As virtudes & os vícios
Soberba
- soberba (olhar sozinho)
- as três pessoas
- a presença (ordem das coisas)
- o mal como privação (rachadura na bola do bem)
- o maniqueísmo como neurose
- a vergonha (não-querer-ser)
- exame de consciência
- os transcendentais (bondade, verdade, beleza)
- a solidão como pré-condição da queda
- presença simulada vs presença real
Esta aula tem uma saudação inicial. A aula começa em 8:16.
“Esse tema do esforço e força de vontade, hein? Tema bom. Como manter a esperança vendo todo o mal no mundo. Eu vou começar falando por isso aqui.”
Trechos da aula
A soberba é essa base na qual todos os erros humanos acontecem.
Todo o erro humano é um erro, primeiro e antes de tudo, de conhecimento do bem e do mal.
O nosso único drama é olhar para o mundo sem estar na presença da ordem dessas três pessoas.
Transcrição completa
Boa noite, Daniel. Pô, já começou na lata, meu irmão. Você já leu? Já li, já li sim. A gente vai conversar com ela. Vai conversar sobre ela. Se Deus quiser. Boa noite, Anne. Boa noite, Aline. Boa noite, Natália Gandolfo. Fala, Pedro. Meu aluno. Bia Marques, boa noite. Boa noite, Aline. Bora, Dudu. Fala, Valente. Tranquilo, meu irmão? Vamos lá, já vou parar aqui pra conseguir acompanhar a velocidade de vocês. Boa noite, Gustavo.
Antônio. Ana. Aniel, é isso? Manu? Boa noite, Stephanie. Waldinei, Vitor Cordeiro. Boa noite, meu irmão. Tudo bem, Gabriel Faleiros. Igor, Laís. Boa noite. Débora, Paula Borges. Boa noite. Maravilha, é muito bom estar aqui com vocês também. Jimena, boa noite. Naime Endonça, boa noite. Naiara de Taubaté, boa noite. Abraço, Gabriel. Boa noite, Cláudia.
Boa noite, Ana, ó, de pouso alegre. Fala, Carlos. Meu nome da live não toque? Eu não lembro mais se é toque que eu falo. Boa noite, Nandinha de Rio Grande. Terra boa, já estive em Rio Grande algumas vezes. Foi lá em Rio Grande que eu comi o famoso dog do alemão. Não sei se ainda chama assim, né? Troço gigante, gigante. Sandobão. Rodrigo, boa noite. Qual o tema da aula de hoje?
Sabe o que eu ainda não sei bem, cara? Eu sempre entro aqui meio na dúvida. Já expliquei isso pra vocês, né? Boa noite, Marcos. Rico0529, rezei por você. Boa noite, Rafael. Boa noite, Paula Bramon. Você foi muito citado no congresso que teve aqui em Brasília nesse fim de semana com o Vitor Salles. Que maravilha. Que bom que vocês estiveram com o professor Vitor. Certamente saíram muito melhor da presença dele. Jefferson.
Boa noite, Kelly. Ainda não sei muito bem não, Gabriel. Vamos ver. Diandra, boa noite. Presente. Boa noite, Valkyria. Andressa. Jennifer, boa noite. Roberta. Oh, Juliana, oi. Boa noite, meu irmão. Um abraço capixaba. Boa noite, Matheus. Lá de Lageado, Pernambuco. Terra boa. A sua agenda para consultas está aberta? Cara, eu acho que até setembro tá cheio. Tanto é que nem fica à disposição de vocês aí o telefone do meu secretário, né?
Ângela, boa noite. Alaninha, boa noite. Angélica, boa noite. Insta do Yuri, de Brasília. Boa noite, Yuri. Boa noite, Marcela. Ó o José aí, ó. Vamos que vamos, José. Boa noite, Kelly. Bruno Alfeu. Boa noite, Vitor. Luana. É, comunidade, né? Recebi mensagens pra caramba do pessoal. Bauru, Dog do Aleão.
É isso aí ó, maravilha. Tá vendo como é que tem galera aí que sabe? A Nandinha de Rio Grande. Boa noite Samuel. Boa noite Jéssica. Tema da aula, Esquecimento Humano. Olha o Alex aí. O Alex tá sempre aí. Esperando a comunidade da Família Reis. Fala sobre esforço e força de vontade. Esforço e força de vontade. Boa noite, Veridiana. Hulk destrói. Boa noite, comando.
Janderson, boa noite, meu irmão. Carol Pintar, boa noite. Rafael do Couto, agora do Brasil, né? Boa noite, meu irmão, muito bom te ver na corrida aí. Regina Célia Chalon, seja bem-vindo. Bem-vinda, Regina Chalon. Alexandre Toledo, boa noite, meu irmão. Juliana, problema do mal nas três pessoas. Será que existe? Mas é claro que existe. Você não tem noção. Todas as aulas de todos os assuntos que eu falar na comunidade, eu vou falar sobre as três pessoas. Eu sempre estou falando sobre as três pessoas, só não fico enchendo o saco de vocês para não encher o saco de vocês.
Mas eu sempre estou olhando quando vocês falam um tema, um assunto, eu sei sempre onde brilha. Na minha cabeça, fica bem claro pra mim de onde eu tô falando das pessoas. Com o tempo, vocês vão se temperar disso também, certamente. Érica Cavalcante, boa noite. Zero da Comunidade Reis. Gabi. Luiz, Luiz aqui. Boa noite, meu irmão. Boa noite, André. Dia, a gente vai se esbarrar aí, Gabriel. Vamos nos dar um forte abraço. Boa noite, Tássia, Daniel. Estela, boa noite, Taynara.
Manda um abraço pro Igor. Gabriela Rosa. Professor, tratar em alguma live sobre o tema confissão às três pessoas? Confissão, também é um tema bom, né? Eu vou ficar falando mais das três pessoas pra vocês entenderem do que eu tô falando. Amo suas lives de domingo à noite. Começo a semana bem. Isso é um bom tema pra gente falar, sabia? Ana Clara, boa noite. Boa noite, Brendon. Boa noite, Débora. Boa noite, Ellen. Boa noite, Paula.
Esse tema do esforço e força de vontade, hein? Tema bom. Como manter a esperança vendo todo o mal no mundo. Eu vou começar falando por isso aqui. Como manter a esperança vendo todo o mal no mundo. Bom, 9 e 10. Agora eu vou ter que passar geral aqui, pessoal. Eu não consigo, eu tô atrasado pra caraca. Ó, tem boa noite pra burro aqui embaixo. Tô passando rápido aqui, ó. Um dia eu vou ficar numa live aqui, a gente fica o tempo todo só tentando falar com vocês.
Vocês sabem que faz muita diferença, né? Faz muita diferença falar o nome de uma pessoa. Vamos conversar aqui. Olha só. Primeira coisa sobre essa questão aí do mal no mundo. Eu ainda devo uma aula para vocês sobre aquele desenho que eu sempre mostro, uma bola no meio, que é a tal da bola do bem, aí embaixo aqui o personagem, aqui em cima no futuro, do lado direito o roteirista e do lado esquerdo o crítico. Se vocês não esquecessem esse desenho e o entendessem, vocês iam se sentir muito bem orientados sempre quando tratam dos assuntos.
Essa bola aí do meio é a tal da bola do bem. Ela tem três faces. A beleza fica voltada para o personagem, a verdade fica voltada para o crítico e a bondade fica voltada para o roteirista. Então, as pessoas são maniqueístas, elas só não sabem que elas têm essa neurose na cabeça. O que é o pensamento maniqueísta? Ele ficou muito conhecido porque Santo Agostinho, antes de se converter, era maniqueu, era maniqueísta. Maniqueu é uma outra locução adjetiva para a gente representar a mesma coisa. um grande ser que é muito bom, que usualmente as pessoas chamam de Deus, né?
E um grande ser que é muito mal e que eles lutam entre si. As pessoas, elas têm isso na cabeça, né? E isso é um puta dum erro antropológico, mas é um erro, mas muito grande, muito grande, pô. Por quê? Porque isso é um olhar para a humanidade, para a realidade humana completamente distorcido. O mal pessoal, ele se manifesta como uma rachadurazinha na bola do bem, para a gente. Ele é uma rachadura. Então vejam, existe a visão. a visão das milhares de pessoas que enxergam, um grande dom, uma maravilha.
Quantas vezes a nossa vida muda completamente por causa de uma visão. E aí, de vez em quando, a gente esbarra com a ausência da visão. É isso que a gente chama de mal. Então, filosoficamente, como é que se diz isso na filosofia? O mal não tem substância, ou seja, ele não tem uma terra própria. que a gente fala, esse aqui é o mal. Na verdade, ele é um parasita, ou seja, ele é a ausência de alguma coisa que nasceu para o bem. Então, a gente vulgarmente dá o exemplo do próprio demônio, um grande anjo, um grande ser intelectual que definhou.
Aí a gente chama isso aí de mal. Então, as pessoas que têm vivência de religião, elas olham, por exemplo, para Cristo se relacionando, quando ele encontra com o mal, vocês não percebem que o mal, ele é submetido, ele é submisso a Cristo, quando a presença dele aparece? Vocês não percebem que ele cumpre todo o desígnio? Tem gente que por desconhecer isso, ou ser meio maniqueísta, fica assim, pensando assim, caramba, mas o mal no mundo, como é que pode existir um Deus? Olha, a pessoa que não é maniqueísta, ela olha para o mal e quando ela olha para Deus, ela fala assim, o mal para Deus é tipo uma formiguinha que cumpre a vontade dEle.
Vocês entendem isso que eu estou falando para vocês? Não existe uma luta do demônio contra Deus, você entende? O demônio, ele está no mundo como criatura de Deus e ele cumpre a obra da salvação, vocês entendem isso, pelo amor de Deus, que eu estou falando para vocês? Para vocês não ficarem no mundo, deixando de fazer as coisas, porque o mal está assustando vocês, isso é uma loucura, isso é uma grande neurose, isso é um grande problema, que precisa ser tratado seriamente, tá? Vocês precisam, pelo amor de Deus, se vocês acham isso, se vocês acham isso, vocês acham que existe um mal, que a gente tá ferrado, que não adianta o que a gente faça, que vai pegar a gente.
É muito pelo contrário, pô. É muito pelo contrário. A gente precisa fazer um esforço muito grande pra ser ateu. A gente precisa ter mais fé. A gente precisa forçar a nossa cabeça até corromper a nossa inteligência pra gente ser ateu, pô. A nossa tendência natural é ter fé. Eu vou dar um exemplo pra vocês. Por que que eu tô aqui fazendo live? Porque naturalmente eu acredito que esse apartamento não vai cair, que a luz não vai acabar, que o celular vai funcionar, você entende? Eu tô aqui por uma espécie de esperança infinita, uma esperança infinita de que milhares de bens vão se realizar e que uma ou outra coisa vai falhar, vocês entendem?
que é isso que está acontecendo à nossa volta, o tempo todo. Então, por que essa experiência acontece com as pessoas? Ela acontece, que aí a gente vai entrar nisso aí com muita calma, quando eu fizer uma live para vocês sobre essa bola do meio, a bola do bem, né? Quando eu fizer essa live da bola do meio, vocês vão entender isso completamente. Mas olha só, deixa eu localizar vocês aqui. Se vocês não começarem a olhar para a realidade com a ordem das coisas que eu estou falando para vocês, vocês não vão entender nada e vão ficar sempre perdidos.
Existe uma ordem de fazer as coisas. Eu vou dar um exemplo simples aqui da ordem de fazer as coisas e vou começar a falar de pontos práticos de como isso se manifesta. Olha só. Então, eu vou pegar esse aspecto aí que foi falado sobre o tal do mal no mundo. Vou falar para vocês e vou fazer uma pequena introdução rápida aqui sobre o tal do tema das virtudes, para vocês perceberem como eu estou sempre falando a mesma coisa. Vamos lá. Vamos começar do começo. Vai lá no Gênesis, olha para Eva lá no Jardim do Éden.
E aí vai começar a narrativa, né? A entrada no mal do mundo. O mal vai aparecer no mundo, né? Tá lá no mundo. Antes disso, a gente pode contar a história que tá lá no apocalipse, não é isso? A história do... de Lúcifer sendo subjugado no céu por São Miguel, varrendo um terço das estrelas do céu, o que quer dizer aquele combate celestial. Mas vamos aqui para a nossa realidade. Deixa essa realidade aqui no cantinho. Um dia a gente fala dela. Vamos pra essa aqui. Está lá Eva, no Jardim do Éden, tranquila, passeando.
Aí ela vai encontrar com a serpente. Ela falou, olha, isso que eu vou falar para vocês agora, é o cálculo mais importante e é praticamente tudo o que eu faço da ordem de todas as terapias. E vocês vão ver que quando eu falar de todas as doenças de personalidade, todas as neuroses, todas as compulsões, tudo de TOC, de transtorno bipolar, de borderline, tudo que eu falar para vocês, a gente vai curar e ordenar com a presença. Então, presta atenção aqui para vocês. olharem o encadeamento das coisas sem o qual vocês nunca vão estar entendendo nada e vão estar, sim, pegando ideias no vento.
Ah, eu olhei esse Rio aqui, eu vou pegar isso aqui para usar na minha vida. Eu olhei isso aqui e vocês vão perceber como é que as coisas têm uma manifestação, uma ordem. Olha só. Eva vai encontrar com a serpente. Aí ela está lá passeando no Jardim do Ordem, aí aparece a serpente. Pergunto eu para vocês, O que Eva está fazendo no Jardim do Éden andando sozinha? Pergunto eu para vocês. Se Eva estivesse no Jardim do Éden, acompanhada de Adão ou na presença de Deus, como narra lá, a serpente ia conseguir enganá-la?
Ela ia conseguir? Então presta atenção nisso. Porque na literatura ocidental, a gente conheceu os sete pecados capitais, que consolidaram logo no início da história da igreja. No início, com São Gregório Magno, com São Leão Magno, a gente já conhecia bem isso, né? Só que bem antes deles, aqui no Ocidente, lá no Oriente, tinha o tal do Evagrio Pôntico, né? Evagrio do Ponto, uma cidade da Ásia Menor, onde a gente conhece hoje como Turquia. Então, o Evagrio Pontico, ao invés de falar dos tais sete pecados capitais, ele falava dos Logismoi, os pensamentos.
A palavra tem a ver com logos, percebe? Então, quando ele falava desses pensamentos, lá tinha a tal da soberba. que não é um dos sete pecados capitais, né? O que é a soberba? A soberba é essa base na qual todos os erros humanos acontecem. Olha só, de maneira muito simples, Eu estou andando lá no Jardim do Éden, aí apareceu a serpente, ela vai falar um pensamento para mim, um pensamento, a palavra, o logos dela, que é o logos mentiroso, desordenado, é a ideologia, é como não acontece no mundo.
Ela está lá, Eva está sozinha, aí a serpente fala, por que você não come daquela árvore ali, do fruto daquela árvore, do conhecimento do bem e do mal? Aí ela tá sozinha. Ou seja, o personagem no palco, ele tá sem companhia. Só que ela, nas outras duas pessoas, no crítico que conhece a verdade e guarda na sua memória, e no roteirista que procura o bem futuro e o guarda na sua imaginação, porque ele ainda não existe, né? Ele não é memória, ele é imaginação. Ele é uma montagem daquilo do mundo que há de vir.
Aí ela conserva ainda a presença de Deus nessas duas pessoas. ela conserva na memória quando ela diz pra serpente, eu já recebi uma ordem de Deus, eu não posso comer do fruto dessa árvore. Ela lembra. Aí ela fala agora do roteiro da vida, da ordem do roteirista. Inclusive, se eu comer do fruto dessa árvore aí, eu vou morrer. Esse é o roteiro. Aí a serpente Já que Deus não está aqui presente, Eva, e você decidiu olhar para o mundo sem Ele, agora eu vou te falar a verdadeira verdade.
Aí a serpente joga uma neurose no mundo. falsa verdade no mundo, vocês entendem? Então, quando as pessoas falam da gula, que a gula é um pecado de compulsão, eu vou falar pra vocês aqui, ó, uma ova que a gula é pecado de compulsão. Todo o erro humano é um erro, primeiro e antes de tudo, de conhecimento do bem e do mal. Como que o ser humano se confunde? porque ele decidiu andar no mundo e olhar para o mundo sozinho. Então vejam, se eu olhar para uma torta de limão e só pelo teor dela, pelos sentidos, o personagem no palco, que torta deliciosa, e eu esquecer das verdades sobre a torta de limão, da caloria, da glicose, e se eu esquecer os roteiros que a torta de limão vai causar em mim, a diabetes, ficar gordão.
Se eu esquecer essas coisas, eu estou olhando para a torta de limão sem a presença verdadeira das três pessoas, ou seja, o que é a gula? A gula é olhar para a torta de limão sozinho, ou seja, Ela é uma soberba voltada pra uma bola chamada alimento. A gula é uma soberba. Vocês entendem isso? Você decidiu, ó, eu criei um jogo. Eu sou criador do jogo. Aí você nunca jogou o jogo. Você chega do meu lado, tá lá o jogo. Aí eu tô do seu lado.
Presta atenção, eu tô presente do seu lado. Aí você olha pro jogo. e fala assim, vou jogar isso. Aí eu olho pra você e falo assim, eu criei esse jogo, você quer saber como é que joga? Aí você fala, não, não, não, não, deixa que eu me safo aqui, eu me viro aqui, tô tranquilo. Aí você começa a jogar o jogo e começa a fazer coisa errada no jogo, e eu tô olhando assim, eu falei, cara, mas eu que criei o jogo, por que ele quer olhar pro jogo sozinho, sem o meu olhar?
O meu olhar vai curá-lo tudo, vai fazer com que ele jogue o jogo de maneira ordenada, você entende? Então preste atenção, quando você olha pra mulher, e você quer usufruir da mulher de maneira errada, você tá olhando pra ela sozinho. Então o que é a luxúria? É a soberba do olhar pra mulher. O que é a gula? É a soberba do olhar pra comida sozinho. O que é a avareza? É a soberba de olhar pro carro sozinho, pro dinheiro sozinho. Vocês entendem isso que eu tô falando pra vocês?
Que tudo é a soberba da vida. Ou seja, a gente nunca deve olhar pro mundo com o nosso olhar sozinho, sem fazer aquela grandiosa pergunta que São João da Cruz se fazia, né? Senhor, como o Senhor olha pra torta de limão? Senhor, como o senhor olha pro dinheiro? Como é que é a maneira de usar o dinheiro no mundo? Como é que é a maneira de usar a torta de limão no mundo? Como é que é a maneira de se relacionar com a mulher no mundo?
Como é que é a maneira de trabalhar no mundo? Isso que eu tô falando pra vocês se chama o quê? se chama exame de consciência. É só isso. É simples, pô. Se vocês ouvirem a ordem das coisas, a ordem das coisas é a presença. A ordem das coisas começa pela presença. Então vejam. O princípio geral de funcionamento que tá escrito lá pra vocês. Não é bom que o homem esteja só. Não é bom que o homem esteja só. E aí vocês olham pro mundo e querem dar a solução pro mundo de vocês, pô.
Só que vocês não criaram o brinquedo. Então vocês usam caneta, que tem uma vocação particularíssima, né? Uma vocação única de escrever e deixar a marca dela, você usa para prender seu cabelo. Ele falou, serve para prender o cabelo? Ele falou, serve, né? Serve. Mas o palito, tem nome aquele negócio que as mulheres usam para prender o coque, aquele palito? Eu não sei se tem nome. Ele falou, aquilo ali também cumpre, mas a caneta faz aquilo e muito mais, vocês entendem? O homem, ele faz sexo, beleza, mas ele faz sexo e muito mais, pô, porque ele, o sexo que ele faz, ele pode reproduzir e ser co-reprodutor, co-criador de alma imortal.
O homem pode fazer sexo dentro de uma promessa de entregar a vida por aquela pessoa, você entende? É, eu sei que foi feito pra fazer sexo, mas pergunta pro dono do tabuleiro se isso aí vai fazer funcionar bem. Aí quando você olha pro sexo sozinho, sem perguntar pro dono do tabuleiro, o que é isso aí? É a soberba do sexo que recebe um nome particular, chama-se luxúria. Vocês entenderam? Aí vem uma série de coisas que já tá aí pelas lives pra vocês. Por exemplo, Eu... Vamos para a história lá de Eva.
Eu joguei o jogo errado, né? Aí eu olhei assim para o cara do tabuleiro e falei assim... Ih, caramba! O que acontece com Eva na hora que ela percebe isso? Que ela foi enganada? Ela se esconde da presença de Deus. Ele aparece e ela se esconde. E ele continua procurando por ela. Eva, cadê você? Cadê você, Eva? E Eva sente o que Deus botou na ordem do mundo para que você essa é a febre que Deus colocou no homem para que ele combatesse uma doença, uma febre chamada soberba, de ficar olhando para o mundo sozinho, você vê, a gente chama isso no dia a dia de vergonha, vergonha, vergonha é uma sensação, uma percepção gigantesca, uma percepção gigantesca que jamais pode ser desprezada e distorcida pelo homem, porque você vê, Ela vê a presença de Deus e ela pôr vergonha, ou seja, ela quer sumir dali.
Eva não quis a primeira vez na vida dela não ser Eva. Isso é a maior tragédia contra a existência do homem. Sentir vergonha, o desejo do não ser. Eu quero, a gente não fala assim, eu queria botar a cabeça, você vê, a pessoa vai dar uma palestra, aí ela tá num palco que ela não domina, ou seja, ela não tá na presença do domínio daquele que sabe fazer certo aquilo, que sabe trabalhar bem, que sabe arrumar uma mesa de jantar decente pra família, e ela sente vergonha, ela quer Não ser.
Eu não quero estar aqui. Eu não quero exercer a minha vocação. Vocês percebem? A gente tem que parar com essa coisa de ficar repetindo coisinhas. como se coisinha de igreja fosse negocinho que botaram nos livros por aí pra bidrontar a gente ou pra escravizar a gente. Falei, pô, isso que eu tô falando pra vocês é um manual de como o homem funciona. Vocês entendem isso? Isso que eu tô falando pra vocês. Aí, olha só, uma semana, essa semana, uma pessoa me perguntou assim no direct, Diego, eu queria que a minha filha trouxesse o namoradinho dela aqui pra dentro de casa porque eu pensei o seguinte, olha só.
Se ela vai fazer coisa errada, é melhor que ela faça aqui dentro, perto de mim. Eu não queria que ela fizesse escondido. esse raciocínio dessa pessoa, é o raciocínio de um monte de gente aqui, como que eu sei que esse raciocínio é uma merda? Como que eu sei? Porque eu vou lá no princípio de funcionamento da presença, ora, se o teu filho, ele vai cometer uma desordem no mundo, se o teu filho, tá com pneumonia. Você quer que ele tenha pneumonia e que ele não tenha febre.
Se ele não tiver sintoma da pneumonia, como é que você vai saber que ele tá gravemente doente? Então vejam, vocês não podem impedir que uma pessoa sinta vergonha quando ela cometeu uma desordem no mundo. A vergonha, ela salva a nossa vida. Ela diz pra gente essa febre do homem dele tá funcionando mal, pô. Vocês não podem querer apagar a vergonha do coração das pessoas. Quando eu falo pra vocês que tem várias escolas de terapia que são uma merda completa, mas nego insiste de falar assim, não, Diego, tem coisa boa aqui, tem coisa boa aqui.
Ele falou, porra, porra, mas se vocês estão olhando pra criação da ordem no mundo, ele falou, se você olhar pro demônio, ele falou, é óbvio que tem coisa boa ali, porra, foi Deus que criou o demônio. Eu sei que tem coisa boa ali. Você entende? Se você falar assim pra mim, ó... Diego, é... Pô, o cara vai lá no puteiro. Ele falou, vai falar com ele e pergunta pra ele por que que ele vai no puteiro e vê se não tem coisa boa lá. Ele falou, óbvio que tem, pô.
As próprias prostitutas são almas imortais, pessoas imortais. São coisas grandiosíssimas. Ele falou, pô, vocês entendem o que eu tô falando? Que a gente sempre consegue justificar a presença de um bem. Por que que a gente sempre consegue achar um bem em tudo? Porque todo mal é uma perversão de um bem. Então, todo mal é justificável. É justamente por causa disso, vocês entendem? Então, quando a gente sabe das coisas, se vocês conseguirem ser temperados por sempre lembrar a presença, a presença... Vocês vão ver, com o tempo, eu vou mostrar pra vocês todas as escolas de terapia e tudo que nego ensina por aí com base em uma coisa só.
Eu vou ensinar pra vocês geopolítica, relações internacionais. Vocês vão ver. as escolas de geopolítica, de relações internacionais, as escolas utópicas, como doença de presença do roteirista, as escolas construtivistas, criticistas, como doenças da presença do crítico, as escolas realistas, de quem quer fazer as coisas de teoria do Estado de maneira realista no mundo, que são as escolas onde predominam as personalidades cujo personagem sobressai numa estrutura da pessoa. Eu sempre vou ensinar todas as matérias para vocês assim, Tudo que eu vou ensinar pra vocês vai ser assim, em tudo que eu falar de diferente.
Quando eu ensinar pra vocês entropia da química, eu vou estar falando de análise de combinatória das moléculas que podem se rearranjar pra gente calcular a entropia de uma substância, né? Você vê, isso que eu tô falando pra vocês é o tabuleiro de xadrez de Santo Tomás de Aquino, pô. É exatamente a mesma coisa que Deus faz no mundo. Ele tem um conjunto infinito de rearranjos que ele pode fazer. Essa é a entropia divina da química que ele pode fazer pra salvar o mundo em todas as jogadas que nós realizarmos no mundo.
É por isso que ele deixa o demônio aí, pô. Porque o demônio é um peãozinho dele, vocês entendem? E tem gente que tá preocupada com o mal, pô. Porque vocês olham pro tabuleiro de maneira soberba. Vocês querem jogar o jogo sozinho. Sozinho. A gente não sabe mais. A gente só tem uma dificuldade no mundo. Reconhecer o bem e o mal. Então como é que a gente... A gente se confunde nessa bola do bem. A gente se confunde porque ela tem três faces. Então vocês olham pra uma das faces sem olhar com as três pessoas.
Vocês olham o que é belo, o que é gostoso, com personagem no palco e esquecem que o que é belo precisa ser verdadeiro e ser bom. Aí vocês se ferram. Vocês comem toda a torta de limão. Vocês entendem? Apesar de saber que a torta de limão vai ferrar o roteiro de vocês. Vocês entendem qual é o nosso drama no mundo? A gente olha pra realidade sem olhar com as verdades do passado, os roteiros de bondade do futuro e com aquilo que realiza a beleza humana. Aí, a gente, por que a gente não consegue olhar um filme sem fazer uma crítica verdadeira, literária ou de cinema?
Como é que se faz uma crítica de Churek? Se eu olho praquele desenho, praquele filme, eu preciso saber, ó, eu tô gostando dele como filme, eu tô sentindo prazer nele? Eu tô sentindo prazer nele. Agora vamos ver as verdades daquele filme. Vamos ver o quanto aquele filme é bom, ou seja, o quanto ele organiza o roteiro da minha cabeça. Aí eu pergunto pra vocês, é normal no mundo, o mundo real, O príncipe é o malvado e o monstro deformado do pântano é o bondoso? Esse é o mundo real?
Não é assim. Então o filme, ele implanta neuroses na cabeça do homem e ele vai ferrar o roteiro do homem, apesar da gente poder sentir prazer com o filme. Vocês entendem isso? Ele falou, é, porque que o cara se ferra no mundo com o mal? Porque ele quer dormir com a mulher? que ele esquece, lá no passado dele, que ele é casado, e que ele esquece que no futuro dele, a família dele vai ser destruída. Então, vocês percebem qual é o nosso único drama? O nosso único drama é olhar para o mundo sem estar na presença da ordem dessas três pessoas.
É isso que a gente chama de soberba da vida. soberba da vida é a primeira solidão dramática do homem, de ter que decidir ele mesmo pelo que é bom, pelo que é belo e pelo verdadeiro no mundo, vocês entendem? então vejam aqui, o problema medieval, o drama medieval de saber se a unidade era o quarto transcendental, ele está resolvido, A unidade é o transcendental que a união, o vínculo, o teste, a própria unidade dos três transcendentais. Ele é o transcendental do olhar uno da personalidade com a consciência, daquela que olha de uma só vez para as três pessoas.
Então, quando eu estou olhando o mundo com o crítico, o que fere, realiza e leva à plenitude o crítico é a verdade. Quando eu encontro a verdade, quando eu soluciono o problema de matemática, quando eu entendo finalmente que é soberba, o crítico pulsa. isso é transcendente, isso leva ao crítico pelo vínculo, pelo olhar com o autor do mundo, vocês entendem? e isso é o transcendental da verdade quando eu falo pra vocês da esperança e a esperança enche e eu curo vocês da neurose, do maniqueísmo e vocês olham pro mundo finalmente como o roteiro de uma grande bondade daquele criador do mundo que fez o mundo pra perfeição e que dia após dia pode aperfeiçoar o mundo apesar das merdas que a gente faz Eu estou mostrando para vocês o transcendental da grande bondade de Deus e do mundo, que foi feito todo para nós e nós, todo para a vitória sobre o mundo, vocês entendem?
E quando finalmente a gente está na presença real, das coisas e a gente é ferido na presença real sem pensar, sem pensar, sem tentar calcular com a razão a verdade ou sem pensar no dia de amanhã quando eu tô diante de um grande porra do sol na presença e eu vejo a beleza daquilo e eu tento calcular o tamanho daquele porra do sol com todas as faculdades humanas e nada que eu tenho pode medir porque aquilo é muito maior do que eu posso fazer no mundo eu sou ferido Eu sou ferido de presença e de vida por um domínio do mundo, que a gente chama de beleza, vocês entendem?
E quando a gente realiza no mundo a obra final, quando eu finalmente acredito que é verdade, que se eu me doar pela minha esposa eu vou ser feliz, quando eu faço um roteiro de me doar, e quando eu consigo me doar no mundo, e a personalidade olha para as três pessoas finalmente, e eu vejo a unidade do bem, que é bom, belo e verdadeiro, eu sou ferido pelo transcendental da unidade, que é a grande vocação do homem. que ia estar naquele lugar que eu falei pra vocês, vocês entendem isso?
Isso é a nossa vida do dia a dia, pô. É disso que eu tô falando pra vocês. Quando a gente ficou ouvindo por aí das virtudes cardiais, das virtudes teologais, aí você ouve de soberba, você ouve de não sei o que lá, você ouve de criação de filho, você não sabe se deixa o filho de castigo no quarto, o que que eu falo com a minha filha? É isso que eu tô querendo falar pra vocês, pô. que todas as coisas convergem para uma unidade só. A gente conhece a entropia da química, a gente consegue entender a dinâmica cinemática da física, a gente consegue entender a taxonomia da biologia.
com o mesmo instrumento, a personalidade humana em três pessoas, com aquilo que eu conheço, com o melhor roteiro do mundo e com o personagem tentando executar no palco. O homem que pensa geopolítica e o homem que pensa como é a vocação da mitocôndria dentro da célula, é o mesmo homem. Aí você fala assim, pô Diego, então você tá falando que nós somos centrados no homem. Ele falou, só se você não tiver visto a aula da consciência. Por que que nós confundimos se o mundo é teocêntrico ou se o mundo é antropocêntrico?
Se nós somos egoístas de fato ou o nosso ego pode amar a Deus completamente? Porque no centro do homem, existe um lugar chamado consciência, onde vive só esse homem, e onde vive só Deus, é o lugar mais íntimo dos íntimos dos lugares, vocês entendem? Então a gente se confunde, porque nesse mesmo lugar, você pode olhar e conversar com a serpente sozinho, ou você sempre pode olhar para Deus e falar assim, como você vê a torta de limão, e o que eu faço com ela? Você que pensou nisso, o dono do tabuleiro, vocês entendem?
Se você não fizer isso, tudo é soberba da vida. Tudo é soberba da vida. A gente só vai mudar o nome a partir do momento que muda a bola do meio. Se a bola do meio é café, é gula. Se a bola do meio é dinheiro, é avareza. Se a bola do meio é mulher, é luxúria. Vocês entendem que existe uma ordem das coisas sendo montadas? O pessoal fala assim, porra, Diego, por que você não faz curso disso, faz curso daquilo? Porra, por quê? Se eu não ficar aqui um ano falando da presença, da presença, E vocês não entenderem isso que eu tô falando.
Não adianta eu falar nada. Eu vou falar de depressão e ansiedade. E se vocês olharem pra um paciente ansioso e depressivo e não perceberem que tudo se realiza com a presença, não vai sair nada. Nada. Aí você fala assim, não, Diego, mas eu consigo ajudar meu paciente. Ele saiu feliz. Eu dei esperança pra ele. Pessoal, preste atenção nisso que eu vou falar pra vocês. Eu já fiz esse exercício com vários pacientes. Você recebe um paciente, aí tu fala assim, meu irmão, faz isso aqui. Aí ele fala assim, Diego, eu já fiz isso, cara.
Aí tu fala assim, beleza. Ele deve ter feito mal o feito. Mas vou tentar outra coisa. Faz isso, cara. Aí ele fala, eu já fiz isso, Diego. Não dá certo não, cara. O problema não é isso. Aí eu falo assim pra ele, meu irmão, você já experimentou? tomar um banhozinho de pipoca e plantar a bananeira, aí o cara me olha e tu vê esperança nele e, consequentemente, o tal do entusiasmo. O entusiasmo do roteirista, né? Porra, eu nunca testei isso. Meu irmão, olha que babaquice, cara.
Olha que babaquice. Por que que isso acontece, porra? Por que que isso acontece? Porque nós temos Na vida do roteirista, daquele que olha para o futuro, sempre a empolgação de que o futuro é o grande futuro de Deus. Porque a gente nasceu para isso. Vocês entendem? Essa é a vida do roteirista. É por isso que tu fala isso para um cara. O cara vai tomar banho de pipoca, porra! Você entende? Se certas pessoas na internet falarem que pro cara ficar rico ele tem que tomar banho de pipoca, ou pra ele ficar curado ele tem que tomar banho de pipoca, ele vai tomar, porra!
Por que que eu sei que é assim? Porque essa é a vida do roteirista. O roteirista, ele é o tarado da esperança. A gente chama isso de... o homem bobão que acredita em tudo, de maneira pejorativa, mas quem conhece a personalidade humana e olha para o roteirista, aquele que vive no futuro e está tentando descobrir o bem no futuro, a gente sabe que o potencial do nosso coração é olhar para o futuro e achar realmente que as coisas que ainda hão de vir, a aventura da vida, o que não foi provado por nós, é uma grande maravilha.
Por quê? Porque a gente está no mundo de Deus. Então eu sei que é assim. Então é óbvio que toda pessoa que vai pra uma terapia e ela recebe uma coisa que ela nunca testou, onde tá toda a esperança dela? Eu sei que tá tudo ali, pô. Eu sei que tá tudo ali. Mas o que que eu sei também? Que depois de passar em 30 terapeutas e tentar 30 coisas diferentes, o que que começa a acontecer com a pessoa? Ela começa a se temperar da desordem.
Aí ela vira o que a gente chama por aí de pessimista. O que é pessimismo na personalidade humana? É um olhar deformado do roteirista para o mundo que há de vir. A gente chama isso de pessimismo. Quando uma pessoa fala para mim do futuro e ela não fala com empolgação, olhando para o futuro como um bom futuro, eu sei que ela está com o roteirista doente. no mínimo com uma depressão de roteirista, que a gente chama de quê? De pessimismo. Por que o pessimismo é uma grande doença?
Porque ele é o vitimismo do roteirista, e eu já falei para vocês sobre vitimismo. Vocês percebem que eu estou falando de vários assuntos diferentes, e eu estou sempre falando da mesma coisa, de uma presença que se dilui nessa trindade, e se eu estiver falando da consciência, eu estou falando da unidade dessas três pessoas, e que existe uma ordem, uma vocação pessoal, para que as três pessoas dominem e para que a unidade das três pessoas domine completamente, e está tudo aí, as virtudes teologais estão aí, as virtudes cardiais estão aí, os transcendentais estão aí, as faculdades da alma estão aí, os temperamentos estão aí, está tudo aí, está tudo aí, a gente não pode, É ficar dia após dia, pegando coisa aqui, pegando coisa ali.
Aí falou, ah, disseram isso aqui sobre castigo. Ih, parece ser legal, vou pegar e vou fazer. Disseram isso aqui sobre vergonha. Pô, eu vou levar minha filha com o namorado dela pra dentro de casa, pra ela não sentir vergonha, né, pô? Sentir vergonha de fazer besteira? Não quero que ela faça com vergonha. Pelo menos ela faz na minha frente. Aí falou, é, você tá destruindo o sistema defensivo da existência da tua filha. Quem faz coisa errada, ou seja, quem tá com pneumonia precisa sentir febre. É a vergonha que olha pra gente e fala assim, eu preciso fazer alguma coisa da minha vida, senão eu vou morrer.
Ele falou, qual é o trabalho da psicanálise? Qual é todo o trabalho da psicanálise? É tirar essa vergonha do homem. A psicanálise é uma escola de terapia onde o homem aprende, o homem com pneumonia aprende a não sentir mais febre, vocês entendem? E vocês acham então que o Freud se matou de sacanagem? Ele falou, não, ele criou um sistema onde o homem vai fazer toda merda da vida sem sentir vergonha. Eu sei o que vai acontecer com ele. Eu sei o que vai acontecer com ele.
Ele vai para a não existência. É óbvio que isso, quem está entendendo o que está acontecendo, é óbvio que ele sabe o que está acontecendo. Você entende? Quando as pessoas falam para mim das escolas de terapia, quando falam da logoterapia, essas coisas, eu falei, eu sei onde elas funcionam. Olha toda a logoterapia em sentido de vida. Ela é uma puta de uma terapia para quem? Pro roteirista, pô. O homem do sentido da vida, da esperança. Eu tô no campo de concentração, mas a minha vida tem roteiro, pô.
Eu não posso morrer aqui, você entende? Eu tenho que fazer em casa, eu tenho a responsabilidade. Eu tenho um filho pra criar, eu tenho um livro pra escrever. Isso é a vida do roteirista. Você entende? Quando o cara fala assim pra mim, Diego, vou te dar um exemplo assim. Sei lá. Constelação familiar. Falei, Diego, constelação familiar funciona? Funciona, pô? Você quer que eu te diga para que funciona? Ele falou, olha para quem que é a constelação familiar. Hoje em dia, ninguém consegue mais estar na presença de ninguém, né?
Ninguém consegue mais estar na presença de ninguém. As pessoas não querem mais olhar no olho do irmão, do pai, nem sabem mais fazer isso, né? Aí ela vai para a constelação familiar. Vocês já viram a seção de constelação familiar como é que é? Você olha lá e fala assim, fulano, aí você pega uma pessoa, levanta uma pessoa e fala assim, esse aqui é seu pai, esse aqui é sua irmã mais nova, esse aqui vai, posiciona, aí tu vai posicionando, bota um na frente do outro, vai botando posição, aí tu vai, abraça um, aí tu vai, fala uma coisa para o outro, olha o que é isso, o que é isso?
Eu estou simulando um mundo das presenças que não existem mais na realidade ou que eu não sei fazer na realidade. Então, se eu não domino na realidade, eu vou criar uma constelação artificial onde pessoas representam outras pessoas e eu vou realizar aquilo no mundo. Porra, quem é católico e já participou de uma cura interior? ou de um momento em que uma pessoa chega lá na frente da igreja e fala assim ó, agora você fecha o olho, entra na fila, você vai vir aqui na frente, e você vai dar um abraço na Virgem Maria, e aqui do lado está São José, e aqui do lado está Jesus, isso funciona?
É óbvio que funciona pô, porque que funciona? Porque quem não quer estar na presença real de Jesus, e dar um abraço nele e falar que o ama, aí você fecha seus olhos e abraça uma pessoa numa presença simulada que está ali, vocês entendem? Pois é, por que isso é pouco, por exemplo, para o catolicismo? Porque o catolicismo não precisa simular presenças, no catolicismo tem a presença total, vocês entendem? Tanto é que tem gente, eu fiz isso durante dias e dias da minha juventude, eu me curava, quando eu era da escola naval, e eu me sentia mal.
Falando sinceramente, a luta de um jovem normal, pensando um monte de besteira, de mulher, com cena, pornográfica, tá lá o cara de 18 anos, 20 aninhos. Aí eu falei assim, cara, eu não vou ficar aqui lutando sozinho não, pô. Eu pegava meu travesseirinho na escola naval, ia lá pra capela da escola naval, onde estava o Santíssimo, e dormia, às vezes, vários dias, a semana inteira, entre o altar e o Santíssimo, vocês entendem? Eu ia falando, por que eu era forte pra caraca lá? Porque eu tinha a presença real daquilo que as pessoas tentam simular com esse reposicionamento.
Ele falou, porra, você vai reposicionar a tua mãe. Ele falou, vai lá na casa da tua mãe, porra, toma coragem. Olha nos olhos dela e fala, você entende? Você vai fazer constelação familiar, porra. Eu sei que funciona, mas funciona de maneira deformada, pô. Vocês estão entendendo? É só saber o que é presença, pelo amor de Deus, e olhar pra presença, e vocês vão ver o que é presença simulada e o que é presença real. É assim no dia a dia. Eu falo isso pra vocês o tempo todo, pô.
Eu curo gente, eu curo menino com compulsão escrota de pornografia e masturbação, mandando arrancar a porta do quarto dele, pô. Porque se ele não tiver porta do quarto, ele não vai fazer o que é vergonhoso na presença dos outros. E vocês querem botar filho de castigo no quarto sozinho, pô. Na solidão. A solidão não é pra nós. Diego, mas e os monges solitários? Quem foi para o deserto na solidão foi porque não queria ir sozinho, porque estava acompanhado, e a maioria deles sucumbiu, tanto é que...
Um século depois, a igreja falou assim, pô, é melhor a gente pegar os monges e fazer uma comunidade monástica, pô. O nome nem combina, né? Comuno, comuno. São monos e em comum, junto. Só que é monástico, é mono. Entende? Então não é mais eu sozinho, é uma comunidade de monges. Eu vou ficar sozinho, mas tem como tu ficar a 100 metros me olhando pra eu ficar sozinho e não fazer merda sozinho, você entende? Porra, isso é uma maravilha, porra. Isso é uma maravilha. Eu salvei a minha sexualidade na juventude assim, porra.
Quando eu tava estudando no quarto sozinho e tava me sentindo mal e frágil, eu pegava meu caderninho e ia pro shopping, pra praça de alimentação, você entende? Porque aquelas pessoas à minha volta eram a graça da presença que cura e salva a gente. Vocês entendem? Se vocês não entenderem isso uma vez por todas, a força, a graça, a unicidade da presença das pessoas, das presenças da nossa vida, e não começarem a fixar o olhar nelas, Vocês tão ferrado, vocês vão virar mendigo de banho de pipoca e plantar bananeira pra ordenarem a vida, que é a merda que tá acontecendo com a gente, vocês entendem?
Arrumando uma porrada de solução, e eu tô falando pra vocês que a nossa solução tá na nossa cara, tá na nossa cara. A solução que você tá procurando em uma porrada de coisa agora tá do teu lado, você entende? Você tem mulher aí que tá me ouvindo do lado do marido, e a tua grande vocação pessoal, o que você tem que fazer pra curar o teu crítico, é se perguntar assim, como tá lá no meu exame de consciência, lá dia após dia, Diego, Pega o maior tesouro do teu coração hoje e conta pra Maria.
Tá no meu exame de consciência. Eu tenho que fazer isso, pô. Eu tenho que contar a melhor parte da minha vida pra minha esposa, dia após dia. Porque se eu fizer isso, eu vou tá tornando sagrada a minha esposa pela vocação do crítico, que é conhecer profundamente e ser profundamente conhecido. Sendo que eu se eu levo uma vida vergonhosa Se eu faço uma coisa na minha vida que eu não quero contar pra Maria, eu não posso mais ser profundamente conhecido por ela. E a minha vocação vai ser desgraçada.
E eu vou ter que arrumar um amigo pra contar essa merda que eu fiz. Porque eu vou ter que contar. Porque o crítico nasceu pra ser conhecido. E eu vou querer contar pra um amigo. E quando ele conhecer mais o meu coração do que a minha esposa, ele é mais sagrado pra mim do que ela. Vocês entendem? Que essa merda é só fazer dia após dia, porra. É só fazer isso dia após dia. Mas se você leva uma vida vergonhosa, não dá pra levar seu casamento pra perfeição, porque você vai se esconder, porra.
Você vai se esconder atrás da árvore e Deus vai te chamar, vai falar o seu nome. Eva, cadê você? Por que que você tá escondida? E você não vai querer sair de lá, você entende? Não é complicado, porra. A gente só tá perdido, a gente tá olhando coisa demais. A gente tá perdido pra caraca com um monte de coisa que tão dando pra gente na internet, porra. Não precisa disso, pessoal. Vocês acham ou você vê? Eu tô aqui fazendo isso aqui, uma live, pra 510 pessoas.
Pô, a minha esposa tá aqui na live, acompanhando a live. A minha esposa vê, ó. Vocês já viram quantos stories eu faço aqui? A minha participação no Instagram, na internet, é ridícula, pô. Por quê? Porque eu não confio aqui. Não tá aqui a minha confiança, pô. Eu venho aqui. Por misericórdia, por misericórdia, vir aqui pra mim é como São Felipe Neri, entrar num puteiro pra falar assim pra vocês, ó, tem vida lá fora, sai daqui e vai olhar nos olhos da tua esposa e contar teu coração pra ela, porra.
Não é aqui que a gente realiza a nossa vida. Porra, passa muito rápido, né? Já deu a hora, né? Achei que ia falar de temperança hoje. Mas tá bom. Tá bom. O mundo não é uma luta do bem contra o mal.
O mal é um peão, uma formiguinha do tabuleiro que é todo de Deus. O mundo é todo de Deus. A gente não está no mundo como uma luta do bem contra o mal. Isso é uma doença, isso é maniqueísmo. O mundo é todo de Deus. Não olhem para o mundo com medo do mal ou, muito menos, olhem para o mundo sozinho. Se vocês olharem para o mundo sozinho, vocês vão viver sobre o jugo da soberba da vida. Entenderam isso, né?
Obrigado pela presença de vocês, que é a graça da minha vocação de professor. Até a próxima