Coletânea

A estrutura da pessoa

A personalidade humana em 3 pessoas

1:27:42 · ~82 min de aula01 de fevereiro de 2025Transcrição automática · em revisão
  • as três pessoas (personagem, crítico, roteirista)
  • a personalidade humana representada no teatro
  • a presença como premissa de tudo
  • olhar o labirinto de cima (o intelecto se dilata)
  • espontaneidade x construção da virtude (ensaio)
  • tradição/passado x roteiro de futuro (sem passado adoece)
  • crítica às terapias parciais (logoterapia, TCC, constelação familiar)
  • a consciência e a unidade das três pessoas
  • demorar nas coisas / permanecer na presença
  • Ordena o que quiseres (Santo Agostinho): amar depois a ordem

Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 5:54.

Eu escolhi o tema de propósito da personalidade humana entre as pessoas porque eu sei que grande parte das pessoas aqui já te acompanham

Citações verbatim

Trechos da aula

a forma como o passo mais simples no mundo, como existe na estrutura da realidade, para a gente representar a personalidade humana, que é o teatro.
— Prof. Diego Reis
quem olha do alto não vê labirinto nenhum vê exatamente a forma como a coisa acontece
— Prof. Diego Reis
Ordena o que você quiser, que eu vou fazer a contragosto e daqui a algum tempo eu vou amar a tua ordem.
— Prof. Diego Reis
Palavra por palavra

Transcrição completa

Transcrição automática · em revisão

Bom dia, bom dia, bom dia. Tudo bem? E aí rapaziada, bom dia. Bom dia ao Ian aí já chegando, Tariq, Israel tá sempre conosco aqui. Rosana, sejam bem-vindos todos ao Papo Matinal. Bom dia aos que estão chegando pela primeira vez também, né? Aqui. Com certeza vem muita gente aqui do perfil do Diego. Galera que marcou aí o alarme. Então sejam todos muito bem-vindos. Bom dia! O nosso Papo Matinal quase de Natal, né? Bom dia, bom dia.

Bom dia a todos que já estão aqui comigo, já permanecendo na presença há um tempo. Bom dia, Patrícia. Bom dia, Raíssa. Bom dia, Emerson. Seja muito bem-vindo, meu amigo. Espero que seja um momento agradável. Nós estamos já no Papo Matinal 36. E que você possa ir se temperando aqui também do Papo Matinal. Mas que bom, que bom. Sejam todos muito bem-vindos. Vamos só aguardar o Diego chegar. Já entrei em contato com ele aqui. Vamos só esperar ele chegar. Bom dia, Olivia. Tudo bem? Sejam todos muito bem-vindos.

Vamos ver aqui se... Deixa eu convidar aqui o Diego. Daqui a pouco ele... E aí, pessoal, tudo bem? Preparação para o Natal. Como é que vocês estão? Tudo tranquilo? Bom dia, padre. Sua benção. Sempre bom ter um padre com a gente, né? Isso aí faz a diferença. Vamos ver aqui.

Bem, enquanto o Diego não chega, pessoal, deixa eu dar as boas-vindas pra vocês aqui, tá? Ao nosso papo matinal. Olha lá, o Diego já chegou já. Vamos esperar ele entrar, então, e a gente começa a falar. E aí, Diegão, sejam bem-vindos. Ele não está conseguindo participar. Peraí, calma aí, Diego. Vamos lá. Vamos ver se vai agora. Olha aí. Olha ele aí. Fala, meu irmão. Bom dia. Bom dia, bom dia. Bom dia, Mariá. Tudo bem? É a Mariá logo em seguida aqui. Que legal. Bom dia. Tô tirando todo mundo da cama, né, cara?

Ah, essa hora. Essa hora. Essa aí é a manhã, nem a hora. no dia que eu fiz a live com o Tariq aqui aí, pô, já entraram e já diziam assim, pô, cara, 7h30 nem é hora, cara, nem é dia ainda me senti até mal, cara, porque pô, cara, eu sou de acordar bem cedo, né? então, já olhei assim e falei, cara, peraí, calma aí que eu sou de ir para o celular 7h30? quem conseguir deixar aí seis filhos dormindo até 7h30, meu? Faz uma live aí pagando esse mistério.

É isso aí. E aí, meu amigo, tudo na paz? Tudo certinho? Tudo ótimo, João. Graças a Deus e por aí. Diego, deixa eu te ambientar. Eu acho que eu já falei com você antes aqui, mas deixa eu te ambientar. O que é esse papo matinal que a gente faz para... Tanto as pessoas que estão chegando aqui no perfil, grande maioria aqui, obviamente, são pessoas que te acompanham, né? Mas tem aqui um pessoal que já me acompanha há um tempo, que já tá aqui no Papo Matinal e já tá acostumado.

Hoje o nosso Papo Matinal vai ser um pouco atípico. É óbvio que assim, esperávamos todos ansiosos aqui pela tua presença, pelo nosso meio aqui. Muita gente que me acompanha, obviamente, te acompanha também. dentro aqui do perfil, apesar de nunca falar de uma forma muito explícita de explicar, por exemplo, a personalidade humana em três pessoas, a gente sempre se refere, né? Eu acho que é um linguajar que todos nós aqui que somos teus alunos, de alguma forma, a gente não consegue mais desgrudar disso, né? De falar sobre um roteirista, sobre um personagem, sobre um crítico.

Então hoje, a proposta do Papo Matinal é um pouco diferente. Papo Matinal, normalmente, no dia a dia, ele dura 15 minutos. De 15 a 20 minutos. E ele é uma reflexão sobre algum tema com a ideia de, no final dessa reflexão, a gente ter uma proposta prática para o dia Então, por exemplo, a gente vai falar sobre generosidade, a gente fundamenta um pouquinho o tema Quando chega ali no final, mais ou menos, do papo matinal A gente sempre propõe alguma tarefa prática, uma espécie de desafio que a pessoa possa chegar no dia E realmente encarnar aquela realidade da generosidade Hoje não tem como ser assim, né?

Eu escolhi o tema de propósito da personalidade humana entre as pessoas porque eu sei que grande parte das pessoas aqui já te acompanham Mas a ideia é exatamente te ouvir, entender um pouco mais sobre como funciona isso Principalmente para as pessoas que ainda não te conhecem ou ainda não ouviram Sobre a personalidade humana entre as pessoas E eu tenho certeza que isso também é útil para todas as pessoas que já te acompanham Porque elas sabem, elas precisam estar na presença, elas precisam se temperar Elas precisam demorar nas coisas, então revisitar toda essa parte da teoria, toda essa parte do que é o roteirista, do que é o personagem, do que é o crítico, tudo isso aí eu tenho certeza que vai fazer um bem danado para todos que estiverem aqui.

Eu escolhi de propósito também um período que fosse um pouco de férias para que as pessoas pudessem demorar aqui um pouquinho também, né? Conhecer um pouquinho mais, entender um pouco mais. Então em primeiro lugar, meu amigo, eu queria te desejar, te dar as boas-vindas, né? Eu sempre falo isso daqui, que nesse mundo digital De alguma forma o Instagram é um pouco a nossa casa, né? É um pouco a nossa sala onde a gente recebe as pessoas, né? Então, cara, é uma alegria muito grande poder estar contigo aqui depois desses longos anos de amizade que a gente tem.

Eu vou te fazer algumas perguntas aqui que obviamente serão retóricas, né? Porque são coisas que às vezes a gente conversa de alguma forma quando a gente se encontra, mas... Eu preciso dar uma sequência da nossa conversa aqui. Então é isso, meu amigo. Em primeiro lugar, a gente dá as boas-vindas, te agradecer aqui por você disponibilizar generosamente esse tempo. Eu sei como é a tua rotina. Eu tenho dedos até às vezes pra te mandar zap porque eu sei que as tuas demandas são grandes. Mas eu fico muito feliz mesmo de você me conceder essa alegria, essa honra de estar aqui conosco.

Tenho certeza que isso vai ser benéfico pra todos nós aqui. E aí, só antes de eu te passar a palavra um pouco, só contar para as pessoas aqui um pouco da minha relação contigo Eu conheço o Diego desde os 14 anos, a gente fez cursinho junto para entrar para o colégio naval E aí foi aquele ano de estudo, aquela coisa toda, depois nós entramos para o colégio naval e tivemos uma longa convivência de oito anos E apesar da gente ter essa amizade sempre próxima, sempre conversando, trocando uma ideia Depois teve o grupo católico, a gente se estreitava mais os laços A gente fazia sempre a comunhão todos os dias Tinha os grupos à noite, as adorações, as vigílias Então assim, essa foi a aventura um pouco da nossa juventude conhecer um pouco sobre a vida dos santos, ler um pouco sobre a doutrina da igreja, partilhar isso nas vésperas de prova.

Bem, eu não fazia isso, porque se eu fizesse isso, eu repetia de ano. Mas o Diego fazia. Então, às vezes, ele estava nas vésperas de prova dele lá, mas estava comigo e com o Ortiz lá trocando ideia sobre história da igreja, por exemplo. O Diego sempre foi uma pessoa muito diferente, uma pessoa muito solícita, muito aberta E a gente sempre olhou assim e viu que tinha algo diferente ali com o Diego Deus reservava alguma coisa diferente para ele Mas até para as pessoas mais próximas, a gente não imaginava esse edifício que estava sendo construído ali Então cara, eu queria te perguntar exatamente isso assim pra gente poder abrir essa live Eu sei que você já explicou um pouco sobre aquela questão do Santerini e de Leon e tudo mais Mas cara, quando foi que essa coisa da teoria das três pessoas da personalidade Ela realmente tomou uma forma clara na sua cabeça e você olhou e falou assim Cara, eu posso ajudar pessoas com isso aqui E depois eu explico para as pessoas por que eu estou perguntando isso, porque isso tem uma influência muito direta na minha vida também e na forma como eu comecei a atender também.

Então, contigo aí, Diego. Beleza, meu irmão. Bom, o fundamento de tudo isso realmente é o fato, então eu vou falar as coisas como eu vejo que elas acontecem no mundo, na vida, né? E, obviamente, é porque elas estão acontecendo aqui e agora, dessa maneira. Então, como eu falo para o pessoal, a premissa, a base de tudo que eu falo, obviamente, tem que ser a presença, né? A gente está aqui presente e as coisas funcionam a partir dessa presença. Então, eu acho que esse é um fundamento.

Para você ver, eu acredito... Às vezes eu conto a história, como você falou, de Santo Irineu de León e das coisas que eu fui vendo e dos métodos que eu fui buscando, pegando para mim. Mas tem várias outras coisas que são inclusivo, Maurício, as coisas que hoje eu tento reproduzir com meus filhos. um tipo de caminho a ser seguido, onde você realmente vai estar presente, e se você demorar ali, as coisas vão transformar você, porque não existe um outro modo, sabe? Então, sobretudo são esse tipo de coisa, são essas coisas que eu fico batendo com o pessoal, né?

Por exemplo, ontem na live, falando de Natal, como certas presenças nossas colocando importância em certas coisas, vai levar a gente a ter um certo tipo de roteiro na vida e não outro, sabe? Entende? Então várias coisas concorreram. Então vou te dar um outro exemplo aqui. Eu sempre gostei, eu nessa época que a gente se conheceu no colégio naval e tal, eu fazia Olimpíadas, de matemática, física, essas coisas assim. A Olimpíada, as Olimpíadas elas são um tipo de exercício que é extremamente, é uma espécie de discurso literal sobre as coisas, é ficar falando que a grama é verde.

As pessoas, elas aprendem a fórmula de Bhaskara para resolver um problema, uma equação do segundo grau. Aí elas falam assim, pô cara, mas por que eu preciso saber fórmula de Bhaskara para resolver uma coisa do segundo grau, uma equação do segundo grau? O que é que serve isso aqui? Na Olimpíada, O tipo de problema era assim, deduz a fórmula de Bhaskara. Então tu tinha que partir do nada, do nada entre aspas, né? E começar a produzir uma coisa que quando você tá produzindo ela faz todo sentido pra você.

Foi como eu tava falando ontem pra live, na live. O pessoal tá vivendo uma vida e a nossa vida ela tá sobre uma superestrutura de várias presenças, né? A gente não conhece as presenças sobre as quais a gente tá sentado, sabe? A gente tá aqui fazendo uma live 7h30 da manhã por causa de vários motivos astronômicos, né? Uma astronomia que as pessoas estudaram durante 2 mil anos no quadrível. Tipo assim, a gente sabe o que é sobre isso? Nada. A gente vai começar um novo ano e...

E o novo ano é todo construído em cima de um olhar da Igreja Católica sobre o tempo, como Santo Agostinho ensinava. Então a gente vai calcular o solstício de inverno do Hemisfério Norte, ou seja, quando o equinócio de inverno, quando o sol passar pela linha do Equador, indo não em direção ao sul, mas em direção ao norte, a gente vai pegar a primeira lua cheia e vai fazer a páscoa e vai construir todo o calendário do ano que a gente vai comprar em volta de um dado astronômico, sabe?

Então você vê, eu pegava lá Os elementos de Euclides, que é um livro que eu vou correr aqui com... Estou começando a fazer com José Pedro. A gente começa de um ponto, né? As cinco premissas de Euclides nos elementos. A gente vai começar de um ponto, ou seja, da presença de alguma coisa que existe. Aí vai passar para a reta. Entende? A gente vai fazendo essa coisa. Apareceu uma coisa, que eu chamo da graça, né? Apareceu uma coisa. qual é a história daquela coisa e o que aquela coisa vai fazer no mundo, na vida, sabe?

Se a gente tivesse essa calma e demorasse, apareceu uma mulher, apareceu um caderno, apareceu uma live. O que que a minha presença, diante dessa presença, vai acontecer na vida? Então esse foi o tipo de coisa que eu fazia muito. É um exercício que eu continuo fazendo, né? Então você vê, ontem Eu peguei as quatro maneiras de se ler a Bíblia de Santo Agostinho, os quatro discursos possíveis, o literal, o alegórico, o anagógico e o moral. Por que são esses e não mais nem menos? Porque o discurso literal fala sobre a bola no meio, o discurso anagógico fala sobre roteirista, o discurso moral fala sobre personagem e o discurso alegórico fala sobre crítico.

Por isso que é assim e não mais diferente, entende? Então, quando eu peguei lá o método de Santo Irineu, juntando com essa coisa da matemática, aí a gente lendo a Ilíada, que era o livro de literatura do primeiro ano do colégio naval, a gente tinha... É o quê? A gente tinha que ler. Aí qual que era a minha coisa? A minha coisa é o seguinte, como eu gostava de várias ciências, que essa é uma coisa que talvez seja o capítulo mais difícil do meu livro, né?

É como que o intelecto se dilata, ele se dilata subindo de maneira cada vez mais genérica para olhar o mundo, como se fosse um quebra-cabeça. Como se fosse de uma forma simultânea, olhando para tudo acontecendo ao mesmo tempo. Isso. Quando você está lá embaixo, você e você tá dentro de um labirinto ele é labirinto para você né quem olha do alto não vê labirinto nenhum vê exatamente a forma como a coisa acontece sabe então você vê hoje Existem muitas maneiras que prendem a gente no mundo que é contra a vida intelectual Esse mundo que as pessoas chamam de muito especializado, né?

Muito especializado. Ah, eu vou fazer isso aqui. Você vê, ó. Os doutorados hoje, eles têm uma estrutura alienante. Eles têm uma estrutura alienante. Por que ele tem uma estrutura alienante na forma que ele tá? pela falta de uma vida antecedente ao doutorado. Qual seja essa vida? Essa vida é a seguinte, eu deveria ir lá em cima, olhar o labirinto e falar assim, ah, não é um labirinto, eu entendi. Aí ele desce e começa a andar por aquilo. O doutorado hoje em dia é você ser muito específico, né?

É você mergulhar antes de conhecer a vastidão do oceano. Aí a pessoa se apaixona por aquilo ali, E, obviamente, vai acontecer dentro dela o que a consciência faz sozinha Ela vai tentar deduzir o mundo a partir daquela chave de leitura Aí a gente vive nessa espécie de mundo intolerante, né? Ela pega o microscópio, dá uma olhada na mesa e consegue perceber todo o movimento das moléculas Mas ela é incapaz de olhar e saber que aquilo é uma mesa, tem uma função no mundo Isso, isso Então você vê, isso é uma cabeça que deixa as pessoas intolerantes Elas não conseguem sair Então você vê, um dos papéis que eu tento fazer é o seguinte Eu cheguei lá na física, na minha cabeça Eu tenho que chegar nas três pessoas Eu tenho que explicar aquilo no olhar das três pessoas, você entende?

Porque as três pessoas, do modo como eu as vejo Elas são uma superestrutura onde o mundo está construído, você entende? Como ele é sustentado, sabe? Então não me surpreende quando eu leio, paro para ler Santo Agostinho e falo assim, caramba, faltou alguma coisa ou alguma coisa está mal encaixada porque eu tenho uma superestrutura para apoiar, entendeu? Tem uma coisa que eu me segurava muito, né? Só pra vocês posicionarem aqui, né? O Diego, nós somos contemporâneos de colégio de escola naval, né? Eu sou de uma turma, o Diego é logo da turma de baixo.

E aí, esse ano que passou, né, eu tava fazendo... Não sei se é o ano que passou, o ano anterior, eu tava fazendo um concurso que o Diego fez esse ano, né? Que é um concurso aí que ele já deve ter comentado em alguns momentos. E é um curso que a gente faz dentro das Forças Armadas, que assim, a gente tem uma grande abrangência de matérias que a gente estuda. E aí eu lembro que eu já conhecia um pouquinho do que o Diego explanava Eu sou aluno do Diego, todo mundo sabe disso, dessa parte das três pessoas E aí era interessante que eu ia lendo as coisas E assim, é um estudo que não dá muito tempo de você parar Você tem que decorar uma série de coisas Mas eu lia e eu via as estruturas que ele ia comentando das três pessoas funcionando no mundo Cara, e dava uma tentação terrível, cara, de ficar te mandando mensagem e ficar assim, caraca, olha aqui, tem aqui, ó, tem aqui também Só que eu percebi que logo no ano seguinte, o Diego quando foi estudar, ele mesmo já foi mostrando isso, né?

de como que funciona lá no legislativo, no executivo, no judiciário, quando a gente tá falando de política, numa série de coisas. Então, realmente, quando a gente olha pro mundo, e isso é surpreendente pra todo mundo que passa a ser teu aluno e, sobretudo, quando a gente entra um pouco no ramo da psicoterapia, que é o que a gente tá... assim, o meu perfil aqui fala praticamente disso. Eu acho que assim, tem vários colegas aqui que estão acompanhando a live É impressionante como você estuda uma série de coisas, mas depois é meio que impossível Quando você entende um pouco da questão das três pessoas De você enxergar o mundo de uma outra forma Parece que na verdade aquilo é como é E a gente só foi tirando algumas vendas, né?

Dos olhos pra poder enxergar as coisas como são E aí eu... Eu queria te pedir, Diego, para contar um pouco sobre isso daí de uma forma básica Para as pessoas que, assim, de repente nunca ouviram falar sobre as três pessoas Como é que normalmente, por exemplo, quando você vai explicar isso de uma forma rápida, como já aconteceu algumas vezes Quando as pessoas chegam para você e dizem assim, vai Diego, 10 minutos aí, explica para a gente esse negócio das três pessoas Como é que funciona isso daí?

A forma mais simples, que é como eu mesmo uso na terapia é a forma como o passo mais simples no mundo, como existe na estrutura da realidade, para a gente representar a personalidade humana, que é o teatro. Então, essa é a maneira mais simples de forma disparada, de tudo que eu já tentei. E as vezes que eu conversava, que eu dei palestra em catequese ou formação para crianças, A forma mais simples é da gente olhar a vida como uma obra que a gente tenta reproduzir no teatro.

Só que acontece conosco da mesma maneira. Às vezes as pessoas só entendem de maneira pejorativa quando a gente fala personagem, né? Ah, não, mas eu não sou um personagem no palco. Como que não, pô? Como que não? O que é isso aqui se não um palco, onde a gente está realizando um ato, né? um ato de uma obra, de uma peça, sabe? Então... Uma coisa, Diego, deixa eu só te interromper uma coisinha aqui rapidinho. Tem uma coisa que a gente fala aqui, eu falo com frequência aqui, falei nos outros papos matinais sobre isso.

Existe uma dificuldade hoje, não sei se você percebe isso, com certeza tu percebe, mas não sei se você já explanou sobre isso de uma forma clara, né? Mas existe uma barreira para as pessoas, sobretudo de uma coisa chamada espontaneidade. Por isso que talvez elas olhem para essa questão do personagem como uma coisa muito... pejorativa. No seguinte sentido, existe uma ideia interior, uma verdade dentro do crítico das pessoas que diz um pouco assim, se não é espontâneo, não é verdadeiro. Só que a gente percebe na vida que a construção das virtudes não tem como ser algo espontâneo.

Porque se eu tenho uma questão viciosa na minha vida, por exemplo, sei lá, eu tenho aqui um lápis e o lápis está torto. Se eu quero endireitar ele, eu tenho que fazer uma força para tornar ele normal E durante um tempo, eu terei que fazer uma série de atividades e de ações não espontâneas Para que eu vá me transformando naquilo Então eu acho que é preciso essa definição de personagem até nisso Porque quando a gente sobe no palco da vida, de fato Nem sempre nós temos aquele comportamento originário e espontâneo da forma que a gente queria Às vezes até a nossa mente sabe o que é a verdade Quem nunca passou por essa realidade, até mesmo dentro da terapia, do seguinte Cara, eu sei que isso daqui é certo mas eu ainda não faço isso.

Eu sei, na minha cabeça larga eu sei que eu preciso mudar isso daqui, mas ainda não consigo fazer com que o meu personagem entenda isso. Então eu acho que essa descrição de personagem é precisa até nisso, porque é alguém no tempo, é alguém que está mudando, é alguém que está se esforçando muitas das vezes para realizar alguma coisa no mundo e que às vezes ainda não tem aquela força, aquela virtude para realizar aquilo. Sim, pois é. Você viu, eu estou vendo aqui o Vitor Moura aqui na live.

O Vitor Moura, ele é comandos anfíbios, como eu, só que da tua turma, mais antigo. Meu afilhado de CRISMA. Então, lá nas forças especiais, lá nos comandos anfibios, nós somos tarados por ensaio, né? O que é ensaio? É a gente vai entrar num compartimento pra liberar um refém. Aí a gente replica o compartimento e vai... vai fazer aquilo 10 vezes, 20 vezes, 30 vezes, 40 vezes, até se tornar espontâneo. É assim que a gente faz. As pessoas hoje, elas confundem a espontaneidade, por isso fica pejorativo, por algumas dificuldades.

A primeira delas, É a preguiça intelectual, né? De ter que dominar o mundo intelectualmente e pensar assim, caramba, antes de viver, antes de entrar no meu dia e viver, sair ali na rua pra fazer uma coisa. Eu deveria fazer um roteiro, né? Pra dominar o mundo com um roteiro. Eu preciso de um roteiro pra entrar com o personagem no palco. Você vê, eu faço um exercício em certos momentos que é preciso, Eu faço exercício de imaginação com as pessoas que já aconteceu comigo na vida real Uma vez me empurraram pra entrar numa peça de teatro Não, vai lá e faz isso aqui, pô Aí me empurraram, aí eu parei na frente de uma porção de gente assim, ó Tava tendo uma peça de teatro Ou seja, eu entrei num palco sem roteiro e sem ensaio Tipo stand-up comedy, né?

É, eu entrei ali É, só que o stand-up comedy, você vê É, ali tem... não tem espontaneidade no stand-up comedy. A gente sabe que os caras... Quando o cara convoca alguém, quando tá no stand-up comedy, ele fala assim, ó... Vem cá! O cara tá todo decorado e ele chama um personagem, se não for combinado, né? Se não for combinado, o cara entra... Maurício, essa é a... pior sensação da nossa vida, de descontrole, de medo, insegurança, de instabilidade, de angústia. Então, você percebe que as pessoas, elas vivem sob essa superestrutura de um palco, de um palco que elas não dominam nada, pô.

Eu tô te falando. Por isso, olha, se as pessoas dessem atenção pras crianças e não tratassem criança, tratassem criança... Você vê, eu trato meus filhos, Maurício. Uma seriedade, assim, de... Cara, os meus filhos perguntam uma coisa. Você vê, ó. Muitas das coisas que eu explico aqui, eu aprendi a explicar pros meus filhos. Porque quando meu filho pergunta alguma coisa, eu falo assim, caramba... É... Eu não vou conseguir explicar pra ele por analogia. Porque ele ainda não tem... Ele não tem a estrutura semântica, a estrutura gramatical, a estrutura simbólica pra entender por analogia.

A criança só entende as coisas com sentido literal, né? O sentido literal é o jeito que se fala da bola do meio. É o discurso normal de Santo Agostinho. Como o Nosso Senhor falou para o discípulo São João, né? Fala o que você está vendo e ouvindo. Isso é o discurso literal, né? Então você vê, as pessoas que tentam explicar coisas para as crianças, elas vão ganhando um domínio no mundo. Um domínio que deveria ser a premissa, né? Porque quando meu filho pergunta assim para mim, papai, Por que o carnaval esse ano vai cair esse dia e no ano passado caiu no outro?

Meu irmão, um pai, qualquer pai, qualquer pai que fala assim, eu vou explicar isso para o meu filho, ele vai falar assim, caramba, a sociedade e o mundo vivem sob a estrutura da igreja católica. Só que ele não quer fazer isso, pô. Ele não vai fazer isso. Porque ele não leva o filho dele a sério, pô. Ele fala lá, meu filho... Depois o papai vê... Ô, meu filho, alguém decidiu que fosse assim... Você entende? Ele não sabe, pô. Só que o que ele não sabe é uma coisa muito básica.

Por isso que uma criança quer saber. Você entende? Ela tá perguntando tipo a cor do boneco, pô. A gente não sabe mais isso, Maurício. Então, você vê... Quando olhamos para as pessoas e para o palco das pessoas, eu tenho vários exercícios práticos sobre palco. O primeiro deles, para as pessoas entenderem o papel do personagem no mundo e elas levarem a sério a presença, é esse empurrão. Elas se sentirem empurradas por um palco, que é uma vida, que elas não têm a mínima ideia do que estão fazendo ali.

Então esse exercício, ele se desdobra em vários outros exercícios, porque a partir desse momento que eu posso fazer isso com a imaginação dela, ó, pensa mesmo num palco, tá acontecendo uma peça de teatro e eu te empurrei lá. Aí eu te pergunto agora, o que é que você vai tentar fazer lá? Aí tem várias coisas. Tem a pessoa que vai falar assim, eu vou fazer de tudo para sair desse palco É, é assim que se sentem as pessoas que estão tentando se matar Elas estão num palco e elas não sabem o que fazer no palco e elas vão tentar se matar É melhor não estar no palco, você entende?

O palco do personagem é o palco da vida, né? Onde a gente está de carne e osso O roteirista está lá atrás, está nos bastidores, né? Ele fez o roteiro e deu para você entrar no palco, não é isso? O crítico, o crítico, ele não tem o que fazer ali, porque ele só consegue olhar para aquilo depois que o negócio passou, né? Como é que critica a peça antes? Como é que sabe se o roteiro está bom, se o personagem está bom? Não dá para fazer isso no presente nem no futuro, só no passado, entendeu?

Então, quando eu falo para as pessoas assim, quando eu pergunto na terapia, rapidinho assim, ó... Como é que vai ser seu dia hoje?" Aí ela fala. Eu falo, isso é o seu roteiro. Agora você vai sair daqui e vai tentar lá entrar pra fazer o roteiro. E o que que você vai fazer depois? É lá, vou ver se deu certo, não sei o que lá. Aí quando eu falo isso pra ela, aí ela usualmente, na verdade eu não me lembro de nenhum caso que quando eu faço esse tipo de dinâmica aqui, que é muito simples, né?

Aqui eu tô alongando só pra ver umas nuances da coisa. A pessoa fala assim, mas é claro, mas é óbvio que é assim, pô. Você entende? Porque o negócio... Tanto é que sem saber nada disso, a gente só consegue repetir uma vida humana através do teatro. Olhando os juízos que a gente precisa saber sobre a história de Aquiles, fazendo um roteiro e pegando um personagem e botando no pau. A gente não descobriu outra maneira até hoje pra fazer isso, sabe? Então... Você vê que, muito longe de ser um exercício complexo, que as pessoas, que quando eu li as obras do Freud, do Jung, que pra mim é nítido.

Como eu tô olhando o labirinto de cima, pra mim fica nítido. Sabe quando o teu filho tá fazendo o labirinto? Aqui a Maria compra pras crianças as revistas com várias atividades. com forca, com palavra cruzada, e uma delas é labirinto, né? Aí tu tá vendo assim, ó, o teu filho tá indo assim e tu tá olhando de cima, né? Aí tu tá falando assim e pegou o caminho errado. Daqui a três curvas ele vai bater na parede. Isso é uma pessoa... Você entende? Quando as pessoas falam assim pra mim, é...

Diego, você acha certo ou errado botar teu filho sozinho de castigo? Bom, aí o que eu tenho que fazer? Eu tenho que pensar o personagem no palco primeiro, a presença, né? Que no caso é uma ausência, porque ele tá sozinho. Eu tenho uma criança sozinha, tá vendo? Eu tô olhando o palco. Aí eu narro com sentido literal a coisa, tá? Aí eu vou lá no passado e vejo a repetição passada de todos aqueles atos que foram realizados. E aí se a gente é uma pessoa que tem imaginação, se a gente buscou na literatura, tem atenção na vida, leva a vida a sério, a gente fala assim, e eu sei o que acontece depois da primeira curva, depois da segunda curva, depois da terceira curva.

Isso é tipo... Tipo, eu vi a minissérie do Ayrton Senna com a Mariá, né? Falei, pô, como eu achei espetacular e me emocionei quando eu vi que ele ganhava tudo na água, as corridas todas que eram na chuva. Porque quando ele era pequenininho no kart, com 4, 5 anos, o pai falou assim pra ele e ele percebeu, né? Ele correu, ele repetiu um circuito 70 vezes. E ele falou assim, bom, se eu não consigo enxergar nada com chuva, eu vou decorar o circuito Então ele decorava o circuito E ele sabia a cada ponto, ele via referências no chão e nas laterais, onde cada ponto mais próximo que ele estivesse vendo ele tinha que frear, ou acelerar, ou passar da segunda pra terceira, ou da quarta pra quinta, você entende?

Quando ele não tava vendo mais nada, ele vivia uma espécie de vida espiritual. Essa história me lembra muito uma história que São José Maria escrevia, que depois eu vivi pessoalmente, né? Eu estive em Ávila, na Espanha, e aí quando você vê, quando você chega em Ávila, você já vê da estação do trem, O lugar onde eu queria ir, que fica no alto de uma elevação, né? Que é um castelo, é uma cidade medieval, né? Bem preservada E aí você olha a cidade, aí tu fala assim, tá lá, é lá que eu tenho que chegar Só que quando tu começa a andar, cem metros depois, tu não tá mais vendo, pô Entendeu?

Tu tem que decorar um roteiro e confiar que se você pegar tal trem, tal ônibus, andar em tal lugar, caramba, o castelo vai aparecer de novo, você entende? Aí, de repente, umas duas horas depois, tu salta de uma carroça e tá ele de novo à tua frente. Entende? Isso é bem aquela realidade, né? Você tem uma verdade inscrita em você, no seu crítico, né? E o teu roteirista precisa olhar com uma certa esperança. E essa esperança, ela precisa vencer, inclusive, os momentos onde os teus olhos, mesmo, materiais, não estão vendo aquela coisa, né?

Sim. Aquela história de Santa Terezinha que ela diz, né? Eu sei que, apesar das nuvens, né, que estão tapando o sol, eu acredito, eu tenho a esperança de que, por trás disso tudo, ele ainda continua a brilhar. Isso. Ela tá num momento que ele não tá lá, mas ela sabe pra onde ela tá indo. Você entende? Então você vê, ó, uma tragédia gigante do nosso tempo. A gente percebe facilmente que toda a vida do roteirista, toda pra frente, quem é cientista, que não acredita nada em Deus, sabe que só é possível fazer ciência assim, pô.

Só é possível fazer ciência olhando pra maçã que cai da mão do Newton. 100 vezes. Ele falou assim, cara, a chance dela cair na vez 101 é muito grande, né? Então você vê, o roteiro futuro, que são as hipóteses que a gente faz e depois vai testar com o personagem no palco, que no método científico a gente vai testar no laboratório, né? Sem a aquisição do passado, da tradição, Não tem como viver, pô. Só que a nossa sociedade é aversa a isso, pô. É aversa a isso.

Quando eu falo pra uma pessoa assim, eu falo, cara, você não entende nada da tua vida. Porque você tem o ranço da igreja católica, cara. Que construiu a sociedade ocidental, pô. Você não vai entender nem que dia que é o carnaval, pô. Você entende o que acontece com as pessoas? Elas têm um ranço, um ranço do passado, que é o pensamento revolucionário, né? Então, o que é ter ranço do passado e desconhecer a literatura, a história dos santos, a vida? Por que eu moro na cidade mais sinistra do país, porra, São Paulo?

Porra, meu irmão, o nome do lugar que tu pisa é São Paulo, porra! O cara vive em São Paulo, você vive num lugar que cheira a história da igreja, entendeu? Mas o nego não tem mais essa noção, pô. O cara consegue odiar. É como se ele tivesse um filho, dentro do caso, ou um pai. E o nome do pai dele representa uma história que o fez pisar naquela terra. E ele odeia aquela história, pô. Você entende? Não tem sentido. Então, se a gente trata o nosso passado assim, cara, quando a gente olhar pro nosso futuro, Maurício, a gente tá num labirinto escroto, meu irmão.

Um labirinto que as pessoas vivem. É um jugo, um jugo atroz. Então, quando eu narro para as pessoas e vejo assim, eu falo, cara, daqui a dois anos, três anos, vai acontecer isso aqui com esse cara aqui da internet, ó. Não é porque o pessoal fala assim, pô, tá rogando praga, tá não sei o que lá. Não, cara, olha para ele. Olha a presença dele tratando esse tipo de assunto dessa maneira, ou olha o que ele tá fazendo com o dinheiro, ou olha o que ele tá fazendo com o modo de ensinar dele.

Ele falou, isso, depois da terceira curva, é uma parede, pô. Por quê? Porque a gente tem que decorar a pista. Olhando, você entende? A gente tem que decorar a pista, pra quando o personagem entrar lá, quando o carro entrar lá, tu falar, meu irmão, eu tô no palco, e eu tô aqui, ó, tranquilo, eu tô em casa. Porque eu sei o que que eu tenho que fazer aqui, entendeu? Então quando eu vou ler Freud, quando eu vou ler Jung, eu olho assim... E pra mim, é muito tranquilo de falar assim, pô, fez merda aqui, fez merda aqui, faltou isso, isso aqui ele não falou, isso aqui ele falou errado.

Por que que eu consigo fazer isso? Por que que o cara que olha e vai corrigir um problema de matemática, ele olha assim e fala assim, cara, essa aqui não é a solução. Não são as duas soluções desse polinômio, dessa inequação do segundo grau. Caramba. Não é porque ele tá ali, pô, ah, decorei a fórmula de básica, não sei o que lá. Não, não. Ele sabe deduzir a fórmula. Ele sabe o que você fez, o que você tem ensinado mais Uma coisa que eu queria falar aqui principalmente pro pessoal que tá te conhecendo hoje aqui Tem algumas pessoas aqui que ainda não te acompanhavam nem conheciam a questão da personalidade humana entre as pessoas Sobretudo pra quem tá dentro desse ambiente da terapia, isso é primoroso E é por isso que eu trago esse assunto aqui hoje pro papo matinal É impressionante que a gente vem aqui numa tradição que também não é muito longa da questão da psicologia Mas é impressionante que quando a gente olha a questão das terapias modernas É como se eu estivesse olhando para esse diagrama que você sempre carrega aí atrás do roteirista, do personagem, do crítico, das forças que o ligam ao bem, da presença, da presença desse bem E a gente olha assim, cara, parece que quando eu estou aqui conversando sobre um ATC da vida, sobre uma logoterapia inclusive Eu tô vendo um pedaço da realidade só.

Eu tô vendo o pedaço de uma vida. E é óbvio que eu vou ficar limitado na minha forma de fazer terapia. Pra mim, sempre me chamou muito a atenção, e aqui eu pego um gancho pra falar o que eu ia explicar lá no início. Como é que o motorista chegou nesse negócio de atender gente aqui, né? Como eu disse pra vocês, eu tava sempre com o Diego lá, a gente tava sempre conversando sobre as coisas da igreja, sobre as coisas da vida, né? A gente viveu muitas etapas juntos ali.

Desde o momento em que a gente tava escolhendo a nossa profissão, decidindo algumas coisas na nossa vida, fazendo as nossas escolhas de corpo, até o momento em que a gente realmente se casou, começou a ter filhos, né? E isso tudo foram etapas da nossa vida. E houve uma etapa da minha vida onde realmente eu dei uma congelada. Uma congelada. Eu sempre estive lá dentro do colégio naval. Como eu sou católico desde muito pequenininho, e eu cheguei lá, um pouco primeiro assim, vi do grupo católico do colégio naval, meio que uma terra arrasada, porque não tinha nada, a gente não tinha nada.

Eu sempre tomei pela minha mão essa coisa de chegar mais junto lá com o capelão, começar a montar Na época a gente fazia grupo de oração, adoração, essa coisa toda E óbvio que isso daí foi um pouco do que Deus me ajudou a fazer Mas também tem seus problemas, né? Quando a gente é muito jovem ainda não é tempo de você fazer tudo isso Mas ou eu fazia ou não tinha ninguém pra fazer Mas a gente começou, né? Aquele processo todo ali E houve um momento da minha vida onde realmente isso tudo se congelou.

Até porque, assim que eu comecei a seguir lá o professor Olavo de Carvalho, ele falava sobre aquela questão do jejum de opinião. E eu me encontrei muito naquilo. Eu falei, cara, eu preciso parar um pouco mais, estar mais na presença de algumas coisas e aprender. Isso vinha na tradição de tudo que a gente estuda, né? Eu lembro que você me deu de presente há muito tempo atrás. Nem sei se você vai lembrar disso. Tu me deu uma cópia da... da escada de São João Clíma. Uma cópia que tu tirou, acho que de alguma universidade de Coimbra, talvez.

E, cara, eu devorei aquele livro ali, quando ele fala da escada do paraíso, e isso foi uma coisa que nunca fugiu da minha cabeça, é que o primeiro degrau da escada para o paraíso, ele se chama humildade. Então, quando o professor Olavo falava sobre essa questão do jejum de opinião, eu olhava para aquilo ali e falava o seguinte, cara, eu preciso calar minha boca e ficar aqui um tempo. E assim eu fiz, só que como tudo na vida tem uma justa medida Eu acho que eu levei isso aí ao extremo, né?

E eu lembro que nesse momento onde eu tive ali... Assim, realmente tava um pouco depressivo, um pouco com a cabeça confusa Eu procurei o Diego pra conversar. O Diego ainda acho que nem tava tanto assim na internet Mas eu lembro do Diego falando assim... Olha, o que tá faltando é que tu tá com um turbilhão de coisa aí na tua cabeça E tu não tá botando nada disso a serviço de ninguém E era verdade, eu não estava botando isso nem a serviço da minha esposa Mas aonde que isso aí ganhou vazão?

Quando no comando de um navio, eu estava comandando um navio na Amazônia E o Diego que me deu essa ideia falou assim, cara, começa a conversar com os teus subordinados Até porque eu tinha um imediato muito bom e o meu imediato ele realmente manobrava a tripulação E pra quem não conhece muito bem a estrutura, o comandante ele fica um pouco isolado Existe até um nome que a gente dá pra isso que a gente chama de solidão do comando dentro de um navio, por quê? Você está livre para tomar decisões, faz isso, faz aquilo Às vezes alguns vínculos emocionais atrapalham Então o imediato toca a tropa e o comandante ele fica lá para tomar as decisões E eu tinha um bom imediato, um imediato já experiente Foi inclusive o oficial que me rendeu naquela ocasião Porque eu tinha sido imediato desse mesmo navio Mas eu falei, cara, eu preciso conhecer melhor minha tripulação E aí eu criei um momento lá dentro do navio, que a gente viajava muito Que eu chamei de café com o comandante Então todos os dias eu fiz o que o Diego me recomendou, cara Começa a receber as pessoas na sua câmara E cara, aquilo foi surpreendente Porque eu comecei a receber desde suboficial até marinheiro E era um café, um biscoitinho ali simples que a gente tinha Às vezes que eu mesmo levava e a gente...

Gastava literalmente ali uma, às vezes uma hora e meia do meu dia conversando com a pessoa Mas não só sobre o navio Era assim, cara, e aí? Tu é casa? Tu tá casado? Tu é solteiro? Tu tem filhos? E as histórias que eu ouvi ali eram impressionantes Eu percebi que realmente eu não era o filósofo mais proeminente da vida Que tem aí no meio da internet Mas que existe um certo círculo de pessoas a quem Deus te confia E foi assim que eu comecei a atender as pessoas, a conversar com as pessoas E obviamente depois isso foi se estendendo para outras pessoas fora da marinha e tudo mais ali Obviamente era só uma conversa de um comandante, não era uma terapia E aí eu procurei estudar um pouco mais Eu lembro que o próprio Diego me mostrou alguns caminhos para eu poder percorrer Até que ele começou a dar as aulas e nunca mais as coisas foram as mesmas Então, tô falando isso aqui pra vocês perceberem o quanto que esse conhecimento da terapia da personalidade humana entre as pessoas, ele é precioso Porque quando eu cheguei nesse ambiente, qual era o cenário que eu vi quando comecei a atender pessoas?

Pessoas chegando para atendimento com 8 anos de terapia, 9 anos de terapia Mas não é 9 anos porque ela decidiu não, porque por exemplo, eu tenho pessoas aqui que eu atendo há 2, 3 anos, até famílias inteiras que eu atendo há 2, 3 anos Mas não foi assim, foi assim, cara, resolvemos aquela questão e as pessoas querem continuar às vezes para conversar, para uma orientação familiar, para tomar algumas decisões importantes na vida Agora é impressionante o cara ficar fazendo uma análise por oito anos e não ter uma decisão, não ter um roteiro para poder seguir a vida dele E o que eu comecei a perceber?

Não tem, porque não sabe fazer, de fato, não sabe Porque de repente, muitas das vezes, a própria abordagem que a pessoa utiliza É aquela abordagem que vive no mundo do crítico da pessoa Mas ela é incapaz de depois de analisar aquela questão, chegar em tudo e dizer o seguinte Cara, o roteiro que tu tem que fazer na tua vida é esse aqui, cara Ou então uma abordagem completamente imaterial da vida psicológica Como se existisse um algo espiritual que vive aqui, que vive sozinho E aí ignora a realidade corporal e material da pessoa Que realmente tem uma necessidade de saúde É o que eu falo para as pessoas, isso aí o Ítalo também fala e eu acho isso muito legal Cara, se a pessoa não tá dormindo, não dá nem pra começar, cara A pessoa não tá dormindo, cara A gente é um composto, a gente é corpo e espírito, uma alma espiritual Não adianta a gente querer viver como anjo, eu preciso cuidar de algumas coisas E aí as pessoas se confundem, por quê?

Porque existe também um desbalanço nesse aspecto Então eu tenho que cuidar do meu corpo, aí a pessoa também coloca isso de uma forma desbalanceada Então a nossa vida é esse equilíbrio também É esse equilíbrio onde também eu posso acabar exagerando no cuidado da minha parte material e acabar me tornando um materialista, que foi uma outra parte também dos ensinamentos aqui do Diego, que começou a chocar meio o mundo e me chocou também. Mas me chocou no sentido bom, que é o que eu quero dizer. Chocou no sentido onde você se sente sacudido por aquilo e fala assim, cara, peraí, eu não posso também colocar uma lista interminável de coisas e de condições para que a minha vida exista.

Se a gente tá pendurado nessa ideia de que Deus é o criador de todas as coisas e de que o mundo funciona conforme essa criação, eu preciso acreditar de que não há um fio de cabelo que existe na minha cabeça que Deus não esteja tomando conta, que eu preciso viver a vida acreditando numa certa providência e não com uma lista interminável de coisas materiais que eu preciso fazer para então poder ser feliz na vida ou ter alguma coisa a oferecer. Então eu queria destacar um pouco para vocês a importância, é óbvio que aqui não é live, A gente não vai conseguir entender tudo sobre essa parte da personalidade humana entre as pessoas Até porque, eu nem sei se o Diego já tem essa resposta Você já conseguiu sistematizar se isso é uma psicologia, se isso é uma antropologia, se isso é uma filosofia?

Porque isso eu lembro que foi um questionamento muito claro no início Porque quando as pessoas falavam o seguinte, ah, o Diego colocou agora para jogo uma nova escola de psicologia. Eu falei, não, cara, tem mais do que coisa, tem mais do que psicologia aí. Tem mais do que psicologia. Então, eu não sei nem se vocês já penduraram isso, né? Se você já conseguiu chegar numa situação como essa. Eu vou te falar, assim, o que eu vejo, eu não falo por aí porque é como eu te falei, né?

As pessoas, como elas não compreendem muito as coisas, Elas tomam decisões emotivas, né? Então, eu vou dar um exemplo prático agora aqui, da decisão emotiva. O que que é isso? Isso é teologia. Aí eu falei esse nome agora, né? Tem gente que ficou chateada. Entende? Ela não consegue vislumbrar a vida intelectual, então ela vai agir de maneira emocional. De uma maneira emocional baixa, né? Com movimento antipático. Você fala, pô, tá de sacanagem, cara. Teologia. Por quê teologia? Por quê?

na minha concepção, isso é como Deus criou o mundo, com essa visão, você entende? É Deus olhando para o mundo. Então você vê, eu estava preparando uma aula para a comunidade de matemática e como pensar matemática e como ver matemática, para a gente parar um pouco com essa babaquice assim de matemática, e não sei o que lá, e não serve... E aí eu tava colocando a integral tripla, né? O que que eu faço quando eu faço a primeira integral? Que eu tenho um x e vai virar 2x².

Eu vou integrar uma dimensão só, x, e vai virar duas dimensões, ou seja, dois lugares, dois espaços, né? Eu tenho só uma parede, agora eu posso andar na parede e ter profundidade. Ou seja, eu tenho a vida de mais uma pessoa pra jogo. e vou integrar três vezes até chegar no fólido de revolução que se movimenta, ou seja, eu vou chegar finalmente na plenitude de uma pessoa, porque essa é uma parte dos meus estudos. Qual a equação matemática... Galera, eu quase vou repetir essa parada aí, cara, mas eu ainda entendo o que ele está falando.

Então, você vê, isso que eu estou te falando é o seguinte, Isso que eu tô te falando, que eu faço com a integral tripla, é o que eu faço na terapia, quando eu falo assim, tá, eu vi o personagem, agora eu vou integrá-lo, eu vou botar mais uma dimensão, você entende? Agora eu vou ver o crítico, agora eu vou integrá-lo, eu vou colocar mais uma dimensão, agora eu vou ver o roteirista, você entende? E eu vou parar por aí. Eu posso até fazer mais do que isso.

E depois eu vou ensinar na comunidade para onde eu estou indo quando eu faço isso. Eu posso ir na dimensão 20, que são as presenças da bola do centro. Elas mudam a dimensão do ser humano. É por isso que a gravidade... É por isso que a presença de Júpiter muda, curva o espaço e o tempo, né? Ele acha uma outra coisa, uma nova dimensão, você entende? A presença de uma coisa, uma nova dimensão. Isso é feito por integrais, né? Eu tô integrando. Isso é feito na gramática, igualzinho.

quando eu pego uma substância e integro nela as qualidades, os adjetivos, integro nela suas ações, que são os verbos. Entende? Essas coisas acontecem como estrutura do mundo. Então, quando eu falo para as pessoas a solução, você vê, eu tenho aqui uma parte gigante da minha biblioteca que é sobre a consciência humana. estudei, estudei, estudei, estudei e estudei com a visão de várias pessoas. Então tem ali, ó, Antônio Damasio, que é reconhecidamente, entre quem estuda consciência, um dos grandes estudiosos com a parte não filosófica, né? Ele tá tentando achar fisiologicamente a manifestação da consciência e o que que fisiologicamente acontece e E o tálamo e o potálamo, o que que pode chegar perto?

Sabe, a hipófise, onde que interfere com o ser humano aparecer a consciência dele? Tem todas essas paradas? Tem a consciência de Sido, o Louis Lavelle, tem os filósofos da consciência todos ali, tem uma porrada de coisa Quando que eu entendi o que era consciência? Quando eu vi as três pessoas Quando eu vi as três pessoas, eu falei assim, pronto. Nenhum deles entendeu o que é a consciência porque eles não entenderam a presença. E o Louis Lavelle tem a presença total, né? Que é um puta de um livro.

Só que entre a presença e a consciência, não tem as três pessoas. Então ele fica ali patinando na consciência de si, patinando, patinando, patinando. E me dá uma angústia, cara, quando eu leio a consciência de si do Louis Lavelle. que falta só um negocinho assim ó, falta o teatro, as três pessoas, cê entende? Cê vê, hoje em dia quando eu li de novo o tratado da Santíssima Trindade de Santo Agostinho e ele fazendo uma analogia com o ser humano, quando ele bota a vontade com a memória e a imaginação, eu falei, puta, faltou ele ele foi no primeiro andar em duas pessoas, na segunda e não viu a unidade das coisas, porque ele falou da força de uma, que é a vontade, e da outra ele falou da substância, que é a memória e a imaginação.

Então, tipo assim, tu vê, quando tu tem uma estrutura de funcionamento, todas as outras coisas ficam muito claras pra você. Nego fala assim, se acha bom a TCC, entre as terapias que tem por aí, a TCC é... é a que mais se parece com uma partezinha da personalidade. Por quê? Porque ela usa o método científico. Ela vê a crença do crítico e ela vê no quê que vai dar um roteiro funcional e desfuncional, né? Mas eu te pergunto, o que a TCC sabe sobre consciência humana?

Rosca? Nada? E aí vai pecar muito na unidade das três pessoas, né? Vai pecar na unidade, porque não vai ficar patinando. A pessoa vai conseguir colocar as suas pessoas em ordem, talvez, mas vai ter uma grande dificuldade de fazer com que elas se entrozem ou estejam trabalhando em torno, em relação a um próprio bem, a um único bem. Sim. Você vê, ó, a logoterapia, que é uma puta de uma escola, a logoterapia, é você pegar o roteirista, que é o sentido da vida, é o futuro, para onde a vida vai, e colocá-la...

e inchá-la, inflamá-la, você entende? Você olha na terapia, você olha uma pessoa que faz muito tempo de logoterapia, ela não quer varrer o chão, porra. Por que ela não quer varrer o chão? Porque eu não estou achando sentido em varrer o chão. Você entende que a logoterapia, ela dá a doença do seu próprio amor para a pessoa, porque ela fica ali. Você vê, a logoterapia é um excelente lugar para você conhecer A sensibilidade do roteirista, a vida do roteirista, a logoterapia, é bom que ela seja conhecida, né?

Sobretudo na experiência do Viktor Frankl, do campo de concentração. Por que um pai botava a mão na cerca elétrica e o outro não botava? Entende? A logoterapia. Mas se você compreender que a logoterapia é todo um estudo sobre um terço da personalidade, e que depois o Viktor Frankl, como percebe, tem outras partes, ele vai tentando fazer analogias e vai tentando mobilhar, fica um negócio um pouco meio torto, é meio tipo aquela pipa que a gente tem que forar na lateral pra não dar de lado, sabe?

Ela fica meio catenga, a personalidade tratada por logoterapia, porque a pessoa fica assim. Ela não sabe muito que tem momentos da vida dela que, pô, meu irmão, acabou esse negócio de sentido de vida, porra. Acabou o seguinte. Cara, eu tô aqui com o personagem no palco. O que eu tenho que fazer? Lavar a louça. Lavar a louça. Eu já falei um pouco. A constelação familiar. O que é a constelação familiar? A constelação familiar é uma coisa muito simples. Muito simples. Ó, a gente precisa de presenças reais.

As presenças reais são essa bola do meio aqui, né? Que é... graça da teologia, daquilo que aparece e vai fazer com que a nossa vida, com que eu toque nas coisas, com que eu tenha juízo sobre as coisas e faça roteiro, né? Aí você olha pra que que é a constelação familiar. Pô, você não consegue resolver o problema com o seu pai, ou com a sua mãe, ou com o seu amigo, ou no seu trabalho. Aí você vai num lugar, igual eu falei que eu faço aí com o Vitor Moura Você simula um lugar, simula um lugar Aí você fala assim pra pessoa, que presenças que você quer botar aqui?

Aí você fala, aquele ali, aquele cara ali, aquele estranho que levantou, ele é o seu tio Aquele é a sua filha, aquele é seu pai, agora vai, começa a viver Ó, você conhece isso que eu tô falando, Maurício, de retiro, né? Agora você vai entrar nessa fila aqui e lá na frente tá a Virgem Maria e você vai abraçá-la. A gente conhece esse tipo de experiência, né? Você vai... O que que é isso? Constelação familiar, pô. Isso é constelação familiar. A gente tá simulando... As pessoas têm que entender essa limitação.

A constelação familiar, ela ajuda? Ela ajuda. Ela ajuda. É uma tentativa real de você reproduzir um ambiente real. Você vê, ó. Ela tem muito mais força, porque ela usa a presença de palco. Ela tem muito mais força do que dezenas de outras terapias. Agora, ela é problemática porque tem gente que acha que aquilo ali é a vida real. Que aquele ali é o teu pai. Porra, e de repente o teu pai tá a uma ligação de distância. E você fala, pai, eu vou aí te pedir perdão e dar um abraço.

Ela vai fazer isso na constelação familiar. Com Joel. que também tá ali pra ser tratado, cê entendeu? Que levantou pra ser a figura do seu pai, que você vai escolher. Entende? Quem não conhece, bota aí na internet. Sessão de constelação familiar, pra ver como é que é. Então, cê entende? Eu, quando olho pra constelação familiar, eu sei o que é aquilo, pô. Porque Eu conheço a estrutura da vida humana, da personalidade. Então eu sei, fazendo o normal, a presença. A presença. Aí a presença, ela vai mudar as três pessoas da maneira que eu ensino lá, né?

Você vai mudar o personagem pela presença que tempera. vai mudar o crítico pela presença que ajusta juízos e vai ajustar o roteirista pela presença que traz novas esperanças. Entende? Então você vê, as pessoas elas vivem assim, ah, por que que oferecer pro cara, por que que o terapeuta que oferece pro cara banho de pipoca e plantar bananeira, o cara sai de lá animadão e fala assim, caraca, meu irmão, aquele cara é muito sinistro, pô. Ele devolviu a minha esperança. Por quê? Porque o roteirista vive disso, pô.

Se ele nunca plantou bananeira e nunca tomou banho de pipoca, na cabeça dele, como ele não conhece passados, ele não conhece passados, né? Você percebe aqui a doença dessa terapia, de uma terapia de roteiro de futuro? sem você conhecer o passado. Ou seja, tinha que conhecer o passado. Você não tem o depositório da memória ali pra você poder... Não tem, você não tem a tradição, pô. Você não tem a tradição. O cara, antes de plantar banana nele e tomar pipoca pra ficar furado, ele tinha que falar assim, ó.

Pô. Eu conheço alguém que plantou bananeira e tomou banho de pipoca? Eu acho melhor eu dar uma olhada aí em umas 100 pessoas. É o eterno mal de uma criança, né? Se a gente parar pra pensar. É uma criança o que eterno mal de acredita em tudo, pô. Que acredita em tudo. Ela depodita o crédito dela em tudo. Então você vê, olha pra nossa sociedade sem passado. É a sociedade das pirâmides financeiras. É a sociedade dos vícios. Aí você fala, porra, não tem ninguém aqui pra falar pro cara que isso aí dá merda na terceira curva, meu irmão.

Porque a gente não olha para pessoas que decoraram o circuito, igual o Senna fazia, para correr na chuva, sem ver nada. Você entende? Então, você vê. Quando a pessoa olha, realmente tem gente que fala assim para mim, caraca, meu irmão, tu fez de merda com a minha vida. Eu falei, o que é que houve? Tudo que eu olho agora, de livro que eu leio, das escolas de terapia, da história e das paradas, eu olho assim e falo, porra, falta isso, falta aquilo, porra, o cara não falou isso, disso está errado.

Eu falo, é para isso. É pra isso. A fórmula de Bhaskara é pra isso. É pra você ter um jeito de olhar pro polinômio, pra complexidade da coisa no mundo, e ter uma referência. Atende esse pré-requisito aqui. Atende. Se não atender, eu vou falar com maior tranquilidade, como eu falo aqui, da logoterapia das coisas. Chorou, pô. Chorou. Não é assim que funciona, não é assim. Entende? Então você vê. As pessoas, ó, uma coisa que pra mim é a grande de uma babaquice, Ah, não, é preciso a gente conhecer todas as escolas de terapia e saber integrá-las e usar o melhor pra elas, o caramba.

Não é nada, porra. Se você ficar usando logoterapia e não souber como é personalidade, você vai adoecer a pessoa. Vai adoecer a pessoa. Às vezes o conhecimento das partes e a soma delas não dão todo. Não, não dão. Não dão todo. Existe essa questão, é o que você estava falando, né? Eu tive uma conversa outra vez com o Tarek sobre isso, né? A gente falando sobre inteligência. E a gente falando que é essa questão de você ir subindo e de você ir conseguindo olhar o mundo com tudo integrado, né?

Com tudo integrado. É só a gente pensar, por exemplo, eu acho isso interessante, sei lá, não sei se nem é um exemplo muito válido, mas, por exemplo, eu sempre penso muito quanto à questão de dirigir ou andar de bicicleta. Você aprende, às vezes, algumas partes ali. Enquanto você está nesse domínio das partes, É muito complicado dirigir, né? Porque quando você tá muito preocupado em passar a marcha, tu não consegue olhar pro retrovisor. Se você tá muito preocupado em controlar bem a tua embreagem, você não tá olhando pra fora.

E aí você tem um monte de coisa acontecendo ao mesmo tempo. E isso acontece também, por exemplo, quem dá um serviço num passadíssolo de navio, né? É um serviço num passadíssolo de navio e é tudo acontecendo ao mesmo tempo. Eu tô com o comandante falando aqui, é sinalização náutica, é RPA, é fonoclama, é rotina do navio. Tu cuida da rotina do navio e do passadíssolo, pô. E você precisa desenvolver essa habilidade de transformar aquilo um pouco mais em arte E isso é um outro papo que a gente vai ter aqui em algum outro momento Quando eu vou conversar um pouco com o pessoal sobre os quatro discursos Eu vou falar sobre essa parte negligenciada da vida que é a poética Que é exatamente esse momento onde você vai aprendendo ainda a receber as informações Aprendendo a se ambientar um pouco com tudo acontecendo ao mesmo tempo E não só com essa visão de dividir tudo em partes para tentar dominar só as partes Existe essa necessidade que o ser humano tem de olhar tudo de uma forma simultânea, as coisas acontecendo Senão eu não entendo nada Quando eu estou dirigindo o carro ou andando de bicicleta Se eu fico preocupado excessivamente com as partes, eu não domino aquela realidade total E você observa que aquilo ali funciona como se fosse um flow Parece que é uma coisa que a gente perdeu, né?

No tempo, quando a gente começou a querer dividir e dominar tudo por si só. Aquele pedacinho. E aí tu vê, cara, grandes tragédias nisso, Maurício. Você vê, ó. Hoje, grande parte dos... A maioria dos meus pacientes são médicos, são psicólogos. Até porque eu dou certo tipo de prioridade que fazem esse tipo de trabalho porque elas multiplicam rápido, né? E se eu ajudar, porra, um psiquiatra, um psicólogo, eu, obviamente, tô ajudando uma porrada de gente de uma vez só, né? Então, você vê. Ó, tu pega assim, então, na nossa sociedade, né?

Tu pega um médico que, teoricamente, Pô, é uma das grandes pessoas de formação, deveria ser, de intelectual da sociedade, né? Tanto é que a gente dá maior valor pro médico por causa da formação dele. Pô, é tipo a formação de um oficial, se tu pegar de um cara que fez residência, né? O cara faz 4, 5 anos de faculdade, depois tem que fazer residência. Então tu vê, pô, aquilo ali é um sacerdócio, né? Porque vai mexer com a vida, né? Quando tu vai sentar pra conversar com uma pessoa dessas, as pessoas, elas têm a impressão, né?

Tanto é que isso acontece com elas, né? Quando a gente olha pra um médico, vai falar assim, pô, o cara é médico. Se ele falar sobre futebol, ele, pô, vai falar, vai dar uma grande opinião. Se ele falar sobre teologia, pô, fiz assim, ó, virou festa a parada aqui atrás de mim. É, tu já tá desejando Feliz Ano Novo pra galera. Se o cara, se o cara vai falar sobre teologia, vai falar assim, porra, mas o cara é médico. Falou meu irmão, mas o cara, ele se enfia tanto ali, naquilo ali especificamente, naquela visãozinha dele.

Aí tu vai conversar com um cara sobre qualquer coisa mais elevada, diferente de um corpo humano. Meu irmão, o cara não entende nada. Você viu? Eu recebo umas mensagens assim, ó. Falei, cara, eu vi tuas aulas de antropologia e não entendi nada. Aí eu falei, eu penso assim, né? Pô, o cara de repente não tem nenhuma formação intelectual. Aí tu vai lá ver o cara, o cara médico. O cara é médico, meu irmão. Entende? Tipo assim, tu fala pra um cara assim, ó. Pra um cara que é médico, meu irmão.

Tu fala assim, pô, cara. É, pornografia e masturbação vai destruir tua vida. O cara explica, né? E fica uma sessão ali explicando as coisas com calma e tal. E o cara fala assim, pô, mas eu acho que isso é coisa de religião. Aí você fala assim, puta, meu irmão, que loucura. Ou seja, É um tipo de informação, às vezes, que a gente tem, extremamente alienante, né? Quando eu falo pro pessoal, ou tu conversa com doutores, né? Tu conversa com doutores, meu irmão. Aí tu fala assim, caraca, meu irmão, esse cara é doutor.

E o maluco é um energúmeno, uma anta, tá ligado? Por quê? Porque ao invés de olhar pro mundo e sair do labirinto e olhar do alto, várias ciências, várias coisas, ele ficou enfurnado, é como se ele ficasse no labirinto. E ele estivesse com a cara assim, ó, e ele estudou dez anos sobre um pedacinho da parede do labirinto, você entende? Ele é pior do que o cara que não estudou nada, do que aquela dona Maria que cuida de casa, sabe? Que cuidou de filho. Aí você fala assim, caraca, meu, eu trato a dona Maria e eu trato o neurocirurgião, cara.

E o maluco é uma anta, porra. E a Dona Maria sabe tudo da vida. Você entende? Então hoje... Porque ele não domina nada que existe por si só. Quando ele domina uma parte do negócio ali... Por exemplo, eu usei o exemplo aqui da mesa das moléculas. Beleza, cara. As moléculas não existem ali por si só. Elas existem diante de uma outra causa que... A gente fala das quatro causas, né? A causa formal da coisa. A coisa tem uma função no mundo, tem uma finalidade, tem uma série de coisas.

E aí o cara fica perdido. A dona Maria, não. Ela tá lidando com as coisas na sua casa, lidando com ela por completo, né? É, é. Você vê. Então as pessoas são assim, cara. Elas vivem numa alienação específica. Quando eu desenho aquilo como eu desenhei no livro, né? espécies, gênero, e vai subindo, e botei o intelexo olhando cada vez pra coisa mais genérica. E agora a taxonomia da biologia, ela evoluiu, né? Ela parava no reino, agora ela para no domínio, o que pra mim é uma maravilha, né?

Ela para no domínio agora. Facilitou tua fã, né? Facilitou minha fã, né? Agora ela para no domínio, então você vê, pra gente aqui, oficial de marinha, Meu irmão, tu senta assim num quartel com oficiais, né, cara? Que é gente que foi formada durante oito anos, cara. Aí tu fala sobre família com o cara. Meu irmão, é nego só com cabeça de merda, assim, pensamento de merda. Cara, o maluco é uma anta, um animal, tá ligado? Você entende? Esse é o nosso tipo de formação. Você viu, ó.

Eu dei uma aula semana passada sobre música, né? Só que a música como concebida no Trivium. A música das três pessoas. Que era uma música de três estruturas, né? Como ela era apresentada pra cada uma das três pessoas. Hoje em dia, a gente só... O músico hoje, ele só sabe de música instrumental. Ou seja, da música encarnada no mundo. Pelo instrumento, né? Que é a música do personagem, a técnica, né? Aí tu senta. Eu sentei, cara, com uma galera de músicos, assim, e comecei a conversar com eles, né?

Desde vindo de Pitágoras, da fundação da música aritmética, aí vim passando por Boécio, passei pelo Tratado de Santo Agostinho, fui falando da música do quadrível, né? Música como estrutura de uma parte poética que faz com que a gente aprenda a educar o ouvido. cuja capacidade de verdade só ele tem. É bonito pra cacete quando a gente ouve Santo Tomás de Aquino falar assim, ó. Quando a gente olha pra Eucaristia... os sentidos começam a enganar a gente. O tato e o olfato e o paladar, eles enganam a gente porque eles ficam falando pra gente.

O nosso paladar fala assim, é pão. O nosso tato fala assim, é pão. Os nossos olhos falam assim, é pão. E nós somos salvos pela palavra do ouvido, né? Não, não, não, não, não. Cessa tato, cessa olfato, cessa paladar, cessa visão. Ouça a verdade com o ouvido. É o corpo e o sangue de Cristo. Falta... Isso é uma educação que a música dá. A música, no sentido da palavra cantada. Quando o melisma era feito... Cara, eu vou cantar um verso pra você, mas eu vou me prender numa palavra.

E dentro dessa palavra, numa sílaba. E dentro dessa sílaba, numa vogal. E eu vou fazer essa vogal demorar, porque eu quero que você ouça muito essa palavra. Essa palavra. Você vai encarnar essa palavra. Aí você vê, você conversa as paradas com o músico hoje em dia. Com o músico que vive disso, meu irmão. O maluco olha pra você assim ó, e ele fica olhando e você vê que ele não fala nada e ele fica assim. E eu tenho certeza que dentro dele ele tá falando assim, cara, que merda, meu irmão, que vergonha, que vergonha.

Então as pessoas falam assim, porra, vem o Diego que é o que eu falo pra galera, cara, eu não tô concorrendo nada com ninguém, eu tenho uma vocação minha própria. de buscar a verdade, uma unidade do mundo e tentar falar sobre ela. Eu não estou concorrendo no mundo da psicologia, de vender curso, tentando buscar espaço. Eu não estou fazendo nada disso. O pessoal fala assim, pô, mas como é que pode, pô? O negócio tem uma porrada de gente aí estudando isso, tentando buscar na psicologia e o caramba, por que que não consegue?

Porque tá dentro do labirinto, olhando pra parede, tentando achar resposta. E cada um que fala a sua resposta, fala sobre um pedacinho da parede. Quando a resposta deveria ser falada de fora do labirinto lá de cima, né? Aí o Freud tá ali, meu irmão, com a cara na parede. E esse tá com a cara na parede mesmo, né? Porque esse falou merda pra caraca. Aí tá o Freud, cara, falando sobre o homem. Porra, é de uma pulsação erótica, tá ligado? de uma função erótica, como se agora nós estivéssemos movidos aqui pelo tesão...

Eu sei que é um pouquinho mais do que isso, você entende? Mas, tipo assim, imagina tu começar a ler o mundo, cara, que é o contrário, né? É a estrutura do mundo que dá sentido àquele pedacinho da parede, né? Ele faz o contrário. Ele olha o pedacinho da parede e vai começar a discursar sobre o mundo. Então, o discurso sobre o mundo é um discurso de pedacinho de parede. Este tem sido o nosso discurso de doutorado, pô. Você entende? Você faz uma tesezinha de doutorado, E começa a estruturar o mundo.

Porra, é o contrário. É o contrário. Aí por que o doutor chega nesse ponto? Porque ele vai pro doutorado muito cedo, sem ter criado filho, sem ter conhecer profundamente as artes liberais. Entende? Isso é um problema de estrutura da sociedade, de educação moderna. E que é gravado já logo no início também, né? Porque ele não só vai pro mundo assim. Durante toda a infância dele, a vida escolar dele, barra a vida familiar, também foi assim. Ah, meu filho, você tem que estudar. A prioridade é estudar, a prioridade é fazer isso daqui.

Você não tem que fazer isso aqui dentro de casa, porque você tá estudando. Você não precisa ter isso aqui, você não precisa acompanhar seu pai, você não precisa acompanhar sua mãe, você não precisa fazer nada. Porque, cara, é impressionante como que isso é emburrecedor, né? É emburrecedor, porra. É só você olhar, cara. As pessoas estão botando os filhos lá 10 horas na escola, cara. Pra chegar na escola lá e ficar lá ouvindo um outro professor falar 70 mil coisas sobre teoria. E o garoto é incapaz de, sei lá, lavar o seu prato em casa, arrumar a sua cama.

Isso é emburrecedor, isso é alienante. É emburrecedor, é completamente alienante. Essas são as pessoas que a gente vai tratar, ô Maurício. com o mundo psicológico, o mundo imaterial, o mundo das ideias, totalmente aloprado. Totalmente aloprado. Entende? Que vai ter que ficar buscando sentido de vida pra arrumar cama. Entendeu? ao invés de fazer isso com o personagem no palco, tranquilamente, sem muito esforço. É uma das coisas que a gente mais recebe aqui, o que o pessoal pergunta. Pelo menos pra mim, né? Ai, o meu personagem é fraco.

Ai, o meu personagem é fraco. Ai, o meu personagem é fraco. Entende por quê? Porque tá há anos e anos sendo temperado... Você vê, cara, aqui a internet, ó. Essas 130 pessoas que estão com a gente aqui agora. Que é uma coisa que eu faço, mas o pessoal sabe como eu sou rigoroso com isso, vida intelectual. Meu irmão, se eu pego aqui uma live dessa e assisto uma live, aqui ó, cara, eu ia ficar sem ver live, sem ver nada, assim ó, e tentando saber disso aqui e decorar isso aqui como eu fazia na adolescência com os cursos do padre Paulo Ricardo, né?

Pô, o curso do padre Paulo Ricardo, ele me deixou... Eu lia livro pra caraca. Ele me deixou meio ano sem ler livro nenhum, cara. Até eu entender cada parada, transformar aquilo em desenho, não sei o que lá. Aí você vê. Aí, nego, vê isso aqui. Aí vai sair daqui e vai ver outra live e nego vai falar tudo ao contrário, né? Nego vai chegar na outra live... E mais do que isso. Porque, assim, é... Uma coisa que eu bato muito aqui no Papo Matinal, cara, eu falo pras pessoas, né?

Na tradição do que você sempre ensina, né? De permanecer nas coisas. A gente tá num ambiente do inimigo aqui, né? Porque o Instagram, ele parece que não foi feito pra isso, ele foi feito pra dispersão. Então assim, já é um grande milagre a gente ter 130 pessoas aqui permanecendo aqui Você vê que os números nem alteram tanto Mas eu falo isso muito com as pessoas, né? Normalmente no palco matinal, obviamente tem menos pessoas aqui no dia a dia Mas é o que eu falo para as pessoas, para mim a grande alegria é te ver de novo amanhã Para que você permaneça dentro aqui da coisa Porque se você começa a entrar e sair, para, faz outra coisa, eu prefiro que você nem venha Porque se você vem, tu tá fazendo um mal pra você mesmo, cara.

Tá fazendo um mal pra você mesmo. Mas essa questão de permanecer, de estar ali, né? De continuar nas coisas, de demorar nas coisas, isso sim é andar na contramão. Isso sim é a gente procurar fazer as coisas. E eu vou te falar, Maurício, é assim pra tudo, cara. Quem olha um pouco pra vida séria, assim, ó. Eu vejo umas pessoas falando assim, pô, Diego, mas eu tenho filho, cara. E, pô, eu acho que eu não tenho vocação pra isso, e não sei o que lá. Cara, eu não gosto de estar com meus filhos, e não sei o que lá.

E eu não sei o que fazer. Eu falei, meu irmão, todo mundo que tem o primeiro filho, pô, você vivia só pra você, cara. Só pra você. Apareceu agora uma pessoa que quando tu tá pensando na tua vida, ela tá te perguntando como é que é o nome da bola, meu irmão. Porra, quem é que vai se alegrar sem... Porra, ainda bem que eu não consigo pensar em mais nada e fazer nada pra ficar falando o nome de objetos dentro de casa. Que maravilha de vida.

Meu irmão, é só a vida humana te transformando um puta de um egoísta? Te falando assim agora, eu vou te ensinar, eu vou tirar a cutícula, vai doer mesmo, entende? Para a unha ficar bonita daqui a um tempo, vai doer, eu vou arrancar um pedacinho de carne e tal. Relaxa e fica aqui, cara. Demora aqui um aninho, cinco anos, dez anos. Eu te falo, Maurício, a galera fala assim, caraca, tu não aparece mais na internet, a gente queria tanto te ver. Meu irmão, o tesão e a ânsia que eu tenho.

para estar com meus filhos e a minha esposa hoje em dia, cara, para conversar as coisas com ele. Você vê, eu sentar ali, o meu filho está lendo Sherlock Holmes, né? Pô, e ele me contar essa história... Eles trocaram essas figurinhas aí. E me falar o caso, assim, e a gente conversar as coisas. Pô, cara, que maravilha. Eu sabia há 10 anos, há 10 anos, Eu, nessa mesma merda que o egoísmo nos deixa, o que eu tinha? Eu tinha uma tradição e uma esperança e botava meu personagem no palco.

Eu falei, cara, daqui a cinco anos, a três anos, eu vou começar a amar isso aqui. Porra, Santo Agostinho, né? Santo Agostinho, primeiro me ordena o que você quiser. Eu vou fazer o que você ordena e em breve vou amar o que você ordena. A grande oração de Santo Agostinho falando pra Deus, né? Ordena o que você quiser, que eu vou fazer a contragosto e daqui a algum tempo eu vou amar a tua ordem. Você entende? A vida é assim, pô. A gente só precisa conhecer a tradição e as profecias, né?

O roteiro, o futuro. Vai num filho e faz isso aqui, ó. Isso aqui. Porra, mas eu não consigo, é uma merda, não sei o que lá. Ele falou, é, mas olha essas vidas aqui, olha pro passado. Confia nesse roteiro, cara. Vai dar certo. Se o cara não fizer isso, meu irmão. A gente faz isso pra outras coisas, Maurício. Eu falo pro pessoal. A gente faz isso. A gente pesa proteína, meu irmão. Pra daqui a cinco anos ficar com o abdômen todo definido, pô. Nego faz isso.

Entende? Nego faz isso. Mas por quê? Porque isso tá envolto, isso tá nessa casa do egoísmo, né? Do eu, do meu corpo e não sei o que lá. Ele fala isso vai destruir a gente, vai afundar a gente e nego chega aqui depois com 50 anos, 60 anos na terapia, com o personagem desgastado pra caraca, né? Aí obviamente é muito mais difícil, né? Quando eu dou aula da esperança invencível, tem gente que pergunta assim pra mim, Porra, mas pelo que tu tá falando, então eu posso fazer merda a vida toda e no final, no último instante, me salvar?

Você pode. Só que quando você faz merda a vida toda, você é quase escravo no último instante, porra. Você acha que você vai ter grandes chances pra no último instante escolher por Deus? Quem acordou meio dia, vida toda, tem toda a liberdade do mundo pra acordar sete horas quando ela quiser? Acho que não, né? Acho que não. Então, tipo assim, a esperança, ela é invencível, ela não morre nunca. Mas nego tem que entender que à medida que o tempo passa e eu não vou fazendo, porra, a fraqueza do personagem vai dominando a gente e a gente vai virando um animal, porra.

Um cachorro. Exatamente, meu amigo. Meu amigo, você sabe que eu ficaria até meio-dia aqui conversando contigo, né? Que é como a gente já fez várias vezes nesta noite. Várias vezes. Até de madrugada. Mas, meu amigo, eu só tenho a te agradecer, cara, por essa... Assim, eu faço questão de... Aqui no Papo Matinal, quando eu recebo os convidados, eu falo, né? Esse é o momento do convidado. Sobretudo o Diego aqui, cara, que é meu professor, é meu amigo, cara, meu confidente em muitas coisas. É... Eu só tenho a te agradecer, cara, por estar aqui e por poder fornecer isso aqui para o pessoal que me acompanha, né?

Eu digo que cada convidado que eu trago aqui, ele nos completa em alguma coisa, né? Em alguma coisa que, às vezes, é completa incapacidade minha de falar. A gente não domina todas as coisas na vida. E que bom que é assim, porque é isso que dá todo o senso de comunidade, né? Não ter todos os dons, e eu fico muito feliz de poder ter contado contigo aqui. Eu espero que o Instagram me permita estar com essa live aqui gravada. Eu vou colocar lá o Diego como colaborador.

Vocês vão poder encontrar tanto aqui quanto lá, se o Diego aceitar lá a colaboração. E é isso, meus amigos. Só fazer aqui uma propaganda pra vocês, que a gente tá fazendo há pouco tempo. Esse é só o Papo Matinal 36. Então sempre que vocês quiserem acompanhar, sete e meia da manhã, todos os dias De segunda a sexta, sábado de vez em quando a gente faz Porque é aquela história, né? Isso aqui é maravilhoso Eu tenho um grande compromisso com isso aqui e levo isso muito a sério Mas isso aqui também é subordinado às realidades da minha vida Eu tô de mudança, tenho uma série de coisas, tenho os filhos Mas eu te agradeço, Diego.

E todos aqueles que quiserem acompanhar o Papo Matinal, esteja aqui conosco. Sempre tem um convidado legal. Às vezes sou só eu mesmo. A proposta é diferente. São 15 minutos e a gente faz. Mas essa aula aqui, eu não podia deixar de colher o máximo do que o Diego generosamente pôde dar pra nós aqui, tá? Muito obrigado, meu amigo. E Deus te abençoe sempre. Conte comigo, porque você sabe, pra tudo que você precisar. A gente é irmão de outros carnavais nessa história. Mande um abraço para a família também, Mariás, crianças.

Tenho vocês sempre nas minhas orações aqui, na minha, da região. Vocês são muito queridos por nós. Obrigado, meu irmão. Feliz Natal. Um grande abraço para todos vocês também. Obrigado por esse momento de presença. É como eu sempre falo, quando vocês... me chamam, me convocam. Vocês estão me salvando de uma grande vagabundagem na vida, de viver para mim mesmo e não fazer nada para os outros. Então é realmente... Eu espero e conto comigo para as divulgações, para o que você precisar Porque eu tenho muita confiança, eu te conheço há muitos anos E pelo que eu tenho visto na internet nesses poucos anos que eu me propus a ver um pouco o que tem sido feito por aqui Eu não tenho certeza que isso aqui que você faz é um grande tesouro para orientar as pessoas, que certamente vêm, chegam perdidas para caramba, com informação para caraca, às vezes de muita gente boa, que tem boa intenção, mas que não tem uma boa estrutura para ser referência do que fazer.

Eu acho que essa visão antropológica É que você sabe de onde eu tirei, obviamente, né? É uma segurança grande pra gente fazer isso. Então, eu confio muito. Tem uma galera aqui também, aí presente, que eu também confio, o Tariq, que eu vi aí, a Joana, sua prima Joana, né? São pessoas que... A Joana, em breve, em breve, aí eu vou abrir lá a minha caixinha de perguntas, assim que alguém falar alguma coisa de psicologia, lá eu vou divulgar, que eu fiquei sabendo que a Joana começou a atender, né?

Eu falei, porra, graças a Deus, eu senti uma dificuldade do caramba de ter mulheres lá. Eu falei isso pra ela. É, era a maior dificuldade. Eu conheço várias pessoas, vários homens pra indicar assim, mas mulheres era muito pouca gente que eu tinha de referência. Quem acompanha aqui sabe que eu vou trazê-la daqui a pouco. Então, pessoal que ficar atento aqui no Papo Matinal, vai ver a Joana aqui. A Joana tá começando agora, então não tem muita gente seguindo ela. Então, pra vocês conhecerem, é uma mãe de seis filhos, casada há mais de dez anos.

Acho que pode ajudar muita gente em muita coisa. Tenho certeza disso. O Tariq, o pessoal já pode pesquisar aqui, que já tem até uma live com ele. Meu amigo, costumo dizer aqui pra gente poder encerrar mesmo de vez agora Que as nossas responsabilidades nos salvam Obrigado pelo carinho, pelas referências Mas é o que eu digo pras pessoas Essa vida a gente tá numa jornada de mudança Eu agradeço muito a Deus por muitas dessas vezes Você ter sido esse instrumento de salvação pra mim E a gente tá aqui e fala dessas coisas não porque a gente é perfeito, não porque a gente...

Muito pelo contrário, são numerosas as quedas, mas a alegria de ver que a vida ainda continua e a gente tem a oportunidade de se levantar e seguir adiante. Eu só tenho a te agradecer por isso daí. Muito obrigado, meu amigo. Obrigado pela companhia de vocês. Tamo junto, meu irmão. A minha continência demorada pra você aí. A minha continência pra você. Pela sua presença hoje. Fica com Deus, meu amigo. Um grande abraço. Tchau, tchau.

Série · episódio 52 de 46

Papo Matinal

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