A estrutura da pessoa
Introdução às virtudes
- substância (ousia, a terra)
- natureza (modo de operação)
- essência (o individual)
- amor (natureza do personagem)
- a temperança (melhor modo do amor)
- as virtudes teologais e cardiais
- as três pessoas (personagem/crítico/roteirista)
- a presença que tempera
- a estabilidade da linguagem
- o batismo (mudança substancial)
Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 7:38.
“Pessoal, um dos grandes trabalhos que a gente faz aqui na nossa casa, Maria e eu, é um uso simples de linguagem para estabilizar a maneira como as crianças vão codificando as coisas no mundo.”
Trechos da aula
A temperança, ela é o melhor modo de operação da natureza do amor.
a substância humana, ela é corpo material e alma espiritual.
A substância dá o tônus do tipo de vida que nasce em cima, pelo modo de natureza das coisas, como elas operam.
Transcrição completa
Tudo bem, Emília? Boa noite. Fala, Raimim Gomes. Daniele, boa noite. Clara. Boa noite, Stephanie. Boa noite, Ana. Simone. Fala, Túlio. Boa noite, Aline. Grande do Couto. A Cissa. Que maravilha, Cissa. Obrigado pela gentileza de sempre. Gabi, boa noite. Cláudio, Edgar. Levi.
Adriele. Pedro. Boa noite. Yuri. Hoje consegui participar. Goiânia. Boa noite. Que bom, Zaira. Pietra Virage, boa noite. É bom estar na presença de vocês também. Boa noite. Perindiana. Boa noite, Gabriel. Faleiros. Boa noite, Harmonique L. Boa noite. Alson na live. Gisele. Legal, tem 10 anos ele que você falou, né, Gisele? Um abraço pra ele. Boa noite, Fernanda, Rômulo.
Fala, Felipe Corvelo. Boa noite, Juliana. Juliana Neves. Fala, meu irmão Douglas. Grazielli. Machado. Doutora... Natani? Será que eu li certo? Montes Claros, Minas Gerais. Boa noite. Seja bem-vindo. Melissa, boa noite. Fala, meu irmão. Rafael. Roberta.
Também gosto muito de você, Gabriel. Que bom que você tá presente aqui com a gente, meu irmão. Rodinei. Café quente. Sté Silva. Sou novo por aqui. Graus de oração. Isso aí vai ser lá dentro da comunidade, tá? Karina. Boa noite. Fala, Victor. Paragominas, o Albert aí. Um abraço, Albert.
Um abraço ao Capitão de Ferreira. Um abraço ao Capitão de Ferreira. Daniel do Guarujá, boa noite. Samuel Wagner Sampaio. Felipe. Carlos Ruaro, boa noite, Carlos. Bianca. Alain. Maristela. Boa noite, Bárbara.
Mas ele falou alguma coisa? É porque eu tô passando aqui. Daqui a pouco eu devo chegar nele, então. Felipe, boa noite. Naílson, Fernanda, boa noite. Grande Renan. Tem algum livro de São Gregório Magno na Amazon? São Gregório Magno tem um dos volumes de Patrística sobre ele. eu demorei naquele livro lá, A Regra Pastoral de São Gregório Magno. Quando for em Cato, me avisa. O meu comentário tá aparecendo, alguém consegue visualizar?
Eu tô vendo, Ramon, Ramon Rodrigues, tô vendo o teu comentário. Seja bem-vindo. Olha aí, Cortes e Beatriz, que bom vê-los por aqui. Não sei se as aulas lá no ICF vão estar disponíveis amanhã, não. Manda um abraço pro pessoal de Cuiabá. Nilva, um abraço. Cuiabá. A consciência é a substância. da pessoa ona e eu vou falar um pouquinho sobre isso hoje.
Vou fazer uma tentativa com vocês aqui de responder uma grande questão com um exemplo simples. Vamos ver o que vai dar isso aí, que vocês vão entender. Mando um abraço, pessoal, da Escola Naval. Olha aí, minha querida Escola Naval. É sempre muito bom estar com vocês, pessoal. Generosidade de sempre aí da galera da Escola Naval. Breno Caetano. Um abraço, meu irmão. Cabelo tá na régua. Pô, gostou? Dei aquela ajeitada pro lado, né? Antes de começar. Paradinho do lado.
Que sensação sinistra, caraca. Na outra live alguém me perguntou qual é a máquina que eu cortava o cabelo. Vocês são uma boa figura. Quando eu falo pra vocês que a gente não se aproxima do Neymar só por causa do futebol, é isso. É disso que eu tô falando. Um abraço, pessoal, do Colégio Monte Alvo. Um abraço, Monte Alvo. Muito bom estar aí com vocês. Licínio de Almeida, da Bahia. Um abraço pra você, meu irmão. Pedreiro Terapeuta. Trevisano...
Trevisanoto. Eu não sei... Quando for assim o nome de vocês for essas junções aí, bota o nome aqui pra eu falar com vocês pelo nome direitinho e guardando. Eu lembro de você pelo rosto aqui, minha familiar. Sobre quem, ciência ou vocação? A gente faz uma live só sobre vocação. Bom, tá dando nossa hora, né? Fui passando devagarzinho aqui, agora vou passar mais rápido aqui pra ir descendo e a gente começar. Pessoal, um dos grandes trabalhos que a gente faz aqui na nossa casa, Maria e eu, é um uso simples de linguagem para estabilizar a maneira como as crianças vão codificando as coisas no mundo.
Então, esse é um trabalho que eu demorei muitos anos para fazer. Ainda tento fazer, mas a parte principal que eu queria ter feito, eu fiz, e é baseado nesse trabalho, na prática desse trabalho, que as três pessoas apareceram como elas estão constituídas. Então, no que consiste isso? Eu já falei para vocês algumas vezes que quando vocês falam sobre um assunto comigo, na estrutura da personalidade, então, brilha pra mim, eu tô vendo uma imagem, né?
Eu montei o meu quebra-cabeças. E quando vocês falam sobre memória, imaginação, temperança, esperança, justiça, vocês vão falando várias coisas. Essas coisas estão posicionadas para mim. Eu sei a posição delas naquele desenho com a bola no meio e as três pessoas, e eu sei a profundidade delas, o grau delas. Então, eu vou dar um exemplo para vocês aqui, para vocês entenderem a importância de ter uma simplicidade estável na linguagem. Como que isso foi feito por mim? na prática, uma pitada disso. Eu fui anotando, eu fiz um livro, assim como Aristóteles fez as categorias, eu fiz então um trabalho similar àquelas categorias no seguinte nível.
Então, vamos supor, se vocês lerem o Tratado da Santíssima Trindade de Santo Hilário de Poitiers e lerem o Tratado da Santíssima Trindade de Santo Agostinho, vocês vão perceber que eles usam palavras que estão escritas da mesma maneira, traduções. Porém, a gente, quando lê isso, a gente fica com dificuldade de entender por que eles estão expressando realidades diferentes. Por que isso? Porque eles estão falando dentro de uma imagem que eles estão vendo na cabeça deles, do que é soberba para um, do que é soberba para outro, do que é memória para um, do que é para outro.
E, obviamente, isso causa na gente uma grande dificuldade e complexidade, né? Você vê. No atendimento, uma das coisas que eu mais faço é ficar ouvindo uma pessoa e posicioná-la no lugar que ela está tentando me apresentar. E depois que eu a posiciono, eu entendi que ela tá falando crítico, tá lá no passado, ela tá no roteirista, tá no personagem, que dá pra ser feito com muita facilidade, porque o tempo é o tempo, ou então se ela não tiver Se ela estiver falando da unidade da história, da narrativa da história, ela está falando da unidade desses três tempos.
Eu já expliquei para vocês como se faz isso, né? Ela está falando de um lugar e não de tempos. E já mostrei para vocês o vínculo que existe falando sobre Einstein nas lives anteriores, de como isso se dá. Então, dentro desse aspecto, eu vou falar pra vocês a diferença de três níveis de coisas que existem no nosso dia-a-dia e que balizam profundamente a maneira como a gente se posiciona no mundo, de maneira muito simples. Então, olha só, hein? Eu vou usar isso aqui que eu vou falar pra vocês Para, de uma maneira bastante simples, diferenciar então para vocês como é a personalidade de uma pessoa batizada para uma pessoa não batizada.
Qual é a diferença que existe nisso? Então veja, eu já falei para vocês que eu tenho um modo de aplicar vários conhecimentos que são fundamentais e estruturais em tudo que eu estudo. Então, quando eu estudei teologia sacramental, uma das coisas que eu fiz, e eu me lembro de ter, na época eu viajava bastante, eu perguntei em vários mosteiros do mundo e do Brasil, fiz um caderninho pedindo para os monges estudiosos do assunto me falarem quais sacramentos realizavam mudança substancial na personalidade humana, quais não realizavam, onde estava a mudança substancial, além das leituras que eu estava lendo.
Agora, eu vou dar um exemplo muito simples. Isso, inclusive, a Cissa que está aqui na live, ela estava fazendo a semana da decoração, né? E isso aqui lembra muito o modo de organização da nossa vida num espaço, numa casa. Olha só. Eu já viajei em três tipos de navio. Em alguns navios... Navio é um lugar, né? Eu entrei num lugar. Entrei num lugar. Numa terra pra viver uma experiência. Eu vou viver a vida do Diego dentro de uma terra chamada navio. Os gregos chamavam a terra, o campo, onde uma vida se desenrolava, de ouzia.
Quem participar comigo e com a Mariá da Comodidade vai ouvir falar muito de ouzia. que eu vou fazer todas as construções de tudo que eu ensinar pra vocês em cima sempre de uma ousia, de uma terra, e vou dar um nome pra essa terra, e vou ensinar pra vocês aqui a dar nome pra terras, e não confundirem com outras coisas. Então, olha só. Eu cheguei num lugar e eu vou viver nesse lugar. Eu entrei no lugar. Essa terra estrutural onde eu vou pisar se chama ousia, lá no grego.
Para nós, os gregos passaram isso para os latinos como substância. Do latim, para nós, substância. Então, por exemplo, o sacramento do batismo, ele causa uma mudança substancial no ser humano. Ele muda a estrutura do ser humano. Beleza? Em alguns navios que eu viajei, alguns deles, na estrutura do navio, existia um lugar, uma terra chamada capela.
Em alguns navios que eu viajei, não tinha esse lugar. Em alguns navios que eu viajei, tinha capela. E dentro da capela, tinha o Santíssimo, a Eucaristia, a Hóstia, dentro de um sacrário. Em alguns navios que eu viajei, não tinha capela, mas embarcou um padre para a viagem e o padre levou o Santíssimo. Então, tinha o Santíssimo, tinha a presença de Cristo, mas não tinha a capela.
Então, olha só, eu tô vivendo numa substância aqui, numa terra. Eu tô vivendo nessa terra aqui, no meu apartamento aqui, no andar do apartamento. Nessa terra, nessa terra aqui, acontecem várias operações. as operações que acontecem com todas as pessoas, a gente chama de natureza. Então, preste atenção aqui. Como é que é a vida do personagem no palco? Aqui está o Diego, o personagem no palco. O Diego, o personagem no palco.
Qual é a substância da minha vida do personagem no palco? ela é um corpo material. Isso é a substância, isso é uma plataforma, uma terra onde acontece a minha vida. O meu corpo, ele tem um modo de operação, que a gente chama tecnicamente de natureza. Então, em cima de uma terra... Então, por exemplo, na geologia, na geologia existe terra argilosa. Existe a terra roxa, do pessoal que aí do Paraná e conhece, é uma terra bastante fértil, onde a gente pode produzir certo tipo de agricultura.
E existem terras, por exemplo, a terra semiárida ou a terra do cerrado, ou a terra de Várzea, a terra mais alagada do Pantanal, da Amazônia, nessas terras, nesse terreno, nesse modo de terreno, nascem, as coisas operam, operam de uma certa maneira. Fala aí, Tiagão, tranquilo, meu irmão? Seja bem-vindo, cara. Então, a terra que a gente vive, ela tem certas facilidades para nascer certas coisas e certas dificuldades para não nascer. Por quê? Porque aquela terra é aquela terra.
Então, olha só, em cima do corpo material, no corpo material, é no corpo material, a substância do corpo material, ela tem um modo de operação, a natureza dela, como eu falei na Live do Amor, por isso é importante vocês irem assistindo todas as lives, como é que funciona o corpo material? Ele funciona pelo processo matemático simples da matéria. Então, eu vou tomando café, eu vou me transformando no café. Eu vou comendo chocolate, eu vou me transformando no chocolate. Eu vou vendo certas coisas, tanto é que a visão que eu tenho, a visão que eu tenho de vocês, ela aparece refletida aqui nos meus olhos não aparece?
Ao contrário, mas aparece. Ou seja, eu estou me temperando de vocês com o olhar. Eu estou me transformando. Então, esse é o modo de operação que acontece em cima da substância corporal, da terra. A natureza corporal é o amor. Ou seja, um processo de transformação, de morte e vida. Comi chocolate, eu vou me transformando no chocolate e deixando de ser Diego para virar um Diego achocolatado. Vocês entendem isso? É um modo de operação que acontece com todos nós. Eu não tô falando da temperança ainda, calma.
Eu tô falando do segundo nível, em cima da terra. Então eu tô falando do nível substancial, de um lugar onde uma vida vai acontecer. Em cima desse lugar da substância, opera uma natureza, um modo de operação, que é o modo de operação que a gente chama, no personagem que vive em cima de uma substância corporal, o modo de operação dele se chama amor. Por isso, óperas são amores, obras são amores. O modo de ópera, de operação do personagem no palco é se transformar, é uma troca de uma morte por uma vida.
Agora, preste atenção que eu vou para o terceiro nível. Em cima de uma terra, de uma substância, por causa da característica dessa substância, dessa terra, opera, uma obra acontece ali em cima, de maneira geral, com todo mundo. O modo de operação do amor, ele é teologal. São três inclinações, operações teologais, ou seja, Elas são dadas teleologicamente, ou teologicamente, ou antropologicamente, ou ontologicamente, dependendo do nome da bola do meio que eu der. Mas o que vocês precisam saber só disso? Vocês só precisam saber que em cima o modo de operação do corpo, onde eu coloco a minha presença, está operando o amor.
Tá bom? Beleza. Agora, olha só que maravilha, hein? Eu, na terra que eu estou, aqui nessa sala, quando eu me coloco nessa terra, então a substância aqui, corporal, em cima dessa terra, tem um modo de operação que acontece com todo mundo, o amor, eu vou me transformar nas coisas aqui que estão nesse ambiente, elas se transformam em mim, pela minha ação, pela minha mão, pela minha presença, Só que esse modo de operação, ele aqui, o amor daqui, ele é só meu, e não é de vocês.
E o que eu posso realizar aqui, e o café que é todo pra mim e eu sou todo pra ele, esse café que eu vou tomar e que vai se transformar em Diego, e o Diego no café, ele vai realizar o modo de operação, a natureza, o amor, em cima da natureza, da substância corporal, substância, natureza. E olha agora, hein? Essencialmente me transformando nesse, nesse, esse. Essencialmente. Um Diego por essência. A essência do Diego individual.
o nível em que em cima da terra, corpo, todo mundo tem corpo, não é isso? A substância corporal. Todo mundo opera pelo modo do amor. Se você ficar olhando pornografia, você está se transformando em pornografia. O modo de operação é igual para todo mundo. Só que a essência da operação dá individualidade. Dá individualidade. Então veja, são três coisas, três coisas. Quando as pessoas, elas se perdem no mundo genérico ou no mundo individual? A gente precisa ter noção sempre em nós do que é uma terra que eu estou vivendo junto com as pessoas, do que é o meu modo de operação que é igual das pessoas, e do que essencialmente é meu.
E aí entra a coisa da vocação. É complexo, mas se você não entender, você não vai entender nada da vida. E você vai ficar sempre mudando. Estão falando de memória, estão falando de virtude, estão falando de não sei o que lá. Então, as pessoas não sabem o nível. Por exemplo, quando ela está falando de soberba, do que ela está falando. Quando ela está falando de pecado capital, quando ela está falando de memória. Então, as pessoas não sabem o que fazer nunca. Elas precisam sempre. de um guru que fala assim pra ela, vai pra lá, vai pra cá, vai pra lá, faz isso, é assim, é isso que você tem que botar na sua sala, não é isso que você tem que botar na sua sala, vocês estão entendendo?
Então, presta atenção nisso que eu vou falar pra vocês. Qual é a diferença de um homem batizado pro homem não batizado? A diferença é substancial, ou seja, é no nível mais de base lá, então presta atenção aqui. O homem batizado Ele é um navio que na sua estrutura, na composição, uma estrutura do navio. Presta atenção no prédio que tem uma capela. Na estrutura, é estrutural. Você, o homem batizado, ele tem uma capela dentro dele estrutural, uma estrutura física, substancial.
Dentro daquela estrutura, então veja, tem navio que tem capela e tem navio que não tem capela. Tem navio que substancialmente, estruturalmente, é diferente do outro navio. Agora eu vou para o segundo nível. Tem navio que tem capela, mas não tem Santíssimo. Então, agora, eu estou indo numa coisa que não é estrutural, pô. A presença de uma pessoa no navio não é estrutural do navio. Ela foi lá e tá lá em cima do navio. Então, você pode viver dentro de uma estrutura que existe uma capela e você pode viver dentro de uma estrutura que não vive uma capela.
Talvez vocês nunca tenham entrado num navio assim ou num lugar assim, mas olha só. Num navio que tem capela, Se eu me esquecer da presença de Deus, eventualmente quando eu passo pela estrutura do navio, eu me lembro de Deus, porque Ele está na estrutura. Num navio que não tem capela na estrutura dele, substancialmente, na terra dele, eu posso ficar andando por ele sempre, e eu não tenho um lugar que é feito todo para Deus. Você tá vendo, ó, o Edinaldo tá falando sobre forma sem essência.
Ele falou, olha, as pessoas não têm a mínima ideia do que está sendo falado, e isso se você tiver, Edinaldo. Por quê? Porque forma e essência, na taxonomia da filosofia, estão em níveis completamente diferentes. Assim como eu tô num nível completamente diferente se eu tô falando de substância, se eu tô falando de natureza e se eu tô falando de essência. Então vejam, quando eu tô falando do amor, eu tô falando de natureza. E quando eu tô falando de temperança, eu tô falando de essência. A temperança, ela é o melhor modo de operação da natureza do amor.
Então veja, vamos lá agora. Presta atenção, pelo amor de Deus, que se vocês não fizerem esforço pra entender as coisas, Vocês não vão entender nada e vão precisar de guru o tempo todo. Olha só. Eu entrei num navio. Entrei num prédio. No prédio tem capela. Do que eu tô falando? Eu tô falando de uma estrutura do prédio. O prédio tem uma capela. Beleza. Dentro daquela capela pode ter Santíssimo ou não ter Santíssimo, ou seja, eu tenho uma presença. Aquela presença, ela opera de um modo que é igual para todo mundo, ou seja, ela transforma as pessoas e as pessoas o transformam.
Isso é a natureza, se chama amor, a presença do amor. Só que ela transforma o Diego essencialmente numa coisa e o Vítor essencialmente em outra coisa. a essência baliza o esse, o individual. Então, quando eu tô falando de temperança, eu tô falando de um modo essencial que vai transformar você e não eu, e não eu. A temperança tá nesse nível. Por isso, Existem virtudes que a gente chama de teologais, elas estão num segundo nível.
Onde é o primeiro nível substancial? O primeiro nível substancial é o nível que a igreja chama de dogma. Ele é dado, ele não é discutido, ele é dado. Então, no homem, como é que é um dos 44 dogmas o dogma antropológico? Ele diz, a plataforma, a substância humana, ela é corpo material e alma espiritual. Agora tu vê que problemão, né? Olha o que eu tô falando pra vocês. Eu tô falando de corpo espiritual e alma... de corpo material e alma espiritual. Vai ter gente que vai perguntar assim, e qual é a diferença de corpo e alma e espírito?
Então a igreja ensina antropologicamente que a gente tem o... uma intimidade entre duas coisas, uma substância una em cima de corpo material, mais alma espiritual, com locução adjetiva. E São Paulo fala de corpo-alma-espírito, soma psikinous, em grego. Não é isso? Não tem uma dificuldade grande? Quem já leu Santa Teresa da Ávila sabe disso. A gente vai chegar nisso em breve. Eu só preciso que vocês entendam, quando eu estou falando, de corpo. Eu tô falando de uma terra onde acontecem certas experiências. Então eu tô falando do corpo humano.
Diego aqui, ó, do meu corpo. Substância. Se eu sou batizado, tem um lugar substancial. A terra semiárida foi mudada em terra roxa. E agora, o que pode nascer na terra roxa não nasce na terra semiárida. Caramba, Diego, então o cara que não é batizado, ele não pode carregar Jesus dentro dele? O navio que não tem capela, pode ter Jesus dentro dele? Pode. ele não tem lugar para viver fixamente, ele não tem uma terra dele.
No navio que tem capela, o Jesus fica lá e mora lá. No navio que não tem capela na estrutura, na substância dele, Jesus pode passar lá como passageiro, ele vai visitar e depois sai. Vocês entenderam a diferença? Materialmente falando, eu preciso fazer isso materialmente para vocês entenderem como é isso no mundo. Então preste atenção, isso faz diferença no modo de eu organizar a minha casa, por exemplo? Faz, faz. Olha ali, por que que na minha casa tem isso aqui numa tentativa minha, isso aqui é uma tentativa minha de fazer uma estou botando na estrutura, que aquilo ali está com fita colada e eu não consigo mexer naquilo ali.
Aquilo ali é uma tentativa de estrutura substancial. Para quê? Para quê? Para que quando eu passe aqui, nesse lugar, eu seja lembrado. Eu tenha um lugar fixo para viver certos tipos de experiência. É por isso que tem pessoas que fazem altares, altar não é uma tentativa de estrutura substancial num ambiente, faz lá no seu quartinho um oratório, por que que se faz isso? Para que se tenha um lugar fixo substancial, uma terra, que quando você pisar nessa terra, vai começar a operar uma natureza própria que só nasce naquela terra, e aquela natureza própria daquela terra vão te transformar essencialmente numa coisa que é só você.
Então, nessa base, eu tenho a substância da vida humana, que antropologicamente se chama corpo material e alma espiritual, uma terra onde vivem as três pessoas, Em cima dessa terra, eu tenho uma estrutura ontológica, que é o modo de operação da natureza. Então, o personagem, os três níveis das três pessoas, o personagem, esse Diego aqui no palco, ele vive sob a substância corporal, um corpo material. O modo de operação dele de transformar a matéria, dois mais dois são quatro, chocolate, café, o modo de transformar, genérico do Diego, se chama amor.
E no que eu vou me transformar, e eu vou e não você, só eu, e vai se transformar e vai virar esse Diego, é o modo de essência, é como a gente opera essencialmente, que se chama temperança. Então, no nível de baixo das virtudes cardiais, as virtudes cardiais funcionam em cima da natureza das virtudes teologais, que funcionam em cima do dogma antropológico de um corpo material e alma espiritual. Se vocês não entenderem isso, vocês não vão entender nada. Então veja, na prática das coisas, se eu tenho que decorar um lugar?
O que eu vou tentar estabilizar nesse lugar? A substância dele, a terra. Então, o que é a terra? É a organização estrutural. Vai ter capela? Não vai ter capela. Entende? Vai ter o negócio preso, vai ter o armário embutido. O que vai ter, substancialmente, naquele lugar? Por quê? Porque o que tem de substância vai dizer o que que nasce ali em cima. Num solo de terra roxa, nasce batata doce. Num outro sólido de várzea, não nasce batata doce. Vocês entendem como é que funciona?
Então veja. Uma prostituta Tá lá? O nome do lugar, a terra, é puteiro, né? É uma substância lá. Uma substância. O que opera ali em cima? O que opera em cima daquela terra? O que fica nascendo ali? Fica brotando. Quando você tá em cima de um lugar chamado puteiro, e quando você tá em cima de um lugar chamado igreja, só por você se posicionar naquela estrutura. Tem coisa que nasce só em um e tem coisa que não nasce em um, nasce só em outro, por causa da estrutura, da substância.
E aí, num segundo nível, por causa daquela terra, começa a operar o amor. O amor Santo Agostinho, a Cidade de Deus. O amor pelas coisas do mundo transforma o homem no mundo, na Babilônia, e o amor pela Cidade de Deus transforma o homem na Cidade de Deus. A substância dá o tônus do tipo de vida que nasce em cima, pelo modo de natureza das coisas, como elas operam. e elas vão essencialmente se transformando individualmente em como cada uma opera.
Então, isso tudo foi pra falar pra vocês duas coisas. Primeiro, a diferença do homem que, por exemplo, é batizado pro que não é batizado. Eles são substancialmente diferentes. Um é um navio que tem na sua estrutura uma capela. Se ela tá cheia ou se ela tá vazia, depende de quê? Ele não se muda substancialmente. O batizado, ele não se desbatiza e não dá pra batizar de novo, você entende? Ele não muda estruturalmente. Ele só teve uma mudança substancial. Se eu colocar o Santíssimo, ele vai poder estar naquela presença e a natureza vai mudá-lo ou não vai mudá-lo.
Vocês entendem? O ser humano é um lugar, como diz no catecismo, né? Capax dei, capaz de Deus. Então, o ser humano é uma terra onde Deus pode habitar. Ele pode ir lá. Agora, se ele tem casinha lá pra ficar, sentar lá, se aconchegar, em alguns tem e em outros não tem. E tem o terceiro nível, que em cima da substância, então veja, eu tenho a substância, eu tenho a natureza, tenho eu me temperando da presença dele. Então, veja, na minha capsa pode ter capela, Jesus pode vir na capela, só que eu, no terceiro nível, esse Diego, não se transforma nele.
Então, vocês precisam entender esses três níveis, porque eles funcionam em tudo que a gente faz. Vamos para o crítico. Olha como é que é o crítico. O que é o crítico? Eu tomei o café. Tomei o café. Em cima da natureza corporal, material, se relacionando com material, corpo material, operou, o Diego deixou de ser um pouco Diego para ser um pouco café, não é isso? Ou seja, eu morri um pouco para alguma coisa durar mais. O nome técnico disso se chama amor, esse modo de operação, uma virtude teologal, uma natureza humana, a natureza humana do amor.
Só que essa natureza me transformou a mim, no Diego, essencialmente em café. Essencialmente em café. Esse Diego aqui, esse Diego. Isso que eu tô falando pra vocês, de maneira simples, quase ridícula aqui, falando de navio com capela e navio sem capela, na sua estrutura. Aí, dentro da estrutura do navio, eu levei o Santíssimo pra dentro de uma capela, e eu fui na capela e me transformei no Santíssimo. Vocês entendem como é que é a coisa? Então, a gente faz isso dentro da nossa casa. A nossa casa, a gente a organiza substancialmente Aí, por causa da organização substancial, ocorre um modo de operação próprio, que é diferente, de um puteiro para uma missa, por causa da substância, da organização estrutural.
Entendeu? E se eu fico presente ali, por causa daquela natureza que só funciona em cima daquela substância, eu me transformo nesse esse Diego, esse Diego. Entendeu como é que funciona assim? Então, olha só. Em cima do corpo material, eu tomo, vou me transformar nisso, porque é um modo de operação que eu não escolho. É dado por Deus, é teologal, chama-se amor. Só que o quanto eu tomo e o quanto eu me transformo pela presença, o quanto eu me tempero no café, é dado pelo modo de operação correto do amor.
temperança, uma virtude cardeal. Então no personagem, em cima da substância corpo, a sua natureza operante é o amor e o melhor modo de natureza operante do amor se chama temperança. Eu vou me temperar de que nessa vida? Como vai ser o meu amor nessa vida? Eu vou me transformar na presença que está no puteiro, no jogo, no videogame? Ou eu vou me transformar na presença do que está na capela, na presença da minha esposa, na presença do meu filho? O quanto eu escolho livremente o modo como essencialmente eu vou me transformar por essa natureza e por essa substância se chama temperança.
num nível acima, conhecida como virtude cardial, um eixo cardia, eixo cardã, né? Da vida do personagem no palco. Como funciona isso para o crítico? Então, tomei o café. Acabou, né? Em cima do corpo material, da substância, corpo material, dogma antropológico, corpo material. Natureza operativa, amor, me transformei nele, o quanto? O quanto eu quis, eu escolhi aqui o quanto eu quis, eu me temperei o quanto eu quis e eu me transformei nesse Diego, essência. Agora, acabou essa experiência aqui, a natureza humana é corpo material e alma espiritual, agora eu vou para o mundo imaterial, acabou, eu vou lá para o passado.
Sabe o café que eu tomei na live? Pô, café quentinho, gostoso. Tô fazendo juízos sobre café, tá vendo? Em cima de qual terra? Que plataforma é essa que vive no passado? Qual é o nome da terra do passado? Isso é uma maravilha em Santo Agostinho, pô. Chama-se memória. Então, em cima da substância memória, da alma espiritual? Como é que a natureza, o modo de operação que funciona pra todo mundo, fazer juízos? Ou seja, dar o café o que é o café, dar a água o que é a água, entende?
Dar o juízo correto sobre as coisas. O que é dar pra cada um segundo lhe convém? O princípio da hisonomia do direito, da justiça, da virtude e da justiça, né? Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Então, em cima dessa memória do passado, o modo de operação em cima da substância, da terra-memória, se chama crença. Crença. Eu acredito em quê? No que o café é. Falaram, qual que é a sua crença sobre café? ou juízo sobre café, que é a operação da lógica.
Primeira operação da lógica, que é do personagem. Simples apreensão. Segunda operação da lógica, fazer juízos. Faz o juízo sobre café. Café é quentinho. Café é meio amargo. Está fazendo juízo. Ou seja, essas são as coisas que se acreditam sobre café. Dá para você não fazer isso? Não dá para você não fazer isso. Não dá. Por quê? Porque isso é uma natureza operante que Deus te deu em cima do que a gente chama de alma espiritual. E como é que isso se dá? Isso se dá pelo nome histórico que a gente chama de fé, de crença.
Ah, Diego, e por que tem gente então que dá um juízo para o café? E tem gente que dá outro juízo pro café, porque cada um dá aquilo que convém, aquilo que ele quer dar pra cada uma dessas coisas, pô. E o que é dar o nome certo pra coisa certa? Como é que é o nome da melhor operação da fé? Justiça, pô. Então, eu tenho no nível do crítico uma substância. Memória, da alma espiritual, que funciona sob a natureza da fé. Por quê? Porque você vai acreditar nas coisas.
Todo mundo acredita em alguma coisa. Acredita porque acredita. Não dá pra não fazer diferente. Você entende? Ele opera, sim, no passado. Quando a gente vai pro passado, você vai pro passado pra olhar a bola que você jogou, o filme que você viu, tudo que você vai fazer no passado em cima dessa terra chamada memória. O que opera em cima dessa terra chamada memória? opera a crença, a fé, virtude teologal. E como é que é o modo de operação correto agora que te transforma nesse, na sua fé?
se chama justiça, é o quanto você dá para o café, o quanto você dá para a torta de limão, o quanto você dá para o trabalho, entende? Então nós temos o nível aqui da vida no passado, em cima da substância, memória, nós vivemos a natureza, o modo de operação da fé, e o melhor modo de operação da fé, o modo de operação que realiza e aperfeiçoa o homem na sua vida no passado, se chama justiça, que é a virtude cardeal, E quando eu vou para o futuro, que é o que a gente tem feito nas últimas lives, eu vou pensar no futuro.
Vou pensar no futuro. Pô, se eu vou lá no futuro, qual é a terra que se vive no futuro? Eu preciso... Eu, quando estou no futuro, eu estou nas coisas que já aconteceram? Eu estou na memória? Não, pô. Quando eu vou para o futuro, eu vou numa outra terra chamada imaginação. Qual o nível? No nível da base. Tem coisa que só nasce na imaginação, não nasce na memória. Existe o unicórnio, ele não nasce na memória. O unicórnio, ele nasce na imaginação. Depois que ele nascer na imaginação, ele pode ser guardado na memória, que é onde se guarda passado.
Mas hoje, lá no futuro, eu só vou pra viver em cima de uma terra que se chama imaginação. Como é que se opera em cima daquela terra? Qual é a operação que nasce em cima daquela terra? É o que vocês chamam de esperança, pô. E aí, como é que é, nas últimas lives, a gente falando de esperança, né? Por que vocês esperam que o mal, por exemplo, esteja lutando contra Deus? Ou esperam que Deus não vá perdoar vocês? Vocês esperam coisa errada. O que é esperar a coisa certa?
O que é olhar para o futuro e decidir como é que vai ser o futuro? Se ele vai ser péssimo ou se ele vai ser ótimo? A doença do pessimismo ou a virtude do otimismo? Como é que se decide sobre o futuro? Como é que é o nome disso, técnico? Se chama prudência, né? A arte de decidir bem, a definição de Santo Tomás de Aquino. Então, você vê. Aí eu tenho a vida do roteirista no futuro. Ele funciona sobre a imaginação, substancialmente. O modo de operação que é dele, que é dele, que é de todos nós, que não é seu propriamente.
É a esperança, uma virtude teologal. A gente tem as três virtudes teologais. e a sua decisão, que não é a minha, a minha é a minha, a sua é a sua, que você decide e vira essencialmente você e não o outro, no terceiro nível, no nível essencial das coisas, se chama prudência. Parece uma bobeirinha isso que eu estou falando, né? Com isso, Vocês não têm ideia da perfeição que dá pra ir, por exemplo, numa terapia ou num pensamento sobre a vida, com essa estrutura montada pra você atuar e saber o que você tá fazendo.
Na próxima vez que eu falar com vocês, eu devo falar, ainda vou ver aqui, né, que eu fico pensando sobre a audácia. E eu preciso mesmo falar da audácia com vocês, onde ela está nessa estrutura, porque sem ela não dava para ter chegado até aqui, nisso, para construir essas coisas. Ou na próxima live eu vou falar sobre as três pessoas? Porque ficou faltando eu falar sobre a unidade delas, né?
Sobre a consciência, a substância, a natureza e a essência. Isso que eu tô falando pra vocês é a primeira coisa que eu faço Em todos os estudos e todos os pacientes que eu atendo, eu tenho uma caracterologia nessa estrutura do paciente. Como está construído substancialmente o personagem, o crítico e o roteirista. Como é que está o modo operativo dele com personagem, crítico e roteirista. como que ele individualmente está se transformando nesse Diego, nesse Rodrigo, nessa Débora, no personagem, no crítico, no roteirista, e depois faço a unidade dos três, vocês entendem?
Isso para tudo, para todas as ciências que eu estudo, para todas as coisas, eu leio a Bíblia sim, estudo geopolítica sim, Converso com a Maria para a gente organizar a nossa casa sim. Como é que vai ser substancialmente a nossa casa? Quando as pessoas pisarem nessa terra, na nossa casa, o que que vai começar a operar nelas? Qual é a natureza que elas vão provar nessa casa? E depois, pela presença delas no olhar das coisas, em que que elas vão se transformar? O que que eu quero dar de presente individualmente para uma pessoa que pisa nessa terra que é minha casa?
esse esforço de organizar as coisas para falar uma linguagem simples e organizada. Se vocês não fizerem isso, olha, eu e a minha esposa lutamos para caramba aqui em casa para usar uma linguagem simples e organizada com as crianças. Uma linguagem simples é uma linguagem simples. As pessoas, a grande parte do que elas estão perdidas é o excesso de palavras que elas ouvem. Elas não sabem organizar essas palavras, essas coisas. Elas não sabem. O mundo das palavras é o mundo da mediação entre o corpo material e a alma espiritual.
É a interface, né? A gente estabiliza as coisas conceitualmente na nossa cabeça pelas palavras que a gente usa. Então você vê, quando eu atendo um paciente, eu atendo a mulher que fala assim pra mim, ó. Diego, meu casamento tá indo pra vala, meu casamento tá terminando, meu marido é muito difícil, ele é muito impaciente, quem é meu paciente, aqui tem vários, sabe que eu falo logo, eu não sei fazer terapia pra impaciência, eu não sei fazer terapia pra isso, como é que eu vou ajudar você com a impaciência do seu marido?
Aí você vê, a insegurança da pessoa, e a nossa falta. Você vê, eu balizo isso aqui em casa até com o uso dos verbos de ligação. Sabe o que é um verbo de ligação? Ser, estar, ficar, parecer, permanecer, continuar. Lembra dos verbos de ligação? Então você vê, quando o meu filho fala assim para mim, ó, papai, eu sou muito inteligente. Por que eu o corrijo? Por que eu não deixo ele falar isso assim? Ah, eu sou muito inteligente. Por que Chesterton estava errado quando ele falou que a grama era verde?
Porque Chesterton tentou. dá uma estabilidade para o mundo material que o mundo material não tem, pô. A grama não é verde. Ela pode estar verde em um determinado momento, né? Aí você pega a grama verde lá do Cerrado, vai em Brasília, aí você vê a grama verde. Quando for entrando no inverno, qual cor que vai ficar a grama? Ela vai ficar meio amarronzada, né? Ou então vai ficar meio acidentada por causa do sol. Acisentada, né? Então a grama é verde. eu falo, não, está errado falar isso, o meu marido é impaciente, eu falo, está errado fazer isso, e o seu mundo psíquico, ele está completamente desorientado por você pronunciar essas palavras, aí vocês acham isso bobeira, aí vocês vão lá ver a vida de Santa Zélia e São Luís, os pais de Santa Terezinha, e vão perceber porque eles não deixavam as pessoas fazerem juízos fixos sobre Santa Terezinha, né?
A pessoa falava assim, nossa, Terezinha, como você é bonita. Aí eles falavam assim pra Santa Terezinha, Terezinha, você tá bonita? Presta atenção, hein? Não é você é bonita, você está bonita. Porque mamãe arrumou seu cabelo durante 30 minutos. porque a gente arrumou o seu vestido. Se não fizer nada disso, você não fica bonita, você fica feia. Então, o que a gente deveria falar para uma criança que se esforçou para se arrumar? Isso aconteceu hoje. Antes de ir para a missa, uma das minhas filhas falou assim, papai, Vem aqui se eu tô bonita.
Elas já sabem aqui como é que funciona. Aí eu falei assim pra elas, não filha, ainda não tá bonita não, mas você vai ficar muito bonita quando você arrumar o seu cabelo. Ela, esqueci de arrumar o cabelo. Aí ela foi lá arrumar o cabelo. Agora se eu falo pra minha filha assim, ah filha, você é tão bonita, ela vai fazer um juízo errado sobre coisa material. Coisa material não tem estabilidade de verbo. do verbo ser usado dessa forma. O café é isso. A grama é verde.
O Diego é burro. O Diego é feio. Não existe isso, pô, pra materialidade. Se vocês não mudarem esse modo de organizar a linguagem, vocês estão ferrados, pô. Quando uma mulher chega pra mim e fala assim, o meu marido é impaciente, ela tá ferrada, pô. Ela não vai conseguir salvar o casamento dela. Por quê? Porque se ele é impaciente, e por isso vocês fazem uma merda com o temperamento, se ele é impaciente, você não tem tesão de mudá-lo, porra. Mas se você fala assim pra ele, o meu filho, o meu marido, ele tá impaciente por algum motivo, se ele tá impaciente e a natureza humana material é mutável, é só eu lutar por ele e ele estará paciente.
Ele estará paciente se ele começar a fazer uma série de atividades, porque em cima da natureza material, ele vai operar pelo amor se transformando e vai se transformar essencialmente nesse paciente. Vocês entendem? Por que o nego não entende nada na terapia do que está acontecendo? Então, quando uma mulher fala assim pra mim, meu marido é muito impaciente, eu falo, calma, eu não sei fazer terapia pra um homem impaciente, que é impaciente, porque se ele é impaciente, eu não posso curá-lo. Eu não posso curá-lo, mas se ela conseguir falar pra mim em qual terra ela tava pisando e como é que tava o modo de operação e no que que ele se transformou naquele momento, eu curo muito fácil, pô, mas muito fácil.
Se ela fala assim pra mim, eu quero a estabilidade desse juízo que você deu pra ele quando ele, quando você falou essa coisa errada que você falou, que ele é impaciente. Aí ela fala assim, ele chegou no trabalho, e deitou no sofá cheio de coisa pra fazer. Aí eu falei, ah, isso é muito fácil de fazer terapia disso, pô. Mas isso é muito fácil, pô. De repente, se eu fizer uma live chamando o teu marido, falando pra ele, se ele fizer isso, ele vai ser, ele vai se tornar, né, fraco, vagabundo, imoral, caramba, eu faço a terapia e curo ele.
Cês entendem isso? Então você vê, o que que é tudo isso aí que o pessoal chamou, por exemplo, de quarta camada? É uma doença simples do crítico. Em que nível? No modo de operação que ele estabeleceu as crenças dele, fazendo justiça errado. Você fez justiça errado. Ao invés de fazer uma justiça distributiva para o homem, você fez... Ao invés de fazer uma justiça comutativa para o homem, que é a própria do homem, você fez uma justiça distributiva. Mas o nego não sabe nada disso, da justiça, né?
Então como é que cura? Não cura, pô. Não cura. Vocês entendem? Então... Quando eu ensino essas coisas para vocês, a minha esposa sabe disso aqui, né? Ela fica até brincando comigo assim. Cara, tu faz a mesma coisa trocentas vezes. Uma trocenta... Pessoal... Sabe essas coisas que de vez em quando eu posto para vocês que eu faço? Eu não sei se vocês acham bonitinho ver eu lutando com as crianças, ou correndo com as crianças, ou o modo de estudo das coisas. Eu não sei se vocês acham que eu boto para vocês acharem bonitinho e tal, ou o que eu falo da presença de fazer.
Pessoal, eu faço essas coisas todo dia. Todo dia igual, no mesmo horário. No mesmo horário. Eu chego do trabalho, Sinto com as crianças e eu quero saber, uma por uma, o que elas fizeram do dia. E presta atenção, pô. O meu filho, o José Antônio, o terceiro filho, aprendendo a somar usando palito, ele me mostra fazendo soma e ele conta 13 palitos com 13 palitos e ele vai contando palito por palito, pô. Eu sei exatamente o que é estar do lado dele, fazendo palito por palito, e no que que eu vou transformá-lo, e no que que eu vou me transformar daqui a 10 anos fazendo isso.
Substancialmente, naturalmente e essencialmente. Por isso que eu faço repetidamente. Sabe qual é o tesão que eu tenho? de fazer isso todo dia, as coisas todo dia, a educação física todo dia, o exercício todo dia, a leitura espiritual todo dia, todo dia, o terço, a missa. Sabe por que eu faço isso? Porque depois de 20 anos fazendo, todo dia, eu me transformei numa coisa que há 20 anos eu não tinha a mínima ideia. E eu sei que se eu continuar fazendo daqui a 20, 30 anos, Se eu continuar me esforçando diariamente pra contar a melhor coisa do meu coração, pra ser profundamente conhecido pela minha esposa, eu sei o que isso me transformou nos últimos 10 anos, pô.
Mas vocês não estão entendendo o que fazer, vocês ficam rolando feed, vocês ficam fazendo uma porrada de curso, uma porrada de coisa, e vocês falam pra mim, depois vêm falar sobre vocação. Pessoal, como vocês acham uma vocação? Vocês abandonam o mundo por causa da vocação, pô. Vocês fazem coisa demais, pô. Vocês fazem coisa demais. Por que que eu consigo ficar do lado de um filho e às vezes me emocionar e me alegrar e falar pra minha esposa, isso aqui é minha vocação? Vendo contá-lo traço por traço.
Porque eu não quero outra coisa. Eu não quero outra coisa. Eu sei qual é a substância onde eu fiquei, a minha lança. Eu sei qual é o tempo que eu tenho que passar aqui e o meu modo de operação aqui na presença, pô. Mas vocês não estão entendendo nada. e desistem e falam uma coisa e já acham difícil, pô, eu passei, eu passei dezenas de anos sentado anotando como o Santo Agostinho usava a palavra memória, como São Bernardo de Claraval, como a escola de Chartres, como a fonte de Ligória, não sei o que lá, não sei o que lá, o caramba, pá, e tô botando aqui de uma maneira, navio com capela, navio sem capela, fazendo aqui o negócio, desenhando pra vocês e tal, pra quê?
Pra quê? pra vocês, em cima da substância da vida, entenderem como apera a vida e vocês fincarem a estaca de vocês e falarem assim, eu vou ficar 10 anos, todo dia, lendo um livro com meu filho, 15 minutos, 20 minutos, e depois, fazendo 5 perguntas pra ele, porra, se vocês fizerem isso, 20 anos, o filho de vocês vai ser uma pessoa com uma potência gigante, pra carregar peso no mundo, porra. Não dá pra fugir disso porque em cima da substância tem um modo de operação que acontece naturalmente e que individualmente faz vocês se temperarem no que vocês fazem, pô!
É assim, vocês não vão conseguir fugir disso, pô. Então, se vocês se temperarem... Por que eu falo pro pessoal aí que eu recebo essas mensagens com a galera ali, ó, limpando o carro com o filho, fazendo não sei o que lá? Porque eu sei no que aquilo transforma uma pessoa em 10 anos, pô. Eu sei e a gente sabe pela história, olhando pro passado e se orientando nos juízes corretos e vendo aonde as pessoas chegam fazendo certo tipo de coisa e onde elas chegam fazendo outro tipo de coisa.
Então você vê, eu tô há alguns anos aqui na internet... falando sobre a mesma coisa desde o primeiro dia que eu apareci das três pessoas, sem tirar nem pôr, orientando todas as coisas e dando todas as lives e todas as paradas que eu falo pra vocês em cima da mesma estrutura, que é a estrutura que eu vivo, que eu levo o modo que eu ensino, que eu faço as coisas na educação dos meus filhos, que eu falo sobre geopolítica, relações internacionais, como eu faço crítica literária e como eu penduro o quadro na parede.
Vocês entendem isso? Uma tentativa de uma estabilidade na linguagem, na linguagem, para vocês poderem mediar a vida prática de vocês e ter uma vida simples, pô. E ficar falando para o seu filho, linguagem simples, linguagem simples. Os meus filhos sabem tudo da linguagem, porque eu não tento ludibriá-los de nada com linguagem. de nada. Filho, se você fizer isso, você vai ficar forte. Filho, se você fizer isso, você vai ficar fraco. Filho, eu falei agora no jantar pra minha filha. Falei, filho, filha, se você ficar comendo isso, você vai ficar gorda.
É assim a vida é assim, pô. A vida é só isso. É só isso. Filho, se você não comer a comida toda, você vai ficar fraco. Vocês não conseguem nem se orientar com linguagem simples, pô. Você olha pra uma pessoa e fala assim, ah, o Diego é tão inteligente. Aí fala assim, eu batei com a cabeça, perdi a massa encefálica e não consegui falar malé com cré. Você vai falar o quê? O Diego é burro. Aí fala, burro é você, que acabou de falar que eu era inteligente e não percebeu nada da vida, pô.
se você estudar você fica inteligente, se você não estudar você fica burro, ponto, é só isso, é só isso, essa é a parte material da vida humana, essa é a parte material da vida humana, se vocês não entenderem isso, é por isso que ninguém fala de temperança, é por isso que vocês ficam apaixonadinho por temperamento, que, com todo respeito, é uma merda de estudo e hoje, depois de alguns anos, a galera que ficou estudando isso já percebeu, já percebeu no que dá e que tá usando de maneira determinista e que não é nada disso.
do que vocês estão usando e que não serve pra isso. E quem tá ensinando temperamento bem tá ensinando outra coisa, só que não sabe o nome. Tá ensinando sobre temperança, vocês entendem? Porque nego não tá entendendo nada, porra. Nego não tá entendendo nada. Nego nunca fez um esforço pra entender nada. Nego tá repetindo igual papagaio. Nego nunca tentou entrar num quarto, sentar e gastar um tempo se demorando ano após ano pra organizar as coisas e sair organizado. e poder falar sério com as pessoas e viver sério.
Tá bom, pessoal? Obrigado pela constante presença que tempera em cima da natureza do amor que constrói a verdadeira substância da vida humana. Obrigado pela companhia de vocês. Até breve.