Vida do espírito
Vida Intelectual
- a vida intelectual
- imoralidade
- o café doente (juízo falso)
- o crítico
- as três pessoas
- filocalia e filosofia
- a finalidade da coisa
- vergonha = não-querer-ser
- obras é que são amores
- a força irascível
Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 7:02.
“Eu vou pegar essa deixa aqui, como já são 9 e 10, eu vou pegar essa deixa aí da pergunta da ansiedade e depressão.”
Trechos da aula
Vocês não podem buscar a verdade onde há imoralidade.
É impossível uma pessoa olhar pro café e saber o juízo dele se ele toma o café doente
O imoral não conhece a verdade.
Transcrição completa
Boa noite, Aline. Fala, Dudu. Boa noite, Viviane. Lucas. Fala, meu irmão. Lá da Argentina, que maravilha. Boa noite, Daniele, Gabriel, Aline. Franciele. Rafael. Victor Cimini. Boa noite, meu irmão. Homem de valor. Laura. Eu ouvi tua mensagem, Laura. Buenos aires, hein?
As coisas acontecem de maneira boa, né? Boa noite. Tony Azo. Dayla, boa noite. Alaninha, boa noite. Aqui, boa noite, professor Anciolos Provino. Edificante. Espadote. Pô, fui botar a mão aqui, parou de passar aqui os boa noite. Fala, Gonçalves. Natália Gandolfo, boa noite.
Ribeiro, Tagorana, Renan, Alaninha, é uma maravilha mesmo estar aqui com vocês, é muito bom. Rafael, Tatiana, Lopes, boa noite. Segunda aula da consciência, vamos ver. Vou contar um segredo para vocês. Às vezes eu entro aqui sem saber exatamente qual é a aula, sabia? A primeira aula da consciência eu cheguei aqui achando que ia fazer outra coisa. É que pra mim a personalidade é uma coisa assim que eu vejo, né?
Então dá pra eu falar certas coisas aqui que não tão de improviso, obviamente, né? Mandei uma ideia de conteúdo no direct. Tá. Eu acho que eu anotei. Boa noite, Juliana. Juliana Neves. Tá sempre aqui. Viviane Teixeira. Cuiabá. A galera de Cuiabá aí. Fala, Marco. Estamos juntos, meu irmão. Aí o Vitor Direct, meu irmão, pode seguir firme lá com o YouTube lá, lives do professor, uma maravilha.
Eu realmente agora, vocês perceberam que eu dei uma pausa até nas caixinhas, né? Eu vou voltar depois do dia 6 de agosto, a normalidade, mas vou tentar manter aqui a live ou do dia 8 de agosto, alguma coisa assim. No dia dos pais já vai estar normalizado aqui a situação. Luana e Davidson, maravilha, sempre bom ter vocês por aqui. Pós-graduação em Psicologia Familiar. Maria Tomásia. Obrigado, Maria. Daniel Fraga, Roup. Viviane. Leonardo Coquito. Boa noite, meu irmão. Victor Sivini.
Não, no improviso não. No improviso o Zoom me quebra. Eu estou vendo aqui a personalidade. Se eu puxar uma coisa aqui, eu começo a falar dela. Eu estou vendo aqui a bola do meio, você entende? Com as pessoazinhas e aquele olhar da consciência, né? Você me fala um tema, é assim que eu atendo, né? Quem é meu paciente sabe, eu começo ali com aquele desenho em branco e vou preenchendo durante as consultas, né? Então, não tem muito mistério, não. Gostaria de uma palestra sua. O pessoal, eu não divulgo o contato do meu secretário, porque senão acabo com a vida dele.
Mas o pessoal, ele recebe bastante contato de gente todo dia pedindo consulta. Eu acredito que o pessoal deva pegar o contato dele lá no grupo do WhatsApp, de quem entra lá no grupo do WhatsApp. Acho que tem umas 800 pessoas lá. E aí vem quem é o administrador e manda uma mensagem para ele. Depois, quando eu for divulgar os outros cursos, eu vou divulgá-lo naquele grupo lá. Fala, Edson. Juliana Lusso, boa noite. Boa noite, Levi. Gisele. Grande Jorge. Puts, cara, eu pulei tua resposta no direct.
Mas eu acho que eu vi, cara. Boa noite, Daniel. Porra, é homagem. Tranquilo, meu irmão? Bom te ver na área. Lucas. PM Luiz Castro. Selva, meu irmão. Diana, Assembleia de Estórias, boa noite. Tatiana. Depressão e ansiedade. Quando vocês entenderem o que é depressão e ansiedade, vocês vão perceber que em todas as lives eu falei sobre depressão e ansiedade.
Vocês sabem que esse é um tema que Eu fiquei impressionado assim, quando eu fui categorizar. Eu vou pegar essa deixa aqui, como já são 9 e 10, eu vou pegar essa deixa aí da pergunta da ansiedade e depressão. Eu não vou entrar no tema aqui com calma não, mas eu vou puxar um fio da meada aqui. Quando a gente vai estudar um tema, por exemplo, quando eu fui estudar ansiedade e depressão, Eu tenho uma palestra minha, é tipo uma aula de PowerPoint, que é meu método de estudo, como que eu começo a estudar certas coisas.
Eu vou falar um pouco sobre isso hoje, mas não estou sobre isso, mas vou começar com esse tema então para falar a coisa que é importante para vocês, que eu sei que estão aqui com um desejo sincero e profundo de entender as coisas, de aprender. Quando eu era namorado ou noivo da Maria, eu estava estudando o domínio no mundo sobre o personagem. Tanto é que era essa época, que logo depois eu fui para o Líbano.
A gente noivou, a gente era noivo antes com um tempo distante, eu estava lá no Líbano. E no Líbano, eu fazia blocos de estudo por categoria de Aristóteles. Eu pegava uma época assim e estudava só a influência do espaço na minha vida, a influência de sons na minha vida, a influência de luzes na minha vida. Vou te dar um exemplo, a Maria sabe, ela assiste às lives, está até passando aqui agora. Eu não sei nem como é que a Maria aceitou casar comigo com as paradas que ela viu fazendo quando me via tentando aprender as coisas.
A Maria morava na Pereira da Silva, aquela rua de subida lá do Bope. nas laranjeiras. E aí, um dia, eu estava estudando o domínio dos sentidos. E aí, o que eu fazia? Eu tapava a minha visão. Obviamente, eu não ficava pagando de maluco na frente dos outros. Mas, às vezes, pagava. Eu peguei um dia... Aí, a Maria está aí. A Maria vai lembrar disso que eu estou falando. Eu peguei um dia... Falei assim para a Maria, ó, não me deixa morrer, não. olhos e fui andando na rua, lá na Pereira da Silva, subindo e fazendo as paradas cego, sem ver, porque eu estava tentando entender domínio a partir da perda de certos sentidos, a carga que eu ia transferindo para os outros e como eu ia tentar dominar o mundo, vocês entendem?
Por que eu estou falando isso para vocês? E agora que eu vou entrar num motivo Então, onde que eu tô no desenho? O que que eu tô vendo na minha cabeça? Eu tô vendo a parte de baixo, o bonequinho de baixo, o personagem. É aquele que tá no palco da vida, sentindo as coisas, né? Eu tô falando dos sentidos. E aí o crítico? que é aquele bonequinho aqui da esquerda, tem a bola do bem no meio e o roteirista aqui na direita, o crítico no passado, o roteirista no futuro, o personagem aqui no presente, aqui embaixo, na parte mais material.
Aí, quando eu sinto a coisa no mundo com os sentidos, o que o crítico faz? Qual que é a tara do crítico? Como é que o crítico domina o mundo? Então ele tá num mundo imaterial, por isso ele fica na parte de cima, o personagem tá num mundo material, por isso que ele tá na parte de baixo, né? O crítico faz juízos sobre o que tá acontecendo. Presta atenção nisso que eu vou falar pra vocês. O crítico julga as coisas. O crítico não julga as coisas.
Aonde na personalidade humana acontece o julgamento das coisas? Acontece na unidade da personalidade, ou seja, acontece fora do presente, do passado e futuro. Acontece na consciência, que olha as três pessoas de fora, por isso eu posso falar delas. Então vejam, quando o cara fala assim, Ele tomou o café. Quando ele olhou pra pessoa, fazendo besteira, aí ele fala assim, ia lá, fulano tá fazendo coisa errada, pô. Fulano roubou. Aí o cara do lado, meu irmão, mete aquela assim, ó.
Olha o que que ele mete, né? Porque o cara é um cara virtuosão, sabe? Preocupado, todo mundo. Ele mete assim. Não julga o cara, porra. Não julga o cara. Tu não sabe se o cara tá passando fome pra tá ali roubando. Ou, animalzinho, olhar pra um cara roubando e falar assim, e o cara tá roubando, não tem nada a ver com julgamento, porra. não tem nada a ver com julgamento, vocês já foram num julgamento? Eu fui juiz militar, eu dava vereditos em audiências, então tinha o juiz Togado no centro, uma comissão de cinco juízes, o juiz Togado e quatro juízes militares, então algumas vezes eu sentava lá como juiz militar fardadinho, e dava o meu veredito, olha, eu considero o cara inocente, ou eu considero o cara culpado e condenação, e você dá uma condenação, animalzinho, eu estou falando de mim, obviamente, tá Débora, essas coisas, pô, é óbvio, quem que ouve primeiro aqui, eu estou falando, muito antes de vocês ouvirem, eu já ouvi aqui para mim, o animalzinho, o Dieguinho, o animalzinho, entendeu, estou falando aqui para mim, O julgamento, ele não é você olhar para o café e falar assim, e o café está quente, ou, e o café está gelado, ou olhar para a grama e falar assim, e a grama está verde, e o cara está pegando o caderno que não é dele, aí o cara, não, não julgo o cara, mas eu não estou julgando, pô.
O crítico que vive e tem a tara, o domínio dele é fazer juízo, que é a segunda operação da lógica, né? A primeira operação da lógica, qual é? Simples apreensão ou apreensão sensível. A segunda operação da lógica, juízos, proposições. Eu vou fazer uma proposição, entende? O que é um julgamento? Um julgamento tem uma unidade que perpassa as três pessoas. Então você vê, num julgamento eu considero um cara culpado, ele tem intenção ou não tem intenção, ou seja, o crime é culpado. culposo ou o crime é doloso.
Então você vê, se eu tô vendo se tem intenção, onde tá a intenção na personalidade? Na conversa entre o crítico e o roteirista. Então eu já envolvi o roteirista, você entende? E o julgamento a substância final do julgamento termina com um veredito. Você está condenado ou você está absolvido, você está condenado a quanto tempo de prisão ou a pena num regime semiaberto, você entende? Então veja bem, se você está vendo o cara roubar e você fala assim, e o cara está roubando, e o cara está chegando atrasado, aí o cara fala assim, não, não julgo o cara, pô, às vezes o cara está chegando atrasado porque ele está com a mulher doente, aí você fala, não, mas eu não estou julgando o cara, cara, eu só estou me orientando no mundo, vocês entendem isso?
Vocês entendem? As pessoas precisam fazer juízos, e elas vão fazer quer queiram, quer não queiram. Essas pessoas que falam assim, não julga, quando as pessoas estão fazendo juízos, elas estão extremamente doentes. E é um pouco sobre essa doença aqui que eu vou falar. Presta atenção nessa live, presta atenção sobretudo a partir de agora, que quando eu fizer um curso sobre sobre a vida humana, não é sobre filosofia, porque vocês já sabem onde eu posiciono a filosofia, a filosofia é um amor que envolve um terço da personalidade humana, ela sem a filocalia e sem a filoteia não é nada, a filosofia é uma criancinha, então você vê, quando a gente começar um curso sobre a vida humana, Presta atenção nisso que eu vou falar pra vocês, porque isso baliza a minha vida inteira de estudos.
Há pouco tempo, a minha filha Maria Rita foi provar café pela primeira vez. Só que ela foi provar café assim, ó. Papai, posso provar café? Aí eu falei, pode minha filha, aí ela pegou meu cafezinho largado, gelado, café forte pra caraca, né? Por um acaso no dia, eu não sei, não lembro, tinha dormido mal, mas era forte, eu lembro que quando ela tomou e fez o juízo, Eu fui lá ver, porque ela fez o juízo assim sobre o café. Caramba, papai, que troço horrível, gelado, amargo pra caraca, fortão.
Ou seja, personagem no palco, hein? Ela usou dos sentidos dela e ela foi fiel aos sentidos dela no mundo. Ela foi fiel aos sentidos dela no mundo. Como? Ela fez aquilo que Cristo falou para os discípulos de João Batista. Falou assim, falem para João aquilo que vocês viram e aquilo que vocês ouviram. Só que no caso dela, ela falou aquilo que ela viu, que ela ouviu, que ela sentiu, que ela cheirou. Você entende?
Que o paladar dela, que as partes da língua dela sentiram, tá? Ela foi fiel ao mundo e proclamou o juízo. Ela foi fiel ao roteirista. Um crítico fiel ao roteirista. Só que ela fez um juízo sobre o café doente. Porque aquele não é o café pelo qual eu me apaixonei, por exemplo. Não é aquele café que ela tomou. Ela conheceu um café doente e negou o café e renegou o café.
e não quis mais se deixar envolver pelo café, e não quis mais o café no roteiro da vida dela, porque ela provou o café doente no mundo. Presta atenção. Se eu fosse um pai decente e tivesse feito um grande café pra minha filha, A minha filha podia ter se apaixonado pelo café. Podia ter decidido, a partir de um bom juízo sobre o café, colocá-lo no roteiro da vida dela.
Na sexta-feira, eu atendi uma pessoa que chegou meio indignada, falou assim pra mim, professor, eu fico indignado como as pessoas não sabem nada sobre casamento, como elas falam que casamento é horrível, como falam que ter filho prende, Aí eu falei assim, mas por que você fica indignado com isso? Ela falou assim, porque elas não sabem o que é casamento.
Aí eu falei assim pra ele, olha, mas quantos grandes casamentos e grandes famílias você conhece no mundo? Eu tive essa dificuldade. Uma época da minha vida... Antes de conhecer a Maria, né? A Maria que... Bom, esse é assunto pra outra live. Que mudou a minha vida nesse sentido, mas... Eu, uma época da minha vida, de adolescente, eu não queria casar.
Porque eu olhava Eu tomava aquele café, eu via as famílias e eu falava assim, ó, esse café é gelado e amargo. Eu não quero tomar esse café. Eu tinha um juízo errado sobre família. Eu tinha um juízo errado sobre família. Por causa dos meus sentidos. Porque eu não tinha visto a família quentinha e bem feita. Sabe qual é a consequência dito do que eu estou falando?
A consequência é a seguinte. Presta atenção agora. Pelo amor de Deus. Se uma pessoa com o personagem no palco, os atos concretos dela são esse café gelado e amargo, e se você faz um juízo sobre ele pela imoralidade O que é imoralidade? Imoralidade é pela coisa longe da finalidade pela qual ela foi feita.
Pela imoralidade do café, porque é uma imoralidade o café feito dessa maneira. Você viu? Eu, quando falo de imoralidade, eu sempre falo um exemplo que, pra mim, é nítido. Quando eu estudei o que era imoralidade, vergonha, eu botava assim, ó, quais foram as últimas dez vezes que eu senti vergonha na minha vida que estão na minha memória. Eu lembro que uma delas tinha lá. Na África, a gente tinha um armário que eu botei na subida de uma escada. E aí, quando ia à visita lá em casa, eu botei na subida de uma escada pro meus filhos não subirem a escada.
Quando ia visita lá, eu sentia vergonha daquele armário lá. Por que eu sentia vergonha? Porque aquele armário não foi criado. A armaridade dele, a finalidade dele, a natureza dele, não foi criada para ser porta de escada. Então eu usava o armário contra a finalidade dele. Vocês entendem? Isso é imoralidade. É um exemplo bem simples e baixo pra vocês entenderem como é a finalidade da coisa, tá? Isso é imoralidade. Eu pego uma coisa que tá sendo usada contra a finalidade dela, tá? É só isso que é imoralidade.
Aí, a minha filha provou no mundo um café que agora, estragado que tá, está longe da finalidade dele. Como ela provou da imoralidade no mundo, o crítico que é apaixonado pela verdade, pela filosofia, o personagem apaixonado pela beleza, pela filocalia. Filia, amizade, kalóis em grego, beleza. O personagem ama a filocalia. ele se entusiasma pela beleza das coisas.
Então você vê, ela provou o café imoral e fez um juízo que é uma mentira sobre o café, porque o café é imoral. Vocês sabem qual é a consequência disso que eu estou falando para vocês? Que o homem imoral Ele está impossibilitado de fazer filosofia porque a parte do mundo que ele conhece e faz juízos é uma mentira. Vocês entendem isso que eu tô falando pra vocês, pô? Que se o casamento que vocês conhecem não é um casamento de perfeição, ele tem imoralidade, o que vocês têm na cabeça é uma mentira.
Se a sexualidade que vocês usufruem, se ela for errada, se ela for o café gelado, o que vocês têm na cabeça é mentira, porra. Vocês entendem? Vocês são mentirosos na cabeça. A consequência disso é tão grave, mas tão grave. que o Freud jamais deveria ter sido ouvido como um cara que fala a verdade, porque ele era imoral e ele se matou. Vocês jamais deveriam ter ouvido a voz do Freud, porra. Porque ele provou o café gelado no mundo. Porque ele não conhecia o café quentinho e gostoso, vocês entendem?
Antes de vocês ouvirem a ideia de uma pessoa, vocês têm que ver se ela é moral, se a vida dela tá indo pra finalidade do homem. E vocês sabem disso, porra. Você olha pra Madre Teresa de Calcutá e tu fala assim, cara, eu não sei nada sobre filosofia, mas essa mulher, ela parece um ser humano, porra. Eu quero saber o que ela diz. Vocês entendem isso? Vocês não podem buscar a verdade onde há imoralidade. Então vocês jamais vão me ver começar um curso de filosofia falando sobre vida intelectual, sobre ler livro.
Se vocês não buscarem a perfeição da vida moral, Porque vocês jamais vão acertar na cabeça de vocês se vocês não acertarem no mundo! Isso é impossível! É impossível uma pessoa olhar pro café e saber o juízo dele se ele toma o café doente, pô! Então vejam, as pessoas que vocês leem hoje, eu já li esses caras, você vê, eu li toda a história de Patrícia, esses livros hoje que nego tem na biblioteca e que é óbvio que nego não tem tempo de ler, é óbvio, eu sei que tem porque é bonito pra caralho que tá na moda.
Quando eu cheguei no Freud, no Jung, no Sartre, na escola francesa, na esquizoanálise, no Derrida, na TCC, nessas paradas todas que vocês gostam pra caraca, e que eu estudo, pô. E que eu estudo. Eu fiz pós-graduação de psicanálise em TCC, pô. Você tá entendendo? Você acha que eu chego aqui e vou... Mas eu fiz. pra mapear a doença daquilo ali, você entende? Pra saber assim, caramba, minha filha, ela tá falando que café é gelado, pô, tem alguma coisa de errada. Porque eu conheço o café, o café tá encarnado na minha carne, pô.
Aí você encontra na esquina, você vai, a pessoa, você vê, pô, eu tenho seis filhos, aí a pessoa vem e me fala assim, pô, é muito difícil ter filho, e ter filho é cansaço, aí eu olho assim, o que eu sei daquela pessoa? Ela é imoral, ela precisa saber filosofia. Ele fala, não porra, ela precisa mudar de vida. Ela precisa deixar de ser egoísta, de ser fraca no mundo real, você entende? Porque isso é fraqueza moral. Então hoje, as pessoas estão com essa tara de vida intelectual.
Eu sempre, sabe que eu ficava sempre me perguntando antigamente, né? Quando eu, lá nos idos de 2002, assim, né? Aí eu conhecia, comecei a buscar, assim, umas pessoas intelectuais para pedir ajuda, para conhecer as paradas, assim. Aí eu falei assim, caraca, meu irmão. Você viu, eu casei com a minha esposa com 27 anos. Eu casei virgem. Eu casei virgem com a minha esposa. Às vezes eu atendo gente que fala assim pra mim, professor, eu durmo com a minha esposa e aí eu lembro de outras mulheres quando eu tô com ela e eu me sinto culpado, eu me sinto triste.
Quando eu ouço isso, Eu penso assim, cara, que sacanagem que o nego fez com a religião, né? O nego acha que essa parada de virgindade e castidade é porra de religião, né? Porra! Isso é pra fazer o homem funcionar bem, porra! Eu fico imaginando a dor de um cara. Eu falo, por quê? Porque isso não tá na minha carne, você entende? Eu não sei o gosto desse café amargo, porra. Eu sei o gosto do café quentinho, você entende? Não tem na minha cabeça. Aristóteles, né? Não chega no mundo do intelecto aquilo que não passou pelos sentidos.
O cara falou assim, pô, professor, como é que é? O que você faz quando acontece isso com o senhor? Ele falou, eu não sei, pô. Não acontece isso comigo, cara. Quando eu tô com a minha esposa, eu sinto que eu sou todo pra ela. E ela é toda pra mim, você entende? Ele falou, pô, mas vocês casaram virgem, cara. E não testaram não, e se desse ruim? Ele falou, Como que dá ruim, cara? Como que dá ruim, pô? Duas pessoas virgens que se casam e vão ser só elas.
Você entende? Olha, eu falei zero de religião aqui, eu tô falando da psíquia humana, da psíquia humana. Você vê, se você for lá pegar minha live da intimidade, você vai ver o problema escroto que dá na personalidade humana quando se partilha a intimidade, você entende? O rompimento grave que tem na personalidade humana. Mas nego acha que eu tô sempre falando de religião, pô. Na verdade, pra mim eu tô, né? Porque sempre tô falando... A luta da minha vida foi sempre falar da mesma coisa. Quando tivesse falando de bolinha de gude, de café, de teologia, pra mim é a mesma coisa, pô.
Porque faz a gente funcionar bem, pô. Vocês estão entendendo o que eu estou falando? Aí nego fala assim, nego acha estranho, nego acha estranho que as pessoas tenham juízo errado sobre casamento. Eu falo, pô, todo mundo vê o casamento de merda, nego separado, nego vivendo de qualquer jeito, tá ligado? Aí você fala assim, porra, se em toda esquina serve café gelado, qual é o juízo das pessoas sobre café? Que ele é quentinho? Então você vê, quando eu falo para as pessoas que casamento é a encarnação de uma perfeição e não há outra igual a essa na face da Terra, não há outra encarnação como essa do casamento como forma de perfeição, Fala, Diego, é o sacramento da religião.
Eu falo, é, o casamento é esse sacramento, é esse sacramento. Aí as pessoas, quando eu falo isso, sabe o que elas têm que fazer? Um ato de fé contra os sentidos dela, que é o que eu fazia na minha juventude. Eu olhava para os meus amigos comendo geral, me chamando de otário. Aí eu pensava assim, cara, mas esses caras aqui, eles não parecem ser tão felizes quanto a Madre Teresa de Calcutá, tá ligado? Parece que a Madre Teresa de Calcutá é mais humana e mais forte do que eles.
Ela fala da castidade, da virgindade. Eu falo, pô, eles são meio imorais, pô. O imoral, como é que o imoral sabe a verdade? Não dá pra saber, pô. Você vê, eu era monitor de lógica, análise combinatória, probabilidade no colégio naval. Você entende? Eu sabia disso. Não era pela religião, não, pô. Era pelos fundamentos da lógica. Falei, cara, simples apreensão, que é a lógica material, dá o fundamento do juízo, que é a proposição, que vai ser o fundamento prévio do silogismo, né? que é a verdade da lógica.
Falei, pô, como é que o cara imoral sabe a verdade, meu irmão? Não dá, pô. Isso é básico do básico do básico. E nego não tem isso na sua cabecinha. Aí nego lê o quê? Karl Marx, um homem completamente imoral, pô, você entende? Meu irmão, nego lê Sartre. E ele é o cara com maior quantidade de referências nas faculdades. Meu irmão, o maluco. Um dos mais imorais. Fala, Diego, você tá jogando, cara? Fala, meu irmão, presta atenção nisso que eu vou te falar. Eu faço penitência pro Sartre e pro Freud irem pro paraíso, porra.
Você entende? Eu não julguei não, porra. Eu não julguei não. Eu não sei se ele tá no céu ou no inferno. Eu não tô falando disso, porra. Eu tô falando do seguinte. Eu tô fazendo um juízo. O imoral não conhece a verdade. Você entende? Quem conhece a verdade e quem que sofre com a imoralidade da verdade? É aquele que prova o café quente no mundo, porque presta atenção nisso que eu vou te falar. Imagina que você é a pessoa que tomou o café quentinho, e aí 30 pessoas tomaram o café gelado.
O seu coração dói. Porque você quer empurrar dentro do coração deles, porra. Que o café não é aquela merda que eles tomam. Vocês entendem o que eu tô falando pra vocês? Então presta atenção no tesouro que Santa Teresa de Ávila deu pra gente quando ela falou assim, ó. Quem sofre com os pecados do mundo não são os pecadores não, porra. São as pessoas profundamente santas que sofrem com o pecado do mundo. Aquela mulher que tá no shopping em Salvador, vestida de coleira, imitando um cachorro, ela não sofre nada com aquela merda que ela tá fazendo, você entende?
Ela tá tentando a mesma perfeição que eu. Mas quem sofre se a joelha oferece penitência e deseja carregar na carne a merda que ela tá fazendo com a vida dela, é quem sabe na própria carne pra que foi criado o corpo humano, vocês entendem? Porque não tem como o cara que tomou café gelado conhecer a verdade. Não existe verdade na imoralidade, porra. É impossível isso. Impossível! Vocês não vão encontrar a verdade sobre casamento se vocês esquecerem ou esquecem tudo que ela está falando e vejam em silêncio a família dela vivendo no mundo real.
É isso que é a única possibilidade de fazer filosofia nessa vida. É diante da moralidade, da criação, da ordem. Vocês entendem isso? Pelo amor de Deus, isso é fácil de entender, pô. Isso é básico. Vocês não podem dar ouvidos pra imoralidade. Parem com essa bobeira de querer saber de tudo, de todo mundo e tudo mais, pô. Fica calmo. Fica calmo que a vida intelectual não é essa. A vida intelectual... é você viver uma vida decente no mundo e dizer aquilo que os seus olhos veem e que o seu ouvido ouve.
É isso que é a única possibilidade de fazer filosofia nessa vida. Vocês estão entendendo? Vocês estão entendendo o que eu estou falando para vocês? É simples. É simples, pô. E se vocês conseguirem falar para as pessoas e conseguirem empurrar no coração delas uma visão de vocês, que vocês olham aquela visão e vocês sabem que aquela visão é a verdade, vocês vejam ó, vocês vejam, eu vou ver a minha esposa envelhecer, eu vou ver a minha esposa fraquejar, eu vou ver a minha esposa chorar, eu vou ver a minha esposa… mas existe uma verdade sobre a minha esposa, uma imagem da finalidade da minha esposa.
Essa verdade, ela é dada num único momento, que é o ápice da teologia, do apocalipse, da igreja, do coração de São Paulo quando ele falava do mistério de Cristo e da igreja. Vocês veem, Eu via minha esposa todo dia antes de casar. Quando a porta da igreja de São Paulo abriu, e eu vi a imagem da minha esposa, toda de branco, intacta, virgem. Eu estava lá no altar, num lugar de sacrifício, Nego sabe que eu tava lá, meio fracão, chorando pra caraca, né?
Mas eu sabia que aquela imagem dela, aquela imagem de uma mulher quando abre a porta da igreja, uma noiva, uma noiva se apresenta para o esposo. Vocês veem, ó, eu tô falando isso pra vocês, mas se vocês lerem o Apocalipse, eu tô falando igual o Apocalipse, pô. uma esposa apresentada de branco para o seu esposo, que vai caminhar até o local onde ele vai entregar a vida e vai se oferecer por ela. E ele vai ter que fazer isso por ela. A vocação dele vai se apresentar lá naquela porta no céu, porra.
Todas as coisas nessa vida começam pela causa final, né? Todas as coisas. Ele falou, Deus vai fazer o mundo. Pois é. A causa final aparece ali. É o pai, né? É o pai. É o roteirista. A causa final. Ali está a imagem da verdade. Ali você faz o juízo sobre aquilo ali. Ele falou, ah! Então é isso que eu tenho que fazer na vida, eu vou ter que apresentar essa mulher assim, no paraíso eu tenho que apresentar essa mulher assim, essa imagem que eu tenho que ter na minha frente, você entende?
Essa foi a oração que eu fiz quando a porta da igreja abriu, eu falei, Senhor, eu preciso um dia te apresentar essa mulher assim, como ela está abrindo essa igreja, intacta, virgem, de branco, pura, vocês entendem que é isso que a gente, vocês veem ó, eu estou falando isso para vocês, você quer mudar o sacramento? Vamos mudar o sacramento, para tu não achar aqui, porque eu sei, eu vi que tem padre aqui, vai numa missa, e olha o ofertório, preste atenção, vocês já viram no ofertório da missa católica, que entra uma procissão de entrada, com, água, vinho e hóstia, ou seja, a causa material entra na igreja numa procissão, ela se apresenta, começa o ofertório, então, vai vir uma coisa que vai se oferecer lá no altar, uma coisa material, vocês entendem?
Uma coisa material vai ser oferecida, está entrando uma oferta material, e aí o padre, no momento da missa que se chama Epiclese, O padre está lá esperando no altar, né? Ele chama o Espírito Santo, que ele vai pedir sobre aquela coisa material ali. E aquela união entre aquele material e aquele material vai fecundar Cristo, né? É assim, isso acontece na missa. Então você vê, eu acho bonito pra caraca quando os protestantes confundem a igreja, a igreja de Cristo, a igreja do apocalipse, e o católico fala que é a Virgem Maria, e eles falam que é a igreja.
Eu falo, cara, essa confusão é uma beleza, porque nem a gente sabe bem quem é, tá ligado? Quem que é a igreja, quem que é a Virgem Maria. Porque quando começa a procissão do ofertório, Vocês sabem que a Virgem Maria e os santos, eu já falei isso aqui, que eu sempre peço coisas para ele, inclusive para os santos doutores na missa intelectual para resolver meus problemas. Vocês sabem que eles estão lá, que só existe uma missa celebrada. No ofertório, a Virgem Maria carrega a oferta material, vocês entendem?
Ela é a noiva. É ela que entra na igreja oferecendo o corpo e o sangue dela. Então vocês acham que São Bernardo de Claraval ou Santo Afonso de Ligório, quando falaram que o corpo e o sangue de Cristo são o corpo e o sangue da Virgem Maria? A Virgem Maria é a noiva. É ela, a igreja, que fala que São Paulo é esse mistério é grande. Isso é um mistério entre Cristo e a igreja. Pois é. Pois é. A Virgem Maria, no ofertório, é ela que entra e vai até o altar como noiva.
A gente não sabe, é ela, é a igreja. Ela falou, é ela, porra. Aí ela se oferece lá no altar, o padre pede sobre ela, né? E a mão do Altíssimo a cobre com a sua sombra e chega Cristo, né? O Cristo do católico, você entende? Chega materialmente, né? Se encarna no mundo. Vocês entendem que ali na missa dá pra ouvir? o mistério da anunciação, ele está ali anunciado na missa, quando a mulher entra e oferece o corpo e o sangue dela, que vai ser fecundado no altar, então você vê, aquilo é igualzinho no casamento, pô, é igualzinho no casamento, fica lá o sacerdote, quem que é o noivo que está lá esperando por ela?
O Espírito Santo, e ela entra como pura e casta, e aquele é o mistério entre Cristo e a sua igreja, ele falou, isso é para o homem casado também, pô, Se ele tem essa imagem, ele pode fazer um juízo correto no mundo sobre as coisas e se orientar e saber a verdade, pô. Agora tu vê. Pô, eu fico... Sabe o que que eu fico triste pra caraca, meu? É que nego tá cagando e andando pra essas porra, tá ligado? Nego sabe o quê de igreja? Sabe nada, pô.
Nego vai à missa a vida inteira e sabe o quê? Procura saber o quê? Nada. Se entende? Nego vai ler Freud, pô. Aí o pessoal fala assim pra mim, fala assim, eu já fui católico, eu fui católico, mas a igreja católica falou, porra, meu irmão, você tomou o café gelado, cara? Você tomou o café gelado, cara? Quem toma aquele café morre ali, porra. Quem toma aquele café morre ali, dando a vida por aquela mulher, você entende? Pra ela se apresentar daquele jeito, pra ninguém tocar nela, porra.
Você tomou café frio e amargo? E você acha que você tá falando pra mim que eu conheço a verdade, eu fui católico, eu não sei, foi nada, pô! Foi nada! Vocês conhecem o quê da igreja católica? Nada! Não tomaram café nenhum, não deram uma vida em nada, não tentaram nada, pô! Não tentaram ser santo um dia, sério! E vem falar que conhece a igreja católica, conhece casamento, conhece família e sabe nada sobre a vida. Não entregou nada. E fica fazendo apostolado para os outros da mentira que vocês carregam na carne por causa de imoralidade.
Porque quem é imoral carrega a mentira e faz apostolado da mentira. porque é assim, é simples, é fácil de perceber, pô, então antes de querer ter vida intelectual, queiram conhecer o sabor e a finalidade de um café decente, queiram ser santo pra caraca, pô, senão vocês vão morrer sem saber nada da verdade, por causa da imoralidade, e vem me dizer que faz filosofia, que conhece, que lê livros e sabe uma ova, você é imoral, Na próxima live, eu vou explicar pra vocês por que que eu falo assim.
Eu vou explicar pra vocês por que que eu falo assim quando eu tô falando desses assuntos pra vocês. E eu vou posicionar na personalidade humana um dos maiores tesouros dessa terra que Deus deu pra gente, pra perfeição, que se chama força irascível, que foi uma das coisas que eu demorei uns 15 anos pra posicionar, que eu lia Platão, Platão se confundiu, eu li São Tomás de Aquino, São Tomás de Aquino conseguiu não posicionar, eu fiz os cursos do padre Paulo Ricardo e vi que não tinha unidade entre a força desiderativa, a força volitiva e a força irascível, eu vou posicionar pra vocês na personalidade, e vocês vão ver como é que se vive o dia-a-dia normal utilizando a força irascível e como é um espetáculo, uma maravilha de uma pessoa que aprende a usar a força irascível para lutar pelas coisas que são morais e certas, para vocês não ficarem para mim, ai Diego, eu fiz um roteiro, mas o meu personagem não consegue se levantar para cumprir o roteiro, eu falo, pois é, eu sei, aí você fala assim, isso é depressão, eu sei que é depressão, você dá vários, Nomes, né?
Desânimo, preguiça, tibieza, assídia, eu sei. Aí fala, pô, o nome disso, no caso do personagem, é só imoralidade. É só isso, pô. É só isso. Ah, mas você aí deixa aquilo ali pra ter vida intelectual, né? Ah, não, já que eu tô fazendo um monte de merda na vida, eu vou ser intelectual. Presta atenção. Olha pra fundação de todas as igrejas. Todas elas começaram com imoralidade, pô. Todas elas. Olha pra Henrique VIII. Por que que o cara largou a igreja católica? E olha, sabe o que que é interessante?
Tu olha pro Calvino, tu olha pro Lutero, tu olha pra Henrique VIII, tu olha pra todos esses caras aí. E tu percebe? Pra mim é nítido, porra. Quando eu li os escritos dele, assim, ó. Eu falei, puta merda, cara! Esse cara escolheu o café gelado e agora tá falando com o café gelado, morra! Aí você vê. Na hora, os sacramentos acabam. Sabe por que os sacramentos acabam? Que é o sinal visível da realidade invisível que aperfeiçoa o mundo. Isso é a definição de sacramento, né? Sabe por que o material acaba na hora?
Porque ele tomou café gelado e ele renega ao mundo material e agora ele vai construir um mundo lá em cima, no crítico, no mundo das ideias, porra! que sempre tem vários nomes diferentes, em vários períodos da história e em ciências diferentes. Então, por exemplo, isso nos primeiros séculos da igreja se chamava gnosticismo, hoje em dia a gente chama de idealismo, mas é a mesma doença, é a mesma doença, é a doença do cara imoral que sai do mundo do café concreto, do sacramento no mundo, e vai ficar lá em cima no mundo das ideias, do invisível, dos pensamentos, que é o mundo dos anjos.
mas que também é o mundo dos demônios. O mundo invisível pro ser humano sem ele ter o material ou o concreto, o sacramental encarnado no mundo pra ele tocar nele quando ele tiver na dúvida se o mundo imaterial tá certo ou não. Ele tem que ter a proteção no mundo real, porra! Porra, e nego quer ficar numa religião sem sacramento no mundo concreto, cê entende? Sem o café quentido muito real, porra! e quer me convencer disso como se eu fosse um idiota. Porra, é bom demais estar com vocês, pessoal.
Vou cumprir o nosso tempo aqui. Eu, porra, amo vocês verdadeiramente, né? Queria, me perdoem aí a... Porra, tentar botar a força pela boca de vocês. Você entende? Eu queria... Por encaixar os fios aí e fazer uma sinapse obrigatória na cabeça de vocês. Ou então apertar o coração de vocês, entende? É só por isso que eu fico meio assim. Mas não tô tentando aloprar com vocês pra deixar ninguém triste. Pelo contrário, né? Em um instante... Tem que ter essa live, né? Tem que ter a live do jogo de xadrez.
Ainda não teve, né? Em um instante a gente vira o jogo inteiro, pô. e salva a nossa vida em um único instante, isso é uma maravilha sem tamanho. Se algum dia eu tirar a esperança de vocês e vocês acharem que vocês agora, no momento que eu falo, não estão com toda a potência para a perfeição, caguem para o que eu estou dizendo, eu fiz merda, você entende? Vocês entendem? O roteirista, ele vive da esperança, ele é o cara do futuro, ele espera, né? Se vocês saírem da minha presença sem esperança da perfeição, da alegria, de cumprir a finalidade do homem, ainda que você tivesse 90 anos e estivesse me ouvindo agora, toda a perfeição tá na tua mão agora.
Se vocês saírem da minha presença sem esperança, eu fiz merda e caga pro que eu tô falando. Mas se o coração de vocês, porra, provar um pouquinho do gole desse café, ainda que só com a esperança dele existir? Porra, procura no mundo e tenta encarnar no mundo real, onde vocês podem tocar e tomar e olhar, vocês entendem? Para vocês terem uma imagem real, não uma ideia de uma noiva que adentra uma igreja, uma imagem que faz o teu coração tremer, vocês entendem? Um homem que está esperando uma noiva entrar no mundo sabe, ele viu aquela mulher todo dia, o poder do sacramento é esse, ele estremece naquele momento, porque aquele é o momento da fundação da religião.
Esse é o mistério que São Paulo falou, né? Esse mistério é grande. Esse mistério é entre Cristo e a sua igreja. Ele estava falando do casamento, pô, quando ele falou isso. Vocês entendem? Essa, pô, é um tesão sem tamanho, pô. A gente precisa ter esse juízo sobre essa verdade encarnada no mundo. Tá bom, pessoal? Obrigado pela paciência que vocês têm comigo. Até breve.