As virtudes & os vícios
Introdução à justiça
- a justiça (o juízo do crítico)
- o crítico
- a passagem da temperança para a justiça
- ajustar a linguagem ao mundo (filosofia da linguagem)
- o fático e o eidético
- a quarta camada (Olavo)
- a verdade como pessoa (absoluta/mutável)
- os transcendentais (verdade, bondade, beleza)
- o intelecto ativo e passivo
- o tempo de presença tempera
Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 9:17.
“Eu vou reposicionar aqui, vou posicionar novamente a temperança. E a gente vai fazer uma passagem da temperança para a justiça.”
Trechos da aula
Eu estou fazendo um ajuste entre o teu pensamento e o mundo. E eu estou fazendo o seu pensamento parecer com o mundo. O nome dessa operação é justiça.
A vida do crítico não é se temperar. A vida do crítico é se ajustar ao mundo por juízos. O nome disso é justiça.
A verdade que é vista pelo olhar do crítico, fazendo juízos, ela é sempre absoluta. E a verdade que não é verdade, que é a beleza, sendo vista pelo olhar do personagem no mundo, é mutável.
Transcrição completa
Fala, Miguel. Boa noite, meu irmão. Boa noite, Dudu. Luiz, boa noite. Boa noite, Cassi. Maria Helena, boa noite. Gacha, boa noite. Ricardo. Fala, Alexandre. Fala, Gabriel. Boa noite, Júlia. Rafael, boa noite. Lucas. Janaína, boa noite, de Marília. Boa noite, Mona Lisa. Fala, Emanuel. Tranquilo, meu irmão? Boa noite, Cristiane. Boa noite. Boa noite, Thaís.
Obrigado. Boa noite, Andressa. Boa noite, Emília. Boa noite, Cláudia, Roseli. Fala, Espadote. Tranquilo, meu irmão? Sandra. Boa noite, Cíntia. Amém. Boa noite, Ramsés. Sidneia, boa noite. Cabriola, São Paulo. Boa noite, Getúlio. Sara, boa noite. Solane, boa noite. Boa noite, Ellen. Ramsés, Felipe, Cunha, boa noite, meu irmão. Fala, meu irmão.
Júlio, de Miami. Já me visitou aqui no Flamengo. Boa noite, Aline. Boa noite, Cíntia. Primeira vez, né? Seja bem-vinda. Boa noite, Zaira. João. Boa noite, Mona Lisa. Não sei, não. Boa noite, Aninha. Comandos. Roosevelt, boa noite. PQD. Terabelta, boa noite. Boa noite, Renice. Fala, Tariq. Tranquilo, meu irmão. Boa noite, Kaique. Rômulo, boa noite. Zélia. Boa noite, Matheus.
Ana. Fala, Woody. Tranquilo, meu irmão. Boa noite, Daniel do Guarujá. Juazeiro do Norte, Ceará, boa noite. Boa noite, Ana. Boa noite, Matheus. Juliana Neves, seja bem-vinda. Thay Falcão, boa noite. Brasília, esse ano acho que não. Wellington, boa noite. Boa noite, Ângela. Victor, vocês também são um presente pra mim. Obrigado, meu irmão. Fala, José. Boa noite, irmão. Como não ser vítima das lutas que não escolhemos?
Não sendo vítima. Se eu for pro campo de concentração, não escolho. Tu vai chegar lá e vai falar, como é que eu domino isso aqui? O que eu tenho que fazer aqui? Adelaide, boa noite. Patrick, boa noite. Travou ou será que foi só pra mim? Bruno Macedo, boa noite. Boa noite, Carlos. Guilherme. Silva. Tá noivo? Manda abraço, meu irmão. Deus abençoe. Fala aí, irmão. Boa noite, meu irmão. Vou chegar da missa com a avó e a irmãzinha. É isso aí. Boa noite, Lucas.
Obrigado também por vocês estarem aqui comigo. Sandra, boa noite. Vitor do Paraná, boa noite. Thelma. Franci... Franci? Franci Nalva, boa noite. Como saber quais amores devemos fazer durar? Deve ser pra escolher, né? Vocês... Todos nós fazemos amores durar. Não tem como não fazer, você entende? Agora que nós estamos fazendo o amor durar. É o que é. Vocês escolhem as presenças, mas não escolhem não se transformar nelas. Escolheram estar aqui e vai transformar. Grande Ajório. Ajório esteve comigo na época do Lê Bono.
Andamos pelo Lê Bono, não é, meu irmão? Saudade tua. Cinthia. Ansiedade dominical. Ah, legal. Seja bem-vindo, Cíntia. Mônica, boa noite. Boa noite, Felipe. Terra Natal. Regiane, boa noite. Que bom estar na Terra Natal. Tem uma live só disso. É verdade, né? Tem uma live só disso. Esperando o senhor aqui em João Pessoa. Carnevale. Cabo Frio e São Pedro presente. Boa noite. Fala, Ricardo. Boa noite. Boa noite, Udila. Patos, sertão da Paraíba.
Tenho uma galera que acompanha o senhor. Um grande abraço para vocês aí de Patos. Espero um dia conhecê-lo pessoalmente. Aluna do Incef. Que maravilha. Que bom que vocês estão lá e eu estou com vocês. Vitor. Caveira, aquele trecho seu sobre vocação e o tabuleiro de xadrez é sensacional. Aquilo lá, se as pessoas lembrarem daquilo, vamos tirar um piano da carcaça de tanta besteira que elas pensam. Como dominar a quarta camada.
Eu até me perdi aqui já nas mensagens, né? Caramba, tem muita mensagem. Eu tô muito atrasado, eu boto aqui pra ir pra... pra falar sobre a mimão do prazer pra um bem maior. Vazia existencial. Seja bem-vinda, Priscila, à live. Primeira live, aluna do ICF. Viriditas Clau. Clau Viriditas, será? Seja bem-vinda, Clau. Um abraço pra Sorocaba.
Não sei. Bom, vamos lá, né? Vamos lá. Sabe o que é interessante desse negócio aí do xadrez? É a galera que vai lá comentar fazer comentário desse tipo assim, ó. Eu jamais deixaria meu filho ganhar. Ele vai ser fraco, ele tem que entender que vai perder mesmo, que o mundo é assim. É engraçado pra caramba, né? Se não fosse trágico. O pensamento que a galera tem, né? Como se alguém fosse fazer qualquer coisa com um filho e utilizasse a força normal de um homem no mundo, né?
Sem proporcionalidade, sabe? É uma doideira perceber a maneira como as pessoas estabilizam um juízo na cabeça delas, né? É uma doideira. Vocês sabem, eu vou falar um pouco sobre isso aqui. Quando a gente vai no passado, acontece alguma coisa na nossa vida, comigo, contigo, com as pessoas. E a gente precisa ir lá no passado para dominar as situações. O que é o domínio do passado? O domínio do passado é fazer juízos sobre o que aconteceu.
Então, olha só. Eu vou reposicionar aqui, vou posicionar novamente a temperança. E a gente vai fazer uma passagem da temperança para a justiça. Olha só. Você perdeu o emprego. o seu marido saiu de casa, você perdeu um filho, todas essas coisas aí são fatos que acontecem, aí eles vão para o passado, não é isso? Então, aconteceu um fato no mundo, você tomou um café no mundo, e aí vocês vão lá no passado para reviver essa experiência com o café, e tentar se orientar no que está acontecendo.
Então, por exemplo, eu tomo café, você toma o café. Aí a gente vai lá no passado e você vai começar a fazer juízos sobre o passado e eu também. E a gente vai ter os nossos juízos. Por esse tipo de experiência que a galera fala, ah, não, a verdade é relativa, relativa a cada pessoa e tal. o que obviamente é um juízo errado sobre a nossa experiência no mundo. Afinal de contas, o dois mais dois são quatro sempre, apesar de se revestir no mundo concreto de coisas diferentes.
Tipo, duas bananas mais duas bananas dão quatro bananas. Duas maçãs mais duas maçãs dão quatro maçãs. Então, a gente consegue ter juízos diferentes sobre a banana, sobre a maçã, mas sobre certas realidades delas, esse juízo é implacável, é categórico, é peremptório. Então, a verdade realmente tem feições de uma pessoa. Ela tem as suas partes materiais, mutáveis, e ela tem as suas partes imateriais, imutáveis. A verdade tem uma configuração de uma pessoa. Essa pessoa, que vai lá no passado para tentar encontrá-la. Por que muda o nome?
Olha só. Se eu tomei o café, se eu perdi o filho, se acabou meu casamento, se eu estou com problema financeiro, se o cachorro me mordeu, se eu estou com medo de altura, se eu estou com medo da solidão. Essas coisas são ideias. E aí, eu vou lá no passado. Tento me orientar no café que eu tomei, no meu marido, na minha esposa, no meu filho. Fui lá pro passado. Se eu ficar pensando na minha vida financeira durante uma hora, vocês concordam comigo?
Que não tem nada de finanças presente no mundo real, na presença, né? Aqui, na vida do personagem. Só que eu vou lá no passado pra ajustar o meu juízo sobre a minha vida financeira. Então você vê. Olha só um exemplo de terapia. Um cara perdeu o emprego, aí no dia seguinte veio pra terapia comigo. Aí ele veio pra terapia assim. Professor, Ou seja, ele perdeu o emprego ontem, aí ele vai lá no dia de ontem pra tentar lidar com a realidade. Aí ele olha praquela realidade do mundo que aconteceu ontem e aí ele não consegue dominá-la.
Aí ele se desespera e ele é vencido por ela. Então, ele chega assim e fala, cara, eu não sei o que eu vou fazer da minha vida, eu tô ferrado e tal, e as minhas contas. Aí eu vou lá fazer um processo com ele. Eu falo, vamos lá, senta aí, vamos com calma. Quanto é que você ganhava? Quanto é que você gastava por mês? Quanto é seu FGTS? Você já sabe quanto você vai ganhar e tal? Aí com 5 minutos de terapia, a gente percebe que com o FGTS dele e com o custo de vida dele, ele tem pelo menos uns 10 meses tranquilo que ele poderia ficar sentado sem fazer nada.
E aí? com o mesmo passado. Eu fui lá de acompanhante com ele no passado dele, olhei para a mesma situação que ele estava olhando e ele desesperado diante dela. Aí eu fui lá e com alguns ajustes, alguma experiência, fiz com que ele dominasse o passado. Então no final da sessão de que ele ia ter pelo menos 10 meses para tranquilamente corrigir várias coisas que ele estava fazendo de errado, acertar coisas do relacionamento que ele não conseguia acertar porque ele estava enfurnado em problemas de trabalho.
A gente, com o mesmo fato do passado, foi lá no passado e saiu com a vida melhor do que antes. Só que a história do passado é a mesma, né? Então, o que mudou? Mudou a vida do crítico, que foi lá no passado e o dominou fazendo juízos, concebendo a verdade sobre as coisas. Então, olha como é que é diferente. Quando eu vou no passado, E eu fico pensando lá no passado, né? No relacionamento que terminou. Eu fico pensando, pensando, pensando, pensando. Presta atenção. Os juízos que eu faço, ó.
O meu relacionamento era um inferno. Os meus pais me criaram de maneira horrível. Isso são juízos que as pessoas fazem olhando pro passado. Se elas ficam pensando nisso durante uma hora, durante duas horas, durante três horas, durante quatro horas, Vocês entendem que, com o pensamento, elas estão se temperando de uma presença que não está presente no personagem, mas está presente na memória? Porque existem três presenças, lembra? A presença aqui do presente, do personagem no palco, né? O café, a água, a Coca Zero, o chocolate, né?
Existe uma presença da Coca Zero na memória, a ideia dela, eu posso ficar pensando nela, eu posso ficar pensando na torta de limão, não é isso? A presença, uma presença mais frágil, mas uma presença na memória e uma presença no mundo futuro. Caramba, eu estou esperando encontrar com aquela pessoa, eu estou esperando ganhar aquele dinheiro, eu estou esperando aparecer alguém, não é assim? Eu estou esperando o meu curso dar certo. Você está pensando, pensando na imaginação. Então, eu tenho três terras da presença. A presença aparece nessa terra aqui, ela aparece na memória e ela aparece na imaginação.
Então, por que quando eu trato do mundo do crítico, lá atrás, eu não estou falando de temperança? Porque mudar a ideia de uma pessoa sobre dinheiro, mudar a ideia de uma pessoa sobre casamento, sobre família, mudar a ideia, Não é tempero. Não é temperança. Ó, mudar essa ideia assim, ó, de uma pessoa que chega assim pra mim e fala assim, ah, casamento é sempre assim mesmo, se desgasta, né? Isso é uma verdade pra ela, e ela tem essa presença na memória, não é isso? Então, eu ficar pensando nisso, a memória, a memória, ela se manifesta por uma parte do meu corpo.
Não é assim? Então, eu ficar pensando num assunto me tempera uma parte de mim daquele assunto. Tanto é que, tecnicamente, como é que é no mundo psicológico, tecnicamente? Se você fica pensando muito na morte, e aqui tá um baita de um assunto pra gente falar um dia. Quando as pessoas ficam falando assim, pega um livro de monge, um livro sobre as ideias monásticas, E aí ela fala assim, não, eu tenho que meditar sobre a morte. E aí ela começa a meditar sobre a morte todo dia.
E aí sabe o que pode acontecer com ela, e aconteceu já com alguns pacientes comigo depois de um tempo? Eles não conseguiam mais deixar de pensar na morte. Só que isso os deixava desfuncional, eles começaram a ter medo, começaram a perder o controle, perder o domínio. Ou seja, eles se temperaram demais de uma presença na memória. Agora, preste atenção. Você pode ter um juízo aí na tua cabeça, né? Assim, ó, é bom pensar na morte. Aí, com cinco minutos de conversa comigo, a gente pode chegar à conclusão que talvez não seja tão bom assim pensar sempre nela.
Eu já atendi muito oncologista. com problemas sérios de domínio, de pensamento intrusivo, de crise, de pânico. Por quê? Porque está sempre presente diante de uma realidade de quê? Oncologia, né? Diante de pessoas morrendo, de morte. Então, olha só. Mudar um pensamento. Mudar um pensamento. Vou pegar um muito básico. O meu filho aprendeu que cinco mais cinco são nove. Aí eu chego assim pra ele e falo assim, filho, 5 mais 5 são 10. Vocês percebem que isso não tem nada a ver com uma coisa se transformando na outra?
Com o tempero daquilo que por uma coisa tá do lado da outra, vai transformando a outra? Isso que eu tô falando de deixar o 2 mais 2 deixar de ser 5 de maneira errada pra 2 mais 2 são 4, Eu estou fazendo um ajuste da linguagem no pensamento, do juízo da memória. Eu estou fazendo um ajuste entre o teu pensamento e o mundo. E eu estou fazendo o seu pensamento parecer com o mundo. O nome dessa operação é justiça. Só que se você ficar pensando que 2 mais 2 são 4 durante 5 horas, Você se tempera dessa justiça.
Esse é o vínculo do personagem no palco com o crítico da memória. A operação do crítico é outra operação. Vocês lembram, na teologia católica, o que define a diferença entre as três pessoas da Santíssima Trindade? O pai é o pai porque ele opera como pai. Ele faz coisas como pai que o filho não faz. Tem até uma figura famosa medieval, né? De o pai é o pai, não é o filho nem o espírito. O espírito é o espírito, não é o pai nem é o filho.
O filho é o filho porque faz coisas de filho e não é o pai nem o espírito. Então o crítico é o crítico porque ele não faz coisas que o personagem faz. A vida do crítico não é se temperar. A vida do crítico é se ajustar ao mundo por juízos. O nome disso é justiça. O que você diz sobre café. Se uma pessoa toma um café quentinho, maravilhoso, que você ofereceu, que você adora. Aí ela fala assim, nossa, que troço horrível. Aí você fala assim, cara, você tá maluco, pô.
Isso é juízo que se faça sobre esse café. Ou seja, Você quer que ele modifique a linguagem dele e o juízo, um intermediário? Um dia a gente vai falar longamente sobre filosofia da linguagem. Esse intermediário entre você e o mundo real, que inclusive é o que baseia todo o conceito medieval sobre o que a gente chama de verdade, esse intermediário precisa ser ajustado de uma maneira seríssima. Vocês veem, né? A Maria tá ali sentadinha participando da live aqui com a gente, minha esposa. A gente toda semana senta aqui pra ajustar as coisas, né?
A gente vira e volta a estar ajustando linguagens sobre como que a gente vai falar coisas. Vocês não percebem como as pessoas... Vocês lembram na live, na semana passada, quando eu falei pra vocês sobre o juízo? que Sócrates tem sobre a vida humana, o juízo que Chesterton tem sobre a grama, vocês perceberam como aqueles juízos são errados? São errados. Por que eles são errados? Por que aqueles juízos são mentiras? Porque eles deixam a gente disfuncional no mundo. O que é um cara... Perguntaram aí sobre a quarta camada, né?
Vamos lá. Vamos olhar para a personalidade humana, para a gente não ficar solto no mundo. Olha para a personalidade humana. Eu vou posicionar para vocês o que o professor Olavo chamou de quarta camada. Olha só. Vamos para a personalidade. Eu sou seu chefe. E aí você chegou atrasado ou fez um serviço ruim. Aí eu chego para você E falo assim, ô Roberto, você fez um serviço ruim. Eu fazendo isso, minha linguagem está ajustada. Eu não estou generalizando a linguagem. Eu estou usando especificamente para descrever um fenômeno.
Você fez um serviço ruim. Agora eu vou dar um salto, que é o que as esposas fazem com os esposos e os esposos com as esposas. o seu filho, o seu esposo, o seu esposo deixou a toalha molhada na cama. Aí você olha para a toalha molhada na cama e você fala assim para ele, você não aprende. Pô, você é um bagunceiro. Então presta atenção no problema grave de linguagem que as pessoas têm. Elas estão olhando para um fenômeno. Existe uma toalha molhada na cama. Aí elas saem do mundo real, do mundo onde tem uma toalha molhada em cima da cama, e elas vão para o mundo do intelecto, do juízo puro.
Por quê? Porque elas estão generalizando. Eu estou saindo do fato... Vocês lembram quando eu falei que eu olho para o café no mundo, para a toalha, e eu vou separar o fático do eidético? Porque o fático... é a presença do personagem no palco. A presença do crítico, aquele que faz juízos, é o mundo eidético, o mundo das ideias, que depois ele passa pro roteirista, não é isso? Mas vamos ficar no crítico aqui. Aí eu olho pra toalha, e aí as pessoas vêm pra terapia e falam pra mim assim, o meu marido é muito bagunceiro.
E aí vocês lembram que eu falo pra pessoa, eu não tenho terapia pra isso. porque esse mundo é um mundo genérico. Eu não conheço esse mundo, eu não sou anjo. Eu não vivo no mundo do intelecto puro. Eu preciso saber o que o seu personagem, onde ele estava presente, o que aconteceu, o que ele estava olhando no mundo, para você olhar para o seu marido e falar assim, você é muito desorganizado. Aí a pessoa vai ter que ir lá no passado, olhar de novo para o que ela olhou e falar assim para mim, ele deixa a toalha molhada em cima da cama.
Aí qual é a terapia para essa pessoa? Ela tem que olhar para a toalha molhada e falar assim, a toalha molhada está em cima da cama e isso aqui não é um bom lugar para ela, porque isso faz a nossa casa funcionar mal, a cama vai ficar molhada. Como é que é a terapia para o marido dela? É ele começar a lutar aí um dia, dois dias, uma semana, dez dias para não deixar a toalha molhada. E aí, ela pode apagar na cabeça dela o juízo que ela fez sobre esse ato do mundo.
Ela pode apagar na cabeça dela assim, ó, o meu marido é um desorganizado. Aí fala, isso não presta pra nada, vocês entendem? Isso não tem nada a ver com o mundo real. Isso é uma generalização boba de cabeça. Por que isso é grave? Porque é esse tipo de operação errada da justiça, do juízo no mundo, Olha, depois a galera que participar na comunidade, eu vou desenhar para vocês uma matriz, eu vou desenhar algumas funções e uma tabela lógica para vocês aprenderem a fazer juízos. Isso é simples, tá?
E isso é uma maravilha para mim. Eu era monitor disso no colégio naval de lógica, análise combinatória, matriz, essas coisas. Então, eu vou botar isso aí junto com a linguagem. para vocês perceberem como é que se estabiliza a linguagem para a gente se orientar. Eu vou montar uma educação infantil toda para vocês, com mediação da linguagem, com o que vocês vão falar para os filhos nos casos concretos do dia a dia. Vocês vão escrevendo, eu vou pedir para vocês uma relação lá, filho, marido. Eu quero que vocês escrevam os atos no mundo, eu quero que vocês escrevam os juízos que vocês fazem, E eu vou corrigir isso pra vocês, pra vocês perceberem como é que a vida de vocês muda completamente fazendo essa operação simples.
Então, olha só. Olha só. Quarta camada. Os pais de Santa Terezinha pedindo pras pessoas em volta de Santa Terezinha. Não digam que ela é bonita. Não digam que ela é uma boa menina. Porque ela vai se desorientar no mundo assim. Então, olha só, se um pai ficar falando assim pra uma filha, nossa filha, como você é bonita, nossa filha, como você é inteligente, Pela minha última ou penúltima live, não lembro mais, vocês já perceberam que isso é um juízo errado sobre coisas de materiais, né? Por quê?
Porque se você não estudar, você vai ficar burrão. Se você não arrumar o cabelo, você vai ficar feião, não é isso? Se você não arrumar sua casa, organizar sua casa, sua casa vai ficar uma zona. Esse é o mundo material. Ele tem que ser expresso no mundo da linguagem por um tipo de verbo, que a gente chama de verbos de ligação, né? Ser, estar, ficar, aparecer, permanecer, continuar. Eu vou ensinar vocês depois, eu vou fazer isso na prática. Aí, para coisas materiais, a gente só pode usar verbos que não têm estabilidade, pô.
Então, um verbo para uma toalha em cima da cama, para uma pessoa que está indo bem no trabalho, é que ela está indo bem, ela está ficando forte, ou então ela foi mal, e não que ela é isso, ou ela é aquilo, porque o é é para o 2 mais 2 são 4, que é imaterial. Vocês entendem? Por que o temperamento, por exemplo, sendo material, não pode ser causa de estabilização para a gente orientar a nossa vida? Porque tudo que é material é mutável. Então se vocês chamarem temperamento, que é o mundo da temperança, de material, ferrou, não tem mais.
Mas numa aula de simbólica eu vou mostrar pra vocês como que isso é feito na cabeça de vocês. Vou desenhar uma matriz lá e vocês vão entender tranquilamente. As pessoas sempre entendem isso de maneira muito tranquila nas aulas. Agora olha só. Vamos voltar para uma menina que foi criada assim pelo pai. Filha, você é tão bonita. Nossa, como você é generoso. Como você é bondoso. Você é. Você é. Você é. Aí ela fica com aquele juízo na cabeça. Eu sou inteligente. Eu sou inteligente. Eu sou inteligente.
Aí um dia, você distraído no trabalho, você errou uma conta. Aí o seu chefe, que também não sabe nada de linguagem, ele fala assim, pô cara, tu é burro? Ou então vamos supor que ele até soubesse de linguagem e ele falasse certinho assim, ó, você foi mal nessa conta. Aí, como é que tá a sua orientação entre o mundo real e o teu mundo do intelecto, da tua memória, o teu juízo sobre si? Ele tá assim, ó, eu sou inteligente. E aí como é que cabe?
um juízo de uma pessoa que é inteligente com uma operação de burrice. Não cabe. Então, o que que é o que a gente chama, o professor Olavo chamou de quarta camada é o quê? Na personalidade humana. É uma pessoa que tem um juízo errado e ela não consegue se orientar no mundo, se sustentar, dominar o mundo, por causa desse juízo errado. Então ela sofre demais, porque a vocação do crítico é dominar o mundo. E ela não consegue conceber, de maneira nenhuma, como o juízo dela sobre ela mesma não cabe naquela realidade.
Vocês entendem que tragédia é isso? Que doideira? Isso é difícil pra uma pessoa, né? Às vezes a gente fala assim, ah, Diego, você é uma bobeirinha. Pois é, mas vocês devem conviver com pessoas mais velhas. que já se tornaram quase que insuportáveis por causa dessas bobeirinhas, não é isso? Então, aqui em casa, toda a nossa formação das crianças e a nossa formação pessoal se baseia nesse tipo de juízo, tá? Para os nossos filhos. Os juízos para filhos têm que ser muito simples, né? E eles não podem ser imutáveis.
Então, a gente fica assim para os filhos, ó filho, veio uma filha que acabou de tomar banho e se arrumou todinha, aí esqueceu de pentear o cabelo ainda, ou não botou o sapato. Papai, eu tô bonita! Aí a filha, filha, você ainda não tá bonita não, porque você não tá arrumada, mas quando você arrumar seu cabelo e botar o sapato, quem sabe, se você fizer bem feito, aí ela faz. Nossa filha, como você ficou bonita, tá vendo? Como se você se esforçar, você pode ficar bonita?
Ele falou, papai, olha essas contas que eu fiz aqui, aí o pai olha, nossa filho, como você é inteligente, aí falou, é nada, para de fazer isso com o menino, pô. Ele vai ser o que vocês chamam de quarta camada, se vocês ficarem fazendo os visos errados sobre o filho. Vocês entendem porque os pais de Santa Terezinha levavam a sério a maneira como as pessoas falavam com ela? Eu corrijo isso direto nas crianças, sabia? Quando outras pessoas ficam falando isso com eles. Há pouco tempo a Maria Rita teve uma visita nossa aqui em casa, que falou assim para a Maria Rita, nossa Maria Rita, você é tão bonita.
Aí a Maria Rita meio que, ali com um jeitinho, falou assim para a pessoa, é, é porque eu me arrumei. Sabe? Ela sabe o que está acontecendo, pô. Não é que ela é bonita, porque esse juízo não condiz com o ser humano. Então, olha só. Para pra pensar num cara maduro no trabalho, né? O que não seria o quarta camada. Pô, você fez besteira no trabalho. Todos nós fazemos, né? Aí o cara chega aqui. O cara chega aqui. Pô, professor. Pô, a tua live do domingo foi ruim pra caramba.
Aí imagina, imagina eu com o seguinte juízo. As minhas lives são maravilhosas. Ou eu sou um cara inteligente. Aí falou, o dia que eu fizer besteira e me chamarem de burrão. Se falarem assim, pô Diego, você é burrão? Aí vocês entendem que também tá ruim, né? Aí falou assim, hoje eu fiz burrice, pô. Hoje eu fiz burrice, agora eu sou burrão? Aí é pesado também, né? Então, como é que é a coisa? Se eu me esforçar, eu fico um pouco mais inteligente. Se eu não me esforçar, eu fico burrão.
É só isso. Vocês entendem como é só isso? Vocês percebem como isso dá uma tranquilidade pra gente? Vocês não têm ideia de como isso dá uma tranquilidade numa vida de família, num relacionamento, sabe? É, da maneira que eu comecei a live falando para vocês, falando da toalha molhada, vocês não sabem como se torna muito mais fácil curar o trauma de casal das pessoas por essa tranquilidade de uma filosofia da linguagem, de um ajuste da linguagem, sabe? Então elas se tranquilizam. Primeiro porque elas estão indo mal às vezes em alguma coisa e elas falam assim, ah Diego, isso não é pra mim não cara, eu sou muito preguiçoso.
Aí eu já anoto lá no crítico, os três bonequinhos eu anoto lá já pra fazer alguma terapia. Não que necessariamente seja aquilo naquele momento, pode ter coisa mais importante. Aí eu anoto lá, crítico. Tá fazendo juízo genérico. Aristóteles tem vários quadros sobre isso aí, né? Fazendo juízos genéricos sobre casos particulares. Vai dar merda. Vocês não tem medo que vai dar merda? Aí o cara vai viver completamente desorientado no mundo real, porque ele não tá dominando a vida do crítico, que é fazer juízos, que é fazer justiça.
Aí, olha o vínculo, então, disso. como personagem no palco, a temperança e a justiça. A gente vai chegar na personalidade inteira, fica calmo, vamos devagarzinho. Temperança e a justiça do crítico aqui com as ideias e a temperança no mundo, olha só. Aí, você saiu na rua e foi assaltado. Então, olha só. Vamos lá. Uma pessoa, você fala assim pra ela, ó. Pra Santa Terezinha. Santa Terezinha, Deus foi muito generoso contigo, você é muito bonita objetivamente.
Ok. E aí ela queima o rosto de noite. Como é que eu faço juízo de novo sobre isso? Ferrou, né? Então, onde que vocês podem se temperar mais disso? Eu faço uma live em breve sobre isso, sobre só a justiça pura, né? A tal da justiça comutativa e a justiça distributiva. Onde está a tal da verdade absoluta? Ela é bonita absolutamente. O que que é a beleza absolutamente? A beleza desse mundo, ela não combina, ela não pode ser ajustada com o absolutamente.
Porque a beleza é um olhar do personagem sobre o mundo material. Quando a gente fala a beleza da matemática, a gente tá falando uma metonímia, que é uma figura de linguagem. Vocês lembram? Metonímia e sinédoque. Metonímia e sinédoque são figuras de linguagem que se diferenciam. Por exemplo, se eu substituo a parte pelo todo, é metonímia. Um dia a gente fala disso com mais calma. Mas o que é o pensamento metonímico, então? Por exemplo, é substituir a parte pelo todo. Eu tô falando de beleza. Quando eu tô falando de beleza, eu tô falando tudo que é relativo aos sentidos.
Então vocês percebem que tudo que é relativo aos sentidos é a parte mutável da verdade. Ah, a verdade é verdade absolutamente? Sim, em sentido estrito sim, porque a verdade só pode ser dita em relação aos juízos da mente. Só que em sentido lato, ou seja, mais abrangente, que é o que a gente chama de a verdade como pessoa, é o que São Tomás de Aquino chama de justiça comutativa, existe uma parte dos juízos no mundo que muda. É por isso que existe uma tensão histórica entre a verdade absoluta e a verdade relativa, em que a gente pode resolver aqui na nossa imagem da personalidade como?
A verdade que é vista pelo olhar do crítico, fazendo juízos, ela é sempre absoluta. E a verdade que não é verdade, que é a beleza, sendo vista pelo olhar do personagem no mundo, é mutável. Porque o personagem, ele vê a beleza. O crítico vê a verdade e o roteirista vê a bondade. Cada um deles vê a face do mesmo bem. Vocês entendem? Então o problema é só onde a gente vai posicionar a verdade em relação à personalidade, tá? As pessoas se confundem por causa disso. Quando a gente vai pro mundo imaterial, dois mais dois são sempre quatro, né?
Quando a gente vai pro mundo material, a pessoa muito bonita queima o rosto de noite e... fica horrorosa. Eu posso dizer que ela é horrorosa? Claro que não. Por quê? Porque isso é um juízo inadequado para aquilo que é material. Porque eu posso fazer várias cirurgias, eu posso ajustar aquilo e tornar aquilo. bonito por alguns momentos, ou por instantes, ou por muito tempo. Vocês entendem por que a gente fica enrolado pra caramba com justiça e juízos e essas coisas vão permeando a nossa personalidade, vão fazendo mal?
Agora vamos lá, vamos aproveitar esse finalzinho aqui pra eu ensinar vocês uma coisa aqui importante sobre isso e fazer umas terapias aqui, olha só. Eu fui pra rua e fui assaltado. Aí eu volto para casa. Então o personagem no palco presenciou uma falta de domínio, ele foi dominado, botaram uma arma no peito dele ou então espetaram ele com canivete. E aí ele perdeu o domínio sobre o mundo, ele foi dominado pelo mundo. Aconteceu isso no mundo real concreto, com o personagem no palco. Aí eu venho pra casa e começo a ir no passado agora.
Eu vou lá pro passado. O fato já passou há um dia, dois dias, um mês. Isso vai acontecer na terapia, né? Isso acontece de maneira simples na terapia, tá? Uma pessoa que teve dez relacionamentos e deu errado nos dez. Aí ela fala assim, eu perdi a esperança no relacionamento. Porque o passado, quando ela vai pro passado, ela não consegue entender, dominar. Ela está sendo dominada, então ela vai perdendo a esperança por um juízo errado que ela fez no crítico, porque a fé do crítico, a crença do crítico, a justiça do crítico é o fundamento da esperança do roteirista.
Hoje é dia de São Paulo, vamos falar como São Paulo falou, a fé é o fundamento da esperança. Dia de São Paulo é São Pedro e São Paulo hoje. Ok. Aí eu vou lá no passado, Aconteceu um fato do mundo com o meu personagem no palco. Botaram arma no meu peito e me deram a coronhada na cabeça. Aí eu vou lá para o passado agora, vou pensar nisso, que aconteceu ontem, semana passada, mês passado. Aí eu fico pensando nisso, uma hora, duas horas, três horas. Então, doutor, há uma hora, há duas horas, há três horas, perdendo o controle sobre o mundo, me temperando de uma derrota, de uma falta de domínio, e aí eu vou me temperando tanto disso, me temperando dessa presença da memória, ah Diego, mas você falou que a presença, que na memória é juízo, aí eu falo, calma, as ideias da memória são juízo, mas o tempo de presença das ideias é temperança, Aí você tá se temperando cinco horas do pensamento de que se você sair na rua, você vai ser assaltado.
E aí quando você fala assim, eu não quero mais pensar nisso. Aí você percebe que esse pensamento fica voltando pra você. E aí a gente vai chamar isso tecnicamente de pensamento intrusivo, né? Você não consegue mais parar de pensar numa coisa, e quando você não quer pensar, aquela coisa volta. Isso aí, na psicologia, na psiquiatria, se chama pensamento intrusivo. Aí você fica lá. Caramba, agora ferrou, Diego. Eu não consigo mais sair na rua. Então, olha só. Como é que se faz terapia para essas coisas? Eu me ferrei no mundo, não dominei com o personagem no palco.
Aí fui para o passado fazer juízo sobre aquilo, não dominei. Então, o que o meu roteirista espera? Ele espera que eu saia na rua e eu seja assaltado de novo e tome outra coronhada e morra. Aí agora eu tenho três pessoas doentes. Eu tenho a pessoa do presente que não domina. Vamos para o relacionamento, que é mais comum. Meu relacionamento foi horrível com o meu último namorado, com o meu ex-marido. Eu me batia, me maltratava, me enganou, me traía. Isso com personagem no palco. Aí você vai lá para o crítico fazer juízo sobre essa experiência que você viveu.
Aí você faz assim, ó. Esse é o juízo que você faz na sua cabeça, ó. Homem não presta. Todos os homens traem. Vocês estão percebendo o que está acontecendo? Vocês estão fazendo juízos estáveis sobre coisas que são completamente instáveis e que mudam toda hora. Vocês vão se ferrar na vida. Vocês estão ferrados pra caraca. Vocês não vão conseguir viver. Aí, o que o terapeuta tem que fazer? Ele vai lá no passado. Olha que bonito isso. Olha que bonito. Na renovação carismática católica, existe um procedimento espiritual que o pessoal chama de cura interior.
Eu quando tinha uns 16, 17 anos, eu fui na Canção Nova, e aí eu me expus a um momento de cura interior. Aí olha só que espetáculo isso que eu vou falar pra vocês. Eu deitei lá num lugar, e aí a pessoa que tava me conduzindo falou assim pra mim, É, vai lá no passado, na tua vida, num lugar escuro, ruim, sofrido, dolorido. Aí eu fui. Eu fui num momento aloprado, assim, ruim da minha infância.
E aí a pessoa falou assim pra mim, Eu tava naquele lugar no passado e eu deitado no presente, olha a temperança, o meu coração acelerado, eu suando frio, ou seja, eu tô aqui deitado no presente, mas eu fui lá no passado e eu voltei num lugar em que eu não domino. Aquela pessoa falou pra mim só isso aqui, ó. Que que cê tá vendo? Aí eu narrei o medo, a falta de domínio, a agonia, a angústia no meu peito pra ela. Aí ela falou assim pra mim.
Olha bem. Olha em volta. Vê se Jesus não tá aí sentado te olhando. Olha que atividade extremamente simples que eu estou falando para vocês. Eu fui no mesmo lugar, olhei o desespero, a angústia, a solidão, o medo. Sempre que eu falo isso, eu me lembro de dois cenários, um cenário narrado, num livro chamado A Vida de Santo Antão, escrito por Santo Atanásio, e de um outro cenário, da vida de São Pio de Pitreutina, que é o seguinte, esses dois santos tiveram em comum de que eles eram espancados pelo demônio, né?
E aí, Santo Antão, certa vez teve uma visão de Nosso Senhor, e aí Ele falou assim para Nosso Senhor, Por que você deixa Eu ser espancado pelo demônio? Aí Cristo falou assim para Ele, Porque você está forte, Antão, e Eu gosto de te ver lutar. E aí, Santo Antão, sabia, passou a saber desde então, que quando ele estava lutando e apanhando e perdendo domínio, tudo estava no domínio dele porque Cristo estava lá sentado, vocês entendem?
Então vejam, quando eu tinha uns 7, 8, 9 anos, A minha mãe ouvia Padre Marcelo Rossi e botava um copo de água pra ser abençoado sobre a mesa. Quem é bem antigo sabe que o Padre Marcelo fazia isso quando ele era padre novo. Eu gosto muito do Padre Marcelo Rossi. Eu não acompanho, não sei nada. Se vocês falarem, eu estou falando isso aqui para vocês e de repente alguém bota aqui embaixo. O Padre Marcelo Rossi agora foi anátema pela igreja. Eu não sei nada do Padre Marcelo Rossi hoje.
Eu estou falando para vocês que eu gosto do Padre Marcelo Rossi. E aí, o Padre Marcelo Rossi fazia um procedimento que foi dado de presente para a igreja católica. foi escrito por Santo Inácio de Loyola no século XVI, que era o seguinte procedimento. Quem ouviu o padre Marcelo Rossi há 20 anos sabe que o padre Marcelo Rossi fazia assim. Feche seus olhos. Senta agora nesse banquinho aí. Você está vendo o riacho? Você está vendo o mar?
Você está vendo? as montanhas e tal, ele construía um ambiente, e aí fazia você ir naquele ambiente para ordenar a sua vida psíquica, ele ainda faz isso, olha que maravilha, que coisa boa. E aí, Santo Inácio de Loyola, Quando os exercícios espirituais de Santo Inácio de Loyola foram uma coisa monstruosa no mundo inteiro, no século XVI, tanto é que vários países do mundo, o Brasil, nós estamos profundamente assentados numa educação jesuítica, que é fruto desses exercícios espirituais de Santo Inácio, em certo sentido. Obviamente, um dia, quando eu falar para vocês de história do Brasil, ou filosofia brasileira, eu digo para vocês onde isso chegou, onde isso distorceu, o que aconteceu aqui e ali, a Princesa Isabel foi deixada de lado, senão algumas coisas podiam ter ficado e tal, a gente conversa um dia sobre isso aí, com mais calma.
Mas o que é importante aqui? o importante disso tudo, o que esses pontos que eu estou batendo, o que eles significam? Significam o seguinte, olha só, acontece a coisa no mundo real, pá, com personagem no pau, e o crítico, o intelecto ativo, Ele constrói mundos. Um dia eu vou dar uma aula para vocês sobre intelecto ativo e passivo. Mas olha só, o intelecto ativo, o que ele faz? O intelecto ativo, ele é uma conversa do personagem no crítico.
O crítico tira o juízo do mundo real e se orienta em todo o mundo psíquico pelo intelecto ativo. Ele intelige o mundo real, é o intelecto que lê o mundo, ele é ativo. Depois ele passa esses juízos, essa inteligência para o roteirista no futuro. E o roteirista do futuro, ele começa a imaginar mundos possíveis, ele constrói mundos e desfaz mundos num estalar de dedos. Eu falo uma coisa para vocês e eu mudo toda a perspectiva de futuro de vocês, como vocês disseram quando eu dei para vocês uma aula, fiz a live para vocês sobre a esperança invencível, falando do roteirista do futuro.
Então o intelecto passivo, Ele olha pro futuro e ele constrói o mundo inteiro. E eu posso falar uma coisa pra vocês sobre o mundo, ó. Na cabeça de vocês existe um mundo onde vocês vão sair pela porta e vão ser assaltados. Aí, com meia hora de terapia, eu construo um outro mundo na cabeça de vocês. Como? Com o intelecto passivo agora. Com o intelecto que não tá inteligindo mundos, mas que tá pegando mundos inteligidos e tá construindo mundos possíveis. E eu posso pegar um mundo possível e desfazer num estalar de dedos e construir um mundo novo.
A esperança é invencível. e essa capacidade de construir mundos e desfazer mundos em um estalar de dedos, que são os futuros possíveis, ela é tão gigantesca, ela é uma espécie, o intelecto passivo, ele é uma espécie de sarsardente, ele queima, você o exercita, você o consome e ele não se desgasta nunca, e você sempre pode fazer isso novamente, milhares de vezes, com o mesmo pensamento, com o mesmo lugar. Tanto é que lá no Oriente, na época que eu morava no Líbano, quando eu li Averroes e Avicenna, que falaram muito sobre intelecto passivo, eles confundiram o intelecto passivo com o próprio Deus.
Chegaram num erro. Por quê? Por causa da potência do intelecto passivo. Qual que é a diferença do intelecto passivo? Que pode construir todos os mundos possíveis e Deus. Que o intelecto passivo pensa, pensa, pensa, pensa e nada acontece com a tua vida, né? E Deus, quando pensa, É. Quando ele pensou Diego, Diego existiu. Então o intelecto ativo e passivo de Deus, ele tem um outro patamar, né? O mundo material é submisso ao intelecto deles. Pra gente, se a gente submeter o mundo material ao intelecto ativo e passivo, a gente constrói o que a gente chama no dia-a-dia de ideologia.
Mas então onde é que a gente pode ficar por aqui? Esses assuntos são bons para caraca, né? De repente para vocês é chato, mas para mim isso é uma maravilha. Uma maravilha sem tamanho, né? O que tem que ficar para vocês? Se vocês foram no passado e vocês estão se ferrando lá, vocês não estão entendendo. Se vocês estão perdendo, se vocês estão com medo, se vocês estão desesperando, porque a vocação do crítico é dominar o mundo passado. O homem que se converte num instante só. O bom ladrão.
Santo Agostinho. Ele não voltou lá no passado e não organizou tudo num modo que ele chamou de ordo amores, né? Eu ordenei tudo pelo amor. Mais uma vez, vão lá e assistam cem vezes a live sobre a esperança invencível. Por quê? Porque em um instante, em um instante, eu ajusto um juízo pra vocês, o do domínio, o da esperança certa, e 100 vezes, pra vocês se temperarem dessa ideia, porra. Porque vocês se temperam da ideia que vocês vão ser assaltados na rua, que vocês vão passar fome.
Porque vocês pensam nisso há muito tempo, porra. Porque vocês deveriam pensar o tempo todo, de maneira audaciosa, que vocês vão enfrentar o mundo de amanhã. E vocês vão fazer coisas maiores do que Cristo fez, porque isso é uma promessa dele, não minha, porra! Foi ele que falou isso, vocês entendem? E em breve a gente fala do que é olhar pro mundo com audácia, porra! Por que que eu, na minha adolescência, olhei pro mundo, pra filosofia, pros santos doutores, e pensei assim, cara, se eu estudar todos esses caras, Eu posso organizar tudo isso aqui que está bagunçado.
Eu posso descobrir por que tem essa zona aqui da verdade. Eu posso descobrir por que tem essa zona aqui do temperamento. Eu posso descobrir por que tem essa zona que cada um fala uma coisa sobre virtude. Por que tem um pensamento audacioso que pode olhar para o futuro para dominá-lo completamente? Porque essa é a nossa vocação. Se vocês estão olhando para o passado e estão se ferrando, A justiça que tá na cabeça de vocês é uma injustiça. E vocês precisam corrigir juízos. E num instante, mas é um instante, um instante, que o intelecto ativo ajustar o juízo correto do mundo, o intelecto passivo de Deus, porque vocês lembram lá, vai na live lá do mal e do mundo, o mal não está competindo com Deus, o mundo é todo de Deus, se vocês estão perdendo esse mundo que é todo de Deus, Vocês precisam ajustar um juízo, fazer justiça na cabeça de vocês e se temperar profundamente dessa nova presença da justiça na cabeça de vocês, que é a presença da verdade.
Então agora nós temos a presença da verdade que domina e que vai nos temperar para aquilo que nós fomos criados para conhecer. Tá bom? Beleza? Mais um juízo aí pra vocês ajustarem, compreenderem e, na presença desse juízo, gastarem tempo, demorarem e se transformarem dia após dia. Tá bom? Um grande abraço. Até a próxima, pessoal!