Coletânea

Vida do espírito

A verdade

43:00 · ~40 min de aula08 de janeiro de 2025Transcrição automática · em revisão
  • a verdade
  • a vocação de se encarnar
  • os seis passos da verdade
  • Emuná (fé hebraica)
  • Aletheia (verdade grega)
  • veritas latina / verossimilhança
  • o testemunho solitário / martírio
  • a alma esponsal (responsabilidade)
  • amor = sacrifício (fazer durar)
  • o amante se transforma no amado
  • a hexágono / o caixão sextavado
  • fé, esperança e caridade

Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 3:07.

Então a primeira coisa que eu vou fazer aqui é deixar bem claro o que é a verdade

Citações verbatim

Trechos da aula

a verdade, ela tem uma vocação, que é se encarnar
— Prof. Diego Reis
o amante se transforma no amado
— Prof. Diego Reis
A verdade dessa experiência que eu disse pra vocês se completou na minha vida
— Prof. Diego Reis
Palavra por palavra

Transcrição completa

Transcrição automática · em revisão

O que vocês estão fazendo aí, cara? Eu vim aqui meia-noite achando que ninguém aparecia aqui para eu fazer um vídeo, aí tem pessoal aí que não vai dormir. Que loucura. Bom, sabe o que eu estou fazendo aqui? Além de comemorar o dia de Santa Terezinha, que acabou de acabar, está acabando, e o dia 2 de outubro, que é um dia importante para mim, Eu tava indo dormir, tinha acabado meus estudos, olha, fiz anotações aqui. Fiz esses bagulhos que eu gosto de estudar. Aí tava indo dormir e fui ver minhas mensagens aqui.

Aí tinha aqui oito pessoas me pedindo algum tipo de ajuda. Aí eu percebi que que tem alguns tipos de ajuda que eu já não estou conseguindo mais fazer. Que é tipo o quê? Por exemplo, três pessoas aqui estavam me pedindo ajuda com relação à prática de religião. Como viver fé, acreditar mais. E aí eu fico pensando assim, caramba, eu precisava de umas cinco horas para conversar com essa pessoa. E realmente, Acontece, sabe, de quando eu tenho tempo conversar aí umas. Teve gente que há pouco tempo conversou comigo durante 5 horas num fim de semana.

Mas enfim, baseado nisso eu resolvi colocar aqui alguns vídeos para deixar aí e eu percebi que não dava mais para botar nesses vídeos de 15 minutos. Então eu fiquei tentando aqui fazer alguma coisa, mas percebi que tem que abrir uma live para deixar isso gravado. Então eu vou aproveitar algumas madrugadas para fazer isso. E aí eu vou começar pelo começo. Eu vivo falando e respondendo um monte de perguntas falando sobre verdade. E aí, normalmente quando o pessoal quer saber sobre fé, ou então relacionamento normal aqui com a minha esposa, com os filhos, sobre o amor familiar, ou então em que eu deposito minha esperança para fazer as coisas que eu faço.

Aí eu percebi que o pessoal não tem muita noção assim quando eu uso, por exemplo, a palavra verdade, sabe? Então a primeira coisa que eu vou fazer aqui é deixar bem claro o que é a verdade e quando eu estiver falando sobre verdade para uma pessoa, obviamente eu vou falar assim para ela, principalmente desse pessoal que me pediu ajuda aqui pelo Instagram, pelo Direct e pelo WhatsApp. Eu vou, olha, eu te aconselho a dar uma olhada lá naquele vídeo sobre a verdade para entender o que eu vou falar aqui.

E aí eu vou aproveitar esse tema da verdade e vou mostrar um pouquinho. de como é o método que eu uso para fazer o estudo de um tipo de coisa assim, verdade, porque eu já percebi que hoje o pessoal tomou um gosto maior. Depois do que o Olavo de Carvalho tem feito por nós, o pessoal voltou a tomar um pouquinho mais de gosto pela simbólica e por algumas artes que vinham sendo esquecidas. Então eu vou dar uma pequena amostra aqui. de como que se enfrenta um tema desses, o que ele tem a ver com a nossa vida real, do dia a dia, e como que se faz isso de alguma maneira simbolicamente, como que isso aparece na nossa vida.

Aí eu estava pensando aqui, para esse assunto, como eu adoro filosofia, eu falei, caramba, como é que eu posso falar sobre verdade para o pessoal sem ficar só falando sobre filosofia São Tomás de Aquino. Aí eu resolvi é utilizar um exemplo de uma experiência recente que eu tive com a minha família, quando a gente morava lá na África, no ano passado e no início desse ano. E que experiência é essa? É a experiência do chocolate e do café. Quando a gente estava indo para a África, eu conheci uma pessoa que, na verdade, foi a única pessoa que eu conhecia que tinha estado em São Tomé e Príncipe, para onde a gente foi morar.

E aí essa pessoa comentou sobre duas coisas comigo. Olha, você vai conhecer o café São Tomense e o chocolate São Tomense, né? E eles existem mesmo, tá, pessoal? Tem até café aqui, tá? Eu estou tomando um café que vem lá de São Tomé e Príncipe. Olha aqui, ó. São Tomé e Príncipe. Aqui. Tá bom? Existe mesmo. Quando a pessoa me falou isso, E como isso foi a primeira vez que eu ouvi na minha vida, qual foi a experiência que aconteceu comigo? Uma coisa que não existia na minha cabeça, não existia isso na minha cabeça, café São Tomésse, chocolate São Tomésse.

De repente passou a existir aqui na minha imaginação. Então uma pessoa que viveu essa experiência me deu testemunho do café São Tomésse. E aí essa experiência dessa pessoa que veio até mim se transformou em mim numa espécie de possibilidade. Nasceu em mim a primeira vez a possibilidade de conhecer o café e o chocolate São Toménsi. Presta atenção nessa experiência que é uma experiência um tanto quanto banal. e é a experiência completa da realização de uma verdade. Obviamente depois se vocês lembrarem disso e percorrerem esses passos que eu vou falar algumas vezes na vida, vocês vão perceber e depois eu vou falar disso também em outros momentos, mas eu vou perceber junto com vocês o conhecimento disso que eu estou falando como que ele ilumina a gente e automaticamente já serve como o que o pessoal adora, as terapias que livram a gente de infinidas neuroses e histerias.

Então, olha só, continua comigo nesse processo aqui de conhecimento do café São Tomé e do chocolate. Uma pessoa testemunhou para mim que existia isso. Eu nunca tinha ouvido falar, então isso apareceu a primeira vez na minha vida na minha cabeça, na minha imaginação. Eu não tinha ideia nem de imagem, nem de cheiro, nem de tato, que é a nossa primeira experiência com as coisas, uma experiência sensual. Sensual no sentido de sensitiva, dos nossos sentidos e da nossa percepção. E aí o que aconteceu depois disso? Visto que já existia na minha cabeça essa possibilidade de verdade, essa possibilidade de verdade apareceu a primeira vez no mundo.

Em que sentido? Eu liguei a internet, botei lá no Google e digitei lá Chocolate São Tomense, Café São Tomense e aí apareceu pra mim As imagens disso no mundo, né? Falei, caramba, então tá lá ó, tem uma imagem aqui na internet de um café que é de São Tomé e Príncipe e de um chocolate, sabe? Então, o segundo passo que aconteceu na minha vida foi Depois dessa possibilidade de existir isso, que eu nunca tinha conhecido na minha imaginação, parece que existe também no mundo, parece que existe também de forma real.

Então parece que ele existe de forma virtual, porque alguém me contou, e agora parece que existe de forma real. Então eu tenho um primeiro degrau aqui de possibilidades, possibilidades do café e do chocolate São Tomé se existirem. Vou passar a falar só sobre o café, porque o café está aqui comigo e o chocolate de São Tomé, obviamente, já acabou. A gente já comeu tudo quando chegou de lá. E alguns foram de presente para o pessoal. E aí, depois disso, eu conheci umas outras pessoas que tiveram em São Tomé e Príncipe, antes de eu ir morar lá na África.

E também procurei outras fontes. e vídeos no YouTube e outros lugares, Instagram lá de pessoas de São Tomé. E aí as coisas que estavam como possibilidade na minha cabeça e como imagem já com algum sentido pra mim, eu comecei a perceber que existia uma grande probabilidade de ser verdade esse negócio aí do Café São Tomé, sabe? Ou seja, eu subi mais um degrau em direção a essa experiência aí com o café. Que degrau foi esse que eu subi? É um degrau que eu vou chamar para vocês de probabilidade.

Ora, o que antes era só possível, estava no mundo das possibilidades para mim, mudou de patamar agora. Parece realmente que ele não só existe na minha cabeça e no mundo, mas parece que ele é provável. é provável? Eu tenho uma chance de ser e de não ser. A partir do momento que eu vou dando evidências para vocês, em um determinado momento vocês param para pensar assim, caramba, é provável que esse negócio exista mesmo, porque tem várias pessoas que já provaram esse café, tem na internet, no YouTube.

E aí eu subi de patamar. Agora tem uma espécie de quarto passo. Já dei três passos para vocês em direção a esse caminho. O passo de uma possibilidade na minha imaginação e depois de uma possibilidade no mundo. Essa possibilidade no mundo, depois eu vou explicar para vocês quando eu explicar sobre a verdade para o povo latino, no Império Romano, como é que ela era conhecida. Mas essa possibilidade de uma coisa existir no mundo e não só na minha cabeça, ela é uma possibilidade típica do povo latino.

Depois eu vou falar disso novamente, tá? A possibilidade que eu falei de alguém que me contou do A possibilidade inicial que existia, alguém falou pra mim? que existe a possibilidade do chocolate e do café. Esse testemunho de alguém é muito típico. Isso o povo hebreu, o povo semita, o povo mesopotâmico chamou isso aí de Emuná, né? É uma espécie de... Era verdade como era traduzida para eles, mas em muitas traduções nossas hoje a gente sabe que eles chamavam isso de fé. Ou seja, a confiança numa pessoa que fala alguma coisa para a gente.

Então alguém falou, surgiu uma possibilidade de verdade para mim. Depois isso aparece de alguma maneira na minha imaginação, como eu falei, né? Aí depois eu vou falar pra vocês sobre a tal da Aleteia grega. Aleteia, que é uma palavra grega que vem do rio Letenda, da mitologia, né? Ou seja, Aleteia é tirar alguma coisa desse rio, que era o tal do rio do esquecimento da mitologia, então retirar do esquecimento. Alguém deu um testemunho para mim sobre o café Santomense e de repente o café foi retirado do esquecimento.

aquele fenômeno da reminiscência de Platão, tirou do vazio da minha cabeça. Isso é a verdade dos gregos, a aleteia. E depois, como eu falei para vocês, parece que existe no mundo mesmo esse café. Isso é a tal da veritas latina, por isso que eu chamei de verossimilhança, por causa da palavra veritas. E aí depois, com a evolução da história, a gente percebe que essas coisas aumentam de probabilidade através da quantidade de acontecimentos que se repetem. Então como eu falei pra vocês, agora é muito provável que esse café São Tomé se exista.

Então vocês estão provando aqui um pouco do que eu passei. Vocês provavelmente nunca ouviram falar desse café. E aí é o seguinte, olha só. Eu fui morar na África, lá em São Tomé e Príncipe. Quando eu cheguei lá, quando eu cheguei lá na África, Aí eu estava empolgado para conhecer esse café e esse chocolate. Vou botar o relógio aqui para eu não me perder no tempo. Para conhecer esse café e esse chocolate, eu tive que fazer o tal do esforço da prova. Eu não sei exatamente, vocês sabem o que eu estou falando?

Eu gostava muito de fazer Olimpíadas, matemática, física e alguma coisa de astronomia. E em Olimpíadas a gente não só coloca em prática coisas, mas a gente costuma provar as coisas. Por exemplo, se eu vou resolver uma equação do segundo grau, automaticamente me ensinam se eu utilizar o teorema de Bhaskara, a fórmula de Bhaskara, eu vou resolver aquela equação. Mas na Olimpíada cai diferente disso. Na Olimpíada você tem que deduzir, provar a fórmula de Bhaskara. Você vai lá e do nada, do nada não, de raciocínios muito mais simples, vai fazer a tal da maieutica socrática.

Você vai parir, vai parir a fórmula que você vai usar para resolver a equação. De alguma maneira é isso que eu estou fazendo aqui. A gente sempre começa muito avançado nas coisas, E eu queria organizar a nossa psique para que o pessoal compreenda, de alguma maneira, até como que acontecem depois alguns fenômenos que eu vou mostrar para vocês muito em breve, no próximo vídeo que eu vou fazer, sobre o que o pessoal chama hoje em dia de virtudes teologais e que, de alguma maneira, assim como eu passei grande parte da minha juventude tentando descobrir de onde vinha isso, e não descobrir achando em lugar nenhum, de alguma maneira tive que parir isso para conseguir explicar, principalmente de forma simbólica.

E eu estou tentando fazer isso aqui com a verdade. E obviamente que não é fácil, é por isso até que eu vou ter que mostrar aqui uns desenhos para vocês, para que vocês entendam como é que funciona a simbólica. Então olha só pessoal, vamos continuar aqui. Eu tô indo com bastante calma porque eu sei que só ouvir isso aí não vai fazer vocês decorarem, mas eu não preciso que vocês decorem. Se vocês conseguirem reproduzir a experiência que eu tô contando aqui, Vocês vão sempre conseguir buscar na memória de vocês e não vão precisar ficar fazendo raciocínios e vão conseguir explicar isso e compreender isso.

E mais do que isso, ver para que serve isso no mundo, na nossa vida real. Então olha só, a gente já fez Três passos da verdade em direção ao café e ao chocolate São Toménsi. A gente conheceu na nossa imaginação através do testemunho de alguém. A gente conheceu no mundo através dos nossos sentidos, através de imagem, através de possibilidade. Conheceu ainda como possibilidade, tá? No meu caso, eu vi uma imagem na internet. As probabilidades aumentaram a partir do momento que mais pessoas me falaram sobre isso e que eu estudei mais sobre isso.

E aí eu fui para São Tomé e o que aconteceu? Eu me esforcei para comprar esse chocolate lá e achar esse café. E aí o que aconteceu? Em algum momento cessou essa esperança, essa espera, esse momento que eu esperava. E eu realmente me entreguei, me entreguei para o café e para o chocolate de São Tomé, ou seja, eu provei. Provar no sentido de degustar, da demonstração. Eu mostrei para mim mesmo, solitariamente. o gosto, o sabor, a textura, o cheiro do chocolate e do café. O que significa isso?

O que significa, na verdade, que eu posso dar um testemunho que é solitário para vocês. Se eu ficar falando aqui uma hora sobre esse chocolate, de forma alguma vocês vão conseguir sentir o gosto do chocolate São Toménsia ou o cheiro do café São Toménsia. a menos que vocês façam o mesmo passo que eu tive que fazer. Eu tive que fazer um esforço grande, me sacrificar no próprio sentido que de alguma maneira a gente chama de amor, né? A gente faz articulação sempre do amor com que tipo de experiência na vida, do sacrifício.

Então eu me sacrifiquei. para que eu pudesse ter uma experiência pessoal com o chocolate São Toménsio e com o café. E aí todos os meus sentidos o compreenderam, o testaram, o provaram e finalmente a palavra, a melhor palavra que se pode usar para falar sobre essa experiência é que se encarnou em mim um chocolate e um café São Toménsio. E aí vem Talvez eu mudei de patamar agora, vocês percebam que eu estava em um patamar de possibilidades no mundo, depois mudei de patamar. É um patamar já mais de probabilidade e das coisas prováveis.

E agora eu estou em um terceiro nível, entrou em jogo uma nova presença. que é a minha presença e a presença do Chocolate finalmente. A gente saiu do mundo das possibilidades de imaginação, o YouTube, agora estou eu e o Chocolate, o Café São Tomés, a gente está se relacionando, eu me entregando para eles e eles de alguma maneira se entregando para mim. Esse é o patamar mais elevado Pessoal, eu preciso que vocês entendam que eu só estou usando esse exemplo bem trivial, trivial no sentido do próprio trivia um dia, a base de tudo, um relacionamento meio que ridiculão, porque é óbvio que algum dia a gente vai conseguir transformar esse relacionamento num relacionamento pessoal, quiçá com Deus, mas eu preciso começar por aqui, senão vocês nunca vão vão entender sobre o que eu tô falando.

Aí eu mudei de patamar com o Café São Toménsio. Eu subi mais um degrau, eu me entreguei pra ele e ele se entregou pra mim. O que isso significa? E aqui vai o tal do mistério que é o grande entusiasmo que traz o amor na nossa vida. De alguma maneira, Eu me transformei naquele café que eu consumia, que se encarnou em mim, e aquele café se transformou em mim. E qualquer pessoa que trabalhe com biologia, com medicina, fisiologia, que tenha qualquer tipo de estudo nessa área aí, percebe nitidamente que é exatamente assim que acontece.

Por exemplo, eu estou aqui tomando o café São Toménsio. O que acontece é o seguinte. Eu tô me transformando um pouco nesse café em que sentido? A energia desse café, ela tá vivendo aqui em mim. Tanto é que eu tava cansado quando vim aqui decidir fazer uma live meia-noite pra explicar esse tipo de coisa aqui pra umas pessoas que... precisam de algum tipo de ajuda. Eu peguei e falei, caramba, eu preciso me transformar um pouco na energia desse café para estar aqui. E, obviamente, o café que está aqui dentro de mim está sendo consumido pelo Diego.

Se eu estou consumindo a energia dele, aquele trifosfato de adenosina, que é a energia própria gerada pela minha célula, ele está virando o Diego. Tanto na energia que ele me dá, que se transforma no que eu estou fazendo aqui, quanto no que vai ser jogado fora, vai ser filtrado e que não vai prestar. E esse é o tal do mistério, depois que passou a parte inicial das possibilidades imaginativas, de imagens, de probabilidades que aumentaram e que eu pude realmente estar presente, a presença humana e a presença do café se encontraram numa relação e eu me entreguei pra ele, ele se entregou pra mim, depois que isso aconteceu, aconteceu a experiência própria do amor.

o amante se transforma no amado. Então, Diego e café, de alguma forma, vocês podem olhar aqui, ó, um pedaço do chocolate São Tomé, esse tá aqui, né? Um pouco da energia do café São Tomé, esse tá aqui. E quando isso acontece, começa o próximo passo, né? Ainda nas altitudes próprias do amor. Que próximo passo é esse? Agora que eu conheço esse café, E esse chocolate, por ele me dar a energia que eu precisava, eu precisava muito dessa energia, desse chocolate para estar aqui com vocês. Eu sinto uma espécie de gratidão por ele.

Eu não vou detalhar aqui. Essa gratidão tem níveis. Ela tem níveis de acordo com os níveis que foram abordados por Santo Tomás de Aquino e que depois foram traduzidos para várias línguas, cada um nesse nível. De alguma forma boa, na língua portuguesa, essa gratidão se transforma na palavra obrigado. Tem a palavra gratidão e outras formas da gente se mostrar grato para uma pessoa. Só que a palavra mais forte segundo os níveis de São Tomás de Aquino é a palavra obrigado. Quando a gente diz obrigado, obrigado Café São Tomense por ter me dado a sua energia, transformado em mim, para que eu estivesse aqui e de alguma maneira eu me transformei em você, na sua energia.

Agora que a gente consumiu um ao outro, eu digo para você, Café São Tomense, obrigado. Então de alguma forma eu tenho uma obrigação com esse café. E como é que com o café eu retribuo essa obrigação? Eu retribuo Esse relacionamento que virou agora de uma só carne, Diego com o café, uma relação de uma só carne, eu sei que alguns de vocês podem estar pensando agora, caramba, parece até que ele está falando de casamento, de matrimônio, mas veja bem, eu não quero falar disso não agora, mas eu quero falar para vocês de outra coisa, de um próximo passo.

Estou falando sobre a verdade. Depois que a gente se entregou um pelo outro, o que nasce em mim com essa relação de uma só carne, de esposo do café, eu disposei o café para me tornar com ele uma só carne, depois dessa relação eu me sinto obrigado a dar testemunho dele. é o tal do fenômeno da responsabilidade. De tudo que eu podia pegar, eu olhei para a nossa linguagem e falei, caramba, eu preciso pegar para traduzir essa impressão de expressões, ou o contrário, essa expressão de impressões que eu tive do café, eu preciso pegar a palavra responsabilidade.

Por quê? Porque a palavra responsabilidade Ela carrega esse prefixo latino, réis, o mesmo prefixo da palavra réis pública, coisa do povo, réis publici. Só que na palavra responsabilidade, essa coisa é de esponsa. E como muitos de vocês devem conhecer, principalmente As pessoas que já me viram falar sobre o Diário de Santa Faustina, Santa Faustina ou Santa Terezinha, que falam sobre a alma esponsal, né? A alma de esposa, esponsa. Então veja, é exatamente esse o fenômeno que eu estou descrevendo aqui. Por isso que eu escolhi essa palavra para ser cirúrgica na impressão.

Responsabilidade virou coisa de esposo com esposa. Então essa coisa minha com o café, que não é nada com vocês, nada com vocês. O que vocês sabem do que eu tô falando aqui é só de palavra, de ideia, de imagem, tá? Só eu tô aqui com o café São Toménsi, nenhum mais de vocês. Vocês têm essa relação de esposo e de esposa, de poder um se transformar no outro. Só eu que posso me transformar nesse café e tirar agora a energia deles. Se eu ficar aqui falando duas horas para vocês, vocês não vão conseguir fazer isso, tá?

Essa relação esponsal minha com o café, ela tira de mim essa responsabilidade. Virou uma coisa de esposo com esposa. Então essa responsabilidade me torna obrigado, por ele ter se entregado a mim, a falar sobre esse café. Então eu vou fazer, o próximo passo que eu vou dar, é testemunhá-lo. Eu vou falar sobre ele para as pessoas. Vou falar, olha, se vocês estiverem cansados e quiserem fazer uma live meia noite para ajudar aí meia dúzia de gato pingado que colocam as perguntas no direct, no whatsapp.

Se vocês quiserem ajudar esse gato pingados aí, esse pessoal problemático, cheio de trauma, vocês vão precisar de um café desse aqui de São Tomé, que é um café que fornece bastante energia pra isso, que dá um entusiasmo novo. E aí eu vou testemunhar esse café. Quando eu testemunhar esse café, Eu fecho um grande ciclo. Que ciclo que eu fecho? Eu volto para o início da palestra. Qual que é o início? O início é uma pessoa que nada sabe, nunca ouviu falar do Café São Tomé. São vocês que nunca ouviram falar e isso nasceu em vocês na imaginação agora, como uma possibilidade na cabeça de vocês.

E agora fechou o ciclo, porque foi assim que eu conheci o Café São Tomésse, através de uma pessoa que era esposa dele, o degustou e veio passar essa experiência pra mim. Eu não sei se eu consegui ser simples aqui, pra mim parece que sim, né? Eu tentei pegar uma coisa bem ridícula pra falar essa experiência pra vocês, porque essa é a experiência de uma verdade, né? Então, olha só. Quando... Eu nunca mostrei para vocês o método que eu faço de estudo, mas um dos passos desse método, eu realmente não sei.

Eu vou testando com as pessoas para ver o quanto é possível ajudá-las. gostava muito de matemática, de olimpíadas, eu passava muito tempo estudando geometria, geometria analítica. Como eu estudei o Trívium na época da leitura de São Tomás de Aquino, eu estudei muito o que é chamado de geometria sagrada, os números e suas significações, principalmente nas obras de Santo Agostinho. Então, olha só. Eu vou pegar essa explicação que eu dei para vocês. Vai ficar o contrário, tá? Depois eu coloco uma foto aí no story ou no feed.

Esse aqui é o desenho que sai dessa explicação que eu dei para vocês. Então, olha só. Alguém me deu o testemunho, tá vendo aqui, que é o final do ciclo. É onde eu cheguei, tá? No número 6. Eu comecei lá de baixo, tá? Com possibilidade, alguma coisa que vai surgir do nada na minha imaginação e que vai aparecer no mundo como imagem, como uma possibilidade, né? Aqui, pra vocês é isso aqui, ó. E aí, conforme a história vai acontecendo, a minha cabeça vai mudar de nível.

O que é uma fé pra mim, uma crença, ele vai começar a me dar esperança. As probabilidades vão aumentando e eu vou começando a ter esperança. Então eu mudei de patamar. Não sei se vocês percebem isso. Mas aí eu fui para as grandes experiências, as experiências pessoais de esposo, que é a encarnação do chocolate e do café, quando eu tomei o café, e a responsabilidade. Esse deslocamento aqui é o deslocamento próprio do amor. Eu me entreguei para o café. E, obviamente, depois que eu tive essas experiências mais elevadas e místicas, depois que isso tudo ficou muito elevado para mim, depois que eu subi aquela escada de São João Clímaco, fui lá em cima, ou que eu subi a montanha, o monte.

Eu lembro quando eu estive lá naquele... naquele vulcão em Cotopaxi, que é o ponto mais alto que eu já tive até hoje, 6.100 metros, lá em Quito. Quando eu estive lá e eu vi tudo lá de cima, eu pensei assim, caramba, eu preciso descer agora para contar isso para as pessoas. Primeiro que a gente não mora no cume de uma montanha nem no topo de uma escada, da escada de São João Clímaco, ou quando São Máximo confessou falar daquelas centúrias, as centúrias da caridade, os cem degraus do amor.

Eu cheguei aqui em cima, me entreguei para o café, o processo próprio da alma esponsal, o mais elevado. Eu tenho que descer da escada, do vulcão, porque eu preciso testemunhar isso. Então eu desço de volta e volto lá para o cara que está no zero. que nada sabe. E aí eu fechei isso aqui, essa é a imagem que me dá, entende? Dessa minha explicação pra vocês teórica. Eu faço um deslocamento próprio da geometria, entende? De pontos, retas, planos e depois de uma terceira dimensão. Eu hoje, Vou ficar com vocês só aqui.

Nos meus estudos, eu sempre faço outros tipos de imagem, tá? Existe uma imagem própria dessa imagem sextavada aqui, que é a imagem em três dimensões, tá vendo? Nos três planos X, Y e Z da geometria. Mas não é o caso aqui. Eu queria parar por aqui, até pra não ficar muito extenso, e o pessoal realmente, aqui o objetivo é vocês compreenderem a experiência da verdade, tá? O objetivo aqui é que vocês compreendam que esses seis passos... Por que eu não faço uma reta aqui e venho até aqui embaixo?

Porque aí vocês não vão perceber que são dois passos diferentes. O passo da responsabilidade para o testemunho e para descer mais quando eu vou dar o testemunho e vir a possibilidade de existir o café para outra pessoa. Essa imagem aqui, que esse raciocínio me dá, é a imagem de uma... Vocês adivinham que imagem é essa aqui? Quando eu morrer eu consigo ficar aqui dentro, né? Essa aqui é a imagem de um caixão, né? Isso é a imagem de um hexágono. Não é um hexágono regular, né?

Ele tá diferente aqui, mas isso aqui é a imagem de um caixão sextavada, né? Isso significa que eu criei essa verdade em seis passos, entende? E o sétimo passo é o sétimo passo dessa verdade aqui que eu criei para vocês, ele está aqui no testemunho. O testemunho para a gente, olha só, daqui, preste atenção, a verdade tem esse caminho percorrido aqui. Quando eu chego aqui, eu tenho uma escolha na minha vida. Eu tenho um fruto, sabe? Aqui, esse fruto tá em mim. Eu vi o que tem lá em cima do Cotopaxi.

Eu provei o Café São Tomésse, tá? Existem duas coisas aqui. Ou eu dou isso pra vocês, ou isso vai morrer comigo. Por quê? Porque a verdade, ela tem um testemunho solitário. Esse testemunho que é solitário. Eu tô aqui sozinho falando Café São Tomésse. e consiga sentir o gosto desse café e a energia que lhe dá. Esse testemunho dessa verdade que se encarnou em mim e se tornou minha esposa e que eu agora falo pra vocês, ele morreria comigo se eu não desse esse testemunho. Então, eu agora tenho uma decisão cabal pra fazer.

Que decisão é essa? Ou eu me entrego e dou pra vocês esse presente ou morre comigo, tá? de alguma maneira, as duas formas são experiências de morte. Esse é igual o fruto da árvore. Eu plantei uma árvore, ela dá frutos. o fruto ou vai servir de alimento pra alguém ou ele vai apodrecer, vai cair e vai apodrecer. É óbvio que depois esse processo continua, né? Se cair em solo fértil pode gerar um novo fruto ou não, tá? Mas isso é outra simbólica e explica outro tipo de experiência.

Aqui eu tô na experiência da verdade. O que eu tô querendo dizer pra vocês é que quando eu chego no sexto passo do testemunho, o testemunho, a palavra que a gente aprendeu que é testemunho, é o martírio, né? Um mártir é quem deu testemunho com a própria vida. Eu, de alguma maneira, estou aqui me martirizando para vocês, dando testemunho do Chocolate Santa Amência. Quando eu sou martirizado, ou seja, eu morro, depois desses seis passos, O sétimo passo é eu entrar aqui dentro. Essa é a minha experiência aqui.

Isso aqui sou eu agora. Então eu entro aqui dentro. A minha vida tá completa. A verdade dessa experiência que eu disse pra vocês se completou na minha vida, tá? Então eu posso descansar aqui dentro por causa do meu testemunho. Eu me martirizei pra isso, tá bom? Então é aqui que eu descanso. Esse é o sétimo passo. A obra da criação da verdade, ela é uma obra de seis dias e ela completa em si o espaço e a possibilidade do descanso no sétimo. Entende? Então, eu não queria que vocês recebessem tudo isso assim, porque para mim é muito cansativo, tá?

Eu que sempre gostei muito de estudar. muito em ambiente de igreja, quando o pessoal quer ficar ensinando e falando um monte de coisa pra gente. E as coisas fazem todo sentido do mundo, são completas, são maravilhosas. Então, isso aqui que eu estou falando pra vocês, se vocês soubessem a potência, o tesão que isso me dá de fazer mais e mais, de ficar de madrugada, de ficar pensando nisso, de ter vários livros desses, com vários de tantos desenhos desses, de tantas tentativas e de alguma maneira eu vou aqui mostrando pra vocês, né?

Obviamente eu tinha que começar aqui pela verdade, né? Porque as pessoas me perguntam muito sobre a verdade e a verdade ela é esse caminho que de alguma maneira ela vai cobrar a sua vida, entende? Então esse caminho verdade e a sua própria vida é um caminho só. É um caminho só, tá? Ele vai se confundir. Só que esse caminho, verdade e vida que eu mostrei pra vocês aqui, eu não sei se vocês perceberam, mas no limite, no limite de tudo isso, ele é a própria experiência da relação de uma pessoa, né?

É a relação de uma pessoa. Eu vou depois separar, eu já percebi aqui pelo tempo, né? Eu não quero que isso aqui passe de uma hora e já deve estar chegando o próximo. Eu não quero que a gente pare aqui só com isso, tá? Eu vou depois pegar essa mesma figura aqui, vou mostrar pra vocês aqui qual é a experiência da Emuná, da Aletéia e da Véritas dentro desse espaço aqui. E eu vou, finalmente, porque, na verdade, esse é uma das questões que eu levei anos pra responder e, infelizmente, teve que ser sozinho, né?

Por que fé, esperança e caridade são o que se chama de virtudes teologais? Porque parece que essas coisas apareceram do nada. Então a próxima vez que eu vou colocar aqui a continuidade disso, eu vou falar sobre sobre esse tema bem do começo, utilizando essas experiências meio ridículonas que eu utilizei hoje, tá bom? Mas eu queria que vocês compreendessem inicialmente quais são esses passos da verdade. Então olha só, isso tá muito solidificado em mim. Já tá muito articulado dentro da minha experiência do dia a dia. Então pra que isso serve na prática?

Isso serve para quando a gente está tendo um certo tipo de experiência ou ouvindo o testemunho das pessoas, a gente saber. Porque a gente costuma discutir as coisas achando que está procurando a verdade, né? Ah, não, vamos fazer uma dialética aqui, nós vamos discutir um assunto. E a gente vai ver se a gente consegue, nessa discussão, encontrar a verdade. Olha, pelo que eu percebi aqui na vida, eu acho que não é simples assim não, tá? Eu acho que vai ser mais do que só esse testemunho de palavras aí que tu vai me dar.

Eu vou ter que me transformar em esposo dessa tua verdade aí pra saber se é isso mesmo, sabe? Isso é uma experiência interessante porque quando o pessoal fala assim, eu vou dar um exemplo, né? Me prova que Deus é verdade. Eu falo, olha, pelo que eu já compreendi da verdade e da sua vocação de se encarnar, eu não consigo te provar a verdade não, meu amigo. Somente se você ouvir o meu testemunho e se isso se tornar para você uma possibilidade. Primeiro na tua cabeça, depois isso foi verossímil com o mundo, foi palpável no mundo e você perceber que existe uma grande probabilidade pela quantidade de testemunho de muitas outras pessoas.

Você vai ter que dar o passo que é o passo mais bonito dessa vida, que é o passo da pessoa que realmente vai se entregar para viver uma relação. assim como eu falei para vocês da entrega aqui para o café. Essa entrega, ela é individual. Ninguém pode fazer isso por ninguém. Então, meus amigos, a verdade, ela tem uma vocação, que é se encarnar. Ela só se encarna por uma experiência que não é de mais ninguém, senão só minha. E quando ela se experiência de esposo e esposa que são somente um para o outro.

Essa é a experiência própria do livro dos cânticos que o de pitreotina. Eu sou todo para o meu amado e o meu amado é todo para mim. O café é todo para o Diego e o Diego é todo do café. Café de Diego, Diego do café. Nenhum de vocês pode repetir essa experiência. E depois que essa experiência esponsal acontece, ela vira coisa de esposo, né? Ela vira responsabilidade. Responsa. Coisa de esposo. E dentro da coisa de esposo, essa obrigação de eu responder esse amor me faz dar um testemunho solitário da verdade, porque é um testemunho de esposo, de uma fruta que ninguém mais provou.

E aí, como dizia São Paulo, a fé, ou seja, a possibilidade da verdade, lá embaixo, a A fé nasce do ministério, do pregador, do testemunho solitário de quem provou a verdade, cuja vocação é se encarnar. Tá bom, pessoal? Esse é o primeiro passo aí de uma verdade, de uma simbólica nesses passos, nessa estrutura sextavada. E aí já vai ficar gravado aqui pra, de alguma maneira, quando o pessoal me falar sobre, me perguntar algumas coisas sobre verdade, já ter uma base sobre o que eu tô falando, quando eu tô falando sobre verdade, tá bom?

Forte abraço pra todos aí!

Conceitos nesta aula
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Papo Matinal

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