Presença & o tempo que tempera
O Tempo de Presença tempera
- o tempo de presença tempera (temperança)
- demorar = morar dentro (a duração)
- atenção, intenção, pretensão, retenção
- a personalidade traidora (TDAH)
- as compulsões como falso domínio
- o crítico como espírito que procede do personagem e do roteirista
- a presença intencional (com roteiro de domínio)
- transforma-se o amador na coisa amada
- consagrar uma presença = matar as outras
- o excesso de presenças (rede social) que destempera
Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 28:04.
“Bom, A gente... Padre Wesley... Padre Wesley, vai... Vamos lá, pessoal. A gente... Abrir o ano de 2025 falando, então, dessas coisas muito estruturais da personalidade humana, da nossa vida.”
Trechos da aula
A raiz comum de todas as compulsões é uma tentativa malfadada de dominar o mundo
É o tempo de presença que tempera
o excesso de presenças nos transforma num traidor
Transcrição completa
Vamos lá. Ao vivo no YouTube. Fala, Eduardo. Tranquilo, meu irmão. Boa noite, Ricardo. Fala, Marcelo de Aragão. Boa noite. Jonas. Boa noite, Nelly. Boa noite, Lucas. Stefânia, Rian, boa noite. Jaime, boa noite. Lívia, Hanielma, boa noite. Henrique, Henrique Bueno, boa noite.
Luiz Fernando, boa noite. Boa noite, Sabrina, Adriele. Paula, Tudo bem, Eduardo? Boa. Boa noite, Arthur. Boa noite, Lívia. O padre Pedro Williams, aqui de Brasília, citou o senhor novamente na última meditação. Maravilha. Boa noite, Denis. Boa noite, Alexandre.
Boa noite, Eduardo César. Ives, boa noite. Fala, Sérgio. Tudo bem, meu irmão? Calma aí. Padre Wesley Macedo. Amém. A sua benção, Padre. Fala, Zé. José Oliveira. Gabriel Oliveira. Obrigado pela indicação do livro de Santo Atanasio. É bonito para caramba. Eu li esse livro muito novo, não li mais depois, mas nunca me esqueci quando Santo Atanasio começa a narrar.
quando encontraram o Santo Antão depois de muitos anos no deserto. O que aconteceu com o povo, ele narrando, é bonito, é emocionante. Benjamin, boa noite. Rafael Nalon, boa noite. Juliano. Filipe Rocha, boa noite. Tudo bem. Grande Ricardo. Ricardo Mitrano. Boa noite, Cleoma. Fabrício Leres, boa noite. Os alunos de Natal. Olha o Manoel aí. Boa noite, Manoel. Hoje eu gravei a aula da comunidade, a continuação da nossa literatura e da nossa gramática.
Mais um passo. Eu tenho a impressão que com aquelas aulas lá, vocês vão ter condições de ter um domínio intelectual impressionante, sabia? Está saindo um pouco diferente do que eu imaginava, mas bem melhor. E pelo que vocês têm falado, então. Eu vou começar. Eu vou ver se eu coloco no Instagram os comentários de vocês sobre as aulas na comunidade, para o pessoal ter noção lá do que a gente está fazendo lá. Caio, boa noite. Romulus, gostosa, boa noite. Essa terra não é lugar para encostar a cabeça e repousar.
Esse é um lugar para entregar o sangue. Cadê? Me perdi. Fala, Leonardo. Boa noite. Boa noite, Bárbara. Tiago Silva, boa noite. Léo de Belo Horizonte.
Natália Gandolfo, boa noite. Neide Amaral, boa noite. Flávio Tanuz. Arielen, boa noite. Matheus Navarro. Terezina, maravilha. Daniel Carvalho, xalão. Mateus. As compulsões compartilham uma raiz comum ou cada compulsão tem uma natureza diferente? Todas as compulsões têm uma raiz comum, que é na estrutura antropológica que eu já passei para vocês. Vocês que chegaram até aqui não podem mais esquecer por quê?
Porque tudo que eu narrar para vocês, na minha cabeça, eu estou vendo um objeto. Quando eu falo para vocês, eu estou falando do que eu estou vendo aqui na minha memória e imaginação, que é o quê? A presença diluída nas três pessoas que domina a presença, o domínio e as três pessoas. Então, hoje eu vou comentar um pouco sobre compulsões, então, com vocês. A raiz comum de todas as compulsões é uma tentativa malfadada de dominar o mundo, ou seja, tentar dominar o mundo pelas coisas mais baixas.
Então, vocês já perceberam que quando eu estou mal em coisas mais altas, o casamento, Não tô praticando bem a religião, tô desleixado. Nas amizades, já perceberam que eu começo a ficar dominando coisa baixa? Querendo ser o cara... É, videogame... Tô falando de coisa lícita, então, né? Videogame, muita arrumaçãozinha, excesso de delicadeza com tudo que é cuidadinho de coisa material, vocês entendem? Então... Isso acontece como substituição para os domínios mais altos. Você se ferrou num relacionamento, aí você vai para casa e enche a cara, come sorvete para caraca, vai para o shopping comprar, está vendo?
Todo tipo de compulsão. Só que eu estou falando das lícitas. e todas as ilícitas estão na mesma clave. Pornografia, drogas, entenderam? Ou todos os tipos de transtorno. O transtorno compulsivo, não estou falando do TOC, do obsessivo compulsivo, que liga pensamentos com comportamentos, obsessões com compulsões. Estou falando da parte compulsiva do TOC. Todo TOC tem essa natureza incomum de um falso domínio. Todo mundo das compulsões tem que ser tratado dentro desse início, no consultório. Ele tem que ser pensado assim. Senão a gente enxuga gelo, ou então encontra soluções temporárias, ou então até soluções razoáveis, mas que, de uma maneira geral, destroem a vida da pessoa, porque não sabem pensar sobre os domínios humanos na sua hierarquia vocacional.
Vamos lá. Ludmilla, boa noite. Michael, boa noite. Henrique. Marcela Faria. Haraguari, Minas Gerais. Letícia Salomão, boa noite. Marcela, que é mineira. Letícia, boa noite. Arthur Vinícius. Benjamim Pinheiro, de Francisco Alves, do Paraná, boa noite. Rafael Mendes, de Manaus, Amazonas, boa noite. Pessoal... É Henrique. Fui na missa tridentina hoje com coral cantando cantos gregorianos. Um dia, mais para frente, a gente vai chegar aqui para falar de liturgia e missa tridentina.
A gente vai falar aqui de uma maneira geral, tranquila. Na semana passada, a minha live do Instagram caiu. E não consegui entrar de novo. O Instagram está me sabotando o furo. mas o pessoal da comunidade vai ter uma rabalação sobre missa. E a gente vai poder conversar mais tranquilo. Renata. São Caetano do Sul, São Paulo. Janaína Neves, de Marília. Seja bem-vinda. Breno. A live dos amores foi derrubada. Pois é, sumiram com ela no Instagram. O senhor vai colocar na comunidade?
Ela é importante. Se não tem na comunidade, já vai chegar nela, porque o curso da personalidade está entrando lá, pelo menos a base dele, as 15 primeiras aulas. Ela é importante para colocarmos em prática a live do Ano Novo. Mas, se eu não me engano, tem essa live aí no Spotify. Alguém aí aqui vai ajudar com isso. Ela caiu do Instagram, mas ela estava no Spotify. Ou então alguém... Eu vou ver aqui, acho que me mandaram, baixaram as lives do YouTube e me mandaram aqui no Drive.
Eu vou dar uma olhada aqui para ver se eu subo essa live. Quando terminar a live aqui, hoje eu vou tentar fazer isso. Diogo. Não, calma, pulei. Núbia. Núbia Régia, boa aventura. Parauapebas. Sempre a Núbia de Parauapebas. Igor Monteiro. O professor às vezes tem dificuldade em temperar com o tempero certo. Vamos falar sobre isso hoje. Luan. Seja bem-vindo. Fernando Amarante. Grande Fernando, meu irmão. Que bom tê-lo aqui.
Diogo. Boa noite, professor. Por que Cavaleiros do Zodíaco é bom para os nossos filhos? Mas eu falei quando eu sugeri para vocês, né? Cara, Cavaleiros do Zodíaco, qualquer capítulo deles tem lá um fundamento, né? Não desiste da luta. Não desiste. Não desiste. Pô, ainda bem que tu falou isso aqui. Tem gente que me manda mensagem assim, professor, pô, eu estou me sentindo mal, vi tal live, estou me sentindo mal. Eu deveria lembrar isso e falar isso para vocês em toda live, porque de vez em quando eu dou um puxão de orelha em vocês e vocês perdem a esperança por não estarem bem orientados.
Pessoal, Se vocês perderem a esperança diante de mim, de uma live minha, está errado. Então, como que vocês ficam bem orientados nisso aí? Que é o que a gente vai falar um pouco hoje, do tempo de presença que tempera. Eu não consigo em toda live explicar para vocês sobre a consciência e sobre a esperança invencível. Mas vocês têm que decorar a live que está no Instagram da Esperança Invencível. Todas as pessoas têm que conhecer aquela live de coi saltiado. Vocês não podem esquecer da live da Esperança Invencível.
Senão vocês vão ficar como joguete no mundo. Diante das nossas próprias fraquezas. É por isso que Cavaleiro do Zodíaco é importante pra caraca, porque a gente não pode desistir. Isso é só o começo do Cavaleiro do Zodíaco. A estrutura toda do Cavaleiro do Zodíaco é o mesmo paralelo da estrutura inteira da narrativa toda, das histórias todas, da mitologia toda do Tolkien. Aquilo lá é estrutural da vida humana. Eu diria pra vocês que se vocês só tivessem como imaginação. Toda a mitologia do Tolkien, vocês poderiam levar uma grande vida com essa mitologia e o catolicismo.
Sem fazer mais curso nenhum, sem aprender mais nada. Hoje em dia a gente está bem adoecido com esse tempo de presença, de temperança que a gente tem dado para o mundo psíquico e intelectual. E não é natural que seja assim. Eu já falei pra vocês, não é natural a quantidade de conhecimento que vocês procuram e estão sujeitos diariamente. Isso não é natural, isso não é normal. Isso é uma grande fonte de desorientação e de transtorno de atenção e hiperatividade. Vocês já sabem disso. Vocês só estão fracos pra lutar.
Então você vê, o pessoal fica me mandando mensagem. Pô, professor, não botou nada. Você vê, eu botei um story no Instagram, né? Ontem, sábado, o último que eu tinha colocado foi na segunda-feira avisando sobre a live, né? Por quê? Porque eu falo pra vocês o que eu acredito que como é e que aplico na minha vida, pô. Porque não dá pra ficar todo dia tendo conteúdo de rede social e permanecer sadio. Não dá. O tempo de presença tempera. Não dá pra você ficar mergulhado no Maracujá e falar assim, ó, eu vou ficar aqui, mas eu sou pica das galáxias, o Maracujá não me toca.
É impossível de acontecer isso, pô. Não dá pra você viver aqui, ah, mas esse é meu emprego, é não sei o que lá. Então você vai conviver com personalidade dispersa, porque essa é a estrutura do feed, essa é a estrutura do story. Não é normal, aquilo é contra o amor, contra a duração, que eu ensino pra vocês, a permanência, o gasto a tempo, a atenção. A rede social, ela tem a estrutura doentia. Não dá pra você mudar a estrutura doentia das coisas. É igual querer mudar a estrutura doentia de pecado.
Não dá, pô. Não dá. Não dá. Eu quero levar uma vida de santidade dentro de um puteiro. Não dá. Porque a estrutura tá construída para a derrota, pô. Galvani, boa noite. Lívia, boa noite. Leonardo, boa noite. Caramba, fugiu a barra. 9h18. Bom, mas já dei conteúdo, né? Dá pra dar mais um pouco de boa noite aqui pro pessoal. Me perdi.
Acha Cavaleiro do Zodíaco aí. Tinha alguma coisa de Cavaleiro do Zodíaco. Okay. Galvani, Lívia... Hurek. João Pedro, boa noite. Tiago. Alberto. Cheguei... Nem começou ainda. Márvia. Lucas, boa noite. O que o senhor acha de fazer consagração a São José?
Estou iniciando. Excelente, Stephane. Excelente. Um dia a gente pode falar sobre esse tema, sabia? Consagração. O que são essas consagrações? Como se vive isso bem? Como se aplica? O que faz os fundamentos? Isso tudo dentro do que a gente conversa sempre aqui. Como a presença, o domínio, as três pessoas se temperam dessas coisas, virem, se ajustam. Isso é muito bom. Eu estava rodando o Instagram antes de entrar aqui e tinha uma pergunta do Maurício Férez, meu amigo Maurício, perguntando sobre a oração do coração dos monstros e exicastas, do peregrino russo, que eu comentei alguma vez com vocês.
Aí eu fui dar a resposta para ele, mas é que chegou a hora aqui. mas quando eu vou pensar em dar resposta, se funciona, se não funciona, pra que serve, pra que não serve, o que eu penso? A presença daquilo, a presença daquilo nas três pessoas e o que que isso tempera o que gera de domínio ou não domínio. Entende? Não tem coisa diferente. Eu só atendo as pessoas assim, o consultório é todo assim, a minha vida é assim. É por isso que no curso, lá dentro da comunidade, eu começo todas as aulas e tudo, desde educação infantil até sociologia, até filosofia política.
É presença, domínio e três pessoas, porque é a estrutura do mundo. Não dá pra ser diferente. Um abraço de Pelotas. Maravilha. Pessoal de Pelotas, Thiago Gomes, boa noite. Lívia, meu marido e seu aluno estão te mandando boa noite. O nome dele é Bruno. Grande abraço, Bruno. Que honra tê-lo na comunidade e aqui presente. Padre Wesley, me arrasquei a falar sobre as três pessoas. Muita gente gostou e já indiquei a fonte. Maravilha, padre. Eu fico muito feliz. Eu recebi algumas Algumas eu repostei aqui, de as mensagens dos nossos sacerdotes, de reitores de seminário que estão utilizando, de gente de novas comunidades que estão utilizando as aulas lá da comunidade como formação anual para suas comunidades de vida, de aliança.
É uma honra, uma responsabilidade. Bom, que eu não tenho dúvida, desde a minha adolescência, Eu me ofereci para Deus, para a Igreja Católica, como faço com a minha família aqui, em todo ofertório de missa, para que o Senhor nos leve até onde Ele quiser. Denison, boa noite. Odila, boa noite. Laísa, boa noite. Aluno B3. Professor, se o motivo não for dinheiro, mas sim conseguir mais tempo livre no futuro, é válido? Dar um gás insano temporariamente no trabalho para depois se reverter em mais tempo para a família?
Claro que é válido. Sabe como é que se mede isso? Eu já fiz muito isso. O que sempre me deixou tranquilo? A austeridade. Eu só não acredito nesses discursos aí, meu irmão, quando tu olha para o cara. e o cara está se revestindo de materialismo, de conforto e colocando um apostolado no meio. Aí o cara está se enganando e, às vezes, nem está enganando as pessoas. Ele está se enganando mesmo e, como já se enganou, acaba enganando as pessoas por tabela. Eu sempre acreditei nessas coisas da Igreja Católica, de voto de pobreza, de austeridade.
Para mim, esse é o grande macete para a gente proteger o nosso psicológico das nossas mazelas, do nosso mimozinho e o argumento apostólico a gente acha em qualquer coisa. Dá para você ir buscar puteiro com argumento apostólico. Essa que é a verdade, vocês sabem disso. Alexandre Maia. Boa noite, professor. Gabriela, boa noite, Alexandre. Gabriela, boa noite, Emília. 9h23. Espadote. Última semana na Colômbia. Pô, que maravilha, Emelion. Sinal que a gente vai se esbarrar aqui pelo Rio de Janeiro. Saudade de você, cara. Aproveita aí. Aproveita não.
Deve estar um zaralho tua vida aí. Tudo encaixotado. Última semana na Colômbia. Depois de dois anos. Vivian. Boa noite. Leonardo Duarte. Professor Monsenhor Jonas, a Bibi é um grande homem. Grande homem é pouco para ele, não é, Leonardo? Monsenhor Jonas. André, boa noite. Marina, boa noite. Emanuel. Roosevelt. Eu sou o que sou. É, meu irmão. Eu sou aquele que sou.
Roteirista, crítico e personagem. Uma pessoa só. Grande Carlos Roaro. Boa noite. Roseli. O Carlos... Eu acho que foi você, o Carlos. Eu esqueci de anotar. Eu tenho um livro meu aqui que eu estou anotando os erros que o pessoal achou e me mandou. Página 51, a palavra tal acho que está errada. No desenho tal era imaterial do livro. Todos os erros que vocês encontraram no livro, se vocês puderem me mandar essa semana, eu vou mandar para a editora. Todos os erros. Eu tenho os meus aqui anotados.
e também os que vocês tiverem e puderem mandar para mim, essa semana eu vou tentar olhar os directs para isso, para receber de vocês. Os erros que vocês acharam no livro. O Carlos tinha me mandado uma alguma coisa na página 57 ou 51. Obrigado, hein, Carlos. Roseli, Liane, boa noite. Rose, boa noite. Qual a opinião sobre as orações em línguas e as visões? que acontece em grupos de oração da RCC. Isso é um assunto que podemos tratar com calma depois. A minha opinião é a opinião da Igreja Católica.
Vocês sabem o que a Igreja Católica fala sobre isso? Outra coisa é o que praticam com a opinião da Igreja Católica nos grupos de renovação casmática. Então vejam, uma coisa é o crítico, ou seja, os juízos sobre a coisa. Outra coisa é o que você vai fazer com esses juízos, vai pegar esses juízos para fazer um roteiro para o personagem no palco aplicar lá no seu grupo de oração. Isso aí é outra coisa. Então a gente não pode confundir as verdades do crítico que usualmente a gente consolida nos documentos do magistério da igreja católica, com o roteiro que você faz disso, você entende?
Você não pode confundir a doutrina do corpo de fuzileiros navais com o que algumas pessoas pegam aquela doutrina, fazem um roteiro pra si e com o personagem no palco fazem besteira, né? Esses caras estão no presídio dos fuzileiros lá da marinha, você entende? A história dos fuzileiros navais não é a história dos fuzileiros navais que estão no presídio. A história dos fuzileiros navais é, sobretudo, a vocação dos fuzileiros navais, é, sobretudo, a vocação daqueles fuzileiros que morreram cumprindo a sua vocação, que a gente cultua como heróis.
Vocês não podem confundir isso, né? Pelo amor de Deus, entende? Senão fica igual o evangélico, porra. Acha que a perfeição tá na pessoa aqui, pô. Não tá, pô. Senão vai ter que ficar mudando de igreja, entendeu? Vai virar um traidosão, pô. Não, o padre da igreja católica. Aí vai embora. Confundiu tudo, pô. Fez besteira. Vou lá, hein? Vou passar aqui direto. Boa noite a todos vocês. Me desculpem por não poder falar o nome de cada um de vocês. que é uma grande alegria para mim. Sejam todos muito bem-vindos aqui.
No final aqui eu vou... Vamos ver quanto tempo de fala que vai dar e a gente tenta conversar um pouco aqui. Beleza? Olha os 60 e poucos aqui, 65, 67 no Instagram. Sempre... sempre rezemos pelo tiba. O que aconteceu com o tiba? Virei aqui no Instagram agora para ver quantos tinham. Viu um ver rezemos pelo tiba. Aconteceu alguma coisa com o tiba? Eu não sei, mas vou acompanhando aqui. Se tiver depois avisem aí e rezem pelo tiba. Não sei o que pode ter acontecido. Tiba, acredito que seja o tiba da canção nova, que era da canção nova.
Vamos lá. Bateu a cabeça e está sem movimento. Caramba, não sabia. Vamos avisar pelo Tiba e pela família dele, pela ideia e pelas crianças, né? Não sabia. Obrigado por me avisar. Obrigado por me avisar. Bom, os nossos padres aqui, presentes amanhã na missa, coloquem o Thiba e a família dele na patena, na consagração.
Não sabia não. Bom, A gente... Padre Wesley... Padre Wesley, vai... Vamos lá, pessoal. A gente... Abrir o ano de 2025 falando, então, dessas coisas muito estruturais da personalidade humana, da nossa vida.
E aí a gente tem como estrutura, então, as coisas que se fazem presentes na nossa vida, que são verdadeiras graças. são verdadeiras graças. Quando a gente olha a nossa vida assim, caramba, eu nasci no Brasil, né? E aí, por causa disso, por esse motivo e por não outro, eu tô aqui com vocês, né? Se tivesse sido em outro lugar, seria diferente. Eu sempre, há muitos anos, Eu falo para os meus pais, para o meu pai e para a minha mãe.
Eu não os escolhi como pais. Escrevia muito em cartas para eles isso nos aniversários dos meus pais. Hoje em dia eu escrevo isso para os meus filhos. Sempre que os meus filhos fazem aniversário, eu escrevo carta para os meus filhos e para a minha esposa. E a gente um para o outro aqui. É um costume nosso aqui da nossa família. E aí... Eu escrevia para eles. Eu não escolhi vocês. A gente não escolhe os nossos pais. Mas se hoje, depois da minha vida adulta, olhando para trás, eu pudesse escolher entre todos os pais e mães do mundo...
Falar assim, escolhe um pai e uma mãe. Eu escolheria meu pai José e minha mãe Márcia. Escolheria mil vezes, um milhão de vezes, todas as vezes. Entende? Para quê? para ser temperado novamente das presenças que me temperaram, para que as coisas acontecessem da maneira que aconteceu. Como eu falo para vocês quando ensino sobre a consciência, quando a gente encontra o grande amor da nossa vida, tudo faz sentido, porque até então todas as tragédias que pareciam tragédias na nossa vida elas ganham um grande sentido quando a gente encontra o grande amor.
Afinal de contas, é também por causa da tragédia de cada uma delas que a gente chega onde a gente chega. Então, conhecer isso e entender isso na consciência é um grande presente. Então, essas presenças que aparecem se dão para nós. Ah, Diego, você escolheu amarear. Ah, Diego, você escolheu estar aqui. Isso é o exercício da tua liberdade. Sim. Só que é um exercício da liberdade como resposta. O que é um exercício da liberdade como resposta? É que todas essas coisas apareceram para mim. Antes que eu as escolhesse, elas apareceram.
Então, a minha escolha é uma resposta. Eu escolhi a Maria como esposa. como resposta à graça da aparição dela. A que devo a sua graça, Maria. A Maria adeuar da sua graça, da sua presença. As coisas acontecem dentro dessa estrutura de presença no mundo. E, diante dessas presenças que aparecem, Algumas chamam a nossa atenção e outras não chamam. Então, quando eu vou lá no mercado, eu passo reto, passo batido pela fileira do chá e vou direto para a fileira dos cafés.
Se bem que, do jeito que está o preço atualmente, eu não estou nem entrando nessas fileiras aí, nem chá, nem café do mercado. O preço do café virou luxo. Então, quando a gente está andando de carro na rua, aí o cara é jovem, né? O jovem, ele vê carro na rua e ele pensa assim, pô, esse carro aqui, meu, se tiver um carro desse aqui, pô, eu vou tirar mó onda, né? A cabeça do jovem, as presenças que chamam a atenção do jovem. A minha não, pô.
Pô, eu com seis filhos, né? Eu olho pra um carro, eu seis filhos, eu e minha esposa. Eu olho pra um carro e fico pensando assim, pô, será que esse carro tem sete lugares ou tem oito lugares? São as coisas que me chamam a atenção, sabe? Então vocês percebem que elas chamam a gente, a presença, ela chama como a gente conversa lá na live da presença. e a gente decide tensionar a nossa personalidade, dar atenção. Ou seja, a gente vai tirá-la do mundo físico só, da presença do mundo físico, e a gente vai levar para a presença do crítico, que vai ficar pensando nela, fazendo juízos, gastando tempo com ela na sua mente, e depois a gente vai fazer roteiros sobre ela.
Vocês entendem essa graça da presença que vai permeando a nossa personalidade inteira? Ou não. Ou não. Então vocês veem, o pessoal que é meu paciente, usualmente, ou o meu secretário já pede que eles mandem um mapa das presenças diárias deles, que se configuram sobretudo por uma rotina, né? Porque não adianta o cara falar assim pra mim, eu jogo um videogamezinho, como acontece às vezes na terapia. Tem que escrever lá. Você joga videogame quantas vezes para a semana? Quantas horas por dia? O cara joga um videogame cinco horas por dia.
Eu já sei algumas coisas sobre a personalidade dele, se ele se tempera cinco horas por dia de videogame. É óbvio que ele vai ter uma estrutura de inconsequente dentro da personalidade, uma composição de imaturidade. Por quê? Porque se você falar pra mim que você passa 5 horas dentro do molho de maracujá, eu sei que você tá temperado pelo maracujá. E é diferente do cara que tá 10 minutos dentro do molho de maracujá. Vocês entendem que isso é uma espécie de matemática imaterial? Que dá pra gente medir qualitativamente?
Então você vê. Você pode pegar uma pessoa que fica nas telas, e fazendo uma ressonância magnética funcional, a gente consegue olhar lá numa estrutura neurológica, numa estrutura cerebral, numa formação de dendridos axônios dos neurônios, a gente consegue perceber lá a carga quantitativa daquela qualidade de tempero seu. Então, essa estrutura é uma estrutura base inicial para a gente calcular nossa vida efetivamente, pessoal. Então, eu fico perplexo de verdade. Como nós, diante de pensamentos complexos, de coisas extremamente complexas que aparecem na internet, a gente começa a discutir em cima de uma superestrutura, a gente está discutindo aqui em cima, dentro de uma superestrutura gigantesca, de fatos de base que são chaves para entendimento da personalidade.
Então, vocês veem. Quando eu falo, por exemplo... Quando eu falo, por exemplo, de... o tempo que as pessoas passam na internet, eu não estou aqui dando uma opinião. Eu fiz uma rede social em 2020, um Instagram, quando eu morava na África, no Covid, né? E aí comecei a ver lá a minha rotina. Falei, ó, não tinha hora nenhuma de rede social na minha rotina. Aí eu implementei a hora de rede social. E aí eu comecei a avaliar o que acontecia com a minha personalidade, pô. Por quê?
Porque eu já falei pra vocês, eu incidei um pouco disso pra vocês na live de Preparando o Ano Novo, né? Falei, olha... Não tem como, pô. Eu lembro que usei um exemplo para vocês. Uma pessoa falou assim para mim, mas São Felipe Neri foi numa casa de prostituição para confessar as prostitutas. Falei, sim. Inclusive, São Felipe Neri fica ali na parede daqueles santos da minha sala. Eu sei disso. Mas São Felipe Neri também fala que ele não podia fazer aquilo sempre. Que ele foi lá... Então, preste atenção.
Como é que acontece? Vamos lá. Olha para a nossa personalidade. A gente tem a estrutura das três pessoas. Aqui está a presença do personagem no palco, de alguma coisa que aparece. Aqui está o crítico, com a sua memória. Então, passei para a parte de cima, em material. E o roteirista, no futuro, com a sua imaginação. Então, vejam. Quando a gente fala assim... estar no momento presente. A gente sabe nitidamente que eu posso estar presente ali na sala com meus filhos e a minha cabeça está pensando sobre o trabalho.
Então, eu estou na sala com meus filhos, E o meu crítico tá lá, sim, no trabalho. Ou pensando sobre juízos do que tem acontecido no trabalho, no passado, ou pensando sobre o futuro, sobre o amanhã do trabalho. Por quê? Porque é o que dá pra fazer, falar. Inclusive, são os tempos verbais que tem na língua. Entende? Pra gente narrar a vida. Só tem isso. Presente, passado, futuro. Aí... A gente olha pra essa pessoa que tá lá na sala brincando com o filho. Aí fala assim, eu estou lá presente.
Ou na missa, né? Na missa. Ou rezando o terço. Ou com a minha esposa. Ou sentado diante de alguém presente num restaurante, num refeitório, no trabalho. Aí tu está ali. A gente fala de corpo presente. Tu está de corpo presente, né? Aí tu está ali de corpo presente e o teu crítico e o roteirista não estão ali. Usualmente, Por que o crítico não dá ali? O crítico é essa relação, esse mediador entre o personagem e o roteirista. Então, se eu tomei o café no palco com o personagem aqui embaixo, O crítico é o espírito do personagem, sai do personagem a partir material dessa experiência.
Como dizia Aristóteles, eu separo o conteúdo fático, o café tomado, do conteúdo eidético, do mundo do eidos, do mundo das ideias. Eu tiro do mundo do ente, da coisa em si, e vou para o mundo da mente, mundo dos entes, mundo das mentes. Saiu. Aí eu tomei um café e tô lá pensando sobre o café. Pô, que café bom, meu irmão. Pô, de onde será que é esse café aqui? Será que é aqui do Rio de Janeiro? Será que é lá do Cerrado? Aqui do Brasil?
Tu tá pensando sobre o café. Aí tu fala, através dos teus juízos, tu baliza a tua vida futura. Tu baliza o roteirista. Pô, eu vou comprar um café desse semana que vem, quando for no mercado. Comprar um café desse, se não for a época de comprar azeite, dá para comprar café. Aí faço isso. Aí vocês percebem que o crítico tirou o espírito do personagem, ele tira o imaterial do material do personagem e dá esse imaterial do personagem para o roteirista construir a vida futura. Não é assim?
Eu sempre dou o exemplo do sol para vocês. Estou aqui no palco vendo que todo dia tem sol. Aí o crítico faz o imaterial dessa materialidade. Ele transforma isso numa verdade, num juízo. O sol nasce todos os dias. Aí ele dá isso para o roteirista. O crítico é o espírito que procede do personagem do palco, do filho, e é o mesmo espírito que procede do roteirista, do pai. Aí ele dá isso para o roteirista. Amanhã vai nascer sol. Você entende? É uma coisa simples. É o fundamento do método científico, do pensamento indutivo, da matemática.
Na matemática, se isso serve para um caso, para dois casos, para três casos, para N casos, para 2N mais 1 caso, cheguei na indução infinita. Na matemática não é assim? Então, porque é assim que funciona a estrutura do mundo. Então, esse crítico que faz esse juízo, Ele é o relacionamento do personagem com o roteirista. Aí, preste atenção no que eu vou falar para vocês agora, que isso que eu vou falar para vocês tem potencial para mudar a vida de vocês dentro de casa, sobretudo como pai.
Não entrem num relacionamento com os filhos Nem com a esposa, nem com ninguém, pô. Sem ter um roteiro de domínio. Porque se vocês não têm roteirista, não tem uma intenção. Então vejam, ó. A conversa do personagem com o crítico é uma atenção. Uma tensão. Uma tensão na personalidade. Uma atenção. O crítico, quando fala com o roteirista, ele tem uma intenção. Qual que é a minha intenção com esse café? Comprá-lo amanhã, pô! Então essa atenção, que depois vira intenção, pra depois virar uma pretensão, uma retenção, que é o que eu vou fazer no mundo, eu quero reter isso que eu planejei hoje pra amanhã, pra eu poder comprar o café no mercado.
Essas tensões, que eu dou nome diferente dependendo de qual pessoa fale, Elas são o movimento tensional de força da personalidade humana, para a vida ter sentido. Então, quando vocês entram numa conversa com uma pessoa, quando vocês entram numa missa, quando vocês pegam o terço para rezar, quando vocês vão dar banho num filho, quando vocês vão encontrar com o filho e passar com ele uma hora na sala, o tempo da presença de vocês, se não tem roteiro, Se vocês não têm roteiro, vocês estão ali de corpo presente.
Não tem crítico, não tem espírito, porque não tem roteiro. E o espírito, o roteiro, o crítico, é a conversa do roteirista com o personagem. Então, essa é a diferença de você falar assim, meu filho, Eu vou sentar aqui contigo para ficar presente, porque é o tempo de presença que tempera. Vocês já viram como o pessoal me machuca falando isso na internet? O tempo de presença que tempera. Esse é o primeiro passo que eu dou para vocês, para pelo menos você estar presente. Porque se você não estiver presente...
Essa balelazinha de eu fico fora de casa a semana inteira, mas é pelo meu filho e minha esposa. Isso é uma ova, meu irmão. Isso aí você já está desmascarado. Você só tem outro lugar para dominar que não é lá com vocês. não é lá dentro de casa. E se... Ah, não, mas isso tem que acontecer, Diego, senão a gente vai passar fome. Ele falou, então, meu irmão, você tem que dar um jeito de isso ser só um período. Se você não conseguir dar conta na tua vida, eu vou falar pra vocês, pra passar a vida trabalhando longe do teu filho e da tua esposa, é melhor pegar teu filho e tua esposa, ser mendigo e pedir ajuda na rua.
Eu não tenho dúvida disso que eu tô falando. pra vocês passarem uma vida trabalhando, pra mandar dinheiro pra casa, pra esposa e pra filho. Vocês podem perguntar pra eles se eles preferem ficar na rua, morar na rua com vocês, pedindo comida e bebida, e ter você com eles, ou que você não esteja. Porque não tem você, pô. Eles não querem só dinheiro. Entende? Não é assim que funciona a vida. Então isso é uma idiotice do nosso tempo. Eu já expliquei pra vocês, hoje a gente conversa muito sobre ausência materna, né?
Porque a gente sabe bem melhor, porque já foi narrado por muita gente, porque tá sempre na boca do povo, né? O processo que foi calculado para tirar as mulheres de dentro de casa, né? Então a gente tem o processo das guerras mundiais, a gente tem o processo que a gente conheceu lá no livro da Bela Dodge do Partido Comunista na década de 20, das psicólogas que eram adestradas dentro dos partidos comunistas para incentivarem as mulheres a irem pro mercado de trabalho, porque elas tinham que botar seus filhos pra escola, porque a escola, como a gente conhece nesse modelo atual, é muito recente, então ela já tava se estruturando pra dar uma educação social igual pra todo mundo, uma escola de estrutura socialista, que não é personalizada, como a gente tenta buscar hoje, educação personalizada, entende?
Então essas coisas todas, elas foram calculadas, elas são pensadas, né? Eu preciso tirar crianças da presença dos seus pais. Porque eu já ensinei pra vocês como é que é a educação de criança, né? Qual é a única coisa que se pensa sobre educação de criança? O que eu tenho que fazer pelos meus filhos, porra? Eu tenho que dominar o mundo com os maiores amores, trabalhando bem, praticando religião, amando a minha esposa, cuidando da minha casa. com os meus filhos aos meus pés o máximo de tempo de presença possível.
Isso não tem nada a ver com essa vidinha que a gente quer levar. Assim, ó. Eu quero trabalhar para ter tempo livre para curtir com meus filhos. Eu não quero isso, pô. Eu quero ter tempo com meus filhos. mas não pra descansar e curtir a vida. Eu quero ter tempo de domínio sobre o mundo, com meus filhos na minha presença, pra eles aprenderem a dominar o mundo. Como eu sei disso? Como eu faço roteiros pra isso? Isso me empolga. Pra que eles estejam sempre comigo. Eu quero que o meu filho vá comigo no mercado.
Eu quero, porra. Mas sempre foi assim? Não, pô. Com o primeiro filho mais velho, como o meu roteiro era meu roteiro. Eu ficava assim, caraca, tem que ir no mercado. Aí eu estou aprendendo. Pô, mas eu tenho que passar tempo com o meu filho. Pô, mas vou levar o meu filho no mercado? A parada vai demorar pra caraca, porque meu filho pergunta tudo, ele quer ajudar em tudo, e não sei o que lá e tal. Por quê? Porque o seu roteiro não tem o fundamento da educação.
Agora, se você tem um roteiro decente, por causa das coisas que você sabe que são a correta, como funciona a educação, você começa a ter esse espírito que transita e que dá entusiasmo, porque é o teu roteiro de vida. Então, a tua presença tem um grande sentido. Tem gente que eu atendo e fala assim, Pô, professor, porque eu fico meio desentusiasmado, meio desanimado, aí fico ali com as crianças, não sei bem o que fazer. Pô, ficar ali brincando com eles, não sei o que lá. Eu falei, é, deve ser horrível mesmo ficar assim, pô.
Quando eu tô com meus filhos, eu sei o que eu tenho que fazer com eles e eu quero fazer. E o roteiro foi escolhido, pô. Um roteiro intencional, uma presença intencional que, por causa dessa intencionalidade, me causa esse desejo, esse entusiasmo, esse tesão, você entende? Quando entra uma pessoa na porta do meu trabalho, ou entra aqui pra eu atender na minha frente, ou senta, eu faço os meus atos de fé, os meus atos de esperança. Eu falo assim, ua, vai entrar uma pessoa aqui na minha frente, ela vai sentar, ou o mendigo para na rua.
Eu já falei pra vocês as coisas que eu faço. Eu olho para aquelas pessoas e dentro de mim eu sempre falo, senhor, você o quer. Você lembra o exemplo que eu falei para vocês de uma empregada dentro de casa? Senhor, você quer o Eduardo, a Adriana, o Lourenço, o Filipe. Você o quer. Eu estou aqui para levar O seu roteiro, que deve ser o meu roteiro a cabo. O meu José Pedro. O Senhor o quer forte para cumprir uma missão. Eu falo isso para eles. Eu falei, filho, o papai vai ajudar você a ficar forte.
A escolher coisas grandes. Porque o Senhor, o nosso Jesus, o meu Jesus, o teu Jesus, Ele te quer muito. E quanto mais forte o papai der a você pra ele, mais você vai poder ajudá-lo a cumprir uma missão, uma grande missão. As coisas são intencionais. Agora, eu fico vendo a presença das pessoas, eu olho na missa, hoje eu pensei nisso, lembrei disso, porque tá chegando essa época de carnaval, e aí as pessoas vão entrando com roupas estranhas, de maneira estranha na missa, e aí eu fico pensando assim, não com a cabeça de Entrou a pessoa e eu fico putinho, com raivinha da pessoa que entra, né?
Porra, muito pelo contrário. Muito pelo contrário. Hoje entrou um cara de bermuda, camiseta. Porra, muito antes de eu pensar assim, porra, esse maluco aí, porra, maluco não tem noção, não sabe o que tá fazendo, não sei o que lá, caramba. Muito antes de fazer isso, eu ofereço a minha vida, o meu corpo, se o senhor precisar, o sofrimento humano que ele puder botar sobre mim, que acha que eu seja capaz de carregar com a graça dele, eu ofereço a minha vida pra fazer alguma coisa para que a luz da alegria, da verdade, da mudança, da esperança, chegue àquele cara, você entende?
Não é? Pô, nós... A gente... Pô, se o conhecimento das pessoas torna as pessoas sem essa esperança invencível que quer a todos, que quer as pessoas, pô... Pô, o conhecimento que a gente tá adquirindo tá muito mal estruturado e tá faltando um conhecimento muito basilado que a gente quer fazer na vida. Então, quando a gente pensa nessa que tempera verdadeiramente, a gente tem que entender que essa presença se manifesta. Existe uma presença que é diferente. A presença do personagem no palco é essa presença real. Então, vocês estão presentes aqui, o Gabriel, o Arthur, o Eduardo, o Matheus.
Eles estão presentes, estão na minha frente aqui. Mas não dá para saber se o crítico deles também está aqui presente, porque eles têm uma tensão gerada por um roteirista. Eu estou aqui na frente do professor e eu vou aprender, eu vou pegar uma caneta, eu vou anotar. Então se eles têm intenção, se eles têm essa tensão... Existe o crítico, ele tá transitando, ele é a vida, ele é o amor, ele transforma essa vida entre o personagem e o roteirista. Vocês entendem a diferença disso? Então quando eu entro na presença do meu filho, da minha esposa, eu entro com um roteiro, com uma intenção de executar, de levar a cabo, de cumprir uma missão.
Na nossa vida não tem bobeira, vocês entendem? Não tem descanso não intencional na nossa vida. Não tem descanso não intencional. Se eu pudesse, eu não descansava, pô. Mas por que que é o descanso? Porque esse descanso vai me dar uma força intencional. Então esse descanso é intencional, pô. Pra eu estar diante da presença das pessoas e me doar mais, ficar mais forte ainda, pô. Com mais atenção. Vocês estão entendendo a diferença disso que eu tô falando pra vocês? De uma presença frajuta. Uma presença na missa, pô.
Vocês veem, né? Chegou aqui em casa uns livros sobre missa. As crianças perguntaram pra minha esposa. Elas estavam lendo catecismo. Aí... A minha filha perguntou assim, com quantos anos se leu catecismo? Aí a minha esposa falou pra elas assim, sempre, filha. O papai sempre leu catecismo. Sempre leu catecismo. Por quê? porque eu preciso estar constantemente me temperando daquilo ali. Constantemente. Mas é óbvio que a gente precisa ler constantemente o Evangelho para que a gente conheça todas as passagens do Evangelho. Todas. Eu vou falar uma coisa para vocês.
Era até uma coisa errada que eu fazia. Assim, com a Bíblia, né? Eu, quando era adolescentezinho, eu tinha uma Bíblia que era um pequeno evangelho, desse tamaninho assim, um quadradinho assim, azulzinho, né? Da Paulo, se eu não me engano. Evangelho. Que eu carregava uma página por dia dele no meu bolso. Até hoje eu carrego coisas no bolso, né? Você vê, amanhã eu vou pro mestrado correndo com uma folha de papel no bolso, com umas coisas que eu quero decorar sob metodologia científica. Eu sempre tô com coisas no bolso que eu...
para ir decorando, né? Decor, cor, de coração, né? Colocando no coração, como a oração do coração dos monses e castas, do peregrino russo, que ficam repetindo aquela ejaculatória, né? Jesus Cristo, filho da vida, entende misericórdia de mim, entende piedade de mim. Não é isso? Isso é uma estrutura de funcionamento da vida, da temperança, de tempero, de se temperar das coisas, de ter uma estrutura de esperança que é repetida na minha vida, que ainda que eu perdesse todo o fundamento intelectual, o personagem no mundo tivesse tão temperado daquilo, que aquilo fosse como na estrutura de São Tomás de Aquilo, o ato que vira hábito, que vira segunda natureza, que vira virtude, que vira segunda natureza.
Isso é a temperança, pô. Só que as pessoas querem conhecer, conhecer, conhecer, conhecer, conhecer, conhecer, conhecer, conhecer. Isso é uma doença, pô. Eu, antigamente, eu ficava pensando assim, eu ficava nos grupos de estudo do professor Olavo de Carvalho, aí eu pensava assim, eu ficava vendo umas discussões, né? E aí eu nunca emitia nada, nunca discuti. Por quê? Porque o próprio professor Olavo ensinava isso numa das primeiras aulas, né? Aí eu pensava assim, cara, por que a gente tá num grupo de um professor e as pessoas têm tanta aula com ele e passam tanto tempo assistindo às aulas dele e têm tanto conhecimento?
E elas não aplicam no palco, pô. Pessoal, todos vocês aqui, essas 400 pessoas que têm aqui comigo agora, para que tanto conhecimento vocês têm na cabeça de vocês? Para ter essa infelicidade que vai se tornando característica das pessoas... Eu já ensinei para vocês a estrutura da personalidade e como é que ela funciona bem, né? Conheço uma coisa, transformo isso em um roteiro e emprego na minha vida, comportamento do personagem no palco, na vida moral. Não é essa estrutura? E aí de noite faço o exame de consciência.
Eu fiz um roteiro baseado no que eu acredito. Se eu cumprir esse roteiro no palco, eu me sinto feliz. Caso contrário, eu me sinto triste. Esse é o roteiro. Essa é a estrutura da personalidade humana. Chegar no final do dia e falar como na leitura de hoje, eu sou o que sou. Aí por que vocês querem conhecer coisa pra caraca e vocês não sabem nem fazer roteiro com tudo que vocês conhecem, muito menos conseguir viver uma vida digna com o que vocês aplicam, pô? Que porra de tempero é esse?
Eu conheço esse tempero. Isso é o tempero de Frankenstein. um pedaço de carne aqui, um pedaço de ferro ali. Então, nós somos capazes de ir a uma missa a vida inteira, inteira, praticar um ato no palco. Aí, meu vídeo do Instagram foi, de novo, foi cancelado, pô. Bom, a quantidade de sabotagem que eu recebo do Instagram é uma parada muito aloprada. Você tem que ver o dia que eu fiquei aqui, umas três horas aqui, e eu ia amarear tentando me ajudar para conseguir fazer um story no Instagram, que bloqueava tudo, travava, aí desinstalava o Instagram.
Um story para avisar live para vocês. Vamos lá, transmissão ao vivo. Pra voltar aqui a galera do Instagram. Sem cabeça do Instagram se ferraram aí. É, ali ó. O padre Wesley tá falando disso, né? Ele falou que às vezes atende os seminaristas, os padres, né? as pessoas que pensam em ser padre, aí eles ficam pensando assim, pô Diego, e pensam um monte de coisa, em ficar forte, hormônio, não sei o que lá, não sei o que lá. Aí eu sempre pergunto isso assim, padre, seminarista, jovem que quer ser padre, você quer passar seus dias ali cuidando de uma comunidade, celebrando missa, estando junto com as pessoas, confessando as pessoas.
Porque é isso que vocês vão fazer, pô. Vocês vão casar, pessoal. Vocês vão ficar dentro de casa, vão cuidar das crianças, ensinar as coisas pra elas, lavar o prato, botar roupa no varal. Vocês vão consertar as coisas quebradas, vão sair pra trabalhar. Aí no trabalho também, tem a meia dúzia de coisa pra fazer, pô. e a quantidade de conhecimento que a gente tem acesso. E aí o pessoal fala assim, professor, o que eu estudo? Professor, o que eu estudo? Olha, se você é católico, eu vou falar uma coisa pra vocês.
Se vocês não souberem muito catecismo, cara, vocês não deviam estudar nada, porra. Você é cristão e você não sabe tudo assim ó, tu fala pra um cristão assim, tu já ouviu aquela passagem do evangelho? E o cara fala assim, não, não, eu não conheço não, tô lembrado. Fala meu irmão, sabe o que você tem que estudar? Nada porra! Você tem que pegar um evangelho e ficar lendo ele todo dia. Todo dia, porra. Todo dia. Você tem que saber, no evangelho, todas as passagens que, quando você perde a esperança, te fazem voltar a ter esperança.
Todas as passagens que, quando você tem preguiça, te fazem lembrar que você tem que doar a sua vida. Todas as passagens que, quando você pensa assim, que você tem que ficar ganhando dinheiro e ficar rico, que te lembram que não é essa porra que importa. Vocês entendem? Só que vocês vão fazendo curso, vão fazendo curso, vão fazendo curso. Daqui a pouco vocês não sabem mais nada. Nem do evangelho, nem do catecismo. Aí a gente tem padre tomando hormônio pra ficar carcaçudo. A gente tem homem deixando a mulher em casa, a mulher deixando o esposo em casa pra ir pra uma academia de noite com o filho dentro de casa.
A gente tem isso. Por quê? Porque vocês tem conhecimento demais, então presta atenção aqui, na ciência da presença. Se eu já coloquei uma bola vocacional aqui no meio, se eu já botei uma mulher aqui no meio, se eu botar outra presença, outra mulher, eu tô traindo a minha vocação, porra. A ciência das presenças é muito simples. Quando a gente sacramenta, está sacramentado, quando a gente consagra, quando a gente torna sagrado uma presença, a gente mata as outras. A gente não deixa mais nada entrar nas presenças que são vocacionais.
Se eu coloquei a Maria, acabou. Todas as mulheres do mundo morreram. Eu não tenho mais intimidade com mulher, não tenho mais com o que conversar presencialmente, temperar de mulher nenhuma. Acabou! Então vocês não podem deixar isso, não podem deixar... Diego, eu só tenho 15 minutos por dia pra ler. Se você é cristão, é óbvio que esses 15 minutos que você tem pra ler é sobre Cristo, pô. Se eu só tenho 15 minutos, eu só faço o meu plano de vida, que é ler o evangelho, pô.
Porque eu não vou ficar me temperando de outras coisas, outras coisas, porque eu não preciso. Eu vou virar um traidor, pô. Por causa dessa nossa modinha de conhecimento que apareceu quando? No outro dia! Isso apareceu no outro dia! Até o outro dia a gente não tinha internet! Até o outro dia a gente não tinha livro! Até o outro dia a gente não tinha imprensa! E vocês acham que essa vida de merda que a gente leva é a vida da história da humanidade, pô? Pô, como eu queria pegar todos vocês e botar lá no interior da África, pra vocês olharem pras pessoas e perceberem que as pessoas não tem mais, não tem a estrutura de vida do ser humano normal, pô!
A gente acha que todo mundo vive essa merda de vida que a gente vive, com a cabeça a mil, com um monte de coisa. Aí tu chega na África, tá o cara tranquilão com o filho dele, a esposa dele, fazendo as coisinhas, né? O cara fazendo aquele trabalho manual o dia inteiro, o dia inteiro fazendo um trabalho manual sem se trair, sem ser um traidor. sem ter esse distúrbio de atenção, de tensão da personalidade gerada pelos excessos de presença que destroem o nosso tempero, pelos nossos amores.
Por isso vocês vêm com a criança, pô. Você bota a criança ali, ó, com um carrinho, com o Relâmpago McQueen. Aí ela começa. Se for uma criança entre um ano e dois anos, Ela já tem uns instrumentos de domínio, de presença no mundo, né? Menos de um ano. Quais são os instrumentos de domínio que uma criança tem com menos de um ano? Ela tem linguagem? Não, pô. Ela tem os sentidos. Ela pega um carrinho, aí ela quer sacudir o carrinho pra ouvir o barulho. Ela quer botar na boca pra sentir o gosto.
Ela quer tocar tudo o carrinho. Ela quer ficar vendo. Ela vai ficar fazendo as coisas com o carrinho ali, dominando o mundo com a presença, com as três pessoas, com aquilo que ela tem. Se ela já tiver força, ela vai usar a força. Se ela já tiver linguagem, ela vai dar um nome para o carrinho, ela vai conversar com o carrinho, ela vai fazer o barulho do carrinho. É a presença que domina na estrutura da personalidade, vai construindo. Aí ela está ali, presente com o carrinho.
Agora, quando ela tiver uma criancinha lá com o seu carrinho, joga uma bola de futebol do lado dela e liga uma TV. Aí essa criança com o seu carrinho, que está se temperando dele, ou seja, aprendendo a dominá-lo, conhecendo profundamente, você bota outra presença, aí ela trai aquela presença. Ela vira uma traidora, personalidade de traição. Ela larga o carrinho e ela vai em direção à TV que você ligou. Ela vai em direção à bola que você chutou. E ela larga o carrinho no chão. Ela larga o carrinho no chão.
Ela deixa a tensão do carrinho. E ela começa uma hiperatividade da personalidade. Então é aqui, então eu vou pra lá, TV ligou, mas a bola tá ali, mais o carrinho, mais a pipa, mais o papai, mais a bola, mais o carrinho. Presta atenção no que eu tô falando pra vocês, pô. Eu tenho, então, um transtorno de personalidade. Eu tenho um transtorno. De déficit de atenção. Eu tenho um transtorno de hiperatividade, porra. Vocês não conhecem isso que eu tô falando pra vocês, porra? É difícil de entender isso que eu tô falando pra vocês?
Que o excesso de presenças nos transforma num traidor, porra? Agora, presta atenção no contrário, hein? Agora, olha o contrário. Presta atenção nisso aqui, ó. Eu tô aqui com um carrinho. Aí eu estou deixando de ser Diego, José Pedro, José Antônio, e estou me transformando em carrinho. O próprio processo de transformação, a potência se transformando em ato, o movimento do amor. Eu estou ali dando vida para o carrinho e o carrinho fazendo parte da minha vida, da minha memória, da minha imaginação, permeando. E eu imito o som do carrinho, eu vou virando um pouco o carrinho.
A gente vai se transformando um no outro. Transforma-se o amador na coisa amada. Estou eu e o carrinho. Aí eu estou ali e sinto o maior prazer em brincar com o carrinho da criança. Aí ela cansa. de brincar com o carrinho. Não vai demorar mais. Não vai demorar mais no carrinho. O tempo vai ser rompido. Aí ela larga o carrinho ali. Não é nem o lugar dele. Ela vai largar ali num lugar que vão pisar e vão quebrar o carrinho. Ela larga o carrinho. E aí na sua casa não tem essa regra agora que eu vou falar pra vocês.
A regra. Se você terminou de brincar com o brinquedo, você vai cuidar desse brinquedo e guardar esse brinquedo. para você poder pegar outro brinquedo. Se não tem essa regra, se ela acabou de sentir prazer com o carrinho e ela joga o carrinho, e quem vai cuidar do carrinho é você, a criança joga o carrinho e vai pegar outro carrinho para sentir prazer com outro carrinho, aí você fala assim, não, não, não, não, vem aqui, volta aqui comigo. Você não gastou tempo aí com esse carrinho? Você quer ter esse carrinho amanhã?
Quer brincar com ele? Quer mais presença dele para se temperar?" Ele, claro, papai. É o relâmpago macuinho. É? Então, agora, você não se transformou um pouquinho nele, nesse prazerzinho aí? Agora, eu vou te ensinar a morrer mais um pouquinho de novo por ele. O sacrificere, o fazer sagrado, o fazer durar. Você vai se sacrificar por ele, só que agora não é por prazer, não. Agora é por responsabilidade. Você vai pegar esse carrinho e vai guardar lá para você tê-lo amanhã. Vocês entendem? Ah, você quer sentir o gostinho dessa menina?
É isso que você quer? É? Então vem cá comigo, vem. Assume um compromisso com ela, uma responsabilidade, para fazê-la durar amanhã. Você não vai sentir o gostinho dela e depois largá-la não, rapazinho. Porque você vai virar um traidorzinho, pô. Uma personalidade traidora, vocês entendem? Então vocês veem, essa estrutura de internet, a estrutura dessa personalidade, de quem fica rolando o feed, de quem fica passando story, aí ela vem aqui no meu direct perguntar assim, professor, eu sou meio procrastinador. Professor, meu personagem é fraco. Eu falei, eu sei como é que é a composição da personalidade de vocês, pô.
É uma composição de um traidor. Vocês têm uma responsabilidade pra fazer. Vocês têm uma coisa pra executar. E aí vocês ficam botando outras presenças. Ah, não, eu tenho ali o trabalho para fazer, que é a minha vocação. Eu tenho ali o meu filho para cuidar, que é a minha vocação. Mas eu vou ficar mais um pouquinho aqui no Relâmpago McQueen, na bola de futebol, na TV. Por quê? Porque você tem uma personalidade de traidor. Por isso que você sempre deixa o amor para depois. Procrastinar, cras, uma palavra latina que significa o que?
Amanhã, depois, o inimigo do agora, do odd. Vocês entendem? Só que vocês continuam achando que vocês podem ser, sim, viciadinho em celular e ficar com o celular. Vocês podem ser viciadinho em celular. Vocês venham essa semana. Eu fiquei três dias sem responder o WhatsApp. Eu não entrei no Instagram essa semana. Eu fiquei três dias sem responder o WhatsApp. O WhatsApp. Por quê? Porque eu preciso ter domínio sobre isso, porque essa é a força sem igual da personalidade.
sem igual da personalidade. Pô, a gente vai ter geração, a partir do momento de celular e rede social, que vai viver uma vida inteira sem ter provado uma personalidade com 10% de funcionamento. Porque isso é o fundamento do... Tem várias coisas que vocês me perguntam assim, professor, de onde vem memória? De onde vem isso, procrastinação? Por que minha memória? Por que eu não consento? Por que eu não consigo? Por que não sei o que lá? Eu falo, está no fundamento das coisas mais simples do mundo.
Uma presença atenta e intencional. Uma presença atenta e intencional. Você vai na missa, meu irmão. Vai uma vida inteira na missa. Mas você não tem roteiro para a missa. A missa tem o roteiro dela. Mas a gente nem conhece, pô. A gente nem sabe o nome daquelas paradas lá da roupa do padre. A gente não sabe nada, pô. Por isso que tanto faz com qual roupa que eu vou pra missa. Pô, se eu entendesse, se eu tivesse uma imagem, se eu entrasse na missa e, como Santa Faustina, eu começasse a ver o Calvário, e Nosso Senhor se preparando para ser entregue?
Pô, eu ia querer me vestir de um cara extremamente penitente. Eu ia querer me ajoelhar. Eu ia querer pegar um flagelo e começar a flagelar minhas costas. Porque a gente não sabe o roteiro do que está acontecendo. As pessoas estão à nossa volta. E a gente não sabe uma dignidade de uma pessoa que talvez só tenha uma chance na vida, que é estar na nossa presença. Vocês sabem que a presença de vocês diante de algumas pessoas vai ser a única chance na vida dessas pessoas de conhecerem grandes amores?
Vocês entendem isso? Vocês entendem quando o coração de Santo Agostinho falava assim, Senhor, eu tenho medo, Que a graça passe e eu não perceba, pô. Pra viver assim, a gente precisa viver de uma maneira tão devagar. A gente precisa viver de uma maneira devagar. Eu tô falando pra vocês, isso é real. A gente tá deixando de conhecer pessoas. Pessoas, pô. Que saibam poucas coisas, poucas coisas, pô. Você vai lá na África. Eu fico vendo, hoje em dia, o pessoal da educação da imaginação. Porque eu preciso conhecer e ler infinitas obras.
Uma ova para você. Isso aí é outra balelazinha dos nossos tempos modernos que apareceu no outro dia. Que você precisa ter a imaginação extremamente enriquecida. Você precisa ter uma estrutura mitológica na cabeça que abarque as realidades humanas de maneira que pegue pelo menos os grandes amores. Tipo o quê? Tipo o Evangelho. Tipo isso. Então, você tendo essa estrutura que abarca as realidades humanas, sobretudo o Evangelho, que tem uma estrutura analógica para tudo, através das parábolas, você consegue encaixar as parábolas em todas as realidades da vida.
Ou seja, se você conhece umas dez parábolas, você está sempre com os seus juízos alinhados, com as suas esperanças bem setadas, e você sabe a meia dúzia de comportamento que você tem que ter no mundo, porra. É assim que se vive a vida humana. Essa estrutura de... e vende o curso, e conhece mais, e uma estrutura nova, e uma coisa nova, e uma coisa nova. Isso transforma a vida das pessoas no inferno, porra. Eu passei o pior momento da minha vida, sim, o pior momento da minha vida.
Foi o momento que eu mais lia coisas, mais lia, lia, lia, lia, lia, lia. E não sabia com o que eu comparava a minha vida prática. Não sabia uma estrutura fixa. Até que eu falei assim, cara, que loucura é essa? Que loucura é essa? Então essa é a cabeça das pessoas. que vão pulando de galho em galho, assim, ó, de conhecimento, de guru em guru, de professor em professor, vão pulando, vão pulando. Então vocês veem como é que eu falo pra vocês que isso é modinha, né?
Como é que é a educação personalizada? Como é que é a educação ao longo da história da vida humana? Uma educação de uma estrutura fixa, de domínio dentro de uma família, dentro de uma história de família, de um pai e de uma mãe que vão enriquecer até os filhos saírem de casa, de toda a estrutura que eles precisam ter pra levar uma vida. Ah, mas aí... Não, eu tenho o cara que é o Imperador Dom Pedro. É, a gente não vai contratar uma porrada de professores pra ele não, pô.
A gente vai pegar José Bonifácio. E ele vai ter uma personalidade, uma personalidade modelo, que depois ele vai usar como espelho para tudo. Então vocês veem, quando a gente pega um desses anciãos antigos, que existem em vários lugares ainda, o cara passou a vida inteira consertando sapato. Ele sabe tudo de sapato. Ele sabe o funcionamento do sapato no tempo. Ele sabe o funcionamento do sapato no espaço. Ele sabe as ações que dá pra fazer com o sapato e que o sapato faz. Ele sabe as reações que podem fazer com o sapato e que o sapato faz.
Ele sabe todas as relações que um sapato pode ter. Um cara desse que sabe todas as categorias gramaticais, todas as possibilidades de linguagem de um sapato, ele consegue comparar qualquer fato da vida humana com sapatos. Ele consegue praticar religião e entender as parábolas do evangelho. através de toda a experiência da vida que ele tem com o sapato. Então ele tem uma matriz de conhecimento profundo, duradouro, estável na mente dele, no intelecto dele, e ele compara tudo com os sapatos. E ele consegue levar uma vida muito sábia.
Porque ele sabe o que fazer com o filho dele. Por quê? Porque ele sabe o que fazer com o sapato. Ele sabe o que faz sapato funcionar mal. Então ele vai aplicando aquilo na vida do filho dele. Porra, mas aqui, olha o sapato aqui. Pô, o sapato, ele tem que ter uma durabilidade. Pô, o sapato eu não pego o sapato e deixo jogado, não trato mal o sapato? Aí ele vai ensinando essas categorias de ações de sapato tudo pro filho dele e vai fazendo esse comparativo analógico.
E aí a gente tem uma estrutura de vida completa. Completa. Ah, não, eu vou abandonar esse sapato, os antigos faziam isso. Não, pô. Eu vou reemendar esse sapato. Eu vou renovar esse sapato. Eu vou recalcular esse sapato. E eu vou levar esse sapato adiante. Pô, um cara que sabe desse, sabe disso, ele leva um casamento inteiro, a vida inteira. Aí eu atendo o cara aqui, o jovenzinho, assim, ó. É porque eu tô com uns problemas com a minha esposa. Eu não sei o que eu faço, não sei se...
É, eu largo minha esposa porque a psicóloga diz isso, não sei quem lá diz isso, o outro não sei quem lá diz isso. Aí esse cara que passou a vida inteira consertando sapato. Ele sabe assim, cara, se você pegou o sapato e começou a usar o sapato, o sapato agora é teu, pô. Esse é o cara que falava assim pro filho dele. Você foi lá, comeu a menininha e engravidou? Ok. Então agora você já sabe o que é um matrimônio. Você vai morrer doando a vida por essa menininha e esse filho lá e vai casar.
Por quê? Porque o casamento natural já foi realizado. O matrimônio, a terra da maternidade já existe. Agora a responsabilidade é tua. É o teu sapato, pô. Você lava. Esse cara tem uma sabedoria monstruosa na vida, porra. Agora nós, da psicologia, da terapia, das escolas de espiritualidade, nós que conhecemos todas as coisas, não sabemos o que fazer na vida, porra. Mas o cara do sapato sabe. Porque ele sabe tudo sobre o sapato. E ele pode comparar todas as categorias que são de todos os entes. Ele faz uma matriz, né?
Uma matriz que eu já ensinei vocês a fazer. Uma matriz com todas as possibilidades da vida humana analógicas. Aí ele bota em cima sapato e ele bota aqui, ó, homem, homem. Aí como ele sabe tudo sobre sapato no tempo, ele faz uma analogia com o tempo da vida humana. Como ele sabe as ações do sapato, as durações do sapato, ele faz uma analogia com a vida humana nas diversas categorias gramaticais de sapato. E ele leva uma grande vida humana. Essa é a vida da história da humanidade, pô.
Mas nós não. Nós aprendemos, aprendemos, aprendemos, aprendemos, aprendemos, aprendemos, aí ali na esquina a gente tenta se matar. Vocês veem, prestem atenção. Isso é o que eu mais tenho atendido aqui em consultório. Gente com a vida completamente temperada da psique. Gente completamente temperada com a vida psicológica. Só pensa, pensa. Ai, Diego, mas é porque eu não quero lavar a louça. Sabe por quê? Porque você fica pensando, pensando, pensando, pensando. Qual é a terapia pra uma pessoa que fica pensando, pensando, pensando, pensando, pensando? Vocês sabem qual é a terapia?
Se ela conseguir por vontade própria ir parando de pensar, a terapia pra ela é uma terapia ocupacional, né? Porra, meu irmão, vai lá pra fora e vai jogar um futebol. Porra, vai catar feijão. Você entende? Essa é a terapia pra gente ir com obsessão se tiver no controle dela. Se não tiver no controle dela, a gente manda ali no psiquiatra. E a gente dá um redutor de atividade psíquica, um sossega-leão. Aí a gente reduz a atividade neuronal nela, de pensamento. Vocês entendem isso? A cabeça das pessoas que não para, não para, não para.
Por quê? Porque vocês se temperam disso, pô. Vocês escolhem isso livremente. Se vocês não conseguem mais, vocês têm que pedir ajuda, pô. Tem gente que fala assim comigo com maior tranquilidade, Diego. Eu não consigo mais viver sem celular. Eu falo pra vocês, porra, você vai viver uma vida sem conhecer a vida humana, porra. As grandes vocações da vida humana de ter poucos amores e ser extremamente fiel a eles e fazê-los durar. A vida humana é só isso, porra. A vida do padre, ela deveria ser esse profundo amor e ele conseguir ficar ali confessando e celebrando a missa, confessando, celebrando a missa, porra.
E o padre, hoje em dia, ele vai ficando desanimado nessas coisas. Você vê a cabeça das crianças? Eu não consigo. Ai, eu jamais conseguiria passar 30 anos no mesmo emprego. E fala assim como se fosse uma coisa... Não, isso é geracional. Isso é só da... Não, o TVHzinho, não sei o que lá. Porra, vocês falam isso de qualquer jeito e não querem se curar disso? O que a gente vai fazer pelas pessoas assim? Eu vou fazer o que eu dá pra fazer. Oferecer a minha vida pra Deus, pra igreja católica, pra carregar um pouco desse peso.
Porque tu ensina as pessoas, não tem mais força pra fazer. Não tem mais liberdade pra levar a vida humana normal. Não consegue mais ficar dentro de casa fazendo as coisas normais. Com os filhos, com a esposa, com a roupa pra passar, com o banho que tem que dar do filho todo dia. Não consegue fazer isso, pô. depois mete assim pra mim. Não, porque segundo a estrutura de mundo no hinduísmo, a minha personalidade é uma personalidade sacerdotal, intelectual. Então é por isso que eu tenho essa dificuldade de fazer as coisas práticas.
Não, não, não, seu merdinha. Para de babaquice, porra. Para de ficar indo nesse escuro com essa merdinha intelectual. Você não consegue lavar o prato e fazer coisa do dia-a-dia porque você é fraco, pô. Não é porque você tem personalidade sacerdotal, intelectual, não, pô. É porque você é um fraquinho de merdinha. Temperadinho de um monte de coisinha. Você não consegue dominar o mundo normal da vida? Aí você vai pro mundo obsessivo. O mundo ideológico. O mundo gnosiológico. Estou falando da mesma doença. Uma é a doença da teologia.
Uma é a doença da psiquiatria. Outra é a doença da filosofia. Mas é a mesma doença. Uma doença de tentar dominar um falso mundo no mundo das ideias. A obsessão. Eu não estou conseguindo arrumar uma mulher no mundo real. Sabe o que esse cara acha no intelecto dele? Ele acha no intelecto dele que se ele repetir aqui na cabeça três vezes uma frase do Sol e depois der três pulinhos, um comportamento obsessivo, um transtorno obsessivo e compulsivo, pular sete ondinhas e pensar nessas coisinhas, ele vai resolver o mundo.
Quando, na verdade, o que ele está tentando fazer? Dominar um falso mundo, porque o mundo verdadeiro a gente sabe como é que é. A gente sabe como é que se chega numa menina ali, travam a conversa e depois levam a vida humana. Ou a gente deveria saber. Então, quando a gente não consegue fazer esse domínio comum da vida comum, a gente fica arrumando os subterfúgios. de vida intelectual ou de vida comportamental falsa. Eu vou tentar dominar o mundo jogando videogame, jogando pôquer, lavando a mão quatro horas por dia, as compulsões, ou vou tentar dominar o mundo de uma maneira falsa na minha cabeça, com as ideologias, com as obsessões, com agnoseologia, com o novo curso que eu vou comprar na internet, e vou comprar o novo curso, e vou comprar o novo curso, e vou aprender o novo conhecimento, e eu sigo essas 50 pessoas aqui só, e fico vendo o conhecimento diário dela, e não sei o que lá.
Aí eu falo, é, sua personalidade está muito doente. Se você tem um conhecimento novo, até você conseguir empregar um roteiro com esse teu conhecimento importante novo aí, e você ficar aí um mês, dois meses, três meses aplicando isso na tua vida. De forma que depois que você esquecer desse conhecimento, se perguntarem assim para você, vem cá, existe alguma coisa que você sabe para roteiro bom na parte da manhã? Eu falo, tu não precisa ter muito lido, muito livro sobre isso, você vai contar a sua vida.
E aí você contando a sua vida, você vai ordenando a vida das pessoas. Vocês entendem como é que as coisas são mais simples do que parecem pra nós e a gente tá numa super estrutura doentia pra caraca? Que se vocês fossem lá pra uma África, pra um interior do Brasil, vocês iam sentir uma dificuldade imensa por causa do período de dessensibilização do vício, né? E vocês iam provar de uma estrutura de funcionamento da personalidade Uma vez, a Mariata de Provas, porque nós éramos noivos, eu estava lendo uns tratados sobre Santo Tomás de Aquino e estava estudando sobre os sentidos humanos, ou seja, domínios, o domínio da visão, a tara da visão, a tara da audição.
A visão, quando eu abro os olhos, tenta dominar o mundo vendo imagens, vendo profundidades, não é isso? A audição, quando eu abro a audição, tenta dominar o mundo, não é vendo imagens, é ouvindo o som. Então, uma vez, eu fiz isso na rua em casa, na rua eu fiz com a Maria para não morrer. Vendei meus olhos e falei para a Maria, só não me deixa morrer. Eu vou tentar andar na rua cego. Porra, quando eu fiz isso, em casa e fora de casa, depois de um tempo, eu comecei a me emocionar.
Eu comecei a provar o que era o sentido da audição. O que era o tato. Então, vocês imaginem, se vocês fechassem os olhos e tentassem andar pela casa, Vocês iam começar a tocar as coisas. E vocês teriam um novo poder aguçado. Que vocês iam falar assim... Cara, que maravilha é isso aqui? Que maravilha. Ou então começar a ouvir os sons assim, ó. Você fechar o olho na rua, assim, na hora. E você começar a ouvir canto de pássaro. Que tava ali, sempre teve ali, pô. Sempre esteve ali.
É isso que eu tô falando pra vocês. Porra, você acabar... Acabar assim... Vocês entendem, né? Eu tô aqui nas redes sociais, porra. Eu tô no WhatsApp, tô no Instagram, tô aqui no YouTube. É vocês falarem assim, cara... Eu acordei hoje, segunda-feira. Cara, eu só vou... Se eu não trabalho com Instagram... Se eu trabalho com Instagram, cara, eu tenho que fazer uma atividade muito certa. Eu não posso ficar rolando story. Eu não posso ficar passando feed. Eu não posso fazer isso, porque isso me destrói. Destrói, porra!
Destrói! Tá mais do que comprovado aí nas ressonâncias magnéticas funcionais, nas estruturas neurológicas. Tá explicado, já tá desenhado pra vocês que destrói, porra. Cara, se vocês desligassem essas coisas, Tem gente que é bem mais nova que eu que ia provar a primeira vez. E tem gente que ia relembrar as pessoas mais velhas coisas que... Pô, tu tá numa mesa por completo, assim. Tu recebeu uma pessoa por completo e se temperar. Mas é óbvio que isso demora um tempo, né? Por quê? Por causa da dessensibilização, né?
Eu tava vendo há pouco tempo aí o Senhor dos Anéis com as crianças, né? Eu me recordo depois que o... O Frodo ficou um tempo sem um anel, né? E aí ele fala pro Sam. Caramba, Sam. Eu tô voltando a lembrar e a sentir o cheiro das rosas e o mundo tá voltando a ter cor. O Frodo fala assim pro Sam, né? Porque tem uma hora que Sam pergunta pra ele. Frodo, lembra, Frodo, das cores do mundo, do cheiro do mundo? E o Frodo fala assim.
E eu não consigo mais. O mundo é cinza e só tem cheiro podre. O mundo é cinza e só tem cheiro podre. Aí depois que ele vai se sensibilizando de um tempo sem o anel do poder, eu falei assim, caramba, tá voltando a cor do mundo. Depois de um tempo assim, tu voltar assim, tu poder tá numa missa. Tu poder tá numa missa. E tu sentir de novo o cheiro do calvário, a luz do calvário. Ou tu tá dando um banho numa filha e tu tá ali por completo.
A tua mente, a tua imaginação, a tua vida simbólica tá ali. E se tu tá dando banho numa Maria, tu é homem, né? Tu tá pensando ali, caramba, eu tô aqui. E existe um vínculo indissolúvel entre esse banho que eu estou dando nessa Maria? Existe um vínculo da cabeça de Deus, da teologia? Alguma coisa que faz com que esse banho que eu dou na minha Maria seja intimamente ligado à vocação que São Joaquim tinha quando dava banho na Virgem Maria? Ou se eu estou dando banho no meu José, né?
Existe um vínculo indissolúvel da vocação do Nosso Senhor nas mãos do pai dele, José. Deu dando banho no meu pequeno menino para cumprir uma vocação no mundo e de São José dando banho naquele pequeno menino com dois anos, com cinco anos. O que permite que a nossa vida volte a ter essas cores? a essa superestrutura de unidade, da história, de estar impregnada da lembrança dessas coisas. Eu passar de carro ali na rua São Clemente, em Botafogo, e na minha cabeça vi aquele mar negro lá da Crimea recuando, e ter na minha cabeça a imagem de São Clemente, o mar recuando para que o corpo do nosso quarto papa fosse encontrado quando foi martirizado.
Por que a nossa cabeça pode ser perrameada dessas coisas? Porque a gente pode, com o nosso tempo de presença, de roteiro para fazer isso, permitir que o espírito da vida, que a intencionalidade, possa gerar esse tipo de vínculo no mundo. Que a nossa cabeça, quando olha para uma mulher, não possa estar toda permeada de pornografia E a gente olhar para as mulheres e só ver sexualidade Da gente olhar para o mundo e só ver materialidade, só ver sapato, só ver carro Por isso é tempo de presença, pessoal É o tempo de presença que tempera Eu me lembro até hoje as primeiras obras completas que eu li na minha vida, que foi um salário inteiro do Colégio Naval, para eu trazer os três livros da obra completa de Santo Antônio de Padua, de Lisboa, de Portugal para o Brasil.
Eu, com 16 anos, peguei meu salário completo do Colégio Naval e passei um bom tempo da minha vida lendo Santo Antônio de Padua. Por isso que Santo Antônio de Padua está lá na minha parede. Porque eu saí dos meus 15, 16 anos com a certeza que Santo Antônio falou. O cara que tinha o apelido de Arca do Antigo Testamento, né? Que tinha decorado aquilo. Eu falei, cara... Eu saí daquele livro ali sabendo que se eu botasse o meu coração nas coisas, eu ia me transformar nelas e se eu levasse isso a sério, se eu levasse a sério o tempo que eu gastei lendo a vida de Santa Faustina e pedindo para Deus e me impregnando daquela misericórdia que ela contava e tentando praticar aquilo no mundo, com os velhos nos asilos, eu ia poder sentir o gosto, o cheiro, e a minha cabeça ia ser completamente fincada, vinculada à minha imaginação daquele tempo de presença que tempera tudo.
Se vocês não perceberem essa estrutura da realidade, a gente vai continuar vivendo um tempero de morte, de xexelice, dessas merdinhas todas que estão envoltas na nossa vida. E está arriscado a gente sair desse mundo sem a esperança da perfeição, da santidade, sem ouvir aquela música final que São João Bosco, São Francisco de Assis e Santa Terezinha conseguiram ouvir ainda nessa terra, né? Uma música. Eles se temperaram tanto, mais tanto, tanto das coisas do céu. que aquela irmã pegou Santa Terezinha dançando no corredor e Santa Terezinha pegou aquela irmã e começou a dançar com ela e falou, irmã, tá chegando, irmã.
O céu tá chegando, tá ouvindo a música? Porque ela tava completamente temperada. Porra, se a gente não acreditar nisso, a gente vai acreditar em quê? Que a gente só é capaz de se temperar das merdas dessa vida? A gente vai sair dessa vida sem poder apostar todas as fichas que é capaz da gente, que nós somos capaz, capax dei, como está escrito no catecismo, que nós somos capazes de imitar Cristo, a gente vai sair mesmo dessa vida? Sem ter certeza que nós somos capazes de se impregnar completamente de nosso Senhor, de deixar de ser Diego para ser luz, na velocidade da luz, né?
Se não for assim, não vale a pena, pô. Não vale a pena. Se não for isso, não vale a pena. Se não for isso, a gente vai se temperar dessas merdinhas do dia a dia. Nós vamos ser... Vamos dominar o mundo jogando videogame, pisando carne, lavando medalha, alinhando livro na prateleira, tentando mandar a melhor mensagem no Instagram, Porque nós não acreditamos na perfeição, naquela perfeição a mais alta que é possível pra nós. A mais alta.
Porra. Se vocês não estão convencidos disso, façam como Leibniz fez, né? Eu vou apostar por causa das probabilidades. Porque entre Calígula Calígola e Santo Inácio de Loyola, me parece que o ser humano nasceu mais pra esse aqui, pra Santo Inácio de Loyola. Então, mesmo que eu vá contra... Se eu não tenho toda a certeza do mundo, eu vou jogar como Leibniz, o rei das probabilidades. Eu vou onde tem a grande probabilidade da perfeição humana. E vai, pô. Porque se você começar a se temperar disso, eu tenho certeza que nós vamos conseguir ouvir aquela música ainda nessa terra.
Eu tenho certeza. Eu tenho certeza. Eu só não falo mais da certeza que eu tenho... Porque talvez vocês não entendam o que eu vou falar. Mas vocês vão sentir, sim, o cheiro ainda nessa vida da perfeição. Eu tenho certeza. Eu aposto todas as minhas fichas nisso desde os meus 15 anos, desde que eu conheci e ouvi falar a primeira vez dessa perfeição. Eu não sou mais um molequinho, eu não me converti ontem. Eu não estou aqui no catolicismo, como quem ontem leu um livrinho. Eu sou um homem casado, sou das forças especiais, sou paraquedista, sou mergulhador, tenho seis filhos.
Eu casei com 27, 28 anos guardando a minha virgindade. Que se dane o que o nego achava. Porra, eu apostei todas as minhas fichas nisso, porra. Todas as minhas fichas nisso. Eu não tô aqui como um cara que fez um cursinho ou leu isso aqui no outro dia. Dez e quarenta. Vambora, né? Vambora que é mais segunda-feira. Obrigado pela companhia de vocês.
Como é bom ter vocês aqui, sabia? Caramba, travou. Bom, ficou tarde para caraca, não vou subir aqui nas perguntas, senão me empolgo e fica até muito tarde. Obrigado pela companhia pessoal, te falo durante a semana aí. Grande abraço, fiquem com Deus.