As virtudes & os vícios
Sobre a audácia
- a audácia (coragem providencial)
- a vocação de dominar o mundo
- ser ferido por um transcendental (beleza, verdade, bondade)
- os transcendentais
- a previdência e a providência
- a juventude (o crítico inflado, pouca experiência)
- o personagem, o crítico, o roteirista
- ansiedade como antivocacional (ser dominado)
- Santa Teresinha (a pequena via)
- a unidade como transcendental (a consciência e a simbólica)
Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 10:02.
“eu vi que o pessoal me cobrou um tema que eu já havia falado algumas vezes que eu ia falar com vocês sobre audácia, que não é o nome mais comum da experiência que a gente imagina que seja por aí.”
Trechos da aula
A minha vocação é dominar o mundo e eu estou perdendo o domínio.
porque quando chegou no limite da previdência, que é tudo que o homem pode fazer, ela se entregou à providência.
O que transcende é o que te tira daqui e leva você para um lugar mais alto do que o lugar que a humanidade vive.
Transcrição completa
Fala, Gabriel. Boa noite, Tatiana. Tive, boa noite. Viviane. Sanatório Naval, que legal. Um abraço pra todos aí do sanatório. Fala, Tarique. Boa noite, Erika. Que bom que tá bem, Gabriel. Fala, Pedro. Minas Gerais. Diogo, boa noite. Boa noite, Monique. Janaína de Marília. Janaína, como vem escrito aqui, Pietá Viagens. Ela sempre bota o nome. Te amo, meu irmão. Luiz Manuel. Tá aí no perfil da esposa, né? Fala, Getúlio.
Boa noite. Aline. Primeira vez ao vivo na Rédica. Seja bem-vinda. Boa noite, Rana. Fala, Hilton. Boa noite, Gonçalves. Marcos, boa noite. Três Corações, Minas Gerais. Conheço Três Corações, já estive aí algumas vezes, meu irmão. Aracaju. Já dei muita corrida na hora lá em Aracaju, sabia? Saudade daí. Boa noite, Joana. Chegou atrasado não, Gabriel. Tá na hora, meu irmão. Vamos lá. Olívia da Bahia. Boa noite. Boa noite, Larissa. Seattle. Simone, tá lá em Washington.
Tu sabe que umas 10 cabeças botaram lá no tema da live pra falar do Trump, né? Eu gosto desse assunto, sabia? Cês sabiam que eu já fiz segurança do presidente, né? Na época eu saí do Batalhão de Operações Especiais pra ir pra lá. Trabalhar no GSI. Charlie, Thelma, boa noite. Espadote, boa noite. Meu irmão, tá na Colômbia. Boa noite, Dudu. Boa noite, Bianca. Maria Gomes do Ceará. Ano passado tive em Fortaleza. Esdras, boa noite. Gabriel. Boa noite, Carlos. São Paulo, capital.
Stefânia, boa noite. Medina, Minas Gerais, Ricardo, seja bem-vindo. Manaus, Manaus também já tive muito em Manaus. Muita missão boa em Manaus. Cascavel, Paraná. Igor, boa noite. Teresópolis, Teresópolis eu tive há pouco tempo. Boa noite, Felipe, Fortaleza. Boa noite, Thaís. Pará. Ano passado? Não, esse ano eu estive aí no Pará. Estive em Belém, né? Carinho, boa noite. Ribeirão Preto, boa noite. Bastante gente do Ceará, né?
Santos, São Paulo. Viçosa, Minas Gerais. Reza aí, meu irmão. Reza aí, tá chegando. Criciúma. São João Del Rey. Já fiz curso de montanha, hein, São João Del Rey? Fortaleza. Ó a Escalene aí, ó. Angélica de Aracaju. Presidente do Brasil, né? Não iam me deixar fazer segurança do presidente dos Estados Unidos, né? Ia ser maneiro, né? João Pessoa. Vamos ver. Boa noite, Daiane.
Olha aí, a Luísa. Que maravilha que vocês pensaram sobre isso. A Lúcia aí. Seja bem-vindo online. Ao vivo. Boa noite, Luana. Boa noite, Mariane de Natal. Raíra, boa noite. Juan, São Pedro da Aldeia. São Pedro da Aldeia eu também ia muito. Foi o lugar que eu mais saltei de paraquedas, fazer salto livre, foi em São Pedro da Aldeia. Desses helicópteros da base aérea. Amanda.
De Criciúma, seja bem-vinda. Eu estive em Criciúma, aí tem uns três anos que eu estive em Criciúma. Gostei muito dele. Guarulhos, Rodrigo, boa noite, meu irmão. Fala, Ricardo, boa noite. Fala, Renato, boa noite. São Paulo, capital. Andressa, boa noite. Jataí, Goiás. Boa noite, Sandra. Boa noite, Agostinho. Núbia. Núbia de Paraupebas. Karina. Tá pronta aí, né? Boa noite, Padre Bernardo.
Seja bem-vindo. Fala, Rodrigo do Maranhão. Bem-vindo. Tem muito cearense hoje, hein? Pessoal de Fortaleza, ó. Mais Ceará aqui. Tiago, de Brasília. Ai, meu, observem, são os melhores. Brasília, Isabela, Tiago, Cuiabá, Chapecó. Amipsico, de Chapecó. Sandra, de Sorocaba. Sorocaba, Ana, Porto também. Ricardo. Itaguaí. Cavidei, Eló. Ronaldo.
Boa noite, meu irmão. BH. Renato de BH. Ricardo de Brasília. Tudo excelente com o professor, isso aí. Milena de Campinas, seja bem-vindo. Assembleia de histórias. Irajá. Eu já falei, né? Da outra vez botou Irajá, eu já falei. Joguei muito futebol aí no campo. Chamava Campo do Sangue e Areia de Irajá. Não sei mais se o pessoal ainda chama isso aí. Imagina como é que era o futebol, né? Olha o nome do campo. Só tinha a falta quando tinha sangue, né? Doutora Fernanda, boa noite.
Ainda é a tuba. Plínio de Cuiabá, Florianópolis, Cristina. Pirassunungafa, Marcelo. Maravilha, um abraço, pessoal da AFA. Fazer um grupo de alunos cianenses. Qual o presidente? Tamo junto, Júnior. Boa noite, Tati. Itaporã, Mato Grosso do Sul, Annelise, seja bem-vindo. Campos Salles, Ceará. É Marta, é? Marta Oliveira.
Boa noite. Fala, Lucas. Boa noite. Curso de Formação de Soldado, Agostinho, ó. Turma 3 de 94, lá de Somos. Primeiro ao vivo da Regina. Seja bem-vindo. Ah, não. É Reginaldo, né? Parei aqui no meio, ó. Desculpa aí, Reginaldo. Seja bem-vindo, meu irmão. Jefferson, Pederneiras. Castanhaldo, Pará, Giovana. Já assisti mais de uma vez todas as lives. Maravilha, hein? Amacega, São Pedro da Aldeia. Bom, vou passar rápido aqui.
Vamos lá? Mas pra falar com todo mundo, ó, tem coisa pra caraca que eu passei aqui. Eu sou muito devagar pra isso, hein? Henrique Calvão, quanto tempo, irmão. Seja bem-vindo. Bom, quem eu não conseguir falar aí, me perdoe. Mas vamos lá, né? Pô, começou a final da Copa América, né? Argentina e Colômbia, não é isso? Eu até pensei em cancelar aqui. Mas enfim, vamos conversar. Não por mim, mas pela galera aí que queria ver o jogo. Bom, vamos lá. Teve bastante tema naquela caixinha.
Muito bom, muito bom receber a participação de vocês. E aí eu vi que tem bastante tema lá, que o pessoal pediu bastante. Eu vejo que alguns são bem práticos de vida, tipo, eu imaginava que ia ter muita coisa de ansiedade e depressão, criação de filho, relacionamento. E eu vi que o pessoal me cobrou um tema que eu já havia falado algumas vezes que eu ia falar com vocês sobre audácia, que não é o nome mais comum da experiência que a gente imagina que seja por aí.
O pessoal costuma chamar umas experiências próximas, parecidas com isso, de coragem, destemor, até magnanimidade, né? Enfim, mas a coisa é a seguinte, vocês já viram como é que é uma característica meio comum de jovem? Ele tenta dominar o mundo. A nossa vocação primordial, né? Muito através de ideias, não é isso? O jovem tem experiência de vida? Pouca, né?
Normalmente, os jovens têm pouca experiência de vida. Então, como é que eles tentam dominar o mundo? É só lembrar da juventude de vocês. Eu lembro da minha, né? Eu lembro muito... eu me explicando para os meus pais ou para as pessoas mais velhas. E hoje, eu tenho muitos cadernos antigos com anotações minhas. E hoje, quando eu olho para trás e fico me vendo como eu falava e falava as coisas para as pessoas, eu fico pensando assim, cara, que doideira que eu estava fazendo. Eu não tinha a mínima ideia do que eu estava falando.
O menos ruim disso tudo, é que eu já falei isso para vocês, o pessoal brincava comigo, alguns me sacaneavam. Eu comecei a dar palestras sobre assuntos humanos com uns 15, 16 anos, porque eu ficava lendo muitos escritos de santos. E aí, como é uma coisa que não era muito comum o pessoal fazer, o pessoal me chamava para dar palestras sobre isso. E aí eu ia ficando explicando certas coisas, tipo assim, eu dava cursos sobre Noite Escura do Espírito, Castelo Interior de Santa Teresa da Ávila. Eu me lembro de um curso que eu dei numa paróquia lá da Ilha do Governador de Santo Antônio, ou de várias aulas assim, sobre São Bento, a regra de São Bento.
E aí eu fico lembrando dessas coisas e falo assim, cara, eu era muito novo, meu irmão, Era muita ideia que tinha na minha cabeça, né? E como eu ia juntando tudo assim e ia explicando as coisas, eu falei assim, cara, isso tudo faz muito sentido e é muito fácil, né? É muito fácil a gente fazer simbólica e encaixar no mundo das ideias, no mundo das palavras. Eu expliquei um pouco isso pra vocês na última live, né? depois dessa nossa experiência da modernidade. A modernidade tem várias escolas de relações internacionais, de geopolítica, de filosofia da linguagem, que utilizam a linguagem para dominar o mundo, não é isso?
Hoje a gente vê isso com as tais das narrativas, na mídia, na imprensa, nas comunicações sociais. Então a gente vai cumprindo a nossa vocação de dominar o mundo, e o jovem Ele sempre fica tentando dominar o mundo assim, com palavras e ideias. Vocês já perceberam como o jovem tem esse fundo meio revolucionário, idealista? O que é isso? Isso é uma personalidade, personagem crítico e roteirista, onde o personagem tem pouca experiência de vida, pouco domínio prático do mundo, não realizou nada de grande, porque é um jovem.
com as ideias. Tanto é que depois a gente vai amadurecendo e a gente vai tendo que encaixar as pessoas que amadurecem verdadeiramente, elas pegam aquele punhado de ideias e vão vendo, ah, não, isso aqui era só coisa da minha cabeça. No mundo real, do personagem no palco, é assim que se faz, então. Então, eu falava certas coisas para o meu pai sobre criação e filho e pai. Caramba, hoje, sendo pai, tomando o café no mundo, você olha assim. Ah, beleza, aqui é o mundo real, assim que faz as coisas.
Então, por que esse ponto é muito interessante da gente saber sobre a juventude? Porque a juventude deve ser tratada de uma maneira muito peculiar. O jovem, você vê, O jovem, eu lembro sempre, quando eu vou falar isso que eu vou falar agora, na minha cabeça já vem direto Padre Pio, São Pio de Pitreutina, falando sobre a juventude, ou de São João Bosco, que tem vários escritos, várias cartas para os jovens. O jovem precisa ter uma vida muito dura. O jovem precisa ser impedido um pouco de pensar demais.
ser pouco ouvido. Vocês entendem o que eu estou falando? As pessoas hoje dão muito ouvido para jovens. O jovem merece ser pouco ouvido. Ele deveria ser colocado num lugar austero, onde ele tem que trabalhar manualmente, repetidamente. Eu fico vendo as experiências de quartel e a zoação que a galera fica fazendo com o pessoal, sobretudo do exército, que fica falando assim, o cara vai lá servir o exército com 18 anos para pintar asfalto e varrer rua. Essa é uma excelente atividade para um jovem de 18 anos.
E uma atividade extremamente ruim e perniciosa para um jovem de 18 anos, é estar numa faculdade sendo crítico. Não que não tenha que fazer faculdade, vocês entendem? Mas o jovem na faculdade, ele tinha que ser igual eu fui nas faculdades que eu fiz. Eu fiz três faculdades. Como algumas eu fiz mais antigo e outras agora mais para a modernidade, nas faculdades que eu fiz na modernidade me deixavam falar muito. Na faculdade mais antiga que eu fiz, na escola naval, as vezes que eu tentei falar demais eu saí da sala de aula, eu fui retirado de sala, vocês entendem?
Isso é uma maravilha para o jovem, isso é uma maravilha sem tamanho para o jovem. que é tirado do mundo das ideias e é trazido pro mundo real e fala assim, olha, é assim que se vive no mundo real. Para um pouquinho com esse teu mundinho das ideias todas, sabe? Ou então, tipo assim, o jovem tem uma tarefa pra fazer, né? Ele tem que capinar a rua. Eu falo isso porque o meu pai colocava a gente pra capinar. Hoje em dia, o pessoal quase não mais vê isso.
Mas, na beira do asfalto, no meio fio lá, no Paralelepípedo, era cheio de mato na frente das casas. Era comum que fosse assim. Então, a gente capinava as casas. Então, aí, você deixa o jovem falar. Aí, ele fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala. Aí, fala, pô, legal, entendi tudo o que você falou. Toma aqui a picareta, a parra inchada e vai lá fazer isso. Vocês entendem? Então, você vê. Por que o exército para uma pessoa com 18 anos, ele tem uma capacidade potencial de amadurecimento infinitamente maior do que uma universidade.
Porque na universidade vão fazer o jovem fazer o que é a fraqueza constitucional da personalidade da juventude. vão colocá-lo num mundo louco de linguagem e de pensamentos. Vocês entendem? E o jovem tinha que ser dado uma vassoura com 18 anos e ele tinha que ficar lá varrendo o que ele tem que varrer e fazer as ações. Vocês entendem por quê? pra que depois que ele provasse o mundo real, ou seja, primeiro ele tomou o café, ele conhece a ordem, a maturidade, a responsabilidade do mundo real.
E agora você pode proclamar as suas verdades de acordo com o mundo real. Vocês entenderam isso que eu falei? Existe um tempo pra tudo debaixo dessa terra, né? Existe idade pra tudo. Então quando a gente fala assim, quando a gente pega uma escola de educação, por exemplo, a escola do Paulo Freire, que ensina de uma maneira geral que a gente tem que ser crítico. Ele falou, pois é, por que a gente entende que isso é uma sentença verdadeira? Porque a gente tem um crítico que domina o mundo fazendo verdades.
Mas quando a gente tem que fazer isso? Com três anos? Cinco anos? Com cinco anos eu tenho que pensar sobre a vida para decidir a minha orientação sexual? A minha identidade de gênero? Eu tenho que pensar isso com cinco anos? Com dez anos?" Eu falei, não. Com cinco anos ou com dez anos? Eu tenho que seguir a religião dos meus pais. Fazer tudo o que meus pais fazem. Cumprir as tarefas dentro de casa. Passar tempo com a família. É isso que se espera. Ah, e o espírito crítico?
E o crítico? O crítico vai aprendendo a fazer tudo isso. Ele vai aprendendo sobre a ordem, sobre exercício físico, fazendo as coisas todo dia. Entende? A maneira que a gente conversa. Então, por que as pessoas se ferram pra caramba hoje pra se orientar na vida? Como eu falei pra vocês, e tenho falado e vou continuar falando. Por causa dos pensamentos genéricos, que não estão especificados, nem encarnados, nem individualizados, na vocação individual. Ou seja, naquele meu filho que tem aquele tipo de vida dentro da minha casa, na minha realidade de trabalho e da minha esposa, e que faz as coisas daquela maneira.
Entenderam? Então, as pessoas hoje, elas têm uma facilidade. Como existe ideia para tudo, Qualquer ato hoje, mesmo os mais ridiculões, eles podem ser justificados com qualquer tipo de palavra. E a gente vai fazer isso, porque a nossa vocação é essa, é dominar o mundo. É dominar o mundo. E o personagem no palco, ele domina o mundo fazendo as coisas. Então você vê, tem gente aqui que é muito boa na internet. Aí você coloca essa pessoa para fazer uma coisa no mundo real. Que é um teste que eu sempre falo para vocês, né?
Que é um teste que eu sempre faço com os autores que eu leio. É por isso que eu fiquei abismado, e eu já falei isso pra vocês várias vezes, com, por exemplo, o valor que deram pra Karl Marx, pra Freud. Por quê? Porque antes de começar os juízos, a ler os juízos que eles fizeram sobre a vida, eu fui olhar qual o café que eles tomavam. Aí eu falei assim, ah, esse é o café que eles tomavam? Eu não quero ficar... é tomando como verdade esses juízos puros.
Por quê? Porque eu consigo canonizar, eu consigo santificar esses juízos. Vocês entendem? Tem gente que não mata repetindo a torto e a direito, a palavra caridade, caridade, caridade, e não mata, não é assim? Tem gente que não abandona a família falando de amor, de amor, de amor, de liberdade, não é assim? Essa é a nossa sina de hoje. Então, olha só, Vocês já ouviram falar dos transcendentais? Verdade, bondade, beleza. E uma discussão medieval, né? Será que a unidade é um transcendental?
Eu já dei essa resposta para vocês, uma solução para esse problema medieval, né? Olha só, se eu estou diante de um quadro bonito, eu vou tentar dominar a situação, tá? Eu estou aqui num ambiente, aqui na minha sala, eu olho no ambiente e eu com minhas capacidades, eu estou o tempo todo tentando realizar a minha vocação, quer eu tenha consciência disso ou não tenha, eu estou aqui tentando dominar, Estou aqui com vocês, tentando dominar a minha vocação, dominar esse momento aqui. Então, por exemplo, vocês me mandaram centenas de perguntas na caixinha.
O que é cada tema daqueles que foi colocado lá? São aquelas bolas do meio, né? A personalidade, as três pessoas com a bola do meio, ou seja, alguma coisa que você vai se relacionar lá, no centro da sua personalidade. Então, tem gente que está tentando dominar o casamento e não está conseguindo. Tem gente que está tentando dominar uma vida, uma rotina dentro de casa e não está conseguindo. Tem gente que me perguntou lá como é que faz para aumentar a quantidade de barras, barras fixas, verticais.
A pessoa não está conseguindo. Beleza. Nós estamos tentando dominar o mundo. Aí, eu consigo dominar uma boa parte do mundo com meus poderes. Porque quando eu estou diante de certas coisas bonitas, eu olho para as coisas e vejo a beleza delas. Eu posso ver até tecnicamente. Nos moldes que São Tomás de Aquino, por exemplo, nos ensinou a ver a beleza. Eu vou ver as medidas, a harmonia, profundidade, proporções. Vou ver as medidas áureas, a maneira que as catedrais eram calculadas. E quando eu estou diante de uma paisagem ou de uma beleza que eu tento dominá-la, domá-la com todos os instrumentos que eu tenho e eu não consigo, eu não consigo medir com a minha capacidade humana, nem com nenhum conhecimento humano que existe, eu não consigo medir essa beleza.
Isso a gente sente várias vezes na vida, né? Você diante de uma grande beleza, de um pôr do sol, de um nascer do sol, de um momento de família em que você é vencido. Então, existem dois tipos de vitórias que acontecem sobre o homem. Quando o homem é vencido por essas situações da vida, e essas situações estão ligadas a essas experiências de bondade, beleza e verdade, nós somos vencidos, nós somos feridos por um ser bondoso, belo e verdadeiro, que se mostra imensurável.
Eu não sei. Eu já estive em muitos lugares no mundo. Eu já vi certas coisas que... Você vê, a minha esposa, no outro dia, estava falando que nunca viu vagalume. Não sei o que estão fazendo com os vagalumes, não. Quando eu era pequeno, não tinha muito vagalume, né? Durante as missões de comandos anfíbios, uma vez eu estava num mangue, de madrugada, e para a gente fazer uma missão, a gente faz certos tipos de estudos.
Uma das fases dos estudos para cumprir uma missão, sobretudo as de operações especiais, é o estudo das condições meteorológicas. Então, numa das partes do estudo das condições meteorológicas, a gente estuda a parte astronômica. Então, é sempre bom que a gente vá fazer uma ação que precisa de sigilo, que precisa de surpresa, sobretudo se for em território inimigo, a gente vai escolher um dia da lua nova com a menor luminosidade, que a gente chama tecnicamente de escuridão total. Então, por exemplo, quando vocês olharem a história e forem falar assim, tem o dia D, o dia D da Batalha da Normandia em 1944.
Eu falo, é, para esse dia ser calculado, Muita gente estuda muita coisa para calcular uma coisa dessas, com dezenas de especialistas em várias áreas que vão fazer um estudo com planilhas de vantagens e limitações e vão pontuar vantagens e limitações para fazer um cálculo de melhor momento. Tanto é que tem até as canções militares que cantam. Quando a chuva for intensa e a escuridão imensa é a hora ideal, a canção dos comandos. E aí você vê, lá na Marambaia, numa escuridão total, cansado pra caraca, com um mangue, até quase a minha coxa assim ó, carregando uns 40 quilos na carcaça, eu vi numa numa noite de escuridão total, centenas de vagalumes se juntarem, se misturarem, sem início e sem fim, com o céu estrelado, mas muito estrelado.
Por quê? Porque era noite de escuridão total e a gente estava no meio da selva, no meio do mangue. Então eu me recordo de um camarada... Eu dei uma fungada assim, meio choroso, emocionado. Aí um camarada meu um comando dos anfíbios falou assim, pô, o 01, ou o padre, como era chamado no meio lá das operações especiais, né? Pô, tu tá emocionado, cara, a gente aqui nessa merda? Eu falei, cara, olha isso aqui, meu irmão, tu não sabe o que é céu e o que é terra, pô.
Os vagalumes, tá certo que a bundinha dele é meio verdinha, né? Meio... Mas tu olhava assim, aquele olhar de maneira geral, né? Parecia essas telas meio espetaculares de computador ou essas imagens 8G, né? E aí, é um desses momentos aqui que eu tô tentando falar pra vocês, pintar pra vocês, né? Um momento que você é ferido e não dá pra calcular. E aí você faz como o Santo Tomás de Aquino falava. Você se desfaz. você se dissolve dessa grandeza. Inclusive, eu acho que eu já falei isso alguma vez para vocês.
Se não falei, ainda vou falar com calma, né? Inclusive, essa experiência física, corporal, fisiológica, porque a gente chora, não é isso? Quando acontece. Então, veja, a gente se desfaz, vocês entendem? Nós somos quase 70% de água, né? Somos quase 70% de água. Travou ou está funcionando? Voltou? Então vamos lá. Então olha só, nós somos 70% feito de água.
A gente chora. diante de situações assim, a gente se emociona, nossos olhos se enchem de lágrimas. Então veja, quando essas coisas grandes, gigantescas, vencem a gente, o que é vencer a gente? É a gente ser dominado e não conseguir dominar. Quais são as formas que eu tenho de dominar o mundo? ou, tecnicamente, fazendo as coisas no mundo, com o personagem no palco, ou explicando as coisas, não é isso? Com o intelecto, com a razão, ou, então, com o roteirista, fazendo como no método científico, dando previsões, fazendo hipóteses para o futuro, que vai se repetir no futuro.
Essa é a vida do roteirista, não é isso? O crítico está fazendo juízo. E o sol nasceu semana passada. E o sol nasceu ano passado. E o sol nasceu ontem. Esse é o crítico, olhando para o passado e fazendo juízos. Aí o roteirista, a modo São Paulo, a fé é o fundamento da esperança, o roteirista, que vive da esperança, pega a fé do crítico e joga para ele. Fala assim, então amanhã o sol vai nascer. Uma hipótese, não é isso? O crítico, então, tenta, através da verdade que ele conhece, explicar o mundo.
O roteirista tenta, através dos roteiros possíveis que ele conhece, explicar o mundo, conhecer o mundo, prever o mundo. Não é isso? A vida do crítico, do roteirista. E o personagem? Lavar a louça, dirigir o carro, passar a roupa, preparar aqui pra live. É assim que a gente vive no mundo. Colocar o filho pra dormir, fazer um relatório, né? Ok. Eu contei uma experiência pra vocês da presença de uma grandeza que eu não consigo medir, que me vence e que demonstra pra mim uma grande beleza, né?
Só que poderia ser o contrário, não é isso? Eu poderia estar diante de uma dessas pessoas aí, que fizeram 300 plásticas e ficaram com o rosto como de um demônio, né? Ou então, diante de uma pessoa morta, de um cadáver, que normalmente as pessoas desviam o olhar, né? E aí você tem então a presença de alguma coisa. que você não consegue muito bem medir, e ela também te desfaz, só que agora de medo.
Tanto é que em situações que a gente não domina, que a gente é dominado, a gente chora, né? Então vejam, a gente tem dois momentos de se desfazer, né? De choro, de se liquefazer no mundo. Nos dois nós somos derrotados, nós somos dominados. Num deles, nós somos dominados por aquilo que parece que vai nos destruir, nos matar, não é isso? E esse é o fundamento da ansiedade e da depressão, guarda isso aí para depois. De um lado. E do outro lado, o fundamento daquilo que vai te vencer, que vai te dominar, que você não vai conseguir dominar, você não vai conseguir explicar, você vê, olha para o milagre, o que a igreja católica faz quando existe hipótese de um milagre?
Ela pega aquele fato e dá para quem? Ela dá aquele fato para os ateus, para os agnósticos, para as pessoas que não acreditam em Deus, né? Para quê? Para eles se virarem nos 30 e tentarem explicar aquilo, não é isso? E aí, depois que muitos deles tentam e falam assim, ó, a gente não sabe explicar, né? Aí ela fala assim, então me dá aqui que eu quero. Eu conheço esse mundo que vocês não sabem explicar, esse é o meu mundo. E ela usa isso para canonizar pessoas, não é isso?
Esse é um critério, inclusive, né? Tem gente muito boa que fica anos aí na fila, tentando ser canonizada, e a Igreja Católica fica esperando o quê? Ela fica esperando alguma coisa que o mundo não domine para ela utilizar como base, não é assim? Beleza. Aí, a gente é vencido nessas situações aí da vida. Então, o que é uma pessoa com uma ansiedade simples? Uma ansiedade simples, que não é tão disfuncional assim. Olha, Eu resolvi que eu vou ler essas 20 páginas aqui pra fazer uma prova nessa próxima hora.
A prova é daqui a uma hora. Aí passaram 30 minutos e tu leu duas páginas. O que que começa a acontecer dentro do teu peito? Ou então tá chegando a hora do almoço e você não preparou a comida. Aí você não começa a ficar ansioso? Por que você tá ficando ansioso? Porque o mundo tá te vencendo. Alguém fica ansioso quando está vencendo o mundo? Não fica. A ansiedade tem esse fundamento, um fundamento antivocacional. A minha vocação é dominar o mundo e eu estou perdendo o domínio.
Tu vê, isso tudo é uma pré-entrada no mundo da audácia. A gente vai chegar lá. A gente está construindo o desenho de uma possível audácia. A gente não vai conseguir colocar, eu não vou ter tempo de colocar aqui com exatidão aonde está a magnanimidade, aonde está a coragem, aonde está a audácia, mas eu vou deixar aqui a porta aberta para audácia para vocês. E aí? Eu tenho essas duas experiências. A experiência de estar perdendo para o bem ou para o mal. A experiência de estar perdendo para o bem é como eu chamo aí de ser ferido por um transcendental, né?
Tem uma cena muito bonita no filme de Madre Teresa de Calcutá que são dois homens discutindo, dois hindus discutindo para tirá-la de dentro de um local que ela cuidava dos hindus doentes, né? E aí, Um deles fala assim pro outro, vai lá e tira aquela velha de lá, expulsa ela. Fala pra ela ir lá cuidar das coisas, cuidar dos católicos, pô. Aí o cara fala, pode deixar comigo que eu vou lá, vou acabar com isso agora, essa mulher aqui querendo fazer essas gracinhas dela. Aí quando o homem entra...
Vocês veem quando eu falo pra vocês de temperança, né? Durante meio ano da minha vida, Eu via essa cena todos os dias. Todos os dias. Essa cena tinha no meu celular, esse pedacinho do vídeo. Eu faço isso constantemente com vídeos. Alguns deles estão aqui no meu feed. Tem um vídeo de Santo Inácio de Loyola, que foi um vídeo que eu vi durante meses da minha vida. O que eu vejo atualmente, agora, todo dia, várias vezes, em momentos de oração, nas coisas que eu faço, É o martírio de São João Batista que apareceu há pouco tempo no The Chosen, né?
Aí quando o cara entra lá no local, aí ele olha a Madre Teresa limpando a ferida de um leproso hindu, ela católica, né? E o cara sorrindo. digo. E aí esse cara que entrou para expulsar aquela velha, ele ficou parado lá, porque ele foi vencido, ele foi dominado. Pelo que?
Pelo que a gente chama na filosofia do transcendental da bondade. Ele não foi ferido de amor. Essa não é a função do amor. Tecnicamente, não. Eu entendo a beleza disso que você fala. É bonito falar, né? Foi ferido de amor. Mas não é isso. Quem faz essa função de ferir São os transcendentais. São os transcendentais que vencem. Por isso que eles receberam esse nome. O que é que transcende? O que transcende é o que te tira daqui e leva você para um lugar mais alto do que o lugar que a humanidade vive.
Isso ocorre de três maneiras no homem. Na trindade do homem. E de uma maneira na unidade. Então, nesse caso, que o homem entrou, quando ele olhou, um leproso. Madre Tereza velhinha, enrugadinha, parecia um maracujazinho, maracujá quando vai amadurecendo fica velhinho, enrugadinho, Madre Tereza. Num lugar lá na Índia, vocês já viram esses reels que fica passando aí das imagens da Índia? Não estava no Taj Mahal, estava no subúrbio da Índia. Ele não foi ferido pela beleza. A gente pode, simbolicamente, linguisticamente, metonimicamente, com figura de linguagem, falar assim, como a Laura falou, assim, foi ferido de amor.
A gente pode falar isso. Ah, está errado. Não, a gente não está aqui numa banca filosófica para falar que está errado. A gente só está tentando ajudar vocês a melhorar a ordem da linguagem. que isso faz muito bem pra nossa vida prática, real do dia a dia. E aí, esse cara, ele não foi ferido pela verdade. Ele nem parou ainda pra fazer juízo do que tá acontecendo ali, pô. Ele foi ferido pela bondade. A gente pode não saber nada de filosofia, da vida, de antropologia.
Quando a gente vê uma letreza de Calcutá pegando a ferida de um leproso, acariciando e limpando e ele sorrindo, as pessoas sabem o que é aquilo ali. Elas podem dar o nome que elas fizerem, mas elas sabem o que é aquilo ali. Elas não vão falar que aquilo ali é demoníaco. Entende? Elas podem depois, com a linguagem, com o raciocínio, fazer igual… Várias pessoas fizeram, inclusive. Vocês sabem que chamaram Mata e Tereza de Calcutá de demoníaca, né? Vários ateus norte-americanos em discussões. Eu ficava vendo muito essas discussões dos ateus norte-americanos, né?
e tem um deles que falava muito mal de Matriz e Calcutá. E aí, quando a gente tem essas experiências, então você vê, eu estou falando para vocês de uma experiência de ser vencido pela bondade. Existe essa experiência de ser ferido pela verdade. Como é que é ser ferido pela verdade? Ser ferido pela verdade é naqueles momentos um problema de matemática. Você para, sim, e você tem uma visão, um insight daquilo que é estável, daquilo que é sempre.
Você compreende uma coisa muito grande. Vocês entendem? Isso é uma experiência humana. Agora, quando você para, que é dada e que te transcende. A gente chama isso, na teologia, de verdade revelada. Tipo assim, vamos supor, a gente pode, com esforço de razão, chegar em algo parecido com a Santíssima Trindade, mas, se Cristo não estivesse vindo para falar como era, ia ficar difícil pra gente, né? Se ele vindo e falando, a gente se enrola, imagina sem ele ter vindo e explicado.
Você vê que no Antigo Testamento não tinha nada disso, né? Então, vocês veem, a gente fica chocado, como Santo Agostinho, com essa experiência de ser ferido pela verdade, né? Toma e lê, né? Lédere, Agostinho. E ele lê aquilo e se ferido pelo Evangelho, não é isso? Pela verdade, por juízos. Não é uma imagem e não é uma bondade. Vocês estão entendendo a diferença disso? De um lugar onde eu sou ferido, as estrelas, as grandes paisagens, a beleza visual dos sentidos, O crítico, aquele que conhece a verdade dos juízos, que faz as operações mentais, é ferido pelas verdades.
O roteirista, aquele que vê o que é bom, o que vai fazer a vida funcionar, durar e ir para frente, o que mobilha o futuro, é ferido pela bondade. Quando eu quero falar de audácia, eu estou falando de qual dessas três casas? Eu vou só falar aqui, mas vou passar direto. Os medievais tinham a dúvida se a unidade era um transcendental ou não. A resposta é por quê? Porque a consciência que é a unidade das três pessoas, que tem uma substância própria, que tem uma natureza própria, que tem uma essência própria, é ferida por um transcendental próprio que se chama unidade, a unidade das três pessoas.
Como isso se dá no mundo? Pela simbólica, tá? Quando a gente consegue unir vários pontos dispersos do mundo e a gente fica meio estatalado, que operação é essa? Essa é uma operação da consciência sendo ferida por uma unidade simbólica. Afinal de contas, a simbólica é isso, né? Symbolos, em grego, sim, de mesmo híbalo, de jogar, né? O que é jogado no mesmo sentido, na mesma operação. É isso aí, depois de uma aula só de simbólica, a gente resolve isso aí. Passa por isso agora. O que é uma pessoa audaciosa?
Eu vou falar da audácia. humana e vou falar de uma audácia de quem não domina mais. Então, olha só, e vou dar nomes próprios para vocês chamarem isso. Vocês já perceberam que, apesar de eu sempre ficar falando para vocês sobre domínio, eu sei que a nossa vocação é dominar o mundo, mas nós não vamos conseguir dominá-lo.
Mas a nossa vocação é dominar. Hoje eu estava fazendo café, aí a minha filha Maria Tereza, tava ali na cozinha, meio que aos meus pés, né? Meio que resmungando ali, tentando ver e tal. Tentando dominar o mundo, compreender o que que tava acontecendo em cima daquela bancada, né? E aí veio meu outro filho, subiu no negocinho, ele com o pescoço para o alto, usou as forças dele, a razão dele, o que ele já sabe fazer, pegar o banquinho, utilizou as capacidades dele, que ele calculou, ele previdenciou, preveu o papel da administração, da burocracia, da previdência, não é isso?
Da entendência, prever para prover. Ele previu, previdencialmente, ele pegou a cadeirinha dele, ou o banquinho dele, botou ali e viu uma parte do café sendo feito, não é isso? E aí eu olhei pra Maria Tereza e esperei ela fazer tudo o que ela podia. Por quê? porque eu precisava vê-la lutar. Lembra de Santo Antão? Antão, eu gosto de te ver lutar. Aí eu deixei ela fazer tudo que ela podia para dominar o mundo.
Quando ela chegou no limite dela, eu peguei ela no meu colo. E no meu colo, Ela dominou o mundo com os meus poderes, muito mais do que o Totônio, que é muito mais forte, muito maior do que ela. Foi isso que Santa Teresinha escreveu. Dizia ela, eu vi os doutores, os confessores, as virgens, os mártires, E eu percebi que eu não tinha força para fazer nenhum deles. Eu queria ver o papai fazendo café em cima da pia.
Os meus irmãos todos eram maiores do que eu. Todos eles podiam ver de alguma maneira o papai fazer café. Mas a menor de todas tentou tudo e foi audaciosa. porque quando chegou no limite da previdência, que é tudo que o homem pode fazer, ela se entregou à providência. Providencialmente, veio uma força, um domínio, um domínio verdadeiro, um domínio maior do que todos os domínios, o domínio dos transcendentais, porque é por isso que uma menina uma filha, um filho também, homem.
Depois que ele está tentando dominar o mundo com a força, a partir dos seis meses, um ano, é por isso que o normal perto de um pai presente é que ele queira ficar sempre no colo do pai, né? Porque o pai encarna o transcendental do vigor e da força. do sensitivo, do próprio da beleza, essa força do pai é uma beleza. É por isso que, sobretudo as meninas, elas querem ficar sempre no colo de um pai homem que é presente, que está presente. Você entende? Aqui em casa sempre foi assim, com todos os filhos.
A minha esposa sabe, a gente fica brincando. Enquanto a menina ainda não tenta dominar o mundo com a força, ela tenta dominar com os sentidos, ou seja, mamar e sobreviver, ela só quer o colo da mãe. Por quê? Porque é ali que está a vida, é ali que está a beleza, o transcendental está todo ali, aquele que é o domínio completo dela, onde ela encontra a vida, a bondade, a verdade, a beleza, está tudo ali, não é isso? Depois, vai uma parte para o pai. Por quê?
Porque, em um outro momento, ela vai tentar dominar o mundo com a força. E ela precisa dessa experiência. De um pai que não só, eu sempre vejo as pessoas falando assim, ah não, eu preciso abaixar para meu filho ver, me ver e eu olhar nos olhos dele e tudo mais. Eu falo, você pode fazer isso, obviamente, claro, eu também faço isso. Mas muito mais do que isso, um filho precisa que um pai tire os pezinhos dele do chão e leve muito alto. O meu filho hoje, hoje, hoje, a minha esposa tá na live, que ela vai lembrar.
O meu filho José Antônio falou assim, papai, você consegue encostar no teto? Aí eu falei assim, filho, sem pular, levantei a mão assim, ali onde tem rebaixamento, aqui na sala é muito alto, eu não consigo. Aí ali onde tem rebaixamento, eu encostei no teto, bati assim, ele ficou me olhando assim, com os olhos arregalados. com o olhar que eu olharia a Cristo ressuscitando Lázaro. Freud. Coitado do Freud. Freud não entendeu nada. Freud só falou merda, cara. Puts, eu vou dar uma ala de geopolítica pra vocês.
Eu vou explicar pra vocês porque que vingaram o Freud em 1900 e deixaram aquele livro Interpretação dos Sonhos ser lançado. Aquilo é tudo... Vocês acham que aquilo é psicologia. Aquilo não é psicologia, aquilo é geopolítica. Aquilo foi um plano geopolítico. É por isso que as pessoas não entendem nada de Freud. Freud é um pobre coitado, cara. Um depravado sexual, pô. Ele escreveu a vida moral dele, vocês entendem? Ele tomou um café gelado de depravação sexual e escreveu sobre isso. Não é nada demais, pô. Se eu tomar café gelado todo dia e se me perguntassem, escreve sobre café, eu vou botar assim, ó, café é uma merda, é gelado, é horrível, você entende?
E se uma pessoa toma café quentinho, gostoso, Ela vai explicar o café quentinho e gostoso. Você vai ler em Freud, vai ler Santa Terezinha, pô. Ela vai te ensinar a subir num colo que quando você chegar no limite da sua vida, do que você está tentando… Então, por que as pessoas ficam angustiadas pra caraca? Muito angustiadas. Você vê, as pessoas falam assim, caraca, Diego, como é que você consegue fazer tanta coisa, cara? Vocês não estão entendendo, pô. Eu não faço quase nada, pô. O que eu faço é pensar pouco.
Eu penso pouco. Eu penso pouco. Eu faço as coisas... Você viu, eu entrei aqui no Instagram e vi aqui a minha métrica de presença no Instagram diária. Por causa dessa live domingo de uma hora que eu faço aqui, deu que eu entro de métrica semanal 28 minutos. porque eu estou aqui, vou sair, tenho que fazer as coisinhas aqui, vou postar, vou ver alguns comentários que vão aparecer hoje e tal. 28 minutos por dia no Instagram. Eu não tenho o que ficar fazendo aqui, pô. Eu não tenho que ficar aqui fazendo os vídeos sobre as coisas, porque eu venho aqui falar para vocês sobre a vida.
As pessoas estão pensando demais e estão usando muitas palavras para fazer as coisas. Elas não têm capacidade de ser audaciosas, porque elas estão tentando dominar o mundo com as forças delas. Eu vim aqui explicar para vocês meia dúzia de coisas, depois vou sair daqui e vou continuar ajudando vocês, fazendo treinamento físico ali no aterro, e às vezes correndo e vomitando, ou estudando, ou cuidando dos meus filhos e da casa, e oferecendo para Deus por vocês. pra ele levantar a gente no colo e olhar o café, o mundo de cima, vocês entendem?
Eu não tenho condições nenhuma de ajudar vocês, pô. Vocês não perceberam isso ainda? Eu não tenho condições nenhuma de fazer isso, pô. Eu sou menor do que a minha filha pedindo pra ver café ali, pô. Por isso que vocês não são audaciosos. Sabe por que eu peguei os escritos de São Tomás de Aquino, de Santo Agostinho, de São Leomagno, e tentei ajustar aquilo e melhorar aquilo? e fiz isso. Porque quando eu olhei para Santo Tomás de Aquino, Santo Agostinho, eu não fiquei igual um idiota falando assim, ó, quem sou eu?
Quem sou eu para fazer uma antropologia melhor do que a Santo Tomás de Aquino e corrigir as coisas que ele não conseguiu fazer certo? Isso é uma idiotice, uma babaquice, porra. Vocês acham que São Tomás de Aquino fez as coisas boas que ele fez? O mundo é todo de Deus, vocês esquecem disso, né? Nós somos aquelas criancinhas ali tentando fazer, olhar o café de cima, vocês não entenderam essa merda ainda? Sabe de onde vem a minha audácia de pegar aquelas paradas e falar assim, porra, eu vou rezar aqui um pouco, vou pedir ajuda para São Tomás de Aquino, para Santo Agostinho, lá na missa, e vou resolver isso aqui, sabe por quê?
Porque Deus quer isso. Deus quer que a gente melhore, que a gente domine o mundo. Foi essa a ordem que a gente recebeu de dominar sobre as criaturas. Então, nego, fique igual um idiota. Não, quem sou eu para ser santo? Quem sou eu para fazer isso aqui na teologia? Quem sou eu para fazer isso na filosofia? Quem sou eu para ajudar as pessoas? Você é uma merdinha que se bater na perninha do seu papaizinho, seu merdinha, você bate na perninha dele e fala assim, papaizinho, tem como você me levantar no colo?
E aí vocês pedem, porra. Vocês têm medo. de pedir as coisas pra Deus porque vocês querem dominar o mundo sozinho. Eu sei que essa é a nossa vocação, mas vocês não vão conseguir, porra. Porque vocês não conseguem acabar com uma merda de uma dor de barriga. Como é que vocês acham que vão enfrentar a morte sozinho? Então ficam igual um idiota. Trabalha pra cacete, pra ganhar dinheiro, pra ser grande na internet, pra conquistar o mundo inteiro. Aí depois, quando fica doentinho, tem que ouvir aquelas palavrinhas antigas, né?
de que adianta, jovem, ganhar o mundo inteiro e ter essa merdinha de vida não servindo pra nada, vocês entendem? Aí vocês ficam angustiados porque vão fazer uma live e depois vai acabar a live e vai ficar assim, o que será que acharam? O que será que deu? Ai meu Deus, não sei o que lá, eu não sei o que lá, acabou aqui, acabou, acabou aqui, acabou. oferece pra Deus e fala assim, ó, papai, bate na coxa dele. Fala assim, tem como agora você me levantar pra eu ver o cafezinho no teu colo?
Verdadeiro domino, dominador do mundo. Fala, eu e São Tomás de Aquino, somos duas merdinhas, duas criancinhas, pô. Sendo que nós dois, no seu colo, somos você mesmo. Conseguimos explicar o mundo e as pessoas e a verdade? como quem estivesse no teu colo, lendo o teu caderno e repetindo as tuas palavras. O nome disso é audácia. Ou... coragem providencial. Isso não é previdencial. Isso é providencial. Isso é quem vem depois de você.
Por que a gente tá ferrado pra caraca hoje? Porque a gente olha pra tecnologia, pra ciência, pra robótica, pra medicina, e a gente tem a impressão que a gente tá dominando o mundo, né? E aí a gente vai deixando o dominador do mundo de lado. Vocês já perceberam quando as pessoas ficam doentes gravemente como elas começam a pensar em Deus? Porque quando elas começam a perder um domínio, elas precisam de um domínio.
É por isso que a ideologia socialista precisa destruir a religião, a igreja, e a estabilidade do Estado. Os Estados Socialistas nasceram de qual experiência? Do caos social, não é isso? De ambientes de guerra, não é assim? Porque quando a gente perde o domínio, a gente precisa de um domínio. E aí aparece a figura da autoridade carismática que vai encarnar esse domínio no mundo. É a experiência política do tal do populismo. Está tudo baseado na nossa vocação de dominar o mundo, vocês entenderam?
As pessoas que não dominam as coisas, você vê. Por que as pessoas mais pobres ficam falando o tempo todo de governo e de pobreza? Porque elas precisam disso. Elas não conseguem trabalhar para arrumar comida. Eu não estou falando disso com... Eu assumo a responsabilidade das pessoas aqui que moram na rua. Eu tenho que ajudá-las mesmo. Eu não fico com essa babaquice aí de, ah, não, se eu vou dar pra ele, ele não vai trabalhar. Porra nenhuma, pô. Entenderam? Vamos lá, né? Quanto é que tá o jogo aí?
Argentina e Colômbia. Quem que tá com a TV ligada aí? Sempre bom estar com vocês, hein? Boa semana, pessoal. Um abraço. Até breve.