Coletânea

Vida do espírito

Alegria

44:54 · ~39 min de aula22 de janeiro de 2025Transcrição automática · em revisão
  • a alegria (surprised by joy)
  • a surpresa = ser libertado de um falso domínio
  • o falso domínio (L minúsculo)
  • a vocação de dominar
  • as três pessoas
  • o personagem / o crítico / o roteirista
  • o sorriso vence a morte
  • demorar = morar dentro
  • a depressão (des-pressão do domínio total)
  • o exame de consciência (método do sorriso)

Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 5:39.

Olha só, eu aqui não tenho nada para desenhar para vocês, seria legal se eu pudesse desenhar.

Citações verbatim

Trechos da aula

Então ser surpreendido é ser libertado.
— Prof. Diego Reis
O sorriso vence a morte, meu irmão, você tá entendendo?
— Prof. Diego Reis
Se preocupar em tentar fazer o ser humano sorrir é uma das maiores atividades intelectuais que um ser humano pode exercer nesse mundo.
— Prof. Diego Reis
Palavra por palavra

Transcrição completa

Transcrição automática · em revisão

Boa noite, Natália. Boa noite, Tati. Boa noite, Daniel. Lucas. Levi, boa noite, meu irmão. Boa noite, Maria. Juliana, boa noite. Renan. Saulo, grande Saulo. Boa noite, meu irmão. Boa noite, Elis. Tiago, boa noite, Tiagão. Jeremias, boa noite, boa noite. Mariane. Wellington, boa noite, meu irmão. Arthur. Malu, boa noite.

Edson. Bruno. Boa noite, Carlos. Boa noite, Matheus. Tarvorando, hein, Marquinhos? Tarvorando, meu irmão. Virtus. Vitória. Boa noite. Maria. Paulo, boa noite. Silva. Chega uma hora que eu perco aqui o andar da carruagem, né? Boa noite, Natalia, Naline. Érica. Rejane. O senhor está fundindo meus miolos. Jadson, boa noite, meu irmão.

Fala, Eduardo, boa noite, meu irmão. Marcelo, boa noite, Laura. Ana Paula, boa noite. Lívia, Laura, boa noite. Boa noite, Danilo, Elis. Perdi a introdução que não ficou gravada no domingo passado, não chego mais atrasado, tá vendo? Cristiano, boa noite. Mário, Alex. Carlo Alcântara, boa noite. Grande Clérissa, o qual vem cobrindo. Meu irmão Virtus. Professor, conhece o Samurai? Taxista, o quê? O Animo, o podcast. Foi bom, né? Boa noite, Claudete. Márcia. Luciana. William, boa noite.

Boa noite, Cristiana, Daniele. Boa noite. Guilherme, Samurai Taxista. Boa noite. Se Liga Mãe. Boa noite. André Augusto. Boa noite. Boa noite. Esse pessoal, eu não consigo dar boa noite pelo bem. Nutre Design. Boa noite, pessoal. Samuel. Boa noite, Bárbara. Mais que aula no podcast, comentei a seguir por lá. Podcast, né? Se liga, mãe. Maristela, boa noite. Boa noite, Caio. Podcast.

Podcast é legal, né? Porque fica tipo resenha, né? Bora, vamos embora. Estamos no tabuleiro. Estamos no tabuleiro, meu irmão. É muito bom estar no tabuleiro. Vocês sabem que é. Todo dia, quando eu vou fazer minha última oração pra dormir, eu falo isso pra Deus. Pai, fiz a minha jogada, agora tá contigo. Todo dia eu falo isso, viu? O Tiago Sales que está aí, estava comigo, eu dei uma aula agora, duas horas de aula lá para o pessoal do Núcleo de Formação do Brasil Paralelo.

Acabei agora, tem 10 minutos. Shalom, boa noite. Parábola do macarrão. Ah, do macarrão do mercado, né? Essa é importante. Bom, fizemos parábola do macarrão porque tem uma aula passada dessas aí que eu explico aí a coisa do casamento, essas paradas falando do mercado, do macarrão, né? Vamos lá então, vamos para o tema de hoje?

Olha só, eu aqui não tenho nada para desenhar para vocês, seria legal se eu pudesse desenhar. Mas eu precisava que aos poucos... As lives, elas... Elas são suficientes em si mesmo, né? Dá pra você entrar numa live ali e se entender. Mas quem acompanha as lives, ou então tem uma noção do desenho das três pessoas, né?

A bola do meio, com os três bonequinhos, fica muito mais orientado nas coisas que eu tô falando aqui, né? Então olha só, pessoal, vocês já viram que hoje a gente, a nossa personalidade, ela vai tomando certas características do tempo, de como está o nosso modo de vida e tal. Você vê, o fato de eu ter podido morar em outros continentes, em países muito diferentes, tipo lá no Oriente Médio, no Líbano, em 2013, 2014, ou na África, em São Tomé e Príncipe, em 2021, essas coisas foram muito importantes para eu perceber que algumas coisas são são muito pontuais do nosso tempo, assim, onde a gente mora, sabe?

Da nossa realidade do momento. Mas elas não são estruturais da nossa personalidade como um todo não, sabe? A gente vai deixando, às vezes. Vocês lembram que eu falei, eu comentei com vocês que lá onde eu morei na África não tinha nenhuma academia? não tinha academia. Então, olha só, quando eu olho aqui à noite, eu olho ali pela janela e vejo uma vida assim acontecendo, sabe? As pessoas botando um momento do seu dia. E vejam, eu não estou aqui para fazer apologia se tem que fazer academia ou não tem que fazer academia.

O pessoal já entendeu como é que funciona lá naquela live do caminho de perfeição, né? Se são duas horas de academia ou 20 minutos de academia. A questão é só para vocês entenderem que às vezes a gente tenta estruturar a nossa vida, a nossa personalidade diante de coisas que são tipo assim, são modinhas muito específicas de uma época, sabe? Ou tá começando agora, assim, tá? Então, a gente às vezes não ter na nossa imaginação uma oportunidade de ver um mundo funcionando diferente do que a gente tá mergulhado, deixa a gente muito atrofiado, né?

De imaginação e de possibilidades, sabe? O que isso significa na prática? Significa que quando a gente olha para a realidade que a gente vive, tipo assim, uma pessoa que chegou hoje aqui e está me ouvindo, que está me ouvindo falar sobre as três pessoas, sabe? Aí ela olha assim, me ouvindo falar, aí ela olha cinco minutos, ou ouve uma live de uma hora, aí ela começa a ter as primeiras noções do juízo. Então, vocês lembram, o personagem está vivendo no palco, está tomando café. Aí, através daquela experiência, da experiência inicial do café, ela começa a fazer os juízos.

Então, ela se demora um pouco mais com o café, aí ela vai começar a se orientar no mundo. Isso, se ela, o que eu chamo de amar o mundo apaixonadamente. Ou seja, ela olhar para o café e deixar o café se mostrar para ela. O café vai dizer do que ele se trata. Você entende? Então você vê, a pessoa olha para o café, ela vê o negocinho preto assim, sem provar, sabe? No copo. Ela fala assim, isso aí é o que? Guaraná natural? porque ela olha a cor, né?

Então ela olha uma das características do café, aí ela faz o tal do pensamento metonímico. O que é o pensamento metonímico? É uma figura de linguagem, né? Que ela toma a parte pelo todo. Toda a terapia da Gestalt funciona através de pensamento metonímico, ou seja, de uma capacidade da gente pegar coisas particulares e universalizar. Que operação é essa? É uma operação do intelecto ativo, que está fazendo com que eu tenha experiência num café específico no mundo, eu estou tomando um café, aí ele generaliza, né? Isso no mundo da lógica é conhecido como indução.

A gente vê uma coisa funcionando pra 1, pra 2, pra 3, pra 4, aí na matemática, né? Pra N, pra 2N mais 1, então ela funciona pra todo N. O sol nasceu há 100 anos, nasceu há 10 anos, nasceu antes de ontem, nasceu ontem, o sol vai nascer amanhã, entende? Então você vê, isso é o pensamento metonímico, isso é indução, isso é a psicologia da Gestalt, tá? As coisas vão funcionando assim, só como eu falo para vocês, só vai mudando quem está ensinando ou a época, mas a coisa é a coisa como ela acontece com o café, tá?

Aí você vê. A gente com a experiência, assim, como a gente tem... a nossa vocação é dominar o mundo, dominar o mundo com as três pessoas. Então, com o personagem no palco, eu saber o que eu faço. com o crítico no passado, ou seja, com eu fazer os juízos corretos, acreditar na coisa certa. Entende? No passado. Lembra da experiência do passado? Uma experiência da emunar, da confiança naquela pessoa que diz que conhece o passado? Ou então da aletéia grega, daquela que tira a leten, retira do rio lete, do rio do esquecimento, e traz a tona, retira do passado, a verdade do passado, a crença do passado, a verdade do passado.

Então, você vê, quando a pessoa faz esse movimento, ela está tentando dominar o mundo com o crítico. Como é que o crítico domina o mundo? Conhecendo as coisas. Então, não é para espantar a gente que todo mundo tem opinião sobre tudo. Você entende? Por que todo mundo expressa opinião? Ou seja, diz que conhece uma coisa e fala sobre a coisa. Por que acontece isso? Porque o crítico tem a vocação de dominar o mundo pelo conhecimento, pelo saber. Então ele quer saber das coisas. Então eu não vou olhar a briga da vizinha sem fazer juízos sobre aquilo.

Você entende? Da mesma forma, como é que o roteirista domina o mundo? O roteirista domina o mundo escolhendo, olhando para o mundo futuro e olhando para a imaginação dele e sempre se orientando pelo que é melhor. O que é melhor? Então, enquanto o personagem se orienta no mundo pela beleza, por aquilo que os sentidos podem dar para ele, O crítico se orienta no mundo pela verdade, pelos juízos que ele faz olhando para as coisas quando elas passaram. E o roteirista olha para a vida futura e se orienta como?

Achando sempre o que é a melhor coisa para a vida futura. Então a gente vive dominando o mundo fazendo essas três operações. São essas três operações de domínio sobre o mundo. Uma de acordo com a presença de cada uma das três pessoas. Então vejam, eu apareci aqui, Aí você, através dessa presença virtual aqui, me ouvindo, me vendo, não tem cheiro aqui, não tem essa dimensão aqui do cheiro, mas com os sentidos que conseguem embarcar, com o que você vê com o personagem no mundo, você começa, isso começa a virar passado pra você, e aí você começa a fazer juízos sobre o professor Diego, né?

Ah, pô, o Diego... Pô, ele fala assim, fala desse jeito. Pô, eu não entendo nada do que o Diego fala. Pô, o Diego fala um monte de besteira. Pô, o que o Diego tá falando é ilegal. Você entende? Então você tá se orientando, fazendo juízos sobre mim. E aí, baseado nesses juízos, você vai escolher o melhor roteiro. Os três vão exercer a vocação, a sua vocação no mundo, aqui na minha presença. Vocês vão tentar me dominar. Vocês percebem que é assim? assim como é comigo pra vocês, como fazer isso de maneira correta.

E aí, uma coisa mais legal, né? Como se manter no mundo com uma vida decente diante dessas operações que acontecem quer a gente queira, quer não. Então, olha só. Eu vou falar pra vocês de uma doença. A doença que os monges antigos chamavam de louquacidade e que nós hoje, na minha linguagem, a gente poderia chamar de um crítico louco. Na linguagem de vocês, vocês poderiam falar assim, pô, o cara julga todo mundo, tem opinião sobre tudo, o tempo todo critica, é um crítico atroz, né? Então você vê.

Às vezes, você faz um corte na internet. Você bota lá 15 segundos. Então, a pessoa teve contato com o professor Diego. Aí você teve 15 segundos de contato. Aí você escreve lá no comentário. Esse cara não sabe o que ele está falando. Ou você conversou com uma pessoa uma vez durante 5 minutos. Aí uma outra pessoa pergunta assim para você, pô, você conhece o professor Diego? Eu falo, já, já, já estive com ele, conversei com ele e tal. Pô, o cara sem noção, cara. O cara, pô, estava falando de umas paradas de metafísica, não dá para entender nada do que ele fala, sabe?

Então, olha essa experiência, olha essa experiência. Essa é tipo assim, olha só. O meu filho, quando tomou café a primeira vez, ele tomou o primeiro gole de café. Isso aconteceu comigo também, quando eu era pequenininho, quando eu tomei o primeiro gole de café. Eu tomei o primeiro gole e falei assim, caraca, meu irmão, que troço horrível, cara. O meu pai toma isso todo dia, que loucura. Então, você vê, eu tive os primeiros segundos de contato, eu fiz os primeiros juízos sobre a coisa. E eu fiz os primeiros roteiros sobre a coisa.

Então, eu tomei o café e falei assim, caraca, meu irmão, troço amargo, horrível, meu irmão. Juízo. E mandei, meti um assim, nunca mais eu tomo essa parada na minha vida, entendeu? Então, vejam. Presta atenção nisso que eu vou falar para vocês. Quando eu fiz essa atividade, se eu não souber como é isso que eu estou falando para vocês, Olha o que vai acontecer então depois disso comigo. Vão botar um café que talvez não tenha mais nada a ver com aquele café, sabe? Só que eu vou olhar para o café e eu já dominei aquele café.

Eu dominei com o personagem, porque eu vou falar assim, é, já tomei, pô. Eu dominei com o crítico. Ah, eu já conheço esse café. Café é amargo, é horrível. E, de repente, o primeiro café que ele tomou nem estava quentinho, né? É gelado. E eu dominei com o roteirista. Cara, eu não vou tomar café mais na minha vida, eu vou tomar chá. Então, percebam. O café, ele está dominado. A nossa vocação é dominar, né? Eu dominei com o crítico. dominei com o roteirista e dominei com o personagem.

E aí, quando eu tô diante do café, eu não deixo que ele fale dele pra mim. Eu tô diante de uma realidade e eu imponho o meu domínio sobre ela. lógica com a lógica. Vocês entendem? É, eu conheço o café, pô. Eu já tomei isso aí uma vez. Eu exerço o meu domínio sobre aquela realidade. Então, isso acontece com a esposa Isso acontece com o seu amigo. Isso acontece com o seu subordinado que vem apresentar uma coisa no trabalho, né? E você nem ouve bem, pô.

Você nem para pra ouvir direito o seu esposo. Porque você fala assim, você interrompe e fala assim, não, já entendi. Aí você fala assim, a gente já tentou isso no ano passado, cara. Isso não dá certo, não. Você tá exercendo o seu domínio, você entende? Eu já conheço. Não, eu já decidi, pô. Eu já sei o roteiro. Não, eu já provei disso. Vocês entendem? O mundo da loja. O mundo da lógica. E aí eu não ouço, eu não dou atenção, eu não tento conhecer a intenção, eu não mergulho, eu não me deixo ser amado por aquilo verdadeiramente?

Presta atenção nisso que eu vou falar agora. Eu não me deixo ser surpreendido pela presença que aparece e que vai me dar a sua graça, a graça da sua beleza nova, da sua verdade nova, da sua bondade nova. E aí eu preciso me libertar disso. Eu preciso me libertar do domínio que eu exerço sobre as coisas. Eu estou olhando o de sempre. Eu tô olhando a vida de sempre que eu já domino.

O jantar é o de sempre, eu já domino. A conversa com a minha esposa é a de sempre, eu já domino. O meu trabalho é o de sempre, eu já domino. Como é que se liberta disso? Como é que eu posso libertar vocês desse domínio que vocês fizeram e que fazem porque é a vocação de vocês? E que vocês exercendo esse domínio não deixam que as coisas se apresentem no mundo como amáveis pra vocês, como a primeira vez. E vocês não se surpreendem mais. Por que vocês não conseguem mais fazer isso?

Olha só. O que seria bom? Seria bom se vocês fossem surpreendidos pelo café de sempre, surpreendidos pelo jantar de sempre, surpreendidos pela mulher de sempre, não é isso? Eu gosto dessa palavra, surpresa. Ela me lembra duas coisas sempre. Elas me lembram a história do C.S. Lewis, o britânico que escreveu um livro chamado Surprised by Joy.

Surpreendido pela alegria. E eu também gosto muito da origem, da etimologia dessa palavra, que é uma palavra portuguesa de origem francesa. Os franceses falam essa palavra surpondre. Sur, em francês, S-U-R, significa sobre. É uma preposição, sobre. E pondre, em francês, significa prender, preso, né? Então, surpondre significa acima do que está preso. Então, o que é ser surpreendido?

Ser surpreendido é quando alguma coisa está acima daquilo que você dominou, daquilo que você prendeu. Então ser surpreendido é ser libertado. Libertado de quê? De um domínio que você fez sobre uma coisa, só que era um falso domínio, era um domínio humano com a sua E aí, de repente, o mundo se revela para você de maneira surpreendente.

Ele está acima da lógica do que você esperava. Como que isso acontece no dia a dia, na tua vida e na minha, na vida comum? Isso acontece quando a gente prova o que o Alex tá falando aí, né? Quando a gente prova a alegria da vida humana. Então, vocês veem. Por quê? Vocês estão aqui diante de mim, né? Aí eu vim aqui pra dar uma aula. Então, vocês sentam aqui e vocês falam assim. Pô, eu vou sentar aqui na frente do Diego e eu já sei o que vai acontecer.

Ele vai dar a aula, Eu vou fazer um roteiro, aí eu vou ver a aula dele de novo amanhã, o personagem tá aqui, tá tudo dominado, você já sabe certinho. Aí, de repente, eu levanto aqui e começo a dançar, a plantar bananeira. O que vai acontecer com vocês? Vocês vão começar a rir, pô. Por que vocês vão começar a rir? Porque eu surpreendi vocês. Prestem atenção nisso agora e depois quando eu sair da presença de vocês, permaneçam mais um pouco, demorem nessa presença com o crítico lá na memória e percebam que às vezes que a gente sorri São as vezes que a gente foi surpreendido.

Surprised by joy. Surpreendido pela alegria. Então, se o cara tá andando na rua, você vê. Por que a gente adora vídeo cacetada? Por que as páginas que são só gaietice e sorriso fazem um sucesso danado? Por quê? Por que a gente quando chega cansado do trabalho, às vezes no final do dia, a gente quer ficar vendo umas coisas que fazem a gente sorrir? Porque você chega e você conhece a lógica do trabalho, você conhece a lógica do dia-a-dia, você conhece a lógica das coisas, e você quer ser surpreendido, você quer ser liberto da vida que você tem vivido todo dia e que está sugando você, porque você exerce um falso domínio sobre ela.

Porque a vida como ela é feita, ela deveria sempre renovar a tua esperança e sempre fazer com que você entrasse no dia com o coração pulgante para ser surpreendido pela alegria. Vocês entendem? Então vejam. Por que a gente sorri quando o cara tá andando na rua e o cara dá um tropeção, pô? Se ele não cair no chão e não ficar todo ensanguentado, caramba, tu vai ser surpreendido por uma que vai te libertar da lógica, que ali naquele caso é o princípio da inércia de Isaac Newton.

Ele falou que se uma coisa está em movimento, ela tende a permanecer em movimento. A tua lógica sabe disso. Então a tua lógica sabe. pelo domínio da lógica, pelo domínio do crítico, que busca a sentença verdadeira, a verdade, a lógica, ela está balizando como vai acontecer a vida. Então, estamos nós aqui dominando o mundo e sabendo como vai acontecer cada coisa na nossa vida. Está tudo na nossa mão, está tudo dominado, não é assim? Preste atenção nisso que eu vou falar, porque esse é o fundamento da vida depressiva, das pessoas que enriqueceram.

dinheiro e que tem tudo, e tudo que elas instalarem, o dedo véio, então não tem mais surpresa no mundo, porque elas acham que dominaram o mundo com um instrumento, né? E é óbvio que isso vai gerando uma depressão, porque isso vai tirando a nossa capacidade de ser surpreendido, surpreendido pela novidade. Então você vê, o que que a alegria faz? a alegria, a piadinha, sentar na mesa de noite pra jantar e ter o firme propósito na tua cabeça, que você vai fazer a sua esposa rir, que você vai fazer os seus filhos sorrirem, que no trabalho você vai ser um cara que vai estar tentando libertar as pessoas da lógica atroz da vida, de um falso domínio do dia-a-dia.

Então você sorri, e você é liberto pela alegria da vida humana. Surprised by joy. Nós somos surpreendidos pela alegria. Então você vê, às vezes, quando as pessoas se aproximam de mim, Vou dar um exemplo do que aconteceu essa semana. As pessoas vieram, duas pessoas, assim para mim. Fala com o reis, que ele te explica aí essa parada de abertura à vida e ter um monte de filhos. Aí eu percebi.

que aquelas pessoas, elas já tinham a logicazinha delas. Eu não ia libertá-las pela lógica, porque a lógica não tem poder para isso. Porque elas estão com uma logicazinha da vida comum que elas já têm na cabeça delas. Então, não adianta vocês explicarem, ficarem explicando usando o Lzinho minúsculo, vocês entendem? Eu fiz uma coisa muito maior do que a lógica. eu dei alguns momentos de liberdade para eles, da lógica que eles vieram usar para me vencer. Então, eles vieram falar sobre abertura à vida, essas paradas e caramba, aí eu falei para eles assim, mais ou menos nesse sentido.

Ele falou, não, cara, abertura à vida, eu só sou aberto à vida porque eu sofro violência doméstica, entendeu? Minha mulher que me obriga a ter filho pra caraca, ela que vem cá aí. Pelo amor de Deus, pessoal, estou brincando, entendeu? Estou brincando, eu trapelia, entendeu? Alegria. E aí os caras ficaram rindo lá o maior tempão, né? Sabe? E aí eu libertei, eu primeiro os libertei da lógica atroz que eles vieram conversar comigo, vocês entendem? Porque eles não tinham vindo pra que eu o libertasse deles da lógica, eles tinham vindo me dominar com o Lzinho minúsculo deles, vocês entendem?

Então, quando vocês... quiserem ajudar as pessoas. Ah Diego, mas como é que eu faço para as pessoas e tal? Como é que eu ajudo as pessoas? Eu já falei, eu já falei, eu já falei. Olha pessoal, essa lógicazinha, esse domínio do L minúsculo, isso é uma merda. O sorriso é muito mais poderoso do que essa lógicazinha nossa, da nossa cabeça. Então você vê. Por que que nos grupos assim, tu vê, tipo, sabe esses grupos de pessoas que são bem religiosinhas assim? Que são chatas pra caraca, tá ligado?

Que inferno e não sei o que lá e o caramba, mas são, pô, religiosonas. Só não sorriem, são chatas pra caraca, tá ligado? Mas são religiosonas, né? Aí tá o cara que nada sabe sobre religião. Aí ele olha para essas pessoas e olha para o maluco, imoral, aloprado, entendeu? Só que esse cara, ele nada sabe da vida. Meus amigos, aonde está a felicidade humana para eles? No sorriso dos imorais ou na lógicazinha escrota que deixa a tua cara fechada, meu irmão? Tá na quarejima, tá fazendo jejum?

A indicação não é lavar o sovaco, passar um perfume e abrir um sorriso? Essa não é a indicação? Ou é pra ficar de jejum, de cara fechada, puto? Fala, olha, se eu nada sei da vida e tu tá com jejuzão e o outro cara tá sorrindo, meu irmão, se eu nada sei da vida, onde tá o tesão da vida humana? Tá no sorriso. Vou fazer um negócio aqui pra vocês, olha aqui. O sorriso é tão escroto...

Pô, a minha caveira tá banguela, tá faltando um dente aqui. O sorriso é tão escroto, meu irmão, que ele vence a morte, pô. O sorriso vence a morte, meu irmão, você tá entendendo? Porra, se a pessoa for banguela ferrou, né? Aí vocês me quebram, entendeu? Coloquem uma esperança escrota, uma esperança atroz no sorriso e se vocês querem mudar o trabalho de vocês, vocês querem converter a família de vocês, se vocês querem tudo Você vê, por que a Juliana tá sorrindo aí? Porque ela foi surpreendida. Senta na mesa de jantar.

Programem isso. Dominem a vida com a lógica que é ilógica. Vocês entendem? Se entreguem a uma lógica que nenhum de nós domina. Na lógica que a gente é liberto. Que a gente é liberto. Que a gente é surpreendido pela vida. Quando vocês estiverem junto das pessoas, Fiquem ali e a ouçam. A escutem com calma. Façam aquele processo de, caramba, deixa ela se revelar, pô. Para, para com isso de querer o tempo todo rápido, rápido, rápido. Eu vou falar rápido. No outro dia alguém me mandou uma mensagem assim, ó.

Olha esse vídeo aqui de um cara que eu nunca tinha visto. Pô, e me fala o que você achou dele. Eu falo, olha, eu posso te falar sobre a fala dele ali no vídeo. Eu falo, olha, eu acho que essa fala aqui, não sei o que lá. Agora, o que eu achei do cara? O que eu achei do cara com um vídeo de 15 minutos de uma pessoa? De uma pessoa que tem um tamanho interior infinito. Nós sabemos a capacidade do ser humano de... Então vejam, comecem a tomar a vida de vocês conscientemente, a planejarem isso.

quando eu sentar na mesa pra jantar, prestem atenção nisso que eu vou falar pra vocês, hein? As pessoas mais inteligentes do mundo, as pessoas que atingiram o patamar da lógica, do logos intelectual, que mais alto chegaram, elas chegaram mais alto porque a principal atividade da vida que elas tentaram fazer foi surpreender as pessoas com a alegria. Porque se existe uma lógica no meu jantar, eu preciso falar alguma coisa que seja além daquela lógica.

Eu preciso ir no mundo da lógica e eu preciso dominá-lo desde cima. Então eu sumo na vida intelectual patamar após patamar, descobrindo como liberta de lógica em lógica, fazendo as pessoas sorrirem. Vocês estão entendendo isso que eu estou falando para vocês? Se preocupar em tentar fazer o ser humano sorrir é uma das maiores atividades intelectuais que um ser humano pode exercer nesse mundo. E é óbvio, que vocês vão renovar o entusiasmo da vida de vocês se vocês começarem a tentar fazer isso no meu jantar. Porque eu vou jantar.

Aí a gente fala assim, cara, meu jantar é igual todo dia, o jantar não sei o que lá. Não, só que eu tô ali e eu vou subir. sobre a lógica, sobre o logos do meu patamar, vocês percebem como isso é uma atividade escrota, de domínio, de se dominizar, porque você está largando o domínio de baixo humano e indo para um domínio mais alto, isso é uma atividade escrota, de santidade, então vejam, o primeiro livro e o mais sinistro da minha vida que eu li quando eu tinha 15 anos.

Então, no dia 13 de maio de 2002, eu li o Sermão da Montanha na Capela do Colégio Naval, Evangelho de São Mateus, capítulo 5. Uma semana depois, eu cumpri um livro chamado Francisco, o irmão sempre alegre. Esse foi o primeiro livro que eu li da igreja católica. sobre a vida de um santo. E aí eu li esse livro três vezes. Eu li uma vez, depois acabei e li de novo. Eu nem sei se esse livro existe mais, como é que é. Ele tinha uma capinha marrom com um desenhozinho escrotinho desse bonequinho que eu faço só com linha de São Francisco.

Aí no final desse livro tinha um apêndice escrito assim, ó. Histórias do Frei Junípero. Quando eu estive lá em Assis, O freio Junípero, o túmulo de São Francisco, aí tem o freio Rufino, o freio Leão e o freio Junípero enterrado assim em volta dele. O freio Junípero, quando São Francisco teve as experiências dele lá das chagas, vocês sabem que São Francisco de Assis recebeu as chagas de Cristo, é o primeiro santo canonizado que a gente conhece dessa experiência, você sabe que ele Ele falou uma vez sobre a alegria do freio Junípero e de como o demônio o temia, né?

Por causa da alegria dele. Porque ele sempre libertava as pessoas dos pensamentos demoníacos, da lógicazinha, do dia-a-dia delas, porque as fazia sorrir sempre, vocês entendem isso que eu tô falando pra vocês? Vocês já perceberam como nós tentamos nos curar dia após dia quando a gente chega em casa e nos libertar dessa lógica, vendo as coisinhas alegres? E vocês já perceberam como nós podemos fazer isso na presença e na vida das pessoas? Isso é um tesouro sem tamanho. me falando de vida intelectual, cheia de coisinha, né?

Homem casado querendo estudar cinco horas por dia. Eu falei, meu irmão, se tu parar de ficar lendo livro aloprado, sentar com a tua esposa e com teus filhos e ficar tentando fazê-los sorrir. Ele falou, Diego, mas eu não sei falar, contar piada, fazer... Meu irmão, faz uma dança escrota, pô. Faz uma dancinha escrota. Aí tu vai ver as crianças sorrindo em volta de você, teu esposo, caramba. A tua casa é tomada por um espírito que liberta todo mundo de uma lógica atroz do dia a dia da vida comum.

Vocês entendem isso? Que isso é uma maravilha sem tamanho, pô. Uma maravilha sem tamanho. Então é óbvio que um bom exame de consciência, né? No outro dia eu botei aí o método para sorrir, tá ligado? Eu vou botar depois o link dessa live e vou repetir novamente o método que eu botei do sorriso aí nos stories para vocês verem como a parada é mais simples do que imagina. Então vocês veem. É, fazia, fazia, por isso que sempre foi uma alegria estar do teu lado, pô. O cara tá aí, o cara que fez o curso de comandos anfíbios comigo ali, ó, o Vitor, é meu campanhão, 06 do meu turno de comanf.

Então você vê, a gente várias vezes era liberto de momentos escrotos porque a gente sorria. Então a gente era liberto de um pessimismo. sofrimento futuro, porque as pessoas transformavam aquilo, diluíam aquilo, você entende? Você fala, cara, aquilo vai me dominar, meu irmão, aquilo vai me dominar, aí uma pessoa faz uma gracinha com aquilo e aquilo tudo perde a força, vocês entendem? Isso é um exorcismo. Você é liberto de uma que não é a lógica da vida mais elevada. É por isso que é preciso sempre subir e destruir a lógica humana de cima para baixo, vocês entendem?

E a gente vai sorrindo de patamar em patamar. Beleza, pessoal? Queria conversar com vocês hoje um pouquinho sobre isso aí. para que vocês no meio da quaresma, passando dia após dia e nas lutas de vocês, na austeridade de vocês, vocês não esqueçam de fazer a grande coisa que é o grande domínio da nossa vida, para a gente subir de domínio em domínio, dominando os domínios anteriores. Se eu dominei uma parte, sobe um patamar e agora se liberta da lógica que você dominou com a sua humanidade, vocês entendem?

Como é que se faz isso? dia após dia, tomando café, sentando na mesa pra jantar, trabalhando com meu amigo na merda, você entende? Quando a gente tá na merda pra caraca, não é muito bom? Quando um cara no meio da merda faz gaiatice, tu fala assim, meu irmão, eu tô na merda e eu enfrento qualquer merda com esse cara, porque a gente tá na merda e sorrindo, porra. Então a gente tá dominando, a gente tá dominando a merda. E isso é uma maravilha, porra. A história da Igreja Católica, ela foi adiante.

Porque a primeira igreja que a gente conhece como a igreja dos mártires, a gente viu como narram as histórias de Santa Perpétua e Santa Felicidade, né? Pessoas que eram capazes de sorrir, ajoelhadas no coliseu para ser triturada por um leão. Porque quando um ser humano Quando a morte bate a nossa porta, quando o sofrimento bate a nossa porta, que são as paradas escrotas, e a gente tá do lado de uma pessoa que sorri, essa pessoa tá dizendo pra gente, com a vida dela, que ela tem um domínio maior do que a morte.

Vocês entendem isso, pô? Isso é bom pra cacete, pô. Não deixem de sorrir. Tá bom, pessoal? Tamo junto. Uma alegria do caraca estar com vocês. Eu nunca imaginei. Eu lancei tipo um TikTok hoje, meu irmão. Fiz dancinha aqui. Virou tipo TikTok isso aqui. Tamo junto. Até breve, gente. Fiquem com Deus.

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