Coletânea

As virtudes & os vícios

Inveja - uma tentativa de matar Deus

1:18:17 · ~68 min de aula27 de janeiro de 2025Transcrição automática · em revisão
  • inveja = invidere = não-ver
  • a soberba = olhar sozinho (raiz dos vícios)
  • a vocação de dominar
  • a inveja é sempre contra um domino
  • a escola da inveja = imitação do demônio
  • as três pessoas (tristeza = desencontro roteirista-personagem)
  • os transcendentais e a árvore de Porfírio (definição)
  • a esperança invencível (trabalhadores da última hora)
  • ordo amores / referências em gente morta (santos)
  • os exercícios práticos contra a inveja

Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 10:08.

Eu decidi fazer essa live da inveja porque eu estava organizando umas aulas lá para a comunidade e aí achei uns estudos antigos meus sobre a inveja.

Citações verbatim

Trechos da aula

Eu decidi fazer essa live da inveja porque eu estava organizando umas aulas lá para a comunidade e aí achei uns estudos antigos meus sobre a inveja.
— Prof. Diego Reis
Não existe inveja onde vocês não querem dominar
— Prof. Diego Reis
A escola da inveja é a escola da imitação do demônio.
— Prof. Diego Reis
Palavra por palavra

Transcrição completa

Transcrição automática · em revisão

Pronto, o Instagram também. O que? Não, o Instagram tá no 5G. O Instagram tá 5G. O que? Deve ser o ventilador, tá com barulho aí? Ah é, o outro é de fora, né? Boa noite, Natália, Ana Paula. Boa noite, Nicole. Fala, Renan. Ficou outra live.

Deve ter uma galera perdida aí em outra sala que tava no link anterior. Eu tive que mudar o link. O link parou de funcionar pra mim aqui. É, né? Acho que eu vou sair do YouTube, vou ficar só no Instagram hoje. Está tudo gravado no YouTube, né? Eu deve ser alguma coisa com a internet. Vamos fazer o seguinte?

Vamos fazer o contrário hoje? Vão todo mundo pro Instagram? É, tá dizendo aqui no YouTube a galera que caiu, ó. YouTube tá bisolento hoje, a galera tá falando aqui que tá travada. Então vamos ficar aqui só no Instagram? A galera não tá me vendo no YouTube. Pra mim tá online, mas a galera tá falando aqui, ó. Então hoje é o contrário, né? Eu sempre fico pedindo o pessoal pra passar do Instagram pro YouTube. Eu não sei se era comigo aqui, mas acho que não era pra internet não.

É o YouTube, só no YouTube que tá dando aqui, ó. Você está offline. Você está offline. YouTube não tá querendo hoje não, hein? Bom, então vou mudar aqui. Vamos tirar aqui, chega para cá e passa para cá. Olha lá, está dando aqui o YouTube. Você está offline. O YouTube não está querendo não. Vamos ficar aqui no Instagram? Vou encerrar aqui no YouTube, encerrar a transmissão.

Pronto. Dispensar. Está cheio de... A pessoa falou que a coisa é problema do YouTube hoje mesmo. Falaram que hoje o YouTube está... Calma aí. Vamos lá. Excluir. Excluir. Excluir. Pronto. Tudo bem, pessoal?

Boa noite. Tá forte e claro aqui? YouTube hoje deixa a gente na mão, né? Faz parte. É, o YouTube... Eu decidi abrir o YouTube o dia que começou a ficar ruim aqui no Instagram. Aí o pessoal me falou que era melhor botar para o YouTube, para se o Instagram começasse a puxar para trás aqui. E é só a gente baixar a bola, né? Falar mais tranquilo, falar de umas coisinhas mais avena, né? Poderia dar um conselho para as pessoas.

Solteiras? Qual deve ser a hierarquia? Ah, depois que eu fiz a live do matrimônio, uma galera fez essa pergunta. Conselho para as pessoas solteiras. Um conselho para as pessoas solteiras é se prepararem para o matrimônio. Ah, Diego, mas eu não vou casar. Todas as vocações são matrimônio. Se você quiser saber mais sobre isso, vai lá ver a live do matrimônio que está no YouTube. Todas as nossas vocações é a gente se preparar para o matrimônio. A questão é com quem você vai casar. Então a gente quando está solteiro, primeiro a gente tem que estar se preparando para ter as capacidades, os poderes, os domínios, as virtudes próprias para ser uma pessoa que vai dedicar a vida para uma esposa.

Aí a esposa, qual vai ser a esposa, vai lá na live do matrimônio que vocês vão entender. Não necessariamente vai ser uma mulher ou um homem. Pode ser uma comunidade inteira, se a pessoa for religiosa, um sacerdote. Boa noite, Renata, Isa. Emília, Patrick. Fala, manso. Fala, Ian. Live no parque. Boa noite, Paula. Fala, Gabriel. Anotações em Tópicos, que o Gabriel tá falando até aí.

Tava aqui em cima um livro chamado Tópicos de Aristóteles. Um livro importante. Eu vou ensinar sobre esse livro lá na comunidade. Vou falar do Trívio. Fala, João. Alaninha. Luísa. Diego. Pamela. Faz um Tinder, professor. Tem uma galera boa aí com esse tipo de trabalho, né? O Augusto e a Nicole, o Olivier, eles têm um trabalho legal disso aí, para juntar a galera, para ajudar a galera, inclusive a se preparar também para isso.

A nossa estrutura de mundo hoje ajuda, contribui bastante para o pessoal ter esse tipo de olhar disperso. Tem aula sobre TDAH que fala bastante isso. A gente não conseguiu hoje entrar no YouTube, o pessoal me falou que é problema do YouTube. Eu achei que era do Wi-Fi, mas me falaram aqui que hoje o YouTube que está com problema. Comunidade para solteiros.

Meu amor, Maria. Felps, boa noite. Boa noite, Joyce, Diego. João Pedro. Eduardo. Elisa. Emerson. Felipe. Eu hoje não posso demorar muito aqui, né? Porque a gente já começou atrasado por causa do YouTube. Boa noite, Flávia. É possível viver a perfeição sem ser católico? Eu não vou ter que tirar o foco dessa pergunta já, senão tu vai ficar falando aqui meia hora.

No YouTube não está dando certo, não. Eu tentei abrir três lives, se vocês forem lá deve ter... Só que todas elas estão dizendo que está offline. Eu achei que fosse problema da internet, mas está tudo funcionando. O pessoal me falou que é o YouTube mesmo. YouTube e Google. Hoje o YouTube não tá funcionando não. BH... Pô, já me perdi, pessoal.

Já tô atrasadão. Tô passando rápido com aqui os comentários de vocês. Pronto, não vou conseguir falar com todos vocês. Chamando nome por nome, né? Pessoal dos Estados Unidos aí. Três lives que eu abri lá no YouTube, uma para cada pessoa. Boa noite, Frossoa. Abraço de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Maravilha. Bom, vamos começando e a gente vai conversando. Começamos atrasado, mas eu dou uma esticada aqui. Vamos lá. Eu decidi fazer essa live da inveja porque eu estava organizando umas aulas lá para a comunidade e aí achei uns estudos antigos meus sobre a inveja.

Por que eu não fiz essa live antes? Porque tem muita... Ah, eu também... Foi isso também. Também foi a última caixinha. Também tinha umas três ou quatro perguntas sobre inveja. E aí eu falei, caramba, eu acho que de repente já dá para eu falar sobre inveja. Por que já dá para falar sobre inveja? Por que eu demoro para falar sobre certos assuntos às vezes que as pessoas me pedem muito? Porque alguns assuntos são complexos. Eu sei que de uma maneira geral existe a experiência que o pessoal sente no dia a dia, mas os assuntos são complexos.

Quando que eu percebi que o assunto da inveja era muito complexo? Quando eu comecei meus estudos e eu vi que as definições ao longo da história, vocês sabem que isso é uma parte necessária de todo estudo sério que vocês fizerem. Vocês precisam ver a história daquele estudo. A gente chama isso de, por exemplo, a experiência humana da inveja, ela está dita em toda a história da literatura. Então, se vocês pegarem livros muito antigos, seja da cultura grega, que é baseada em Isildo e Homero, do século VIII, antes de Cristo, vocês vão ver que a Elíada, ela já começa assim, os primeiros cantos, a Elíada e a Odisseia tem uns 24 cantos, cada obra dessas.

Cantos é um capítulo só que numa obra que é poética, com versos, poesia. E aí vocês veem que já começa falando sobre ira, inveja, culpa. A gente tem isso falando do mundo grego. Existe o mundo hebreu, o mundo judeu da tradição que a gente pode ver mais antigo que isso. Talvez quem é estudioso da área aí me diga assim, ah não, mas a compilação da Torá como a gente concebe hoje é do século VI ou V antes de Cristo. É, mas a história real remete ao século XIII e XII, que é a época de Moisés e companhia.

Então vocês vão ver que todo o Antigo Testamento está permeado por histórias de inveja, sobretudo as histórias familiares. A primeira delas que a gente conhece tirando a experiência do demônio do capítulo 1 do Gênesis, existe a experiência da inveja de Caim e Abel e daí para frente várias histórias de inveja, algumas mais famosas, por exemplo, José do Egito com seus irmãos, sabe? Então é uma história que está no nosso imaginário, desde o início da literatura. E essas histórias têm seus ápices. Por exemplo, a inveja é um dos degraus do inferno de Dante, se eu não me engano, o segundo degrau do Purgatório.

Falar da inveja... Vou falar mais sobre isso. mais para frente quando eu der a falar um pouco mais o que é efetivamente a inveja. E aí a gente vai falar das coisas mais comuns da vida. Afinal de contas aqui eu não vou pegar uma parte que normalmente eu daria numa aula, numa aula de repente da comunidade, que é uma coisa mais didática. Aqui a gente vai um pouco mais para o tiro, porrada e bomba daqui a pouco, não é isso? Então a gente... Quando olha para as experiências da inveja e vai fazendo esse estudo dentro da literatura, litera é uma palavra latina que traduz a palavra grega grama.

Então a gramática grega é o que a gente chama de literatura latina. Hoje em dia, a gente chamaria esse mundo de língua portuguesa, não é isso? Estudo o quê? Estudo línguas. Aí eu tenho a literatura da língua portuguesa, que a gente tem o nosso início, o nosso marco, o patrono da literatura da língua portuguesa, que é Camões com as Lusinas, não é isso? Bom, então dentro dessa história, a gente faz um estudo dentro da arte da gramática grega, ou da literatura latina, que é o estudo da etimologia.

Ou, mais tecnicamente para algumas pessoas, a gente poderia discutir aqui, o estudo da filologia. E aí a gente vai vendo o que é inveja ao longo da história, uma espécie de história da inveja, que tem seu ápice na literatura nas histórias de Shakespeare. O teatro da inveja, Shakespeare. estão as obras de Shakespeare, Hamlet, Othello. Tem histórias famosíssimas dessas tragédias que acontecem dentro de famílias por causa da experiência da inveja. E aí a gente vai vendo como a inveja vai sendo desenvolvida ao longo da história e a gente vê que não é simples estabilizar o conceito de inveja por causa da definição que os medievais deram, porque Santo Tomás de Aquino, que depois é repetido hoje, mais ou menos, parafraseando no catecismo, chamando a inveja de uma tristeza.

Então, o Santo Tomás de Aquino fala que a inveja é uma tristeza, não é isso? Tanto é que quem estuda os pecados capitais um pouco mais a fundo, não chama um dos pecados capitais de inveja, chama de tristeza. Em Evagrio Pântico, no que deu origem aos sete pecados capitais, as nove doenças da palavra, olha lá, os logos moi, né, dos gregos, também é diferente. Aí quando a gente pega Santo Agostinho, Santo Agostinho, século IV d.C., Santo Tomás de Aquino nasceu em 1225, então aí tem uns 800 anos de diferença.

Aí quando você vai ler Santo Agostinho, 800 anos antes, você vê uma definição de inveja como um ódio. Bom, ódio é diferente de tristeza. São Tomás aqui nos chama de tristeza. Então, não é fácil de estabilizar. Por que não é fácil de estabilizar o que é inveja? Porque a inveja é leite derramado sobre leite derramado. Se vocês já olharam a minha live sobre soberba, quando vocês olham lá, eu falando sobre soberba, soberba é uma experiência extremamente simples, é uma experiência extremamente primária.

Eu tenho que olhar para o mundo para buscar a ordem do mundo, ou seja, eu tenho que olhar para o mundo submisso ao mundo. Então, o que é olhar para o mundo submisso ao mundo? É olhar para a comida e perguntar a ordem das coisas. como é a melhor maneira de me alimentar. Então, essa ordem, ela é dada pela própria estrutura da criação do mundo. Existe uma ordem que faz o ser humano funcionar bem se alimentando bem. Então, um cara soberbo é o cara que olha para a comida e tenta achar a alegria dele, a felicidade dele, o prazer dele com a comida, independente da ordem do mundo.

Que se dane se eu vou me ferrar todo comendo isso aqui, ou vou destruir minha vida, ou se eu beber isso aqui, ou eu vou me ferrar, ou que se dane aquela mulher, o importante é o prazer agora. Então você vê, quando a gente olha para as coisas... para ter as coisas, o que a gente chama de avareza, para usufruir prazerosamente das coisas, seja com a mulher de maneira luxuriosa ou com o homem, seja com comida e bebida, o que a gente chamaria de gula. Então esses fenômenos, eles são fenômenos primários.

esses fenômenos que eu estou narrando aqui para vocês, desde a história então, que eu falei para vocês no começo da live, passando pelas experiências da inveja no povo hebreu, no povo grego, no povo latino, desde essas experiências do início da live, até o modo de inveja que a gente vai falar da vida comum, até o modo de inveja dos botafoguenses que estão passando agora e xingando todo mundo aqui na frente da porta, mamadão já comemorando o título desde ontem, desde esse tipo de inveja. A gente vai explicar isso de maneira como acontece aqui, vai falar de uma estrutura, de uma cultura da inveja, Eu não estou no YouTube não, porque o YouTube está embaixo agora para a live, não está funcionando a live lá no YouTube, aí hoje foi todo aqui.

Então vejam, aí eu narrei aqui rapidamente, relembrei algumas lives que a gente já fez de experiências primárias. Vocês perceberam que a experiência da soberba, a soberba é um fundamento que acontece em todas as nossas experiências erradas, tudo que que eu vou errando de querer usufruir sozinho, eu vou conhecendo essas experiências que são filhas da soberba. Estou olhando para a comida e que se dane a ordem do mundo, pois é, isso é uma soberba da alimentação, que tem um nome, chama-se gula. Eu estou olhando para a mulher e eu quero usufruir da mulher mesmo que eu destrua a minha vida, pois é, o nome disso é soberba do relacionamento com mulher.

A gente chama isso tecnicamente de luxúria. Ah, eu vou comprar carro e casa e um monte de coisa e quero usufruir isso da maneira que me dá prazer. Pois é, o nome dessa soberba de querer usufruir disso de maneira desordenada chama-se avareza. Entende? Isso tudo é experiência primária. A inveja não. A inveja, ela tem essa diferença entre esses vários autores que eu fui falando pra vocês na vida, porque essa experiência, ela é uma experiência complexa. Então, eu vou dar os exemplos mais famosos que eu usei aqui.

Vamos lá! No século IV, Santo Agostinho chama a inveja de um ódio. Então, por exemplo, se você vê uma pessoa Aí aquela pessoa tem várias coisas que você quer. Seja posições, seja bens materiais, seja um bom casamento. Aquela pessoa tem aquelas coisas. Se você também deseja aquelas coisas e você começa a lutar para ter aquelas coisas, isso, segundo a definição, a experiência de vida de Santo Agostinho, não é inveja, porque a inveja para Santo Agostinho, a definição dele, a inveja é um ódio. É um ódio, ou seja, ele está posicionando a inveja na força irascível.

Lá no crítico, lembra o bonequinho do crítico, que quando alguma coisa está injusta, você acha uma injustiça, vem a força irascível? Então você vê, para Santo Agostinho, a experiência da inveja, ela já não é simples. Ela já não é simples. Porque eu tenho, primeiro, tudo que eu falo para vocês começa então com a presença. Uma presença. é o erro de presença que configura todos os problemas de soberba. Então vejam lá a live da soberba. Aí eu expliquei para vocês que a presença, ela sempre quer exercer domínio e não existe nada no mundo, em nenhum momento, não tem nenhum de nós aqui, 380 pessoas e eu.

Nenhum de nós está aqui e não está tentando exercer um domínio. Eu, com o domínio que eu quero aqui realizar com vocês, com certas coisas, certos objetivos que eu quero atingir, e vocês também, com os interesses de vocês, de certas coisas que vocês querem aprender. Não é isso? Ok, maravilha. Aí a gente vai para São Tomás de Aquino, 800 anos depois. Aí você vai ver São Tomás de Aquino falando da inveja? Aí ele não fala que é um ódio, não. São Tomás de Aquino fala que é uma tristeza.

A experiência humana da tristeza, ela é uma experiência, apesar da gente viver ficando triste por aí, a experiência da tristeza é uma experiência complexa da personalidade humana. A tristeza, ela perpassa um desejo do personagem no palco, que quer um copo de Coca-Cola. Depois, os juízos dele, para ver uma hierarquia na minha vida para a Coca-Cola, para ver um jeito no passado que eu usufru de Coca-Cola, como que no passado, olhando para o passado, quais experiências de Coca-Cola que eu tenho. Depois, um roteiro para adquirir Coca-Cola no mundo.

E depois disso, se eu não conseguir cumprir o meu roteiro com personagem no palco, aí vem a tristeza. Antes dela, ainda aparece a raiva se eu perceber que eu fui injustiçado, que não aconteceu de eu não ter a Coca-Cola de maneira natural, mas que tem um movimento de injustiça. Então veja, a gente consegue compreender aqui na experiência complexa da personalidade que tem lá a injustiça, que é a única, a única experiência humana que leva ao ódio, não existe nenhuma outra experiência humana que leve ao ódio, à emissão da raiva, não existe nenhuma, só existe essa, basilar, chama-se justiça.

Então olhem para o crítico, se ele está desordenado, se tem uma injustiça no crítico, que é onde acontece o fenômeno da injustiça, É um fenômeno de quando a gente olha para alguma coisa que aconteceu, ou seja, eu estou olhando preponderantemente para o passado. Percebe? A justiça é olhada para uma terra do passado. É por isso que... Sabe aquele filme Minority Report, que o pessoal faz um julgamento antes do cara conhecer o crime por causa de umas mulheres que ficam numa espécie de lago ritual onde elas veem o futuro e as pessoas são julgadas e presas antes do fenômeno acontecer, é por isso que não é assim.

O julgamento, os juízos, que são experiência mais simples depois de julgamentos, que é muito mais complexo porque é um evento que pega a personalidade inteira, eles começam preponderantemente com o passado. Então, não é que São Tomás de Aquino e Santo Agostinho não se falam e não estão entendendo. Eles estão falando da mesma experiência, só que eles estão... Putz, vocês vão aprender essas paradas lá na comunidade nas aulas de gramática? Quando eu leio junto com vocês um livro chamado Isagoguer, de um cara chamado Porfírio, de um professor, de um filósofo chamado Porfírio, falando sobre os comentários das categorias de Aristóteles, o Porfírio vai ensinar vocês a fazer uma árvore, para todos nós, a árvore de Porfírio.

que coloca as coisas, uma taxonomia, uma hierarquia, desde do indivíduo, espécie, gênero, aquele reficofage que eu fico falando pra vocês da taxonomia da biologia, que vai subindo até o domínio. Sabe que existem domínios na biologia, depois reinos, depois filo, depois classe, depois ordem, não é assim? A gente chega no gênero, chega na espécie. Então, quando a gente vai definir alguma coisa, que é uma ciência extremamente avançada da gramática, que é o que eu estou falando para vocês, existe uma diferença de definição de São Tomás de Aquino, de Dante, no segundo degrau lá do purgatório, e também de Santo Tomás de Aquino, Santo Agostinho.

Existe uma diferença deles de definição. Por que que existe uma diferença de definição? Porque como a inveja é uma experiência muito complexa, muito complexa, ela vai perpassando toda a personalidade humana, então ela começa lá de alguma coisa que eu experienciei, de que eu fiz juízos, de que tem uma hierarquia importante na minha vida, você entende? Tipo assim, quem não tá nem aí pra futebol, Vai sentir raiva ou inveja de um time que é campeão e o meu time não é? Não vai sentir. Mas quem carrega futebol com um juízo muito alto por causa do crítico?

vai viver completamente o fenômeno da inveja. Mais pra frente a gente vai falar por isso. É por isso que, por exemplo, agora tem Botafoguense que passa aqui e ele não tá comemorando um título. Ele tá xingando o Vascaíno, o Tricolor, o Flamenguista. Tá xingando alopradamente. Teve um cara que jogou uma bomba aqui dentro da casa do outro cara. Você entende? Vocês percebem que existe um fenômeno aí que está muito longe de ser da felicidade humana, é um fenômeno de querer destruir o outro, entende? Esse fenômeno, ele tem a complexidade do ódio que Santo Agostinho falou, e ele tem a complexidade de depois do ódio, que é uma experiência, digamos assim, de segundo degrau no gênero, ela vai passar para o roteirista da vida, depois ela vai ser tentada encarnada no palco, com personagem no palco.

Pô, eu também quero o meu time, eu também quero que meu time passe por isso. Caramba, só que eu estou vendo outro time passando por isso e o meu time não passa por isso. Aí você não consegue mais torcer para o seu time, porque teu time está longe disso, de ser campeão. Tipo o Vascaíno, né? O Vascaíno hoje falou assim, pô, o Flamengo foi campeão da Libertadores, depois o Fluminense, depois o Botafogo, ano que vem é o Vasco. O Vascaíno está assim, né? Ou seja, preste atenção, ele está parando de olhar para o time dele, ele começa a olhar só para o time dos outros.

Uma experiência extremamente complexa, eu desejo alguma coisa, depois essa coisa com o personagem no palco, eu vivo uma experiência do futebol no mundo, Depois isso se torna importante para mim. Isso entra numa hierarquia da minha vida. Eu começo a torcer para um time. Eu faço um roteiro alto para esse time ser campeão. E aí eu olho para o personagem no palco, para o time, exercendo efetivamente um teatro, aquele show. E ele não consegue interpretar. Então eu começo a sentir raiva porque é injusto. Percebe? Então eu tenho a raiva de Santo Agostinho na inveja.

Eu tenho a raiva. Olha, eu não estou chegando ainda perto da inveja, olha o que está acontecendo. É uma experiência vocacional de uma presença que me chama a atenção, de que eu quero dominar, depois eu começo a dar importância para isso na minha vida com um exercício constante, impregnando a minha vida disso, depois eu começo a fazer roteiros cada vez mais altos e as coisas não vão acontecendo. Vocês que já estão aqui há um tempo sabem e veem que eu explico lá no desenho. Se vocês olharem a live das três pessoas, vocês vão ver que está desenhado com muita tranquilidade o que é a tristeza e a felicidade humana.

A tristeza, um desencontro entre roteirista e personagem crítico. A felicidade, um verdadeiro encontro entre roteirista e personagem crítico. Agora, olha para Santo Tomás de Aquino falando da inveja. Ele não fala que é uma raiva. Ele fala que é uma tristeza, ou seja, Santo Tomás de Aquino subiu três casas de Santo Agostinho, subiu mais três casas. Por que eu estou falando aqui na minha cabeça que ele subiu mais três casas? Porque ele deu mais umas voltas na personalidade. E ao invés de fazer uma definição simples como Porfírio fala na Isá Gokê, ele fala assim, pega o gênero mais próximo da espécie e uma propriedade da espécie e você faz a definição da coisa.

Entende? Eu quero definir lápis. Lápis é uma coisa que escreve. Escreve como caneta, como um pincel. Escreve, escreve. Peguei um gênero próximo, só que eu tenho que pegar uma coisa muito própria do lápis, uma propriedade da espécie, específica. O genérico mais próximo com uma especificidade mais próxima. Aí eu então chamo lápis, alguma coisa que escreve, genérica, e agora vou especificar para o lápis. que tem aquela composiçãozinha de madeira com um grafite de carbono. Diferenciei, percebeu? Isso é a árvore de porfírio. São Tomás de Aquino, ele chegou mais próximo de Santo Agostinho.

Antes da gente chegar lá, a gente vai passar pelo roteirista. pelo personagem no palco e vai sentir uma tristeza. Por que a gente vai sentir uma tristeza? Como é que a gente chega até lá? Pô, vocês sentem inveja se vocês nada têm a ver com o futebol? Vocês sentem inveja? Alguém aqui que é flamenguista, vascaíno, do Botafogo ter sido o campeão da Libertadores e ter ficado ontem torcendo contra? Presta atenção, hein? Presta atenção. Torcendo para o Botafogo se ferrar, porque você torce para um time que não tem condições de ganhar.

Aí como você não tem condição de dominar... Toda live eu estou falando a mesma coisa para você. Toda live... Eu estou falando a mesma coisa para vocês. Presença, uma soberba que vai dominar o mundo. Um domínio. Eu quero dominar. Não existe inveja onde vocês não querem dominar, vocês entendem? Vocês não têm inveja de São Tomás de Aquino. Vocês não têm inveja de Santo Agostinho. Primeiro porque eles já morreram. E isso que eu estou falando é muito importante. porque é muito importante que as referências de várias coisas na vida de vocês sejam gente morta para vocês se resguardarem de inveja.

Daqui a pouco a gente vai enchimilçar um pouquinho mais e a gente vai chegar aí nas coisas práticas da vida de vocês, vocês vão ver. Aí, a gente olha para os domínios que a gente quer ter, quer ter. Agora, esse domínio é importante para mim, é importante para mim. Se você é uma mulher que trabalha com internet, um cara que trabalha com internet, aí você tá vendo, dominar a internet é importante pra você, aí você tá vendo que você não domina a internet, só que tem uma pessoa do teu lado que domina a internet.

Veja bem, existe o fenômeno em que essa pessoa pode dominar a internet e você pode dominar a internet. Então, você não precisa da destruição dela, ou que ela perca, para que você domine. Essa é uma possibilidade que você vai ter que lutar por um lugar que pode ter inveja ou não, né? Agora, olha essa outra construção da vida. Presta atenção nessa agora, que eu vou dar uma pinceladinha de cultura para vocês entenderem. E se existe um ranking? O campeonato brasileiro, a Libertadores, pô.

Onde só tem lugar pra um primeiro. Só tem lugar pra um primeiro. Pra você chegar lá nesse lugar, você consegue lutando e derrotando todo mundo, ou seja, eles vão ter que se ferrar Ou se você não conseguir derrotar todo mundo, você vai torcer para os outros serem derrotados. Agora anota aí. Anota aí. Todas as experiências que vocês passam na vida, nas quais vocês precisam torcer por uma derrota, todas as experiências que vocês passam na vida, onde vocês precisam torcer por uma derrota, ou seja, vocês vão ter que se empenhar por uma destruição, é o exercício que vocês fazem para que vocês sejam pessoas invejosas.

Agora, olha só, quando o Santo Tomás de Aquino chamou de tristeza, diferente de Santo Agostinho que chamou de ódio, A gente daqui a pouco, eu vou falar da definição como dada no Purgatório de Dante, na Divina Comédia. Quando a gente olha para a tristeza, ela é uma tristeza então, segundo São Tomás de Aquino, e ela é uma tristeza, ela é um ódio, como diz São Tomás de Aquino, como diz Santo Agostinho, ela é um ódio. Eles estão errados em dizer isso? Não, eles não estão errados em dizer.

Vocês só não entendem a diferença do que eles estão falando porque vocês nunca estudaram bem estudado gramática para aprender a definir palavras. Eu posso definir lápis como sendo um objeto que escreve, só que essa definição é uma definição que eu posso melhorar. se eu deixá-la menos genérica e mais específica. Ao invés de chamar de objeto só que escreve, eu vou sair mais do genérico e vou cada vez mais me apropriando da experiência completa. Então eu vou falando do grafite, do carbono, do modo de pegar, entende?

Então quando vocês olharem, por que eu faço um estudo etimológico, a história da experiência humana? para achar essas nuances, colocar na árvore de porfírio, desenhar na personalidade e entender o que cada um desses autores está falando. Entende? Então veja, eu tenho a experiência de ódio de Santo Agostinho? Eu tenho a experiência de ódio. É óbvio que eu tenho a experiência de ódio. Se não tiver a experiência de ódio, inclusive, não configura inveja. Essa não configuração de inveja é o que o pessoal hoje chama, de maneira tola e burra, de inveja branca.

Por que inveja branca? Porque inveja é negra. É como se você falasse assim, é uma inveja negra branca. Mas não dá, porque na definição de inveja, tem ódio. Entende? Se você tá falando assim, ó, o que é inveja branca? É uma admiração, né? Porque não tem ódio. Se não tem ódio, para de chamar de inveja. É por isso que eu tô ensinando gramática lá na comunidade, entendeu? Pra vocês pararem com essa bobeira de ficar falando um monte de palavra solta por aí. e começar a achar mais coisa da coisa certa.

Inclusive, é por isso que eu mostro isso lá na personalidade humana, como é que acontece. Então, quando vocês olharem a experiência de... e aí a gente vai entrar no tchan da coisa, né? A palavra inveja, ela está escrita na Divina Comédia como invidere, ou seja, vida, de ver e de não. Tanto é que tem muito tempo que eu li isso, mas eu me recordo que tinha alguma coisa de...

Se eu não me engano, na Divina Comédia, o pessoal que está no degrau da inveja estava cego, estava com um arame que machucava a própria vista, sabe? Ou seja, eles estão com a visão ferida. É uma não-visão, um não ver. Isso é inveja. Mas como assim um não ver se eu estou olhando para o outro, né? Quando a gente olha para a inveja, a gente está olhando para o outro. Não é assim que a gente está fazendo? Porque que a inveja é um nome que significa não estar vendo.

O que é que a gente não está vendo? Você vê, ó, a Ana, ela está fazendo uma pergunta que eu já falei, eu já dei uma pincelada nessa pergunta por aqui algumas vezes, né? Ela falando assim, professor, um atleta, né? E um atleta, calma aí, subiu, passou. E um atleta, ele precisa ver sempre o primeiro lugar, né? Ele está fadado a viver invejando, né? A gente mora aqui no Brasil, né? Isso não é um privilégio, dizendo ironicamente, né? Caraca, que maneiro! Foi isso aqui que eu fiz que fez subir um monte de bola colorida?

Quem será que eu fiz que subiu bola colorida? Subiu bola colorida, hein? Ou vocês fizeram isso aí? Quando a gente olha para a cultura do Brasil, Eu sempre me recordo do professor Olavo falando assim, no Brasil a gente não tem prêmio Nobel, a gente não tem um monte de gente canonizada, porque aqui no Brasil a gente vive um puxando o tapete do outro. Então, para tu falar bem de uma pessoa, tu fala assim, não, o cara é legal, mas... Ah, o cara é meio assim e tal.

A gente, no Brasil, a gente tem enraizado em nós uma prática constante de depreciação do outro. Por que que é assim aqui? Às vezes eu falo assim com as pessoas, ah não, mas isso é um fenômeno global. Vocês sabem que eu já morei em outros lugares, né? Então, já morei mais de um ano na África, no Oriente Médio, no Líbano. E eu comento isso com a minha esposa direto. As pessoas, por não terem vivido uma vida simples... elas acham que não existe como fugir de certas complexidades, sabe?

Tem gente falando assim, mas hoje, na estrutura da nossa sociedade, não tem como ter mais de dois filhos. Ah, não, mas na estrutura da nossa sociedade, não tem como viver. Isso é escolha de vocês. Vocês escolhem viver assim. Então, por exemplo, eu fico olhando para as pessoas, por exemplo, hoje, hoje, primeiro domingo do advento, Hoje é um grande dia, né? Hoje é um grande dia, você vê. Hoje, aqui em casa, esse dia de hoje, ele foi muito aguardado aqui em casa. As crianças estão há um bom tempo falando assim, caraca papai, tá quase chegando o primeiro dia do advento.

O dia, a Maria deve botar depois a filmagem rapidona assim, aquela acelerada, da gente montando hoje o préserpe. É, árvore de Natal, botando os enfeites na casa. A gente aguarda bastante tempo, né? Olhando, vendo a nossa vocação hoje e sabendo a expectativa, a esperança de viver o dia de hoje. Porque a gente vai se temperando disso com a presença, né? Aí se você sai na rua, e hoje a gente foi almoçar fora, porque era festa de aniversário da mãe da Maria, minha sogra, Renata, e também aniversário de casamento dos pais dela.

Aí eu estava sentado e tinha um pessoal na cadeira assim atrás falando assim, caraca, meu irmão, estou na maior expectativa de hoje à tarde que vai ter Master City Liverpool. Aí o cara É, mas porra, torce pra quem, cara? Aí o cara falou, porra, tomara que o Liverpool dê uma porrada no Manchester City, que eu não suporto aquele cara Guardiola, que é o Pepe Guardiola, o técnico do Manchester City. Aí eu ouvi aquilo e falei assim, caraca, meu irmão, olha a nossa vida. Tem um cara aqui no Brasil sentado num domingo à tarde com expectativa de ver o Pepe Guardiola se ferrar na Inglaterra.

E ele vai se temperar, ele vai sentar, ele vai ficar duas horas vendo um jogo de futebol sentado, torcendo pra um cara se ferrar. Aí vocês olham pra mim e falam assim, professor, Com todo respeito. Com todo respeito, vou chamar até de senhor, né? O senhor tá de sacanagem com a gente, pô. E importa alguma coisa, o cara tá vendo Liverpool e Manchester City e tá torcendo pro Pepe Guardiola se ferrar, pô.

Qual o problema disso, professor? Uma bobeira dessa? Pô, pessoal, com todo respeito, vocês estão de sacanagem. Deve ter gente aqui que pesa comida pra comer. Deve ter gente aqui que pesa quantidade de proteína de pedaço de carne. Pesa, porra. Que pesa carboidrato do arroz, porra. Deve ter gente aqui de vocês que faz isso, né? Aí eu pergunto pra vocês assim, faz diferença?

Aí vocês vão ficar uma hora me explicando a grande diferença que faz. Mas se eu falo pra vocês que ficar sentado duas horas num jogo de futebol, torcendo pra alguém se ferrar, são duas horas de um dia, pô. Vocês acham que isso é uma cultura que prepara o homem pra ser virtuoso? São duas horas de temperança, meu irmão. Duas horas. Eu anoto em categorias as coisas da minha consulta, categorizando de várias maneiras.

Um dia eu falo para vocês como. Eu já falei em alguns lugares, né? Não tem um dia que eu atenda que não exista uma experiência de inveja, de torcer contra um casamento. Torcer contra. Você vê, na semana passada, retrasada, uns alunos meus se juntaram, aí falaram assim, pô, a gente precisa se juntar, a gente precisa falar umas coisas para o professor Diego Reis. Aí se juntaram, me falaram que conversaram antes, aí falou assim, pô, professor, A gente queria falar com o senhor um negócio aqui, mas a gente não sabe como.

Nós somos alunos de Fulano, Ciclano, Beltrano. E, pô, a gente queria falar com o senhor que nos cursos deles lá, nas mentorias e tal, eles estão combatendo as três pessoas, né? Ah, eu falei para eles. Qual é o problema deles combaterem as três pessoas?" Ele falou, não, pô, a gente só veio falar que a gente... a gente ficou meio bolado, porque a gente perguntou, né, o que que tava de errado e tal. Aí eu falei, ah, isso aí me interessa. Eu quero saber o que que tá de errado nas três pessoas.

Aí ele falou assim, não, eles não falaram, não, o que que tá de errado, só falaram que acham estranho e que era melhor não adentrar nesse mundo, não. Falei, então beleza, eu não quero nem saber mais de nada. Se eles tivessem alguma coisa para contribuir comigo, maravilha. Mas por que eu não quero saber mais de nada? E esse é um dos motivos, inclusive, que eu não faço várias coisas na internet. Porque vocês têm que entender o seguinte, olha só. Hoje, eu estava aqui vendo The Chosen com as crianças e aí Jesus Cristo estava ensinando certas coisas, né?

E aí os fariseus estavam muito bolado, muito bolado, pô, muito bolado. Por que que eles estavam bolados? Aí eu estava explicando para o meu filho mais velho, para o José Pedro. Filho, imagina você dominar uma coisa, estar em primeiro lugar do campeonato. Você, o fariseu, ele era o mais próximo da encarnação divina que a gente tinha nessa terra. O fariseu, o doutor da lei, o doutor. Vocês não conhecem os doutores? O doutor. Então, eles tinham a intimidade com Deus, eles sabiam a verdade. E aí, de repente, aparece um cara que tem poder de dar vista ao céu, de recuperar a perna do manco, de controlar a tempestade, de multiplicar pão, de ressuscitar mortos.

Não tem mais competição, pô. Não tem mais outro domínio. Agora, ou a gente mata esse cara, ou nós não somos mais os doutores. Agora ele é o doutor. Vocês entendem isso que eu estou falando para vocês? Eu estou falando da mesma coisa desde o primeiro dia que eu apareci aqui, sobre domínio, sobre dominar. Então, como é que se faz exame de consciência para ver, primeiro, nas coisas que eu vou tentar dominar, porque é aí que vai aparecer a inveja do peito de vocês. Então, teve uma pessoa, eu lembrei até aqui porque apareceu aí, teve uma pessoa que falou assim pra mim, professor, numa consulta essa semana, professor, a minha sogra é divorciada, a minha cunhada é divorciada, eu tô triste porque elas estão incentivando o meu marido a se divorciar.

Pô, vocês acham isso uma experiência estranha? Ainda mais na nossa cultura de brasileiro, pô. Você vê, as pessoas, elas botam os filhos, falam assim, não, meu filho... Cara, é muito estranho ver a galera não saber, assim, nada de nada de personalidade humana e ficar dando... Mas eu gosto de ouvir, né? Aristóteles falava isso, né? Isso é importante para o estudo. Você vê, nesse meu estudo hoje, no meu estudo de inveja, tem uma linha que está escrita assim, ó, o que os meus colegas dizem sobre inveja.

O que o Jung diz sobre inveja. Tem uma definição de inveja do Leandro Karnal, do Leonardo Boffi. Eu quero saber o que todo mundo fala sobre inveja, desde os meus amigos até Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino, o catecismo, você entende? Toda a experiência da inveja, e eu vou tentar na personalidade humana, nos exercícios de gramática, achar uma configuração com o máximo que eu conseguir na personalidade humana, onde a inveja atinge em cada parte e onde em cada parte existe o exercício para me fazer ficar invejoso e o exercício que me tira dali.

Então, os exercícios que tiram a gente da inveja, eles são exercícios impressionantes. Mas primeiro, eu preciso que vocês tenham consciência de onde que são os exercícios que vocês fazem que deixam vocês invejosos. Vocês veem, eu estava escrevendo uma aula sobre aritmética, meu filho estava hoje com um livro de aritmética aqui na mão, aí eu peguei, abri o índice e falei assim, está vendo isso aqui meu filho? Tinha um capítulo que estava escrito aqui assim. paridade e imparidade. Vocês estudam para o ímpar, não estudam? Em aritmética, uma matéria do quadrível.

A capacidade humana que faz o ser humano se comparar com os outros, ou seja, estabelecer uma paridade, é uma matéria que se estuda em aritmética. que vocês acham que é a matemática, né? Em aritmético, quando se estuda par, o número par, a gente estuda a experiência, a vida humana do que é o par. Por quê? Porque a partir do momento que surge o 2 na frente do 1, que começa o junto, né? O com, o par, a comparação.

que é um dos fundamentos da primeira presença, da bola do meio, que aparece junto comigo, ou seja, ela é fundante da personalidade humana, onde está o eixo da personalidade, daquela segunda coisa que aparece na minha frente. Isso é uma ciência de saber o que pode estar ali e o que não pode estar ali. Aí você fala assim, Diego, achei que era número, dois, quatro, seis, oito, par. Ele falou, não é número, porque os números indo-arábicos, eles são muito mais recentes, Os algarismos romanos e os números gregos não são números, são letras.

Vocês já estudaram? Os números dos romanos são letras. Então imagina estudar o que é par e ímpar no mundo latino. Não é do jeito que a gente estuda. Entende? É com uma segunda coisa na minha frente. É assim que se estuda par. e aí entra a categoria da gramática, da relação com o outro, o que aparece? nessa experiência fundante, essa experiência fundante é a primeira coisa que eu tenho que fazer para começar a me exercitar contra a inveja, então presta atenção, quando você olha a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, as coisas que Ele falava das pessoas e o tipo de relação que Ele tinha com o outro, vocês podem perceber que não tinha nenhuma atividade dEle onde a relação do outro precisava que o outro fosse destruído.

ou se afundasse na tristeza, ou se ferrasse. Então, isso é um teste que vocês deveriam fazer desde a educação infantil até as coisas... Então, tem gente que fala assim, porra, professor, quem me conhece há muitos anos sabe que eu era muito flamenguista, mas muito, muito, de todo final de semana o jogo estar no Maracanã, na época da geral, que era um real, Era direto. Até quando eu comecei a levar a sério esse negócio de personalidade humana, de perfeição. Aí comecei. Eu lembro que a primeira vez que eu li sobre isso, que eu falei assim, putz, meu irmão, vou ter que mudar várias paradas na minha vida.

Foi lendo A Imitação de Cristo, de Thomas de Kempis. Eu falei, putz, cara. Era isso e os exercícios espirituais de Santo Ignácio. Eu falei, meu Deus do céu, olha quanto tempo da minha vida que eu gasto fazendo o exercício da inveja, da destruição do outro. Então, quando eu falo para vocês, agora por dez e seis já, né? Vamos encerrar? E eu deixo aqui, alguém pergunta alguma coisa se alguém quiser? com a própria definição da inveja? A gente vai precisar fazer outra aula disso, né? Para eu falar sobre os exercícios passo a passo de cada pessoa.

Eu estou falando do exercício do primeiro passo da personalidade de desvincular uma pessoa que tem a inveja enraizada. Por que vocês vão ter que lutar para caraca contra a inveja? Sabe por quê? Porque a inveja Ela é a atividade mais complexa e final que faz o homem se configurar ao demônio. Porque depois que o demônio perdeu a visão de Deus, que ele não via mais a Deus, né? O grande papel do demônio passou a ser fazer com que as pessoas também não o vejam.

Estou falando da definição do não ver. Vocês estão vendo? Não ver. Se eu não vejo o título, você também não vai ver. Se eu não vejo mais a Deus, você também não vai ver. Tanto é que existe, quando a gente lê as obras de São João Bosco, Céu, Inferno e Purgatório, lá no inferno, Existe um lugar onde se vê o céu e a maior dor do inferno é você ver o céu e saber que você nunca mais vai estar lá. A inveja Ela tem essa experiência de destruição final, você entende?

Ela é exercitada na cultura brasileira com o futebol. Você viu, eu nunca vi isso na África, lá no Oriente Médio. Eu nunca vi isso, pô. Nego sair na rua gritando, xingando o nego, tá ligado? O cara, ele não tá comemorando assim de... Ele tá xingando os outros, pô. Ele tá xingando os outros. Você se ferrou! Se ferra aí! Se ferra aí! Presta atenção. Olha pra mim e veja uma interpretação do demônio. Se ferra aí! Se ferra aí, morra, seu otário! Se ferra! Vocês entendem que essa é a atividade final?

Isso é São Tomás de Aquino, Santo Agostinho. Meu irmão, nós estamos na escola disso, pô. Nós estamos na escola disso, da cultura, pô. O dia de hoje, ele deveria ter zero. O cara sentado no bar, almoçando num domingo normal, ele não deveria estar duas horas exercitando atividade demoníaca por excelência, pô. Ele devia estar vendo a sua vocação. Só que ele preferia exercitar que alguém, que um domino. Porque a inveja é sempre contra um domino.

A inveja é contra um domino. O meu casamento tá uma merda e aquela mulher domina o casamento. A minha raiva é contra o domino, vocês entendem? Eu tenho raiva do domino, do grande casamento. Eu tenho raiva do cara que tá ajudando na internet. Ele é um domino, ele tá ordenando o mundo. A minha raiva é contra o domino. A inveja é o demônio, vocês entendem? Porque a gente tem que lutar contra essa porra. Não existe inveja branca, inveja não sei o que lá. Inveja é a configuração final de uma personalidade que fez o contrário de Thomas de Kemps, de imitação de Cristo.

A escola da inveja é a escola da imitação do demônio. Então se vocês sentem isso, vocês têm que arrancar isso do coração de vocês. E aí existem exercícios práticos, existe a escola da virtude contra a inveja, que é a virtude do verdadeiro domínio que vai fazer as pessoas dominarem. Então, olha só, se hoje existe uma atividade que é uma presença, uma paridade, o início da formação da personalidade, uma presença, a bola do meio que leva vocês a essa atividade final, vocês vão ter que arrancar essa bola.

O que é na prática isso aqui? Pô, se você fica vendo a vida dos outros e tá sentindo inveja, torcendo pra ele se ferrar, você vai parar de ver. Você vai parar de ver. Você não vai ver. Você vai tirar essa paridade, essa presença, essa relação. Você acaba com isso. E aí você vai mais longe agora. Porque você vai começar se você reza, você vai rezar pela pessoa, se você pode fazer uma atividade concreta pra fazer o contrário, se você fala assim, eu quero que ninguém siga essa pessoa, tu vai botar uma mensagem aí, alguma coisa, tu vai fazer uma atividade contrária do que você sente, você entende?

Você vai começar a botar a presença da bola do meio que cura. Se você é um cara que faz penitência pelos outros, você vai oferecer penitência por aquela pessoa. Mas veja bem, você não pode olhar para o domínio dela. Deixa ela dominar. Deixa ela dominar. Essas coisas que eu falo para vocês se violentarem quando a gente estiver fraco, Pô, quando eu falo para vocês certas coisas da literatura, eu vou fazer isso com calma. Eu peguei as minhas anotações antigas sobre isso. As histórias ao longo da literatura, da história da literatura, que configuram a nossa vocação de ver as coisas.

Ver as coisas. Ver. A próxima live, vai ser sobre o zelo. Dito de outro nome para quem participa de experiência religiosa, sobre a piedade. Uma coisa que nenhum de nós consegue não fazer. Ou você vai fazer uma vénia, um ajoelhar muito piedoso na igreja, ou você vai pesar arroz. Mas você vai fazer alguma coisa com o zelo. Para dar uma complementada e a gente poder continuar ainda falando um pouco mais de inveja aqui.

Mas vocês precisam fazer esses exercícios iniciais, tá? Existem várias outras partes, né? Eu falei aqui de um exercício de presença. Vocês têm que passar a combater a inveja com a estrutura do que ela é. Ela é o não ver. Ela é o não ver. Você quer que um domino, alguém que domine alguma coisa? Não veja o domino. Para com isso, porra. Para com isso. Isso é uma violência contra si. Eu sei que é uma violência contra si. Se o futebol está te fazendo esse mal, se faz esse mal, você vai ter que se violentar.

Você tem que parar com essa porra. Você entende? Essa violência, isso não é. Eu não estou aqui falando só do evangelho. Eu sempre estou falando do evangelho. Eu estou falando de Odisseu, da Odisseia de Homero, no século 8 antes de Cristo, amarrado no mastro de um navio. porque ele era atraído pelos cantos das musas, da música das musas. E todo mundo vendou os olhos, né? Todo mundo... Vocês lembram do combate contra Medusa? Todo mundo se cegou para não ver, né? Odisseu, ele se prendeu no mastro do navio para poder ver.

Porque ele tinha que voltar pra casa, não é isso? Ele tinha que voltar pra Ítaca, depois da guerra de Troia. Eu não vou ver o domínio que eu quero destruir. E eu vou ver a minha vocação. Porque ninguém vive de olhos vendados, não vendo. Eu não quero ver! Eu não quero ver! Pelo Deus, eu não quero ver! Pô, eu não quero saber disso, pô, que você não vai se transformar no demônio. Essa não é a nossa vocação, pô. A nossa vocação é o que a gente vai ver.

Então, vocês têm que ir no lugar onde vocês possam chegar à perfeição e vocês não precisem combater ninguém para chegar lá. Pelo contrário, vocês vão chegar lá com os outros. Vocês sabem que as pessoas invejosas Elas costumam não compreender e não se alegrar com aquela história do evangelho, do trabalhador do último instante. Eu fico arrepiado sempre que eu lembro daquela história, o que eu aleio, quando o nosso Senhor fala que o cara que chegou por último no trabalho, Tu tá trabalhando desde 7h da manhã, meu irmão.

O cara chegou 18h, quando tu já tava comendo pão com mortadela e tomando tobe. Acabou já, já tá pela brincadeira. O cara chega junto, e aí vamos trabalhar. Aí tu olha assim, esse maluco tá de sacanagem. E os dois recebem a mesma moeda, né? Essa parábola, ela machuca muita gente, meu irmão. Ela machuca muita gente. Mas a consciência, lembra da live? A esperança é invencível. A consciência, ela quer isso da gente, porra. Ela quer que você fique 50 anos lutando pra caraca, meu irmão, por perfeição.

E que você se alegre com um cara que fez merda 50 anos e que depois de 50 anos, um único instante, ele desejou a perfeição junto contigo. Entende? Não devia ser. Porra, vocês já viram como é que acontece na paróquia? Ou vocês já viram como acontece quando vocês chegam novos? Eu acabei de me converter. Não, eu comecei a estudar agora. Não, eu estou entrando agora nesse mundo. Aí aparece aquele do teu lado. Não, mas eu já estou aqui há 50 anos. Eu falo, pô, pois é, se você já está aqui há 50 anos, você ainda não entendeu nada da perfeição e da personalidade humana.

Você é um jovenzinho que está começando agora. O nosso coração, um coração que está lutando contra a inveja, vocês têm que acreditar nisso. Tem gente que fala assim, Diego, mas isso é perfeição. Quando eu falar um dia de ideologia e utopia, o tratado de São Thomas More, a utopia Utopos, em grego. Quando eu falar de utopia, tem gente que fala assim, não existe perfeição. Aí eu falo, uma ova que não existe perfeição. O roteirista, o roteirista, ele vive de perfeição, ele se alimenta de perfeição, ele só faz os melhores para a nossa vida.

O roteirista, ele é perfeito. Vocês nunca podem perder a esperança que é a vida do roteirista, né? Na perfeição do roteirista. Vocês têm que acreditar, pô. Eu me lembro quando, com 15 anos, eu li as obras completas de Santo Antônio de Padua, que foram as primeiras obras completas que eu li na minha vida. E Santo Antônio falou assim, daqui a 20 anos, daqui a 30 anos, ele estava falando sobre a castidade, né? Nessa leitura que eu estou falando para vocês quando eu li com 15 anos.

Você vai perceber que toda impureza, toda sujeira que tem na tua cabeça, que tu acha impossível de ir embora, vai sumir se você lutar. Ah, Diego, mas eu já tenho 70 anos, eu não tenho 20 anos. Fica tranquilo, pô. O purgatório existe para isso. Mas a gente vai chegar na perfeição, pô. Por quê? Porque, apesar do nosso domínio ser meio frouxo, existe um domínio verdadeiro que o pai da inveja, da destruição, é um servo fiel dele.

Afinal de contas, muitas vezes Deus fala da gente, sai daqui e vai pra lá, e a gente não faz isso, né? Mas quando Deus falou pro demônio, sai daqui e vai pra lá, vocês perceberam que ele sempre cumpre a ordem de Deus, né? Vocês entendem onde tá a nossa confiança? Então, não tenham medo. Se vocês ainda estão na escola da inveja aí, eu precisava só que vocês revissem lá aquela live da Liberdade, chama Liberdade eu acho, daquela do Consciência, pegassem um caderno sério, começassem a levar a vida igual vocês se alimentam, contando grama de arroz, de proteína, essa perfeição toda que vocês fazem para comer, para ir para academia, vocês sabem tudo das séries de academia, sabe?

Essas paradas. A perfeição que vocês tentam viver, que vocês tentassem levar a sério essa perfeição na personalidade humana para começar a provar de verdade o que é o gosto das verdadeiras alegrias, de não precisar que ninguém seja destruído para que vocês cumpram a missão de vocês. Se vocês precisam que alguém seja destruído, vocês estão praticando o esporte errado. Se vocês estão olhando para uma pessoa e querendo que elas sejam, que elas não vejam, o que vocês querem? Que elas não vejam o título, que elas não vejam o verdadeiro matrimônio, que elas não vejam o sucesso, que elas não vejam...

Você é esse pequeno demônio, né? Sai daí, pô. Sai daí. Eu não falei na literatura, eu não falei na literatura, mas eu falei de vários nomes na literatura. Existe uma parte da literatura, além da que eu comentei de Shakespeare, que também é forte sobre isso, na literatura do Goethe, o Fausto, ou quando a gente lê na literatura sobre Memphis Toffles. Vocês vão ver essa encarnação da inveja. Pô, se isso existe na gente, se isso existe de maneira forte na gente, isso é preocupante porque a inveja, como eu falei para vocês, ela é uma doença, é uma espécie de metástase, ela é uma comorbidade.

Se preocupem com isso, por isso que eu deixei para falar dela bastante para frente. Se vocês estão chegando agora aqui e não pescaram várias coisas, porque eu fiz várias menções a outras lives, tenham calma, vejam essas lives porque vocês precisam ter consciência da presença do domínio das três pessoas para vocês perceberem o tamanho que é a destruição desses exercícios da inveja que a gente faz. E aí vocês vão inclusive perder um pouco de medo, porque como eu disse para vocês, apesar dela ser complexa, ela obedece a simples comandos da virtude, do bem.

Então a gente, com uma certa tranquilidade, sai daí. Seja deixando de torcer igual um maluco por um time de futebol que destrói a nossa personalidade, ou se a gente está ferrado em alguma coisa na vida, de ficar olhando para as pessoas que têm aquilo. É que o Instagram é difícil para caraca. É por isso que eu falei para vocês que eu não olhava ninguém que praticava a minha atividade. É, isso eu também preciso falar com mais calma. Ah, Diego, tu tá falando isso, mas eu preciso imitar alguém pra ter um caminho de perfeição, né?

Pois é. Tá aqui mais um grande motivo pra eu dizer pra vocês que eu não segui as pessoas na internet. Também pra não invejá-las, né? Por isso eu sigo pessoas mortas, que estão vivas no paraíso. Eu não posso mais envejá-las. Eu não posso mais desejar que elas não vejam, porque elas estão vendo. Entende? Por que eu insisto na biografia dos santos? Eu não tenho como envejar São Tomás de Aquino. Eu não tenho como querer que ele não veja, invidere a inveja. Eu não posso ter inveja de São Tomás de Aquino.

Por que não? Porque ele vê. E eu quero ver como ele, ele lá e eu do lado dele. Tá bom, pessoal? Esse tem que ser o nosso coração ardente pela perfeição. Ele não destrói ninguém, pelo contrário. Nós estaremos juntos com os nossos amigos na perfeição. Obrigado pela companhia de vocês. Até a próxima.

Conceitos nesta aula
Série · episódio 51 de 46

Papo Matinal

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