente conhecesse a envergadura da misericórdia?
É o que a gente aprendeu a chamar aí de humildade, né? Então a pessoa onde Deus iria Ela precisaria ser a mais humilde de todas as criaturas para caber toda a misericórdia, entende? E olhou para a humildade de sua serva, para baixo, muito baixo, para ser como ela, porque assim que a gente desce para ser como um filho, vocês entendem? É por isso que Santo Ambrósio, O grande Ambrósio, que converteu Santo Agostinho, quando falava dessas coisas, quando falava da encarnação de Cristo, falava, e ele veio ao mais baixo no homem para ensinar o homem a subir ao mais alto.
Então, você vê, quando Deus quis se tornar homem, Ele quis ser igual a Virgem Maria, meu irmão. Existe um escrito apócrifo de um soldado romano, de uma carta ao imperador Tiberio. Tiberio César, o imperador romano da época de Cristo. E nessa carta fala assim, ele era muito parecido com a sua mãe. o jeito de sorrir, o jeito de olhar, o jeito de andar. Ele falou, porra, vocês estão de sacanagem que não era assim, tá ligado? Meu irmão, tem gente, eu vejo umas pessoas falando assim, ó, é a Virgem Maria o modelo para as mulheres e tal, caramba?
Aí eu falo, é, é, porra, eu sei que é. Só que a Virgem Maria, como disse Santo Agostinho, é o modelo para formar Deus, porra. Deus quis ser como ela. para enganar o demônio. E aí, tomando as feições dela, a carne dela, vocês entendem? Deus é todo Mariano, né? Todo Mariano, Crispio é todo Mariano. É Mariano até a carne, tá ligado? Quando eu falo para vocês de temperança, de se temperar para ir se transformando nas coisas, ele falou, Deus é temperado de Maria. Vocês entendem? Para quê, porra?
Para enganar o demônio. E aí, ele sucumbiu há um menino revestido de carne por uma menina de 15 anos, que era a mais humilde de todas as criaturas, porque no mais debaixo da humildade, nessa terra, no Humus, opera o coração misericordioso, misericórdia, cordes de cardio, de coração na miséria, no humo, vocês entendem que a misericórdia, ela funciona e opera completamente na mais baixa humildade, vocês entendem isso? E aí o demônio enganado por essa menina, cobrou a vida dos justos.
E aí é bonito, né? Porque hoje, hoje... Presta atenção. Na sexta-feira, o demônio tava lá, ó. Imagina os caras que morreram na cruz, tá ligado? Gestas e Dimas, né? Gestas, o tal do mau ladrão, né? E Dimas são Dimas, o bom ladrão, né? Você vê. O demônio comprou a vida deles, pô. E, ó... São Dimas ainda pagou o bizu pra ele, porra. Mas tu vê como ele tava cego, tá ligado? Porque São Dimas falou, a gente merece morrer. Porque a gente é ladrão. Mas ele não, porra.
Ele é justo. Só que o demônio iracível... E vocês já viram como é que a gente fica quando a gente tá irado, né? Cego, né? Os padres do deserto sempre diziam que esse é o primeiro grande efeito da ira, né? Ela cega a gente. Ou seja, ela precisa ser calculada antes de acionada, né? A ira é uma grande virtude pra quem já calculou antes de soltar o cachorro, entendeu? Já disse a justiça que ela vai lutar, porque depois que tu solta a ira, ela luta pela justiça sem pensar.
Aí você vê. Ele cobrou a vida dos três, tá ligado? Não, pô, é injusto, injusto, injusto. É morte, morte, morte. Esse era o papel dele. Quando ele cobrou a vida de Cristo, aí vem, o que você vê? O monte da crucificação, como ele era chamado? Aquele lugar lá da crucificação chama Golgotha, não é Golgotha que está escrito no Evangelho? Lugar de crânio. Por que tinha esse lugar de crânio? Porque a tradição antiga dizia que naquele monte estava o crânio de Adão. Lugar de crânio, o crânio de quem?
De Adão, pô. Então você vê. E o que Cristo foi fazer? Ele ressuscitou hoje, no terceiro dia. Sexta-feira, primeiro dia. Sábado, segundo dia. Domingo, terceiro dia. O que ele ferdeu de sexta-feira? Ele foi lá, pô. Cobrou a morte dele, beleza. Matou, ele morreu. Para onde ele foi? Para o seio de Abraão, pô. Para o limbo. para a mansão dos mortos. E aí, quando ele chegou lá, o que diz a tradição? O que ele foi fazer lá? Com a carne dele morta, e agora glorioso, ele foi pregar a boa notícia para os mortos, E aí quando ele chega, começa o acusador à morte, a morrer quando ouve a notícia do que ela fez.
Então é como se a justiça tivesse sendo cumprida completamente pela misericórdia. Então você começa a contar a história da salvação, tá ligado? E é como se ele, nesses três dias, O próprio demônio, que estivesse junto com todo mundo que vive na mansão dos mortos, está ouvindo a história. E ele vai morrendo, tá ligado? A morte. É bonito pra caraca quando Santa Teresa d'Ávila fala, né? E ele deu a morte à morte. Porque quando ele acaba de pregar o evangelho na mansão dos mortos, o demônio entra naquela beleza, naquela imagem que mostra ele na paixão de Cristo desesperado, tá ligado?
com aquela sensação mesmo. Porra, o que eu fiz? Meu Deus, porra. Que merda que eu fiz, porra. Mas quem diria que... Aqui, um ali revestido de carne. Cara, eu fui enganado. Eu fui enganado por uma menina, meu irmão. Eu fui enganado por uma mulher. Uma mulher pisou na minha cabeça, porra. Enganou o meu intelecto, tá ligado? Ela pisou na minha cabeça, porra. Vocês estão entendendo? E aí ele cessa a acusação porque ele quebrou o contrato. E aí nós conhecemos a envergadura do olhar do Pantocrator, né?
A justiça perfeita e a misericórdia perfeita. E aí o céu é reaberto. Essa história é a história da nossa vida, pô. A história do tabuleiro de xadrez. É por isso que eu contei começando com a mesma história, vocês entendem? É óbvio que o cardeal Newman estava certo. Essa história que Cristo conta para os discípulos de Imaús, andando no caminho, a gente vai ver aí na liturgia para frente, essa é a nossa história, pô. E aí vocês percebem, né? Quem é a Virgem Maria para a gente, né?
A gente não conhece nada de Cristo sem o nosso olhar pousar sobre ela, tá ligado? O mundo nunca viu Cristo sem os olhos do mundo pousarem sobre o corpo e o sangue da Virgem Maria. A Virgem Maria. Maravilha. Feliz Páscoa, pessoal. Obrigado pela companhia de sempre de vocês, tá bom?
Obrigado pela paciência. Tamo junto.