Coletânea

As virtudes & os vícios

Temperança

1:07:21 · ~58 min de aula27 de janeiro de 2025Transcrição automática · em revisão
  • a ciência da temperança
  • temperança vs temperamento
  • o tempo de presença tempera
  • demorar = morar dentro
  • a personalidade traidora (TDAH)
  • a presença que se transforma
  • o falso domínio (materialismo, fama)
  • o exame de consciência
  • os pensamentos intrusivos (compulsão)
  • a vocação (presença de que se demorar)

Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 9:13.

Eu vou aproveitar essa última fala aqui do Getúlio.

Citações verbatim

Trechos da aula

A temperança, ela é o modo de operação excelente do personagem no palco, né?
— Prof. Diego Reis
Importa para onde eu tenho que te levar.
— Prof. Diego Reis
A personalidade das pessoas é uma personalidade de traidor.
— Prof. Diego Reis
E é o tempo de presença que tempera.
— Prof. Diego Reis
Palavra por palavra

Transcrição completa

Transcrição automática · em revisão

Boa noite, Dudu. Boa noite, Natália. Fala, Plínio. Boa noite, meu irmão. Fala, Espadote. Tudo bem, meu irmão? Boa noite, Rejane. Vitor. Jéssica, boa noite. Tatiana. Boa noite, Ana. Ana Paula, boa noite. Fala, Rodrigo. Juliana Neves, boa noite. Forja Diária. A Forja Diária sempre tá mandando um fogarelzinho desses aí, ó. Rony, boa noite. Pietá Viagem, boa noite.

Andréia, boa noite. Emília. Boa noite, Rafael. Boa noite, Carol. Fala, Gisele. Boa noite, Zaira. Boa noite, Rosana. Você é imperando, né? Fala, Victor. Cara, eu tô com dificuldade pra caramba agora de olhar os directs. Mas em breve eu tento dar uma recuperada aí. Boa noite, Camila. Roberta, Rodrigo. Maria Helena, boa noite.

Fala, Carlos. Boa noite, Clara. Getúlio, Roberta. Viviana, boa noite. Boa noite, Aline. Ederson, Stephanie. Fala, meu irmão, como é que tá essa Argentina aí? Sandra, mano, boa noite pro meu esposo, Pedro, de Blumenau. Boa noite, Pedro. Grande abraço, meu irmão. Ivy, boa noite. Como é que... Esse aqui é o quê? Gaixan Wuxu.

Boa noite, meu irmão. Marlucia, boa noite. Fabrício. Observou bem que a live podia ser sobre a missa? Vocês vão aprender muito sobre a missa lá na comunidade. Boa noite, Ana. Boa noite, Sibeli. Fala, Luiz, meu irmão. Paula Borges, boa noite. Boa noite, Sissa. Assembleia de histórias da Barba tá maneira. Carol de Brasília, boa noite. Tá aí, bons livros, né?

Carol... Oi, malandra. Senão eu ia falar boa noite, bons livros. Boa noite, Bruna. Gigi Line, boa noite. Rosângela, Rebeca. Boa noite, Rebeca. Boa noite, Tassi. É o quê? Né? Deixa eu ver aqui. Ó, meu dente aqui, ó. Acabei de empurrar um hamburgão, hein? Pronto. Mariac me avisou. Acabei de... Tem dois minutos aqui. Eu empurrei um hamburgão com a Coca Zero pra me preparar pra live. Aula na especialização em família.

São as três pessoas. Saiu? Saiu, né? Boa noite, Glenda. Flávia, boa noite. Fala, Pedro. Jennifer. Manda um abraço pro seu marido, Jennifer. Boa noite, Karina. Bom dia pra Renata. Renata tá na Austrália, né? Boa noite, Renan. Jusselma, boa noite. Boa noite, Sara. Felipe, boa noite. Carlos, boa noite. Vanessa Karam. Nome não me é estranho não.

Psicóloga da Marinha. Passei toda semana vendo as lives desde o início. Chegando na 20. Caramba. Isso aí tá temperando mesmo. Boa noite, Júlia. Sou nova por aqui. Seja bem-vinda. Ó o Tariq aí. Boa noite, meu irmão. Ó o pessoal que fica me perguntando Professor, preciso de... de gente pra atender. Quem saiba sobre as três pessoas e possa me ajudar a entender melhor as coisas e tal. Esse rapaz que tá aí, o Altarique. Ele, bom, pelo menos que eu saiba, né? Que conversa comigo, com quem eu tenho contato.

É quem mais sabe sobre as três pessoas. Boa noite, Vivian. Fala, Lucas. Boa noite, Shirley. Boa noite pro pessoal da Comunidade Fraterno Amor. Nosso grande Andrei. Boa noite, Ana. Boa noite, Lu Botelho. Boa noite, Aline. Congresso Três Pessoas Presencial. Vamos fazer? Arruma tudo aí e me chama aqui no Rio de Janeiro, aqui perto de casa.

Aí eu vou, levo as crianças, a Maria vai junto. É assim, para dar para mim tem que ser assim, pessoal. Boa noite ainda. O professor começa todo polido, daqui a pouco está gritando bravo, apontando o dedo para a câmera. Vocês são uma figura. Vamos analisar. Darlane, boa noite. Boa noite, Esdras, Barina, Magal. Obrigado, meu irmão. Tamo nos tudo aí. Renata, de São Caetano do Sul, boa noite. Hulk Destrói. Café Quentinho, que os protestantes vivem em sua teologia. Já que não vamos falar de missa, Bom, vou dar uma passada aqui, hein, pessoal?

Não vou conseguir falar com todo mundo, tá? Mas eu gostaria de ir com calma aqui cumprimentando cada um de vocês. A melhor parte de tudo que acontece aqui é realmente a presença de vocês aqui, né? Eu só tô aqui por causa de vocês, da presença de vocês, certamente. Caramba, tem bastante gente, né? Boa noite pra todos vocês aí que tão passando com o dedo aqui devagarzinho. Vou conseguir ler os comentários. Vocês perceberam também que eu não me concentro muito durante a fala aqui nos comentários, mas vai ter um dia com mais calma, ou quando eu falar de assuntos que possam ser mais curtos, ou alguns dias eu vou entrar aqui só para a gente ficar resenhando, tirando dúvidas e comentando dos assuntos que vocês falam.

Qualquer dia fala sobre a pequena filocalia e o peregrino russo. Você sabe que em 2006, 2006, 2006, estava no segundo ano da escola naval, eu passei um mês inteiro fazendo as orações do peregrino russo, a pequena filocalia, para ver o que aquilo produzia em mim. Na comunidade a gente vai ter tempo de com calma falar sobre essas coisas aí, né? São os métodos lá da do mundo oriental. A nuvem do não saber e essas coisas todas. Em 2006, eu me dediquei um bom tempo a aprender sobre essas coisas.

Pessoal, vamos lá. Eu vou aproveitar essa última fala aqui do Getúlio. sobre transformar um amador na coisa amada e vice-versa. Gostaria muito de melhorar a vida dos meus amigos na faculdade, ao mesmo tempo que eu vou evoluindo." Ah, quando chegar mais pra frente, a gente fala como é que vai ser a comunidade. Bom, pessoal, olha só. Nós temos muita coisa para fazer.

Todo dia aparece muita oportunidade para a gente fazer muitas coisas. Você vê, eu aqui no Instagram... Tem bastante gente aqui, você vê. Eu devo ter uns cinquenta e tantos mil, próximo de 60 mil seguidores. 330 pessoas aqui numa live pra quantidade de seguidores que eu tenho, é muita coisa também, né? Pelo menos é o que o pessoal entendido no assunto me diz. Eu não consigo ver todos os directs, mas todo mundo que eu sei, assim, que é bastante grande na internet, As equipes dessas pessoas já passaram por aqui me convidando para profissionalizar meu Instagram, para transformá-lo em grande, para ter equipe fazendo posts, reels, as coisas.

Porque vocês veem que eu mexo um pouco no Instagram. Eu praticamente atualmente só reposto o que o pessoal vai me marcando. E tem dia que, por exemplo, antes de ontem, Eu não mexi no celular, minha esposa está aqui, está presente, está de prova que às vezes eu passo o dia inteiro sem mexer no celular. Então, às vezes eu perco no dia umas 30 marcações de vocês, mas quando eu posso ver e partilhar, eu partilho. Mas qualquer coisa, por que eu estou falando isso com vocês? Porque nós estamos na época...

de aproveitar as oportunidades. Então tá aí, o Diego tem oportunidade de crescer pra caraca, o Diego tem oportunidade de ganhar muito dinheiro, o Diego tem oportunidade. Eu não tenho dúvida que se há alguns anos atrás, as equipes dessas pessoas que são muito grandes e que ficam me convidando por aí a profissionalizar meu Instagram, se eu tivesse aceitado, eu não tenho dúvidas. que o meu tamanho aqui na internet estaria imenso. Não tenho dúvidas pelo tamanho que está agora sem eu fazer praticamente nada. Estranhamente, está sempre crescendo aqui.

Acredito que muito por causa da divulgação de vocês. O que tem de profissional no meu Instagram foram as pessoas que fizeram. Então vocês veem aí, vocês assistem minhas lives no Spotify, no YouTube, E eu não tenho conta nesses lugares. Eu não tenho nada disso. São alunos que fazem essas coisas. Você viu o próprio Tarik que eu falei aí. O Tarik, ele transcreve, ele já me mandou transcrições do meu curso inteiro, das lives. Então, são pessoas que realmente tocam essas coisas. E por que isso é importante que eu estou falando para vocês?

Porque eu tenho algumas coisas pra fazer, né? E nessas coisas que eu tenho pra fazer, não cabe, não cabe eu dedicar mais tempo Então, eu já conversei isso com vocês em algumas lives. Hoje eu vejo as pessoas encantadas com as presenças que aparecem. Então, aparece uma presença.

Eu vou um dia falar para vocês sobre ousadia, sobre audácia. Talvez eu até comente alguma coisa hoje aqui sobre vocês. Mas a coisa aqui é a seguinte, todos vocês devem ter um plano. Se não tem, estão gravemente doentes. Se vocês não têm um grande plano na vida, um plano audacioso na vida, um grande plano magnânimo na vida, vocês estão bem doentes. Porque quem passou aqui um tempinho já percebeu que a nossa vocação é altíssima. Mas o problema é o seguinte. Eu recebo aqui alguns prospectos. Eu, há um tempo atrás, um rapaz que tem milhões de seguidores aqui na internet, falando comigo, vou botar alguém da minha equipe aí contigo e tal, para você crescer e tal.

Você vai ver que em pouco tempo aí tu vai ter um milhão de seguidores e tal. Aí eu olhava, eu até ouvia generosamente algumas pessoas, assim, mas vem cá, o que é que tem que fazer? Ah, cara, não, tem que fazer isso aqui diariamente, pá, pá, pá, isso aqui e tal. E aí eu também, tranquilamente, de maneira simples, eu também dizia não por quê? Porque eu tenho um plano, pô. Eu tenho uma porção de filhos aqui pra tocar, né? Por exemplo, eu tenho uma esposa, eu tenho que desenvolver e ajustar toda essa coisa das três pessoas, que eu já tenho uma boa noção das centenas de anos que isso pode ter pra frente, né?

Eu já tenho noção disso, da organização histórica disso, né? Então vejam, baseado nisso que eu tô falando pra vocês, eu já sei de algumas presenças que eu preciso passar muito tempo perto delas para que eu me tempere delas e elas se temperem de mim. Então, se vocês não têm consciência de como isso acontece com vocês, ou vocês não estão atentos, então você vê, vocês veem, eu vou de uma maneira bem simples falar isso aqui para vocês. Se o meu filho José Antônio está brincando com Relâmpago McQueen.

Se ele passar um tempo brincando com aquele carrinho, ele vai começar a conhecer bem aquele carrinho. Vai começar a conhecê-lo teoricamente, a prová-lo com os sentidos, a saber as potencialidades futuras daquilo, não é isso? Pois é. Se ele estiver brincando com Relâmpago McQueen e se eu botar uma bola do lado dele, rapidamente, ele se distrai do Relâmpago Makuni e começa a olhar para a bola. E aí faz essas pequenas traições do dia a dia, né? Ele vai deixar o Relâmpago Makuni de lado e vai pegar a bola.

Esse é o fundamento da ciência da temperança, né? Vocês veem. Por que eu falo para vocês que essa moda aí do temperamento, como eu disse para vocês há um tempo atrás, que ela ia passar, porque ela não dava conta da personalidade humana. Vocês veem. Por que historicamente ela apareceu e ela sumiu depois que apareceu a ciência da temperança? Porque se eu tentar me orientar aqui agora, agora, você vê, a maioria das pessoas erra meu temperamento. o meu temperamento, eu era fleumaticão, mas aquele fleumático, muito fleumático.

Eu ficava sentadinho lá no meu cantinho, brincando de boneco, fazendo as coisinhas, ou então jogava meu futebolzinho, meus jogos e tal. Passava, às vezes, dias inteiros jogando bola de gude, soltando pipa, tranquilo, na minha. Você vê, hoje, eu preciso, tem alguma coisa dentro de mim que me faz ser completamente expansivo. Então, você vê, as pessoas ficam tentando se balizar por temperamento, se orientar na vida, o que é uma suga, é um saco. Quando uma pessoa faz uma coisa, aí ela fala assim, eu sou muito fleumático, eu sou muito colérica.

Eu falei, olha, com todo respeito, para você justificar, a atitude de uma pessoa livre com, eu sou muito colérica, por isso que eu fiz isso, é, na verdade, você está muito burrinha, não está entendendo nada da personalidade humana, do que é liberdade, sabe? Então, olha só, nós temos que ir para algum lugar na nossa vida. A gente tem que chegar em uma meta. Cada um vai chegar no lugar da sua meta, do seu caminho individual. Aí eu pergunto para vocês, se eu sei onde eu estou, ou seja, se eu sei o meu ponto inicial, que segundo vocês é o temperamento, que a gente nasceu.

Aí a gente fala assim, não, que é uma coisa material. Temperamento é uma coisa material. Mas se é material, qual é uma das principais características, propriedades do que é o material? É a mutabilidade, é a justiça comutativa. Então o temperamento não pode ser imutável. Por quê? Porque a gente pega uma coisa e ela vai se temperando e ela muda, o tempero da coisa muda. Não é assim com a comida? É óbvio que é assim com a gente também. Então preste atenção, eu não preciso saber o temperamento das pessoas para saber para onde elas têm que ir.

É por isso que quando apareceu a ciência da temperança, ensinando para onde as pessoas tinham que ir, as pessoas deixaram o temperamento para lá. Por quê? Porque se você é muito expansivo ou pouco expansivo, eu sei para onde você tem que ir. Você tem que ir para a caridade. Está entendendo? Então, não importa de onde você está vindo nesse sentido. Importa para onde eu tenho que te levar. Você entende? Esse é o mesmo erro cometido guardadas devidas proporções, quando os freudianos ficam olhando para o passado para tentar fazer com que as pessoas sejam determinadas pelo futuro.

Então, você vê, as pessoas estão perdidas para caramba. Olha, preste atenção no que eu vou falar para vocês. Eu convivo com muita gente, muita gente. sento pra alugar, pra almoçar em lugares, isso foi a vida toda, em quartéis assim, tá sempre junto com muita gente e tal. E aí, muita gente católica, né? Vocês veem que algumas vezes eu fui em podcast em alguns lugares assim e tal, e supostamente, tu vê assim as pessoas, muito católicas, né? E aí, às vezes, você fala uma coisa muito católica, e elas se surpreendem, ou elas começam a combater você.

Por quê? Porque elas se temperaram muito, muito, pô, de coisas, de meios que elas estão inseridas, e elas não sabem mais no que se transformaram, pô. Por exemplo, Vocês sabem que na igreja católica, no cristianismo de uma maneira geral, católicos, evangélicos, anglicanos, ortodoxos, no cristianismo de uma maneira geral, muita gente combate o marxismo e muita gente abraça o marxismo. Você vê, qual é o fundamento do pensamento marxista? O fundamento do pensamento marxista se chama materialismo histórico, ou seja, Karl Marx analisou, ele fez uma análise histórica e chegou a conclusões de que o poder econômico, a economia, o poder industrial, o dinheiro, Eles determinam, ele é determinista, determinam o comportamento das pessoas.

E aí eu sempre vi muitos católicos, quando tu fala marxismo, assim ó, encher o pé nele e falando nisso que tá tudo errado e tal. Só que a nossa cultura, ela é tão marxista, ela é tão materialista que esses mesmos caras sentados numa mesa em volta de mim, Se você falar com eles sobre filho, família, eles começam a falar sobre dinheiro na hora. E eles são muito católicos, né? E eles estão combatendo uma coisa na qual eles se temperaram tanto e eles pensam daquela maneira, mas eles não sabem.

porque a vida de um filho de uma família, ela jamais deveria ser comentada à luz do poder econômico e do dinheiro. Mas por que hoje é assim? Porque a gente se temperou do marxismo. As pessoas não sabem mais do que elas estão temperadas, vocês entendem? Elas não sabem mais, elas vão vivendo. Elas vão vivendo e vão falando um monte de coisas, que elas vão repetindo por aí, que elas vão aprendendo. Você vê. Por que que eu costumo desmistificar aqui e, apesar de, de vez em quando, encher o pé aqui no Freud e tal, de vez em quando...

Por exemplo, eu estudei muito Socrates, Platão, Aristóteles, né? Quando Sócrates fala assim, ó... Uma vida não analisada não merece ser vivida. Você vê, o pessoal acha isso bonitão, né? Não acha isso uma maravilha, né? Você vê gente muito católica repetindo isso, falando. Olha, pensa, por exemplo, num anencefalo. O anencefalo, ele vai ter a vida dele analisada? o pessoal da psicologia atomista quando fala que o centro da personalidade humana é o intelecto humano, que ele é o centro da personalidade humana.

E falou, é? Você sabia, então, que você está querendo dizer para uma pessoa que não vai ter intelecto desenvolvido ou sequer vai ter manifestação do intelecto, tipo um anencefalo, de que ele não vai ter o centro da personalidade dele? Pois é, mas as pessoas vão falando isso por aí, você entende? Como eu falei na última vez do Chester, estão para vocês, né? dele falando que a grama é verde, ele falou, olha, você lê meia hora da Justiça e São Tomás de Aquino que você percebe que esse juízo sobre a grama é um juízo completamente inadequado, a grama é verde, a grama é uma coisa material, ser verde para ela é muita coisa, é muita estabilidade, vocês entendem?

Então vocês veem, vocês tentam se estabilizar, e eu disse para vocês da problemática dessas coisas. Nossa, como é difícil. A gente conseguiu orientar as pessoas com a estabilidade que elas fazem para ela. Ai, Diego, mas eu sou muito impaciente. Ai, Diego, mas eu... Não, eu sou muito organizado. Não, eu sou um cara bastante centrado. Falei, pessoal, é muita coisa para a gente. Você entende? É muita coisa para a gente. Estudou um pouquinho, vai ficar inteligente. Parou um tempinho de estudar, vai ficar meio burrinho. Ele falou, ah, tu tá aí há mó tempão.

Pra você ver, ó. Eu levo a sério muitos anos a continência, né? Não a continência militar, a continência da castidade, né? Pra você ver. Lutei pra... casar virgem, para estar sempre longe dessas coisas de pornografia. Há muitos anos faço isso. O que vai acontecer se eu relaxar a partir de amanhã? Ou hoje? O que vai acontecer, pessoal? se eu der uma de bobinho hoje, se hoje eu ficar de conversinha fiada com mulher, se eu parar para tirar foto nos lugares que o pessoal me pede lá e tal.

O pessoal ficou me zoando lá no congresso do Jorge, do doutor Jorge. Eu fiquei lá 1h15, 1h20 de pé tirando foto lá com centenas de pessoas. Falei, fiquei lá com a minha mãozinha lá na posição e tal. Ele falou, deixa eu ficar de bobeira. de conversinha fiada com mulher por aí, ou abraçando os outros, ou de contato. O que vocês acham que vai acontecer comigo? Vou me temperar de quê? E por que, então, vocês querem se estabilizar tanto? Assim, não, eu sou um cara virtuoso, eu sou um cara...

É nada, vocês não perceberam como é que nós somos? Da mesma forma que eu falo para vocês para dar esperança, né? Ele falou, cara, vocês estão fazendo merda até hoje. Ele falou, hoje, a partir de agora, o que tem pela frente? Vai lá ver a live da Esperança Invencível, pô. Se vocês começarem a se colocar na presença das coisas e se temperarem, o que vai acontecer com a gente, pô? Ele falou, olha para a nossa natureza, para o nosso modo de operação. A temperança, ela é o modo de operação excelente do personagem no palco, né?

É quando eu fico falando do café, não é isso? Então, vocês veem, né? Você vê, hoje é domingo. Eu não fico postando as coisas que eu fiz durante o dia aqui no domingo, né? Mas, tipo, quem me conhece há um tempo, já viu aqui, caramba, sabe o que eu faço todo domingo, pô. É missa. Aí... Domingo tem um corredão com as crianças, eu joguei um futebolzinho com as crianças, então, a partir da manhã eu faço essas coisas. No sábado, a gente faz as nossas lutas. Segunda, quarta e sexta, a educação física deles é circuito de treinamento físico.

Então, você vê, quando aparece a oportunidade assim, aparece a oportunidade. Caramba, Diego, apareceu uma grande oportunidade agora para você de fazer não sei o que lá e tal, caramba. Aí, eu fico pensando assim, cara, A vida da pessoa tá ruim assim mesmo, pra ela mudar tudo, assim, largar tudo. Calma aí. Que que houve aí, pessoal? Aí, ó, ó, ó. Aí o pessoal começa a ficar...

Começa a saculejar, né? quando eu falo das coisas, às vezes, são as coisas bobas que as pessoas... Você viu? A galera fica mandando as coisas aí que o pessoal famoso faz e como faz, né? Se tem problema, se não tem problema. As pessoas, elas nem têm consciência para saber o que acontece depois de... um mês fazendo a mesma coisa, ou três meses fazendo a mesma coisa, ou um ano fazendo a mesma coisa e se temperando, porque elas não fazem isso. A personalidade das pessoas é uma personalidade de traidor.

Como é que é a personalidade de traidor? Ela começa a ser exercitada desde criança. Você tem um carrinho. Ao invés de você brincar um bom tempo com ele, você dá para o seu filho o carrinho e a bola. Você tá ensinando se traído é forte pra você? Substitui tecnicamente por TDAH, né? Você? tá ensinando seu filho a ficar desatento pelo Relâmpago McQueen e atento à bola de futebol, entende? Ele começa a trair o Relâmpago McQueen. Aí você é casado. Aí você começa a conversar com a outra mulher.

Aí o problema da outra mulher te chama a atenção, você começa a se temperar dela, você entende? Aí você deixa de dar atenção pra tua mulher pra dar atenção pra outra mulher, você entende? Você quer chamar isso de TDAH e falar assim, não, eu sou assim porque eu tenho TDAH. Uma ova, cara, você é safado, pô. e está tentando justificar a sua fraqueza. Entende o que está acontecendo hoje em dia? As pessoas estão, você vê, TDAH, ninguém sabe o que é TDAH direito. Você vê, quando eu estudo TDAH, na comunidade eu vou ensinar para vocês como é que se estuda um assunto assim.

Você vê, eu pego em algumas línguas importantes, E fico um maior tempão ouvindo as pessoas que tem o maior know-how sobre as coisas, e estudo científico, e vendo tudo isso e tal. E fico vendo ansiedade, depressão, TDAH. Os maiores especialistas da área ficam discutindo. O pessoal não sabe o que é isso, por quê? Porque não conhece como é a personalidade humana. Não conhece a personalidade humana, vocês entendem? Então, você vê, esse é um trabalho que eu tenho que fazer. Então, esse trabalho, por exemplo, que eu tenho que fazer ou correr com meus filhos sempre, no mesmo horário, fazendo a mesma coisa, é muito mais importante para mim, pô, do que ganhar muito mais dinheiro.

Você vê, eu não gasto quase nada do que, pô, do dinheiro que eu podia ganhar e gastar, né? Não fico preocupado com isso, pô. Por quê? porque eu sei o que eu tenho que fazer. E eu me tempero disso. Você vê, hoje, antes da missa, eu sempre faço as mesmas coisas. Eu recito as mesmas orações, aí, antes, com as crianças que vejam um vídeo do Adoro ter Devote, ou da oração do Padre Pio, fica, senhor, comigo. Por que eu fico fazendo sempre essas mesmas coisas?

Sonho com essas coisas. Quando as pessoas falam comigo, eu lembro dessas coisas, porque eu vou me temperando delas. E aí eu vou me transformando nelas, você entende? Isso é igual matemática. Então as pessoas, elas ficam impressionadas assim, sabe, de caramba, poxa Diego, Eu não consigo lembrar as coisas que eu tenho que fazer. Ou, nossa, caramba, eu sou muito distraído. Ou meu TDAH, ou não sei o que lá. Aí eu falo, pô, pessoal, essa desculpa toda aí que vocês estão dando, isso é bobeira, pô. Isso é bobeira.

O que vocês precisam é parar de fazer um monte de coisa e pegar esse monte de oportunidade que aparece na frente de vocês. Pra você ver, eu atendo mais pessoas assim, tipo assim, sei lá, atendo... pessoas que estão ficando mais velhas e não conseguiram ter um relacionamento. Quando aparecem esses casos, às vezes, eu sempre faço um mapa das presenças das pessoas. Você vai perguntar para as pessoas a presença que elas ficam. Elas não se colocam na presença de oportunidades de pessoas que elas possam encontrar e começar a ter um bom relacionamento, sabe?

E a preguiça, professor? Olha só, a preguiça, vocês vão aprender lá na comunidade, vai ser uma das primeiras coisas que eu vou fazer. Eu vou mostrar para vocês um estudo antigo que eu tenho da preguiça, com todos os nomes nas culturas que se parecem com a preguiça. Assídia, desânimo, tristeza. Depressão. Tudo, tudo o que tem a ver com preguiça e vou mostrar pra vocês como é que ela aparece em cada uma das três pessoas e como se trata. Fiquem calmos. Façam as coisas repetidamente várias vezes pra vocês se temperarem.

Ele falou, olha, a solidão tempera. Ele falou, óbvio que tempera. Mas o problema é o seguinte, Nós não ficamos na solidão, né? Vocês levam alguma coisa para a solidão, não é isso? Quem é que faz companhia para vocês na solidão? Quem é que faz? Quando eu tomo o café, o personagem se tempera daquele café, né? E aí depois, o crítico, que fica olhando para o passado para pensar no café, O juízo que ele faz sobre o café não é a ciência da temperança, é a ciência da justiça, do juízo.

Ele vai dar ao café o que é próprio do café. Se o café é quente, ele vai proclamar, esse café estava quente, se ele estava quente. Mas se ele ficar proclamando cem vezes no dia que o café estava quente, ele está se temperando desse pensamento. Isso, tecnicamente, no mundo da psicologia, como é que chama? Pensamento intrusivo. O que é um pensamento intrusivo? Ah, Diego, eu não quero ficar pensando nessas coisas de pornografia que eu penso, mas elas ficam vindo na cabeça. Por quê? Porque seu pensamento se temperou disso.

Ah, Diego, eu não quero ficar pensando em tragédia no futuro. Por que isso é intrusivo para você? Porque você se tempera disso e fica repetindo esse pensamento. Por que as pessoas tratam isso mal? Por que as pessoas tratam os tratamentos de compulsividade? Eu sei que são bem ruins porque já me mostraram como algumas pessoas com milhares de seguidores que tratam de compulsões, de pornografia, masturbação, tratam essas coisas e é nítido que elas tratam errado. Por que elas tratam errado? Porque elas tratam querendo negar essas coisas, né?

É tipo assim, Não pensa no elefante amarelo, não pensa no elefante rosa, não pensa no elefante rosa. A ressonância magnética funcional, ela mostra para a gente tranquilamente que se você, na sua cabeça, você fala assim, não vou pensar no elefante rosa, como o mal não tem substância, ele é um parasita de uma substância, o não, o não ser. Você tem que trazer o elefante rosa à tua presença para depois negá-lo. Pois é, se você trouxe o elefante rosa na tua presença para negá-lo, você já está se temperando dele.

É por isso que os monges antigos diziam que algumas dificuldades a gente trata prendendo o cachorro na colheira e abandonando o cachorro lá sem dar atenção pra ele por inanição, sabe? Então, por exemplo, como é que se trata as compulsões? Se vocês olharem aí a live das compulsões, vocês vão ver que toda compulsão, toda tentativa de dominar o mundo compulsivamente, com comida, com sexo, com essas coisas todas, Significa que a gente não está cumprindo a nossa vocação mais alta, com nossas capacidades mais altas. Ou seja, se um cara é viciado em pornografia, que é um problema grave de temperança, qual que é a terapia para ele?

A terapia para ele é começar a se temperar de uma presença que é a vocação dele. Não tem nada a ver com a pornografia em si, vocês entendem? Que não dá para ele se curar tratando o cara de pornografia. Não dá. E vocês veem que tragédia, né? As pessoas que vivem disso, elas precisam tratar disso em tudo quanto é lugar, vocês entendem? Então, elas acabam fazendo um desserviço para as pessoas por essas coisas. Vocês entendem como isso é difícil pra caramba? Então, o uso do Instagram.

É muito difícil, pessoal, usar um Instagram. É muito difícil. Vocês conseguem? Você viu? Eu atualmente tenho os tempos certinhos aqui de pegar o meu celular e usá-lo. Mas se eu der um molezinho, se eu der um molezinho mesmo, de verdade, num dia mais cansado ou num dia mais decepcionado, eu começo a compensar o meu domínio com isso aqui, tentando sentir prazer com isso aqui, vocês entendem? Vocês nunca perceberam que quando vocês chegam em casa e as coisas deram errado, vocês tentam ficar dominando os seus amores mais baixos?

A gente já conversou sobre isso. Olha isso que eu vou falar para vocês agora sobre a coisa da temperança. Quando a Maria me conheceu, eu estudava sobre vícios e virtudes. Um dia, ela estava no carro comigo, aí a gente foi para São Paulo, para Caçapava. Então, quer dizer, de onde a gente estava, demorou umas 12 horas de viagem ao todo. Na ida e na volta, na ida e na volta, Eu ouvi a Maria do meu lado, obviamente, sobre um curso antigo que o padre Paulo Ricardo tinha, chamado Doenças Espirituais.

Eu ouvi esse curso tranquilamente. Eu dormia. Vocês veem, quando eu tinha uns 16, 17 anos, eu tinha um CD gravado, escrito à caneta. as doenças espirituais, Padre Paulo Ricardo. Aí eu encontrei com o Padre Paulo Ricardo e pedi para ele para tirar cópia daquele CD, para distribuir para as pessoas. Aí ele me autorizou. Então o pessoal, quando eu tinha uns 15, 16 anos, a galera que era próxima de mim sempre recebia esse curso de doenças espirituais de vice-virtude. Eu dormia todos os dias quando eu estudava no colégio naval.

Eu comprei um... como é que chamava? Discman, né? Eu comprei um Discman. E eu ouvia, assim, a cada 20 dias. O curso tinha as 18 horas de aulas. Eu ouvia a cada 20 dias esse curso de novo. Eu sabia tudo de cor, decorado. Então, eu ficava fazendo mapas, anotando as coisas, as palavras, botando a origem das palavras em grego, em latim e aprendendo qual era a ligação, onde que a filálcia se ligava com a gastrimargia, com a laemargia, com a porneia. Ainda sei bem essas coisas, mas você vê, como que isso acontece?

Por causa da ciência da temperança, vocês entendem? Vocês lembram que eu falei uma live para vocês sobre demorar, se demorar nas coisas? Você vê, essas lives que eu tenho feito para vocês, os temas delas, elas ficam no meu exame de consciência, que é algumas perguntas que eu me faço diariamente. para fazer meu exame de consciência. Uma delas é relativa à temperança. Então, eu fico lá, me pergunto lá, por que eu estou sempre atento a como é que estão as minhas coisas com a minha esposa, com meus filhos?

Porque eu fico lá me perguntando para mim mesmo. Você se temperou quanto tempo dos seus filhos? Você se temperou quanto tempo da sua esposa? Então, vocês veem, eu digo não para muitas coisas aqui baseado só nisso. Eu digo não para coisas que é o sonho de muitos de vocês aqui, de dar palestra em muitos lugares e em muitos podcasts aqui que vocês gostariam. E eu disse não por causa de uma rotina comum de sair para correr com meus filhos. Por que isso? Porque talvez o roteirista de vocês...

Um dia a gente fala só do roteirista, mas como é o vínculo dele com o personagem? O roteirista dá o plano para o personagem entrar no palco e cumprir. Aqui, Diego, esse é o roteiro do teu dia, da tua semana, do teu mês, da tua vida. Esse é o teu roteiro. Se você me dá um roteiro, uma sugestão de roteiro assim, toma aqui, Diego, faz isso aqui. Vai fazer isso aqui, toma aí. Vocês sabem disso porque vocês me perguntam no último um ano. No último um ano.

Eu fiz um curso aqui. Um curso. Quem é meu aluno mais antigo sabe que eu já fiz presencialmente, ao longo dos anos, vários cursos. Mas aqui na internet, um curso. Por que eu fiz um curso? Um curso. só um curso e fico falando com vocês aqui, dia após dia, domingo após domingo, sobre os assuntos básicos da presença, da temperança. Por que eu não entro em geopolítica, em ansiedade e depressão? Por que eu não entro aqui? Saio falando dessas coisas, apesar de já ter feito cursos inteiros dessas coisas e alguns alunos aqui já terem participado.

Um dos pontos importantes é o seguinte. Vocês já viram que o meu curso lá das três pessoas é caro, né? E vocês devem imaginar que eu tenho algumas centenas, milhares de alunos, né? Eu nunca gastei um centavo desse dinheiro. O que isso significa pra mim na prática? Que eu não preciso de dinheiro, pô. Então o meu relacionamento com vocês, ele não precisa ser marxista. Eu posso me preocupar com outras coisas com vocês, além do dinheiro. Vocês entendem disso que eu estou falando? Então eu me deixo temperado das coisas que eu tenho que me temperar.

perto desse dinheiro que eu tô falando pra vocês, o meu carro deve valer uns 20 e poucos mil reais, né? Minha zaferinha velha, que há umas duas semanas eu falei pra vocês que estourou o radiador, né? Vocês veem como sair desse tempero materialista. Não é difícil não, pô. Não é difícil não. Só que vocês têm se temperado dia após dia de materialismo, pô. Vocês imaginam o que aconteceria com vocês? Quando eu era adolescente, o meu irmão sabia que eu gostava muito do Padre Pio, né?

E aí um dia, sei lá, eu devia estar no terceiro ano do colégio naval, eu devia ter uns 17 anos, Eu lembro que eu tinha um videocassete na casa dos meus pais e eu ficava vendo uma fita VHF da Madre Tereza, Madre Tereza mesmo, de umas entrevistas dela que eu tinha. E eu ficava vendo aquilo uma vez, outra vez, outra vez. A minha esposa sabe que é assim. Eu tenho uns vídeos meus, eu tenho um vídeo de São Paulo que eu já botei até um pedacinho no feed.

que os meus filhos brincavam comigo, agora eu parei. Mas eu ouvi esse vídeo aí por um ano, todo dia tomando café, fazendo o meu café ainda, de manhã na cozinha, assim ó, fazendo café preto mesmo, né? E eu botava ali um vídeo de 10 minutos ouvindo as palavras de São Paulo. Umas palavras que eram importantes pra mim, que eu falei, cara, isso aqui tem que estar no roteiro da minha vida e ainda que eu pare de pensar Isso tem que estar impregnado nos poros da minha carne, vocês entendem?

Isso é a ciência da temperança, vocês entendem? Agora, essa coisa dos temperamentos, eu sou muito expansivo ou eu sou pouco expansivo, não importa. Não importa. Não importa. O que importa? Qual é a presença que você tem que demorar nela, se transformar nela, e dá-la para as pessoas e expandi-la. Isso importa. Vocês entendem? E isso tanto faz se você simbolicamente... Tem gente que falou assim para mim, ah, Diego, mas tem muita gente boa que está usando isso para fazer coisa boa. Eu falei, é, já me mandaram e eu sei quem são essas pessoas.

Elas não sabem, mas o que elas ensinam não é sobre temperamentos. Elas ensinam sobre a ciência das temperanças. É porque as pessoas não são estudiosas disso. Vocês entendem? Elas fazem curso, porque precisam ganhar dinheiro e é uma coisa válida, genuína. Vocês estão entendendo como é que as coisas acontecem? Então, as coisas não são difíceis não, pessoal, da gente entender, sabe? Talvez a galera... Muita gente aqui está me ouvindo falar, mas não tem ideia muito bem assim, materialmente falando, do que eu estou falando não, pô. Tipo assim, quando eu cheguei na África, eu falava pra minha esposa assim, eu falei, cara, é estranho, incomoda a gente a gente estar no meio das pessoas às vezes assim, e as pessoas serem calmas, devagar, né?

Tanto é que tinha gente que falava assim, pô, a galera aqui é meio vagabunda, né? Não quer nada e tal. Aí eu ficava pensando assim e falava, cara, o maluco não entendeu nada, pô. Ele não entendeu nada. Ele tá doente, ele tem a personalidade de traidor, sabe? Ele faz isso, depois faz isso, depois faz aquilo outro, e depois quer fazer e tal, e acha que tá fazendo coisa pra caraca. Só que ele não tem ideia no que ele se transformaria se ele fizesse, dia após dia, uma mesma coisa com o filho dele?

Por que ele não tem ideia? Hoje, na missa, eu estava conversando com São João Batista. Quando eu falo isso, talvez vocês não entendam, né? Por que isso, pra mim, não é nada demais? Porque eu faço isso há muitos anos. Na missa, eu converso com os santos, porque eles estão na missa, né? Então, tem as conversas que eu sempre faço.

Por exemplo, eu sempre converso com Santa Teresinha na fila da comunhão. Eu sempre faço isso. Isso tá na minha carne. Vocês entendem? Tenta entender isso que eu vou falar para vocês. Se vocês forem repetindo isso, vocês vão poder sentir. porque a temperança é a ciência dos sentidos.

Vocês estão vendo aqueles santos naquela parede, naqueles quadros? Se você fala uma palavra para mim, misericórdia, vocês não têm ideia quanto tempo da minha vida Eu passei lendo o Diário da Misericórdia de Santa Faustina e quando vocês falam pra mim a palavra misericórdia, eu sinto ela, eu sinto ela, porque eu passei tempo Vocês têm dúvida que se vocês pegassem o Diário da Misericórdia e ficassem lendo o dia inteiro, vários dias, vocês iam começar a sonhar com o Santa Faustino, com a misericórdia, e que tudo ia lembrar vocês disso?

Vocês sabem que é assim, não sabem? Vocês não acham estranho, não, que vocês estejam sempre pensando em dinheiro, reclamando nas coisas materiais? Vocês acham estranho que isso aconteça? Quando eu me pergunto assim no meu exame de consciência, e aí no meu exame de consciência a minha resposta é assim, caramba, hoje eu passei muito tempo pensando em futebol, eu falo óbvio, se você conversou de futebol no quartel, se você ficou Como eu já fiz várias vezes, estou ali lavando louça e botei um vídeo de notícia esportiva.

Falaram, o que vocês acham que vai acontecer com a vida de vocês? Vocês vão se transformar nisso, pessoal. A nossa parte material é assim, vocês entendem? A ciência da temperança, ela é como 2 mais 2 são 4. Ah, Diego, mas está lá o São Felipe Neri, que foi num puteiro para confessar as putas, né? Pois é, ele foi lá, as confessou e foi embora. Se ele fosse lá todo dia, o que vocês acham que ia acontecer com São Felipe Neri? Responde, sinceramente. Se ele fosse todo dia no puteiro para ajudá-las, o que vocês acham que ia acontecer com ele?

Então você vê, eu já atendi, vocês lembram que eu passei sete anos da minha vida metido em pastoral de rua, dormindo na rua com mendigo, essas coisas todas. Vocês sabem que às vezes eu ficava... A Maria quando me conheceu eu ainda fazia isso, né? Vocês veem, eu me vestia mal pra caraca, pô. Era meio fedorento, meio sujo, só que eu não reparava. Por que eu não me reparava e a Maria reparava? Porque eu tava temperado disso, pô. É assim, é simples assim, vocês entendem? Então eu vejo, às vezes as pessoas falam palavras, você vê assim, o catolicismo, às vezes tu conversa com pessoas que falam muito católicas e tal, sabe?

É difícil pra caraca encontrar uma pessoa que saiba o que é necessário pra ser católico. O que será que é necessário para ser católico? Quanto tempo da nossa vida a gente já passou tentando conhecer a história da missa? Você vê, no outro dia, Católicos muito, muito estudados falaram assim para mim.

Pô, Diego, mas como é que pode, cara? Essa liturgia depois do concílio Vaticano II e tal, pô, a missa do concílio de Trento e não sei o que lá e tal. E aí eu fico pensando assim, cara, que loucura, como é que a cabeça dessas pessoas chega nisso? Falei, cara, e como era a missa antes do concílio de Trento? E como era a missa antes do concílio de Constantinopla? Antes do concílio da Calcedônia? Antes do concílio de Niceia? Mas por que se temperar dessas coisas, né?

Por que se temperar dessas coisas? Hoje, num domingo, um domingo hoje, né? É um dia tão esportivo, né? E tem tanta coisa pra gente fazer, não é isso? A gente tá se transformando em quê? com o que a gente passa tempo. Eu tô falando isso, pessoal. E não sejam, principalmente a galera que chega agora, né? Pô, vocês sabem como é que é a minha vida, né? Eu não sou nenhum desses jovenzinhos, sabe?

Que se converteram e... ou que despreza as coisas. Eu sou casado, pai de seis filhos, sou das forças especiais, sou paraquedista, mergulhador, saltador livre, fazia segurança de presidente do nosso país, vocês entendem? Morei na África, morei no Oriente Médio. Eu não sou um cara de livro. Eu não sou um cara de livro. Eu só estou falando para vocês, inclusive isso, inclusive isso, inclusive isso. Eu atendo um monte de gente que vem para perto de mim achando que a vida intelectual, a vida intelectual, vocês já perceberam quando eu falei do anenciáfalo aqui no começo, uma ova que o centro da nossa personalidade é o intelecto, uma ova.

O centro da nossa personalidade é a presença de uma graça, é uma presença, né? Então, no Anencephalon, a presença dele é o centro da personalidade dele. Ah, mas Sócrates! Ah, mas Platão! Vocês sabem que Platão foi usado por Karl Marx? como base da dialética e da análise histórica dele. Sabe que Karl Marx estudou bastante Platão e o conhecia bem, né? Tipo assim, o pessoal usava Platão pra fazer besteira. Então a galera tu vê, como é que a galera tenta se orientar no mundo e conhecer as coisas, né?

E se estabilizando. Ah, eu sou conservador. Ah, eu sou de direita. Ah, eu sou não sei o que lá e fulano é fascista e fulano é marxista. De verdade, aqui entre nós, Vocês nem se importam com isso, né? Vocês nunca decidiram nem se temperar disso, não é verdade? De verdade, vocês já pensaram assim, cara, eu vou conhecer a teoria do Estado, formas de governo, sistemas de governo, forma de Estado. Eu vou ver como é o Estado absolutista de Thomas Hobbes. Eu vou ver como é o Estado liberal de John Locke.

Eu vou ver como é o Estado democrático representativo do Jean Jacques Rousseau. Vocês já fizeram essas paradas assim? As pessoas não gastam tempo com isso, pô. Elas vão olhar pela internet e, se elas querem dinheiro, se elas querem ser ricas, elas olham para o cara rico e vão ficar repetindo o que ele fala, pô. É assim que o pessoal se orienta, a gente já fez live sobre isso, sobre o domínio do mundo, vocês entendem? Você vê, no outro dia aqui comigo, vocês lembram quando eu falo da doença do tecnicismo, né?

Nós não mandamos o nosso filho para a aula de inglês, para aprender inglês. A gente manda o nosso filho para a aula de inglês para ele se temperar da presença do professor de inglês. Então é inglês e tudo que o professor de inglês acredita. Vocês lembram que no outro dia aqui na live alguém me perguntou qual era a máquina que eu passava no cabelo? Então você vê, o cara gosta da live, aí ele já quer usar a mesma roupa que você, cortar o mesmo cabelo que você.

Por quê? Por causa da experiência do domínio. De repente ele quer uma coisa que eu tenho e que eu domino, aí eu passo a ser o domínio dele. É assim que a gente se orienta no mundo e a gente vai se temperando disso. Vocês entendem? Dá para com o tempo, se vocês forem se temperando aí da personalidade humana, das três pessoas, que é uma coisa relativamente fácil de aprender o básico. Ah, aqui a temperança do personagem, onde coloca a presença, depois eu tenho que fazer os juízos aqui em cima, e esses juízos vão virar a minha esperança no futuro.

Ele falou, esses juízos que você ficar fazendo muito tempo, vão ser as coisas que você, as ideias que você se transforma, vocês sabem disso, né? E as esperanças que vocês colocam na vida futura de vocês, vocês veem, né? Vocês nem têm consciência do quanto tempo vocês ficam pensando em, na vida futura de vocês, vocês terem mais dinheiro, em comprarem uma nova casa, em ir para um novo lugar, vocês entendem? E por que vocês não ficam pensando muito tempo no futuro, assim, quando aparece o filho de vocês?

Quando aparece meu filho, as crianças, eu sinto uma empolgação, um tesão verdadeiro de fazia as coisas com ele repetidamente, assim, pensando, né? Falou, cara, se o meu filho, se ele conseguia aqui todo dia comigo ir fazendo isso aqui, imagina o que ele vai ser, no que ele vai estar temperado daqui a dez anos, pô. Por causa das tais dez oportunidades, né? Que não nos deixam nos demorarmos nos nossos amores, nas coisas que são importantes pra gente. Que loucura, né?

Que loucura que a gente tá se metendo, hein? Seguindo um monte de roteiro e um monte de plano dos outros, né? Pra seguir caminhos que as pessoas seguem. As pessoas são muito iludidas com coisas que elas não têm a mínima ideia do que elas são. Dinheiro, fama. Vocês sabem que o desejo de fama, eu já falei isso em umas duas ou três lives, né? Ele é uma doença, né? Ele é uma descompensação de se sentir conhecido, né? De ter intimidade verdadeira com uma pessoa, né? Eu vou falar essas coisas pra vocês várias vezes.

Algumas eu vou falar rápido assim pra lembrar vocês e vocês irem se temperando disso. para que vocês possam ir se impregnando disso. E para que quando as coisas vão aparecendo, ainda que possam aparecer grandes coisas, que oportunidade gigante. Deu ficar rico, deu explodir na internet, não sei o que lá e tal. A maior oportunidade da minha vida se chama Maria, José Pedro, Maria Rita, José Antônio, Maria Helena, Maria Tereza e Maria Clara.

Tanto é que os milhões, os milhões que já me ofereceram não fazem nem cosquinha. na vocação que eu tenho que fazer com eles e na quantidade de anos, nas dezenas, centenas ou milhares de anos que as três pessoas têm que orientar o mundo. Não fazem nem costinha. Porque eu não passei muito tempo me temperando de Karl Marx e do marxismo. Porque enquanto Karl Marx estava na indústria, Santa Terezinha estava no Carmelo e eu passei mais tempo com ela.

E é o tempo de presença que tempera. Um forte abraço, pessoal. Obrigado pela presença. Eu me tempero de vocês e vocês se temperam de mim. Até breve.

Conceitos nesta aula
Série · episódio 40 de 46

Papo Matinal

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