As feridas da alma
O mundo da Depressão e da Ansiedade
- ansiedade = compressão
- depressão = des-pressão
- as três pessoas
- o roteirista (esperança)
- o crítico (força irascível)
- o personagem no palco
- o exame de consciência
- a fé como fundamento da esperança
- o mal como bem que não se realiza
- a sindérese
Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 2:20.
“Bom, esse tem se tornado o tema mais abordado aí na Caixa de Perguntas, né? É, o tema é fantástico. Tema fantástico, né? Ansiedade e depressão.”
Trechos da aula
todos nós vivemos a nossa vida variando entre compressão e depressão
A morte é a depressão total
Solução para depressão é aumentar movimento e solução para compressão é reduzir movimento
O mal é um bem que não se realiza
Transcrição completa
Boa noite, senhora Ramos, tudo bem? Boa noite, Francielle. Boa noite, meu amor. Maria. Boa noite, meu jovem Tariq. É... Se eu não tiver vestido assim, o Marcelo Mamede me dá um puxão de orelha.
Meu irmão aí, ó. Leonardo Reis. E aí, Léo? Boa noite, Cristiana. Grande David, meu irmão. Boa noite, Deborah. Acabei de te responder lá tua pergunta filosófica barra psicológica. Ana Paula, tudo bem? Maria Fabiane, seja bem-vinda. Buenas, Gonçalves. Maravilha, pessoal. Bom, acho que já dá para a gente começar, né?
E aí no começo tem um lalala aqui na enrolação, né? Oh, olha o meu irmão aí, Nilson. Grande Nilfão. Bom, esse tem se tornado o tema mais abordado aí na Caixa de Perguntas, né? É, o tema é fantástico. Tema fantástico, né? Ansiedade e depressão. E realmente ficou na moda. Os termos ficaram na moda. E uma das primeiras coisas que é preciso que o pessoal saiba sobre esse tema é que é óbvio, é óbvio que todos nós vivemos a nossa vida variando entre compressão e depressão.
Olha aí, PES 500. E aí, meu irmão, tranquilo? Comecei a te seguir hoje lá. Brevemente vai estar junto aí, se Deus quiser. Então eu vou fazer uma introdução aqui. Obviamente vai ficar muito mais fácil para a nossa conversa e para o entendimento e para o pessoal aproveitar bastante isso aqui, quem já viu a live da personalidade humana. Afinal de contas, é um problema tipicamente da nossa personalidade, ansiedade e depressão. Então, a primeira curiosidade, a primeira coisa que até o pessoal aí, essa galera que faz esses cursos operativos comigo deve ter curiosidade, é porque eu estou aqui falando dessas coisas.
É um tema que... é antigo pra caramba pra mim, eu efetivamente comecei a construir essa personalidade que vocês veem agora aí, essa coisa das três pessoas e que é o método efetivo que vários dos meus alunos, psiquiatras, psicólogos, terapeutas, coaches e as pessoas que convivem comigo no dia a dia, tem aplicado na vida. O que, para mim, há uns anos atrás, quando isso começou, também foi uma surpresa, porque foram estruturas que, obviamente, eu ia montando para me orientar.
E também para ajudar algumas pessoas que ficavam ali por perto de mim, que conversavam, e que sempre foi uma ansiedade minha tentá-las ajudar. uma aflição boa, existe uma aflição boa. Felizes os aflitos, porque serão saciados. Isso tem uma aflição aí que leva a gente pra frente. Então, algumas coisas que foram essenciais pra gente estar aqui hoje, eu tenho 36 anos, aconteceram na minha vida com 15 anos. Vou dar alguns exemplos pra vocês, pra vocês entenderem Principalmente o pessoal que tiver mais vocação intelectual. Boa noite, Kai.
Que tiver mais vocação intelectual vai entender o balaio de gato que se torna esse assunto, porque às vezes a gente está mal orientado. Então, olha só. Para a maioria das pessoas que me acompanham de maneira mais assídua, sabem que a minha vida, as minhas prioridades intelectuais começaram nas ciências exatas. Então, eu estudei muito matemática, física, astronomia a nível... A Gabriela ainda agora encontrou comigo no elevador, a minha aluna psiquiatra. Tudo bom, Gabriela? Estava no churrascão aqui na casa da Maria. Beleza, bom te ver aqui.
Maravilha. Eu quando comecei nas exatas, eu percebi algumas coisas muito cedo. Então, o meu itinerário foi muito das exatas, depois filosofia, depois psicologia, um pouco antes, teologia junto com psicologia, e a gente foi chegando... Pois é, cheio de criança no elevador. E a gente foi chegando aqui onde a gente está hoje. Então, qualquer coisa, olha só, o pessoal está tratando sobre depressão e ansiedade. Então às vezes me chama atenção, e é por isso que eu fico colocando aí para vocês nos stories, para vocês se orientarem melhor.
Quando eu fico ensinando as coisas sobre esse assunto, eu sempre chamo ansiedade e angústia por compressão. servem para falar isso. Uma roupa angusta, nas obras de Cícero, em latim, é uma roupa apertada, que comprimia a pessoa. A calça skinny lá do Império Romano era angusta, entendeu? Então é óbvio que isso é um fenômeno, antes de tudo, físico. Então eu vou dar físico no sentido de como contraposição ou como complementaridade, na verdade, com o mundo metafísico.
Então, vou dar um exemplo aqui. Eu vi entrando aí o Castelo Branco, o mergulhador de combate, aí lembrei de uma coisa que é legal na nossa vida. A gente, quando vai fazer mergulho, a gente faz uns testes de câmara hiperbárica, ou seja, com grande pressão. com compressão. Então a gente vai colocar dentro da câmera e a pressão vai aumentando lá dentro pra gente começar a se conhecer, ou seja, saber o que que começa a acontecer com a gente quando a gente tá sujeito a uma grande pressão, a uma compressão, a uma angústia, a uma ansiedade.
Então existem vários resultados possíveis. Tem o cara que é mais agitado e fica mais tranquilo, tem o cara que começa a sorrir pra caramba. E em sentido contrário, quando a gente vai fazer salto em grande altitude, como o Cotrim aí que fez salto livre comigo, comentou, quando a gente vai fazer salto em grande altitude, a 20 mil pés, 24 mil pés, acima de 12 mil pés, salto de grande altitude normalmente, a gente faz os testes de câmara hipobárica. Então é uma câmara com pouca pressão, porque se a altitude está aumentando, a pressão vai baixar.
E aí a gente fica medindo quais são as nossas reações, sabe? E aí hoje o que a gente vê um pouco são essas coisas nas pessoas. A gente vê algumas reações que as pessoas têm sujeitas à grande pressão e algumas reações que as pessoas têm sujeitas à baixa pressão. Mas isso é a presença do personagem. Então eu, por exemplo, já fiz viagem de submarino, grande pressão no fundo do mar. E é óbvio que acontecem coisas comigo... tanto fisiológicas quanto psicológicas, que são diferentes aqui da superfície.
É óbvio que é assim, tá? E no salto também acontece a mesma coisa. E aí, o que eu fui percebendo ao longo do tempo? A primeira parte, a parte do roteirista, que é quem planeja a nossa vida e tem certas compressões e depressões, angústias e ansiedades, eu percebi até muito novo, né? Porque quando eu tinha 15 anos, eu comecei a frequentar a pestalose lá em Angra dos Reis e eu ficava anotando. Eu gostava muito de ouvir a história daquelas pessoas que moravam lá, daquelas pessoas velhinhas, sem família, uma pestalose.
e ficava anotando a vida daquelas pessoas e percebia e fui juntando por categorias, né? Quem que sentia grande remorso, quem que sentia grande paz, quem que sentia grande angústia, quem que estava lá e estava em depressão, sabe? Mas eu era muito novo, obviamente, mas eu anotava as coisas porque eu sempre me senti chamado a ter vocação intelectual, né? E depois de um certo tempo, quando a estrutura dessa personalidade foi se formando, eu fui conseguindo separar efetivamente os fenômenos que aconteciam exatamente como eu estou falando para vocês, ou seja, do personagem lá na grande altitude, do personagem lá dentro de um submarino, lá no mergulho profundo, Isso muito próprio do personagem, ou seja, da nossa presença ali, e apareceu uma outra coisa, que eram as angústias e ansiedades da nossa parte metafísica.
Então, hoje em dia, eu acho muito interessante que eu sempre fico vendo, eu uso muito o trânsito para isso, para ouvir muito vídeo do YouTube e fazer cursos. Então teve, há uns quatro anos, eu vi por dezenas, acho que na verdade passou da casa das centenas, de vídeos no YouTube sobre ansiedade e depressão, sabe? Para tentar ver se eu realmente tinha ciência de alguém que falasse da substância desses termos. Onde estão esses males? A que esses males se aplicam? Bom, e não consegui achar exatamente isso.
E aí, montei dentro da minha estrutura da personalidade, que é, na verdade, como o pessoal tem atendido a galera por aí. E, obviamente, quem vem até mim sabe também como é que funciona. Então, olha só, pessoal. Eu vou poupar aqui as explicações das três pessoas, mas é muito preciso que as pessoas saibam um pouco disso, sobre a dinâmica da nossa personalidade. Então, olha só. Nós temos certos movimentos na nossa vida, alguns por deliberação e por vontade nossa, a gente delibera, decide um roteiro e vai fazer.
E aí depois o personagem sobe no palco, tenta fazer. Depois que ele faz, a gente faz um exame de consciência com a terceira pessoa ou crítico que olha para o passado, critica a nossa vida. Algumas coisas são automáticas. Algumas coisas são diretas. Então, por exemplo, uma pessoa que vive em constante perigo. Se eu me colocar em perigo, o meu sistema simpático dispara sozinho. Sozinho dispara automático, sem eu dar um comando para ele. O nosso dispositivo de luta ou fuga? E aí começa, por exemplo, todas as reações fisiológicas, né?
Que... Bom, concentração do sangue nos órgãos vitais, o coração bombeia mais rápido, o sangue foge um pouco das extremidades, fica mais frio e sudorese, né? Todo o dispositivo de luta ou fuga quando a gente está diante de um perigo, né? Ou seja, o que é estar diante de um perigo? é de alguma maneira ter uma percepção que o mundo tá querendo me vencer. Normalmente que a gente pode morrer, inclusive, não é isso? Então, quando a gente tem esse tipo de reação, é óbvio que isso provoca uma compressão na gente, um movimento nosso pra salvar a nossa vida.
Então, olha só, onde que eu queria que vocês entendessem a coisa aqui? Vou dar um exemplo aqui das faculdades, das sete faculdades que estão na moda. A gente fica, por exemplo, falando das faculdades. Quais são as faculdades? Senso comum, que vem das nossas sensações, dos sentidos. Razão, apetite concupiscível, apetite irascível, intelecto ativo, intelecto passivo, vontade. De uma maneira geral, a gente trata sobre essas sete faculdades. Existem algumas coisas interessantes no caminho que essas faculdades seguem. Elas funcionam, a partir de uma determinada época da nossa vida, quase que uníssonas, quase que concomitantes.
Então, existe... eu consigo... ter os meus sentidos, eu estou aqui olhando esse celular agora. Então é um sentido. Esse sentido joga as características desse celular, aí o celular vai fazer um certo tipo de som, imagem, joga isso tudo lá para o senso comum. Na verdade, ocorre o fenômeno da memória, que ainda tem sentidos, tem lá imagem, todas essas coisas. Depois aparece a imaginação, que é uma espécie de imagem ativa, ou de memória ativa. que faz o seu processo sozinho, só que a imaginação ainda precisa dos sentidos.
Isso que eu estou falando para vocês parece uma coisa simples, mas São Tomás de Aquino, na época que eu morava no Líbano, em 2013, 2014, eu li uma discussão imensa do Averroes e Avicenna, os árabes, com São Tomás de Aquino e Aristóteles para decidir essa questão, se a imaginação adentrava ou não os intelectos ativos e passivos. O que importa é o seguinte, Quando a gente vai para o intelecto passivo e o intelecto ativo, que é a nossa vida intelectual efetivamente, acabam os sentidos completamente. Então quando eu faço o conceito do celular, já não sobra mais de nada dos cinco sentidos lá.
Então já é um outro mundo, um mundo completamente imaterial. A discussão era a seguinte, a imaginação faz parte dos intelectos? E a solução é que não. Por que não faz? Porque na imaginação eu ainda posso ver a imagem de um unicórnio, né? Eu fiz isso na minha imaginação. Peguei um cavalo, botei chifre, botei lá, ou seja, tem uma imagem. Se tem imagem que ainda é resquício dos sentidos, ainda não são os intelectos. Sabe, tô falando isso pra vocês, pra vocês perceberem, que existe uma transição pro mundo metafísico, né?
E aí quando a gente vai pro mundo metafísico, esse mundo da vida intelectual, É um mundo extremamente difícil se a gente não se balizar pelo método que eu falo pra vocês, que foi o que eu comecei a usar com meus 15 anos, o método de Santo Irineu de León, doutor da igreja. Quando a gente for pro mundo metafísico, a gente usa o mundo físico. Quando a gente for pro mundo invisível, a gente usa o mundo visível. Quando a gente for pro mundo transcendente, a gente usa o mundo imanente pra se orientar, apesar de saber que as coisas lá estão...
numa espécie de... é, num outro patamar, né? Num outro nível que a gente realmente não consegue mais apalpar com os sentidos. Então a gente se orienta por esse mundo. E isso pra mim era uma maravilha, né? Porque eu realmente tinha um domínio muito bom das exatas, entende? Então quando eu comecei a montar a estrutura dessas pessoas aqui, que é como eu trato vocês, Eu percebi que, bom, é muito nítido que a ânima, a alma, a nossa vida, a percepção de vida pra gente é a percepção de movimento.
Isso é muito nítido, né? Por exemplo, eu tô aqui num quarto sozinho e tá tudo parado. Se de repente alguma coisa se mover, essa é a impressão que eu tenho de vida, né? Do movimento, tá? Dentro dessa sensação de vida do movimento, eu começo a transmigrar isso para o mundo metafísico, então a vida do mundo metafísico como um movimento. Vocês percebem o que a gente tem que começar a fazer pra gente começar a se orientar no terreno? Então, o pessoal sempre gosta muito quando eu fico, por exemplo, ontem eu expliquei patriotismo pra um pessoal dando um exemplo meu dos filhos dentro do carro ou os filhos fora do carro, né?
Pro pessoal realmente, ah, eu tô vendo, agora que você tá desenhando, eu tô vendo o que você tá falando sobre teologia, sobre filosofia clínica, porque eu tô colocando pra vocês no mundo visível, no mundo físico, né? Então olha só, a gente tá tratando de compressão e depressão. A gente tá tratando de um fenômeno físico, primeiramente, antes de tudo, chamado pressão. A pressão na física, ela é dada por uma força aplicada sobre uma área. Não é assim? Se a força é muito grande e a área pequena, eu tenho uma pressão muito grande.
Não é isso? Em sentido contrário, o contrário. eu tenho uma depressão, tá? Então, como é que isso acontece normalmente aí no nosso dia a dia? Eu sempre lembro muito do exemplo da mangueira, da borracha. A borracha está com depressão, ou seja, está caindo água fácil, água fraca. Então eu causo uma compressão nela. Então eu tive essa depressão da água causando uma compressão. Eu aumento a pressão nela, aumento a força nela, a força dela. Como é que eu faço isso? Diminuindo a área. Então, é exatamente isso que eu faço aqui.
Só que, obviamente, eu faço isso como uma transição para o mundo metafísico, para o mundo intelectual. E como é que se faz isso? Bom, a gente tem que começar a ver como é que funciona a nossa vida no nível das três pessoas. Eu sempre falo isso para vocês. É óbvio que existe uma compressão e uma depressão das três pessoas. E pra mim, como eu já faço isso há alguns anos, é nítido quando chega uma pessoa diante de mim. Primeiro já é simples pra mim ver qual pessoa que apareceu na minha frente.
Aí chega um cara aqui pra mim e fala assim, ah Diego, eu não sei o que eu vou fazer da minha vida, não sei, no futuro eu não costumo pensar sobre isso. Eu falei, ok, eu tenho um roteirista morto. A morte é a depressão total, ou seja, é o corpo extrema com zero movimento. Essa é a morte. Só que esse cara aqui, o roteirista, ele vive de quê? Qual é a natureza do roteirista? E aí é o que eu falei pra vocês que tem que ver a live pra eu não ficar falando tudo de novo.
Ele vive de esperança. Então é óbvio que se chega uma pessoa aqui pra vir falar comigo, eu faço só essa pergunta pra ela. E aí, meu amigo, como é que tá aí teus planos de vida? Numa resenha tranquila, né? Aí o cara fala assim, ah, não sei, cara. E aí, o que tu vai fazer sábado? Ah, não sei, não planejei nada pra sábado. Eu falo, cara, olha só, se você não tem esperança pra sábado, se você não tem um roteiro pra sábado, todos vocês já acordaram num sábado sem roteiro, não acordaram?
O que acontece com a gente num sábado sem roteiro? Você vai pra onde? Pro sofá, sentar no sofá e ficar jogado, pô. O nome disso é depressão. Então, olha só, a gente pode ficar dando um monte de nome e, inclusive, é por não fazer essa transição intelectos, que eu vejo o pessoal sempre desorientado de tudo. Então, por exemplo, nas minhas anotações antigas sobre depressão, tem escrito lá todas as palavras da língua portuguesa que são depressão, pô, e tem várias, tem várias. Desesperança é depressão. Tristeza é depressão.
Preguiça é depressão. Falta de energia é depressão. Desanimado é depressão. Assídia é depressão. A gente pode colocar numa régua. Porque a gente, usualmente, no nosso vocabulário, quando uma pessoa chega aqui pra falar comigo, fala, cara, eu tô sem esperança nenhuma. Fala, olha, vou falar uma coisa séria pra vocês, séria. Eu nunca vi um caso de suicídio ou uma pessoa que tivesse com o problema de deação suicida, e eu vejo várias. sem que essa pessoa não tivesse um roteirista num estado grave de depressão. O que é um roteirista em depressão?
Ele não tem esperança, ele não tem esperança de nada. Você dá uma solução pra ele assim, pô cara, faz isso pra ter um relacionamento, faz isso pra trabalhar melhor, aí ele fala assim, eu já fiz cara, não vai dar certo, já fiz, não vai dar certo, já fiz, não vai dar certo. Ele não espera bem em nada que ele vai fazer. Vocês estão percebendo o que eu estou falando? Então existe essa característica. Então a primeira pessoa, a pessoa que vive da esperança, o roteirista, ele fica depressivo quando ele faz roteiros aquém da vida humana.
Então eu estou dando um exemplo relativamente bobo para vocês. Assim, simples. Vou falar do sentido contrário agora. Olha um roteirista dormido, ansioso, angustiado. Olha só, eu fico percebendo essas coisas dentro de mim, e isso é como dizia Montaigne, quem trata com a vida humana se dá bem, porque tem consigo o próprio laboratório daquilo que trata, ou seja, tudo que é humano me é comum, está dentro de mim. Então olha só, na semana passada, e isso acontece todo dia, na semana passada, Em uma hora de almoço, eu pensei assim, cara, uma hora de almoço, eu vou fazer 40 minutos de aula de filosofia política, que era um curso que eu estava fazendo, filosofia política, 10 minutos vou almoçar aqui tranquilo, e os outros 10 minutos eu ia fazer uma coisa minha lá de uniforme.
Aí ok, planejei o meu horário de almoço. Ok, planejei. Aí quando eu planejei e comecei a executar, comecei a executar, comecei a estudar filosofia política. Quando eu comecei a estudar, fiz um roteiro, fiz um roteiro para caber dentro de uma hora, com três atividades. Quando eu comecei a botar o personagem no palco, entreguei esse roteiro de uma hora assim para o personagem, vai, interpreta esse roteiro no palco. Aí eu comecei. Aí entrou pela minha porta um sargento e falou assim, pô comandante, queria falar com o senhor.
Aí eu falei, fala, fala meu jovem, o que houve? O que posso te ajudar? Quando ele começou a falar comigo, eu comecei a ficar angustiado por dentro. Aí ele foi falando cinco minutos, dez minutos e a minha angústia aumentando. Aí eu percebi que eu estava ficando angustiado e que eu estava relativamente desatento ao que ele estava falando, porque estava angustiado. Quando eu percebi isso, eu falei dentro de mim, né? Não vou estudar mais filosofia política hoje. Ou seja, eu mudei o meu roteiro. Então, os 40 minutos que eu tinha de filosofia política, ficaram livres para ouvir aquele sargento.
Quando eu tomei essa decisão na minha mente, a arte de decidir bem, a prudência, eu automaticamente fiz um roteiro que era exatamente o que eu estava cumprindo. Eu falei, durante os 40 minutos do meu almoço, eu vou ouvir esse sargento. Aí eu pedi um café para ele, aí ele sentou, a gente conversou durante aquele tempo. Ele falou, olha, o que aconteceu? Ele falou, eu já não ensinei para vocês que toda vez que o nosso personagem está tentando cumprir um roteiro, a compressão e a depressão ficam ou ajudando ou atrapalhando ele a cumprir esse roteiro?
Então é óbvio. Olha, para para pensar. Sábado de manhã, ao invés de ficar jogado no sofá, você sem roteiro, você planejou no sábado de manhã fazer compra, estudar, limpar a casa e dar uma passadinha no shopping para comprar um negócio. Aí você vai no mercado, a fila está gigante. Você começa a ficar angustiada, nervosa, chateada. Por quê? porque você está vendo o seu roteiro de vida ir para o Beleléu. Aí você começa a ficar assim. Então olha que interessante. Olha que interessante. E eu não vou explicar desde o início porque tem que ver a live das três pessoas da personalidade para isso aqui.
A terceira pessoa, o crítico, ele tem uma força própria dele. que é essa força aqui, a força iracível. Então, que força é essa? É a força que fica tentando fazer justiça, ou seja, ela fica tentando unir roteirista com personagem. Então, se eu vou tomar essa Coca-Cola aqui, que é o meu roteiro, vou tomar a Coca-Cola no momento que eu estou aqui, esse é o meu roteiro, eu botei meu personagem no palco para cumprir esse roteiro. Se chegar aqui alguém e derrubar essa Coca-Cola, Quem aparece em mim na hora pra fazer justiça?
Eu tô olhando pro passado, tô vendo o meu roteiro ir pro espaço, ou seja, a Coca-Cola derramou. Aí vem a terceira força, né? Que não é mais a primeira força, a força de vontade mental que decide. Vou tomar uma Coca-Cola. Não é a segunda força, a força do personagem que se move por desejo, né? Coca-Cola é gostosa, eu vou tomar uma Coca-Cola. É a terceira força. É a força que une roteirista com personagem. Porra, essa Coca-Cola era minha. O que acontece comigo na hora? Eu me iro.
Eu fico com raiva. Então eu tenho o quê nesse momento, na terceira pessoa? Uma compressão. Eu tenho uma pressão fazendo com que ela funcione, para que ela faça justiça. Então, olha só. Se um homem tem a vida intelectual relativista, ou seja, pra ele não existe verdade, não existe um roteiro no mundo, não existe uma lei natural. Se pra ele não existe uma ordem no mundo pela qual ele tenha que lutar que seja justa, esse homem sempre tem uma depressão de crítico. Sabe aquele bananão? que pode ver um filho na frente dele se ferrando, pode ver nego agarrando a mulher dele, pode ver uma injustiça na rua, um cara chutando um mendigo e ele...
E ele... Sabe o que é esse cara? Esse cara é um deprimido de crítico, ele não tem força iracível. Ele não tem força para lutar pela justiça entre um roteiro e um personagem. Então vejam, por que a nossa geração, por exemplo, é uma geração conhecida como a geração dos bananas? Porque nós, na vida do intelectual, do crítico, Nós somos relativistas. Então todo homem relativista é um banana de faculdade irascível. Ele não tem esse movimento interior, entende? Pra lutar pela verdade, pelo roteiro, pelo que ele acredita.
Porque casamento é para sempre. Se o cara acredita nisso, se isso é uma verdade pra ele, se isso é uma crença pra ele, ele vai usar a força irascível dele, a força desse cara aqui, pra lutar pela vida e pela unidade da personalidade dele. mas se ele fez o seguinte juízo na vida dele, a seguinte verdade, presta atenção no que eu vou falar pra vocês agora, se você acreditar nisso que eu vou te falar agora, eu vou entrar no casamento, E se der errado, eu separo.
Se você acreditar nisso na hora, na hora você criou em si uma depressão de terceira pessoa, porque você não vai ter uma força irascível que lute pelo seu casamento. Porque você acredita numa mentira. Então é isso que eu faço com as pessoas. Quando as pessoas chegam aqui diante de mim, eu tenho certa facilidade, primeiro porque eu criei essa coisa. E há vários anos eu fico percebendo isso em mim. Então o pessoal fala assim pra mim, ele fala, cara, tu não fica bolado. É por isso que a gente ouve, usualmente o pessoal fala, cara, o cara maduro, o cara maduro, ele não costuma ficar puto por coisa material.
Porque ele percebe a vida desse cara aqui, a vida desse cara tem uma gradação, né? Que eu ainda não ensinei pra vocês. Eu já ensinei pra vocês a gradação de vida do personagem, que são os sete amores, né? A palhaça dos amores que misteriosamente sumiu daí. Eu ainda não mostrei pra vocês a gradação de vida desse cara, mas já dei spoiler falando dos tipos de justiça humana que gradam. Desde a justiça mais material possível, que é Coca-Cola, Até a justiça imutável, a justiça distributiva, que é o cara que ele não se abala por nenhuma material.
Por quê? Porque ele acredita que aconteça o que acontecer, no final das contas, ele vai se salvar. Esse cara, a justiça desse cara, o roteiro de vida desse cara é ir para o céu. Aí ele percebe que não tem nada nesse mundo. Ele é tipo São Paulo. Quem nos separará do amor de Deus? Nem a morte, nem a perseguição, nem a dor, nem a fome. Aí tu vê a narração de vida de São Paulo. O cara é açoitado, o cara é aloprado, o cara é xingado, é cuspido, é humilhado.
Aí ele não fica com raiva. Ele não fica com raiva. Só que ele consegue utilizar a força irascível dele pra viajar o mundo inteiro, pra sofrer perseguição, pra sofrer naufrágio no Chipre, pra andar não sei quantos quilômetros. Da onde vem a força iracível desse cara? De uma justiça imortal. Aí, eu tô falando isso pra vocês? É óbvio, vocês vão ter que ter calma pra perceber esse tipo de coisa. Cara, presta atenção no que eu vou falar pra vocês. Aparece uma pessoa aqui na minha frente com uma verruga no rosto.
aconteceu uma mudança no personagem dela, o personagem do palco. Por causa dessa mudança, por causa dessa virruga no rosto, ela faz um juízo. Fiquei feia. Ninguém vai me querer assim com uma virruga no rosto. Ela fez um juízo. A gente sabe que a fé, ou seja, Esse juízo, essa verdade que ela fez para ela, é o fundamento das esperanças dela. Fé. Eu acredito que Coca-Cola vai me dar prazer. É gostosa. Eu já tomei no passado a emuna hebraica, a confiança no passado, a confiança naqueles que viveram antes de mim, numa pessoa.
Eu acredito na Coca-Cola. Ela me deu prazer no passado, eu jogo ela para o meu roteiro de futuro. A fé é o fundamento da esperança. A Coca-Cola me deu prazer no passado, então amanhã, se eu tomar, ela vai me dar o mesmo prazer. Aí, eu jogo essa fé que eu tenho, essa verdade que eu fiz sobre mim. Pô, ninguém vai me querer, eu estou feia. Eu jogo no meu roteiro. Quando eu jogo isso no meu roteiro, isso dá esperança para o roteirista, esse tipo de fé.
Isso é óbvio que não, pô. Pelo contrário, ela desespera. Ela desespera de ser querida. Ela desespera de ser desejada. Ela se desespera de acharem ela bonita. Aí ela começa, por causa de uma verruga no rosto, a ter uma depressão de roteirista. Então ela não sai mais. Ela fica dentro de casa, porque ela tem vergonha. Por causa de uma verruga no rosto. Vocês estão entendendo o que eu estou falando para vocês? Então, eu comecei falando aqui sobre compressões e depressões de personagem. Então, por exemplo, se um cara não pega sol de manhã.
Esse cara não pega sol de manhã, né? Então, ele não produz bem o que? Vitamina D. Se ele não produz bem vitamina D, ele vai ter vários neurotransmissores que funcionam à base de vitamina D funcionando bem para ele ter energia corporal. vigor pra enfrentar o dia. Ele não dormiu bem. Ele não se alimentou. Esse cara vai ter energia de personagem? Então ele tem uma depressão de personagem. Porra, esse cara toma um estimulante pra fazer educação física. O cara toma uma creatina pra ir malhar. Aí o cara aumenta batimento cardíaco, ele entra num dispositivo de luta e fuga.
O cara ativa a angústia, a luta do personagem. Vocês estão vendo? Eu estou falando de fenômenos de compressão de personagem e de depressão de personagem. Tô falando do personagem, da nossa presença física. Assim como eu falei da câmara hiperbárica, da câmara hipobárica. Isso acontece com a gente, pô. Então é óbvio que quem tem problema de angústia, de crise, de pânico, pode morar num lugar pequenininho, com o pé direito baixinho, mas é óbvio que não. Mas é óbvio que não pode, pô. Eu vou falar pra vocês, todos nós, vivemos na tensão entre compressão e depressão, de tudo que existe na vida.
Porque, olha só, a nossa visão é feita para ver. Então, existe uma mediação entre nossa visão e o objeto. O mediador, nesse caso, é a luz. Se eu estivesse falando do som e do ouvido, o mediador seria o ar. Então, eu tenho aqui essa mediação. Existe uma força, um movimento natural do olho para ver imagens. Um movimento natural do olho para ver imagens. Um movimento. Então, vocês sabem que o movimento é realizado por uma força, né? Então, se essa força é de mais, eu tenho uma compressão.
Se essa força é de menos, eu tenho uma depressão. Eu estou falando do fenômeno físico para vocês. Eu tenho uma força na vida, eu tenho uma força na vida que leva o ser humano para o bem. Estou falando agora um pouco do mundo metafísico. Falei do físico, vou para o metafísico agora um pouco. Vamos lá. Eu tenho uma força que leva o ser humano para o bem, para onde ele tem que ir. Esse movimento, o que estuda esse movimento e faz esse movimento se realizar? É uma matéria chamada ética.
Olha que coisa interessante. Eu, quando eu estava lá em São Tomé e Príncipe, na África, a gente morava numa casa que tinha dois andares e a gente cheio de criança. Eu queria impedir as crianças de irem para o segundo andar. E aí, em momentos que as crianças estavam por ali por perto, eu botava um armário na frente da escada. Aí eu botava esse armário, cumpria a missão completamente para mim. O armário fechava ali, as crianças ficavam seguras. Quando ia uma visita na minha casa e ela passava ali na frente do armário e eu estava ali, aí eu sentia vergonha.
Por que eu sentia vergonha? Eu lembro a primeira vez que eu senti vergonha. Por que eu senti vergonha? Porque o armário não foi feito para ser porta. O armário foi feito para ser armário. Então, eu estava sendo antiético com o armário, porque ele tem um movimento próprio, onde a gente, quando a gente vê um armário, a gente realiza o movimento para a finalidade dele. Ninguém entra numa casa, vê um armário e utiliza o armário como porta. Eu fiz isso, deprimindo esse movimento. Então é óbvio que eu me senti deprimido por causa da situação do armário na minha casa, porque eu estava sendo antiético, coitado do armário, né?
Nasceu para ser armário e não estava sendo armário, estava sendo porta. Então, olha só, eu falei de movimentos quase que ridículos para vocês, né? Eu falei de uma verruga, né? Falei de coisas simples. Agora, eu estou falando do movimento metafísico. Nós temos esse movimento. Nós temos esse movimento principalmente aqui e nós temos esse movimento aqui. Nós temos aqui também. O movimento metafísico desse cara aqui, a vocação desse cara aqui é encontrar um bem transcendental chamado verdade. Ele critica o mundo para achar a verdade. A verdade dele é a sua injustiça.
Então vocês vão ter um movimento que vai buscar a verdade. Se ele não buscar, vocês vão ter uma depressão metafísica de busca da verdade. E se ele buscar loucamente, vocês vão ter uma compressão metafísica de busca da verdade. Então é o cara que eu atendo, que tá lendo um milhão de livros por dia, que tá deixando de trabalhar bem porque ele quer descobrir a verdade, porque ele tá apaixonado pela vida intelectual. Esse cara aqui, o roteirista, Ele tem um bem que ele busca para fazer roteiro.
Eu quero ser feliz. Qual é o roteiro da minha vida, da felicidade? Qual é o transcendental que é a vida desse cara aqui? É o próprio bem. Não são assim os transcendentais? A bondade, a verdade e a beleza. A beleza é a vida desse cara aqui, pô. A vida sensual. Entende? Ele quer comer a comida gostosa, ele quer ver a imagem bonita, a mulher bonita, todas as custas de bem sensual, tudo que a gente considera o mundo da beleza. Esse é o mundo da beleza, o mundo da vida, da realização do personagem.
Todas as vezes que nós tivermos qualquer movimento acelerado para qualquer um desses três bens metafísicos, nós temos uma compressão, uma angústia, uma angústia, o cara que a vida dele tá passando e ele fala assim, cara, um bem pra vida humana é casar, só que eu já tenho 40 anos, não casei e esse cara tem angústia. Ele tem angústia. Angústia. Vocês estão percebendo? Por causa de uma angústia do bem metafísico. Então eu comecei falando pra vocês que existem essas compressões e depressões das três pessoas e que essas compressões e depressões existem em todos os níveis no mundo físico normal, no mundo do sensitivo, no mundo do irascível, do desiderativo, mas eu também falei que lá depois da imaginação acaba tudo dos sentidos, né?
O mundo do intelecto ativo e passivo tem as suas compressões e depressões, porque eu preciso ter um movimento, movimento, força, a força sobre a área. Eu preciso ajeitar aqui um movimento, a força desse cara, a vontade desse cara aqui que leva para o bem da vida humana. Eu preciso ter essa força. Eu preciso ter a força desiderativa, o desejo normal do cara que deseja a esposa dele sexualmente. Eu preciso ter esse movimento desse cara aqui que busca a beleza. Esse é o movimento desse cara que deseja comer uma comida boa, que deseja ter algum tipo de conforto.
Esse é o bem desse cara aqui. E o bem desse cara aqui é a justiça. Que busca a verdade incessantemente. Então a gente vê as pessoas sempre nesse tipo de problema. É óbvio. Eu tô aqui tentando em uma hora, uma hora e pouco, falar pra vocês Alguma coisa que eu vou com muito mais calma em curso de, que em breve, vai virar uma pós-graduação com 80 aulas, 40 horas só desse conteúdo aqui, entendeu? Isso é coisa mais pra frente. Mas você vê, eu estou tentando resumir uma coisa pra vocês aqui, pra vocês terem um pouco de noção do que está acontecendo com vocês e começarem a primeira coisa que se faz.
Eu falo, cara, eu estou percebendo alguma coisa dentro de mim que é anormal. É muito fácil de perceber se é compressão ou se é depressão. Se é compressão ou se é depressão, beleza, eu já sei, compressão ou depressão. Agora eu preciso saber com quais das três pessoas que eu estou tratando. Eu falo, olha, eu estou angustiada por quê? Porque eu não sei o que fazer da minha vida? Eu estou angustiada porque alguém fez alguma coisa comigo e eu tenho que fazer alguma coisa com relação a isso.
Essa angústia que eu estou falando agora é de outra força e de outra pessoa. Eu estou falando da terceira pessoa. Vocês entendem? Eu falo, olha, você começou a se alimentar mal. Aqui, meu filho, o seu problema não é da verdade, não. O seu problema não é de fazer um roteiro humano, não. Você tem que descansar, cara. É óbvio que você tem que descansar. Qual que é a dificuldade gigantesca das pessoas hoje? Você vê, quando eu morava na África, logo quando eu cheguei lá em São Tomé e Príncipe, e o pessoal estava me passando o serviço, o pessoal falou assim, pô, rege.
A galera quer tudo. Tudo meio deprê, cara. Meio deprimida. O pessoal meio devagar, meio preguiçoso e tal. Falei, é mesmo, cara. Vou dar uma olhada. Aí eu comecei a viver a rotina lá com o pessoal e tentei dois ou três dias me alimentar como eles se alimentavam, né? Que era uma refeição por dia, E aí se sobrasse para o dia seguinte, eles comiam no café da manhã. Com três dias assim, eu já estava no quartel, quando chegava em casa, falando com as pessoas com a mão apoiada assim, sabe?
Falei, cara, pô, que... Ou seja, minha velocidade desceu, meu ritmo de vida desceu, aí eu comecei a viver uma vida estilo a que eu lembrava dos meus pais e dos meus avós, sabe? De cadeira na rua, o cara sentado, mó tempão assim olhando, as coisas devagar assim, sabe? Aí eu fiquei pensando assim, falei, cara, será que isso aqui é depressão ou será que isso aqui é a velocidade normal da vida? Porque lá o pessoal não tinha internet, celular pouquíssima gente tinha. Eu lembro que uma vez eu mandei mensagem no WhatsApp para um tenente, ele viu 10 dias depois porque foi numa reunião no prédio da ONU e no prédio da ONU tinha Wi-Fi.
Aí a mensagem entrou no celular dele, porque o celular dele nunca tinha dados de internet. Falei, cara, será que aquilo é uma depressão ou será que aquilo é a velocidade normal da vida humana? E nós vivemos aqui numa velocidade de avanço diferente do normal. A verdade é que a gente não sabe bem. A gente não sabe bem. Então a gente vai vivendo, como eu falei pra vocês, que eu vivi no meu horário de almoço. Eu falei, olha, eu tô sentindo um movimento de compressão, de angústia.
Eu preciso saber que movimento é esse. Eu reduzo esse movimento. Você vê, uma pessoa que tem uma compressão de crítico, ou seja, é um cara extremamente justiceiro. Sabe que cara é esse? É o cara que ele faz as suas verdades sobre tudo. Ele acha que ele sabe tudo de tudo. Quando ele faz isso, o que acontece com ele quando ele chega em todos os meios? Ele fica com raiva se alguém o contraria. Ele vive numa nervosidade. Por quê? Porque ele tem essa faculdade aqui comprimida. Ele tem uma compressão de ira.
Então quando uma pessoa chega pra mim com nervosidade, Ah, eu reclamo muito, não sei o que lá. Eu falei, ok. Aí eu já vi o dentista, quando vai ver um dente com cárie, que ele tem arcada dentária desenhada no papel e ele circula. Então, eu atendo as pessoas com alguns diagramas desses. Aí quando o cara fala assim, aí eu viro assim, aí eu ok. Eu circulo o crítico e falo, primeira sessão, vou deprimir o crítico dele. É, obviamente eu ensino para ele sobre as três pessoas.
Na verdade, eu já deixo até uma consulta grátis, por isso que eu deixei a aula das três pessoas aí no feed fixada, que eu falo para o pessoal, tem uma hora de aula, ele fala, olha lá, vai lá ver aquela aula lá e tal, que depois a gente começa direto no teu problema. Aí eu falo, cara, ou ele... Aí o cara chega com esse crítico completamente aflorado, reclamando de tudo. Aí eu falo, cara, esse cara... tem uma compressão de crítico e ele reclama de tudo e de todo mundo.
Aí eu falo, cara, como é que se trata esse cara? Você vê, o que que um psiquiatra faz quando uma pessoa chega diante dela, ou tendo onde acontece muito a vida intelectual. Apesar de existir um intelecto senciente ou intelecto sensitivo, o intelecto se manifesta muito mais como nós conhecemos, no ativo e no passivo, pela vida intelectual que tenta fazer juízos e buscar a verdade, a do passado que fica olhando para trás, e uma atividade psíquica e intelectual que fica buscando o futuro.
A gente sempre fica nessas gradações de vida psíquica. Quando eu tenho compressão de vida psíquica, ansiedade, angústia, se eu for lá num psiquiatra, o que ele vai fazer comigo? O que é bom que ele faça comigo, já que ele não vai entrar pela seara da terapia? Ele vai mandar para um psicólogo e ele vai fazer o quê? Ele vai reduzir a minha atividade psíquica. me dando um ansiolítico, vai quebrar o meu excesso de pensamento. Então o cara que está fazendo roteiro pra cacete aqui, o cara com ideação suicida, ele está fazendo roteiro.
Eu vou me matar, vou me matar, vou me matar, vou me matar. Isso é uma angústia. Isso é uma angústia. Para pra pensar. Aí o pessoal pergunta assim, olha que maravilha. A galera me pergunta assim, cara, mas é estranho. Porque como é que pode, se tu tá falando que o negócio é um movimento pra um lado ou pro outro, como é que pode então os casos estarem sempre associados, pô? De angústia com depressão. Eu falo, por que que acontece junto? Porque sempre funciona nas pessoas diferentes.
Como é que sempre funciona nas pessoas diferentes? Eu falo, cara, você tá tentando... eu vou fazer melhor, olha só. Uma vez, numa missão na Amazônia, a gente estava se orientando para, depois de uns 1.500 metros, chegar num igarapé, numa valetazinha num rio. Aí a gente fez um roteiro para chegar até lá. Pá! Fiz um roteiro para bater ali, naquele igarapé. Botamos o personagem no palco, tá lá, homem carta, homem ponto, homem passo, estamos tentando chegar lá. Quando deu a distância, Cadê o Igarapé? Não tinha Igarapé, pô.
Ou seja, personagem não cumpriu o roteiro. Aí, eu era o mais antigo da tropa que estava lá, né? O que acontece na hora com a tropa tentando fazer justiça? Acontecem dois movimentos. O cara com o crítico comprimido, ou seja, com a faculdade irascível viva, ele fica ansioso na hora, angustiado, e ele começa a reclamar, a ficar raivoso, a xingar os outros, a dizer que o cara errou. Percebe? Uma faculdade iracível da terceira pessoa tentando fazer roteirista unir com o personagem. Porra, a gente tinha que estar aqui no Igarapé.
O cara tá puto, porque não foi feito justiça. Aí esse cara tá puto, começa a andar. Porra, o Igarapé tem que estar aqui. E tem o outro cara. que faz o seguinte movimento, que a gente chama, quando o cara faz isso na tropa, no meio da selva, a gente chama isso de se abostar. O cara se abosta. O cara não fica nem puto. Ele se abosta, nos chama assim. Por que aquele movimento daquele cara vence? Porque ele perde a esperança. Ele desespera. Então, o que sobressai naquele cara?
Sobressai naquele cara uma depressão, de roteirista. Então eu tenho no mesmo cenário. No mesmo cenário, com um único comportamento, você percebe exatamente quais pessoas têm características de quais das três pessoas. Você percebe um roteirista fraco, ou seja, o que é um roteirista fraco? É um roteirista desesperançoso. E você percebe um crítico que é forte demais, ou seja, que estabelece uma ditadura entre as três pessoas. E aí, obviamente, se tu sabe o que está acontecendo, tu começa a ajustar as coisas. Como é que se ajusta esse cara aqui?
Dando esperança, pô. Você vê como é a vida de terapeuta? Ela é interessante, né? O terapeuta, o psicólogo, o psiquiatra, o diretor espiritual, quando chega um cara para você pedindo ajuda, a ajuda que ele quer, é óbvio que inclui um roteiro. Ele quer uma solução. Então tem um roteiro, né? A arte de decidir bem. Me ajuda a decidir o que eu faço da minha vida, o que eu faço. Eu estou perdendo para o mundo. Decide junto comigo. Aí, olha que coisa maravilhosa. Tu fala assim pro cara, o cara é um desesperançoso, tá com depressão, né?
Não consegue fazer nada. Tu fala assim pro cara, pô cara, é, pô, já pensou? Você tem que trabalhar bem, não sei o que lá. Pô, já tentei, cara. Pô, vai fazer um estudo, cara, não sei o que lá. Pô, já fiz, cara, não é isso não. Meus amigos, porque nós vamos pra toda sorte de merda de curiosidade? Porque para pra pensar. Se eu falar sim pra esse cara, já sei. Já que você fez todas essas coisas e não deu certo, porra, você tem que plantar bananeira de noite e tomar banho de pipoca.
Aí o cara regala o olho, porque tu é um especialista, porra. O cara regala o olho e fala assim, putz, cara, eu nunca tinha pensado nisso. Ele me deu um roteiro. cara, tu deu esperança pra esse cara, e então todo terapeuta, ele tem na mão dele, ele tem na mão dele, a esperança que você pode dar pra um cara e ele sair dali de uma consulta assim ó, porra cara, eu acho que esse cara resolveu o problema, porque você deu esperança pra ele. Ainda que daqui a um mês, esse cara, porra, esteja afundado na merda.
com plantando bananeira e tomando banho de pipoca, entendeu? Você ajudou ele num momento. Ele falou, olha, quem trata e dê ação suicida, tem que saber disso que eu tô falando, porra. Se você não der uma esperança pro cara, como esse cara tem um movimento na vida, como esse cara tem um movimento na vida que leva ele pro bem, Se você não der uma solução de esperança para um cara que tem ideação suicida, ele vai buscar o bem dele. Porque a gente... Isso é a tal da beleza do fundamento da ética, que São Tomás de Aquino e Aristóteles chamavam de sindérise.
Sindérise é o movimento mais profundo que o ser humano tem, que ainda que ele esteja muito na merda, ele ainda consegue se orientar pra decisão da consciência, né? É o que o catecismo da igreja católica fala da inviolabilidade da consciência humana, né? E que Santo Afonso de Ligórias se aprofundou. Ele falou, cara, você pega esse cara aí, o cara é... Pô, o cara vai se matar. Pega esse cara. O cara que vai se matar, ele está procurando o mal? Sondar esperança sem levar em consideração o tempo que ele está perdendo, fazendo qualquer coisa.
Como isso ajuda? Não ajuda, porra! Não ajuda! Muito mais do que isso! Muito mais do que isso. Isso é a maior quantidade de falsa ajuda que tem feito hoje em dia. Isso tem um nome. O nome disso se chama hiatrogenia. Quando o psicólogo fala pro cara assim, ó. Ah, você tem que sim comer aquela mulher que tá te dando mole no trabalho. A solução do teu caso é esse, pô. Você só vai se sentir melhor quando você tocar uma punheta, ver a pornografia. O nome disso é hiatrogenia.
Você dá uma esperança pro cara, você safa o cara uma semana e afunda esse cara no fundo do inferno de infelicidade futura. É isso que está sendo feito na maioria dos casos hoje nos consultórios de terapia. É o cara que chega lá e fala assim, ó, você só vai ser feliz quando você se separar da sua mulher. Você vai ser feliz quando você... Pode pegar, cara, esse dinheirinho aí do trabalho, não tem problema não, isso tem um nome. e atrogenia. É o especialista da saúde que, ao invés de salvar o cara com a saúde, mata o cara.
Você entendeu? Isso é uma baita de uma sacanagem. E eu vou falar pra vocês, é a maioria dos casos hoje, pô. A maioria dos casos hoje. Eu falo, e aqui não é a falsa humildade, não. Eu atendo gente, e eu acho isso uma maravilha, né? Quando vem o cara com 10 anos de psicoterapia. Se o cara for psicoterapeuta então que atendeu o Freudiano, que ele nem fala nada, ele só ouve, aí tu pega o cara e aí às vezes tu fala pro cara assim, ah não, eu não acabei de falar do cara de suicídio.
Então olha o cara do suicídio. É que a menina me interrompeu, mas foi importantíssimo, ainda bem que ela mandou essa mensagem aí pra eu falar justamente isso aqui. Então olha só, o suicida, ele que é o mal, São João Paulo II falava uma coisa maravilhosa sobre o erro humano. Ou, na linguagem teológica, o pecado. O que é esse pecado? O que é isso? É o cara que está tentando acertar no alvo e acerta do lado, fora do alvo. O que o cara que está tentando se matar, que está agora lá no morro, drogado, arrumando a droga, o que está no puteiro, traindo a mulher dele, o que esses caras estão tentando fazer?
eles estão procurando um bem. O cara que vai tentar se matar, ele tá procurando um bem. Qual que é a merda? A merda é que ele tá atirando a flecha fora do alvo. Essa é a merda. E aí, qual que é a coisa? Qual que é a coisa do tratamento? A coisa do tratamento é que as pessoas vêm pra nós com um mal. Com um mal. Só que o mal não tem substância. O que é a cegueira? A gente não sabe o que é a cegueira.
A gente sabe que a vocação do olho é ver imagem. A gente sabe disso. Quando o olho não vê imagem, tem alguma coisa ali que a gente chama de mal. Mas, na verdade, o mal não existe em si. Existe um bem, que é o olho, que vê imagem. Então, um parasita do olho. Não se realiza. É um movimento que não se realiza. Então o mal é isso. O mal é um bem que não se realiza. É uma ausência. Obviamente eu estou falando pra vocês da entrada do mal.
Da entrada do mal. Do mal imaterial. Do mal metafísico. Mas o mal metafísico, aí é Santo Agostinho todo, né? Ele vai aparecer depois como o mal moral e como o mal físico. Mas ele começa assim. O mal, assim. Aí, é por isso que eu falo. Hoje, eu vejo a galera tratando gente com pornografia e masturbação. Que é o caso aí, porra, aloprado, que destrói tudo. Falou, porra, tu vê o caso desse. Aí, o pessoal fica fazendo esse movimento sempre em cima do mal. Pô, cara, tu tem que parar disso.
Isso aí vai destruir tua vida, não sei o que lá, caramba. Meus amigos, É. Isso é a menor parte do tratamento. Um movimento antipático àquilo que você não deve fazer. Qual que é a coisa? A coisa é quem de vocês conhece o bem praticado pelas três pessoas e sabe o seu caminho ético que é pra ser realizado? Pra você ensinar pro cara, pra você dar esperança pra um cara. O cara que tá com o casamento destruído, Ele não precisa ler um livro de quem tem cinco divórcios.
Ele precisa ler um livro e aprender as verdades de uma pessoa que ficou casada durante 50 anos. Ele precisa saber qual é o movimento que realiza, pô. Então, quando eu falo pro pessoal, pô, vocês querem ler, pô, porra, biografia só de cara que só fez merda, pô? Vai ler a biografia de santo, pô. A biografia do santo de um cara que viveu... Pô, quando você lê a vida da Madre Tereza de Calcutá, Olha o fenômeno. Eu vou falar pra vocês, isso aconteceu comigo a primeira vez lendo Santo Agostinho.
Olha só. Sentei pra ler um livro, Santo Agostinho, Confissões. Aprendi um roteiro porreta de vida humana. O que aquela leitura fez comigo? Ela me deu uma esperança, pô. Porra, o cara fez um monte de merda, caramba e tal. Eu falei, porra, todos nós temos jeito, Santo Agostinho, doutor da igreja. Tu lê a vida do cara. Aí tu tá sentado ali só, tu tá sentado ali, personagem lendo. Porra, tu tem uma esperança naquela vida e quando tu começa a tentar tornar aquele roteiro teu, tu fala assim, porra, pois é, cara, vou parar de fazer merda, porra, com a minha esposa, essa porra não dá em nada.
Eu vou ser fiel à minha esposa. Porra, só da gente fazer um roteiro desse? Vocês já perceberam que quando a gente faz o roteiro da esperança que realiza a vida humana, a gente já recebe a alegria da primeira pessoa por antecipação, né? Essa é a alegria da primeira pessoa, se chama esperança. Eu vou na festa de noite, eu já me alegro agora. É por isso que eu chamo de uma pessoa inteira, né? Porque a gente pode viver o futuro inteiro. e a nossa cabeça lá no futuro, vivendo aquele futuro ainda, que a gente vai mirar pra ir lá pra realizar a nossa vida, ele começa a afetar o personagem aquilo hoje.
Ele começa a mudar a vida do personagem hoje. Ele traz sorrisos hoje. Ele traz paz hoje. Ele cura angústias hoje. Cura depressão hoje. É assim que acontece. Quando a gente dá esperança na vida humana correta, A gente dá essa alegria antecipada que, infelizmente, o banho de pipoca também dá. Finalmente, o cara me deu uma solução. Eu vou tomar um banho de pipoca e vou ser feliz. Você vai sair dali do consultório animadão. Roteiro novo, que tu nunca fez. Qual que é o problema desse? O problema é que quando tu botar o personagem no palco e teu crítico começar a criticar aquilo ali, só vai sair merda.
Banho de pipoca? É isso mesmo? Para realizar vida humana? Banho de pipoca? Aí beleza. A gente fez esse roteiro lá da vida de Santo Agostinho. Quando você coloca o personagem no palco para se realizar, para cumprir aquele roteiro, E aí são as gradações do amor que eu falo. Assim como a Coca-Cola, o café, o chocolate, o personagem no palco, ele vai se transformando no amor que a presença dele coloca ele adiante. Então, por exemplo, se eu como chocolate todo dia, eu me transformo um pouco no chocolate.
Vai ter gordura aqui, mas é óbvio que é assim. Se você vê pornografia todo dia, é óbvio que quando você se deitar com a sua mulher, Ou você vai ter falta de tesão, porque de repente tua mulher tá gorducha, e você só vê mulher gostosona no filme pornô. Porque você tá transformando a tua vista naquilo. Mas é óbvio que é assim, aí eu atendo o cara. Porra, eu tô ferrado pra caraca, porque eu deito com a minha mulher, ou eu não tenho tesão nela, ou eu tenho que ficar pensando em outra mulher pra dormir com ela.
Aí, qual que é a coisa? A coisa é que não adianta o cara vir se tratar comigo se eu só sei o mal. Porque só saber o mal não adianta em nada o cara. O mal não cura mal, né? Porque o mal não tem substância. O que cura é o bem, pô. Então é óbvio que o que cura é uma vida humana que está se realizando como ser humano. Mas é óbvio que é assim, pô. E é óbvio que tu não precisa nem ser terapeuta pra isso.
É óbvio que todos nós na presença de uma pessoa que é uma pessoa, a gente nem sabe que merda que acontece com a gente, mas a gente começa a funcionar muito melhor. Vocês veem lá, tem vários cenários da Madre Teresa de Calcutá, por exemplo, dos hindus entrando para expulsar a Madre Teresa do lugar hindu que ela usava para cuidar dos indianos doentes. Iam expulsar a mulher de lá, quando entraram lá pra tirar a mulher, a mulher lá ajoelhada, limpando lepra de indiano, que os indianos não faziam, né?
Porque no hinduísmo aquilo ali era a karma do cara, ele tinha que estar com aquilo ali. A mulher limpando e o cara sorrindo, e ela sorrindo, e eles se alegrando. Aí o cara falou assim, pô, meu amigo, Eu sei lá, a gente já discutiu que vai tirar ela de lá, todos os argumentos são muito bonitos, mas eu não tenho coragem de tirar aquela mulher de lá não, pô. Mas é óbvio que a presença daquilo ali, ainda que ela não falasse nada, vai curando a gente, pô.
Você vê, você pode estar fazendo... Aconteceu aí há pouco tempo, eu cheguei numa rodinha de conversa, aí um amigo meu falou meio que brincando, mas falou assim pra mim, pô Regi, não vem pra cá não cara, a gente tá falando aqui de mulher, de sair com mulher e o caramba de night. Aí eu falei, cara, eu cheguei num lugar e parou a conversa. Por quê? Porque ele tem vergonha de conversar essa porra comigo. Mas é óbvio que isso é uma maravilha, pô. Isso é uma maravilha.
Que seja assim, pô. Que a nossa presença vá curando as pessoas. Não porque tu é chato pra cacete, pô. Porque tu chega lá e, porra, sorri, faz uma brincadeira, alegra as pessoas. Porque no final das contas é assim. A gente é muito balizado por sorrisos. Vocês entendem? Então, eu queria dar essas... e vou deixar, obviamente, se nada me impedir, vou deixar isso aí gravado para vocês. Eu estou falando aqui da substância, do que responde ao roubo interior, a interrogação com o pronome interrogativo, o que é?
O que é? O que é o ser humano funcionando bem, a dinâmica da unidade e os movimentos que não se realizam. Não se realizam. Ou se realizam de maneira exagerada, de maneira muito rápida. Entende? E a gente compreende que aquilo ali não é o bem. E a gente percebe que se está acelerado demais, não serve para o ser humano. E se está devagar demais, não serve para o ser humano. Porque o ser humano tem uma janela, né? Tem uma janela. Então, eu enxergo essas sete cores, né?
Que vão do vermelho até o violeta. O que tá além do violeta, o que é ultravioleta, não é pra mim. O que tá abaixo do vermelho, o que é infravermelho, não é pra mim, entende? O olho humano funciona entre o vermelho E o violeta, o que tá pra baixo no movimento da realização do bem, dessas três pessoas, da visão, da busca da beleza, da verdade, da beleza do meu rosto sem verruga, de todas essas coisas, o que tá aqui dentro faz o ser humano funcionar de maneira humana.
O que tá fora daqui, pra cá ou pra cá. É depressão e compressão. Vocês precisam compreender isso. Solução para depressão é aumentar movimento e solução para compressão é reduzir movimento. Muito pensamento, alguma coisa tem que diminuir teu pensamento. Muita raiva. Alguma coisa tem que reduzir para a raiva. Muito roteiro, muito roteiro. Eu atendi essa semana um cara assim. Ah não, porque eu penso isso, isso, isso, isso. Aí tu vai ver, o roteirista está muito acelerado. Aí tu vai ver o personagem, o personagem não consegue cumprir nada do que o cara faz.
Aí o crítico vê a vida de noite dele no exame de consciência, vê que roteirista e personagem não se falam, ele se entristece. O que é a tristeza humana à noite do roteirista não encontrar o personagem? Depressão de crítico. depressão dessa pessoa aqui. Como é que se cura isso? Ou você reduz o personagem, desculpa, ou você aumenta a força do personagem para cumprir o roteiro que ele fez, ou você diminui o roteiro para aquele personagem conseguir cumprir aquilo ali. Aí ele chega no final do dia e se alegra.
Aí o coach, tu tem que acordar cinco horas todo dia, todo dia, todo dia. O cara não consegue. O cara consegue acordar seis e meia. Aí ele não consegue cumprir os cinco horas, quando chega de noite ele vê que roteirista e personagem são pessoas diferentes. Isso é uma personalidade dividida, está percebendo? Isso dá tristeza para a gente. Em sentido contrário, toda vez que eu sento na cama à noite e vejo que o roteiro foi cumprido pelo personagem, eu me alegro, eu me sinto em paz. Vocês estão entendendo esses movimentos?
Então a gente primeiro tem que ter consciência de como funciona essa dinâmica da personalidade humana, dessas três pessoas, e depois a gente vai vendo quais os movimentos. físicos de cada uma, roteiro de dia-a-dia, roteiro de dia-a-dia, roteiro de dia-a-dia. Essa é a vida normal do roteirista, né? A vida do personagem, cumprir as tarefas normais do dia-a-dia, cumprir as tarefas normais do dia-a-dia. E o roteiro do crítico, fazer o exame de consciência. Aí, se chegar um cara assim pra mim, eu falo assim pra ele, pô, beleza, cara, aí, me conta aí.
É, ah, não, porque o roteiro da minha vida é esse, eu tenho feito isso, e aí, o que tu acha? Ele, não, cara, eu não costumo muito... é criticar a minha vida não, sabe? Tu faz exame de consciência? Não, eu não faço exame de consciência não. Não, cara? Tu não olha pro teu passado pra ver se tu tá melhorando ou se tu tá piorando? Tu não faz isso não, meu amigo? Porra, se o cara disser isso pra mim, eu tenho uma pessoa morta. Eu tenho uma pessoa morta.
Vocês veem, né? Quando vocês abandonam tradições, quando na empresa de vocês ou no quartel de vocês tem uma tradição de cinco gerações que vocês abandonam. Sabe o que vocês estão fazendo quando vocês realizam esse ato? Vocês estão deprimindo esse cara aqui, que funciona da fé no passado. Então todo cara que não dá ouvido para os mais velhos. Essa é uma primeira coisa que eu sei. Um cara, sempre um cara que despreza os mais velhos. A sabedoria dos antigos, que não senta para ouvir com calma. Ou seja, que não tem uma devoção pelo passado.
Porque a gente tem uma atividade, um movimento próprio para isso. Existe um movimento da lógica que é uma maravilha, que é um movimento que leva a gente do mundo físico para o mundo metafísico. Eu não vou entrar nessa seara aqui que é mais uma coisa, mais um movimento. Vocês vão ver que são sempre movimentos. Então vocês veem, quando eu olho as categorias de Aristóteles, eu já falei para vocês sobre a compressão e a depressão do espaço. Eu já falei para vocês sobre a compressão e a depressão do tempo.
Ou seja, eu tenho pouco tempo para fazer muita coisa, compressão. Eu tenho muito tempo. O que você planejou para sábado de manhã? Ah, eu vou lavar a louça. Eu falo, pô, é muito tempo para essa ação só, você vai ficar deprimido sábado de manhã, entendeu? Outra categoria de Aristóteles, relação, né? Eu falo, cara, eu atualmente, eu fico corrigindo a minha tensão de compressão e depressão com relação ao relacionamento. Essa é a minha luta atual. O que é relacionamento no meu caso? Eu falo, cara, eu chego aqui alguns dias à noite e tem 100 directs para eu responder.
Aí eu fico angustiado. Por que eu fico angustiado? Porque existe uma categoria do movimento humano chamado relação, as categorias de Aristóteles, que dão origem a toda a estrutura da linguagem humana. A substância, os substantivos, a quantidade, os numerais, as qualidades, os adjetivos, tudo isso aí, movimentos normais da vida humana. O meu caso, relacionamento, eu falo, Eu não consigo. A vida humana não foi feita para você, durante um dia, se relacionar com 100 pessoas. Eu não consigo. Estou dando desculpa aqui, às vezes, para não responder direto de vocês.
Mas vocês estão percebendo que isso me angustia? Na categoria humana chamada relação. Em sentido contrário, às vezes eu atendo um cara e me fala sobre teus amigos, as pessoas. Ele fala assim, eu não tenho amigos, não sei o que lá. Eu falo, puta, temos uma depressão na categoria humana chamada relação. Aí a gente resolve esse problema. Vocês veem, o que eu estou falando para vocês é a substância, aonde vocês vão jogar. Mas vocês perceberam que eu só estou montando para vocês a estrutura para vocês finalmente entenderem onde funciona esse treco?
tabuleiro, vocês naturalmente Já descomprimem a angústia do crítico, porque vocês começam finalmente a perceber que vocês sabem um pouco mais do pedaço da verdade. E como isso já vai curando a gente, já vai tirando a nossa angústia. E aí quando isso vai tirando a nossa angústia, isso vai dando aquela alegria de poder fazer novos roteiros e vai dando uma esperança pra gente. E se eu for um cara decente? Essa esperança, quando vocês se concretizarem como personagem, vocês vão sentir a vida humana realizada. É assim que a gente vive, pô.
Eu não consigo tomar um café, uma Coca-Cola sem isso. Sem olhar pro meu passado e ver que eu fiz uma crítica sobre isso e vi que isso era bom. E por causa do pensamento indutivo, de uma operação que tem que se realizar, que busca o bem, de levar do mundo físico pro metafísico. Eu tenho instrumentos que levam o mundo físico pro mundo metafísico. Um deles é a indução, que fazem as coisas, passando pela memória e pela imaginação, atingirem o intelecto ativo e passivo. E aí eu começo a funcionar lá em cima, que é a vida desse cara aqui.
É a vida desse cara aqui. Entende? Aí, sem isso, meus amigos, sem isso, para para pensar na peça de teatro. Eu acho que eu falei isso na primeira live. Por entrar na vida, entrar num dia nosso, num dia nessa aventura maravilhosa que é a vida, sem um roteiro. Imagina você entrando num palco onde está acontecendo uma peça de teatro, um monte de gente fazendo um monte de coisa, aí eu te empurro dos bastidores para lá, você chega lá e fala, puta, eu não tenho roteiro, cara.
Ou você vai ficar extremamente angustiado e vai ficar procurando todo mundo pra ver se no roteiro dos outros fala alguma coisa de você, pra se você não for personagem da tua vida, pelo menos tu pode ser coadjuvante da vida dos outros, né? E se você é coadjuvante da vida dos outros, se te derem uma porrada no palco, você vai se sentir seguro naquele momento. Porque você vai falar assim, porra, eu não sei o que eu tenho que fazer aqui, o cara me deu uma porrada, isso significa que pelo menos eu tô no roteiro dele.
Aí você vai ser coadjuvante da vida dos outros. É, vocês devem atender pessoa assim, né? Pessoa que é massacrada por algumas pessoas e nunca sai de perto delas. Por que elas não saem? não têm roteiro, elas se contentam em ficar grudadas perto daquelas pessoas pra ter uma segurança, ainda que elas entrem na porrada. E se elas não fizerem isso, se elas ficarem num palco sem roteiro, e se elas quiserem parar com essa angústia de ficar buscando a vida dos outros pra achar um próprio roteiro pra si, elas vão sentar no palco, que é o que acontece, né?
É ansiedade junto com a depressão. Primeiro, ansiosamente, você vai buscar pela tua vida e não encontrando, você faz o quê? Você senta no palco. Você fala assim, porra, eu não sei, não tenho roteiro. Eu não sei o que fazer aqui. Sábado de manhã no sofá. E aí, Deus permita que uma vida assim não chegue à conclusão de que é melhor sair do palco, entendeu? É melhor acabar com o personagem. Deus permita que não seja assim. Tá bom, pessoal? Bom, acho que deu pra ter uma noção, né?
É, porra, eu acho que é o que dá pra passar aí nesse tempo, né? A gente... Porra, eu teria que começar pra ser tudo, né? Tudo. Eu teria que botar pessoa por pessoa. categoria de Aristóteles por categoria de Aristóteles, características físicas das pessoas, depois características metafísicas para vocês irem aprendendo como que comprime, como que deprime cada uma delas, como que sai de uma depressão, como que comprime uma depressão, uma compressão para quem está buscando a verdade, entende? Tá bom? É por aí que a gente caminha, beleza?
Espero que de alguma maneira Esse vídeo ficando aí tenha ajudado alguns aqui. Quem fritou o cérebro, meu amigo? A primeira vez que eu li São Tomás de Aquino eu tinha 16 anos. Eu fiquei com o cérebro fritado, mas fiquei com esperança. Falei, vou ler essa porra aqui umas 10 vezes, mas vou entender se esse maluco fez o que ele fez. Eu vou entender São Tomás de Aquino que ele vai me livrar de muita coisa. Entendeu? É assim mesmo. Devagarzinho a gente vai caminhando aí. Os problemas...
A gente passa muitos anos da nossa vida amando muita merda, né? Então a gente se transforma nessa merda aí, entendeu? A gente tem que ter esperança que dia após dia, amando o amor, o amável, o que é belo, verdadeiro e bondoso, A gente vai se transformar nisso. É a nossa vocação. A gente vai ser muito feliz assim. A gente precisa ter esperança nisso, tá bom? E não em banho de pipoca. Muito bom estar com vocês sempre, tá bom? Fiquem com Deus. Um forte abraço e bom descanso para todos vocês.
Boa semana.